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Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.838 questões da banca, 2020–2026 · cap. 1
  2. 2Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.218 questões da banca, 2021–2026 · cap. 1
  3. 3Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e injunção.264 questões da banca, 2021–2026 · cap. 1
  4. 4Domínio da ortografia oficial.82 questões da banca, 2020–2026 · cap. 1
  5. 5Domínio dos mecanismos de coesão textual.126 questões da banca, 2021–2026 · cap. 2
  6. 6Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual.254 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  7. 7Emprego de tempos e modos verbais.124 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  8. 8Domínio da estrutura morfossintática do período.158 questões da banca, 2020–2026 · cap. 2
  9. 9Emprego das classes de palavras.144 questões da banca, 2020–2026 · cap. 3
  10. 10Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração.23 questões da banca, 2020–2026 · cap. 3
  11. 11Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração.117 questões da banca, 2020–2026 · cap. 3
  12. 12Emprego dos sinais de pontuação.194 questões da banca, 2020–2026 · cap. 3
  13. 13Concordância verbal e nominal.146 questões da banca, 2020–2026 · cap. 4
  14. 14Regência verbal e nominal.85 questões da banca, 2020–2026 · cap. 4
  15. 15Emprego do sinal indicativo de crase.101 questões da banca, 2020–2026 · cap. 4
  16. 16Colocação dos pronomes átonos.72 questões da banca, 2020–2026 · cap. 5
  17. 17Reescrita de frases e parágrafos do texto.240 questões da banca, 2021–2026 · cap. 5
  18. 18Significação das palavras.403 questões da banca, 2020–2026 · cap. 5
  19. 19Substituição de palavras ou de trechos de texto.149 questões da banca, 2021–2026 · cap. 6
  20. 20Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto.93 questões da banca, 2020–2026 · cap. 6
  21. 21Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.86 questões da banca, 2021–2026 · cap. 6

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Compreensão e interpretaçãoTipos e gêneros textuaisModos de organização discursivaOrtografia oficial

Itens do edital:

  • 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
  • 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.
  • 3. Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e injunção.
  • 4. Domínio da ortografia oficial.

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita
Leia o trecho: ‘A biblioteca ampliou o horário de atendimento durante o período de provas. Nas duas primeiras semanas, o movimento cresceu sobretudo à noite; por isso, a direção decidiu manter a sala de estudos aberta até as 22 horas.’ A decisão final da direção indica que

  1. A)a procura noturna motivou a manutenção do atendimento estendido na sala de estudos.
  2. B)o horário ampliado foi encerrado porque o movimento noturno diminuiu nas primeiras semanas.
  3. C)a sala de estudos já funcionava até as 22 horas antes do período de provas.
  4. D)o aumento do movimento ocorreu apenas no período da manhã, segundo os registros da biblioteca.

P2inédita

Um documento afixado na entrada de uma escola informa: ‘A reunião de responsáveis será realizada na quinta-feira, às 18h, no auditório. A presença de todos é importante.’ Considerando sua finalidade e circulação, esse texto é principalmente

  1. A)uma crônica, que relata uma experiência cotidiana com comentário subjetivo.
  2. B)uma reportagem, que apura um acontecimento para informar leitores em geral.
  3. C)uma ata, que registra decisões tomadas pelos participantes de uma reunião.
  4. D)um aviso, que comunica ao público escolar uma informação prática e localizada.

P3inédita

Leia: ‘Às sete, o ônibus deixou o terminal. No caminho, uma árvore caiu sobre a pista, e o motorista desviou pela avenida lateral. O grupo chegou à escola pouco depois do início da aula.’ Predomina nesse trecho o modo de organização

  1. A)argumentativo, pois defende uma opinião sobre o transporte e procura convencer.
  2. B)injuntivo, pois apresenta orientações para que o leitor percorra outro caminho.
  3. C)narrativo, pois encadeia acontecimentos em uma sequência temporal.
  4. D)descritivo, pois caracteriza detalhadamente a aparência do ônibus e da escola.

1.2 O que cai

  • 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.: 838 questões da banca, 2020–2026
  • 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.: 218 questões da banca, 2021–2026
  • 3. Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e injunção.: 264 questões da banca, 2021–2026
  • 4. Domínio da ortografia oficial.: 82 questões da banca, 2020–2026

1.3 Teoria

Interpretar textos exige observar o que dizem e como organizam a informação. Tipologia, gênero, modo discursivo e ortografia ajudam a justificar a leitura sem confundir forma e finalidade.

1.3.1 Compreensão e interpretação

Compreender é localizar informações explícitas e relacionar partes do texto. Interpretar é construir uma conclusão compatível com essas informações, com o contexto e com a intenção comunicativa. Não transforme inferência em opinião: cada conclusão precisa de apoio textual. Observe título, escolhas lexicais, contrastes, dados, conectivos e progressão das ideias.

Em textos argumentativos, identifique tese, argumentos e conclusão. Em textos expositivos, diferencie dado, explicação e avaliação citada. Uma palavra de intensidade, oposição ou concessão pode mudar o sentido do trecho. Também observe quem fala: narrador, autor, personagem ou fonte citada não são necessariamente a mesma voz. Marcas de oralidade podem caracterizar a voz narrativa e produzir espontaneidade; não são automaticamente erro ou falta de clareza. Em questões de interpretação, elimine alternativas que acrescentem causa, intenção ou julgamento não demonstrado. Prefira a opção que explica o efeito do trecho no conjunto, sem extrapolar nem contradizer os dados apresentados.

