Matéria 01
Língua Portuguesa (25)
O que o edital pede nesta matéria
- 11 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
- 22 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.
- 33 Domínio da ortografia oficial.
- 44 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos verbais.
- 55 Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. 5.5 Concordância verbal e nominal. 5.6 Regência verbal e nominal. 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8 Colocação dos pronomes átonos.
- 66 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.
Língua Portuguesa (25) · Capítulo 1
Compreensão e interpretação de textosTipos e gêneros textuaisOrtografia oficial
Itens do edital:
- 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
- 2. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.
- 3. 3 Domínio da ortografia oficial.
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Leia: “A prefeitura inaugurou três pontos de coleta no bairro. A medida pode facilitar o descarte correto de materiais recicláveis, embora seus resultados dependam também da participação dos moradores.” O texto combina informação e avaliação de possíveis efeitos.
( ) Certo ( ) Errado
P2inédita
Um comunicado que informa a abertura de um novo serviço e defende sua importância por meio de justificativas pode combinar exposição e argumentação, sem se tornar necessariamente narrativo.
( ) Certo ( ) Errado
P3inédita
Na ortografia oficial, a forma “micro-ondas” mantém o hífen porque o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.
( ) Certo ( ) Errado
1.2 O que cai
- 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 560 questões da banca, 2018–2026
- 2. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 89 questões da banca, 2018–2026
- 3. 3 Domínio da ortografia oficial: 27 questões da banca, 2021–2026
1.3 Teoria
Este capítulo reúne a compreensão de textos, os tipos e gêneros textuais e a ortografia oficial. Nos itens de julgamento, o candidato erra quando julga pelo que sabe em vez de julgar pelo que o texto diz.
1.3.1 Compreensão e interpretação de textos
Compreender um texto é identificar o que ele diz, o que sugere e o que pressupõe. Nos itens de julgamento do Cebraspe, a banca testa três níveis: a informação explícita, a inferência e a relação entre as partes do texto. A regra geral é uma só: o item é julgado pelo texto, e não pelo que o candidato sabe de fora dele.
Informação explícita
É aquilo que o texto diz com palavras próprias ou com sinônimos. Para julgar um item sobre ela, localize o trecho e compare o sentido, sem exigir que as palavras coincidam. Um item sobre um dado numérico está correto quando o número e a relação estão no texto.
Inferência
É a conclusão que se tira do texto sem que ela esteja escrita. Uma inferência é válida quando se apoia no que o texto diz. Quando o item vai além, ele extrapola o texto e está errado, mesmo que a afirmação seja verdadeira no mundo.
Pressupostos e relações de sentido
Pressuposto é o que o texto toma como já sabido. Conectores como mas, embora, portanto e pelo contrário indicam relações de sentido: oposição, concessão, conclusão e contraste. Trocar um conector por outro, quando isso altera a relação entre as ideias, muda o sentido e costuma tornar o item errado.
| Tipo de item | Como julgar | Erro comum |
|---|---|---|
| Informação explícita | Trecho com o mesmo sentido, em outras palavras | Exigir a mesma palavra |
| Inferência | Conclusão que o texto sustenta | Aceitar o que o texto não diz |
| Relação de sentido | Conector e as ideias que ele liga | Trocar o conector sem notar a mudança |
Como montar o julgamento. Leia o item e identifique a palavra-chave. Procure no texto o trecho que a sustenta. Se o trecho confirma, o item é certo; se contradiz, é errado. Se o texto nada diz sobre o assunto, o item também está errado, porque não se pode afirmá-lo com base no texto.
Informação numérica e datas. Itens sobre números e datas exigem conferência exata. Um ano trocado ou uma porcentagem diferente torna o item errado, ainda que o assunto esteja correto.
Coesão e referência. Pronomes e expressões como isso, esse e o qual retomam termos anteriores. Atribuir a um pronome outro antecedente altera o sentido e pode tornar o item errado.
