← ENAM 2026.2

Paginando…

Raio-X de outros órgãos da banca FGV

O que as provas anteriores de outros órgãos da banca FGV cobraram, item a item do edital. Amostra: 1.617 de 1.617 questões; 17 provas, 2022 a 2025.

Não é a mesma conta do mapa do edital. A incidência (no mapa e em “O que cai” de cada capítulo) conta as questões da banca sobre o assunto, em provas de qualquer cargo. O raio-x conta só as 17 provas da amostra: “caiu em N de M provas” quer dizer que o assunto apareceu em N das M provas em que a matéria consta na amostra.

Questões lidas por matéria

Quantas questões de cada matéria a amostra leu, somadas as provas.

MatériaLidas nas provas
Direito Administrativo144
Direito Civil247
Direito Constitucional234
Direito Empresarial79
Direito Processual Civil240
Direito Penal166
Direitos Humanos29
Noções Gerais de Direito e Formação Humanística51

O que cai sempre

Assuntos que apareceram em todas as provas em que a matéria consta na amostra (mínimo de 4 provas).

  • Direito Civil: 6. Obrigações. Modalidade das obrigações. Obrigação natural.…

O que nunca caiu

Constam do edital, mas nenhuma questão lida cobrou o assunto. “Nunca caiu” não é “dispensável”: conteúdo transversal (como as operações de Matemática) é usado em quase toda questão.

  • Direito Constitucional: 1. Teoria da Constituição e do Direito Constitucional. Conceito…; Limites e restrições de direitos fundamentais. Direitos civis e políticos.
  • Direito Administrativo: 2. Funções Públicas. Função administrativa e demais funções do Estado.…; 6. Regulamento administrativo. Conceito e regime jurídico. Limites…; Regime jurídico dos bens necessários e úteis à concessão. Intervenção…; 17. Bens públicos. Regime jurídico dos bens públicos. Classificação…
  • Noções Gerais de Direito e Formação Humanística: O processo psicológico e a obtenção da verdade judicial. O comportamento…; Responsabilidade administrativa, civil e criminal…; Mecanismos de Combate às organizações criminosas e Lavagem…
  • Direitos Humanos: 5. A relação entre o direito internacional dos direitos humanos…
  • Direito Processual Civil: 4. Ação e tutela jurisdicional dos direitos. Legitimidade…; Resoluções do CNJ sobre o emprego da tecnologia no Judiciário.; Gestão do procedimento pelo juiz.; Procedimentos, recursos, pedido de uniformização, coisa julgada…; Cumprimento de sentença coletiva e execução em tutela coletiva. Fundos…
  • Direito Civil: Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.; Responsabilidade contratual e aquiliana. Excludentes…; 17. Direitos das pessoas com deficiência; 20. Direito do consumidor. Consumidor. Fornecedor. Direitos básicos…; 21. Marco legal das garantias (Lei n. 14.711/23).
  • Direito Empresarial: 8. Contratos bancários. Depósito bancário. Conta corrente.…; 9. Sistema Financeiro Nacional; 12. A Relação de Consumo no Direito do Espaço Virtual. O Código de Defesa…; 13. Mudanças trazidas pela Lei n. 14.195/2021. Criação do sistema…
  • Direito Penal: 1. Introdução ao Direito Penal. Conceito, características, finalidade…; 2. A Constituição Penal. Princípios de Direito penal…; 16. Da ação penal. Tipos de ação penal. Titularidade…

O que mudou na última prova (2025)

A prova de 2025 teve 92 questões.

Só caíram na última prova

  • Direito Administrativo: 21. Decadência e prescrição nas relações administrativas. As hipóteses… (2 questões)
  • Noções Gerais de Direito e Formação Humanística: 5. Teoria Geral do Direito. Noções gerais. Norma jurídica (2 questões)
  • Noções Gerais de Direito e Formação Humanística: 7. Direito Digital. 4ª Revolução industrial. Tecnologia… (2 questões)
  • Direito Empresarial: 7. Contratos empresariais. Intervenção mínima. Compra e venda… (2 questões)
  • Direito Constitucional: 7. Acesso à justiça. Devido processo legal. Contraditório e ampla… (1 questão)
  • Direito Constitucional: 13. Defesa do Estado e das Instituições Democráticas. Estado de Defesa… (1 questão)
  • Direito Constitucional: Modulação temporal de efeitos. Técnicas de decisão no controle… (1 questão)
  • Direito Administrativo: Limites do controle jurisdicional de atos administrativos. (1 questão)

Caíam nas provas anteriores e ficaram de fora

  • Direito Administrativo: 11. Poder de polícia e direitos reais. A função social… (caiu em 3 das 3 provas anteriores)
  • Direito Administrativo: 16. Agentes públicos. Agente público (caiu em 3 das 3 provas anteriores)
  • Direito Constitucional: 12. Poder Judiciário. Competências e atribuições (caiu em 3 das 3 provas anteriores)
  • Direito Processual Civil: 18. Débito e responsabilidade patrimonial. Fraude à execução.… (caiu em 3 das 3 provas anteriores)
  • Direito Processual Civil: 9. Atos não decisórios do juiz. Despachos. Fase decisória. Decisões judiciais (caiu em 3 das 3 provas anteriores)
  • Direito Processual Civil: 20. O Poder Público em juízo. Mandado de segurança. Ação Popular.… (caiu em 3 das 3 provas anteriores)
  • Direito Penal: 9. Culpabilidade. Fundamentos; conceito; elementos e conteúdo.… (caiu em 3 das 3 provas anteriores)
  • Direito Constitucional: 14. Princípios do direito tributário e da ordem econômica.… (caiu em 3 das 3 provas anteriores)

Uma única prova é uma observação, não uma tendência: o que ficou de fora em 2025 pode voltar.

O que esta amostra não mostra

A amostra contém provas de OUTROS órgãos da banca FGV; não é previsão da prova atual. Os totais por prova contam só as questões que conseguimos ler e classificar, não o total oficial de cada prova. Amostra pequena e cobertura desigual limitam a comparação: use o raio-x para priorizar, não para deixar assunto de fora. Legislação municipal de outra cidade informa somente o tema cobrado; não identifica nem recomenda lei do município da apostila.

Cada questão conta uma vez, no assunto que a resposta correta testa: um assunto citado de passagem em outra questão não entra na conta, e “só caiu na última prova” quer dizer que nas anteriores nenhuma questão o tinha como tema principal.

Direito Constitucional · Capítulo 4

Federalismo, competências e intervençãoCompetências legislativas dos entesCongresso, processo legislativo e controle externoExecutivo, Administração e agentes públicos

Itens do edital:

  • 9. Organização do Estado e da repartição de competências. O Estado Federal na Constituição de 1988 e sua estruturação (União, Estados-Membros, Distrito Federal e Territórios). Federalismo. Intervenção Federal. Repartição de competências administrativas (materiais) dos entes federativos. Aspectos gerais, competências comuns e exclusivas (indelegáveis).
  • 14. Competências legislativas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, comuns, concorrentes e suplementares. Competências legislativas privativas da União e sua delegação.
  • 10. Poder Legislativo. Congresso Nacional: estrutura, organização, atribuições e competências. Câmara dos Deputados e Senado Federal. Processo Legislativo. Iniciativa das leis. Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária. Tribunal de Contas da União: natureza e atribuições. Cláusulas pétreas. Natureza. Espécies.
  • 11. Poder Executivo. Presidente e Vice-Presidente da República: atribuições e responsabilidades. Ministros de Estado. Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional. Administração Pública. Princípios gerais. Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Poder regulamentar. Agências reguladoras.

4.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita
Uma comissão de estudos propôs transformar um Território Federal em ente federativo autônomo, com competências próprias e participação na organização político-administrativa da República. À luz da Constituição, qual afirmação descreve corretamente a situação atual dos Territórios Federais?

  1. A)São entes federativos autônomos, ao lado da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
  1. B)São unidades estaduais com autonomia política, mas sem personalidade jurídica de direito público.
  2. C)Integram a União; sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem dependem de lei complementar.
  3. D)Integram o Distrito Federal e somente podem ser criados por lei ordinária federal.
  4. E)Constituem Municípios especiais, cuja organização depende exclusivamente de lei estadual.

P2inédita
Um Estado editou lei sobre matéria de competência legislativa concorrente antes de existir norma geral federal. Anos depois, a União aprovou norma geral incompatível com parte da lei estadual. Qual efeito constitucional decorre dessa superveniência?

  1. A)A lei estadual é revogada integralmente, ainda que seus dispositivos não contrariem a norma geral federal.
  1. B)A União deve ratificar a lei estadual para que ela continue válida nas matérias locais.
  2. C)A lei estadual permanece integralmente eficaz, pois a competência suplementar estadual não admite limitação posterior.
  3. D)Fica suspensa a eficácia da lei estadual apenas no que contrariar a norma geral federal superveniente.
  4. E)A lei federal perde eficácia no Estado, porque a edição estadual ocorreu primeiro.

P3inédita
No âmbito federal, o Presidente da República pretende encaminhar ao Congresso Nacional os projetos relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias e aos orçamentos anuais. Sobre a iniciativa dessas leis, assinale a afirmativa correta.

