Conhecimentos Específicos · Capítulo 11
O enfermeiro e o cuidado territorial na APSUrgências clínicas, neurológicas e traumáticasUrgências obstétricas, psiquiátricas e metabólicasAtenção básica nos ciclos de vida
Itens do edital:
- 13. Enfermeiro na atenção primária à saúde.
- 14. Assistência de enfermagem nas urgências do aparelho respiratório, do aparelho digestivo, do aparelho urinário, do aparelho cardiovascular, do aparelho locomotor e esquelético e do sistema nervoso.
- 15. Assistência de enfermagem nas urgências ginecológicas e obstétricas, psiquiátricas e de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos.
- 16. Atenção básica à saúde: atenção à criança (crescimento e desenvolvimento, aleitamento materno, alimentação, doenças diarreicas e doenças respiratórias), atenção à saúde da mulher (pré-natal, parto, puerpério, prevenção do câncer ginecológico e planejamento familiar) e atenção à saúde do adulto (hipertensão arterial e diabetes melito).
11.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Uma enfermeira da atenção primária acompanha a mesma usuária ao longo dos anos, conhece sua história e mantém o vínculo mesmo quando mudam as queixas e as necessidades de saúde. Qual atributo é mais diretamente descrito?
- A)Territorialização, expressa pela delimitação geográfica da área de atuação da equipe.
- B)Longitudinalidade, expressa pela relação continuada de cuidado entre equipe e usuária.
- C)Participação social, expressa pela representação dos usuários em espaços de decisão.
- D)Regionalização, expressa pela organização de serviços em regiões de saúde articuladas.
- E)Hierarquização, expressa pela ordenação dos serviços segundo níveis de complexidade.
P2inédita
Uma pessoa com asma chega com esforço respiratório intenso, dificuldade para falar e entrada de ar muito reduzida à ausculta, quase sem sibilos. Qual interpretação orienta a assistência de enfermagem?
- A)A ausência de sibilos indica resolução da obstrução e permite aguardar avaliação habitual.
- B)A dificuldade de fala isoladamente confirma ansiedade e dispensa avaliação respiratória.
- C)A baixa entrada de ar caracteriza desconforto leve se não houver tosse produtiva.
- D)O tórax quase silencioso com esforço intenso sugere gravidade e exige resposta imediata.
- E)A melhora deve ser presumida até que a radiografia confirme alteração pulmonar.
P3inédita
Uma usuária com diabetes apresenta tremores e sudorese. A avaliação confirma hipoglicemia. Ela permanece consciente, orientada e capaz de deglutir com segurança. Conforme o protocolo assistencial, a intervenção inicial apropriada é:
- A)administrar a insulina habitual antes de corrigir a glicose para evitar oscilação posterior.
- B)oferecer bebida sem açúcar para corrigir os sintomas sem elevar a glicemia.
- C)manter jejum até que o resultado da glicemia de laboratório confirme a avaliação.
- D)priorizar alimento rico em gordura para obter absorção mais rápida da glicose.
- E)oferecer carboidrato de rápida absorção por via oral e programar reavaliação da glicemia.
11.2 O que cai
- 13. Enfermeiro na atenção primária à saúde: 3 questões da banca, 2025–2026
- 14. Assistência de enfermagem nas urgências do aparelho respiratório, do aparelho digestivo, do aparelho urinário, do aparelho cardiovascular, do aparelho locomotor e esquelético e do sistema nervoso: 96 questões da banca, 2023–2026
- 15. Assistência de enfermagem nas urgências ginecológicas e obstétricas, psiquiátricas e de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos: 23 questões da banca, 2023–2026
- 16. Atenção básica à saúde: atenção à criança (crescimento e desenvolvimento, aleitamento materno, alimentação, doenças diarreicas e doenças respiratórias), atenção à saúde da mulher (pré-natal, parto, puerpério, prevenção do câncer ginecológico e planejamento familiar) e atenção à saúde do adulto (hipertensão arterial e diabetes melito): 76 questões da banca, 2023–2026
11.3 Teoria
A enfermagem na rede municipal precisa reconhecer urgências e manter acompanhamento integral da criança, da mulher e do adulto.
11.3.1 O enfermeiro e o cuidado territorial na APS
O enfermeiro na Atenção Primária à Saúde combina assistência, gestão do cuidado, educação, vigilância e trabalho territorial. Sua atuação não se limita à execução de procedimentos. A Política Nacional de Atenção Básica, aprovada pela Portaria nº 2.436/2017, orienta responsabilidade sanitária por população e território, cuidado centrado na pessoa, vínculo e coordenação da rede.
A Lei nº 7.498/1986 prevê consulta e prescrição da assistência de enfermagem entre as atribuições privativas do enfermeiro. Como integrante da equipe de saúde, participa de planejamento, educação, prevenção e ações assistenciais, incluindo prescrição de medicamentos nos limites dos programas de saúde pública e das rotinas institucionais aprovadas. Protocolo não autoriza atuação irrestrita fora da competência legal.
| Dimensão | Ação na unidade | Finalidade |
|---|---|---|
| Assistência | Consulta e procedimentos | Responder a necessidades |
| Gestão do cuidado | Planejar e avaliar | Organizar continuidade |
| Território | Identificar riscos e barreiras | Adequar prioridades |
| Equipe | Supervisionar e discutir casos | Articular responsabilidades |
O diagnóstico da situação de saúde utiliza registros, observação e participação comunitária. Uma elevação de condições crônicas sem controle pode indicar dificuldade de acesso, plano inadequado, barreira ao uso de medicamentos ou falha de seguimento. A resposta depende de compreender o problema e elaborar ações multiprofissionais, com responsáveis e formas de avaliação. Não é atribuição exclusiva do nível central.
A consulta organiza o Processo de Enfermagem segundo a Resolução Cofen nº 736/2024. A avaliação identifica necessidades, o diagnóstico expressa julgamento clínico e o planejamento estabelece resultados e intervenções. A equipe executa conforme competências e acompanha respostas. O enfermeiro também supervisiona técnicos e auxiliares e participa da organização de rotinas seguras.
No acolhimento, queixas subjetivas e mudanças de comportamento merecem escuta. A ausência de uma ameaça verbalizada não encerra avaliação de vulnerabilidade. Informações relevantes devem ser compartilhadas em espaços assistenciais protegidos, preservando sigilo e continuidade. Encaminhar à saúde mental não elimina o vínculo com a equipe de referência.
Visita domiciliar, busca ativa e atividades coletivas são recursos definidos pelas necessidades, e não substitutos automáticos da consulta. O plano considera capacidade funcional, apoio e condições materiais. Metas construídas sem participação podem ser impraticáveis. A coordenação exige acompanhar se a pessoa conseguiu acessar o serviço indicado e integrar suas informações ao seguimento na UBS.
A avaliação do trabalho observa acesso, segurança, continuidade e resultados, além de produção. Um grande número de procedimentos não demonstra sozinho resolutividade. A função do enfermeiro é articular pessoas e recursos para produzir cuidado coerente, com revisão do plano quando surgem novas necessidades ou barreiras no território.
Base legal: Portaria nº 2.436/2017, Política Nacional de Atenção Básica; Lei nº 7.498/1986; Resolução Cofen nº 736/2024
11.3.2 Urgências clínicas, neurológicas e traumáticas
As urgências por sistemas exigem reconhecimento de sinais de gravidade e assistência inicial organizada.
