← Jandira Saúde 2027 · Enfermeiro SMS

Paginando…

Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários).776 questões da banca, 2023–2026 · cap. 1
  2. 2Sinônimos e antônimos.60 questões da banca, 2023–2026 · cap. 1
  3. 3Sentido próprio e figurado das palavras.61 questões da banca, 2023–2026 · cap. 1
  4. 4Pontuação.70 questões da banca, 2023–2026 · cap. 2
  5. 5Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, artigo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção – emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem.426 questões da banca, 2023–2026 · cap. 2
  6. 6Concordância verbal e nominal.66 questões da banca, 2023–2026 · cap. 2
  7. 7Regência verbal e nominal.33 questões da banca, 2023–2026 · cap. 3
  8. 8Colocação pronominal.26 questões da banca, 2023–2026 · cap. 3
  9. 9Crase.43 questões da banca, 2023–2026 · cap. 3

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Leitura e interpretação de textosSinônimos e antônimos no contextoSentido próprio e figurado

Itens do edital:

  • 1. Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários).
  • 2. Sinônimos e antônimos.
  • 3. Sentido próprio e figurado das palavras.

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Leia o texto: “A biblioteca passou a abrir aos sábados. A mudança atendeu aos moradores que trabalham durante a semana. O empréstimo de livros continuou sujeito às mesmas regras.” Segundo as informações expressas no texto, a biblioteca:

  1. A)Alterou as regras de empréstimo para todos os moradores.
  2. B)Passou a funcionar exclusivamente nos finais de semana.
  3. C)Restringiu o atendimento aos moradores que têm emprego.
  4. D)Interrompeu o empréstimo de livros durante a semana.
  5. E)Ampliou o funcionamento sem mudar as regras de empréstimo.

P2inédita

Na frase “O relatório ficou sucinto: apresentou apenas as informações essenciais, sem alongar a exposição”, a palavra “sucinto” pode ser substituída, sem alteração relevante de sentido, por:

  1. A)Confuso.
  2. B)Impreciso.
  3. C)Conciso.
  4. D)Prolixo.
  5. E)Incompleto.

P3inédita

Leia: “Diante da notícia inesperada, uma tempestade de dúvidas tomou conta de Clara.” A expressão “tempestade de dúvidas” foi empregada para indicar:

  1. A)Uma grande quantidade de incertezas sentidas pela personagem.
  2. B)Um fenômeno atmosférico observado pela personagem na rua.
  3. C)Uma explicação científica apresentada pela personagem ao grupo.
  4. D)Uma mudança de clima provocada pela chegada da personagem.
  5. E)Uma sequência de perguntas que a personagem respondeu com certeza.

1.2 O que cai

  • 1. Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários): 776 questões da banca, 2023–2026
  • 2. Sinônimos e antônimos: 60 questões da banca, 2023–2026
  • 3. Sentido próprio e figurado das palavras: 61 questões da banca, 2023–2026

1.3 Teoria

Interpretar textos e reconhecer o sentido contextual das palavras permite avaliar paráfrases, inferências e efeitos expressivos com precisão.

1.3.1 Leitura e interpretação de textos

Compreender e interpretar. Compreender um texto é recuperar informações apresentadas e reconhecer como elas se relacionam.

Interpretar envolve construir sentidos autorizados por essas informações, pela organização textual e pelo contexto. A inferência correta não precisa repetir literalmente uma frase, mas deve apoiar-se em elementos do texto. Conhecimento de mundo ajuda na leitura; não autoriza acrescentar uma conclusão incompatível com o que foi escrito.

Em um comunicado de unidade de saúde, O atendimento noturno foi ampliado para reduzir a concentração de usuários pela manhã, a ampliação é informação explícita e a redução da concentração é finalidade declarada. Não se afirma que o problema já foi resolvido. A alternativa que troca finalidade por resultado comprovado extrapola o trecho. Tampouco se pode concluir que o atendimento diurno foi suspenso: ampliar um turno não significa eliminar outro.

Tema, tese e argumentos. Tema é o assunto discutido. Tese é a posição defendida sobre ele. Argumentos sustentam essa posição por razões, exemplos, comparações ou dados apresentados. Em A informação clara deve orientar o acolhimento, pois reduz dúvidas sobre o fluxo de atendimento, o tema envolve comunicação no serviço; a tese defende informação clara; a justificativa relaciona clareza e redução de dúvidas. Confundir o exemplo usado com a tese geral é um erro recorrente de leitura.

Um parágrafo pode introduzir o problema, desenvolver uma justificativa, apresentar objeção ou concluir o raciocínio. A função depende de sua relação com os demais, e não de uma frase isolada. Uma enumeração de dificuldades pode preparar uma proposta de solução, sem implicar rejeição completa do serviço. A conclusão costuma recuperar a orientação do texto, mas pode acrescentar consequência ou encaminhamento compatível com o desenvolvimento.

Informação explícita, pressuposto e inferência. Informação explícita está formulada. Pressuposto é conteúdo acionado por marcas linguísticas que o apresentam como dado. Em A unidade voltou a realizar visitas, o verbo indica retomada e pressupõe realização anterior interrompida. Já a razão dessa interrupção não está determinada. Em Até a recepção recebeu treinamento, o termo até sugere inclusão de elemento considerado menos esperado, sem estabelecer sozinho a lista completa dos setores treinados.

Inferências dependem da articulação de pistas. Se um aviso informa que o atendimento será retomado após a manutenção, existe interrupção ou suspensão no intervalo considerado. Não se infere necessariamente falha humana, falta de verba ou data exata. O sentido deve permanecer proporcional ao grau de informação. Palavras como pode, deve, sempre e apenas alteram compromisso, abrangência e exclusividade; não são acessórios dispensáveis.

