Matéria 01
Língua Portuguesa
O que o edital pede nesta matéria
- 1Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos em português.
- 2Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos. Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no português; mecanismos de coesão textual. Ortografia.
- 3Acentuação gráfica. Emprego do sinal indicativo de crase. Pontuação. Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta. Observação: os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o foco de sua participação na estruturação significativa dos textos.
Língua Portuguesa · Capítulo 1
Texto, gênero e construção de sentidoClasses, sintaxe e coesãoCrase, pontuação e reescrita
Itens do edital:
- 1. Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos em português.
- 2. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos. Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no português; mecanismos de coesão textual. Ortografia.
- 3. Acentuação gráfica. Emprego do sinal indicativo de crase. Pontuação. Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta. Observação: os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o foco de sua participação na estruturação significativa dos textos.
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
No período “Embora o prazo tenha sido prorrogado, muitos contribuintes entregaram a declaração na data original”, o conectivo destacado estabelece, entre as orações, uma relação de
- A)causa, pois indica o motivo pelo qual os contribuintes entregaram a declaração.
- B)condição, pois a entrega depende de que o prazo tenha sido prorrogado.
- C)concessão, pois apresenta um fato que poderia impedir o outro, mas não o impede.
- D)consequência, pois a prorrogação levou à entrega na data original.
- E)adição, pois soma duas informações de mesmo sentido.
P2inédita
Assinale a alternativa em que a frase está de acordo com a norma culta quanto à concordância verbal.
- A)Faz três meses que a norma foi publicada.
- B)Fazem três meses que a norma foi publicada.
- C)Haviam muitos pedidos pendentes na unidade.
- D)O auditor e a chefia revisou o parecer.
- E)Chegou os documentos solicitados pela fiscalização.
P3inédita
Assinale a frase que está de acordo com as regras de acentuação gráfica.
- A)Os fiscais que mantém o controle da carga assinaram o termo.
- B)A assembléia aprovou a proposta por unanimidade.
- C)A equipe fez o vôo de reconhecimento no domingo.
- D)Os servidores que vêm ao posto recebem a senha antes do atendimento.
- E)Ontem, o servidor pode concluir a análise do recurso.
1.2 O que cai
- 1. Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos em português: 1899 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
- 2. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos. Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no português; mecanismos de coesão textual. Ortografia: 1321 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
- 3. Acentuação gráfica. Emprego do sinal indicativo de crase. Pontuação. Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta. Observação: os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o foco de sua participação na estruturação significativa dos textos: 716 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
1.3 Teoria
Interpretação textual exige reconhecer propósito, gênero, organização e efeitos de sentido. A análise gramatical ganha precisão quando considera como escolhas de palavras, tempos verbais e conectivos constroem o texto.
1.3.1 Texto, gênero e construção de sentido
Leia o texto como unidade de comunicação: quem fala, a quem, com qual finalidade, em que situação e por qual gênero.
Gênero é uma forma social de agir por meio da linguagem. Notícia informa acontecimentos; artigo de opinião defende uma tese; aviso orienta uma conduta; crônica pode narrar e avaliar uma cena. A finalidade não se confunde com o tema: um texto sobre saúde pode informar, persuadir ou instruir.
| Sequência predominante | Marca | Exemplo em contexto fiscal |
|---|---|---|
| Narrativa | Ações em sequência | Relato da tramitação de processo |
| Descritiva | Características e estados | Descrição de documento |
| Argumentativa | Tese e justificativas | Defesa de interpretação normativa |
Gêneros podem combinar sequências. Uma notícia narra fatos e descreve cenário; uma nota técnica apresenta dados e argumenta. Identifique a função dominante, sem exigir que o texto seja “puro”. Organização interna pode progredir de informação conhecida para nova, apresentar problema e solução, causa e consequência, comparação ou tese e argumentos. Conectivos ajudam a perceber essas relações, mas a lógica depende também do conteúdo. Por isso costuma introduzir consequência; embora, concessão; mas, oposição. Não conclua que a conjunção adversativa apaga integralmente a oração anterior: ela sinaliza contraste.
Interpretação separa informação explícita, inferência autorizada e opinião pessoal. Inferir é combinar pistas textuais e conhecimento linguístico; não é acrescentar fato que o texto não sustenta. Em texto argumentativo, encontre a tese e distinga-a de exemplo, dado, ressalva e conclusão. Uma pergunta sobre a finalidade principal pede o efeito comunicativo global, não cada informação isolada.