A identificação da doença provável é importante, mas o cuidado começa pelo estado atual: consciência, via aérea, respiração, circulação e ameaças imediatas. Os Protocolos de Suporte Básico e Avançado de Vida do SAMU 192 orientam essa abordagem no contexto brasileiro. A enfermagem atua dentro de suas competências e aciona recursos conforme a necessidade.
Aparelho respiratório. Dispneia, esforço aumentado, alteração de consciência, cianose e incapacidade de falar adequadamente podem indicar comprometimento. A avaliação observa frequência, padrão, expansão e ruídos, relacionando oximetria ao quadro. Valores isolados não substituem reconhecimento de fadiga. O suporte deve considerar indicação de oxigênio, ventilação, posicionamento e tratamento prescrito, com reavaliação da resposta e preparação para escalonamento quando necessário.
Na crise de asma, sibilos e desconforto podem acompanhar obstrução. A redução dos ruídos em pessoa muito cansada não representa necessariamente melhora: pode indicar fluxo de ar insuficiente. A Linha de Cuidado da Asma do Ministério da Saúde orienta reconhecer gravidade e iniciar tratamento sem atraso. A equipe acompanha consciência, esforço, saturação e resposta, sem manter o usuário grave aguardando apenas por consulta programada.
| Sistema | Sinal de alerta | Foco inicial da enfermagem |
|---|---|---|
| Respiratório | Exaustão ou hipoxemia | Via aérea e ventilação |
| Cardiovascular | Dor com instabilidade | Monitorização e suporte |
| Digestivo | Sangramento com hipoperfusão | Circulação e resposta rápida |
| Urinário | Redução importante da diurese | Avaliar perfusão e obstrução |
| Neurológico | Déficit súbito | Tempo de início e avaliação |
| Locomotor | Lesão com alteração distal | Proteção e avaliação neurovascular |
Aparelho cardiovascular. Dor torácica acompanhada de sudorese, dispneia, síncope ou instabilidade exige avaliação imediata. Ausência de dor típica não exclui síndrome coronariana, especialmente em apresentações menos características. A equipe registra início, características, fatores associados e medicamentos em uso, organiza monitorização e eletrocardiograma conforme fluxo. Não deve atribuir o quadro à ansiedade antes de avaliar possíveis causas graves.
Choque é falha circulatória com oferta inadequada de oxigênio aos tecidos. Pode ocorrer por perda de volume, falha de bomba, alterações distributivas ou obstrução. Palidez, pele fria, alteração de consciência e redução da diurese podem sinalizar hipoperfusão, embora o padrão varie. Pressão preservada não afasta fase inicial. A intervenção depende da causa; reposição indiscriminada pode ser inadequada em determinadas condições.
Em alteração importante de pressão arterial, a gravidade não decorre apenas do número. É necessário procurar lesão aguda de órgão-alvo, como comprometimento neurológico, cardíaco ou respiratório. A equipe acompanha medidas, sintomas e evolução, sem promover queda abrupta por iniciativa improvisada. O tratamento deve corresponder à avaliação clínica e ao protocolo, com monitoramento para reconhecer efeitos e deterioração.
Aparelho digestivo. Hematêmese, melena ou eliminação de sangue podem acompanhar hemorragia digestiva. A estimativa visual da perda é imprecisa, e o estado circulatório precisa orientar prioridade. Na pessoa com rebaixamento de consciência ou vômitos, a proteção da via aérea é essencial. A equipe reúne história, observa perdas, prepara recursos e acompanha perfusão e sinais vitais, comunicando mudanças imediatamente.
Dor abdominal pode decorrer de condições clínicas, cirúrgicas, urinárias, ginecológicas ou vasculares. Rigidez, instabilidade, dor intensa de início súbito e piora sistêmica são sinais preocupantes. Não se deve presumir quadro benigno apenas pela idade ou pela ausência de febre. Alimentação, medicações e procedimentos seguem a avaliação e o fluxo, evitando intervenções sem indicação que possam acrescentar risco ou atrasar a investigação.
Aparelho urinário. Retenção urinária, cólica intensa, redução da diurese e sinais de infecção sistêmica exigem avaliação. A queda do volume urinário pode refletir hipoperfusão, lesão renal ou obstrução, e não somente baixa ingestão. Edema ou história de doença renal modificam o raciocínio sobre hidratação. A equipe registra balanço quando indicado e observa dor, distensão, aspecto da urina e condição geral.
Cateterismo tem indicação, riscos e técnica próprios; não é resposta automática a qualquer desconforto urinário. Em suspeita de lesão uretral após trauma, sinais como sangue no meato exigem avaliação antes de instrumentação. Manipular repetidamente um dispositivo sem identificar a causa de ausência de drenagem pode produzir dano. O cuidado verifica condições do sistema e aciona avaliação pertinente.
Aparelho locomotor e esquelético. Fraturas e luxações exigem proteção, avaliação de sangramento, dor e função neurovascular distal. Perfusão, sensibilidade e movimento devem ser observados antes e depois da imobilização, quando possível. Um membro visualmente deformado não tem precedência sobre via aérea ameaçada ou hemorragia exsanguinante. A estabilização deve evitar movimentos desnecessários e não tentar reduções improvisadas.
Feridas associadas a fratura precisam de cobertura apropriada e prevenção de contaminação, sem recolocar fragmentos ósseos expostos. Dor desproporcional, aumento de tensão e alterações sensitivas podem sugerir comprometimento importante e demandam resposta urgente. A presença de pulso distal não exclui toda complicação. O transporte deve preservar alinhamento possível e acompanhar mudanças, sem encerrar avaliação após aplicar a imobilização.
Sistema nervoso. Déficit focal súbito, alteração de fala, assimetria facial e perda de força sugerem AVC e exigem ativação rápida do fluxo. A Linha de Cuidado do AVC no Adulto do Ministério da Saúde orienta identificar início dos sintomas e avaliar glicemia, pois hipoglicemia pode simular déficit neurológico. Quando o início é desconhecido, importa registrar o último momento em que a pessoa foi vista sem alterações.
A escala de Cincinnati avalia assimetria facial, queda de braço e alteração da fala. É instrumento de reconhecimento, não confirmação do tipo de AVC. Um resultado sem alterações não exclui todos os eventos, especialmente apresentações fora desse conjunto. Exame de imagem diferencia situações e orienta tratamento. Oferta oral depende de segurança da deglutição; não se deve presumir que a pessoa consegue engolir porque está acordada.
Na convulsão, o cuidado protege contra trauma, acompanha duração, respiração e recuperação e avalia glicemia conforme protocolo. Não se introduzem objetos na boca nem se contêm membros à força. Após o episódio, a persistência de alteração de consciência ou repetição de crises exige resposta rápida. A avaliação inclui causas metabólicas, tóxicas e neurológicas, sem pressupor que toda crise decorre de epilepsia conhecida.
Exemplo resolvido
Após imobilização de uma lesão no membro, a pessoa relata dormência nova e apresenta extremidade mais fria. É suficiente registrar e manter o dispositivo sem reavaliação? 1. Mudança distal após imobilização pode indicar comprometimento neurovascular. 2. A equipe reavalia perfusão, sensibilidade e condições da imobilização e aciona avaliação imediata. 3. O cuidado não termina na aplicação do dispositivo; a resposta e as possíveis complicações determinam a continuidade.
