Matéria 04
Conhecimentos Específicos
O que o edital pede nesta matéria
- 1Hardware e software.
- 2Sistemas operacionais Windows e Linux: administração de processos, memória e arquivos.
- 3Arquiteturas cliente-servidor e orientada a serviços (SOA).
- 4Computação em nuvem: modelos IaaS, PaaS e SaaS;
- 5implantação pública, privada, híbrida e multicloud;
- 6serviços AWS, Azure e GCP.
- 7Virtualização (Hyper-V e KVM), contêineres (Docker) e orquestração básica.
- 8Redes de computadores: modelo TCP/IP, sub-redes, roteamento, DNS, DHCP, NAT, FTP/SFTP, SSH, NTP, HTTP/1.1, HTTP/2, HTTP/3, HTTPS e TLS/SSL;
- 9VLANs, firewalls, WAF, proxies, VPNs (IPsec e OpenVPN), monitoramento e diagnóstico com Wireshark, tcpdump e ICMP.
- 10Segurança da informação: confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e não repúdio;
- 11criptografia simétrica e assimétrica (AES, RSA, ECC), funções hash (SHA-256 e BCrypt), assinatura digital, certificados digitais e ICP-Brasil;
- 12gestão de identidade e acesso (IAM), MFA, SSO, RBAC, ABAC, OAuth2 e OpenID Connect;
- 13vulnerabilidades OWASP Top 10, segurança de aplicações, DevSecOps, SAST, DAST e SCA;
- 14engenharia social, phishing, ransomware, DDoS, malware, spoofing e força bruta;
- 15gestão de vulnerabilidades e incidentes, NGFW, IDS/IPS, SIEM e EDR;
- 16políticas de backup, regra 3-2- 1, continuidade e recuperação de desastres (DRP);
- 17arquitetura Zero Trust.
- 18Governança e serviços de TI: governança, alinhamento estratégico, ITIL 4, sistema de valor de serviço (SVS), quatro dimensões, gestão de incidentes, problemas, mudanças, ativos e configurações, SLA/OLA, Service Desk, catálogo de serviços, continuidade e disponibilidade.
- 19Banco de dados: modelagem conceitual, lógica e física, modelo entidade- relacionamento e normalização (1FN a 3FN);
- 20PostgreSQL e MySQL;
- 21SQL (DDL, DML, DCL), consultas, junções, subconsultas, agregações, views, triggers e stored procedures;
- 22índices, planos de execução, transações ACID e concorrência;
- 23bancos NoSQL, Redis e MongoDB.
- 24Engenharia de software: ciclos de vida, métodos tradicionais e ágeis, elicitação, especificação e validação de requisitos, histórias de usuário e critérios de aceitação;
- 25modelagem BPMN 2.0 e UML 2.x;
- 26orientação a objetos, padrões de projeto (GoF), princípios SOLID, arquiteturas em camadas, MVC, hexagonal e microsserviços, DDD;
- 27APIs RESTful, GraphQL, gRPC, mensageria e arquitetura orientada a eventos;
- 28testes unitários, de integração, funcionais, de carga e estresse, TDD e BDD;
- 29versionamento Git, Gitflow e Trunk-Based Development.
- 30Desenvolvimento de sistemas: HTML5, CSS3, JavaScript, TypeScript e SPA;
- 31Java 11 ou superior, concorrência, Streams API, Spring Boot, MVC, Data JPA, Security, Hibernate, Maven, Gradle, JUnit e Mockito;
- 32Python 3, estruturas de dados, orientação a objetos, decoradores, geradores, FastAPI, Django, SQLAlchemy e Pytest;
- 33PHP 8 ou superior, orientação a objetos, Laravel, Eloquent, Blade, Artisan, migrations, middlewares, Composer e PHPUnit/Pest;
- 34práticas de código seguro, validação e sanitização de dados.
- 35Inteligência Artificial aplicada: IA generativa, modelos de linguagem (LLMs), engenharia de prompts, técnicas zero-shot, few-shot, chain-of- thought e role-playing;
- 36estruturação de respostas em JSON, Markdown e tabelas;
- 37alucinações, prompt injection, jailbreaking, privacidade, governança e LGPD.
- 38DevOps: princípios CAMS, integração e entrega contínuas (CI/CD), pipelines GitLab CI/CD e GitHub Actions, automação de builds, testes e implantações;
- 39infraestrutura como código (Terraform e Ansible);
- 40ambientes de desenvolvimento, homologação e produção, estratégias Blue-Green e Canary;
- 41observabilidade, logs, métricas, traces, Prometheus, Grafana, ELK e LGTM Stack.
- 42Engenharia de dados: BI, Analytics, Modern Data Stack, Data Warehouse, modelagem dimensional Star Schema e Snowflake, Data Lakes, Data Lakehouses, Delta Lake e Parquet;
- 43ETL, ELT, Apache Airflow, processamento batch e streaming, Apache Spark e Kafka;
- 44governança, linhagem e visualização de dados (Qlik Sense).
- 45Gestão do conhecimento: dados, informação, conhecimento e inteligência;
- 46conhecimentos tácito e explícito, modelo SECI e espiral do conhecimento;
- 47criação, organização, compartilhamento e aplicação do conhecimento;
- 48portais, intranets, wikis, repositórios digitais, taxonomias, ontologias, metadados, indexação, colaboração e comunidades de prática.
- 49Gestão de projetos e metodologias ágeis: ciclo de vida, partes interessadas, escopo, prazo, custos e restrição tripla;
- 50Manifesto Ágil, Scrum (papéis, eventos e artefatos), Kanban, limites de WIP, Lead Time e Cycle Time.
- 51Conhecimentos pertinentes à área de atuação.
- 52Relações humanas no trabalho e ética profissional no serviço público.
Conhecimentos Específicos · Capítulo 22
Hardware e software: componentes, memória e software básicoSistemas operacionais Windows e Linux: processos, memória e arquivosArquiteturas cliente-servidor e orientada a serviços (SOA)Computação em nuvem: IaaS, PaaS e SaaS
Itens do edital:
- 1. Hardware e software.
- 2. Sistemas operacionais Windows e Linux: administração de processos, memória e arquivos.
- 3. Arquiteturas cliente-servidor e orientada a serviços (SOA).
- 4. Computação em nuvem: modelos IaaS, PaaS e SaaS;
22.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Entre os tipos de memória de um computador, aquela que perde seu conteúdo quando o equipamento é desligado é:
- A)memória RAM.
- B)CD-ROM.
- C)pendrive.
- D)disco rígido (HD).
- E)unidade de estado sólido (SSD).
P2inédita
Na arquitetura cliente-servidor, quem inicia a comunicação, enviando requisições para obter um serviço, é o:
- A)firewall.
