← Apostila

Paginando…

Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 11 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.391 questões da banca, 2022–2026 · cap. 1
  2. 22 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.56 questões da banca, 2023–2026 · cap. 1
  3. 33 Domínio da ortografia oficial.19 questões da banca, 2023–2026 · cap. 1
  4. 44 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos verbais.62 questões da banca, 2023–2026 · cap. 2
  5. 55 Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. 5.5 Concordância verbal e nominal. 5.6 Regência verbal e nominal. 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8 Colocação dos pronomes átonos.445 questões da banca, 2022–2026 · cap. 2
  6. 66 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.223 questões da banca, 2023–2026 · cap. 2

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Compreensão e interpretação de textosTipos e gêneros textuaisOrtografia oficial e emprego do hífen

Itens do edital:

  • 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
  • 2. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.
  • 3. 3 Domínio da ortografia oficial.

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Leia: “A nova linha de ônibus reduziu o tempo de deslocamento entre os bairros periféricos e o centro. Ainda assim, moradores relatam que a frequência noturna permanece insuficiente.” De acordo com o texto, a melhoria no tempo de deslocamento resolveu todas as dificuldades de transporte dos moradores.

(  ) Certo    (  ) Errado

P2inédita

Um texto de divulgação científica pode combinar exposição de informações com explicações voltadas a leitores não especializados.

(  ) Certo    (  ) Errado

P3inédita

Na ortografia oficial, a forma “micro-ondas” mantém o hífen porque o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.2 O que cai

  • 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 391 questões da banca, 2022–2026
  • 2. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 56 questões da banca, 2023–2026
  • 3. 3 Domínio da ortografia oficial: 19 questões da banca, 2023–2026

1.3 Teoria

A interpretação textual exige leitura precisa das relações entre ideias, enquanto a tipologia depende do propósito predominante do texto. A ortografia oficial também cobra aplicação de regras, não semelhanças aparentes entre palavras.

1.3.1 Compreensão e interpretação de textos

Compreender um texto é recuperar as informações que ele efetivamente apresenta; interpretar é estabelecer inferências autorizadas por essas informações.

Em itens de julgamento, a banca costuma alterar um detalhe, ampliar uma afirmação ou atribuir ao texto uma conclusão plausível, mas não demonstrada. O critério decisivo não é se a afirmação parece verdadeira no mundo, mas se decorre do texto.

OperaçãoO que exigeRisco de erro
LocalizarIdentificar dado expressoIgnorar restrição ou quantificador
InferirConcluir com apoio textualAcrescentar informação externa
SintetizarReunir ideias centraisConfundir exemplo e tese

Comece identificando o tema e a finalidade comunicativa. Depois, separe tese, justificativas, dados e exemplos. Em um texto argumentativo, uma conclusão pode vir apoiada por razões; em um texto expositivo, dados podem ser organizados sem defesa explícita de uma tese. Isso não impede que trechos expositivos contenham avaliações pontuais. A classificação depende do conjunto e do propósito dominante.

A leitura deve respeitar conectores e relações lógicas. Embora introduz concessão; porque pode apresentar causa ou justificativa; portanto sinaliza conclusão; por conseguinte retoma uma consequência. A substituição de um conector por outro pode mudar a relação entre períodos. Também observe referentes pronominais, elipses e expressões como esse total, nesse contexto e já. Elas ligam a informação nova ao que veio antes.

A banca explora quantificadores e modalizadores. Todos, somente, sempre e necessariamente tornam a afirmação mais abrangente do que alguns, em geral ou pode. Uma proposição universal é falsa se o texto apresentar uma exceção. Não transforme possibilidade em certeza, estimativa em fato consumado ou tendência em regra absoluta. Números também pedem cuidado: mantenha o referente, o período e a base de comparação indicados.

Na questão sobre a eletrificação de ônibus, o texto atribui ao governo federal mecanismos de financiamento estáveis e aos governos locais a modernização de marcos regulatórios, licitações, contratos e remuneração. Há participação de ambas as esferas na política, mas o texto não diz que têm a mesma responsabilidade ou que executam as mesmas tarefas. A afirmação de responsabilidade idêntica altera a distribuição expressamente feita.

Considere ainda a distinção entre informação explícita, pressuposto e inferência. Uma pressuposição costuma ser acionada por uma construção linguística; não é licença para completar o texto com conhecimentos gerais. Inferir é aceitável quando a conclusão necessária ou fortemente sustentada pode ser reconstruída a partir das premissas textuais. Se mais de uma explicação externa for possível, não a trate como conclusão textual.

