Matéria 01
Língua Portuguesa
O que o edital pede nesta matéria
- 11 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
- 22 Reconhecimento de tipos textuais: narração, descrição, dissertação.
- 33 Domínio da ortografia oficial.
- 44 Emprego das classes de palavras: substantivos, adjetivos, verbos, conjunções, preposições, pronomes, advérbios.
- 55 Reconhecimento e emprego das estruturas morfossintáticas do texto. 5.1 Relações de regência entre termos. 5.2 Relações de concordância entre termos. 5.3 Sinais de pontuação.
- 66 Reescritura de frases e parágrafos do texto.
Língua Portuguesa · Capítulo 1
Compreensão e interpretação de textosTipos textuais: narração, descrição e dissertaçãoOrtografia oficial
Itens do edital:
- 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
- 2. 2 Reconhecimento de tipos textuais: narração, descrição, dissertação.
- 3. 3 Domínio da ortografia oficial.
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Em um texto argumentativo, a presença de dados e exemplos pode sustentar uma tese, mesmo que o autor não a formule em uma única frase conclusiva.
( ) Certo ( ) Errado
P2inédita
Em um manual de operação, instruções que orientam o leitor a executar etapas configuram predominantemente sequência injuntiva, não narração.
( ) Certo ( ) Errado
P3inédita
Segundo a ortografia oficial, escreve-se “micro-ondas” com hífen, embora o prefixo micro- geralmente se ligue sem hífen a palavra iniciada por vogal diferente de o.
( ) Certo ( ) Errado
1.2 O que cai
- 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 556 questões da banca, 2022–2026
- 2. 2 Reconhecimento de tipos textuais: narração, descrição, dissertação: 59 questões da banca, 2022–2026
- 3. 3 Domínio da ortografia oficial: 27 questões da banca, 2022–2026
1.3 Teoria
Interpretação de texto e reconhecimento de tipos textuais aparecem em quase toda questão de Língua Portuguesa do Cebraspe, e a ortografia oficial cai em itens pontuais. Dominar a diferença entre o que o texto diz e o que ele apenas sugere é o que separa o acerto do erro.
1.3.1 Compreensão e interpretação de textos
Compreender e interpretar não são a mesma coisa, e a banca cobra essa diferença o tempo todo. Compreender é entender o que o texto diz. Interpretar é tirar conclusões que o texto sustenta, mas não diz com essas palavras. Muitos candidatos erram porque trocam uma tarefa pela outra.
Informação explícita e implícita. A informação explícita está escrita, com essas palavras ou com sinônimos. A informação implícita está pressuposta ou sugerida pela lógica do texto. Para um item ser marcado como certo, a informação precisa estar no texto ou ser uma conclusão que ele sustenta sem esforço extra.
Regra de ouro: o texto manda. O item só pode ser certo se o texto o sustentar. Opinião externa, conhecimento de mundo e lógica própria do candidato não contam. Se a afirmação traz um dado que o texto não menciona, ela está errada, mesmo que pareça verdadeira.
Erros que a banca cobra. Cada tipo de erro tem um nome, e nomear o erro ajuda a classificar a alternativa.
| Erro | Como aparece | O que fazer |
|---|---|---|
| Extrapolação | A afirmação vai além do que o texto diz | Procure o trecho que sustenta a afirmação |
| Generalização | Um caso vira regra geral | Veja se o texto fala de todos os casos |
| Contradição | O sentido do trecho é invertido | Releia o verbo e a negação |
| Causa e efeito trocados | O efeito aparece como causa | Identifique o conectivo que liga as ideias |
Coesão e coerência. Coesão é a ligação entre as partes do texto, feita por pronomes, conjunções e outros recursos. Coerência é o sentido do texto como um todo. Muitas questões trocam um conectivo para mudar a relação entre duas ideias. Quando um 'mas' vira 'e', a relação de oposição desaparece, e a afirmação pode ficar errada.