Exceções que derrubam o candidato. Um item pode estar errado por generalizar: todos, sempre e nunca exigem apoio no texto. Pode também estar errado por inverter causa e consequência. E a palavra certa muda o sentido: ainda e já não significam a mesma coisa.
Erro típico. Julgar pelo conhecimento de mundo. Se o texto diz que um fato ocorreu em 2023 e o item afirma 2024, o item está errado, mesmo que o candidato conheça a data correta por outra fonte.
Exemplo resolvido
Texto: "O órgão recebeu o pedido e aguarda o parecer técnico." Item: o texto afirma que o parecer técnico já foi emitido.
- O verbo aguardar indica que o parecer ainda não chegou.
- O item afirma que o parecer já foi emitido, o que contraria o texto.
- Logo, o item está errado.
Comparação
Informação explícita e inferência
| Informação explícita | Inferência |
|---|---|
| Aparece no texto, com sinônimos ou palavras próprias | Decorre do texto, sem estar escrita |
| Julga-se localizando o trecho e comparando o sentido | Julga-se verificando se o texto a sustenta |
1.3.2 Tipos e gêneros textuais
Todo texto pertence a um tipo, que indica a forma de organizar as ideias, e a um gênero, que indica a função social e o formato. Um mesmo gênero pode usar tipos diferentes. Um artigo de opinião, por exemplo, é argumentativo, enquanto um relatório costuma ser expositivo.
| Tipo | Como organiza | Marca típica |
|---|---|---|
| Narrativo | Sequência de fatos no tempo | Personagens, ações e verbos no passado |
| Descritivo | Caracterização de seres, lugares ou objetos | Adjetivos e detalhes sensoriais |
| Dissertativo-argumentativo | Defende uma tese com justificativas | Opinião do autor e argumentos encadeados |
| Dissertativo-expositivo | Informa sem defender tese | Definições, dados e explicações |
| Injuntivo | Orienta o leitor a agir | Verbos no imperativo ou no infinitivo |
Gêneros e funções. A notícia informa um fato recente. O editorial e o artigo de opinião defendem uma posição. O ofício e o e-mail formal servem à comunicação entre órgãos ou pessoas. A receita e o manual de instruções são injuntivos, porque orientam a ação do leitor.
Como a banca cobra. Um item costuma afirmar que o texto é de determinado tipo, e o candidato deve identificar a marca dominante. Um texto pode ter partes de tipos diferentes; o que decide é o tipo predominante. Um texto que relata fatos e termina com uma opinião forte pode ser predominantemente narrativo ou argumentativo, conforme o peso de cada parte.
Argumentativo e expositivo. No argumentativo, o autor se posiciona e encadeia justificativas para sustentar a tese. No expositivo, apresenta informações de forma objetiva. A opinião explícita é o indício mais forte de argumentação.
Sinais de cada tipo. Narração usa verbos no pretérito e personagens que agem. Exposição usa o presente e definições. O uso de deve e é preciso em recomendações costuma indicar argumentação ou injunção.
Erro típico. Confundir texto sobre tema técnico com texto expositivo. O tema não define o tipo: o que define é a forma como o autor organiza as ideias.
Esquema
Tipos de texto
Tipos de texto
Narrativo
Fatos em sequência no tempo
Descritivo
Caracterização de seres e lugares
Dissertativo
Tese com justificativas ou informação objetiva
Injuntivo
Orienta o leitor a agir
1.3.3 Ortografia oficial
A ortografia oficial segue o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor no Brasil. Ele alterou acentos, trema e hífen. Os pontos que a banca cobra estão na tabela.
| Ponto | Regra atual | Exemplo |
|---|---|---|
| Trema | Eliminado, exceto em nomes próprios estrangeiros e derivados | frequência, aguentar |
| Ditongos abertos ei e oi em palavras paroxítonas | Perdem o acento | ideia, heroico |
| Acento diferencial | O pretérito pôde mantém o acento; o presente pode não tem | ele pôde / ele pode |
| Prefixo co- | Aglutina-se à palavra, sem hífen | coabitar, coautor |
| Proparoxítonas | Todas recebem acento gráfico | máximo, público |
| Paroxítonas terminadas em ditongo | Recebem acento gráfico | agência, indústria, subterrânea |
| Monossílabos tônicos terminados em a, e, o | Recebem acento gráfico | há, é, pó |
Essas mudanças valem para a escrita. A pronúncia de muitas palavras permanece a mesma, e a regra não altera o sentido da frase.