Procedimento prático: leia o comando, volte ao trecho relevante, compare sujeito, ação, objeto, intensidade, tempo e condição da assertiva com o texto. Marque mentalmente o ponto exato que a sustenta ou contradiz. Em textos longos, faça isso por parágrafo, sem perder a progressão global. Evite responder por memória do assunto.

O erro típico é concordar com uma frase coerente e bem redigida sem verificar a correspondência literal e lógica. Outro erro é tratar toda inferência como extrapolação: a banca pode cobrar uma consequência claramente autorizada. O equilíbrio é exigir prova textual para cada parte da afirmação e rejeitar qualquer acréscimo não amparado.

Exemplo resolvido

Um relatório informa que a unidade implantou atendimento digital, mas acrescenta que ainda mantém atendimento presencial. Afirmação: “O atendimento presencial foi encerrado após a implantação digital.” 1. Localize as duas informações do relatório. 2. Compare “implantou” com “encerrou”: uma ação não implica a outra. 3. O texto confirma a manutenção do atendimento presencial. Logo, a afirmação é errada.

Esquema

Julgar assertiva textual

  1. 1Localize a informação

    Retorne ao trecho

  2. 2Compare os elementos

    Sujeito, ação, intensidade

  3. 3Verifique a inferência

    Exija apoio textual

  4. 4Julgue

    Rejeite acréscimos

1.3.2 Tipos e gêneros textuais

Tipo textual é uma forma de organização linguística; gênero textual é uma forma social de comunicação, reconhecida por finalidade, contexto, interlocutores e convenções. Uma notícia, um ofício e um artigo de opinião são gêneros. Exposição, argumentação, narração, descrição e injunção são tipos que podem aparecer combinados dentro de um mesmo gênero.

TipoMarca predominanteExemplo de finalidade
ExpositivoExplica ou apresenta dadosInformar sobre um estudo
ArgumentativoDefende uma tese com razõesConvencer ou justificar
NarrativoEncadeia ações e acontecimentosRelatar uma sequência
DescritivoCaracteriza seres ou situaçõesMostrar atributos
InjuntivoOrienta conduta ou procedimentoInstruir o destinatário

A questão pede a tipologia predominante, não a presença isolada de uma característica. Um texto pode relatar dados cronológicos e continuar expositivo se a função central for apresentar e explicar resultados. Pode conter descrições sem se tornar predominantemente descritivo. A narração tende a organizar acontecimentos em sequência; a descrição focaliza propriedades; a exposição esclarece um tema; a argumentação apresenta razões que sustentam um ponto de vista; a injunção dirige o leitor a agir.

Para reconhecer argumentação, procure uma tese avaliável e os argumentos que a apoiam. No texto sobre regulação da inteligência artificial, o autor afirma que é necessário estabelecer políticas que incentivem inovação e delimitem a atuação da tecnologia; os desafios e a importância da proteção de dados justificam essa posição. Portanto, não é uma apresentação neutra de informações: há defesa de uma necessidade.

Já o texto sobre lideranças no Executivo organiza dados de pesquisa, apresenta percentuais e descreve a metodologia e as conclusões do levantamento. Embora inclua uma fala que avalia os avanços como insuficientes e defenda medidas, a estrutura predominante é expositiva: apresenta e explica um estudo. Um trecho argumentativo não necessariamente converte o texto inteiro em argumentação.

Gêneros podem ser híbridos. Uma reportagem pode combinar exposição, narração de fatos, descrição e falas argumentativas. Um edital pode ter trechos expositivos e injuntivos. O gênero responde a “que produto comunicativo é este e para que circula?”; o tipo responde a “como as ideias estão organizadas?”. A banca costuma confundir as duas perguntas.

Evite classificar apenas pelo assunto ou por uma frase isolada. “O texto trata de política pública” não revela sua tipologia. Também não basta encontrar verbos no passado para afirmar que o texto é narrativo, nem uma opinião para concluir que todo o texto é argumentativo. Observe a estrutura dominante e a função global.

Em prova, sublinhe a tese, quando houver; identifique se os dados servem principalmente para explicar ou justificar uma posição; e examine o comando. Expressões como “predominantemente” admitem mistura de tipos, mas exigem escolher a organização que melhor explica o conjunto.

Esquema

Organização textual

Tipos textuais

  • Exposição

    Apresenta e explica

  • Argumentação

    Defende tese

  • Narração

    Encadeia acontecimentos

  • Injunção

    Orienta conduta

1.3.3 Ortografia oficial e emprego do hífen

A ortografia oficial deve ser aplicada pela estrutura morfológica, não por analogia visual com uma palavra parecida.

No emprego do hífen em formações com prefixos, a regra geral é escrever sem hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente ou por consoante, ressalvadas regras específicas. Usa-se hífen quando o segundo elemento começa pela mesma vogal final do prefixo; também diante de h, em regra.

