Matéria 03
Contabilidade Geral, Custos e Análise
O que o edital pede nesta matéria
- 1Contabilidade Geral: princípios de contabilidade; patrimônio (conceitos, elementos e variações); escrituração contábil; plano de contas; regime de competência e de caixa; lançamentos contábeis; demonstrações contábeis: balanço patrimonial, DRE, DFC e DMPL
- 2Análise das Demonstrações Contábeis: análise horizontal e vertical; indicadores econômicos e financeiros; liquidez, rentabilidade e endividamento; interpretação de resultados
- 3Contabilidade de Custos: classificação de custos; métodos de custeio (absorção, variável, ABC); apuração e controle de custos; custos no setor público
- 4Depreciação, Avaliação e Reavaliação de Ativos: depreciação, amortização e exaustão; reavaliação de ativos; avaliação patrimonial; controle do ativo imobilizado
- 5Escrituração Contábil e Fiscal: livros contábeis e fiscais; escrituração digital; conciliação contábil; regularidade fiscal
- 6Análise e Conciliação de Contas: conciliações bancárias; ajustes contábeis; identificação e correção de erros; controle de saldos
- 7Demonstrações e Relatórios Gerenciais: elaboração de balancetes; relatórios contábeis e financeiros; análise da situação patrimonial; pareceres técnicos
Contabilidade Geral, Custos e Análise · Capítulo 5
Contabilidade Geral e demonstrações contábeisAnálise das demonstrações contábeisContabilidade de custosAtivos: depreciação, avaliação e controle
Itens do edital:
- 1. Contabilidade Geral: princípios de contabilidade; patrimônio (conceitos, elementos e variações); escrituração contábil; plano de contas; regime de competência e de caixa; lançamentos contábeis; demonstrações contábeis: balanço patrimonial, DRE, DFC e DMPL
- 2. Análise das Demonstrações Contábeis: análise horizontal e vertical; indicadores econômicos e financeiros; liquidez, rentabilidade e endividamento; interpretação de resultados
- 3. Contabilidade de Custos: classificação de custos; métodos de custeio (absorção, variável, ABC); apuração e controle de custos; custos no setor público
- 4. Depreciação, Avaliação e Reavaliação de Ativos: depreciação, amortização e exaustão; reavaliação de ativos; avaliação patrimonial; controle do ativo imobilizado
5.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Uma empresa comprou uma máquina por R$ 48.000, a prazo. No momento da compra, qual lançamento representa corretamente a operação?
- A)Débito em Fornecedores e crédito em Máquinas e Equipamentos.
- B)Débito em Despesa com Máquinas e crédito em Caixa.
- C)Débito em Máquinas e Equipamentos e crédito em Fornecedores.
- D)Débito em Caixa e crédito em Fornecedores.
P2inédita
Uma sociedade apresenta ativo circulante de R$ 360.000 e passivo circulante de R$ 225.000. Qual é o índice de liquidez corrente?
- A)0,625
- B)1,35
- C)1,60
- D)R$ 585.000
P3inédita
Uma indústria adquiriu uma máquina em 1º de fevereiro. A instalação e os testes terminaram em 1º de março, quando o equipamento já podia operar como pretendido pela administração. A empresa decidiu iniciar a produção apenas em abril. Quando começa a depreciação?
- A)Na data da compra, em 1º de fevereiro.
- B)Na data do pagamento da máquina.
- C)Quando a máquina produzir a primeira unidade.
- D)Em 1º de março, quando ficou disponível para uso.
5.2 O que cai
- 1. Contabilidade Geral: princípios de contabilidade; patrimônio (conceitos, elementos e variações); escrituração contábil; plano de contas; regime de competência e de caixa; lançamentos contábeis; demonstrações contábeis: balanço patrimonial, DRE, DFC e DMPL: 663 questões da FGV, 2022–2026
- 2. Análise das Demonstrações Contábeis: análise horizontal e vertical; indicadores econômicos e financeiros; liquidez, rentabilidade e endividamento; interpretação de resultados: 95 questões da FGV, 2022–2026
- 3. Contabilidade de Custos: classificação de custos; métodos de custeio (absorção, variável, ABC); apuração e controle de custos; custos no setor público: 331 questões da FGV, 2022–2026
- 4. Depreciação, Avaliação e Reavaliação de Ativos: depreciação, amortização e exaustão; reavaliação de ativos; avaliação patrimonial; controle do ativo imobilizado: 221 questões da FGV, 2022–2026
5.3 Teoria
A prova pode combinar conceitos contábeis com cálculos e interpretação de saldos. Este capítulo prioriza o reconhecimento, as fórmulas e as diferenças que costumam mudar a resposta.