  1. A)A iniciativa cabe exclusivamente ao Congresso Nacional, por envolver autorização de despesas públicas.
  1. B)A iniciativa cabe ao Presidente da República, a quem compete enviar os projetos de lei do ciclo orçamentário ao Congresso Nacional.
  2. C)A iniciativa pertence conjuntamente ao Presidente da República e ao Tribunal de Contas da União.
  3. D)A iniciativa cabe ao Senado Federal, que remete os projetos à Câmara para deliberação final.
  4. E)A iniciativa é popular, desde que o projeto alcance o apoiamento previsto para leis de iniciativa popular.

4.2 O que cai

  • 9. Organização do Estado e da repartição de competências. O Estado Federal na Constituição de 1988 e sua estruturação (União, Estados-Membros, Distrito Federal e Territórios). Federalismo. Intervenção Federal. Repartição de competências administrativas (materiais) dos entes federativos. Aspectos gerais, competências comuns e exclusivas (indelegáveis): 191 questões da banca, 2021–2026
    Raio-X do cargo: caiu em 12 de 17 provas, 24 questões
  • 14. Competências legislativas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, comuns, concorrentes e suplementares. Competências legislativas privativas da União e sua delegação: 128 questões da banca, 2021–2026
    Raio-X do cargo: caiu em 12 de 17 provas, 24 questões
  • 10. Poder Legislativo. Congresso Nacional: estrutura, organização, atribuições e competências. Câmara dos Deputados e Senado Federal. Processo Legislativo. Iniciativa das leis. Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária. Tribunal de Contas da União: natureza e atribuições. Cláusulas pétreas. Natureza. Espécies: 335 questões da banca, 2021–2026
    Raio-X do cargo: caiu em 11 de 17 provas, 26 questões
  • 11. Poder Executivo. Presidente e Vice-Presidente da República: atribuições e responsabilidades. Ministros de Estado. Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional. Administração Pública. Princípios gerais. Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Poder regulamentar. Agências reguladoras: 102 questões da banca, 2022–2026
    Raio-X do cargo: caiu em 11 de 17 provas, 12 questões

4.3 Teoria

A repartição de competências define quem pode agir e legislar em cada matéria. Entender a lógica federativa evita confundir interesse local, competência comum e competência legislativa privativa.

4.3.1 Federalismo, competências e intervenção

A Federação brasileira reúne entes autônomos, não soberanos. A soberania pertence à República Federativa do Brasil; União, Estados, Distrito Federal e Municípios têm autonomia política, administrativa e financeira nos limites constitucionais. Os Territórios, diferentemente, integram a União e não são entes federativos. O Distrito Federal não pode ser dividido em Municípios.

A repartição constitucional combina competências materiais (agir, prestar serviços, administrar) e legislativas (produzir normas). A competência material exclusiva da União está especialmente no art. 21; a comum dos quatro entes, no art. 23. Competência comum significa dever de cooperação, e não exclusividade de um ente. Lei complementar deve fixar normas de cooperação. Já a competência administrativa dos Municípios inclui organizar e prestar serviços públicos de interesse local, inclusive transporte coletivo.

TipoTitularesExemplo constitucional
Material exclusivaUniãoDefesa nacional e serviços federais
Material comumUnião, Estados, DF e MunicípiosSaúde, patrimônio e meio ambiente
Legislativa privativaUniãoTrânsito e transporte
Legislativa concorrenteUnião, Estados e DFSaúde, consumo e meio ambiente

Competência exclusiva, no sentido técnico do art. 21, não se confunde com competência privativa para legislar. A Constituição autoriza lei complementar federal a permitir que Estados legislem sobre questões específicas de matérias privativas da União (art. 22, parágrafo único); não é autorização geral nem delegação a Municípios. Na concorrente, a União edita normas gerais. Estados suplementam; se não houver norma geral federal, exercem competência plena para suas peculiaridades. Norma federal superveniente suspende a eficácia da lei estadual apenas no que for incompatível, sem revogá-la.

A Constituição reserva aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas. Municípios legislam sobre interesse local e suplementam legislação federal e estadual. O DF acumula competências estaduais e municipais. A União organiza e mantém, nos termos constitucionais, instituições de Territórios, que continuam sob sua integração. Não se deve inferir que uma matéria pertence ao Município apenas porque ocorre em seu território: a natureza da matéria e a predominância do interesse são decisivas. Assim, legislação estadual que condiciona a autorização municipal de transporte individual por motocicleta interfere em matéria de trânsito e transporte, reservada à União, e ainda pode restringir desproporcionalmente a livre iniciativa e a concorrência. A competência municipal de fiscalização do transporte remunerado privado individual não transforma o Município em legislador nacional de trânsito.

Intervenção é medida excepcional que limita temporariamente a autonomia federativa para restaurar a normalidade constitucional. A União pode intervir em Estado ou no DF nas hipóteses taxativas do art. 34: integridade nacional; invasão; grave comprometimento da ordem pública; livre exercício dos Poderes; reorganização financeira em situações constitucionais; execução de lei, ordem ou decisão judicial; ou proteção dos princípios sensíveis, como direitos da pessoa humana, autonomia municipal e prestação de contas. O Estado pode intervir em Município, e a União em Município de Território, somente nas hipóteses do art. 35, incluindo falta de prestação de contas.

O procedimento depende da causa. Nos casos espontâneos, o chefe do Executivo decreta a intervenção e submete o ato ao Legislativo em 24 horas, salvo hipóteses em que a apreciação é dispensada e o decreto se limita a suspender o ato impugnado se isso bastar. Na desobediência a ordem ou decisão judiciária, a intervenção depende de requisição do STF, do STJ ou do TSE (art. 36, II); para princípio sensível ou recusa à execução de lei federal, exige-se provimento de representação do PGR pelo STF. Na intervenção estadual em Município por falta de prestação de contas (art. 35, II), o decreto do Governador é submetido à Assembleia Legislativa em 24 horas (art. 36, § 1º); a dispensa de apreciação do art. 36, § 3º, vale para o art. 35, IV (provimento de representação pelo Tribunal de Justiça). Por isso, a falta de contas não depende de representação do PGR nem se converte em representação interventiva por princípio sensível. O decreto especifica amplitude, prazo e condições e nomeia interventor se couber.

Erro típico: chamar de exclusiva toda competência comum; ou tratar Território como ente federativo. Também não se deve confundir ausência de lei municipal com liberdade estadual para criar barreira em área legislativa federal. Exemplo resolvido. Um Estado condiciona o transporte por aplicativo em motocicleta a autorização municipal expressa. 1. Identifique a matéria predominante: trânsito e transporte. 2. A legislação sobre ela é privativa da União. 3. A barreira estadual também afeta iniciativa e concorrência; a norma estadual é inconstitucional.

Esquema

Desenho federativo

Entes autônomos

  • União

    Competências constitucionais próprias

  • Estados

    Competências remanescentes e previstas

  • Municípios

    Interesse local e suplementação

  • Distrito Federal

    Competências estaduais e municipais

4.3.2 Competências legislativas dos entes

A primeira pergunta para resolver competência legislativa é: qual é o núcleo da norma? Não basta observar a finalidade declarada pelo legislador nem o local em que a regra será aplicada. A Constituição distribui matérias à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios, e a jurisprudência considera a natureza predominante da disciplina.

A União legisla privativamente sobre as matérias do art. 22, entre elas direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; desapropriação; águas; energia; telecomunicações; sistema monetário; trânsito e transporte; e diretrizes da política nacional de transportes. A lista constitucional é extensa. O parágrafo único permite lei complementar autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas desses temas. Essa autorização deve ser expressa e delimitada. Não transforma a competência privativa em competência concorrente, não permite delegação a Municípios e não autoriza o Estado a contrariar normas federais gerais ou nacionais.

CompetênciaQuem legislaRegra de solução
Privativa federalUniãoDelegação estadual só por LC e questão específica
ConcorrenteUnião, Estados e DFUnião: normas gerais; Estados: suplementação
Local/suplementarMunicípioInteresse local e complementação no que couber
CumulativaDistrito FederalCompetências reservadas a Estados e Municípios

Na competência concorrente, prevista no art. 24, a União edita normas gerais. Estados e DF podem suplementá-las para detalhar a disciplina, sem contrariá-las. Se não existir norma geral federal, os Estados exercem competência legislativa plena para atender peculiaridades. Quando surge norma geral federal posterior, fica suspensa a eficácia do trecho estadual incompatível. A norma estadual não é revogada: pode voltar a produzir efeitos se cessar a incompatibilidade. A União não elimina a competência suplementar dos Estados ao legislar sobre normas gerais.

Os Municípios não aparecem no rol do art. 24, mas podem legislar sobre interesse local e suplementar normas federais e estaduais no que couber. A suplementação municipal exige pertinência com o interesse local e respeito às regras superiores. O DF tem competência legislativa estadual e municipal, pois não pode ser dividido em Municípios. Em matéria de transporte coletivo local, por exemplo, o Município organiza e presta o serviço; isso não lhe confere competência para legislar sobre trânsito e transporte em geral. A repartição funcional impede que a justificativa de segurança do consumidor seja usada para deslocar matéria de competência privativa da União.

