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1 Língua Portuguesa — parte 1 de 4

Itens do edital:

  • 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados
  • 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais
  • 3. Domínio da ortografia oficial
  • 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Uma biblioteca ampliou o horário de atendimento até as 21 horas durante o período de provas. Nos dois meses seguintes, os empréstimos realizados à noite aumentaram 30%. Com base nessas informações, conclui-se que a ampliação do horário foi acompanhada por aumento dos empréstimos noturnos.

(  ) Certo    (  ) Errado

P2inédita

Um texto de divulgação sobre um novo serviço público informa quando ele foi criado, explica como pode ser acessado e apresenta dados sobre sua abrangência. Predomina nesse texto a tipologia expositiva.

(  ) Certo    (  ) Errado

P3inédita

Conforme a ortografia oficial, devem ser grafadas sem hífen as formas antiinflamatório e autoescola, pois os prefixos anti- e auto- se unem diretamente à palavra seguinte.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.2 O que cai

  • 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 593 questões da banca, 2016–2026
  • 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 73 questões da banca, 2017–2026
  • 3. Domínio da ortografia oficial: 35 questões da banca, 2017–2026
  • 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais: 389 questões da banca, 2017–2026

1.3 Teoria

Em Língua Portuguesa, a Cebraspe costuma cobrar leitura precisa: o candidato precisa distinguir o que o texto afirma do que apenas parece sugerir. Também é essencial reconhecer a função de conectores, formas verbais e escolhas ortográficas no contexto.

1.3.1 Compreensão e interpretação de textos

Compreender é localizar e relacionar informações; interpretar é construir sentidos e inferências autorizadas pelo texto. A resposta correta não pode contrariar o texto nem acrescentar uma conclusão que dependa de informação externa. Uma inferência é válida quando decorre das ideias apresentadas, mesmo que não esteja escrita com as mesmas palavras.

Na leitura, identifique o tema, a ideia central, a finalidade e a posição do autor. Observe também ressalvas e limites: expressões como “apenas”, “principalmente”, “em parte” e “não exclusivamente” podem mudar o alcance de uma afirmação. No texto sobre transporte, por exemplo, dizer que a eletrificação é uma etapa de um esforço mais amplo autoriza concluir que ela não é a única medida necessária. Não autoriza, porém, inventar quais outras medidas o texto defenderia.

A Cebraspe costuma apresentar uma afirmação para julgamento. Confira cada trecho da afirmação separadamente. Uma informação correta acompanhada de uma conclusão exagerada torna o item errado. Desconfie de generalizações, relações de causa e consequência não declaradas e trocas entre possibilidade e certeza. Para resolver, volte ao trecho pertinente, observe os conectores e verifique se a paráfrase preserva o sentido. Título e gênero ajudam a orientar a leitura, mas não substituem a análise do conteúdo.

1.3.2 Tipos e gêneros textuais

Tipo textual é uma forma de organização predominante. Gênero textual é uma prática de comunicação reconhecível, como notícia, artigo de opinião, relatório, entrevista ou manual. Um gênero pode combinar tipos diferentes; a questão costuma pedir a característica predominante, não a única presente.

  • Narração: apresenta acontecimentos, agentes e progressão temporal. Verbos de ação e marcadores de tempo são frequentes.
  • Descrição: destaca características, estados ou aspectos de pessoas, objetos e lugares.
  • Exposição: informa, explica ou organiza conhecimentos sobre um tema. Busca tornar o assunto compreensível.
  • Argumentação: defende uma tese com razões, exemplos ou dados e procura orientar a adesão do leitor.
  • Injunção: instrui, ordena ou recomenda ações, como ocorre em regras e instruções.

Não classifique um texto apenas porque ele menciona fatos em sequência. Um texto informativo pode narrar brevemente o lançamento de um serviço e ainda ser predominantemente expositivo, se sua finalidade principal for apresentar informações e explicar a iniciativa. Do mesmo modo, exposição não significa ausência de ponto de vista. Um texto pode transmitir informações de modo expositivo e, ao mesmo tempo, conter avaliações ou argumentos. Para decidir, pergunte: o texto relata uma sequência de acontecimentos, caracteriza algo, explica um tema, defende uma posição ou orienta uma ação? Considere o conjunto e a finalidade dominante.

1.3.3 Ortografia oficial

A prova pode cobrar grafia de palavras, acentuação e emprego do hífen. Use a ortografia vigente e observe a formação da palavra; a semelhança sonora não basta para decidir a grafia.

No hífen com prefixos, a regra geral é separar quando o segundo elemento começa por h: *anti-higiênico*, *super-homem*. Também se usa hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento: *micro-ondas*, *anti-inflamatório*. Em muitos outros casos, ocorre aglutinação: *autoescola*, *infraestrutura*. O prefixo co- é uma exceção importante: em geral, une-se ao segundo elemento, mesmo diante de *o* ou *h*, com a supressão do *h*: *cooperar*, *coabitar*.

