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Matéria 01

Língua Portuguesa (25)

O que o edital pede nesta matéria

  1. 11 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.560 questões da banca, 2018–2026 · cap. 1
  2. 22 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.89 questões da banca, 2018–2026 · cap. 1
  3. 33 Domínio da ortografia oficial.27 questões da banca, 2021–2026 · cap. 1
  4. 44 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos verbais.69 questões da banca, 2019–2026 · cap. 2
  5. 55 Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. 5.5 Concordância verbal e nominal. 5.6 Regência verbal e nominal. 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8 Colocação dos pronomes átonos.577 questões da banca, 2019–2026 · cap. 2
  6. 66 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.350 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2

Língua Portuguesa (25) · Capítulo 1

Compreensão e interpretação de textosTipos e gêneros textuaisOrtografia oficial

Itens do edital:

  • 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
  • 2. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.
  • 3. 3 Domínio da ortografia oficial.

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Leia: “A prefeitura inaugurou três pontos de coleta no bairro. A medida pode facilitar o descarte correto de materiais recicláveis, embora seus resultados dependam também da participação dos moradores.” O texto combina informação e avaliação de possíveis efeitos.

(  ) Certo    (  ) Errado

P2inédita

Um comunicado que informa a abertura de um novo serviço e defende sua importância por meio de justificativas pode combinar exposição e argumentação, sem se tornar necessariamente narrativo.

(  ) Certo    (  ) Errado

P3inédita

Na ortografia oficial, a forma “micro-ondas” mantém o hífen porque o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.2 O que cai

  • 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 560 questões da banca, 2018–2026
  • 2. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 89 questões da banca, 2018–2026
  • 3. 3 Domínio da ortografia oficial: 27 questões da banca, 2021–2026

1.3 Teoria

Este capítulo reúne a compreensão de textos, os tipos e gêneros textuais e a ortografia oficial. Nos itens de julgamento, o candidato erra quando julga pelo que sabe em vez de julgar pelo que o texto diz.

1.3.1 Compreensão e interpretação de textos

Compreender um texto é identificar o que ele diz, o que sugere e o que pressupõe. Nos itens de julgamento do Cebraspe, a banca testa três níveis: a informação explícita, a inferência e a relação entre as partes do texto. A regra geral é uma só: o item é julgado pelo texto, e não pelo que o candidato sabe de fora dele.

Informação explícita

É aquilo que o texto diz com palavras próprias ou com sinônimos. Para julgar um item sobre ela, localize o trecho e compare o sentido, sem exigir que as palavras coincidam. Um item sobre um dado numérico está correto quando o número e a relação estão no texto.

Inferência

É a conclusão que se tira do texto sem que ela esteja escrita. Uma inferência é válida quando se apoia no que o texto diz. Quando o item vai além, ele extrapola o texto e está errado, mesmo que a afirmação seja verdadeira no mundo.

Pressupostos e relações de sentido

Pressuposto é o que o texto toma como já sabido. Conectores como mas, embora, portanto e pelo contrário indicam relações de sentido: oposição, concessão, conclusão e contraste. Trocar um conector por outro, quando isso altera a relação entre as ideias, muda o sentido e costuma tornar o item errado.

Tipo de itemComo julgarErro comum
Informação explícitaTrecho com o mesmo sentido, em outras palavrasExigir a mesma palavra
InferênciaConclusão que o texto sustentaAceitar o que o texto não diz
Relação de sentidoConector e as ideias que ele ligaTrocar o conector sem notar a mudança

Como montar o julgamento. Leia o item e identifique a palavra-chave. Procure no texto o trecho que a sustenta. Se o trecho confirma, o item é certo; se contradiz, é errado. Se o texto nada diz sobre o assunto, o item também está errado, porque não se pode afirmá-lo com base no texto.

Informação numérica e datas. Itens sobre números e datas exigem conferência exata. Um ano trocado ou uma porcentagem diferente torna o item errado, ainda que o assunto esteja correto.

Coesão e referência. Pronomes e expressões como isso, esse e o qual retomam termos anteriores. Atribuir a um pronome outro antecedente altera o sentido e pode tornar o item errado.

