Matéria 01
Língua Portuguesa
O que o edital pede nesta matéria
- 1INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTO: Organização estrutural dos textos. Marcas de textualidade: coesão, coerência e intertextualidade. Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e injunção; características específicas de cada modo. 2.
- 2TIPOS TEXTUAIS: informativo, normativo e didático; características específicas de cada tipo. Textos literários e não literários. Tipologia da frase portuguesa. Estrutura da frase portuguesa: operações de deslocamento, substituição, modificação e correção.
- 3Problemas estruturais das frases. Norma culta. Pontuação e sinais gráficos. 3. ORGANIZAÇÃO SINTÁTICA DAS FRASES: termos e orações. Ordem direta e inversa. Tipos de discurso. 4. LINGUAGEM: Registros de linguagem. Funções da linguagem. Elementos dos atos de comunicação.
- 4Estrutura e formação de palavras. Formas de abreviação. Classes de palavras; os aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e textuais de substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, conjunções e interjeições; os modalizadores. 5.
- 5SEMÂNTICA: sentido próprio e figurado; antônimos, sinônimos, parônimos e hiperônimos. Polissemia e ambiguidade. 6. OS DICIONÁRIOS: tipos; a organização de verbetes. 7. VOCABULÁRIO: neologismos, arcaísmos, estrangeirismos; latinismos. Ortografia e acentuação gráfica.
Língua Portuguesa · Capítulo 1
Compreensão, textualidade e modos de organizaçãoTipos de texto e operações sobre frasesSintaxe, ordem, discurso e comunicaçãoMorfologia, formação e classes de palavrasSemântica, dicionários e convenções vocabulares
Itens do edital:
- 1. INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTO: Organização estrutural dos textos. Marcas de textualidade: coesão, coerência e intertextualidade. Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e injunção; características específicas de cada modo. 2.
- 2. TIPOS TEXTUAIS: informativo, normativo e didático; características específicas de cada tipo. Textos literários e não literários. Tipologia da frase portuguesa. Estrutura da frase portuguesa: operações de deslocamento, substituição, modificação e correção.
- 3. Problemas estruturais das frases. Norma culta. Pontuação e sinais gráficos. 3. ORGANIZAÇÃO SINTÁTICA DAS FRASES: termos e orações. Ordem direta e inversa. Tipos de discurso. 4. LINGUAGEM: Registros de linguagem. Funções da linguagem. Elementos dos atos de comunicação.
- 4. Estrutura e formação de palavras. Formas de abreviação. Classes de palavras; os aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e textuais de substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, conjunções e interjeições; os modalizadores. 5.
- 5. SEMÂNTICA: sentido próprio e figurado; antônimos, sinônimos, parônimos e hiperônimos. Polissemia e ambiguidade. 6. OS DICIONÁRIOS: tipos; a organização de verbetes. 7. VOCABULÁRIO: neologismos, arcaísmos, estrangeirismos; latinismos. Ortografia e acentuação gráfica.
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Em um relatório sobre a implantação de um sistema, lê-se: “O novo portal reduziu o tempo de atendimento. Por isso, a equipe ampliará seu uso às unidades regionais.” A expressão “Por isso” estabelece entre as frases uma relação de
- A)oposição, pois a segunda frase contesta a redução do tempo.
- B)consequência, pois a ampliação decorre do resultado informado.
- C)alternância, pois as unidades escolherão entre duas medidas.
- D)explicação, pois a segunda frase apresenta a causa da redução.
P2inédita
Qual frase tem caráter normativo, pois estabelece uma regra de conduta e prevê uma consequência para seu descumprimento?
- A)A unidade publicou que o expediente começa às nove horas nesta segunda-feira.
- B)O expediente começa às nove horas e, por isso, costuma reunir mais servidores no início do dia.
- C)Os servidores devem registrar a entrada até as nove horas, sob pena de anotação de atraso.
- D)A equipe chegou às nove horas e iniciou a conferência dos documentos recebidos.
P3inédita
Assinale a frase em que a pontuação delimita corretamente um vocativo.
- A)Equipe, revisem o relatório antes do envio.
- B)A equipe, revisou o relatório antes do envio.
- C)A equipe revisou, o relatório antes do envio.
- D)A equipe revisou o relatório, antes do envio.
1.2 O que cai
- 1. INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTO: Organização estrutural dos textos. Marcas de textualidade: coesão, coerência e intertextualidade. Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e injunção; características específicas de cada modo. 2: 607 questões da FGV, 2021–2026
- 2. TIPOS TEXTUAIS: informativo, normativo e didático; características específicas de cada tipo. Textos literários e não literários. Tipologia da frase portuguesa. Estrutura da frase portuguesa: operações de deslocamento, substituição, modificação e correção: 124 questões da FGV, 2021–2026
- 3. Problemas estruturais das frases. Norma culta. Pontuação e sinais gráficos. 3. ORGANIZAÇÃO SINTÁTICA DAS FRASES: termos e orações. Ordem direta e inversa. Tipos de discurso. 4. LINGUAGEM: Registros de linguagem. Funções da linguagem. Elementos dos atos de comunicação: 260 questões da FGV, 2021–2026
- 4. Estrutura e formação de palavras. Formas de abreviação. Classes de palavras; os aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e textuais de substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, conjunções e interjeições; os modalizadores. 5: 482 questões da FGV, 2021–2026
- 5. SEMÂNTICA: sentido próprio e figurado; antônimos, sinônimos, parônimos e hiperônimos. Polissemia e ambiguidade. 6. OS DICIONÁRIOS: tipos; a organização de verbetes. 7. VOCABULÁRIO: neologismos, arcaísmos, estrangeirismos; latinismos. Ortografia e acentuação gráfica: 105 questões da FGV, 2021–2026
1.3 Teoria
A FGV cobra leitura fina, reconhecimento de relações entre partes e domínio de escolhas gramaticais no contexto. O capítulo organiza essas ferramentas para resolver textos e frases sem depender de palpites.
