Direito Administrativo · Capítulo 20
Processo, controle e contratação públicaServiços públicos e bensIntervenção, terceiro setor e dados
Itens do edital:
- 4. Processo administrativo (Lei nº 9.784/1999). Controle e responsabilização da administração: controle administrativo; controle judicial; controle legislativo. Responsabilidade extracontratual do Estado. Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992). Nova Lei de Licitações e Contratos da Administração Pública (Lei nº 14.133/2021). Serviços públicos.
- 5. Conceito, pressupostos constitucionais, regime jurídico, princípios do serviço público, usuário, titularidade. Delegação de serviço público: autorização, permissão e concessão. Bens públicos: regime jurídico, classificação, administração, aquisição e alienação, utilização por terceiros: autorização de uso, permissão de uso, concessão de uso, concessão de direito real de uso e cessão de uso.
- 6. Intervenção do Estado na propriedade: desapropriação, servidão administrativa, tombamento, requisição administrativa, ocupação temporária, limitação administrativa. Terceiro Setor: Entes paraestatais. Lei Geral de Proteção a Dados (Lei nº 13.709/2018).
20.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Em processo administrativo federal, uma autoridade competente nega pedido do interessado e emite a decisão sem indicar os fatos e os fundamentos jurídicos que a embasam. Segundo a Lei nº 9.784/1999, a decisão
- A)é válida, porque a competência da autoridade dispensa a exposição dos motivos.
- B)é defeituosa, pois os atos que neguem ou limitem direitos devem ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos.
- C)só exigiria motivação se o ato fosse vinculado.
- D)só exigiria motivação se o interessado interpusesse recurso.
- E)dispensa motivação quando o interessado participou da instrução.
P2inédita
Uma prefeitura delega a execução do serviço público de transporte coletivo a uma empresa, por concessão formalizada após licitação. Sobre a titularidade do serviço durante o contrato, assinale a alternativa correta.
- A)A titularidade passa à concessionária, que se torna dona do serviço pelo prazo do contrato.
- B)A licitação transfere a titularidade ao vencedor, e o Poder Público fica apenas com a fiscalização.
- C)A titularidade permanece com o Poder Público, que delega apenas a execução do serviço à concessionária.
- D)A concessão só é possível se a concessionária for empresa pública.
- E)A titularidade permanece pública apenas nos serviços não essenciais.
P3inédita
Uma empresa privada coleta dados pessoais de cidadãos para executar política pública em parceria com um município. Sobre a incidência da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), assinale a alternativa correta.
- A)A lei deixa de incidir, porque o tratamento se relaciona a atividade estatal.
- B)A lei incide apenas se os dados estiverem em meio digital.
- C)A lei incide apenas sobre dados sensíveis tratados pela empresa.
- D)A lei incide sobre o tratamento realizado por pessoa jurídica de direito privado, ainda que relacionado a política pública.
- E)A lei deixa de incidir sempre que houver contrato administrativo com o município.
20.2 O que cai
- 4. Processo administrativo (Lei nº 9.784/1999). Controle e responsabilização da administração: controle administrativo; controle judicial; controle legislativo. Responsabilidade extracontratual do Estado. Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992). Nova Lei de Licitações e Contratos da Administração Pública (Lei nº 14.133/2021). Serviços públicos: 1132 questões da FGV e Cebraspe, 2022–2026
- 5. Conceito, pressupostos constitucionais, regime jurídico, princípios do serviço público, usuário, titularidade. Delegação de serviço público: autorização, permissão e concessão. Bens públicos: regime jurídico, classificação, administração, aquisição e alienação, utilização por terceiros: autorização de uso, permissão de uso, concessão de uso, concessão de direito real de uso e cessão de uso: 117 questões da FGV e Cebraspe, 2022–2026
- 6. Intervenção do Estado na propriedade: desapropriação, servidão administrativa, tombamento, requisição administrativa, ocupação temporária, limitação administrativa. Terceiro Setor: Entes paraestatais. Lei Geral de Proteção a Dados (Lei nº 13.709/2018): 165 questões da FGV e Cebraspe, 2022–2026
20.3 Teoria
Processos, contratos, serviços e bens públicos exigem reconhecer a fonte da competência administrativa e os limites impostos ao Estado. A prova cobra distinções entre regimes próximos.
20.3.1 Processo, controle e contratação pública
O processo administrativo federal organiza a atuação da Administração e protege direitos dos administrados.