A banca costuma propor lei estadual que invoca proteção à saúde ou ao consumidor, mas na prática regulamenta atividade de trânsito ou profissão. Resolva em duas etapas: primeiro identifique o conteúdo e o campo constitucional; depois examine eventual competência suplementar ou delegação válida. A existência de competência comum para cuidar da saúde não equivale a poder legislativo estadual ilimitado. Da mesma forma, a competência concorrente de proteção ao consumidor não permite disciplinar matéria privativa da União. O Município pode fiscalizar e regulamentar aspectos locais do serviço dentro de sua esfera, mas não criar proibição incompatível com a disciplina nacional.

Erros frequentes: dizer que norma federal superveniente revoga a lei estadual; afirmar que o Município integra a competência concorrente do art. 24; considerar qualquer lei suplementar municipal válida sem demonstrar interesse local; e tratar a autorização do art. 22, parágrafo único, como delegação automática. Exemplo resolvido. Lei estadual disciplina requisitos gerais de habilitação para condutores de aplicativo, alegando proteção ao consumidor. 1. O objeto principal é trânsito e transporte. 2. O tema é de competência legislativa privativa da União. 3. Sem lei complementar federal que autorize questão específica, a lei estadual invade competência da União.

Comparação

Privativa e concorrente

PrivativaConcorrente
Privativa: só a União legislaConcorrente: União, Estados e DF legislam juntos
Privativa: Estados só com lei complementar federalConcorrente: União fixa normas gerais; Estados e DF suplementam

4.3.3 Congresso, processo legislativo e controle externo

O Poder Legislativo federal é exercido pelo Congresso Nacional, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

A Câmara representa o povo, com eleição proporcional; o Senado representa Estados e DF, pelo princípio majoritário. A legislatura dura quatro anos. Salvo regra constitucional diversa, cada Casa e suas comissões deliberam por maioria dos votos, presente a maioria absoluta.

O Congresso exerce atribuições legislativas com sanção presidencial nas matérias do art. 48. Há competências exclusivas do Congresso, sem sanção, no art. 49; competências privativas da Câmara no art. 51; e competências privativas do Senado no art. 52. A Câmara autoriza, por dois terços dos membros, a instauração de processo contra Presidente e Vice-Presidente e Ministros de Estado. O Senado processa e julga Presidente e Vice-Presidente nos crimes de responsabilidade, além de outras autoridades nos casos constitucionais. Essa divisão é cobrada para evitar atribuir ao Congresso competência de uma Casa específica.

AtoElemento centralParticipação presidencial
Lei ordinária/complementarDeliberação legislativaSanção ou veto, conforme Constituição
Emenda constitucionalDois turnos em cada CasaNão há sanção presidencial
Competência exclusiva do CongressoArt. 49Sem sanção
Competência privativa de CasaArts. 51 e 52Sem sanção

O processo legislativo compreende emendas à Constituição, leis complementares e ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções. A iniciativa das leis pode ser geral ou reservada. A Constituição atribui iniciativa privativa ao Presidente em matérias determinadas, como criação de cargos na administração federal direta e autárquica e regime de servidores federais. O vício de iniciativa não é sanado pela sanção presidencial. A iniciativa popular federal apresenta projeto à Câmara, observados os requisitos do art. 61, § 2º. Medida provisória exige relevância e urgência e se submete imediatamente ao Congresso, além de matérias constitucionalmente vedadas. Emenda constitucional requer votação em dois turnos em cada Casa e três quintos dos votos dos respectivos membros. Não pode ser emendada a Constituição durante intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio. São limites materiais as propostas tendentes a abolir a forma federativa, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e direitos e garantias individuais.

A fiscalização financeira, orçamentária, contábil, operacional e patrimonial da União é exercida pelo Congresso mediante controle externo, com auxílio do TCU, e pelos sistemas de controle interno. O TCU não integra o Poder Judiciário nem está subordinado hierarquicamente ao Congresso: auxilia-o no controle externo e tem competências próprias. A Corte julga contas de administradores e responsáveis por recursos federais; aprecia as contas anuais do Presidente mediante parecer prévio; realiza auditorias; e fiscaliza recursos federais transferidos a Estados, DF e Municípios por convênio ou instrumento semelhante. Essa última atribuição alcança a aplicação dos recursos transferidos, não converte o Tribunal em órgão de controle geral das contas locais.

O TCU pode assinar prazo para correção de ilegalidade e, se não atendido, sustar ato, comunicando ao Congresso. Para contratos, a sustação compete diretamente ao Congresso, que solicita as medidas ao Executivo; a Constituição prevê atuação posterior do Tribunal se as providências não forem efetivadas. Decisão que imputa débito ou multa constitui título executivo. O Tribunal emite parecer prévio, mas não julga as contas do Presidente. A proposta orçamentária do Judiciário é elaborada pelos tribunais dentro dos limites e encaminhada ao Executivo para consolidação na proposta do ente; autonomia financeira não significa encaminhamento direto à Assembleia Legislativa.

Erro típico: tratar o TCU como tribunal judicial ou como instância recursal dos Tribunais de Contas estaduais. Exemplo resolvido. Um Município recebe verba federal por convênio e presta contas apenas ao órgão local. 1. O recurso continua sujeito ao controle federal quanto à aplicação. 2. A Constituição atribui ao TCU fiscalização de recursos federais transferidos. 3. O TCU pode auditar essa aplicação, sem assumir o controle integral das contas municipais.

Esquema

Controle de recursos federais

  1. 1Congresso exerce controle externo

    Com auxílio do TCU

  2. 2TCU fiscaliza aplicação

    Inclusive recurso federal transferido por convênio

  3. 3Identifica ilegalidade

    Pode fixar prazo para providências

  4. 4Não atendido

    Pode sustar ato nos limites constitucionais

4.3.4 Executivo, Administração e agentes públicos

O Poder Executivo federal é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.

Presidente e Vice-Presidente são eleitos conjuntamente. Em caso de impedimento do Presidente, assume o Vice; em vacância, sucede-o. O Presidente dirige a Administração federal e exerce as atribuições constitucionais, entre elas nomear e exonerar Ministros, iniciar processo legislativo nos casos previstos, sancionar, promulgar e publicar leis, expedir decretos e regulamentos para fiel execução da lei, manter relações exteriores e prover cargos federais conforme a lei. Poder regulamentar não autoriza criar obrigação primária sem fundamento legal nem contrariar a lei.

InstitutoFunçãoLimite essencial
Regulamento executivoViabiliza execução da leiNão substitui a lei
Cargo em comissãoDireção, chefia e assessoramentoLivre nomeação e exoneração nos termos legais
Função de confiançaDireção, chefia e assessoramentoExclusiva de servidor efetivo
Agência reguladoraRegula setor nos limites legaisSujeita à Constituição e à lei

Ministros são escolhidos entre brasileiros maiores de 21 anos e no exercício dos direitos políticos. Exercem orientação, coordenação e supervisão dos órgãos de sua área, referendam atos presidenciais quando cabível e expedem instruções para execução das leis, decretos e regulamentos. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente em temas constitucionais como intervenção federal, estado de defesa, estado de sítio e questões relevantes para a estabilidade das instituições. O Conselho de Defesa Nacional opina sobre soberania nacional e defesa do Estado democrático, inclusive guerra, paz e intervenção. Ambos são consultivos: não substituem a decisão constitucional da autoridade competente.

A Administração direta e indireta de todos os Poderes e entes obedece a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Concurso público é a regra de ingresso em cargo ou emprego, ressalvado cargo em comissão declarado em lei. Funções de confiança só podem ser exercidas por ocupantes de cargo efetivo; cargos em comissão destinam-se a direção, chefia e assessoramento. Contratação temporária exige hipótese legal, necessidade temporária e excepcional interesse público. O agente público deve atuar dentro da competência e finalidade legais. Controle judicial de ato administrativo alcança legalidade, inclusive devido processo, motivação e compatibilidade constitucional, mas não autoriza substituir livremente a Administração em escolhas legítimas de mérito.

A responsabilidade administrativa é independente da penal, mas a decisão penal que reconhece definitivamente a inexistência do fato ou nega sua autoria impede que a Administração decida o contrário sobre esses pontos. Se sentença penal reconhece autoria e materialidade, mas não aplica perda do cargo como efeito penal, isso não impede automaticamente a apuração disciplinar e demissão por infração administrativa própria, com processo regular e defesa. A sanção disciplinar não é pena criminal: possui fundamento e procedimento próprios. Em mandado de segurança, o Judiciário pode controlar legalidade, competência, finalidade, forma e garantias, mas não reexaminar o mérito administrativo como se fosse instância disciplinar.

Militares dos Estados, do DF e dos Territórios são membros das respectivas polícias militares e corpos de bombeiros militares, instituições organizadas com base em hierarquia e disciplina; aos servidores militares aplicam-se regras constitucionais próprias, distintas do regime dos servidores civis. Agências reguladoras são autarquias especiais instituídas por lei, com atribuições normativas técnicas e fiscalização dentro do setor regulado. Sua autonomia administrativa não as torna soberanas nem as dispensa de controle de legalidade.

A banca costuma misturar poder regulamentar com competência legislativa, ou autonomia técnica com ausência de controle. Outro erro é supor que o juiz nunca pode controlar ato administrativo: o controle de legalidade é possível, enquanto a substituição do mérito legítimo não é. Exemplo resolvido. Em processo disciplinar, servidor é demitido após condenação penal que comprovou autoria e materialidade, embora a sentença não tenha decretado perda do cargo. 1. A esfera disciplinar tem fundamento próprio. 2. A sentença firmou autoria e materialidade, que não se reabrem em sentido contrário. 3. Com processo regular e defesa, a demissão administrativa pode ser aplicada.

