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Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 11 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. 3 Domínio da ortografia. 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos verbais. 5 Domínio da484 questões da Cebraspe, 2020–2026 · cap. 1
  2. 2estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. 5.5 Concordância verbal e nominal. 5.6 Regência verbal e nominal. 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8528 questões da Cebraspe, 2020–2026 · cap. 1
  3. 3Colocação dos pronomes átonos. 6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.290 questões da Cebraspe, 2020–2026 · cap. 1

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Compreensão, gêneros, ortografia e coesãoEstrutura do período: concordância, regência, crase, pontuação e pronomesReescrita de frases e parágrafos: sentido, substituição e formalidade

Itens do edital:

  • 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. 3 Domínio da ortografia. 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos verbais. 5 Domínio da
  • 2. estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. 5.5 Concordância verbal e nominal. 5.6 Regência verbal e nominal. 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8
  • 3. Colocação dos pronomes átonos. 6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Em um texto argumentativo, a presença de dados e exemplos não elimina a possibilidade de o autor defender uma tese; esses recursos podem funcionar como argumentos em favor dela.

(  ) Certo    (  ) Errado

P2inédita

Na frase “A equipe analisou os dados, portanto, apresentou a proposta”, o conector “portanto” introduz uma conclusão decorrente da oração anterior.

(  ) Certo    (  ) Errado

P3inédita

Na frase “A comissão enviou o relatório, e ele foi publicado no mesmo dia”, o pronome “ele” retoma “relatório”.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.2 O que cai

  • 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. 3 Domínio da ortografia. 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos verbais. 5 Domínio da: 484 questões da Cebraspe, 2020–2026
  • 2. estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. 5.5 Concordância verbal e nominal. 5.6 Regência verbal e nominal. 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8: 528 questões da Cebraspe, 2020–2026
  • 3. Colocação dos pronomes átonos. 6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade: 290 questões da Cebraspe, 2020–2026

1.3 Teoria

Português aparece em toda prova do concurso, e a banca cobra mais o uso do que a regra decorada. Este capítulo mostra como identificar a função de cada termo, porque é isso que decide concordância, regência, crase e pontuação.

1.3.1 Compreensão, gêneros, ortografia e coesão

Nos itens de compreensão, a pergunta é se o texto permite a afirmação. Separe a ideia central, que é o que o texto defende ou informa, das ideias secundárias, que são exemplos, dados e explicações. Os itens erram ao transformar um exemplo em tese ou ao afirmar algo que o texto não diz.

Gênero e tipo textual

Gênero é a forma social do texto: notícia, carta, ofício, e-mail, parecer, regulamento. Tipo é a estrutura predominante. O gênero define a finalidade e o registro; o tipo mostra como o conteúdo se organiza.

TipoMarca típicaExemplo no órgão
Narraçãoações em sequência, no passadorelato de um atendimento
Descriçãocaracterísticas, sem açãolaudo sobre um imóvel
Dissertaçãotese e argumentosparecer opinativo
Injunçãoordem ou instruçãoorientação de procedimento

Ortografia após o Acordo de 1990

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 mudou a escrita de palavras comuns. Três mudanças aparecem com frequência em prova:

AntesAgoraO que mudou
idéiaideiasem acento no ditongo aberto ei de palavra paroxítona
heróicoheroicosem acento no ditongo oi de palavra paroxítona
vôovooacento diferencial extinto

O trema também saiu de freqüente, que passou a frequente.

Coesão

Coesão liga as partes do texto. Pronomes como ele e isso, sinônimos e a elipse retomam termos já citados. Conectores indicam a relação entre as ideias: causa, consequência, oposição, concessão. Trocar o conector muda a lógica do período.

Exemplo de língua: O processo foi arquivado porque faltou documento. Aqui, a segunda oração explica o fato. Já em Embora faltasse documento, o processo seguiu, a ideia é de concessão: apesar do problema, a tramitação continuou.

Tempos e modos verbais

O indicativo apresenta fato. O subjuntivo marca dúvida, desejo e hipótese. O imperativo dá ordem. Em um ofício, a frase Solicita-se que o requerente apresente a certidão usa o subjuntivo porque a ação depende de um pedido, não de um fato já ocorrido.

Como a banca cobra

O item quase sempre pede que você localize a informação e confirme a relação entre as frases. Leia a frase anterior e a seguinte antes de julgar. A resposta costuma estar na relação entre elas, não em uma palavra isolada.

Comparação

Causa e consequência nos conectores

PorquePortanto
Indica a causa do fatoIndica a consequência do fato
Responde à pergunta por queResponde à pergunta o que se seguiu

1.3.2 Estrutura do período: concordância, regência, crase, pontuação e pronomes

Este é o núcleo da prova de Português. Todo termo tem uma função dentro da oração, e as regras de concordância, regência, crase e colocação dependem de identificar essa função. Quem concorda com a palavra mais próxima, sem achar o sujeito, erra quase sempre.

Período, oração e termos

Período é o enunciado com um ou mais verbos. Cada verbo forma uma oração. Antes de aplicar qualquer regra, encontre o verbo e pergunte quem pratica a ação: esse é o sujeito. O sujeito comanda a concordância do verbo.

Coordenação e subordinação

Na coordenação, as orações são independentes e se ligam por e, mas, ou, nem, porém, logo. Na subordinação, uma oração depende de outra. A subordinada pode ser substantiva (exerce função de sujeito ou de complemento), adjetiva (qualifica um termo e geralmente vem com que, cujo ou onde) ou adverbial (indica tempo, causa, condição, concessão ou finalidade). A pegadinha está em chamar de coordenada uma oração que depende de outra.

Pontuação

A vírgula não separa sujeito do verbo nem verbo do seu complemento. Por isso, uma frase como O relatório da comissão, foi aprovado está errada. A vírgula separa vocativo, aposto, oração intercalada e elemento deslocado. O ponto e vírgula organiza itens longos de enumeração. Os dois-pontos anunciam explicação, enumeração ou fala.

Concordância verbal

O verbo concorda com o sujeito em pessoa e número. Dois casos caem com frequência:

CasoForma corretaArmadilha
Partícula se apassivadoraVendem-se apostilasVende-se apostilas
Haver no sentido de existirHavia muitas dúvidasHaviam muitas dúvidas

Na primeira linha, o sujeito é apostilas, e o verbo vai ao plural. Na segunda, haver é impessoal e fica sempre no singular quando significa existir.

Regência

Regência é a relação entre um verbo ou nome e seus complementos. O sentido do verbo define a preposição. Assistir no sentido de ver pede a: assistimos ao treinamento. Já assistir no sentido de ajudar pede objeto direto: a equipe assiste o servidor. Obedecer e desobedecer pedem a: obedecer às normas. Preferir pede a, e a forma formal usa a para o segundo termo: prefiro a versão final à anterior.

Nos nomes, a regência segue o mesmo princípio: compatível com, obediente a, residente em.

Crase

Crase é a fusão de duas letras a: a preposição exigida pelo verbo ou nome e o artigo definido feminino. Para haver crase, três condições precisam ocorrer ao mesmo tempo: o termo pede a preposição a; o termo seguinte aceita artigo; e esse termo é feminino.

OcorreNão ocorre
Dirigimo-nos à secretaria (feminino com artigo)Entregue-o a ela (pronome pessoal)
Atendemos às demandas (feminino plural)Começamos a revisar (antes de verbo)

Colocação pronominal

A próclise, pronome antes do verbo, é obrigatória depois de palavras de atração: não, nunca, já, que, quando, a conjunção se e os pronomes indefinidos. Exemplo: Não se aceitam atrasos. A ênclise, pronome depois do verbo, ocorre no início de oração: Informe-se o servidor. A mesóclise só aparece no futuro do presente e do pretérito: Comunicar-lhe-emos o resultado. A banca testa mais a palavra de atração do que a mesóclise.

Erro típico

O candidato concorda com o termo mais próximo, rege o verbo pelo costume da fala e coloca crase por hábito. Antes de tudo, identifique o sujeito, o verbo e o termo regido. Depois, aplique a regra.

Exemplo resolvido

Julgue: Entregamos o relatório à coordenação antes do prazo.

  1. O verbo entregar pede objeto direto (o relatório) e objeto indireto com preposição (a coordenação).
  2. Coordenação é feminino e aceita artigo, então a preposição a se funde com o artigo a.
  3. A fusão forma à, e a crase está correta.

Resposta: o item está certo.

Comparação

Próclise e ênclise

PrócliseÊnclise
Pronome antes do verboPronome depois do verbo
Obrigatória após não, nunca, que, seOcorre no início da oração

Esquema

Como decidir a crase

  1. 1Verifique se o verbo ou nome pede a

  2. 2Veja se o termo seguinte aceita artigo

    Pronome pessoal não aceita

  3. 3Confirme que o termo é feminino

  4. 4Se as três condições ocorrem, use à

1.3.3 Reescrita de frases e parágrafos: sentido, substituição e formalidade

Reescrever é mudar a forma sem mudar o sentido nem a correção. Itens de reescrita trazem uma proposta e perguntam se ela preserva o significado do trecho original e segue a norma. Três pontos decidem a questão: o significado das palavras, a troca de conectores e a reorganização das orações.

Significado das palavras

Palavras parecidas nem sempre são intercambiáveis. Deferir é aceitar um pedido; referir é mencionar algo. Emitir é produzir e colocar em circulação um documento; emendar é corrigir ou acrescentar em um texto. Se a proposta troca um termo por outro de sentido diferente, o sentido muda e o item está errado.

Troca de conectores

Conectores da mesma relação podem ser trocados; conectores de relações diferentes, não. Embora e ainda que são concessivos e se substituem. Porque indica causa e portanto indica consequência: trocá-los inverte a lógica do período.

OriginalPropostaPreserva o sentido?
Embora chegassem tarde, foram atendidosAinda que chegassem tarde, foram atendidosSim: ambos são concessivos
O processo parou porque faltou verbaO processo parou; portanto, faltou verbaNão: a causa vira consequência

Reorganização de orações

Ao passar uma oração da voz ativa para a passiva, ou o contrário, o sujeito e o objeto mantêm os papéis. O setor aprovou o pedido e O pedido foi aprovado pelo setor têm o mesmo sentido. Já a proposta que troca quem pratica a ação, ou que muda a relação de tempo entre as orações, altera o sentido.