A Lei nº 9.784/1999 aplica-se à Administração Federal direta e indireta e também aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa (art. 1º, § 1º). Os processos específicos continuam regidos por lei própria, e a Lei 9.784 só se aplica a eles subsidiariamente (art. 69). Deve observar legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
Os atos que afetem direitos, imponham deveres ou decidam recursos devem ser motivados com indicação dos fatos e fundamentos jurídicos. O interessado tem direito de acompanhar o processo, conhecer decisões e apresentar documentos antes da decisão, salvo exceção legal. Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo, excluindo o dia do começo e incluindo o vencimento; prorrogam-se se o vencimento cair em dia sem expediente. A intimação deve identificar o interessado e a finalidade, respeitando antecedência legal quando houver comparecimento.
| Etapa | Garantia ou finalidade |
|---|---|
| Instrução | Reunir elementos e permitir participação |
| Decisão | Motivação e competência |
| Recurso | Revisão administrativa nos termos legais |
A Administração pode anular atos ilegais e revogar atos válidos por conveniência e oportunidade, respeitados direitos adquiridos e limites legais. O controle judicial examina juridicidade, sem substituir escolhas administrativas legítimas. O controle legislativo ocorre nos limites constitucionais, inclusive com auxílio dos Tribunais de Contas na fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.
A responsabilidade civil do Estado é objetiva para danos causados por agentes nessa qualidade, assegurado regresso contra o responsável em caso de dolo ou culpa. Exige dano e nexo causal; causas excludentes ou atenuantes podem ser examinadas no caso concreto. O Estado não responde automaticamente por todo dano que ocorra em sua esfera.
A improbidade administrativa exige conduta dolosa tipificada, conforme a Lei nº 8.429/1992 após a reforma de 2021. A mera ilegalidade ou culpa não configura improbidade. Sanções dependem de processo e dos requisitos legais; a ação não substitui controle disciplinar ou ressarcimento quando cabíveis.
A Lei nº 14.133/2021 estabelece normas gerais de licitação e contratação. Pregão é modalidade obrigatória para bens e serviços comuns, com critério de menor preço ou maior desconto; concorrência atende objetos definidos na lei; diálogo competitivo é restrito a contratações complexas que preencham seus pressupostos. Credenciamento é procedimento auxiliar, não modalidade. A seleção deve observar planejamento, julgamento objetivo e competição, salvo contratação direta nas hipóteses legais. A licitação é inexigível quando inviável a competição, como na aquisição de bens ou serviços que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivos (art. 74, I). Inexigibilidade e dispensa não são sinônimos.
Exemplo resolvido
Uma equipe da Receita recebe pedido de vista, ainda na instrução, e a autoridade pretende decidir sem analisar documentos apresentados.
- A instrução deve permitir participação do interessado.
- A decisão deve enfrentar elementos relevantes e ser motivada.
- Resposta: a autoridade deve considerar os documentos antes de decidir, salvo exceção legal expressa.
Base legal: Lei nº 9.784/1999, arts. 1º, 2º, 3º, 26, 38, 50, 59, 66 e 69; Constituição Federal, arts. 37, § 6º, e 70; Lei nº 8.429/1992; Lei nº 14.133/2021, arts. 6º, 28 e 74
Esquema
Processo administrativo
1Instruir
Reunir elementos e ouvir interessados
2Decidir
Autoridade competente e motivação
3Rever
Recurso nos termos legais
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · MP/ES 2026
Segundo a Lei nº 14.133/2021, assinale a opção que indica a modalidade de licitação obrigatória para aquisição de bens e serviços comuns, cujo critério de julgamento poderá ser o de menor preço ou o de maior desconto.
- A)Leilão.
- B)Pregão.
- C)Concurso.
- D)Credenciamento.
- E)Diálogo Competitivo.
Resposta: B
Conceito: Na Lei 14.133/2021, o pregão é a modalidade obrigatória para aquisição de bens e serviços comuns, e o critério de julgamento pode ser o menor preço ou o maior desconto.
Raciocínio: Primeiro, identifique o objeto: bens e serviços comuns, ou seja, aqueles com padrões de desempenho e qualidade definidos objetivamente pelo edital (art. 6º, XIII). Segundo, o art. 29 manda adotar o pregão sempre que o objeto tiver esse padrão. Terceiro, o critério de julgamento de menor preço ou maior desconto é próprio do pregão (art. 6º, XLI). Logo, a resposta é a alternativa B.
Pegadinha: A banca usa a expressão 'obrigatória' e o critério 'maior desconto', que parecem apontar para outra modalidade. O critério de maior desconto é próprio do pregão, e a obrigatoriedade decorre do objeto comum.
Base: Lei 14.133/2021, art. 6º, XIII (bens e serviços comuns), XLI (pregão e critérios de julgamento), art. 28, I, e art. 29.