1.3.2 Tipos e gêneros textuais

Gênero é uma forma social de comunicação ligada a uma finalidade e a uma situação: notícia, carta, poema, relatório, receita e entrevista são exemplos. Tipo textual é uma categoria de organização linguística. Um gênero pode combinar vários tipos, embora um deles predomine.

Reconheça a finalidade e as marcas dominantes. Notícia e relatório frequentemente expõem informações; conto e relato organizam acontecimentos; anúncio pode argumentar ou instruir; receita orienta ações. Não classifique apenas pelo tema. Observe a estrutura, os verbos, a sequência e o efeito pretendido. Um poema pode ter organização injuntiva se aconselha ou ordena, mesmo sem ser uma receita literal. Um texto informativo pode conter trecho argumentativo quando defende uma avaliação. Em questões sobre gênero, considere também circulação, interlocutor e convenções. Em questões de tipologia, justifique pela organização predominante, não por uma frase isolada que tenha outra função.

1.3.3 Modos de organização discursiva

Os modos discursivos podem se combinar; a classificação costuma apontar o predominante.

Narração apresenta acontecimentos em sequência, com agentes, ações e referências temporais. Descrição caracteriza seres, ambientes ou situações, destacando propriedades. Exposição explica ou apresenta dados e conceitos com foco informativo. Argumentação sustenta uma tese por razões, evidências ou avaliações. Injunção orienta o interlocutor a agir, por instruções, recomendações, pedidos ou ordens.

Procure a finalidade global. Uma sequência de datas pode aparecer em texto expositivo sem transformar o texto inteiro em narrativa. Dados estatísticos explicados tendem à exposição; a defesa de uma conclusão aponta argumentação. Verbos no imperativo ajudam a identificar injunção, mas não são obrigatórios: “é necessário fazer” também pode orientar. Na descrição, adjetivos e detalhes espaciais podem predominar, mas o texto pode inserir ações narrativas. Em questões de prova, compare o trecho destacado com o propósito do texto completo e evite classificar pelo assunto ou por uma única marca gramatical.

Esquema

Modos discursivos

Organização predominante

  • Narração

    Acontecimentos em sequência.

  • Descrição

    Caracterização de seres ou situações.

  • Exposição

    Apresentação e explicação de informações.

  • Argumentação

    Defesa de uma tese.

  • Injunção

    Orientação para agir.

1.3.4 Ortografia oficial

A ortografia padrão exige atenção à grafia das palavras, acentuação e formas verbais. Consulte o contexto para distinguir palavras parecidas: “por que”, “porque”, “por quê” e “porquê” têm usos diferentes. Confira também homófonos e parônimos, como “sessão”, “seção” e “cessão”, ou “ratificar” (confirmar) e “retificar” (corrigir).

Na revisão, observe concordância e flexão verbal além da grafia. “Quis” é forma de querer, não “quiz”. O verbo “ter” concorda com o sujeito: “os hospitais têm”. Formas como “requeressem” exigem atenção à conjugação de requerer. Em questões de correção, leia a frase inteira: uma alternativa pode conter grafia correta e ainda apresentar problema de concordância ou regência. A resposta adequada deve respeitar simultaneamente a escrita convencional e a construção gramatical. Não confie apenas na semelhança sonora; procure a forma lexical e verbal apropriada ao sentido e ao sujeito.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · PREF/MACAE/RJ 2026

A norma culta é fator importante na língua escrita. Assinale a opção que apresenta a frase inteiramente adequada à correção gramatical.

  1. A)O paciente não quiz ser operado de imediato.
  2. B)Se os médicos requisessem mais verbas, seriam atendidos.
  3. C)Os laboratórios querem que os médicos receitassem seus remédios.
  4. D)Os hospitais públicos não tem condições de competir com os hospitais particulares.
  5. E)Os doentes com maior gravidade serão previamente selecionados para atendimento de urgência.

Resposta: E

Conceito: A ortografia oficial e a concordância verbal determinam a correção das frases apresentadas.

Raciocínio: A alternativa E está corretamente escrita e concorda o particípio com o sujeito paciente no plural: “os doentes [...] serão previamente selecionados”. A alternativa A erra a grafia de “quis”; B erra a forma “requeressem”; C apresenta inadequação de correlação verbal no contexto; D usa “tem” sem acento, embora o sujeito plural exija “têm”. Assim, E é a resposta correta.

Pegadinha: Observe concordância e grafia das formas verbais, não apenas a aparência geral da frase.

Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; ortografia e concordância verbal do português padrão.

Pegadinha da banca

Predominância não é exclusividade

Um texto pode combinar modos; classifique pelo propósito dominante.

Pegadinha da banca

Oralidade não é defeito

Marcas coloquiais podem construir voz e espontaneidade no relato.

Atenção

Grafia e contexto

Em correção, verifique sentido, flexão e concordância na frase inteira.

1.4 Exemplo resolvido

Em um comunicado escolar, lê-se: “Para participar da oficina, preencha o formulário e entregue-o à coordenação até sexta-feira.” Predomina o modo de organização discursiva

  1. Observe a finalidade do trecho: orientar o leitor a realizar ações.
  2. Os verbos “preencha” e “entregue” apresentam instruções diretas.
  3. A orientação de conduta caracteriza a injunção.

