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Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos em português.1899 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026 · cap. 1
  2. 2Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos. Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no português; mecanismos de coesão textual. Ortografia.1321 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026 · cap. 1
  3. 3Acentuação gráfica. Emprego do sinal indicativo de crase. Pontuação. Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta. Observação: os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o foco de sua participação na estruturação significativa dos textos.716 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026 · cap. 1

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Texto, gênero e construção de sentidoClasses, sintaxe e coesãoCrase, pontuação e reescrita

Itens do edital:

  • 1. Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos em português.
  • 2. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos. Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no português; mecanismos de coesão textual. Ortografia.
  • 3. Acentuação gráfica. Emprego do sinal indicativo de crase. Pontuação. Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta. Observação: os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o foco de sua participação na estruturação significativa dos textos.

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

No período “Embora o prazo tenha sido prorrogado, muitos contribuintes entregaram a declaração na data original”, o conectivo destacado estabelece, entre as orações, uma relação de

  1. A)causa, pois indica o motivo pelo qual os contribuintes entregaram a declaração.
  2. B)condição, pois a entrega depende de que o prazo tenha sido prorrogado.
  3. C)concessão, pois apresenta um fato que poderia impedir o outro, mas não o impede.
  4. D)consequência, pois a prorrogação levou à entrega na data original.
  5. E)adição, pois soma duas informações de mesmo sentido.

P2inédita

Assinale a alternativa em que a frase está de acordo com a norma culta quanto à concordância verbal.

  1. A)Faz três meses que a norma foi publicada.
  2. B)Fazem três meses que a norma foi publicada.
  3. C)Haviam muitos pedidos pendentes na unidade.
  4. D)O auditor e a chefia revisou o parecer.
  5. E)Chegou os documentos solicitados pela fiscalização.

P3inédita

Assinale a frase que está de acordo com as regras de acentuação gráfica.

  1. A)Os fiscais que mantém o controle da carga assinaram o termo.
  2. B)A assembléia aprovou a proposta por unanimidade.
  3. C)A equipe fez o vôo de reconhecimento no domingo.
  4. D)Os servidores que vêm ao posto recebem a senha antes do atendimento.
  5. E)Ontem, o servidor pode concluir a análise do recurso.

1.2 O que cai

  • 1. Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos; emprego de tempos e modos dos verbos em português: 1899 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
  • 2. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos. Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação; concordância nominal e verbal; transitividade e regência de nomes e verbos; padrões gerais de colocação pronominal no português; mecanismos de coesão textual. Ortografia: 1321 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
  • 3. Acentuação gráfica. Emprego do sinal indicativo de crase. Pontuação. Reescrita de frases: substituição, deslocamento, paralelismo; variação linguística: norma culta. Observação: os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o foco de sua participação na estruturação significativa dos textos: 716 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026

1.3 Teoria

Interpretação textual exige reconhecer propósito, gênero, organização e efeitos de sentido. A análise gramatical ganha precisão quando considera como escolhas de palavras, tempos verbais e conectivos constroem o texto.

1.3.1 Texto, gênero e construção de sentido

Leia o texto como unidade de comunicação: quem fala, a quem, com qual finalidade, em que situação e por qual gênero.

Gênero é uma forma social de agir por meio da linguagem. Notícia informa acontecimentos; artigo de opinião defende uma tese; aviso orienta uma conduta; crônica pode narrar e avaliar uma cena. A finalidade não se confunde com o tema: um texto sobre saúde pode informar, persuadir ou instruir.

Sequência predominanteMarcaExemplo em contexto fiscal
NarrativaAções em sequênciaRelato da tramitação de processo
DescritivaCaracterísticas e estadosDescrição de documento
ArgumentativaTese e justificativasDefesa de interpretação normativa

Gêneros podem combinar sequências. Uma notícia narra fatos e descreve cenário; uma nota técnica apresenta dados e argumenta. Identifique a função dominante, sem exigir que o texto seja “puro”. Organização interna pode progredir de informação conhecida para nova, apresentar problema e solução, causa e consequência, comparação ou tese e argumentos. Conectivos ajudam a perceber essas relações, mas a lógica depende também do conteúdo. Por isso costuma introduzir consequência; embora, concessão; mas, oposição. Não conclua que a conjunção adversativa apaga integralmente a oração anterior: ela sinaliza contraste.