Essa exceção não permite retirar o hífen de toda palavra cujo segundo elemento começa por *h*. Em *etno-histórico*, o primeiro elemento não é o prefixo co-; mantém-se o hífen diante de *h*. Portanto, a forma não passa a ser correta pela simples eliminação da letra *h*.

Na acentuação, atenção a pares que mudam de sentido: *pôde* (passado) e *pode* (presente); *pôr* (verbo) e *por* (preposição). O Acordo Ortográfico eliminou o acento agudo dos ditongos abertos *ei* e *oi* nas palavras paroxítonas: *ideia*, *assembleia*, *heroico* (não se trata de acento diferencial). Nas oxítonas e nos monossílabos tônicos, o acento continua: *papéis*, *herói*, *dói*. Em itens de julgamento, avalie a palavra inteira e a regra específica: uma mudança de grafia pode exigir alterações adicionais.

Base legal: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base XVI

1.3.4 Coesão, conectores e formas verbais

A coesão liga as partes do texto. Na referenciação, uma expressão retoma algo já mencionado (anáfora) ou anuncia uma informação que virá (catáfora). Pronomes e expressões como *esse fato*, *a iniciativa* e *tais medidas* podem retomar ideias anteriores. Para interpretar o referente, verifique o contexto e a concordância; não escolha automaticamente o substantivo mais próximo.

A substituição evita repetições, e a repetição pode manter o tema ou produzir ênfase. Conectores explicitam relações: *porque* pode introduzir causa; *portanto*, conclusão; *porém*, oposição; *embora*, concessão. Trocar um conector exige preservar a relação lógica e a construção gramatical. *Com* pode indicar circunstância ou causa, conforme o contexto; *em que pese* introduz concessão. Assim, a substituição pode mudar o sentido mesmo que a frase continue gramatical.

A sequenciação organiza as ideias e os acontecimentos por meio de conectores, marcadores temporais e tempos verbais. O presente pode indicar hábito ou verdade geral; o pretérito situa fatos concluídos; o futuro expressa posterioridade ou hipótese, conforme a forma e o contexto. O indicativo apresenta, em geral, o fato como real ou certo para o enunciador; o subjuntivo aparece com frequência em desejo, dúvida, possibilidade e concessão. Na prova, examine se a troca de pronome, conector, tempo ou modo mantém o referente, a relação entre as orações e a perspectiva temporal do texto.

Pegadinha da banca

Inferência não é chute

A conclusão precisa decorrer do texto. Não transforme uma possibilidade em certeza nem acrescente uma causa que o autor não apresentou.

Pegadinha da banca

Predominância não significa exclusividade

Um texto expositivo pode incluir narração, avaliações e argumentos. Classifique-o pela finalidade e pela organização que predominam no conjunto.

Atenção

A exceção do prefixo co-

A regra de aglutinação de co- não se estende a todos os prefixos. Antes de retirar um hífen, identifique a formação da palavra e aplique a regra correspondente.

1.4 Exemplo resolvido

Julgue o item a seguir. Na frase “Embora a equipe tenha concluído a análise, o relatório ainda não foi publicado”, a oração introduzida por “Embora” expressa uma concessão em relação à informação da oração principal. Alternativas: ["Certo", "Errado"].

  1. Identifique o conector: “embora” introduz uma relação concessiva.
  2. A conclusão da análise poderia levar à expectativa de publicação do relatório.
  3. A oração principal informa que, apesar disso, o relatório ainda não foi publicado.

Resposta: Certo

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

No trecho “A comissão revisou o edital e publicou uma nova versão. Essa medida foi comunicada aos candidatos”, a expressão “Essa medida” retoma a ação de revisar o edital e publicar uma nova versão.

(  ) Certo    (  ) Errado

F2inédita

No período “Embora o sistema tenha sido atualizado, algumas falhas persistiram”, o conectivo “Embora” estabelece uma relação de causa entre a atualização e a permanência das falhas.

(  ) Certo    (  ) Errado

F3inédita

Na frase “Quando o fiscal chegou, a equipe já havia isolado a área”, a forma verbal “havia isolado” indica uma ação anterior à chegada do fiscal.

(  ) Certo    (  ) Errado

F4inédita

A forma “idéia” mantém a grafia correta porque o acento agudo deve ser conservado nos ditongos abertos ei das palavras paroxítonas.