- B)banco de dados.
- C)cliente.
- D)servidor.
- E)roteador.
P3inédita
No modelo IaaS de computação em nuvem, o provedor fornece a infraestrutura virtual de processamento, armazenamento e rede. Cabe ao cliente gerenciar:
- A)a interface do usuário, o atendimento, o treinamento e a documentação.
- B)o sistema operacional, o middleware, as aplicações e os dados.
- C)o software de aplicação pronto, a interface, o suporte e o treinamento.
- D)o hardware do servidor, a rede física, o cabeamento e a refrigeração.
- E)a infraestrutura física, a climatização, a energia e o prédio do datacenter.
22.2 O que cai
- 1. Hardware e software: 373 questões da banca, 2018–2026
- 2. Sistemas operacionais Windows e Linux: administração de processos, memória e arquivos: 572 questões da banca, 2018–2026
- 3. Arquiteturas cliente-servidor e orientada a serviços (SOA): 82 questões da banca, 2018–2026
- 4. Computação em nuvem: modelos IaaS, PaaS e SaaS: 222 questões da banca, 2018–2026
22.3 Teoria
Este capítulo trata do hardware e do software que sustentam qualquer sistema, dos dois sistemas operacionais mais usados em órgãos públicos, das arquiteturas que conectam sistemas e da nuvem, que hoje hospeda grande parte dos serviços digitais. São temas que a banca cobra com comandos, conceitos e pegadinhas de comparação.
22.3.1 Hardware e software: componentes, memória e software básico
Todo computador é a soma de duas partes que trabalham juntas: o hardware, que é a parte física, e o software, que é o conjunto de instruções que faz o hardware trabalhar. A prova cobra essa divisão, a função de cada componente e a relação entre eles. O candidato que entende o caminho que uma instrução percorre dentro da máquina responde a quase toda questão de arquitetura.
O processador e o ciclo de instrução. A CPU, ou unidade central de processamento, é o componente que busca, decodifica e executa as instruções. A sequência é sempre a mesma: a unidade de controle busca a próxima instrução na memória, a decodifica para entender o que ela pede e a executa com a unidade lógica e aritmética, guardando o resultado em registradores ou na memória. Esse ciclo se repete bilhões de vezes por segundo. Quando a prova pergunta qual componente busca, decodifica e executa instruções, a resposta é a CPU. Quando pergunta o que controla o fluxo de instruções, a resposta é a unidade de controle, que é parte da CPU.
Os processadores modernos têm mais de um núcleo. Cada núcleo executa o seu próprio ciclo, e isso permite processar várias tarefas ao mesmo tempo. Frequência de clock indica quantos ciclos o processador executa por segundo, mas não mede sozinha a velocidade real, porque depende também do número de instruções que cada ciclo resolve e da largura dos barramentos.
A hierarquia de memória. A memória do computador é organizada em níveis, do mais rápido e caro ao mais lento e barato. No topo estão os registradores, que ficam dentro da CPU e guardam os dados que estão sendo processados naquele instante. Logo abaixo estão as memórias cache, em níveis L1, L2 e L3, que guardam cópias de dados usados com frequência. Depois vem a memória principal, a RAM. Por fim estão os dispositivos de armazenamento secundário, como discos rígidos e unidades de estado sólido. A regra geral é que quanto mais perto da CPU, mais rápido e mais caro é o nível.
A distinção entre memória volátil e não volátil é uma das pegadinhas mais comuns. A RAM é volátil: perde o conteúdo quando a energia é desligada. A ROM é não volátil: guarda instruções fixas mesmo sem energia. Uma alternativa que diz que a ROM é a área de trabalho do processador e que se apaga ao desligar está errada, porque essa descrição corresponde à RAM, e a ROM justamente não se apaga. O erro está em trocar a função das duas.
| Componente | Função principal | Volátil? |
|---|---|---|
| Registradores | Guardar o dado em processamento | Sim |
| Cache | Acelerar o acesso a dados frequentes | Sim |
| RAM | Área de trabalho dos programas em execução | Sim |
| ROM e firmware | Guardar instruções fixas de inicialização | Não |
| Disco ou SSD | Armazenamento permanente de arquivos | Não |
Barramentos, chipset e placa-mãe. Os componentes se comunicam por barramentos, que são conjuntos de linhas elétricas. Há barramento de dados, que transporta os dados; barramento de endereços, que indica onde o dado está; e barramento de controle, que transporta os sinais de comando. A prova costuma afirmar que o barramento de dados é responsável pela alimentação elétrica, e a alternativa está errada, porque a alimentação vem da fonte de energia por outros caminhos.
A placa-mãe é a placa que reúne e interliga os componentes. O chipset é o conjunto de circuitos da placa-mãe que gerencia a comunicação entre CPU, memória, barramentos e dispositivos de entrada e saída. Ele não é unidade de armazenamento. Essa confusão aparece com frequência, e a resposta correta costuma descrever o chipset como gerenciador de comunicação.
Software: sistema, aplicativo e firmware. O software se divide em sistema, aplicativos e utilitários. O sistema operacional é o software básico que gerencia o hardware e oferece recursos aos programas, como processos, memória e arquivos. Os aplicativos resolvem tarefas do usuário, como um editor de texto ou um navegador. Os utilitários fazem manutenção, como um antivírus ou um desfragmentador. O firmware é o software gravado no hardware, como a BIOS ou a UEFI, que inicializa a máquina e entrega o controle ao sistema operacional.
A prova também cobra a diferença entre software livre e proprietário. O software livre concede ao usuário a liberdade de executar, estudar, modificar e redistribuir o programa. O software proprietário mantém essas liberdades com o titular dos direitos, e o uso depende de licença. A legislação brasileira sobre programas de computador é a Lei 9.609/1998, que trata da proteção da propriedade intelectual do software. Na prova, o candidato deve saber que a licença define o que o usuário pode fazer, e que a posse da cópia não transfere o direito de modificá-la.
Como um programa chega à CPU. Quando o usuário abre um aplicativo, o sistema operacional carrega o programa da memória de massa para a RAM, cria um processo, reserva o espaço de memória e entrega o processo ao escalonador, que decide quando a CPU vai executá-lo. As instruções do programa são buscadas na RAM, decodificadas e executadas. Se o programa precisa de um dado do disco, a CPU pede a operação de entrada e saída, e o processo espera até que ela termine. Esse caminho explica por que um computador com pouca RAM fica lento: o sistema passa a buscar dados no disco, que é muito mais lento que a memória principal.
Erros típicos do candidato.
- Confundir RAM e ROM quanto à volatilidade.
- Achar que a frequência de clock é a única medida de desempenho.