Semântica depende do contexto. Uma palavra pode ter sentido literal, figurado, técnico ou avaliativo. Campo semântico reúne palavras ligadas por uma área de sentido, sem que sejam sinônimas. Sinônimos raramente são intercambiáveis em todos os contextos: preciso pode significar exato ou necessário. A substituição deve preservar sentido e registro. Antonímia, polissemia, homonímia e ambiguidade ajudam a explicar efeitos; examine a frase inteira e as relações entre referentes.
Tempos e modos verbais também organizam a perspectiva. Presente pode indicar atualidade, hábito, verdade geral ou presente histórico. Pretérito perfeito apresenta fato concluído; imperfeito, ação habitual, durativa ou pano de fundo. Futuro pode marcar previsão, hipótese ou ordem, conforme contexto. Indicativo costuma apresentar fato como certo; subjuntivo, possibilidade, desejo ou condição; imperativo orienta ou ordena. A correlação verbal mantém coerência temporal: se a hipótese é passada e irreal, a oração principal pode trazer futuro do pretérito.
Na leitura de prova, pergunte: qual é o propósito, que sequência domina, que relação o conectivo marca e qual referente cada pronome retoma? Evite tomar uma palavra isolada como prova de intenção. A ironia, por exemplo, pode inverter o sentido literal e requer contraste entre enunciado e contexto.
Exemplo resolvido
Um aviso da unidade informa que pedidos incompletos voltarão ao setor de origem e recomenda conferir anexos antes do protocolo. 1. A forma dominante é instrucional, com informação explicativa. 2. A finalidade é orientar a preparação do pedido, não narrar um caso. 3. A conclusão vem da relação entre recomendação e consequência administrativa.
Esquema
Leitura do texto
Construção de sentido
Gênero
Ação comunicativa
Sequência
Organização dominante
Semântica
Sentido no contexto
Verbos
Tempo, modo e perspectiva
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · TCE/SC 2026
Assinale a frase que mostra uma troca indevida entre parônimos (palavras semelhantes, mas de diferentes significados).
- A)Os emigrantes ilegais são hoje uma preocupação flagrante nos países da Europa e nos Estados Unidos.
- B)Os cidadãos, se infringem as leis, são punidos.
- C)Nas sessões do Congresso, discutem-se fatos importantes para a vida da população.
- D)A discrição é uma qualidade importante nos advogados.
- E)As tarefas legais não podem ser mal executadas.
Resposta: A
Conceito: Parônimos são palavras de forma parecida e sentido diferente. Emigrante é quem sai do próprio país, e imigrante é quem chega a outro país. A troca entre eles altera o sentido da frase.
Raciocínio: A frase fala de pessoas que chegam aos Estados Unidos e à Europa. Quem chega a um país é imigrante, e não emigrante, que é quem sai. Por isso o uso de emigrantes é a troca indevida. Logo, a alternativa correta é a A. As demais frases usam as palavras no sentido correto.
Pegadinha: A palavra emigrantes é quase igual a imigrantes na grafia, e a banca explora o prefixo, que indica a direção do movimento.
Base: Semântica lexical: parônimos (emigrante e imigrante; infringir e infligir; discrição e discriminação) e seu emprego adequado ao sentido da frase.
1.3.2 Classes, sintaxe e coesão
Morfologia identifica a classe e a flexão; sintaxe descreve a função na oração.
Um substantivo pode ser núcleo de sujeito ou objeto; a função depende da construção, não apenas da classe. Verbos variam em pessoa, número, tempo e modo. Derivação forma palavra com afixos ou mudança de classe; composição combina bases. Prefixo pode alterar sentido, mas a análise deve considerar a palavra efetivamente formada.
| Forma | Regra de concordância | Exemplo de expediente |
|---|---|---|
| Haver impessoal | Singular em sentido de existir | Havia dois anexos |
| Fazer tempo | Singular | Faz três dias |
| Sujeito composto | Em geral, plural | O auditor e a chefia revisaram |
Frase é enunciado com sentido; oração tem verbo ou locução verbal; período contém uma ou mais orações. Coordenação une orações independentes sintaticamente. Subordinação estabelece dependência: uma oração pode funcionar como substantivo, adjetivo ou advérbio. Conjunções dão pistas de adição, oposição, causa, condição, concessão e conclusão. A pontuação não substitui a análise sintática.