1.3.1 Compreensão, textualidade e modos de organização
Compreender é reconstruir o que o texto afirma e como organiza a informação. Interpretação não autoriza acrescentar ideias que o texto não sustenta: o candidato deve distinguir dado explícito, inferência necessária e opinião externa.
Comece identificando tema, finalidade, interlocutores e progressão. Em seguida, observe como cada parágrafo retoma o anterior, acrescenta informação ou muda a direção do argumento.
A organização estrutural inclui partes como título, introdução, desenvolvimento e conclusão, mas não há molde fixo. Uma notícia pode começar pelo fato principal; uma crônica pode iniciar com cena ou comentário. A função de cada trecho depende do conjunto. O título pode sintetizar, provocar ou orientar uma leitura, mas não substitui a evidência do corpo.
A coesão liga formalmente segmentos. Pronomes podem retomar referentes; conjunções indicam relações; repetição lexical controlada mantém o tópico. Em A equipe recebeu o relatório. Ela o revisará hoje, ela retoma equipe e o retoma relatório. A coesão pode falhar se o referente estiver distante, competir com outro ou não concordar com o pronome. A coerência é a compatibilidade global entre ideias, conhecimentos pressupostos e finalidade. Um texto pode ter conectivos corretos e ainda ser incoerente se as afirmações se contradisserem sem explicação. A intertextualidade ocorre quando um texto incorpora, alude ou responde a outro; pode ser explícita, com citação, ou indireta, com referência reconhecível. A alusão não significa que o leitor possa atribuir qualquer sentido: a leitura precisa de marcas internas.
| Relação | O que observar | Pergunta de prova |
|---|---|---|
| Coesão | Retomadas e conectores | A que termo o pronome se refere? |
| Coerência | Compatibilidade global | As ideias se sustentam em conjunto? |
| Intertextualidade | Citação, alusão, resposta | Que texto anterior é convocado? |
Os modos de organização discursiva são sequências predominantes, não rótulos exclusivos para textos inteiros. A descrição apresenta propriedades, estados, ambientes ou pessoas; tende a responder “como é?”. A narração encadeia acontecimentos em tempo e envolve agentes; responde “o que ocorreu?”. A exposição explica ou informa, definindo conceitos, apresentando dados e relações. A argumentação defende uma tese por razões, evidências, exemplos ou refutação. A injunção orienta uma ação por ordem, pedido, conselho ou instrução, muitas vezes com imperativo ou infinitivo. Um manual pode expor o funcionamento e, em seguida, instruir o usuário.
| Modo | Marca predominante | Exemplo funcional |
|---|---|---|
| Descrição | Propriedades e estados | Caracterizar uma sala de atendimento |
| Narração | Ações em sequência | Relatar o envio de um processo |
| Exposição | Explicação e informação | Definir uma etapa administrativa |
| Argumentação | Tese e justificativas | Defender uma mudança de rotina |
| Injunção | Orientação ao leitor | Determinar como preencher um formulário |
Em questões de compreensão, localize palavras avaliativas e modalizadores: deve, talvez, certamente e infelizmente revelam graus de compromisso ou avaliação. Não transforme possibilidade em certeza nem opinião de personagem em tese do narrador. A ironia também exige contraste entre sentido literal e contexto; procure sinais que tornem improvável a leitura literal. Dê atenção à negação, quantificadores como todos e alguns, e restrições como apenas. Uma alternativa que troca “alguns” por “todos” costuma alterar o alcance.
Exemplo resolvido
Um ofício informa que o setor recebeu os documentos, mas ainda aguarda assinatura da chefia antes de encaminhá-los. Qual conclusão é sustentada? 1. Localize a informação explícita: recebimento já ocorreu. 2. Identifique a condição pendente: assinatura da chefia. 3. Conclua apenas que o encaminhamento ainda depende dessa assinatura, sem afirmar que foi recusado ou que há atraso.
Comparação
Relações de textualidade
| Coesão | Coerência |
|---|---|
| Retoma termos e conecta segmentos | Compatibiliza as ideias no conjunto |
| Usa pronomes e conectivos | Depende da progressão e do contexto |
Esquema
Modos discursivos
Organização
Descrever
Caracterizar estado ou entidade
Narrar
Encadear acontecimentos
Expor e argumentar
Explicar ou defender uma tese
Injuncionar
Orientar uma ação
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · MP/ES 2026
Leia o texto a seguir. “Não devemos fazer da lei um espantalho / Armado para assustar a aves de rapina, / Mas deixado sempre estático, de modo que com o hábito / Ele não seja mais o terror delas, e sim o seu poleiro.” Shakespeare, William. Medida por Medida (Ato 2, Cena 1). A afirmação correta sobre as leis, que está implícita no texto, é que elas devem
- A)proteger a todos.
- B)modificar-se conforme as circunstâncias.
- C)funcionar, devido ao medo que provocam.
- D)ser amplamente divulgadas entre os cidadãos.
- E)ajudar a todos em sua tarefa de obter alimentação.
Resposta: A
Conceito: A interpretação de uma imagem figurada exige relacionar seus elementos ao argumento que o texto constrói.