Base legal: Protocolos de Suporte Básico e Avançado de Vida — SAMU 192/Ministério da Saúde; Linha de Cuidado da Asma — Ministério da Saúde; Linha de Cuidado do AVC no Adulto — Ministério da Saúde
Esquema
Reconhecimento do AVC
Suspeita de evento agudo
Sinais focais súbitos
Face, braço e fala
Tempo de início
Último momento sem alterações
Glicemia
Reconhecer possível simulador
Fluxo hospitalar
Avaliação e imagem
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Pref. Vista Alegre do Alto/SP 2024
Na prestação dos primeiros socorros ao indivíduo que apresenta uma convulsão, deve-se, entre outros cuidados, mantê-lo em segurança, apoiar sua cabeça e avaliar os sinais vitais e
- A)a gasometria.
- B)a glicemia capilar.
- C)o diâmetro pupilar.
- D)a acuidade visual.
- E)a acuidade auditiva.
Resposta: B
Conceito: A hipoglicemia é uma causa reversível que deve ser investigada na crise convulsiva.
Raciocínio: A verificação da glicemia capilar identifica rapidamente uma alteração metabólica potencialmente tratável. Por isso, complementa os cuidados de proteção, avaliação de via aérea e sinais vitais. A alternativa B é a correta. A medição não deve atrasar intervenções vitais nem envolver oferta oral durante redução de consciência.
Pegadinha: Convulsão não significa obrigatoriamente epilepsia; alterações glicêmicas também podem provocá-la.
Base: Ministério da Saúde. Protocolos de suporte básico de vida do SAMU 192, convulsão e procedimento BP16, glicemia capilar.
11.3.3 Urgências obstétricas, psiquiátricas e metabólicas
Urgências ginecológicas, obstétricas, psiquiátricas e metabólicas exigem avaliação clínica integrada.
Dor, alteração de consciência ou agitação podem ter múltiplas causas e não devem ser atribuídas automaticamente a um diagnóstico prévio. A enfermagem reconhece ameaças, preserva dignidade e privacidade, organiza suporte e acompanha resposta. História e exames complementam o cuidado, sem atrasar intervenção diante de instabilidade.
Urgências ginecológicas. Sangramento genital importante pode produzir hipovolemia e exigir prioridade circulatória. A equipe avalia quantidade aproximada, duração, sintomas, possibilidade de gestação e estado geral. A ausência de confirmação da gravidez não elimina essa possibilidade. Dor pélvica com sangramento, síncope ou instabilidade demanda investigação de condições graves, incluindo gestação ectópica quando pertinente.
A abordagem deve evitar julgamentos sobre vida sexual, contracepção ou circunstâncias do sangramento. Privacidade, explicação dos procedimentos e consentimento são fundamentais. O registro descreve achados e relatos com precisão, sem conclusões não sustentadas. Em suspeita de violência, a assistência clínica e a proteção seguem o fluxo pertinente, sem condicionar o cuidado à apresentação prévia de documento policial.
| Situação | Sinal que aumenta a prioridade | Resposta assistencial |
|---|---|---|
| Sangramento ginecológico | Hipoperfusão ou síncope | Avaliar e apoiar circulação |
| Gestante com cefaleia | Alteração visual ou hipertensão | Investigar gravidade obstétrica |
| Crise psiquiátrica | Risco imediato ou alteração clínica | Proteger, avaliar e apoiar |
| Hipoglicemia | Rebaixamento de consciência | Corrigir por via segura |
| Distúrbio eletrolítico | Arritmia ou alteração neurológica | Monitorar e tratar conforme avaliação |
Urgências obstétricas. A avaliação considera idade gestacional conhecida ou estimada pela equipe, história, perdas, dor, sinais vitais e movimentos fetais conforme o contexto. Sangramento, perda de líquido, dor persistente, dispneia e sintomas neurológicos não devem ser normalizados como desconfortos habituais. A condição materna orienta ações imediatas e tem repercussão sobre a segurança fetal. A transferência precisa ser articulada com monitoramento e informação.
Pré-eclâmpsia pode apresentar hipertensão com manifestações de comprometimento orgânico. Cefaleia persistente, alterações visuais, dor em região superior do abdome e outros sinais demandam atenção. Edema isolado não confirma o diagnóstico. Convulsão em contexto compatível pode caracterizar eclâmpsia e exige proteção, suporte e tratamento protocolado. A equipe não deve aguardar o fim de toda a investigação para acionar assistência de emergência.
Durante crise convulsiva na gestante, preservam-se segurança e via aérea, sem introduzir objetos na boca. O tratamento medicamentoso, quando indicado, exige prescrição ou protocolo aplicável e monitoramento. A necessidade de controle de pressão e avaliação obstétrica não elimina vigilância respiratória e neurológica. Os Protocolos de Emergências Obstétricas do SAMU 192 oferecem referência para reconhecimento e resposta inicial.
Eclâmpsia — tratamento anticonvulsivante. O sulfato de magnésio é o medicamento central para controlar e prevenir recorrência de convulsões; não substitui o controle da hipertensão. A Linha de Cuidado do Pré-natal do Ministério da Saúde apresenta o esquema intravenoso de Zuspan:
| Etapa | Esquema e cuidado |
|---|---|
| Ataque | 4 g IV lentamente, em 15–20 minutos |
| Manutenção | 1 g/h IV, em bomba de infusão |
| Vigilância | Reflexo patelar presente, frequência respiratória ≥16/min e diurese ≥25 mL/h |
| Suspeita de toxicidade | Ausência de reflexo, depressão respiratória ou oligúria exigem interrupção/reavaliação imediata e suporte |
A eliminação renal exige atenção à função renal e ajuste da manutenção na insuficiência renal. A equipe acompanha consciência, respiração, diurese e pressão, preserva a via aérea e mantém recursos de resposta à toxicidade. O esquema é hospitalar e depende de prescrição ou protocolo aplicável. Fonte: Ministério da Saúde, Linha de Cuidado do Pré-natal, manejo hospitalar da pré-eclâmpsia/eclâmpsia.
No pós-parto, sangramento excessivo, alteração de consciência, taquicardia e sinais de hipoperfusão exigem resposta imediata. A avaliação considera tônus uterino, perdas e outras possíveis causas, com acionamento da equipe e recursos. A estimativa visual pode subestimar hemorragia. Quando houver atonia e indicação pertinente, medidas sobre o útero integram o protocolo, juntamente com suporte circulatório e tratamento da causa, sem substituir avaliação global.
Urgências psiquiátricas. O acolhimento utiliza escuta e comunicação calma, com redução de estímulos e abordagem respeitosa. É necessário avaliar risco para a pessoa e terceiros e procurar causas clínicas, como hipóxia, hipoglicemia, intoxicação, abstinência ou delirium. Agitação não é diagnóstico e não implica automaticamente transtorno psiquiátrico primário. O ambiente deve permitir segurança sem humilhação ou provocação.
A Lei nº 10.216/2001 protege direitos e orienta cuidado pelos meios menos invasivos possíveis, preferencialmente comunitários. Internação é indicada quando recursos extra-hospitalares se mostram insuficientes, conforme avaliação e requisitos legais. A enfermagem participa do acolhimento e do Projeto Terapêutico Singular. O cuidado não é atribuição exclusiva de uma categoria e não se resume a esperar necessidade de medicação.
