Matéria 03
Conhecimentos Específicos
O que o edital pede nesta matéria
- 1Fundamentos de enfermagem.
- 2Assistência de enfermagem em: clínica médica, clínica cirúrgica, doenças crônicas degenerativas, doenças transmissíveis, saúde mental, urgência e emergência.
- 3Saúde da Pessoa Idosa.
- 4Saúde da mulher.
- 5Saúde da criança e do adolescente.
- 6Saúde da família.
- 7Doentes crônicos degenerativos.
- 8Vigilância epidemiológica e sanitária.
- 9Procedimentos de enfermagem.
- 10Enfermagem na administração de medicamentos.
- 11Técnicas básicas de enfermagem.
- 12Programa Nacional de Imunização (Lei nº 6.259/1975).
- 13Calendário de vacinação para o Estado de São Paulo.
- 14Assistência de Enfermagem em Primeiros Socorros.
- 15Enfermagem em Saúde Pública.
- 16Saneamento do meio ambiente.
- 17Imunizações.
- 18Doenças de notificação compulsória (dengue, leishmaniose, sífilis, tuberculose, covid-19, HIV/AIDS etc.).
- 19Enfermagem em saúde do trabalhador.
- 20Promoção e Prevenção em Saúde.
- 21Aplicação de medidas de biossegurança.
- 22Medidas de controle de infecção, de esterilização e desinfecção.
- 23Classificação de artigos e superfícies a partir de conhecimentos de desinfecção, limpeza, preparo e esterilização de material.
- 24Precauções-padrão.
- 25Trabalho em equipe.
- 26Atuação na atenção básica (Estratégia Saúde da Família).
- 27Atribuições comuns e específicas (acolhimento, imunizações).
- 28Atuação em grupos por patologias.
- 29Legislação: Constituição Federal (artigos 196 a 200).
- 30Princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (Lei nº 8.080/1990).
- 31Princípios e diretrizes da Política Nacional de Humanização.
- 32Princípios e diretrizes da Política Nacional da Atenção Básica.
- 33Ética profissional.
- 34Código de ética de enfermagem.
- 35Lei do exercício profissional.
- 36Legislação Profissional COFEN/COREN.
- 37Doenças de Notificação Compulsória e Exantemáticas: Resolução SS-SP nº 119/2026; Resolução SS-SP nº 88/2024; Lei Estadual nº 10.083/1998 (Código Sanitário do Estado de São Paulo).
- 38Calendários: Normas Técnicas do PEI/CVE-SP (Programa Estadual de Imunização); Resolução SS-SP n° 105/2026 e Resolução SS-SP n° 131/2025; Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação do PNI (Versão Vigente); Lei Federal n° 6.259/1975 e Decreto n° 78.231/1976.
Conhecimentos Específicos · Capítulo 7
Fundamentos de enfermagemAssistência clínica, cirúrgica e nas urgênciasSaúde da pessoa idosaSaúde da mulher
Itens do edital:
- 1. Fundamentos de enfermagem.
- 2. Assistência de enfermagem em: clínica médica, clínica cirúrgica, doenças crônicas degenerativas, doenças transmissíveis, saúde mental, urgência e emergência.
- 3. Saúde da Pessoa Idosa.
- 4. Saúde da mulher.
7.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Após realizar higiene íntima com luvas de procedimento, o técnico de enfermagem vai auxiliar outro paciente. Qual conduta está correta?
- A)Manter as luvas se não houver sujidade visível na sua superfície.
- B)Friccionar preparação alcoólica sobre as luvas e continuar o atendimento.
- C)Retirar as luvas e dispensar a higiene das mãos protegidas.
- D)Retirar as luvas, higienizar as mãos e avaliar a nova indicação de luvas.
- E)Trocar as luvas e higienizar as mãos apenas ao terminar o plantão.
P2inédita
Uma pessoa idosa hospitalizada, antes orientada, passa a apresentar desatenção e desorientação iniciadas naquela manhã, alternando sonolência e agitação. Qual interpretação deve orientar a comunicação imediata à equipe?
- A)Trata-se de mudança esperada do envelhecimento, sem necessidade de investigação.
- B)O início agudo e a flutuação sugerem delirium e exigem avaliação.
- C)O quadro confirma demência irreversível, independentemente da condição clínica atual.
- D)A alternância do comportamento comprova simulação para chamar a atenção.
- E)A sonolência afasta uma síndrome confusional e permite apenas observação tardia.
P3inédita
Durante o acolhimento, uma gestante relata dor de cabeça intensa, alterações visuais e dor na região superior do abdome. Qual deve ser a prioridade do técnico de enfermagem?
- A)Tranquilizar a gestante e manter o retorno de pré-natal já agendado.
- B)Oferecer alimento e adiar a comunicação até melhora espontânea dos sintomas.
- C)Orientar repouso domiciliar e registrar as queixas no atendimento seguinte.
- D)Classificar as queixas como comuns e encerrar o acolhimento na unidade.
- E)Comunicar imediatamente a equipe e agilizar avaliação, inclusive da pressão arterial.
7.2 O que cai
- 1. Fundamentos de enfermagem: 16 questões da banca, 2023–2026
- 2. Assistência de enfermagem em: clínica médica, clínica cirúrgica, doenças crônicas degenerativas, doenças transmissíveis, saúde mental, urgência e emergência: 163 questões da banca, 2023–2026
- 3. Saúde da Pessoa Idosa: 13 questões da banca, 2023–2025
- 4. Saúde da mulher: 43 questões da banca, 2023–2026
7.3 Teoria
O cuidado seguro une fundamentos técnicos, reconhecimento de gravidade e respeito às necessidades da pessoa em cada fase da vida.
7.3.1 Fundamentos de enfermagem
Os fundamentos de enfermagem articulam observação, cuidado, segurança, comunicação e registro.
Uma técnica correta precisa ser executada na pessoa certa, no momento adequado e dentro da competência profissional. O técnico participa do cuidado sob orientação e supervisão do enfermeiro. Observar uma alteração e comunicá-la faz parte dessa responsabilidade; assumir diagnóstico ou prescrição privativos do enfermeiro ultrapassa seu campo de atuação. A divisão de atribuições organiza o trabalho sem afastar o dever de reconhecer riscos e agir conforme a capacitação e o protocolo aplicável.
A Resolução Cofen 736/2024 organiza o Processo de Enfermagem em avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução. A avaliação reúne dados; o diagnóstico expressa julgamento sobre necessidades de cuidado; o planejamento estabelece prioridades, resultados e intervenções; a implementação executa o cuidado; a evolução analisa os resultados. As etapas são relacionadas e cíclicas.
Referenciais do cuidado. O metaparadigma reúne os conceitos amplos de pessoa, ambiente, saúde e enfermagem. Uma teoria estabelece relações entre esses conceitos; uma classificação padroniza termos. Nenhum desses instrumentos substitui a avaliação individual.
| Conceito | Objeto de atenção | Exemplo assistencial |
|---|---|---|
| Pessoa | Quem recebe o cuidado, individual ou coletivamente | História, escolhas e necessidades |
| Ambiente | Condições que influenciam a experiência de saúde | Moradia, relações e serviço |
| Saúde | Experiência e condições de saúde e adoecimento | Funcionalidade e bem-estar |
| Enfermagem | Cuidado profissional e suas finalidades | Avaliação, planejamento e assistência |
Wanda de Aguiar Horta organiza o cuidado pelas necessidades humanas básicas, inter-relacionadas e consideradas integralmente. As necessidades psicobiológicas incluem oxigenação, hidratação, nutrição, eliminação, sono e integridade da pele. As psicossociais abrangem comunicação, segurança, participação e autoestima. As psicoespirituais envolvem valores, crenças e sentido da vida. A classificação não reduz a pessoa a uma lista de tarefas nem autoriza impor crenças. O referencial de Horta orienta a leitura das necessidades; as etapas normativas atuais do Processo de Enfermagem continuam sendo as da Resolução Cofen 736/2024.
