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Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Análise e interpretação de texto: compreensão global; ponto de vista do autor; ideias centrais desenvolvidas em cada parágrafo; inferências892 questões da banca, 2020–2026 · cap. 1
  2. 2Comunicação, linguagem e variações linguísticas136 questões da banca, 2021–2026 · cap. 1
  3. 3Gêneros e tipologias textuais271 questões da banca, 2021–2026 · cap. 1
  4. 4Elementos de coesão e coerência textual700 questões da banca, 2020–2026 · cap. 1
  5. 5Ortografia oficial: acentuação gráfica, letra e fonema, sílaba, encontros vocálicos e consonantais, dígrafos117 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  6. 6Emprego das classes de palavras269 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  7. 7Semântica: sinônimos e antônimos, significação das palavras, sentido conotativo e denotativo394 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  8. 8Funções sintáticas299 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  9. 9Concordâncias nominal e verbal296 questões da banca, 2020–2026 · cap. 3
  10. 10Pontuação277 questões da banca, 2020–2026 · cap. 3
  11. 11Uso dos porquês14 questões da banca, 2020–2026 · cap. 3
  12. 12Literatura Brasileira: prosa e poesia, autores e obras, figuras de linguagem154 questões da banca, 2021–2026 · cap. 3

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Compreensão, interpretação e inferênciaComunicação, linguagem e variaçãoGêneros e tipologias textuaisCoesão e coerência textual

Itens do edital:

  • 1. Análise e interpretação de texto: compreensão global; ponto de vista do autor; ideias centrais desenvolvidas em cada parágrafo; inferências
  • 2. Comunicação, linguagem e variações linguísticas
  • 3. Gêneros e tipologias textuais
  • 4. Elementos de coesão e coerência textual

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Leia o aviso: “A biblioteca municipal fechará às 16h nesta sexta-feira para manutenção elétrica. Os empréstimos poderão ser renovados pelo portal.” Qual é a finalidade central do aviso?

  1. A)Convencer os moradores a evitar a biblioteca durante todo o mês.
  2. B)Informar sobre o fechamento antecipado e indicar uma alternativa para renovar empréstimos.
  3. C)Criticar a falta de manutenção dos prédios municipais.
  4. D)Ensinar a realizar manutenção em instalações elétricas.
  5. E)Relatar como ocorreu um acidente na biblioteca.

P2inédita

Em uma conversa informal entre amigos, uma pessoa diz: “A gente resolve isso amanhã.” Sobre a forma “a gente”, assinale a alternativa correta.

  1. A)É necessariamente inadequada em qualquer situação de comunicação.
  2. B)É uma forma de uso corrente na variedade informal e concorda com verbo na terceira pessoa do singular.
  3. C)É uma expressão exclusiva da linguagem escrita formal.
  4. D)Deve levar o verbo à primeira pessoa do plural, como em “a gente resolvemos”.
  5. E)É um exemplo de linguagem técnica, próprio de documentos oficiais.

P3inédita

Um texto apresenta dados sobre a coleta seletiva, explica como separar resíduos e defende que os moradores adotem esse hábito. Qual tipologia predomina?

  1. A)Narrativa, pois relata uma sequência de acontecimentos com personagens.
  2. B)Descritiva, pois enumera apenas características físicas de um lugar.
  3. C)Dissertativo-argumentativa, pois expõe informações e sustenta um ponto de vista.
  4. D)Injuntiva, pois contém somente ordens passo a passo.
  5. E)Dialogal, pois se organiza exclusivamente como conversa.

1.2 O que cai

  • 1. Análise e interpretação de texto: compreensão global; ponto de vista do autor; ideias centrais desenvolvidas em cada parágrafo; inferências: 892 questões da banca, 2020–2026
  • 2. Comunicação, linguagem e variações linguísticas: 136 questões da banca, 2021–2026
  • 3. Gêneros e tipologias textuais: 271 questões da banca, 2021–2026
  • 4. Elementos de coesão e coerência textual: 700 questões da banca, 2020–2026

1.3 Teoria

Interpretar textos exige separar o que está escrito do que se pode inferir. Também é essencial reconhecer como a linguagem, o gênero e a organização das ideias orientam a leitura.

1.3.1 Compreensão, interpretação e inferência

Compreender é localizar informações que o texto apresenta de modo explícito. Interpretar é relacionar essas informações, identificar a ideia central e perceber o ponto de vista que orienta a exposição. A resposta correta precisa ser sustentada pelo texto; conhecimento externo não autoriza acrescentar uma conclusão que o autor não formulou.

Para encontrar a ideia central, observe o tema retomado ao longo dos parágrafos e a função de cada parte. Um parágrafo pode apresentar um problema, explicar uma causa, oferecer um exemplo ou conduzir à conclusão. Não confunda um exemplo marcante com o assunto principal.

Inferir é concluir algo que não aparece literalmente, mas decorre de pistas textuais. A inferência deve ser necessária ou bem apoiada, não apenas possível. Em questões sobre ponto de vista, procure avaliações, contrastes, escolhas de palavras e conclusões. Diferencie a opinião defendida pelo autor de uma posição citada para ser discutida.