Interpretação separa informação explícita, inferência autorizada e opinião pessoal. Inferir é combinar pistas textuais e conhecimento linguístico; não é acrescentar fato que o texto não sustenta. Em texto argumentativo, encontre a tese e distinga-a de exemplo, dado, ressalva e conclusão. Uma pergunta sobre a finalidade principal pede o efeito comunicativo global, não cada informação isolada.

Semântica depende do contexto. Uma palavra pode ter sentido literal, figurado, técnico ou avaliativo. Campo semântico reúne palavras ligadas por uma área de sentido, sem que sejam sinônimas. Sinônimos raramente são intercambiáveis em todos os contextos: preciso pode significar exato ou necessário. A substituição deve preservar sentido e registro. Antonímia, polissemia, homonímia e ambiguidade ajudam a explicar efeitos; examine a frase inteira e as relações entre referentes.

Tempos e modos verbais também organizam a perspectiva. Presente pode indicar atualidade, hábito, verdade geral ou presente histórico. Pretérito perfeito apresenta fato concluído; imperfeito, ação habitual, durativa ou pano de fundo. Futuro pode marcar previsão, hipótese ou ordem, conforme contexto. Indicativo costuma apresentar fato como certo; subjuntivo, possibilidade, desejo ou condição; imperativo orienta ou ordena. A correlação verbal mantém coerência temporal: se a hipótese é passada e irreal, a oração principal pode trazer futuro do pretérito.

Na leitura de prova, pergunte: qual é o propósito, que sequência domina, que relação o conectivo marca e qual referente cada pronome retoma? Evite tomar uma palavra isolada como prova de intenção. A ironia, por exemplo, pode inverter o sentido literal e requer contraste entre enunciado e contexto.

Exemplo resolvido

Um aviso da unidade informa que pedidos incompletos voltarão ao setor de origem e recomenda conferir anexos antes do protocolo. 1. A forma dominante é instrucional, com informação explicativa. 2. A finalidade é orientar a preparação do pedido, não narrar um caso. 3. A conclusão vem da relação entre recomendação e consequência administrativa.

Esquema

Leitura do texto

Construção de sentido

  • Gênero

    Ação comunicativa

  • Sequência

    Organização dominante

  • Semântica

    Sentido no contexto

  • Verbos

    Tempo, modo e perspectiva

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · TCE/SC 2026

Assinale a frase que mostra uma troca indevida entre parônimos (palavras semelhantes, mas de diferentes significados).

  1. A)Os emigrantes ilegais são hoje uma preocupação flagrante nos países da Europa e nos Estados Unidos.
  2. B)Os cidadãos, se infringem as leis, são punidos.
  3. C)Nas sessões do Congresso, discutem-se fatos importantes para a vida da população.
  4. D)A discrição é uma qualidade importante nos advogados.
  5. E)As tarefas legais não podem ser mal executadas.

Resposta: A

Conceito: Parônimos são palavras de forma parecida e sentido diferente. Emigrante é quem sai do próprio país, e imigrante é quem chega a outro país. A troca entre eles altera o sentido da frase.

Raciocínio: A frase fala de pessoas que chegam aos Estados Unidos e à Europa. Quem chega a um país é imigrante, e não emigrante, que é quem sai. Por isso o uso de emigrantes é a troca indevida. Logo, a alternativa correta é a A. As demais frases usam as palavras no sentido correto.

Pegadinha: A palavra emigrantes é quase igual a imigrantes na grafia, e a banca explora o prefixo, que indica a direção do movimento.

Base: Semântica lexical: parônimos (emigrante e imigrante; infringir e infligir; discrição e discriminação) e seu emprego adequado ao sentido da frase.

1.3.2 Classes, sintaxe e coesão

Morfologia identifica a classe e a flexão; sintaxe descreve a função na oração.