Concordância verbal se orienta pelo sujeito, não pelo termo mais próximo. Haver com sentido de existir e fazer indicando tempo decorrido são impessoais e ficam no singular. Com expressão partitiva ou porcentagem, observe o núcleo e a construção; não aplique um automatismo. Concordância nominal relaciona determinantes e modificadores ao substantivo. Em documento oficial, revise sujeito de períodos longos para evitar atração indevida.
Transitividade indica a relação do verbo com complementos. Verbo transitivo direto seleciona objeto sem preposição obrigatória; indireto pede preposição; intransitivo não requer objeto. Regência é própria de cada verbo ou nome: assistir ao evento, no sentido de presenciar; obedecer à orientação. A crase resulta da fusão de preposição a com artigo ou pronome iniciado por a: teste a regência e a possibilidade de artigo.
Colocação pronominal segue a norma culta e o contexto. Palavra negativa, pronome relativo e conjunção subordinativa atraem o pronome para antes do verbo. A ênclise pode ocorrer no início de oração formal, mas não com particípio composto. Evite regras absolutas sem considerar elemento atrativo e estrutura.
Coesão liga partes do texto por referência, substituição, elipse e conectivos. Pronomes precisam de antecedente identificável; repetição lexical pode ser necessária para clareza. A anáfora retoma elemento anterior; a catáfora antecipa informação. Ortografia deve seguir o Acordo Ortográfico vigente; acentuação e hífen dependem de regras próprias, não da pronúncia isolada. Revise paralelismo e pontuação junto à sintaxe: uma vírgula pode separar elementos coordenados, mas não deve separar sujeito e predicado sem intercalação justificável.
Ortografia: pares que a prova confunde.
- Mau é o oposto de bom; mal é o oposto de bem e também pode indicar tempo (mal chegou, saiu).
- Há indica tempo decorrido (há dois anos); a indica tempo futuro ou distância (daqui a dois anos).
- A fim de expressa finalidade; afim significa semelhante.
- Onde indica lugar em que se está; aonde pede ideia de movimento (aonde você vai?).
- Senão significa caso contrário ou exceto; se não é a condição seguida de negação.
- Por que introduz pergunta; porque explica ou dá causa; por quê fecha a frase; porquê é substantivo (o porquê).
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · EBSERH 2026
A correção faz parte da boa escrita. Assinale a frase que exemplifica o correto emprego gramatical da língua.
- A)Não sou daqueles que gostam de jogo com muitos gols.
- B)Haviam muitos transeuntes na avenida em função do bloco carnavalesco que acabara de passar.
- C)Aconteceram uma série de acidentes de trânsito na nova rodovia.
- D)Parece que o grupo não quiseram contribuir com os gastos da festa.
- E)Os livros parecem que estão dormindo na estante da biblioteca escolas, pois ninguém os consulta.
Resposta: A
Conceito: Concordância verbal e nominal: o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. O verbo haver com sentido de existir é impessoal e fica no singular. Na locução parecer que, o verbo parecer concorda com o sujeito da oração subordinada.
Raciocínio: Em 'Não sou daqueles que gostam de jogo com muitos gols', o pronome relativo que retoma 'daqueles' e o verbo gostam concorda com o plural que o antecede. A frase está correta. Logo, a alternativa correta é a A. Nas demais, há desvio de concordância ou erro de grafia.
Pegadinha: A alternativa E parece só uma questão de concordância, mas traz também uma palavra solta ('escolas'). Quem olha apenas o verbo pode deixar o segundo desvio passar.
Base: Concordância verbal: haver com sentido de existir é impessoal (singular); o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa, e o pronome relativo que concorda com o antecedente.
1.3.3 Crase, pontuação e reescrita
A crase gráfica marca a fusão de preposição a com artigo feminino a/as ou com certos pronomes iniciados por a.
Confirme primeiro que o termo regente exige preposição; depois, verifique se o termo seguinte admite artigo. Substituir o substantivo feminino por masculino ajuda: se surgir ao, em geral há crase no feminino. Ex.: encaminhar o ofício à unidade / encaminhar o ofício ao setor.
| Construção | Crase | Exemplo |
|---|---|---|
| Antes de palavra masculina | Não | a prazo |
| Antes de verbo | Não | começou a revisar |
| Locução feminina | Em geral, sim | à tarde |
| Antes de cidade sem artigo | Não | viajou a Brasília |
Há crase em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas consagradas, como à tarde e à medida que. Pode ocorrer diante de nome próprio feminino se houver artigo no uso e regência. Não ocorre antes de pronome pessoal, artigo indefinido ou palavra repetida (cara a cara). Em indicação de horas determinadas, usa-se crase; em intervalo iniciado por de, mantenha paralelismo: das 9h às 17h.
