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Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Compreensão e interpretação de textos9 questões da banca, 2023–2026 · cap. 1
  2. 2Tipologias e gêneros textuais5 questões da banca, 2023–2025 · cap. 1
  3. 3Figuras de linguagemnenhuma questão da banca vinculada a este item · cap. 1
  4. 4Relações semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (oposição/contraste, conclusão, concessão, causalidade, adição, alternância etc.)nenhuma questão da banca vinculada a este item · cap. 1
  5. 5Ortografia oficialnenhuma questão da banca vinculada a este item · cap. 2
  6. 6Acentuação gráficanenhuma questão da banca vinculada a este item · cap. 2
  7. 7Emprego das classes de palavras2 questões da banca, 2024 · cap. 2
  8. 8Emprego do sinal indicativo de crase2 questões da banca, 2023–2025 · cap. 2
  9. 9Sintaxe da oração (termos essenciais, integrantes e acessórios da oração e suas funções no texto) e do período (período simples e período composto por coordenação e por subordinação)3 questões da banca, 2023–2025 · cap. 3
  10. 10Funções do "que" e do "se"nenhuma questão da banca vinculada a este item · cap. 3
  11. 11Mecanismos de coesão textualnenhuma questão da banca vinculada a este item · cap. 3
  12. 12Emprego dos sinais de pontuação e suas funções no texto3 questões da banca, 2023–2025 · cap. 3
  13. 13Concordância nominal e verbal2 questões da banca, 2026 · cap. 4
  14. 14Regência nominal e verbalnenhuma questão da banca vinculada a este item · cap. 4
  15. 15Colocação pronominal1 questão da banca, 2025 · cap. 4
  16. 16Processos de formação de palavras2 questões da banca, 2025 · cap. 5
  17. 17Significação das palavras4 questões da banca, 2023–2025 · cap. 5
  18. 18Variação linguísticanenhuma questão da banca vinculada a este item · cap. 5

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Compreensão e interpretação de textosTipologias e gêneros textuaisFiguras de linguagemRelações semânticas entre orações, períodos e parágrafos

Itens do edital:

  • 1. Compreensão e interpretação de textos
  • 2. Tipologias e gêneros textuais
  • 3. Figuras de linguagem
  • 4. Relações semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (oposição/contraste, conclusão, concessão, causalidade, adição, alternância etc.)

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita
Leia o trecho: “A biblioteca do bairro ampliou o horário de atendimento em março. Desde então, mais estudantes passaram a frequentar o espaço. A direção informou que pretende consultar os usuários sobre novas atividades.” Com base apenas no trecho, é correto afirmar que

  1. A)a direção já realizou a consulta e definiu as novas atividades.
  1. B)o aumento de estudantes foi causado exclusivamente pela ampliação do horário.
  2. C)a biblioteca ampliou o horário antes de observar o aumento de frequência.
  3. D)a direção planeja ouvir os usuários, mas o trecho não informa o resultado dessa consulta.
  4. E)os estudantes passaram a frequentar a biblioteca para participar das novas atividades.

P2inédita

Leia o texto: “1. Separe os materiais recicláveis. 2. Lave as embalagens. 3. Coloque cada item na lixeira indicada.” Qual tipologia textual predomina?

  1. A)Narrativa, porque apresenta acontecimentos em sequência.
  2. B)Injuntiva, porque orienta o leitor a realizar ações.
  3. C)Descritiva, porque caracteriza os materiais recicláveis.
  4. D)Argumentativa, porque defende uma opinião sobre reciclagem.
  5. E)Expositiva, porque explica a origem dos materiais.

P3inédita

Leia o período: “Como a estrada ficou alagada, o ônibus seguiu por um desvio.” A oração introduzida por “como” expressa, nesse contexto, uma relação de

  1. A)alternância.
  2. B)adição.
  3. C)causa.
  4. D)conclusão.
  5. E)oposição.

1.2 O que cai

  • 1. Compreensão e interpretação de textos: 9 questões da banca, 2023–2026
  • 2. Tipologias e gêneros textuais: 5 questões da banca, 2023–2025
  • 3. Figuras de linguagem: nenhuma questão da banca vinculada a este item
  • 4. Relações semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (oposição/contraste, conclusão, concessão, causalidade, adição, alternância etc.): nenhuma questão da banca vinculada a este item

1.3 Teoria

A prova exige que você leia o texto com atenção aos dados, às inferências e às relações entre ideias. Também é essencial distinguir o gênero da tipologia e reconhecer como recursos expressivos mudam o sentido.

1.3.1 Compreensão e interpretação de textos

Compreender é identificar o que o texto afirma diretamente. Interpretar é concluir algo a partir de pistas do texto, sem ultrapassar o que elas permitem. Em ambos os casos, a resposta correta precisa ser sustentada por trechos ou pela relação entre eles.

Na prova, diferencie informação explícita, inferência e opinião pessoal. Uma inferência válida combina elementos do texto; não inventa causas, intenções ou consequências que não foram indicadas. Observe também palavras que restringem o sentido, como “apenas”, “sempre”, “nunca” e “todos”. Elas podem tornar uma alternativa incorreta quando o texto apresenta uma afirmação mais moderada.

Quando a questão relacionar dois textos, procure o ponto de contato entre as ideias. Um texto pode complementar o outro, apresentar um exemplo ou acrescentar dados, sem que haja contradição. Só existe oposição quando as afirmações são incompatíveis. Confira ainda a referência de pronomes e expressões como “esse dado” ou “por isso”: elas retomam informações anteriores.

Método rápido: identifique o tema e a ideia central; localize no texto a evidência da alternativa; elimine opções que distorcem, exageram ou acrescentam informações. Não escolha a resposta apenas porque ela parece verdadeira no mundo real: ela deve ser autorizada pelo texto.

1.3.2 Tipologias e gêneros textuais

Gênero e tipologia não são a mesma coisa. O gênero é uma forma social de comunicação, como notícia, reportagem, conto, receita ou artigo de opinião. A tipologia é o modo de organização predominante: narração, descrição, exposição, argumentação ou injunção. Um gênero pode combinar várias tipologias.

A narração apresenta acontecimentos em sequência, com participantes e referências de tempo e espaço. A descrição caracteriza pessoas, objetos, lugares ou situações. A exposição informa e explica um assunto, geralmente com dados, conceitos ou esclarecimentos. A argumentação defende uma tese por meio de razões e evidências. A injunção orienta o leitor a agir, como em instruções e regras.

Para identificar a tipologia predominante, pergunte: o texto conta acontecimentos, caracteriza algo, explica informações, tenta convencer ou instrui? Não basta encontrar uma frase isolada: observe a finalidade e a organização do trecho pedido. Uma reportagem pode narrar um episódio e expor dados, por exemplo; a tipologia predominante depende do que o trecho faz principalmente.

O meio de circulação não define sozinho o gênero nem o registro. Um texto publicado em blog pode ser formal, informativo ou argumentativo. Do mesmo modo, assunto científico não transforma automaticamente qualquer texto em divulgação científica: considere autoria indicada, finalidade, linguagem e estrutura.

Esquema

Tipologias textuais

Tipologia predominante

  • Narração

    Apresenta acontecimentos em sequência.

  • Descrição

    Caracteriza pessoas, objetos, lugares ou situações.

  • Exposição

    Informa e explica um assunto.

  • Argumentação

    Defende uma tese por razões e evidências.

  • Injunção

    Orienta o leitor a agir.

1.3.3 Figuras de linguagem

Figuras de linguagem criam efeitos de sentido. Para reconhecê-las, leia a expressão no contexto e pergunte se ela está em sentido literal ou se estabelece uma relação expressiva.

A metáfora aproxima ideias sem elemento comparativo explícito: “A cidade é um formigueiro”. A comparação explicita a aproximação, muitas vezes com “como”: “A cidade pulsa como um coração”. A personificação atribui ação ou característica humana a seres não humanos: “O vento sussurrou”. A hipérbole exagera para dar ênfase: “Esperei uma eternidade”.

A metonímia substitui um termo por outro ligado a ele: “Leu Machado de Assis” pode significar que leu uma obra do autor. A ironia produz sentido diferente, frequentemente oposto ao literal, e depende do contexto: dizer “Que pontualidade!” a alguém que chegou muito atrasado. A antítese aproxima ideias opostas, como “luz e sombra”; o paradoxo reúne ideias aparentemente incompatíveis numa mesma expressão, como “silêncio ensurdecedor”.

A banca pode perguntar pelo efeito, não apenas pelo nome da figura. Explique o que a escolha expressiva enfatiza, critica ou sugere. Evite classificar uma frase isoladamente: uma palavra figurada pode ter sentido literal em outro contexto, e nem toda expressão enfática é hipérbole.

1.3.4 Relações semânticas entre orações, períodos e parágrafos

Conectivos e expressões de ligação mostram como as ideias se relacionam. O sentido depende do contexto: a mesma conjunção pode assumir valores diferentes, por isso não basta decorá-la.