- Atribuir ao chipset a função de armazenamento.
- Tratar o firmware como aplicativo, quando ele é gravado no hardware e inicializa a máquina.
- Achar que a licença de uso dá direito de modificar o software proprietário.
Exemplo resolvido
Um técnico explica a um usuário por que o computador demora a abrir programas quando há pouca memória RAM disponível. Qual explicação é a correta? Passo 1: lembrar que a RAM guarda os programas em execução e é muito mais rápida que o disco. Passo 2: entender que, sem RAM suficiente, o sistema passa a usar o disco como memória de apoio, o que é lento. Passo 3: concluir que o gargalo é a troca de dados entre RAM e armazenamento. Resposta: a RAM insuficiente força o sistema a recorrer ao disco, e a troca de dados mais lenta causa a demora.
Base legal: Lei 9.609/1998 (Lei do Software)
22.3.2 Sistemas operacionais Windows e Linux: processos, memória e arquivos
O sistema operacional é o software que gerencia os recursos do computador e oferece uma base estável para os programas.
Os três recursos que a prova cobra são processos, memória e arquivos. Windows e Linux resolvem os três de formas parecidas no princípio e diferentes nos detalhes, e a banca costuma explorar exatamente essas diferenças, com comandos, nomes de ferramentas e permissões.
Processos. Processo é um programa em execução, com seu próprio espaço de memória, seus recursos e um identificador único. Esse identificador é chamado PID em Windows e Linux. O sistema cria, suspende, retoma e encerra processos, e a regra básica é que um processo não acessa a memória de outro sem autorização do sistema. Essa separação protege o sistema contra falhas em um programa.
Um processo passa por estados. Ele nasce, fica pronto para executar, passa a executar quando o escalonador lhe dá a CPU, pode ficar bloqueado esperando uma operação de entrada e saída, e termina ao final. A tabela abaixo organiza os estados.
| Estado | O que significa | Exemplo |
|---|---|---|
| Novo | Processo sendo criado | Ao abrir um programa |
| Pronto | Aguarda a CPU | Na fila do escalonador |
| Executando | Usa a CPU agora | Processando um cálculo |
| Bloqueado | Espera um evento externo | Aguarda leitura do disco |
| Terminado | Encerrado | Ao fechar o programa |
O escalonador decide quem usa a CPU e por quanto tempo. Em sistemas com muitos processos, ele divide o tempo entre eles, dando a impressão de execução simultânea. Threads são linhas de execução dentro de um mesmo processo, que compartilham a memória do processo. Um processo pode ter várias threads, e isso permite que um programa faça várias tarefas sem criar novos processos.
Comandos de processos. No Windows, o Gerenciador de Tarefas mostra os processos, e os comandos de linha de comando incluem tasklist, para listar, e taskkill, para encerrar um processo pelo PID ou pelo nome. No Linux, o comando ps lista os processos, top e htop mostram o uso de recursos em tempo real, e kill envia um sinal ao processo. O sinal padrão de término é o SIGTERM, que permite ao programa salvar o que está fazendo. O sinal SIGKILL, enviado com kill -9, encerra o processo imediatamente e não pode ser ignorado pelo programa. Quando a questão fala de um processo travado que não responde ao término comum, a resposta é o sinal forçado.
Memória. Cada processo enxerga um espaço de endereços próprio, que o sistema traduz para endereços reais da RAM. Esse mecanismo é a memória virtual. Quando a RAM não é suficiente, o sistema move páginas de memória pouco usadas para o disco, em uma área de troca. No Windows, essa área é o arquivo de paginação, chamado pagefile.sys. No Linux, é a partição ou o arquivo de swap. A troca é lenta, por isso o excesso de paginação deixa o sistema lento, um sintoma que o usuário percebe como travamento.
Em Linux, o comando free mostra a memória total, usada e disponível, e a opção -h a exibe em unidades legíveis. No Windows, o Gerenciador de Tarefas mostra o uso de memória por processo e o uso total da memória.
Arquivos e sistemas de arquivos. O sistema de arquivos organiza os dados no armazenamento. No Windows, o padrão atual é o NTFS, que suporta permissões detalhadas, cotas e compressão. No Linux, o padrão mais usado é o ext4, que organiza os arquivos por meio de inodes, estruturas que guardam os metadados do arquivo, como dono, permissões, tamanho e localização dos blocos. O nome do arquivo fica em um diretório, mas o inode é que descreve o arquivo.
Um link simbólico é um arquivo que aponta para outro caminho, e se o alvo for removido, o link fica quebrado. Um link físico, ou hard link, é outro nome para o mesmo inode, e o arquivo só some quando todos os nomes forem removidos. A prova costuma pedir essa distinção.
Permissões. No Linux, cada arquivo tem permissões de leitura (r), escrita (w) e execução (x), aplicadas ao dono, ao grupo e aos demais. O comando ls -l mostra as permissões, e chmod as altera. Por exemplo, chmod 640 concede ao dono leitura e escrita, ao grupo somente leitura e aos demais nenhum acesso. O comando chown troca o dono. No Windows, as permissões de NTFS são listas de controle de acesso, que permitem definir permissões específicas para usuários e grupos, e as permissões se combinam com as do compartilhamento de rede.
Comandos de disco e uso. O comando df, em Linux, mostra o espaço livre em cada sistema de arquivos montado, e du mostra quanto espaço cada diretório ocupa. No Windows, a ferramenta equivalente de visualização é o Explorador de Arquivos e as propriedades da unidade.
Comparação direta entre os dois sistemas.
| Aspecto | Windows | Linux |
|---|---|---|
| Lista de processos | Gerenciador de Tarefas e tasklist | ps, top e htop |
| Encerrar processo | taskkill | kill, com sinal explícito |
| Área de troca | Arquivo de paginação (pagefile.sys) | Partição ou arquivo de swap |
| Sistema de arquivos comum | NTFS | ext4 |
| Permissões | Listas de controle de acesso | Leitura, escrita e execução por dono, grupo e demais |
Erros típicos do candidato.
- Achar que o sinal SIGKILL pode ser tratado pelo programa. Ele não pode.
- Confundir link simbólico com link físico.
- Achar que a memória virtual é uma memória física extra. Ela é o mecanismo de tradução e a área de troca no disco.
- Trocar os comandos de Windows e de Linux, como usar tasklist no Linux.
- Esquecer que o processo não acessa a memória de outro processo sem autorização.
Exemplo resolvido
Em um servidor Linux, um processo travado não responde ao sinal de término comum. Qual comando força o encerramento imediato? Passo 1: lembrar que o término comum é o SIGTERM, que o programa pode tratar. Passo 2: identificar que o sinal que não pode ser ignorado é o SIGKILL, enviado com kill -9. Passo 3: usar o PID do processo como alvo. Resposta: kill -9 seguido do PID do processo, que encerra o processo imediatamente.