Exceções que derrubam o candidato. Um item pode estar errado por generalizar: todos, sempre e nunca exigem apoio no texto. Pode também estar errado por inverter causa e consequência. E a palavra certa muda o sentido: ainda e já não significam a mesma coisa.

Erro típico. Julgar pelo conhecimento de mundo. Se o texto diz que um fato ocorreu em 2023 e o item afirma 2024, o item está errado, mesmo que o candidato conheça a data correta por outra fonte.

Exemplo resolvido

Texto: "O órgão recebeu o pedido e aguarda o parecer técnico." Item: o texto afirma que o parecer técnico já foi emitido.

  1. O verbo aguardar indica que o parecer ainda não chegou.
  2. O item afirma que o parecer já foi emitido, o que contraria o texto.
  3. Logo, o item está errado.

Comparação

Informação explícita e inferência

Informação explícitaInferência
Aparece no texto, com sinônimos ou palavras própriasDecorre do texto, sem estar escrita
Julga-se localizando o trecho e comparando o sentidoJulga-se verificando se o texto a sustenta

1.3.2 Tipos e gêneros textuais

Todo texto pertence a um tipo, que indica a forma de organizar as ideias, e a um gênero, que indica a função social e o formato. Um mesmo gênero pode usar tipos diferentes. Um artigo de opinião, por exemplo, é argumentativo, enquanto um relatório costuma ser expositivo.

TipoComo organizaMarca típica
NarrativoSequência de fatos no tempoPersonagens, ações e verbos no passado
DescritivoCaracterização de seres, lugares ou objetosAdjetivos e detalhes sensoriais
Dissertativo-argumentativoDefende uma tese com justificativasOpinião do autor e argumentos encadeados
Dissertativo-expositivoInforma sem defender teseDefinições, dados e explicações
InjuntivoOrienta o leitor a agirVerbos no imperativo ou no infinitivo

Gêneros e funções. A notícia informa um fato recente. O editorial e o artigo de opinião defendem uma posição. O ofício e o e-mail formal servem à comunicação entre órgãos ou pessoas. A receita e o manual de instruções são injuntivos, porque orientam a ação do leitor.

Como a banca cobra. Um item costuma afirmar que o texto é de determinado tipo, e o candidato deve identificar a marca dominante. Um texto pode ter partes de tipos diferentes; o que decide é o tipo predominante. Um texto que relata fatos e termina com uma opinião forte pode ser predominantemente narrativo ou argumentativo, conforme o peso de cada parte.

Argumentativo e expositivo. No argumentativo, o autor se posiciona e encadeia justificativas para sustentar a tese. No expositivo, apresenta informações de forma objetiva. A opinião explícita é o indício mais forte de argumentação.

Sinais de cada tipo. Narração usa verbos no pretérito e personagens que agem. Exposição usa o presente e definições. O uso de deve e é preciso em recomendações costuma indicar argumentação ou injunção.

Erro típico. Confundir texto sobre tema técnico com texto expositivo. O tema não define o tipo: o que define é a forma como o autor organiza as ideias.

Esquema

Tipos de texto

Tipos de texto

  • Narrativo

    Fatos em sequência no tempo

  • Descritivo

    Caracterização de seres e lugares

  • Dissertativo

    Tese com justificativas ou informação objetiva

  • Injuntivo

    Orienta o leitor a agir

1.3.3 Ortografia oficial

A ortografia oficial segue o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor no Brasil. Ele alterou acentos, trema e hífen. Os pontos que a banca cobra estão na tabela.

PontoRegra atualExemplo
TremaEliminado, exceto em nomes próprios estrangeiros e derivadosfrequência, aguentar
Ditongos abertos ei e oi em palavras paroxítonasPerdem o acentoideia, heroico
Acento diferencialO pretérito pôde mantém o acento; o presente pode não temele pôde / ele pode
Prefixo co-Aglutina-se à palavra, sem hífencoabitar, coautor
ProparoxítonasTodas recebem acento gráficomáximo, público
Paroxítonas terminadas em ditongoRecebem acento gráficoagência, indústria, subterrânea
Monossílabos tônicos terminados em a, e, oRecebem acento gráficohá, é, pó

Essas mudanças valem para a escrita. A pronúncia de muitas palavras permanece a mesma, e a regra não altera o sentido da frase.