OperaçãoBase de leituraErro típico
LocalizarInformação expressaAcrescentar fato externo
InferirRelação entre pistasTratar hipótese como certeza
Identificar tesePosição defendidaEscolher exemplo secundário
Reconhecer finalidadeObjetivo declaradoConfundir objetivo e resultado
ResumirIdeias essenciaisSuprimir uma restrição decisiva

Coesão e relações de sentido. Pronomes, expressões equivalentes e conectivos fazem o texto progredir. Em A enfermeira apresentou a proposta à gestora, que pediu ajustes, a estrutura favorece a retomada de gestora por que. Quando duas referências são possíveis, o contexto pode esclarecer ou manter ambiguidade. Trocar o referente altera quem realiza a ação e pode invalidar uma paráfrase aparentemente correta.

Oposição aparece em conectivos como mas; conclusão, em portanto; explicação ou causa, conforme o contexto, em porque; concessão, em embora. Em Embora a procura tenha aumentado, a equipe manteve o fluxo, reconhece-se uma dificuldade que não impediu o resultado. Isso difere de dizer que a procura aumentou porque o fluxo foi mantido. Uma alternativa pode preservar todas as palavras temáticas e errar apenas ao inverter a relação lógica.

Tipos e gêneros. Narração organiza acontecimentos no tempo e pode apresentar personagens, conflito e narrador. Descrição caracteriza seres, ambientes ou estados. Exposição explica um assunto; argumentação defende uma posição; injunção orienta procedimentos. São sequências que podem coexistir. Um relatório pode narrar uma ocorrência, descrever o local e explicar a medida adotada. Identificar a sequência predominante não exige negar as demais.

Gênero é uma forma social de comunicação, como notícia, editorial, crônica, aviso, ofício ou campanha. A notícia costuma priorizar informação sobre acontecimentos; o editorial expressa posicionamento institucional; a crônica trabalha experiências cotidianas com liberdade expressiva. O aviso de serviço geralmente busca orientar uma conduta concreta. Finalidade, interlocutor, suporte e organização ajudam a reconhecer o gênero. A presença de opinião em uma frase não transforma qualquer texto em editorial.

Textos literários e não literários. O texto literário explora escolhas expressivas, ambiguidade, imagens e efeitos estéticos. O não literário tende a orientar-se por objetivos informativos, explicativos ou práticos, mas também pode usar figuras de linguagem. Não é correto afirmar que todo texto não literário emprega apenas sentido literal. Narrador e autor também não são equivalentes: a voz que conta uma história pode assumir posição e conhecimento próprios da construção narrativa.

O ponto de vista pode ser marcado por adjetivos avaliativos, modalizadores e seleção de exemplos. Em A mudança foi necessária, embora insuficiente, há avaliação favorável à necessidade e ressalva sobre o alcance. Substituir por a mudança foi inútil elimina a primeira parte; substituir por a mudança solucionou tudo elimina a segunda. Uma síntese fiel preserva a convivência das duas avaliações.

Ironia, humor e vozes. A ironia pode surgir da distância entre o sentido literal e a avaliação sugerida pelo contexto. Um elogio aparente após uma falha pode expressar crítica, mas esse efeito precisa de pistas. Humor pode envolver surpresa, quebra de expectativa e ambiguidade. Aspas podem marcar fala alheia, expressão destacada ou distanciamento; seu valor depende do uso concreto. Citar uma opinião não significa necessariamente concordar com ela.

Erros de alternativa. Extrapolação acrescenta informação sem apoio; contradição afirma o oposto; redução apaga parte essencial; generalização transforma ocorrência limitada em regra universal. Uma alternativa parcialmente verdadeira pode continuar errada se acrescentar conclusão indevida. A formulação mais abrangente não é automaticamente a melhor: o alcance precisa corresponder ao texto. Na leitura de orientações do serviço, condições e exceções definem precisamente quem, quando e em que situação a regra se aplica.

Exemplo resolvido

O comunicado afirma: A nova rotina não elimina o acolhimento espontâneo; organiza a distribuição das demandas entre os turnos. A ideia central é organização do fluxo sem exclusão dessa forma de acolhimento. 1. A negação recai sobre eliminar o acolhimento, e não sobre a nova rotina. 2. A segunda oração apresenta a função organizadora da mudança. 3. Uma paráfrase fiel mantém as duas informações: o acolhimento permanece e a distribuição das demandas é reorganizada.

Esquema

Da leitura à resposta

  1. 1Localizar a informação

    Conteúdo e restrições

  2. 2Relacionar as ideias

    Referentes e conectivos

  3. 3Avaliar a alternativa

    Preservação do sentido e do alcance

1.3.2 Sinônimos e antônimos no contexto

Sinonímia contextual. Sinônimos apresentam sentidos próximos em determinado uso.

A substituição correta depende de significado, construção e registro. Em A equipe adotou uma medida eficaz, eficiente pode parecer próximo, mas os termos não são equivalentes em todo contexto técnico: eficácia enfatiza alcançar o objetivo; eficiência pode envolver relação entre resultado e recursos. O sentido pedido deve ser identificado na frase concreta, e não apenas por associação entre palavras.

Em O procedimento foi concluído, finalizado preserva o sentido básico. Em O paciente apresentou melhora discreta, pequena pode ser adequado; sigilosa retoma outro sentido de discreta e não cabe nesse contexto. A polissemia explica por que uma palavra tem vários significados relacionados, sem que todos sejam possíveis em cada ocorrência.

ExpressãoSubstituição compatívelSubstituição incompatível
Prazo brevePrazo curtoPrazo lento
Informação precisaInformação exataInformação necessária, sem contexto
Acolhimento cordialAcolhimento afávelAcolhimento hostil

Antonímia. Antônimos expressam oposição de sentido. Em acesso permitido, a oposição adequada é acesso proibido. Há oposições graduais, como quente e frio, entre as quais cabem estados intermediários. Há relações complementares em contextos definidos e relações recíprocas, como comprar e vender, que descrevem posições diferentes da mesma transação.

Negar uma palavra nem sempre produz seu antônimo exato. Não excelente inclui resultados bons, regulares ou ruins. Não equivale necessariamente a péssimo. Da mesma forma, não frequente pode indicar ocorrência rara, e não ausência absoluta. A força da oposição deve corresponder à situação descrita.

