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Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Linguagem, texto e comunicação78 questões da banca, 2021–2026 · cap. 1
  2. 2Fonética e Ortografia178 questões da banca, 2020–2026 · cap. 1
  3. 3Morfologia218 questões da banca, 2020–2026 · cap. 1
  4. 4Sintaxe1029 questões da banca, 2020–2026 · cap. 1
  5. 5Semântica e Estilística707 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  6. 6Leitura, compreensão e interpretação contextualizada632 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  7. 7Tipologia textual e gêneros textuais245 questões da banca, 2021–2026 · cap. 2
  8. 8Estrutura textual: ideia principal e ideias secundárias59 questões da banca, 2021–2026 · cap. 2
  9. 9Coesão e Coerência textual492 questões da banca, 2021–2026 · cap. 3
  10. 10Defesa do ponto de vista: argumentação, intencionalidade e intertextualidade213 questões da banca, 2021–2026 · cap. 3
  11. 11Domínio da expressão escrita (redação)88 questões da banca, 2021–2026 · cap. 3

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Linguagem, texto e comunicaçãoFonética e ortografiaMorfologiaSintaxe

Itens do edital:

  • 1. Linguagem, texto e comunicação
  • 2. Fonética e Ortografia
  • 3. Morfologia
  • 4. Sintaxe

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Em uma campanha de vacinação, a frase “Proteja quem você ama: vacine-se” busca principalmente

  1. A)relatar um fato passado sem tentar influenciar o leitor.
  2. B)orientar o destinatário a agir, com apelo direto à sua participação.
  3. C)explicar o significado técnico da palavra vacinação.
  4. D)manter aberto o canal de comunicação sem transmitir uma mensagem central.

P2inédita

Assinale a frase em que o emprego de “por que” está de acordo com a ortografia oficial.

  1. A)Ninguém explicou porquê o portão foi fechado.
  2. B)O portão foi fechado por quê os funcionários saíram.
  3. C)A equipe quer saber por que o portão foi fechado.
  4. D)O por que do fechamento ainda não foi informado.

P3inédita

Na oração “A equipe reorganizou os arquivos”, a palavra “reorganizou” foi formada por

  1. A)derivação prefixal e sufixal, com acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo obrigatório.
  2. B)composição por justaposição de duas palavras independentes.
  3. C)derivação parassintética, com prefixo e sufixo que não podem ocorrer separadamente.
  4. D)derivação prefixal, pelo acréscimo de “re-” à forma “organizou”.

1.2 O que cai

  • 1. Linguagem, texto e comunicação: 78 questões da banca, 2021–2026
  • 2. Fonética e Ortografia: 178 questões da banca, 2020–2026
  • 3. Morfologia: 218 questões da banca, 2020–2026
  • 4. Sintaxe: 1029 questões da banca, 2020–2026

1.3 Teoria

Este capítulo reúne conceitos de linguagem e comunicação, além de tópicos de fonética, ortografia, morfologia e sintaxe. A prova exige reconhecer efeitos de sentido no contexto e aplicar regras gramaticais sem perder de vista o funcionamento do texto.

1.3.1 Linguagem, texto e comunicação

A linguagem é uma atividade de interação. Na comunicação, os sentidos não dependem apenas das palavras e das regras do sistema: também resultam do contexto, dos objetivos, dos interlocutores e do gênero textual.

A língua é social e dinâmica. Os falantes produzem enunciados em situações concretas e podem disputar interpretações. Por isso, não se deve tratar o texto como recipiente de um sentido único, isolado de quem fala, para quem fala e em que circunstâncias.

A competência comunicativa envolve compreender e produzir textos adequados a diferentes situações. O estudo de gêneros discursivos permite observar quem participa, com que finalidade, por qual meio e com que organização. A análise linguística continua importante, mas deve ajudar a compreender como as escolhas lexicais e gramaticais contribuem para os sentidos. Não se reduz o ensino ao reconhecimento de estruturas nem à norma-padrão fora de contexto.

As funções da linguagem indicam o elemento ou propósito que ganha destaque, embora várias possam coexistir. A função referencial privilegia informação sobre o contexto; a emotiva destaca o emissor; a conativa busca agir sobre o destinatário; a fática testa ou mantém o canal; a metalinguística trata do próprio código; e a poética põe em relevo a construção da mensagem. Em uma reportagem informativa, predomina em geral a referencial, mas o gênero sozinho não elimina a necessidade de examinar o trecho. O contexto de produção e a intenção comunicativa orientam a interpretação.

Esquema

Funções da linguagem

Elemento em destaque

  • Referencial

    Informação e contexto

  • Emotiva

    Emissor

  • Conativa

    Destinatário

  • Fática

    Canal

  • Metalinguística ou poética

    Código ou construção da mensagem

1.3.2 Fonética e ortografia

Fonética estuda os sons da fala; fonologia observa como esses sons funcionam e se organizam na língua.

Na escrita, a ortografia fixa convenções que nem sempre permitem deduzir a grafia apenas pela pronúncia. Em prova, diferencie letra, representação gráfica, de fonema, unidade sonora capaz de distinguir palavras. Uma letra pode representar mais de um som, e duas letras podem representar um único fonema. Dígrafos como “ch” e “lh” são exemplos de duas letras para um som.