Esquema
Vida de um processo
1Novo
Processo sendo criado
2Pronto
Aguarda a CPU na fila do escalonador
3Executando
Usa a CPU no momento
4Bloqueado
Espera uma operação de entrada e saída
5Terminado
Processo encerrado
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · SAMAE Blumenau/SC 2024
Assinale a alternativa que apresenta a principal função de um driver de dispositivo em um sistema operacional:
- A)Gerenciar contas de usuário e permissões.
- B)Permitir que o sistema operacional se comunique com dispositivos de hardware.
- C)Criptografar dados no disco rígido.
- D)Monitorar o tráfego de rede.
- E)Aumentar a velocidade de processamento da CPU.
Resposta: B
Conceito: Driver é o software que traduz os pedidos do sistema operacional para o protocolo de um dispositivo de hardware específico.
Raciocínio: O sistema operacional não conhece os detalhes elétricos de cada placa ou impressora. O driver faz essa ponte: recebe um pedido genérico e o converte no que o dispositivo entende. Por isso a alternativa B é a função principal.
Pegadinha: Tomar o driver por um aplicativo que faz algo para o usuário. Ele não tem função visível ao usuário: é a camada de comunicação com o hardware.
Base: Gerência de dispositivos de entrada e saída pelo sistema operacional, feita por meio de drivers.
22.3.3 Arquiteturas cliente-servidor e orientada a serviços (SOA)
A arquitetura cliente-servidor divide o trabalho entre dois papéis. O cliente faz a requisição, e o servidor atende e devolve a resposta. O navegador que pede uma página ao servidor web é cliente, e o servidor web que responde é o servidor. Essa divisão é a base de quase todos os sistemas em rede, e a prova cobra a diferença entre as configurações e o papel de cada parte.
Duas camadas e três camadas. Na arquitetura de duas camadas, o cliente conversa diretamente com o servidor de banco de dados, e grande parte da lógica do negócio fica no cliente. Isso simplifica o desenvolvimento, mas dificulta a manutenção, porque uma mudança na regra exige atualizar todos os clientes instalados. Na arquitetura de três camadas, existe uma camada intermediária, de lógica de negócio, entre a interface e o banco. A interface conversa com a lógica, e a lógica conversa com o banco. A separação permite trocar uma camada sem mexer nas outras.
O que a prova cobra sobre cliente-servidor. As questões costumam perguntar quem inicia a comunicação, quem processa a regra e quem guarda os dados. O cliente inicia a requisição. O servidor processa e responde. Os dados ficam centralizados no servidor, o que facilita o controle de acesso e o backup. Em um sistema bem projetado, a regra de negócio e a validação dos dados ficam do lado do servidor, porque o cliente pode ser alterado pelo usuário.
A arquitetura orientada a serviços (SOA). A SOA organiza os sistemas como um conjunto de serviços. Um serviço é uma função de negócio exposta por meio de uma interface bem definida, que pode ser usada por outros sistemas sem que estes conheçam os detalhes internos. O princípio central é o baixo acoplamento: o serviço muda sem obrigar os consumidores a mudar, desde que o contrato da interface seja mantido.
O contrato descreve a interface do serviço: quais operações existem, quais dados entram e quais saem. Em serviços baseados em SOAP, o contrato é descrito em WSDL. Em serviços REST, a descrição costuma vir em documentos como OpenAPI, embora REST seja um estilo de arquitetura, e não uma imposição da SOA.
O barramento de serviços. Em implantações maiores, os serviços se comunicam por um barramento de serviços corporativo, também chamado de ESB. O barramento faz a mediação entre sistemas que usam formatos e protocolos diferentes, roteia as mensagens, transforma os dados e registra a comunicação. A prova costuma perguntar qual é a função do barramento, e a resposta é a mediação e o roteamento entre serviços, e não o armazenamento dos dados de negócio.
Quando a SOA aparece em uma auditoria. A consultoria que audita a integração de uma sociedade empresária que adota SOA procura três pontos: se os serviços têm contratos documentados, se há controle de versões para que as mudanças não quebrem os consumidores e se há monitoramento da comunicação. Um serviço sem contrato documentado, que muda sem aviso, é um risco de integração. Por isso, a auditoria verifica a governança dos serviços, e não apenas o funcionamento técnico de cada um.
Comparação entre os dois modelos.
| Aspecto | Cliente-servidor | SOA |
|---|---|---|
| Unidade de organização | Papéis de cliente e servidor | Serviços com interface definida |
| Acoplamento | Mais forte, o cliente conhece o servidor | Mais fraco, o contrato é o ponto de contato |
| Reuso | Limitado ao sistema | Serviços usados por vários sistemas |
| Ponto de integração | Conexão direta | Barramento ou contrato publicado |
Erros típicos do candidato.
- Achar que SOA é o mesmo que REST. REST é um estilo, e a SOA é uma forma de organizar sistemas.
- Achar que o cliente deve guardar a regra de negócio. A regra fica no servidor ou na camada intermediária.
- Confundir o barramento com o banco de dados.
- Achar que um serviço pode mudar sem controle de versão, desde que funcione hoje.
Exemplo resolvido
Um órgão quer que o sistema de cadastro de servidores e o sistema de folha usem a mesma regra de cálculo de vínculo, sem duplicar o código. Qual é a solução mais adequada? Passo 1: identificar que a regra deve ser compartilhada, o que é reuso. Passo 2: escolher um serviço com interface definida que ambos consomem. Passo 3: garantir que o contrato seja documentado e versionado. Resposta: expor a regra como um serviço com contrato documentado e versionado, consumido pelos dois sistemas.
Comparação
Cliente-servidor e SOA
| Cliente-servidor | SOA |
|---|---|
| Acoplamento forte | Acoplamento fraco, pelo contrato |
| Reuso limitado ao sistema | Serviços usados por vários sistemas |
| Conexão direta | Barramento ou contrato publicado |
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · ALE/RO 2026
O sistema do Legislativo Federal precisa disponibilizar um serviço de consulta de projetos de lei para sistemas estaduais, garantindo que a descrição da interface, os tipos de dados e os métodos disponíveis sejam formalmente definidos e compreendidos por qualquer consumidor externo. O padrão/documento da arquitetura de Web Services baseada em SOAP que é utilizado para descrever a interface e as capacidades operacionais de um Web Service de maneira legível por máquina é o
- A)SOAP
- B)WSDL
- C)UDDI
- D)REST
- E)XML
Resposta: B
Conceito: O WSDL (Web Services Description Language) é o documento XML que descreve, de forma legível por máquina, a interface de um Web Service: operações, tipos de dados e endereço.