Por que essas regras caem. O item de ortografia exige a forma escrita exata, e não o significado da frase. A banca aponta uma grafia como correta ou incorreta, sem discutir o sentido. Na prática, pôde e pode são formas diferentes do mesmo verbo, e o acento distingue o tempo.

Hífen. Prefixos terminados em vogal, diante de palavra começada por h, levam hífen: pré-história, anti-higiênico, super-homem. Há exceções: co- se aglutina (coabitar), e des-, in- e re- se juntam à palavra e perdem o h (desumano, inábil, reidratar). Quando o prefixo termina na mesma vogal com que a palavra começa, usa-se hífen (micro-ondas, anti-inflamatório); com vogais diferentes, o prefixo se junta à palavra (autoescola, infraestrutura). Nesse caso, co- e re- também se aglutinam (coordenar, reeleição).

Comparação

Acento diferencial

PôdePode
Pretérito, como em *ele pôde*, mantém o acentoPresente, como em *ele pode*, não tem acento
Diferencia o passado do presenteForma sem acento marca o presente

Pegadinha da banca

Julgue pelo texto, não pelo mundo

Um item pode trazer uma afirmação verdadeira no mundo e ainda assim estar errado, porque o texto não a sustenta.

Atenção

O trema quase desapareceu

Não se usa trema em frequência nem em aguentar. Ele só permanece em nomes próprios estrangeiros e derivados.

Pegadinha da banca

Tema técnico não define tipo

Um texto sobre assunto técnico pode ser argumentativo. O que define o tipo é a forma como as ideias são organizadas.

1.4 Exemplo resolvido

Texto: "O prazo foi curto; portanto, a equipe trabalhou em regime de urgência." Item: o conector "portanto" introduz uma conclusão que se apoia no texto. Alternativas: Certo ou Errado.

  1. O conector "portanto" indica conclusão.
  2. A conclusão do texto é que a equipe trabalhou em regime de urgência, o que decorre do prazo curto, apresentado antes do conector.
  3. Logo, o item está certo.

Resposta: Certo

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Leia: “O município substituiu lâmpadas em duas avenidas. De acordo com a secretaria, o consumo de energia caiu após a troca; a administração considera ampliar o projeto para outros bairros.” O trecho apresenta uma informação atribuída à secretaria e uma decisão ainda considerada pela administração.

(  ) Certo    (  ) Errado

F2inédita

Uma receita publicada em um portal é um gênero textual; as instruções que orientam o preparo constituem sequência injuntiva, ainda que o texto também descreva ingredientes.

(  ) Certo    (  ) Errado

F3inédita

Segundo a ortografia oficial, escreve-se “autoescola”, sem hífen, pois o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente.

(  ) Certo    (  ) Errado

F4inédita

Leia: “O centro cultural ampliará as oficinas no próximo semestre. A equipe acredita que a mudança aproximará atividades artísticas de novos públicos.” A segunda frase apresenta uma expectativa, não um efeito já comprovado.

(  ) Certo    (  ) Errado

F5inédita

Um texto de divulgação científica que explica um processo e sustenta uma recomendação com razões é obrigatoriamente apenas expositivo, pois a exposição exclui argumentação.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).

Além de prestar informações, o texto também apresenta trechos com viés argumentativo.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q2oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações).

O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente

  1. A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
  1. B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
  2. C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
  3. D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
  4. E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.

Q3oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).

O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q4oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026
Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.).

Diferentemente do medo de armas de fogo, o medo de cobra é caracterizado no texto como algo que independe de experiência prévia, é constante, ocorre em diferentes culturas e tem base biológica.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q5oficial · UNE AL 26 2026
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os seguintes itens. Texto base (CB2A1): A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital. Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional. No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina. A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito. Das relações de sentido estabelecidas entre os dois primeiros períodos do último parágrafo conclui-se que o segmento "Pelo contrário" introduz uma inversão argumentativa que não apenas reforça a negativa, presente no primeiro período, de uma possível expectativa de a automação reduzir a responsabilidade do Estado, mas a intensifica.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q6oficial · FUB 25 2025
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens seguintes. Texto base (CB3A1): Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja. A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos. As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio. Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias. O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem. Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).