Acentuação gráfica segue a posição da sílaba tônica e as terminações da palavra. Identifique primeiro a sílaba tônica; depois classifique a palavra como oxítona, paroxítona ou proparoxítona e aplique a regra pertinente. Não confunda acento gráfico com acento tônico: toda palavra pronunciada tem tonicidade, mas nem toda recebe sinal escrito. O til indica nasalidade, não é acento gráfico de tonicidade no mesmo sentido dos sinais agudo e circunflexo.

Crase é a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a/as” ou com o início de demonstrativos como “aquele(s)”, “aquela(s)” e “aquilo”. O acento grave marca essa fusão. Verifique se o termo regente exige preposição e se o termo seguinte admite artigo ou começa por demonstrativo. Em topônimos, faça o teste: “volto da cidade” favorece artigo e “vou à cidade”; “volto de Belo Horizonte” não admite artigo e, portanto, escreve-se “vou a Belo Horizonte”. O numeral, por si só, não justifica crase. Em “a uma”, a presença do artigo indefinido impede a fusão com artigo definido.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · NAV BRASIL 2026

Assinale a frase em que se erra no emprego do acento grave indicativo da crase.

  1. A)Chegou ao trabalho à uma e meia.
  2. B)A procissão era vista à distância.
  3. C)Sua ida à Europa foi inesperada.
  4. D)Não houve alusão àquele produto.
  5. E)Pretendia ir à Belo Horizonte.

Resposta: E

Conceito: Crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a ou com o a inicial de certos demonstrativos.

Raciocínio: Em nomes de cidades que normalmente não admitem artigo, como Belo Horizonte, usa-se apenas a preposição exigida por ir, sem acento grave. Portanto, escreve-se ir a Belo Horizonte. O gabarito é a alternativa E.

Pegadinha: A presença de um nome feminino não basta para haver crase: é preciso verificar se há também artigo feminino ou demonstrativo iniciado por a.

Base: Gramática normativa da língua portuguesa, de Rocha Lima, seção sobre emprego do acento grave; Manual de Redação da Presidência da República, seção sobre crase.

1.3.3 Morfologia

Morfologia estuda a estrutura e a classificação das palavras. As classes variáveis admitem flexões: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome e verbo.

Advérbio, preposição, conjunção e interjeição são tradicionalmente classificados como invariáveis, embora o advérbio possa variar em grau. A classe não se decide só pela forma: observe a função e o contexto. “Claro”, por exemplo, pode caracterizar um substantivo ou funcionar como advérbio em determinada construção.

O verbo expressa processo, estado ou fenômeno e pode flexionar em pessoa, número, tempo, modo e voz. Uma forma nominal não apresenta, por si só, todas as flexões verbais. O infinitivo pode integrar uma oração reduzida, que não traz conjunção subordinativa nem verbo flexionado. Na locução “ao nascer”, “ao” resulta da preposição “a” com artigo masculino “o” antes do infinitivo substantivado; o contexto pode indicar valor temporal. Para desenvolver a oração, explicite a relação de sentido e use verbo conjugado: “ao nascer” pode equivaler a “assim que nasce” quando expressa simultaneidade ou início no tempo. “Depois de nascer” deslocaria o sentido para posterioridade.

A análise morfológica também distingue palavras homônimas pela classe em uso. “São” pode ser forma do verbo ser, adjetivo ou substantivo, conforme a frase. “Vão” pode ser forma verbal ou substantivo. No enunciado “os medos são adaptações”, “são” é verbo de ligação; em “geralmente em vão”, a expressão “em vão” é locução adverbial, e “vão” integra a locução. Assim, a comparação correta depende do emprego sintático e semântico, não apenas da grafia ou da pronúncia.

1.3.4 Sintaxe

Sintaxe examina as relações entre termos e orações. Na análise de um período, localize primeiro os verbos e delimite as orações; depois reconheça as relações de dependência e os papéis sintáticos.

Sujeito e predicado formam a estrutura básica da oração. Há orações sem sujeito (sujeito inexistente), como as que expressam fenômenos da natureza em uso impessoal; isso não se confunde com sujeito indeterminado. Complementos verbais completam o sentido do verbo; adjuntos acrescentam circunstâncias ou caracterizações. A função depende da relação estabelecida na frase, não de uma lista fixa de palavras.

Orações desenvolvidas apresentam verbo flexionado e, frequentemente, conectivo. Orações reduzidas usam forma nominal do verbo e não são introduzidas por conjunção subordinativa. A forma reduzida pode ser de infinitivo, gerúndio ou particípio. Para reescrevê-la como desenvolvida, mantenha a relação semântica original: tempo, causa, condição, concessão, finalidade ou outra. “Ao + infinitivo” costuma indicar tempo e pode ser desenvolvido por “quando” ou “assim que”, conforme a simultaneidade e o contexto. Não substitua automaticamente por “depois que”, pois isso pode criar uma relação de posterioridade inexistente.