A oposição aparece em construções como “Estudou, mas não passou”. A concessão apresenta um obstáculo que não impede o fato principal: “Embora estivesse cansada, terminou o trabalho”. A causa explica por que algo ocorreu: “Ficou em casa porque chovia”. A consequência indica o resultado: “Choveu tanto que a rua alagou”. A conclusão apresenta uma dedução: “Os dados são consistentes; portanto, a hipótese ganhou apoio”.

A adição soma informações (“e”, “além disso”); a alternância indica escolha ou possibilidade (“ou”, “ora… ora…”). Também reconheça condição (“se”), finalidade (“para que”) e tempo (“quando”, “assim que”). Em questões sobre parágrafos, procure a função da passagem: ela pode explicar, contrastar, exemplificar, concluir ou acrescentar uma ideia anterior.

Cuidado com causa e consequência: a causa vem como motivo; a consequência, como resultado. Cuidado também com oposição e concessão: na oposição, as ideias contrastam; na concessão, uma circunstância contrária é admitida, mas não impede o que se afirma. Para resolver, substitua mentalmente o conectivo por uma explicação curta da relação e confira se o texto continua coerente.

Esquema

Relações entre ideias

Relações entre ideias

  • Oposição e concessão

    Contraste; ou obstáculo que não impede o fato principal.

  • Causa e consequência

    Motivo; ou resultado.

  • Conclusão

    Apresenta uma dedução.

  • Adição e alternância

    Somam informações; ou indicam escolha ou possibilidade.

  • Condição, finalidade e tempo

    “Se”, “para que” e “quando”.

  • Função da passagem

    Pode explicar, contrastar, exemplificar, concluir ou acrescentar.

Pegadinha da banca

Inferência não é chute

A alternativa pode usar palavras diferentes das do texto e ainda estar correta, desde que a conclusão decorra das informações apresentadas. Se ela acrescenta um fato não sustentado, não é inferência válida.

Pegadinha da banca

Gênero não é tipologia

“Notícia” e “conto” nomeiam gêneros. “Exposição” e “narração” nomeiam tipologias. Um gênero pode misturar tipos; identifique o predominante no trecho.

Atenção

Conectivo depende do contexto

Não atribua automaticamente um único valor a “e”, “como” ou “pois”. Leia a relação entre as ideias e teste se há adição, causa, explicação, comparação ou outro sentido.

1.4 Exemplo resolvido

Leia o trecho: “A biblioteca ampliou o horário de atendimento; por isso, mais estudantes passaram a frequentá-la à noite. Embora o movimento tenha crescido, a equipe manteve o ambiente silencioso.” Assinale a alternativa correta.

A) “Por isso” introduz uma causa para a ampliação do horário. B) “Embora” indica que o aumento do movimento impediu a manutenção do silêncio. C) “Por isso” apresenta uma consequência da ampliação do horário, e “embora” introduz uma concessão. D) “Embora” acrescenta uma informação sem estabelecer contraste. E) O trecho é injuntivo, pois instrui o leitor a frequentar a biblioteca.

  1. A ampliação do horário aparece primeiro; a maior frequência noturna é apresentada como resultado.
  2. “Por isso” liga uma causa já mencionada à sua consequência.
  3. “Embora” admite o aumento do movimento, mas afirma que o silêncio foi mantido: há concessão.
  4. O trecho relata e explica uma situação; não dá instruções ao leitor.

Resposta: Alternativa C.

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Uma pesquisa realizada em uma escola registrou que 68% dos estudantes usam a biblioteca ao menos uma vez por semana. O levantamento não investigou os motivos desse uso. Qual conclusão é compatível com os dados?

  1. A)Todos os estudantes frequentam a biblioteca semanalmente.
  2. B)A maioria dos estudantes usa a biblioteca ao menos uma vez por semana.
  3. C)O uso semanal da biblioteca melhora o desempenho dos estudantes.
  4. D)Os estudantes que não usam a biblioteca não têm interesse por leitura.
  5. E)A escola aumentou a frequência à biblioteca ao ampliar seu acervo.

F2inédita

Leia o texto: “AVISO ÀS FAMÍLIAS — A reunião de responsáveis será realizada na quinta-feira, às 18h, no auditório da escola. A entrada será pelo portão lateral.” Considerando sua finalidade e circulação, o texto pertence predominantemente ao gênero

  1. A)conto.
  2. B)verbete enciclopédico.
  3. C)aviso.
  4. D)artigo de opinião.
  5. E)relato pessoal.

F3inédita

Leia a frase: “Depois da tempestade, uma serpente de lama atravessava a rua.” A expressão “uma serpente de lama” é um exemplo de

  1. A)metáfora, pois aproxima a lama de uma serpente pela forma sinuosa.
  2. B)eufemismo, pois suaviza a descrição da rua.
  3. C)ironia, pois afirma o contrário do que se pretende dizer.
  4. D)antítese, pois aproxima ideias opostas.
  5. E)onomatopeia, pois reproduz um som.

F4inédita

Ao encontrar um colega que chegou quarenta minutos atrasado, Júlia comenta: “Que pontualidade exemplar!” Considerando a situação, a fala de Júlia contém

  1. A)hipérbole, porque exagera a duração do atraso.
  2. B)ironia, porque elogia o comportamento para sugerir uma crítica.
  3. C)metonímia, porque troca o nome de uma pessoa pelo de outra.
  4. D)comparação, porque aproxima explicitamente duas ideias.
  5. E)personificação, porque atribui ação humana a um objeto.

F5inédita

Leia o período: “Embora o céu estivesse nublado, a equipe iniciou o treinamento ao ar livre.” A oração introduzida por “embora” expressa uma relação de

  1. A)concessão.
  2. B)causa.
  3. C)alternância.
  4. D)conclusão.
  5. E)adição.

F6inédita

Leia o período: “O relatório era breve, mas apresentava dados detalhados.” A conjunção “mas” estabelece entre as orações uma relação de

  1. A)causa.
  2. B)oposição ou contraste.
  3. C)conclusão.
  4. D)explicação.
  5. E)alternância.

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · TRE/TO 2025
Texto base: Leia o texto a seguir para responder às questões 5 e 6. Texto 2 ÁLBUM DE FAMÍLIA Por Pierre Bourdieu* “A Galeria de Retratos democratizou-se e cada família tem, na pessoa do seu chefe, o seu retratista. Fotografar as suas crianças é fazer-se historiógrafo da sua infância e preparar-lhes, com um legado, a imagem do que foram […]. O álbum de família exprime a verdade da recordação social. Nada se parece menos com a busca artística do tempo perdido que estas apresentações comentadas das fotografias de família, ritos de interação a que a família sujeita os seus novos membros. As imagens do passado dispostas em ordem cronológica, ‘ordem das estações’ da memória social, evocam e transmitem a recordação dos acontecimentos que merecem ser conservados porque o grupo vê um fator de unificação nos monumentos da sua unidade passada ou, o que é equivalente, porque retém do seu passado as confirmações da sua unidade presente. É por isso que não há nada que seja mais decente, que estabeleça mais confiança e seja mais edificante que um álbum de família: todas as aventuras singulares que a recordação individual encerra na particularidade de um segredo são banidas, e o passado comum […] tem nitidez quase coquetista de um monumento funerário frequentado assiduamente”. Disponível em: https://farofafilosofica.blog/2018/05/23/album-de- familia-por-pierre-bourdie/. Acesso em: 02 abr. 2025.

A partir da leitura do Texto 2, é correto afirmar que

  1. A)ele pertence ao gênero textual “texto de divulgação científica”.
  2. B)ele pertence ao gênero textual “conto”.
  3. C)nele está presente o tipo textual argumentativo.
  4. D)o primeiro parágrafo é redigido na forma de uma narração.
  5. E)o fato de ter sido veiculado em um blog indica que se trata de um gênero textual informal da esfera do cotidiano.