Resposta: A) Injuntivo.

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Assinale a frase em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a ortografia oficial.

  1. A)A comissão analizou a exceção e publicou o resultado no mural da escola.
  2. B)A comissão analisou a excessão e publicou o resultado no mural da escola.
  3. C)A comissão analisou a exceção e publicou o resultado no mural da escola.
  4. D)A comissão analisou a exceção e publico o resultado no mural da escola.

F2inédita

Leia: ‘O centro cultural inaugurou uma horta comunitária no terreno antes usado como depósito. O espaço recebe oficinas aos sábados. Ali, moradores aprendem a preparar o solo e a cultivar hortaliças.’ No último período, a palavra ‘Ali’ retoma

  1. A)o sábado escolhido para as atividades de cultivo e preparação do solo.
  2. B)o conjunto de oficinas oferecidas somente aos moradores do bairro.
  3. C)o depósito que guardava os materiais antes da inauguração do projeto.
  4. D)o terreno onde foi instalada a horta comunitária do centro cultural.

F3inédita
Uma mensagem enviada pela coordenação a uma professora começa com ‘Olá, Marta’, explica uma alteração no horário da aula e termina com ‘Obrigada, Ana’. Qual característica permite reconhecê-la mais adequadamente como e-mail pessoal de trabalho, e não como circular geral?

  1. A)Apresenta um título amplo, instruções impessoais e distribuição simultânea a todos os setores da instituição.
  1. B)Registra deliberações coletivas em linguagem formal, com lista de participantes e decisões numeradas.
  2. C)Dirige-se a uma destinatária identificada, usa saudação e despedida e trata de uma necessidade específica.
  3. D)Expõe um acontecimento ao público externo, com apuração de fontes e contextualização jornalística.

F4inédita

Leia: ‘A leitura compartilhada amplia o repertório das crianças porque as coloca em contato com diferentes palavras e pontos de vista. Por essa razão, escolas devem reservar momentos frequentes para essa prática.’ A organização discursiva predominante é argumentativa porque o trecho

  1. A)instrui o leitor em etapas para organizar uma sessão de leitura compartilhada.
  2. B)descreve a aparência dos livros e a disposição física das salas de leitura.
  3. C)relata em ordem temporal uma experiência específica vivida por uma turma.
  4. D)apresenta uma tese, oferece uma razão para sustentá-la e recomenda uma ação.

F5inédita

Assinale a alternativa que completa corretamente: ‘A equipe não explicou ___ mudou o cronograma; os estudantes queriam saber o ___ da alteração.’

  1. A)por que — porquê
  2. B)por que — por quê
  3. C)por quê — porque
  4. D)porque — por que

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · ALE/RO 2026
Texto base: ATENÇÃO: o texto a seguir, que é a última página do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, refere-se às próximas 10 questões. Canudos não se rendeu Fechemos este livro. Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados. Forremo-nos à tarefa de descrever os seus últimos momentos. Nem poderíamos fazê-lo. Esta página, imaginamo-la sempre profundamente emocionante e trágica; mas cerramo-la vacilante e sem brilhos. Vimos como quem vinga uma montanha altíssima. No alto, a par de uma perspectiva maior, a vertigem... Ademais, não desafiaria a incredulidade do futuro a narrativa de pormenores em que se amostrassem mulheres precipitando-se nas fogueiras dos próprios lares, abraçadas aos filhos pequeninos... [...] Caiu o arraial a 5. No dia 6 acabaram de o destruir desmanchando-lhe as casas, 5.200, cuidadosamente contadas.

“Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados.” Com esse segmento, o autor pretende

  1. A)indicar o despreparo dos habitantes de Canudos diante de um poderoso inimigo.
  1. B)demonstrar o heroísmo dos defensores do povoado de Canudos diante da tropa do Exército brasileiro.
  2. C)mostrar o fanatismo dos moradores de Canudos, já que não havia a menor chance de resistência.
  3. D)destacar a crueldade das tropas, já que os adversários não tinham a menor chance de enfrentá-los.
  4. E)comprovar a veracidade de sua narrativa, dando pormenores da situação narrada.

Q2oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%. Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995 -2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças. De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%. Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%. O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. “O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann. Internet: <https://agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).

Quanto à tipologia, o texto CG1A1 caracteriza-se predominantemente como

  1. A)descritivo, haja vista a caracterização pormenorizada das lideranças do Poder Executivo brasileiro.
  1. B)narrativo, haja vista a sequência temporal dos fatos apresentados.
  2. C)injuntivo, haja vista seu propósito de orientar o leitor a tomar medidas voltadas à equidade racial.
  3. D)argumentativo, haja vista a defesa da necessidade de um melhor posicionamento do Estado brasileiro a respeito da representatividade racial.
  4. E)expositivo, haja vista a apresentação e a explicação de dados relativos a estudo sobre a ocupação de cargos de liderança no Estado brasileiro.