Linguagens padronizadas. NANDA-I classifica diagnósticos de enfermagem; NIC, intervenções; NOC, resultados sensíveis ao cuidado, acompanhados por indicadores. A avaliação fornece dados, o enfermeiro os interpreta, seleciona diagnósticos e planeja resultados e intervenções. A linguagem comum facilita registro e acompanhamento, sem produzir diagnóstico automaticamente.
| Componente diagnóstico NANDA-I | Significado | Distinção |
|---|---|---|
| Rótulo e definição | Nome e delimitação da resposta humana | Não equivalem ao diagnóstico médico |
| Características definidoras | Manifestações agrupadas que sustentam o diagnóstico | Nem todo dado coletado é característica definidora |
| Fatores relacionados | Elementos associados à origem ou manutenção da resposta | Diferem de sinais e sintomas |
| Fatores de risco | Condições que aumentam a vulnerabilidade | Não exigem que o problema já esteja instalado |
| Condições associadas e populações em risco | Contextos clínicos ou grupos que contribuem para o raciocínio | Não se confundem com fatores modificáveis pela enfermagem |
Um diagnóstico com foco no problema é sustentado por manifestações e fatores relacionados; um diagnóstico de risco se apoia na vulnerabilidade, sem inventar manifestações de um problema ainda ausente. Essas distinções seguem a terminologia NANDA-I e os materiais sobre avaliação e indicadores diagnósticos da INKA. A NIC descreve o cuidado a executar; a NOC permite acompanhar a resposta, conforme as classificações desenvolvidas na Universidade de Iowa.
CIPE. A Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem, do Conselho Internacional de Enfermeiros, representa diagnósticos, resultados e intervenções. Seu modelo de sete eixos organiza os termos abaixo; os eixos não são etapas do Processo de Enfermagem.
| Eixo | Pergunta que orienta o significado | Exemplo de ideia |
|---|---|---|
| Foco | Qual área recebe atenção? | Dor |
| Julgamento | Como o foco é qualificado? | Comprometido |
| Ação | O que é feito intencionalmente? | Avaliar |
| Meios | Com que recurso? | Dispositivo |
| Localização | Em que região ou posição? | Membro inferior |
| Tempo | Em que momento ou duração? | Contínuo |
| Cliente | A quem se refere o cuidado? | Pessoa ou família |
Os exemplos ilustram o sentido de cada eixo, sem constituir uma lista de diagnósticos codificados. Conhecer as linguagens não transfere competências: os arts. 6º–8º da Resolução Cofen 736/2024 reservam ao enfermeiro diagnóstico e prescrição de enfermagem e o registro de todas as etapas. O técnico participa com anotações, execução e checagem dos cuidados prescritos, sob orientação e supervisão. A norma substituiu a Resolução Cofen 358/2009. Na terminologia atual, a primeira etapa chama-se avaliação e a análise dos resultados integra a evolução, distinção importante em questões que usam nomenclatura antiga.
| Etapa | Foco | Distinção essencial |
|---|---|---|
| Avaliação | Dados subjetivos e objetivos | Inicial e contínua |
| Diagnóstico | Julgamento clínico de enfermagem | Não equivale ao diagnóstico médico |
| Planejamento | Resultados e intervenções | Define o cuidado |
| Implementação | Execução das ações | Respeita competências |
| Evolução | Resultados alcançados | Permite revisar o processo |
Os artigos 6º e 7º reservam ao enfermeiro o diagnóstico e a prescrição de enfermagem e situam a participação do técnico nas anotações, na implementação e na checagem dos cuidados prescritos. Uma anotação descreve observações e ações; não se transforma em evolução privativa pela simples mudança do título do registro. A checagem confirma execução e não pode ocorrer antecipadamente. Uma ação não realizada exige comunicação e documentação do motivo, em vez de uma marca que indique falsamente seu cumprimento.
Dados subjetivos são relatados pela pessoa, como dor e náusea. Dados objetivos são observados ou medidos, como edema e temperatura. Um relato de dor não deixa de ter valor porque o profissional não identifica alteração visível. A avaliação combina as duas fontes, considera o contexto e compara mudanças ao longo do tempo. Um sinal isolado não define todo o estado clínico. Tendências de piora, associação de sintomas e diferença em relação ao padrão habitual podem ser mais relevantes que um único resultado.
A identificação segura utiliza pelo menos dois identificadores, como nome completo e data de nascimento. O número do leito não identifica a pessoa com segurança. A confirmação precisa ocorrer antes do cuidado, incluindo administração de medicamentos, coleta e entrega de dieta. Perguntas abertas favorecem confirmação ativa. A pulseira é um recurso do processo, não uma dispensa da checagem. Diante de divergência entre pessoa, prescrição e identificação, a administração fica suspensa até esclarecimento pela equipe responsável, mantendo-se o cuidado necessário.
A higiene das mãos interrompe a transmissão de microrganismos. Seus momentos incluem antes do contato com a pessoa, antes de procedimento limpo ou asséptico, depois do risco de contato com fluidos, depois do contato com a pessoa e depois do contato com suas proximidades. Luvas não substituem essa higiene. Mãos visivelmente sujas exigem água e sabonete; a preparação alcoólica tem indicação quando não há sujidade visível e conforme as condições assistenciais. A troca de luvas acompanha a mudança de procedimento e a prevenção de contaminação cruzada.
Precauções-padrão aplicam-se a todas as pessoas atendidas, independentemente de diagnóstico conhecido. A seleção de equipamentos de proteção considera o risco de exposição. Luvas protegem em contato previsto com sangue, secreções ou mucosas; proteção ocular e facial é pertinente quando há risco de respingos. Máscara cirúrgica e respirador não têm funções intercambiáveis em todas as situações. O uso correto inclui colocação, retirada e descarte sem contaminar mãos, roupas e ambiente. O diagnóstico ainda não definido não justifica abandonar medidas básicas de proteção.
Na administração de medicamentos, a segurança envolve pessoa, medicamento, dose, via, horário, registro, orientação, forma farmacêutica e resposta. A prescrição deve estar legível e coerente; alergias e incompatibilidades precisam ser consideradas. Uma dúvida não se resolve por adivinhação. O rótulo acompanha o preparo, e soluções não podem permanecer sem identificação. Medicamentos de maior risco exigem barreiras adicionais previstas no serviço. A checagem independente, quando indicada, precisa ser efetiva; repetir uma informação sem refazer a análise não oferece a mesma proteção.
O registro é objetivo, cronológico e identificado. Descreve o cuidado executado, a resposta observada, a comunicação realizada e as intercorrências relevantes. Expressões vagas, como atribuir um comportamento a falta de vontade, não substituem descrição do que foi visto. Correções preservam a rastreabilidade, sem apagar informações de modo irregular. O sigilo alcança conversas, documentos e sistemas eletrônicos. Informações assistenciais são compartilhadas com quem precisa delas para o cuidado, por meios adequados, e não expostas em espaços públicos ou mensagens sem proteção institucional.
Higiene corporal, conforto e mobilização preservam dignidade e evitam danos. O ambiente deve garantir privacidade e explicar o procedimento antes de realizá-lo. Na pessoa com mobilidade reduzida, a inspeção da pele, o controle de umidade e a redução de pressão e atrito integram a prevenção. O reposicionamento é individualizado segundo risco e condições clínicas. Massagear uma proeminência óssea avermelhada não corrige a pressão e pode agravar a lesão. Arrastar a pessoa no leito aumenta o cisalhamento; dispositivos de transferência e ajuda da equipe reduzem esse risco.