Q2oficial · IFPB 2025
Texto base: A língua do Brasil O tupi, primeiro idioma encontrado pelos portugueses no Brasil de 1500, ainda resiste no nosso vocabulário. Agora tem gente querendo vê-lo até nas escolas. Em pleno século XXI. No auge de sua loucura, o ultranacionalista personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma, livro clássico de Lima Barreto (1881-1922), conclamava seus contemporâneos a abandonar a língua portuguesa em favor do tupi. Hoje, 83 anos depois da publicação da obra, o sonho da ficção surge na realidade. O novo Policarpo é um respeitado professor e pesquisador de Letras Clássicas da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Navarro. Há dois meses, ele fundou a Tupi Aqui, uma organização não-governamental (ONG) que tem por objetivo lutar pela inclusão do idioma como matéria optativa no currículo das escolas paulistas. “Queremos montar vinte cursos de tupi em São Paulo no ano que vem”, disse à SUPER. […] À primeira vista, o projeto parece birutice. Só que há precedentes. Em 1994, o Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro aprovou uma recomendação para que o tupi fosse ensinado no segundo grau. A decisão nunca chegou a ser posta em prática por pura falta de professores. Hoje, só uma universidade brasileira, a USP, ensina a língua, considerada morta, mas ainda não completamente enterrada. Em sua forma original, o tupi, que até meados do século XVII foi o idioma mais usado no território brasileiro, não existe mais. Mas há uma variante moderna, o nheengatu (fala boa, em tupi), que continua na boca de cerca de 30000 índios e caboclos no Amazonas. Sem falar da grande influência que teve no desenvolvimento do português e da cultura do Brasil. “Ele vive subterraneamente na fala dos nossos caboclos e no imaginário de autores fundamentais das nossas letras, como Mário de Andrade e José de Alencar”, disse à SUPER Alfredo Bosi, um dos maiores estudiosos da Literatura do país. “É o nosso inconsciente selvagem e primitivo.” Todo dia, sem perceber, você fala algumas das 10 000 palavras que o tupi nos legou. Do nome de animais, como jacaré e jaguar, a termos cotidianos como cutucão, mingau e pipoca. É o que sobrou da língua do Brasil. […] Quando ouvir dizer que o Brasil é um país tupiniquim, não se irrite. Nos primeiros dois séculos após a chegada de Cabral, o que se falava por estas bandas era o tupi mesmo. O idioma dos colonizadores só conseguiu se impor no litoral no século XVII e, no interior, no XVIII. Em São Paulo, até o começo do século passado, era possível escutar alguns caipiras contando casos em língua indígena. No Pará, os caboclos conversavam em nheengatu até os anos 40. Mesmo assim, o tupi foi quase esquecido pela História do Brasil. Ninguém sabe quantos o falavam durante o período colonial. Era o idioma do povo, enquanto o português ficava para os governantes e para os negócios com a metrópole. “Aos poucos estamos conhecendo sua real extensão”, disse à SUPER Aryon Dall’Igna Rodrigues, da Universidade de Brasília, o maior pesquisador de línguas indígenas do país. Os principais documentos, como as gramáticas e dicionários dos jesuítas, só começaram a ser recuperados a partir de 1930. A própria origem do tupi ainda é um mistério. Calcula-se que tenha nascido há cerca de 2500 anos, na Amazônia, e se instalado no litoral no ano 200 d.C. “Mas isso ainda é uma hipótese”, avisa o arqueólogo Eduardo Neves, da USP. Três letras fatais Quando Cabral desembarcou na Bahia, a língua se estendia por cerca de 4000 quilômetros de costa, do norte do Ceará a Iguape, ao sul de São Paulo. Só variavam os dialetos. O que predominava era o tupinambá, o jeito de falar do maior entre os cinco grandes grupos tupis (tupinambás, tupiniquins, caetés, potiguaras e tamoios). Daí ter sido usado como sinônimo de tupi. As brechas nesse imenso território idiomático eram os chamados tapuias (escravo, em tupi), pertencentes a outros troncos linguísticos, que guerreavam o tempo todo com os tupis. Ambos costumavam aprisionar os inimigos para devorá-los em rituais antropofágicos. A guerra era uma atividade social constante de todas as tribos indígenas com os vizinhos, até com os da mesma unidade lingüística. Também, não havia outro jeito. Quando Portugal começou a produzir açúcar em larga escala em São Vicente (SP), em 1532, a língua brasílica, como era chamada, já tinha sido adotada por portugueses que haviam se casado com índias e por seus filhos. “No século XVII, os mestiços de São Paulo só aprendiam o português na escola, com os jesuítas”, diz Aryon Rodrigues. Pela mesma época, no entanto, os faladores de tupi do resto do país estavam sendo dizimados por doenças e guerras. No começo daquele mesmo século, a língua já tinha sido varrida do Rio de Janeiro, de Olinda e de Salvador, as cidades mais importantes da costa. Hoje, os únicos remanescentes dos tupis são 1500 tupiniquins do Espírito Santo e 4000 potiguaras da Paraíba. Todos desconhecem a própria língua. Só falam português. Adaptado de: https://super.abril.com.br/cultura/a-lingua-do-brasil/. Acesso em: 18 out. 2025.

Assinale a alternativa correta respeito do conteúdo do texto.

  1. A)O professor Eduardo Navarro inspirou-se na obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma” para o projeto de adotar o tupi em lugar da língua portuguesa.
  1. B)O projeto da ONG do pesquisador Eduardo Navarro não obteve sucesso por falta de um corpo docente capacitado a ensinar o idioma.
  2. C)Visto que a única universidade brasileira a ensinar o tupi é a USP, o projeto Tupi Aqui entrará nos currículos obrigatórios apenas das escolas da cidade de São Paulo.
  3. D)A variante moderna do tupi, o nheengatu, é falada por todos os brasileiros, mesmo que eles não percebam esse fato.
  4. E)É possível compreender, a partir do texto, que algumas pessoas podem se sentir irritadas ao ouvirem dizer que o Brasil é um país tupiniquim.

Q3oficial · PM/PE 2023
Texto base: Missão da Nasa decola rumo ao asteroide Psyche A agência espacial americana alça voo para o asteroide Psyche, na busca por compreender os mistérios de um mundo metalizado, revelando segredos da formação do sistema solar Publicado em 13 de outubro de 2023, 12h12 A Nasa lançou, nesta sexta-feira, 13, uma missão ao distante asteroide Psyche, um mundo feito de metal até então não estudado, que os cientistas acreditam que poderia ser o núcleo de um antigo corpo celeste. A sonda da missão Psyche decolou conforme planejado, às 10h19, horário local (11h19 no horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX. [...] A humanidade já visitou mundos feitos de rochas, gelo ou gás. Mas "esta será a primeira vez que o fará em um mundo que tem uma superfície metálica", disse Lindy Elkins-Tanton, gestora científica da missão, em coletiva de imprensa. A viagem será longa: Psyche está localizada na parte externa do cinturão de asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter. A sonda da Nasa percorrerá cerca de 3,5 bilhões de quilômetros para chegar até lá, provavelmente no verão boreal (hemisfério norte) de 2029. Graças à luz refletida em sua superfície, os cientistas sabem que Psyche é muito densa e feita de metal, além de algum outro material, talvez rochas. "Não sabemos realmente como é Psyche", explicou a pesquisadora. "Costumo brincar que tem o formato de uma batata, porque as batatas têm vários formatos diferentes, então não estou errada". Os cientistas pensam que Psyche, com mais de 200 quilômetros de comprimento, pode ser o núcleo de um antigo corpo celeste, cuja superfície foi arrancada por impactos de asteroides. A Terra, como Marte, Vênus e Mercúrio, tem um núcleo metálico. "Nunca veremos esses núcleos, é muito quente e muito profundo", disse Lindy Elkins-Tanton. A missão a Psyche é, portanto, "nossa única maneira de ver um núcleo". [...] A sonda permanecerá em órbita ao redor de Psyche por pouco mais de dois anos para estudá-la, alternando entre diversas altitudes. Serão utilizados três instrumentos científicos: imagens multiespectrais fotografá-lo, espectrômetros para determinar sua composição e magnetômetros para medir seu campo magnético. Para se deslocar, a sonda também utilizará propulsores de efeito Hall, uma novidade nas viagens interplanetárias. Esses motores utilizam a eletricidade fornecida pelos painéis solares da sonda para obter íons de um gás nobre (gás xenônio), que são acelerados pela passagem por um campo elétrico. Eles são, então, ejetados em alta velocidade, "cinco vezes mais rápido que o combustível que sai de um foguete convencional", disse David Oh, engenheiro da Nasa. "É o tipo de coisa que vimos em Star Wars e Star Trek, mas hoje estamos tornando o futuro uma realidade", disse ele. A missão Psyche também testará um sistema de comunicação a laser, que deverá permitir a transmissão de mais dados do que comunicações por rádio. Adaptado de: https://exame.com/ciencia/missao-da-nasa-decola-rumo-ao-asteroide-psyche/. Acesso em: 14 nov 2023.

“A Nasa lançou, nesta sexta-feira, 13, uma missão ao distante asteroide Psyche, um mundo feito de metal até então não estudado, que os cientistas acreditam que poderia ser o núcleo de um antigo corpo celeste.”. A partir desse trecho, assinale a alternativa correta quanto à tipologia que predomina.

  1. A)O trecho exibe características expositivas, pois se trata de um enunciado que evidencia fenômenos objetivos, isto é, expõe o lançamento da missão e explica o que é o asteroide Psyche.
  1. B)O trecho possui características narrativas, pois sequencia o trajeto percorrido pela sonda no espaço, em ordem cronológica.
  2. C)O trecho contém características injuntivas, visto que propõe um passo a passo de condução da viagem, de quanto tempo deve durar e de como alcançar seu objetivo.
  3. D)O trecho apresenta características descritivas, porque explica a composição e a estética da sonda e do Psyche.
  4. E)O trecho mostra características argumentativas, pois apresenta um depoimento que deixa clara a opinião do autor em relação a essa viagem.