Pegadinha da banca

Comum não é exclusiva

Competência material comum impõe cooperação. Não significa que cada ente possa legislar sobre qualquer aspecto da matéria.

Pegadinha da banca

TCU e recursos transferidos

O TCU fiscaliza a aplicação de recursos federais repassados por convênio; não revisa decisões dos Tribunais de Contas estaduais.

Atenção

PEC e limites

Proposta tendente a abolir cláusula pétrea não pode ser deliberada; não se exige que a proposta elimine literalmente o princípio.

4.4 Exemplo resolvido

Uma lei estadual exige autorização municipal específica para que motocicletas prestem transporte remunerado individual por plataforma. Assinale a opção correta. A) A lei é válida por cuidar de interesse local. B) A lei é válida por competência comum de saúde. C) A disciplina estadual invade competência legislativa da União sobre trânsito e transporte. D) A lei é válida porque Municípios podem legislar concorrentemente. E) A matéria é exclusiva do Senado.

  1. Identifique o objeto principal: regras para transporte individual em motocicleta.
  2. A Constituição reserva à União a legislação sobre trânsito e transporte.
  3. A justificativa de saúde ou consumidor não altera a matéria predominante.

Resposta: C. A lei estadual invade competência legislativa privativa da União.

4.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita
Após um desastre ambiental em área que abrange três Estados, os governos locais iniciaram ações próprias de proteção e recuperação. Um órgão federal sustentou que somente a União poderia agir, por se tratar de tema de alcance nacional. Considerando a repartição constitucional de atribuições, assinale a afirmativa correta.

  1. A)A proteção do meio ambiente e o combate à poluição são competências comuns da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
  1. B)A proteção ambiental é competência exclusiva dos Estados, salvo quando a poluição alcançar águas de domínio federal.
  2. C)A União exerce competência administrativa privativa, e os demais entes só podem agir mediante delegação federal.
  3. D)A competência ambiental comum pertence à União, aos Estados e ao Distrito Federal, mas exclui os Municípios.
  4. E)Os Municípios só podem adotar medidas ambientais após autorização legislativa do Estado em que estão situados.

F2inédita
Uma Câmara Municipal aprovou norma que disciplina horários de funcionamento de estabelecimentos comerciais e complementa regras federais e estaduais aplicáveis, atendendo a peculiaridades locais. Um comerciante questionou a competência legislativa municipal. Qual solução está de acordo com a Constituição?

  1. A)O Município não pode legislar sobre funcionamento comercial, matéria reservada integralmente à União.
  1. B)O Município pode legislar apenas se receber autorização por lei complementar federal para cada assunto local.
  2. C)O Município pode legislar sobre interesse local e suplementar a legislação federal e estadual no que couber.
  3. D)O Município pode editar normas locais, mas não pode suplementar leis federais ou estaduais em nenhuma hipótese.
  4. E)O Município pode suplementar somente a legislação estadual, pois a legislação federal afasta qualquer atuação municipal.

F3inédita
Ao apreciar as contas anuais do Presidente da República, o Congresso Nacional solicitou auxílio técnico do Tribunal de Contas da União. Um parlamentar afirmou que o TCU apenas emite opinião sem caráter institucional próprio e que o julgamento definitivo cabe ao próprio Tribunal. Assinale a afirmativa correta.

  1. A)O TCU julga definitivamente as contas anuais do Presidente, cabendo ao Congresso apenas homologar a decisão.
  1. B)O TCU integra o Poder Judiciário e substitui o Congresso no julgamento das contas presidenciais.
  2. C)O Congresso exerce o controle externo sem auxílio técnico, pois o TCU só fiscaliza empresas estatais.
  3. D)O TCU emite parecer prévio sobre as contas presidenciais, e o Congresso Nacional exerce a competência de julgá-las.
  4. E)O TCU aprova as contas presidenciais em caráter final, salvo recurso do Presidente ao Supremo Tribunal Federal.

F4inédita
Uma proposta de emenda à Constituição pretende abolir a forma federativa de Estado, mantendo eleições periódicas e os demais direitos individuais. Mesmo aprovada pelo rito de emenda, a proposta encontra qual limite constitucional?

  1. A)Nenhum limite material se aplica, porque a forma de Estado pode ser alterada por emenda aprovada em dois turnos.
  1. B)A proposta não pode sequer ser objeto de deliberação, pois tende a abolir a forma federativa de Estado, protegida como cláusula pétrea.
  2. C)A proposta pode ser deliberada, mas depende de referendo popular posterior para produzir efeitos.
  3. D)A proposta é válida se aprovada por três quintos dos votos em uma única sessão conjunta do Congresso.
  4. E)A proposta pode ser aprovada pelo Congresso, desde que cada Estado a ratifique por lei ordinária.

F5inédita
O Presidente da República editou decreto para reorganizar o funcionamento interno de órgãos da administração federal, sem aumento de despesa e sem criar ou extinguir órgãos públicos. Considerando o poder regulamentar constitucional, assinale a afirmativa correta.

  1. A)O decreto é inválido, porque toda reorganização administrativa depende de lei aprovada pelo Congresso Nacional.
  1. B)O decreto só pode ser editado após autorização individual do Senado Federal para cada órgão reorganizado.
  2. C)O decreto é válido mesmo que aumente despesas ou crie órgãos, desde que o Presidente publique exposição de motivos.
  3. D)O Presidente pode reorganizar por decreto apenas autarquias, não os órgãos da administração direta federal.
  4. E)O Presidente pode dispor por decreto sobre organização e funcionamento da administração federal, observadas as condições constitucionais descritas.

F6inédita
Durante viagem ao exterior, o Presidente da República ficou temporariamente impedido de exercer o cargo. O Vice-Presidente também estava impedido, e os Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal não podiam assumir. Quem deve ser chamado constitucionalmente para exercer a Presidência?

  1. A)O Presidente do Supremo Tribunal Federal, como próximo substituto na ordem constitucional.
  1. B)O Ministro da Justiça, escolhido pelo Conselho da República para o período do impedimento.
  2. C)O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, por ser responsável pela legitimidade das eleições presidenciais.
  3. D)O Presidente do Tribunal de Contas da União, como autoridade superior de controle da União.
  4. E)O Ministro da Defesa, por coordenar o Conselho de Defesa Nacional e a segurança do Estado.

4.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · MP/RJ 2026
A Lei Estadual nº 001, do Estado Alfa, passou a regulamentar o serviço de transporte individual de passageiros realizado por motocicletas mediante plataformas digitais. O referido diploma normativo estabeleceu que a atividade somente poderia ser exercida nos municípios do Estado Alfa que editassem ato próprio, autorizando expressamente a sua prestação e disciplinando as respectivas condições de funcionamento. Assim, na ausência de lei ou decreto municipal específico, ficaria vedado aos condutores de motocicleta realizar transporte de passageiros, por meio de aplicativos, no território do respectivo município. Na exposição de motivos do projeto que deu origem à lei, sustentou-se que a medida buscava resguardar a segurança dos consumidores do serviço, tendo em vista o elevado número de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas no Estado Alfa. Sobre a constitucionalidade da referida lei, considerando os fatos acima à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), assinale a afirmativa correta.

  1. A)É formalmente inconstitucional, porque é competência privativa da União legislar sobre trânsito e transporte, e é materialmente inconstitucional, pois viola os princípios constitucionais da livre iniciativa, da livre concorrência e da proteção ao consumidor.
  1. B)É constitucional, pois o Estado Alfa agiu no exercício de sua competência concorrente para legislar sobre proteção ao consumidor e defesa da saúde.
  2. C)É constitucional, pois o Estado Alfa agiu no exercício de sua competência concorrente para legislar sobre trânsito e transporte.
  3. D)É materialmente constitucional, porque estabelece restrição proporcional e razoável à livre iniciativa e ao direito de escolha dos usuários do serviço, e é formalmente inconstitucional, pois é da competência privativa da União legislar sobre trânsito e transportes.
  4. E)É materialmente constitucional, porque estabelece restrição proporcional e razoável à livre iniciativa e ao direito de escolha dos usuários do serviço, e é formalmente inconstitucional, pois regulamentar e fiscalizar o transporte remunerado privado individual de passageiros é atribuição exclusiva dos Municípios e do Distrito Federal.

Q2oficial · TCE/SC 2026
O Tribunal de Contas da União (TCU) é órgão de controle externo responsável pelo controle da Administração Pública no âmbito federal. Considerando as disposições acerca do tema na Constituição Federal de 1988, é correto afirmar que o TCU

  1. A)em nenhuma hipótese poderá fiscalizar a atuação de órgãos e entidades estaduais e municipais, sendo tal competência exclusiva dos respectivos Tribunais de Contas.
  1. B)poderá fiscalizar a atuação de órgãos e entidades estaduais e municipais no que diz respeito aos recursos repassados a esses pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres.
  2. C)poderá sustar ato ou contrato do órgão Estadual quando não atendida a determinação exarada pelo Tribunal de Contas Estadual respectivo, observados os princípios da accountability e responsabilidade fiscal.
  3. D)é a entidade Superior Fiscalizadora do Estado Brasileiro, tendo competência para reformar, em sede recursal, as decisões exaradas pelos Tribunais de Contas dos Estados.
  4. E)poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria de controle, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos Tribunais de Contas dos Estados e Municípios.