Raciocínio: O texto compara a lei a um espantalho que deveria afastar as aves de rapina. Se fica sem uso e se torna poleiro, deixa de proteger o que deveria resguardar. A crítica implica que a lei precisa cumprir sua função de proteção, não permanecer ineficaz. Logo, a alternativa correta é a A.
Pegadinha: As aves de rapina funcionam como imagem de quem ameaça ou viola a ordem; não se deve interpretar o verso como informação literal sobre alimentação.
Base: Interpretação do excerto de Medida por Medida, de William Shakespeare (Ato 2, Cena 1).
1.3.2 Tipos de texto e operações sobre frases
Os tipos informativo, normativo e didático se distinguem sobretudo pela finalidade.
O informativo comunica fatos ou dados; o normativo estabelece deveres, permissões ou proibições; o didático explica um conteúdo para facilitar aprendizagem. O formato visual não basta: um aviso pode ser informativo ou normativo conforme o que faz. Moradores não podem bloquear a saída é normativo porque impõe proibição e associa consequência. Uma previsão de chuva é informativa. Uma explicação passo a passo de como registrar protocolo é didática. Textos literários exploram construção estética, ambiguidades e efeitos de linguagem; textos não literários priorizam funções práticas, embora também possam usar recursos expressivos. Não confunda literariedade com ficção: uma crônica ficcional pode ser literária, e um texto informativo pode apresentar metáforas sem se tornar literário.
| Tipo | Finalidade principal | Marca típica |
|---|---|---|
| Informativo | Comunicar informação | Fato, dado, notícia |
| Normativo | Regular conduta | Dever, permissão, proibição |
| Didático | Ensinar conteúdo | Explicação, etapas, exemplo |
| Literário | Produzir efeito estético | Trabalho expressivo com a linguagem |
A frase pode ser declarativa, interrogativa, exclamativa ou imperativa, conforme forma e intenção. A tipologia formal não garante a função: Você poderia enviar o documento? tem forma interrogativa e valor de pedido. A análise da frase considera também estrutura e contexto. Nas operações de deslocamento, muda-se a ordem de elementos; é preciso preservar relações sintáticas e evitar ambiguidade. Em substituição, troca-se um termo por pronome, sinônimo ou expressão equivalente, conferindo referência e concordância. Em modificação, altera-se uma forma ou se acrescenta informação, verificando efeitos de sentido. Em correção, ajusta-se construção inadequada sem modificar o conteúdo pretendido. Em qualquer operação, observe regência, concordância, pontuação e referente. Uma frase pode continuar gramatical, mas mudar o foco ou o sentido ao deslocar um adjunto. A FGV explora especialmente esse contraste entre correção formal e equivalência semântica.
Ao classificar, pergunte primeiro o que o trecho faz, e só depois como parece estar escrito. Uma regra de condomínio continua normativa mesmo em linguagem coloquial; uma notícia explicativa não se torna didática só por ser clara. Para reescrever, compare sujeito, agente, tempo, negação, intensidade e escopo antes e depois da operação.
1.3.3 Sintaxe, ordem, discurso e comunicação
A análise sintática identifica os termos e as relações entre orações. Na ordem direta, a sequência mais comum é sujeito, verbo e complementos; adjuntos podem aparecer em posições variadas.
A ordem inversa desloca elementos para dar destaque, estabelecer tópico ou criar efeito expressivo. A inversão não é erro por si: verifique se a relação entre os termos permanece clara e se a pontuação ajuda a leitura. Em Após a conferência, a servidora enviou o processo, o adjunto adverbial aparece no início, seguido da ordem sujeito-verbo-complemento.
| Estrutura | Padrão | Cuidado |
|---|---|---|
| Ordem direta | Sujeito + verbo + complementos | Identifique quem pratica ou sofre a ação |
| Ordem inversa | Elemento deslocado | Confirme referente, concordância e foco |
| Período composto | Orações relacionadas | Observe conectivo e dependência |
Os termos essenciais incluem sujeito e predicado; complementos completam o sentido de nomes ou verbos; adjuntos acrescentam circunstâncias ou caracterizam termos. Orações coordenadas mantêm relativa autonomia; subordinadas exercem função em relação a outra oração. Não classifique apenas pelo conectivo: que pode introduzir oração substantiva, adjetiva ou outras estruturas; a função depende da construção. A pontuação sinaliza organização, mas não cria por si só uma relação sintática impossível.
No discurso direto, a fala aparece apresentada como enunciado da personagem, frequentemente com travessão ou aspas. No indireto, o narrador integra a fala à própria frase e ajusta pronomes, tempos e referências. No indireto livre, marcas de narrador e personagem se misturam sem introdutor explícito. Ao converter modalidades, preserve o conteúdo, mas reconheça mudanças de pessoa, dêixis e tempo.
A comunicação envolve emissor, destinatário, mensagem, código, canal e contexto/referente. A função da linguagem depende do elemento em destaque: referencial privilegia informação sobre o contexto; emotiva evidencia o emissor; conativa dirige-se ao destinatário; fática testa ou mantém o canal; metalinguística focaliza o código; poética organiza a própria mensagem. Um aviso pode informar e também orientar, portanto funções podem coexistir. O destaque é que define a predominante. Registros variam conforme situação, interlocutores e propósito: formal e informal não equivalem automaticamente a correto e incorreto. A adequação ao contexto é central. Em comunicação oficial, clareza e impessoalidade costumam ser desejáveis, mas isso não exige frases artificiais nem vocabulário obscuro.