Q4oficial · PP/PR 2024
Texto base: As abelhas dançam para se comunicar. Mas precisam de aulas de dança Você não nasceu sambando – e nem as abelhas. No caso delas, a dança é vital para a comunicação e um passo em falso pode prejudicar uma colega Por Leo Caparroz 13 mar 2023 A dança das abelhas é um tipo singular de comunicação. Elas usam seu gingado para avisar as companheiras de colmeia sobre a localização das melhores flores, com mais néctar. Através dos seus passinhos, as colegas sabem a distância, direção e qualidade do alimento que a mensageira encontrou. Porém, assim como nós precisamos treinar nosso molejo, as abelhas não nascem pés de valsa. Cientistas descobriram que, durante a juventude, elas aprimoram esses movimentos ao tocar suas antenas nos corpos das dançarinas mais experientes – se não o fizerem, suas danças terão mais erros e suas direções não serão tão precisas. Essa dança comunicativa é difícil de executar, e um passo errado pode mandar uma abelha para um lugar diferente do desejado. Quando as operárias mais velhas retornam à colmeia e executam a dança, as novatas observam com atenção e, com isso, aprendem a dançar de um jeito que gere melhores mapas. Esse período de aprendizado, quando a jovem operária tem cerca de 8 dias de idade, é crucial para que ela aperfeiçoe sua técnica. Os pesquisadores também descobriram que, quando as operárias novatas perdiam as aulas de dança, suas direções eram mais descuidadas e com mais incoerências. Alguns aspectos melhoraram com a prática, mas outros foram internalizados incorretamente e mantidos assim. No estudo, eles criaram cinco colônias onde todas as abelhas tinham a mesma idade. Sem nenhuma anciã para guiá-las, elas tiveram que descobrir os segredos da dança por conta própria; ao contrário de outras cinco colônias de controle, feitas de forma mais natural. Quando os insetos alcançaram idade suficiente para sair e procurar flores, os autores registraram e compararam as danças dos dois grupos. Em suas primeiras tentativas, as abelhas destreinadas tinham danças que erravam mais em comunicar ângulos de direção e distância. À medida que ganhavam mais experiência, elas ficavam melhores – com 20 dias de idade, já amadurecidas e experientes, elas se movimentaram tão bem quanto dançarinas criadas em uma colmeia normal. Contudo, elas ainda falhavam em comunicar a distância corretamente. Os pesquisadores montaram as colmeias para que ambos os grupos tivessem que percorrer as mesmas distâncias até o alimento, mas as abelhas destreinadas dançavam como se fosse mais longe do que o normal. A pesquisa serve para demonstrar que a dança das abelhas não é completamente inata, mas que tem influência de seu meio, sendo parcialmente moldada pelo aprendizado social e compartilhamento de técnicas. No fim das contas, todas elas eram capazes de dançar; porém, as que tiveram “professores” mais experientes dançavam muito melhor. Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/as-abelhas-dancam-para-se-comunicar-mas-precisam-de-aulas-de-danca/ Acesso em: 27 mar. 2024.

Em relação à compreensão e à interpretação do texto, assinale a alternativa correta.

  1. A)A dança das abelhas, essencial para encontrar alimentos, precisa ser aprendida com as anciãs do grupo. Caso contrário, a abelha não consegue mover-se corretamente nem comunicar distância, tonando-se inútil como mensageira.
  1. B)As aulas de dança e o aperfeiçoamento das técnicas das jovens abelhas duram cerca de 8 dias.
  2. C)Mesmo quando perdiam as aulas, as abelhas melhoraram as suas danças por meio da prática e igualaram-se às que tiveram o ciclo de aprendizado completo, tanto na movimentação quanto na comunicação.
  3. D)Os pesquisadores favoreciam algumas colmeias em detrimento de outras, a fim de que as abelhas sem instrução de dança fossem mais longe que o normal, visando ao seu desenvolvimento.
  4. E)Mesmo sem professores, as abelhas aprendem a dançar, visto que a dança sofre influência do meio, mas também é um tipo singular e inato de comunicação.

Q5oficial · CBM/PE 2023
Texto base: Pesquisa mostra que 95% das crianças e adolescentes acessam internet O número de crianças e adolescentes com acesso à internet se manteve com certa estabilidade, com um pequeno crescimento em 2023, apontou a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que foi divulgada hoje (25/10/2023). Segundo esse estudo, 95% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de todo o país acessam a internet, o que corresponde a mais de 25,1 milhões de pessoas nessa faixa etária. No entanto, a pesquisa também demonstrou que ainda há uma parte desse público que jamais teve acesso à internet. Embora o número tenha caído em relação a 2022, corresponde atualmente a mais de 580 mil pessoas. Em 2022, a população com acesso à internet correspondia a 92% ou aproximadamente 24,4 milhões nessa faixa etária. Já os que nunca tiveram acesso à internet correspondiam a 940 mil pessoas. Entre os que disseram nunca ter acessado a internet na pesquisa atual, mais de 475 mil correspondem a crianças e adolescentes que compõem as classes D e E, o que demonstra que há desigualdades no acesso. As crianças e adolescentes das classes D e E também são a maioria entre os que já acessaram a internet, mas não o fizeram recentemente: 545 mil dessas crianças e adolescentes das classes mais baixas disseram não ter acessado a internet nos últimos três meses, um total de 867 mil. O estudo, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), apontou ainda que, em 24% do total de casos, o primeiro acesso à internet aconteceu antes dos seis anos de idade. Em 2015, esse primeiro acesso à internet acontecia mais tarde: apenas 11% das crianças tinham até seis anos de idade quando acessaram a internet pela primeira vez. Em 2015, o primeiro acesso à internet acontecia geralmente aos 10 anos (16%). Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-10/pesquisa-mostra-que-95-das-criancas-e-adolescentes-acessam-internet. Acesso em: 19 nov. 2023.

Assinale a alternativa que apresenta a tipologia textual predominante no texto.

  1. A)Argumentativa.
  2. B)Expositiva.
  3. C)Descritiva.
  4. D)Narrativa.
  5. E)Injuntiva.

Q6oficial · PM/DF 2023
Texto base: Responda as questões de 1 a 8 de acordo com o texto a seguir. ChatGPT: a inteligência artificial como aliada ou a substituta da mente humana? Denis Strum Desde que o ChatGPT foi lançado, no final de novembro do ano passado, você provavelmente foi impactado por diversos conteúdos que trazem reflexões sobre o avanço da inteligência artificial (IA) e como isso pode afetar a nossa vida, correto? Há opiniões que transitam por todos os lados: desde os mais alarmistas – que afirmam o caráter ameaçador da IA frente ao trabalho humano –, até os mais céticos – que duvidam da capacidade dos programas em atuar no nosso lugar. O ChatGPT é um chatbot desenvolvido pela OpenAI que utiliza inteligência artificial para promover diálogos incrivelmente humanizados. Na primeira semana em que foi ao ar, o programa foi baixado por mais de cinco milhões de usuários. Apesar de inovadora, a IA ainda está muito longe de substituir a singularidade do trabalho humano. A Microsoft é uma das grandes investidoras da OpenAI – nos últimos quatro anos, aproximadamente US$ 1 bilhão já foi investido na startup. Pessoalmente, acredito que estamos vivendo o nascimento de diversas novas tecnologias disruptivas que estão vindo para ficar, mas que ainda estão muito longe de substituir a singularidade do intelecto humano. Sem sombras de dúvidas, as novas plataformas poderão contribuir muito para o nosso cotidiano, desde que tenham suas usabilidades bem aplicadas e previamente pensadas de forma estratégica. Isso é algo que, por enquanto, somente nós conseguimos fazer de forma verdadeiramente eficiente. (...) Aos primeiros olhares, o robô assusta por sua capacidade humanizada de interagir. Em poucos segundos, você pode ter em sua tela a resposta para uma dúvida sobre questões complexas de matemática ou uma receita detalhada de bolo. Porém, ainda que a IA seja aperfeiçoada cada vez mais e que suas interações fiquem ainda mais humanas, tem algo indispensável que seguirá sendo a espinha dorsal: o comando por trás de toda resposta parte da mente humana. É nesse ponto que devemos prestar atenção. Experimentando o ChatGPT Antes de escrever este artigo, experimentei algumas vezes a plataforma (embora esteja apresentando instabilidades por conta do número excessivo de novos usuários). A primeira coisa que reparei é que sua base de dados demanda atualizações. Os dados estão atualizados até meados de 2021, o que significa que, se você perguntar, por exemplo, “quem venceu as eleições em 2022 no Brasil?”, ele não poderá responder. Em seguida, logo reparei que, se você aplicar comandos genéricos, terá também respostas genéricas. Portanto, não adianta pedir para que o robô “escreva um post para o Linkedin que seja capaz de viralizar”. Se assim o fizer, até terá uma resposta na tela, mas, ao copiar e colar a publicação na rede social, provavelmente não cumprirá seu objetivo. Repare que esses dois pontos observados (atualização da base de dados e comandos bem aplicados) necessitam dos indispensáveis olhares e pensamentos exclusivos de nós, humanos. São pontos que evidenciam que o auxílio da IA em nossas vidas não tornará as coisas tão simples e automatizadas assim. (...) Por fim, o desenvolvimento das novas IAs servirão, e muito, para contribuir com a nossa evolução. Serão cada vez mais ferramentas indispensáveis em nosso cotidiano, que nos darão excelentes atalhos para nos levar ainda mais longe. Sem dúvidas, os milionários investimentos que estão sendo aplicados nos darão tecnologias cada vez mais aperfeiçoadas. No entanto, ainda que possam avançar muito mais do que possamos imaginar, a criatividade da mente humana é insubstituível. Adaptado de: https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/chatgpt-a-inteligencia-artificial-como-aliada-ou-a-substituta-da-mente-humana. Acesso em: 10 Mar.2023.