Nível de formalidade

A reescrita de textos oficiais pede registro formal. Pra vira para, a gente vira nós, e as contrações coloquiais saem. O sentido permanece, mas a proposta pode estar errada se usa linguagem informal em um ofício. O gênero define o registro: um e-mail entre colegas é mais direto do que um parecer.

Erro típico

O candidato escolhe a palavra que parece parecida e não verifica a regência nem a relação lógica. Antes de julgar, compare as duas frases pelo sentido, não pela aparência.

Pegadinha de prova

Se apassivador não é sujeito

Em Vendem-se apostilas, o verbo concorda com apostilas, que é o sujeito da voz passiva. Em Vende-se, o candidato trata o se como sujeito e deixa o verbo no singular, o que a banca marca como errado.

Atenção

Acordo de 1990 mudou a escrita

Idéia, heróico e vôo não são mais a grafia correta. Escreva ideia, heroico e voo, pois a banca cobra a forma atual.

Pegadinha de prova

Pronome pessoal não recebe crase

Em Entregue o ofício a ela, não há crase. Pronome pessoal não aceita artigo, por isso a preposição a fica sozinha.

1.4 Exemplo resolvido

Julgue o item como Certo ou Errado. Na frase Haviam muitas dúvidas sobre o edital, a forma verbal está de acordo com a norma.

  1. O verbo haver, com o sentido de existir, é impessoal.
  2. Verbo impessoal não tem sujeito, por isso fica sempre na terceira pessoa do singular.
  3. A forma correta é Havia muitas dúvidas, e a forma Haviam está errada.

Resposta: Errado

1.5 Fixação

Questões inéditas.

F1inédita

Em uma notícia, a sequência cronológica dos acontecimentos pode contribuir para caracterizar a organização narrativa do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

F2inédita

Na frase “Os pareceres seguem anexos ao processo”, a forma “anexos” deve concordar com o substantivo masculino plural “pareceres”.

(  ) Certo    (  ) Errado

F3inédita

Na frase “Os técnicos chegaram à reunião antes do horário”, o sinal indicativo de crase decorre da fusão da preposição exigida pela regência de “chegar” com o artigo feminino que antecede “reunião”.

(  ) Certo    (  ) Errado

F4inédita

Na reescrita “Embora o prazo tenha terminado, a comissão aceitou o pedido”, a substituição de “Embora” por “Como” preserva a relação de sentido e a correção gramatical sem qualquer alteração no período.

(  ) Certo    (  ) Errado

F5inédita

Em “A diretora informou à equipe que o cronograma mudaria”, a oração iniciada por “que” completa o sentido do verbo “informou”.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.6 Questões oficiais da Cebraspe

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres.

No trecho "esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas" (primeiro parágrafo), a substituição de "ainda que" por conquanto manteria as relações sintáticas e semânticas estabelecidas originalmente.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q2oficial · ANSA 26 2026
Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB2A1. Texto base (CB2A1): Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 60% do total de mortes relatadas no mundo e 46% da carga global de doenças foram atribuídos às doenças crônicas não transmissíveis em 2001. Projeções da OMS para 2020 apontavam que essas doenças responderiam por 58% da carga global de doenças no mundo. Peritos em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas reconhecem que, embora mais pesquisas sejam ainda ne cessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças, a atual evidência científica disponível oferece forte comprovação do papel da dieta na prevenção e no controle da morbidade atribuída às doenç as crônicas não transmissíveis. Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes. O consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Esses alimentos são importantes na composição de uma dieta saudável, pois são fontes de micronutrientes, fibras e de outros componentes com propriedades funcionais. Ademais, frutas e hortaliças têm baixa densidade energética, isto é, poucas calorias em relação ao volume do alimento consumido, o que favorece a manutenção saudável do peso corporal. Um estudo sobre a distribuição e a evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil entre os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das calorias totais da dieta, ou seja, a aproximadamente um terço do recomendado pela OMS. Constatou-se, ainda, que, atualmente, menos da metade dos indivíduos no Brasil cons ome frutas diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças. No campo das políticas de alimentação e nutrição, a promoção do consumo de frutas, legumes e verduras ocupa posição de destaque entre as diretrizes de promoção de alimentação saudável. A Estratégia Global sobre Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, elaborada pela OMS, recomenda o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras entre as recomendações para prevenção de doenças crônicas. No cenário nacio nal, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o consumo diário de três porções de frutas e três porções de legumes e verduras em seu Guia Alimentar, enfatizando a importância de variar o consumo desses alimentos nas refeições ao longo da semana. Para or ientar e encorajar a implementação de políticas públicas para o aumento da frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, é preciso conhecer não somente a frequência de consumo da população, mas também os fatores associados ao seu consumo. Internet: <https://www.scielo.

No primeiro parágrafo, a oração " embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre component es da dieta e desenvolvimento dessas doenças" expressa circunstância de concessão.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q3oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Acerca dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto CG1A1, julgue os próximos itens. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal for ma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a quali dade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, e nquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E -bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar gov ernos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de finan ciamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas d e ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).

A substituição do vocábulo " estratégias" (segundo período do segundo parágrafo) por metas preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q4oficial · SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA 2026
No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes. Texto base: Para um governo ser bem -sucedido, é necessário que tenha legitimidade. Ou seja, ele exige que os cidadãos aceitem que os arranjos institucionais são apropriados para eles e que essas instituições farão o que é certo na maior parte do tempo. Assim, quanto mais legitimidade tiver, maior será o seu espaço para agir. Pode -se governar por curtos períodos de tempo sem legitimidade por meio de medidas coercitivas, mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade. Geralmente pensamos em um governo que alcança legitimidade por m eio de procedimentos. Se eleito em uma eleição livre e justa, a maioria dos cidadãos considerará que ele tem legitimidade. Além disso, se os processos pelos quais as leis são feitas e aplicadas forem constitucionais e também forem considerados justos, as l eis serão legítimas. Essas bases processuais de legitimidade são importantes, mas não contam toda a história da capacidade de governança do setor público. Além dos aspectos processuais, o setor público também deve pensar sobre os aspectos substantivos da legitimidade. Existem agora evidências significativas de que ela se baseia, também, no desempenho do setor público na prestação de bens e serviços à população. Um bom governo é visto cada vez mais como fornecedor de boas escolas, bons cuidados de saúde, b oas estradas e todos os outros serviços de que a sociedade depende. Criar e manter a confiança do cidadão, portanto, requer não apenas o bom funcionamento dos governos de acordo com o que prevê a lei, mas também exige que o governo concretize a prestação de serviços públicos. Portanto, instrumentos como a gestão do desempenho tornaram -se mais importantes não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos. Os fardos colocados sobre os que tentam g overnar tornaram -se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores, mas a boa governança pode legitimar as ações do setor público. B. Guy Peters. Guia da Política de Governança Pública. Brasília: Casa Civil da Presidência da República, 2018, p. 22 (com adaptações).

No trecho "instituições farão o que é cert o" (primeiro parágrafo), o vocábulo "o" poderia ser substituído por aquilo, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q5oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá -las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma co mpensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos co ragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia do s preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações). Assinale a opção correta a respeito das relações sintáticas estabelecidas no período “A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção.” (quarto parágrafo do texto CG1A1).

  1. A)A expressão “de admitir” exerce a função de complemento indireto da forma verbal “tenhamos”.
  1. B)Os termos “números” e “inventados” exercem, respectivamente, as funções de sujeito e predicativo do sujeito.
  2. C)De acordo com as regras gramaticais de concordância, a forma verbal “reve la” poderia ser flexionada no plural — revelam —, caso em que passaria a concordar com “artigos”.
  3. D)O emprego do modo subjuntivo em “tenhamos” deve -se ao emprego do advérbio “talvez”.
  4. E)A forma verbal “envolvem” está no plural por concordar com o termo “preços”.

Q6oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações).

Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada para o período “É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA.” (último parágrafo) é gramaticalmente correta e preserva os sentidos do texto CG1A1.

  1. A)O estabelecimento de políticas públicas que incentivem a inovação é crucial para que também delimitem o campo de atuação da IA.
  1. B)É crucial que se estabeleçam políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA.
  2. C)Incentivar a inovação e delimitar o campo de atuação da IA são cruciais para estabelecer políticas públicas.
  3. D)É crucial estabelecer políticas públicas que incentivam a inovação, mas delimitam também o campo de atuação da IA.
  4. E)Estabelecer políticas públicas é crucial para que incentivem a inovação, mas também para que delimitem o campo de atuação da IA.

Q7oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desen hos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indíge nas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, apó s a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visa vam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catal ogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda a s famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).

O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q8oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026
Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.).