5.3.1 Contabilidade Geral e demonstrações contábeis
A contabilidade registra e comunica mudanças no patrimônio. Ativo é recurso econômico controlado; passivo, obrigação presente; patrimônio líquido, a parcela residual dos ativos depois de deduzidos os passivos.
Receitas e despesas alteram o patrimônio líquido pelo resultado. A escrituração segue o regime de competência: reconhece os efeitos quando ocorrem, não necessariamente quando o dinheiro entra ou sai. O regime de caixa acompanha recebimentos e pagamentos e não substitui a competência nas demonstrações contábeis. Sobre os princípios de contabilidade: a Resolução CFC nº 750/1993 foi revogada pela NBC TSP Estrutura Conceitual (efeitos a partir de 2017). Os princípios não deixaram de existir: passaram a constar das estruturas conceituais — a NBC TG Estrutura Conceitual (CPC 00) para as entidades em geral e a NBC TSP Estrutura Conceitual para o setor público. Nelas, a continuidade operacional é premissa subjacente e o regime de competência orienta o reconhecimento.
O plano de contas organiza contas e saldos. Todo lançamento respeita o método das partidas dobradas: débitos e créditos de igual valor. Por exemplo, uma venda a prazo aumenta Clientes e Receita, ainda que o recebimento ocorra depois.
| Demonstração | O que evidencia |
|---|---|
| Balanço Patrimonial | Ativos, passivos e patrimônio líquido em uma data |
| DRE | Receitas, despesas e resultado do período |
| DFC | Entradas e saídas de caixa e equivalentes |
| DMPL | Mudanças nas contas do patrimônio líquido |
Para o saldo de Clientes, parte-se do valor a receber e deduz-se a perda de crédito esperada. Em vendas de R$ 900.000, com 60% recebidos e perda estimada de 2% sobre o restante: R$ 360.000 × 2% = R$ 7.200; saldo líquido = R$ 352.800. Não se confunde esse ajuste com a baixa integral da conta. O balanço apresenta a posição patrimonial; a DRE apura o resultado; a DFC explica a movimentação de caixa; e a DMPL detalha as alterações do patrimônio líquido.
Base legal: NBC TG Estrutura Conceitual; Lei 6.404/1976, arts. 176, 177, 178 e 187; CPC 03 (R2); CPC 48
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2025
No ano de 2024, uma sociedade empresária realizou R$ 900.000,00 em vendas. Do valor, 60% foi recebido no próprio ano, enquanto o restante tem prazo de recebimento em 2025. A sociedade empresária estima inadimplência de 2%. O saldo líquido da conta “Clientes” em 31/12/2024, apresentado no balanço patrimonial, foi de
- A)R$ 352.800,00.
- B)R$ 360.000,00.
- C)R$ 540.000,00.
- D)R$ 882.000,00.
- E)R$ 900.000,00.
Resposta: A
Conceito: Clientes são apresentados pelo valor a receber, deduzido da perda de crédito estimada.
Raciocínio: Dos R$ 900.000 em vendas, 40% serão recebidos em 2025: R$ 360.000. A estimativa de inadimplência é 2% desse saldo, ou R$ 7.200. Logo, Clientes líquido corresponde a R$ 360.000 − R$ 7.200 = R$ 352.800.
Pegadinha: A perda deve ser calculada sobre o saldo a receber, não sobre o total das vendas do período.
Base: CPC 48, itens 5.5.3 e 5.5.15, sobre reconhecimento de perdas de crédito esperadas em recebíveis comerciais; CPC 26, apresentação de ativos pelo valor líquido aplicável.
