1 Língua Portuguesa — parte 1 de 3
Itens do edital:
- 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados
- 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais
- 3. Domínio da ortografia oficial
- 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Em um relatório, afirma-se que um município ampliou o horário de funcionamento de seus postos de atendimento; no mesmo período, os registros de atendimento aumentaram. Conclui-se corretamente que a ampliação do horário foi a causa do aumento dos atendimentos.
( ) Certo ( ) Errado
P2inédita
Um boletim informa que o consumo de água caiu 8% em um bairro e, em seguida, defende a instalação de medidores individuais para reduzir o desperdício. Nesse caso, o texto é predominantemente descritivo, pois apresenta um dado sobre o consumo.
( ) Certo ( ) Errado
P3inédita
Na ortografia oficial, deve-se escrever microônibus, sem hífen, porque o prefixo micro- termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente.
( ) Certo ( ) Errado
1.2 O que cai
- 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 607 questões da banca, 2016–2026
- 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 78 questões da banca, 2017–2026
- 3. Domínio da ortografia oficial: 32 questões da banca, 2020–2026
- 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais: 391 questões da banca, 2017–2026
1.3 Teoria
Estes itens avaliam se você identifica o sentido global do texto e percebe como escolhas de palavras, conectores e formas verbais constroem esse sentido. Na Cebraspe, uma troca pequena — como atribuir uma ideia ao referente errado ou confundir exposição com descrição — pode tornar o item incorreto.
1.3.1 Compreensão e interpretação de textos
Compreender é localizar informações expressas no texto; interpretar é relacioná-las e chegar a conclusões autorizadas pelo conjunto. Em ambos os casos, a resposta precisa ter apoio textual. Conhecimento de mundo pode ajudar, mas não permite acrescentar uma conclusão que o texto não sustenta.
Para julgar um item, identifique o trecho relevante e compare-o com a afirmação. Observe especialmente palavras que ampliam ou restringem a ideia: todo, apenas, sempre, nunca, principalmente e pode. Uma afirmação pode ser falsa por exagerar o alcance do texto, mesmo quando repete parte de uma informação correta.
A conclusão também pode resultar da combinação de passagens. Se o texto apresenta uma medida como etapa de um esforço mais amplo, é legítimo concluir que ela não esgota esse esforço. Isso é inferência: não reproduz literalmente uma frase, mas decorre das ideias apresentadas.
Não confunda opinião do autor com informação atribuída a uma fonte, nem exemplo com regra geral. Em questões de múltipla escolha, elimine alternativas que contradigam o texto ou introduzam causalidade, intenção ou consequência não mencionada. Em itens de julgamento, procure o ponto exato em que a afirmação se afasta do texto.
1.3.2 Tipos e gêneros textuais
Tipo textual é uma forma de organização linguística. Os tipos mais cobrados são narração (ações e sequência temporal), descrição (características e estados), exposição (explicação ou apresentação de informações), argumentação (defesa de uma tese com razões) e injunção (orientação, ordem ou instrução). Um texto pode combinar tipos; a classificação depende do que predomina, não da presença isolada de um trecho.
Gênero textual é a forma social reconhecível em que o texto circula: notícia, artigo de opinião, relatório, receita, edital, crônica, entre outros. O gênero costuma combinar-se com diferentes tipos. Um artigo de opinião, por exemplo, pode expor dados e descrever uma situação, mas sua finalidade predominante pode ser defender uma posição.
Para classificar, pergunte: o que o texto busca fazer? Se apresenta informações e explica um tema, predomina a exposição. Se sustenta uma recomendação ou tese por meio de razões, há argumentação. A presença de adjetivos ou de dados concretos não basta para chamar o texto de descritivo. Do mesmo modo, apresentar uma opinião não transforma automaticamente todo texto em argumentativo: é preciso avaliar a organização e a finalidade predominantes.
A banca pode afirmar que dois tipos predominam quando um deles aparece apenas de modo secundário. Verifique a estrutura global, os conectores e a conclusão antes de aceitar essa classificação.
