Conhecimentos Específicos – Professor – Pedagogia · Capítulo 14
Diretrizes Curriculares do Ensino MédioDiretrizes para Educação de Jovens e AdultosDiretrizes para Educação EspecialHistória da Educação no Brasil
Itens do edital:
- 5. As diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Médio.
- 6. Diretrizes para Educação de Jovens e Adultos.
- 7. Diretrizes para Educação Especial.
- 8. História da Educação (Brasil).
14.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Na elaboração do currículo do ensino médio, a equipe pretende articular componentes curriculares em áreas do conhecimento. Qual é a finalidade dessa organização segundo as diretrizes nacionais?
- A)Impedir projetos interdisciplinares para preservar a separação rígida entre áreas.
- B)Restringir o currículo a conteúdos úteis apenas para o ingresso imediato no mercado de trabalho.
- C)Substituir todo conhecimento disciplinar por atividades livres escolhidas sem orientação docente.
- D)Promover integração e contextualização das aprendizagens, sem eliminar os conhecimentos e componentes curriculares previstos.
P2inédita
Uma pessoa adulta que não concluiu a educação básica procura uma escola para retomar os estudos. Qual princípio orienta a oferta da EJA?
- A)A EJA é destinada somente a quem nunca frequentou escola e não pode atender quem teve escolarização interrompida.
- B)A matrícula na EJA elimina a necessidade de considerar a experiência de vida do estudante.
- C)A educação de jovens e adultos constitui instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida.
- D)A EJA deve reproduzir integralmente horários, metodologias e materiais da escolarização infantil.
P3inédita
Um estudante público-alvo da educação especial necessita de recursos de acessibilidade para acompanhar as aulas da turma. Qual é a função do Atendimento Educacional Especializado?
- A)Substituir a escolarização comum por atendimento exclusivo em sala separada.
- B)Complementar ou suplementar a formação do estudante, por meio de serviços e recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem barreiras.
- C)Dispensar o estudante de todo o currículo comum, sempre que houver necessidade de apoio.
- D)Transferir integralmente ao profissional do AEE a responsabilidade pela escolarização do estudante.
14.2 O que cai
- 5. As diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Médio.: 21 questões da banca, 2023–2026
- 6. Diretrizes para Educação de Jovens e Adultos.: 21 questões da banca, 2021–2026
- 7. Diretrizes para Educação Especial.: 327 questões da banca, 2021–2026
- 8. História da Educação (Brasil).: 137 questões da banca, 2021–2026
14.3 Teoria
As diretrizes orientam currículo, inclusão e organização das modalidades de ensino. Conheça também marcos da história da educação brasileira e seus efeitos na escola contemporânea.
14.3.1 Diretrizes Curriculares do Ensino Médio
As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio orientam a organização pedagógica, a formação integral e a articulação entre formação geral básica e itinerários formativos.
A BNCC organiza aprendizagens por áreas: Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Linguagens analisa diferentes semioses e como se articulam na produção de sentidos. Matemática valoriza representações, argumentação e validação de raciocínios. Ciências da Natureza desenvolve pensamento científico e articula fenômenos naturais e sociais, sem reforçar dicotomia rígida. Ciências Humanas propõe investigar interpretações e evidências, não memorizar fatos como verdades incontroversas.
A Lei nº 14.945/2024 modificou a LDB e reestruturou a etapa. A formação geral básica é assegurada ao longo do Ensino Médio, e itinerários aprofundam áreas ou formação técnica e profissional conforme oferta e regras do sistema. A escolha do estudante importa, mas depende de opções efetivamente disponibilizadas pela rede; não há garantia automática de qualquer percurso em qualquer escola. A carga horária anual mínima é de 1.000 horas. A formação geral básica tem mínimo de 2.400 horas no conjunto do curso. No percurso de formação técnica e profissional, o mínimo de formação geral básica é de 2.100 horas; desse total, admite-se que até 300 horas sejam destinadas ao aprofundamento de conteúdos da BNCC diretamente relacionados à formação técnica profissional oferecida. Não confunda horas anuais com totais do curso.