5.3.2 Análise das demonstrações contábeis
A análise vertical mostra a participação de cada conta em uma base do mesmo período. No balanço, é comum dividir cada conta do ativo pelo ativo total; na DRE, cada linha costuma ser comparada com a receita líquida. A análise horizontal compara a evolução de uma mesma conta entre períodos. O índice de variação é: (valor atual ÷ valor-base − 1) × 100%.
| Indicador | Fórmula usual | Leitura básica |
|---|---|---|
| Liquidez corrente | Ativo circulante ÷ Passivo circulante | Cobertura de obrigações de curto prazo |
| Liquidez seca | (Ativo circulante − Estoques) ÷ Passivo circulante | Cobertura sem depender dos estoques |
| Endividamento geral | Passivo exigível ÷ Ativo total | Parcela do ativo financiada por terceiros |
| Margem líquida | Lucro líquido ÷ Receita líquida | Lucro obtido por unidade de receita |
| ROA | Lucro líquido ÷ Ativo total | Retorno sobre os ativos |
No Modelo Fleuriet, reclassificam-se contas circulantes em operacionais e financeiras. A necessidade de capital de giro (NCG) é ativo circulante operacional menos passivo circulante operacional. O saldo de tesouraria (ST) é ativo circulante financeiro menos passivo circulante financeiro. Também se obtém ST por capital de giro (CDG) menos NCG. Assim, não confunda ST com ativo circulante menos passivo circulante: essa última diferença é o capital circulante líquido convencional. A análise deve considerar tendência, composição das contas e contexto; um índice isolado não prova solvência nem insolvência.
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · CPRM 2025
Através da análise vertical do Balanço Patrimonial de uma entidade em dois exercícios, foi constatado que, em 2023, o ativo circulante correspondia a 40% do ativo total. Já em 2024, ele correspondia a 15% do ativo. Assinale a opção que indica uma possível causa para a diminuição da porcentagem.
- A)venda de estoque à vista, com lucro.
- B)venda de participação em empresa para recebimento em 120 dias, com prejuízo.
- C)pagamento de dividendos aos acionistas.
- D)reconhecimento de despesas, para pagamento no futuro.
- E)reconhecimento de perda de recuperabilidade de ativo imobilizado.
Resposta: C
Conceito: A análise vertical do Balanço Patrimonial expressa cada grupo como proporção do ativo total.
Raciocínio: O pagamento de dividendos reduz as disponibilidades e o ativo total. Se o ativo circulante representar menos que o ativo total, a retirada de um valor do ativo circulante reduz sua participação percentual no total. Por isso, o pagamento de dividendos pode explicar a queda observada.
Pegadinha: Na análise vertical, observe o efeito proporcional sobre o numerador e o denominador. Não basta identificar que o patrimônio líquido diminui.
Base: Análise vertical do Balanço Patrimonial: participação do grupo = valor do grupo ÷ ativo total. CPC 26 (R1), apresentação das demonstrações contábeis.
5.3.3 Contabilidade de custos
Classifique custos pelo comportamento e pela identificação. Fixos não variam no total dentro de certa faixa de atividade; variáveis acompanham o volume. Diretos são atribuídos ao produto com identificação objetiva; indiretos exigem rateio. A classificação depende do objeto analisado: um gasto pode ser direto para um setor e indireto para cada produto.
| Método | Tratamento central | Uso ou efeito típico |
|---|---|---|
| Absorção | Estoque recebe custos de produção fixos e variáveis | Atende à mensuração contábil dos estoques |
| Variável | Estoque recebe custos variáveis de produção | Custos fixos de produção vão ao resultado do período |
| ABC | Atividades acumulam custos indiretos, depois atribuídos por direcionadores | Refina o rastreamento do consumo de atividades |
No custeio por absorção, os custos de fabricação integram o estoque; despesas administrativas e de venda não viram custo do produto. No variável, o custo fixo fabril não fica no estoque, o que pode alterar o lucro quando produção e vendas diferem. O ABC não elimina a necessidade de escolher direcionadores coerentes.