Problemas estruturais. Frases truncadas, falta de paralelismo, concordância mal resolvida, regência trocada, colocação pronominal inadequada e ambiguidade prejudicam a leitura. Antes de responder, confirme se a frase tem os termos que o verbo exige, expressos ou recuperáveis. Em uma enumeração, todos os itens devem ter a mesma forma gramatical.
Norma culta. É o padrão de escrita formal que a prova cobra: concordância, regência, colocação pronominal e pontuação seguem as regras da gramática normativa. Norma culta não é linguagem rebuscada. Uma frase clara e correta costuma ser a alternativa certa; uma frase enfeitada com erro não se salva por ser elegante.
Pontuação e sinais gráficos. A vírgula marca pausa e separa termos ou orações com função própria. Ela isola o vocativo (“Equipe, revisem o relatório”), os apostos e as orações intercaladas. Pode isolar o adjunto adverbial deslocado para o início da frase (“Ontem, a equipe revisou o relatório”). Não se põe vírgula entre sujeito e verbo nem entre verbo e complemento direto, por mais longa que seja a frase.
O ponto e vírgula separa orações independentes de sentido próximo, sobretudo quando já há vírgula dentro de uma delas, e separa itens de uma enumeração complexa. O dois-pontos introduz fala, enumeração ou explicação. O travessão marca fala em diálogo ou intercalação. Em alguns casos, trocar um sinal por outro muda o sentido da frase, e a prova costuma cobrar justamente essa diferença.
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · EBSERH 2026
A correção faz parte da boa escrita. Assinale a frase que exemplifica o correto emprego gramatical da língua.
- A)Não sou daqueles que gostam de jogo com muitos gols.
- B)Haviam muitos transeuntes na avenida em função do bloco carnavalesco que acabara de passar.
- C)Aconteceram uma série de acidentes de trânsito na nova rodovia.
- D)Parece que o grupo não quiseram contribuir com os gastos da festa.
- E)Os livros parecem que estão dormindo na estante da biblioteca escolas, pois ninguém os consulta.
Resposta: A
Conceito: A concordância verbal ajusta a forma do verbo ao núcleo do sujeito, observadas as construções sintáticas da oração.
Raciocínio: Na alternativa A, o sujeito da oração subordinada é o pronome relativo “que”, cujo antecedente é “daqueles”; por isso, o verbo “gostam” fica corretamente no plural. Na oração principal, “sou” concorda com “eu”. Assim, a alternativa A é a correta.
Pegadinha: Em A, não se deve fazer o verbo da oração relativa concordar com “jogo”: o antecedente de “que” é “daqueles”.
Base: Gramática normativa do português: concordância verbal; verbo impessoal haver com sentido de existir; concordância com sujeito coletivo e expressão partitiva.
1.3.4 Morfologia, formação e classes de palavras
A estrutura das palavras combina elementos como radical, afixos e desinências. O radical concentra o núcleo lexical; prefixos vêm antes dele e sufixos, depois.
Na derivação prefixal acrescenta-se prefixo; na sufixal, sufixo. Em reler, há prefixação; em empacotadeira, o sufixo participa da formação de um nome de agente ou ocupação. Na derivação parassintética, prefixo e sufixo são acrescentados conjuntamente, sem que as formas intermediárias correspondentes funcionem como palavras de sentido pertinente. Não basta a palavra ter prefixo e sufixo: teste se a retirada de cada um deixa forma possível com o mesmo radical e sentido relacionado. Na composição, unem-se bases, por justaposição sem perda fonética relevante ou por aglutinação com alteração. A derivação regressiva forma palavra por redução, frequentemente substantivos ligados a verbos. A conversão pode mudar a classe sem alteração formal.
| Processo | Operação | Pista útil |
|---|---|---|
| Prefixação | Prefixo + base | Prefixo acrescenta valor antes do radical |
| Sufixação | Base + sufixo | Sufixo pode mudar classe ou sentido |
| Parassíntese | Prefixo e sufixo simultâneos | Formas intermediárias não sustentam a formação |
| Composição | União de bases | Justaposição ou aglutinação |
As classes devem ser analisadas em quatro planos. Morfologicamente, identificam-se flexões e formas; sintaticamente, a função na oração; semanticamente, o sentido contextual; textualmente, a contribuição para coesão e progressão. Substantivos nomeiam entidades e conceitos, mas podem designar ação ou qualidade. Adjetivos caracterizam e podem delimitar ou avaliar; posição e contexto alteram o sentido. Artigos determinam ou generalizam referentes. Numerais quantificam ou ordenam. Pronomes apontam, retomam ou substituem referentes; a referência pode ser anafórica (retoma algo anterior), catafórica (anuncia algo posterior) ou dêitica (depende da situação, como aqui e amanhã).
Verbos expressam ação, estado ou processo, e suas flexões marcam pessoa, número, tempo, modo e voz. Advérbios modificam verbos, adjetivos, outros advérbios ou enunciados inteiros. Conjunções articulam termos e orações, sinalizando relações como adição, oposição, causa, condição, concessão e conclusão; o valor deve ser confirmado pelo contexto. Interjeições expressam reação ou chamamento. Modalizadores mostram atitude, certeza, possibilidade, obrigação ou avaliação: compare o setor enviará com talvez o setor envie e o setor deve enviar.
Abreviação inclui abreviaturas, siglas, símbolos e formas reduzidas de uso corrente. Distingua sigla pronunciada como palavra e sigla soletrada apenas quando a questão exigir o uso; na redação, respeite padrão institucional e esclareça sigla menos conhecida na primeira ocorrência. A banca pode pedir classe de uma palavra cuja função se altera: em o relatório chegou, o é artigo; em o importante é conferir, o substantiva a expressão. Da mesma forma, rápido pode ser adjetivo ou advérbio conforme modifique nome ou verbo. Não classifique por terminação isolada.