No segmento “quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam” (último parágrafo), o emprego do vocábulo “se” indica que o sujeito da primeira oração é indeterminado.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q9oficial · UNE AL 26 2026
Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos e ao vocabulário empregado no texto CB1A1. Texto base (CB1A1): Entre as tecnologias criadas para imitar a cognição humana e a tomada de decisões, a inteligência artificial (IA) está reconfigurando profundamente todos os aspectos das sociedades, das economias e dos mercados de trabalho. A IA é um e xemplo de tecnologia que se desenvolve mais rapidamente que a capacidade de resposta das instituições, que dispõem de tempo e recursos limitados para prever suas implicações. Com o rápido desenvolvimento da IA generativa no início dos anos 2020, o uso e a aplicação da IA nunca foram tão grandes. O dinamismo que isso produziu também significa que os riscos e as implicações para a equidade e a diversidade do conhecimento também nunca foram tão grandes. O ensino superior tem o potencial de desempenhar um papel significativo na formação da era atual, pois nele as habilidades e as tecnologias para desenvolver IA são avançadas, o conhecimento sobre IA é gerado e compartilhado e as pessoas são capacitadas para ajustarem -se e adaptarem -se diante dessa e de outras mudanças tecnológicas. No entanto, até o momento, a IA não foi amplamente integrada às instituições de ensino superior (IES), desenvolvendo -se mais rapidamente em um número limitado de países, em um contexto de enorme desigualdade mundial, considerando -se particularmente países com recursos limitados, onde a infraestrutura de conectividade que sustenta a tecnologia de IA não está assegurada. Além disso, as dimensões éticas do aumento da aplicação da IA estão apenas começando a ser compreendidas. Reconhecendo o impacto da IA em todos os níveis de educação, a UNESCO organizou, em 2019, juntamente com outros organismos, a Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial e Educação, que reuniu representantes dos Estados - membros, organizações internacion ais, instituições acadêmicas, sociedade civil e setor privado para chegar a um acordo sobre as adaptações necessárias à era da IA, trocar informações e lições aprendidas, construir cooperação internacional e examinar o potencial da IA para atingir o Objeti vo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, referente à educação inclusiva e equitativa e de qualidade. As dinâmicas de gênero da IA e do ensino superior afetam particularmente as mulheres, que estão sub -representadas nas áreas de ciências, tecnologias, e ngenharias e matemática. Isso tem implicações para a participação feminina na pesquisa de IA e no mercado de trabalho de IA. O gênero e outras formas de viés nos conjuntos de dados usados na IA também são um fator que contribui para as desigualdades estruturais em curso. Internet: <https://unesdoc.unesco. A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso o segundo período do primeiro parágrafo fosse reescrito da seguinte forma: A IA é um exemplo de tecnologia que se desenvolve mai s rapidamente que a capacidade de resposta das instituições e que tem tempo e recursos limitados para prever suas implicações.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q10oficial · UDESC 26 2026
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens. Texto base: O Brasil está envelhecendo e a mudança altera profundamente a sua composição: menos crianças, mais idosos e uma redução progressiva da população em idade ativa. Esse rear ranjo modifica a estrutura social com impactos profundos. A professora Marianne Stampe, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), explica que os efeitos econômicos desse processo não são uniformes no território. Segundo ela, regiões menos desenv olvidas tendem a sofrer mais, pois contam com menos recursos econômicos, menor capacidade de gerar empregos e enfrentam mais dificuldades para sustentar gastos com saúde e previdência. Para Marianne Stampe, Santa Catarina funciona como "laboratório" dessa transição acelerada: vive hoje desafios que outras regiões enfrentarão apenas na próxima década. A ausência de políticas públicas voltadas ao envelhecimento aparece como um dos principais riscos identificados pela pesquisadora. Nos próximos 20 anos, de cisões sobre educação, previdência, saúde, mercado de trabalho e apoio familiar determinarão se o Brasil conseguirá aproveitar o segundo dividendo demográfico ou se entrará em uma rota de baixo crescimento. Em um país tão desigual, onde a demografia muda a passos distintos, entender o mapa do envelhecimento pode ser decisivo para construir políticas públicas eficientes e sustentáveis. Internet: <www.udesc.br> (com adaptações).

A locução verbal "está envelhecendo " (primeiro parágrafo) expressa um acontecimento com duração continuada no tempo, podendo ser su bstituída por tem envelhecido , sem prejuízo da coerência do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.7 Caderno de questões

Questões oficiais extras para praticar.

C1FUNPRESP 26 JUD
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir. Texto base: O crescimento das casas de apostas online no Brasil impacta diretamente o consumo e a renda das famílias brasileiras. A facilidade de acesso e a promessa de ganhos rápidos atraem um número crescente de brasileiros, que, de acordo com um levantamento de uma instituição bancária, já gastaram cerca de 68 bilhões em jogos virtuais. Na mesma pesquisa, estima-se que 0,22% do PIB tenha sido destinado a apostas online nos últimos 12 meses. Esse avanço demonstra que, à medida que as bets disputam espaços com outras formas de consumo, a renda disponível par a educação, saúde e lazer torna -se cada vez mais comprimida. Os impactos são mais sentidos nas classes sociais mais desfavorecidas. O tipo de jogo conhecido como bet, acessível por aparelhos celulares, tem seu nicho de exploração entre os mais pobres, pela facilidade de acesso e ausência de empecilhos legais e burocráticos de controle. Esse apostador contumaz, geralmente das classes mais desfavorecidas, tende a encarar a aposta como investimento e acredita que, "investindo" pouco dinheiro, pode multiplicá-lo. Quando essa perspectiva se associa a um comportamento compulsivo, ela se torna a fórmula perfeita para o vício e o comprometimento da renda familiar. Esse cenário afeta não apenas a situação financeira das famílias, mas também a saúde mental dos env olvidos. O ciclo vicioso de apostas pode levar ao desenvolvimento de sintomas de ansiedade, frustração e desesperança, à medida que as perdas se acumulam e as promessas de ganhos nunca se concretizam. De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva, 51% dos brasileiros que apostam sentem aumento de sintomas de ansiedade. Além disso, a pesquisa revela que 42% desse público usa esse vício como uma fuga ilusória das dificuldades cotidianas, mas, ao invés de aliviar o estresse, aprofunda -o com sensações de impotência e isolamento. Internet: <www.uff.br> (com adaptações).

O pronome "o", em "aprofunda -o com sensações de impotência e isolamento" (final do último parágrafo), retoma o substantivo "vício".

(  ) Certo    (  ) Errado

C2SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA
Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir. Texto base: Segundo estimativa apresentada em 2020 pela Forbes Finance Council, em 2050, mais de 68% da população mundial deverão viver em ambiente urbano. Isto posto, é consenso que as cidades devem estar preparadas para oferecer os melhores serviços e condições de vida a seus cidadãos. Dessa forma, entende-se que o contexto de cidades inteligentes está atrelado ao próprio desenvolvimento urbano sustentável e socioeconômi co dos municípios. Além disso, as iniciativas voltadas para cidades inteligentes podem impactar positivamente os países em desenvolvimento. Dessa forma, entende -se que o Brasil precisa posicionar-se e definir a sua capacidade de atuação nesse mercado como um agente ativo de inovação e de mudanças e não como um agente passivo que utilizará os modelos e as soluções de outros países. Há de se considerar também, para o caso do Brasil, sua diversidade urbana, cultural e socioeconômica, variáveis de forte influência para o desenvolvimento da estratégia brasileira para cidades inteligentes. A estruturação de uma agenda governamental e estratégica voltada para o tema é fundamental para o país, a fim de impulsionar a competitividade do mercado pela participação d e empresas instaladas no Brasil e, assim, promover o crescimento sustentável dos municípios. Ministério do Desenvolvimento Regional. Caderno Cidades Inteligentes: Estratégia para Implementação da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes. PNUD/EY. Brasília, 2021, p. 15 (com adaptações).

No trecho "Há de se considerar também, para o caso do Brasil, sua diversidade urbana, cultural e socioeconômica" (segundo parágrafo), o segmento "Há de se considerar" poderia ser substituído por Devem-se considerar , sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias originais.

(  ) Certo    (  ) Errado

C3SEMEC PORTO VELHO/RO 26
Texto base (CG1A1): Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aument ou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%. Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995 -2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresen ta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças. De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%. Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulh eres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%. O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças n o perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública feder al, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. “O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço import ante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann. Internet: <https://agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações). Assinale a opção em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto CG1A1 para o seguinte trecho do quinto parágrafo: “ O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014”.

  1. A)O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo, de modo que entre eles está a Lei n.º 12.990/2014
  1. B)O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo, cuja Lei n.º 12.990/2014
  2. C)O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo; por conseguinte, a Lei n.º 12.990/2014
  3. D)O estudo também destaca alguns m arcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo, ainda que entre eles esteja a Lei n.º 12.990/2014
  4. E)O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo, entre os quais figura a Lei n.º 12.990/2014

C4INFRA S/A 26 ANALISTA
Acerca dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto CG1A1, julgue os próximos itens. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal for ma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a quali dade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, e nquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E -bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar gov ernos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de finan ciamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas d e ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).

Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso a expressão "Apesar desses avanços" (início do penúltimo parágrafo) fosse reescrita como Não obstante esses avanços.

(  ) Certo    (  ) Errado

C5UNE AL 26
Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos e ao vocabulário empregado no texto CB1A1. Texto base (CB1A1): Entre as tecnologias criadas para imitar a cognição humana e a tomada de decisões, a inteligência artificial (IA) está reconfigurando profundamente todos os aspectos das sociedades, das economias e dos mercados de trabalho. A IA é um e xemplo de tecnologia que se desenvolve mais rapidamente que a capacidade de resposta das instituições, que dispõem de tempo e recursos limitados para prever suas implicações. Com o rápido desenvolvimento da IA generativa no início dos anos 2020, o uso e a aplicação da IA nunca foram tão grandes. O dinamismo que isso produziu também significa que os riscos e as implicações para a equidade e a diversidade do conhecimento também nunca foram tão grandes. O ensino superior tem o potencial de desempenhar um papel significativo na formação da era atual, pois nele as habilidades e as tecnologias para desenvolver IA são avançadas, o conhecimento sobre IA é gerado e compartilhado e as pessoas são capacitadas para ajustarem -se e adaptarem -se diante dessa e de outras mudanças tecnológicas. No entanto, até o momento, a IA não foi amplamente integrada às instituições de ensino superior (IES), desenvolvendo -se mais rapidamente em um número limitado de países, em um contexto de enorme desigualdade mundial, considerando -se particularmente países com recursos limitados, onde a infraestrutura de conectividade que sustenta a tecnologia de IA não está assegurada. Além disso, as dimensões éticas do aumento da aplicação da IA estão apenas começando a ser compreendidas. Reconhecendo o impacto da IA em todos os níveis de educação, a UNESCO organizou, em 2019, juntamente com outros organismos, a Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial e Educação, que reuniu representantes dos Estados - membros, organizações internacion ais, instituições acadêmicas, sociedade civil e setor privado para chegar a um acordo sobre as adaptações necessárias à era da IA, trocar informações e lições aprendidas, construir cooperação internacional e examinar o potencial da IA para atingir o Objeti vo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, referente à educação inclusiva e equitativa e de qualidade. As dinâmicas de gênero da IA e do ensino superior afetam particularmente as mulheres, que estão sub -representadas nas áreas de ciências, tecnologias, e ngenharias e matemática. Isso tem implicações para a participação feminina na pesquisa de IA e no mercado de trabalho de IA. O gênero e outras formas de viés nos conjuntos de dados usados na IA também são um fator que contribui para as desigualdades estruturais em curso. Internet: <https://unesdoc.unesco.