Por que essas regras caem. O item de ortografia exige a forma escrita exata, e não o significado da frase. A banca aponta uma grafia como correta ou incorreta, sem discutir o sentido. Na prática, pôde e pode são formas diferentes do mesmo verbo, e o acento distingue o tempo.
Hífen. Prefixos terminados em vogal, diante de palavra começada por h, levam hífen: pré-história, anti-higiênico, super-homem. Há exceções: co- se aglutina (coabitar), e des-, in- e re- se juntam à palavra e perdem o h (desumano, inábil, reidratar). Quando o prefixo termina na mesma vogal com que a palavra começa, usa-se hífen (micro-ondas, anti-inflamatório); com vogais diferentes, o prefixo se junta à palavra (autoescola, infraestrutura). Nesse caso, co- e re- também se aglutinam (coordenar, reeleição).
Base legal: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990
Comparação
Acento diferencial
| Pôde | Pode |
|---|---|
| Pretérito, como em *ele pôde*, mantém o acento | Presente, como em *ele pode*, não tem acento |
| Diferencia o passado do presente | Forma sem acento marca o presente |
Pegadinha da banca
Julgue pelo texto, não pelo mundo
Um item pode trazer uma afirmação verdadeira no mundo e ainda assim estar errado, porque o texto não a sustenta.
Atenção
O trema quase desapareceu
Não se usa trema em frequência nem em aguentar. Ele só permanece em nomes próprios estrangeiros e derivados.
Pegadinha da banca
Tema técnico não define tipo
Um texto sobre assunto técnico pode ser argumentativo. O que define o tipo é a forma como as ideias são organizadas.
1.4 Exemplo resolvido
Texto: "O prazo foi curto; portanto, a equipe trabalhou em regime de urgência." Item: o conector "portanto" introduz uma conclusão que se apoia no texto. Alternativas: Certo ou Errado.
- O conector "portanto" indica conclusão.
- A conclusão do texto é que a equipe trabalhou em regime de urgência, o que decorre do prazo curto, apresentado antes do conector.
- Logo, o item está certo.
Resposta: Certo
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Leia: “O município substituiu lâmpadas em duas avenidas. De acordo com a secretaria, o consumo de energia caiu após a troca; a administração considera ampliar o projeto para outros bairros.” O trecho apresenta uma informação atribuída à secretaria e uma decisão ainda considerada pela administração.
( ) Certo ( ) Errado
F2inédita
Uma receita publicada em um portal é um gênero textual; as instruções que orientam o preparo constituem sequência injuntiva, ainda que o texto também descreva ingredientes.
( ) Certo ( ) Errado
F3inédita
Segundo a ortografia oficial, escreve-se “autoescola”, sem hífen, pois o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente.
( ) Certo ( ) Errado
F4inédita
Leia: “O centro cultural ampliará as oficinas no próximo semestre. A equipe acredita que a mudança aproximará atividades artísticas de novos públicos.” A segunda frase apresenta uma expectativa, não um efeito já comprovado.
( ) Certo ( ) Errado
F5inédita
Um texto de divulgação científica que explica um processo e sustenta uma recomendação com razões é obrigatoriamente apenas expositivo, pois a exposição exclui argumentação.
( ) Certo ( ) Errado
1.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir.
Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).
Além de prestar informações, o texto também apresenta trechos com viés argumentativo.