Q3oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Leia o fragmento de poema a seguir: Receita de ano novo Carlos Drummond de Andrade (...) Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. (http://www.jornaldepoesia.jor.br/drumm.html#receita acesso em 22.1.26) Ao construir seu poema, Drummond organiza elementos linguísticos em torno da metáfora anunciada já no título (“Receita de ano novo”). Essa inovação deve-se, nesse caso, à aproximação do texto poético com o modo de organização discursiva:

  1. A)narrativo.
  2. B)descritivo.
  3. C)expositivo.
  4. D)injuntivo.
  5. E)dissertativo.

Q4oficial · TJ/SC 2026
Leia o fragmento a seguir, retirado do romance “O templo dos meus familiares”, de Alice Walker. “Minha mãe só implorava e suplicava por misericórdia, porque já tinha ouvido falar de traficantes de pessoas, mas esses brutamontes não ouviam. Eram como o acadêmico africano meio zumbi de quem falei. Talvez fosse isso, de fato, quem ele era naquela época. Enfim, aí os caras pegaram e arrastaram a gente até a casa do meu tio, e ele apareceu. Minha mãe tentou se prostrar diante dele, como era costume em nosso país, mas estava tão amarrada que caiu de lado. Um dos lados do rosto dela ficou cheio de terra e seus joelhos estavam esfolados. Agora eu sei que ela nunca foi amada, porque nunca foi vista de verdade, a não ser pelos filhos, que a amavam. (...)” WALKER, Alice. O templo dos meus familiares. Rio de Janeiro: José Olympio, 2024. p. 80-81. No fragmento apresentado, observam-se marcas de oralidade. Considerando esse aspecto, assinale a afirmativa que analisa corretamente o papel dessas marcas no texto.

  1. A)As marcas de oralidade evidenciam desvios da norma típicos dos textos falados, o que compromete a clareza e a organização das ideias no texto escrito.
  1. B)A oralidade se manifesta por meio de estruturas sintáticas simples, indicando limitação expressiva do narrador na construção do relato.
  2. C)O uso de marcas de oralidade aproxima o texto da linguagem coloquial, contribuindo para a construção de um relato mais espontâneo e expressivo.
  3. D)A presença de expressões coloquiais interfere na progressão temática, desviando propositalmente o foco narrativo para elementos secundários.
  4. E)As marcas de oralidade caracterizam o texto como um diálogo direto entre personagens, estruturado por turnos de fala.

Q5oficial · NAV BRASIL 2026
Leia o excerto a seguir: “Já temos MEMÓRIA desde o primeiro dia em que nos deram à luz! Temos lembranças assim que acordamos, lembramos que o mundo é magnífico, sentimos um vazio no estômago, uma fralda pesada, molhada, e lembramos que, se chorarmos, milagrosamente aparece alguém que nos livra do desconforto. Somos um pi-to-qui-nho de gente pe-ti-ti-ti-ca e temos memória, referências, jogamos com elas, calculamos nossas ações nos apoiando em lembranças (já) solidificadas. No entanto, não nos lembraremos de nada disso anos depois.” (PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2015. p. 16) Em sua reflexão sobre a construção da memória, o narrador menciona: “Somos um pi-to-qui-nho de gente pe-ti-ti-ti-ca”, trecho no qual se observa

  1. A)a incorporação, pelo narrador, de uma forma de expressão típica da fala dirigida às crianças.
  1. B)a utilização de termos técnicos ligados aos estudos linguísticos sobre o desenvolvimento infantil da linguagem.
  2. C)a reprodução exata de palavras próprias da norma-padrão formal utilizada em textos científicos.
  3. D)a presença de regionalismos linguísticos que caracterizam a origem geográfica e social do narrador.
  4. E)a tentativa de representar dificuldades de fala causadas pela limitação vocabular das crianças pequenas.

Q6oficial · MP/ES 2026
Os segmentos textuais a seguir foram retirados do romance Dom Casmurro. Assinale aquele que exemplifica o modo descritivo de organização discursiva.

  1. A)Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro.
  1. B)Fiquei tão alegre com esta ideia, que ainda agora me treme a pena na mão.
  2. C)Ia entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta.
  3. D)Cumprimentou-se, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros e acabou recitando-me versos.
  4. E)Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo.

Q7oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1-I): A inteligência artificial (IA) na educação é, sem dúvida, um dos campos emergentes mais promissores na tecnologia educacional. Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas, como aprendizagem e resolução de problemas. Apesar de a IA estar há mais de 30 anos em desenvolvimento, o debate sobre sua aplicação pedagógica em larga escala e seu impacto no ensino superior permanece em aberto. Até recentemente, suas principais aplicações concentravam-se em serviços de apoio acadêmico e administrativo, como análise de perfis, previsões, avaliação de desempenho, monitoramento de metas, personalização e tutoria inteligente. Contudo, a partir de 2020, modelos de linguagem generativa, como o ChatGPT, começaram a ser amplamente utilizados, marcando um avanço significativo no ensino e na aprendizagem. Esses modelos podem transformar buscas na Internet em relatórios abrangentes que simulam textos humanos. Entretanto, compreender seu funcionamento é essencial, pois seu uso levanta debates sobre ética, plágio e outras questões. Apesar do impacto ainda imprevisível, a IA tem o potencial de transformar a educação nos próximos anos, apoiando alunos, professores e administradores em todas as etapas do ensino. Para isso, é fundamental compreender o valor e as limitações da IA. As instituições não podem deixar esse processo ao acaso: é indispensável uma abordagem sistemática que garanta formação adequada e uma estrutura clara, com o envolvimento de todas as partes interessadas, para que as decisões sobre o uso da IA sejam bem entendidas e amplamente aceitas por toda a comunidade acadêmica. Como em qualquer tecnologia significativa, as decisões devem ser tomadas no nível certo e pelas pessoas adequadas. Cabe à gestão superior e ao corpo docente decidir como a IA será utilizada. Ignorar essa inovação e esperar que desapareça não é uma opção, pois ela continuará a evoluir e a se fortalecer. Instituições que não adotam essas inovações formarão profissionais despreparados para as demandas de um mercado cada vez mais tecnológico e dinâmico. Internet: <https://unifametro.edu.br> (com adaptações).

