1 Língua Portuguesa — parte 1 de 3
Itens do edital:
- 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados
- 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais
- 3. Domínio da ortografia oficial
- 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Uma prefeitura informou que testará ônibus elétricos em três linhas durante seis meses e que, ao fim desse período, avaliará os resultados. Com base nessas informações, conclui-se que a prefeitura já decidiu substituir toda a frota por ônibus elétricos.
( ) Certo ( ) Errado
P2inédita
Na ortografia oficial, a forma antissocial é grafada sem hífen e com duplicação da letra s.
( ) Certo ( ) Errado
P3inédita
Na frase “Quando o sistema emitir o comprovante, o usuário poderá encerrar o atendimento”, a forma “emitir” está no futuro do subjuntivo e indica uma ação futura em relação ao momento da fala.
( ) Certo ( ) Errado
1.2 O que cai
- 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 592 questões da banca, 2016–2026
- 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 82 questões da banca, 2017–2026
- 3. Domínio da ortografia oficial: 34 questões da banca, 2020–2026
- 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais: 389 questões da banca, 2017–2026
1.3 Teoria
A prova de Língua Portuguesa exige leitura precisa: não basta localizar palavras no texto, é preciso entender o alcance das afirmações e a função dos recursos linguísticos. A banca também explora diferenças sutis entre tipologia textual, grafia e relações de sentido.
1.3.1 Compreensão e interpretação de textos
Compreender é recuperar informações expressas no texto. Interpretar é estabelecer conclusões autorizadas por essas informações, sem acrescentar ideias que dependam apenas do conhecimento de mundo do leitor. Em itens de julgamento, confira se a afirmação preserva o tema, o agente, a causa, o tempo e o grau de certeza do trecho original.
A banca costuma transformar uma informação parcial em afirmação ampla. Fique atento a palavras como “todos”, “somente”, “sempre”, “necessariamente” e “compartilham”. Elas podem tornar o item incorreto se o texto apresentar responsabilidades diferentes, ressalvas ou limites. Também não confunda menção com defesa: um texto pode apresentar um dado sem endossá-lo.
Para resolver, localize o trecho relevante e compare-o com a afirmação. Pergunte: o texto diz isso expressamente? Se não, a conclusão decorre necessariamente do que foi dito? Uma inferência válida é compatível com o texto; não é uma possibilidade inventada pelo leitor. Observe ainda conectores de contraste e concessão, como “mas”, “porém” e “ainda que”: eles indicam limites ou contrapontos que podem ser decisivos.
Em textos informativos, números e exemplos sustentam afirmações específicas. Não os use para concluir algo mais abrangente do que o texto permite. Em itens sobre finalidade ou consequência, diferencie o que o autor afirma do que apenas poderia ocorrer.
1.3.2 Tipos e gêneros textuais
Tipo textual é uma forma de organização predominante; gênero textual é uma forma concreta de comunicação, ligada a uma situação e a uma finalidade. Notícia, artigo de opinião, relatório e entrevista são gêneros. Narração, descrição, exposição, argumentação e injunção são tipos que podem aparecer combinados em um mesmo gênero.
Identifique a tipologia pela operação predominante, não por uma frase isolada. A narração organiza acontecimentos em uma sequência temporal. A descrição apresenta características de pessoas, objetos, lugares ou situações. A exposição explica ou apresenta informações, conceitos e dados. A argumentação defende uma tese com razões ou evidências. A injunção orienta o leitor a agir, por meio de ordens, instruções ou recomendações.
Um texto pode trazer números, datas e mudanças ao longo do tempo sem ser predominantemente narrativo. A sequência cronológica pode apenas organizar uma exposição. Da mesma forma, a presença de uma recomendação no trecho final não transforma necessariamente todo o texto em injuntivo ou argumentativo. Observe a finalidade global e o espaço ocupado por cada operação.