Um substantivo pode ser núcleo de sujeito ou objeto; a função depende da construção, não apenas da classe. Verbos variam em pessoa, número, tempo e modo. Derivação forma palavra com afixos ou mudança de classe; composição combina bases. Prefixo pode alterar sentido, mas a análise deve considerar a palavra efetivamente formada.

FormaRegra de concordânciaExemplo de expediente
Haver impessoalSingular em sentido de existirHavia dois anexos
Fazer tempoSingularFaz três dias
Sujeito compostoEm geral, pluralO auditor e a chefia revisaram

Frase é enunciado com sentido; oração tem verbo ou locução verbal; período contém uma ou mais orações. Coordenação une orações independentes sintaticamente. Subordinação estabelece dependência: uma oração pode funcionar como substantivo, adjetivo ou advérbio. Conjunções dão pistas de adição, oposição, causa, condição, concessão e conclusão. A pontuação não substitui a análise sintática.

Concordância verbal se orienta pelo sujeito, não pelo termo mais próximo. Haver com sentido de existir e fazer indicando tempo decorrido são impessoais e ficam no singular. Com expressão partitiva ou porcentagem, observe o núcleo e a construção; não aplique um automatismo. Concordância nominal relaciona determinantes e modificadores ao substantivo. Em documento oficial, revise sujeito de períodos longos para evitar atração indevida.

Transitividade indica a relação do verbo com complementos. Verbo transitivo direto seleciona objeto sem preposição obrigatória; indireto pede preposição; intransitivo não requer objeto. Regência é própria de cada verbo ou nome: assistir ao evento, no sentido de presenciar; obedecer à orientação. A crase resulta da fusão de preposição a com artigo ou pronome iniciado por a: teste a regência e a possibilidade de artigo.

Colocação pronominal segue a norma culta e o contexto. Palavra negativa, pronome relativo e conjunção subordinativa atraem o pronome para antes do verbo. A ênclise pode ocorrer no início de oração formal, mas não com particípio composto. Evite regras absolutas sem considerar elemento atrativo e estrutura.

Coesão liga partes do texto por referência, substituição, elipse e conectivos. Pronomes precisam de antecedente identificável; repetição lexical pode ser necessária para clareza. A anáfora retoma elemento anterior; a catáfora antecipa informação. Ortografia deve seguir o Acordo Ortográfico vigente; acentuação e hífen dependem de regras próprias, não da pronúncia isolada. Revise paralelismo e pontuação junto à sintaxe: uma vírgula pode separar elementos coordenados, mas não deve separar sujeito e predicado sem intercalação justificável.

Ortografia: pares que a prova confunde.

  • Mau é o oposto de bom; mal é o oposto de bem e também pode indicar tempo (mal chegou, saiu).
  • Há indica tempo decorrido (há dois anos); a indica tempo futuro ou distância (daqui a dois anos).
  • A fim de expressa finalidade; afim significa semelhante.
  • Onde indica lugar em que se está; aonde pede ideia de movimento (aonde você vai?).
  • Senão significa caso contrário ou exceto; se não é a condição seguida de negação.
  • Por que introduz pergunta; porque explica ou dá causa; por quê fecha a frase; porquê é substantivo (o porquê).

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · EBSERH 2026

A correção faz parte da boa escrita. Assinale a frase que exemplifica o correto emprego gramatical da língua.

  1. A)Não sou daqueles que gostam de jogo com muitos gols.
  2. B)Haviam muitos transeuntes na avenida em função do bloco carnavalesco que acabara de passar.
  3. C)Aconteceram uma série de acidentes de trânsito na nova rodovia.
  4. D)Parece que o grupo não quiseram contribuir com os gastos da festa.
  5. E)Os livros parecem que estão dormindo na estante da biblioteca escolas, pois ninguém os consulta.

Resposta: A

Conceito: Concordância verbal e nominal: o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. O verbo haver com sentido de existir é impessoal e fica no singular. Na locução parecer que, o verbo parecer concorda com o sujeito da oração subordinada.