FormaçãoGrafiaExemplo
Vogais iguaisCom hífenanti-inflamatório
Vogais diferentesSem hífenautoescola
Prefixo + hCom hífenanti-higiênico
Co + vogalEm geral, sem hífencoabitar

O prefixo co- tem comportamento próprio: em formações consagradas, aglutina-se ao segundo elemento, inclusive quando este começa por o, e o h inicial pode ser eliminado, como em coabitar e coerdeiro. Essa particularidade não autoriza retirar o hífen de toda formação iniciada por vogal ou eliminar o h em qualquer composto. A grafia de etno-histórico mantém o hífen porque o segundo elemento começa por h; não se aplica a regra específica de co-.

O Acordo Ortográfico também prevê hífen com certos prefixos e elementos, como ex-, vice-, sota-, soto-, pós-, pré- e pró- quando tônicos e com sentido próprio, além de formas consagradas. Há casos em que a composição se aglutina ou duplica consoante: antissocial, autoescola, coabitar; já micro-ondas e bem-estar mantêm o hífen. Como as regras têm exceções e convenções lexicais, consulte vocabulário ortográfico quando a palavra não se enquadrar com segurança.

Em itens de prova, decomponha a palavra: identifique prefixo, elemento seguinte, letra inicial e regra especial. Não conclua que duas palavras seguem a mesma grafia só porque ambas parecem conter um prefixo. Em particular, coabitar é exemplo de aglutinação própria de co-; não prova que etno-histórico possa ser grafado sem hífen com supressão de h.

Acentuação gráfica também integra a ortografia oficial. Distinga acento de hífen e observe a pronúncia e a classe gramatical, quando relevantes. A banca pode combinar grafia correta com interpretação do texto, mas cada afirmação deve ser julgada em seu próprio fundamento.

O erro típico é transportar mecanicamente uma exceção para outra família de prefixos. Memorize o procedimento — decompor, aplicar regra geral, verificar exceção específica e confirmar a forma lexical — em vez de decorar uma semelhança superficial.

Pegadinha da banca

Paráfrase com exagero

Confira quantificadores, condições e grau de certeza. “Pode” não equivale a “sempre”.

Pegadinha da banca

Tipo não é gênero

Gênero é produto social; tipo é organização predominante. Um gênero pode misturar tipos.

Atenção

Exceção de co-

A grafia de coabitar não permite eliminar o hífen de toda formação com outro prefixo.

1.4 Exemplo resolvido

Em um aviso interno, lê-se: “A equipe ampliou os canais digitais, sem substituir o protocolo presencial”. A afirmação “o protocolo presencial deixou de existir” está correta?

  1. Identifique a informação expressa: ampliação digital sem substituição do presencial.
  2. Compare a afirmação, que declara extinção, com o texto.
  3. A conclusão contradiz a ressalva expressa.

Resposta: Errado.

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Leia: “A instalação de painéis solares em prédios públicos reduziu parte da conta de energia. A economia obtida será reinvestida na manutenção das escolas, segundo a secretaria.” O trecho informa que toda a despesa energética dos prédios foi eliminada pela instalação dos painéis.

(  ) Certo    (  ) Errado

F2inédita

Em uma notícia, o relato de acontecimentos de interesse público costuma ser acompanhado de informações que situam o leitor, como local, data e envolvidos.

(  ) Certo    (  ) Errado

F3inédita

As formas “exceção” e “excesso” são grafadas com “ss” na sílaba final porque ambas têm som de /s/ entre vogais.

(  ) Certo    (  ) Errado

F4inédita

Leia: “O conselho decidiu manter abertas as salas de estudo até as 22 horas durante o período de provas. A medida será avaliada ao fim do semestre, com base na procura dos estudantes.” O texto permite concluir que a ampliação do horário já foi definida como permanente.

(  ) Certo    (  ) Errado

F5inédita

Uma resenha crítica pode apresentar informações sobre uma obra e avaliar aspectos de seu conteúdo ou de sua realização.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).

Conforme as informações do texto, as esferas local e federal compartilham a mesma responsabilidade pela implementação das frotas de ônibus eletrificadas.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q2oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações).

O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente

  1. A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
  1. B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
  2. C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
  3. D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
  4. E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.

Q3oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).

O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q4oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026
Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto transcrito abaixo. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).

Diferentemente do medo de armas de fogo, o medo de cobra é caracterizado no texto como algo que independe de experiência prévia, é constante, ocorre em diferentes culturas e tem base biológica.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q5oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%. Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças. De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%. Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%. O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. “O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann. Internet: <https://agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).