Assinale a opção correta a respeito das ideias veiculadas no texto CG1A1-I.

  1. A)Os professores das instituições de ensino estão entre os atores a quem compete decidir sobre os usos da inteligência artificial na educação.
  1. B)O uso da inteligência artificial na educação é restrito às atividades de apoio acadêmico e administrativo.
  2. C)As limitações da inteligência artificial podem resultar na formação de profissionais despreparados para o mercado.
  3. D)Apesar de a inteligência artificial ser aplicada em larga escala na educação, o debate sobre seu impacto nesse campo ainda é escasso.
  4. E)A inteligência artificial é a tecnologia emergente mais promissora na área da educação.

Q8oficial · AMAZUL 2026
Texto base: As questões da prova de Língua Portuguesa referem-se ao texto a seguir: Por não estarem distraídos (Clarice Lispector) Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Sobre a linguagem utilizada no texto, pode-se afirmar que

  1. A)apresenta tom formal, construindo uma distância do texto em relação ao leitor.
  1. B)manifesta um caráter técnico ao recorrer a expressões do ambiente literário.
  2. C)expõe teor poético, já que explora a plurissignificação de muitos vocábulos.
  3. D)reitera a ironia, considerando o contraditório do relacionamento amoroso.
  4. E)revela a informalidade para ressaltar o estilo reflexivo do narrador.

Q9oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações).

O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente

  1. A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
  1. B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
  2. C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
  3. D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
  4. E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: Compreender uma inferência apoiada por informações explícitas do texto.
Raciocínio: O trecho relaciona o crescimento do movimento à noite com a decisão de manter o horário estendido. A resposta correta recupera essa relação de causa e consequência sem acrescentar fatos.
Por que as outras estão erradas:
  • D: Inverte o período de maior procura: o texto destaca o movimento à noite, não pela manhã.
  • C: Altera a sequência temporal: a ampliação ocorreu no período de provas, e a manutenção foi decidida depois.
  • B: Contraria o trecho, que associa a decisão ao crescimento do movimento, não à sua diminuição.
Pegadinha: Confundir a ampliação temporária inicial com a decisão posterior de manter o horário.
Base: Relação de causa e consequência explicitada no próprio texto-base.
Questão irmã: A escola estendeu o recreio após notar filas maiores na cantina. O que motivou a medida? Gabarito: O aumento das filas na cantina.

P2inédita · pré-testeResposta: D

Conceito: Reconhecer um gênero textual por sua finalidade e situação de circulação.
Raciocínio: O texto anuncia data, horário e local de um evento para a comunidade escolar. Essa função comunicativa é própria de um aviso.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A crônica desenvolve uma narrativa ou reflexão cotidiana; o trecho apenas comunica dados de um evento.
  • C: A ata documenta o que ocorreu e foi deliberado em uma reunião, não convoca seus participantes.
  • B: A reportagem apura e contextualiza fatos para o público; o trecho tem caráter de comunicação interna e direta.
Pegadinha: O tema escolar não define o gênero; a finalidade de comunicar data e local é decisiva.
Base: Finalidade comunicativa e contexto de circulação apresentados no texto-base.
Questão irmã: Uma folha na portaria informa que a água será interrompida entre 9h e 12h. Qual é o gênero mais provável? Gabarito: Aviso.

P3inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: Identificar a narração pela sucessão temporal de acontecimentos.
Raciocínio: O trecho apresenta ações que se sucedem: o ônibus parte, surge um obstáculo, ocorre um desvio e o grupo chega. Esse encadeamento caracteriza a narração.
Por que as outras estão erradas:
  • D: Não há caracterização detalhada de seres ou cenários; predominam ações sucessivas.
  • B: O trecho relata o que aconteceu, mas não dá instruções ao leitor.
  • A: Não há tese nem razões para persuadir; há relato de acontecimentos.
Pegadinha: A menção a lugares não torna o texto descritivo quando o eixo principal é a sequência de ações.
Base: Organização temporal dos acontecimentos no texto-base.
Questão irmã: ‘O sinal tocou, os alunos guardaram os cadernos e seguiram para o pátio.’ Qual modo predomina? Gabarito: Narrativo.

F1inéditaResposta: C

Conceito: Aplicar a grafia oficial de palavras de uso frequente e distinguir formas homófonas ou semelhantes.
Raciocínio: A forma correta é ‘exceção’, com ç, e ‘analisou’, com s. Na frase correta, ‘publicou’ também está no pretérito, concordando com a sequência de ações passada.
Por que as outras estão erradas:
  • B: ‘Excessão’ não é a grafia oficial; a palavra é ‘exceção’.
  • A: ‘Analizou’ está grafado incorretamente; o verbo ‘analisar’ se escreve com s.
  • D: ‘Publico’ sem acento é forma do presente (‘eu publico’); no contexto, o sujeito ‘a comissão’ praticou a ação passada: ‘publicou’.
Pegadinha: A semelhança sonora não autoriza grafar ‘exceção’ com ss ou ‘analisou’ com z.
Base: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), verbetes ‘exceção’, ‘analisar’ e ‘publicar’.
Questão irmã: Complete corretamente: ‘A equipe ___ os dados e registrou a ___ observada.’ Gabarito: analisou; exceção.