Raciocínio: O enunciado pede o padrão que descreve interface, tipos de dados e métodos de forma legível por máquina. Esse é o WSDL, alternativa B. O SOAP é o protocolo de mensagens; o UDDI é o diretório; o REST é outro estilo arquitetural; o XML é a linguagem em que o WSDL é escrito.
Pegadinha: O XML aparece como alternativa, mas é a linguagem em que o WSDL é escrito, não o padrão de descrição em si.
Base: Padrão de descrição de Web Services do W3C (WSDL).
22.3.4 Computação em nuvem: IaaS, PaaS e SaaS
A computação em nuvem é a oferta de recursos de computação, como servidores, armazenamento, redes, bancos de dados e aplicações, pela internet, sob demanda e com cobrança pelo uso.
O provedor mantém a infraestrutura, e o cliente usa o que precisa, pelo tempo que precisa, sem comprar o equipamento. A prova cobra três pontos: os modelos de serviço, os modelos de implantação e a divisão de responsabilidades.
Os três modelos de serviço. Os modelos se distinguem pelo que o provedor entrega e pelo que o cliente ainda administra. A ideia que resume a diferença é que, quanto mais alto o modelo, mais o provedor cuida da pilha tecnológica e menos o cliente administra.
No modelo IaaS, a infraestrutura como serviço, o provedor entrega máquinas virtuais, redes e armazenamento. O cliente instala o sistema operacional, os programas e cuida da configuração. Um exemplo é alugar um servidor virtual e instalar nele um banco de dados próprio.
No modelo PaaS, a plataforma como serviço, o provedor entrega também o sistema operacional e o ambiente de execução, como linguagens e bancos gerenciados. O cliente publica a aplicação e cuida apenas do código e dos dados. Um exemplo é implantar uma aplicação em um serviço gerenciado que já tem o runtime e o banco configurados.
No modelo SaaS, o software como serviço, o provedor entrega a aplicação pronta, e o cliente apenas a utiliza, geralmente por um navegador. Um exemplo é um sistema de correio eletrônico ou de gestão contratado por assinatura. O cliente administra os usuários e os dados, mas não a infraestrutura nem o código.
| Modelo | O provedor entrega | O cliente administra |
|---|---|---|
| IaaS | Máquinas virtuais, redes e armazenamento | Sistema operacional, programas e dados |
| PaaS | Plataforma e ambiente de execução | Código da aplicação e dados |
| SaaS | Aplicação pronta | Usuários e dados de uso |
Os modelos de implantação. Quanto à implantação, a nuvem pode ser pública, quando é compartilhada por clientes diferentes e oferecida pelo provedor na internet; privada, quando é dedicada a uma única organização; comunitária, quando é compartilhada por organizações com interesses comuns; e híbrida, quando combina nuvem pública e infraestrutura própria ou privada. A prova costuma perguntar qual modelo fica mais indicado para dados muito sensíveis que devem permanecer sob controle direto da organização. A resposta costuma ser a nuvem privada ou a híbrida, conforme o caso.
Responsabilidade compartilhada. A segurança na nuvem é dividida. O provedor garante a segurança da infraestrutura física e da plataforma que ele entrega. O cliente garante a segurança do que coloca nela: a configuração de acesso, a proteção dos dados, a gestão de usuários e a aplicação. A divisão muda conforme o modelo. No IaaS, o cliente responde por mais coisas. No SaaS, responde principalmente pelos usuários e pelos dados. Uma falha de configuração de um bucket de armazenamento aberto ao público, por exemplo, é quase sempre responsabilidade do cliente, e não do provedor.
Dados pessoais na nuvem. Quando a organização guarda dados pessoais em nuvem, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) continua valendo. A organização responde pelo tratamento, e a contratação do provedor não transfere essa responsabilidade. Por isso o contrato precisa tratar de segurança, localização dos dados, acesso e resposta a incidentes. Quando a prova pergunta se a terceirização da nuvem elimina a responsabilidade pelos dados pessoais, a resposta é não.
Vantagens e riscos que a banca cobra. A nuvem oferece elasticidade, que é a capacidade de aumentar ou reduzir recursos conforme a demanda; pagamento pelo uso; e rapidez na implantação. Os riscos incluem dependência do provedor, custos que crescem sem controle quando não há monitoramento, questões de conformidade com a legislação e a necessidade de planejar a saída do provedor, caso o contrato termine. O candidato deve lembrar que cada vantagem vem com um risco: a elasticidade exige controle de custo, e a dependência exige plano de saída.
Disponibilidade e acordo de nível de serviço. O contrato com o provedor costuma trazer um acordo de nível de serviço, que define a disponibilidade mínima prometida e as compensações quando ela não é cumprida. A disponibilidade é medida em percentual de tempo em operação no período. O cliente que depende do sistema para atender o cidadão precisa ler esse acordo com atenção, porque ele define o que o provedor garante e o que fica sob responsabilidade do cliente, como a arquitetura que mantém o serviço no ar quando uma máquina falha. A alta disponibilidade é uma escolha de projeto, e não uma propriedade automática da nuvem.
Custos e monitoramento. A cobrança pelo uso é uma vantagem, mas também um risco. Um recurso esquecido ligado, um armazenamento que cresce sem controle ou um tráfego de saída alto geram cobrança que o órgão só percebe no fim do mês. Por isso a boa prática inclui monitoramento de consumo, alertas de custo e revisão periódica dos recursos contratados. A prova costuma cobrar essa ideia quando pergunta por que a elasticidade exige controle.
Saída do provedor. Um risco que as auditorias examinam é a dependência do provedor. Se o contrato termina, o órgão precisa conseguir levar os dados e os sistemas para outro ambiente. Isso exige formatos de dados abertos, documentação da aplicação, cópias de segurança fora do provedor e, quando possível, o uso de tecnologias que não estejam presas a um serviço exclusivo. Um plano de saída é uma exigência de gestão, e não apenas de tecnologia.
Erros típicos do candidato.
- Confundir IaaS com PaaS: no IaaS, o sistema operacional é do cliente.
- Achar que o SaaS dá ao cliente controle sobre a infraestrutura.
- Achar que a nuvem pública é sempre a mais segura. A segurança depende da configuração e da responsabilidade compartilhada.
- Achar que a contratação de nuvem transfere a responsabilidade pelos dados pessoais.
- Confundir nuvem privada, que é dedicada a uma organização, com nuvem comunitária.