Palavras-chave e sinônimos. A banca troca palavras do texto por sinônimos para testar a compreensão. Se o sentido se mantém, a troca não altera o item. Se o sinônimo muda o sentido, a alternativa é errada. Por exemplo, prudência pode substituir cautela sem perda, mas medo não substitui cautela, porque descreve outra emoção.
Grau da afirmação. Quando o texto diz 'pode', 'tende a', 'costuma' ou 'em geral', a afirmação não pode trocar essas expressões por 'sempre' ou 'todos'. Essa mudança de grau é uma das pegadinhas mais frequentes e derruba quem lê depressa.
Ideia central. Quando a questão pede a ideia principal, procure a afirmação que resume o texto inteiro, e não um detalhe de um parágrafo. Alternativas que copiam uma frase isolada costumam estar erradas, porque o texto tem um tema central mais amplo que ela. A ideia central costuma aparecer no primeiro parágrafo ou na conclusão.
Exemplo resolvido
Em um aviso interno, lê-se: “Os operadores costumam registrar a leitura diária no sistema.” Julgue o item: “O aviso determina que todos os operadores registrem a leitura diária no sistema.”
- O texto diz “costumam”, que indica hábito, e não obrigação.
- A afirmação troca “costumam” por “determina que todos”, uma ordem absoluta.
- Essa troca cria uma obrigação que o texto não traz.
- Resposta: Errado.
Esquema
Como responder a um item de interpretação
1Localize o trecho que trata do assunto
2Confronte a afirmação com esse trecho
3Verifique se a afirmação vai além ou muda o grau
4Marque certo só se o texto sustentar a afirmação
1.3.2 Tipos textuais: narração, descrição e dissertação
Tipo textual não é gênero. O tipo é o modo como o texto organiza as informações: narrar, descrever, dissertar ou orientar. O gênero é o nome do texto que circula na vida real, como notícia, ofício, bula ou carta. Uma notícia pode conter trechos narrativos e descritivos ao mesmo tempo. A banca cobra esse ponto quando pede o tipo predominante.
| Tipo | Função | Marcas típicas |
|---|---|---|
| Narração | Contar fatos em sequência | Ações, personagens e marcas de tempo |
| Descrição | Apresentar características | Adjetivos e detalhes, sem avanço no tempo |
| Dissertação | Expor ideias ou defender um ponto de vista | Tese, argumentos e relações de causa |
| Injunção | Orientar o leitor a agir | Verbos no imperativo ou no infinitivo, passos em sequência |
Narração. Organiza fatos no tempo. Há personagens, um espaço, um tempo e uma sequência de acontecimentos. Verbos de ação e marcadores como 'depois', 'em seguida' e 'no dia seguinte' são pistas fortes.
Descrição. Apresenta seres, lugares ou objetos por suas características. Predomina o retrato, feito por adjetivos e detalhes sensoriais. A descrição pode aparecer dentro de uma narrativa, mas não avança no tempo. Se o texto apenas caracteriza um espaço e não conta nada que aconteceu, o tipo é descritivo.
Dissertação. Organiza ideias sobre um tema. Pode ser expositiva, quando explica dados ou conceitos sem tomar partido, ou argumentativa, quando defende uma tese com argumentos. Na argumentativa, o autor tenta convencer o leitor de um ponto de vista.
Injunção. O texto injuntivo orienta ou ordena: diz ao leitor o que fazer. Aparece em manuais, receitas, regulamentos e avisos. As marcas são verbos no imperativo (“abra”, “verifique”) ou no infinitivo (“ligar o equipamento”) e a sequência de passos. Não confunda: o texto expositivo apenas informa e explica, e o argumentativo defende uma tese; só o injuntivo quer que o leitor aja.
Erro típico. Classificar o texto pelo assunto. Um texto sobre trânsito pode ser narrativo, descritivo ou dissertativo. O que define o tipo é o modo de organização, não o tema.