Substituição na frase. A troca também precisa conservar regência e estrutura. Palavras próximas podem exigir preposições diferentes ou mudar o tom de um comunicado. Termos técnicos podem possuir sentido específico mais restrito que o uso cotidiano. Generalizar paciente para pessoa pode ser possível em uma descrição ampla, mas perder precisão quando o vínculo assistencial é relevante.

Caso de prova. Em A chefia considerou a orientação pertinente ao problema, adequada preserva a avaliação de relação e conveniência. Persistente descreve duração ou insistência e não é sinônimo, apesar da semelhança gráfica. A aproximação sonora não demonstra proximidade semântica; a compatibilidade deve ser verificada pela leitura integral da frase.

1.3.3 Sentido próprio e figurado

Sentido próprio. Uma palavra está em sentido próprio quando realiza uma acepção convencional diretamente relacionada ao referente no contexto.

Em A enfermeira abriu a porta da sala, a abertura diz respeito a um objeto físico. Em A conversa abriu caminho para o acordo, há transferência de sentido: a conversa tornou possível uma solução, sem produzir uma passagem material. Sentido figurado depende dessa relação expressiva, e não de a frase pertencer necessariamente a um texto literário.

Denotação e conotação são noções próximas dessa distinção. A denotação privilegia referência mais objetiva; a conotação mobiliza associações e valores expressivos. O contexto é decisivo. Frio pode indicar temperatura em sala fria e atitude em atendimento frio. A expressão figurada, nesse último caso, sugere distanciamento ou falta de acolhimento, sem informar a temperatura do ambiente ou das pessoas.

Metáfora e comparação. A metáfora aproxima domínios por semelhança, sem explicitar necessariamente um conectivo comparativo. Em A orientação foi uma ponte entre a equipe e os usuários, ponte representa ligação e aproximação. Na comparação A orientação funcionou como uma ponte, a relação aparece explicitamente. Não basta localizar como: em outros contextos, essa palavra pode indicar causa, conformidade ou função.

Metonímia. A troca envolve relação de proximidade ou associação, como instituição e pessoas que a representam. Em A unidade informou a mudança, o edifício não falou; a expressão pode representar os responsáveis pela comunicação institucional. Em O plantão decidiu reorganizar o fluxo, o nome do período de trabalho pode representar a equipe. Metáfora aproxima por semelhança; metonímia explora relação associativa. As duas podem produzir linguagem figurada, mas não são o mesmo mecanismo.

FraseSentidoEfeito
O arquivo fica na sala lateral.PróprioLocalização física
A notícia acendeu um alerta.FiguradoPercepção de risco
A equipe acolheu a ideia.Figurado convencionalAceitação da proposta
O corredor estava silencioso.PróprioCaracterização do ambiente

Outros recursos. Personificação atribui ações ou características humanas a seres não humanos, como em O relógio reclamava o fim do turno. Hipérbole intensifica por exagero: Esperei uma eternidade não fornece duração literal. Eufemismo suaviza uma formulação potencialmente desagradável. Ironia pode dizer algo para sugerir avaliação diferente ou oposta, desde que o contexto construa esse efeito. Nem todo exagero é mentira, e nem toda frase de sentido contrário ao esperado é ironia.

Antítese e paradoxo. A antítese aproxima palavras ou ideias opostas para destacar o contraste. O paradoxo combina ideias aparentemente incompatíveis numa formulação cujo sentido se constrói pela interpretação, sem exigir leitura literal.

RecursoExemploFuncionamento
AntíteseEntre a alegria da chegada e a tristeza da partida, a casa mudou.Alegria e tristeza se opõem, sem contradição lógica
ParadoxoNa multidão, sentiu a solidão de estar entre todos e com ninguém.A presença de todos contrasta com a experiência de estar com ninguém

A oposição de termos não basta para formar paradoxo. Na antítese, os polos podem coexistir em contraste; no paradoxo, a expressão cria uma contradição aparente, resolvida pelo sentido figurado e pelo contexto.

Figuras também podem tornar-se muito usuais. Pé da mesa e braço da cadeira ilustram extensões tradicionais de sentido, frequentemente estudadas como catacrese. O caráter convencional reduz a sensação de novidade expressiva, mas não transforma o objeto em parte anatômica. Questões de sentido podem pedir apenas o significado contextual, sem exigir classificar a figura. Nomear um recurso corretamente não basta se a explicação altera a mensagem.

Polissemia e ambiguidade. A mesma palavra pode ter acepções diferentes: rede designa, entre outros usos, estrutura de conexões ou objeto de descanso. Em rede de atenção, o contexto seleciona uma organização de serviços relacionados. Ambiguidade surge quando mais de uma leitura permanece possível e relevante. Uma palavra polissêmica não torna toda frase ambígua, pois o contexto pode eliminar as demais interpretações.

Efeito de sentido e reescrita. Substituir uma imagem por expressão literal pode conservar o conteúdo básico e alterar intensidade, tom ou avaliação. A orientação iluminou o procedimento pode ser reescrita como a orientação esclareceu o procedimento. A versão literal mantém a ideia de compreensão, mas perde a imagem de iluminação. Já trocar por a orientação divulgou o procedimento acrescenta comunicação e pode eliminar o sentido de esclarecimento.

Caso aplicado. Em um relatório, A demanda represada voltou a pressionar o atendimento representa acúmulo e dificuldade de absorção. Não se descrevem água bloqueada nem força física aplicada aos profissionais. O contexto administrativo permite traduzir as imagens em termos de fluxo e volume de demandas. A alternativa correta preserva o acúmulo e seus efeitos sem inventar causa, número de usuários ou falha específica da equipe.

Comparação

Sentidos da palavra frio

PróprioFigurado
Temperatura da salaDistanciamento no atendimento
Condição física do ambienteAvaliação da postura no contato

Pegadinha da banca

Objetivo e resultado

Uma medida adotada para melhorar o atendimento não prova, por essa formulação, que a melhora já ocorreu.

Pegadinha da banca

Negação e oposição

Não excelente não equivale necessariamente a péssimo. A negação pode abranger diferentes graus intermediários.