Na prevenção de quedas, a equipe considera mobilidade, alterações cognitivas, medicamentos, necessidade de ajuda e condições ambientais. Campainha acessível, iluminação adequada e auxílio nas transferências devem corresponder às necessidades identificadas. A contenção não é medida rotineira para substituir vigilância ou suprir falta de pessoal. Na alimentação e na eliminação, o cuidado também envolve segurança: nível de consciência e capacidade de deglutição interferem no risco de aspiração; mudanças no padrão urinário ou intestinal precisam ser descritas e comunicadas.
A comunicação terapêutica usa escuta, respeito e linguagem compreensível. A teoria de Hildegard Peplau, apresentada nas relações interpessoais, destaca o vínculo profissional como parte do cuidado.
Na formulação clássica de Peplau, a relação terapêutica desenvolve quatro fases, que podem se sobrepor na prática:
| Fase | Função principal | Expressão no cuidado |
|---|---|---|
| Orientação | Reconhecer a necessidade de ajuda | Apresentação e esclarecimento da demanda |
| Identificação | Construir vínculo e participação | Reconhecimento de quem pode ajudar |
| Exploração | Utilizar os recursos disponíveis | Participação nas ações e oportunidades de cuidado |
| Resolução | Encerrar a relação terapêutica estabelecida | Necessidades trabalhadas e maior autonomia |
Exploração significa aproveitar os recursos terapêuticos; resolução envolve o encerramento do vínculo profissional específico, sem abandono da continuidade necessária na rede. Acolher não significa prometer cura nem concordar com toda interpretação da pessoa. Perguntas claras, explicações breves e confirmação da compreensão favorecem participação. O familiar pode contribuir, mas não deve apagar a voz da pessoa atendida. A passagem de plantão transmite riscos, pendências e respostas ao cuidado, com prioridade para informações que alteram a continuidade da assistência.
Exemplo resolvido
Durante uma higiene no leito, o técnico observa nova vermelhidão persistente no calcanhar e identifica que o cuidado de alívio de pressão prescrito ainda não foi realizado. Qual conduta corresponde à sua participação no processo? 1. Descrever e comunicar o achado ao enfermeiro, sem formular diagnóstico privativo. 2. Executar os cuidados prescritos e as medidas de proteção compatíveis com sua competência. 3. Registrar o que foi observado e realizado, com a resposta da pessoa, sem checar antecipadamente ações pendentes.
Base legal: Resolução Cofen 736/2024, arts. 4º, 6º a 8º e 14; Resolução Cofen 358/2009, revogada pela Resolução Cofen 736/2024; Protocolo de Identificação do Paciente — Ministério da Saúde/Anvisa; Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Higiene das Mãos — Anvisa; Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos — Ministério da Saúde/Anvisa; Protocolo de Prevenção de Quedas — Ministério da Saúde/Anvisa
Esquema
Processo de Enfermagem
1Avaliação
Coleta e atualização de dados
2Diagnóstico
Julgamento clínico de enfermagem
3Planejamento
Resultados e intervenções
4Implementação
Execução do cuidado
5Evolução
Análise de resultados e revisão
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Pref. Osasco/SP 2025
Para orientar a implementação do Processo de Enfermagem, o Cofen promulgou a Resolução Cofen no 736, de 17 de janeiro de 2024, que define sua organização em cinco etapas, entre as quais está aquela que “compreende a identificação de problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para melhorar comportamentos de saúde”, denominada
- A)Implementação de Enfermagem.
- B)Planejamento de Enfermagem.
- C)Diagnóstico de Enfermagem.
- D)Avaliação de Enfermagem.
- E)Evolução de Enfermagem.
Resposta: C
Conceito: O diagnóstico de enfermagem expressa o julgamento clínico sobre necessidades de cuidado.
Raciocínio: Após obter e interpretar os dados, o enfermeiro identifica problemas, vulnerabilidades ou disposição para melhorar a saúde. Essa identificação constitui o Diagnóstico de Enfermagem, alternativa C. Não se trata ainda de executar intervenções nem de avaliar seus resultados.
Pegadinha: Avaliação reúne informações; diagnóstico formula o julgamento clínico sobre elas.
Base: Resolução Cofen nº 736/2024, art. 4º, § 2º.
7.3.2 Assistência clínica, cirúrgica e nas urgências
A assistência em clínica médica e cirúrgica combina reconhecimento de alterações, execução do plano de cuidados e reavaliação.
O diagnóstico conhecido não explica automaticamente qualquer sintoma novo. Uma pessoa com doença crônica pode apresentar emergência aguda; uma pessoa ansiosa pode ter alteração clínica relevante. O técnico observa, registra, comunica e executa as medidas previstas, com supervisão do enfermeiro. A identificação precoce da piora depende da comparação entre estado atual, dados anteriores e evolução da resposta ao cuidado.
Na avaliação inicial de uma situação aguda, a segurança do ambiente precede o contato. A abordagem sistematizada identifica ameaças à vida em vias aéreas, respiração, circulação, estado neurológico e exposição, com proteção térmica e privacidade. Uma alteração grave exige acionamento imediato da equipe e intervenção compatível com o treinamento, sem aguardar o preenchimento completo de um formulário. A classificação de risco define prioridade pela gravidade e pelo potencial de deterioração; a ordem de chegada não substitui essa avaliação.
Na dificuldade respiratória, importam esforço, frequência, expansão torácica, coloração, nível de consciência e saturação, quando disponível. A leitura do oxímetro precisa ser confrontada com perfusão, posicionamento do sensor e quadro clínico. Oxigênio é uma intervenção com indicação, monitorização e metas próprias, não uma resposta automática a qualquer queixa. A piora do padrão respiratório, a incapacidade de falar adequadamente ou o rebaixamento da consciência exigem resposta rápida. Posicionamento e permeabilidade das vias aéreas integram as medidas iniciais compatíveis com a situação.
Dor torácica, palidez, sudorese e mal-estar podem indicar síndrome coronariana, mas sua apresentação varia. A prioridade é reconhecer a possibilidade, comunicar e organizar avaliação e monitorização, sem encaminhar a pessoa para esperar uma consulta eletiva.
Na suspeita de síndrome coronariana aguda, a Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência, SBC 2025, estabelece ECG de 12 derivações em até 10 minutos do atendimento inicial. Monitorização e desfibrilador disponível acompanham a avaliação. O ECG não deve aguardar o desaparecimento da dor. Oxigênio não é tratamento automático para toda dor torácica: sua indicação depende da oxigenação, do estado clínico e do protocolo, com monitorização da resposta.
| Achado de risco | Prioridade | Participação do técnico |
|---|---|---|
| Obstrução de via aérea, respiração inadequada ou choque | Atendimento imediato | Acionar equipe e executar suporte compatível com treinamento |
| Dor torácica sugestiva de isquemia | Avaliação rápida e ECG na meta | Preparar exame, monitorizar e comunicar alterações |
| Déficit neurológico súbito | Fluxo urgente de AVC | Registrar último momento bem e apoiar avaliação |
| Piora durante a espera | Reavaliação imediata | Comunicar a mudança e manter vigilância |
O técnico identifica e comunica sinais de gravidade; a classificação formal de risco e a decisão clínica seguem as competências profissionais e o protocolo do serviço. Uma cor ou um tempo de espera não são definidos apenas pelo nome da queixa. Em sinais de choque, a equipe observa perfusão, pulso, pressão, consciência e perdas aparentes. Hemorragia externa requer controle conforme técnica e segurança. Na suspeita de infecção com disfunção orgânica, alterações de consciência, perfusão e respiração são sinais de alarme; ausência de febre não exclui gravidade.