No setor público, a informação de custos apoia planejamento, controle e avaliação de serviços e resultados. Identifique objeto de custo, unidade de acumulação e critério de atribuição. Não confunda custo com desembolso: a compra de um equipamento pode gerar custo ao longo do uso, enquanto o pagamento ocorre em outro momento. A NBC TSP 34 orienta a informação de custos no setor público.
Base legal: CPC 16 (R1), itens 10 a 13; NBC TSP 34
Esquema
Classificação dos custos
Custos
Comportamento
Fixos ou variáveis
Identificação
Diretos ou indiretos
5.3.4 Ativos: depreciação, avaliação e controle
Depreciação, amortização e exaustão alocam sistematicamente o valor depreciável ao longo do período de consumo do ativo.
Depreciação aplica-se, em regra, a ativos imobilizados tangíveis; amortização, a intangíveis de vida útil definida; exaustão, à exploração de recursos naturais. O cálculo da depreciação considera custo, valor residual e vida útil. Começa quando o ativo está disponível para uso; o terreno normalmente não é depreciado, salvo se tiver vida útil limitada.
| Tema | Regra essencial | Cuidado de prova |
|---|---|---|
| Depreciação | Alocação do valor depreciável pela vida útil | Não é avaliação do preço de mercado |
| Amortização | Alocação do intangível com vida útil definida | Direito com prazo definido é amortizado |
| Estoques | Menor entre custo e valor realizável líquido | Não se aumenta o saldo por valorização de mercado |
| Imobilizado | Reconhecimento inicial pelo custo | Pagamento a prazo pode conter componente financeiro |
Para imobilizado adquirido com pagamento diferido além das condições usuais de crédito, o custo inicial corresponde ao equivalente à vista; a diferença é, em regra, despesa financeira ao longo do prazo, salvo capitalização admitida. Estoques ficam pelo menor entre custo e valor realizável líquido. Se este cair abaixo do custo, reconhece-se perda estimada, sem aguardar a venda. Isso não é provisão de passivo.
A redução ao valor recuperável trata de perda por impossibilidade de recuperar o valor contábil. Já a reavaliação para cima não é uma opção geral para companhias: ajustes a valor justo dependem dos casos previstos em lei ou normas aplicáveis. Desde a Lei 11.638/2007, as sociedades não fazem reavaliação espontânea de ativos. No setor público é diferente: a NBC TSP 07 (Ativo Imobilizado) permite, após o reconhecimento inicial, escolher por classe de ativos entre o modelo do custo e o modelo da reavaliação, e o MCASP trata da reavaliação, da redução ao valor recuperável, da depreciação, da amortização e da exaustão dos bens públicos. O controle do imobilizado deve permitir identificar o bem, seu custo, localização, responsável, vida útil, depreciação acumulada e perdas reconhecidas.
Base legal: CPC 27, itens 23, 50, 55 e 58; CPC 04 (R1); CPC 16 (R1), itens 9 e 28; CPC 01 (R1); Lei 6.404/1976, arts. 182, § 3º, e 183; Lei 11.638/2007
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · DPE/RO 2025
Em 01/01/2025, uma instituição financeira adquiriu, por R$ 600.000, o direito sobre a folha de pagamento dos funcionários de uma entidade pública por 3 anos. O banco deve reconhecer uma despesa de R$ 200.000 ao ano por conta da
- A)exaustão.
- B)amortização.
- C)depreciação.
- D)provisão para perda.
- E)perda de recuperabilidade.
Resposta: B
Conceito: Amortização é a alocação sistemática do valor amortizável de um ativo intangível com vida útil definida.
Raciocínio: O banco adquiriu um direito contratual que dura três anos. Sendo o custo de R$ 600.000 e supondo alocação linear ao longo desse prazo, a despesa anual é R$ 600.000 ÷ 3 = R$ 200.000. A despesa é amortização porque se trata de um direito intangível de prazo definido.
Pegadinha: O direito tem valor econômico, mas não é um bem tangível sujeito à depreciação. Seu prazo contratual definido leva à amortização.
Base: CPC 04 (R1), itens 97 a 106: amortização de ativo intangível com vida útil definida.