F2inéditaResposta: D

Conceito: Reconhecer a referência anafórica de um elemento de coesão textual.
Raciocínio: ‘Ali’ é um advérbio de lugar. O referente espacial apresentado imediatamente antes é a horta comunitária, situada no terreno mencionado.
Por que as outras estão erradas:
  • C: O depósito é uma utilização anterior do terreno, não o local das oficinas descritas como atividade atual.
  • B: As oficinas são atividades, não o lugar retomado pelo advérbio espacial ‘ali’.
  • A: Sábado indica quando ocorrem as oficinas; ‘ali’ retoma um lugar, não um momento.
Pegadinha: Distinguir o referente espacial do marcador temporal ‘aos sábados’.
Base: Coesão referencial e retomada lexical no texto-base.
Questão irmã: ‘A escola abriu uma sala de leitura. Nesse espaço, os alunos consultam livros.’ A que se refere ‘nesse espaço’? Gabarito: À sala de leitura.

F3inéditaResposta: C

Conceito: Diferenciar gêneros próximos observando destinatário, composição e finalidade.
Raciocínio: A mensagem identifica uma pessoa, abre com saudação, encerra com despedida e comunica uma questão direcionada. Esses traços apontam para um e-mail dirigido a uma destinatária, não para uma circular geral.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Descreve uma comunicação ampla e impessoal, incompatível com a saudação nominal e o assunto específico do texto.
  • B: Descreve uma ata, gênero que registra reunião e deliberações, ausentes na mensagem.
  • D: Descreve uma reportagem, voltada à apuração e divulgação pública de fatos.
Pegadinha: O contexto profissional não torna todo texto uma circular: observe a quem a mensagem se dirige.
Base: Composição, interlocução e finalidade comunicativa do texto descrito no enunciado.
Questão irmã: Uma mensagem com saudação nominal informa a um colega a troca de sala de uma reunião. Qual aspecto favorece classificá-la como e-mail dirigido? Gabarito: A identificação de um destinatário específico e a comunicação de uma necessidade particular.

F4inéditaResposta: D

Conceito: Reconhecer a argumentação pela articulação entre tese e justificativa.
Raciocínio: O trecho afirma que a leitura compartilhada amplia repertórios, justifica a afirmação com o contato com palavras e pontos de vista e conclui com uma recomendação. Essa defesa de uma posição é argumentativa.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Não há etapas ou comandos sequenciais que orientem a execução de uma atividade.
  • C: O trecho não narra um episódio situado no tempo; formula uma afirmação geral e a justifica.
  • B: Não há caracterização de objetos ou espaços; o foco é defender uma prática pedagógica.
Pegadinha: A recomendação final não transforma o trecho em injunção: ela decorre de uma tese sustentada por justificativa.
Base: Relação entre tese, justificativa e recomendação no texto-base.
Questão irmã: ‘O pátio precisa de sombra, pois as árvores reduzem o calor. A escola deve ampliar o plantio.’ Qual modo predomina? Gabarito: Argumentativo.

F5inéditaResposta: A

Conceito: Distinguir as grafias de ‘porquê’ conforme sua função sintática.
Raciocínio: No primeiro espaço, ‘por que’ introduz a pergunta indireta ‘por que mudou’. No segundo, ‘o porquê’ é substantivo acompanhado de artigo e se escreve junto e com acento. Portanto, a sequência correta é ‘por que — porquê’.
Por que as outras estão erradas:
  • D: ‘Porque’ é conjunção explicativa ou causal e não introduz a pergunta indireta; ‘por que’ não funciona como substantivo após o artigo ‘o’.
  • C: ‘Por quê’ com acento costuma ocorrer no fim de pergunta; o primeiro espaço não está no fim. ‘Porque’ também não funciona como substantivo após ‘o’.
  • B: ‘Por que’ cabe no primeiro espaço, mas ‘por quê’ não está no fim da pergunta indireta nem exerce a função nominal exigida após ‘o’.
Pegadinha: No segundo espaço, a presença do artigo ‘o’ exige o substantivo ‘porquê’; no primeiro, a pergunta indireta pede ‘por que’ separado e sem acento.
Base: Ortografia oficial e emprego das formas ‘por que’, ‘por quê’, ‘porque’ e ‘porquê’; VOLP, verbete ‘porquê’.
Questão irmã: Complete: ‘Ninguém contou ___ a aula terminou cedo, mas o ___ da mudança foi registrado.’ Gabarito: por que; porquê.