Na suspeita de AVC, assimetria facial, fraqueza de um braço e alteração da fala podem ser identificadas pela escala de Cincinnati. Uma triagem sem alterações não exclui todos os AVCs. O registro do último momento em que a pessoa estava bem orienta a avaliação especializada. A glicemia pode identificar uma condição que imita déficit neurológico. Alimentos, líquidos e medicamentos por via oral não devem ser oferecidos antes da avaliação da deglutição e da segurança dessa via. A prioridade é encaminhamento e avaliação urgente.
Durante convulsão, a assistência protege contra traumas, observa duração e características e mantém vigilância respiratória. Não se introduzem objetos na boca nem se força a abertura dos dentes. Depois da crise, consciência, respiração e possíveis lesões precisam ser reavaliadas. Em pessoa inconsciente ou incapaz de deglutir com segurança, não se oferece açúcar, água ou alimento pela boca. Suspeita de hipoglicemia exige avaliação rápida e tratamento pela via adequada ao estado clínico e ao protocolo, com acompanhamento da resposta.
| Situação | Achado relevante | Prioridade assistencial |
|---|---|---|
| Suspeita de AVC | Déficit súbito | Fluxo urgente e registro do início |
| Convulsão | Movimentos involuntários | Proteção e avaliação respiratória |
| Pós-operatório | Sangramento ou piora da consciência | Comunicação e reavaliação imediatas |
| Diabetes | Alteração de consciência ou lesão nos pés | Avaliação e cuidado dirigido |
| Crise em saúde mental | Risco de dano | Segurança e abordagem terapêutica |
Na parada cardiorrespiratória, o reconhecimento rápido, o acionamento de ajuda, as compressões de qualidade e a desfibrilação precoce quando indicada são decisivos. Respiração agônica não equivale a respiração normal. O desfibrilador externo automático orienta a análise e a eventual aplicação de choque; ninguém deve tocar a pessoa durante a análise ou o choque. A sequência técnica depende da faixa etária e do protocolo de ressuscitação utilizado. A organização da equipe evita interrupções desnecessárias e mantém registro dos eventos sem atrasar as intervenções.
Algoritmo — SBV do adulto por profissional treinado (AHA 2025)
Ambiente seguro → avaliar resposta e acionar ajuda, pedindo DEA → avaliar simultaneamente respiração e pulso por até 10 segundos. Sem respiração normal e sem pulso definido, iniciar RCP em ciclos de 30 compressões e 2 ventilações, sem via aérea avançada. Com pulso e respiração ausente ou inadequada, realizar 1 ventilação a cada 6 segundos e reavaliar o pulso a cada 2 minutos. O DEA entra assim que disponível. Após choque indicado, retomar imediatamente RCP por cerca de 2 minutos; se não houver indicação de choque, retomar RCP pelo mesmo período e seguir a análise orientada pelo equipamento. Sinais de circulação e a chegada do suporte avançado determinam a reavaliação da sequência.
| Qualidade da RCP no adulto | Parâmetro | Cuidado técnico |
|---|---|---|
| Frequência de compressões | 100–120 por minuto | Evitar acelerar além da faixa |
| Profundidade | Pelo menos 5 cm, evitando ultrapassar 6 cm | Adulto de tamanho médio |
| Retorno do tórax | Completo após cada compressão | Não manter peso apoiado |
| Ventilação sem via aérea avançada | Relação 30:2 | Volume suficiente para elevação visível do tórax |
| Interrupções | Mínimas | Preparar equipe e equipamentos durante compressões |
Os parâmetros correspondem às Diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar e Atendimento Cardiovascular de Emergência da AHA, 2025, seção de SBV do adulto. A ventilação excessiva prejudica a ressuscitação.
| Ritmo na parada | Choque indicado? | Prioridade |
|---|---|---|
| Fibrilação ventricular | Sim | Desfibrilação e RCP |
| Taquicardia ventricular sem pulso | Sim | Desfibrilação e RCP |
| Assistolia | Não | RCP e suporte avançado |
| Atividade elétrica sem pulso | Não | RCP e tratamento das causas pela equipe |
A distinção segue o algoritmo de suporte avançado do adulto da AHA 2025. Um traçado organizado não prova circulação. O DEA analisa o ritmo e indica o choque; não substitui o reconhecimento da parada. Durante análise e choque, ninguém toca a pessoa. A ausência de indicação de choque não significa que a RCP deva ser abandonada.
No cuidado de doenças crônicas, a longitudinalidade identifica adesão, barreiras de acesso, alimentação, atividade física, uso de medicamentos e sinais de descompensação. A aferição de pressão exige técnica e equipamento adequados; uma medida isolada não resume todo o controle. No diabetes, inspeção dos pés, avaliação de feridas e orientação sobre calçados integram a prevenção de complicações. Perda de sensibilidade pode reduzir a percepção de trauma; ausência de dor não garante ausência de lesão. Doses de medicamentos não são alteradas por decisão autônoma do técnico.
No pré-operatório, a equipe confirma identificação, procedimento, documentação e preparo prescrito. Jejum depende da orientação anestésica e do procedimento; não se presume a mesma duração para todas as pessoas. A retirada de pelos, quando necessária, segue técnica que reduza lesões, evitando lâmina como rotina. A lista de cirurgia segura oferece barreiras em momentos críticos. No pós-operatório, a observação inclui consciência, respiração, circulação, dor, náuseas, curativo, drenos e eliminação. Sangramento, dispneia ou deterioração hemodinâmica exigem comunicação imediata.
A prevenção de complicações cirúrgicas inclui mobilização e exercícios conforme liberação, cuidado com dispositivos e execução das medidas prescritas. Drenos não são clampeados ou retirados por iniciativa sem indicação. A ferida é descrita por localização, aspecto, exsudato, bordas, pele ao redor e dor. Úlcera venosa relaciona-se à hipertensão venosa e pode apresentar edema e alterações de pele. Compressão depende de avaliação da circulação arterial e do plano indicado; não deve ser aplicada indiscriminadamente a toda ferida de membro inferior.
Em doenças transmissíveis, precauções-padrão somam-se às específicas quando indicadas. Contato, gotículas e aerossóis exigem barreiras diferentes.
O Protocolo de Precauções e Isolamento em Serviços de Saúde, Anvisa/Ebserh 2025, diferencia as medidas abaixo, sempre somadas às precauções-padrão:
| Situação | Precaução adicional | Cuidados do técnico |
|---|---|---|
| Tuberculose pulmonar ou laríngea suspeita/confirmada | Aerossóis | PFF2/N95 bem ajustada, ambiente indicado e transporte restrito ao necessário |
| Influenza | Gotículas | Máscara cirúrgica na assistência; proteção adicional conforme exposição e procedimento |
| Infecção transmitida por contato | Contato | Luvas e avental conforme precaução, equipamentos dedicados ou desinfetados |
| Procedimento gerador de aerossóis em infecção respiratória | Proteção respiratória pertinente | Preparar ambiente e respirador conforme protocolo |
No transporte necessário, a pessoa com infecção respiratória usa máscara cirúrgica, se tolerada, e o setor de destino recebe informação sobre a precaução. O respirador protege o profissional; não é trocado por máscara cirúrgica nos cuidados que exigem proteção para aerossóis. Higiene das mãos acompanha colocação e retirada de EPI. Dispneia, alteração da consciência ou piora da oxigenação exigem comunicação imediata. Tuberculose pulmonar requer precauções para aerossóis; influenza exige medidas dirigidas à transmissão respiratória conforme protocolo. Isolamento não suspende o vínculo, a orientação e a assistência necessária. Coleta e transporte de amostras preservam identificação, recipiente adequado e segurança. O uso de antimicrobianos respeita prescrição e horários, e reações adversas ou dificuldades na administração precisam ser comunicadas.