Tendo em vista o posicionamento do autor do texto lido, assinale a alternativa correta.

  1. A)O autor demonstra não ver um futuro promissor para as IAs, visto que defende a ideia de que nenhuma tecnologia será capaz de substituir determinadas particularidades humanas.
  1. B)Para o autor, as novas plataformas de IA já se tornaram imprescindíveis atualmente, mas necessitam de atualizações anuais para atingirem os resultados esperados em conteúdos precisos e particulares.
  2. C)Strum pontua que as respostas oferecidas pela plataforma ChatGPT apresentam conteúdos muitos abrangentes, logo, segundo ele, não são eficazes para produção de posts de grande alcance.
  3. D)O autor demonstra estar satisfeito com o avanço das tecnologias voltadas às novas lAs e afirma que elas serão cada vez mais grandiosas e otimizadas; não concorda, porém, com os imensos investimentos realizados neste setor.
  4. E)Ao defender sua tese de que a IA ainda não é capaz de substituir todo o trabalho humano, Strum discorre sobre duas necessidades observadas por ele: a demanda por atualização da plataforma e a exigência de comandos específicos.

Q7oficial · IFPB 2025
Texto base: A língua do Brasil O tupi, primeiro idioma encontrado pelos portugueses no Brasil de 1500, ainda resiste no nosso vocabulário. Agora tem gente querendo vê-lo até nas escolas. Em pleno século XXI. No auge de sua loucura, o ultranacionalista personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma, livro clássico de Lima Barreto (1881-1922), conclamava seus contemporâneos a abandonar a língua portuguesa em favor do tupi. Hoje, 83 anos depois da publicação da obra, o sonho da ficção surge na realidade. O novo Policarpo é um respeitado professor e pesquisador de Letras Clássicas da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Navarro. Há dois meses, ele fundou a Tupi Aqui, uma organização não-governamental (ONG) que tem por objetivo lutar pela inclusão do idioma como matéria optativa no currículo das escolas paulistas. “Queremos montar vinte cursos de tupi em São Paulo no ano que vem”, disse à SUPER. […] À primeira vista, o projeto parece birutice. Só que há precedentes. Em 1994, o Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro aprovou uma recomendação para que o tupi fosse ensinado no segundo grau. A decisão nunca chegou a ser posta em prática por pura falta de professores. Hoje, só uma universidade brasileira, a USP, ensina a língua, considerada morta, mas ainda não completamente enterrada. Em sua forma original, o tupi, que até meados do século XVII foi o idioma mais usado no território brasileiro, não existe mais. Mas há uma variante moderna, o nheengatu (fala boa, em tupi), que continua na boca de cerca de 30000 índios e caboclos no Amazonas. Sem falar da grande influência que teve no desenvolvimento do português e da cultura do Brasil. “Ele vive subterraneamente na fala dos nossos caboclos e no imaginário de autores fundamentais das nossas letras, como Mário de Andrade e José de Alencar”, disse à SUPER Alfredo Bosi, um dos maiores estudiosos da Literatura do país. “É o nosso inconsciente selvagem e primitivo.” Todo dia, sem perceber, você fala algumas das 10 000 palavras que o tupi nos legou. Do nome de animais, como jacaré e jaguar, a termos cotidianos como cutucão, mingau e pipoca. É o que sobrou da língua do Brasil. […] Quando ouvir dizer que o Brasil é um país tupiniquim, não se irrite. Nos primeiros dois séculos após a chegada de Cabral, o que se falava por estas bandas era o tupi mesmo. O idioma dos colonizadores só conseguiu se impor no litoral no século XVII e, no interior, no XVIII. Em São Paulo, até o começo do século passado, era possível escutar alguns caipiras contando casos em língua indígena. No Pará, os caboclos conversavam em nheengatu até os anos 40. Mesmo assim, o tupi foi quase esquecido pela História do Brasil. Ninguém sabe quantos o falavam durante o período colonial. Era o idioma do povo, enquanto o português ficava para os governantes e para os negócios com a metrópole. “Aos poucos estamos conhecendo sua real extensão”, disse à SUPER Aryon Dall’Igna Rodrigues, da Universidade de Brasília, o maior pesquisador de línguas indígenas do país. Os principais documentos, como as gramáticas e dicionários dos jesuítas, só começaram a ser recuperados a partir de 1930. A própria origem do tupi ainda é um mistério. Calcula-se que tenha nascido há cerca de 2500 anos, na Amazônia, e se instalado no litoral no ano 200 d.C. “Mas isso ainda é uma hipótese”, avisa o arqueólogo Eduardo Neves, da USP. Três letras fatais Quando Cabral desembarcou na Bahia, a língua se estendia por cerca de 4000 quilômetros de costa, do norte do Ceará a Iguape, ao sul de São Paulo. Só variavam os dialetos. O que predominava era o tupinambá, o jeito de falar do maior entre os cinco grandes grupos tupis (tupinambás, tupiniquins, caetés, potiguaras e tamoios). Daí ter sido usado como sinônimo de tupi. As brechas nesse imenso território idiomático eram os chamados tapuias (escravo, em tupi), pertencentes a outros troncos linguísticos, que guerreavam o tempo todo com os tupis. Ambos costumavam aprisionar os inimigos para devorá-los em rituais antropofágicos. A guerra era uma atividade social constante de todas as tribos indígenas com os vizinhos, até com os da mesma unidade lingüística. Também, não havia outro jeito. Quando Portugal começou a produzir açúcar em larga escala em São Vicente (SP), em 1532, a língua brasílica, como era chamada, já tinha sido adotada por portugueses que haviam se casado com índias e por seus filhos. “No século XVII, os mestiços de São Paulo só aprendiam o português na escola, com os jesuítas”, diz Aryon Rodrigues. Pela mesma época, no entanto, os faladores de tupi do resto do país estavam sendo dizimados por doenças e guerras. No começo daquele mesmo século, a língua já tinha sido varrida do Rio de Janeiro, de Olinda e de Salvador, as cidades mais importantes da costa. Hoje, os únicos remanescentes dos tupis são 1500 tupiniquins do Espírito Santo e 4000 potiguaras da Paraíba. Todos desconhecem a própria língua. Só falam português. Adaptado de: https://super.abril.com.br/cultura/a-lingua-do-brasil/. Acesso em: 18 out. 2025.

Assinale a alternativa correta em relação ao texto.

  1. A)Nota-se que o texto pertence à sequência injuntiva, uma vez que o leitor é instruído, por exemplo, a não se irritar com determinado fato, como ocorre no quinto parágrafo.
  1. B)O texto é essencialmente narrativo, visto que conta a história da língua tupi e os desdobramentos da ONG fundada pelo professor Eduardo Navarro.
  2. C)O texto é predominantemente informativo, pois transmite, de maneira clara e objetiva, dados e informações sobre o tupi e a tentativa de seu resgate no contexto brasileiro.
  3. D)Por se tratar de uma resenha, o texto traz comentários da autoria que direcionam um ponto de vista, tais como: “À primeira vista, o projeto parece birutice.”.
  4. E)“A língua do Brasil” é um texto essencialmente literário, pois tem impressões subjetivas e linguagem conotativa.