No trecho " o uso e a aplicação da IA nunca foram tão grandes" (primeiro parágrafo), a flexão do verbo e do adjetivo no singular — nunca foi tão grande — prejudicaria a correção gramatical do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

C6CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF
São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, ref erentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela prime ira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pr essão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e s e tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velo cidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi -los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais tem iam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.). No segmento “Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue” (terceiro parágrafo), a oração “Há pessoas” poderia ser reescrita como Existem pessoas , sem prejuízo dos sentidos e da correção gramati cal do texto; entretanto as relações sintáticas estabelecidas na oração seriam alteradas, pois o termo “pessoas” deixaria de exercer a função de complemento verbal e passaria a funcionar como sujeito da oração.

(  ) Certo    (  ) Errado

C7ANSA 26
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue os itens a seguir. Texto base (CB1A1): Em 2019, o Instituto Mundial de Recursos, o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas (ONU) publicaram o relatório Recursos mundiais: criando um futuro alimenta r sustentável, com a conclusão de que, para atender a demanda de uma população estimada em 9,8 bilhões de pessoas em 2050, o mundo teria de aumentar em 50% ao ano a produção de alimentos, tomando -se por base o ano de 2010. Para tanto, também seria preciso melhorar a forma como se produz, com o uso mais eficiente de recursos naturais, melhoria na gestão, inovação, desenvolvimento tecnológico e preservação do ambiente. A compatibilização entre a ampliação da produção de alimentos e a preservação dos recurso s naturais encontra solução na incorporação de tecnologias, via aumento da produtividade, que reduz a pressão sobre a ampliação de novas fronteiras agrícolas. Nesse pacote tecnológico, estão os corretivos de solo, os fertilizantes, os defensivos agrícolas, as sementes melhoradas, a agricultura de precisão, os cultivos intensivos, entre outros. A crise sanitária de 2020 chamou a atenção para o desafio da segurança alimentar, que passou a ser uma das principais preocupações da humanidade. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a fome afeta 828 milhões de pessoas em todo o mundo. Esse número representa um crescimento de 46 milhões em relação ao ano de 2021, e 150 milhões desde o início da pandemia de covid-19. Mesmo diante de uma recuperação econômica, as estimativas apontam que em 2030 ainda haverá mais de 670 milhões de famintos. O tema segurança alimentar não estava tão evidente nos primeiros anos do século XXI, uma vez que a oferta de alimentos em nível global era adequada e a persistência da fome era muito mais um problema de renda dos consumidores do que de disponibilidade física de alimentos. Mas, em 2020, ficou claro que nem todos os países estavam imunes ao fenômeno, o que deu origem a um neoprotecio nismo que começou a interferir nas regras de comércio agrícola internacional. É cada vez mais explícito que a segurança alimentar é um elemento importante para a manutenção da estabilidade política e social de qualquer país. A contribuição para a segurança alimentar, com sustentabilidade, passa pela agricultura tropical, passível de ser desenvolvida em toda a América Latina, na África subsaariana e em países asiáticos. Nesse cinturão tropical do planeta, não apenas existe muita terra a ser incorpor ada aos sistemas produtivos, como também há um potencial ainda maior para a introdução de novas tecnologias que levam ao aumento da produtividade. Internet: <www.cnabrasil.org> (com adaptações). Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue os i tens que se seguem.

A correção gramatical e a coerência das idei as do texto seriam mantidas se, no primeiro parágrafo, as formas verbais "teria" (primeiro período) e "seria" (segundo período) fossem substituídas, respectivamente, por terá e será.

(  ) Certo    (  ) Errado

C8CGM PORTO VELHO/RO 26
Texto base (CG1A1-I): A inteligência artificial (IA) na educação é, sem dúvida, um dos campos emergentes mais promissores na tecnologia educacional. Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas, como aprendizagem e resolução de problemas. Apesar de a IA estar há mais de 30 anos em desenvolvimento, o debate sobre sua aplicação pedagógica em larga escala e seu impacto no ensino superior permanece em aberto. Até recentemente, suas principais aplicações concentravam-se em serviços de apoio acadêmico e administrativo, como análise de perfis, previsões, avaliação de desempenho, monitoramento de metas, personalização e tu toria inteligente. Contudo, a partir de 2020, modelos de linguagem generativa, como o ChatGPT, começaram a ser amplamente utilizados, marcando um avanço significativo no ensino e na aprendizagem. Esses modelos podem transformar buscas na Internet em relatórios abrangentes que simulam textos humanos. Entretanto, compreender seu funcionamento é essencial, pois seu uso levanta debates sobre ética, plágio e outras questões. Apesar do impacto ainda imprevisível, a IA tem o potencial de transformar a educação n os próximos anos, apoiando alunos, professores e administradores em todas as etapas do ensino. Para isso, é fundamental compreender o valor e as limitações da IA. As instituições não podem deixar esse processo ao acaso: é indispensável uma abordagem sistemática que garanta formação adequada e uma estrutura clara, com o envolvimento de todas as partes interessadas, para que as decisões sobre o uso da IA sejam bem entendidas e amplamente aceitas por toda a comunidade acadêmica. Como em qualquer tecnologia significativa, as decisões devem ser tomadas no nível certo e pelas pessoas adequadas. Cabe à gestão superior e ao corpo docente decidir como a IA será utilizada. Ignorar essa inovação e esperar que desapareça não é uma opção, pois ela continuará a evolui r e a se fortalecer. Instituições que não adotam essas inovações formarão profissionais despreparados para as demandas de um mercado cada vez mais tecnológico e dinâmico. Internet: <https://unifametro.edu.br> (com adaptações). Considerando o texto CG1A1 -I, julgue os itens a seguir, em relação ao emprego do sinal indicativo de crase e à acentuação gráfica. I Em “Cabe à gestão superior” (último parágrafo), o sinal indicativo de crase é facultativo. II O trecho “Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas” (primeiro parágrafo) poderia ser corretamente reescrito como Essa tecnologia possibilita à máquinas simularem habilidades humanas. III Os vocábulos “é” e “há” são acentuados gr aficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. Assinale a opção correta.

  1. A)Apenas o item II está certo.
  2. B)Apenas o item III está certo.
  3. C)Apenas os itens I e II estão certos.
  4. D)Apenas os itens I e III estão certos.
  5. E)Todos os itens estão certos.

C9UDESC 26
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens. Texto base: O Brasil está envelhecendo e a mudança altera profundamente a sua composição: menos crianças, mais idosos e uma redução progressiva da população em idade ativa. Esse rear ranjo modifica a estrutura social com impactos profundos. A professora Marianne Stampe, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), explica que os efeitos econômicos desse processo não são uniformes no território. Segundo ela, regiões menos desenv olvidas tendem a sofrer mais, pois contam com menos recursos econômicos, menor capacidade de gerar empregos e enfrentam mais dificuldades para sustentar gastos com saúde e previdência. Para Marianne Stampe, Santa Catarina funciona como "laboratório" dessa transição acelerada: vive hoje desafios que outras regiões enfrentarão apenas na próxima década. A ausência de políticas públicas voltadas ao envelhecimento aparece como um dos principais riscos identificados pela pesquisadora. Nos próximos 20 anos, de cisões sobre educação, previdência, saúde, mercado de trabalho e apoio familiar determinarão se o Brasil conseguirá aproveitar o segundo dividendo demográfico ou se entrará em uma rota de baixo crescimento. Em um país tão desigual, onde a demografia muda a passos distintos, entender o mapa do envelhecimento pode ser decisivo para construir políticas públicas eficientes e sustentáveis. Internet: <www.udesc.br> (com adaptações).

No quarto parágrafo, o deslocamento do trecho "Nos próximos 20 anos" para o final do período manteria a correção gramatical e os sentido s originais do texto, desde que feitos os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas.

(  ) Certo    (  ) Errado

C10TCE RS 25
Considerando as ideias veiculadas no texto CG2A1 e seus aspectos discursivos, julgue os itens a seguir. Texto base (CG2A1): A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais. A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros. O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988. O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum. Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano. Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ, v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).

Infere-se do texto que o rompimento com o patrimonialismo é um atributo que se espera da “República — com ‘r’ maiúsculo”.

(  ) Certo    (  ) Errado

C11IRBR 26 DIPLOMACIA
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desen hos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indíge nas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, apó s a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visa vam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catal ogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda a s famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).

A concordância verbal na primeira oração do penúltimo período do texto se justifica pelo fato de o sujeito estar estruturado por coordenação alternativa.

(  ) Certo    (  ) Errado

C12TCE RN 25
Acerca dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto CG3A1, julgue os itens que se seguem. Texto base (CG3A1): O Rio Grande do Norte é, hoje, parte do imenso território brasileiro. Ocupa uma área de aproximadamente 53.000 km 2. A compreensão da história dessa parte do território nacional só é possível a partir da história da civilização ocidental e da história do Brasil. A história do Brasil, por sua vez, só é verdadeiramente compreendida se a pudermos apreciar desde antes da chegada da expedição cabralina, marco cronológico inicial da história brasileira. O "descobrimento" é, sem dúvida, fato da maior importância, mas por si só insuficiente para explicar a origem do Brasil. Para tanto, faz -se necessário o conhecimento dos fatos anteriores que nos possibilite uma compreensão mais abrangente do processo histórico que resultou no descobrimento dos rincões tupiniquins. Só assim poderemos entender o que ocorreu a partir da chegada dos portugueses, conhecer os motivos que levaram as monarquias cristãs e uropeias a empreender a expansão marítima mercantil, grandes navegações rumo ao desconhecido. Sérgio Luiz Bezerra Trindade. História do Rio Grande do Norte. Natal: Editora do IFRN, 2010, p. 13 (com adaptações).

Em "Para tanto, faz -se necessário o conhecimento dos fatos anteriores", o pronome "se" poderia ser deslo cado para a posição proclítica ⸺ se faz necessário ⸺, sem prejuízo da correção gramatical do texto, em razão da proximidade da expressão "Para tanto".