1.3.3 Ortografia oficial e acentuação gráfica
A ortografia oficial abrange a grafia das palavras, o emprego do hífen e a acentuação. Em prova, aplique a regra à palavra como está escrita; não escolha uma regra apenas por reconhecer uma letra ou um acento.
Na acentuação, as oxítonas recebem acento em terminações específicas, como -a(s), -e(s), -o(s), -em e -ens. As paroxítonas seguem, em geral, a lógica inversa: são acentuadas em terminações menos comuns, como -l, -n, -r, -x, -ps e ditongo. As proparoxítonas são acentuadas. A banca pode tratar como paroxítonas palavras terminadas em ditongo crescente, como *inteligência*, *área* e *prévio*; o acento se explica pela mesma regra nesse enquadramento.
Também se acentuam as vogais i e u tônicas em hiato, quando atendidas as condições da regra: *saída*, *baú*. Não confunda hiato com ditongo. O acento diferencial ficou restrito a casos previstos, como *pôr* (verbo) para distinguir de *por* (preposição).
No hífen, há uma exceção importante: o elemento co- normalmente se une ao segundo elemento, mesmo quando este começa por *h*, com queda dessa letra: *coabitar*. Essa exceção não autoriza eliminar o hífen em qualquer palavra iniciada por *h*. Em *etno-histórico*, mantém-se o hífen. A forma *etnohistórico* não segue, portanto, a regra excepcional de *coabitar*.
Base legal: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
1.3.4 Coesão textual e emprego de tempos e modos verbais
Coesão é a ligação entre partes do texto. A referenciação cria uma cadeia de referentes: pronomes, expressões nominais e palavras de sentido próximo retomam ou antecipam informações. A retomada é anafórica; a antecipação, catafórica. Para encontrar o referente de um pronome, observe a relação de sentido e a função da passagem, não apenas a palavra mais próxima. Um pronome como *isso* pode retomar uma ideia inteira, não um substantivo isolado.
A coesão também ocorre por substituição (*o estudo* / *a pesquisa*), repetição intencional, elipse e conectores. Conectores indicam relações como oposição (*mas*), causa (*porque*), consequência (*por isso*), concessão (*embora*) e conclusão (*portanto*). Não são intercambiáveis: trocar um conector pode alterar a lógica do período. A sequenciação organiza etapas e relações temporais, por meio de expressões como *depois*, *enquanto* e *por fim*.
Os verbos também articulam o texto. O indicativo apresenta fatos como certos ou assumidos; o subjuntivo marca hipótese, desejo ou possibilidade; o imperativo expressa ordem, pedido ou orientação. Os tempos verbais situam ações e estabelecem relações entre elas. Em *quando a equipe chegou, o fogo já havia sido controlado*, a forma *havia sido controlado* indica uma ação anterior à chegada.
Ao julgar um item, confira se o referente, o valor do conector e a relação temporal atribuídos correspondem ao contexto. Uma identificação gramatical correta fora de contexto não garante uma interpretação correta.
Pegadinha da banca
Conclusão não é extrapolação
Uma inferência válida decorre das informações do texto. Desconfie de itens com “sempre”, “somente” ou “necessariamente” quando o texto não sustenta esse alcance.
Pegadinha da banca
Não confunda tipo e gênero
Notícia e artigo são gêneros; narração e argumentação são tipos. Um gênero pode combinar tipos diferentes, e a classificação depende da organização predominante.
Atenção
Hífen: a exceção de co-
A forma *coabitar* não tem hífen e perde o *h*. Não generalize essa exceção: em *etno-histórico*, o hífen permanece.
1.4 Exemplo resolvido
Julgue o item a seguir. Na frase “Quando a equipe chegou, o fogo já havia sido controlado”, a forma verbal “havia sido controlado” indica que o controle do fogo ocorreu antes da chegada da equipe. Alternativas: ["Certo", "Errado"].