Q8oficial · IFCE 2026
Texto base: Texto 1 Uso de celulares na educação exige orientação dentro e fora da escola Foi graças ao celular que Débora Garofalo, na época professora em uma escola municipal paulistana, conseguiu desenvolver atividades de programação com seus alunos do ensino fundamental — impulsionando um projeto de robótica com sucata que a fez chegar aos melhores colocados do Global Teacher Prize, prêmio para professores considerado o “Nobel da educação”. Desde que esses aparelhos eletrônicos passaram a entrar nas salas de aula, Garofalo defende que eles podem ser aliados, e não inimigos. “A gente não pode negar que está vivenciando uma revolução tecnológica. Não dá para a gente voltar à era do giz e da lousa, somente do livro didático”, afirma a educadora. Nesse contexto, torna-se necessário educar para o uso desses recursos. O estudante precisa compreender, por exemplo, que, ao acessar uma rede social ou realizar uma pesquisa, há mecanismos que influenciam os resultados obtidos. Além disso, não basta que a escola imponha restrições ao uso de celulares se, fora dela, não houver orientação adequada. “Não adianta também a escola proibir e os pais continuarem permitindo o uso de forma liberada, sem uma rotina. A criança chega em casa e fica quatro, cinco horas seguidas no celular ou no computador.”, alerta. De acordo com a professora, o uso excessivo desses dispositivos, sem acompanhamento, pode comprometer a relação dos estudantes com a aprendizagem. Adaptado de: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/27/nao-adianta-escola-proibir-celular-e-os-pais-continuarem-deixando-usar-5-horas-seguidas-em-casa.ghtml. Acesso em: 20 fev. 2026.

De acordo com o Texto 1,

  1. A)a proibição do uso de celulares nas escolas faz os alunos usarem mais os aparelhos em casa.
  1. B)a tecnologia deve substituir completamente os métodos tradicionais de ensino.
  2. C)o uso de celulares por estudantes exige orientação dentro e fora da escola.
  3. D)os estudantes utilizam tecnologias digitais de forma adequada, independentemente de orientação.
  4. E)a escola é a maior responsável pela educação do uso de celulares.

Q9oficial · PM/PE 2023
Assinale a alternativa que analisa corretamente as características linguísticas e a tipologia textual predominante no trecho a seguir: “Documentos – textuais, cartográficos, iconográficos, fonográficos etc. – são preciosas fontes de informação, e subtraí-los, extraviá-los, danificar ou destruir é pôr em risco a nossa memória. Sem memória, é impossível haver cultura e, sem cultura, nada resta da sociedade. Descuidar do patrimônio arquivístico, portanto, é o mesmo que abandonar uma parte de nós mesmos, de nossa humanidade.”

  1. A)Uso de advérbios de modo e de intensidade, verbos no pretérito imperfeito do indicativo, característicos da tipologia argumentativa.
  1. B)Uso de operador argumentativo e de verbos no presente do indicativo, característicos da tipologia argumentativa.
  2. C)Uso de verbos com valor imperativo e de pronomes pessoais, característicos da tipologia expositiva.
  3. D)Uso de verbos no pretérito perfeito do indicativo e de advérbios de tempo e lugar, característicos da tipologia expositiva.
  4. E)Uso de verbos no infinitivo e de adjetivos, característicos da tipologia narrativa descritiva.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: D

Conceito: A compreensão exige distinguir uma ação planejada de uma ação já realizada.
Raciocínio: O trecho diz que a direção “pretende consultar” os usuários. Portanto, a consulta ainda é um plano, e seu resultado não foi informado.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A transforma uma intenção em consulta concluída e em decisão já tomada.
  • B: A alternativa B atribui uma causa exclusiva que o trecho não estabelece.
  • C: A alternativa C inverte a sequência: o texto apresenta a ampliação em março e, desde então, o aumento da frequência.
  • E: A alternativa E afirma que as novas atividades já existem, embora o texto só mencione uma consulta planejada.
Pegadinha: A banca pode trocar uma intenção futura por um fato já ocorrido.
Base: Referência: compreensão textual e distinção entre informação explícita e inferência.
Questão irmã: Uma escola anunciou que pretende abrir uma sala de leitura no próximo semestre. O texto confirma que a sala já foi aberta? Gabarito: Não. Informa apenas uma intenção futura.

P2inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: A tipologia injuntiva orienta, recomenda ou instrui o leitor sobre o que fazer.
Raciocínio: Os verbos “separe”, “lave” e “coloque” apresentam instruções. Por isso, predomina a injunção.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A confunde a ordem de instruções com uma sequência de acontecimentos narrados.
  • C: A alternativa C está errada porque o texto não caracteriza os materiais; dá instruções.
  • D: A alternativa D atribui ao texto uma defesa de opinião que não aparece no trecho.
  • E: A alternativa E fala em explicação de origem, conteúdo ausente no texto.
Pegadinha: Uma lista numerada pode parecer apenas uma enumeração, mas os verbos de comando indicam injunção.
Base: Referência: tipologia injuntiva e marcas linguísticas de instrução.
Questão irmã: “Pressione o botão verde e aguarde a luz acender.” Que tipologia predomina? Gabarito: Injuntiva.

P3inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: A conjunção “como”, no início do período, pode introduzir a causa de um fato.
Raciocínio: Pergunte por que o ônibus seguiu por um desvio. A resposta é: porque a estrada ficou alagada. A primeira oração expressa a causa.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A exigiria uma ideia de escolha entre possibilidades, que não aparece no período.
  • B: A alternativa B indicaria soma de informações, não a razão do desvio.
  • D: A alternativa D apresentaria uma conclusão; o período apresenta a causa do desvio.
  • E: A alternativa E exigiria contraste entre as orações, ausente no trecho.
Pegadinha: O valor de “como” depende do contexto; aqui, a posição inicial e o sentido justificativo indicam causa.
Base: Referência: valor semântico das conjunções subordinativas causais.
Questão irmã: “Como o sinal estava fechado, os carros pararam.” Que relação a oração inicial expressa? Gabarito: Causa.

F1inéditaResposta: B

Conceito: A interpretação de dados deve respeitar o alcance e os limites do que foi pesquisado.
Raciocínio: O percentual de 68% supera a metade, então representa a maioria. O levantamento não permite concluir causas, efeitos ou motivos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A generaliza o dado: 68% não corresponde à totalidade.
  • C: A alternativa C afirma um efeito sobre o desempenho que a pesquisa não investigou.
  • D: A alternativa D atribui um motivo aos estudantes sem apoio nos dados.
  • E: A alternativa E inventa uma mudança no acervo e uma relação de causa e efeito.
Pegadinha: Não confunda um dado percentual com uma explicação sobre as causas do fenômeno.
Base: Referência: compreensão de informações quantitativas e limites da inferência textual.
Questão irmã: Em uma pesquisa, 72% dos entrevistados preferiram o atendimento digital. É correto dizer que a maioria fez essa escolha? Gabarito: Sim. 72% é mais da metade.

F2inéditaResposta: C

Conceito: O gênero textual se relaciona à finalidade comunicativa e à situação de circulação do texto.
Raciocínio: O texto transmite às famílias informações práticas sobre uma reunião. Essa função caracteriza o gênero aviso.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A designa um gênero narrativo ficcional, não um comunicado escolar.
  • B: A alternativa B costuma explicar ou definir um tema, finalidade que o texto não apresenta.
  • D: A alternativa D pressupõe defesa de uma opinião, ausente no aviso.
  • E: A alternativa E relata uma experiência pessoal, enquanto o texto comunica dados objetivos.
Pegadinha: Não confunda gênero textual, como aviso, com tipologia textual, como descrição ou exposição.
Base: Referência: gênero textual, finalidade comunicativa e contexto de circulação.
Questão irmã: Uma mensagem escolar informa a data, o horário e o local de uma reunião. Qual gênero predomina? Gabarito: Aviso.

F3inéditaResposta: A

Conceito: A metáfora cria uma associação de sentido entre elementos sem usar um conectivo comparativo explícito.
Raciocínio: A lama não é literalmente uma serpente. A expressão associa a forma sinuosa da lama à de uma serpente, produzindo uma metáfora.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B descreve o eufemismo, que atenua uma ideia desagradável; não é o caso.
  • C: A alternativa C atribui ao trecho um sentido oposto ao literal, sem indício de ironia.
  • D: A alternativa D exige oposição entre ideias, não uma associação por semelhança.
  • E: A alternativa E exige uma palavra que imite um som.
Pegadinha: A imagem figurada não deve ser interpretada literalmente: a lama não se transforma em animal.
Base: Referência: metáfora como figura de linguagem baseada em associação de sentidos.
Questão irmã: “O corredor era um túnel escuro.” Qual figura de linguagem aparece na expressão destacada? Gabarito: Metáfora.