Na questão objetiva, desconfie de justificativas que confundam assunto e tipologia. Falar de uma pesquisa não significa “instruir a fazer pesquisa”; apresentar pessoas e seus cargos não basta para classificar o texto como descritivo. Pergunte qual ação o texto realiza principalmente: informa, conta, caracteriza, defende ou orienta.
1.3.3 Ortografia oficial
A grafia oficial segue o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Em questões de hífen, observe a forma do prefixo e o início do segundo elemento. Em muitas formações com prefixo terminado em vogal, usa-se hífen quando o segundo elemento começa pela mesma vogal: “micro-ondas”. Quando as vogais são diferentes, em geral, os elementos se juntam: “autoescola”. Há regras próprias e exceções, por isso não basta aplicar uma regra de ouvido.
O h inicial merece atenção. Em formações como “etno-histórico”, mantém-se o h e emprega-se o hífen. Já em “coabitar”, o elemento “co-” se une à palavra seguinte, e o h de “habitar” desaparece. Portanto, não se pode eliminar o hífen de “etno-histórico” apenas por analogia com “coabitar”: as formações seguem regras diferentes.
Na revisão ortográfica, confira também acentuação, uso de letras e divisão de palavras. Em itens de julgamento, a banca pode apresentar uma forma aparentemente lógica, mas que não corresponde à grafia oficial. Compare a palavra com uma regra aplicável e, se houver prefixo, identifique seus limites antes de decidir.
Evite generalizações como “todo prefixo se junta” ou “todo h exige hífen”. A grafia depende da formação específica. Quando uma palavra parecer duvidosa, verifique se a regra prevê exceção, especialmente nos casos de prefixos como “co-” e de palavras iniciadas por h.
Base legal: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto nº 6.583/2008
1.3.4 Coesão, conectores e formas verbais
A coesão liga partes do texto. A referenciação retoma ou antecipa elementos: pronomes, expressões nominais e advérbios podem apontar para informações já apresentadas ou ainda por apresentar. Ao analisar um pronome, identifique seu referente e confira se a substituição preserva o sentido. A repetição também pode ser um recurso coesivo: retomar uma palavra ou ideia pode manter o tema e dar ênfase.
Conectores explicitam relações entre ideias. “Porém” marca contraste; “portanto” introduz conclusão; “porque” costuma indicar causa ou explicação; “além disso” acrescenta informação. A troca de um conector por outro só é adequada se a relação lógica continuar a mesma. A sequenciação organiza os fatos e argumentos, por exemplo, com marcadores de tempo, causa, consequência e ordenação.
Tempos e modos verbais situam os acontecimentos e revelam como o falante os apresenta. “Está envelhecendo” destaca um processo em curso. “Tem envelhecido” pode apresentar um processo que vem ocorrendo ao longo de um período e que mantém relação com o presente. Em certos contextos, as formas preservam a ideia geral de continuidade; não são, porém, intercambiáveis em qualquer frase. Considere o contexto, a duração indicada e o efeito de sentido.
Ao julgar uma substituição, verifique três pontos: concordância, referente e sentido. Uma forma pode ser gramatical, mas alterar a relação temporal ou lógica do trecho. Não conclua que dois conectores ou tempos verbais são equivalentes apenas porque ambos parecem compatíveis isoladamente.
Pegadinha da banca
A afirmação pode exagerar o texto
Uma informação verdadeira no texto não valida qualquer conclusão sobre ela. Desconfie de itens que ampliem o alcance, eliminem ressalvas ou atribuam a mesma ação a agentes diferentes.
Pegadinha da banca
Uma frase não define a tipologia
Um texto expositivo pode terminar com uma recomendação; um texto narrativo pode incluir descrições. Classifique pela organização e finalidade predominantes.
Atenção
Hífen: cuidado com analogias
“Etno-histórico” mantém o h e o hífen; “coabitar” aglutina e perde o h. A semelhança visual não significa que as duas palavras sigam a mesma regra de formação.