( ) Certo ( ) Errado
Q2oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações).
O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente
- A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
- B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
- C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
- D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
- E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.
Q3oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes.
Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).
O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.
( ) Certo ( ) Errado
Q4oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026
Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.).
Diferentemente do medo de armas de fogo, o medo de cobra é caracterizado no texto como algo que independe de experiência prévia, é constante, ocorre em diferentes culturas e tem base biológica.
( ) Certo ( ) Errado
Q5oficial · UNE AL 26 2026
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os seguintes itens.
Texto base (CB2A1): A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital. Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional. No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina. A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.
Das relações de sentido estabelecidas entre os dois primeiros períodos do último parágrafo conclui-se que o segmento "Pelo contrário" introduz uma inversão argumentativa que não apenas reforça a negativa, presente no primeiro período, de uma possível expectativa de a automação reduzir a responsabilidade do Estado, mas a intensifica.
( ) Certo ( ) Errado
Q6oficial · FUB 25 2025
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens seguintes.
Texto base (CB3A1): Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja. A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos. As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio. Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias. O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem. Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).
No segundo período do segundo parágrafo, o acento gráfico empregado na forma verbal “pôde” poderia ser eliminado, sem prejuízo dos sentidos originais e da coerência do texto.
( ) Certo ( ) Errado
Q7oficial · UDESC 26 2026
Com relação à tipologia textual, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue os itens subsequentes.
Texto base: Santa Catarina registra a segunda menor taxa de analfabetismo do país entre pessoas com 15 anos de idade ou mais. Os dados compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE. A modalidade educação é anual e os últimos resultados referem-se ao segundo trimestre de 2024. O estado registrou taxa de analfabetismo de 1,9%, ficando atrás somente do Distrito Federal, que apresentou 1,8% . No Brasil, a média de analfabetismo foi de 5,3%, três vezes maior que a registrada pelo estado catarinense. A taxa de analfabetismo indica a proporção de pessoas que, em determinada faixa etária, não possuem habilidades básicas de leitura e escrita. O índice mostra quantas pessoas ainda enfrentam desafios para ler ou escrever um simples recado ou bilhete no idioma que conhecem. O secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, ressalta que os resultados refletem mais um marco no desenvolvimento social do estado. "Acreditamos que alfabetização e qualificação caminham juntas para preparar indivíduos para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais qualificado e exigente. O avanço na alfabetização representa, sobretudo, dignidade, inclusão social e novas oportunidades", declarou o secretário. Internet: <www.sed.sc.gov.br> (com adaptações).
De acordo com o texto, é grande a parcela da população brasileira que apresenta dificuldades em ler e escrever.
( ) Certo ( ) Errado
Q8oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres.
Segundo o autor do texto, o principal problema das classificações sociais reside na terminologia utilizada, que não é suficientemente precisa para refletir a realidade social.
( ) Certo ( ) Errado
Q9oficial · TCE MG 25 2025
Texto base (CG1A1-I): Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018 -2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam. Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação. No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%). Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, no que se refere à ortografia oficial e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto CG1A1-I. I Os vocábulos “agência”, “indústria” e “subterrânea” são acentuados graficamente de acordo com regras distintas de acentuação gráfica. II No trecho “devolvidos à natureza” (último período do segundo parágrafo), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo. III De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “aquicultura” pode ser grafado também com trema — aqüicultura. IV O numeral “14” pode ser corretamente grafado de duas formas: quatorze e catorze. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item I está certo.
- B)Apenas o item III está certo.
- C)Apenas o item IV está certo.
- D)Apenas os itens II e IV estão certos.
- E)Apenas os itens I, II e III estão certos.
Q10oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).
De acordo com o texto CG1A1, a avaliação de valor monetário e a percepção de peso têm em comum o fato de serem
- A)bastante variáveis ao longo do tempo.
- B)estudadas no âmbito da psicofísica.