Pegadinha da banca

Palavra com vários sentidos

O sentido válido é o selecionado pelo contexto. Uma acepção de dicionário pode não servir à frase examinada.

1.4 Exemplo resolvido

Leia: “A conversa entre os setores desatou o nó do agendamento.” No contexto, a expressão destacada significa que a conversa: A) criou uma dificuldade insolúvel. B) resolveu um impasse na organização dos horários. C) desfez fisicamente um cordão usado na recepção. D) cancelou necessariamente todos os atendimentos. E) demonstrou que não havia qualquer problema anterior.

  1. A associação entre conversa e agendamento indica um problema organizacional, não um nó físico.
  2. Desatar o nó representa resolver uma dificuldade.
  3. A frase não informa cancelamento nem ausência de problema anterior.

Resposta: B) Resolveu um impasse na organização dos horários.

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Em “A sala recebeu uma divisória provisória, que seria retirada após a reforma”, a palavra que se opõe ao sentido de “provisória” é:

  1. A)Temporária.
  2. B)Transitória.
  3. C)Passageira.
  4. D)Permanente.
  5. E)Momentânea.

F2inédita

Assinale a frase em que a palavra destacada está empregada em sentido próprio.

  1. A)A proposta encontrou uma parede de resistência na reunião.
  2. B)O pedreiro mediu a parede antes de iniciar a pintura.
  3. C)A burocracia ergueu uma parede entre o projeto e sua execução.
  4. D)Uma parede de silêncio separava os dois amigos.
  5. E)O preconceito construiu uma parede em torno da convivência.

F3inédita

Leia: “Quando a luz acabou, Marina interrompeu a costura. Abriu a cortina, levou a cadeira para perto da janela e retomou o trabalho.” A sequência permite inferir que Marina:

  1. A)Preferiu abandonar definitivamente a atividade de costura.
  2. B)Mudou de lugar para impedir a entrada de luz no ambiente.
  3. C)Concluiu que seria impossível trabalhar sem energia elétrica.
  4. D)Decidiu esperar que outra pessoa terminasse a costura.
  5. E)Aproveitou a claridade externa para continuar a atividade.

F4inédita

Na frase “O prazo foi ampliado a fim de permitir a participação de mais moradores”, a expressão “a fim de” pode ser substituída, preservando o sentido, por:

  1. A)Com o objetivo de.
  2. B)Em consequência de.
  3. C)Em lugar de.
  4. D)Na condição de.
  5. E)A despeito de.

F5inédita

Leia o aviso: “Biblioteca do bairro — Os livros emprestados devem ser devolvidos no balcão de atendimento. Quando a biblioteca estiver fechada, a devolução poderá ser feita na caixa junto à entrada.” A finalidade principal do texto é:

  1. A)Narrar a experiência de um leitor durante a visita à biblioteca.
  2. B)Defender uma opinião sobre o valor da literatura na comunidade.
  3. C)Orientar os usuários sobre como realizar a devolução dos livros.
  4. D)Descrever as características arquitetônicas do prédio da biblioteca.
  5. E)Anunciar a venda de obras que pertencem ao acervo da biblioteca.

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · Pref. Osasco/SP 2026
Meus pais sempre me pareceram, aos olhos da criança que fui, perfeitos. Eu agradecia a Deus por ter nascido em um lar tão abençoado, onde tudo funcionava, e ai de quem duvidasse. Até que cresci e passei eu mesma a duvidar: ora, quem é perfeito? Eu me furtaria a vergonha de passar o resto da vida inebriada pela própria ilusão. Passei a glorificar o imperfeito e segui amando todos eles, já que ninguém é perfeito. Estou longe de desprezar genialidades, como uma foto de Sebastião Salgado, uma página de Guimarães Rosa, o canto de Caetano Veloso. Aproximam-se do sagrado. Mas quando desço desse altar e caio no mundano, é pela imperfeição que me enamoro. Faço todo esse preâmbulo para que eu possa exaltar o que está fora de foco. O abandono da excelência a favor da essência. Andamos obcecados por qualidade técnica, filtros que eliminam defeitos, nenhum ruído escapando, nenhum fio solto, a artificialidade substituindo o que é verdadeiro. A essência, ao contrário, é inexata, transcende, se move, esparrama. A essência não se falsifica, transforma a própria falha em gozo. Sabe que o excelente, ou é um gênio, ou um impostor. Adoro, especialmente, fotos desfocadas, com sua imperfeição poética, humana. São retratos em movimento: da gente dançando, correndo, gesticulando. Somos borrões capturados por olhares objetivos, mas está para nascer quem nos possa reduzir a uma única dimensão. Temos várias versões sobrepostas, somos reais assim como somos fictícios, seres indeterminados fazendo o possível para se enquadrar, só que um pedaço de nós sempre invade o contorno limitador e escorre para fora. Queremos ser vistos com nitidez, eu sei, mas também somos aquele ser indefinido por trás do espelho embaçado no banheiro. (Martha Medeiros. “A arte de falhar: um elogio ao que está fora de foco”,

É correto afirmar, com base nas informações presentes no texto, que

  1. A)a autora do texto se vale da ideia de imagens sem foco como exemplo da beleza do que é natural.
  1. B)as obras de artistas de várias áreas são tidas pela autora do texto como algo de pouco valor.
  2. C)a perfeição dos pais da autora do texto era, para ela, algo caro, mas que ela não tornava público.
  3. D)a autora do texto se envergonha até hoje de ter acreditado que sua família era altamente funcional.
  4. E)a ideia de que somos muitos em um único ser é corroborada pela busca humana de perfeição.

Q2oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Saudade da coxa de catupiry Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis. Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja, a gente não tinha dúvidas ‒ o que ali estava era croquete, coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles tão complexos e empetecados que você se pergunta se não seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir com legenda. Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento, estenderam na minha direção um artefato aparentemente comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha ‒ mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda, um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana ‒ onde vamos parar? E o que fazer com o bagaço? Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo. Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi, que depois sumiram do mapa. Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho? Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz. Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho de feijão. (Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)

É correto afirmar que, em sua infância, o narrador

  1. A)tinha o hábito de andar pela cidade de Belo Horizonte à procura de alguém que ainda fizesse cajuzinhos.
  1. B)desconhecia certos ingredientes que seus familiares tinham o hábito de usar para fazer salgadinhos e docinhos.
  2. C)costumava consumir certos produtos que, a partir de um certo momento, não se encontravam mais.
  3. D)evitava ao máximo comer alimentos que contivessem ingredientes diferentes como shitake, rúcula ou kiwi.
  4. E)enfrentou problemas relacionados à primeira dentição, o que o impediu de conhecer determinados alimentos.