- Localize as duas ações: a equipe chegou e o fogo foi controlado.
- Observe a forma “havia sido controlado”, que apresenta uma ação anterior a outra ação passada.
- Compare essa relação temporal com a afirmação do item.
Resposta: Certo.
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Na frase “A comissão analisou as propostas e as encaminhou à diretoria”, o pronome “as” retoma “as propostas”.
( ) Certo ( ) Errado
F2inédita
Na frase “Quando o sistema identificar falhas, os fiscais interromperão o procedimento”, a forma “identificar” está no futuro do subjuntivo e “interromperão”, no futuro do presente do indicativo.
( ) Certo ( ) Errado
F3inédita
Segundo a ortografia oficial vigente, a forma “heróico” deve receber acento agudo por apresentar ditongo aberto em palavra paroxítona.
( ) Certo ( ) Errado
F4inédita
Na frase “Embora o prazo fosse curto, a equipe concluiu a vistoria”, a conjunção “embora” introduz uma ideia de concessão.
( ) Certo ( ) Errado
F5inédita
Um relatório informa que o novo equipamento reduziu o tempo médio de resposta, mas esclarece que a falta de treinamento ainda limita seu uso em algumas unidades. Conclui-se que, segundo o relatório, o equipamento resolveu todos os problemas de atendimento.
( ) Certo ( ) Errado
1.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações). Conclui-se do texto que o alinhamento do Brasil à meta de neutralidade climática não depende exclusivamente da eletrificação da frota de ônibus.
( ) Certo ( ) Errado
Q2oficial · UNE AL 26 2026
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os seguintes itens. Texto base (CB2A1): A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital. Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional. No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina. A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito. Internet: <https://legale.com. Os vocábulos "inteligência", "área" e "prévio" são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
( ) Certo ( ) Errado
Q3oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. O pronome "isso" (primeiro período do segundo parágrafo) retoma o vocábulo "terminologia" (último período do primeiro parágrafo).
( ) Certo ( ) Errado
Q4oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações). Depreende-se do texto CG1A1 que a mídia
- A)contribui para que os consumidores tenham uma visão distorcida do valor dos bens de consumo.
- B)determina a fixação dos preços no mercado, tornando-os menos oscilantes.
- C)reflete uma tendência natural do ser humano de atribuir valor monetário às coisas.
- D)influencia a tomada de decisão dos consumidores diante de produtos com preços distintos.
- E)torna os consumidores propensos a comprar determinados produtos.
Q5oficial · SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA 2026
Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir. Texto base: Segundo estimativa apresentada em 2020 pela Forbes Finance Council, em 2050, mais de 68% da população mundial deverão viver em ambiente urbano. Isto posto, é consenso que as cidades devem estar preparadas para oferecer os melhores serviços e condições de vida a seus cidadãos. Dessa forma, entende-se que o contexto de cidades inteligentes está atrelado ao próprio desenvolvimento urbano sustentável e socioeconômico dos municípios. Além disso, as iniciativas voltadas para cidades inteligentes podem impactar positivamente os países em desenvolvimento. Dessa forma, entende-se que o Brasil precisa posicionar-se e definir a sua capacidade de atuação nesse mercado como um agente ativo de inovação e de mudanças e não como um agente passivo que utilizará os modelos e as soluções de outros países. Há de se considerar também, para o caso do Brasil, sua diversidade urbana, cultural e socioeconômica, variáveis de forte influência para o desenvolvimento da estratégia brasileira para cidades inteligentes. A estruturação de uma agenda governamental e estratégica voltada para o tema é fundamental para o país, a fim de impulsionar a competitividade do mercado pela participação de empresas instaladas no Brasil e, assim, promover o crescimento sustentável dos municípios. Ministério do Desenvolvimento Regional. Caderno Cidades Inteligentes: Estratégia para Implementação da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes. PNUD/EY. Brasília, 2021, p. 15 (com adaptações). Combinam-se no texto elementos textuais predominantemente argumentativos e descritivos.