Uma boa estratégia é voltar ao trecho que fundamenta cada alternativa. Desconfie de opções que generalizam, exageram, trocam causa por consequência ou atribuem ao autor uma recomendação que o texto apenas descreve. Em textos argumentativos, acompanhe a tese e os argumentos que a sustentam; em textos informativos, identifique o foco e os dados selecionados.

1.3.2 Comunicação, linguagem e variação

A comunicação envolve quem produz a mensagem, quem a recebe, o conteúdo, o código, o canal e a situação. A escolha das palavras e da variedade linguística depende do contexto, do objetivo e dos interlocutores. Uma conversa informal e um comunicado administrativo podem tratar do mesmo assunto, mas adotam registros diferentes.

A língua apresenta variações históricas, regionais, sociais e situacionais. Essas diferenças não significam, por si só, falha de comunicação. A norma-padrão é uma variedade de referência em situações formais e na escrita monitorada; não é a única forma legítima de uso da língua. Em prova, porém, a expressão “língua culta” costuma apontar para a adequação à norma-padrão.

Avalie a frase pelo contexto indicado. Marcas coloquiais, repetições próprias da fala e construções informais podem ser inadequadas a um documento formal, embora sejam comuns em conversa espontânea. Também verifique a regência, a concordância e o emprego dos pronomes quando a questão pede adequação formal. Não classifique uma variedade regional como inferior: a análise deve tratar de adequação ao contexto, não de valor dos falantes.

O registro formal não exige palavras difíceis. Clareza, correção e adequação são mais importantes que o rebuscamento. A intenção comunicativa pode ser informar, solicitar, orientar, expressar opinião ou estabelecer contato; reconhecê-la ajuda a interpretar as escolhas de linguagem.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · NAV BRASIL 2026

Assinale a frase abaixo que se mostra escrita em língua culta, sem presença da linguagem popular.

  1. A)A empresa não tem vaga para funcionários de limpeza.
  2. B)É muito difícil para mim sair hoje de casa.
  3. C)O que que é isso, meu amigo? Está nervoso?
  4. D)A babá entretia as crianças durante o almoço.
  5. E)Todos estavam presentes à festa de aniversário.

Resposta: E

Conceito: Língua culta é o uso adequado à norma-padrão em determinado contexto, sem que isso torne outras variedades linguísticas inferiores.

Raciocínio: A alternativa E emprega a regência formal de presente, no sentido de comparecer: presentes a algo, com a contração à antes de “festa”. Na alternativa B, “mim” aparece como sujeito do infinitivo “sair”; na norma-padrão monitorada, usa-se “eu” nessa função, embora “para mim sair” seja corrente na fala informal. Já a alternativa A (“A empresa não tem vaga para funcionários de limpeza”) não apresenta um traço popular evidente e parece compatível com a norma-padrão. Assim, E é o gabarito oficial, mas a redação da questão deixa margem a mais de uma resposta culta.

Pegadinha: Não confunda a resposta oficial com uma distinção linguística inequívoca: a alternativa A também parece culta, o que fragiliza a questão.

Base: Norma-padrão do português: regência nominal e emprego dos pronomes pessoais como sujeito de infinitivo.

1.3.3 Gêneros e tipologias textuais

Gênero textual é uma forma socialmente reconhecida de comunicação, associada a uma finalidade e a uma situação de uso. Notícia, ofício, anúncio, entrevista e artigo de opinião são gêneros. Cada gênero apresenta organização e marcas recorrentes, mas essas características podem variar conforme o contexto.

Tipologia textual descreve modos de organização que aparecem dentro dos gêneros. As principais são narração, descrição, exposição, argumentação e injunção. Narrar organiza acontecimentos no tempo; descrever apresenta características; expor explica ou apresenta informações; argumentar defende uma tese por razões; injungir orienta o leitor a agir. Um mesmo texto pode combinar mais de uma tipologia.

Classifique pelo modo predominante, não por uma palavra isolada. Um texto que apresenta uma tese e procura sustentá-la é predominantemente argumentativo, mesmo que inclua uma passagem narrativa como exemplo. A exposição pode explicar conceitos sem defender uma posição. A presença de dados ou termos técnicos, sozinha, não define o gênero nem a tipologia.

A finalidade também ajuda a reconhecer o gênero. Um ofício costuma formalizar comunicação institucional; instruções e comandos podem revelar orientação prescritiva ou injuntiva. Ainda assim, observe o texto completo: cabeçalho e data identificam a forma documental, mas verbos que estabelecem obrigações evidenciam a função de orientar ou prescrever. Separe, portanto, o suporte e a situação comunicativa do modo como as ideias são organizadas.

Esquema

Modos de organização textual

Tipologias textuais

  • Narração

    Organiza acontecimentos no tempo.

  • Descrição

    Apresenta características.

  • Exposição

    Explica ou apresenta informações.

  • Argumentação

    Defende uma tese com razões.

  • Injunção

    Orienta o leitor a agir.

1.3.4 Coesão e coerência textual

Coesão é a ligação formal entre partes do texto. Pronomes, conjunções, advérbios, elipses e repetição controlada de palavras ajudam a estabelecer essas ligações. Coerência é a relação de sentido que permite compreender as ideias como um conjunto. Um texto pode usar conectivos corretos e, ainda assim, apresentar contradição ou quebra de sentido.