Q3oficial · MP/MT 2026
O Ministério Público do Estado Alfa recebeu representação de uma organização não governamental informando que agentes públicos em atuação na Administração Pública direta e indireta do Município Sigma vinham descumprindo sistematicamente, nos dois últimos exercícios financeiros, o dever de prestar contas, considerando prazos e procedimentos estabelecidos em lei. Por tal razão, a organização solicitou a adoção das providências necessárias à decretação da intervenção estadual em Sigma. O órgão de execução com atribuição, ao analisar os termos da representação, concluiu corretamente que a situação descrita

  1. A)deve figurar na causa de pedir de ação direta interventiva, a ser ajuizada privativamente pelo Procurador-Geral de Justiça.
  1. B)não permite a decretação da intervenção estadual, considerando que as normas afrontadas têm natureza legal, não constitucional.
  2. C)configura hipótese de intervenção espontânea, não prescindindo da análise do decreto interventivo pela Assembleia Legislativa de Alfa.
  3. D)pressupõe o acolhimento de representação, do Tribunal de Contas ou outro legitimado, pelo Tribunal de Justiça de Alfa, devendo constar do decreto de intervenção a nomeação do interventor.
  4. E)caracteriza afronta a princípios constitucionais sensíveis, de observância obrigatória pelos entes subnacionais, sendo cogente a decretação da intervenção tão logo formulada a requisição judicial.

Q4oficial · MP/GO 2026
O Município Sigma editou a Lei nº X (LX) que dispôs, em seu Art. 2º, sobre os requisitos do cadastro a ser formado para a identificação do rol de beneficiários em potencial para determinado serviço de cunho assistencial, ofertado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, destinado à integração social de grupos desfavorecidos. De acordo com o Art. 3º desse diploma normativo, caberia ao Chefe do Poder Executivo Municipal editar o respectivo regulamento, no prazo de 60 (sessenta) dias. Na situação descrita, é correto afirmar que

  1. A)a LX é inconstitucional apenas em seu Art. 3º.
  1. B)Sigma não tem competência para legislar sobre a matéria.
  2. C)a LX é inconstitucional em seu Art. 2º e, por arrastamento, o Art. 3º também o é.
  3. D)Sigma tem competência para legislar sobre a matéria e a LX não apresenta vício de inconstitucionalidade material.
  4. E)Sigma tem competência para legislar sobre a matéria, e os Artigos 2º e 3º são constitucionais, caso a proposição legislativa tenha sido apresentada pelo Prefeito Municipal.

Q5oficial · TJ/SC 2026
Com o objetivo de dar cumprimento ao ciclo orçamentário, o setor competente do Tribunal de Justiça do Estado Alfa (TJEA) informou ao seu Presidente sobre a necessidade de ser elaborada a proposta orçamentária para o exercício financeiro subsequente. Na situação descrita, é correto afirmar que

  1. A)a proposta orçamentária deve ser aprovada pelo TJEA e encaminhada ao Poder Executivo do Estado Alfa.
  1. B)a proposta orçamentária deve ser aprovada pelo TJEA e encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado Alfa.
  2. C)o orçamento deve ser aprovado pelo órgão competente do TJEA, considerando a autonomia financeira do Poder Judiciário.
  3. D)a proposta orçamentária deve ser elaborada pelo Poder Executivo, em prol da unidade orçamentária e encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado Alfa.
  4. E)a proposta orçamentária deve ser elaborada pelo TJEA, em conjunto com os demais poderes e instituições autônomas, e encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado Alfa.

Q6oficial · TRF2 2026
Mévio, servidor público federal, foi exonerado do serviço público após a aplicação da penalidade de demissão em processo administrativo disciplinar no qual foram atendidas as exigências legais, viabilizando-se o contraditório e a ampla defesa. O processo foi instaurado após o trânsito em julgado de sentença penal condenatória reconhecendo a autoria e materialidade de crime de homicídio praticado por Mévio. A sentença penal não indicou, como sanção, a perda do cargo. Inconformado, Mévio impetrou mandado de segurança contra a decisão que lhe aplicou a penalidade de demissão, postulando sua anulação. Considerando a legislação em vigor e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que

  1. A)ao Poder Judiciário cabe o controle material dos atos administrativos vinculados, levando em consideração sempre os atributos de legalidade, moralidade, eficiência e publicidade.
  1. B)é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que viola o princípio da separação dos poderes e o exame da legalidade, pelo Poder Judiciário, dos atos administrativos tidos por abusivo ou ilegais.
  2. C)tendo a autoria e a materialidade da prática do crime restado plenamente demonstrada no âmbito da ação penal, mostra-se descabido ao juízo cível reanalisar os fatos, sendo cabível, na hipótese trazida, a aplicação de pena de demissão.
  3. D)o mérito da decisão prolatada em processo administrativo pode ser revisto pelo Judiciário, não se restringindo aos aspectos formais, como o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.
  4. E)o fato de, na sentença penal, não ter sido expressamente aplicada a pena de demissão do cargo público, inviabiliza a aplicação da penalidade correspondente no âmbito administrativo, devendo ser anulada a decisão administrativa.

Q7oficial · PGE/AC 2026
A Procuradoria-Geral do Estado Delta recebeu três ofícios, devidamente instruídos, do Tribunal de Contas desse ente federativo. Nesses ofícios, o Tribunal de Contas informava que: I. realizou imputação de débito a agente público estadual, que atuara como ordenador de despesa, pela prática de ato doloso de apropriação de recursos públicos. II. aplicou multa ao Prefeito do Município Sigma, em razão de danos dolosamente causados ao erário municipal. III. aplicou multa a agente público do Município Teta, por não ter colaborado na inspeção realizada pelos auditores de controle externo. Como os ofícios estavam relacionados à cobrança dos valores decorrentes das decisões do Tribunal de Contas pelo Estado Delta, o Procurador do Estado designado para o caso concluiu, corretamente, que a legitimidade para a cobrança,

  1. A)em relação aos valores decorrentes do ocorrido em I, II e III, é do Estado Delta.
  1. B)apenas em relação aos valores decorrentes do ocorrido em I, é do Estado Delta.
  2. C)apenas em relação aos valores decorrentes do ocorrido em I e III, é do Estado Delta.
  3. D)apenas em relação aos valores decorrentes do ocorrido em II e III, é do Estado Delta.
  4. E)em relação aos valores decorrentes do ocorrido em I, II e III, não é do Estado Delta.

Q8oficial · TJ/ES 2025
Após amplos debates e a aprovação no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado Alfa, contando ainda com a sanção do governador do Estado, foi publicado determinado diploma normativo outorgando à Defensoria Pública estadual o poder de requisitar a instauração de inquérito policial. Como a Constituição Estadual não dispunha sobre as competências legislativas desse ente federativo, um legitimado à deflagração do controle concentrado de constitucionalidade perante o Tribunal de Justiça do Estado Alfa (TJEA) consultou sua assessoria em relação à conformidade desse diploma normativo com a Constituição da República e, em caso negativo, quanto à possibilidade de ser submetido ao controle concentrado de constitucionalidade perante o referido Tribunal. A assessoria respondeu corretamente que o diploma normativo:

  1. A)deve ser considerado constitucional caso tenha a forma de lei complementar;
  1. B)foi editado no exercício da competência concorrente de Alfa para legislar sobre procedimento;
  2. C)afronta a competência legislativa privativa da União, mas não pode ser submetido ao controle concentrado de constitucionalidade perante o TJEA;
  3. D)deve ser considerado inconstitucional, ressalvada a existência de lei complementar da União autorizando a sua edição, podendo ser submetido ao controle concentrado de constitucionalidade perante o TJEA;
  4. E)deve ser considerado constitucional por se tratar de matéria tipicamente administrativa, envolvendo instituições estaduais, refletindo o exercício da competência legislativa residual de Alfa.

Q9oficial · TJ/MS 2026
Os Tribunais de Contas são órgãos de controle externo de cunho administrativo, que têm por escopo realizar a fiscalização dos recursos públicos e a correta gestão orçamentária, em atendimento aos princípios democrático e republicano. A respeito das competências próprias e privativas delineadas na Constituição para o referido órgão de envergadura constitucional, assinale a afirmativa correta.

  1. A)Apreciar as contas prestadas semestralmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias, a contar de seu recebimento.
  1. B)Julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta, excluídas as fundações e as sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, o extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público.
  2. C)Apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como as das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório.
  3. D)Realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão Técnica ou de Inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, criminal, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
  4. E)Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário e a cassação dos direitos políticos.

Q10oficial · NAV BRASIL 2026
No âmbito das empresas públicas e das sociedades de economia mista, há um determinado órgão ao qual compete monitorar a qualidade e a integridade dos mecanismos de controle interno, das demonstrações financeiras e das informações e medições divulgadas pelas respectivas estatais. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 13.303/2016, é correto afirmar que a referida competência pertence ao

  1. A)Comitê de Auditoria Estatutário, como órgão auxiliar do Conselho de Administração.
  1. B)Conselho de Administração, como órgão auxiliar do Comitê de Auditoria Estatutário.
  2. C)Comitê de Auditoria Estatutário, como órgão auxiliar do Conselho Fiscal.
  3. D)Conselho Fiscal, como órgão auxiliar do Conselho de Administração.
  4. E)Conselho de Administração, como órgão auxiliar do Conselho Fiscal.