O planejamento deve integrar competências e conhecimentos, considerar contexto local e assegurar equidade. Formação técnica pode compor itinerário, mas não autoriza substituir livremente a formação comum por conteúdos sem relação com a proposta curricular. Sistemas de ensino regulamentam implementação e transição. Consulte sempre a legislação atual, não reproduza automaticamente a estrutura anterior à reforma.
Base legal: Lei nº 9.394/1996 (LDB), arts. 24, 35-B, 35-C e 36; Lei nº 14.945/2024; Resolução CNE/CEB nº 3/2018; Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – Ensino Médio
14.3.2 Diretrizes para Educação de Jovens e Adultos
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) destina-se a quem não teve acesso ou continuidade de estudos na idade própria.
É modalidade da educação básica, não ensino de menor valor. Deve considerar características, interesses e condições de vida e trabalho dos estudantes, articular-se preferencialmente à educação profissional e oferecer oportunidades adequadas de aprendizagem. Os sistemas definem organização, exames e cursos segundo as normas nacionais. A idade mínima para exames de conclusão e ingresso em cursos é estabelecida pela legislação educacional; não confunda oferta de EJA com certificação automática.
A proposta pedagógica valoriza saberes construídos no trabalho, na comunidade e na vida. Currículo, tempos e metodologias podem ser flexíveis, mas devem assegurar objetivos e aprendizagens essenciais. A avaliação acompanha o progresso e orienta apoio, sem tratar adultos como crianças ou reduzir o currículo a atividades descontextualizadas. A oferta pode ocorrer em regime presencial e, nos termos das normas aplicáveis, com organização apropriada à modalidade. A escola deve facilitar acesso e permanência, considerando jornadas de trabalho, responsabilidades familiares e diversidade cultural.
Na escolarização de pessoas surdas, a Libras, a língua portuguesa escrita e a diversidade de trajetórias linguísticas demandam planejamento e recursos adequados. Níveis didáticos de proficiência podem auxiliar a organização, mas não substituem avaliação individual e não devem cristalizar expectativas. Estudantes podem chegar à EJA com diferentes repertórios e histórias de acesso à Libras. O planejamento deve reconhecer identidade linguística e cultural, promover participação e ajustar apoio. Evite pressupor que todo estudante surdo tem o mesmo nível linguístico ou experiência escolar.
Base legal: Lei nº 9.394/1996 (LDB), arts. 37 e 38; Resolução CNE/CEB nº 3/2025; Lei nº 10.436/2002; Decreto nº 5.626/2005
14.3.3 Diretrizes para Educação Especial
A Educação Especial é modalidade transversal que oferece recursos, serviços e estratégias para remover barreiras e favorecer acesso, participação e aprendizagem.
O estudante com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades/superdotação deve ter assegurada a escolarização em classe comum, com apoios necessários. Atendimento Educacional Especializado (AEE) identifica e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade; tem caráter complementar ou suplementar, não substitui matrícula nem atividades curriculares comuns. A escola planeja em colaboração entre professor da classe, AEE, família e demais profissionais, conforme necessidade.
Inclusão não significa exigir que o estudante faça tudo sem adaptação, nem dispensá-lo das aprendizagens. A equipe pode ajustar materiais, comunicação, tempo, formas de participação e avaliação, preservando objetivos educacionais e participação coletiva. Encaminhar para atividade separada como regra ou atribuir toda responsabilidade ao AEE enfraquece a inclusão. A acessibilidade inclui recursos de comunicação, tecnologia assistiva e estratégias compatíveis com necessidades sensoriais e cognitivas.