(  ) Certo    (  ) Errado

C13FUB 25
Julgue os itens seguintes, relativos ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1. Texto base (CB1A1): Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade. A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais. O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes. Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização. Internet: <https://esginside.com.br> (com adaptações).

No primeiro período do segundo parágrafo, a substituição de “no que se refere” por devido manteria a correção gramatical e os sentidos do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

C14MP CE 25 SERVIDOR
Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): Em 2015, o professor Robert Waldinger participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e felicidade. Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros participantes. O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante arrependimento dos participantes do estudo. Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles pode ser dinheiro. O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons relacionamentos. Internet: <folha.uol.com.br> (com adaptações).

No último período do penúltimo parágrafo, a vírgula empregada logo após o termo “que” poderia ser suprimida sem prejuízo da correção gramatical do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

C15PREF. BOA VISTA 25 SAUDE
Texto base (CG2A1): Imagino que a escrita nasceu da necessidade de não esquecer. O primeiro pré-homem que pensou “preciso me lembrar disso” deve ter olhado em volta procurando alguma coisa que ele ainda não sabia o que era. Era um pedaço de papel e uma Bic. Claro que, para chegar ao papel e à esferográfica, tivemos que passar antes pelo risco com vara no chão, o rabisco com carvão na parede da caverna, o hieróglifo no tablete de barro etc. Mas a angústia primordial foi a de perder o pensamento fugidio ou a cena insólita. Pense em quantas ideias não desapareceram para sempre por falta de algo que as retivesse na memória e no mundo. A história da civilização teria sido outra se, antes de inventar a roda, o homem tivesse inventado o bloco de notas. As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória intuitiva. O salmão sabe, não sabendo, o caminho certo para o lugar onde nasceu e onde deve depositar seus ovos. Dizem que o elefante guarda na memória tudo que lhe acontece na vida, principalmente as desfeitas, mas vá pedir que ele bote seu ressentimento no papel. Já o homem pode ser definido como o animal que precisa consultar as suas notas. Nas sociedades não letradas, as lembranças sobrevivem na recitação reiterada e no mito tribal, que é a memória ritualizada. As outras dependem do memorando. E mesmo com todas as formas de anotação inventadas pelo homem desde as primeiras cavernas, inclusive o notebook, a angústia persiste. Estou escrevendo isto porque acordei com uma boa ideia para um texto e botei a ideia num papel. Normalmente não faço isso, porque sempre me esqueço de ter um bloco de notas à mão para não esquecer a eventual ideia e porque sei, intuitivamente, que, se tivesse o bloco de notas à mão, a ideia viria no chuveiro. Mas desta vez a ideia coincidiu com a proximidade de um pedaço de papel e um lápis, e anotei-a assim que acordei. Não exatamente a ideia, mas uma frase que me faria lembrar da ideia. Estou com ela aqui. “Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo”. E não consigo me lembrar de qual era a ideia de que a frase me faria lembrar. Algo sobre os perigos da autoanálise muito aprofundada? Sobre o pensamento socrático? Ou o quê? Não consigo me lembrar. Um consolo, numa situação destas, é pensar que, se a ideia não é lembrada, é porque não era tão boa assim. Mas geralmente se pensa o contrário: as melhores ideias são as que a gente esqueceu. O que é terrível. Luís Fernando Verissimo. Memória e anotações. In: Estadão, 22/9/2011. Internet: <www.estadao.com.br> (com adaptações). Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto CG2A1: “A história da civilização teria sido outra se, antes de inventar a roda, o homem tivesse inventado o bloco de notas.” (último período do primeiro parágrafo). Assinale a opção cuja proposta de reescrita, além de estar gramaticalmente correta, preserva a coerência das ideias do texto.

  1. A)A invenção da roda antes da invenção do bloco de notas pode ter mudado a história da civilização.
  1. B)Se a invenção do bloco de notas tivesse ocorrido antes da invenção da roda, a história da civilização teria sido outra.
  2. C)Caso o homem tivesse inventado, antes da roda o bloco de notas, a história da civilização seria outra.
  3. D)A história da civilização seria outra se, em vez de inventar a roda, o homem tivesse inventado o bloco de notas.
  4. E)A história da civilização seria diferente se o bloco de notas fosse inventado antes de a roda.

C16STM 2025
Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue os seguintes itens. Texto base: Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha. Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).

Entende-se da leitura do texto que o bom ou o mau juízo que se faz de um príncipe está relacionado à sua capacidade de modificar a índole de seus ministros.

(  ) Certo    (  ) Errado

C17PF 25 ADM
Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir. Texto base: “A liberdade medieval”, disse o historiador Lord Acton, “difere da moderna nisto: a primeira depende de propriedade”. Mas a diferença é certamente uma diferença apenas em grau, não em espécie. O dinheiro pode ter menos influência num tribunal moderno do que num tribunal medieval. Mas e fora do tribunal? Fora, é verdade, estou legalmente livre para trabalhar ou não trabalhar, como eu bem escolher, porque não sou um servo. Estou legalmente livre para viver aqui em vez de lá, porque não estou preso à terra. Eu sou livre, dentro de limites razoáveis, para me divertir como eu bem quiser. Estou legalmente livre para casar-me com qualquer pessoa; nenhum lorde me obriga a casar-me com uma garota ou viúva da mansão senhorial. A lista de todas as minhas liberdades legais ocuparia páginas e mais páginas datilografadas. Ninguém, em toda a história, foi tão livre quanto eu sou agora. Mas vejamos o que acontece se eu tento fazer uso da minha liberdade legal. Não sendo um servo, eu resolvo parar de trabalhar; como resultado, começo a passar fome na próxima segunda-feira. Não sendo ligado à terra, eu opto por viver em Grosvenor Square e Taormina; infelizmente, o aluguel da minha casa em Londres equivale ao quíntuplo da minha renda anual. Não sendo submetido às perseguições de intrometidos eclesiásticos, eu decido que seria agradável levar uma jovem ao hotel Savoy para desfrutarmos de um jantar; mas não tenho roupas adequadas, e acabo gastando mais no entretenimento da minha noite do que consigo ganhar em uma semana. Todas as minhas liberdades legais acabam sendo, na prática, tão estreitamente dependentes de propriedade como eram as liberdades dos meus antepassados medievais. Os ricos podem comprar vastas quantidades de liberdade; os pobres precisam se virar sem ela, muito embora, por lei e teoricamente, eles tenham tanto direito à mesma quantidade de liberdade quanto têm os ricos. Aldous Huxley. Apontamentos sobre a liberdade e as fronteiras da terra prometida . In: Música na noite e outros ensaios. Tradução: Rodrigo Breunig. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2014 (com adaptações).

No segundo parágrafo, as orações “Não sendo um servo” (segundo período), “Não sendo ligado à terra” (terceiro período) e “Não sendo submetido às perseguições de intrometidos eclesiásticos” (quarto período) expressam circunstância de concessão nos respectivos períodos em que aparecem.

(  ) Certo    (  ) Errado

C18TCE MS 2025 SERVIDOR
Texto base (CG2A2-II): Lembremos que a concepção moderna dos direitos do homem nasce contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos que sustentam todas as formas de violência, sejam elas físicas, psíquicas, raciais, de gênero ou religiosas. Segundo a concepção moderna dos direitos, os homens são portadores de direitos por natureza (direito natural) e por efeito da lei positiva (direito civil), instituída pelos próprios homens. Essa diferença dos direitos é de grande envergadura porque lhes permite compreender uma prática política inexistente antes da modernidade e que se explicita, significativamente, em ocasiões muito precisas: a prática da declaração dos direitos. A prática de declarar direitos significa, em primeiro lugar, que não é um fato óbvio para todos os seres humanos que eles são portadores de direitos e, por outro, que não é um fato óbvio que tais direitos devam ser reconhecidos por todos. Em outras palavras, a existência da divisão social (por exemplo, os grandes e o povo, em Maquiavel; as classes sociais, em Marx) permite supor que alguns possuem direitos e outros, não. A declaração de direitos inscreve os direitos na sociedade e na política, afirma sua origem social e política e se apresenta como objeto que pede o reconhecimento de todos, exigindo o consentimento social e político de todos. Esse reconhecimento e esse consentimento dão aos direitos a condição e a dimensão de direitos universais. A prática política da declaração de direitos ocorre em ocasiões muito precisas. De fato, algumas declarações de direito ocorrem em situações revolucionárias, isto é, naqueles momentos em que o Baixo da sociedade se rebela contra o Alto e não mais reconhece a ordem vigente injusta: na Revolução Inglesa de 1640; na Independência dos Estados Unidos; na Revolução Francesa de 1789; na Revolução Russa de 1917. Também encontramos a declaração de direitos no período posterior à Segunda Guerra Mundial, isto é, ao fenômeno do totalitarismo nazista e fascista, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Dessa maneira, os direitos dos homens se tornaram uma questão sociopolítica comprovada pelo fato de que as declarações dos direitos ocorrem nos momentos de profunda transformação social e política, quando os sujeitos sociopolíticos têm consciência de que estão criando uma sociedade nova ou defendendo a sociedade existente contra a ameaça de sua extinção. Não por acaso, portanto, no caso do Brasil, a luta pelos direitos humanos ganhou força social e política no combate à ditadura implantada em 1964 e aprofundada em 1969, com o Ato Institucional n.º 5. Marilena Chaui. In: RIDH. Bauru, v. 10, n. 2, p. 13-26, jul./dez. 2022 (com adaptações).

Assinale a opção em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o primeiro período do texto CG2A2-II.

  1. A)Lembremos-nos que a concepção moderna dos direitos do homem nasce contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos, que se sustentam em todas as formas de violência, seja físicas, psíquicas, raciais, de gênero e religiosas.
  1. B)Lembremos de que a concepção moderna dos direitos do homem nasce contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos que sustentam todas as formas de violência, sejam elas físicas, psíquicas, raciais, de gênero ou religiosas.
  2. C)Lembremos-nos que a concepção moderna dos direitos do homem nasce ou contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos que sustentam todas as formas de violência, sejam elas físicas, psíquicas, raciais, de gênero, sejam religiosas.
  3. D)Lembremo-nos de que a concepção moderna dos direitos do homem nascem contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos que sustentam todas formas de violência, sejam elas físicas, psíquicas, raciais, de gênero ou religiosas.
  4. E)Lembremo-nos de que a concepção moderna dos direitos do homem nasce contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos que sustentam todas as formas de violência, sejam elas físicas, psíquicas, raciais, de gênero ou religiosas.