F4inéditaResposta: B

Conceito: A ironia ocorre quando o contexto indica um sentido diferente, muitas vezes oposto, ao sentido literal da fala.
Raciocínio: A expressão “pontualidade exemplar” é um elogio literal, mas o atraso de quarenta minutos revela a crítica pretendida. O contraste entre fala e situação produz ironia.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A erra porque a fala não exagera a duração do atraso; ela faz um elogio irônico.
  • C: A alternativa C descreve uma substituição de nomes, que não ocorre.
  • D: A alternativa D exige uma comparação explícita, ausente na frase.
  • E: A alternativa E exige atribuir característica humana a um ser não humano.
Pegadinha: O sentido da frase depende da situação: sem considerar o atraso, o elogio poderia parecer literal.
Base: Referência: ironia como figura de linguagem cuja interpretação depende do contexto.
Questão irmã: Ao ver a sala completamente bagunçada, alguém diz: “Que organização impecável!” Qual figura de linguagem pode estar presente? Gabarito: Ironia.

F5inéditaResposta: A

Conceito: A concessão apresenta um fato que poderia dificultar outro, mas não o impede.
Raciocínio: O céu nublado poderia ser um obstáculo ao treinamento ao ar livre. Apesar disso, a equipe iniciou a atividade. “Embora” introduz essa concessão.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B indicaria que o céu nublado causou o início do treinamento, relação que o período não expressa.
  • C: A alternativa C exigiria uma escolha entre possibilidades.
  • D: A alternativa D apresentaria um resultado deduzido, não uma circunstância que não impediu a ação.
  • E: A alternativa E indicaria soma de informações, não oposição entre obstáculo e ação realizada.
Pegadinha: A oração concessiva não apresenta a causa do treinamento; apresenta uma circunstância que poderia impedi-lo.
Base: Referência: conjunções subordinativas concessivas e relação de concessão.
Questão irmã: “Apesar da chuva, a partida ocorreu.” Que relação semântica a expressão inicial estabelece? Gabarito: Concessão.

F6inéditaResposta: B

Conceito: A conjunção adversativa “mas” introduz uma ideia que contrasta com a anterior.
Raciocínio: A brevidade do relatório poderia levar à expectativa de pouco detalhamento. A segunda oração contrapõe essa expectativa ao informar que havia dados detalhados.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A indicaria que uma oração é motivo da outra, e não há essa relação.
  • C: A alternativa C apresentaria uma conclusão, valor que não corresponde ao uso de “mas” neste período.
  • D: A alternativa D exigiria que a segunda oração justificasse ou esclarecesse a primeira.
  • E: A alternativa E indicaria opções ou revezamento, ausentes no período.
Pegadinha: O contraste pode aparecer entre informações que não são logicamente incompatíveis; basta haver quebra de expectativa.
Base: Referência: conjunções coordenativas adversativas e relação de contraste.
Questão irmã: “A viagem foi longa, porém tranquila.” Que relação “porém” estabelece? Gabarito: Oposição ou contraste.

Q1oficialResposta: C

Conceito: O tipo argumentativo apresenta uma ideia e desenvolve razões para sustentá-la; gênero textual é outra classificação, ligada à finalidade e à circulação do texto.
Raciocínio: O texto de Bourdieu interpreta a função social do álbum de família. Afirma que ele registra uma memória coletiva e explica como as imagens reforçam a unidade presente do grupo. Essa interpretação caracteriza o tipo argumentativo, como indica a alternativa C.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A confunde tipo textual com gênero. O trecho não é identificado como texto de divulgação científica apenas por tratar de uma análise sociológica.
  • B: A alternativa B classifica o trecho como conto, mas não há enredo ficcional com personagens e ações organizadas como narrativa literária.
  • D: A alternativa D afirma que o primeiro parágrafo é uma narração. O trecho desenvolve uma reflexão sobre fotografias e memória, não uma sequência de acontecimentos.
  • E: A alternativa E deduz o gênero e o grau de informalidade apenas do fato de o texto estar em um blog. O meio de divulgação não transforma automaticamente o texto em gênero informal da esfera cotidiana.
Pegadinha: Confundir gênero textual, como conto ou artigo, com tipo textual, como narração ou argumentação.
Base: Texto 2 do enunciado; noções de tipologia e gênero textual.
Questão irmã: Um artigo afirma que a publicidade influencia escolhas e apresenta razões para sustentar essa tese. Que tipo textual predomina? Gabarito: Argumentativo.

Fonte: TRE/TO 2025 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/631

Q2oficialResposta: E

Conceito: A interpretação textual exige distinguir o que o texto afirma expressamente do que permite inferir.
Raciocínio: No trecho “Quando ouvir dizer que o Brasil é um país tupiniquim, não se irrite”, o autor prevê uma possível reação de irritação e pede que ela seja evitada. A alternativa E formula corretamente essa inferência, sem afirmar que todas as pessoas terão essa reação.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A transforma a comparação entre Eduardo Navarro e o personagem Policarpo Quaresma em inspiração para o projeto. O texto apresenta uma aproximação entre as iniciativas, mas não afirma que Navarro se inspirou no romance.
  • B: A alternativa B atribui ao projeto Tupi Aqui um fracasso por falta de professores. O texto diz que uma recomendação anterior, no Rio de Janeiro, não foi executada por esse motivo; não afirma que o projeto de Navarro fracassou.
  • C: A alternativa C troca uma proposta de matéria optativa por inclusão obrigatória e restringe o projeto a escolas da cidade de São Paulo. O texto fala em escolas paulistas e cursos, sem dizer que o ensino será obrigatório.
  • D: A alternativa D confunde a influência do tupi no vocabulário brasileiro com o uso do nheengatu por todos os brasileiros. O texto informa que essa variante é falada por indígenas e caboclos no Amazonas.
Pegadinha: Atribuir a uma informação próxima um dado que o texto relata sobre outro caso: a falta de professores foi associada à recomendação do Rio de Janeiro, não ao projeto Tupi Aqui.
Base: Texto “A língua do Brasil”, especialmente o trecho “Quando ouvir dizer que o Brasil é um país tupiniquim, não se irrite”.
Questão irmã: Um texto diz: “Ao ouvir a crítica, não se ofenda”. O que se pode inferir? Gabarito: Que o autor considera possível que alguém se ofenda com a crítica.

Fonte: IFPB 2025 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/673

Q3oficialResposta: A

Conceito: A tipologia expositiva apresenta e explica informações sobre fatos, objetos ou fenômenos, sem organizar o texto principalmente como defesa de uma tese.
Raciocínio: O trecho informa que a Nasa lançou uma missão, identifica o asteroide como um mundo metálico ainda não estudado e apresenta a hipótese científica de que ele possa ser o núcleo de um antigo corpo celeste. Predomina, portanto, a exposição de informações, como afirma a alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B descreve uma sequência cronológica da viagem da sonda, mas o trecho não narra o trajeto. Ele noticia o lançamento e explica características do asteroide.
  • C: A alternativa C atribui ao trecho uma instrução passo a passo. Não há comandos nem orientações ao leitor.
  • D: A alternativa D fala em descrição da estética da sonda. O trecho caracteriza o asteroide de modo pontual, mas sua finalidade predominante é informar sobre o lançamento e a missão.
  • E: A alternativa E confunde a apresentação de informações e de uma hipótese científica com argumentação. O trecho não apresenta uma tese do autor defendida por meio de argumentos.
Pegadinha: Uma descrição pontual dentro do trecho não muda sua tipologia predominante: o foco continua sendo informar e explicar.
Base: Trecho da notícia “Missão da Nasa decola rumo ao asteroide Psyche”; noções de tipologia textual.
Questão irmã: Um texto apresenta dados sobre a formação de um fenômeno natural e explica suas etapas, sem defender uma opinião. Que tipo predomina? Gabarito: Expositivo.

Fonte: PM/PE 2023 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/588

Q4oficialResposta: E

Conceito: A compreensão textual deve respeitar as informações e as ressalvas apresentadas no texto, sem ampliar ou reduzir suas conclusões.
Raciocínio: O texto diz que as abelhas conseguem dançar mesmo sem professoras, embora a aprendizagem social aperfeiçoe a comunicação. A prática melhora alguns aspectos, mas não corrige completamente a informação sobre a distância. Assim, a alternativa E expressa que a dança sofre influência do meio e não é inteiramente aprendida nem inteiramente inata.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A afirma que, sem aprender com as anciãs, a abelha não consegue se mover corretamente e se torna inútil. O texto relata que as abelhas destreinadas dançam, melhoram com a prática e continuam capazes de comunicar, embora com limitações.
  • B: A alternativa B transforma a idade de cerca de oito dias, indicada como período crucial de aprendizado, em duração das aulas. O texto não afirma que as aulas duram oito dias.
  • C: A alternativa C diz que as abelhas sem aulas igualaram as demais também na comunicação da distância. O texto informa que elas ainda falhavam nesse aspecto.
  • D: A alternativa D afirma que os pesquisadores favoreceram um grupo e fizeram as abelhas sem instrução percorrer distâncias maiores. O estudo controlou as distâncias para que fossem iguais.
Pegadinha: A alternativa E fala em componente inato, e isso é compatível com o texto: ao dizer que a dança “não é completamente inata”, ele admite uma base inata, aperfeiçoada pelo ambiente e pelo aprendizado social. O erro seria ler “inato” como “inteiramente inato”.
Base: Texto “As abelhas dançam para se comunicar. Mas precisam de aulas de dança”.
Questão irmã: Uma habilidade surge sem ensino formal, mas melhora com a observação de pessoas experientes. Ela é totalmente inata ou totalmente aprendida? Gabarito: Não. Pode haver uma base inata que se aperfeiçoa pelo aprendizado social.