No segundo período do segundo parágrafo, o acento gráfico empregado na forma verbal “pôde” poderia ser eliminado, sem prejuízo dos sentidos originais e da coerência do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q7oficial · UDESC 26 2026
Com relação à tipologia textual, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue os itens subsequentes. Texto base: Santa Catarina registra a segunda menor taxa de analfabetismo do país entre pessoas com 15 anos de idade ou mais. Os dados compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE. A modalidade educação é anual e os últimos resultados referem-se ao segundo trimestre de 2024. O estado registrou taxa de analfabetismo de 1,9%, ficando atrás somente do Distrito Federal, que apresentou 1,8% . No Brasil, a média de analfabetismo foi de 5,3%, três vezes maior que a registrada pelo estado catarinense. A taxa de analfabetismo indica a proporção de pessoas que, em determinada faixa etária, não possuem habilidades básicas de leitura e escrita. O índice mostra quantas pessoas ainda enfrentam desafios para ler ou escrever um simples recado ou bilhete no idioma que conhecem. O secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, ressalta que os resultados refletem mais um marco no desenvolvimento social do estado. "Acreditamos que alfabetização e qualificação caminham juntas para preparar indivíduos para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais qualificado e exigente. O avanço na alfabetização representa, sobretudo, dignidade, inclusão social e novas oportunidades", declarou o secretário. Internet: <www.sed.sc.gov.br> (com adaptações).

De acordo com o texto, é grande a parcela da população brasileira que apresenta dificuldades em ler e escrever.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q8oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres.

Segundo o autor do texto, o principal problema das classificações sociais reside na terminologia utilizada, que não é suficientemente precisa para refletir a realidade social.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q9oficial · TCE MG 25 2025
Texto base (CG1A1-I): Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018 -2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam. Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação. No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%). Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, no que se refere à ortografia oficial e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto CG1A1-I. I Os vocábulos “agência”, “indústria” e “subterrânea” são acentuados graficamente de acordo com regras distintas de acentuação gráfica. II No trecho “devolvidos à natureza” (último período do segundo parágrafo), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo. III De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “aquicultura” pode ser grafado também com trema — aqüicultura. IV O numeral “14” pode ser corretamente grafado de duas formas: quatorze e catorze. Assinale a opção correta.

  1. A)Apenas o item I está certo.
  2. B)Apenas o item III está certo.
  3. C)Apenas o item IV está certo.
  4. D)Apenas os itens II e IV estão certos.
  5. E)Apenas os itens I, II e III estão certos.

Q10oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).

De acordo com o texto CG1A1, a avaliação de valor monetário e a percepção de peso têm em comum o fato de serem

  1. A)bastante variáveis ao longo do tempo.
  2. B)estudadas no âmbito da psicofísica.
  3. C)altamente sensíveis a diferenças.
  4. D)totalmente indiferentes a valores absolutos.
  5. E)infalíveis na maioria dos casos.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: Um texto pode informar fatos e também apresentar avaliações, hipóteses ou argumentos.
Raciocínio: A inauguração é apresentada como fato; a possibilidade de facilitar o descarte e a ressalva sobre os resultados constituem avaliação de efeitos.
Pegadinha: A presença de informação factual não exclui o viés argumentativo.
Base: Interpretação textual: informação e avaliação em um mesmo texto.
Questão irmã: Uma reportagem pode apresentar dados e, ao mesmo tempo, defender uma interpretação sobre eles. Gabarito: Certo

P2inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: Gêneros podem combinar sequências textuais; uma delas pode predominar conforme a finalidade.
Raciocínio: Informar a abertura expõe um fato; justificar a importância do serviço argumenta. Não há exigência de relato de acontecimentos em sequência narrativa.
Pegadinha: A presença de informação não define sozinha o tipo textual predominante.
Base: Tipos e gêneros textuais: exposição e argumentação combinadas.
Questão irmã: Uma nota institucional que apresenta dados e recomenda uma providência pode articular exposição e argumentação. Gabarito: Certo

P3inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: Em compostos com prefixo terminado em vogal e segundo elemento iniciado pela mesma vogal, emprega-se hífen.
Raciocínio: “Micro” termina em o e “ondas” começa por o; a grafia normativa é “micro-ondas”, com hífen.
Pegadinha: Observe a vogal final do prefixo e a inicial do elemento seguinte.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base XVI.
Questão irmã: A grafia “anti-inflamatório” conserva o hífen porque o prefixo termina na mesma vogal com que começa o segundo elemento. Gabarito: Certo