Pegadinha de prova
Tesouraria no Modelo Fleuriet
Saldo de tesouraria = ativo circulante financeiro − passivo circulante financeiro. Não use ativo circulante menos passivo circulante.
Pegadinha de prova
Estoque abaixo do custo
Compare custo com valor realizável líquido. Reconheça a redução se este for menor; não espere a venda nem registre provisão de passivo.
Atenção
Reavaliação de imobilizado
A reavaliação para cima não é uma escolha geral para companhias. Ajuste a valor justo somente nos casos previstos na legislação e nas normas aplicáveis.
5.4 Exemplo resolvido
Uma indústria produziu 1.000 unidades. Por unidade, incorreu em R$ 30 de material direto, R$ 20 de mão de obra direta e R$ 10 de custos indiretos variáveis. Os custos fixos de fabricação foram R$ 12.000. Vendeu 800 unidades por R$ 90 cada e não teve outros gastos. Pelo custeio variável, qual foi o resultado do período?
A) R$ 9.600 B) R$ 12.000 C) R$ 14.400 D) R$ 18.000
- Some os custos variáveis de fabricação por unidade: R$ 30 + R$ 20 + R$ 10 = R$ 60.
- Calcule a receita: 800 × R$ 90 = R$ 72.000.
- Calcule o custo variável das unidades vendidas: 800 × R$ 60 = R$ 48.000.
- No custeio variável, deduza também os custos fixos de fabricação do período: R$ 12.000.
Resposta: B) R$ 12.000. Resultado = R$ 72.000 − R$ 48.000 − R$ 12.000.
5.5 Fixação
Questões inéditas.
F1inédita
Uma indústria fabrica produtos e utiliza o custeio por absorção. Ao apurar o custo dos produtos, qual tratamento deve dar aos custos fixos de fabricação?
- A)Reconhecê-los sempre como despesas do período, sem incluí-los nos estoques.
- B)Incluí-los no custo dos produtos por meio de alocação sistemática.
- C)Incluí-los no custo apenas quando houver pagamento no período.
- D)Registrá-los diretamente no patrimônio líquido.
F2inédita
Uma entidade pagou à vista pela aquisição de um veículo destinado ao uso por vários anos em suas atividades. Na Demonstração dos Fluxos de Caixa, esse pagamento é classificado, em regra, como fluxo de caixa de qual atividade?
- A)Operacional.
- B)De financiamento.
- C)Sem efeito na Demonstração dos Fluxos de Caixa.
- D)De investimento.
F3inédita
As vendas líquidas de uma empresa foram de R$ 800.000 no ano-base e de R$ 920.000 no ano seguinte. Qual foi a variação percentual das vendas na análise horizontal, tomando o ano-base como referência?
- A)15%
- B)12%
- C)20%
- D)115%
F4inédita
Uma empresa vendeu R$ 780.000 no período e incorreu em R$ 468.000 de custos e despesas variáveis. Qual foi a margem de contribuição total?
- A)R$ 468.000.
- B)R$ 1.248.000.
- C)R$ 312.000.
- D)R$ 780.000.
F5inédita
Uma máquina foi reconhecida pelo custo de R$ 360.000. A entidade estima valor residual de R$ 24.000 ao fim da vida útil. Qual é o valor depreciável do ativo?
- A)R$ 384.000.
- B)R$ 336.000.
- C)R$ 360.000.
- D)R$ 24.000.
5.6 Questões oficiais da FGV
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · MP/ES 2026
Ao analisar a situação financeira de uma sociedade empresária, um Engenheiro de Produção utilizou o Modelo Fleuriet para avaliar sua capacidade de honrar compromissos financeiros de curto prazo. Entre os indicadores calculados, determinou-se o saldo de tesouraria da sociedade empresária, que corresponde à diferença entre
- A)os ativos financeiros de curto prazo e os passivos financeiros de curto prazo.
- B)os ativos circulantes operacionais e os passivos circulantes operacionais.
- C)os investimentos permanentes e as dívidas de curto prazo.
- D)o capital de giro e as dívidas de curto prazo.
- E)o ativo circulante e o passivo circulante.