A pontuação sinaliza estrutura e relações sintáticas. Vírgula separa itens de enumeração, vocativo, aposto explicativo e adjunto deslocado que exija destaque; não separa sujeito de verbo nem verbo de complemento. Ponto e vírgula separa segmentos coordenados mais extensos ou itens complexos. Dois-pontos introduzem explicação, enumeração, citação ou consequência anunciada. Travessões e parênteses isolam intercalações, com efeitos de ênfase diferentes.
Na reescrita, preserve sentido, correção e relações lógicas. Trocar mas por portanto altera oposição para conclusão; mover um adjunto pode mudar foco ou ambiguidade. Substituição lexical deve preservar regência e valor semântico. Paralelismo exige estruturas equivalentes em elementos coordenados: analisar o pedido e responder ao interessado, não misturar construções sem razão. A norma culta não proíbe toda variação: registro e gênero determinam adequação.
Para verificar uma proposta, compare sujeito, referentes, tempo verbal, conectivos, regência, concordância e pontuação. Reescrever diante de por perante pode preservar a relação; escrever frente à duas é inadequado: a locução é frente a, com preposição simples, e o à (singular, com crase) não concorda com duas. O correto é frente a duas. A vírgula não corrige uma regência errada. Intervenha apenas no trecho necessário e releia a frase completa, pois a correção local pode comprometer a coerência global.
Acentuação gráfica. A regra parte da sílaba tônica:
- Oxítonas terminadas em a, e, o (com ou sem s) e em em/ens levam acento: sofá, café, avô, também, parabéns.
- Paroxítonas levam acento quando terminam em l, n, r, x, ps, i(s), us, um/uns, ã(s), ão(s) e em ditongo: fácil, hífen, caráter, tórax, bíceps, táxi, lápis, vírus, álbum, órfão, história.
- Proparoxítonas sempre levam acento: máquina, público, crítica.
- Hiato: i e u tônicos, sozinhos na sílaba (ou com s), depois de vogal, levam acento: saída, país, baú. Não levam se vierem seguidos de nh (rainha) nem depois de ditongo (feiura).
- Ditongos abertos éi, éu, ói mantêm o acento em oxítonas e monossílabos (papéis, céu, herói, dói), mas não em paroxítonas (ideia, joia, assembleia).
- Hiatos oo e *ee* perderam o circunflexo: voo, enjoo, leem, veem.
- Ter, vir e derivados: singular sem acento (ele tem, ele vem); plural com circunflexo (eles têm, eles vêm, eles mantêm).
- Acento diferencial: permanece em pôr (verbo) × por (preposição) e em pôde (passado) × pode (presente). O trema não existe mais (linguiça, frequência), salvo em nomes estrangeiros.
Hífen com prefixos. Usa-se hífen quando o segundo elemento começa por h (anti-higiênico, super-homem) ou pela mesma vogal em que o prefixo termina (micro-ondas, anti-inflamatório), com exceções como coordenar e reeleição. Com vogal diferente, escreve-se junto (autoestrada, extraescolar). Se o segundo elemento começar por r ou s e o prefixo terminar em vogal, as letras dobram (antirrábico, ultrassom, contrarregra). Ex-, vice-, sota- e soto- pedem hífen (ex-diretor, vice-presidente), assim como pré-, pró- e pós- quando tônicos (pré-escolar, pós-graduação).
Esquema
Teste da crase
1Verifique regência
O termo pede preposição a?
2Examine o termo seguinte
Admite artigo ou pronome iniciado por a?
3Confirme a fusão
Use teste de substituição quando couber
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · NAV BRASIL 2026
Observe a seguinte frase: “Navegar é necessário; viver, não.” Se, em lugar da pontuação (;), escrevêssemos uma conjunção, a forma adequada seria:
- A)Navegar é necessário, mas viver, não.
- B)Navegar é necessário embora viver, não.
- C)Navegar é necessário, logo viver, não.
- D)Navegar é necessário, pois viver, não.