F1inéditaResposta: Certo

Conceito: Marcas de atribuição identificam fontes, e formas verbais ajudam a distinguir fatos relatados de decisões futuras em avaliação.
Raciocínio: “De acordo com a secretaria” atribui a ela a informação sobre a redução. “Considera ampliar” expressa possibilidade em análise, não decisão já tomada.
Pegadinha: Não transforme uma proposta em estudo numa decisão definitiva.
Base: Interpretação textual: atribuição de vozes e modalização.
Questão irmã: “Segundo a equipe, a obra avançou; a direção avalia iniciar outra etapa.” Nesse trecho, a segunda ação já está confirmada. Gabarito: Errado

F2inéditaResposta: Certo

Conceito: Gênero textual e sequência tipológica classificam dimensões diferentes do texto e podem coexistir.
Raciocínio: Receita identifica uma prática comunicativa; os comandos do preparo orientam ações e são injuntivos. A descrição de ingredientes pode aparecer sem alterar essa função.
Pegadinha: Não confunda gênero com tipo textual nem suponha que um texto só contenha uma sequência.
Base: Tipos e gêneros textuais: gênero e sequência injuntiva.
Questão irmã: Um manual é gênero textual e pode organizar-se predominantemente por instruções injuntivas. Gabarito: Certo

F3inéditaResposta: Certo

Conceito: Em prefixação, vogais diferentes normalmente se unem sem hífen; vogais iguais exigem hífen.
Raciocínio: “Auto” termina em o e “escola” começa em e. A forma oficial é “autoescola”, sem hífen.
Pegadinha: Compare as vogais que se encontram na fronteira dos elementos.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base XVI.
Questão irmã: A forma “infraestrutura” é escrita sem hífen, pois o prefixo termina em vogal diferente da inicial do segundo elemento. Gabarito: Certo

F4inéditaResposta: Certo

Conceito: A interpretação deve respeitar a modalidade e o tempo das afirmações, distinguindo expectativa de resultado efetivo.
Raciocínio: “Acredita que” introduz uma previsão da equipe. O texto não relata que a aproximação já aconteceu nem apresenta medição de impacto.
Pegadinha: Uma expectativa pode ter fundamento, mas não equivale a fato consumado.
Base: Interpretação textual: modalização e inferência.
Questão irmã: “A direção espera que a reforma aumente a frequência.” Nesse trecho, o aumento é apresentado como resultado já observado. Gabarito: Errado

F5inéditaResposta: Errado

Conceito: Textos podem combinar exposição de informações com argumentação, sem que uma função exclua necessariamente a outra.
Raciocínio: Explicar um processo é expositivo; defender uma recomendação com razões é argumentativo. A afirmação incorre em exclusividade indevida.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A afirmação é falsa: exposição e argumentação podem coexistir no mesmo texto.
Pegadinha: Desconfie de “obrigatoriamente” e “apenas” quando o texto pode combinar funções.
Base: Tipos e gêneros textuais: exposição e argumentação no mesmo texto.
Questão irmã: Um artigo pode expor dados e, ao mesmo tempo, usá-los para defender uma tese. Gabarito: Certo

Q1oficialResposta: Certo

Conceito: Um mesmo texto pode informar e argumentar: a tipologia depende dos trechos que o compõem.
Raciocínio: Primeiro, localize os trechos que apenas informam: os dados do SEEG (53,3% das emissões do setor de energia), a comparação de emissões entre ônibus a diesel e elétricos (3 a 4 vezes) e os números da E-bus Radar. Depois, localize os trechos que defendem uma posição e pedem adesão do leitor: 'é fundamental começar pela' eletrificação, 'cabe lembrar' que ela é só a primeira etapa, e 'ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode' reduzir emissões e sinalizar liderança. Há, portanto, informação e argumentação no mesmo texto. O item está certo.
Pegadinha: Classificar o texto por um único tipo. Texto de opinião em jornal costuma misturar informação e argumentação, e a questão pede que se reconheça o segundo tipo ao lado do primeiro.
Base: Tipologia textual: sequências expositiva (informar) e argumentativa (defender uma tese com justificativas).
Questão irmã: Um texto que só traz dados e informações objetivas não apresenta trechos argumentativos. Gabarito: Errado