Quanto à tipologia, o texto CG1A1 caracteriza-se predominantemente como

  1. A)descritivo, haja vista a caracterização pormenorizada das lideranças do Poder Executivo brasileiro.
  1. B)narrativo, haja vista a sequência temporal dos fatos apresentados.
  2. C)injuntivo, haja vista seu propósito de orientar o leitor a tomar medidas voltadas à equidade racial.
  3. D)argumentativo, haja vista a defesa da necessidade de um melhor posicionamento do Estado brasileiro a respeito da representatividade racial.
  4. E)expositivo, haja vista a apresentação e a explicação de dados relativos a estudo sobre a ocupação de cargos de liderança no Estado brasileiro.

Q6oficial · UNE AL 26 2026
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os seguintes itens. Texto base (CB2A1): A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital. Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional. No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina. A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito. Das relações de sentido estabelecidas entre os dois primeiros períodos do último parágrafo conclui-se que o segmento "Pelo contrário" introduz uma inversão argumentativa que não apenas reforça a negativa, presente no primeiro período, de uma possível expectativa de a automação reduzir a responsabilidade do Estado, mas a intensifica.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q7oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto transcrito abaixo. Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações).

Quanto à tipologia, o texto classifica-se como injuntivo, pois instrui o leitor a realizar pesquisa sobre as diversas implicações do agrupamento de pessoas em classes sociais.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q8oficial · FUB 25 2025
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens seguintes. Texto base (CB3A1): Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja. A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos. As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio. Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias. O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem. Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).

No segundo período do segundo parágrafo, o acento gráfico empregado na forma verbal “pôde” poderia ser eliminado, sem prejuízo dos sentidos originais e da coerência do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q9oficial · UDESC 26 2026
Com relação à tipologia textual, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue os itens subsequentes. Texto base: Santa Catarina registra a segunda menor taxa de analfabetismo do país entre pessoas com 15 anos de idade ou mais. Os dados compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE. A modalidade educação é anual e os últimos resultados referem-se ao segundo trimestre de 2024. O estado registrou taxa de analfabetismo de 1,9%, ficando atrás somente do Distrito Federal, que apresentou 1,8% . No Brasil, a média de analfabetismo foi de 5,3%, três vezes maior que a registrada pelo estado catarinense. A taxa de analfabetismo indica a proporção de pessoas que, em determinada faixa etária, não possuem habilidades básicas de leitura e escrita. O índice mostra quantas pessoas ainda enfrentam desafios para ler ou escrever um simples recado ou bilhete no idioma que conhecem. O secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, ressalta que os resultados refletem mais um marco no desenvolvimento social do estado. "Acreditamos que alfabetização e qualificação caminham juntas para preparar indivíduos para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais qualificado e exigente. O avanço na alfabetização representa, sobretudo, dignidade, inclusão social e novas oportunidades", declarou o secretário. Internet: <www.sed.sc.gov.br> (com adaptações).

Quanto à tipologia, o texto se classifica como injuntivo, pois relata dados estatísticos, explica conceitos e apresenta declarações de autoridades, além de informar fontes oficiais.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q10oficial · TELEBRAS 25 2025
Considerando a organização do texto precedente, seus sentidos e sua estrutura gramatical, julgue os itens que se seguem. Texto base: O streaming hoje não é apenas um canal de distribuição. Ele se tornou um modelo de consumo cultural, baseado na personalização, na conveniência e na acessibilidade. Os algoritmos ajudam a moldar a experiência de cada usuário, enquanto o conteúdo pode ser acessado a qualquer hora e em qualquer dispositivo. Além disso, o streaming reduziu as barreiras entre criadores, marcas e audiência. Com a explosão das plataformas sob demanda, a lógica da programação linear perdeu força. Hoje, a audiência se dispersa por uma infinidade de opções, e o grande público foi substituído por múltiplas comunidades de interesse. Internet: <https://midia.market> (com adaptações).

Os vocábulos “experiência”, “usuário”, “conteúdo” e “audiência” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: Errado

Conceito: A interpretação deve considerar as ressalvas explícitas do texto.
Raciocínio: O texto registra melhora no tempo, mas afirma que a frequência noturna segue insuficiente; portanto, não foram resolvidas todas as dificuldades.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A afirmação ignora a insuficiência da frequência noturna mencionada no trecho.
Pegadinha: Um avanço específico não equivale à solução integral do problema.
Base: Compreensão textual: relação entre informação principal e ressalva explícita.
Questão irmã: O texto reconhece a melhora do tempo de viagem, mas aponta uma limitação que persiste. Gabarito: Certo