O risco de suicídio envolve ideação, plano, acesso a meios, tentativas anteriores, sofrimento, impulsividade e fatores de proteção, entre outros elementos. Negar ideação naquele momento não exclui risco. A equipe deve perguntar de forma acolhedora, compartilhar informação assistencial necessária e organizar proteção e continuidade. Em risco imediato, a pessoa não deve permanecer sem supervisão adequada enquanto se articula suporte.
Uso de álcool e outras drogas exige avaliação sem estigma. Intoxicação e abstinência podem produzir alterações clínicas graves. A redução de danos procura diminuir consequências negativas e ampliar acesso, sem transformar abstinência em condição universal para cuidado. Contenção é excepcional, depende de necessidade imediata e segue a Resolução Cofen nº 746/2024, com supervisão, monitoramento e registro; não é primeira resposta a qualquer agitação.
Distúrbios metabólicos. Hipoglicemia pode causar sudorese, tremor, confusão, convulsão e coma. A glicemia capilar ajuda no reconhecimento, interpretada junto ao quadro. A correção depende da consciência e da segurança para engolir. Não se oferece líquido ou alimento por boca a quem está inconsciente ou incapaz de deglutir. Na pessoa adulta com diabetes, glicemia abaixo de 70 mg/dL indica hipoglicemia. A resposta inicial depende da segurança da via:
| Situação | Correção inicial |
|---|---|
| Consciente e deglutição segura | 15 g de carboidrato de rápida absorção por via oral |
| Após correção oral | Nova glicemia em 15 minutos; repetir se continuar baixa |
| Inconsciência ou deglutição insegura | Nada por boca; suporte e glicose intravenosa ou glucagon, conforme acesso, disponibilidade e protocolo |
Após recuperação, avaliam-se alimentação, tratamento, causas e risco de recorrência. A dose oral descrita é para o adulto; não deve ser transferida automaticamente a lactentes ou crianças. Fontes: PCDT de Diabetes Melito Tipo 2 e Linha de Cuidado do Diabetes do Ministério da Saúde.
Hiperglicemia acompanhada de desidratação, vômitos, dor abdominal, alteração respiratória ou consciência pode indicar emergência metabólica. A Linha de Cuidado do Diabetes Melito Tipo 2 do Ministério da Saúde orienta reconhecer cetoacidose e estado hiperosmolar. O cuidado envolve hidratação e tratamento protocolados, avaliação de eletrólitos e monitoramento. A magnitude da glicose, isoladamente, não descreve toda a gravidade nem exclui apresentações particulares.
Água e eletrólitos. Perdas digestivas, diuréticos, doença renal e ingestão inadequada podem modificar volume e concentrações. Desidratação e sobrecarga precisam ser distinguidas. Sódio e potássio alterados podem afetar consciência, força e ritmo cardíaco. A escolha de solução e a velocidade de correção dependem de causa, magnitude, duração e condição clínica. Correção rápida e indiscriminada pode produzir dano.
Potássio exige prescrição, preparo e administração seguros; não deve ser administrado por injeção intravenosa direta. A função renal e o monitoramento pertinente integram a avaliação. Uma alteração laboratorial inesperada pode demandar confirmação quando apropriado, sem atrasar proteção se houver manifestação grave. A equipe registra entradas, perdas e resposta, comunicando mudanças para ajustar o tratamento.
Exemplo resolvido
Uma pessoa com diabetes chega confusa e não consegue engolir de forma segura; a avaliação identifica hipoglicemia. A oferta imediata de bebida açucarada é adequada? 1. A alteração de consciência e a deglutição insegura criam risco de aspiração. 2. A correção deve utilizar via apropriada segundo protocolo, com acionamento do suporte necessário. 3. A equipe reavalia glicemia e estado clínico e procura a causa; a via oral não é indicada nesse quadro.
Base legal: Protocolos de Emergências Obstétricas — SAMU 192/Ministério da Saúde; Lei nº 10.216/2001; Resolução Cofen nº 746/2024; Linha de Cuidado do Diabetes Melito Tipo 2 — Ministério da Saúde
Esquema
Cuidado na crise psiquiátrica
1Acolher e proteger
Escuta e ambiente seguro
2Avaliar risco e causas clínicas
Não presumir diagnóstico único
3Organizar intervenção
Equipe e recursos necessários
4Planejar continuidade
Projeto terapêutico e rede
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Pref. Sorocaba/SP 2025
Usuário em uso abusivo de álcool procura o CAPS AD para acolhimento. Uma das responsabilidades assistenciais do enfermeiro, nesse contexto, é
- A)realizar o registro do atendimento dos profissionais que acolheram.
- B)desenvolver acolhimento inicial, escuta qualificada e colaborar no Projeto Terapêutico Singular.
- C)aguardar prontamente a necessidade de administração de medicamentos.
- D)delegar o processo de cuidado ao terapeuta ocupacional que, de acordo com a Lei no 10.216, é o profissional responsável pelo acolhimento do usuário.
- E)priorizar contenção física em situação de crise.
Resposta: B
Conceito: O cuidado no CAPS AD inclui acolhimento e construção multiprofissional do Projeto Terapêutico Singular.
Raciocínio: O enfermeiro participa ativamente da escuta, da avaliação das necessidades e do plano de cuidado com a pessoa e a equipe. A alternativa B expressa essa responsabilidade. O PTS integra necessidades clínicas, psicossociais e estratégias de redução de danos, conforme cada situação.
Pegadinha: O acolhimento é responsabilidade da equipe e não se limita à medicação.
Base: Ministério da Saúde. Centros de Atenção Psicossocial, acolhimento inicial e Projeto Terapêutico Singular na RAPS.
11.3.4 Atenção básica nos ciclos de vida
A atenção básica acompanha necessidades ao longo da vida e combina prevenção, avaliação, tratamento e coordenação.
O enfermeiro organiza consultas, atividades territoriais e seguimento conforme riscos e condições reais. Protocolos ajudam a definir condutas, mas a presença de sinais de gravidade exige resposta oportuna. Uma pessoa cadastrada em acompanhamento não deve aguardar a próxima consulta programada quando apresenta deterioração.
Crescimento e desenvolvimento. O acompanhamento da criança utiliza história, exame, medidas antropométricas e marcos do desenvolvimento, com registro na Caderneta da Criança. A trajetória das medidas é mais informativa que uma observação isolada. A interpretação considera alimentação, doença, condições sociais e técnica de aferição. Desenvolvimento envolve capacidades motoras, linguagem, cognição e interação, sem reduzir a avaliação a peso e altura.
Ausência de habilidade esperada, perda de capacidades previamente adquiridas ou preocupação familiar exigem avaliação e encaminhamento quando indicado. A estimulação deve ser adequada e segura, com participação dos cuidadores. Comparar crianças de modo rígido ou desqualificar preocupações pode atrasar identificação de necessidades. O cuidado também abrange vacinação, prevenção de acidentes, vínculos e proteção contra violência.
Aleitamento e alimentação. O Ministério da Saúde recomenda aleitamento materno exclusivo até seis meses e continuidade por dois anos ou mais, com alimentação complementar a partir dos seis meses. Exclusivo significa ausência de outros alimentos e líquidos, inclusive água e chás, ressalvadas indicações de medicamentos ou suplementos. O apoio considera pega, posição, transferência de leite, dor e condições da lactante e do bebê.