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q2oficialResposta: A

Conceito: A predominância de um tipo textual depende da finalidade do texto e da forma como ele organiza as ideias.
Raciocínio: Primeiro, identifique a finalidade: o texto afirma que a natureza da IA 'torna imperativo um novo olhar jurídico' e propõe caminhos, como 'é crucial estabelecer políticas públicas' e a criação de 'um marco regulatório robusto'. As ideias se organizam em tese e justificativas que a sustentam. Isso caracteriza o texto argumentativo, alternativa A, que é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B pede sequência de fatos em encadeamento temporal, e o texto não relata acontecimentos; trata de conceitos e de uma tese sobre regulação.
  • C: A alternativa C pede orientação de procedimentos. O texto sugere caminhos gerais, sem instruções passo a passo.
  • D: A alternativa D diz que o texto não tem posicionamento, mas ele defende a necessidade de regulação e de um olhar jurídico próprio.
  • E: A alternativa E restringe o texto à caracterização técnica da IA. O texto vai além disso e discute desafios jurídicos e a regulação.
Pegadinha: Confundir expositivo com argumentativo. Um texto que apresenta conceitos, como aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural, parece expositivo, mas o que decide o tipo é a tese defendida.
Base: Tipologia textual: sequência argumentativa, com tese, justificativas e proposta.
Questão irmã: Um texto que apenas relata, em ordem cronológica, o surgimento da inteligência artificial é predominantemente narrativo. Gabarito: Certo

Fonte: PGE RN 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q3oficialResposta: Errado

Conceito: Pelas regras vigentes, o hífen com prefixos se mantém quando o segundo elemento começa com h; a aglutinação, sem hífen e sem h, é exceção de prefixos como co-.
Raciocínio: Primeiro, identifique o prefixo 'etno', que se junta a 'histórico'. Segundo, observe que 'histórico' começa com h. Pelo Acordo, quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com h, usa-se o hífen: etno-histórico. A exceção de aglutinação, que tira o hífen e o h, vale para o prefixo co-, como em 'coabitar', e o item usa essa exceção como comparação. Não se pode tirar o hífen de etno-histórico nem eliminar o h. O item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A afirma que a grafia sem hífen e sem h é correta. Ela erra porque 'etno' não segue a regra do prefixo co-: o hífen se mantém e o h faz parte de 'histórico'.
Pegadinha: Aplicar a aglutinação do prefixo co- a qualquer prefixo. A regra de co- é própria e não se generaliza.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, com obrigatoriedade no Brasil desde 1º/1/2016 (Base XV, uso do hífen com prefixos).
Questão irmã: Pelas regras vigentes, o vocábulo 'anti-higiênico' deve ser grafado com hífen, porque o segundo elemento começa com h. Gabarito: Certo

Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q4oficialResposta: Certo

Conceito: Interpretar uma comparação exige ler o que o texto afirma sobre cada um dos dois elementos, sem extrapolar.
Raciocínio: Primeiro, o texto caracteriza o medo de cobras: 'cobras e aranhas sempre amedrontam'; chimpanzés nascidos em cativeiro gritam ao ver uma cobra pela primeira vez; mesmo nas culturas que veneram serpentes, as pessoas as tratam com cautela; e o medo aparece como adaptação evolutiva, com base biológica. Depois, o texto trata o medo de armas de fogo em outro plano: diz que deveríamos temer armas, direção em alta velocidade e outros perigos, e não o descreve como resposta inata. O contraste do item se sustenta, e o item está certo.
Pegadinha: Achar que o texto nega a racionalidade do medo de armas. Ele não fala de experiência prévia para armas; contrasta medos inatos com perigos que deveriam ser mais temidos.
Base: Interpretação do próprio texto (Steven Pinker, Como a mente funciona).
Questão irmã: Segundo o texto, o medo de cobras é fruto exclusivo da experiência de cada pessoa, sem base biológica. Gabarito: Errado