Tipo predominante. Um texto costuma misturar tipos. Para decidir, pergunte qual modo de organização sustenta o texto do começo ao fim. Se a maior parte organiza fatos em sequência, o tipo é narrativo, mesmo que haja descrições pontuais.
| Pergunta sobre o texto | Resposta que indica o tipo |
|---|---|
| Conta fatos em sequência de tempo? | Narração predominante |
| Apenas caracteriza algo? | Descrição predominante |
| Apenas explica dados ou conceitos, sem tomar partido? | Dissertação expositiva |
| Defende uma tese com argumentos? | Dissertação argumentativa |
| Dá ordens ou instruções ao leitor? | Injunção |
Esquema
Tipos textuais
Tipos textuais
Narração: fatos em sequência de tempo
Personagens, espaço e tempo
Descrição: características de seres e lugares
Adjetivos e detalhes, sem avanço no tempo
Dissertação: ideias e pontos de vista
Expositiva explica; argumentativa defende tese
1.3.3 Ortografia oficial
A ortografia oficial do português é fixada pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, obrigatório no Brasil desde 1º de janeiro de 2016, quando terminou o período de transição. A prova cobra, sobretudo, as mudanças que aparecem no uso do dia a dia.
| Antes | Agora | O que mudou |
|---|---|---|
| idéia | ideia | Acento de ditongo aberto ei em palavra paroxítona foi retirado |
| vôo | voo | Acento circunflexo do hiato oo foi retirado |
| lingüiça | linguiça | Trema foi abolido |
Acentuação das proparoxítonas. Toda palavra proparoxítona é acentuada, como técnica e explícita. Essa regra não mudou com o acordo, e é o ponto em que a banca mais testa a leitura.
Grafia antiga. A forma que caiu em desuso continua sendo a principal armadilha. Um item que aceita idéia com acento, ou vôo com circunflexo, está errado para a prova atual, mesmo que a forma antiga ainda apareça em livros e documentos mais antigos.
Hífen com prefixos terminados em vogal. Quando o segundo elemento começa pela mesma vogal em que o prefixo termina, usa-se hífen: micro-ondas, anti-inflamatório. Quando começa por vogal diferente, escreve-se junto: autoescola, antiaéreo.
Hífen com prefixos e a letra h. Diante de palavra iniciada por h, o prefixo co- se une ao radical e o h desaparece, como em coabitar. Já prefixos como etno- mantêm o hífen, como em etno-histórico. A banca troca essas situações para tornar o item errado.
Acento diferencial. Mantém-se o acento em “pôde” (pretérito perfeito de poder: “ontem ele pôde ir”) para distinguir de “pode” (presente: “hoje ele pode ir”). Retirar o acento de “pôde” troca o tempo verbal.
Base legal: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Decreto 6.583/2008)
Comparação
Hífen com o prefixo co- e com etno-
| Prefixo co- | Prefixo etno- |
|---|---|
| O h desaparece e não há hífen (coabitar) | O hífen permanece (etno-histórico) |
| Prefixo co-: une-se ao radical | Prefixo etno-: mantém o hífen |
Pegadinha da banca
Generalização disfarçada
A banca troca 'costuma' por 'sempre' ou 'todos'. Se o texto fala em hábito ou tendência, a afirmação absoluta está errada.
Pegadinha da banca
Tipo não é tema
Um texto sobre um assunto técnico pode ser narrativo. Decida pelo modo de organização, nunca pelo assunto.
Atenção
Acordo Ortográfico em vigor
Desde 1º de janeiro de 2016, a grafia é a do Acordo: sem acento em ideia e voo, sem trema em linguiça.
1.4 Exemplo resolvido
Um texto que relata, em ordem cronológica, a visita de um agente a uma unidade, com datas e horários, é predominantemente descritivo. Julgue o item: Certo ou Errado.
- O texto relata ações em ordem cronológica, com datas e horários: isso é organização por tempo.
- Organização por tempo caracteriza a narração. A descrição não avança no tempo.
- A afirmação atribui o tipo descritivo a um texto que é narrativo, então ela está errada.