Fonte: PP/PR 2024 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/604

Q5oficialResposta: B

Conceito: A tipologia expositiva apresenta informações e dados para explicar ou informar sobre um tema.
Raciocínio: O texto relata resultados de uma pesquisa, informa percentuais e quantidades e compara dados de anos diferentes. Não tenta convencer o leitor de uma tese nem lhe dá instruções. Por isso, predomina a exposição, como indica a alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A classifica o texto como argumentativo, mas a exposição de dados não tem como objetivo principal defender uma opinião.
  • C: A alternativa C aponta a descrição. Embora haja caracterização de grupos e números, o texto informa resultados de pesquisa, não descreve principalmente seres ou cenários.
  • D: A alternativa D aponta a narração, mas o texto não organiza uma sequência de ações ou acontecimentos com enredo.
  • E: A alternativa E aponta a injunção, que se reconhece por instruções, ordens ou orientações. O texto não instrui o leitor.
Pegadinha: A presença de comparações entre anos não torna o texto narrativo: os dados continuam organizados para informar.
Base: Texto “Pesquisa mostra que 95% das crianças e adolescentes acessam internet”; noções de tipologia textual.
Questão irmã: Uma notícia apresenta percentuais de uma pesquisa e explica o que eles revelam, sem defender uma proposta. Qual tipologia predomina? Gabarito: Expositiva.

Fonte: CBM/PE 2023 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/589

Q6oficialResposta: E

Conceito: A interpretação de um texto argumentativo identifica a tese do autor e os elementos usados para sustentá-la.
Raciocínio: O autor defende que a IA pode ajudar, mas ainda não substitui a singularidade humana. Ao relatar sua experiência com o ChatGPT, aponta dois limites: a base de dados precisava de atualização e os comandos genéricos produziam respostas genéricas. A alternativa E resume corretamente esses dois pontos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A atribui ao autor uma visão sem futuro promissor para as IAs. O texto reconhece que elas contribuirão para a evolução e serão ferramentas importantes.
  • B: A alternativa B afirma que a plataforma precisa de atualizações anuais. O texto não estabelece essa frequência; diz que os dados estavam atualizados até meados de 2021.
  • C: A alternativa C generaliza a crítica às respostas e omite a explicação central: comandos genéricos tendem a gerar respostas genéricas. O exemplo do post mostra que um pedido vago não garante um resultado eficaz.
  • D: A alternativa D diz que o autor discorda dos investimentos no setor. O texto informa os investimentos e prevê tecnologias mais aperfeiçoadas, sem rejeitar esses aportes.
Pegadinha: Confundir a crítica a limitações atuais da ferramenta com uma posição contrária ao desenvolvimento da inteligência artificial.
Base: Texto “ChatGPT: a inteligência artificial como aliada ou a substituta da mente humana?”, especialmente a seção “Experimentando o ChatGPT”.
Questão irmã: Um autor afirma que um assistente digital não substitui o julgamento humano porque precisa de dados atualizados e de instruções claras. Qual é a relação entre esses pontos e a tese? Gabarito: São razões apresentadas para sustentar que a ferramenta ainda depende da intervenção humana.

Fonte: PM/DF 2023 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/549

Q7oficialResposta: C

Conceito: O texto informativo transmite dados e explicações sobre um tema; a presença de comentários pontuais não altera necessariamente sua finalidade predominante.
Raciocínio: O texto apresenta informações históricas e linguísticas sobre o tupi, dados sobre sua influência no português e a tentativa de ampliar seu ensino. Embora haja expressões avaliativas, como “À primeira vista, o projeto parece birutice”, o conjunto é predominantemente informativo. Por isso, a alternativa C está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A toma uma orientação pontual — “não se irrite” — como prova de que todo o texto é injuntivo. Esse trecho isolado não define a tipologia predominante.
  • B: A alternativa B confunde a exposição de fatos históricos com narração. O texto não se organiza principalmente como uma sequência de acontecimentos de um enredo.
  • D: A alternativa D classifica o texto como resenha sem base. O texto informa sobre o tupi e o projeto de ensino; a avaliação pontual do projeto não o transforma em resenha.
  • E: A alternativa E supervaloriza marcas subjetivas e expressões figuradas. Elas aparecem pontualmente, mas não tornam o texto essencialmente literário.
Pegadinha: Julgar a tipologia do texto pelo trecho mais expressivo, em vez de considerar sua finalidade predominante.
Base: Texto “A língua do Brasil”; noções de tipologia textual.
Questão irmã: Um texto apresenta dados históricos e explicações sobre uma língua, embora inclua uma avaliação ocasional do autor. Qual finalidade predomina? Gabarito: Informar e expor dados sobre o tema.

Fonte: IFPB 2025 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/673

Q8oficialResposta: C

Conceito: A compreensão global identifica a ideia central do texto e distingue essa ideia de afirmações mais restritas ou não mencionadas.
Raciocínio: O título e o desenvolvimento defendem que o uso de celulares e recursos digitais precisa de orientação dentro e fora da escola. O texto também diz que proibir na escola, sem orientação familiar, não basta. A alternativa C sintetiza essa posição.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A afirma que a proibição escolar faz os alunos usarem mais o celular em casa. O texto critica a falta de coerência entre escola e família, mas não estabelece essa relação de causa e efeito.
  • B: A alternativa B defende a substituição completa dos métodos tradicionais. A professora afirma que não se deve voltar somente ao giz, à lousa e ao livro, não que esses recursos devam ser eliminados.
  • D: A alternativa D afirma que os estudantes usam a tecnologia adequadamente sem orientação. O texto sustenta o contrário: o uso precisa ser orientado.
  • E: A alternativa E atribui à escola a maior responsabilidade exclusiva. O texto defende que escola e família precisam atuar de modo coerente.
Pegadinha: Confundir a crítica ao uso excessivo e sem acompanhamento com uma defesa da proibição total ou da substituição dos métodos tradicionais.
Base: Texto “Uso de celulares na educação exige orientação dentro e fora da escola”.
Questão irmã: Uma professora afirma que o uso de redes sociais por jovens exige diálogo na escola e acompanhamento familiar. Qual é a ideia central? Gabarito: A orientação deve envolver tanto a escola quanto a família.

Fonte: IFCE 2026 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/686

Q9oficialResposta: B

Conceito: A tipologia argumentativa sustenta uma conclusão por meio de razões; operadores argumentativos explicitam relações lógicas entre as ideias.
Raciocínio: O trecho emprega verbos no presente para apresentar afirmações gerais, como “são”, “é” e “resta”. O operador “portanto” introduz uma conclusão: descuidar do patrimônio arquivístico equivale a abandonar parte da própria humanidade. A alternativa B identifica corretamente essas marcas.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A menciona verbos no pretérito imperfeito, mas o trecho usa principalmente o presente do indicativo. Advérbios de modo e intensidade também não são a marca central apresentada.
  • C: A alternativa C classifica o trecho como expositivo e afirma que há verbos imperativos. Não há comandos; há uma conclusão argumentativa introduzida por “portanto”.
  • D: A alternativa D aponta verbos no pretérito perfeito e advérbios de tempo e lugar, que não predominam no trecho.
  • E: A alternativa E identifica infinitivos e adjetivos, mas erra ao classificar o trecho como narrativo-descritivo. O texto apresenta uma tese e a justifica.
Pegadinha: O infinitivo “abandonar” aparece no trecho, mas isso não torna o texto injuntivo nem narrativo; observe o operador conclusivo e a relação entre as ideias.
Base: Trecho do enunciado sobre o patrimônio arquivístico; uso do operador argumentativo “portanto” e de verbos no presente.
Questão irmã: “Sem dados confiáveis, a análise fica comprometida. Logo, é preciso revisar as fontes.” Que função exerce “logo”? Gabarito: Introduz uma conclusão e contribui para a argumentação.

Fonte: PM/PE 2023 — https://www.institutoaocp.org.br/concursos/588

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • A resposta de interpretação deve ter apoio no texto.
  • Inferir é concluir a partir de pistas, sem inventar informação.
  • Em questões com dois textos, complementar não significa contradizer.
  • Gênero é a forma social do texto; tipologia é seu modo de organização.
  • A exposição informa ou explica; a argumentação defende uma tese.
  • Figuras de linguagem produzem efeitos que dependem do contexto.
  • Causa explica o motivo; consequência indica o resultado.
  • Concessão admite um obstáculo que não impede o fato principal.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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