20.3.2 Serviços públicos e bens
Serviço público é atividade destinada a satisfazer necessidades coletivas, submetida a regime jurídico definido pelo Estado. A titularidade permanece pública, embora a execução possa ser delegada. Continuidade, igualdade, segurança, atualidade, generalidade e modicidade tarifária orientam a prestação, sem excluir hipóteses legais de interrupção.
| Delegação | Instrumento | Traço distintivo |
|---|---|---|
| Concessão | Contrato e licitação | Prazo e risco do concessionário |
| Permissão | Contrato de adesão e licitação | Delegação precária nos termos legais |
| Autorização | Ato administrativo | Hipóteses legais específicas |
Concessão e permissão são delegações contratuais precedidas de licitação; autorização não se confunde com elas e depende da disciplina setorial. O usuário tem direito a serviço adequado, informação e tratamento não discriminatório, além dos deveres previstos em lei e contrato. Bens públicos classificam-se em uso comum do povo, uso especial e dominicais. Bens de uso comum e especial são inalienáveis enquanto conservarem a qualificação; bens dominicais podem ser alienados com requisitos legais. Bens públicos não se sujeitam a usucapião.
O uso por particular pode ocorrer por autorização, permissão ou concessão de uso, conforme interesse, estabilidade e instrumento jurídico. Cessão de uso transfere uso entre entidades ou órgãos nos termos aplicáveis; concessão de direito real de uso constitui direito real resolúvel quando preenchidos os requisitos legais. Não confunda delegar serviço com transferir titularidade: a titularidade continua pública.
Base legal: Constituição Federal, art. 175; Lei nº 8.987/1995, arts. 2º, 6º e 40; Código Civil, arts. 98 a 103; Constituição Federal, art. 183, § 3º, e art. 191, parágrafo único
Comparação
Serviço delegado
| Concessão | Permissão |
|---|---|
| Contrato com licitação | Contrato de adesão e licitação |
| Prazo e risco do concessionário | Delegação precária nos termos legais |
20.3.3 Intervenção, terceiro setor e dados
A intervenção estatal na propriedade limita ou retira faculdades do titular por interesse público, nos termos constitucionais e legais.
Desapropriação transfere compulsoriamente o bem, em regra com indenização; servidão administrativa impõe ônus específico; tombamento protege valor cultural sem transferir domínio; requisição responde a perigo público iminente e assegura indenização ulterior se houver dano; ocupação temporária viabiliza obra ou serviço; limitação administrativa impõe obrigação geral e abstrata.
| Instrumento | Efeito principal |
|---|---|
| Desapropriação | Transferência compulsória |
| Servidão | Ônus específico sobre imóvel |
| Tombamento | Proteção cultural e restrições |
| Requisição | Uso diante de perigo público iminente |
| Limitação | Restrição geral de uso |
A servidão administrativa é o ônus específico e duradouro imposto a imóvel de terceiro para uso público, como a passagem de tubulação, sem transferir o domínio. A ocupação temporária, ao contrário, é o uso transitório de imóvel particular durante obra ou serviço, e cessa quando eles terminam.
Entidades do terceiro setor são pessoas privadas que colaboram com finalidades públicas sem integrar a Administração. Organizações da Sociedade Civil celebram parcerias sob a Lei nº 13.019/2014, em regra mediante chamamento público; o edital indica objeto, programação orçamentária, critérios, prazos e medidas de acessibilidade pertinentes. Termo de colaboração parte de plano proposto pela Administração; termo de fomento parte de proposta da organização; acordo de cooperação não envolve transferência de recursos financeiros.
A LGPD aplica-se ao tratamento de dados pessoais por pessoas naturais ou jurídicas, públicas ou privadas, observadas as hipóteses legais. Administração Pública deve tratar dados para finalidade pública e execução de competências, com transparência e observância dos princípios. O uso compartilhado de dados pessoais pelo Poder Público deve atender a finalidades específicas de execução de políticas públicas e à atribuição legal dos órgãos e entidades, respeitados os princípios do art. 6º (art. 26). Dados sensíveis recebem proteção reforçada. O titular possui direitos, mas o tratamento estatal não depende sempre de consentimento: pode apoiar-se em base legal apropriada.
No tombamento, a proteção pode alcançar entorno e intervenções que afetem visibilidade ou ambiência, não apenas a estrutura física do bem. Evite tratar todos os instrumentos como desapropriação ou exigir indenização automática por qualquer restrição.