C19TCU 25 AUFC
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os seguintes itens. Texto base: De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão d escobrir seu significado e nos dizer o que fazer. À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais? ” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefant es. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá -lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados. Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.). 1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações).

Deduz-se d a leitura do texto que a complexidade e a profundidade das experiências humanas ou de outro animal são indiferentes no dataísmo.

(  ) Certo    (  ) Errado

C20CAU/MG 2025
Considerando a estruturação linguística do texto CG2A1, julgue os itens subsecutivos. Texto base (CG2A1): O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual. Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas. Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento. Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal. V. Tornello; L. Caccia; M. Oliveira; Bruno Calixto. Florestas para água: uma solução baseada na natureza para enfrentar crises hídricas. Internet: <www.archdaily.com.br> (com adaptações).

Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “é feita” (primeiro período do penúltimo parágrafo) fosse substituída por são feitos.

(  ) Certo    (  ) Errado

C21IBAMA 2025
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens que se seguem. Texto base: A linguagem não é um artefato cultural que aprendemos da maneira como aprendemos a dizer a hora ou como o governo federal está funcionando. Ao contrário, é claramente uma peça da constituição biológica de nosso cérebro. A linguagem é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve espontaneamente na criança, sem qualquer esforço consciente ou instrução formal, que se manifesta sem que se perceba sua lógica subjacente, que é qualitativamente a mesma em todo indivíduo, e que difere de capacidades mais gerais de processamento de informações ou de comportamento inteligente. Por esses motivos, alguns cientistas cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a ideia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias. A capacidade de tecer teias não foi inventada por alguma aranha genial não reconhecida e não depende de receber a educação adequada ou de ter aptidão para arquitetura ou negócios imobiliários. As aranhas tecem teias porque têm cérebro de aranha, o que as impele a tecer e lhes dá competência para fazê-lo com sucesso. Pensar a linguagem como um instinto inverte a sabedoria popular, especialmente da forma como foi aceita nos cânones das ciências humanas e sociais. A linguagem não é uma invenção cultural, assim como tampouco a postura ereta o é. Não é uma manifestação da capacidade geral de usar símbolos: uma criança de três anos é um gênio gramatical, mas é bastante incompetente em termos de artes visuais, iconografia religiosa, sinais de trânsito e outros itens básicos do currículo de semiótica. Embora a linguagem seja uma habilidade magnífica exclusiva do Homo sapiens entre as espécies vivas, isso não implica que o estudo dos seres humanos deva ser retirado do campo da biologia, pois existem outras habilidades magníficas exclusivas de uma espécie viva em particular no reino animal. Alguns tipos de morcegos capturam insetos voadores mediante um sonar Doppler. Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando as posições das constelações com as horas do dia e épocas do ano. No show de talentos da natureza, somos apenas uma espécie de primatas com nosso próprio espetáculo, um jeito todo especial de comunicar Do ponto de vista do cientista, a complexidade da linguagem é parte de nossa herança biológica inata; não é algo que os pais ensinam aos filhos ou algo que tenha de ser elaborado na escola. O conhecimento tácito de gramática de uma criança em idade pré-escolar é mais sofisticado que o mais volumoso manual de estilo ou o mais moderno sistema de linguagem de computador, e o mesmo se aplica a qualquer ser humano saudável. Steven Pinker. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem. Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (com adaptações).

Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o penúltimo período do quarto parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: Alguns tipos de aves migratórias viajam milhares de quilômetros comparando às horas do dia e épocas do ano as posições das constelações.

(  ) Certo    (  ) Errado

C22SEFA PR 25
Texto base (CG1A1-II): O ser humano é um paradoxo. Nós somos um paradoxo porque somos animais capazes de refletir sobre o tempo e entender que temos uma dimensão finita neste planeta. Nós somos criaturas que nascemos, crescemos e, finalmente, morremos. Mas também somos capazes de ver um ciclo no qual a própria natureza repete essa ordem. Toda forma de vida repete essa fórmula: nascer, crescer e, finalmente, morrer, ou seja, existe um ponto de criação e de destruição no universo e nós somos partes desse ciclo. Portanto, uma das grandes indagações do espírito humano é tentar compreender de onde nós viemos: por que nós estamos aqui? Qual é o sentido da nossa existência? Nós somos os únicos animais capazes de formular esse tipo de pergunta. Uma das lições que aprendemos com a ciência moderna, que julgo ser essencial, porém pouco discutida, é a da exclusividade do ser humano no universo. D ito isto, posso assegurar que não há outro ser humano no universo, ou seja, é impossível que, entre a vasta existência dos planetas que existem no universo, possa ter havido outro planeta que tenha tido uma evolução e uma história similar à do planeta Terr a — com mais de 4,5 bilhões de anos — e que tenha forjado a emergência de outra espécie primata semelhante à nossa. Desta forma, aquilo a que me refiro é algo muito importante, isto é, apenas a nossa espécie existe como ser humano. Ainda que haja outros se res extraterrestres bípedes e com uma simetria bilateral, eles não serão humanos, eles serão diferentes, porque a história da vida, em cada planeta, reflete a história da vida daquele planeta. Marcelo Gleiser. In: À escuta do infinito: estamos mais perto de Deus? Um encontro entre Marcelo Gleiser e Gianfranco Ravasi. Coordenador: Fabiano Incerti. Tradução: Natan Marinho Junior. Curitiba: PUCPRESS, 2018, p. 15-16 (com adaptações).

Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do texto CG1A1-II, a oração “no qual a própria natureza repete essa ordem” (quarto período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrita como

  1. A)cuja própria natureza repete essa ordem.
  2. B)quando a própria natureza repete essa ordem.
  3. C)que a própria natureza repete essa ordem.
  4. D)em que a própria natureza repete essa ordem.
  5. E)pelo qual a própria natureza repete essa ordem.

C23SEFAZ/RJ 25 ANALISTA
Texto base (CG1A4): Mais de 45% dos adolescentes brasileiros de 15 anos de idade têm conhecimento em educação financeira abaixo do considerado adequado, segundo os resultados de 2024 do PISA, uma das principais avaliações internacionais de qualidade da educação básica. Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita. 17,9% dos estudantes de 15 anos de idade dos países-membros da OCDE apresentam desempenho abaixo do esperado. Nesse patamar, os jovens conseguem, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo de adquirir ou consumir algo e tomar decisões simples sobre gastos diários. O nível de conhecimento considerado adequado pelo PISA é aquele em que os estudantes conseguem fazer planos financeiros em contextos simples, como compreender as taxas de juros de um empréstimo ou interpretar corretamente documentos, como faturas de cartão ou um recibo de pagamento. “Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”, define o relatório da avaliação. O PISA tradicionalmente avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciências e leitura. Há dez anos, o Brasil tem registrado baixo desempenho em todas as áreas analisadas. Ainda que o Brasil tenha apresentado um dos desempenhos mais baixos, o relatório da OCDE destaca que o país avançou ao longo dos anos. Em 2015, quando uma avaliação semelhante foi aplicada, 53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira. O documento destaca, ainda, que a melhora no desempenho é reflexo da inclusão da educação financeira no currículo escolar brasileiro: “No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação financeira como tema transversal a ser integrado nas disciplinas obrigatórias”. Consta também no relatório da OCDE que os países avaliados enfrentam um desafio em comum, que é dar apoio e condições para que os estudantes mais vulneráveis tenham condições de tomar decisões responsáveis economicamente. “Os resultados mostram que os estudantes socioeconomicamente desfavorecidos apresentam os níveis de menor desempenho, o que indica ser imperioso adotar políticas para evitar o aumento das desigualdades”, diz o documento. Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de alteração da pontuação empregada no trecho entre aspas no quarto parágrafo do texto CG1A4. Assinale a opção em que a proposta apresentada é gramaticalmente correta no que diz respeito à pontuação.

  1. A)“Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros e, ainda, garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”
  1. B)“Promover educação financeira, é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”
  2. C)“Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como, garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”
  3. D)“Promover educação financeira é garantir que, os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, e também, garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”
  4. E)“Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros. Bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”

C24TELEBRAS 25
Considerando a organização do texto precedente, seus sentidos e sua estrutura gramatical, julgue os itens que se seguem. Texto base: O streaming hoje não é apenas um canal de distribuiç ão. Ele se tornou um modelo de consumo cultural, baseado na personalização, na conveniência e na acessibilidade. Os algoritmos ajudam a moldar a experiência de cada usuário, enquanto o conteúdo pode ser acessado a qualquer hora e em qualquer dispositivo. Além disso, o streaming reduziu as barreiras entre criadores, marcas e audiência. Com a explosão das plataformas sob demanda, a lógica da programação linear perdeu força. Hoje, a audiência se dispersa por uma infinidade de opções, e o grande público foi substituído por múltiplas comunidades de interesse. Internet: <https://midia.market> (com adaptações).

Os vocábulos “experiência”, “u suário”, “conteúdo” e “audiência” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.8 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: Dados e exemplos podem sustentar a tese de um texto argumentativo.
Raciocínio: A função de um dado depende do contexto. Ele pode fornecer evidência ou ilustração em apoio ao ponto de vista defendido pelo autor.
Pegadinha: A presença de informação factual não transforma automaticamente o texto em exposição neutra.
Base: Princípios de interpretação textual e argumentação.
Questão irmã: Um exemplo usado para justificar um ponto de vista pode cumprir função argumentativa. Gabarito: Certo.

P2inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: Conectores conclusivos sinalizam uma inferência ou resultado discursivo.
Raciocínio: “Portanto” relaciona a apresentação da proposta à análise anterior como conclusão ou consequência argumentativa.
Pegadinha: Não confunda conectores conclusivos com adversativos, que indicam oposição.
Base: Gramática normativa: relações semânticas entre orações e conectores.
Questão irmã: Em “Estudou bastante, contudo não foi aprovado”, “contudo” tem valor conclusivo. Gabarito: Errado.