A concordância acompanha a estrutura: identifique o núcleo do sujeito antes de flexionar o verbo. O verbo haver com sentido de existir é impessoal e fica no singular; existir concorda com o sujeito. Em Havia documentos, não há sujeito plural; em Existiam documentos, documentos é sujeito. Com sujeito formado por expressão partitiva, coletivo ou construção relativa, observe o núcleo e a construção, em vez de escolher pela palavra mais próxima.
Exemplo resolvido
Num aviso interno, analise A equipe talvez encaminhe os formulários amanhã. 1. Equipe é substantivo e núcleo do sujeito; encaminhe é verbo no subjuntivo. 2. Talvez modaliza a afirmação como possibilidade; amanhã situa o evento no tempo. 3. Os determina formulários, substantivo que funciona como complemento verbal. 4. A frase informa uma ação possível, não uma decisão confirmada.
Esquema
Formação de palavras
Processos
Derivação
Acrescenta afixo ou reduz base
Composição
Combina duas ou mais bases
Conversão
Muda classe sem alterar forma
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · PREF/SALVADOR/BA 2026
Leia a estrofe-refrão da canção “Mama África”, escrita por Chico César em 1995. Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que fazer mamadeira Todo dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia https://www.letras.mus.br/chico-cesar/45197/ Na caracterização da personagem, os substantivos "mamadeira" e "empacotadeira" são empregados para descrever aspectos de sua rotina. Em relação à formação de palavras, ambos resultam do processo de
- A)composição por justaposição.
- B)derivação prefixal.
- C)derivação parassintética.
- D)derivação sufixal.
- E)derivação regressiva.
Resposta: D
Conceito: Derivação sufixal forma uma palavra acrescentando um sufixo a uma base, como em “mamadeira” e “empacotadeira”.
Raciocínio: “Mamadeira” associa a base “mam(a)-” ao sufixo “-deira”; “empacotadeira” parte do verbo “empacotar” e recebe “-eira”, formando o nome da pessoa que exerce a atividade. Em ambos os casos há acréscimo de sufixo, portanto a alternativa correta é a D.
Pegadinha: A terminação -eira é sufixo formador de substantivo; não confundir com composição só porque a palavra contém mais de um segmento reconhecível.
Base: Morfologia lexical do português: derivação sufixal e formação de substantivos por sufixação.
1.3.5 Semântica, dicionários e convenções vocabulares
O sentido próprio é o valor mais direto em determinado contexto; o figurado resulta de associação expressiva.
Sinônimos compartilham parte do sentido, mas raramente são intercambiáveis em todos os contextos. Antônimos se opõem em algum traço semântico. Parônimos têm forma ou som próximos e sentidos distintos; hiperônimos designam categorias abrangentes, enquanto hipônimos nomeiam elementos da categoria. Polissemia é a possibilidade de uma palavra apresentar sentidos relacionados; ambiguidade ocorre quando mais de uma interpretação é possível sem que o contexto selecione claramente uma delas.
| Relação | Definição |
|---|---|
| Sinonímia | Proximidade de sentido contextual |
| Antonímia | Oposição de sentido |
| Paronímia | Forma semelhante, sentido distinto |
| Hiperonímia | Termo de sentido mais abrangente |
Dicionários gerais descrevem vocabulário amplo; os especializados tratam de áreas; os etimológicos explicam origem; os de sinônimos organizam equivalências aproximadas. Um verbete costuma trazer entrada, classe gramatical, acepções, marcas de uso, exemplos e, às vezes, origem e pronúncia. Leia a acepção adequada ao contexto, não apenas a primeira. Neologismo é criação ou emprego novo; arcaísmo é forma ou uso envelhecido; estrangeirismo é elemento de outra língua, incorporado ou não; latinismo é expressão de origem latina. Ortografia e acentuação seguem convenções vigentes: em dúvida, consulte fonte normativa atual, sem deduzir a grafia apenas pela pronúncia. A ambiguidade pode ser corrigida ao explicitar referente, reposicionar adjunto ou reescrever a estrutura.
Organização do verbete. Um verbete reúne a entrada (a palavra registrada), a classe gramatical, as acepções numeradas, as marcas de uso (como “informal” ou “arcaico”), os exemplos e, em alguns casos, a origem. Para responder, leia a acepção que combina com o contexto, e não apenas a primeira. Dicionários gerais registram o vocabulário comum; os especializados tratam de uma área; os etimológicos explicam a origem das palavras.
Neologismo, arcaísmo, estrangeirismo e latinismo. Neologismo é palavra ou sentido novo, como “viralizar”, criado para nomear um uso recente. Arcaísmo é forma em desuso, como “destarte” (que significa “assim”). Estrangeirismo é palavra de outra língua, como “mouse” e “delivery”, usada com ou sem equivalente em português. Latinismo é expressão de origem latina ainda em uso, como “in loco” (no próprio lugar) e “ad hoc” (para esta finalidade específica). Use esses rótulos para explicar o efeito da palavra no texto, não só para nomeá-la.