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q5oficialResposta: Certo

Conceito: Conectivos de oposição podem negar uma ideia e, ao mesmo tempo, reforçá-la quando introduzem o extremo oposto.
Raciocínio: Primeiro, o período inicial do último parágrafo nega: 'a automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato'. Depois, 'pelo contrário' introduz o oposto e afirma que a automação 'exige um controle prévio muito mais rigoroso'. O conectivo, portanto, não só mantém a negativa de que o Estado perde responsabilidade, como a intensifica ao exigir controle mais rigoroso. O item descreve exatamente isso e está certo.
Pegadinha: Ler 'pelo contrário' apenas como oposição simples, sem perceber a intensificação. A relação de sentido depende do que vem depois do conectivo.
Base: Coesão textual: conectivos de oposição e seu papel argumentativo (último parágrafo do texto CB2A1).
Questão irmã: No trecho 'Pelo contrário, ela exige um controle prévio', a expressão introduz ideia de adição, sem oposição ao período anterior. Gabarito: Errado

Fonte: UNE AL 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q6oficialResposta: Errado

Conceito: O acento diferencial do verbo poder no pretérito (pôde) se mantém para distingui-lo do presente (pode).
Raciocínio: Primeiro, localize a forma: 'pôde' aparece em 'O mundo das ideias não pôde esperar', pretérito perfeito de poder, na 3ª pessoa do singular. Segundo, compare com o presente 'pode', sem acento. O circunflexo de 'pôde' é diferencial e separa dois tempos verbais de mesma grafia básica. Retirar o acento transformaria a leitura de passado em presente, o que altera o sentido. O item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A afirma que o acento pode ser eliminado sem prejuízo. Ela erra porque o acento de 'pôde' é diferencial: sem ele, a forma passa a ser lida como o presente 'pode'.
Pegadinha: Achar que o Acordo de 1990 eliminou todos os acentos. Ele tirou acentos como o de 'pára' e 'pêlo' e o trema, mas manteve acentos diferenciais, como os de 'pôde' e 'pôr'.
Base: Acordo Ortográfico de 1990, com obrigatoriedade no Brasil desde 1º/1/2016 (acento diferencial de 'pôde').
Questão irmã: As formas 'pôde' (pretérito) e 'pode' (presente) se distinguem pelo acento circunflexo, que se mantém pelas regras vigentes. Gabarito: Certo

Fonte: FUB 25 (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q7oficialResposta: Errado

Conceito: Interpretar um dado é comparar os números do texto sem atribuir a eles uma qualificação que o texto não faz.
Raciocínio: Primeiro, o texto traz a taxa nacional de analfabetismo, de 5,3%, e a catarinense, de 1,9%. Depois, o próprio texto só diz que a taxa brasileira é três vezes maior que a de Santa Catarina e define o analfabetismo como falta de habilidades básicas de leitura e escrita. O item afirma que a parcela é 'grande'; o texto não faz essa avaliação, e os percentuais indicam parcela pequena da população de 15 anos ou mais. A afirmação não se sustenta, Logo, o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A atribui ao texto uma avaliação de tamanho que ele não faz. Os 5,3% indicam parcela pequena, ainda que o problema persista.
Pegadinha: Confundir a existência de um problema com a sua extensão. O item transforma um problema existente em parcela grande, o que o texto não afirma.
Base: Interpretação do próprio texto (dados da PNAD Contínua/IBGE citados).
Questão irmã: De acordo com o texto, a taxa de analfabetismo do Brasil, de 5,3%, é inferior à de Santa Catarina. Gabarito: Errado

Fonte: UDESC 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q8oficialResposta: Errado

Conceito: Identificar o problema central de um argumento exige separar o que o autor aponta como causa principal do que ele apenas menciona.
Raciocínio: Primeiro, o autor afirma que o problema 'não está apenas na terminologia usada' e completa: 'está também na forma como as classes são definidas'. A palavra 'também' mostra que a terminologia é só um dos problemas. Depois, o autor desenvolve a questão da definição, com o exemplo da linha de renda, e conclui que a classificação tem implicações práticas. O item diz que o principal problema reside na terminologia, o que o texto nega. Logo, o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A atribui à terminologia o principal problema. O autor diz que a terminologia não é o único problema e que a definição das classes também conta.
Pegadinha: Ler 'não apenas' como negação total. O autor não diz que a terminologia é irrelevante; diz que ela não é o único problema.
Base: Interpretação do texto (Marcelo Medeiros, Os ricos e os pobres).
Questão irmã: Segundo o autor, a forma como as classes sociais são definidas também gera implicações práticas para as políticas públicas. Gabarito: Certo

Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q9oficialResposta: C

Conceito: Ortografia oficial vigente: acentuação gráfica das paroxítonas terminadas em ditongo, trema e grafia de numerais.
Raciocínio: Primeiro, o item I afirma que 'agência', 'indústria' e 'subterrânea' seguem regras distintas. As três são paroxítonas terminadas em ditongo (-ia, -ia, -ea) e recebem acento pela mesma regra, então o item I está errado. Segundo, o item II cobra a crase em 'devolvidos à natureza': 'natureza' é substantivo feminino e a preposição 'a' pede o artigo; a crase é obrigatória, não facultativa, e o item II está errado. Terceiro, o item III: o Acordo eliminou o trema, e 'aquicultura' se escreve sem ele; o item III está errado. Quarto, o item IV: 'catorze' e 'quatorze' são formas aceitas pelo Acordo; o item IV está certo. Só o item IV está certo, e a alternativa C é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A afirma que só o item I está certo. O item I erra porque as três palavras são paroxítonas terminadas em ditongo e recebem acento pela mesma regra.
  • B: A alternativa B afirma que só o item III está certo. O item III erra porque o trema foi eliminado e 'aquicultura' não se grafa com trema.
  • D: A alternativa D afirma que os itens II e IV estão certos. O item II erra porque a crase em 'à natureza' é obrigatória, já que 'natureza' é substantivo feminino com a preposição 'a'.
  • E: A alternativa E afirma que os itens I, II e III estão certos. Os três estão errados, pelos motivos expostos para cada um.
Pegadinha: Achar que as três palavras seguem regras diferentes porque o acento e a sílaba tônica parecem mudar. Agência, indústria e subterrânea são paroxítonas terminadas em ditongo (-ia, -ia, -ea) e recebem acento pela mesma regra.
Base: Acordo Ortográfico de 1990, com obrigatoriedade no Brasil desde 1º/1/2016 (acentuação gráfica, trema e numerais).
Questão irmã: Pelas regras ortográficas vigentes, o trema é usado em palavras como 'aqüicultura'. Gabarito: Errado

Fonte: TCE MG 25 (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q10oficialResposta: C

Conceito: Interpretar uma comparação exige localizar o que o texto diz que os dois elementos têm em comum.
Raciocínio: Primeiro, o texto relaciona a avaliação de valor monetário a julgamentos sensoriais, como o peso. Depois, afirma que as pessoas 'são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos'. O que os dois têm em comum é, portanto, a sensibilidade a diferenças. A alternativa C traduz isso, e é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A fala de variação ao longo do tempo, tema que o texto não aborda.
  • B: A alternativa B confunde o estudo das percepções sensoriais, que é a psicofísica, com a avaliação de valor monetário, que o texto só compara aos julgamentos sensoriais.
  • D: A alternativa D exagera: o texto diz que as pessoas são 'não tão sensíveis' a valores absolutos, o que é diferente de indiferença total.
  • E: A alternativa E contradiz o texto, que questiona a ideia de um sentido infalível de valor.
Pegadinha: Trocar 'menos sensível' por 'indiferente' e 'comparar' por 'estudar'.
Base: Interpretação do texto (William Poundstone, Preço).
Questão irmã: De acordo com o texto, a avaliação de valor monetário é infalível na maioria dos casos. Gabarito: Errado

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Informação explícita está no texto, com palavras próprias ou sinônimos.
  • Inferência precisa de apoio no texto; afirmação que vai além é errada.
  • Generalizações com todos, sempre e nunca exigem apoio no texto.
  • Narrativo: fatos em sequência no tempo.
  • Descritivo: caracterização de seres, lugares e objetos.
  • Dissertativo-argumentativo defende tese; expositivo informa sem defender.
  • Injuntivo orienta o leitor a agir, com verbos no imperativo ou no infinitivo.
  • O trema foi eliminado, salvo em nomes próprios estrangeiros e derivados.
  • O pretérito pôde mantém o acento; o presente pode não tem.
  • Ideia e heroico perderam o acento dos ditongos abertos em paroxítonas.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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