P2inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: Gêneros de divulgação científica apresentam conhecimentos especializados a um público amplo.
Raciocínio: É comum que esses textos expliquem conceitos e resultados de pesquisa em linguagem acessível, mantendo finalidade informativa.
Pegadinha: A presença de explicações não transforma automaticamente o gênero em texto didático formal ou artigo científico especializado.
Base: Marcuschi, Produção textual, análise de gêneros e compreensão (2008).
Questão irmã: Uma reportagem de ciência pode explicar termos técnicos para facilitar a compreensão do público geral. Gabarito: Certo

P3inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: O hífen é empregado em certos compostos quando o prefixo termina na mesma vogal que inicia o segundo elemento.
Raciocínio: Em micro-ondas, micro termina em o e ondas começa por o; a grafia mantém o hífen.
Pegadinha: Não aplique a regra de junção sem hífen usada quando as vogais são diferentes.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base XVI.
Questão irmã: A grafia “anti-inflamatório” leva hífen porque o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento. Gabarito: Certo

F1inéditaResposta: Errado

Conceito: A leitura literal deve respeitar a extensão da informação apresentada.
Raciocínio: O texto diz que houve redução de parte da conta, o que não significa eliminação total das despesas.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A afirmação troca redução parcial por eliminação integral.
Pegadinha: Termos quantitativos como parte e toda alteram o alcance da informação.
Base: Compreensão textual: precisão de quantificadores e inferências.
Questão irmã: A instalação reduziu parcialmente a conta de energia, segundo o trecho. Gabarito: Certo

F2inéditaResposta: Certo

Conceito: A notícia informa acontecimentos recentes e oferece elementos para contextualizá-los.
Raciocínio: A identificação de quando, onde e com quem ocorreu o fato é típica do tratamento jornalístico informativo.
Pegadinha: A notícia pode incluir explicações e declarações, mas seu núcleo continua sendo informar um acontecimento.
Base: Lage, A estrutura da notícia (Ática).
Questão irmã: Uma notícia costuma contextualizar o fato relatado com informações relevantes para o público. Gabarito: Certo

F3inéditaResposta: Errado

Conceito: A grafia de palavras com som de /s/ depende da estrutura ortográfica de cada vocábulo.
Raciocínio: Excesso se escreve com ss, mas exceção se escreve com ç; a afirmação generaliza a grafia de uma palavra para a outra.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: Exceção não se escreve com ss, mas com ç.
Pegadinha: A semelhança sonora não determina grafia idêntica.
Base: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), Academia Brasileira de Letras.
Questão irmã: A palavra “exceção” é grafada com ç. Gabarito: Certo

F4inéditaResposta: Errado

Conceito: Conclusões válidas não devem ultrapassar o que as informações permitem inferir.
Raciocínio: A medida será avaliada no fim do semestre; o texto não a define como permanente.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A avaliação futura indica caráter sujeito a revisão, não permanência já decidida.
Pegadinha: Uma decisão em vigor por período determinado não implica continuidade definitiva.
Base: Compreensão textual: inferência e limites da informação explícita.
Questão irmã: A permanência do horário ampliado ainda será examinada ao fim do semestre. Gabarito: Certo

F5inéditaResposta: Certo

Conceito: A resenha crítica combina apresentação do objeto e apreciação avaliativa.
Raciocínio: Além de identificar e descrever a obra, a resenha pode emitir juízos fundamentados sobre seus aspectos relevantes.
Pegadinha: A avaliação crítica não dispensa a apresentação da obra que está sendo analisada.
Base: Machado, Lousada e Abreu-Tardelli, Resenha (Parábola, 2004).
Questão irmã: Uma resenha crítica pode sintetizar uma obra e justificar uma avaliação sobre ela. Gabarito: Certo

Q1oficialResposta: Errado

Conceito: A leitura atenta separa o papel de cada esfera de governo. No texto, o governo federal estrutura mecanismos de financiamento, e os governos locais modernizam os marcos regulatórios do transporte público. As responsabilidades são distintas, não compartilhadas.
Raciocínio: Passo 1: localize, no parágrafo sobre a responsabilidade pública, o que cabe a cada esfera. Passo 2: o texto diz que, no âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito e garantias. Passo 3: o texto diz que os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios, por meio de licitação, contratos e modelos de remuneração. Passo 4: as duas esferas recebem tarefas diferentes. A afirmativa diz que compartilham a mesma responsabilidade, o que o texto não diz. Logo, o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: Marca como certa a afirmativa de responsabilidade compartilhada. O erro explorado é a generalização: o texto separa as funções do governo federal e dos governos locais.
Pegadinha: A palavra implementação puxa a ideia de tarefa comum. O texto fala em financiamento, de um lado, e em regulação e contratos, de outro, sem atribuir a mesma tarefa às duas esferas.
Base: Interpretação de textos (Koch e Elias, Ler e escrever); texto CG1A1.
Questão irmã: Conforme o texto CG1A1, o governo federal deve estruturar mecanismos de financiamento estáveis para a eletrificação das frotas de ônibus. Gabarito: Certo, pois o texto atribui ao âmbito federal a estruturação de mecanismos de financiamento.