( ) Certo ( ) Errado
Q6oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações). O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.
( ) Certo ( ) Errado
Q7oficial · IBAMA Cargo 1 2025 2025
Rio de Janeiro: Zahar, 2021 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos gramaticais do texto precedente. Texto base: Em seu livro A terra inabitável , David Wallace-Wells previu que o século XXII seria o “século do inferno”. Talvez ele já tenha começado. É um mundo que provavelmente exacerbará as desigualdades do presente. Hoje, 1 bilhão de pessoas já não têm recursos suficientes para comer e estão vivendo precariamente, mas agora elas já se defrontam com um futuro ecológico que investe contra elas com mais secas, mais inundações, mais furacões, mais conflitos. Aproxima-se com velocidade a era do apartheid climático, em que os que têm podem se proteger atrás de muros altos, enquanto os que não têm lutam para sobreviver além deles. Dentro de cinquenta, cem, quinhentos anos, é provável que ainda haja seres humanos vivendo, trabalhando, amando e sonhando pelos continentes do planeta Terra. E a vida que eles levarão será profundamente influenciada pelo modo como agimos hoje, pelas consequências da história que eles vão herdar. Somos seus ancestrais, e as escolhas que fazemos — políticas, ambientais, culturais, tecnológicas — irão inevitavelmente moldar suas perspectivas. Sabemos o que está em risco. Então, o que está nos impedindo de desviar nosso olhar do aqui e agora para ter uma visão mais estendida a respeito do futuro da humanidade? Roman Krznaric. Como ser um bom ancestral. Estaria mantida a correção gramatical do texto caso se substituísse a forma verbal “haja” (primeiro período do terceiro parágrafo) por existam.
( ) Certo ( ) Errado
Q8oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1-I): A inteligência artificial (IA) na educação é, sem dúvida, um dos campos emergentes mais promissores na tecnologia educacional. Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas, como aprendizagem e resolução de problemas. Apesar de a IA estar há mais de 30 anos em desenvolvimento, o debate sobre sua aplicação pedagógica em larga escala e seu impacto no ensino superior permanece em aberto. Até recentemente, suas principais aplicações concentravam-se em serviços de apoio acadêmico e administrativo, como análise de perfis, previsões, avaliação de desempenho, monitoramento de metas, personalização e tutoria inteligente. Contudo, a partir de 2020, modelos de linguagem generativa, como o ChatGPT, começaram a ser amplamente utilizados, marcando um avanço significativo no ensino e na aprendizagem. Esses modelos podem transformar buscas na Internet em relatórios abrangentes que simulam textos humanos. Entretanto, compreender seu funcionamento é essencial, pois seu uso levanta debates sobre ética, plágio e outras questões. Apesar do impacto ainda imprevisível, a IA tem o potencial de transformar a educação nos próximos anos, apoiando alunos, professores e administradores em todas as etapas do ensino. Para isso, é fundamental compreender o valor e as limitações da IA. As instituições não podem deixar esse processo ao acaso: é indispensável uma abordagem sistemática que garanta formação adequada e uma estrutura clara, com o envolvimento de todas as partes interessadas, para que as decisões sobre o uso da IA sejam bem entendidas e amplamente aceitas por toda a comunidade acadêmica. Como em qualquer tecnologia significativa, as decisões devem ser tomadas no nível certo e pelas pessoas adequadas. Cabe à gestão superior e ao corpo docente decidir como a IA será utilizada. Ignorar essa inovação e esperar que desapareça não é uma opção, pois ela continuará a evoluir e a se fortalecer. Instituições que não adotam essas inovações formarão profissionais despreparados para as demandas de um mercado cada vez mais tecnológico e dinâmico. Internet: <https://unifametro.edu.br> (com adaptações). Assinale a opção correta a respeito das ideias veiculadas no texto CG1A1-I.
- A)Os professores das instituições de ensino estão entre os atores a quem compete decidir sobre os usos da inteligência artificial na educação.