Resposta: Errado
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Em uma notícia que apresenta dados e descreve um estudo, a finalidade global pode ser expositiva, ainda que a matéria inclua uma fala que defenda determinada política.
( ) Certo ( ) Errado
F2inédita
Um texto descritivo caracteriza pessoas, objetos ou lugares por atributos; ele não precisa apresentar obrigatoriamente uma sequência cronológica de acontecimentos.
( ) Certo ( ) Errado
F3inédita
A forma correta é “autoescola”, sem hífen, pois o prefixo auto- se une a palavra iniciada por vogal diferente de sua vogal final.
( ) Certo ( ) Errado
F4inédita
Quando um texto afirma que uma tecnologia pode melhorar serviços, mas exige cautela regulatória, a conjunção adversativa introduz uma ressalva que não apaga necessariamente a afirmação anterior.
( ) Certo ( ) Errado
F5inédita
Um texto que apresenta a biografia de uma pessoa em ordem temporal e relata episódios de sua vida é predominantemente descritivo, pois menciona características individuais.
( ) Certo ( ) Errado
1.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir.
Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).
Conforme as informações do texto, as esferas local e federal compartilham a mesma responsabilidade pela implementação das frotas de ônibus eletrificadas.
( ) Certo ( ) Errado
Q2oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações).
O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente
- A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
- B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
- C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
- D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
- E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.
Q3oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes.
Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).
O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.
( ) Certo ( ) Errado
Q4oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026
Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.).
No primeiro parágrafo, os vocábulos “medo”, em “São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas”, e “cautela”, em “Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela”, são empregados como sinônimos.
( ) Certo ( ) Errado
Q5oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%. Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças. De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%. Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%. O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. “O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann. Internet: <https://agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).
Quanto à tipologia, o texto CG1A1 caracteriza-se predominantemente como
- A)descritivo, haja vista a caracterização pormenorizada das lideranças do Poder Executivo brasileiro.
- B)narrativo, haja vista a sequência temporal dos fatos apresentados.
- C)injuntivo, haja vista seu propósito de orientar o leitor a tomar medidas voltadas à equidade racial.
- D)argumentativo, haja vista a defesa da necessidade de um melhor posicionamento do Estado brasileiro a respeito da representatividade racial.
- E)expositivo, haja vista a apresentação e a explicação de dados relativos a estudo sobre a ocupação de cargos de liderança no Estado brasileiro.
Q6oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres.
As palavras "explícitas" e "técnica" seguem a mesma regra de acentuação gráfica.
( ) Certo ( ) Errado
Q7oficial · UNE AL 26 2026
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os seguintes itens.
Texto base (CB2A1): A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital. Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional. No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina. A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.
No segmento "A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato" (último parágrafo), o vocábulo "higidez" é sinônimo de celeridade.
( ) Certo ( ) Errado
Q8oficial · UDESC 26 2026
Com relação à tipologia textual, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue os itens subsequentes.
Texto base: Santa Catarina registra a segunda menor taxa de analfabetismo do país entre pessoas com 15 anos de idade ou mais. Os dados compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE. A modalidade educação é anual e os últimos resultados referem-se ao segundo trimestre de 2024. O estado registrou taxa de analfabetismo de 1,9%, ficando atrás somente do Distrito Federal, que apresentou 1,8% . No Brasil, a média de analfabetismo foi de 5,3%, três vezes maior que a registrada pelo estado catarinense. A taxa de analfabetismo indica a proporção de pessoas que, em determinada faixa etária, não possuem habilidades básicas de leitura e escrita. O índice mostra quantas pessoas ainda enfrentam desafios para ler ou escrever um simples recado ou bilhete no idioma que conhecem. O secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, ressalta que os resultados refletem mais um marco no desenvolvimento social do estado. "Acreditamos que alfabetização e qualificação caminham juntas para preparar indivíduos para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais qualificado e exigente. O avanço na alfabetização representa, sobretudo, dignidade, inclusão social e novas oportunidades", declarou o secretário. Internet: <www.sed.sc.gov.br> (com adaptações).