Pessoas surdocegas podem usar formas de comunicação distintas, escolhidas conforme perfil e contexto. Escrita na mão traça letras em área tátil; Tadoma percebe movimentos e vibrações da fala pelo contato das mãos no rosto e pescoço do interlocutor; comunicação social háptica transmite informações contextuais por toques convencionados; fala ampliada dirige fala articulada e audível, aproveitando resíduos auditivos. Não se deve impor um único sistema. A escola consulta o estudante e os profissionais qualificados, garante guia-interpretação quando necessário e verifica se a comunicação assegura acesso real à informação e participação.
Base legal: Lei nº 9.394/1996 (LDB), arts. 4º, 58 e 59; Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão); Decreto nº 12.686/2025; Lei nº 10.436/2002
14.3.4 História da Educação no Brasil
A história da educação brasileira reflete disputas sobre quem tem direito à escolarização, quais conhecimentos são valorizados e qual projeto de sociedade a escola atende.
No período colonial, a educação formal esteve ligada à ação dos jesuítas e à catequese, com acesso profundamente desigual. Após a expulsão dos jesuítas no século XVIII, reformas estatais buscaram reorganizar o ensino, mas não produziram acesso universal. No Império, a Constituição de 1824 reconheceu instrução primária gratuita, sem assegurar sua efetivação ampla. A República ampliou sistemas e debates, mantendo fortes desigualdades regionais e sociais.
No século XX, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova defendeu escola pública, laica, gratuita e obrigatória, influenciando debates sobre sistema nacional. A expansão escolar avançou, mas o acesso e a permanência continuaram desiguais. Durante o regime militar, reformas reorganizaram níveis e profissionalização; a redemocratização retomou gestão democrática e direito universal à educação. A Constituição de 1988 consolidou educação como direito de todos e dever do Estado e da família. A LDB de 1996 estruturou a educação nacional e definiu níveis e modalidades.
Ao analisar políticas educacionais, relacione contexto histórico, legislação, financiamento, formação docente e movimentos sociais. Evite narrativas lineares de progresso: expansão de matrículas não elimina desigualdade de qualidade, exclusão ou disputa curricular. A história também inclui resistência de povos indígenas, população negra, movimentos de educação popular e iniciativas comunitárias. As reformas contemporâneas devem ser compreendidas por seus objetivos declarados e efeitos concretos, não apenas por seus textos legais.
Base legal: Constituição Política do Império do Brasil de 1824; Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, arts. 205 e 206; Lei nº 9.394/1996 (LDB)
Pegadinha da banca
AEE não substitui a classe comum
O atendimento organiza apoio e acessibilidade; não afasta o estudante do currículo comum.
Pegadinha da banca
Itinerário depende da oferta
A escolha é orientada, mas não cria direito a percurso que a rede não disponibiliza.
Atenção
Mudança no Ensino Médio
A Lei nº 14.945/2024 alterou a organização curricular e deve prevalecer sobre modelos antigos.
14.4 Exemplo resolvido
Uma escola organiza para estudante com deficiência atividades do AEE no contraturno e adapta materiais para sua participação nas aulas comuns. O AEE substitui a escolarização da classe comum? A) Sim, sempre que houver necessidade de apoio. B) Sim, se a família consentir. C) Não; o AEE complementa ou suplementa a formação e não substitui a classe comum. D) Não, pois o estudante não pode receber AEE.
- O AEE organiza recursos e estratégias de acessibilidade para apoiar a escolarização.
- Seu caráter é complementar ou suplementar, não substitutivo das atividades curriculares comuns.
- A adaptação favorece participação do estudante na classe comum.
Resposta: C) Não; o AEE complementa ou suplementa a formação e não substitui a classe comum.
14.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
No período colonial, qual característica marcou a atuação educacional da Companhia de Jesus no Brasil?
- A)A substituição da ação missionária por uma rede estatal de ensino laico em todo o território.
- B)A organização de colégios e da catequese como parte central da ação missionária jesuítica.