P3inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: Pronomes podem retomar referentes já apresentados no texto.
Raciocínio: O pronome masculino singular “ele” concorda em gênero e número com “relatório” e mantém a continuidade temática da frase.
Pegadinha: A identificação do referente depende da concordância e do sentido, não apenas da proximidade entre palavras.
Base: Gramática normativa: referenciação pronominal e coesão textual.
Questão irmã: Em “A ata foi assinada; ela seguirá para o arquivo”, “ela” retoma “ata”. Gabarito: Certo.

F1inéditaResposta: Certo

Conceito: A narração organiza ações e acontecimentos em uma sequência temporal.
Raciocínio: A progressão dos fatos no tempo é um traço recorrente da organização narrativa, embora um gênero possa combinar diferentes modos de organização.
Pegadinha: Um gênero não precisa ser exclusivamente narrativo para conter uma sequência de acontecimentos.
Base: Estudos de tipologia e gêneros textuais.
Questão irmã: A organização temporal de acontecimentos pode ser um recurso narrativo em uma reportagem. Gabarito: Certo.

F2inéditaResposta: Certo

Conceito: O adjetivo varia em gênero e número para concordar com o substantivo a que se refere.
Raciocínio: “Anexos” qualifica “pareceres”, ambos masculinos e plurais; por isso, a concordância está adequada.
Pegadinha: A palavra “anexo” funciona aqui como adjetivo, não como advérbio invariável.
Base: Gramática normativa: concordância nominal.
Questão irmã: Na frase “As planilhas seguem anexas”, a forma “anexas” concorda com “planilhas”. Gabarito: Certo.

F3inéditaResposta: Certo

Conceito: A crase pode resultar da fusão de uma preposição com o artigo feminino.
Raciocínio: Na construção “chegar a”, o verbo rege a preposição “a”. O substantivo feminino “reunião” admite o artigo “a”; a junção é marcada por “à”.
Pegadinha: O acento grave indica a fusão, não uma alteração na pronúncia da palavra “reunião”.
Base: Gramática normativa: regência verbal e emprego do sinal indicativo de crase.
Questão irmã: Em “A equipe chegou à escola”, a forma “à” pode resultar da preposição exigida pelo verbo e do artigo feminino. Gabarito: Certo.

F4inéditaResposta: Errado

Conceito: A escolha de um conector deve preservar a relação semântica estabelecida entre as orações.
Raciocínio: “Embora” introduz concessão: o prazo terminou, mas o pedido foi aceito. “Como”, nessa posição, tende a introduzir causa e não conserva a mesma relação.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A substituição altera a relação concessiva para uma relação causal, mudando o sentido.
Pegadinha: Conectores que podem aparecer no início do período não são necessariamente intercambiáveis.
Base: Gramática normativa: conjunções subordinativas e relações semânticas.
Questão irmã: Substituir “Apesar de estar cansado” por “Embora estivesse cansado” pode preservar a concessão, com os ajustes sintáticos necessários. Gabarito: Certo.

F5inéditaResposta: Certo

Conceito: Uma oração subordinada substantiva pode exercer função de complemento de um verbo.
Raciocínio: Quem informa, informa algo a alguém. A oração “que o cronograma mudaria” expressa o conteúdo informado e completa o verbo “informou”.
Pegadinha: O complemento pode ser uma oração inteira, não apenas um substantivo ou pronome.
Base: Gramática normativa: orações subordinadas substantivas objetivas diretas.
Questão irmã: Em “O setor confirmou que os dados foram recebidos”, a oração iniciada por “que” completa o sentido de “confirmou”. Gabarito: Certo.

Q1oficialResposta: Certo

Conceito: ‘Ainda que’ e ‘conquanto’ são conjunções subordinativas concessivas.
Raciocínio: A oração introduzida por ‘ainda que’ expressa uma ressalva: as decisões políticas refletem o agrupamento mesmo sem serem explícitas. ‘Conquanto’ também introduz concessão e admite o subjuntivo, como em ‘não sejam’. A troca preserva a relação sintática e o sentido, por isso o item está certo.
Pegadinha: A substituição mantém a concessão; não confunda com conjunção causal ou condicional.
Base: Gramática normativa: conjunções subordinativas concessivas.
Questão irmã: ‘Embora estivesse cansado, continuou trabalhando’ pode ser reescrito com ‘conquanto’? Gabarito: Sim: ‘Conquanto estivesse cansado, continuou trabalhando’.

Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q2oficialResposta: Certo

Conceito: ‘Embora’ pode introduzir oração subordinada adverbial concessiva.
Raciocínio: O trecho admite a necessidade de mais pesquisas, mas contrapõe essa ressalva à afirmação de que já há forte evidência científica. A relação é de concessão, equivalente a ‘apesar de que’. O item está certo.
Pegadinha: A oração concessiva apresenta um fato que não impede a conclusão da oração principal.
Base: Gramática normativa: orações subordinadas adverbiais concessivas.
Questão irmã: Em ‘Embora chovesse, o evento ocorreu’, qual circunstância a oração destacada expressa? Gabarito: Concessão.

Fonte: ANSA 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q3oficialResposta: Errado

Conceito: Estratégia é um meio ou plano de ação; meta é um resultado ou objetivo a alcançar.
Raciocínio: O texto chama a eletrificação de uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões. Trocar ‘estratégias’ por ‘metas’ mudaria a ideia de meio de ação para objetivo. A construção permaneceria possível gramaticalmente, mas não manteria os sentidos; por isso o item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: O item é errado porque ‘metas’ não conserva o sentido de meios ou ações adotadas para alcançar um resultado.
Pegadinha: A questão exige preservar o sentido, não apenas verificar se a frase continua gramatical.
Base: Sem fonte normativa específica; distinção semântica entre ‘estratégia’ e ‘meta’.
Questão irmã: No contexto de um plano, ‘medidas para alcançar o objetivo’ pode ser substituído por ‘metas’? Gabarito: Não. Medidas são meios; metas são resultados pretendidos.

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q4oficialResposta: Certo

Conceito: O pronome demonstrativo neutro ‘o’ pode retomar uma ideia e equivaler a ‘aquilo’.
Raciocínio: Em ‘farão o que é certo’, o ‘o’ é pronome demonstrativo neutro que funciona como antecedente de uma oração relativa: ‘o que é certo’ equivale a ‘aquilo que é certo’. A substituição mantém a correção e o sentido. O item está certo.
Pegadinha: Nesse uso, ‘o’ não é artigo definido acompanhando um substantivo expresso.
Base: Gramática normativa: pronomes demonstrativos e orações relativas.
Questão irmã: Em ‘fez o que podia’, ‘o’ pode ser substituído por ‘aquilo’? Gabarito: Sim: ‘fez aquilo que podia’.

Fonte: SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q5oficialResposta: D

Conceito: ‘Talvez’ exprime possibilidade e favorece o emprego do modo subjuntivo.
Raciocínio: Em ‘talvez não tenhamos coragem’, o advérbio apresenta como incerta a possibilidade de ter coragem. O verbo ‘ter’ aparece no presente do subjuntivo por essa modalidade de dúvida. A alternativa D explica corretamente o emprego. A é errada: ‘confortável’ é adjetivo que caracteriza ‘proximidade’. B é errada: ‘trabalha’ e ‘carrega’ estão no presente. C é errada: ‘com uma proximidade’ e ‘sem consequências’ não são ambos complementos verbais, e ‘sem’ introduz circunstância/qualidade. E é errada: ‘usuários’ é objeto direto de ‘afastar’, não seu sujeito.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A classifica como advérbio um adjetivo que caracteriza o substantivo ‘proximidade’.
  • B: A alternativa B confunde formas do presente do indicativo com tempos pretéritos.
  • C: A alternativa C atribui a mesma função de complemento verbal aos segmentos, embora tenham relações distintas e caracterizem a proximidade.
  • E: A alternativa E erra porque ‘usuários’ é objeto direto de ‘afastar’; o sujeito subentendido é a IA.
Pegadinha: O gabarito pede a justificativa do subjuntivo, e não a análise das demais relações do período.
Base: Gramática normativa: emprego do subjuntivo em construções de possibilidade; regência de ‘afastar alguém de algo’.
Questão irmã: Em ‘Talvez eles cheguem cedo’, por que se usa ‘cheguem’? Gabarito: O advérbio ‘talvez’ apresenta a chegada como hipótese e favorece o subjuntivo.

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q6oficialResposta: B

Conceito: A reescrita deve preservar correção, relações sintáticas e conteúdo semântico.
Raciocínio: A alternativa B transforma a oração infinitiva ‘estabelecer políticas’ em oração desenvolvida com ‘que se estabeleçam políticas’. A construção impessoal ‘é crucial’ permanece, e as duas orações relativas no subjuntivo conservam o propósito das políticas: incentivar a inovação e delimitar a atuação da IA. As demais alteram relações sintáticas, modo verbal ou sentido.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A liga ‘delimitem’ a ‘estabelecimento’ e cria a leitura de que o estabelecimento, não as políticas, delimitaria o campo; também altera o nexo final.
  • C: A alternativa C transforma os objetivos em sujeitos de ‘são cruciais’ e diz que eles servem para estabelecer políticas, invertendo a relação original.
  • D: A alternativa D emprega indicativo nas relativas e elimina a oposição concessiva expressa por ‘mas que também’.
  • E: A alternativa E sugere que estabelecer políticas é crucial para que sujeitos não expressos incentivem e delimitem, alterando a estrutura e a relação de finalidade.
Pegadinha: Observe a quem se referem os verbos ‘incentivem’ e ‘delimitem’: às políticas públicas.
Base: Gramática normativa: voz passiva sintética, orações relativas e correlação verbal.
Questão irmã: Reescreva ‘É necessário aprovar medidas que protejam os dados’ com oração desenvolvida mantendo o sentido. Gabarito: É necessário que se aprovem medidas que protejam os dados.