1.4 Exemplo resolvido
Em um texto, lê-se: “A equipe divulgou os resultados do levantamento. Além disso, recomendou ampliar a coleta de dados.” Julgue o item: nesse trecho, o conector “Além disso” introduz uma informação adicional, e não uma conclusão decorrente da primeira frase. Alternativas: Certo; Errado.
- Identifique a relação entre as duas frases: a segunda acrescenta outra informação sobre a atuação da equipe.
- Observe que “Além disso” tem valor aditivo, não conclusivo.
- A afirmação descreve corretamente essa relação.
Resposta: Certo
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Um levantamento observou maior número de faltas em escolas sem biblioteca. Com base apenas nessa informação, é correto afirmar que a ausência de bibliotecas causa as faltas dos estudantes.
( ) Certo ( ) Errado
F2inédita
Em um texto, “reportagem” designa um gênero textual, enquanto “expositivo” e “narrativo” podem designar tipos ou sequências textuais; por isso, um mesmo gênero pode combinar sequências distintas.
( ) Certo ( ) Errado
F3inédita
Um trecho de manual que ordena ao leitor “desligue o equipamento, aguarde dois minutos e pressione o botão de reinicialização” é predominantemente injuntivo, pois orienta a execução de ações.
( ) Certo ( ) Errado
F4inédita
Na frase “O atendimento foi suspenso porque faltou energia”, o conectivo “porque” introduz a causa da suspensão do atendimento.
( ) Certo ( ) Errado
F5inédita
Na frase “A comissão analisou o formulário, mas não o arquivou”, o pronome “o” retoma o termo “comissão”.
( ) Certo ( ) Errado
1.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações). Conforme as informações do texto, as esferas local e federal compartilham a mesma responsabilidade pela implementação das frotas de ônibus eletrificadas.
( ) Certo ( ) Errado
Q2oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. Quanto à tipologia, o texto classifica-se como injuntivo, pois instrui o leitor a realizar pesquisa sobre as diversas implicações do agrupamento de pessoas em classes sociais.
( ) Certo ( ) Errado
Q3oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações). O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.
( ) Certo ( ) Errado
Q4oficial · UDESC 26 2026
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens. Texto base: O Brasil está envelhecendo e a mudança altera profundamente a sua composição: menos crianças, mais idosos e uma redução progressiva da população em idade ativa. Esse rearranjo modifica a estrutura social com impactos profundos. A professora Marianne Stampe, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), explica que os efeitos econômicos desse processo não são uniformes no território. Segundo ela, regiões menos desenvolvidas tendem a sofrer mais, pois contam com menos recursos econômicos, menor capacidade de gerar empregos e enfrentam mais dificuldades para sustentar gastos com saúde e previdência. Para Marianne Stampe, Santa Catarina funciona como "laboratório" dessa transição acelerada: vive hoje desafios que outras regiões enfrentarão apenas na próxima década. A ausência de políticas públicas voltadas ao envelhecimento aparece como um dos principais riscos identificados pela pesquisadora. Nos próximos 20 anos, decisões sobre educação, previdência, saúde, mercado de trabalho e apoio familiar determinarão se o Brasil conseguirá aproveitar o segundo dividendo demográfico ou se entrará em uma rota de baixo crescimento. Em um país tão desigual, onde a demografia muda a passos distintos, entender o mapa do envelhecimento pode ser decisivo para construir políticas públicas eficientes e sustentáveis. Internet: <www.udesc.br> (com adaptações). A locução verbal "está envelhecendo" (primeiro parágrafo) expressa um acontecimento com duração continuada no tempo, podendo ser substituída por tem envelhecido, sem prejuízo da coerência do texto.