Raciocínio: Em 'Não sou daqueles que gostam de jogo com muitos gols', o pronome relativo que retoma 'daqueles' e o verbo gostam concorda com o plural que o antecede. A frase está correta. Logo, a alternativa correta é a A. Nas demais, há desvio de concordância ou erro de grafia.

Pegadinha: A alternativa E parece só uma questão de concordância, mas traz também uma palavra solta ('escolas'). Quem olha apenas o verbo pode deixar o segundo desvio passar.

Base: Concordância verbal: haver com sentido de existir é impessoal (singular); o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa, e o pronome relativo que concorda com o antecedente.

1.3.3 Crase, pontuação e reescrita

A crase gráfica marca a fusão de preposição a com artigo feminino a/as ou com certos pronomes iniciados por a.

Confirme primeiro que o termo regente exige preposição; depois, verifique se o termo seguinte admite artigo. Substituir o substantivo feminino por masculino ajuda: se surgir ao, em geral há crase no feminino. Ex.: encaminhar o ofício à unidade / encaminhar o ofício ao setor.

ConstruçãoCraseExemplo
Antes de palavra masculinaNãoa prazo
Antes de verboNãocomeçou a revisar
Locução femininaEm geral, simà tarde
Antes de cidade sem artigoNãoviajou a Brasília

Há crase em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas consagradas, como à tarde e à medida que. Pode ocorrer diante de nome próprio feminino se houver artigo no uso e regência. Não ocorre antes de pronome pessoal, artigo indefinido ou palavra repetida (cara a cara). Em indicação de horas determinadas, usa-se crase; em intervalo iniciado por de, mantenha paralelismo: das 9h às 17h.

A pontuação sinaliza estrutura e relações sintáticas. Vírgula separa itens de enumeração, vocativo, aposto explicativo e adjunto deslocado que exija destaque; não separa sujeito de verbo nem verbo de complemento. Ponto e vírgula separa segmentos coordenados mais extensos ou itens complexos. Dois-pontos introduzem explicação, enumeração, citação ou consequência anunciada. Travessões e parênteses isolam intercalações, com efeitos de ênfase diferentes.

Na reescrita, preserve sentido, correção e relações lógicas. Trocar mas por portanto altera oposição para conclusão; mover um adjunto pode mudar foco ou ambiguidade. Substituição lexical deve preservar regência e valor semântico. Paralelismo exige estruturas equivalentes em elementos coordenados: analisar o pedido e responder ao interessado, não misturar construções sem razão. A norma culta não proíbe toda variação: registro e gênero determinam adequação.

Para verificar uma proposta, compare sujeito, referentes, tempo verbal, conectivos, regência, concordância e pontuação. Reescrever diante de por perante pode preservar a relação; escrever frente à duas é inadequado: a locução é frente a, com preposição simples, e o à (singular, com crase) não concorda com duas. O correto é frente a duas. A vírgula não corrige uma regência errada. Intervenha apenas no trecho necessário e releia a frase completa, pois a correção local pode comprometer a coerência global.

Acentuação gráfica. A regra parte da sílaba tônica:

  • Oxítonas terminadas em a, e, o (com ou sem s) e em em/ens levam acento: sofá, café, avô, também, parabéns.
  • Paroxítonas levam acento quando terminam em l, n, r, x, ps, i(s), us, um/uns, ã(s), ão(s) e em ditongo: fácil, hífen, caráter, tórax, bíceps, táxi, lápis, vírus, álbum, órfão, história.
  • Proparoxítonas sempre levam acento: máquina, público, crítica.
  • Hiato: i e u tônicos, sozinhos na sílaba (ou com s), depois de vogal, levam acento: saída, país, baú. Não levam se vierem seguidos de nh (rainha) nem depois de ditongo (feiura).
  • Ditongos abertos éi, éu, ói mantêm o acento em oxítonas e monossílabos (papéis, céu, herói, dói), mas não em paroxítonas (ideia, joia, assembleia).
  • Hiatos oo e *ee* perderam o circunflexo: voo, enjoo, leem, veem.
  • Ter, vir e derivados: singular sem acento (ele tem, ele vem); plural com circunflexo (eles têm, eles vêm, eles mantêm).
  • Acento diferencial: permanece em pôr (verbo) × por (preposição) e em pôde (passado) × pode (presente). O trema não existe mais (linguiça, frequência), salvo em nomes estrangeiros.