Quanto à tipologia, o texto se classifica como injuntivo, pois relata dados estatísticos, explica conceitos e apresenta declarações de autoridades, além de informar fontes oficiais.
( ) Certo ( ) Errado
Q9oficial · FUB 25 2025
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens seguintes.
Texto base (CB3A1): Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja. A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos. As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio. Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias. O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem. Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).
No segundo período do segundo parágrafo, o acento gráfico empregado na forma verbal “pôde” poderia ser eliminado, sem prejuízo dos sentidos originais e da coerência do texto.
( ) Certo ( ) Errado
Q10oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Com o objetivo de promover a transformação digital e atender diretamente a população, o governo de Rondônia inovou com o lançamento da primeira assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) no Portal da Transparência do estado. A assistente, denominada Clara, foi apresentada durante o 2.º Encontro de Controles Internos, nos dias 27 e 28 de junho de 2024, no Instituto Federal em Porto Velho. A iniciativa fez parte de um trabalho desenvolvido pela Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), em acordo com o eixo de gestão estratégica governamental. Ela surgiu da necessidade de simplificar a relação do poder público com a sociedade, e a IA foi escolhida por sua capacidade de adaptação com base em novos treinamentos. Para o governo de Rondônia, a Clara representa um avanço para o estado, reforçando os investimentos da gestão estadual em modernização, eficiência e qualidade das iniciativas. O governo de Rondônia está em primeiro lugar entre os Poderes Executivos estaduais no Programa Nacional de Transparência Pública. Para alcançar essa posição, é necessário obter um nível de transparência entre 95% e 100%, e Rondônia atingiu 99,29%. A Clara é fruto da continuidade desse trabalho e do compromisso do estado com a transformação digital. Segundo o coordenador de análise de dados da SETIC, Pedro Gomes, o uso de IA está revolucionando o mundo e a administração pública. “Apenas acompanhar e replicar tendências não é suficiente para contribuir para a modernização de serviços. Por isso é importante analisar e escolher as melhores soluções para solucionar problemas e proporcionar melhorias de processos dentro da administração pública”, destacou. De acordo com o superintendente da SETIC, Delner Freire, a adoção de IA no setor público traz uma série de benefícios, que incluem: automatização de processos, análise de dados para tomadas de decisão, atendimentos mais eficientes e redução de custos. “Esses benefícios podem se converter em sistemas de atendimento ao cidadão e ferramentas de análise para políticas públicas. Ao contrário de outras tecnologias, a IA tem a capacidade de aprender e se adaptar continuamente, melhorando sua eficácia ao longo do tempo”, explicou. Internet: <rondonia.ro.gov.br> (com adaptações).
No que se refere à tipologia textual, o texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente
- A)argumentativo, por defender a adoção da IA como estratégia indispensável para a modernização do setor público.
- B)narrativo, em razão do encadeamento temporal dos fatos relacionados ao desenvolvimento e ao lançamento da assistente virtual Clara.
- C)descritivo, em virtude da apresentação detalhada das características e capacidades da assistente virtual Clara.
- D)injuntivo, por orientar o leitor acerca das formas de utilização da IA na administração pública.
- E)expositivo, por apresentar informações e esclarecimentos sobre a criação da assistente virtual Clara e sua relevância para a gestão pública rondoniana.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: Certo
P2inédita · pré-testeResposta: Certo
P3inédita · pré-testeResposta: Certo
F1inéditaResposta: Certo
F2inéditaResposta: Certo
F3inéditaResposta: Certo
F4inéditaResposta: Certo
F5inéditaResposta: Errado
- Certo: Confunde presença de caracterização com tipologia predominante; os acontecimentos encadeados apontam para narração.