Na saúde mental, o acolhimento reduz julgamentos e favorece vínculo. A abordagem de crise considera risco, sofrimento, uso de substâncias e possíveis causas clínicas. Comunicação calma, redução de estímulos e manutenção de espaço seguro precedem medidas restritivas quando viáveis. Delírios não são enfrentados por confronto hostil nem confirmados como fatos. Contenção exige indicação, equipe capacitada, monitorização e respeito aos direitos; não é punição. O cuidado em rede inclui articulação com os serviços de atenção psicossocial e continuidade após a crise.
Exemplo resolvido
Uma pessoa em pós-operatório apresenta aumento súbito de sangue no curativo, palidez e tontura ao tentar sentar. A situação admite aguardar o próximo horário de curativo? 1. O conjunto sugere possível sangramento com repercussão circulatória, e não apenas desconforto esperado. 2. A mobilização é interrompida com proteção contra queda, enquanto a equipe é acionada imediatamente. 3. Monitorização e medidas prescritas seguem a resposta clínica, com registro dos achados e das ações realizadas.
Base legal: Protocolo de Suporte Básico de Vida — Ministério da Saúde/SAMU; Linha de Cuidado do Diabetes Mellitus Tipo 2 no Adulto — Ministério da Saúde; Protocolo de Cirurgia Segura — HC-UFTM; Cuidado Integral à Pessoa com Úlcera Venosa — Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro; Protocolo de Medidas de Precaução e Isolamento — Anvisa; Guia de Acolhimento à Crise em Saúde Mental na Raps — Ministério da Saúde, 2026
Esquema
Resposta à deterioração clínica
1Reconhecimento de sinais de gravidade
Comparação com o estado anterior
2Acionamento da equipe
Intervenções compatíveis com treinamento e protocolo
3Reavaliação
Observação da resposta
4Registro e comunicação
Continuidade do cuidado
7.3.3 Saúde da pessoa idosa
O cuidado à pessoa idosa prioriza funcionalidade, autonomia, participação e prevenção de incapacidades.
Idade cronológica não define sozinha dependência ou incapacidade de decidir. Independência é realizar atividades sem ajuda; autonomia é decidir sobre a própria vida. Uma pessoa pode precisar de auxílio para banho e continuar capaz de escolher suas roupas, sua rotina e os cuidados que aceita. A comunicação deve dirigir-se a ela, com adaptações para audição, visão e compreensão.
A avaliação multidimensional considera mobilidade, cognição, humor, nutrição, medicamentos, condições sociais e apoio disponível. O Índice de Katz avalia atividades básicas, como banho, vestuário, alimentação e uso do banheiro. A escala de Lawton aborda atividades instrumentais, como transporte, compras, finanças e uso de medicamentos. Esses instrumentos descrevem dimensões diferentes e não substituem uma avaliação clínica. Seus resultados orientam o plano de cuidados e a necessidade de apoio.
| Dimensão | Pergunta assistencial | Exemplo |
|---|---|---|
| Autonomia | Consegue decidir? | Escolhe a rotina |
| Independência | Consegue executar sem ajuda? | Realiza o banho |
| Atividades básicas | Mantém autocuidado essencial? | Alimenta-se |
| Atividades instrumentais | Organiza a vida cotidiana? | Administra compras |
Delirium é uma alteração aguda e flutuante, com prejuízo de atenção e mudança do estado mental. Pode apresentar agitação ou redução de atividade. Não se confunde com demência nem deve ser atribuído automaticamente ao envelhecimento. Infecção, desidratação, medicamentos e distúrbios metabólicos estão entre as possibilidades que exigem avaliação. O início súbito é uma informação importante; familiares podem ajudar a descrever o funcionamento anterior.
A prevenção de quedas combina ambiente seguro, auxílio à mobilidade e avaliação de fatores individuais. Restrição de movimentos por rotina pode aumentar dependência e não resolve todas as causas. Óculos, aparelhos auditivos e objetos de uso pessoal acessíveis favorecem orientação e participação. No uso de medicamentos, a equipe identifica duplicidades, dificuldades e efeitos como sonolência ou tontura e comunica ao responsável pela avaliação terapêutica. A quantidade de remédios não autoriza suspensão autônoma pelo técnico.
Hidratação, alimentação, saúde bucal e integridade da pele integram a observação diária. Dificuldade de deglutição, perda de peso, redução funcional e mudança de comportamento precisam de investigação. A Lei 10.741/2003, em seu artigo 3º, estabelece proteção prioritária dos direitos da pessoa idosa. Na prática assistencial, isso exige respeito, privacidade e articulação da rede diante de suspeita de negligência ou violência. O cuidado apoia também o cuidador, sem presumir que toda responsabilidade pertença exclusivamente à família.
Base legal: Linha Guia da Saúde do Idoso — Sesa/PR, 2018; Linha de Cuidado de Pessoas com Demência — Ministério da Saúde; Lei 10.741/2003, art. 3º
Comparação
Decidir e executar
| Autonomia | Independência |
|---|---|
| Capacidade de decidir | Capacidade de realizar sem ajuda |
| Pode persistir com limitação física | Pode ser reduzida em uma atividade básica |
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Pref. Osasco/SP 2025
Um cuidador pode ensinar para um idoso a estratégia do Calendário. Essa estratégia consiste em pendurar um calendário em um local acessível para que o idoso, ao acordar, marque com um círculo o dia que se inicia e, à noite, ao deitar, faça um X nesse mesmo dia. Esse tipo de ação ajuda o idoso a
- A)preservar a memória.
- B)se localizar no espaço.
- C)se orientar no tempo.
- D)reconhecer os papéis familiares.
- E)reter informações relevantes.
Resposta: C
Conceito: A orientação temporal permite reconhecer o dia e a sequência dos acontecimentos.
Raciocínio: O calendário torna visível qual dia começa e qual terminou. Marcar essas passagens associa a rotina à data e à sucessão dos dias. O objetivo direto é orientar o idoso no tempo, alternativa C.
Pegadinha: Tempo corresponde a data e sequência; espaço corresponde a lugar.
Base: Princípios da avaliação cognitiva e das estratégias de orientação temporal na atenção à pessoa idosa.
7.3.4 Saúde da mulher
A saúde da mulher abrange vida sexual e reprodutiva, prevenção de doenças, condições crônicas, saúde mental e enfrentamento da violência.
O cuidado não se reduz à gestação. A assistência respeita identidade, privacidade, escolhas e condições de acesso. No atendimento, a equipe identifica a demanda principal, sinais de alarme e necessidade de avaliação do enfermeiro ou de outro profissional, sem atribuir toda queixa a ansiedade ou alterações hormonais.
No planejamento reprodutivo, informações compreensíveis apoiam a escolha de métodos conforme condições clínicas e preferências. Preservativos contribuem para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis; outros métodos contraceptivos não oferecem automaticamente essa proteção. A orientação deve evitar coerção, respeitar confidencialidade e reconhecer barreiras reais ao uso. Dor pélvica, sangramento anormal, lesões e corrimento com sintomas associados exigem avaliação, em vez de indicação empírica de tratamento pelo técnico.