- B)O uso da inteligência artificial na educação é restrito às atividades de apoio acadêmico e administrativo.
- C)As limitações da inteligência artificial podem resultar na formação de profissionais despreparados para o mercado.
- D)Apesar de a inteligência artificial ser aplicada em larga escala na educação, o debate sobre seu impacto nesse campo ainda é escasso.
- E)A inteligência artificial é a tecnologia emergente mais promissora na área da educação.
Q9oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações). O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente
- A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
- B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
- C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
- D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
- E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.
Q10oficial · IPAAM 25 2025
Texto base (CG2A1): A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento. “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP. O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra. Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora. Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações). Acerca de aspectos linguísticos e ortográficos do texto CG2A1, julgue os itens a seguir. I A forma verbal „possa‟ (último período do segundo parágrafo) está conjugada no modo imperativo afirmativo. II No segundo parágrafo, o vocábulo „como‟ (terceiro e quarto períodos) é empregado com o mesmo valor semântico nas duas ocorrências. III O emprego do hífen no vocábulo „bem-preparados‟ (último período do texto) justifica-se pela mesma regra ortográfica que justifica a grafia de seu antônimo, cuja forma correta é mal-preparados. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item I está certo.
- B)Apenas o item II está certo.
- C)Apenas os itens I e III estão certos.
- D)Apenas os itens II e III estão certos.
- E)Todos os itens estão certos.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: Errado
- Certo: A alternativa A transforma uma coincidência temporal em causa comprovada, sem apoio no texto.
P2inédita · pré-testeResposta: Errado
- Certo: A alternativa A toma a presença de um dado como suficiente para classificar o texto como descritivo e ignora a defesa de uma proposta.
P3inédita · pré-testeResposta: Errado
- Certo: A alternativa A aplica a regra das vogais diferentes, mas as vogais em contato são iguais.
F1inéditaResposta: Certo
F2inéditaResposta: Certo
F3inéditaResposta: Errado
- Certo: A alternativa A aplica a acentuação anterior ao Acordo Ortográfico às palavras paroxítonas com ditongo aberto.
F4inéditaResposta: Certo
F5inéditaResposta: Errado
- Certo: A alternativa A transforma uma melhora parcial em solução total e desconsidera a limitação expressamente mencionada.
Q1oficialResposta: Certo
Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/infrasa_26_analista/arquivos/9768E3C308D12FE9C03F9CDBF03E2DC1E7BD91CB01C5CD7805833A95E7A3AFF2.pdf
Q2oficialResposta: Certo
Fonte: UNE AL 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/une_al_26/arquivos/EC8CD9A13219A6B891B8FF9D71BB5C7D50C2C949D63553BCBA08AD363D581864.pdf
Q3oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A restringe a retomada a “terminologia”, mas o referente é a ideia desenvolvida no trecho anterior sobre as escolhas políticas e as consequências da classificação social.
Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/funpresp_26_jud/arquivos/88BBEB8DE4C9C9A4512BD77B353886CFCE5F0D458D3B08FCEDD6B546E36DA4AA.pdf
Q4oficialResposta: A
- B: A alternativa B afirma que a mídia determina os preços e os torna mais estáveis. O texto não atribui essa função à mídia e caracteriza os valores como arbitrários e instáveis.
- C: A alternativa C atribui a avaliação monetária a uma tendência natural. O texto compara julgamentos de preço a percepções sensoriais, mas destaca a influência do ambiente de preços aprendido.
- D: A alternativa D fala em influência sobre decisões diante de preços distintos. O foco do texto é a percepção do valor, não a escolha entre produtos com preços diferentes.
- E: A alternativa E afirma que a mídia torna consumidores propensos a comprar produtos. O texto não trata de incentivo à compra, mas de como as pessoas julgam o valor.
Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/semec_porto_velho_ro_26/arquivos/610CD3B02C6C9203BF52423399F6F8C7F06597BACA8456D9AD9148FF3D7D746A.pdf
Q5oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A afirma que predominam elementos argumentativos e descritivos. O texto é argumentativo, mas não combina predominância argumentativa e descritiva: a descrição não organiza o texto.
Fonte: SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/seplag_al_26_especialista/arquivos/7383CAB38CC1A1B0149023F3C37ACBFEA41DFB538EDCF6AEE7EB7A1978F5D8E6.pdf
Q6oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A generaliza para “etno-históricos” a regra específica de “coabitar”. A grafia correta conserva o hífen e o h.
Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/irbr_26_diplomacia/arquivos/9AFA463453FEF0A89EBB56387CCC39386F5B09A3A84D342A4112BB6B1339E891.pdf
Q7oficialResposta: Certo
Fonte: IBAMA Cargo 1 2025 (2025) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/ibama_25/arquivos/057_IBAMA_CB1_01.pdf
Q8oficialResposta: A
- B: A alternativa B generaliza uma informação temporal: o texto diz que, até recentemente, as aplicações se concentravam em apoio acadêmico e administrativo, não que hoje o uso se restrinja a isso.
- C: A alternativa C atribui às limitações da IA a formação de profissionais despreparados. O texto relaciona esse risco à decisão de não adotar as inovações.
- D: A alternativa D afirma que a IA já é aplicada em larga escala na educação. O texto diz que o debate sobre sua aplicação pedagógica em larga escala permanece em aberto.
- E: A alternativa E transforma “um dos campos emergentes mais promissores” em “a tecnologia emergente mais promissora”, afirmação mais forte do que a do texto.
Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cgm_porto_velho_ro_26/arquivos/7C73763D840AA3CA1AE5B7542A435F57C7F61A0DD4CE073F237681A341F9AEC5.pdf
Q9oficialResposta: A
- B: A alternativa B caracteriza o texto como narrativo, mas não há sequência de acontecimentos organizada por uma progressão temporal.
- C: A alternativa C o classifica como injuntivo. O texto não apresenta instruções ou procedimentos a serem seguidos pelo leitor.
- D: A alternativa D afirma que o texto é objetivo e sem posicionamento. O texto sustenta a necessidade de regulação e de um marco regulatório.
- E: A alternativa E reduz o texto à caracterização técnica da IA. A exposição de conceitos serve à defesa de uma posição sobre sua regulação.
Fonte: PGE RN 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/pge_rn_26/arquivos/96044335EF8662808909A348164A59333FDD5B674B86E9A089F82AA2A8DAB2E1.pdf
Q10oficialResposta: B
- A: A alternativa A inclui o item I, mas “possa” está no subjuntivo, não no imperativo.
- C: A alternativa C inclui os itens I e III, ambos errados.
- D: A alternativa D inclui o item III, que erra ao atribuir a mesma regra de hífen às duas formas.
- E: A alternativa E considera corretos todos os itens, embora I e III estejam errados.
Fonte: IPAAM 25 (2025) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/ipaam_25/arquivos/9A57F43629151AF72AA1A3F11FDCCEC07D20FC24C1D98BC12BB0BE5D4DBEBAED.pdf
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Interprete o texto sem acrescentar informações que ele não sustenta.
- Uma palavra restritiva ou absoluta pode tornar falso um item que repete parte do texto.
- Tipo textual é organização; gênero textual é forma social de circulação.
- Exposição explica ou apresenta informações; argumentação defende uma tese.
- Um pronome pode retomar uma ideia inteira, e não apenas o substantivo mais próximo.
- Conectores indicam relações específicas, como oposição, causa e conclusão.
- O subjuntivo costuma marcar hipótese, desejo ou possibilidade.
- A forma *havia sido controlado* indica anterioridade em relação a outra ação passada.
- Acentuam-se as proparoxítonas; palavras como *inteligência*, *área* e *prévio* podem ser analisadas como paroxítonas terminadas em ditongo.
- A exceção de *coabitar* não elimina o hífen de *etno-histórico*.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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