( ) Certo ( ) Errado
Q5oficial · SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA 2026
No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes. Texto base: Para um governo ser bem-sucedido, é necessário que tenha legitimidade. Ou seja, ele exige que os cidadãos aceitem que os arranjos institucionais são apropriados para eles e que essas instituições farão o que é certo na maior parte do tempo. Assim, quanto mais legitimidade tiver, maior será o seu espaço para agir. Pode-se governar por curtos períodos de tempo sem legitimidade por meio de medidas coercitivas, mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade. Geralmente pensamos em um governo que alcança legitimidade por meio de procedimentos. Se eleito em uma eleição livre e justa, a maioria dos cidadãos considerará que ele tem legitimidade. Além disso, se os processos pelos quais as leis são feitas e aplicadas forem constitucionais e também forem considerados justos, as leis serão legítimas. Essas bases processuais de legitimidade são importantes, mas não contam toda a história da capacidade de governança do setor público. Além dos aspectos processuais, o setor público também deve pensar sobre os aspectos substantivos da legitimidade. Existem agora evidências significativas de que ela se baseia, também, no desempenho do setor público na prestação de bens e serviços à população. Um bom governo é visto cada vez mais como fornecedor de boas escolas, bons cuidados de saúde, boas estradas e todos os outros serviços de que a sociedade depende. Criar e manter a confiança do cidadão, portanto, requer não apenas o bom funcionamento dos governos de acordo com o que prevê a lei, mas também exige que o governo concretize a prestação de serviços públicos. Portanto, instrumentos como a gestão do desempenho tornaram-se mais importantes não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos. Os fardos colocados sobre os que tentam governar tornaram-se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores, mas a boa governança pode legitimar as ações do setor público. B. Guy Peters. Guia da Política de Governança Pública. Brasília: Casa Civil da Presidência da República, 2018, p. 22 (com adaptações). Da leitura do texto infere-se que a gestão do desempenho ganha relevância externa ao justificar a existência do governo perante seus cidadãos.
( ) Certo ( ) Errado
Q6oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%. Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças. De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%. Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%. O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. “O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann. Internet: <https://agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações). Quanto à tipologia, o texto CG1A1 caracteriza-se predominantemente como
- A)descritivo, haja vista a caracterização pormenorizada das lideranças do Poder Executivo brasileiro.
- B)narrativo, haja vista a sequência temporal dos fatos apresentados.
- C)injuntivo, haja vista seu propósito de orientar o leitor a tomar medidas voltadas à equidade racial.
- D)argumentativo, haja vista a defesa da necessidade de um melhor posicionamento do Estado brasileiro a respeito da representatividade racial.
- E)expositivo, haja vista a apresentação e a explicação de dados relativos a estudo sobre a ocupação de cargos de liderança no Estado brasileiro.
Q7oficial · UNE AL 26 2026
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os seguintes itens. Texto base (CB2A1): A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital. Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional. No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina. A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito. Internet: <https://legale.com. Os vocábulos "inteligência", "área" e "prévio" são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
( ) Certo ( ) Errado
Q8oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1-I): A inteligência artificial (IA) na educação é, sem dúvida, um dos campos emergentes mais promissores na tecnologia educacional. Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas, como aprendizagem e resolução de problemas. Apesar de a IA estar há mais de 30 anos em desenvolvimento, o debate sobre sua aplicação pedagógica em larga escala e seu impacto no ensino superior permanece em aberto. Até recentemente, suas principais aplicações concentravam-se em serviços de apoio acadêmico e administrativo, como análise de perfis, previsões, avaliação de desempenho, monitoramento de metas, personalização e tutoria inteligente. Contudo, a partir de 2020, modelos de linguagem generativa, como o ChatGPT, começaram a ser amplamente utilizados, marcando um avanço significativo no ensino e na aprendizagem. Esses modelos podem transformar buscas na Internet em relatórios abrangentes que simulam textos humanos. Entretanto, compreender seu funcionamento é essencial, pois seu uso levanta debates sobre ética, plágio e outras questões. Apesar do impacto ainda imprevisível, a IA tem o potencial de transformar a educação nos próximos anos, apoiando alunos, professores e administradores em todas as etapas do ensino. Para isso, é fundamental compreender o valor e as limitações da IA. As instituições não podem deixar esse processo ao acaso: é indispensável uma abordagem sistemática que garanta formação adequada e uma estrutura clara, com o envolvimento de todas as partes interessadas, para que as decisões sobre o uso da IA sejam bem entendidas e amplamente aceitas por toda a comunidade acadêmica. Como em qualquer tecnologia significativa, as decisões devem ser tomadas no nível certo e pelas pessoas adequadas. Cabe à gestão superior e ao corpo docente decidir como a IA será utilizada. Ignorar essa inovação e esperar que desapareça não é uma opção, pois ela continuará a evoluir e a se fortalecer. Instituições que não adotam essas inovações formarão profissionais despreparados para as demandas de um mercado cada vez mais tecnológico e dinâmico. Internet: <https://unifametro.edu.br> (com adaptações). Assinale a opção correta a respeito das ideias veiculadas no texto CG1A1-I.