Conjunções indicam relações semânticas. “Embora” e “ainda que” introduzem concessão: apresentam uma circunstância que não impede o fato principal. “Porque” pode introduzir causa ou explicação; “portanto” costuma marcar conclusão; “mas” introduz contraste. A substituição de um conectivo só preserva o sentido quando a relação lógica e a estrutura da frase continuam adequadas.

Para analisar um pronome, identifique seu referente e confirme se há ambiguidade. Para avaliar um conectivo, leia as duas orações e diga qual relação ele estabelece. Não escolha apenas pela semelhança entre palavras. A troca pode exigir ajuste verbal ou sintático, além de manter a relação de sentido.

A coerência depende também da compatibilidade entre informações, da continuidade temática e do conhecimento ativado pelo texto. Uma inferência coerente não pode contradizer uma informação expressa. Em questões de reescrita, compare o trecho original e o proposto: verifique referente, relação semântica, posição das ideias e correção gramatical. Uma alteração pequena pode inverter causa, condição, oposição ou concessão.

Pegadinha da banca

Inferência não é adivinhação

A conclusão deve decorrer de pistas do texto. Se depender de uma suposição externa, não está comprovada.

Pegadinha da banca

Gênero não é tipologia

Gênero atende a uma situação comunicativa; tipologia descreve como o texto organiza suas informações.

Atenção

Adequação linguística

Variação linguística não é automaticamente erro. Considere o contexto; em registro formal, observe a norma-padrão solicitada.

1.4 Exemplo resolvido

Leia: “A biblioteca ampliou o horário de atendimento. Com isso, estudantes que trabalham durante o dia passaram a ter mais oportunidades de consulta.” A expressão “Com isso” estabelece, no trecho, relação de A) oposição. B) consequência. C) condição. D) comparação. E) finalidade.

  1. Identifique a informação anterior: a biblioteca ampliou o horário de atendimento.
  2. Observe que a oração seguinte apresenta um resultado dessa ampliação: mais oportunidades de consulta.
  3. Elimine oposição, condição e comparação, pois nenhuma delas está marcada no trecho.
  4. A expressão retoma o fato anterior e introduz seu efeito; portanto, a relação é de consequência.

Resposta: B) Consequência.

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Leia: “A prefeitura instalou novos pontos de iluminação no bairro. A medida deve reduzir áreas escuras.” No segundo período, a expressão “A medida” retoma principalmente

  1. A)o bairro mencionado no primeiro período.
  2. B)a instalação de novos pontos de iluminação.
  3. C)a existência de áreas escuras.
  4. D)a prefeitura como instituição.
  5. E)um fato futuro não informado.

F2inédita

Em uma reunião oficial, um servidor precisa registrar uma solicitação ao setor de tecnologia. Qual formulação é mais adequada ao contexto formal?

  1. A)“Oi, pessoal, dá um jeito no computador aí.”
  2. B)“Solicito a verificação do equipamento e, se necessário, o encaminhamento para reparo.”
  3. C)“O computador tá ruim demais, resolve logo.”
  4. D)“Mano, vê essa máquina quando puder.”
  5. E)“Esse treco não presta; façam alguma coisa.”

F3inédita

Leia: “A horta comunitária ficou sem água por três dias. As folhas murcharam, e a equipe adiou a colheita.” O que se pode inferir com maior segurança?

  1. A)A equipe decidiu abandonar definitivamente a horta.
  2. B)A falta de água contribuiu para o murchamento das plantas e o adiamento da colheita.
  3. C)Todas as plantas morreram durante os três dias.
  4. D)A colheita foi cancelada por uma praga identificada pela equipe.
  5. E)A horta nunca teve sistema de irrigação.

F4inédita

Leia: “O laboratório suspendeu as análises porque um equipamento apresentou falha.” Qual relação de sentido o conectivo “porque” estabelece?

  1. A)Oposição entre a suspensão e a falha.
  2. B)Condição para que o equipamento funcione.
  3. C)Causa ou explicação para a suspensão das análises.
  4. D)Conclusão de que as análises já foram concluídas.
  5. E)Comparação entre o laboratório e o equipamento.

F5inédita

Uma página institucional publica uma nota breve para comunicar que as inscrições de um curso terminaram e informa onde consultar a lista de selecionados. Qual gênero textual melhor corresponde a essa situação?

  1. A)Receita culinária.
  2. B)Nota ou comunicado informativo institucional.
  3. C)Conto de ficção.
  4. D)Verbete enciclopédico.
  5. E)Poema lírico.

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · PREF/MACAE/RJ 2026
Leia o texto a seguir. “Quando o assunto é a saúde da tireoide, um nutriente se destaca como o mais essencial: o iodo. Ele é a matéria-prima usada pela glândula para produzir hormônios que controlam o metabolismo, a energia e o funcionamento de praticamente todos os órgãos do corpo. Junto com o selênio, forma a base nutricional que permite à tireoide trabalhar bem. Entender o papel desses nutrientes e suas principais fontes ajuda a manter o equilíbrio hormonal em dia.” (Tua Saúde, 15/04/2026) Assinale a opção que indica a finalidade principal desse texto.