Q1oficialResposta: B

Conceito: A interpretação considera o efeito expressivo do contraste entre poucos defensores e uma tropa numerosa.
Raciocínio: O trecho destaca quatro defensores diante de cinco mil soldados. O contraste constrói a imagem de resistência extrema e valoriza a coragem dos que resistiram. Não se limita a provar precisão histórica nem atribui o foco ao despreparo. Por isso, a alternativa B corresponde à intenção do autor e ao gabarito oficial.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A reduz o efeito à falta de preparo, que não é afirmada pelo segmento.
  • C: A alternativa C atribui fanatismo, avaliação não sustentada pelo contraste.
  • D: A alternativa D desloca o foco dos defensores para uma acusação de crueldade.
  • E: A alternativa E confunde o efeito expressivo com comprovação factual.
Pegadinha: O contraste numérico destaca coragem e resistência, não simples desproporção militar.
Base: Texto-base de Os Sertões, de Euclides da Cunha; interpretação contextual.
Questão irmã: A oposição entre poucos defensores e numerosos soldados reforça a imagem de resistência heroica. Gabarito: Certo

Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q2oficialResposta: E

Conceito: Texto expositivo apresenta e explica informações sobre um tema, frequentemente com dados e contextualização.
Raciocínio: O texto apresenta resultados de um estudo, percentuais, recortes temporais e informações sobre sua metodologia. A citação final inclui avaliação e recomendação, mas o conjunto é predominantemente expositivo porque organiza e explica os dados. Portanto, a alternativa E é correta, conforme o gabarito.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A confunde a apresentação de dados sobre grupos com descrição predominante.
  • B: A alternativa B toma a comparação entre anos como narrativa, embora não haja sequência de ações como eixo do texto.
  • C: A alternativa C confunde a recomendação citada com propósito injuntivo predominante.
  • D: A alternativa D supervaloriza a avaliação final; predomina a exposição dos dados do estudo.
Pegadinha: Um trecho opinativo não transforma automaticamente todo texto predominantemente expositivo em argumentativo.
Base: Texto-base CG1A1; tipologia textual: exposição.
Questão irmã: Um texto que apresenta dados de pesquisa e explica seus recortes é predominantemente expositivo. Gabarito: Certo

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q3oficialResposta: D

Conceito: A injunção orienta o interlocutor por ordens, conselhos, instruções ou recomendações.
Raciocínio: O poema usa formas como “tem de merecê-lo”, “tem de fazê-lo” e “tente, experimente”. Essas expressões aconselham o leitor sobre como obter um ano novo significativo, aproximando o poema do modo injuntivo. Assim, a alternativa D está correta segundo o gabarito oficial.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A exigiria predominância de ações encadeadas no tempo.
  • B: A alternativa B exigiria caracterização de seres, objetos ou cenários como eixo principal.
  • C: A alternativa C pressupõe apresentação explicativa de informações, não aconselhamento direto.
  • E: A alternativa E não identifica o comando e o conselho que estruturam o fragmento.
Pegadinha: A metáfora de receita é reforçada por verbos que aconselham e orientam o leitor.
Base: Poema “Receita de ano novo”, Carlos Drummond de Andrade; modo injuntivo.
Questão irmã: Uma receita que orienta o leitor por instruções apresenta organização injuntiva. Gabarito: Certo

Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q4oficialResposta: C

Conceito: Marcas de oralidade podem aproximar a narração da linguagem coloquial e produzir espontaneidade expressiva.
Raciocínio: O fragmento emprega construções como “Enfim, aí os caras pegaram” e organiza o relato com fluência coloquial. Essas escolhas são recursos de voz narrativa, não erros que prejudiquem necessariamente a clareza. Também não transformam o trecho em diálogo. A alternativa C descreve o efeito e coincide com o gabarito.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A trata marcas estilísticas como desvios que comprometem a organização, juízo não sustentado pelo trecho.
  • B: A alternativa B interpreta simplicidade sintática como limitação expressiva, sem base textual.
  • D: A alternativa D afirma desvio do foco, mas as expressões coloquiais mantêm a progressão do relato.
  • E: A alternativa E confunde narração com diálogo estruturado em turnos de fala.
Pegadinha: Oralidade literária é recurso de estilo, não prova automática de erro ou diálogo.
Base: Fragmento de O templo dos meus familiares, Alice Walker; marcas de oralidade e estilo narrativo.
Questão irmã: Marcas coloquiais em uma narração podem contribuir para a voz e a expressividade do narrador. Gabarito: Certo

Fonte: TJ/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q5oficialResposta: A

Conceito: A fala dirigida a crianças costuma alongar sílabas e empregar formas expressivas ou diminutivas.
Raciocínio: A divisão exagerada de “pi-to-qui-nho” e “pe-ti-ti-ti-ca” imita uma forma carinhosa e enfatizada de falar com crianças pequenas. O narrador incorpora esse registro ao texto para produzir efeito expressivo. Não se trata de termo técnico, regionalismo ou dificuldade real de fala infantil. A alternativa A está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B atribui caráter técnico a expressões afetivas e coloquiais.
  • C: A alternativa C fala em norma científica formal, incompatível com a pronúncia infantilizada representada.
  • D: A alternativa D chama de regionalismo uma forma de fala infantilizada sem marca geográfica.
  • E: A alternativa E supõe limitação vocabular da criança, mas o efeito é recurso do narrador.
Pegadinha: A segmentação silábica encena a fala dirigida à criança, não uma falha de articulação.
Base: Fragmento de Ainda estou aqui, Marcelo Rubens Paiva; recursos de oralidade e expressividade.
Questão irmã: Alongar sílabas em diminutivos pode imitar a fala carinhosa dirigida a crianças. Gabarito: Certo