4.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: Territórios Federais integram a União e não figuram entre os entes federativos autônomos do art. 18.
Raciocínio: A Constituição enumera como entes autônomos União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Em regra distinta, declara que Territórios Federais integram a União e reserva a lei complementar sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A inclui os Territórios entre os entes autônomos, embora o art. 18 não os enumere nessa condição.
  • B: A alternativa B atribui autonomia política aos Territórios; a Constituição os coloca dentro da União.
  • D: A alternativa D desloca o Território para o Distrito Federal e ainda troca lei complementar por lei ordinária.
  • E: A alternativa E confunde Território com Município e atribui competência organizatória exclusiva ao Estado.
Pegadinha: A Constituição menciona os Territórios na organização estatal, mas não os classifica como entes autônomos no art. 18.
Base: Constituição Federal, art. 18, caput e § 2º.
Questão irmã: Quem detém a titularidade dos Territórios Federais, segundo a Constituição? Gabarito: A União; os Territórios Federais integram a União.

P2inédita · pré-testeResposta: D

Conceito: Na competência concorrente, a norma geral federal superveniente suspende, e não revoga, a eficácia da lei estadual incompatível.
Raciocínio: Sem norma geral federal, o Estado pode exercer competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades. Quando sobrevém norma geral federal, o art. 24, § 4º, suspende a eficácia estadual somente na parte conflitante.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A amplia o efeito: a suspensão alcança apenas a parte incompatível, não toda a lei estadual.
  • B: A alternativa B cria exigência de ratificação que não aparece no regime constitucional da competência concorrente.
  • C: A alternativa C ignora o efeito expressamente previsto para a superveniência de norma geral federal.
  • E: A alternativa E inverte a regra constitucional: a anterioridade da lei estadual não impede a incidência da norma geral federal.
Pegadinha: O texto constitucional fala em suspensão de eficácia no ponto de conflito, não em revogação integral da lei estadual.
Base: Constituição Federal, art. 24, §§ 3º e 4º.
Questão irmã: Uma nova norma geral federal não conflita com certa regra suplementar estadual. A regra estadual perde eficácia? Gabarito: Não. A suspensão alcança a lei estadual somente no que for contrário à norma geral federal.

P3inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: A iniciativa dos projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e dos orçamentos anuais é do Poder Executivo.
Raciocínio: No plano federal, o Presidente da República envia os projetos ao Congresso Nacional. A deliberação legislativa ocorre no Congresso, mas isso não desloca a iniciativa constitucional do Executivo.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A confunde a competência deliberativa do Congresso com a iniciativa dos projetos orçamentários.
  • C: A alternativa C atribui iniciativa ao TCU, que não é coautor constitucional desses projetos.
  • D: A alternativa D inventa iniciativa privativa do Senado e um encaminhamento não previsto para esse processo.
  • E: A alternativa E aplica iniciativa popular a projetos cuja iniciativa a Constituição reserva ao Executivo.
Pegadinha: Não confunda quem inicia o projeto com quem o examina e aprova no processo legislativo.
Base: Constituição Federal, arts. 84, XXIII, e 165, caput.
Questão irmã: Quem encaminha ao Congresso o projeto de lei orçamentária anual da União? Gabarito: O Presidente da República, como chefe do Poder Executivo federal.

F1inéditaResposta: A

Conceito: A proteção ambiental e o combate à poluição integram a competência administrativa comum de todos os entes federativos.
Raciocínio: O art. 23 enumera competências administrativas comuns e inclui expressamente, no inciso VI, proteger o meio ambiente e combater a poluição. A abrangência interestadual não elimina a atuação dos demais entes.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B transforma em competência estadual exclusiva uma atribuição constitucional comum.
  • C: A alternativa C confunde a coordenação federal com exclusividade e exige delegação sem base constitucional.
  • D: A alternativa D omite os Municípios, expressamente incluídos no caput do art. 23.
  • E: A alternativa E condiciona a atuação municipal a autorização estadual que a Constituição não exige.
Pegadinha: Competência administrativa comum não significa atuação exclusiva da União nem depende de delegação para cada ente.
Base: Constituição Federal, art. 23, caput e inciso VI.
Questão irmã: Qual ente pode atuar administrativamente para impedir a poluição de um rio local? Gabarito: Todos os entes federativos, no âmbito da competência comum de proteção ambiental.

F2inéditaResposta: C

Conceito: A Constituição atribui aos Municípios competência para legislar sobre interesse local e suplementar a legislação federal e estadual no que couber.
Raciocínio: A regra municipal precisa tratar de assunto de interesse local e pode complementar normas federais ou estaduais pertinentes. A competência suplementar não autoriza contrariar normas superiores nem depende de delegação genérica.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A ignora a competência municipal expressa para assuntos de interesse local.
  • B: A alternativa B aplica aos Municípios a autorização legislativa do art. 22, parágrafo único, que trata de delegação aos Estados.
  • D: A alternativa D nega a competência suplementar municipal prevista expressamente no art. 30, II.
  • E: A alternativa E exclui indevidamente a legislação federal da possibilidade de suplementação municipal.
Pegadinha: A competência suplementar municipal existe no que couber, mas não permite afastar normas gerais válidas.
Base: Constituição Federal, art. 30, incisos I e II.
Questão irmã: O Município pode complementar uma lei estadual para ajustá-la a peculiaridades locais? Gabarito: Sim, se atuar em matéria de interesse local e suplementar a legislação estadual no que couber.

F3inéditaResposta: D

Conceito: O Congresso Nacional julga as contas anuais do Presidente da República, com parecer prévio do TCU.
Raciocínio: A Constituição confere ao Congresso a competência de julgar as contas presidenciais. Ao TCU cabe apreciá-las e emitir parecer prévio, sem substituir o julgamento político-constitucional do Congresso.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A transfere ao TCU a competência de julgamento que o art. 49, IX, atribui ao Congresso.
  • B: A alternativa B classifica incorretamente o TCU como órgão do Judiciário e altera a titularidade do controle externo.
  • C: A alternativa C elimina o auxílio do TCU e restringe sua fiscalização a empresas estatais, limites inexistentes.
  • E: A alternativa E transforma o parecer do TCU em decisão final e inventa recurso presidencial nessa forma.
Pegadinha: Parecer prévio do TCU não equivale ao julgamento das contas anuais do Presidente.
Base: Constituição Federal, arts. 49, IX, e 71, I.
Questão irmã: Quem julga as contas anuais do Presidente, após parecer prévio do TCU? Gabarito: O Congresso Nacional.

F4inéditaResposta: B

Conceito: A forma federativa de Estado é limite material ao poder de reforma constitucional.
Raciocínio: O art. 60, § 4º, proíbe que seja objeto de deliberação proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado. A proteção não depende da preservação de outros direitos ou da aprovação por quórum elevado.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A trata a federação como matéria livremente reformável e ignora o limite material expresso.
  • C: A alternativa C acrescenta referendo como condição capaz de afastar uma vedação de deliberação.
  • D: A alternativa D confunde quórum e procedimento com a impossibilidade material de deliberar proposta tendente à abolição.
  • E: A alternativa E cria ratificação estadual por lei ordinária, procedimento não previsto para validar essa proposta.
Pegadinha: O limite alcança proposta tendente a abolir a federação; não é superado pela observância do quórum de emenda.
Base: Constituição Federal, art. 60, § 4º, inciso I.
Questão irmã: Uma PEC que pretende abolir a separação dos Poderes pode ser deliberada? Gabarito: Não. A separação dos Poderes também é protegida pelo art. 60, § 4º, III.

F5inéditaResposta: E

Conceito: O Presidente pode dispor por decreto sobre organização e funcionamento da administração federal quando não houver aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.
Raciocínio: O art. 84, VI, alínea a, confere competência privativa para editar decreto sobre organização e funcionamento da administração federal dentro desses limites. O enunciado informa que ambos foram respeitados.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A ignora a autorização constitucional específica para decreto nessa hipótese delimitada.
  • B: A alternativa B inventa autorização prévia do Senado para exercício de competência presidencial.
  • C: A alternativa C elimina os limites expressos: o decreto não pode aumentar despesa nem criar ou extinguir órgãos nessa hipótese.
  • D: A alternativa D restringe indevidamente o alcance da norma, que se refere à administração federal.
Pegadinha: O decreto de organização administrativa é admitido dentro dos limites do art. 84, VI; não equivale a autorização geral para criar ou extinguir órgãos.
Base: Constituição Federal, art. 84, inciso VI, alínea a.
Questão irmã: O Presidente pode extinguir por decreto um órgão público em funcionamento com base no art. 84, VI, a? Gabarito: Não. Essa alínea não autoriza extinguir órgãos públicos.