Choro isolado não comprova insuficiência de leite. A avaliação reúne sinais de ingestão, crescimento e observação da mamada. O manejo busca corrigir dificuldades sem culpabilização. Contraindicações específicas exigem orientação apropriada; no Brasil, a infecção materna por HIV contraindica amamentação. O plano deve assegurar alimentação segura e apoio contínuo, respeitando recomendações nacionais e condições individuais.
A alimentação complementar deve ser variada, adequada à idade e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados. Textura e consistência progridem conforme desenvolvimento; não se deve substituir sistematicamente a comida por líquidos diluídos. A oferta respeita fome e saciedade e inclui higiene.
NutriSUS. O sachê é misturado em pequena porção de comida já pronta para consumo. Essa porção é oferecida primeiro, aumentando a chance de ingestão de todo o conteúdo mesmo se a criança não terminar a refeição. Não se distribui o pó em grande volume de alimento que pode sobrar. A estratégia complementa a alimentação; não substitui variedade e qualidade da dieta. Fonte: Ministério da Saúde, Caderno dos Programas Nacionais de Suplementação de Micronutrientes. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos orienta evitar açúcar antes dos dois anos e ultraprocessados.
| Área | Acompanhamento essencial | Alerta para reavaliação |
|---|---|---|
| Criança | Crescimento, desenvolvimento e alimentação | Perda de habilidades ou prostração |
| Gestação e puerpério | Risco, sintomas e continuidade | Sangramento ou alteração neurológica |
| Hipertensão | Medida correta e risco cardiovascular | Sinais de lesão aguda |
| Diabetes | Controle e prevenção de complicações | Hipoglicemia ou descompensação |
Diarreia e doenças respiratórias. Na diarreia, a prioridade é avaliar hidratação e estado geral. O manejo do Ministério da Saúde distingue Plano A para prevenir desidratação no domicílio, Plano B para reidratação oral no serviço quando há desidratação sem gravidade, e Plano C para desidratação grave com tratamento e suporte apropriados. A avaliação deve ser repetida. Alimentação e aleitamento são mantidos conforme tolerância e segurança.
| Plano | Critério e conduta |
|---|---|
| A | Sem desidratação: líquidos/SRO após perdas, manutenção da alimentação e orientação de sinais de alerta |
| B | Dois ou mais sinais de desidratação: SRO supervisionada no serviço; orientação inicial de 50–100 mL/kg em 4–6 horas, ajustada à sede e reavaliação |
| C | Desidratação grave: reidratação IV e assistência urgente; sinais incluem letargia, incapacidade de beber e pulso fraco |
No quadro do MS, a classificação grave requer dois ou mais sinais, incluindo pelo menos um sinal destacado de gravidade, como incapacidade de beber. No Plano C, a expansão usual com soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato é 30 mL/kg e depois 70 mL/kg: abaixo de 1 ano, em 1 hora e 5 horas; a partir de 1 ano, em 30 minutos e 2 horas e 30 minutos. Recém-nascidos e crianças com cardiopatia grave exigem adaptação. No Plano B, desaparecida a desidratação, passa-se ao A; agravamento exige C. Fonte: Ministério da Saúde, Manejo do Paciente com Diarreia.
Letargia, incapacidade de beber, vômitos persistentes, sangue nas fezes ou redução da diurese exigem atenção. Antibiótico não é intervenção universal para diarreia aguda. Nas queixas respiratórias, importam frequência conforme idade, esforço, tiragem, estridor, oxigenação e capacidade de beber ou mamar. Coriza isolada não define pneumonia, enquanto cansaço e alteração da consciência não devem ser atribuídos apenas à febre.
Pré-natal, parto e puerpério. A assistência começa precocemente e revê risco em cada contato. Inclui história, avaliação clínica, exames indicados, vacinação, prevenção de infecções e preparação para parto e pós-parto. A gestante precisa conhecer a referência assistencial, e o cuidado deve considerar condições sociais, violência e apoio. Risco habitual pode mudar; encaminhamento especializado não elimina acompanhamento compartilhado na APS.
O parto deve preservar respeito, informação, privacidade e intervenções justificadas.
Vigilância do parto e puerpério. No primeiro período do parto normal de risco habitual, as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal orientam:
| Observação | Intervalo ou conduta de referência |
|---|---|
| Contrações e pulso materno | A cada hora |
| Temperatura e pressão arterial | A cada 4 horas, antecipando diante de alteração |
| Diurese | Acompanhar frequência e condições |
| Toque vaginal | Em geral a cada 4 horas; antes se houver preocupação com a progressão ou desejo da mulher, com explicação e consentimento |
| Ausculta fetal intermitente | A cada 30 minutos no primeiro período, por pelo menos 1 minuto, relacionando os achados às contrações |
| Após o parto | Avaliar sinais vitais, perda sanguínea, tônus uterino, placenta/membranas, micção e condição emocional |
Esses intervalos não impõem espera diante de deterioração materna ou fetal. O risco e a evolução podem exigir vigilância mais intensa e avaliação obstétrica.
Prevenção de hemorragia pós-parto. No parto vaginal, o protocolo do HU-UFGD de 2025 prevê ocitocina 10 UI IM logo após o nascimento. A finalidade é prevenir HPP; não corresponde ao esquema completo de tratamento de hemorragia instalada. Sangramento excessivo exige ativar resposta, avaliar tônus e causas e acompanhar circulação, sem presumir que a dose preventiva tenha resolvido o evento. No puerpério, a avaliação não se limita à ferida ou ao aleitamento: envolve sangramento, pressão, dor, infecção, saúde mental e adaptação familiar. Tristeza, exaustão e dificuldades precisam ser escutadas; sofrimento persistente ou risco exige avaliação. Sinais de urgência materna não devem ser normalizados pelo fato de o nascimento já ter ocorrido.
Rastreamento e planejamento reprodutivo. As Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2025 introduziram o teste de DNA-HPV oncogênico como exame primário em rastreamento organizado, com implantação progressiva. Para população de risco habitual com colo uterino e atividade sexual iniciada, o público-alvo é de 25 a 64 anos. Resultado negativo permite intervalo de cinco anos no fluxo do teste molecular, respeitadas situações especiais.
Onde o rastreamento ainda utiliza citopatológico, o intervalo é de três anos após dois exames anuais normais, conforme o fluxo aplicável. Resultado alterado e situações especiais seguem algoritmos próprios. Sangramento após relação, lesão visível ou outros sintomas exigem investigação; não se trata de aguardar o calendário de rastreamento. A vacinação contra HPV não elimina o acompanhamento indicado.
A Lei nº 9.263/1996, alterada pela Lei nº 14.443/2022, modificou a esterilização voluntária. O art. 10 prevê capacidade civil plena, critério etário de 21 anos ou pelo menos dois filhos vivos, e intervalo mínimo de 60 dias entre manifestação de vontade e cirurgia, com aconselhamento. O consentimento do cônjuge deixou de ser exigido. A realização no parto exige respeito ao prazo e condições médicas. Métodos definitivos não protegem contra infecções sexualmente transmissíveis.