Q3oficial · ALE/RO 2026
Observe o fragmento a seguir, particularmente o emprego do verbo “abaixar”: “– Porém – disse trêmula e sem levantar os olhos Rosalina – ele me quer tanto! E eu estou tão afeita a vê-lo... – e abaixando mais a voz, quase a falar consigo, continuava – que era um bom moço, trabalhador, e que tudo era para bem, ele queria esposá-la, que...” (Aluísio Azevedo) Assinale a opção, retirada de um dicionário, que indica claramente o significado do verbo “abaixar” na frase dada.

  1. A)Tornar baixo ou mais baixo.
  2. B)Fazer descer ou passar de um lugar, posição ou nível para outro menos elevado.
  3. C)Assentar, descer lentamente ao chão ou a qualquer superfície.
  4. D)Tornar menor ou diminuir de valor, intensidade, grau ou quantidade.
  5. E)Direcionar-se para baixo, inclinar-se, curvar-se.

Q4oficial · EBSERH 2026
As frases a seguir mostram imprecisão pelo emprego de uma palavra de conteúdo geral (destacada). Assinale a frase em que a substituição dessa palavra por uma palavra mais específica é feita de forma adequada.

  1. A)O gerente falou que a vitamina de frutas feita naquele negócio ficou muito boa / instrumento.
  1. B)A funcionária reclamou que o ferro de passar tinha um troço na parte traseira que ela não conhecia / peça.
  2. C)Os funcionários da fábrica reclamaram que não viam serventia em botar aquele bagulho no uniforme / objeto.
  3. D)A investigação da polícia parecia minuciosa, mas os detentos consideraram aquela coisa muito estranha / estratégia.
  4. E)No laboratório de Física havia um grande número de trecos que raramente eram utilizados / máquinas.

Q5oficial · PREF/SALVADOR/BA 2026
Leia o trecho a seguir, extraído da obra de literatura infantil das escritoras baianas Cássia Valle e Luciana Palmeira. Calu já ia começar a escrever uma nova história no seu bloquinho, quando, de repente, lembrou-se de que, na ilha onde tinha nascido e morava, não existia um museu para que todos pudessem entrar, percorrer, ver, ouvir, perceber, entender, sentir, e tocar. A menina pensou na possibilidade de a prefeitura transformá-la na criadora do Museu da Ilha chamada Boca do Rio. Ela imaginou logo que não ia prender a história numa única casa. Ela ia transformar vários cantos da ilha num pedaço de um grande museu. VALE, C. e PALMEIRA, L. Calu - uma menina cheia de histórias. Rio de Janeiro: Editora Malê Mirim, 2019. Considerando que o objetivo pedagógico da atividade é levar os alunos a compreender os sentidos que as palavras assumem no contexto em que são empregadas, a análise do verbo “prender”, em “não ia prender a história numa única casa”, possibilita desenvolver a habilidade de

  1. A)compreender que o verbo assume sentido figurado no contexto, indicando a ideia de limitar ou restringir a circulação das histórias e memórias da ilha.
  1. B)reconhecer que o verbo mantém seu sentido literal, relacionado à necessidade de guardar fisicamente a história do seu povo em um espaço adequado.
  2. C)identificar que o verbo expressa a intenção da personagem de proteger a história da ilha, impedindo que ela seja modificada ao longo do tempo.
  3. D)perceber que o verbo estabelece uma relação de oposição entre a escrita das histórias e a criação de espaços destinados à memória coletiva.
  4. E)analisar que o verbo reforça a ideia de que as histórias da ilha devem permanecer preservadas dentro de locais de memória específicos.

Q6oficial · TJ/SP Escrevente Técnico Judiciário 2025
Texto base: Passaporte da cultura Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas. Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro. Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos. (Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)

Da perspectiva apresentada pelo cronista, conclui-se corretamente que

  1. A)brasileiros e cabo-verdianos são povos intensamente musicais, sendo estes caracterizados por expressarem por meio das canções o seu amor ao país em que vivem.
  1. B)memórias ancestrais encontram na música dos brasileiros e dos cabo-verdianos a forma de serem transportadas para o futuro, sendo a voz daqueles a mais celebrada.
  2. C)montanhas longínquas do interior de Santiago abrigam as tristezas do povo cabo-verdiano, que busca inspirações nas canções dos brasileiros para romper o silenciamento.
  3. D)todos os cabo-verdianos nutrem amor pela música, que passam a amar intensamente depois de nascerem e por meio da qual buscam expressar suas memórias.
  4. E)cantores como Cesária Évora e Orlando Pantera ratificam a superioridade de Cabo Verde em relação a outros países, principalmente o Brasil, cujo povo é bem musical.

Q7oficial · MP/ES 2026
Observe a seguinte frase do Marquês de Maricá: “Quando vemos um homem moço sustentar obstinado uma opinião menos razoável, devemos desculpá-lo, na certeza de que com os anos há de defender talvez com o mesmo calor e veemência a opinião contrária desaprovada e combatida.” Nessa frase, a palavra “mesmo” está empregada em lugar de “igual”; assinale a opção em que o mesmo significado aparece.

  1. A)O deputado repetiu as mesmas palavras do discurso anterior.
  1. B)Usei o mesmo pente de sempre para escovar o pelo do meu cachorro.
  2. C)O professor citou a mesma passagem do romance que eu coloquei na prova.
  3. D)Os convidados do banquete comeram hoje os mesmos pratos do banquete da semana passada.
  4. E)Os noivos usaram as mesmas roupas dos primos, emprestadas após o último casamento.