No pré-natal, o acompanhamento começa precocemente e inclui história, exames, vacinação, avaliação clínica e identificação contínua de riscos.
| Grupo de sinais de gravidez | Exemplos | Interpretação |
|---|---|---|
| Presunção | Náuseas, sonolência, polaciúria e alterações mamárias | Sugerem gestação, mas não a demonstram isoladamente |
| Probabilidade | Amolecimento cervical, modificações uterinas e beta-hCG positivo | Reforçam a hipótese; exigem interpretação clínica |
| Certeza | Batimentos cardíacos fetais identificados e visualização do embrião/feto na ultrassonografia | Evidenciam a presença fetal |
A classificação segue o Caderno de Atenção Básica sobre pré-natal de baixo risco, do Ministério da Saúde. A percepção materna de movimentos precisa ser distinguida dos movimentos fetais identificados pelo examinador. A suspeita leva à confirmação e à entrada no acompanhamento; não autoriza concluir que toda náusea ou todo atraso menstrual seja gravidez. O técnico participa da aferição de sinais, do registro, da execução de cuidados e da orientação prevista pela equipe. Uma gravidez inicialmente classificada como de risco habitual pode mudar de condição. O acolhimento reconhece fatores sociais, violência, dificuldade alimentar e obstáculos ao comparecimento, sem culpabilizar a gestante.
| Achado na gestação | Risco a reconhecer | Resposta assistencial |
|---|---|---|
| Sangramento vaginal | Complicação obstétrica | Avaliação imediata |
| Cefaleia intensa e alteração visual | Possível síndrome hipertensiva | Avaliação imediata e pressão arterial |
| Perda de líquido | Possível ruptura de membranas | Avaliação obstétrica |
| Redução dos movimentos fetais | Possível comprometimento fetal | Avaliação oportuna, sem adiar para rotina |
Sinais de alerta não são descartados por uma única medida aparentemente normal. Cefaleia intensa, alteração visual, dor epigástrica, convulsão ou sangramento mudam a prioridade do atendimento. A classificação de risco considera o quadro completo e o protocolo adotado; a idade gestacional, sozinha, não define a cor de uma classificação. O reconhecimento do risco é seguido de comunicação, avaliação e encaminhamento articulado, com acompanhamento durante a espera.
No trabalho de parto e no nascimento, o cuidado respeita dignidade, informação e participação. O técnico executa procedimentos compatíveis com sua atribuição e acompanha sinais maternos e as orientações da equipe.
As Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, Ministério da Saúde, 2017, estabelecem estas rotinas no parto de risco habitual:
| Avaliação ou medida | Referência | Condição |
|---|---|---|
| Pulso materno | A cada hora | Primeiro período do parto |
| Pressão arterial e temperatura | A cada 4 horas | Antecipar se houver alterações |
| Exame vaginal | Em geral, a cada 4 horas | Avaliar necessidade, consentimento e competência |
| Ausculta fetal intermitente | A cada 30 minutos, por pelo menos 1 minuto | Antes, durante e logo após contração no primeiro período |
| Ocitocina profilática | 10 UI por via IM após o nascimento | Manejo ativo do terceiro período, conforme prescrição/protocolo |
Os intervalos correspondem às recomendações 25 e 93; a profilaxia, à recomendação 154. Alterações maternas ou fetais e preocupação com a progressão exigem reavaliação antecipada. O técnico registra, comunica e executa os cuidados de sua competência, sob supervisão. Exame vaginal e decisão sobre uterotônicos competem ao profissional habilitado; não há prescrição autônoma pelo técnico. Sangramento anormal exige resposta imediata, sem aguardar o próximo intervalo de rotina. No puerpério, sangramento aumentado, febre, falta de ar, dor importante e alteração do estado mental exigem avaliação. Tristeza e sofrimento não devem ser desvalorizados; risco à segurança da mulher ou da criança exige resposta imediata e cuidado compartilhado.
O apoio à amamentação inclui posicionamento, pega, conforto e identificação de dificuldades. O Ministério da Saúde recomenda aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses e sua manutenção, com alimentação complementar, até dois anos ou mais. Dor persistente e fissuras não são um objetivo normal do processo; exigem avaliação da técnica e do cuidado. A orientação considera condições maternas e da criança, sem culpabilização, e reconhece situações que exigem condutas específicas.
No rastreamento do colo do útero, as diretrizes brasileiras de 2025 adotaram o teste de DNA-HPV oncogênico como exame primário, com implantação progressiva. Para risco habitual, a população-alvo inclui pessoas com colo uterino, de 25 a 64 anos, com atividade sexual prévia; teste negativo permite intervalo de cinco anos, observadas as regras de encerramento. Onde o teste não está disponível, permanece a citologia, em geral trienal após dois exames anuais normais. Imunossupressão e antecedentes relevantes exigem fluxos específicos. Sintomas demandam investigação diagnóstica, independentemente do calendário de rastreamento.
Na violência sexual, o acolhimento oferece escuta sem julgamento, privacidade, avaliação de lesões e acesso rápido a medidas preventivas e terapêuticas indicadas. O cuidado não depende da apresentação prévia de boletim de ocorrência. Registro e notificações seguem as obrigações legais e o fluxo do serviço, preservando o sigilo nos limites aplicáveis. A equipe evita repetição desnecessária da história e orienta a continuidade na rede. O erro típico de prova é reduzir o atendimento a encaminhamento burocrático, omitindo necessidades imediatas de saúde e proteção.
Base legal: Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres — Ministério da Saúde, 2016; Caderneta Brasileira da Gestante — Ministério da Saúde; Recomendações de Aleitamento Materno — Ministério da Saúde; Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero — INCA, 2025; Orientações para Atenção à Violência Sexual — Ministério da Saúde
Atenção
Nomenclatura atual do processo
Na Resolução Cofen 736/2024, avaliação inicia o processo e evolução analisa resultados. A norma anterior foi revogada.
Pegadinha da banca
Triagem não exclui doença
Uma escala de Cincinnati sem alterações não elimina toda possibilidade de AVC.
Pegadinha da banca
Dependência não elimina decisão
Ajuda para executar uma atividade não comprova perda da capacidade de escolher.
Atenção
Rastreamento atualizado
As diretrizes de 2025 adotam DNA-HPV como exame primário; a transição mantém citologia onde o novo teste não está disponível.
7.4 Exemplo resolvido
Durante o atendimento, uma pessoa idosa explica que escolhe sua rotina e administra suas decisões, mas precisa de auxílio físico para tomar banho após uma limitação motora. A interpretação adequada é: A) Necessidade de ajuda física comprova perda de autonomia. B) Autonomia e independência são conceitos idênticos. C) A família deve substituir todas as decisões da pessoa. D) Pode haver autonomia preservada com dependência para uma atividade básica. E) O auxílio no banho caracteriza, por si só, demência.
- O banho integra as atividades básicas de vida diária, e a ajuda indica dependência nessa atividade.
- A capacidade de decidir corresponde à autonomia e pode permanecer preservada.
- O relato não estabelece demência nem autoriza substituir as decisões da pessoa.
Resposta: D
7.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Antes de administrar um medicamento a um paciente consciente, qual procedimento de identificação está de acordo com a segurança assistencial?
- A)Solicitar nome completo e data de nascimento, comparando-os à pulseira e à prescrição.
- B)Perguntar o número do leito e aceitá-lo como identificação suficiente para administrar.
- C)Chamar apenas pelo primeiro nome e administrar se houver resposta afirmativa.
- D)Reconhecer o rosto do paciente e dispensar a comparação com a prescrição.
- E)Utilizar o diagnóstico e o quarto como identificadores exclusivos antes da administração.
F2inédita
Em visita domiciliar a uma pessoa idosa com quedas anteriores, qual conjunto de medidas favorece sua segurança e autonomia?
- A)Manter tapetes soltos e reduzir a iluminação para facilitar o repouso.
- B)Restringir toda caminhada e orientar permanência no leito durante o dia.
- C)Retirar obstáculos, melhorar a iluminação e incentivar mobilidade segura conforme avaliação.
- D)Substituir calçado firme por meias lisas para aumentar o conforto ao caminhar.
- E)Suspender por conta própria os medicamentos que possam causar tontura.
F3inédita
Ao apoiar uma puérpera que amamenta, o técnico observa a mamada. Qual achado é compatível com uma pega adequada?
- A)Boca pouco aberta, com sucção restrita ao mamilo e dor persistente.
- B)Queixo afastado da mama, com lábios comprimidos e bochechas encovadas.
- C)Corpo do bebê girado para fora, mantendo apenas a cabeça voltada à mama.