- C)altamente sensíveis a diferenças.
- D)totalmente indiferentes a valores absolutos.
- E)infalíveis na maioria dos casos.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: Certo
P2inédita · pré-testeResposta: Certo
P3inédita · pré-testeResposta: Certo
F1inéditaResposta: Certo
F2inéditaResposta: Certo
F3inéditaResposta: Certo
F4inéditaResposta: Certo
F5inéditaResposta: Errado
- Certo: A afirmação é falsa: exposição e argumentação podem coexistir no mesmo texto.
Q1oficialResposta: Certo
Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q2oficialResposta: A
- B: A alternativa B pede sequência de fatos em encadeamento temporal, e o texto não relata acontecimentos; trata de conceitos e de uma tese sobre regulação.
- C: A alternativa C pede orientação de procedimentos. O texto sugere caminhos gerais, sem instruções passo a passo.
- D: A alternativa D diz que o texto não tem posicionamento, mas ele defende a necessidade de regulação e de um olhar jurídico próprio.
- E: A alternativa E restringe o texto à caracterização técnica da IA. O texto vai além disso e discute desafios jurídicos e a regulação.
Fonte: PGE RN 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q3oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A afirma que a grafia sem hífen e sem h é correta. Ela erra porque 'etno' não segue a regra do prefixo co-: o hífen se mantém e o h faz parte de 'histórico'.
Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q4oficialResposta: Certo
Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q5oficialResposta: Certo
Fonte: UNE AL 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q6oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A afirma que o acento pode ser eliminado sem prejuízo. Ela erra porque o acento de 'pôde' é diferencial: sem ele, a forma passa a ser lida como o presente 'pode'.
Fonte: FUB 25 (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q7oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A atribui ao texto uma avaliação de tamanho que ele não faz. Os 5,3% indicam parcela pequena, ainda que o problema persista.
Fonte: UDESC 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q8oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A atribui à terminologia o principal problema. O autor diz que a terminologia não é o único problema e que a definição das classes também conta.
Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q9oficialResposta: C
- A: A alternativa A afirma que só o item I está certo. O item I erra porque as três palavras são paroxítonas terminadas em ditongo e recebem acento pela mesma regra.
- B: A alternativa B afirma que só o item III está certo. O item III erra porque o trema foi eliminado e 'aquicultura' não se grafa com trema.
- D: A alternativa D afirma que os itens II e IV estão certos. O item II erra porque a crase em 'à natureza' é obrigatória, já que 'natureza' é substantivo feminino com a preposição 'a'.
- E: A alternativa E afirma que os itens I, II e III estão certos. Os três estão errados, pelos motivos expostos para cada um.
Fonte: TCE MG 25 (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q10oficialResposta: C
- A: A alternativa A fala de variação ao longo do tempo, tema que o texto não aborda.
- B: A alternativa B confunde o estudo das percepções sensoriais, que é a psicofísica, com a avaliação de valor monetário, que o texto só compara aos julgamentos sensoriais.
- D: A alternativa D exagera: o texto diz que as pessoas são 'não tão sensíveis' a valores absolutos, o que é diferente de indiferença total.
- E: A alternativa E contradiz o texto, que questiona a ideia de um sentido infalível de valor.
Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Informação explícita está no texto, com palavras próprias ou sinônimos.
- Inferência precisa de apoio no texto; afirmação que vai além é errada.
- Generalizações com todos, sempre e nunca exigem apoio no texto.
- Narrativo: fatos em sequência no tempo.
- Descritivo: caracterização de seres, lugares e objetos.
- Dissertativo-argumentativo defende tese; expositivo informa sem defender.
- Injuntivo orienta o leitor a agir, com verbos no imperativo ou no infinitivo.
- O trema foi eliminado, salvo em nomes próprios estrangeiros e derivados.
- O pretérito pôde mantém o acento; o presente pode não tem.
- Ideia e heroico perderam o acento dos ditongos abertos em paroxítonas.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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