A crase também é questão sintática: depende da regência do termo anterior e da presença de artigo ou demonstrativo no termo seguinte. O teste de substituição por masculino pode ajudar: se a construção equivalente apresenta “ao”, pode haver “à” no feminino. Ainda assim, confirme a regência e o sentido. Em “correspondem a 98%”, o complemento começa por numeral cardinal e não recebe artigo feminino definido apenas por essa razão; não se marca crase. A análise deve considerar a construção inteira, e não uma palavra isolada.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · PREF/MACAE/RJ 2026

Analise a frase a seguir, da autoria de um poeta latino, sobre a doença: “A doença deve ser combatida ao nascer.” Nessa frase, a oração reduzida “ao nascer” pode ser adequadamente substituída pela seguinte oração desenvolvida:

  1. A)após nascer.
  2. B)embora nasça.
  3. C)assim que nasce.
  4. D)desde o seu nascimento.
  5. E)depois de seu nascimento.

Resposta: C

Conceito: A oração reduzida de infinitivo não apresenta conjunção e verbo flexionado; quando desenvolvida, explicita a relação semântica por meio de conectivo e forma verbal finita.

Raciocínio: Em ao nascer, a preposição a com o infinitivo indica o momento em que a doença deve ser combatida: assim que nasce. Essa paráfrase mantém o valor temporal e corresponde à alternativa C.

Pegadinha: A expressão ao + infinitivo pode ter valor temporal; não se deve confundi-la automaticamente com depois de.

Base: Gramática normativa da língua portuguesa, de Rocha Lima, capítulos sobre orações subordinadas adverbiais e formas reduzidas.

Pegadinha da banca

Sentido não é só gramática

Não atribua significado ao texto sem considerar interlocutores, finalidade, gênero e situação de comunicação.

Pegadinha da banca

Crase e numeral

Numeral cardinal não provoca crase automaticamente. Verifique a regência e a presença de artigo feminino.

Atenção

Desenvolva sem mudar o sentido

Na passagem de oração reduzida para desenvolvida, preserve a relação semântica expressa no contexto.

1.4 Exemplo resolvido

Assinale a alternativa em que a oração subordinada expressa valor temporal. A) Ana revisou o texto para que não houvesse erros. B) Ana revisou o texto porque havia muitos erros. C) Ana revisou o texto assim que terminou a redação. D) Ana revisou o texto, embora estivesse cansada.

  1. Procure a relação temporal entre a oração subordinada e a principal.
  2. A alternativa A expressa finalidade (“para que”); B, causa (“porque”); D, concessão (“embora”).
  3. Na alternativa C, “assim que terminou a redação” situa a revisão no tempo em relação ao término.

Resposta: C) A oração “assim que terminou a redação” expressa valor temporal.

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Assinale a oração em que o termo destacado exerce função de sujeito.

  1. A)Aos candidatos restam **duas etapas**.
  2. B)A equipe analisou **os documentos** ontem.
  3. C)A decisão foi comunicada **aos inscritos**.
  4. D)Os atletas chegaram **cansados**.

F2inédita

Em qual alternativa todas as palavras estão corretamente acentuadas segundo as regras vigentes?

  1. A)ideia, heroico, assembleia
  2. B)idéia, heróico, assembléia
  3. C)juíz, raíz, gratuíto
  4. D)voo, enjôo, lêem

F3inédita

Leia: “O laboratório recebeu um novo equipamento. O aparelho será instalado na próxima semana.” No segundo período, “O aparelho” retoma “um novo equipamento”. Esse recurso contribui diretamente para

  1. A)a progressão temática e a coesão referencial do texto.
  2. B)a incoerência, pois a repetição por pronome impede a identificação do referente.
  3. C)a função metalinguística, pois o período define uma regra da língua.
  4. D)a ausência de conexão entre os períodos, pois só conjunções estabelecem coesão.

F4inédita

Na frase “Os fiscais chegaram cedo”, a palavra “cedo” é classificada como

  1. A)adjetivo, pois caracteriza o substantivo “fiscais”.
  2. B)advérbio, pois modifica o verbo e indica circunstância de tempo.
  3. C)substantivo, pois nomeia o momento da chegada.
  4. D)pronome, pois substitui o nome dos fiscais.

F5inédita

Assinale a frase em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão.

  1. A)Fazem três meses que o curso começou.
  2. B)Houveram mudanças no calendário da prova.
  3. C)Existem razões para revisar o conteúdo.
  4. D)Deve haverem novas inscrições amanhã.

F6inédita

No período “Embora a estrada estivesse molhada, o motorista não reduziu a velocidade”, a oração iniciada por “Embora” expressa circunstância de

  1. A)causa, pois apresenta o motivo necessário da velocidade mantida.
  2. B)condição, pois estabelece uma hipótese para manter a velocidade.
  3. C)concessão, pois apresenta um fato que não impede o que se declara na oração principal.
  4. D)consequência, pois apresenta o resultado inevitável da chuva.