- D)Boca bem aberta, queixo junto à mama e lábio inferior voltado para fora.
- E)Lábio inferior voltado para dentro, com estalos frequentes durante a sucção.
F4inédita
Um paciente com diabetes apresenta hipoglicemia confirmada e está inconsciente. Ao auxiliar o atendimento de urgência, qual conduta é adequada?
- A)Oferecer suco lentamente pela boca para corrigir a glicemia sem acesso venoso.
- B)Acionar a equipe, proteger a via aérea e auxiliar a correção por via não oral.
- C)Introduzir açúcar na boca e aguardar a recuperação antes de comunicar a equipe.
- D)Administrar insulina conforme a dose habitual para estabilizar o metabolismo.
- E)Deixar o paciente sozinho e retornar após a próxima checagem programada.
F5inédita
Antes da indução anestésica, o paciente informa alergia a um medicamento. Qual atitude da equipe de enfermagem atende à cirurgia segura?
- A)Registrar a alergia somente após o procedimento, evitando interromper a preparação.
- B)Desconsiderar o relato se a pulseira de alergia ainda não estiver disponível.
- C)Aguardar manifestação alérgica para comunicar ao profissional responsável pela anestesia.
- D)Substituir autonomamente os medicamentos anestésicos pelos disponíveis no setor.
- E)Comunicar a alergia ao anestesiologista e incorporá-la à checagem de segurança.
7.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Os enfermeiros que atuam em um Centros de Atenção Psicossocial de um município reuniram-se para definir a teoria de enfermagem (TE) que nortearia a aplicação do processo de enfermagem nas unidades. Após discutirem os aspectos relevantes de diferentes teorias, optaram pela TE que visualiza o fenômeno de enfermagem como um processo interpessoal cujo foco principal está centralizado na enfermeira e no paciente. Pretende identificar conceitos e princípios que deem suporte às relações interpessoais que se processam na prática da enfermagem de modo que as situações de cuidado possam ser transformadas em experiências de aprendizagem e crescimento pessoal. Essa TE Identifica quatro fases sequenciais nas relações interpessoais: orientação, identificação, exploração e resolução. Diante das características apresentadas, é correto afirmar que foi escolhida a Teoria de
- A)Hidegard Peplau.
- B)Dorothea Oren.
- C)Callista Roy.
- D)Wanda Horta.
- E)Margaret Newman.
Q2oficial · Pref. Itapevi/SP 2025
Em ambiente extra-hospitalar, um enfermeiro realiza a avaliação de um usuário com 66 anos de idade com queixa de cefaleia, vertigem, distúrbio da marcha e visual unilateral. Suspeitando se tratar de um caso de acidente vascular cerebral (AVC), entre outras ações, o enfermeiro solicitou ao indivíduo que mostrasse os dentes, fechasse os olhos e elevasse os membros superiores, mantendo-os nessa posição por 10 segundos, e que repetisse a frase “O Brasil é o país do futebol”. É correto afirmar que, ao realizar essas solicitações, o enfermeiro está aplicando a escala de
- A)Pfeffer.
- B)Lawton.
- C)Tinneti.
- D)Cicinnati.
- E)Katz.
Q3oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Em uma unidade de pronto atendimento (UPA), o enfermeiro está realizando o acolhimento com classificação de risco de uma gestante com 36 semanas de idade gestacional, com queixa de obstrução nasal com secreção amarelada, dor de garganta e tosse. Ao exame físico, o enfermeiro constatou que a paciente apresentava pressão arterial dentro da faixa de normalidade, frequência cardíaca = 84 batimentos por minuto, frequência respiratória = 19 incursões por minuto, temperatura axilar = 37,8 °C. Frente a essa situação, considerando que a unidade utiliza o Protocolo de Manchester para classificação de risco, em consonância com as recomendações do Ministério da Saúde para o acolhimento e classificação de risco em obstetrícia, o enfermeiro deve identificar a gestante com pulseira de cor
- A)laranja.
- B)amarela.
- C)verde.
- D)azul.
- E)vermelha.
Q4oficial · Pref. Sorocaba/SP 2025
Idosa internada por pneumonia apresenta dispneia e dificuldade em atividades diárias. O enfermeiro inicia o processo de enfermagem. A primeira etapa do processo consiste em
- A)realizar coleta de dados por anamnese, exame físico e prontuário.
- B)definir diagnóstico médico e prescrever medicamentos.
- C)estabelecer resultados esperados do tratamento.
- D)elaborar plano de alta hospitalar.
- E)aplicar intervenções imediatas sem registro formal.
Q5oficial · Pref. Vista Alegre do Alto/SP 2024
Para cuidar de feridas, é preciso saber sua etiologia, sua fisiologia e sua epidemiologia. Nessa perspectiva, sobre a úlcera varicosa, é correto afirmar que
- A)é caracterizada pela destruição de camadas cutâneas, tais como epiderme e derme, e pode atingir os tecidos subcutâneo e subjacente.
- B)sua causa está relacionada à hipotensão venosa dos membros inferiores, resultando em uma incompetência valvular, associada ou não à obstrução do fluxo venoso.
- C)fatores determinantes, como avanço da idade, história familiar, etilismo, trombose venosa profunda prévia, profissão sedentária, sexo masculino e obesidade, contribuem para o seu surgimento.
- D)pode afetar cerca de 2% a 5% da população mundial, com maior proporção em adultos de meia idade, com possível aumento de casos entre a etnia negra.
- E)não provoca dor, mas causa limitações, como deambulação prejudicada, medo, insegurança, desesperança, entre outras, que interferem no cotidiano do paciente.
Q6oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Por meio de resolução, o Conselho Federal de Enfermagem – COFEN estabelece que, no âmbito do planejamento familiar e reprodutivo, compete ao enfermeiro, entre outras ações,
- A)a inserção, revisão e retirada de DIU, em serviços públicos e privados, desde que aprovado em curso de capacitação técnica presencial, com carga horária mínima de 24 horas, sendo 10 horas práticas, com o mínimo de 10 inserções supervisionadas durante consulta de enfermagem.
- B)a inserção, revisão e retirada do implante subdérmico, desde que qualificado, por meio de curso na modalidade EAD (ensino à distância), com duração mínima de 16 horas.
- C)a inserção, revisão e retirada de DIU, apenas no âmbito do SUS, desde que aprovado em capacitação técnica presencial, com carga horária mínima de 16 horas teóricas e 24 horas práticas, com no mínimo 10 inserções supervisionadas.
- D)a inserção, revisão e retirada do implante subdérmico, desde que qualificado em curso de capacitação presencial, com carga horária mínima de 12 horas teóricas e teórico-práticas e 4 horas práticas, com no mínimo 3 inserções supervisionadas durante consulta de enfermagem nos serviços de saúde.
- E)a inserção ou a retirada do implante subdérmico ou DIU, por enfermeiro capacitado para tal conforme determinação do Cofen, desde que esses procedimentos tenham sido prescritos pelo médico.
Q7oficial · TJ/MS 2026
As características definidoras de um diagnóstico de enfermagem, segundo a taxonomia da NANDA-I, podem ser definidas como
- A)fatos ou influências que têm certo tipo de relação com o diagnóstico.
- B)influências que aumentam a vulnerabilidade de indivíduo a um evento não saudável.
- C)dados subjetivos e objetivos coletados na avaliação de enfermagem que sustentam a identificação do diagnóstico.
- D)indicadores observáveis que se agrupam como manifestações de um diagnóstico.
- E)enunciados conceituais padronizados que descrevem o significado clínico do diagnóstico proposto.