F6inéditaResposta: A

Conceito: Na ausência ou impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, são chamados sucessivamente os Presidentes da Câmara, do Senado e do STF.
Raciocínio: A Constituição estabelece a ordem de substituição. Como o enunciado exclui o Presidente da Câmara e o do Senado, a próxima autoridade na sequência é o Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B introduz o Ministro da Justiça em uma ordem sucessória que a Constituição não prevê.
  • C: A alternativa C confunde função eleitoral com substituição presidencial e ignora a ordem do art. 80.
  • D: A alternativa D atribui sucessão ao Presidente do TCU, que não integra a linha constitucional indicada.
  • E: A alternativa E confunde a função ministerial de Defesa com a sucessão temporária à Presidência.
Pegadinha: A ordem é taxativa e não depende da área temática ou da relevância institucional do cargo de ministro.
Base: Constituição Federal, arts. 79 e 80.
Questão irmã: Se o Presidente e o Vice-Presidente estiverem impedidos, quem é o primeiro a ser chamado? Gabarito: O Presidente da Câmara dos Deputados.

Q1oficialResposta: A

Conceito: Compete privativamente à União legislar sobre trânsito e transporte; aos Municípios cabe regulamentar e fiscalizar o transporte remunerado privado individual, observadas as diretrizes federais.
Raciocínio: A lei estadual condiciona a atividade de transporte por motocicleta via aplicativo à autorização municipal e disciplina seu exercício. O Estado não pode legislar sobre trânsito e transporte, matéria do art. 22, XI, da Constituição. Além do vício formal, a restrição estadual genérica interfere na livre iniciativa, na concorrência e na liberdade de escolha sem base constitucional suficiente. A alternativa A está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B invoca competências concorrentes sobre consumidor e saúde para invadir a competência privativa federal sobre trânsito e transporte.
  • C: A alternativa C atribui aos Estados competência concorrente sobre trânsito e transporte, matéria expressamente privativa da União.
  • D: A alternativa D reconhece incorretamente constitucionalidade material da barreira estadual à atividade e à escolha do usuário.
  • E: A alternativa E acerta que há atribuições municipais, mas erra ao limitar o vício a formalidade e afirmar que a restrição seria materialmente proporcional.
Pegadinha: Distingua a competência legislativa federal sobre trânsito e transporte da competência municipal para regulamentar e fiscalizar o transporte remunerado privado individual, nos termos da legislação federal.
Base: Constituição Federal, arts. 22, XI, 30, I e V; Lei nº 12.587/2012, art. 11-A; STF, ADPF 449 e RE 1.054.110 (Tema 967).
Questão irmã: Lei estadual proíbe transporte individual por aplicativo até autorização de cada município. Qual o vício central? Gabarito: Invasão da competência privativa da União sobre trânsito e transporte, além de restrição material desproporcional à livre iniciativa.

Fonte: MP/RJ 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q2oficialResposta: B

Conceito: O TCU fiscaliza a aplicação de recursos federais, inclusive quando repassados a Estados e Municípios por convênio, acordo ou instrumento congênere.
Raciocínio: A origem federal dos recursos mantém a competência de fiscalização do TCU, mesmo que o órgão executor seja estadual ou municipal. O art. 71 da Constituição atribui ao Tribunal o controle externo federal. Por isso, a alternativa B está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A ignora a competência do TCU sobre recursos da União transferidos a outros entes.
  • C: A alternativa C atribui ao TCU poder de sustar ato ou contrato estadual por descumprimento de determinação de Tribunal de Contas estadual, sem fundamento constitucional.
  • D: A alternativa D trata o TCU como instância recursal hierárquica dos tribunais de contas estaduais, o que não existe.
  • E: A alternativa E atribui efeito vinculante nacional às súmulas do TCU e exige composição e procedimento que a Constituição não prevê.
Pegadinha: O critério é a origem e a aplicação do recurso fiscalizado, não apenas a esfera administrativa do ente que o executa.
Base: Constituição Federal, arts. 70 e 71, especialmente art. 71, VI.
Questão irmã: Município recebe recursos federais por convênio e os aplica em obra. O TCU pode fiscalizar essa aplicação? Gabarito: Sim. A competência do TCU alcança recursos da União repassados mediante convênio ou instrumento congênere.

Fonte: TCE/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q3oficialResposta: C

Conceito: A falta de prestação de contas pode fundamentar intervenção estadual em Município; a hipótese é deliberada pelo Governador e o decreto deve ser submetido à Assembleia Legislativa.
Raciocínio: A Constituição prevê intervenção para assegurar a observância de princípios constitucionais, incluindo a prestação de contas da administração pública direta e indireta, e também por falta de contas devidas. Na hipótese de falta de prestação de contas, o Governador pode decretar a intervenção espontaneamente, submetendo o decreto à Assembleia Legislativa. A alternativa C corresponde ao procedimento aplicável.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A atribui legitimidade privativa ao Procurador-Geral de Justiça para ajuizar ação interventiva, quando a representação interventiva estadual segue o procedimento constitucional próprio perante o Tribunal de Justiça.
  • B: A alternativa B ignora que a Constituição contempla expressamente a falta de prestação de contas como causa interventiva.
  • D: A alternativa D mistura a hipótese de representação/requisição judicial com a hipótese de falta de prestação de contas, que admite decretação espontânea.
  • E: A alternativa E transforma a intervenção em consequência automática de qualquer representação e confunde a falta de contas com a requisição judicial por princípio sensível.
Pegadinha: Não confunda a hipótese dependente de provimento do Tribunal de Justiça com as hipóteses de intervenção decretadas espontaneamente pelo Governador.
Base: Constituição Federal, arts. 35, II, e 36, §§ 1º e 2º; observada a hipótese de prestação de contas no art. 34, VII, d, quando pertinente à administração municipal.
Questão irmã: Município deixa de prestar contas devidas. A intervenção estadual exige sempre prévia decisão do Tribunal de Justiça? Gabarito: Não. A falta de prestação de contas pode ensejar intervenção espontânea, com submissão do decreto à Assembleia Legislativa.

Fonte: MP/MT 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q4oficialResposta: A

Conceito: O Município pode legislar sobre interesse local e suplementar normas federal e estadual; a iniciativa parlamentar não pode, contudo, impor prazo ao Executivo para regulamentar lei.
Raciocínio: O cadastro municipal de beneficiários de serviço assistencial integra a organização de política de interesse local, e o art. 30, I e II, dá competência legislativa ao Município. O vício está no art. 3º: ao determinar que o Prefeito regulamente a lei em 60 dias, a Câmara interfere no exercício da função regulamentar do Executivo. O dispositivo é inconstitucional, mas isso não invalida o art. 2º. A alternativa A está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B nega a competência municipal para disciplinar serviço assistencial local e suplementar a legislação pertinente.
  • C: A alternativa C estende o vício do prazo de regulamentação ao conteúdo do cadastro, sem que o enunciado indique vício material no art. 2º.
  • D: A alternativa D ignora a imposição inconstitucional de prazo ao Chefe do Executivo constante do art. 3º.
  • E: A alternativa E supõe que a iniciativa do Prefeito sanaria a imposição de prazo, embora a interferência no exercício do poder regulamentar continue inadequada.
Pegadinha: Separe a competência municipal para tratar do serviço local da regra de iniciativa que invade a atribuição regulamentar do Prefeito.
Base: Constituição Federal, arts. 2º, 30, I e II, e 84, IV, aplicável por simetria; STF, Tema 917 (ARE 878.911), sobre iniciativa legislativa e reserva de administração.
Questão irmã: Lei municipal válida sobre serviço local fixa prazo de 30 dias para o Prefeito expedir regulamento. Qual parte pode ser inválida? Gabarito: A disposição que impõe prazo ao Chefe do Executivo para regulamentar, por interferir em sua atribuição própria.

Fonte: MP/GO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q5oficialResposta: A

Conceito: Os Tribunais de Justiça elaboram suas propostas orçamentárias dentro dos limites da lei de diretrizes orçamentárias e as encaminham ao Poder Executivo para consolidação na proposta orçamentária.
Raciocínio: A autonomia financeira do Judiciário permite elaborar a própria proposta, não aprovar isoladamente o orçamento nem enviá-lo diretamente à Assembleia. A proposta do TJ deve ser aprovada pelo órgão competente do Tribunal e encaminhada ao Executivo estadual, que integra os valores ao projeto de lei orçamentária. A alternativa A está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B pula a etapa constitucional de encaminhamento ao Poder Executivo para consolidação do projeto orçamentário.
  • C: A alternativa C confunde autonomia financeira com competência para aprovar o orçamento do Estado.
  • D: A alternativa D ignora a autonomia dos Poderes para elaborar suas propostas dentro dos limites da LDO.
  • E: A alternativa E atribui aos Poderes elaboração conjunta, embora cada Poder formule sua proposta e a encaminhe ao Executivo.
Pegadinha: Autonomia financeira assegura elaboração da proposta; não afasta o processo de consolidação pelo Executivo e aprovação legislativa.
Base: Constituição Federal, arts. 99, §§ 1º e 2º, e 165.
Questão irmã: A proposta orçamentária do Tribunal de Justiça é encaminhada diretamente à Assembleia Legislativa? Gabarito: Não. É encaminhada ao Poder Executivo, nos termos do art. 99 da Constituição.