  1. A)Procurar ensinar o leitor sobre o funcionamento de seu corpo.
  1. B)Informar o leitor sobre o papel dos nutrientes na saúde da tireoide.
  2. C)Ensinar o leitor a como agir para manter o equilíbrio hormonal em dia.
  3. D)Mostrar os caminhos práticos de como melhorar a saúde da tireoide.
  4. E)Indicar quais os principais nutrientes participantes especificamente da saúde da tireoide.

Q2oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).

No que se refere à tipologia textual, é correto afirmar que, no texto CG1A1,

  1. A)predominam os tipos dissertativo e narrativo.
  2. B)há traços do tipo injuntivo, por haver argumentos voltados ao convencimento do leitor.
  3. C)há traços do tipo argumentativo, por haver ênfase na apresentação de conceitos.
  4. D)predominam os tipos argumentativo e narrativo.
  5. E)predomina o tipo dissertativo-argumentativo.

Q3oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.

No trecho "esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas" (primeiro parágrafo), a substituição de "ainda que" por conquanto manteria as relações sintáticas e semânticas estabelecidas originalmente.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q4oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).

Conforme as informações do texto, as esferas local e federal compartilham a mesma responsabilidade pela implementação das frotas de ônibus eletrificadas.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q5oficial · TJ/SC 2026
Leia o texto a seguir. ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SUPERINTENDÊNCIA DE SERVIÇOS ESPECIALIZADOS E REGULAÇÃO GERÊNCIA DE REGULAÇÃO DE INTERNAÇÕES HOSPITALARES OFÍCIO Nº 06/SUR/GERIH Florianópolis, 11 de fevereiro de 2025 Considerando que o Sistema SES Leitos 2.0, já se encontra implantado em toda a rede hospitalar própria e contratualizada do SUS, solicitamos aos hospitais/Núcleo Interno de Regulação (NIR) que atualizem o sistema mantendo cadastros somente os leitos SUS. O número de leitos cadastrados deve estar de acordo com o quantitativo de leitos habilitados (CNES) ou custeados pelo Política de Valorização dos Hospitais (PVH). Os leitos SUS devem ser utilizados exclusivamente para internação de pacientes em atendimento no Sistema Único de Saúde SUS. A Solicitação de Internação de paciente do privado/convenio no leito SUS, deve obedecer às regras de acesso ao SUS, que deve ocorrer através de fila única de acesso aos leitos via Central de Regulação de Internações Hospitalares Macrorregional (CRIHMR). É vedada a funcionalidade de “bloqueio de leitos” pelos operadores hospitalares do Sistema. Ofício Nº 06/SUR/GERIH de 11/02/2025: https://saude.sc.gov.br/index.php/pt/ Gêneros textuais são práticas discursivas situadas em contextos comunicativos específicos. O “ofício” é um gênero textual prescritivo, o que pode ser observado linguisticamente pelo emprego de

  1. A)locuções verbais com o auxiliar “dever”, como em “deve estar de acordo” e “devem ser utilizados”.
  1. B)termos técnicos da área da saúde, como “leitos SUS” e “Central de Regulação de Internações”.
  2. C)marcas formais de identificação institucional, como “Ofício Nº 06” e “11 de fevereiro de 2025”.
  3. D)siglas e abreviações institucionais, como “SUS”, “CNES” e “PVH”.
  4. E)expressões de localização e formalidade administrativa, como “Florianópolis” e “rede hospitalar”.

Q6oficial · MP/ES 2026
Leia o segmento a seguir. “Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão. Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular, que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.” Machado de Assis. Dom Casmurro. Livraria Garnier. 1ª ed. em 1899. Sobre a estruturação ou a significação desse texto, assinale a afirmativa incorreta.

  1. A)O segmento inicial “Agora que expliquei o título” se refere a algo já dito anteriormente.
  1. B)O pronome “isso”, na expressão “Antes disso” se refere à ação de explicar o título do livro.
  2. C)O pronome relativo “que” no segmento “que me põem a pena na mão” se refere ao substantivo “motivos”.
  3. D)A frase “Vivo só, com um criado” mudaria de sentido se retirássemos a vírgula.
  4. E)O pronome indefinido “outra” e o pronome relativo “que” no segmento “daquela outra, que desapareceu” mostram o mesmo antecedente.

Q7oficial · PREF/SALVADOR/BA 2026
O sentido da linguagem está no contexto de interação verbal e não no sistema linguístico. A língua possui, por meio do discurso, uma função social, sendo um processo dinâmico e conflituoso de produção de significados sobre a realidade que se dá em qualquer contexto social. Para Bakhtin (1999), as relações sociais ganham sentido pela palavra e sua existência se concretiza no contexto da enunciação. SANTOS, C. G. O ensino de Língua Estrangeira/Adicional pelo viés discursivo-contrastivo. In.: DURÃO, A. B. de A. B.; DURÃO, A. B.; ANDRADE, O. G. de. (Orgs). Linguística Contrastiva: homenagem a Emilio Ridruejo Alonso. Coleção Calepino - vol. 2. Campinas: Pontes, 2019. p. 160. O excerto revela uma das principais dimensões da linguagem: a social. Nesse sentido, é correto pressupor que, no âmbito escolar, as aulas de Língua Portuguesa devem