Base legal: Constituição Federal, arts. 5º, XXIV e XXV, e 216, § 1º; Decreto-Lei nº 3.365/1941; Decreto-Lei nº 25/1937; Lei nº 13.019/2014, arts. 2º e 24; Lei nº 13.709/2018, arts. 5º, 6º, 7º, 23 e 26
Esquema
Intervenção na propriedade
Instrumentos
Desapropriação
Transfere domínio
Servidão e tombamento
Impõem ônus ou proteção
Requisição e ocupação
Uso em situações definidas
Limitação administrativa
Restrição geral
Pegadinha de prova
Controle judicial não é mérito
O Judiciário examina juridicidade e não substitui a escolha administrativa legítima.
Pegadinha de prova
Delegação não transfere titularidade
Concessionário executa o serviço, mas o titular permanece o ente público.
Atenção
Improbidade requer dolo tipificado
A ilegalidade isolada ou a culpa não bastam sob a lei vigente.
20.4 Exemplo resolvido
Um município delega a empresa privada, mediante licitação e contrato, a operação de serviço de transporte coletivo por prazo determinado. Qual afirmação é correta? A) A titularidade do serviço transfere-se à empresa durante o contrato. B) A concessão delega a execução, sem retirar do poder público a titularidade. C) A prestação privada converte o serviço público em atividade exclusivamente econômica. D) O contrato dispensa fiscalização do poder concedente após a licitação. E) A concessionária pode definir livremente tarifas e padrões de continuidade.
- A concessão é delegação contratual de execução.
- A titularidade continua pública e há fiscalização estatal.
- A tarifa e o serviço seguem lei e contrato.
Resposta: B
20.5 Fixação
Questões inéditas.
F1inédita
Uma comissão de licitação verifica que determinado equipamento só pode ser fornecido por empresa ou representante comercial exclusivos, devidamente comprovados. Nos termos da Lei nº 14.133/2021, a contratação direta desse equipamento caracteriza
- A)inexigibilidade de licitação, por inviabilidade de competição.
- B)dispensa de licitação, porque o valor é inferior ao limite legal.
- C)hipótese de pregão obrigatório, por se tratar de bem comum.
- D)hipótese de concorrência obrigatória, por ser fornecimento de equipamento.
- E)credenciamento, que é modalidade de licitação para fornecedor exclusivo.
F2inédita
Em processo administrativo federal para apurar infração, o particular apresentou alegações e documentos antes da decisão. A autoridade, alegando que o ato é discricionário, decidiu sem apreciá-los e sem motivar. À luz da Lei nº 9.784/1999, a conduta
- A)é regular, pois a discricionariedade dispensa a apreciação da defesa e a motivação.
- B)é irregular, pois o interessado pode juntar documentos e apresentar alegações antes da decisão, e os elementos apresentados devem ser considerados na motivação.
- C)é regular, quando a sanção aplicada for pecuniária.
- D)é irregular apenas se a decisão encerrar o processo.
- E)é regular, porque só o particular com advogado constituído tem as alegações apreciadas.
F3inédita
Para permitir a passagem de tubulação de serviço público por imóvel particular, a Administração institui ônus específico e duradouro sobre a área, sem adquirir o domínio do bem. O instrumento descrito é
- A)a servidão administrativa, que impõe ônus a imóvel de terceiro sem transferir o domínio.
- B)a desapropriação, que transfere compulsoriamente a propriedade ao poder público.
- C)o tombamento, que protege o bem por seu valor cultural.
- D)a ocupação temporária, que permite o uso transitório do imóvel durante obra ou serviço.
- E)a limitação administrativa, restrição geral e abstrata imposta a todos os proprietários.
F4inédita
Um órgão municipal recebeu dados pessoais de usuários de serviço público para executar política pública. Sobre o uso compartilhado desses dados pelo Poder Público, a Lei nº 13.709/2018 estabelece que ele
- A)pode ocorrer sem finalidade específica, desde que os dados permaneçam dentro da Administração.
- B)deve atender a finalidades específicas de execução de políticas públicas e à atribuição legal dos órgãos e entidades, respeitados os princípios de proteção de dados.
- C)fica livre dos princípios da lei quando houver convênio entre os órgãos.
- D)só exige finalidade específica quando os dados forem sensíveis.
- E)dispensa os princípios de proteção de dados quando a política pública tiver previsão orçamentária.
F5inédita
Uma Administração pretende proteger bem de valor histórico, impedindo sua demolição e exigindo autorização para intervenções. A medida decorre de tombamento. Sobre seus efeitos, assinale a alternativa correta.
- A)Transfere automaticamente a propriedade do bem ao ente público.
- B)Impõe restrições ao exercício da propriedade, e o proprietário continua titular do bem.
- C)Só alcança imóveis urbanos.
- D)Só protege bens móveis.
- E)Depende da concordância do proprietário em qualquer caso.