- C)A implantação de universidades autônomas com acesso igualitário para indígenas e colonos.
- D)A criação de um sistema universal, público e gratuito de ensino obrigatório para toda a população.
F2inédita
Ao organizar uma turma de EJA, a escola considera que estudantes trabalhadores têm horários e trajetórias escolares variados. Qual decisão pedagógica é mais coerente com as diretrizes da modalidade?
- A)Impor calendário e estratégias idênticos aos de crianças, sem considerar condições de vida dos estudantes.
- B)Condicionar a matrícula à comprovação de emprego formal em horário integral.
- C)Planejar uma oferta adequada às características, interesses, condições de vida e de trabalho dos jovens e adultos.
- D)Impedir aproveitamento de saberes prévios para que todos iniciem no mesmo nível formal.
F3inédita
Uma escola recebe um estudante com deficiência e identifica barreiras na comunicação e no acesso aos materiais. Qual providência corresponde à perspectiva inclusiva?
- A)Encaminhar imediatamente o estudante para classe separada, sem avaliar as barreiras do ambiente.
- B)Aguardar que o estudante fracasse para então avaliar algum recurso de apoio.
- C)Exigir que o estudante se adapte sem apoio à organização já existente.
- D)Planejar acessibilidade e apoios necessários, articulando a atuação docente e os serviços de educação especial para garantir participação e aprendizagem.
F4inédita
Após a Lei nº 14.945/2024, uma rede define a oferta do ensino médio e considera que a organização curricular integra formação geral básica e itinerários formativos. Qual providência está de acordo com as diretrizes nacionais?
- A)Planejar os itinerários em coerência com as áreas do conhecimento e as possibilidades de oferta do sistema, preservando a formação geral básica prevista na LDB.
- B)Determinar que todos os estudantes sigam um único itinerário nacional, sem considerar a oferta local.
- C)Tratar os itinerários como atividades extracurriculares sem relação com a organização curricular.
- D)Permitir que cada escola elimine por completo um campo de conhecimento da formação geral básica.
14.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · ALE/RO 2026
Analise as afirmativas a seguir sobre os itinerários formativos do Ensino Médio, conforme a Base Nacional Comum Curricular. I. Nas Linguagens e suas Tecnologias, a análise dos elementos que compõem os enunciados ocorre por meio do reconhecimento das diferentes semioses e de sua articulação na construção de significados. II. Na Matemática e suas Tecnologias, a aprendizagem ocorre por meio de validações coletivas e do uso de diferentes representações, o que permite ao estudante compreender seu raciocínio e articulá-lo ao justificar conceitos e soluções. III. Nas Ciências da Natureza e suas Tecnologias, o desenvolvimento do pensamento científico envolve aprendizagens específicas voltadas à aplicação em diferentes contextos, reforçando a dicotomia entre natureza e sociedade. IV. Nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, o aprofundamento do conhecimento foca na assimilação de conteúdos e informações consolidadas e confiáveis sobre fatos, apresentadas como verdades históricas incontroversas. Estão corretos os itens
- A)I e II, apenas.
- B)III e IV, apenas
- C)I, II e III, apenas.
- D)II, III e IV, apenas.
- E)I, II, III e IV.
Q2oficial · PREF/SALVADOR/BA 2026
Ao planejar as aulas de Educação Física, o professor propôs que os alunos de Educação Especial participassem das aulas comuns apenas quando conseguissem realizar as mesmas tarefas, com as mesmas regras e os mesmos recursos utilizados pelos demais alunos. Não sendo possível, seriam então encaminhados a atividades separadas, sob responsabilidade exclusiva do Atendimento Educacional Especializado. Considerando a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Decreto nº 12.686/2025 e alterações), assinale a afirmativa correta.
- A)O Atendimento Educacional Especializado deve substituir as atividades curriculares comuns por outras quando o estudante necessita de adaptações pedagógicas.