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q2oficialResposta: A

Conceito: A tipologia de um texto depende da intenção predominante do autor. Um texto que apresenta um problema, reúne justificativas e defende a necessidade de regulação é argumentativo.
Raciocínio: Passo 1: identifique a intenção do autor. O texto trata da necessidade de regular a IA no setor público e apresenta razões, como a LGPD, a colaboração entre especialistas e a criação de um marco regulatório robusto. Passo 2: verifique se há narração de fatos em sequência temporal, instruções ao leitor ou descrição de um objeto. Não há. Passo 3: a tipologia predominante é argumentativa, alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Classifica como narrativo, mas o texto não apresenta uma sequência de fatos no tempo. Confunde a menção à evolução da tecnologia com narração.
  • C: Classifica como injuntivo, mas o texto não dá ordens nem orienta o leitor a executar procedimentos. Apenas defende a necessidade de regulação.
  • D: Classifica como expositivo e afirma que não há posicionamento. O texto defende a regulação da IA, então o posicionamento existe e a classificação está errada.
  • E: Classifica como descritivo, restrito à caracterização técnica da IA. O texto vai além da descrição e argumenta sobre a necessidade de regulação.
Pegadinha: A afirmação de que a IA abrange aprendizado de máquina e robótica soa descritiva. A banca usa esse trecho para atrair para descritivo, mas a intenção predominante do texto é defender a regulação.
Base: Tipologia textual (Marcuschi); texto CG1A1.
Questão irmã: O texto CG1A1 é predominantemente narrativo, pois apresenta a evolução da IA em sequência temporal de fatos. Gabarito: Errado. O texto é predominantemente argumentativo.

Fonte: PGE RN 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q3oficialResposta: Errado

Conceito: O hífen em palavras formadas por prefixo é regido pela letra inicial do segundo elemento. Quando o segundo elemento começa com h, o hífen é mantido, e a letra h não é eliminada. Em coabitar, o prefixo co- se aglutina e o h inicial do segundo elemento é suprimido; com etno- (prefixo que não é co-) diante de h exige-se hífen e o h permanece.
Raciocínio: Passo 1: identifique o prefixo, que é etno. Passo 2: o segundo elemento, histórico, começa com h. Passo 3: pela regra de prefixos, quando o segundo elemento começa com h, mantém-se o hífen, grafando-se etno-histórico. Passo 4: a afirmativa propõe eliminar a letra h, mas essa letra pertence ao segundo elemento e permanece. Passo 5: a comparação com coabitar não serve: em coabitar (co + habitar) o prefixo co- se aglutina e o h inicial do segundo elemento é suprimido; já com etno-, que não é co-, o h do segundo elemento exige o hífen e permanece. Logo, o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: Aceita a grafia sem hífen e sem a letra h. Erra porque trata o h de histórico como se fosse eliminável e aplica à palavra uma regra que não se aplica ao prefixo etno.
Pegadinha: A analogia com coabitar induz a pensar que o h cai em todo caso de prefixo. A banca usa uma palavra que existe na composição para atrair o candidato a aplicar a regra errada.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, promulgado pelo Decreto nº 6.583/2008, nas regras de emprego do hífen com prefixos.
Questão irmã: Pelas regras ortográficas vigentes, a palavra etno-histórico deve ser grafada com hífen, mantendo-se a letra h. Gabarito: Certo. O hífen é mantido e a letra h do segundo elemento permanece.

Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q4oficialResposta: Certo

Conceito: O texto afirma que o medo de cobras é uma emoção com base biológica, presente em diferentes culturas e sem depender de experiência anterior. A compreensão do texto exige localizar esses três elementos.
Raciocínio: Passo 1: a afirmativa contrasta o medo de cobra com o medo de armas de fogo. Passo 2: o texto diz que os chimpanzés nascidos em cativeiro gritam ao ver uma cobra pela primeira vez, o que mostra independência de experiência prévia. Passo 3: o texto diz que, mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com cautela, o que indica presença em diferentes culturas. Passo 4: o texto relaciona o medo à história evolutiva e a perigos que ameaçavam os ancestrais, o que indica base biológica. Passo 5: todos os elementos estão no texto. Logo, o item está certo.
Pegadinha: A afirmativa exige ler a palavra constante como ausência de variação entre indivíduos e culturas. O texto não diz que o medo de armas é constante, apenas que o medo de cobra é apresentado assim.
Base: Interpretação de textos (Koch e Elias, Ler e escrever); Steven Pinker, Como a mente funciona.
Questão irmã: Segundo o texto, o medo de cobras depende de experiência prévia e varia entre culturas. Gabarito: Errado. O texto afirma que o medo independe de experiência prévia e ocorre em diferentes culturas.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q5oficialResposta: E