Fonte: TJ/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q6oficialResposta: C

Conceito: As esferas penal e administrativa são independentes, mas a decisão penal que reconhece categoricamente a existência do fato ou a autoria vincula a Administração nesses pontos.
Raciocínio: A sentença penal transitada em julgado reconheceu autoria e materialidade do homicídio. Embora não tenha imposto perda do cargo como efeito penal, isso não impede a aplicação de demissão em processo administrativo disciplinar regular, pois a sanção administrativa decorre do regime funcional próprio. A autoria e a materialidade não devem ser reexaminadas na esfera cível/administrativa. A alternativa C está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A confunde controle judicial de legalidade com revisão irrestrita do mérito administrativo.
  • B: A alternativa B inverte a orientação: o Judiciário pode controlar atos abusivos ou ilegais, sem violar a separação dos Poderes.
  • D: A alternativa D admite revisão judicial ampla do mérito disciplinar, além do controle de legalidade, razoabilidade e garantias processuais.
  • E: A alternativa E confunde a perda do cargo como efeito penal da condenação com a demissão administrativa, sanção autônoma que pode ser aplicada no PAD.
Pegadinha: A ausência de perda do cargo na sentença penal não bloqueia a demissão disciplinar; são consequências jurídicas de esferas distintas.
Base: Código Civil, art. 935, quanto à vinculação sobre existência do fato e autoria; Lei nº 8.112/1990, arts. 125 e 132, quanto às responsabilidades e penalidades disciplinares.
Questão irmã: Servidor condenado criminalmente por crime funcional, sem perda do cargo declarada na sentença, pode ser demitido após PAD regular? Gabarito: Sim. A demissão administrativa é autônoma, sem prejuízo da vinculação quanto à autoria e materialidade reconhecidas penalmente.

Fonte: TRF2 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q7oficialResposta: C

Conceito: A legitimidade para executar decisão de Tribunal de Contas acompanha a titularidade do crédito: o ente prejudicado executa o débito, enquanto a multa é destinada ao ente competente conforme a origem e a natureza da sanção.
Raciocínio: No item I, o débito por apropriação de recursos estaduais recompõe o erário do Estado Delta, que tem legitimidade para cobrar. No item II, a multa aplicada ao Prefeito por dano ao erário municipal reverte ao Município lesado, não ao Estado. No item III, a multa por embaraço à inspeção do Tribunal de Contas estadual decorre de sanção aplicada no exercício de competência própria do Estado Delta, que pode cobrá-la. Logo, a legitimidade estadual existe apenas em I e III. A alternativa C está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A inclui o item II, embora o dano tenha sido causado ao erário municipal e a multa reverta ao Município lesado.
  • B: A alternativa B exclui o item III, multa decorrente de infração ao exercício de fiscalização do Tribunal de Contas estadual, e por isso limita indevidamente a legitimidade do Estado.
  • D: A alternativa D atribui ao Estado a cobrança da multa ligada ao dano municipal e exclui o débito estadual e a sanção por obstrução à fiscalização.
  • E: A alternativa E nega legitimidade estadual para o ressarcimento de recursos estaduais e para multa decorrente de infração às competências do Tribunal estadual.
Pegadinha: Diferencie débito de ressarcimento ao ente cujo erário foi lesado de multa punitiva por infração ao controle externo; a titularidade do crédito não é sempre a mesma.
Base: Constituição Federal, arts. 71, II e VIII, e 75; STF, Tema 642 (RE 1.003.433), legitimidade para execução de multas aplicadas por Tribunais de Contas estaduais conforme a destinação do valor e o ente prejudicado.
Questão irmã: Tribunal de Contas estadual imputa débito por dano a recursos municipais e aplica multa por obstrução de auditoria própria. Quem cobra cada valor? Gabarito: O Município cobra o ressarcimento que recompõe seu erário; o Estado pode cobrar a multa decorrente da obstrução à fiscalização estadual.

Fonte: PGE/AC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q8oficialResposta: D

Conceito: Compete privativamente à União legislar sobre direito processual; lei estadual não pode atribuir à Defensoria poder de requisitar instauração de inquérito policial sem autorização federal específica.
Raciocínio: A requisição de instauração de inquérito interfere na disciplina processual penal, de competência legislativa privativa da União. A competência pode ser delegada aos Estados por lei complementar federal sobre questões específicas, conforme art. 22, parágrafo único. A lei estadual, portanto, é inconstitucional, mas pode ser objeto de controle concentrado no Tribunal de Justiça quando confrontada com norma da Constituição estadual que reproduza parâmetro federal de observância obrigatória. A alternativa D está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A supõe que a forma de lei complementar estadual resolveria a invasão de competência legislativa federal.
  • B: A alternativa B classifica a matéria como procedimento, mas a disciplina da instauração de inquérito está inserida em direito processual penal, de competência privativa federal.
  • C: A alternativa C acerta a invasão de competência, mas nega indevidamente o controle concentrado estadual quando houver parâmetro constitucional estadual de reprodução obrigatória.
  • E: A alternativa E trata a matéria como organização administrativa estadual e competência residual, ignorando a competência privativa da União.
Pegadinha: A competência é privativa, mas pode haver delegação por lei complementar federal; e a Constituição estadual pode servir de parâmetro para controle concentrado no TJ.
Base: Constituição Federal, arts. 22, I e parágrafo único, e 125, § 2º; STF, Súmula 642 e jurisprudência sobre normas de reprodução obrigatória em controle abstrato estadual.
Questão irmã: Estado cria, por lei própria, poder para a Defensoria requisitar instauração de inquérito. Pode fazê-lo sem lei complementar federal autorizadora? Gabarito: Não. A matéria integra direito processual, de competência privativa da União, ressalvada delegação nos termos do art. 22, parágrafo único.

Fonte: TJ/ES 2025 — prova em conhecimento.fgv.br

Q9oficialResposta: C

Conceito: Compete ao TCU apreciar, para fins de registro, a legalidade das admissões de pessoal, salvo nomeações para cargo em comissão, e das concessões de aposentadoria, reforma e pensão, ressalvadas melhorias que não alterem o fundamento legal.
Raciocínio: A alternativa C reproduz, em essência, a atribuição do art. 71, III, da Constituição. O TCU aprecia atos de admissão e concessões para registro, com as exceções constitucionais expressas. Portanto, C está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A diz semestralmente; o Presidente presta contas anualmente, conforme art. 71, I.
  • B: A alternativa B exclui fundações e sociedades públicas, embora o art. 71, II, inclua fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público federal; a redação constitucional também não cria a exclusão geral indicada.
  • D: A alternativa D inclui auditoria de natureza criminal, que não integra a enumeração do art. 71, IV; a Constituição lista naturezas contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.
  • E: A alternativa E inclui cassação de direitos políticos como sanção aplicável pelo TCU; a Constituição prevê sanções legais, inclusive multa proporcional ao dano, não essa cassação.
Pegadinha: Memorize as exceções do art. 71, III: cargo em comissão e melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal.
Base: Constituição Federal, art. 71, incisos I a IV, especialmente inciso III.
Questão irmã: O TCU registra nomeações para cargos em comissão? Gabarito: Não. O art. 71, III, excetua as nomeações para cargo de provimento em comissão.

Fonte: TJ/MS 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q10oficialResposta: A

Conceito: O Comitê de Auditoria Estatutário é órgão auxiliar do Conselho de Administração e monitora a qualidade e a integridade dos controles, demonstrações financeiras e informações divulgadas pela estatal.
Raciocínio: A Lei das Estatais atribui ao Comitê de Auditoria Estatutário funções de supervisão e monitoramento dos controles internos, auditoria e informações contábeis. Ele auxilia o Conselho de Administração. A alternativa A está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B inverte a relação institucional: o Comitê auxilia o Conselho de Administração, não o contrário.
  • C: A alternativa C aponta o Conselho Fiscal como órgão auxiliado; a lei o define como auxiliar do Conselho de Administração.
  • D: A alternativa D atribui ao Conselho Fiscal a função de órgão auxiliar do Conselho de Administração, quando a descrição é do Comitê de Auditoria Estatutário.
  • E: A alternativa E inverte a relação do Conselho de Administração com o Conselho Fiscal e não identifica o comitê competente.
Pegadinha: A expressão 'órgão auxiliar do Conselho de Administração' identifica diretamente o Comitê de Auditoria Estatutário.
Base: Lei nº 13.303/2016, art. 24 e § 1º.
Questão irmã: Nas empresas estatais, que órgão monitora a integridade das demonstrações financeiras e auxilia o Conselho de Administração? Gabarito: O Comitê de Auditoria Estatutário.

Fonte: NAV BRASIL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

4.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Territórios integram a União; não são entes federativos autônomos.
  • O DF acumula competências legislativas estaduais e municipais.
  • Trânsito e transporte são matérias legislativas privativas da União.
  • Na competência concorrente, a União edita normas gerais e os Estados suplementam.
  • Lei federal superveniente suspende a eficácia estadual somente no que houver conflito.
  • A Câmara autoriza a instauração de processo contra o Presidente; o Senado julga crimes de responsabilidade nos casos constitucionais.
  • O TCU fiscaliza recursos federais transferidos a Estados, DF e Municípios.
  • O poder regulamentar serve à fiel execução da lei e não pode contrariá-la.
  • O Judiciário controla a legalidade do ato administrativo, sem substituir mérito legítimo.
  • Intervenção é excepcional e depende de hipótese e procedimento constitucionais.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

Treine este tópico no PassaPro: abrir o treino deste tópico