(  ) Certo    (  ) Errado

F5inédita

Em uma pesquisa, 68% dos usuários que acessaram um portal concluíram o serviço solicitado. Com base apenas nesse dado, conclui-se que 68% de toda a população concluiu esse serviço.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026

Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E -bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações). Conclui-se do texto que o alinhamento do Brasil à meta de neutralidade climática não depende exclusivamente da eletrificação da frota de ônibus.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q2oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026

Texto base (CG1A1): Com o objetivo de promover a transformação digital e atender diretamente a população, o governo de Rondônia inovou com o lançamento da primeira assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) no Portal da Transparência do estado. A assistente, denominada Clara, foi apresentada durante o 2.º Encontro de Controles Internos, nos dias 27 e 28 de junho de 2024, no Instituto Federal em Porto Velho. A iniciativa fez parte de um trabalho desenvolvido pela Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), em acordo com o eixo de gestão estratégica governamental. Ela surgiu da necessidade de simplificar a relação do poder público com a sociedade, e a IA foi escolhida por sua capacidade de adaptação com base em novos treinamentos. Para o governo de Rondônia, a Clara representa um avanço para o estado, reforçando os investimentos da gestão estadual em modernização, eficiência e qualidade das iniciativas. O governo de Rondônia está em primeiro lugar entre os Poderes Executivos estaduais no Programa Nacional de Transparência Pública. Para alcançar essa posição, é necessário obter um nível de transparência entre 95% e 100%, e Rondônia atingiu 99,29%. A Clara é fruto da continuidade desse trabalho e do compromisso do estado com a transformação digital. Segundo o coordenador de análise de dados da SETIC, Pedro Gomes, o uso de IA está revolucionando o mundo e a administração pública. ―Apenas acompanhar e replicar tendências não é suficiente para contribuir para a modernização de serviços. Por isso é importante analisar e escolher as melhores soluções para solucionar problemas e proporcionar melhorias de processos dentro da administração pública‖, destacou. De acordo com o superintendente da SETIC, Delner Freire, a adoção de IA no setor público traz uma série de benefícios, que incluem: automatização de processos, análise de dados para tomadas de decisão, atendimentos mais eficientes e redução de custos. ―Esses benefícios podem se converter em sistemas de atendimento ao cidadão e ferramentas de análise para políticas públicas. Ao contrário de outras tecnologias, a IA tem a capacidade de aprender e se adaptar continuamente, melhorando sua eficácia ao longo do tempo‖, explicou. Internet: <rondonia.ro.gov.br> (com adaptações). No que se refere à tipologia textual, o texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente

  1. A)argumentativo, por defender a adoção da IA como estratégia indispensável para a modernização do setor público.
  2. B)narrativo, em razão do encadeamento temporal dos fatos relacionados ao desenvolvimento e ao lançamento da assistente virtual Clara.
  3. C)descritivo, em virtude da apresentação detalhada das características e capacidades da assistente virtual Clara.
  4. D)injuntivo, por orientar o leitor acerca das formas de utilização da IA na administração pública.
  5. E)expositivo, por apresentar informações e esclarecimentos sobre a criação da assistente virtual Clara e sua relevância para a gestão pública rondoniana.

Q3oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações). O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q4oficial · UNE AL 26 2026

Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos e ao vocabulário empregado no texto CB1A1. Texto base (CB1A1): Entre as tecnologias criadas para imitar a cognição humana e a tomada de decisões, a inteligência artificial (IA) está reconfigurando profundamente todos os aspectos das sociedades, das economias e dos mercados de trabalho. A IA é um exemplo de tecnologia que se desenvolve mais rapidamente que a capacidade de resposta das instituições, que dispõem de tempo e recursos limitados para prever suas implicações. Com o rápido desenvolvimento da IA generativa no início dos anos 2020, o uso e a aplicação da IA nunca foram tão grandes. O dinamismo que isso produziu também significa que os riscos e as implicações para a equidade e a diversidade do conhecimento também nunca foram tão grandes. O ensino superior tem o potencial de desempenhar um papel significativo na formação da era atual, pois nele as habilidades e as tecnologias para desenvolver IA são avançadas, o conhecimento sobre IA é gerado e compartilhado e as pessoas são capacitadas para ajustarem -se e adaptarem -se diante dessa e de outras mudanças tecnológicas. No entanto, até o momento, a IA não foi amplamente integrada às instituições de ensino superior (IES), desenvolvendo -se mais rapidamente em um número limitado de países, em um contexto de enorme desigualdade mundial, considerando -se particularmente países com recursos limitados, onde a infraestrutura de conectividade que sustenta a tecnologia de IA não está assegurada. Além disso, as dimensões éticas do aumento da aplicação da IA estão apenas começando a ser compreendidas. Reconhecendo o impacto da IA em todos os níveis de educação, a UNESCO organizou, em 2019, juntamente com outros organismos, a Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial e Educação, que reuniu representantes dos Estados - membros, organizações internacionais, instituições acadêmicas, sociedade civil e setor privado para chegar a um acordo sobre as adaptações necessárias à era da IA, trocar informações e lições aprendidas, construir cooperação internacional e examinar o potencial da IA para atingir o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, referente à educação inclusiva e equitativa e de qualidade. As dinâmicas de gênero da IA e do ensino superior afetam particularmente as mulheres, que estão sub -representadas nas áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática. Isso tem implicações para a participação feminina na pesquisa de IA e no mercado de trabalho de IA. O gênero e outras formas de viés nos conjuntos de dados usados na IA também são um fator que contribui para as desigualdades estruturais em curso. Internet: <https://unesdoc.unesco. No trecho "Com o rápido desenvolvimento da IA generativa no início dos anos 2020, o uso e a aplicação da IA nunca foram tão grandes " (primeiro parágrafo), a substituição do vocábulo "Com" pela expressão Em que pese preservaria tanto a correção gramatical quanto os sentidos originais do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q5oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026

Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá -las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações). Depreende-se do texto CG1A1 que a mídia

  1. A)contribui para que os consumidores tenham uma visão distorcida do valor dos bens de consumo.
  2. B)determina a fixação dos preços no mercado, tornando -os menos oscilantes.
  3. C)reflete uma tendência natural do ser humano de atribuir valor monetário às coisas.
  4. D)influencia a tomada de decisão dos consumidores diante de produtos com preços distintos.
  5. E)torna os consumidores propensos a comprar determinados produtos.

Q6oficial · SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA 2026

No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes. Texto base: Para um governo ser bem -sucedido, é necessário que tenha legitimidade. Ou seja, ele exige que os cidadãos aceitem que os arranjos institucionais são apropriados para eles e que essas instituições farão o que é certo na maior parte do tempo. Assim, quanto mais legitimidade tiver, maior será o seu espaço para agir. Pode -se governar por curtos períodos de tempo sem legitimidade por meio de medidas coercitivas, mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade. Geralmente pensamos em um governo que alcança legitimidade por meio de procedimentos. Se eleito em uma eleição livre e justa, a maioria dos cidadãos considerará que ele tem legitimidade. Além disso, se os processos pelos quais as leis são feitas e aplicadas forem constitucionais e também forem considerados justos, as leis serão legítimas. Essas bases processuais de legitimidade são importantes, mas não contam toda a história da capacidade de governança do setor público. Além dos aspectos processuais, o setor público também deve pensar sobre os aspectos substantivos da legitimidade. Existem agora evidências significativas de que ela se baseia, também, no desempenho do setor público na prestação de bens e serviços à população. Um bom governo é visto cada vez mais como fornecedor de boas escolas, bons cuidados de saúde, boas estradas e todos os outros serviços de que a sociedade depende. Criar e manter a confiança do cidadão, portanto, requer não apenas o bom funcionamento dos governos de acordo com o que prevê a lei, mas também exige que o governo concretize a prestação de serviços públicos. Portanto, instrumentos como a gestão do desempenho tornaram -se mais importantes não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos. Os fardos colocados sobre os que tentam governar tornaram -se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores, mas a boa governança pode legitimar as ações do setor público. B. Guy Peters. Guia da Política de Governança Pública. Brasília: Casa Civil da Presidência da República, 2018, p. 22 (com adaptações). Observa-se no texto a predominância da tipologia expositiva, focada na transmissão de informações de forma objetiva, o que afasta traços de subjetividade ou defesa de pontos de vista pessoais.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q7oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026

São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. As palavras "explícitas" e "técnica" seguem a mesma regra de acentuação gráfica.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q8oficial · UDESC 26 2026

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens. Texto base: O Brasil está envelhecendo e a mudança altera profundamente a sua composição: menos crianças, mais idosos e uma redução progressiva da população em idade ativa. Esse rearranjo modifica a estrutura social com impactos profundos. A professora Marianne Stampe, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), explica que os efeitos econômicos desse processo não são uniformes no território. Segundo ela, regiões menos desenvolvidas tendem a sofrer mais, pois contam com menos recursos econômicos, menor capacidade de gerar empregos e enfrentam mais dificuldades para sustentar gastos com saúde e previdência. Para Marianne Stampe, Santa Catarina funciona como "laboratório" dessa transição acelerada: vive hoje desafios que outras regiões enfrentarão apenas na próxima década. A ausência de políticas públicas voltadas ao envelhecimento aparece como um dos principais riscos identificados pela pesquisadora. Nos próximos 20 anos, decisões sobre educação, previdência, saúde, mercado de trabalho e apoio familiar determinarão se o Brasil conseguirá aproveitar o segundo dividendo demográfico ou se entrará em uma rota de baixo crescimento. Em um país tão desigual, onde a demografia muda a passos distintos, entender o mapa do envelhecimento pode ser decisivo para construir políticas públicas eficientes e sustentáveis. Internet: <www.udesc.br> (com adaptações). A locução verbal "está envelhecendo " (primeiro parágrafo) expressa um acontecimento com duração continuada no tempo, podendo ser substituída por tem envelhecido , sem prejuízo da coerência do texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q9oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026

São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi -los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.). De acordo com o texto, os medos do ser humano permanecem os mesmos desde a época de seus ancestrais, mas passaram por processo gradativo de adaptação para a proteção da espécie contra novos perigos.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q10oficial · PGE RN 26 2026

Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações). O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente

  1. A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
  2. B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
  3. C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
  4. D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
  5. E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: A compreensão textual deve distinguir uma informação expressa de uma conclusão que a extrapola.
Raciocínio: O enunciado informa a ampliação do horário e o aumento dos empréstimos noturnos no período seguinte. A afirmação limita-se a registrar essa relação temporal, sem afirmar que uma medida causou a outra.
Pegadinha: Confundir a afirmação de que dois fatos ocorreram em sequência com uma afirmação de causalidade.
Base: Texto-base criado para o item; interpretação de informações explícitas e inferências textuais.
Questão irmã: Após uma escola abrir a biblioteca aos sábados, o número de consultas nesse dia aumentou. É correto afirmar que os dois fatos ocorreram no mesmo período. Gabarito: Certo

P2inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: A tipologia expositiva organiza informações e esclarecimentos sobre um tema.
Raciocínio: O texto descrito apresenta dados e explica o funcionamento de um serviço. Esses traços caracterizam a exposição, ainda que o texto informe quando o serviço foi criado.
Pegadinha: Tomar a presença de uma informação temporal como prova suficiente de que o texto é predominantemente narrativo.
Base: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. Discussão sobre tipos e gêneros textuais.
Questão irmã: Uma notícia que apresenta dados e explica o funcionamento de uma política pública pode ter predominância expositiva. Gabarito: Certo

P3inédita · pré-testeResposta: Errado

Conceito: O emprego do hífen com prefixos depende, entre outros casos, da vogal que encerra o prefixo e da que inicia o segundo elemento.
Raciocínio: Em anti-inflamatório, o prefixo termina em i e o segundo elemento começa por i; emprega-se o hífen. Em autoescola, as vogais finais e iniciais são diferentes; não se usa hífen.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A afirmação erra ao retirar o hífen de anti-inflamatório. Explora a generalização incorreta de que prefixos sempre se unem diretamente ao segundo elemento.
Pegadinha: As duas palavras não seguem a mesma regra de junção: o encontro de vogais iguais exige hífen; o de vogais diferentes, em regra, não.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), Base XVI, regras de emprego do hífen nas formações com prefixos.
Questão irmã: A grafia correta é micro-ondas, com hífen, e autoescola, sem hífen. Gabarito: Certo

F1inéditaResposta: Certo

Conceito: A referenciação permite retomar, por meio de uma expressão, informação apresentada anteriormente no texto.
Raciocínio: “Essa medida” é uma expressão anafórica. No contexto, ela resume as ações mencionadas na frase anterior: revisar o edital e publicar uma nova versão.
Pegadinha: Supor que o demonstrativo só pode retomar um substantivo isolado, e não uma informação ou sequência de ações.
Base: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. Discussão sobre referenciação e progressão textual.
Questão irmã: “O setor suspendeu as inscrições e alterou o calendário. Essa decisão foi publicada no portal.” A expressão “Essa decisão” retoma as ações anteriores. Gabarito: Certo

F2inéditaResposta: Errado

Conceito: Os conectores estabelecem relações lógico-semânticas entre partes do texto.
Raciocínio: “Embora” introduz uma concessão: a atualização poderia levar à expectativa de que as falhas acabassem, mas elas persistiram. O conectivo não apresenta a atualização como causa das falhas.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A afirmação atribui valor causal a “Embora”. O conectivo expressa concessão, e não causa.
Pegadinha: Confundir a relação entre duas informações com uma relação causal entre elas.
Base: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Estudo das conjunções subordinativas concessivas e das relações semânticas que elas introduzem.
Questão irmã: Em “Embora estivesse cansada, a equipe concluiu o trabalho”, “Embora” introduz uma concessão. Gabarito: Certo

F3inéditaResposta: Certo

Conceito: O pretérito mais-que-perfeito composto indica, em contexto, uma ação anterior a outra ação passada.
Raciocínio: A chegada do fiscal é expressa por “chegou”, no pretérito perfeito. “Havia isolado” situa o isolamento como já concluído quando o fiscal chegou.
Pegadinha: Confundir a forma composta do mais-que-perfeito com uma ação simultânea à chegada do fiscal.
Base: CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Estudo dos tempos do modo indicativo, incluindo o pretérito mais-que-perfeito composto.
Questão irmã: Em “Quando a reunião começou, os técnicos já tinham enviado o relatório”, o envio ocorreu antes do início da reunião. Gabarito: Certo

F4inéditaResposta: Errado

Conceito: O Acordo Ortográfico eliminou o acento dos ditongos abertos ei e oi em palavras paroxítonas.
Raciocínio: A forma correta é “ideia”, sem acento. A palavra é paroxítona e apresenta o ditongo aberto ei; portanto, não recebe acento gráfico.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A afirmação mantém uma acentuação que deixou de ser admitida pela ortografia vigente.
Pegadinha: Aplicar a regra antiga de acentuação aos ditongos abertos em palavras paroxítonas.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), Base IX, regra de acentuação dos ditongos abertos em palavras paroxítonas.
Questão irmã: A grafia “assembleia”, sem acento, está de acordo com a ortografia vigente. Gabarito: Certo