20.6 Questões oficiais da FGV e Cebraspe
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · ALE/RO 2026
Em observância às formalidades legais, João ingressou com processo administrativo junto à Administração Pública Federal. Encerrada a instrução processual, a autoridade administrativa competente determinou a intimação de João para que ele, no prazo máximo de dez dias, se manifestasse, caso assim tivesse interesse. Registre-se que João foi oficialmente cientificado no dia 17 de novembro de 2025, segunda-feira. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 9.784/1999, é correto afirmar que o último dia para a manifestação de João ocorreu em
- A)26 de novembro de 2025.
- B)27 de novembro de 2025.
- C)28 de novembro de 2025.
- D)01 de dezembro de 2025.
- E)02 de dezembro de 2025.
Q2oficial · TRF2 2026
Tício ajuizou ação de usucapião visando à declaração de domínio de imóvel localizado no Município X, aduzindo ser detentor da posse mansa, pacífica e ininterrupta, com animus domini, há mais de sete anos. Consta da inicial que não há inscrição imobiliária para o endereço do imóvel em questão. No decorrer da instrução, demonstrou-se que o imóvel se configura como terreno de marinha. Com a necessidade do ingresso da União na lide, os autos foram remetidos à Justiça Federal. A União aduziu que, conforme prova pericial produzida no processo, o imóvel usucapiendo se sobrepõe com terrenos acrescidos de marinha de domínio da União e que o levantamento Topográfico Planimétrico atesta que a área do imóvel usucapiendo está integralmente sobreposta com terrenos acrescidos de marinha de domínio da União. Considerando a legislação em vigor e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que
- A)na hipótese trazida no enunciado, a partir das provas juntadas aos autos, o desfecho da demanda deverá ser a improcedência do pedido formulado, uma vez que não se admite usucapião de bem público.
- B)a despeito da perícia realizada, deve valer a prova documental existente, que indicou inexistir inscrição imobiliária, não sendo possível afirmar que se trata de terreno de marinha, sendo viável a usucapião.
- C)terrenos de marinha são de titularidade derivada do ente federativo, podendo ser deferido pleito de usucapião, desde que demonstrados os requisitos de posse mansa, pacífica e ininterrupta, com animus domini, no prazo legal.
- D)no caso em tela, se houvesse anterior instituição de enfiteuse, haveria mera substituição do enfiteuta pelo usucapiente, motivo pelo qual seria possível o deferimento do pleito de usucapião.
- E)na hipótese trazida aos autos, estando o imóvel em regime de ocupação, a jurisprudência majoritária entende que a usucapião é totalmente viável, pois há um direito real a ser transferido.
Q3oficial · PGE/AC 2026
A Administração Pública publicou edital visando à celebração de parceria com as entidades privadas qualificadas, na forma da lei, como Organizações da Sociedade Civil. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 13.019/2014, é correto afirmar que o edital do chamamento público especificará, entre outros, os seguintes tópicos:
- A)as medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e para idosos, de acordo com as características do objeto da parceria, e a programação orçamentária que autoriza e viabiliza a celebração da parceria.
- B)o valor previsto para a realização do objeto, limitado a R$ 100.000,00 (cem mil reais) e as datas, os prazos, as condições, o local e a forma de apresentação das propostas.
- C)a vedação à interposição de recurso administrativo, sem prejuízo do pedido de reconsideração e a minuta do instrumento por meio do qual será celebrada a parceria.
- D)a vedação à interposição de recurso administrativo, sem prejuízo do pedido de reconsideração, e o objeto da parceria.
- E)o valor previsto para a realização do objeto, limitado a R$ 100.000,00 (cem mil reais) e o objeto da parceria.
Q4oficial · PREF/SALVADOR/BA 2026
A proteção patrimonial dos terreiros de religiões de matriz africana no Brasil mobiliza instrumentos de diferentes esferas federativas. Com relação ao tema, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa. ( ) O Terreiro Casa Branca do Engenho Velho, em Salvador, foi o primeiro terreiro de candomblé tombado como patrimônio cultural brasileiro pelo Iphan. ( ) Na Bahia, terreiros de matriz africana também podem receber proteção patrimonial por meio de reconhecimento promovido pelo governo estadual. ( ) O tombamento restringe-se às edificações protegidas, não alcançando intervenções realizadas em seu entorno. As afirmativas são, respectivamente,
- A)V – F – F.
- B)V – F – V.
- C)V – V – F.
- D)F – V – F.
- E)F – V – V.