Fonte: PGE RN 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q7oficialResposta: Errado

Conceito: O prefixo ‘co-’ se une sem hífen à palavra seguinte, mas a sequência de vogais e a presença de h seguem regras próprias de composição.
Raciocínio: ‘Etno-histórico’ mantém o h inicial de ‘histórico’. A regra que permite eliminar o hífen em formações com ‘co-’, como ‘coabitar’, não autoriza apagar o h de qualquer segundo elemento. A forma sem hífen e sem h não é a grafia correta. O item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: O item erra ao generalizar a regra de ‘coabitar’: o h de ‘histórico’ não desaparece por analogia.
Pegadinha: A ausência de hífen em ‘coabitar’ não significa que se elimine a letra inicial do segundo elemento em toda composição.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; VOLP da Academia Brasileira de Letras.
Questão irmã: A grafia ‘co-herdeiro’ deve eliminar o h para seguir o padrão de ‘coabitar’? Gabarito: Não. O h inicial do segundo elemento permanece: ‘co-herdeiro’.

Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q8oficialResposta: Errado

Conceito: A partícula ‘se’ pode formar voz passiva sintética ou indeterminar o sujeito, conforme a transitividade verbal e a estrutura da oração.
Raciocínio: Em ‘quando se perguntou a estudantes [...] o que eles mais temiam’, ‘perguntar’ tem objeto direto oracional (‘o que eles mais temiam’) e objeto indireto (‘a estudantes’). O ‘se’ indetermina o sujeito de ‘perguntou’; porém o gabarito oficial considera o sujeito da primeira oração determinado? A análise do item: ‘se perguntou a estudantes’ tem construção com índice de indeterminação, sujeito indeterminado. Apesar disso, o gabarito afirma Errado. A oração subordinada iniciada por ‘quando’ tem sujeito indeterminado? Pela análise normativa, verbo transitivo indireto com se indeterminador sim. Mas ‘perguntou’ pode ser transitivo direto e indireto; objeto direto ‘o que eles mais temiam’, então o se é índice de indeterminação do sujeito, gabarito parece tensionado. Na construção ‘perguntou-se algo a alguém’, o sujeito pode ser a oração subordinada posposta, tornando passiva sintética: ‘algo foi perguntado a estudantes’. Assim, sujeito paciente é ‘o que eles mais temiam’, posposto. Portanto não há sujeito indeterminado. O item está errado.
Pegadinha: A oração ‘o que eles mais temiam’ pode funcionar como sujeito paciente de ‘perguntou-se’; não confunda com sujeito indeterminado.
Base: Gramática normativa: partícula apassivadora e índice de indeterminação do sujeito.
Questão irmã: Em ‘Perguntaram-se várias questões aos candidatos’, qual é o sujeito de ‘perguntaram-se’? Gabarito: ‘Várias questões’, sujeito paciente posposto; a construção está na voz passiva sintética.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q9oficialResposta: Errado

Conceito: Em oração relativa, o pronome relativo retoma um antecedente e exerce função sintática dentro da oração subordinada.
Raciocínio: No original, ‘que dispõem de tempo e recursos limitados’ retoma ‘instituições’: são elas que têm tempo e recursos limitados. Na reescrita, ‘que tem’ passa a retomar ‘tecnologia’, atribuindo à IA a limitação que era das instituições. A concordância também deveria ser ‘tem’ para tecnologia, mas o sentido muda. O item está errado.
Pegadinha: A proximidade de um antecedente não basta: verifique o referente semântico do pronome relativo.
Base: Gramática normativa: pronomes relativos, concordância e coesão referencial.
Questão irmã: Em ‘A escola, que possui bons recursos, ampliou as vagas’, quem possui os recursos? Gabarito: A escola, antecedente do pronome relativo ‘que’.

Fonte: UNE AL 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q10oficialResposta: Certo

Conceito: ‘Estar’ no presente com gerúndio expressa processo em curso; ‘ter’ com particípio forma tempo composto e pode indicar continuidade ou resultado acumulado.
Raciocínio: ‘Está envelhecendo’ apresenta o envelhecimento como processo em curso. ‘Tem envelhecido’ pode expressar processo prolongado e repetido até o presente, mantendo a ideia geral de transformação demográfica em andamento. No contexto, a troca é coerente e preserva a continuidade temporal. O item está certo.
Pegadinha: A perífrase muda a perspectiva aspectual, mas não contradiz o processo continuado apresentado no texto.
Base: Gramática normativa: aspecto verbal e tempos compostos.
Questão irmã: ‘A população está diminuindo’ pode ser substituído por ‘tem diminuído’ em contexto de tendência continuada? Gabarito: Sim, a forma composta pode expressar continuidade até o presente.

Fonte: UDESC 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

C1cadernoResposta: Errado

O item está errado: o pronome “o” retoma “estresse”, objeto de “aliviar” e retomado em “aprofunda-o”; não retoma “vício”.

Fonte: FUNPRESP 26 JUD

C2cadernoResposta: Errado

O item está errado: em “Devem-se considerar sua diversidade”, o verbo plural não concorda com o sujeito singular “sua diversidade”; a substituição compromete a concordância.

Fonte: SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA

C3cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: “entre os quais figura a Lei” retoma adequadamente “marcos” e mantém a relação de exemplificação entre as ações afirmativas e a lei citada.

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26

C4cadernoResposta: Certo

O item está certo: “apesar de” e “não obstante” expressam concessão; a substituição preserva a oposição entre os avanços e o caminho ainda necessário.

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA

C5cadernoResposta: Certo

O item está certo: “o uso e a aplicação” forma sujeito composto, e a concordância plural em “foram tão grandes” está adequada; a flexão singular indicada não mantém essa concordância.

Fonte: UNE AL 26

C6cadernoResposta: Certo

O item está certo: “haver”, com sentido de existir, é impessoal e deixa “pessoas” como objeto; “existir” concorda com o sujeito “pessoas”.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF

C7cadernoResposta: Certo

O item está certo: “terá de aumentar” e “será preciso” expressam no futuro as exigências projetadas para 2050, mantendo a coerência temporal do trecho.

Fonte: ANSA 26

C8cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: só o item III está certo, pois “é” e “há” são monossílabos tônicos acentuados pela mesma regra. No item I a crase é obrigatória (“cabe a” + “a gestão”); no II, “a máquinas” não leva crase.

Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26

C9cadernoResposta: Errado

O item está errado: no início, “nos próximos 20 anos” situa as decisões no tempo; deslocado para o fim, o adjunto pode ligar-se ao resultado, alterando o alcance temporal do período.

Fonte: UDESC 26

C10cadernoResposta: Certo

O item está certo: o texto critica a confusão entre público e privado, característica patrimonialista, e apresenta a superação dessa lógica como ideal republicano.

Fonte: TCE RS 25

C11cadernoResposta: Certo

O item está certo: o sujeito tem núcleos alternativos ligados por “ou”; nessa construção, o verbo no singular concorda com a ideia de alternativa entre presença e ausência.

Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA

C12cadernoResposta: Errado

O item está errado: “para tanto” não exige próclise; a forma “faz-se necessário” está adequada, e o deslocamento do pronome não se justifica pela expressão adverbial.

Fonte: TCE RN 25

C13cadernoResposta: Errado

O item está errado: “no que se refere à qualidade” indica assunto ou aspecto; “devido à qualidade” expressaria causa e mudaria a relação de sentido.

Fonte: FUB 25

C14cadernoResposta: Errado

O item está errado: a oração temporal iniciada por “enquanto” está intercalada entre “que” e a oração principal; as vírgulas delimitam essa intercalação.

Fonte: MP CE 25 SERVIDOR

C15cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: a oração condicional mantém a hipótese de o bloco de notas ter sido inventado antes da roda e preserva a consequência expressa no texto.

Fonte: PREF. BOA VISTA 25 SAUDE

C16cadernoResposta: Errado

O item está errado: o texto relaciona o juízo sobre o príncipe à prudência na escolha e à capacidade de reconhecer ministros capazes e fiéis, não de mudar sua índole.

Fonte: STM 2025

C17cadernoResposta: Errado

O item está errado: as formas reduzidas apresentam a condição de não ser servo ou estar ligado à terra; a sequência explica a falta de recursos, sem estabelecer concessão.

Fonte: PF 25 ADM

C18cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: “Lembremo-nos de que” respeita a colocação pronominal e a regência de “lembrar-se”, e mantém a concordância de “a concepção ... nasce”.

Fonte: TCE MS 2025 SERVIDOR

C19cadernoResposta: Certo

O item está certo: para o dataísmo, experiências só ganham valor quando convertidas em dados; sua profundidade ou complexidade não altera esse critério.

Fonte: TCU 25 AUFC

C20cadernoResposta: Certo

O item está certo: a concordância pode ocorrer com “a maior parte” no singular ou com o termo plural “investimentos”; “são feitos” admite concordância com esse especificador.

Fonte: CAU/MG 2025

C21cadernoResposta: Certo

O item está certo: a construção antepõe “às horas do dia e épocas do ano” e mantém “as posições das constelações” como objeto de “comparando”, preservando a relação de comparação.

Fonte: IBAMA 2025

C22cadernoResposta: D

A alternativa D está correta: “em que” pode retomar “ciclo” e equivale a “no qual” no trecho, mantendo o sentido de repetição da ordem natural.

Fonte: SEFA PR 25

C23cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: a coordenação com “e, ainda,” preserva o paralelismo entre as duas garantias e dispensa a vírgula que separaria indevidamente o sujeito do predicado.

Fonte: SEFAZ/RJ 25 ANALISTA

C24cadernoResposta: Errado

O item está errado: “experiência”, “audiência” e “usuário” são paroxítonas terminadas em ditongo, mas “conteúdo” é paroxítona terminada em -o, regra diferente.

Fonte: TELEBRAS 25

1.9 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Identifique o sujeito antes de concordar o verbo.
  • Vendem-se apostilas: o verbo concorda com o sujeito na voz passiva com se.
  • Haver no sentido de existir é impessoal e fica no singular.
  • Crase exige preposição a, artigo feminino e termo que aceita artigo.
  • Não se, nunca e que atraem o pronome para antes do verbo.
  • Embora e ainda que são concessivos; porque e portanto não se trocam.
  • Idéia, heróico e vôo são grafias antigas, substituídas pela forma atual.
  • Deferir é aceitar; referir é mencionar.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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