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · PREF/SALVADOR/BA 2026
O sentido da linguagem está no contexto de interação verbal e não no sistema linguístico. A língua possui, por meio do discurso, uma função social, sendo um processo dinâmico e conflituoso de produção de significados sobre a realidade que se dá em qualquer contexto social. Para Bakhtin (1999), as relações sociais ganham sentido pela palavra e sua existência se concretiza no contexto da enunciação. SANTOS, C. G. O ensino de Língua Estrangeira/Adicional pelo viés discursivo-contrastivo. In.: DURÃO, A. B. de A. B.; DURÃO, A. B.; ANDRADE, O. G. de. (Orgs). Linguística Contrastiva: homenagem a Emilio Ridruejo Alonso. Coleção Calepino - vol. 2. Campinas: Pontes, 2019. p. 160. O excerto revela uma das principais dimensões da linguagem: a social. Nesse sentido, é correto pressupor que, no âmbito escolar, as aulas de Língua Portuguesa devem

  1. A)desenvolver a competência comunicativa dos estudantes por meio da análise de textos, priorizando os aspectos linguísticos responsáveis pela estabilidade dos sentidos produzidos na comunicação.
  1. B)privilegiar o estudo das estruturas gramaticais da língua, considerando que a compreensão dos usos sociais da linguagem decorre do domínio de suas regras de funcionamento.
  2. C)promover o contato com diferentes gêneros discursivos e situações de interação, compreendendo a produção de sentidos como resultado das relações estabelecidas entre sujeitos em contextos específicos.
  3. D)orientar as práticas de leitura e escrita para a interpretação objetiva dos textos, tomando o contexto de produção como um elemento complementar à organização linguística do enunciado.
  4. E)enfatizar a adequação dos enunciados à norma-padrão, entendendo que a construção de significados depende principalmente do conhecimento das formas linguísticas legitimadas socialmente.

Q2oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Leia o texto: Por que caem tantas árvores em São Paulo? Moradores da cidade de São Paulo enfrentam transtornos com o grande número de quedas de árvore após a forte chuva da segunda-feira (16). A tempestade com rajadas de vento de mais de 50 km/h deixou uma pessoa morta e pelo menos oito feridas. O Corpo de Bombeiros registrou a queda de ao menos 177 árvores durante a tarde. Mas por que tantas quedas? Especialistas consultados pelo UOL apontam os motivos que provocam tamanha destruição. A combinação de chuva e vento fortes tem um potencial arrasador. "Ventos acima de 60 km por hora podem derrubar árvores boas e ruins", afirma o agrônomo Demóstenes Ferreira da Silva Filho, professor do Departamento de Ciências Florestais da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Universidade de São Paulo). RAMALHOSO, Wellington. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/05/17/por-que-tantas- arvores-caem-em-sao-paulo.htm. Acesso em 17/02/2022. A reportagem é um gênero textual jornalístico de caráter informativo. Dada essa característica, assinale a opção em que se revela a função da linguagem predominante no trecho de reportagem em análise nesta questão.

  1. A)Conativa.
  2. B)Metalinguística.
  3. C)Fática.
  4. D)Referencial.
  5. E)Poética.

Q3oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Acerca dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto CG1A1, julgue os próximos itens. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).

No trecho "correspondem a 98% das vendas" (segundo período do quarto parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo "a" seria gramaticalmente correto devido à presença do numeral cardinal.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q4oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026
São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.).

No último parágrafo, os vocábulos “são”, em “medos são adaptações”, e “vão”, em “geralmente em vão”, pertencem a classes de palavras distintas.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q5oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e literários, julgue os itens a seguir. Texto base: Carta LXV Ao padre provincial do Brasil 1654 Com esta frota partimos pelo rio Tocantins, aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses lhe deram este nome é a que direi a V. Rev. ma. Nos meses de outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa; logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás, e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias, passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura, entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação, rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e deixando, porque em estando viradas de costas não se podem mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de viração (...). Antônio Vieira. Cartas. V. 1, São Paulo: Globo, p. 277-279. No trecho "Nos meses de outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas", é facultada a flexão do verbo da primeira oração na terceira pessoa do singular, em concordância com o núcleo do sujeito posposto.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q6oficial · EBSERH 2026
Observe o diálogo abaixo, entre um mecânico de automóveis e um cliente já conhecido: — Opa! Como é que tá? — Opa! Tudo bem seu Cloves? — Tudo bem. E o carro? — Dei uma olhada... o barulho embaixo é do escapamento... tá furado... o barulho na frente é da junta do motor... precisa trocar... também é bom trocar o limpador de para-brisas... tá velho... e aí... — E a embreagem? — Já consertei... Essa mancha é de alguma coisa que deixaram cair e não sai... Já esfreguei pra burro! — Puxa! Assinale a opção em que há uma característica da língua falada erradamente exemplificada.

  1. A)Problemas com a norma culta: “também é bom trocar o limpador de para-brisas”.
  1. B)Emprego de expressões populares: “Já esfreguei pra burro!”.
  2. C)Referências a realidades presentes na situação de comunicação: “Essa mancha é de alguma coisa que deixaram cair”.
  3. D)Formas popularmente abreviadas: “Como é que tá?”.
  4. E)Imprecisão: “o barulho na frente é da junta do motor... precisa trocar...”.

Q7oficial · TCE/SC 2026

A sigla TCU (Tribunal de Contas da União) mostra a mesma estruturação que a seguinte forma abreviada:

  1. A)PETROBRAS (Petróleo Brasileiro)
  2. B)STF (Supremo Tribunal Federal)
  3. C)UNICAMP (Universidade de Campinas)
  4. D)SUSEPE (Superintendência dos Serviços Penitenciários)
  5. E)BRADESCO (Banco Brasileiro de Descontos)

Q8oficial · UNE AL 26 2026
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue os seguintes itens. Texto base (CB2A1): A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital. Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional. No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina. A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito. Internet: <https://legale.com.