Fonte: NAV BRASIL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q6oficialResposta: E

Conceito: A descrição caracteriza um ser, objeto ou conceito, muitas vezes por atributos e explicações que o identificam.
Raciocínio: Na alternativa E, o narrador esclarece o sentido de “casmurro” e caracteriza o homem como calado e metido consigo. Esse trecho descreve o significado atribuído ao termo e os traços da pessoa caracterizada. As demais alternativas narram ações, exprimem emoção ou apresentam sequência de acontecimentos. Logo, E é a resposta do gabarito.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A anuncia uma ação de escrita, com progressão narrativa.
  • B: A alternativa B relata uma reação emocional do narrador.
  • C: A alternativa C encadeia ações no tempo, caracterizando narração.
  • D: A alternativa D relata ações sucessivas de uma personagem.
Pegadinha: A presença de verbos não impede descrição quando o trecho caracteriza um conceito ou personagem.
Base: Dom Casmurro, Machado de Assis; modos de organização discursiva.
Questão irmã: Um trecho que caracteriza alguém como reservado e silencioso tem organização descritiva. Gabarito: Certo

Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q7oficialResposta: A

Conceito: A interpretação textual deve respeitar informações explícitas e relações estabelecidas no texto.
Raciocínio: O texto afirma que a gestão superior e o corpo docente devem decidir como a IA será utilizada. Logo, a alternativa A reproduz informação explícita. B contradiz a ampliação para modelos generativos; C atribui à limitação o despreparo, enquanto o texto relaciona isso à não adoção; D altera a relação entre aplicação e debate; E transforma “um dos campos” em o único mais promissor. A é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B afirma restrição a atividades de apoio, embora o texto apresente usos generativos mais amplos.
  • C: A alternativa C atribui o despreparo às limitações da IA, mas o texto o associa à falta de adoção e preparação.
  • D: A alternativa D afirma aplicação em larga escala e debate escasso, elementos que o texto não apresenta dessa forma.
  • E: A alternativa E transforma um dos campos promissores em o campo mais promissor, extrapolando o texto.
Pegadinha: Evite extrapolar quantificadores e inverter relações de causa ou condição.
Base: Texto-base CG1A1-I; compreensão e interpretação textual.
Questão irmã: Segundo o texto, gestão superior e corpo docente participam das decisões sobre o uso da IA. Gabarito: Certo

Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q8oficialResposta: C

Conceito: A linguagem poética explora sentidos figurados, ambiguidades e plurissignificação das palavras.
Raciocínio: O fragmento de Clarice Lispector constrói imagens como “a sede é a graça” e “as águas são uma beleza”, atribuindo às palavras sentidos que ultrapassam o literal. Essa plurissignificação sustenta o teor poético. O texto não é técnico nem se organiza como diálogo direto. A alternativa C corresponde ao gabarito oficial.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A atribui formalidade e distância que não caracterizam o efeito do fragmento.
  • B: A alternativa B confunde recursos literários com terminologia técnica.
  • D: A alternativa D reduz o texto à ironia, sem explicar a exploração de sentidos figurados.
  • E: A alternativa E trata informalidade como traço principal, mas o destaque é a linguagem poética plurissignificativa.
Pegadinha: A imagem figurada e a multiplicidade de sentidos são marcas poéticas, não tecnicismo.
Base: Texto-base “Por não estarem distraídos”, Clarice Lispector; linguagem figurada e plurissignificação.
Questão irmã: O uso de metáforas que ampliam sentidos das palavras contribui para o teor poético de um texto. Gabarito: Certo

Fonte: AMAZUL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q9oficialResposta: A

Conceito: A argumentação organiza ideias e justificativas para defender uma tese ou posição.
Raciocínio: O texto sustenta a necessidade de regulação da IA e justifica essa posição com desafios jurídicos, proteção de dados, necessidade de políticas e formação dos operadores. Não apenas apresenta informações neutras: há uma tese e razões que a apoiam. A alternativa A descreve essa organização, conforme o gabarito oficial.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B transforma menções a períodos em eixo narrativo, embora predomine a defesa de uma posição.
  • C: A alternativa C descreve instruções procedimentais que o texto não fornece.
  • D: A alternativa D chama de objetiva e sem posicionamento uma exposição que defende regulação.
  • E: A alternativa E restringe o texto à caracterização técnica, ignorando os argumentos normativos.
Pegadinha: Informações expositivas podem servir de argumentos dentro de um texto predominantemente argumentativo.
Base: Texto-base CG1A1; tipologia argumentativa.
Questão irmã: Um texto que apresenta razões para defender a necessidade de regular uma tecnologia é predominantemente argumentativo. Gabarito: Certo

Fonte: PGE RN 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Toda inferência precisa de apoio no texto.
  • Distinga a voz do narrador da voz de uma fonte citada.
  • Gênero é forma social; tipo textual é organização discursiva.
  • Um gênero pode combinar diferentes tipos textuais.
  • Narração organiza acontecimentos; descrição caracteriza elementos.
  • Exposição apresenta informações; argumentação sustenta uma tese.
  • Injunção orienta ações, com ou sem verbos no imperativo.
  • Marcas de oralidade podem ter função expressiva.
  • A correção ortográfica também depende de contexto e flexão verbal.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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