  1. A)desenvolver a competência comunicativa dos estudantes por meio da análise de textos, priorizando os aspectos linguísticos responsáveis pela estabilidade dos sentidos produzidos na comunicação.
  1. B)privilegiar o estudo das estruturas gramaticais da língua, considerando que a compreensão dos usos sociais da linguagem decorre do domínio de suas regras de funcionamento.
  2. C)promover o contato com diferentes gêneros discursivos e situações de interação, compreendendo a produção de sentidos como resultado das relações estabelecidas entre sujeitos em contextos específicos.
  3. D)orientar as práticas de leitura e escrita para a interpretação objetiva dos textos, tomando o contexto de produção como um elemento complementar à organização linguística do enunciado.
  4. E)enfatizar a adequação dos enunciados à norma-padrão, entendendo que a construção de significados depende principalmente do conhecimento das formas linguísticas legitimadas socialmente.

Q8oficial · SEDUC/SP 2026
Os gêneros do discurso organizam a nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações. BAKHTIN, M. e VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004. De acordo com a passagem, a organização da linguagem por meio de gêneros do discurso contribui para um pensamento linguístico

  1. A)previsível.
  2. B)normativo.
  3. C)individual.
  4. D)espontâneo.
  5. E)subjetivo.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: A finalidade central é a ação comunicativa predominante no texto.
Raciocínio: O aviso informa uma mudança de horário e acrescenta uma opção de serviço. Não apresenta crítica, narrativa ou instruções de manutenção.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A amplia o fechamento para todo o mês, dado que não aparece no aviso.
  • C: A alternativa C atribui uma crítica que o texto não faz.
  • D: A alternativa D confunde a manutenção anunciada com um tutorial.
  • E: A alternativa E supõe um acidente inexistente no texto.
Pegadinha: Uma informação secundária sobre manutenção não transforma o aviso em crítica ou instrução técnica.
Base: Interpretação textual: identificação da finalidade comunicativa a partir das informações explícitas e de sua organização.
Questão irmã: Um comunicado anuncia a troca do local de atendimento e fornece o novo endereço. Qual sua finalidade principal? Gabarito: Informar a mudança e orientar o público ao novo local.

P2inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: A adequação linguística depende da situação, do interlocutor e do grau de formalidade.
Raciocínio: A fala ocorre entre amigos, contexto informal. “A gente” equivale semanticamente a “nós”, mas, como sujeito gramatical, pede verbo na terceira pessoa do singular: “a gente resolve”.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A ignora que a adequação varia conforme o contexto comunicativo.
  • C: A alternativa C inverte o uso mais comum: a expressão é corrente na fala informal.
  • D: A alternativa D aplica concordância de “nós”, não a concordância padrão de “a gente”.
  • E: A alternativa E classifica incorretamente uma expressão cotidiana como termo técnico.
Pegadinha: Equivalência de sentido com “nós” não significa identidade de concordância verbal.
Base: Gramática normativa do português: concordância verbal com o núcleo pronominal “gente”; variação linguística e adequação ao contexto.
Questão irmã: Complete: “A gente ___ cedo.” (chegar) Gabarito: chega.

P3inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: A tipologia dissertativo-argumentativa combina exposição de ideias com defesa de uma posição.
Raciocínio: O texto explica o tema com dados e também recomenda uma conduta, sustentando uma posição. Esses elementos apontam para exposição argumentativa, não para simples sequência narrativa ou lista de comandos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A exige uma sequência narrativa com acontecimentos como eixo predominante.
  • B: A alternativa B reduz o texto à caracterização, que não é sua função central.
  • D: A alternativa D descreve um texto exclusivamente prescritivo; aqui há exposição e defesa de ideia.
  • E: A alternativa E pressupõe turnos de fala, ausentes na situação descrita.
Pegadinha: A presença de orientações pontuais não torna injuntivo um texto cujo eixo é explicar e defender uma tese.
Base: Tipologia textual: distinção entre narrar, descrever, expor/argumentar e instruir; classificação pela organização predominante.
Questão irmã: Um artigo apresenta razões para ampliar ciclovias e conclui defendendo essa política. Qual tipologia predomina? Gabarito: Dissertativo-argumentativa.

F1inéditaResposta: B

Conceito: A coesão referencial permite retomar uma informação anterior sem repeti-la integralmente.
Raciocínio: A expressão demonstrativa “A medida” aponta para a ação recém-mencionada: instalar novos pontos de iluminação. É essa ação que pode produzir o efeito esperado.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A troca a ação pelo local onde ela ocorreu.
  • C: A alternativa C toma o efeito esperado como referente da ação.
  • D: A alternativa D confunde quem executa com aquilo que foi executado.
  • E: A alternativa E inventa uma informação sem antecedente textual.
Pegadinha: Identifique qual antecedente pode ser chamado de “medida”, e não apenas qual substantivo aparece antes.
Base: Coesão textual: referenciação anafórica por expressão nominal demonstrativa.
Questão irmã: “O conselho aprovou o plano. Essa decisão será publicada.” O que “essa decisão” retoma? Gabarito: A aprovação do plano pelo conselho.