No segundo período do primeiro parágrafo, os vocábulos "apenas" e "própria" classificam-se gramaticalmente como adjetivos.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: A função conativa ou apelativa da linguagem concentra-se no destinatário e procura influenciar sua conduta.
Raciocínio: O imperativo “proteja” e a recomendação “vacine-se” dirigem-se ao leitor e o convidam a agir. Portanto, a alternativa B identifica a finalidade predominante.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A descreve uma finalidade informativa, mas o enunciado não narra um acontecimento passado.
  • C: A alternativa C descreve a função metalinguística; a campanha não explica um código ou termo.
  • D: A alternativa D descreve a função fática, voltada ao contato, e não o apelo à vacinação.
Pegadinha: O tema da mensagem não define sua função: observe a intenção comunicativa e as formas verbais dirigidas ao leitor.
Base: Roman Jakobson, Linguística e comunicação, capítulo “Linguística e poética”; classificação das funções da linguagem.
Questão irmã: Em “Confira o prazo e faça sua inscrição hoje”, que função predomina? Gabarito: Conativa ou apelativa.

P2inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: “Por que” separado e sem acento ocorre em perguntas indiretas, com sentido equivalente a “por qual motivo”.
Raciocínio: Em “quer saber por que o portão foi fechado”, a expressão introduz uma pergunta indireta. A alternativa C emprega a forma adequada.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A deveria usar “por que”, pois a expressão introduz uma pergunta indireta; “porquê” junto é substantivo.
  • B: A alternativa B usa “por quê” antes de uma oração explicativa; ali cabe “porque”, junto e sem acento.
  • D: A alternativa D emprega a expressão como substantivo, que exige artigo e forma “porquê”: “O porquê”.
Pegadinha: Pergunta indireta também usa “por que” separado, mesmo sem ponto de interrogação.
Base: VOLP/ABL, verbete “porquê”; Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, seção de emprego dos porquês.
Questão irmã: Complete: “A comissão perguntou ___ a sessão terminou cedo.” Gabarito: por que

P3inédita · pré-testeResposta: D

Conceito: Na derivação prefixal, acrescenta-se um prefixo a uma palavra ou base já existente.
Raciocínio: “Reorganizou” contém o prefixo “re-” e mantém a forma verbal “organizou”, que existe sem esse prefixo. Não há composição nem parassíntese; a alternativa D é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A supõe acréscimo de sufixo derivacional à base, mas “reorganizou” não foi criado por esse processo simultâneo.
  • B: A alternativa B descreve composição, que reúne elementos lexicais; não é o que ocorre com o prefixo “re-”.
  • C: A alternativa C descreve parassíntese. Ela não se aplica porque “organizou” existe sem o prefixo “re-”.
Pegadinha: Para distinguir parassíntese, verifique se a forma sem prefixo ou sem sufixo existe com o sentido pertinente.
Base: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, seção de estrutura e formação de palavras.
Questão irmã: Em “refazer”, qual processo de formação aparece? Gabarito: Derivação prefixal.

F1inéditaResposta: A

Conceito: O sujeito é o termo com que o verbo concorda e sobre o qual se declara algo.
Raciocínio: Na alternativa A, “restam” concorda no plural com “duas etapas”, sujeito posposto; “aos candidatos” funciona como complemento. Assim, o termo destacado é o sujeito, e a alternativa A é correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: “Os documentos” completa o sentido de “analisou”; exerce função de objeto direto.
  • C: “Aos inscritos” completa o sentido de “comunicada”; é complemento introduzido por preposição.
  • D: “Cansados” caracteriza o sujeito “os atletas”; funciona como predicativo, não como sujeito.
Pegadinha: A posição depois do verbo não impede que um termo seja sujeito; observe a concordância verbal.
Base: Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, capítulos de sintaxe: sujeito e predicado.
Questão irmã: Em “Faltam três páginas”, qual é o sujeito? Gabarito: “Três páginas”.

F2inéditaResposta: A

Conceito: O Acordo Ortográfico eliminou o acento dos ditongos abertos “ei” e “oi” em palavras paroxítonas e suprimiu acentos diferenciais específicos.
Raciocínio: “Ideia”, “heroico” e “assembleia” são paroxítonas com ditongo aberto e não recebem acento. A alternativa A apresenta as três formas atuais.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B mantém acentos abolidos em “ideia”, “heroico” e “assembleia”.
  • C: A alternativa C acentua indevidamente “juiz”, “raiz” e “gratuito”; as formas corretas não levam esses acentos.
  • D: A alternativa D acentua indevidamente “enjoo” e “leem”; “voo” está correto sem acento.
Pegadinha: A pronúncia forte de uma vogal não basta para justificar acento: a regra depende da classificação e da terminação da palavra.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base IX (acentuação gráfica) e Base X (acento circunflexo); Decreto nº 6.583/2008.
Questão irmã: Qual é a grafia atual: “assembléia” ou “assembleia”? Gabarito: assembleia