- B)A Educação Especial deve oferecer recursos, apoios e adaptações de forma transversal, favorecendo a participação e a aprendizagem dos estudantes nas aulas comuns.
- C)A escola deve manter os estudantes nas aulas comuns, mas pode dispensá-los das aprendizagens previstas no currículo sempre que houver dificuldades de participação.
- D)A participação nas classes comuns depende da capacidade do aluno de acompanhar integralmente o planejamento elaborado para a turma.
- E)O professor do Atendimento Educacional Especializado deve elaborar as adaptações e encaminhá-las ao professor da aula comum, que as aplicará diretamente na atividade.
Q3oficial · SEED SE 25 PROFESSOR 2025
Texto base: O professor de biologia aplicou uma atividade na qual solicitava aos estudantes a descrição de propriedades emergentes, conceito central para a compreensão da complexidade dos sistemas vivos. Na avaliação dessa atividade, o professor deverá considerar correta, por exemplo, uma resposta que indique como uma propriedade emergente no contexto biológico A a manutenção invariável das funções biológicas independentemente da escala hierárquica. B a soma das atividades metabólicas isoladas de cada organela celular. C a repetição de padrões estruturais idênticos em cada nível de organização. D o aumento proporcional da massa quando moléculas se associam para formar polímeros. E a capacidade de um tecido realizar funções que não são observadas em células individuais.
Assinale a opção que corresponde a uma competência específica de ciências da natureza e suas tecnologias para o ensino médio, de acordo com a BNCC.
- A)comparar animais e organizá-los em grupos com base em características externas comuns (presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.)
- B)analisar e construir cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimentos
- C)comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças
- D)analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da vida, da Terra e do cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender decisões éticas e responsáveis
- E)localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções
Q4oficial · SEDUC/SP 2026
Em uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental, um aluno com deficiência intelectual está em processo de alfabetização. Ele reconhece algumas letras, participa das rodas de leitura e demonstra interesse pelas atividades, mas precisa de mais tempo, mediações e materiais de apoio para acompanhar as propostas da turma. Durante uma reunião, parte da equipe escolar sugere que ele passe a realizar, na maior parte do tempo, atividades separadas em outro espaço, com tarefas mais simples, pois acreditam que isso seria “mais adequado” às suas necessidades. A professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), porém, defende que o estudante continue frequentando a classe comum, junto aos colegas, recebendo os apoios necessários para participar das atividades de alfabetização, sem que o AEE substitua o ensino regular. Considerando os princípios da educação inclusiva e a função do AEE, assinale a opção que interpreta corretamente a situação apresentada.
- A)A escola deve priorizar o atendimento separado, pois alunos com deficiência intelectual precisam de uma educação diferente, distante da rotina da turma comum.
- B)O aluno pode permanecer matriculado na classe comum, mas deve realizar atividades mais simples e sem relação com o conteúdo trabalhado pelos colegas.
- C)O aluno deve permanecer na classe comum, com apoio pedagógico e AEE complementar, assegurando sua participação nas atividades e sua aprendizagem.
- D)O Atendimento Educacional Especializado deve substituir as atividades de alfabetização da sala regular, pois é nele que o aluno com deficiência intelectual realmente aprende.
- E)A inclusão ocorre quando o aluno está apenas matriculado na escola, mesmo que participe pouco das atividades coletivas da turma.