F5inéditaResposta: Errado

Conceito: A interpretação de dados deve respeitar o universo ao qual o percentual se refere.
Raciocínio: O percentual informado tem como referência os usuários que acessaram o portal. O enunciado não informa qual proporção de toda a população acessou o portal nem permite concluir qual foi o resultado para toda a população.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A afirmação amplia indevidamente o universo do dado: transforma um percentual dos usuários do portal em percentual de toda a população.
Pegadinha: Ignorar o grupo que serve de base para o percentual e generalizar o resultado.
Base: Texto-base criado para o item; interpretação do escopo de dados quantitativos e dos referentes expressos.
Questão irmã: Se 40% dos inscritos em um curso entregaram uma tarefa, esse dado, sozinho, não informa a proporção de todos os estudantes da instituição que a entregou. Gabarito: Certo

Q1oficialResposta: Certo

Conceito: A interpretação deve respeitar a ressalva expressa no texto sobre o alcance da eletrificação dos ônibus.
Raciocínio: O texto afirma que a eletrificação das frotas tem papel essencial, mas ressalva que ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Portanto, o alinhamento do Brasil à neutralidade climática não depende exclusivamente dessa medida. O item está certo.
Pegadinha: Confundir uma medida descrita como essencial com uma medida suficiente, por si só, para atingir a meta.
Base: Texto-base, trecho final: a eletrificação das frotas é «apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo».
Questão irmã: Segundo o texto, a eletrificação dos ônibus, sozinha, basta para alinhar o setor de transportes à neutralidade climática. Gabarito: Errado

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/infrasa_26_analista/arquivos/9768E3C308D12FE9C03F9CDBF03E2DC1E7BD91CB01C5CD7805833A95E7A3AFF2.pdf

Q2oficialResposta: E

Conceito: O texto expositivo apresenta informações e esclarecimentos sobre um tema, sem que predomine uma defesa argumentativa ou uma sequência de ações.
Raciocínio: O texto informa quando e por quem a assistente Clara foi criada, explica sua finalidade e apresenta dados sobre transparência e benefícios atribuídos à inteligência artificial. Esse predomínio de informações caracteriza a tipologia expositiva. A alternativa E está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A atribui ao texto a defesa de que a IA é indispensável. O texto apresenta a iniciativa e opiniões favoráveis, mas não organiza predominantemente uma argumentação para provar essa indispensabilidade.
  • B: A alternativa B confunde a menção a datas e a acontecimentos com predomínio narrativo. O encadeamento temporal não estrutura o texto como uma narrativa de ações.
  • C: A alternativa C supervaloriza a caracterização da assistente. O texto não se concentra em descrever detalhadamente suas características; apresenta informações sobre a iniciativa e sua relevância.
  • D: A alternativa D está errada porque o texto não dá instruções nem orienta o leitor a executar procedimentos.
Pegadinha: A presença de datas e de uma breve sequência de acontecimentos não transforma, por si só, um texto informativo em narrativo.
Base: Texto-base, conjunto dos parágrafos: informações sobre o lançamento da Clara, sua finalidade e os benefícios da IA.
Questão irmã: Uma notícia que informa a data de lançamento de um serviço público e explica sua finalidade é predominantemente expositiva. Gabarito: Certo

Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cgm_porto_velho_ro_26/arquivos/2B0AA311FB1CDEC9C1AC8AC3318B712AFDC0E7248BEF86D3FB02C5B9BA133C8C.pdf

Q3oficialResposta: Errado

Conceito: Em formações com elemento iniciado por h, a grafia do h e o emprego do hífen seguem regras ortográficas próprias.
Raciocínio: Em «etno-históricos», o segundo elemento começa por h. A regra mantém o hífen diante dessa letra; portanto, não se pode eliminar o hífen e também retirar o h para formar a palavra proposta. «Coabitar» não serve de paralelo: ali o segundo elemento («habitar») perde o h por regra própria do prefixo co-, que se aglutina ao elemento seguinte; essa regra não alcança «etno-». O item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A considera correta uma grafia que contraria a regra para formações com elemento iniciado por h. «Etno-históricos» mantém o hífen e o h.
Pegadinha: Usar «coabitar» como analogia: ali o h de «habitar» é suprimido por regra própria do prefixo co-, que não se estende a «etno-».
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base XVI, regra de uso do hífen diante de h; Base II, regra de supressão do h inicial em certos casos, que não autoriza a grafia proposta para «etno-históricos».
Questão irmã: A forma «anti-higiênico» mantém o hífen porque o segundo elemento começa por h. Gabarito: Certo

Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/irbr_26_diplomacia/arquivos/9AFA463453FEF0A89EBB56387CCC39386F5B09A3A84D342A4112BB6B1339E891.pdf