Q2oficial · NAV BRASIL 2026
Em dezembro de 2025, uma entidade adquiriu um terreno cujo preço de referência era R$ 600.000 para utilizar em sua atividade. A entidade optou por comprar a prazo, de modo que o pagamento está programado para ser efetuado em duas parcelas de R$ 300.000, em dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Se o pagamento tivesse sido realizado a vista, o valor pago teria sido de R$ 580.000. De acordo com o conteúdo da NBC TG Estrutura Conceitual- Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro, em 31/12/2025, o terreno é reconhecido no Balanço Patrimonial por
- A)R$ 290.000.
- B)R$ 300.000.
- C)R$ 580.000.
- D)R$ 600.000.
- E)R$ 640.000.
Q3oficial · TCE/SC 2026
Os estoques são mensurados inicialmente pelo custo de aquisição. Contudo, quando o valor de mercado torna-se inferior a esse custo, a contabilidade determina o reconhecimento da perda, de modo que o ativo não seja apresentado por valor superior ao efetivamente recuperável. Com base nesse critério, o procedimento a ser adotado, quando o valor de mercado do estoque for inferior a seu custo de aquisição, é
- A)constituir provisão para perdas correspondente à diferença entre o custo e o valor de mercado, reduzindo o estoque ao seu montante recuperável.
- B)aguardar a efetiva alienação do estoque para, somente então, registrar a diferença entre o custo de aquisição e o valor obtido na venda.
- C)ajustar o valor contábil do estoque para cima sempre que o valor de mercado superar o custo registrado, reconhecendo o ganho no resultado.
- D)baixar integralmente o estoque a débito de despesa operacional no momento em que a queda do valor de mercado for constatada.
- E)manter o estoque pelo custo histórico enquanto não houver desembolso efetivo, pois perdas não realizadas financeiramente não afetam o resultado contábil.
Q4oficial · TCE/RR 2025
Leia o fragmento a seguir. De acordo com a estrutura da Lei 6.404/76 e alterações, na Demonstração do Resultado do Exercício, a apuração do lucro líquido é realizada após _____, mas antes _____. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
- A)a distribuição do resultado / da incorporação da reserva de lucros
- B)o reconhecimento do imposto de renda / da distribuição do resultado
- C)a distribuição do resultado / do reconhecimento do aumento de capital social
- D)o reconhecimento do imposto de renda / do reconhecimento de perda por recuperabilidade dos ativos
- E)o reconhecimento do imposto de renda / do reconhecimento de despesas com a constituição de provisões
Q5oficial · NITTRANS 2025
Em 31/12/2024, uma entidade apresentava os seguintes saldos em seu Balanço Patrimonial: Dividendos a pagar (90 dias): R$ 15.000; Fornecedores (120 dias): R$ 20.000; Salários a pagar (30 dias): R$ 25.000; Disponibilidades: R$ 40.000; Estoques para venda no curto prazo: R$ 60.000; Contas a pagar (380 dias): R$ 70.000; Patrimônio Líquido: R$ 120.000; Móveis e utensílios utilizados na atividade: R$ 150.000. Assinale a opção que demonstra o indicador de endividamento geral da entidade, em 31/12/2024
- A)0,36.
- B)0,48.
- C)0,52.
- D)0,64.
- E)1,08.
Q6oficial · PREF/CUIABA/MT 2025
Em 01/11/2024, uma sociedade empresária localizada em Cuiabá adquiriu, de um fornecedor em Salvador, uma máquina para utilizar em seu negócio por R$ 50.000. Se a máquina tivesse sido adquirido em Cuiabá, teria custado R$ 54.000. A sociedade empresária pagou R$ 3.000 pelo frete e R$ 2.000 pelo seguro do transporte. Além disso, a vida útil foi estimada em dez anos. Assinale a opção que indica a despesa anual de depreciação da máquina, considerando que a sociedade empresária deprecia os seus ativos imobilizados de acordo com o método da linha reta:
- A)R$ 5.000.
- B)R$ 5.200.
- C)R$ 5.300.
- D)R$ 5.400.
- E)R$ 5.500.