Q5oficial · PREF/VITORIA/ES 2024
Na elaboração de uma proposta curricular para o ensino de Libras para alunos surdos é importante compreender o nível de proficiência, ou os níveis de ensino, mesmo sabendo que em sala de aula convivem alunos surdos com diferentes níveis de competência linguística, vindos de contextos comunicativos, culturais e sociais diversos, assim como em níveis escolares diferentes, como Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Relacione os níveis de ensino que, apenas didaticamente, correspondem aos três níveis de proficiência em Libras com as descrições a seguir. 1. Neste nível, enquadram-se os alunos surdos que tiveram contato com a Libras desde pequeno, os adolescentes surdos que estudam em escolas de ouvinte, mas mantêm contato frequente com surdos adultos ou também adultos surdos da Educação de Jovens e Adultos, proficientes em Libras. 2. Neste nível enquadram-se tanto os alunos surdos da Educação Infantil, que estão ainda não tem conhecimento de Libras, quanto adolescentes e jovens surdos que iniciam tardiamente sua escolarização no Ensino Fundamental ou na Educação de Jovens e Adultos, considerando objetivos, conteúdos, critérios e forma de avaliação diferenciados, de acordo com a faixa etária. 3. Neste nível enquadram-se os alunos surdos adultos que reconhecem a Libras como a língua que expressa sua identidade cultural, buscando conhecê-la mais profundamente, assim como a história e a cultura surda. ( ) Básico ( ) Intermediário ( ) Avançado A relação correta, na ordem apresentada, é:
- A)2 – 3 – 1.
- B)2 – 1 – 3.
- C)3 – 1 – 2.
- D)3 – 2 – 1.
- E)2 – 2 – 3.
Q6oficial · ALE/AM 2025
As pessoas com surdocegueira podem apresentar diferentes graus de perda auditiva e visual, o que exige o uso de sistema de comunicação adaptados às suas condições sensoriais e cognitivas. Esses sistemas favorecem a interação, o acesso à informação e a participação social. Relacione os sistemas de comunicação utilizados por pessoas surdocegas com suas características principais. 1. Escrita com o dedo 2. Tadoma 3. Comunicação social háptica 4. Fala ampliada ( ) Desenho das letras do alfabeto convencional na palma da mão, braço ou outra área sensível do corpo da pessoa surdocega, permitindo a percepção tátil das palavras. ( ) Toques corpóreos realizados em locais como costas, ombros ou outras partes do corpo sensíveis ao toque, usados para transmitir informações suplementares, como emoções, descrições ou contextos sociais, que complementam a mensagem principal. ( ) O guia-intérprete reproduz a mensagem do interlocutor próxima ao ouvido da pessoa surdocega, de modo pausado e articulado, aproveitando eventual resíduos auditivos. ( ) A pessoa surdocega posiciona as mãos sobre o queixo, lábios e garganta do interlocutor para perceber vibrações e movimentos articulatórios da fala, permitindo a compreensão da mensagem oral. Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
- A)1 – 2 – 4 – 3.
- B)2 – 1 – 3 – 4.
- C)1 – 3 – 4 – 2.
- D)1 – 2 – 3 – 4.
- E)3 – 1 – 2 – 4.
14.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: D
- C: A organização curricular exige intencionalidade pedagógica e orientação docente.
- B: A educação média tem finalidades amplas, não apenas a inserção imediata no trabalho.
- A: As diretrizes promovem articulação e integração, não isolamento obrigatório das áreas.
P2inédita · pré-testeResposta: C
- A: A modalidade também contempla pessoas cuja continuidade escolar foi interrompida.
- D: A organização deve adequar-se às necessidades e características do público jovem e adulto.
- B: A experiência e as condições de vida do estudante são relevantes no planejamento pedagógico.
P3inédita · pré-testeResposta: B
- A: O AEE não substitui o ensino regular por escolarização segregada.
- C: A necessidade de apoio não implica dispensa automática do currículo.
- D: A escolarização é responsabilidade da escola e dos profissionais envolvidos, não exclusiva do AEE.
F1inéditaResposta: B
- D: Não existia sistema universal de escolarização obrigatória no período colonial.
- C: A alternativa atribui ao período colonial instituições e igualdade de acesso que não caracterizaram a ação jesuítica.
- A: A ação jesuítica precedeu a organização de um sistema estatal laico nacional.
F2inéditaResposta: C
- A: A reprodução inflexível da organização infantil desconsidera as especificidades da EJA.