Hipertensão arterial. O PCDT de Hipertensão Arterial Sistêmica de 2025 orienta confirmação diagnóstica a partir de medidas adequadas, considerando pressão de consultório sistólica igual ou superior a 140 mmHg ou diastólica igual ou superior a 90 mmHg. Uma medida isolada sem contexto não resume o diagnóstico. Manguito adequado, repouso, posição e técnica influenciam a leitura. O seguimento inclui risco cardiovascular, uso de medicamentos e barreiras ao cuidado.
Diabetes melito. Critérios laboratoriais incluem glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dL, hemoglobina glicada igual ou superior a 6,5% e glicemia aleatória igual ou superior a 200 mg/dL com sintomas clássicos. Pessoas assintomáticas precisam da confirmação pertinente. A Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes de 2026 e o PCDT de Diabetes Melito Tipo 2 orientam avaliação e acompanhamento. Glicemia capilar assistencial não substitui indiscriminadamente critérios laboratoriais.
O cuidado avalia alimentação, atividade física, medicamentos, hipoglicemia, saúde renal, visão e pés. Inspeção dos pés, sensibilidade e circulação ajudam a reconhecer risco; calçado e autocuidado precisam ser adequados. Metas são individualizadas conforme idade, comorbidades, funcionalidade e risco de efeitos adversos. A pessoa deve compreender o plano e ter condições para executá-lo. Seguimento não se resume a renovar receitas ou coletar exames.
Exemplo resolvido
Uma usuária comparece fora do calendário de rastreamento com sangramento após relação sexual. A equipe deve apenas agendar o próximo exame preventivo de rotina? 1. O rastreamento se dirige a pessoas sem sintomas, enquanto o sangramento exige avaliação diagnóstica. 2. A enfermagem acolhe, avalia sinais e necessidade de prioridade e articula investigação. 3. O calendário de exames não justifica adiar a avaliação de uma queixa nova.
Base legal: Caderneta da Criança — Ministério da Saúde; Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos — Ministério da Saúde; Manejo do Paciente com Diarreia — Ministério da Saúde; Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, 2025; Lei nº 9.263/1996, art. 10; Lei nº 14.443/2022; PCDT de Hipertensão Arterial Sistêmica, 2025; Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2026; PCDT de Diabetes Melito Tipo 2
Comparação
Prevenção e investigação
| Rastreamento | Avaliação diagnóstica |
|---|---|
| Pessoa sem sintomas | Pessoa com queixa ou sinais |
| Calendário conforme método e risco | Oportunidade conforme necessidade clínica |
Pegadinha da banca
Reconhecimento não confirma o tipo
Cincinnati ajuda a reconhecer suspeita de AVC. A escala não distingue sozinha evento isquêmico de hemorrágico.
Pegadinha da banca
Via oral exige segurança
Alteração de consciência ou incapacidade de deglutir contraindicam oferecer líquidos por boca para corrigir hipoglicemia.
Atenção
Esterilização com regra atual
A mudança legal reduziu o critério etário para 21 anos e retirou a exigência de consentimento do cônjuge. O intervalo mínimo continua sendo de 60 dias.
Atenção
Rastreamento molecular
As diretrizes de 2025 introduziram DNA-HPV no rastreamento organizado do colo do útero. O intervalo depende do método, do resultado e do risco.
11.4 Exemplo resolvido
No acompanhamento de uma criança, a família relata perda de uma habilidade que ela já realizava. A medida mais adequada é: A) Desconsiderar o relato se o peso estiver adequado. B) Aguardar obrigatoriamente a consulta do ano seguinte. C) Encerrar a avaliação porque o desenvolvimento varia entre pessoas. D) Relacionar o relato à avaliação do desenvolvimento e organizar investigação e apoio conforme necessidade. E) Considerar o relato suficiente para diagnosticar uma doença específica.
- Crescimento e desenvolvimento são dimensões relacionadas, mas diferentes.
- A perda de uma habilidade adquirida é relevante e exige avaliação.
- O relato deve orientar investigação e resposta, sem produzir diagnóstico automático nem espera injustificada.
Resposta: D. A equipe avalia o desenvolvimento e organiza o cuidado pertinente.
11.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Uma pessoa do território tem limitação importante de mobilidade e dificuldade para chegar à UBS. A equipe identifica necessidade de avaliação de enfermagem, sem instabilidade clínica ou indicação de hospitalização. Para favorecer o acesso, cabe ao enfermeiro:
- A)avaliar as necessidades e organizar atendimento domiciliar em articulação com a equipe.
- B)condicionar a avaliação à recuperação da capacidade de caminhar até a unidade.
- C)transferir todo o acompanhamento à família por se tratar de pessoa restrita ao domicílio.
- D)exigir internação hospitalar antes de realizar qualquer avaliação de enfermagem.
- E)limitar o cuidado à renovação de receitas solicitadas por um representante familiar.
F2inédita
Na consulta de puericultura, a mãe de um lactente saudável de quatro meses relata amamentação exclusiva, crescimento adequado e preocupação com o calor. A orientação coerente com o Ministério da Saúde é:
- A)acrescentar água entre as mamadas sempre que a temperatura ambiente aumentar.
- B)introduzir chá sem açúcar para hidratar e preservar o aleitamento exclusivo.
- C)manter apenas leite materno, sem acrescentar água ou chá por causa do calor.
- D)substituir parte das mamadas por suco natural para ampliar a oferta de vitaminas.
- E)oferecer fórmula após cada mamada para prevenir desidratação nos dias quentes.
F3inédita
Durante avaliação dos pés de uma pessoa com diabetes, o enfermeiro identifica diminuição da sensibilidade protetora e pele íntegra. Qual orientação contribui para prevenir lesões?
- A)Caminhar descalço em casa para perceber irregularidades do piso e estimular a sensibilidade.
- B)Retirar calos com lâmina doméstica para impedir que aumentem a pressão sobre a pele.
- C)Aquecer os pés com bolsa de água quente sempre que houver sensação de frio.
- D)Usar calçado apertado para impedir o deslizamento dos pés durante a caminhada.
- E)Inspecionar os pés diariamente e usar calçados adequados, inclusive para proteção doméstica.
F4inédita
Uma gestante na segunda metade da gravidez, com hipertensão identificada no acompanhamento, procura a UBS com cefaleia persistente, visão com pontos luminosos e dor epigástrica. Qual conduta de enfermagem é adequada?
- A)Orientar repouso no domicílio e manter a consulta de pré-natal já agendada.
- B)Reconhecer sinais de gravidade, acionar avaliação imediata e organizar atendimento obstétrico de emergência.
- C)Aguardar o resultado ambulatorial de proteinúria antes de decidir sobre encaminhamento.
- D)Tratar as queixas como desconfortos esperados da gestação e dispensar a usuária.
- E)Encaminhar para consulta especializada eletiva, sem necessidade de avaliação no mesmo atendimento.
F5inédita
Após trauma de perna com imobilização, um paciente apresenta dor crescente e desproporcional, sensação de tensão no membro e parestesia. O pulso distal ainda é palpável. Qual conduta é mais adequada?
- A)Tranquilizar o paciente porque pulso palpável exclui complicação compartimental.
- B)Estimular caminhada para avaliar se a dor melhora com a mobilização do membro.
- C)Aguardar desaparecimento do pulso para comunicar possível comprometimento da perfusão.
- D)Suspeitar de síndrome compartimental e acionar avaliação urgente com reavaliação neurovascular.
- E)Apertar o enfaixamento para reduzir a expansão do edema e conter a dor.