Q1oficialResposta: Errado
- Certo: Marcar 'Certo' significa aceitar que as duas esferas dividem a mesma tarefa. O texto separa os papéis: financiamento no âmbito federal, regulação e contratação no âmbito local. É erro de generalização.
Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q2oficialResposta: A
- B: A alternativa B descreve narração, que exige fatos ligados no tempo com ações de personagens. O texto apresenta ideias e justificativas, sem sequência temporal de fatos.
- C: A alternativa C descreve injunção, que orienta o leitor com instruções ou procedimentos. O texto não ensina procedimentos; defende que a regulação é necessária.
- D: A alternativa D descreve exposição neutra, sem posicionamento. O texto toma posição ao afirmar que é necessário um marco regulatório robusto.
- E: A alternativa E descreve descrição, que caracteriza seres e coisas por traços. O foco do texto é a necessidade de regulação, não a caracterização técnica da IA.
Fonte: PGE RN 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q3oficialResposta: Errado
- Certo: Marcar 'Certo' aceita a grafia 'etnohistóricos' e estende a regra de 'coabitar' a todo prefixo. Com 'etno', o hífen e o h permanecem.
Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q4oficialResposta: Errado
- Certo: Marcar 'Certo' significa aceitar que 'medo' e 'cautela' se equivalem. Ambas se ligam ao perigo, mas nomeiam coisas diferentes: emoção de temor e postura de precaução.
Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q5oficialResposta: E
- A: A alternativa A descreve o texto como descritivo. Há percentuais e comparações, que são dados, e não um retrato detalhado das lideranças.
- B: A alternativa B descreve narração. Há datas e períodos, mas eles servem para mostrar dados, não para contar uma história com personagens em ação.
- C: A alternativa C descreve injunção. O texto não manda nada ao leitor; apenas informa.
- D: A alternativa D descreve argumentação. Há a fala de uma especialista defendendo mais avanço, mas o predomínio do texto é a exposição de dados.
Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q6oficialResposta: Certo
Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q7oficialResposta: Errado
- Certo: Marcar 'Certo' aceita que 'higidez' e 'celeridade' se equivalem. Higidez é integridade e solidez do ato; celeridade é rapidez. Não há equivalência.
Fonte: UNE AL 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q8oficialResposta: Errado
- Certo: Marcar 'Certo' atribui ao texto o tipo que orienta o leitor a agir. O texto não tem ordens nem instruções: informa dados e explica conceitos.
Fonte: UDESC 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q9oficialResposta: Errado
- Certo: Marcar 'Certo' significa aceitar que retirar o acento deixa o sentido intacto. Sem o acento, a leitura passa a ser do presente, o que altera o trecho.
Fonte: FUB 25 (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q10oficialResposta: E
- A: A alternativa A descreve argumentação, que defende uma tese. O texto não tenta provar uma tese; apresenta a iniciativa e opiniões de técnicos sobre ela.
- B: A alternativa B descreve narração, com ações de personagens em sequência. A data do evento aparece como informação, sem história contada.
- C: A alternativa C descreve descrição, que caracteriza seres por traços. O texto menciona as capacidades da assistente de modo geral, sem detalhar traços.
- D: A alternativa D descreve injunção, que orienta o leitor a agir. O texto não traz instruções de uso da assistente.
Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Compreender é o que o texto diz; interpretar é o que ele sustenta sem dizer.
- Se o texto diz 'costuma', a afirmação com 'sempre' está errada.
- Sinônimo só serve se mantém o sentido do trecho.
- Narração organiza fatos no tempo; descrição caracteriza sem avançar no tempo.
- Dissertação argumentativa defende tese; a expositiva apenas explica.
- Tipo textual é decidido pelo modo de organização, não pelo assunto.
- Desde 2016, ideia e voo não têm acento; linguiça não tem trema.
- Prefixo co- com h: coabitar, sem hífen; prefixo etno- com h: etno-histórico, com hífen.
- Proparoxítonas são sempre acentuadas, como técnica e explícita.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
Treine este tópico no PassaPro: abrir o treino deste tópico