Hífen com prefixos. Usa-se hífen quando o segundo elemento começa por h (anti-higiênico, super-homem) ou pela mesma vogal em que o prefixo termina (micro-ondas, anti-inflamatório), com exceções como coordenar e reeleição. Com vogal diferente, escreve-se junto (autoestrada, extraescolar). Se o segundo elemento começar por r ou s e o prefixo terminar em vogal, as letras dobram (antirrábico, ultrassom, contrarregra). Ex-, vice-, sota- e soto- pedem hífen (ex-diretor, vice-presidente), assim como pré-, pró- e pós- quando tônicos (pré-escolar, pós-graduação).

Esquema

Teste da crase

  1. 1Verifique regência

    O termo pede preposição a?

  2. 2Examine o termo seguinte

    Admite artigo ou pronome iniciado por a?

  3. 3Confirme a fusão

    Use teste de substituição quando couber

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · NAV BRASIL 2026

Observe a seguinte frase: “Navegar é necessário; viver, não.” Se, em lugar da pontuação (;), escrevêssemos uma conjunção, a forma adequada seria:

  1. A)Navegar é necessário, mas viver, não.
  2. B)Navegar é necessário embora viver, não.
  3. C)Navegar é necessário, logo viver, não.
  4. D)Navegar é necessário, pois viver, não.
  5. E)Navegar é mais necessário do que viver.

Resposta: A

Conceito: Coordenação e subordinação: a conjunção adversativa mas liga duas ideias em oposição, em um período coordenado. A conjunção deve manter a relação de sentido que a pontuação estabelecia.

Raciocínio: A frase original opõe duas ideias: navegar é necessário e viver não é. O ponto e vírgula estabelece uma oposição entre as partes. A conjunção mas expressa exatamente essa oposição, sem alterar o sentido. Logo, a alternativa correta é a A.

Pegadinha: Várias conjunções aparecem como possíveis em frases de sentido semelhante. A banca testa qual delas mantém a oposição do ponto e vírgula, e não qualquer conjunção que faça sentido.

Base: Coordenação: 'mas' é conjunção adversativa e expressa oposição entre orações coordenadas; 'logo' é conclusiva; 'pois' é explicativa ou conclusiva, conforme a posição.

Pegadinha de prova

Finalidade não é tema

Pergunte o que o texto faz: informar, orientar, persuadir ou narrar.

Pegadinha de prova

Concordância pelo sujeito

Não escolha o verbo pelo substantivo mais próximo; localize o núcleo do sujeito.

Atenção

Crase por etapas

Teste primeiro a preposição exigida; depois, a presença de artigo ou pronome compatível.

1.4 Exemplo resolvido

Assinale a frase em que a substituição preserva correção e relação de sentido: “A chefia revisou o ofício, mas manteve o prazo”. A) A chefia revisou o ofício, portanto manteve o prazo. B) A chefia revisou o ofício, contudo manteve o prazo. C) A chefia revisou o ofício, porque manteve o prazo. D) A chefia revisou o ofício, embora manteve o prazo. E) A chefia revisou o ofício, logo manteve o prazo.

  1. A oração original usa conjunção adversativa e marca contraste.
  2. Contudo também exprime oposição sem alterar a estrutura sintática.
  3. As demais alternativas indicam conclusão, causa ou pedem outra construção verbal.

Resposta: B) A chefia revisou o ofício, contudo manteve o prazo.

1.5 Fixação

Questões inéditas.

F1inédita

Assinale a frase em que o uso da crase está correto.

  1. A)A reunião começará às nove horas.
  2. B)O técnico entregou o formulário à um servidor.
  3. C)A equipe viajou à Brasília na segunda-feira.
  4. D)O relatório foi enviado à todos os setores.
  5. E)A diretora começou à revisar os cálculos.