11.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Em uma Unidade Básica de Saúde, um usuário de 35 anos procura atendimento relatando insônia persistente, irritabilidade e sensação constante de cansaço. Durante o acolhimento, demonstra dificuldade em se expressar e refere estar “sem vontade de fazer nada”, embora negue ideação suicida no momento. O técnico de enfermagem, ao perceber mudanças no padrão habitual de comportamento do usuário em comparação com atendimentos anteriores, deve
- A)priorizar a avaliação clínica de possíveis causas orgânicas, deixando a abordagem emocional para outro momento propício.
- B)considerar a ausência de ideação suicida como indicativo de baixo risco, reduzindo a necessidade de acompanhamento imediato.
- C)orientar o usuário a aguardar avaliação médica, evitando aprofundamento de questões subjetivas.
- D)focar na queixa principal de insônia, sugerindo medidas gerais sem necessidade de articulação com a equipe.
- E)realizar escuta qualificada, acolhê-lo e compartilhar as informações com a equipe para definição de condutas.
Q2oficial · Pref. Itapevi/SP 2025
Em ambiente extra-hospitalar, um enfermeiro realiza a avaliação de um usuário com 66 anos de idade com queixa de cefaleia, vertigem, distúrbio da marcha e visual unilateral. Suspeitando se tratar de um caso de acidente vascular cerebral (AVC), entre outras ações, o enfermeiro solicitou ao indivíduo que mostrasse os dentes, fechasse os olhos e elevasse os membros superiores, mantendo-os nessa posição por 10 segundos, e que repetisse a frase “O Brasil é o país do futebol”. É correto afirmar que, ao realizar essas solicitações, o enfermeiro está aplicando a escala de
- A)Pfeffer.
- B)Lawton.
- C)Tinneti.
- D)Cicinnati.
- E)Katz.
Q3oficial · Pref. Osasco/SP 2025
A mãe de um lactente manifestou para a enfermeira, na consulta de enfermagem, ter o desejo de empregar métodos contraceptivos definitivos, como a laqueadura ou vasectomia, pois está satisfeita com o tamanho de sua família e não deseja mais engravidar. A enfermeira, considerando as diretivas do Ministério da Saúde a esse respeito, lhe explicou que, para fazer a
- A)laqueadura, ela precisará do consentimento de seu marido ou companheiro.
- B)vasectomia, seu marido ou companheiro precisa ter mais que trinta anos.
- C)laqueadura ou vasectomia, o casal precisa ter, pelo menos, três filhos vivos.
- D)laqueadura, é preciso esperar dois meses entre a manifestação formal e a realização do procedimento.
- E)vasectomia, é preciso esperar três meses entre a manifestação formal e a realização do procedimento.
Q4oficial · Pref. Sorocaba/SP 2025
A equipe interdisciplinar de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), ao analisar os dados epidemiológicos da área adscrita, identificou um aumento expressivo nos casos de hipertensão arterial não controlada, especialmente entre a população idosa. Para responder a essa situação e cumprir suas competências na gestão do cuidado, assinale a alternativa que corresponde corretamente às atribuições do enfermeiro.
- A)A competência primordial do enfermeiro é a execução de ações de enfermagem ao nível de atendimento primário, devendo delegar as atividades de planejamento, como a elaboração de rotinas e programas, à gestão da Secretaria Municipal.
- B)Deve convocar a equipe multiprofissional para uma reunião, mas considerar que apenas o médico deve coordenar e supervisionar o plano de intervenção quando se tratar de doenças.
- C)É responsabilidade do enfermeiro elaborar rotinas específicas de enfermagem, mas o planejamento, a avaliação das ações e o diagnóstico da situação devem ser feitos apenas em conjunto com a autoridade competente da Secretaria de Saúde.
- D)O enfermeiro deve limitar-se a realizar a consulta de enfermagem e prescrever medicações conforme protocolo, pois a elaboração de estudos, pesquisas e levantamentos para subsidiar políticas públicas são atribuições exclusivas do nível central.
- E)O enfermeiro deve planejar, coordenar, organizar e avaliar os procedimentos de assistência de enfermagem, integrar a equipe no diagnóstico da situação e elaborar rotinas específicas, atuando de forma multiprofissional para a resolutividade.
Q5oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Em uma unidade de pronto atendimento (UPA), o enfermeiro está realizando o acolhimento com classificação de risco de uma gestante com 36 semanas de idade gestacional, com queixa de obstrução nasal com secreção amarelada, dor de garganta e tosse. Ao exame físico, o enfermeiro constatou que a paciente apresentava pressão arterial dentro da faixa de normalidade, frequência cardíaca = 84 batimentos por minuto, frequência respiratória = 19 incursões por minuto, temperatura axilar = 37,8 °C. Frente a essa situação, considerando que a unidade utiliza o Protocolo de Manchester para classificação de risco, em consonância com as recomendações do Ministério da Saúde para o acolhimento e classificação de risco em obstetrícia, o enfermeiro deve identificar a gestante com pulseira de cor
- A)laranja.
- B)amarela.
- C)verde.
- D)azul.
- E)vermelha.
Q6oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Em consulta de enfermagem de uma criança com 8 meses de idade, incluída recentemente no programa “Fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó – NutriSUS”, a avó, cuidadora da criança, informou que tinha dúvidas sobre como administrar corretamente o conteúdo do sachê. Diante dessa situação, o enfermeiro deve esclarecer que
- A)o conteúdo do sachê deve ser misturado à uma pequena porção da comida da criança e que essa parte seja a primeira a ser oferecida.
- B)após aberto, o conteúdo do sachê deve ser oferecido à criança em, no máximo, 24 horas.
- C)o conteúdo do sachê deve ser adicionado a um dos alimentos que serão servidos na refeição, antes que esta seja aquecida no fogão ou microondas.
- D)caso a criança não aceite bem o sachê adicionado à comida, este deverá ser dissolvido no leite e oferecido em mamadeira.
- E)se, em um determinado dia, ocorrer o esquecimento de colocar o conteúdo do sachê na comida da criança, o cuidador deverá oferecer o conteúdo de 2 sachês na principal refeição do dia seguinte.
Q7oficial · Pref. Osasco/SP 2025
Segundo a Portaria no 2.436, de 21 de setembro de 2017, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica, são atribuições do enfermeiro
- A)orientar o processo de territorialização, diagnóstico situacional, planejamento e programação das equipes, avaliando resultados e propondo estratégias para o alcance de metas de saúde.
- B)providenciar a adequada alimentação de dados nos sistemas de informação da Atenção Básica vigente, verificando sua consistência e estimulando a utilização para análise e planejamento das ações.
- C)realizar a atenção à saúde dos indivíduos e das famílias vinculadas às equipes e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações entre outras), em todos os ciclos de vida.
- D)qualificar a gestão da infraestrutura e dos insumos (manutenção, logística dos materiais, ambiência da UBS), zelando pelo bom uso dos recursos e evitando o desabastecimento.
- E)contatar a rede de serviços e equipamentos sociais do território para facilitar as ações de referência e contrarreferência de clientes em busca de resolutividade e integração dos serviços.
Q8oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
No momento da administração de medicamento por via endovenosa, o paciente refere dor e o técnico de enfermagem (TE) observa edema no local. Diante dessa situação, o TE deve
- A)reduzir a velocidade de infusão.