Q8oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Texto base: fragmento do Sermão da Sexagésima, que aborda o tema do estilo dos pregadores. “O pregador há de ser como quem semeia e não como quem ladrilha ou azuleja. Ordenado, mas como as estrelas: As estrelas, permanecendo na sua ordem. Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que faça lavor. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o céu em xadrez de palavras. Se de uma parte há de estar branco, da outra há de estar negro; se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com seu contrário?”

No fragmento, há uma referência específica ao seguinte tipo de linguagem figurada:

  1. A)o paradoxo.
  2. B)o pleonasmo.
  3. C)a antítese.
  4. D)a metáfora.
  5. E)a metonímia.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: E

Conceito: A compreensão de informação explícita exige relacionar a alteração anunciada àquilo que permaneceu igual.
Raciocínio: O texto informa abertura aos sábados e manutenção das regras de empréstimo. A alternativa E reúne essas duas informações, sem acrescentar restrições inexistentes.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A está errada: o texto afirma que as regras permaneceram iguais.
  • B: A alternativa B está errada: a abertura aos sábados não exclui o funcionamento nos demais dias.
  • C: A alternativa C está errada: atender a uma demanda não significa restringir o público aos trabalhadores.
  • D: A alternativa D está errada: não foi anunciada interrupção do empréstimo durante a semana.
Pegadinha: Acrescentar um dia de funcionamento não significa substituir todos os dias anteriores.
Base: Texto da questão; leitura de informações explícitas.
Questão irmã: A manutenção das regras de empréstimo foi expressamente informada? Gabarito: Sim. O texto afirma que o empréstimo continuou sujeito às mesmas regras.

P2inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: Palavras sinônimas podem preservar o sentido de um enunciado quando adequadas ao contexto.
Raciocínio: O próprio contexto associa “sucinto” à exposição breve das informações essenciais. “Conciso”, na alternativa C, preserva esse sentido.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A está errada: confusão diz respeito à falta de clareza, não à brevidade.
  • B: A alternativa B está errada: imprecisão indica falta de exatidão, não exposição resumida.
  • D: A alternativa D está errada: prolixo designa exposição excessivamente longa.
  • E: A alternativa E está errada: a presença das informações essenciais não permite equiparar brevidade a incompletude.
Pegadinha: Um texto breve pode ser completo e claro.
Base: Semântica lexical: sinonímia contextual entre sucinto e conciso.
Questão irmã: “Uma explicação concisa” equivale, nesse sentido, a uma explicação longa ou breve? Gabarito: Breve, com apresentação resumida do essencial.

P3inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: O sentido figurado transfere características de uma realidade para outra por associação expressiva.
Raciocínio: “Tempestade” sugere intensidade e agitação, mas é aplicada às dúvidas. A expressão representa muitas incertezas, conforme a alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B está errada: o complemento “de dúvidas” afasta a leitura de fenômeno meteorológico literal.
  • C: A alternativa C está errada: não há explicação científica na passagem.
  • D: A alternativa D está errada: a personagem não provoca alteração meteorológica.
  • E: A alternativa E está errada: a expressão destaca incerteza, e não respostas seguras.
Pegadinha: O substantivo mantém uma imagem de intensidade, sem designar chuva ou vento reais.
Base: Semântica: metáfora e sentido figurado no contexto da questão.
Questão irmã: Em “uma avalanche de reclamações”, a palavra “avalanche” precisa designar uma massa real de neve? Gabarito: Não. Pode representar figuradamente um grande volume de reclamações.

F1inéditaResposta: D

Conceito: Antônimos expressam oposição de sentido em determinado contexto.
Raciocínio: A divisória provisória tem duração limitada. “Permanente” indica continuidade estável e estabelece a oposição pedida na alternativa D.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A está errada: temporária também indica duração limitada.
  • B: A alternativa B está errada: transitória preserva a ideia de situação não definitiva.
  • C: A alternativa C está errada: passageira também se refere ao que não permanece.
  • E: A alternativa E está errada: momentânea indica duração breve e não constitui a oposição pretendida.
Pegadinha: Uma alternativa pode ser próxima da palavra original e, por isso, não atender a um pedido de antônimo.
Base: Semântica lexical: antonímia entre provisório e permanente.
Questão irmã: No mesmo contexto, “transitória” aproxima-se de “provisória” ou se opõe a ela? Gabarito: Aproxima-se de “provisória”.

F2inéditaResposta: B

Conceito: O sentido próprio designa o referente usual da palavra sem transferência metafórica no contexto.
Raciocínio: Na alternativa B, “parede” é a estrutura física medida para receber pintura. Nas demais, designa figuradamente obstáculos ou barreiras nas relações.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A está errada: a resistência à proposta é representada como uma barreira metafórica.
  • C: A alternativa C está errada: a burocracia é apresentada como obstáculo, sem construção física de parede.
  • D: A alternativa D está errada: o silêncio é tratado como barreira entre pessoas.
  • E: A alternativa E está errada: o preconceito produz afastamento figurado, e não uma estrutura de alvenaria.
Pegadinha: A mesma palavra pode ter emprego próprio ou figurado conforme o contexto.
Base: Semântica: distinção contextual entre sentido próprio e figurado.
Questão irmã: Em “A parede da cozinha foi revestida”, o uso de “parede” é próprio ou figurado? Gabarito: Próprio.

F3inéditaResposta: E

Conceito: A inferência integra pistas do texto para produzir uma conclusão compatível, ainda que não expressa literalmente.
Raciocínio: Abrir a cortina e aproximar-se da janela são ações relacionadas à entrada de claridade. A retomada da costura permite inferir o aproveitamento dessa luz, como propõe E.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A está errada: a retomada do trabalho contradiz o abandono definitivo.
  • B: A alternativa B está errada: abrir a cortina facilita, em vez de impedir, a entrada de claridade.
  • C: A alternativa C está errada: ela retomou o trabalho, afastando a conclusão de impossibilidade absoluta.
  • D: A alternativa D está errada: não há outra pessoa mencionada, e é Marina quem retoma a atividade.
Pegadinha: Inferência deve apoiar-se em pistas concretas; não autoriza acrescentar personagens ou decisões sem apoio.
Base: Texto da questão; inferência pela relação entre ações narradas.
Questão irmã: O texto permite afirmar que Marina instalou uma lâmpada nova? Gabarito: Não. Essa ação não foi informada nem é necessária à sequência apresentada.