Q8oficial · Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Em uma UPA, paciente do sexo feminino, 42 anos de idade, com história de dor torácica irradiada para a mandíbula, de início agudo, há cerca de 20 minutos foi admitida na sala de emergência e incluída no protocolo de dor torácica. Diante desse caso, os cuidados prioritários de enfermagem compreendem avisar a equipe médica e
- A)realizar eletrocardiograma com 12 derivações, em até 15 minutos a contar do momento de admissão da paciente na sala de emergência.
- B)realizar eletrocardiograma com 6 derivações, em até 10 minutos a contar do primeiro contato com profissional/serviço de saúde.
- C)administrar oxigênio 100%, se a saturação estiver menor que 95%.
- D)instalar sonda vesical de demora, para controle do débito urinário.
- E)realizar a monitorização, com desfibrilador prontamente disponível.
7.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: D
- A: A alternativa A admite transmissão cruzada mesmo sem sujeira aparente.
- B: A alternativa B trata luvas descartáveis como material reutilizável.
- C: A alternativa C ignora a contaminação possível durante o uso e a retirada.
- E: A alternativa E adia uma higiene necessária para aquele momento.
P2inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A normaliza uma alteração aguda potencialmente grave.
- C: A alternativa C confunde mudança aguda com declínio crônico e não demonstra irreversibilidade.
- D: A alternativa D atribui intenção ao comportamento sem fundamento.
- E: A alternativa E ignora que delirium também pode apresentar hipoatividade.
P3inédita · pré-testeResposta: E
- A: A alternativa A posterga a avaliação de sinais potencialmente graves.
- B: A alternativa B propõe espera sem investigar o risco obstétrico.
- C: A alternativa C transfere para casa uma avaliação que deve ser imediata.
- D: A alternativa D normaliza sintomas que precisam de investigação.
F1inéditaResposta: A
- B: A alternativa B utiliza localização física em vez de identificação pessoal.
- C: A alternativa C favorece confusão entre pessoas com o mesmo primeiro nome.
- D: A alternativa D substitui a checagem por familiaridade visual.
- E: A alternativa E emprega dados compartilhados ou mutáveis como identificação exclusiva.
F2inéditaResposta: C
- A: A alternativa A mantém fatores ambientais de queda.
- B: A alternativa B favorece perda funcional pela imobilidade indiscriminada.
- D: A alternativa D aumenta o risco de escorregamento.
- E: A alternativa E propõe alteração de tratamento sem avaliação profissional responsável.
F3inéditaResposta: D
- A: A alternativa A descreve pega superficial e dor, que exigem avaliação.
- B: A alternativa B descreve afastamento e sinais de sucção inadequada.
- C: A alternativa C desalinha cabeça e tronco do bebê.
- E: A alternativa E apresenta lábio invertido e estalos, sinais que justificam reavaliação da pega.
F4inéditaResposta: B
- A: A alternativa A expõe o paciente a broncoaspiração.
- C: A alternativa C também utiliza a via oral e atrasa o atendimento.
- D: A alternativa D pode agravar a hipoglicemia.
- E: A alternativa E abandona a vigilância de uma urgência.
F5inéditaResposta: E
- A: A alternativa A posterga informação necessária antes da anestesia.
- B: A alternativa B ignora informação clínica por ausência de sinalização.
- C: A alternativa C transforma prevenção em reação tardia.
- D: A alternativa D ultrapassa a atribuição do técnico e não substitui a comunicação.
Q1oficialResposta: A
- B: A alternativa B remete à teoria do déficit de autocuidado de Dorothea Orem.
- C: A alternativa C remete ao modelo de adaptação de Callista Roy.
- D: A alternativa D remete às necessidades humanas básicas de Wanda Horta.
- E: A alternativa E remete à saúde como expansão da consciência, proposta por Margaret Newman.
Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br
Q2oficialResposta: D
- A: A alternativa A avalia desempenho funcional, especialmente atividades instrumentais, por informações do acompanhante.
- B: A alternativa B avalia atividades instrumentais da vida diária.
- C: A alternativa C avalia equilíbrio e marcha, com aplicação na avaliação do risco de quedas.
- E: A alternativa E avalia independência em atividades básicas da vida diária.
Fonte: Pref. Itapevi/SP 2025 — prova em pciconcursos.com.br
Q3oficialResposta: C
- A: A alternativa A indica prioridade maior, associada a discriminadores de gravidade não descritos.
- B: A alternativa B exige discriminadores de urgência ausentes no quadro apresentado.
- D: A alternativa D reduz a prioridade além da categoria verde indicada pelos sintomas.
- E: A alternativa E é reservada à emergência com necessidade de atendimento imediato, não evidenciada no caso.
Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br
Q4oficialResposta: A
- B: A alternativa B confunde o processo de enfermagem com diagnóstico médico e prescrição medicamentosa.
- C: A alternativa C corresponde ao planejamento de resultados, posterior à avaliação e ao diagnóstico.
- D: A alternativa D é uma atividade de planejamento que depende do conhecimento prévio das necessidades.
- E: A alternativa E nega a documentação do cuidado e não caracteriza a etapa inicial.
Fonte: Pref. Sorocaba/SP 2025 — prova em pciconcursos.com.br
Q5oficialResposta: A
- B: A alternativa B troca hipertensão venosa por hipotensão e inverte a relação fisiopatológica.
- C: A alternativa C inclui sexo masculino e etilismo como determinantes gerais, sem caracterizar adequadamente o perfil clássico de risco.
- D: A alternativa D combina uma frequência e um perfil epidemiológico que não definem a distribuição típica da doença.
- E: A alternativa E afirma ausência de dor, embora dor seja manifestação possível e frequente.
Fonte: Pref. Vista Alegre do Alto/SP 2024 — prova em pciconcursos.com.br
Q6oficialResposta: D
- A: A alternativa A apresenta carga horária e requisitos de prática incompatíveis com os critérios normativos para DIU.
- B: A alternativa B substitui a capacitação presencial exigida por curso a distância.
- C: A alternativa C restringe indevidamente a atuação ao SUS. Os requisitos de capacitação do DIU que ela descreve — 16 horas teóricas/teórico-práticas, 24 práticas e pelo menos 10 inserções supervisionadas — correspondem à norma, sem afastar a avaliação de aptidão pelo preceptor.
- E: A alternativa E condiciona a atuação à prescrição médica, requisito que não fundamenta a competência descrita.
Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br
Q7oficialResposta: D
- A: A alternativa A descreve fatores relacionados, associados à origem ou manutenção da resposta humana.
- B: A alternativa B descreve fatores de risco, que aumentam a vulnerabilidade.
- C: A alternativa C abrange os dados da avaliação em geral, sem restringi-los às manifestações características do diagnóstico.
- E: A alternativa E descreve a definição do diagnóstico, não seus indicadores clínicos.
Fonte: TJ/MS 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q8oficialResposta: E
- A: A alternativa A estende o prazo do ECG além da meta de até 10 minutos.
- B: A alternativa B propõe apenas 6 derivações, quando o exame inicial padrão utiliza 12.
- C: A alternativa C prescreve oxigênio a 100% com limiar inadequado e sem individualização; a diretriz não recomenda oxigênio rotineiro sem hipoxemia.
- D: A alternativa D não é uma prioridade universal e pode atrasar medidas essenciais.
Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026 — prova em pciconcursos.com.br
7.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Diagnóstico e prescrição de enfermagem são privativos do enfermeiro.
- O técnico implementa e registra cuidados dentro de sua competência.
- Luvas não substituem higiene das mãos.
- O leito não é identificador seguro da pessoa.
- Deterioração clínica exige resposta antes de tarefas burocráticas.
- Sintomas neurológicos súbitos precisam de avaliação urgente.
- Autonomia e independência são dimensões diferentes.
- Delirium é agudo e flutuante.
- Sinais obstétricos de alarme mudam a prioridade do atendimento.
- Rastreamento de assintomáticas difere de investigação de sintomas.
Mapa de revisão
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