- B)dar continuidade à administração e observar evolução.
- C)interromper a infusão e reavaliar o acesso.
- D)aplicar compressa quente imediatamente.
- E)administrar analgésico para controle da dor.
11.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A define uma base territorial, mas não o vínculo continuado descrito.
- C: A alternativa C trata da influência dos usuários na gestão, sem corresponder ao acompanhamento narrado.
- D: A alternativa D descreve a organização regional dos serviços, não a relação clínica ao longo dos anos.
- E: A alternativa E descreve a ordenação dos serviços por complexidade, não a continuidade do vínculo.
P2inédita · pré-testeResposta: D
- A: A alternativa A confunde pouco fluxo de ar com ausência de obstrução.
- B: A alternativa B atribui os sinais à ansiedade sem avaliar uma possível emergência respiratória.
- C: A alternativa C usa a ausência de secreção para minimizar sinais de obstrução grave.
- E: A alternativa E condiciona o reconhecimento clínico de gravidade a um exame de imagem.
P3inédita · pré-testeResposta: E
- A: A alternativa A pode agravar a hipoglicemia ao propor insulina antes de sua correção.
- B: A alternativa B não fornece o carboidrato necessário à correção.
- C: A alternativa C atrasa uma intervenção indicada diante de hipoglicemia já reconhecida.
- D: A alternativa D propõe gordura, que pode retardar a absorção e não é a estratégia inicial indicada.
F1inéditaResposta: A
- B: A alternativa B usa a barreira de mobilidade para adiar o cuidado necessário.
- C: A alternativa C transfere a responsabilidade assistencial aos familiares sem avaliação e apoio.
- D: A alternativa D cria internação obrigatória sem indicação clínica no caso.
- E: A alternativa E reduz o cuidado a uma tarefa administrativa e exclui a avaliação integral.
F2inéditaResposta: C
- A: A alternativa A introduz água sem indicação e interrompe a exclusividade do aleitamento.
- B: A alternativa B considera o chá compatível com exclusividade, o que é incorreto.
- D: A alternativa D antecipa a introdução de suco, que não é necessária nesse contexto.
- E: A alternativa E propõe complemento sem necessidade identificada no caso.
F3inéditaResposta: E
- A: A alternativa A aumenta a exposição a traumas que podem não ser percebidos.
- B: A alternativa B propõe procedimento doméstico capaz de causar ferimento e infecção.
- C: A alternativa C expõe a queimaduras, especialmente quando a sensibilidade está reduzida.
- D: A alternativa D aumenta pressão e atrito, favorecendo lesões.
F4inéditaResposta: B
- A: A alternativa A adia o atendimento de sinais que podem preceder complicações graves.
- C: A alternativa C transforma a proteinúria ambulatorial em condição para reconhecer a urgência.
- D: A alternativa D normaliza sintomas de alarme associados à hipertensão na gravidez.
- E: A alternativa E propõe fluxo eletivo incompatível com os sinais apresentados.
F5inéditaResposta: D
- A: A alternativa A atribui ao pulso preservado capacidade de excluir a síndrome, o que é falso.
- B: A alternativa B propõe esforço e posterga a avaliação de uma possível complicação grave.
- C: A alternativa C aguarda um sinal tardio em vez de agir diante dos achados precoces.
- E: A alternativa E pode agravar a compressão do compartimento ao aumentar o aperto externo.
Q1oficialResposta: E
- A: A alternativa A separa indevidamente a dimensão emocional da avaliação clínica.
- B: A alternativa B usa a negativa de ideação suicida como garantia de baixo risco e reduz acompanhamento sem avaliação suficiente.
- C: A alternativa C transforma o acolhimento em espera passiva.
- D: A alternativa D restringe o problema à insônia e fragmenta a assistência.
Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br
Q2oficialResposta: D
- A: A alternativa A se relaciona à avaliação funcional por informante.
- B: A alternativa B avalia atividades instrumentais da vida diária.
- C: A alternativa C avalia equilíbrio e marcha.
- E: A alternativa E avalia independência em atividades básicas da vida diária.
Fonte: Pref. Itapevi/SP 2025 — prova em pciconcursos.com.br
Q3oficialResposta: D
- A: A alternativa A mantém uma autorização conjugal que deixou de ser exigida.
- B: A alternativa B cria idade mínima superior à prevista em lei.
- C: A alternativa C exige três filhos e trata a condição como requisito cumulativo do casal, o que não corresponde à norma.
- E: A alternativa E confunde o prazo prévio de sessenta dias com cuidados posteriores à vasectomia.
Fonte: Pref. Osasco/SP 2025 — prova em pciconcursos.com.br
Q4oficialResposta: E
- A: A alternativa A exclui do enfermeiro a participação no planejamento.
- B: A alternativa B atribui exclusividade de coordenação ao médico pelo simples fato de haver doença.
- C: A alternativa C condiciona todo diagnóstico e planejamento à presença da autoridade central, retirando a responsabilidade local da equipe.
- D: A alternativa D limita a prática à consulta e nega a produção local de informações para o planejamento.
Fonte: Pref. Sorocaba/SP 2025 — prova em pciconcursos.com.br
Q5oficialResposta: C
- A: A alternativa A corresponde a prioridade muito urgente, sem discriminador apresentado no caso.
- B: A alternativa B exigiria achados de maior urgência, ausentes na descrição.
- D: A alternativa D não corresponde à categoria de sintomas respiratórios indicada no fluxograma obstétrico para esse quadro.
- E: A alternativa E é reservada a ameaça imediata à vida.
Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br
Q6oficialResposta: A
- B: A alternativa B permite guardar o sachê aberto por um prazo que não corresponde à orientação de uso no preparo da refeição.
- C: A alternativa C submete o produto ao aquecimento, que pode prejudicar componentes.
- D: A alternativa D substitui a mistura em comida por administração no leite, inadequada à estratégia.
- E: A alternativa E propõe dobrar a administração para compensar esquecimento.
Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br
Q7oficialResposta: C
- A: A alternativa A corresponde à orientação gerencial do trabalho das equipes no território.
- B: A alternativa B descreve responsabilidade gerencial relativa aos sistemas de informação.
- D: A alternativa D se refere à gestão da infraestrutura e dos insumos.
- E: A alternativa E descreve articulação gerencial com a rede do território.
Fonte: Pref. Osasco/SP 2025 — prova em pciconcursos.com.br
Q8oficialResposta: C
- A: A alternativa A mantém a administração em um acesso possivelmente comprometido.
- B: A alternativa B prolonga a exposição do tecido e adia a avaliação.
- D: A alternativa D aplica uma medida cuja indicação depende da substância envolvida.
- E: A alternativa E trata a dor sem interromper sua possível causa.
Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br
11.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- O enfermeiro participa da assistência e do planejamento territorial.
- Sinais respiratórios devem ser interpretados com o estado clínico.
- Choque pode preceder hipotensão evidente.
- Déficit neurológico súbito exige resposta rápida.
- Após imobilizar, a avaliação neurovascular continua.
- Agitação pode decorrer de doença clínica.
- Negar ideação suicida não exclui risco.
- Aleitamento exclusivo é recomendado até seis meses.
- Sangramento sintomático exige investigação, não apenas rastreamento.
- O acompanhamento de diabetes inclui prevenção de complicações.
Mapa de revisão
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