F4inéditaResposta: A

Conceito: A equivalência semântica entre expressões depende da relação que elas estabelecem no enunciado.
Raciocínio: “A fim de” introduz a finalidade da ampliação do prazo. “Com o objetivo de”, na alternativa A, mantém essa relação e se encaixa na construção.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B está errada: introduz relação de consequência ou efeito, não a finalidade pretendida.
  • C: A alternativa C está errada: indica substituição, não propósito.
  • D: A alternativa D está errada: indica condição ou qualidade, não finalidade.
  • E: A alternativa E está errada: indica concessão, não finalidade.
Pegadinha: A substituição deve conservar a relação de sentido, além de produzir uma frase possível.
Base: Semântica textual: equivalência entre locuções de finalidade.
Questão irmã: Em “Reuniu os documentos a fim de apresentar o pedido”, a expressão indica causa ou finalidade? Gabarito: Finalidade.

F5inéditaResposta: C

Conceito: A finalidade comunicativa de um aviso é identificada pelas informações que transmite e pela conduta que orienta.
Raciocínio: O texto informa locais e condições de devolução. Seu objetivo é orientar um procedimento, como indica a alternativa C.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A está errada: não há narrativa de acontecimentos vividos por um leitor.
  • B: A alternativa B está errada: não se desenvolve uma tese sobre a literatura.
  • D: A alternativa D está errada: a caixa e o balcão são mencionados para orientar o procedimento, não para descrever a arquitetura.
  • E: A alternativa E está errada: o aviso trata de devolução de empréstimos, e não de venda de livros.
Pegadinha: A menção a elementos físicos não transforma necessariamente um aviso de orientação em descrição arquitetônica.
Base: Texto da questão; finalidade comunicativa do gênero aviso.
Questão irmã: A informação sobre a caixa externa elimina a orientação de usar o balcão quando a biblioteca está aberta? Gabarito: Não. A caixa é apresentada como alternativa para quando a biblioteca está fechada.

Q1oficialResposta: A

Conceito: A interpretação global relaciona os exemplos à tese defendida pela autora.
Raciocínio: A autora reconhece o valor de grandes artistas, mas valoriza a imperfeição como expressão da essência humana. As fotografias desfocadas exemplificam movimento, pluralidade e naturalidade, sustentando a alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B inverte a avaliação positiva que a autora faz das realizações artísticas.
  • C: A alternativa C contraria a defesa enfática da família na infância, apresentada como incontestável.
  • D: A alternativa D transforma a recusa de permanecer iludida em vergonha atual e permanente, não afirmada no texto.
  • E: A alternativa E atribui a multiplicidade humana à busca de perfeição, quando o texto a associa à impossibilidade de limitar a essência.
Pegadinha: O elogio da imperfeição não equivale a desprezo pela excelência artística.
Base: Martha Medeiros, A arte de falhar: um elogio ao que está fora de foco, texto-base reproduzido no enunciado.
Questão irmã: No texto, fotos desfocadas representam principalmente artificialidade técnica ou espontaneidade humana? Gabarito: Espontaneidade humana.

Fonte: Pref. Osasco/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br

Q2oficialResposta: C

Conceito: Uma conclusão interpretativa deve conservar as informações expressas pelo narrador.
Raciocínio: O narrador lembra produtos presentes na infância que posteriormente desapareceram de sua experiência cotidiana. A alternativa C reproduz essa mudança, sem acrescentar comportamentos ou causas que não foram narrados.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A desloca para a infância a busca atual e hipotética por quem ainda produz o doce.
  • B: A alternativa B inventa o uso habitual desses ingredientes pela família.
  • D: A alternativa D transforma a ausência de certos alimentos na época em recusa pessoal de consumi-los.
  • E: A alternativa E interpreta uma observação humorística sobre os maxilares como relato de doença impeditiva.
Pegadinha: Não ter determinado alimento disponível é diferente de evitá-lo por escolha.
Base: Humberto Werneck, Saudade da coxa de catupiry, texto-base reproduzido no enunciado.
Questão irmã: O narrador afirma que rejeitava kiwi na infância ou que esse alimento não fazia parte daquele contexto? Gabarito: Que não fazia parte daquele contexto.

Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br

Q3oficialResposta: D

Conceito: O contexto seleciona uma acepção entre os diferentes sentidos de um verbo.
Raciocínio: Rosalina passa a falar de modo mais baixo, quase consigo mesma. A voz diminui em intensidade, sem deslocamento físico para uma posição inferior. A alternativa D explicita essa acepção contextual de abaixar.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A é genérica e não explicita com a mesma precisão a diminuição da intensidade sonora.
  • B: A alternativa B descreve deslocamento entre posições físicas, ausente no emprego analisado.
  • C: A alternativa C se refere ao movimento de assentar sobre uma superfície.
  • E: A alternativa E descreve inclinação corporal ou direção espacial, não a intensidade da voz.
Pegadinha: A voz baixa não indica mudança de lugar, mas redução da intensidade sonora.
Base: Aluísio Azevedo, fragmento reproduzido; dicionários de língua portuguesa, verbete abaixar.
Questão irmã: Que significa abaixar a voz durante uma conversa? Gabarito: Reduzir a intensidade ou o volume da voz.

Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q4oficialResposta: B

Conceito: Precisão lexical exige substituir a palavra genérica por outra compatível com o referente indicado.
Raciocínio: O elemento desconhecido localizado na parte traseira do ferro pode ser designado como peça, isto é, componente do aparelho. A alternativa B torna a referência mais específica sem atribuir função ou natureza não informada.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A usa instrumento, palavra ainda ampla e pouco precisa para nomear o aparelho de preparo da bebida.
  • C: A alternativa C troca uma designação vaga por objeto, que permanece genérico e não identifica o elemento do uniforme.
  • D: A alternativa D atribui o sentido de estratégia sem elementos suficientes para estabelecer que esse é o referente de coisa.
  • E: A alternativa E classifica todos os elementos como máquinas, embora o contexto não determine essa natureza.
Pegadinha: Uma palavra aparentemente técnica pode acrescentar informação sem apoio no contexto.
Base: Semântica lexical: adequação contextual e relação entre designações genéricas e específicas.
Questão irmã: Para nomear um componente não identificado de um aparelho, peça é mais específico que coisa? Gabarito: Sim, pois indica que se trata de um componente do aparelho.

Fonte: EBSERH 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q5oficialResposta: A

Conceito: Prender pode assumir o sentido figurado de limitar ou restringir algo abstrato.
Raciocínio: A história não é um corpo que se aprisiona fisicamente. A personagem pretende distribuir o museu por vários espaços da ilha, em vez de limitar as memórias a uma casa. A alternativa A relaciona corretamente esse contexto ao sentido figurado.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B trata a história como objeto físico e ignora a ampliação do museu por diferentes espaços.
  • C: A alternativa C atribui intenção de impedir mudanças na história, não expressa no trecho.
  • D: A alternativa D cria oposição entre escrever e organizar espaços de memória, ausente no projeto da personagem.
  • E: A alternativa E sustenta concentração das histórias em locais específicos, enquanto a personagem propõe expandir o museu.
Pegadinha: O sentido de limitar é construído pela relação entre história e distribuição espacial do museu.
Base: Cássia Valle e Luciana Palmeira, Calu: uma menina cheia de histórias, fragmento reproduzido no enunciado.
Questão irmã: Em “não se deve prender a memória a uma sala”, prender tem sentido físico ou figurado? Gabarito: Figurado: limitar ou restringir.

Fonte: PREF/SALVADOR/BA 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q6oficialResposta: A

Conceito: A interpretação distingue a avaliação do cronista de comparações ou hierarquias não expressas.
Raciocínio: O cronista aproxima brasileiros e cabo-verdianos pela musicalidade e destaca que as canções expressam o vínculo dos cabo-verdianos com seu país. A alternativa A mantém esses dois pontos sem acrescentar competição entre as culturas.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B amplia aos brasileiros uma afirmação desenvolvida sobre a música cabo-verdiana e inventa maior celebração da voz brasileira.
  • C: A alternativa C introduz inspiração na música brasileira para superar o silenciamento, relação não apresentada.
  • D: A alternativa D estabelece início do amor musical somente após o nascimento, contrariando a imagem de vínculo desde o ventre.
  • E: A alternativa E transforma o elogio de artistas em afirmação de superioridade nacional, ausente no texto.
Pegadinha: Comparar povos pela musicalidade não equivale a ordená-los por superioridade.
Base: Kalaf Epalanga, Passaporte da cultura, texto-base reproduzido no enunciado.
Questão irmã: O elogio da musicalidade cabo-verdiana no texto estabelece inferioridade da cultura brasileira? Gabarito: Não. O texto aproxima os dois povos pela musicalidade.

Fonte: TJ/SP Escrevente Técnico Judiciário (2025) — prova em pciconcursos.com.br

Q7oficialResposta: D

Conceito: Mesmo pode indicar identidade de um referente ou igualdade entre ocorrências distintas.
Raciocínio: Na frase inicial, a intensidade futura pode ser igual à anterior, sem ser a mesma ocorrência. Na alternativa D, os pratos servidos em banquetes diferentes são iguais quanto ao tipo de preparação, não os mesmos alimentos fisicamente conservados. Esse é o sentido de igual solicitado.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A retoma o conteúdo verbal anteriormente utilizado, apresentado como repetição das próprias palavras.
  • B: A alternativa B designa um único objeto físico usado em ocasiões distintas.
  • C: A alternativa C identifica a passagem específica do romance citada pelas duas pessoas.
  • E: A alternativa E explicita empréstimo das próprias peças de roupa, estabelecendo identidade dos objetos.
Pegadinha: O contexto decide se há o próprio objeto ou outro exemplar de tipo igual.
Base: Semântica contextual do pronome mesmo; frase do Marquês de Maricá reproduzida no enunciado.
Questão irmã: Em “comprou outro caderno do mesmo modelo”, mesmo indica identidade do objeto comprado ou igualdade de modelo? Gabarito: Igualdade de modelo.

Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q8oficialResposta: C

Conceito: Antítese é a aproximação de ideias ou palavras de sentidos opostos.
Raciocínio: O trecho destaca pares como claro e escuro e movimentos de descida e subida. Vieira critica a organização artificial do sermão por contrários. A alternativa C nomeia esse recurso, a antítese.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A exigiria uma contradição aparente na formulação de uma ideia, não apenas pares opostos.
  • B: A alternativa B corresponde à repetição de uma ideia, não à oposição de sentidos.
  • D: A alternativa D nomeia transferência por semelhança; há imagens no trecho, mas o recurso especificamente apontado pelos contrários é a antítese.
  • E: A alternativa E pressupõe substituição por relação de contiguidade, não identificada na série de oposições.
Pegadinha: A presença de imagens metafóricas não altera o recurso específico evidenciado pela sequência de contrários.
Base: Padre Antônio Vieira, Sermão da Sexagésima, fragmento reproduzido; figuras de linguagem, antítese.
Questão irmã: O contraste entre luz e sombra exemplifica qual figura de linguagem? Gabarito: Antítese.

Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Inferência correta exige apoio no texto.
  • Tema é assunto; tese é posição defendida.
  • Finalidade não equivale a resultado comprovado.
  • Conectivos podem alterar a relação entre as ideias.
  • Narrador não se confunde automaticamente com autor.
  • Sinônimos dependem do contexto e da construção.
  • Negar um termo não produz sempre seu antônimo extremo.
  • Metáfora aproxima sentidos por semelhança.
  • Metonímia explora relação de associação.
  • Uma reescrita pode manter a informação e alterar o efeito expressivo.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

Treine este tópico no PassaPro: abrir o treino deste tópico