Conceito: O texto expõe dados de um estudo sobre lideranças negras e indígenas no Poder Executivo. Sua tipologia predominante é expositiva, pois apresenta e explica informações sobre o estudo, sem narrar fatos em sequência nem dar ordens.
Raciocínio: Passo 1: identifique o que o texto faz. Ele apresenta dados do estudo, compara números de 1999 com os de 2024 e explica o significado deles. Passo 2: a intenção é informar, não narrar, não orientar e nem apenas defender uma tese. Passo 3: a tipologia que descreve essa finalidade é a expositiva, alternativa E.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Classifica como descritivo pela caracterização das lideranças. A descrição aparece, mas é secundária; a finalidade é apresentar e explicar dados de um estudo.
  • B: Classifica como narrativo pela sequência temporal de 1999 a 2024. A sequência de datas serve à comparação de dados, não à narração de fatos.
  • C: Classifica como injuntivo, mas o texto não orienta o leitor a agir. Cita a conclusão de uma entrevistada sem dar comandos.
  • D: Classifica como argumentativo pela defesa da equidade racial. Há uma opinião ao final, mas a maior parte do texto apresenta dados e explica o estudo.
Pegadinha: A banca usa a palavra avanço e a defesa de equidade racial para empurrar a resposta para argumentativo. O corpo do texto é de dados e explicações.
Base: Tipologia textual (Marcuschi); texto CG1A1.
Questão irmã: O texto CG1A1 tem finalidade predominantemente expositiva, pois apresenta e explica dados de um estudo sobre lideranças. Gabarito: Certo.

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q6oficialResposta: Certo

Conceito: O conector pelo contrário introduz uma oposição ao que foi dito antes. Aqui ele se opõe à ideia de que a automação reduz a responsabilidade do Estado e, mais do que negar essa ideia, reforça a exigência de controle.
Raciocínio: Passo 1: leia o primeiro período, que afirma que a automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Passo 2: leia o segundo período, que começa com pelo contrário. Passo 3: o conector marca oposição à expectativa de que a automação reduziria a responsabilidade do Estado. Passo 4: o segundo período vai além da negação, porque exige um controle prévio mais rigoroso. A afirmativa descreve isso corretamente. Logo, o item está certo.
Pegadinha: A oposição do conector pode parecer apenas uma repetição da negativa. A afirmativa lembra que o segundo período intensifica a ideia, exigindo mais controle do que a simples negação.
Base: Coesão e conectores (Koch, A coesão textual); texto CB2A1.
Questão irmã: No texto CG1A1, a expressão pelo contrário, no último parágrafo, apenas repete a negativa do período anterior, sem acrescentar exigência. Gabarito: Errado. O segundo período acrescenta a exigência de controle prévio mais rigoroso.

Fonte: UNE AL 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q7oficialResposta: Errado

Conceito: Um texto argumentativo defende uma tese com razões e exemplos. Aqui o autor sustenta que o agrupamento de pessoas em classes sociais reflete decisões políticas e tem consequências práticas, o que é uma tese.
Raciocínio: Passo 1: identifique a tese, que é a de que o agrupamento em classes não é neutro e reflete decisões políticas. Passo 2: identifique as razões, como o exercício das classes de renda e a análise da elegibilidade a programas sociais. Passo 3: a intenção predominante é defender a tese, não instruir o leitor a fazer uma pesquisa. A afirmativa que classifica o texto como injuntivo está errada, porque o texto não dá ordem para realizar pesquisa. Logo, o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: Aceita a classificação injuntiva. Confunde a sugestão de um exercício mental com uma ordem de pesquisa, e ignora que a finalidade é defender uma tese.
Pegadinha: O exercício proposto no texto usa verbos no imperativo, como identifique e considere. A banca explora esse detalhe para sugerir que o texto é injuntivo, quando esses comandos são parte do argumento.
Base: Tipologia textual (Marcuschi); Marcelo Medeiros, Os ricos e os pobres.
Questão irmã: O texto sobre o agrupamento em classes sociais é predominantemente injuntivo, pois dá ao leitor ordens para realizar uma pesquisa. Gabarito: Errado. O texto é predominantemente argumentativo.

Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q8oficialResposta: Errado

Conceito: O acento diferencial é mantido quando sua retirada causaria ambiguidade. Pôde, pretérito perfeito do verbo poder na terceira pessoa do singular, se distingue de pode, presente do mesmo verbo, por meio do acento circunflexo.
Raciocínio: Passo 1: identifique a forma em questão, pôde. Passo 2: verifique se ela tem homógrafo que possa causar confusão. Pode, presente do indicativo, é a mesma grafia sem o acento. Passo 3: a retirada do acento faria pode ser lido no presente, mudando o tempo do verbo e, portanto, o sentido do trecho. Passo 4: o acento deve permanecer. Logo, o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: Afirma que o acento poderia ser eliminado sem prejuízo. Ignora o acento diferencial que separa pôde de pode, o que muda o tempo verbal e o sentido.
Pegadinha: A banca lembra que a reforma ortográfica eliminou o acento diferencial de pára/péla/pêlo, o acento do ditongo aberto éi/ói em paroxítonas (ideia, heroico) e o do hiato oo/ee (voo, leem), mas manteve pôde. O acento de pôde não foi eliminado, pois serve para diferenciar o tempo verbal.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, promulgado pelo Decreto nº 6.583/2008, na regra do acento diferencial.
Questão irmã: Pelas regras ortográficas vigentes, o acento circunflexo de pôde pode ser eliminado sem prejuízo para a distinção de pode. Gabarito: Errado. O acento diferencial é mantido para distinguir o pretérito de pode, presente.

Fonte: FUB 25 (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q9oficialResposta: Errado

Conceito: O texto injuntivo dá ordens, instruções ou conselhos ao leitor, com verbos no imperativo ou no infinitivo de comando. Um texto que relata dados estatísticos, explica conceitos e cita fontes oficiais é informativo, de tipologia expositiva.
Raciocínio: Passo 1: identifique o que o texto faz. Ele informa uma taxa de analfabetismo, explica o conceito, cita a pesquisa do IBGE e transcreve a fala de um secretário. Passo 2: não há ordem nem orientação ao leitor. Passo 3: a afirmativa menciona a explicação de conceitos e a declaração de autoridades, mas usa o termo injuntivo para uma finalidade que não se verifica. Passo 4: a tipologia é expositiva. Logo, o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: Classifica como injuntivo um texto que não dá ordens nem orienta o leitor. A lista de elementos citados é verdadeira, mas a conclusão de tipologia está errada.
Pegadinha: A afirmativa descreve bem os elementos do texto, o que faz o candidato aceitar a classificação. O erro está no rótulo, não na descrição.
Base: Tipologia textual (Marcuschi); texto sobre alfabetização divulgado pela Secretaria de Educação de Santa Catarina.
Questão irmã: Um texto que apresenta dados estatísticos e explica conceitos é, predominantemente, injuntivo. Gabarito: Errado. Esse tipo de texto é predominantemente expositivo ou informativo.

Fonte: UDESC 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q10oficialResposta: Errado

Conceito: As regras de acentuação gráfica dependem da posição da sílaba tônica e da estrutura da palavra. Palavras com a mesma acentuação podem ter motivos diferentes, e a regra que as acentua deve ser identificada para cada caso.
Raciocínio: Passo 1: identifique a sílaba tônica de cada palavra. Passo 2: experiência, usuário e audiência são paroxítonas terminadas em ditongo, por isso recebem acento. Passo 3: conteúdo tem o ú tônico em hiato, o que dá acento pela regra do hiato, e não pela de paroxítonas terminadas em ditongo. Passo 4: as palavras não são acentuadas pela mesma regra. Logo, o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: Afirma que todas seguem a mesma regra. Ignora que conteúdo é acentuado pelo hiato com a vogal u tônica, e não pelo ditongo final.
Pegadinha: A banca reúne palavras com acento final parecido, o que sugere uma regra única. Olhe a sílaba tônica e a estrutura de cada uma.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, promulgado pelo Decreto nº 6.583/2008, nas regras de acentuação de paroxítonas, de proparoxítonas e de hiatos.
Questão irmã: As palavras experiência, usuário, audiência e conteúdo são acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica. Gabarito: Errado. Conteúdo é acentuado pela regra do hiato, e as demais pela regra das paroxítonas terminadas em ditongo.

Fonte: TELEBRAS 25 (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • A interpretação deve permanecer amparada pelo texto.
  • Compare cada parte da assertiva com o trecho correspondente.
  • Quantificadores absolutos podem tornar falsa uma generalização.
  • Conectores indicam relações lógicas entre ideias.
  • Tipo textual descreve organização; gênero descreve prática comunicativa.
  • A tipologia predominante depende da finalidade global.
  • Um texto expositivo pode conter avaliação pontual.
  • A regra de hífen depende do prefixo e da letra inicial do segundo elemento.
  • Coabitar é uma particularidade de co-, não modelo para etno-histórico.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

Treine este tópico no PassaPro: abrir o treino deste tópico