- A)Os professores das instituições de ensino estão entre os atores a quem compete decidir sobre os usos da inteligência artificial na educação.
- B)O uso da inteligência artificial na educação é restrito às atividades de apoio acadêmico e administrativo.
- C)As limitações da inteligência artificial podem resultar na formação de profissionais despreparados para o mercado.
- D)Apesar de a inteligência artificial ser aplicada em larga escala na educação, o debate sobre seu impacto nesse campo ainda é escasso.
- E)A inteligência artificial é a tecnologia emergente mais promissora na área da educação.
Q9oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações). O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente
- A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
- B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
- C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
- D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
- E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.
Q10oficial · TJ PA 25 SERVIDOR 2025
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado. Texto base (CG1A1): No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu. De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.” Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura. O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos. De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos. Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto). Internet: <www.bbc. A eliminação do acento gráfico na palavra “hieróglifos” (final do quarto parágrafo) não geraria incorreção no texto.
( ) Certo ( ) Errado
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: Errado
- Certo: A alternativa A transforma uma possibilidade futura, condicionada à avaliação, em decisão já tomada.
P2inédita · pré-testeResposta: Certo
P3inédita · pré-testeResposta: Certo
F1inéditaResposta: Errado
- Certo: A alternativa A trata uma associação observada como prova de causalidade.
F2inéditaResposta: Certo
F3inéditaResposta: Certo
F4inéditaResposta: Certo
F5inéditaResposta: Errado
- Certo: A alternativa A atribui o pronome a “comissão”, embora haja incompatibilidade de gênero; o referente é “formulário”.
Q1oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A está errada porque afirma uma responsabilidade compartilhada, mas o texto diferencia as atribuições federal e local.
Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/infrasa_26_analista/arquivos/9768E3C308D12FE9C03F9CDBF03E2DC1E7BD91CB01C5CD7805833A95E7A3AFF2.pdf
Q2oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A está errada porque confunde comandos usados como recurso de argumentação com o propósito predominante do texto. O texto não ensina um procedimento de pesquisa.
Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/funpresp_26_jud/arquivos/88BBEB8DE4C9C9A4512BD77B353886CFCE5F0D458D3B08FCEDD6B546E36DA4AA.pdf
Q3oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A está errada porque propõe eliminar o h de “históricos” para retirar o hífen, mas essa supressão não é autorizada pela regra ortográfica.
Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/irbr_26_diplomacia/arquivos/9AFA463453FEF0A89EBB56387CCC39386F5B09A3A84D342A4112BB6B1339E891.pdf
Q4oficialResposta: Certo
Fonte: UDESC 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/udesc_26/arquivos/3A84B696E76D73A14365776C7E9B72E89508D819140EE3E8A16C2497E9886545.pdf
Q5oficialResposta: Certo
Fonte: SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/seplag_al_26_especialista/arquivos/7383CAB38CC1A1B0149023F3C37ACBFEA41DFB538EDCF6AEE7EB7A1978F5D8E6.pdf
Q6oficialResposta: E
- A: A alternativa A está errada porque a caracterização das lideranças não é o procedimento predominante; o texto apresenta sobretudo dados e informações do estudo.
- B: A alternativa B está errada porque a comparação entre 1999 e 2024 organiza dados de períodos distintos, mas não constitui uma narrativa de acontecimentos.
- C: A alternativa C está errada porque o texto não tem como propósito principal instruir o leitor a executar ações.
- D: A alternativa D está errada porque há uma avaliação sobre a necessidade de ampliar a equidade, mas a defesa de uma posição não predomina sobre a exposição dos dados.
Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/semec_porto_velho_ro_26/arquivos/502CD888B4655DC70CC4A3FB726BEADC345C62A579F39D05D30E646DB6313673.pdf
Q7oficialResposta: Certo
Fonte: UNE AL 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/une_al_26/arquivos/EC8CD9A13219A6B891B8FF9D71BB5C7D50C2C949D63553BCBA08AD363D581864.pdf
Q8oficialResposta: A
- B: A alternativa B está errada porque o texto diz que, até recentemente, as aplicações se concentravam em apoio acadêmico e administrativo, mas também menciona modelos generativos e usos futuros.
- C: A alternativa C está errada porque o texto associa profissionais despreparados à não adoção das inovações pelas instituições, não às limitações da IA.
- D: A alternativa D está errada porque o texto afirma que o debate sobre aplicação pedagógica em larga escala e impacto permanece em aberto, não que seja escasso; além disso, não declara que a aplicação já ocorre em larga escala.
- E: A alternativa E está errada porque o texto chama a IA de “um dos campos emergentes mais promissores”, e não de o campo mais promissor.
Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cgm_porto_velho_ro_26/arquivos/7C73763D840AA3CA1AE5B7542A435F57C7F61A0DD4CE073F237681A341F9AEC5.pdf
Q9oficialResposta: A
- B: A alternativa B está errada porque o texto não organiza uma sequência temporal de fatos sobre a evolução da IA.
- C: A alternativa C está errada porque o texto não apresenta instruções passo a passo; ele defende a regulação e explica por que ela é necessária.
- D: A alternativa D está errada porque há posicionamento explícito em favor de políticas públicas e de um marco regulatório robusto.
- E: A alternativa E está errada porque o texto não se restringe a descrever características técnicas da IA; discute consequências e defende medidas.
Fonte: PGE RN 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/pge_rn_26/arquivos/96044335EF8662808909A348164A59333FDD5B674B86E9A089F82AA2A8DAB2E1.pdf
Q10oficialResposta: Certo
Fonte: TJ PA 25 SERVIDOR (2025) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/tj_pa_25_servidor/arquivos/C9F8D295B931672227C93D2C75D28DC412FC4048D1F1B99E3DC9F0F51D58ACB0.pdf
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Compreensão recupera informações expressas; interpretação produz conclusões autorizadas pelo texto.
- Palavras absolutas podem ampliar indevidamente o alcance de uma afirmação.
- Tipologia é a organização predominante; gênero é a forma concreta de comunicação.
- Exposição apresenta ou explica informações; argumentação defende uma tese.
- Injunção orienta o leitor a agir, e narração organiza acontecimentos no tempo.
- “Etno-histórico” é grafado com hífen e mantém o h.
- “Coabitar” é grafado sem hífen e sem o h de “habitar”.
- Conectores como “porém”, “portanto” e “além disso” expressam relações diferentes.
- “Está envelhecendo” destaca processo em curso; a substituição por outra forma depende do contexto.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
Treine este tópico no PassaPro: https://passapro.com.br/signup?origem=apostila&cap=1