Ortografia e acentuação gráfica. Desde o Acordo Ortográfico de 2009, não se usa trema em palavras da língua portuguesa (“frequente”, não “freqüente”), e não se acentua o ditongo aberto de paroxítonas (“ideia”, “jiboia”). Quanto à tonicidade, oxítonas recebem acento quando terminam em -a, -e, -o (com ou sem s), -em ou -ens (“você”, “também”). Paroxítonas recebem acento quando terminam em -l, -n, -r, -x, -ps, -um, -us, -i, -is, -ão ou -ã (“fácil”, “hífen”, “álbum”, “júri”, “órfão”). Proparoxítonas são sempre acentuadas (“lâmpada”, “público”). Em dúvida, consulte o vocabulário oficial atual; a pronúncia isolada não basta.
Pegadinha de prova
Forma não basta
Classifique a frase e o texto pela função no contexto, não apenas pela pontuação ou pelo formato.
Pegadinha de prova
Inferência com limite
A alternativa correta decorre de marcas textuais; evite transformar possibilidade em certeza ou acrescentar causa não informada.
Atenção
Classe depende da função
Uma forma pode mudar de classe conforme a função sintática e o contexto em que aparece.
1.4 Exemplo resolvido
Em uma comunicação do setor, lê-se: ‘O sistema talvez conclua hoje a validação dos pedidos’. Qual análise está correta? A) ‘Talvez’ expressa certeza. B) ‘Hoje’ é pronome demonstrativo. C) ‘Talvez’ modaliza a possibilidade, e ‘hoje’ situa o evento no tempo. D) A frase é injuntiva porque menciona uma ação.
- Identifique o verbo: ‘conclua’ está associado a uma possibilidade, não a fato confirmado.
- Reconheça ‘talvez’ como modalizador de dúvida ou possibilidade.
- Observe ‘hoje’: advérbio que localiza temporalmente a conclusão.
- A frase informa uma previsão possível; não dá uma ordem ao leitor.
Resposta: C
1.5 Fixação
Questões inéditas.
F1inédita
Na palavra “reorganização”, o segmento “re-” acrescenta ao sentido de “organização” a ideia de
- A)repetição ou realização novamente da ação de organizar.
- B)negação permanente da possibilidade de organizar.
- C)agente que executa profissionalmente a organização.
- D)qualidade abstrata de algo que pode ser organizado.
F2inédita
Leia: “A gerente encontrou a analista com o mapa.” Qual observação identifica corretamente uma ambiguidade da frase?
- A)Não se sabe se o encontro ocorreu ontem ou hoje, pois o verbo não tem tempo.
- B)“Com o mapa” pode indicar que a gerente ou a analista estava com o mapa.
- C)A palavra “gerente” pode ser verbo ou adjetivo, conforme a posição.
- D)A frase não tem sujeito expresso e, por isso, não permite interpretação.
F3inédita
Em um manual, lê-se: “A plataforma envia um aviso ao responsável sempre que uma solicitação fica pendente. Ontem, uma solicitação permaneceu pendente por três horas, mas nenhum aviso foi enviado.” A segunda parte do trecho
- A)contradiz a regra apresentada, pois relata uma situação que deveria produzir o aviso.
- B)confirma a regra, pois descreve uma solicitação que ficou pendente.
- C)exemplifica uma consequência prevista, pois o aviso foi enviado com atraso.
- D)apresenta uma opinião sem relação com a informação anterior.
F4inédita
Qual frase apresenta ordem inversa, com o complemento do verbo colocado antes do sujeito?
- A)A comissão analisou o parecer durante a reunião.
- B)Durante a reunião, a comissão analisou o parecer.
- C)O parecer, a comissão analisou durante a reunião.
- D)A comissão e a assessoria analisaram o parecer.
F5inédita
Em qual frase o advérbio destacado funciona como modalizador, expressando avaliação do enunciador sobre a afirmação?
- A)O setor encaminhou ontem os formulários ao arquivo.
- B)A técnica respondeu calmamente às perguntas da comissão.
- C)A equipe provavelmente concluirá a revisão ainda hoje.
- D)O sistema funciona localmente durante a manutenção.
1.6 Questões oficiais da FGV
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Leia o trecho inicial do prefácio do livro “As mentiras que os homens contam”, de Luís Fernando Veríssimo: “Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade. Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. “Então vou ter que inventar uma história para a professora”, querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. “Está bem, fica em casa estudando!” E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos aguentava mais, que é outra coisa que mãe também adora.” (VERÍSSIMO, Luís Fernando. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015) Quanto aos elementos apresentados no prefácio do livro para justificar as razões pelas quais os homens mentem, Veríssimo parece querer defender que, para os homens, a mentira é uma condição que está relacionada às regras sociais de modo
- A)subjetivo.
- B)natural.
- C)opressor.
- D)covarde.
- E)facultativo.
Q2oficial · ALE/RO 2026
Assinale o segmento textual que é classificado como de tipo textual normativo.
- A)Alerta: tempestades com vento de 100 km/h podem atingir 4 estados neste domingo.
- B)O mercado de carros elétricos no Brasil está em plena expansão, oferecendo aos aposentados uma oportunidade única de adotar veículos que combinam economia e eficiência energética.
- C)Moradores do prédio não podem ter animais domésticos em seus apartamentos sob pena de multa.
- D)Com o crescimento do mercado de carros elétricos no Brasil, aposentados têm à disposição uma variedade de modelos que combinam economia, conforto e segurança.
- E)Brasil vence com facilidade, derruba invencibilidade de Senegal e acha formação ideal.
Q3oficial · AMAZUL 2026
Texto base: As questões da prova de Língua Portuguesa referem-se ao texto a seguir: Por não estarem distraídos (Clarice Lispector) Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Alguns elementos linguísticos funcionam como dêiticos, ou seja, sua referência não está necessariamente no texto. Assinale a opção em que se percebe o uso de elementos dêiticos.