- E)Navegar é mais necessário do que viver.
Resposta: A
Conceito: Coordenação e subordinação: a conjunção adversativa mas liga duas ideias em oposição, em um período coordenado. A conjunção deve manter a relação de sentido que a pontuação estabelecia.
Raciocínio: A frase original opõe duas ideias: navegar é necessário e viver não é. O ponto e vírgula estabelece uma oposição entre as partes. A conjunção mas expressa exatamente essa oposição, sem alterar o sentido. Logo, a alternativa correta é a A.
Pegadinha: Várias conjunções aparecem como possíveis em frases de sentido semelhante. A banca testa qual delas mantém a oposição do ponto e vírgula, e não qualquer conjunção que faça sentido.
Base: Coordenação: 'mas' é conjunção adversativa e expressa oposição entre orações coordenadas; 'logo' é conclusiva; 'pois' é explicativa ou conclusiva, conforme a posição.
Pegadinha de prova
Finalidade não é tema
Pergunte o que o texto faz: informar, orientar, persuadir ou narrar.
Pegadinha de prova
Concordância pelo sujeito
Não escolha o verbo pelo substantivo mais próximo; localize o núcleo do sujeito.
Atenção
Crase por etapas
Teste primeiro a preposição exigida; depois, a presença de artigo ou pronome compatível.
1.4 Exemplo resolvido
Assinale a frase em que a substituição preserva correção e relação de sentido: “A chefia revisou o ofício, mas manteve o prazo”. A) A chefia revisou o ofício, portanto manteve o prazo. B) A chefia revisou o ofício, contudo manteve o prazo. C) A chefia revisou o ofício, porque manteve o prazo. D) A chefia revisou o ofício, embora manteve o prazo. E) A chefia revisou o ofício, logo manteve o prazo.
- A oração original usa conjunção adversativa e marca contraste.
- Contudo também exprime oposição sem alterar a estrutura sintática.
- As demais alternativas indicam conclusão, causa ou pedem outra construção verbal.
Resposta: B) A chefia revisou o ofício, contudo manteve o prazo.
1.5 Fixação
Questões inéditas.
F1inédita
Assinale a frase em que o uso da crase está correto.
- A)A reunião começará às nove horas.
- B)O técnico entregou o formulário à um servidor.
- C)A equipe viajou à Brasília na segunda-feira.
- D)O relatório foi enviado à todos os setores.
- E)A diretora começou à revisar os cálculos.
F2inédita
Assinale a alternativa que completa as lacunas com correlação verbal adequada: “Se o contribuinte ______ a declaração no prazo, a multa ______ evitada.”
- A)entregasse / foi
- B)tivesse entregue / teria sido
- C)entregar / seria
- D)entregou / será
- E)tiver entregado / teria sido
F3inédita
Assinale a frase em que a regência verbal e o uso da crase estão de acordo com a norma culta.
- A)Os servidores obedeceram a orientação da chefia.
- B)O fiscal assistiu a sessão que apreciou o recurso.
- C)Os técnicos obedeceram os prazos fixados.
- D)Frente à duas propostas, a chefia optou pela primeira.
- E)Os auditores assistiram ao julgamento do recurso.
F4inédita
Leia o período: “A fiscalização notificou a empresa e, em seguida, ela apresentou os documentos.” Do ponto de vista da coesão referencial, o principal problema do trecho é que o pronome “ela”
- A)antecipa uma informação que só aparece depois, o que caracteriza uma catáfora inadequada.
- B)não tem nenhum antecedente no texto e fica sem referente identificável.
- C)pode retomar tanto “a fiscalização” quanto “a empresa”, o que gera ambiguidade.
- D)deveria ser substituído por vírgula, pois a coesão exige pontuação em vez de pronome.
- E)repete desnecessariamente o termo anterior, o que prejudica a progressão do texto.
F5inédita
Assinale a frase em que a pontuação está adequada.
- A)Senhor Diretor, solicito a análise do processo ainda nesta semana.
- B)O auditor-chefe, revisou o parecer antes do encerramento do prazo.
- C)O contribuinte entregou, a declaração e os anexos exigidos.
- D)A decisão da chefia da unidade de fiscalização, foi publicada ontem.
- E)Os documentos exigidos são, certidão, comprovante e procuração.