Q5oficial · MP/RJ 2026
Guilherme, Promotor de Justiça no Município de Rio Bonito, RJ, tomou conhecimento de que Lucas, agente público da referida municipalidade, teria, dolosamente, frustrado a licitude de processo licitatório, acarretando perda patrimonial efetiva ao erário. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992 e o entendimento dominante do Supremo Tribunal Federal (STF), assinale a afirmativa correta.
- A)O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Município de Rio Bonito poderão ingressar com ação de improbidade administrativa em face de Lucas, sendo caso de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva. Por sua vez, preenchidos os requisitos legais, poderá o Parquet oferecer ao agente a celebração de acordo de não persecução cível, sendo certo que, nesse caso, verificada a inércia do órgão ministerial, a municipalidade poderá atuar subsidiariamente.
- B)O MPRJ e o Município de Rio Bonito poderão ingressar com ação de improbidade administrativa em face de Lucas, sendo caso de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva. Por sua vez, preenchidos os requisitos legais, poderá o Parquet oferecer ao agente a celebração de acordo de não persecução cível, prerrogativa não extensível à municipalidade.
- C)O MPRJ poderá ingressar com ação de improbidade administrativa em face de Lucas ou, preenchidos os requisitos legais, poderá oferecer ao agente a celebração de acordo de não persecução cível, prerrogativas extensíveis ao Município de Rio Bonito, por se tratar, nos dois casos, de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva.
- D)O MPRJ poderá ingressar com ação de improbidade administrativa em face de Lucas ou, preenchidos os requisitos legais, poderá oferecer ao agente a celebração de acordo de não persecução cível. Em caso de inércia do Parquet, o Município de Rio Bonito passa a ter legitimidade ativa para adotar as referidas medidas.
- E)O MPRJ poderá ingressar com ação de improbidade administrativa em face de Lucas ou, preenchidos os requisitos legais, poderá oferecer ao agente a celebração de acordo de não persecução cível, prerrogativas não extensíveis ao Município de Rio Bonito.
Q6oficial · MP/MT 2026
O Município Alfa celebrou contrato administrativo com a sociedade empresária Beta para exploração de um espaço situado em área urbana central, consistente em uma praça pública amplamente utilizada pela população local para lazer e circulação. O contrato previa a instalação de quiosques e a cobrança pelo uso de determinados espaços delimitados da praça. Após alguns anos, a empresa Beta passou a restringir o acesso de pessoas que não consumissem nos quiosques, além de cercar parte significativa da praça, impedindo o livre trânsito. Paralelamente, um particular, João, alegando posse prolongada e exclusiva de uma área lateral da praça não utilizada pelo poder público, ajuizou ação de usucapião. Diante desse cenário, é correto afirma que a praça
- A)por ser bem dominical, pode ser alienada livremente pelo Município, sendo legítima a restrição de acesso imposta pela concessionária.
- B)constitui bem de uso comum do povo, sendo vedada a limitação de acesso, salvo mediante lei, podendo, contudo, ser objeto de usucapião na parte não utilizada pelo Poder Público.
- C)é bem de uso comum do povo, sendo possível a cobrança pelo uso e a imposição de restrições parciais, desde que justificadas e previstas em lei, sendo inviável, contudo, a usucapião.
- D)é bem de uso especial, razão pela qual admite alienação e usucapião, desde que não esteja afetada a finalidade pública.
- E)enquanto bem público, não pode ser objeto de uso retribuído nem sofrer qualquer limitação de acesso por particulares, ainda que autorizados pelo Poder Público.
Q7oficial · MP/GO 2026
A Constituição Federal de 1988 assegura o direito de propriedade (art. 5º, XXII) e o reconhece como princípio da ordem econômica (art. 170, II). Entretanto, há situações em que o Estado interfere na propriedade privada, a fim de atender ao interesse da coletividade. Considerando a legislação vigente e o posicionamento do Supremo Tribunal Federal acerca das formas de intervenção estatal na propriedade privada, assinale a afirmativa correta.
- A)A requisição administrativa pode incidir sobre bem ou serviço de outro ente federativo, não sendo restrita a bens particulares.
- B)Em caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá utilizar propriedade particular, assegurando ao proprietário indenização imediata.
- C)O tombamento é um ato de intervenção estatal na propriedade que recai sobre bem específico, público ou privado, impondo restrições à sua utilização e transformação.
- D)O tombamento não pode ser realizado por determinação contida em ato legislativo, ainda que provisório, ficando restrito a ato do Poder Executivo.
- E)A hierarquia verticalizada dos entes federativos se estende ao tombamento, sendo vedado que Estado tombe bem pertencente à União.
20.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A considera suficiente a competência, embora ela não afaste o dever legal de motivar.
- C: A alternativa C inventa que a exigência se limita a atos vinculados.