F2inéditaResposta: B

Conceito: A escolha de registro deve ser adequada ao gênero e à situação institucional.
Raciocínio: Uma solicitação oficial pede formulação clara, respeitosa e objetiva. A alternativa B identifica a providência solicitada sem gírias, vagueza ou agressividade.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A usa tratamento informal e pedido vago.
  • C: A alternativa C emprega coloquialismo e tom impositivo.
  • D: A alternativa D contém gíria e referência imprecisa ao equipamento.
  • E: A alternativa E usa expressão depreciativa e não especifica a providência.
Pegadinha: Formalidade não exige palavras difíceis; exige adequação, clareza e respeito ao interlocutor.
Base: Comunicação e variação linguística: adequação do registro à situação, ao interlocutor e ao gênero institucional.
Questão irmã: Em e-mail profissional, como pedir a confirmação de recebimento de um documento? Gabarito: “Solicito, por gentileza, a confirmação do recebimento do documento.”

F3inéditaResposta: B

Conceito: Inferir é concluir algo sustentado por pistas do texto, sem acrescentar fatos gratuitos.
Raciocínio: A sequência relaciona falta de água, folhas murchas e adiamento. É razoável concluir que a escassez contribuiu para a condição das plantas e para a decisão da equipe.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A transforma um adiamento pontual em abandono definitivo.
  • C: A alternativa C afirma que todas morreram, dado não fornecido.
  • D: A alternativa D inventa uma praga como causa.
  • E: A alternativa E conclui que não havia irrigação, o que não está informado.
Pegadinha: A inferência deve ser provável e apoiada pelas pistas; não pode converter possibilidade em certeza absoluta.
Base: Interpretação textual: inferência apoiada em relações explícitas entre acontecimentos.
Questão irmã: Se a rua ficou alagada após horas de chuva forte, qual inferência é sustentada? Gabarito: A chuva provavelmente contribuiu para o alagamento.

F4inéditaResposta: C

Conceito: Conectivos organizam relações lógico-semânticas entre partes do texto.
Raciocínio: A oração introduzida por “porque” apresenta o motivo da suspensão: a falha do equipamento. Portanto, a relação é causal ou explicativa.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A indicaria contraste, normalmente marcado por conectivo adversativo.
  • B: A alternativa B exigiria uma condição, não a explicação apresentada.
  • D: A alternativa D não decorre do enunciado e atribui valor conclusivo ao conectivo.
  • E: A alternativa E pressupõe comparação, inexistente na frase.
Pegadinha: Observe qual trecho responde à pergunta “por qual motivo?”.
Base: Coesão sequencial: valor causal/explicativo da conjunção “porque” no contexto.
Questão irmã: “O atendimento foi interrompido, pois faltou energia.” Qual relação expressa “pois”? Gabarito: Causa ou explicação.

F5inéditaResposta: B

Conceito: Gêneros textuais são formas socialmente reconhecíveis, associadas a propósitos e contextos de uso.
Raciocínio: O texto é publicado por uma instituição para transmitir uma informação prática ao público. Uma nota ou comunicado institucional atende a essa finalidade e a esse contexto.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A orienta o preparo de alimento, finalidade ausente.
  • C: A alternativa C narra ficção, não comunica procedimento institucional.
  • D: A alternativa D define um conceito, em vez de anunciar uma informação administrativa.
  • E: A alternativa E se organiza para expressão poética, não para aviso público.
Pegadinha: Classifique pelo propósito comunicativo e pela situação, não só pelo tamanho curto do texto.
Base: Gêneros textuais: propósito comunicativo, suporte e esfera de circulação.
Questão irmã: Uma instituição comunica mudança no horário de atendimento ao público. Que gênero é adequado? Gabarito: Comunicado ou aviso institucional.

Q1oficialResposta: B

Conceito: A finalidade principal é a intenção comunicativa que organiza o texto como um todo.
Raciocínio: O trecho apresenta o iodo e o selênio e explica sua relação com a saúde da tireoide. Não ensina procedimentos nem recomenda ações concretas. Assim, a alternativa B expressa melhor a finalidade informativa global.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A amplia o tema para o funcionamento geral do corpo, embora o foco seja mais específico: nutrientes e tireoide.
  • C: A alternativa C atribui ao texto um caráter instrucional. Ele não apresenta etapas ou orientações de conduta.
  • D: A alternativa D promete caminhos práticos que não aparecem no trecho.
  • E: A alternativa E reduz a finalidade a listar nutrientes; o texto também informa o papel deles, e não apresenta uma lista completa de nutrientes.
Pegadinha: Confundir o assunto mencionado com a finalidade: o texto fala de nutrientes, mas sua ação principal é informar sobre a função deles na tireoide.
Base: Texto-base da questão; análise da finalidade comunicativa e das ideias centrais.
Questão irmã: Um texto explica como o ferro participa do transporte de oxigênio, sem dar instruções ao leitor. Predomina qual finalidade? Gabarito: Informar sobre o papel do ferro no organismo.