Q4oficialResposta: Errado

Conceito: A substituição de um conector só preserva o texto quando mantém a relação de sentido que ele estabelece.
Raciocínio: No trecho, «Com o rápido desenvolvimento» indica circunstância temporal ou causal: em razão desse desenvolvimento, o uso e a aplicação da IA cresceram. «Em que pese» introduz concessão, com sentido próximo de «apesar de». A troca alteraria a relação entre as ideias; logo, não preservaria os sentidos originais. O item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A afirma que a substituição preserva os sentidos. Não preserva: «com» apresenta uma circunstância relacionada ao crescimento, enquanto «em que pese» introduz uma concessão.
Pegadinha: Tratar expressões que podem aparecer no início de uma oração como se tivessem o mesmo valor semântico.
Base: Texto-base, primeiro parágrafo; valores semânticos dos conectores «com» e «em que pese», conforme a gramática normativa.
Questão irmã: Em «Apesar do aumento da demanda, o serviço melhorou», a expressão «apesar de» introduz uma concessão. Gabarito: Certo

Fonte: UNE AL 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/une_al_26/arquivos/4220F306D5DDA8A7BCDF2CC3227927CFFC9BEB67BE3E63ADE35E83B7DDAA03A9.pdf

Q5oficialResposta: A

Conceito: A inferência correta deve decorrer das relações que o texto estabelece entre a mídia, a memória de preços e a percepção dos consumidores.
Raciocínio: O texto diz que vivemos sob uma «nuvem midiática de preços e valores de mercado» e que nos lembramos do que as coisas «deveriam» custar. Essa familiaridade produz uma falsa impressão de que temos um sentido infalível de valor. Assim, a mídia contribui para uma percepção distorcida dos preços e dos valores dos bens. A alternativa A está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B atribui à mídia a determinação dos preços e a redução de sua oscilação, ideia que não aparece no texto.
  • C: A alternativa C transforma a influência da mídia em uma tendência natural humana. O texto trata da familiaridade com preços e valores de mercado, não de uma tendência natural de atribuição de valor.
  • D: A alternativa D limita a influência à decisão entre produtos com preços distintos. O texto aborda a percepção do valor monetário, não uma escolha de compra específica.
  • E: A alternativa E afirma que a mídia torna as pessoas propensas a comprar determinados produtos. O texto não trata de estímulo à compra, mas da percepção do valor.
Pegadinha: Confundir uma percepção distorcida dos preços com influência direta sobre a decisão de compra ou sobre a fixação dos preços.
Base: Texto-base, trecho: «vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado» e «somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor».
Questão irmã: De acordo com o texto, a familiaridade com os preços de mercado pode levar o consumidor a superestimar sua capacidade de avaliar o valor dos produtos. Gabarito: Certo

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/semec_porto_velho_ro_26/arquivos/610CD3B02C6C9203BF52423399F6F8C7F06597BACA8456D9AD9148FF3D7D746A.pdf

Q6oficialResposta: Errado

Conceito: Um texto pode expor informações e, ao mesmo tempo, defender uma perspectiva por meio de avaliações e justificativas.
Raciocínio: O texto explica o conceito de legitimidade, mas também sustenta que ela depende do desempenho do setor público e da prestação de serviços. Apresenta avaliações, como a de que o governo deve concretizar essa prestação, e conclui que a boa governança pode legitimar as ações públicas. Portanto, não afasta traços de subjetividade nem a defesa de um ponto de vista. O item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A afirma que a exposição objetiva afasta qualquer defesa de ponto de vista. O texto contém uma tese sobre as bases substantivas da legitimidade e a sustenta com justificativas.
Pegadinha: Confundir a presença de explicações conceituais com ausência de argumentação. Tipologias podem combinar-se, ainda que uma predomine.
Base: Texto-base, especialmente os trechos que defendem a importância do desempenho público e da prestação de serviços para a legitimidade.
Questão irmã: Um texto que explica um conceito e usa justificativas para defender uma conclusão pode apresentar traços expositivos e argumentativos. Gabarito: Certo

Fonte: SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/seplag_al_26_especialista/arquivos/7383CAB38CC1A1B0149023F3C37ACBFEA41DFB538EDCF6AEE7EB7A1978F5D8E6.pdf

Q7oficialResposta: Certo

Conceito: As palavras proparoxítonas recebem acento gráfico.
Raciocínio: Em «explícitas», a sílaba tônica é «plí», antepenúltima; em «técnica», a sílaba tônica é «téc», também antepenúltima. As duas são proparoxítonas e seguem a mesma regra de acentuação. O item está certo.
Pegadinha: Não confundir a quantidade de sílabas com a posição da sílaba tônica: o que importa é a tonicidade antepenúltima.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base XI: acentuação gráfica das palavras proparoxítonas.
Questão irmã: «Lâmpada» e «público» são acentuadas pela mesma regra. Gabarito: Certo

Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/funpresp_26_jud/arquivos/88BBEB8DE4C9C9A4512BD77B353886CFCE5F0D458D3B08FCEDD6B546E36DA4AA.pdf

Q8oficialResposta: Certo

Conceito: A locução «estar» mais gerúndio expressa processo em curso; o pretérito perfeito composto pode indicar processo iniciado antes e prolongado ou repetido até o presente.
Raciocínio: «Está envelhecendo» apresenta o envelhecimento como processo em andamento. «Tem envelhecido» também permite expressar uma mudança continuada que se desenvolve ao longo do tempo. No contexto, a substituição mantém a coerência geral sobre a transição demográfica, embora altere o modo de apresentar o processo. O item está certo.
Pegadinha: Supor que duas formas verbais precisam ter exatamente o mesmo valor aspectual para manter a coerência do texto.
Base: Texto-base, primeiro período; emprego dos tempos e aspectos verbais na gramática normativa.
Questão irmã: No contexto de um processo prolongado, «a população está envelhecendo» pode ser reescrito como «a população tem envelhecido» sem contradição. Gabarito: Certo

Fonte: UDESC 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/udesc_26/arquivos/3A84B696E76D73A14365776C7E9B72E89508D819140EE3E8A16C2497E9886545.pdf

Q9oficialResposta: Errado

Conceito: A interpretação deve distinguir os medos herdados de contextos evolutivos dos perigos modernos para os quais eles não oferecem proteção adequada.
Raciocínio: O texto afirma que muitos medos atuais correspondem a perigos enfrentados pelos ancestrais. Também diz que esses medos podem proteger as pessoas de perigos que já não existem, mas deixam de protegê-las de riscos atuais, como armas de fogo e acidentes de trânsito. Não afirma que os medos tenham passado por adaptação gradativa para proteger a espécie contra novos perigos. O item está errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A dá como verdadeira a afirmação de que os medos se adaptaram a novos perigos. O texto sustenta justamente que os medos atuais não correspondem bem a vários perigos modernos.
Pegadinha: A afirmação começa com uma ideia próxima à do texto sobre a origem ancestral dos medos, mas altera a conclusão ao atribuir a eles adaptação a novos perigos.
Base: Texto-base, trechos que comparam os medos atuais aos perigos ancestrais e aos riscos modernos.
Questão irmã: Segundo o texto, alguns medos atuais protegem as pessoas de ameaças antigas, mas não necessariamente dos perigos mais relevantes hoje. Gabarito: Certo

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cd_26_pl/arquivos/6BA6C911910A9996895927100E426BD4733C0601F6E27F998FD96D420A356EDC.pdf

Q10oficialResposta: A

Conceito: A tipologia argumentativa apresenta uma tese e organiza razões para sustentá-la.
Raciocínio: O texto defende a necessidade de regular a IA no setor público. Para sustentar essa posição, menciona desafios jurídicos, questões de privacidade e proteção de dados, a necessidade de políticas públicas e a colaboração entre diferentes especialistas. A alternativa A está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B atribui ao texto um encadeamento temporal de fatos. O texto não narra a evolução da IA; discute desafios e necessidades regulatórias.
  • C: A alternativa C afirma que há instruções sobre procedimentos de regulação. O texto não apresenta um roteiro de ações; sustenta a necessidade de regulação.
  • D: A alternativa D diz que o texto não apresenta posicionamento. A defesa da criação de políticas e de um marco regulatório revela uma tese.
  • E: A alternativa E reduz o texto a uma descrição técnica da IA. O foco está nos desafios jurídicos e na necessidade de regulação, não na caracterização técnica da tecnologia.
Pegadinha: A exposição de informações não exclui a argumentação quando essas informações são usadas para justificar uma tese.
Base: Texto-base, especialmente os trechos que apontam os desafios regulatórios e defendem políticas públicas e um marco regulatório para a IA.
Questão irmã: Um texto que apresenta riscos de uma tecnologia para justificar a necessidade de regulamentá-la é predominantemente argumentativo. Gabarito: Certo

Fonte: PGE RN 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/pge_rn_26/arquivos/96044335EF8662808909A348164A59333FDD5B674B86E9A089F82AA2A8DAB2E1.pdf

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • A interpretação correta deve ser autorizada pelas informações do texto.
  • Uma afirmação parcialmente correta pode estar errada se exagerar o alcance do texto.
  • Tipo textual é organização; gênero textual é forma de comunicação social.
  • Classifique o texto pela tipologia predominante, não por um trecho isolado.
  • Exposição informa ou explica; argumentação defende uma tese.
  • O prefixo co- costuma unir-se ao segundo elemento, inclusive diante de h.
  • Em etno-histórico, mantém-se o hífen diante de h.
  • Conectores como porém, portanto e embora estabelecem relações diferentes.
  • A troca de tempo ou modo verbal pode alterar a perspectiva e o grau de certeza.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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