1.6 Questões oficiais da FGV e Cebraspe
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · PREF/MACAE/RJ 2026
Leia o texto a seguir. “A caminhada regular fortalece o músculo do coração, melhora a circulação do sangue e contribui para a redução da pressão arterial. Com o tempo, o corpo se torna mais eficiente no transporte de oxigênio e nutrientes para os tecidos, o que diminui a sobrecarga sobre todo o sistema cardiovascular. Pessoas que caminham diariamente apresentam menor risco de infarto, derrame e outras complicações relacionadas ao coração. Esse benefício aparece mesmo em caminhadas de intensidade leve a moderada, sem necessidade de correr ou fazer exercícios de alto impacto.” Anhanguera Pós-Graduação, 15/4/2026. A finalidade principal desse pequeno texto é a de
- A)prevenir doenças cardíacas.
- B)promover a busca pela saúde.
- C)divulgar a utilidade das academias.
- D)incentivar o leitor a fazer caminhadas.
- E)informar sobre métodos terapêuticos.
Q2oficial · TJ/MS 2026
Texto base: o fragmento de texto a seguir foi retirado do Livro dos Erros, organizado por Mário Goulart. “Marco Nanini devia entrar em cena como Lady Enid, dizendo: — Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos. Mas o ator entrou com um cabide pendurado no vestido. Então disse naturalmente: — Estamos sendo perseguidos por fantasmas, espíritos e cabides.”
Sobre a organização estrutural e a significação dos termos presentes no texto, assinale a afirmativa correta.
- A)Marco Nanini aparece sem qualquer identificação porque o autor do texto considera que os leitores não o identificarão, por já ser ator antigo.
- B)Lady Enid não vem acompanhada de um termo identificador porque se trata de personagem desconhecido, não sendo importante no texto.
- C)A conjunção “Mas”, sendo adversativa, tem a função de negar o que foi dito anteriormente – “Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos”.
- D)O termo “o ator” aparece como sinônimo do termo “Marco Nanini”, citado antes.
- E)O advérbio “naturalmente” valoriza o ator citado, por sua presença de espírito.
Q3oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).
Cada uma das seguintes opções apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do primeiro parágrafo do texto CG1A1: “Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg”. Assinale a opção em que a reescrita proposta mantém a coerência e a correção gramatical do texto.
- A)Supomos que você esteja defronte das duas maletas idênticas, tendo uma 12 kg e outra, 13 kg
- B)Digamos que você esteja frente à duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg
- C)Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas que uma tem 12 kg e outra 13 kg
- D)Suponhamos que você esteja perante duas maletas idênticas — uma com 12 kg e outra com 13 kg
- E)Suponhamos que você esteja enfrente a duas maletas idênticas — uma com 12 kg, outra com 13 kg
Q4oficial · MP/ES 2026
Leia o texto a seguir. “Não podemos ser homens livres enquanto este for, por nossa escolha nacional, um país de escravidão. Os que negam liberdade aos outros, não a merecem para si mesmos.” Abraham Lincoln, 16º Presidente dos Estados Unidos (1861/1865) Sobre as ligações coesivas desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta.
- A)O pronome demonstrativo “este” se refere a “homens livres”.
- B)O pronome demonstrativo “Os” se refere a “que negam liberdade aos outros”.
- C)O pronome indefinido “outros” se refere a “homens livres”.
- D)O pronome pessoal “a” se refere a “escolha nacional”.
- E)O pronome pessoal “si mesmos” se prende, semanticamente a um termo oculto, “escravos”.
Q5oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Texto base: o texto abaixo é o início de uma pequena narrativa de Stanislaw Ponte Preta. “Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco? A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal.”
Os segmentos abaixo, retirados da crônica de Stanislaw, tiveram termos substituídos por equivalentes. Assinale a frase em que essa substituição foi realizada de forma correta e conveniente.
- A)Todo dia ela passava pela fronteira / Periodicamente ela passava pela fronteira.
- B)O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho / O pessoal da Alfândega – tudo velho malandro.
- C)o fiscal mandou ela parar / mandou-a parar.
- D)com esse saco aí atrás / com este saco aí atrás.
- E)que ela adquirira no odontólogo / que ela adquiria no odontólogo.
Q6oficial · SEDUC/SP 2026
Os gêneros do discurso organizam a nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações. BAKHTIN, M. e VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004. De acordo com a passagem, a organização da linguagem por meio de gêneros do discurso contribui para um pensamento linguístico
- A)previsível.