F3inéditaResposta: A

Conceito: A coesão referencial conecta partes do texto por meio da retomada ou antecipação de referentes.
Raciocínio: “O aparelho” retoma o equipamento mencionado antes, mantendo o assunto e evitando repetição desnecessária. A alternativa A descreve esse vínculo e a continuidade temática.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B está errada porque o referente é identificável no período anterior; a retomada não gera incoerência.
  • C: A alternativa C confunde coesão referencial com metalinguagem; não há explicação sobre a língua.
  • D: A alternativa D erra ao afirmar que apenas conjunções produzem coesão; pronomes também podem estabelecer retomadas.
Pegadinha: Coesão não depende apenas de conectivos explícitos: a retomada lexical e pronominal também articula o texto.
Base: Ingedore Villaça Koch, A coesão textual, capítulos sobre coesão referencial.
Questão irmã: Em “A ponte foi interditada. Ela passará por reparos”, a que se refere “ela”? Gabarito: À ponte; ocorre coesão referencial.

F4inéditaResposta: B

Conceito: Advérbio é a palavra invariável que modifica, entre outros termos, um verbo e pode exprimir circunstância.
Raciocínio: “Cedo” informa quando os fiscais chegaram e modifica o verbo “chegaram”. Portanto, a alternativa B apresenta a classe e o valor semântico adequados.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A atribui valor adjetivo, mas “cedo” não caracteriza o substantivo; modifica a ação verbal.
  • C: A alternativa C trata “cedo” como nome. No contexto, a palavra não é núcleo de sintagma nominal.
  • D: A alternativa D descreve pronome, mas “cedo” não retoma nem substitui “fiscais”.
Pegadinha: Classifique a palavra pelo uso na oração, não por uma lista isolada de vocábulos que podem ter mais de uma função.
Base: Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, capítulo “Advérbio”.
Questão irmã: Em “A equipe respondeu prontamente”, que classe é “prontamente”? Gabarito: Advérbio de modo.

F5inéditaResposta: C

Conceito: O verbo pessoal concorda com o sujeito; “haver” com sentido de existir e “fazer” indicando tempo decorrido são impessoais e ficam na terceira pessoa do singular.
Raciocínio: Em “Existem razões”, o sujeito plural “razões” exige “existem”. Nas demais opções, verbos impessoais aparecem indevidamente no plural ou com infinitivo flexionado; a alternativa C é correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: O verbo “fazer”, indicando tempo decorrido, é impessoal: o correto é “Faz três meses”.
  • B: “Haver”, com sentido de existir, é impessoal: o correto é “Houve mudanças”.
  • D: Na locução com “haver” impessoal, o auxiliar também fica no singular e o infinitivo não se flexiona: “Deve haver novas inscrições”.
Pegadinha: O verbo “existir” concorda normalmente; não transfira para ele a impessoalidade de “haver” no sentido de existir.
Base: Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, capítulo “Concordância”, seção de concordância verbal; Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, concordância verbal.
Questão irmã: Complete: “___ dez anos que a estrada foi inaugurada.” Gabarito: Faz dez anos.

F6inéditaResposta: C

Conceito: A oração subordinada adverbial concessiva exprime um fato contrário à expectativa, sem impedir o fato da oração principal.
Raciocínio: A estrada molhada poderia levar à expectativa de que o motorista reduzisse a velocidade, mas ele não a reduziu. “Embora” introduz essa concessão; por isso, a alternativa C é correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A troca concessão por causa; a oração não apresenta simplesmente a razão da conduta.
  • B: A alternativa B confunde “embora” com conjunções condicionais como “se”.
  • D: A alternativa D descreve consequência, mas não há relação de resultado expressa pela oração introduzida por “embora”.
Pegadinha: A concessão aproxima-se de uma oposição, mas não equivale à causa: o fato subordinado não determina a ação principal.
Base: Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, capítulo “Período e sua construção”, orações subordinadas adverbiais concessivas.
Questão irmã: Classifique a oração em “Mesmo que chova, a partida ocorrerá”. Gabarito: Oração subordinada adverbial concessiva.

Q1oficialResposta: C

Conceito: A perspectiva sociointeracional entende que os sentidos são construídos entre interlocutores, em situações concretas de uso da língua.
Raciocínio: O texto destaca contexto, enunciação e relações sociais. Logo, o ensino deve trabalhar gêneros e interações reais, considerando quem fala, a quem, com que finalidade e em qual contexto. A alternativa C contempla esses fatores.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A põe a estabilidade linguística no centro e reduz o papel da interação; isso contraria a ideia de sentidos construídos contextualmente.
  • B: A alternativa B supõe que dominar regras gramaticais basta para compreender os usos sociais, invertendo a perspectiva discursiva apresentada.
  • D: A alternativa D trata o contexto como complemento e pressupõe interpretação objetiva independente da situação, quando ele participa da produção de sentidos.
  • E: A alternativa E reduz a construção de significados à norma-padrão, embora a linguagem funcione em diferentes práticas e variedades sociais.
Pegadinha: Confundir o ensino de língua com o estudo isolado de regras ou com a busca de um sentido fixo no texto.
Base: Bakhtin, Marxismo e filosofia da linguagem, discussão sobre a natureza social da enunciação; BNCC, área de Linguagens e suas Tecnologias, eixo de práticas de linguagem.
Questão irmã: Uma aula analisa como interlocutores constroem sentidos diferentes em gêneros e situações distintas. A prática é sociointeracional? Gabarito: Sim. Considera os sujeitos, os gêneros e o contexto de interação.