- D: A alternativa D restringe a exigência a situações com recurso, o que não corresponde ao art. 50.
- E: A alternativa E faz da participação do interessado uma dispensa de motivação sem previsão legal.
P2inédita · pré-testeResposta: C
- A: A alternativa A nega a distinção entre titularidade e execução delegada.
- B: A alternativa B confunde licitação e delegação com transferência de titularidade.
- D: A alternativa D restringe concessões a empresa pública, embora a concessão possa ser atribuída a pessoa jurídica ou consórcio, conforme a lei.
- E: A alternativa E cria uma restrição por essencialidade que não corresponde à regra geral.
P3inédita · pré-testeResposta: D
- A: A alternativa A inventa uma exclusão geral para dados tratados em atividade estatal.
- B: A alternativa B confunde incidência da LGPD com uso de meio digital; a lei não se limita a esse meio.
- C: A alternativa C limita indevidamente a incidência a dados sensíveis.
- E: A alternativa E transforma a existência de contrato em hipótese automática de exclusão.
F1inéditaResposta: A
- B: A alternativa B confunde inexigibilidade com dispensa e inventa critério de valor; a exclusividade torna inviável a competição.
- C: A alternativa C esquece que o pregão pressupõe competição; com fornecedor exclusivo ela é inviável.
- D: A alternativa D aplica modalidade licitatória a hipótese em que a competição é inviável.
- E: A alternativa E erra ao tratar credenciamento como modalidade; é procedimento auxiliar.
F2inéditaResposta: B
- A: A alternativa A permite ignorar a defesa com base em discricionariedade, contrariando as garantias do processo administrativo.
- C: A alternativa C cria exceção para sanção pecuniária sem base na lei.
- D: A alternativa D limita a garantia a um momento específico, embora ela valha durante a instrução e a decisão.
- E: A alternativa E faz a garantia depender de advogado, mas a lei trata a assistência por advogado como facultativa.
F3inéditaResposta: A
- B: A alternativa B erra porque o enunciado afirma que não há aquisição do domínio.
- C: A alternativa C descreve tombamento, que protege valor cultural, e não a passagem de tubulação.
- D: A alternativa D erra ao falar em uso transitório, quando o ônus descrito é duradouro.
- E: A alternativa E erra porque a limitação administrativa é geral e abstrata, e o gravame descrito é específico.
F4inéditaResposta: B
- A: A alternativa A aceita ausência de finalidade específica, requisito incompatível com o art. 26.
- C: A alternativa C trata convênio como dispensa dos requisitos legais de finalidade e dos princípios.
- D: A alternativa D restringe indevidamente a exigência aos dados sensíveis.
- E: A alternativa E supõe que previsão orçamentária substitua os requisitos do tratamento de dados.
F5inéditaResposta: B
- A: A alternativa A confunde tombamento com desapropriação: restringe o uso sem transferir automaticamente a propriedade.
- C: A alternativa C restringe a proteção a imóveis urbanos, embora bens de diferentes naturezas possam ser protegidos.
- D: A alternativa D exclui indevidamente imóveis e conjuntos protegidos.
- E: A alternativa E torna a natureza do tombamento dependente de concordância, o que não é regra geral.
Q1oficialResposta: B
- A: Conta o dia da ciência como dia 1 e encerra no dia 26. Explora a inclusão indevida do dia do começo, que o art. 66 expressamente exclui.
- C: Desloca o vencimento para o dia 28, como se o prazo tivesse onze dias. É erro de aritmética que estende o prazo além do previsto em dez dias.
- D: Leva o vencimento ao dia 1º de dezembro, aplicando uma prorrogação que não existe nesse caso. A regra de prorrogação só vale quando o vencimento cai em dia sem expediente, e 27/11 é quinta-feira.
- E: Soma dois dias de sobra ao prazo, usando a contagem de 2 de dezembro. A banca explora a confusão entre o prazo e a data de encerramento, além de uma prorrogação indevida.
Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q2oficialResposta: A
- B: Dá prevalência à prova documental sobre a pericial e supõe que a falta de inscrição descaracteriza o terreno de marinha. Explora a ideia errada de que o registro cria o domínio público, quando a natureza do bem decorre da lei.
- C: Afirma que a titularidade do terreno de marinha é derivada e admite a usucapião. A União tem domínio originário sobre esses terrenos, e o bem público não se usucapa.
- D: Sustenta que a substituição do enfiteuta pelo possuidor viabilizaria a usucapião. O raciocínio ignora que o bem é público, o que afasta a usucapião independentemente da enfiteuse.