Q7oficial · TCE/PE 2025
Em 02/01/2024, uma entidade apresentava como único ativo, a conta Disponibilidades, com saldo de R$400.000. Em 2024, aconteceram os seguintes fatos: • Compra à vista de R$80.000 em estoques; • Compra de móveis e utensílios no valor de R$50.000, para pagamento em janeiro de 2025; • Pagamento de R$48.000 em aluguel antecipado. Metade do valor foi reconhecido como despesa no ano e o restante será reconhecido em 2025; • Reconhecimento e pagamento de despesas gerais no valor de R$60.000; • Reconhecimento de despesa de depreciação de R$15.000. • Venda de todo o estoque por R$150.000, à vista. Ao realizar a análise vertical do balanço patrimonial em 31/12/2024, verifica-se que o ativo circulante corresponde, aproximadamente, à seguinte proporção do total do ativo:
- A)0,77.
- B)0,88.
- C)0,89.
- D)0,90.
- E)0,92.
5.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: C
- A: A alternativa A inverte os lançamentos: debita a obrigação e credita o ativo.
- B: A alternativa B reconhece uma despesa e uma saída de caixa, embora a máquina seja um ativo e a compra tenha sido a prazo.
- D: A alternativa D reconhece entrada de caixa, mas a operação não gerou recebimento.
P2inédita · pré-testeResposta: C
- A: A alternativa A resulta da divisão inversa, entre passivo circulante e ativo circulante.
- B: A alternativa B não resulta da divisão dos valores informados.
- D: A alternativa D soma os valores; o indicador é uma razão, não uma soma.
P3inédita · pré-testeResposta: D
- A: A alternativa A antecipa o início: a máquina ainda não estava pronta para uso na data da compra.
- B: A alternativa B confunde o fluxo financeiro com o momento em que o ativo fica disponível para uso.
- C: A alternativa C considera o uso efetivo, embora o critério seja a disponibilidade para uso.
F1inéditaResposta: B
- A: A alternativa A descreve tratamento associado ao custeio variável, não ao custeio por absorção.
- C: A alternativa C confunde reconhecimento contábil com pagamento; o regime de caixa não define a composição do custo.
- D: A alternativa D não corresponde ao tratamento dos custos de fabricação, que não são lançados diretamente no patrimônio líquido.
F2inéditaResposta: D
- A: A alternativa A confunde a aquisição de um ativo de longo prazo com os recebimentos e pagamentos ligados às atividades principais da entidade.
- B: A alternativa B se aplica a operações que alteram o capital próprio ou os empréstimos da entidade, não à compra do veículo.
- C: A alternativa C ignora que houve pagamento em caixa; portanto, a operação afeta a demonstração.
F3inéditaResposta: A
- B: A alternativa B não resulta da comparação da variação com o valor do ano-base.
- C: A alternativa C usa um percentual maior que o obtido pela divisão da variação pelo valor-base.
- D: A alternativa D expressa o valor do ano seguinte como percentual do ano-base, sem subtrair a base para encontrar a variação.
F4inéditaResposta: C
- A: A alternativa A corresponde apenas aos custos e às despesas variáveis, não à margem de contribuição.
- B: A alternativa B soma vendas e gastos variáveis, em vez de subtraí-los.
- D: A alternativa D repete o valor das vendas sem deduzir os gastos variáveis.
F5inéditaResposta: B
- A: A alternativa A soma o valor residual ao custo, embora ele deva ser deduzido.
- C: A alternativa C desconsidera o valor residual estimado.
- D: A alternativa D apresenta somente o valor residual, não a parcela depreciável.
Q1oficialResposta: A
- B: A alternativa B descreve a necessidade de capital de giro: ativo circulante operacional menos passivo circulante operacional.
- C: A alternativa C mistura investimentos permanentes e dívidas de curto prazo. Essa não é a composição do saldo de tesouraria.
- D: A alternativa D subtrai dívidas de curto prazo do capital de giro, sem separar contas operacionais e financeiras conforme o Modelo Fleuriet.
- E: A alternativa E corresponde ao capital circulante líquido, não ao saldo de tesouraria.
Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q2oficialResposta: C
- A: A alternativa A considera apenas metade do preço à vista, embora o terreno inteiro tenha sido adquirido.
- B: A alternativa B usa somente o valor da primeira parcela e ignora o valor do ativo adquirido.
- D: A alternativa D registra o total nominal a prazo como custo do terreno, sem separar o componente de financiamento.
- E: A alternativa E acrescenta ao preço valores que não constam do enunciado.
Fonte: NAV BRASIL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q3oficialResposta: A
- B: A alternativa B adia o reconhecimento até a venda. Isso contraria o reconhecimento tempestivo da perda quando o valor realizável líquido já está abaixo do custo.
- C: A alternativa C reconhece ganho por aumento de mercado acima do custo. O estoque não é elevado acima do custo por essa razão.
- D: A alternativa D baixa todo o estoque, embora a perda possa ser apenas parcial.
- E: A alternativa E condiciona o reconhecimento a um desembolso, mas a perda de valor do estoque pode afetar o resultado sem saída de caixa.
Fonte: TCE/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q4oficialResposta: B
- A: A alternativa A coloca a distribuição do resultado antes do lucro líquido, invertendo a sequência contábil.
- C: A alternativa C também situa a distribuição antes da apuração do lucro líquido. Aumento de capital não é o marco que completa a sequência da DRE.
- D: A alternativa D coloca o reconhecimento de perda por recuperabilidade depois da apuração do imposto, embora essa despesa deva ser reconhecida no resultado quando aplicável.
- E: A alternativa E também desloca despesas com provisões para depois do imposto. Despesas reconhecidas no resultado afetam a apuração do lucro antes do imposto, conforme sua natureza.
Fonte: TCE/RR 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
Q5oficialResposta: C
- A: A alternativa A não resulta da divisão do passivo exigível total pelo ativo total.
- B: A alternativa B também não corresponde à relação entre capitais de terceiros e ativos totais.
- D: A alternativa D pode decorrer de usar uma base ou um numerador inadequados; o passivo exigível total é R$ 130.000, não R$ 160.000.
- E: A alternativa E supera 1 e resulta de confundir o endividamento geral com outra relação entre passivo e patrimônio líquido.
Fonte: NITTRANS 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
Q6oficialResposta: E
- A: A alternativa A calcula a depreciação apenas sobre o preço de compra e ignora frete e seguro diretamente atribuíveis.
- B: A alternativa B considera um valor que não corresponde ao custo efetivo nem ao custo acrescido dos gastos necessários.
- C: A alternativa C também não soma corretamente o preço de aquisição, o frete e o seguro.
- D: A alternativa D usa o preço hipotético de R$ 54.000 como base, em vez do custo efetivamente incorrido, incluindo os gastos de transporte.
Fonte: PREF/CUIABA/MT 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
Q7oficialResposta: E
- A: A alternativa A resulta de um cálculo que deixa de considerar corretamente um ou mais saldos finais do ativo.
- B: A alternativa B não corresponde à divisão do ativo circulante final, R$ 386.000, pelo ativo total, R$ 421.000.
- C: A alternativa C também não reproduz a proporção obtida com os saldos finais dos ativos.
- D: A alternativa D arredonda para 0,90, mas a razão calculada é aproximadamente 0,917, que arredonda para 0,92.
Fonte: TCE/PE 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
5.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- O regime de competência reconhece efeitos quando ocorrem, não quando o caixa se movimenta.
- No balanço, ativo = passivo exigível + patrimônio líquido.
- A análise vertical compara contas com uma base do mesmo período.
- A análise horizontal acompanha a variação de uma conta entre períodos.
- No Modelo Fleuriet, ST = ativo financeiro de curto prazo − passivo financeiro de curto prazo.
- No custeio por absorção, custos fixos e variáveis de fabricação integram o estoque.
- No custeio variável, custos fixos de fabricação são despesas do período.
- Depreciação aloca valor depreciável; não mede, por si só, valor de mercado.
- Direito intangível de vida útil definida é amortizado.
- Estoque é mensurado pelo menor entre custo e valor realizável líquido.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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