Fonte: PREF/MACAE/RJ 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/cirurgiao-dentista-bucomaxilofacial-diarista-cns104-tipo-1.pdf

Q2oficialResposta: E

Conceito: O tipo dissertativo-argumentativo expõe uma tese ou reflexão e desenvolve razões, explicações e exemplos para sustentá-la.
Raciocínio: O texto apresenta a ideia de que as avaliações relativas de preço podem ser coerentes, embora valores monetários absolutos sejam arbitrários. Desenvolve essa reflexão com comparações, explicações e exemplos, e termina reforçando uma conclusão sobre a fragilidade dos preços. A sequência narrativa da situação das maletas é apenas um recurso dentro da argumentação. Predomina, portanto, o tipo dissertativo-argumentativo: alternativa E.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A dá predominância à narração. O exemplo das maletas não organiza o texto como uma sequência de acontecimentos.
  • B: A alternativa B confunde argumentar com injungir. O texto não dá instruções ou ordens ao leitor.
  • C: A alternativa C reconhece traços argumentativos, mas atribui ênfase apenas à apresentação de conceitos e ignora a tese e a sustentação dela.
  • D: A alternativa D supervaloriza a narração, que aparece como ilustração, não como tipo predominante.
Pegadinha: Exemplos narrativos breves não tornam narrativo um texto cuja estrutura dominante desenvolve uma tese.
Base: Texto-base de William Poundstone, conforme referência bibliográfica apresentada no enunciado.
Questão irmã: Um artigo defende uma tese e a sustenta com dados e exemplos; uma breve história ilustra um ponto. Qual tipo predomina? Gabarito: Dissertativo-argumentativo.

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/semec_porto_velho_ro_26/arquivos/610CD3B02C6C9203BF52423399F6F8C7F06597BACA8456D9AD9148FF3D7D746A.pdf

Q3oficialResposta: Certo

Conceito: Conquanto é conjunção subordinativa concessiva e pode substituir ainda que sem alterar a relação de concessão.
Raciocínio: O trecho admite que o agrupamento reflete decisões políticas, mesmo sem elas serem explícitas. Tanto ainda que quanto conquanto introduzem essa ressalva concessiva. A substituição mantém as relações sintáticas e semânticas; o gabarito é Certo.
Pegadinha: A troca pode soar mais formal, mas a diferença de registro não altera a concessão estabelecida no período.
Base: Texto-base da questão; gramática normativa do português, emprego de conjunções concessivas.
Questão irmã: Substituir embora por conquanto em “Embora estivesse cansado, continuou” preserva a concessão? Gabarito: Sim; ambas podem introduzir oração concessiva.

Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/funpresp_26_jud/arquivos/88BBEB8DE4C9C9A4512BD77B353886CFCE5F0D458D3B08FCEDD6B546E36DA4AA.pdf

Q4oficialResposta: Errado

Conceito: A compreensão global exige distinguir responsabilidades explicitamente atribuídas aos diferentes agentes no texto.
Raciocínio: O texto atribui ao governo federal a estruturação de mecanismos estáveis de financiamento e aos governos locais a modernização dos marcos regulatórios do transporte público. Aponta funções relacionadas, mas distintas; não afirma que as esferas compartilham a mesma responsabilidade descrita no item. Assim, o gabarito é Errado.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A está errada porque transforma atribuições diferenciadas em uma responsabilidade idêntica compartilhada pelas duas esferas.
Pegadinha: A presença de ações complementares de ambos os níveis de governo não significa que o texto lhes atribua a mesma tarefa.
Base: Texto-base da questão, especialmente os trechos que atribuem ações ao âmbito federal e aos governos locais.
Questão irmã: Se um texto atribui financiamento ao governo federal e regulação aos governos locais, ele afirma que ambos têm a mesma atribuição? Gabarito: Não; descreve responsabilidades diferentes e complementares.

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/infrasa_26_analista/arquivos/9768E3C308D12FE9C03F9CDBF03E2DC1E7BD91CB01C5CD7805833A95E7A3AFF2.pdf

Q5oficialResposta: A

Conceito: O gênero prescritivo orienta, determina ou regula condutas; marcas de obrigação podem aparecer em construções com dever.
Raciocínio: O ofício contém orientações sobre cadastro e utilização de leitos. As expressões “deve estar de acordo” e “devem ser utilizados” estabelecem o que os destinatários precisam cumprir. Essa marca linguística sustenta a classificação prescritiva e corresponde à alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B identifica vocabulário técnico, mas termos especializados não demonstram, por si, a função prescritiva.
  • C: A alternativa C aponta marcas do gênero ofício e sua identificação formal, mas não o recurso linguístico que expressa prescrição.
  • D: A alternativa D cita siglas institucionais, que informam sobre o contexto, sem indicar obrigação ou orientação.
  • E: A alternativa E apresenta referências de lugar e contexto administrativo, não a marca de prescrição pedida.
Pegadinha: O gênero pode ter várias marcas, mas a pergunta pede o traço linguístico que evidencia a prescrição, não a formalidade do documento.
Base: Ofício nº 06/SUR/GERIH, transcrito no enunciado; análise linguística do gênero textual.
Questão irmã: Em “Os formulários devem ser enviados até a data indicada”, qual expressão marca o caráter prescritivo? Gabarito: A locução “devem ser enviados”.