- B)normativo.
- C)individual.
- D)espontâneo.
- E)subjetivo.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: C
- A: Causa seria marcada por conectivos como “porque” ou “já que”. “Embora” não explica a entrega; contrapõe-se a ela.
- B: Condição seria introduzida por “se” ou “caso”. A entrega ocorreu mesmo com a prorrogação; esta não a condiciona.
- D: Consequência é marcada por “por isso” ou “portanto”. A prorrogação não produz a entrega na data original; ela a contraria.
- E: Adição seria marcada por “e” ou “além disso”. As duas informações se contrapõem, e não se somam.
P2inédita · pré-testeResposta: A
- B: Fazer, indicando tempo decorrido, é impessoal e fica no singular. A forma plural não é adequada.
- C: Haver, no sentido de existir, é impessoal e fica no singular: “havia muitos pedidos pendentes”.
- D: O sujeito composto leva, em geral, o verbo no plural: “revisaram”.
- E: O sujeito é “os documentos”, plural, e o verbo deve concordar com ele: “chegaram”, mesmo estando antes do sujeito.
P3inédita · pré-testeResposta: D
- A: No plural, “mantêm” leva circunflexo; sem o acento, a forma é a do singular.
- B: “Assembleia” perdeu o acento no ditongo aberto éi das paroxítonas, assim como “ideia”.
- C: Os hiatos oo perderam o circunflexo: “voo”.
- E: Para o passado, a forma é “pôde”; o acento diferencial se mantém para distinguir do presente “pode”.
F1inéditaResposta: A
- B: Antes de artigo indefinido masculino um, não ocorre crase.
- C: Brasília, em uso corrente, não admite artigo feminino nessa construção; diz-se viajar a Brasília.
- D: Todos é masculino e não admite artigo feminino as.
- E: Antes de verbo no infinitivo não se usa crase.
F2inéditaResposta: B
- A: A hipótese irreal no passado pede pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo e futuro do pretérito. “Foi”, do indicativo, apresenta fato real e não se correlaciona com a condição.
- C: “Entregar”, no futuro do subjuntivo, pede futuro do presente na principal (“será evitada”). Com “seria”, a correlação fica incoerente.
- D: O indicativo no pretérito, depois de “se”, não se combina com futuro do presente; a hipótese perde coerência temporal.
- E: O futuro do subjuntivo composto refere-se a ação futura concluída e pede futuro do presente na principal (“será evitada”), não futuro do pretérito.
F3inéditaResposta: E
- A: Obedecer pede a preposição a; diante de “orientação”, que admite artigo, ocorre a fusão: “obedeceram à orientação”.
- B: Assistir, no sentido de presenciar, pede a; diante de “sessão”, a fusão com o artigo exige a crase: “assistiu à sessão”.
- C: Obedecer é transitivo indireto: “obedeceram aos prazos”.
- D: Diante do numeral “duas”, sem artigo, usa-se só a preposição: “frente a duas propostas”. O “à” com crase, no singular, não concorda com “duas”.
F4inéditaResposta: C
- A: O pronome retoma termo anterior (anáfora); não antecipa informação posterior (catáfora).
- B: Há antecedentes possíveis; o problema é haver mais de um, e não nenhum.
- D: A vírgula não substitui a retomada. A coesão se faz por referência, substituição, elipse e conectivos, e a pontuação não resolve a ambiguidade.
- E: O pronome substitui o termo; não o repete. O defeito é a ambiguidade, e não a repetição.
F5inéditaResposta: A
- B: A vírgula separa o sujeito do verbo, o que a norma não admite sem termo intercalado.
- C: A vírgula separa o verbo de seu complemento (“a declaração e os anexos”), o que não é admitido.
- D: A vírgula separa o sujeito (“a decisão da chefia da unidade de fiscalização”) do predicado, sem termo intercalado.
- E: Entre o verbo e a enumeração que o completa não se usa vírgula; para introduzir a enumeração, emprega-se dois-pontos.
Q1oficialResposta: D
- A: Prevenir doenças cardíacas é um dos benefícios citados, e não a finalidade principal. O texto usa a prevenção como argumento para o incentivo.
- B: Promover a busca pela saúde é uma consequência do texto, e não a finalidade principal. A alternativa é ampla demais para o foco do texto, que é a caminhada.
- C: O texto não menciona academias. A alternativa atribui ao texto um objetivo que não aparece nele.