- A)As águas são uma beleza de escuras.
- B)Então a grande dança dos erros.
- C)No entanto, ele que estava ali.
- D)E havia a grande poeira das ruas.
- E)O deserto da espera já cortou os fios.
Q4oficial · TCE/SC 2026
Leia o texto a seguir. Funções de confiança, cargos comissionados e vínculos temporários – A ANTC propõe que cargos e funções de chefia, direção e assessoramento em atividades exclusivas de Estado – como a Auditoria de Controle Externo – sejam exercidos exclusivamente por servidores concursados da respectiva carreira. Essa medida reforça a imparcialidade, a continuidade institucional e a proteção da função pública contra interferências indevidas. A entidade também defende que, no mínimo, 50% dos cargos em comissão de qualquer órgão sejam ocupados por servidores efetivos. Um texto pode expressar-se por distintas estruturas; entre as opções a seguir, assinale aquela que mostra uma substituição adequada da forma original por outra equivalente.
- A)“Funções de confiança” = funções confiantes.
- B)“vínculos temporários” = vínculos de longo tempo.
- C)“sejam exercidos” = se exerçam.
- D)“exclusivamente” = sem exclusividade.
- E)“de qualquer órgão” = de um órgão qualquer.
Q5oficial · NAV BRASIL 2026
Observe a seguinte frase: “Navegar é necessário; viver, não.” Se, em lugar da pontuação (;), escrevêssemos uma conjunção, a forma adequada seria:
- A)Navegar é necessário, mas viver, não.
- B)Navegar é necessário embora viver, não.
- C)Navegar é necessário, logo viver, não.
- D)Navegar é necessário, pois viver, não.
- E)Navegar é mais necessário do que viver.
Q6oficial · PREF/MACAE/RJ 2026
Analise a frase: “Os médicos chamaram as enfermeiras, solicitaram os blocos de receitas e indicaram os remédios adequados.” Assinale a afirmativa que não se verifica na sua estruturação.
- A)As frases mostram paralelismo.
- B)A segunda oração mostra ambiguidade.
- C)Todas as orações estão na voz ativa.
- D)Todas as formas verbais estão no passado.
- E)As ações narradas estão em sequência cronológica.
Q7oficial · SEDUC/SP 2026
A perda de memória que nosso pai sofreu em seus últimos anos foi, como é fácil de imaginar, duríssima para todos nós. Mas particularmente a maneira como essa perda diminuiu suas possibilidades de continuar escrevendo com o rigor de costume foi, para ele, uma fonte de frustração desesperadora. Ele nos disse isto com a clareza e a eloquência de um grande escritor: “A memória é, ao mesmo tempo, minha matéria-prima e minha ferramenta. Sem ela, não existe nada. GARCIA MÁRQUEZ, Gabriel. Em agosto nos vemos. Rio de Janeiro: Record, 2024. No prefácio do livro “Em agosto nos vemos”, os filhos de Gabriel Garcia Márquez comentam o processo de escrita de seu pai e reproduzem uma reflexão do próprio escritor sobre os elementos indispensáveis à produção de sua obra. Esse procedimento metalinguístico dos autores do prefácio evidencia um uso da linguagem voltado para a
- A)expressão de experiências pessoais relacionadas à trajetória do escritor e de sua família.
- B)reflexão sobre os recursos, os processos e as condições envolvidos na produção textual.
- C)apresentação de informações relevantes sobre a vida e a obra do autor homenageado.
- D)análise de fatores históricos envolvidos na criação e na circulação das obras literárias.
- E)defesa da importância da memória para a construção da identidade do indivíduo.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A atribui oposição, mas nenhuma ideia contrária aparece no trecho.
- C: A alternativa C pressupõe escolha entre opções, enquanto o texto apresenta uma decisão motivada pelo resultado.
- D: A alternativa D inverte causa e consequência: reduzir o tempo é o fato anterior, e ampliar o uso é a consequência.
P2inédita · pré-testeResposta: C
- A: A alternativa A comunica um horário específico, mas não cria uma obrigação nem prevê sanção.
- B: A alternativa B informa um hábito e uma explicação; não prescreve comportamento.
- D: A alternativa D narra uma ação realizada, em vez de estabelecer regra geral.
P3inédita · pré-testeResposta: A
- B: A alternativa B separa sujeito e verbo por vírgula, sem intercalação que justifique a pausa.
- C: A alternativa C separa o verbo de seu complemento direto.
- D: A alternativa D separa o objeto direto “o relatório” do adjunto adverbial “antes do envio”, sem intercalação que justifique a pausa.
F1inéditaResposta: A
- B: A alternativa B atribui ao prefixo valor de negação; esse sentido não é expresso por “re-” neste vocábulo.
- C: A alternativa C descreve, em geral, um agente, como em formações com sufixo “-dor”, não o prefixo “re-”.
- D: A alternativa D descreve sentido associado a um adjetivo ou a uma propriedade, não ao prefixo que indica repetição.
F2inéditaResposta: B
- A: A alternativa A identifica uma informação temporal não especificada, mas não uma ambiguidade: o pretérito está marcado em “encontrou”.
- C: A alternativa C atribui à palavra “gerente” classes incompatíveis com seu emprego no contexto; ela funciona como substantivo.
- D: A alternativa D está errada porque “A gerente” é sujeito expresso da oração.
F3inéditaResposta: A
- B: A alternativa B considera apenas a pendência e ignora a afirmação explícita de que o aviso não foi enviado.
- C: A alternativa C afirma que o aviso foi enviado, mas o trecho diz expressamente o contrário.