- D: Desconsiderar saberes prévios contraria uma abordagem contextualizada e adequada aos estudantes.
- B: Emprego formal não é requisito legal de acesso à EJA.
F3inéditaResposta: D
- C: A inclusão exige remover barreiras, não impor adaptação unilateral ao estudante.
- B: A espera por fracasso posterga apoios e compromete o direito à participação.
- A: A segregação automática ignora a obrigação de oferecer apoios e avaliar barreiras no contexto comum.
F4inéditaResposta: A
- D: A escola não pode eliminar campos obrigatórios da formação geral básica por decisão própria.
- C: Os itinerários integram a organização curricular, não são necessariamente extracurriculares.
- B: A oferta deve observar as regras de organização e as condições do sistema, não impor um percurso único nacional.
Q1oficialResposta: A
- B: III e IV são falsas.
- C: Inclui III, que reforça dicotomia que a BNCC não propõe.
- D: Inclui III e IV, ambas falsas.
- E: Inclui as afirmativas III e IV, incompatíveis com a abordagem da BNCC.
Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q2oficialResposta: B
- A: AEE não substitui escolarização nem atividades curriculares comuns.
- C: Dificuldade não autoriza dispensar o estudante dos objetivos de aprendizagem; exigem-se apoios e acessibilidade.
- D: A participação não depende de acompanhar sem adaptações o plano originalmente elaborado.
- E: AEE e professor da classe comum atuam colaborativamente; a responsabilidade não se reduz a encaminhar adaptações prontas.
Fonte: PREF/SALVADOR/BA 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q3oficialResposta: D
- A: Funções biológicas variam conforme níveis de organização; não são invariáveis à escala.
- B: A propriedade emergente não é mera soma de atividades isoladas.
- C: Não se exige repetição idêntica de estruturas em todos os níveis.
Fonte: SEED SE 25 PROFESSOR (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q4oficialResposta: C
- A: Segregação não é a resposta à necessidade de apoio; a classe comum deve ser acessível.
- B: Atividades simplificadas sem relação com o currículo podem excluir o estudante das aprendizagens comuns.
- D: AEE não substitui alfabetização e ensino regular.
- E: Matrícula formal sem participação não satisfaz o princípio de inclusão.
Fonte: SEDUC/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q5oficialResposta: B
- A: Atribui o nível avançado à descrição 2 e intermediário à descrição 3.
- C: Coloca a descrição 3 no básico, embora indique aprofundamento.
- D: Troca básico e avançado em relação às descrições.
- E: Repete nível básico para duas descrições e não corresponde ao perfil de proficiência.
Fonte: PREF/VITORIA/ES 2024 — prova em conhecimento.fgv.br
Q6oficialResposta: C
- A: Troca Tadoma e comunicação háptica nas descrições segunda e quarta.
- B: A primeira descrição é escrita com dedo, não Tadoma.
- D: Atribui Tadoma à descrição háptica e troca as descrições intermediárias.
- E: A primeira descrição é escrita com dedo, não comunicação háptica.
Fonte: ALE/AM 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
14.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- A BNCC do Ensino Médio organiza aprendizagens em quatro áreas do conhecimento.
- Itinerários aprofundam áreas ou formação técnica conforme oferta e regras do sistema.
- A EJA atende quem não teve acesso ou continuidade escolar na idade própria.
- A EJA considera trajetórias e condições de vida e trabalho dos estudantes.
- O AEE é complementar ou suplementar, nunca substituto da classe comum.
- Adaptações devem favorecer participação e aprendizagem, não retirar objetivos sem motivo.
- Tadoma usa percepção tátil dos movimentos e vibrações da fala.
- Comunicação social háptica transmite informações contextuais por toques convencionados.
- A Constituição de 1988 reconhece a educação como direito de todos.
- A expansão de matrículas não elimina desigualdades educacionais.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
Treine este tópico no PassaPro: abrir o treino deste tópico