Exemplo resolvido
Um órgão precisa hospedar um sistema próprio, com controle do sistema operacional e das configurações, sem comprar servidores físicos. Qual modelo de serviço é o mais adequado? Passo 1: identificar que o órgão quer controlar o sistema operacional, o que exclui o SaaS. Passo 2: verificar que não quer administrar o hardware, o que exclui a infraestrutura física própria. Passo 3: escolher o modelo que entrega máquinas virtuais e deixa o sistema operacional com o cliente. Resposta: IaaS, em que o órgão administra o sistema operacional e a aplicação sobre máquinas virtuais do provedor.
Base legal: Lei 13.709/2018 (LGPD)
Esquema
Modelos de serviço em nuvem
Computação em nuvem
IaaS
Máquinas virtuais; cliente cuida do sistema
PaaS
Plataforma pronta; cliente cuida do código
SaaS
Aplicação pronta; cliente cuida do uso
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Pref. Biguaçu/SC 2025
Guardar arquivos em servidores remotos acessíveis pela internet, gerenciados por um provedor e disponíveis em qualquer dispositivo autorizado, sem necessidade de manter infraestrutura local é o conceito de:
- A)Blockchain de documentos.
- B)Armazenamento de dados em nuvem.
- C)Virtualização de servidores locais.
- D)Computação em paralelo.
- E)Armazenamento em rede.
Resposta: B
Conceito: Armazenamento em nuvem é guardar dados em servidores remotos de um provedor, acessíveis pela internet, sem infraestrutura local.
Raciocínio: A descrição tem três marcas: servidores remotos, gestão por um provedor e acesso de qualquer dispositivo autorizado. Esse conjunto define o armazenamento de dados em nuvem, alternativa B.
Pegadinha: Armazenamento em rede parece nuvem. A diferença é quem mantém a infraestrutura: na rede local é a própria organização; na nuvem é o provedor.
Base: Computação em nuvem: o provedor oferece armazenamento sob demanda, acessível pela internet.
Pegadinha da banca
RAM não é ROM
A RAM é volátil e perde o conteúdo ao desligar. A ROM é não volátil e guarda instruções fixas. Questão que inverte essa função está errada.
Atenção
SIGKILL não pode ser ignorado
O término comum (SIGTERM) permite ao programa tratar o sinal. Só o SIGKILL (kill -9) encerra o processo sem que ele possa recusar.
Para memorizar
Quem administra o quê
Na nuvem, quanto mais alto o modelo, menos o cliente administra: IaaS deixa o sistema operacional com o cliente, PaaS deixa só o código, SaaS deixa só o uso.
22.4 Exemplo resolvido
Em um servidor Linux, um processo travado não responde ao sinal de término comum. Qual comando força o encerramento imediato do processo?
- Lembrar que o término comum (SIGTERM) pode ser tratado pelo programa, por isso ele pode não funcionar em um processo travado.
- Identificar que o sinal que o programa não pode ignorar é o SIGKILL, enviado com a opção -9 do comando kill.
- Confirmar que o comando recebe o PID do processo como alvo.
Resposta: O comando é kill -9 seguido do PID do processo, que encerra o processo imediatamente.
22.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Um editor de texto instalado em um computador é classificado como software de:
- A)inicialização (bootloader).
- B)firmware.
- C)aplicação.
- D)sistema operacional.
- E)driver de dispositivo.
F2inédita
Um serviço de folha de pagamento é acessado pelo navegador, sem que o cliente gerencie servidores, sistema operacional ou o próprio software. Esse é um exemplo de:
- A)on-premises.
- B)SaaS.
- C)PaaS.
- D)hardware dedicado.
- E)IaaS.
F3inédita
No Linux, a permissão que indica que um arquivo pode ser executado pelo usuário é representada pela letra:
- A)w.
- B)x.
- C)d.
- D)a.
- E)r.
F4inédita
Em uma arquitetura orientada a serviços, o princípio que reduz as dependências entre serviços, de modo que a implementação possa ser trocada sem afetar os consumidores, é conhecido como:
- A)compartilhamento do mesmo banco de dados.
- B)baixo acoplamento.
- C)alto acoplamento.
- D)acoplamento forte.
- E)herança múltipla.
F5inédita
Quando a memória RAM está cheia, o sistema operacional transfere para o disco as páginas menos usadas, e as recupera quando são necessárias. Esse mecanismo é denominado:
- A)registrador da CPU, com instruções em uso no momento (registro).
- B)memória ROM, com firmware gravado de fábrica, só de leitura (ROM).
- C)memória virtual, com paginação para a área de troca (swap).
- D)buffer de teclado, com caracteres digitados em fila (buffer).
- E)cache de disco, com cópias de dados lidos recentemente (cache).
22.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · Pref. Camboriú/SC 2025
Em relação aos componentes da arquitetura de hardware de computadores, assinale a alternativa correta:
- A)O barramento de dados é responsável apenas pela alimentação elétrica dos dispositivos conectados à placa-mãe.
- B)A memória ROM é utilizada como principal área de trabalho do processador, sendo volátil e apagada ao desligar o computador.
- C)O chipset da placa-mãe é uma unidade de armazenamento secundário responsável por guardar dados permanentemente.
- D)A Unidade Central de Processamento (CPU) é responsável por buscar, decodificar e executar instruções, além de controlar o fluxo de dados entre os demais componentes do computador.
- E)Os caches L1 e L2 da CPU realizam operações matemáticas e lógicas complexas, como multiplicações e divisões.
Q2oficial · MP/ES 2026
Uma consultoria foi contratada para auditar a infraestrutura de integração de uma sociedade empresária que adota arquiteturas orientadas a serviços. Durante a análise, o auditor encontrou as seguintes descrições em um documento da equipe técnica: - "usamos um diretório para que novos sistemas consigam localizar automaticamente os serviços disponíveis"; - "cada serviço expõe sua especificação em um documento que outros sistemas leem para saber como invocá-lo". Considerando os padrões adotados em uma arquitetura SOA, as duas funcionalidades descritas são desempenhadas, respectivamente, por
- A)UDDI e WSDL.
- B)WSDL e UDDI.
- C)UDDI e SOAP.
- D)SOAP e WSDL.
- E)WSDL e SOAP.