- E: O texto não apresenta métodos terapêuticos. Ele trata de um hábito de exercício e de seus efeitos, e não de tratamento.
Fonte: PREF/MACAE/RJ 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q2oficialResposta: E
- A: O texto não diz que o leitor conhece o ator. Ele apresenta o nome de Marco Nanini com identificação explícita no início.
- B: Lady Enid é o personagem interpretado pelo ator, e a leitura de desconhecido não sustenta a afirmativa. O termo não é irrelevante na construção do sentido.
- C: Mas introduz a surpresa do cabide, e não nega a fala anterior. A oposição marca o imprevisto, e não a negação do que foi dito.
- D: O ator é uma designação que retoma a personagem por referência, mas não é sinônimo de nome próprio. A relação é de correferência, e não de equivalência lexical.
Fonte: TJ/MS 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q3oficialResposta: D
- A: 'Defronte das duas maletas' acrescenta o artigo definido e 'tendo uma 12 kg' troca a oração sem verbo por uma construção de gerúndio. A estrutura do original muda, e a vírgula depois de 'outra' fica sem justificativa.
- B: A locução é 'frente a', com preposição simples. A crase em 'frente à duas' não existe, porque 'duas' não admite o artigo feminino singular. O correto seria 'frente a duas'.
- C: A segunda oração fica truncada, com que uma tem 12 kg e outra 13 kg sem separação clara. A reescrita perde a clareza do original e a relação entre as duas maletas.
- E: 'Enfrente a' não é locução prepositiva da norma culta. A forma adequada seria 'em frente a' (ou 'defronte de', 'diante de'). A semelhança com o verbo enfrentar engana, mas ele não cabe aqui, e a regência fica errada.
Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q4oficialResposta: B
- A: O demonstrativo este retoma país de escravidão, que é o termo mais próximo. Homens livres não é o antecedente correto.
- C: Outros funciona como indefinido que se refere às pessoas em geral, e não ao termo homens livres. A relação com o antecedente está errada.
- D: O pronome a retoma liberdade, que é o complemento de negam. Escolha nacional não é o antecedente correto.
- E: Si mesmos se refere ao sujeito oculto de negam e de merecem, que são os que negam a liberdade. Não há termo oculto escravos no texto.
Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q5oficialResposta: C
- A: Periodicamente não equivale a todo dia, pois sugere intervalos e não a repetição diária. Além disso, pela fronteira não corresponde a na fronteira, e o sentido de lugar muda.
- B: Tudo velho malandro inverte a ordem dos adjetivos e muda o sentido: velho passa a ser o qualificador principal. A troca não é equivalente.
- D: Este indica proximidade com quem fala, e esse indica distância média. O saco está atrás da velhinha, e a troca altera a referência espacial.
- E: Adquiria é pretérito imperfeito e adquirira é mais-que-perfeito. A troca altera o tempo verbal e o momento da ação.
Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q6oficialResposta: A
- B: Normativo trata de regras impostas pela norma gramatical. O texto fala de organização da fala, e não de prescrição normativa.
- C: Individual contraria a ideia de que os gêneros são compartilhados socialmente. O texto apresenta a organização como comum, e não particular.
- D: Espontâneo contraria o texto, que apresenta a fala moldada pelas formas do gênero. A ideia de organização é o oposto de espontaneidade.
- E: Subjetivo indica algo pessoal e pouco previsível, o que contraria a ideia de que o gênero permite prever o todo do discurso.
Fonte: SEDUC/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Gêneros podem combinar sequências narrativas, descritivas e argumentativas.
- Inferência precisa de apoio textual; não autoriza acrescentar informação externa.
- Conectivos indicam relações, mas o contexto confirma o sentido.
- Oração contém verbo; período pode conter uma ou mais orações.
- Haver com sentido de existir fica no singular.
- Regência e concordância devem ser examinadas na construção completa.
- Palavra negativa e pronome relativo atraem pronome átono.
- Crase requer preposição e elemento que admita artigo ou forma equivalente.
- Não se separa sujeito e verbo por vírgula sem intercalação justificável.
- Acentuação parte da sílaba tônica: proparoxítonas sempre levam acento; oxítonas em a, e, o, em/ens também.
- Hífen: antes de h ou diante da mesma vogal do prefixo; com r ou s depois de prefixo terminado em vogal, dobra-se a letra.
Mapa de revisão
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