- E: Diz que a ocupação gera direito real transferível e que a jurisprudência admite a usucapião. A banca explora a confusão entre posse e domínio, já que a posse prolongada de bem público não convalida a propriedade.
Fonte: TRF2 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q3oficialResposta: A
- B: Fixa um teto de R$ 100.000,00 para o valor da parceria. A lei exige apenas o valor previsto, sem limite, e a banca explora essa limitação inventada.
- C: Traz como vedação a interposição de recurso administrativo, quando a lei manda o edital prever as condições para esse recurso (art. 24, § 1º, VIII). O erro está na inversão de sentido.
- D: Repete a vedação ao recurso e combina com o objeto da parceria. O item errado invalida a alternativa, mesmo que o objeto seja um item legal.
- E: Impõe o teto de R$ 100.000,00 e menciona o objeto da parceria. O teto inventado torna a alternativa incorreta, mesmo que o objeto conste do rol.
Fonte: PGE/AC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q4oficialResposta: C
- A: Marca a afirmativa II como falsa, negando a competência estadual para proteger terreiros. A banca explora a crença de que só a União pode proteger bens culturais.
- B: Marca a afirmativa III como verdadeira, o que ignora a proteção da vizinhança do bem tombado. Explora a leitura restrita do tombamento às edificações.
- D: Inverte a primeira afirmativa e marca a segunda como verdadeira, mas a primeira é verdadeira e a terceira é falsa. O erro está em negar o tombamento do Casa Branca pelo Iphan.
- E: Nega o tombamento do Casa Branca e marca a segunda como verdadeira, mas a primeira afirmativa é verdadeira. A banca combina uma negação indevida com a leitura correta da segunda.
Fonte: PREF/SALVADOR/BA 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q5oficialResposta: C
- A: Afirma que o município só atua subsidiariamente, após a inércia do Ministério Público. A legitimidade é concorrente e disjuntiva, e não subsidiária. A banca explora a confusão entre as duas figuras.
- B: Diz que o acordo de não persecução cível não se estende ao município. A banca explora a ideia de exclusividade do Ministério Público, que o entendimento do STF afasta.
- D: Condiciona a legitimidade do município à inércia do Ministério Público, o que transforma a concorrência em subsidiariedade. Esse é o erro central da alternativa.
- E: Afirma que as prerrogativas do acordo não se estendem ao município. Explora a mesma exclusividade que a correta afasta, porque o ente lesado pode ser beneficiado pelo acordo quando tem legitimidade para a ação.
Fonte: MP/RJ 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q6oficialResposta: C
- A: Classifica a praça como bem dominical, o que é incorreto, e admite alienação e restrição sem previsão legal. A banca explora a confusão entre bens de uso comum e bens dominicais.
- B: Admite usucapião da parte não utilizada pelo poder público, o que contraria o art. 102 do Código Civil. A alternativa também veda restrições que a lei autoriza, o que a torna incorreta.
- D: Classifica a praça como bem de uso especial, o que é incorreto, e admite alienação e usucapião. Explora a confusão entre as categorias de bens públicos.
- E: Proíbe qualquer uso retribuído e qualquer limitação de acesso, mesmo autorizados pelo poder público. O Código Civil (art. 103) permite o uso retribuído quando previsto em lei, e a banca explora o absolutismo da proibição.
Fonte: MP/MT 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q7oficialResposta: C
- A: Afirma que a requisição pode incidir sobre bem de outro ente federativo. A requisição se dirige a bens e serviços particulares (CF, art. 5º, XXV), e a banca explora a ampliação indevida do alcance do instituto.
- B: Afirma que a indenização na requisição de perigo público é imediata. A Constituição prevê indenização ulterior, se houver dano (CF, art. 5º, XXV). A banca explora a troca de 'ulterior' por 'imediata'.
- D: Nega que o tombamento possa ser feito por lei, o que é incorreto. A proteção pode resultar de ato legislativo, e a banca explora a restrição indevida à forma do ato.
- E: Cria uma vedação de tombamento entre entes federativos, baseada em hierarquia. A competência de proteção é dos entes, e a banca explora uma hierarquia que a Constituição não estabelece.
Fonte: MP/GO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
20.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Processo administrativo exige motivação, contraditório e ampla defesa nos casos legais.
- A Administração anula ilegalidade e revoga ato válido dentro dos limites legais.
- Responsabilidade estatal exige dano e nexo causal.
- A improbidade vigente exige conduta dolosa tipificada.
- Pregão é obrigatório para bens e serviços comuns.
- A titularidade do serviço público permanece estatal após delegação.
- Bens públicos não podem ser usucapidos.
- A LGPD não exige consentimento para toda hipótese de tratamento público.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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