Q3oficial · Câmara de Brusque/SC 2024
Em um sistema multiprocessado, a arquitetura híbrida de núcleos desempenha um papel crucial na otimização do desempenho. Com base nessa abordagem, os processadores Intel® Core™ Ultra (Série 2), recentemente lançados pela Intel®, utilizam dois tipos de núcleos em uma única matriz: P-core e E-core. Ambos os tipos possuem papeis diferentes. Esse processador conta também com Thread Director, a fim de maximizar o desempenho híbrido. Assim sendo, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que associa a tecnologia com suas respectivas características: Primeira coluna: tecnologia 1.E-Core 2.P-Core 3.Thread Director Segunda coluna: características (__)Ideal para processar o trabalho pesado de thread único exigido por muitos mecanismos de jogos. (__)Fornece feedback de tempo de execução para o sistema operacional tomar a decisão ideal para qualquer carga de trabalho. (__)Capaz de hyper-threading, o que significa executar dois threads de software ao mesmo tempo. (__)Otimizado para executar tarefas em segundo plano com eficiência. Tarefas menores podem ser transferidas para E-cores (por exemplo, lidar com Discord ou software antivírus). (__)Utiliza aprendizado de máquina para agendar tarefas. (__)Ideal para desempenho escalável e multithread. Trabalha em conjunto com um tipo de núcleo para acelerar tarefas que exigem muito do núcleo (como ao renderizar um vídeo, por exemplo). Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
- A)2 − 1 − 3 − 2 − 1 − 3.
- B)3 − 1 − 2 − 1 − 3 − 2.
- C)2 − 3 − 2 − 1 − 3 − 1.
- D)1 − 2 − 3 − 3 − 2 − 1.
- E)1 − 3 − 1 − 2 − 2 − 3.
Q4oficial · Pref. Guabiruba/SC 2024
Analise as afirmações a seguir: I. O _____ é desenvolvido pela Google, sendo usado em dispositivos de vários fabricantes. II. O _____ é desenvolvido pela Apple, sendo de uso exclusivo em dispositivos fabricados pela empresa. III. Tanto o Android quanto o iOS são sistemas operacionais _____, que são projetados com objetivos como otimização da eficiência energética e usabilidade em dispositivos com telas sensíveis ao toque. Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas nos excertos:
- A)iOS - Android - estacionários.
- B)Windows Mobile - BlackBerry OS - híbridos.
- C)Chrome OS - macOS - modulares.
- D)BlackBerry - Windows Phone - adaptativos.
- E)Android - iOS - móveis.
Q5oficial · FLORAM 2024
Acerca do armazenamento de dados em nuvem, analise as afirmativas a seguir: I.O armazenamento em nuvem permite o acesso aos dados de qualquer dispositivo com conexão à internet, oferecendo flexibilidade e conveniência. II.A computação em nuvem sempre reduz os custos operacionais de TI para todas as empresas, independentemente do seu tamanho. III.Os dados armazenados na nuvem são automaticamente protegidos contra qualquer tipo de acesso não autorizado. IV.Serviços de armazenamento em nuvem, como OneDrive, Google Drive e Dropbox, garantem alta disponibilidade e redundância de dados, minimizando o risco de perda de informações.. É correto o que se afirma em:
- A)I, II, III e IV.
- B)I e II, apenas.
- C)II e III, apenas.
- D)III e IV, apenas.
- E)I e IV, apenas.
Q6oficial · Pref. Schroeder/SC 2023
Sobre os conceitos de arquitetura de computadores, analise as informações a seguir: I.Um computador é capaz de realizar basicamente quatro operações: Processamento de dados, Armazenamento de dados, Movimentação de Dados e Controle. II.Os processadores baseados nas arquiteturas x86 e AMD64 utilizam o conjunto de instruções RISC (Reduced Instruction Set Computer). III.A Memória RAM, também conhecida como memória de acesso aleatório, altera seu conteúdo constantemente, ela é classificada como do tipo não volátil. IV.FLOPS (Floating Point Operation per second) é um parâmetro que mede o número de operações de ponto flutuante por segundo realizadas por um processador. Pode ser utilizado como um indicativo de desempenho. É correto o que se afirma em:
- A)I, II, III e IV
- B)II e III, apenas.
- C)IV, apenas.
- D)I e II e III, apenas.
- E)I e IV, apenas
Q7oficial · Pref. Camboriú/SC 2025
Um administrador precisa atualizar todos os pacotes instalados no Linux Ubuntu 24.04 para as versões mais recentes disponíveis nos repositórios configurados. Para isso, deve executar uma série de comandos no Terminal do Linux Ubuntu 24.04. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de comandos:
- A)sudo apt update sudo apt upgrade
- B)sudo apt-get refresh sudo apt-get upgrade
- C)sudo apt install update sudo apt install upgrade
- D)sudo apt refresh sudo apt upgrade-packages
- E)sudo apt refresh sudo apt upgrade-install-new-packages
22.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: A
- D: A alternativa D, disco rígido, é armazenamento magnético não volátil.
- E: A alternativa E, SSD, é armazenamento em memória flash, que é não volátil.
- C: A alternativa C, pendrive, também é memória flash e guarda dados sem energia.
- B: A alternativa B, CD-ROM, é mídia óptica de armazenamento não volátil.
P2inédita · pré-testeResposta: C
- D: A alternativa D, servidor, é quem responde às requisições, e não quem as inicia.
- E: A alternativa E, roteador, encaminha pacotes na rede, e não solicita serviços da aplicação.
- A: A alternativa A, firewall, filtra o tráfego, e não é parte da solicitação do serviço.
- B: A alternativa B, banco de dados, armazena informações e é acessado pelo servidor, e não inicia o pedido.
P3inédita · pré-testeResposta: B
- E: A alternativa E coloca no cliente a infraestrutura física, a climatização e a energia. No IaaS, esses itens são do provedor.
- C: A alternativa C lista o software pronto, o suporte e o treinamento. São itens de um modelo SaaS, em que o cliente não administra o sistema nem a infraestrutura.
- D: A alternativa D atribui ao cliente o hardware, a rede física e a refrigeração. Essa parte da infraestrutura é responsabilidade do provedor.
- A: A alternativa A lista interface, atendimento, treinamento e documentação. São itens de uso e apoio, e não a administração da pilha de TI que o cliente assume no IaaS.
F1inéditaResposta: C
- B: A alternativa B, firmware, é software gravado no hardware para inicializar dispositivos, e não um editor.
- D: A alternativa D, sistema operacional, gerencia recursos e serve de base para as aplicações. Não é o editor.
- E: A alternativa E, driver de dispositivo, permite a comunicação com um hardware específico. Não é uma tarefa do usuário.
- A: A alternativa A, bootloader, carrega o sistema operacional na inicialização. Não executa tarefas de edição.
F2inéditaResposta: B
- E: A alternativa E, IaaS, entrega infraestrutura virtual. O cliente ainda instala e mantém o software e o sistema operacional.
- C: A alternativa C, PaaS, entrega plataforma para o cliente desenvolver e implantar aplicações. O enunciado trata de software pronto.
- A: A alternativa A, on-premises, descreve software instalado na própria infraestrutura do cliente. O enunciado descreve o oposto.
- D: A alternativa D, hardware dedicado, descreve equipamento próprio, que o cliente gerencia. Não é modelo de nuvem.