Fonte: TJ/SC 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/tecnico-judiciario-auxiliar-cnm100-tipo-1.pdf

Q6oficialResposta: B

Conceito: A pontuação pode orientar a interpretação de palavras cuja posição e função permitem mais de uma leitura.
Raciocínio: Em “Vivo só, com um criado”, a vírgula separa “só” e favorece o sentido de “sozinho”. Sem a vírgula, em “Vivo só com um criado”, “só” funciona como advérbio com sentido de “apenas”: vivo apenas com um criado. A retirada da vírgula altera o sentido, então a afirmativa D está correta. Como a questão pede a afirmativa incorreta, D não é o gabarito.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A está correta: “Agora que expliquei o título” remete a uma explicação anterior no texto da obra.
  • C: A alternativa C está correta: o relativo “que” retoma “motivos” em “os motivos que me põem a pena na mão”.
  • D: A alternativa D está correta: com a vírgula, “só” significa “sozinho” (“Vivo só, com um criado”); sem a vírgula, “só” significa “apenas” (“Vivo só com um criado”). A mudança de pontuação altera o sentido.
  • E: A alternativa E está correta: “outra” retoma casa, e o relativo em “que desapareceu” também se refere à casa mencionada.
Pegadinha: A posição e a pontuação de “só” interferem no sentido: pode significar “sozinho” ou “apenas”.
Base: Machado de Assis, Dom Casmurro, trecho transcrito no enunciado; análise de coesão referencial e pontuação.
Questão irmã: Em “Ela ficou só, com a irmã”, que sentido tem “só” nesse contexto? Gabarito: Sozinha.

Fonte: MP/ES 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/agente-especializado-analista-de-experiencia-do-usuario-ux-cns201-tipo-1.pdf

Q7oficialResposta: C

Conceito: A linguagem é uma prática social: os sentidos se constroem na interação entre sujeitos, gêneros e contextos.
Raciocínio: O excerto destaca que a palavra ganha existência no contexto da enunciação e nas relações sociais. A proposta pedagógica coerente é trabalhar diferentes gêneros e situações de interação, considerando a produção contextual de sentidos. Isso corresponde à alternativa C.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A prioriza estabilidade dos sentidos, em desacordo com a ideia de produção contextual e interativa apresentada.
  • B: A alternativa B reduz o ensino à estrutura gramatical, tratando os usos sociais como consequência secundária.
  • D: A alternativa D subordina o contexto à organização linguística, enquanto o excerto coloca a interação social na constituição do sentido.
  • E: A alternativa E restringe a produção de significados à norma-padrão, ignorando sujeitos, situações e usos sociais.
Pegadinha: A questão não nega a importância da gramática; cobra uma concepção de ensino que também considera gêneros, interlocutores e contexto.
Base: Excerto de Santos (2019), com referência a Bakhtin (1999), conforme bibliografia indicada no enunciado.
Questão irmã: Uma aula analisa como uma notícia muda de sentido conforme público e situação de circulação. Que dimensão da linguagem está em foco? Gabarito: A dimensão social e interativa da linguagem.

Fonte: PREF/SALVADOR/BA 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/professor-municipal-i-lingua-portuguesa-20h-e-40h-cns109-tipo-1.pdf

Q8oficialResposta: A

Conceito: Os gêneros do discurso oferecem formas relativamente reconhecíveis de organização, permitindo antecipar características do enunciado.
Raciocínio: A passagem afirma que, desde as primeiras palavras, o interlocutor pode pressentir o gênero, o volume, a estrutura e até prever o fim do enunciado. Essa capacidade corresponde ao caráter previsível descrito na alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B sugere imposição de normas; o trecho trata de expectativas sobre a organização dos gêneros, não de prescrição gramatical.
  • C: A alternativa C contradiz a ideia de formas compartilhadas socialmente, que ajudam interlocutores a reconhecer gêneros.
  • D: A alternativa D não decorre da passagem, que enfatiza formas reconhecíveis e antecipáveis.
  • E: A alternativa E atribui a organização ao caráter subjetivo, enquanto o texto destaca padrões de gênero que os falantes reconhecem.
Pegadinha: Previsibilidade não significa que todos os textos de um gênero sejam idênticos; indica expectativas sobre sua composição.
Base: Bakhtin e Volochinov, Marxismo e filosofia da linguagem, passagem transcrita no enunciado.
Questão irmã: Ao ouvir “Era uma vez...”, o leitor costuma antecipar certas características do texto. O que explica essa expectativa? Gabarito: O reconhecimento de convenções de gênero que tornam a organização previsível.

Fonte: SEDUC/SP 2026 — https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/professor-de-ensino-fundamental-e-ensino-medio-lingua-portuguesa-cns105-tipo-1.pdf

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • A ideia central reúne o foco principal do texto, não um exemplo isolado.
  • Inferência válida precisa de apoio em pistas textuais.
  • Diferencie a tese do autor de uma opinião que ele apenas menciona.
  • A língua varia conforme região, grupo, época e situação comunicativa.
  • Norma-padrão é referência de adequação formal, não a única variedade legítima.
  • Gênero textual está ligado à finalidade e à situação de comunicação.
  • Um gênero pode combinar várias tipologias; classifique pelo modo predominante.
  • Conectivos expressam relações como causa, contraste, concessão e conclusão.
  • Coesão liga elementos do texto; coerência organiza os sentidos do conjunto.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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