Fonte: PREF/SALVADOR/BA 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/professor-municipal-i-lingua-portuguesa-20h-e-40h-cns109-tipo-1.pdf

Q2oficialResposta: D

Conceito: A função referencial, ou denotativa, privilegia a informação sobre o referente e busca apresentar fatos de modo informativo.
Raciocínio: A reportagem relata ocorrências, números e explicações atribuídas a especialistas. Seu foco está nos fatos e no assunto tratado, não em influenciar diretamente o leitor ou explorar a forma da mensagem. O gabarito é a alternativa D.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A corresponde à função conativa, centrada no destinatário e em influenciá-lo; não é o foco do trecho.
  • B: A alternativa B corresponde à função metalinguística, em que a linguagem trata da própria linguagem.
  • C: A alternativa C corresponde à função fática, que testa ou mantém o canal de comunicação.
  • E: A alternativa E corresponde à função poética, que destaca a elaboração da mensagem; a reportagem prioriza a informação factual.
Pegadinha: A presença de uma citação direta não torna o texto expressivo ou poético: importa a finalidade predominante do gênero.
Base: Jakobson, Linguística e comunicação, descrição das funções da linguagem; os gêneros jornalísticos informativos privilegiam a função referencial.
Questão irmã: Uma notícia apresenta dados sobre uma enchente e informa locais atingidos. Qual função predomina? Gabarito: Referencial.

Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/cnsp0201-professor-ii-artes-cnsp0201-tipo-1.pdf

Q3oficialResposta: Errado

Conceito: O acento grave só indica crase quando há fusão da preposição a com artigo feminino ou com a inicial de demonstrativo que admite essa fusão.
Raciocínio: Em correspondem a 98% das vendas, o verbo corresponder rege a preposição a. O numeral percentual não vem precedido de artigo feminino a: portanto, fica apenas a preposição e não há crase. A afirmação é Errada, conforme a alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A está errada porque a presença de numeral cardinal, por si só, não exige artigo feminino nem produz crase; aqui ocorre somente a preposição a.
Pegadinha: Não confundir a preposição que o verbo exige com a crase: a crase depende da fusão de dois elementos, e não do numeral seguinte.
Base: Manual de Redação da Presidência da República, seção sobre crase; Gramática normativa da língua portuguesa, de Rocha Lima, seção sobre regência e crase.
Questão irmã: A campanha destinou recursos a 20% dos municípios. Deve-se escrever à 20%? Gabarito: Não. Escreve-se a 20%, sem crase, salvo contexto em que haja artigo feminino efetivamente exigido.

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/infrasa_26_analista/arquivos/9768E3C308D12FE9C03F9CDBF03E2DC1E7BD91CB01C5CD7805833A95E7A3AFF2.pdf

Q4oficialResposta: Certo

Conceito: Uma mesma sequência gráfica pode pertencer a classes diferentes conforme a função que exerce na frase.
Raciocínio: Em medos são adaptações, são é forma do verbo ser, núcleo do predicado nominal. Em geralmente em vão, vão integra a locução adverbial em vão, com sentido de inutilmente. As classes são distintas, então o item está Certo, como indica a alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • Errado: A alternativa B está errada porque são é verbo, enquanto em vão funciona como locução adverbial; não pertencem à mesma classe gramatical.
Pegadinha: Classifique cada ocorrência no contexto: não se deve atribuir a vão a classe verbal só porque existe o verbo ir com essa forma.
Base: Gramática normativa da língua portuguesa, de Rocha Lima, capítulos sobre classes de palavras e locuções adverbiais.
Questão irmã: Em Eles são colegas e chegaram em vão, as expressões destacadas pertencem à mesma classe? Gabarito: Não. São é verbo; em vão é locução adverbial.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cd_26_pl/arquivos/6BA6C911910A9996895927100E426BD4733C0601F6E27F998FD96D420A356EDC.pdf

Q5oficialResposta: Certo

Conceito: Com sujeito posposto formado por expressão partitiva ou de quantidade seguida de nome plural, a concordância verbal pode ocorrer com o núcleo singular ou com o nome plural, conforme a construção e o enfoque.
Raciocínio: O sujeito é grande quantidade de tartarugas e aparece depois do verbo. A concordância no plural, saem, pode acompanhar tartarugas; a concordância no singular também seria possível com quantidade. Assim, é facultada a flexão no singular, como afirma o item, e o gabarito é Certo, alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • Errado: A alternativa B está errada: a concordância singular é possível com o núcleo quantidade; a forma plural também se admite por atração do nome plural tartarugas.
Pegadinha: A ordem verbo antes do sujeito não torna obrigatória a concordância com o termo mais próximo; expressões de quantidade admitem as duas construções neste caso.
Base: Gramática normativa da língua portuguesa, de Rocha Lima, seção sobre concordância verbal com expressões partitivas ou de quantidade seguidas de substantivo plural.
Questão irmã: Chegou/chegaram uma porção de visitantes. As duas flexões podem ser admitidas? Gabarito: Sim. Pode haver concordância com porção, no singular, ou com visitantes, no plural.

Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/irbr_26_diplomacia/arquivos/9AFA463453FEF0A89EBB56387CCC39386F5B09A3A84D342A4112BB6B1339E891.pdf

Q6oficialResposta: E

Conceito: A língua falada pode apresentar informalidade, expressões populares, formas reduzidas e referências dependentes da situação, sem que cada ocorrência constitua um exemplo de imprecisão.
Raciocínio: O mecânico identifica a junta do motor como origem do barulho e informa que precisa trocá-la. O trecho apresenta uma causa e uma providência específicas, portanto não exemplifica claramente imprecisão. A característica foi atribuída de modo inadequado na alternativa E, que é o gabarito.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A aponta uma fala informal, que pode se afastar da norma-padrão; essa informalidade é compatível com o diálogo coloquial e não torna o trecho um exemplo erradamente atribuído.
  • B: A alternativa B está adequadamente exemplificada: “pra burro” é expressão popular intensificadora.
  • C: A alternativa C está adequadamente exemplificada: “essa mancha” remete a algo perceptível na situação compartilhada pelos interlocutores.
  • D: A alternativa D está adequadamente exemplificada: “tá” é forma reduzida e coloquial de “está”.
Pegadinha: Uma fala informal ou fragmentada não é necessariamente imprecisa; avalie se o contexto permite identificar a informação.
Base: Marcuschi, Da fala para a escrita: atividades de retextualização, discussão das características da oralidade e da situação comunicativa.
Questão irmã: Em uma conversa, alguém aponta para uma peça e diz: “Essa aqui está quebrada”. O demonstrativo pode depender da situação compartilhada? Gabarito: Sim. É uma referência dêitica apoiada no contexto da interação.

Fonte: EBSERH 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/g001-acupuntura-g001-tipo-1.pdf

Q7oficialResposta: B

Conceito: Siglas formadas pelas letras iniciais dos elementos de uma denominação são abreviações por iniciais.
Raciocínio: TCU representa Tribunal de Contas da União pelas letras iniciais T, C e U. STF representa Supremo Tribunal Federal pelo mesmo processo. A resposta é a alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A forma Petrobras a partir de segmentos do nome Petróleo Brasileiro, não apenas das iniciais de cada palavra.
  • C: A alternativa C, Unicamp, é uma forma pronunciável construída com partes da denominação, não uma sigla composta somente pelas iniciais, como TCU.
  • D: A alternativa D, Susepe, combina letras e segmentos da denominação, formando uma sigla pronunciável por composição, em vez de reproduzir apenas as iniciais.
  • E: A alternativa E, Bradesco, é uma palavra formada a partir de segmentos de Banco Brasileiro de Descontos, e não pela sequência das iniciais.
Pegadinha: Distinguir siglas de iniciais de formas pronunciáveis construídas com sílabas ou segmentos das palavras.
Base: Manual de Redação da Presidência da República, seção sobre siglas e acrônimos; gramáticas normativas, capítulo de formação e abreviação de palavras.
Questão irmã: A forma ONU, de Organização das Nações Unidas, segue o mesmo processo que TCU? Gabarito: Sim. Ambas são formadas pelas iniciais dos elementos da denominação.

Fonte: TCE/SC 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/cns001-auditor-fiscal-de-controle-externo-administracao-cns001-tipo-1.pdf

Q8oficialResposta: Errado

Conceito: Adjetivo caracteriza ou delimita um substantivo; advérbio modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, entre outras funções.
Raciocínio: Em “não apenas como uma ferramenta”, “apenas” tem valor adverbial. Em “a própria atividade”, “própria” é adjetivo que caracteriza “atividade”. Como “apenas” é advérbio, a afirmação de que os dois vocábulos são adjetivos é falsa. O item está Errado, alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A está errada: embora “própria” qualifique “atividade”, “apenas” é advérbio; portanto, os dois termos não são adjetivos.
Pegadinha: Uma afirmação sobre dois termos só é correta se a classificação servir para ambos.
Base: Gramática normativa da língua portuguesa, de Rocha Lima, capítulos sobre advérbio, adjetivo e funções das palavras no contexto.
Questão irmã: Em “Ela apenas leu o próprio relatório”, classifique “apenas” e “próprio”. Gabarito: “Apenas” é advérbio; “próprio” funciona como adjetivo que caracteriza “relatório”.

Fonte: UNE AL 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/une_al_26/arquivos/EC8CD9A13219A6B891B8FF9D71BB5C7D50C2C949D63553BCBA08AD363D581864.pdf

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • A produção de sentidos depende da interação e do contexto.
  • A função referencial destaca informações sobre o contexto.
  • A função predominante deve ser identificada no trecho, não apenas pelo gênero.
  • Fonema é unidade sonora; letra é sinal gráfico.
  • Crase é fusão de preposição “a” com artigo ou demonstrativo iniciado por “a”.
  • Numeral cardinal, sozinho, não justifica acento grave.
  • A classe gramatical depende do emprego da palavra na frase.
  • Orações reduzidas usam forma nominal e não apresentam verbo flexionado.
  • Ao desenvolver uma oração reduzida, preserve sua relação de sentido.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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