F3inéditaResposta: B
- E: A alternativa E, r, indica leitura, e não execução.
- A: A alternativa A, w, indica escrita, ou seja, alterar o conteúdo do arquivo.
- C: A alternativa C, d, aparece na listagem para indicar que o item é um diretório, e não é uma permissão.
- D: A alternativa D, a, não é letra de permissão no Linux.
F4inéditaResposta: B
- C: A alternativa C, alto acoplamento, aumenta a dependência entre serviços. O efeito descrito no enunciado seria impossível.
- D: A alternativa D, acoplamento forte, é outra forma de dizer a mesma dependência elevada, o oposto do princípio.
- E: A alternativa E, herança múltipla, é um recurso de programação orientada a objetos. Não é princípio de arquitetura de serviços.
- A: A alternativa A, compartilhar o mesmo banco de dados, cria acoplamento entre os serviços, o que vai contra o princípio.
F5inéditaResposta: C
- E: A alternativa E descreve o cache de disco, que guarda cópias de dados lidos para acelerar o acesso. Ele não recebe páginas da RAM quando ela está cheia.
- A: A alternativa A descreve o registrador da CPU, a memória mais rápida do processador. Ele guarda instruções em uso, e não recebe páginas do disco.
- D: A alternativa D descreve o buffer de teclado, que guarda caracteres digitados. Não guarda páginas de memória do sistema.
- B: A alternativa B descreve a ROM, memória somente de leitura que guarda o firmware. Ela não recebe páginas da RAM.
Q1oficialResposta: D
- A: A alternativa A dá ao barramento de dados a função de alimentação elétrica. O barramento transporta dados, endereços e sinais de controle; a energia vem da fonte.
- B: A alternativa B troca os atributos da ROM e da RAM. A ROM é não volátil e guarda o firmware; a memória de trabalho do processador é a RAM, que é volátil.
- C: A alternativa C chama o chipset de armazenamento. O chipset é o conjunto de circuitos que liga CPU, memória e periféricos; ele não guarda dados de forma permanente.
- E: A alternativa E atribui operações matemáticas complexas aos caches L1 e L2. Essas operações são feitas pela unidade lógica e aritmética da CPU; os caches só guardam dados e instruções para acelerar o acesso.
Fonte: Pref. Camboriú/SC 2025 — prova em pciconcursos.com.br
Q2oficialResposta: A
- B: A alternativa B inverte a ordem. O WSDL não é diretório: ele descreve a interface de um serviço já encontrado.
- C: A alternativa C coloca o SOAP como documento de descrição. O SOAP é o protocolo de troca de mensagens, não o catálogo nem a descrição da interface.
- D: A alternativa D atribui ao SOAP a localização de serviços, e a função de diretório não é dele.
- E: A alternativa E inverte a ordem e usa o SOAP como documento de descrição, o que também não é o papel dele.
Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q3oficialResposta: C
- A: A alternativa A começa com 2 (P-core), que está certo para o trabalho de thread único. Na segunda posição, porém, coloca 1 (E-core), quando o feedback ao sistema operacional é do Thread Director (3). Da terceira à sexta posição, a sequência também está errada.
- B: A alternativa B põe o Thread Director como o núcleo que roda jogos. Jogos com thread único pesado vão para o P-core.
- D: A alternativa D atribui ao E-core o trabalho de thread único pesado, função do P-core.
- E: A alternativa E começa com 1 (E-core) no trabalho de thread único, função do P-core, e erra a primeira posição. Só a segunda (Thread Director) está certa; da terceira à sexta posição, a sequência também está errada.
Fonte: Câmara de Brusque/SC 2024 — prova em pciconcursos.com.br
Q4oficialResposta: E
- A: A alternativa A começa com iOS para a Google, que é o Android, e chama de estacionários sistemas que são para aparelhos portáteis.
- B: A alternativa B traz Windows Mobile e BlackBerry OS, que não são da Google nem da Apple.
- C: A alternativa C começa com Chrome OS. Ele é da Google, mas é sistema para notebooks, e macOS é da Apple para computadores. O termo 'modulares' não se aplica.
- D: A alternativa D traz BlackBerry e Windows Phone, que não são da Google nem da Apple, e 'adaptativos' não é a classificação pedida.
Fonte: Pref. Guabiruba/SC 2024 — prova em pciconcursos.com.br
Q5oficialResposta: E
- A: A alternativa A inclui II e III, que são falsas.
- B: A alternativa B inclui II, que afirma que a nuvem sempre reduz custos para qualquer empresa.
- C: A alternativa C inclui II e III, que são falsas.
- D: A alternativa D inclui III, que é falsa, e deixa de fora I, que é verdadeira.
Fonte: FLORAM 2024 — prova em pciconcursos.com.br
Q6oficialResposta: E
- A: A alternativa A inclui II e III, que são falsas.
- B: A alternativa B inclui II e III, que são falsas, e deixa de fora a I.
- C: A alternativa C deixa de fora a I, que é verdadeira.
- D: A alternativa D inclui II e III, que são falsas.
Fonte: Pref. Schroeder/SC 2023 — prova em pciconcursos.com.br
Q7oficialResposta: A
- B: A alternativa B usa 'apt-get refresh', que não existe. O comando é 'apt-get update'.
- C: A alternativa C usa 'apt install update' e 'apt install upgrade'. O 'install' serve para instalar um pacote com nome, não para atualizar a lista.
- D: A alternativa D usa 'apt refresh' e 'upgrade-packages', que não são comandos válidos.
- E: A alternativa E usa 'apt refresh' e 'upgrade-install-new-packages', que também não existem.
Fonte: Pref. Camboriú/SC 2025 — prova em pciconcursos.com.br
22.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- A CPU busca, decodifica e executa instruções; a unidade de controle comanda o fluxo.
- RAM é volátil; ROM é não volátil e guarda instruções fixas.
- O chipset gerencia a comunicação da placa-mãe; não é unidade de armazenamento.
- O firmware, como a BIOS ou a UEFI, inicializa a máquina e entrega o controle ao sistema operacional.
- O término comum é o SIGTERM; o SIGKILL (kill -9) encerra o processo sem que ele possa recusar.
- A memória virtual usa a área de troca no disco (pagefile.sys no Windows, swap no Linux).
- Link simbólico pode ficar quebrado; link físico é outro nome para o mesmo inode.
- Na SOA, o contrato do serviço é o ponto de integração; REST é um estilo, não sinônimo de SOA.
- IaaS entrega máquinas virtuais; PaaS entrega a plataforma; SaaS entrega a aplicação pronta.
- Na nuvem, a responsabilidade pela segurança é compartilhada entre provedor e cliente.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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