- D: A alternativa D desconsidera a relação temática direta entre o funcionamento da plataforma e o caso relatado.
F4inéditaResposta: C
- A: A alternativa A segue a ordem direta: sujeito, verbo, objeto e adjunto adverbial.
- B: A alternativa B desloca o adjunto adverbial para o início, mas mantém sujeito antes do verbo e objeto depois.
- D: A alternativa D apresenta sujeito composto antes do verbo e objeto depois, em ordem direta.
F5inéditaResposta: C
- A: A alternativa A usa “ontem” para localizar a ação no tempo, sem avaliar a certeza da afirmação.
- B: A alternativa B usa “calmamente” para indicar o modo de responder, não o grau de compromisso do enunciador com a proposição.
- D: A alternativa D usa “localmente” para indicar o âmbito ou lugar de funcionamento, não uma avaliação modal.
Q1oficialResposta: B
- A: A alternativa A restringe a questão a uma perspectiva individual ou subjetiva; o trecho enfatiza uma conduta habitual apresentada como comum.
- C: A alternativa C atribui às regras sociais um caráter de opressão, ideia que não é desenvolvida no trecho.
- D: A alternativa D atribui a mentira à covardia, mas o narrador a descreve ironicamente como expediente recorrente para evitar consequências.
- E: A alternativa E sugere que mentir é opcional ou facultativo, enquanto a generalização irônica do narrador apresenta a mentira como parte habitual do comportamento.
Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q2oficialResposta: C
- A: A alternativa A é informativa: noticia uma previsão meteorológica, sem impor conduta.
- B: A alternativa B tem caráter promocional e informativo sobre o mercado, não estabelece obrigação ou proibição.
- D: A alternativa D informa sobre opções de veículos e suas qualidades; não contém norma de conduta.
- E: A alternativa E é uma manchete que relata resultado esportivo, portanto informativa.
Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q3oficialResposta: C
- A: A alternativa A é uma caracterização metafórica das águas; não contém expressão cuja referência dependa de coordenadas de pessoa, tempo ou lugar da enunciação.
- B: A alternativa B contém “então”, que pode marcar tempo ou sequência discursiva, mas, no contexto, introduz uma etapa narrativa; a opção C é a ocorrência espacial dêitica inequívoca pretendida.
- D: A alternativa D apresenta uma oração existencial; “das ruas” é complemento descritivo, não um dêitico contextual.
- E: A alternativa E constrói uma metáfora sobre a espera e os fios, sem marca de referência dêitica à situação de enunciação.
Fonte: AMAZUL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q4oficialResposta: C
- A: “Confiantes” significa que têm confiança ou são confiantes; não equivale a “de confiança”, expressão referente a uma categoria funcional.
- B: “Temporários” indica duração limitada; “de longo tempo” altera o sentido e sugere duração extensa.
- D: “Sem exclusividade” elimina a ideia de restrição a uma única categoria; contradiz “exclusivamente”.
- E: “De qualquer órgão” significa cada órgão, sem especificação; “de um órgão qualquer” pode significar um órgão indeterminado e altera o escopo.
Fonte: TCE/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q5oficialResposta: A
- B: “Embora” é conjunção subordinativa concessiva e requer uma estrutura de oração concessiva; não substitui adequadamente a oposição coordenada da frase.
- C: “Logo” introduz conclusão ou consequência, relação incompatível com o contraste expresso pelo ponto e vírgula.
- D: “Pois” exprime explicação ou causa, e não oposição entre os dois segmentos.
- E: A alternativa transforma a frase em comparação de grau (“mais ... do que”) e afirma que navegar é mais necessário; altera a relação de sentido e elimina a negação de viver.
Fonte: NAV BRASIL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q6oficialResposta: B
- A: A alternativa A se verifica: os três verbos estão coordenados em estrutura paralela, com sujeito compartilhado.
- C: A alternativa C se verifica: os médicos praticam as ações expressas pelos verbos, todos em voz ativa.
- D: A alternativa D se verifica: “chamaram”, “solicitaram” e “indicaram” estão no pretérito perfeito do indicativo.
- E: A alternativa E é compatível com a sequência apresentada: chamar, solicitar os materiais e indicar os remédios. O texto não introduz marca que contrarie essa leitura cronológica.
Fonte: PREF/MACAE/RJ 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q7oficialResposta: B
- A: A alternativa A identifica um aspecto pessoal presente no prefácio, mas não explica o procedimento metalinguístico perguntado.
- C: A alternativa C descreve apresentação biográfica e bibliográfica, não a reflexão sobre a escrita que a citação realiza.
- D: A alternativa D atribui ao trecho uma análise histórica da criação e circulação literária, tema que não aparece.
- E: A alternativa E generaliza a importância da memória para a identidade pessoal; no excerto, a memória é discutida sobretudo como condição do trabalho de escrita.
Fonte: SEDUC/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Coesão liga segmentos; coerência sustenta o sentido global.
- Intertextualidade exige uma relação reconhecível com outro texto.
- Descrição caracteriza; narração encadeia acontecimentos.
- Exposição explica; argumentação defende tese; injunção orienta ação.
- Texto normativo estabelece dever, permissão ou proibição.
- Ordem inversa pode ser correta, mas deve preservar clareza e relações sintáticas.
- A função da linguagem predominante depende do elemento em foco.
- Na parassíntese, prefixo e sufixo participam conjuntamente da formação.
- Haver com sentido de existir é impessoal e fica no singular.
- Consulte no verbete a acepção adequada ao contexto.
Mapa de revisão
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