F2inédita

Assinale a alternativa que completa as lacunas com correlação verbal adequada: “Se o contribuinte ______ a declaração no prazo, a multa ______ evitada.”

  1. A)entregasse / foi
  2. B)tivesse entregue / teria sido
  3. C)entregar / seria
  4. D)entregou / será
  5. E)tiver entregado / teria sido

F3inédita

Assinale a frase em que a regência verbal e o uso da crase estão de acordo com a norma culta.

  1. A)Os servidores obedeceram a orientação da chefia.
  2. B)O fiscal assistiu a sessão que apreciou o recurso.
  3. C)Os técnicos obedeceram os prazos fixados.
  4. D)Frente à duas propostas, a chefia optou pela primeira.
  5. E)Os auditores assistiram ao julgamento do recurso.

F4inédita

Leia o período: “A fiscalização notificou a empresa e, em seguida, ela apresentou os documentos.” Do ponto de vista da coesão referencial, o principal problema do trecho é que o pronome “ela”

  1. A)antecipa uma informação que só aparece depois, o que caracteriza uma catáfora inadequada.
  2. B)não tem nenhum antecedente no texto e fica sem referente identificável.
  3. C)pode retomar tanto “a fiscalização” quanto “a empresa”, o que gera ambiguidade.
  4. D)deveria ser substituído por vírgula, pois a coesão exige pontuação em vez de pronome.
  5. E)repete desnecessariamente o termo anterior, o que prejudica a progressão do texto.

F5inédita

Assinale a frase em que a pontuação está adequada.

  1. A)Senhor Diretor, solicito a análise do processo ainda nesta semana.
  2. B)O auditor-chefe, revisou o parecer antes do encerramento do prazo.
  3. C)O contribuinte entregou, a declaração e os anexos exigidos.
  4. D)A decisão da chefia da unidade de fiscalização, foi publicada ontem.
  5. E)Os documentos exigidos são, certidão, comprovante e procuração.

1.6 Questões oficiais da FGV e Cebraspe

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · PREF/MACAE/RJ 2026
Leia o texto a seguir. “A caminhada regular fortalece o músculo do coração, melhora a circulação do sangue e contribui para a redução da pressão arterial. Com o tempo, o corpo se torna mais eficiente no transporte de oxigênio e nutrientes para os tecidos, o que diminui a sobrecarga sobre todo o sistema cardiovascular. Pessoas que caminham diariamente apresentam menor risco de infarto, derrame e outras complicações relacionadas ao coração. Esse benefício aparece mesmo em caminhadas de intensidade leve a moderada, sem necessidade de correr ou fazer exercícios de alto impacto.” Anhanguera Pós-Graduação, 15/4/2026. A finalidade principal desse pequeno texto é a de

  1. A)prevenir doenças cardíacas.
  2. B)promover a busca pela saúde.
  3. C)divulgar a utilidade das academias.
  4. D)incentivar o leitor a fazer caminhadas.
  5. E)informar sobre métodos terapêuticos.

Q2oficial · TJ/MS 2026
Texto base: o fragmento de texto a seguir foi retirado do Livro dos Erros, organizado por Mário Goulart. “Marco Nanini devia entrar em cena como Lady Enid, dizendo: — Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos. Mas o ator entrou com um cabide pendurado no vestido. Então disse naturalmente: — Estamos sendo perseguidos por fantasmas, espíritos e cabides.”

Sobre a organização estrutural e a significação dos termos presentes no texto, assinale a afirmativa correta.

  1. A)Marco Nanini aparece sem qualquer identificação porque o autor do texto considera que os leitores não o identificarão, por já ser ator antigo.
  1. B)Lady Enid não vem acompanhada de um termo identificador porque se trata de personagem desconhecido, não sendo importante no texto.
  2. C)A conjunção “Mas”, sendo adversativa, tem a função de negar o que foi dito anteriormente – “Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos”.
  3. D)O termo “o ator” aparece como sinônimo do termo “Marco Nanini”, citado antes.
  4. E)O advérbio “naturalmente” valoriza o ator citado, por sua presença de espírito.

Q3oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações). Cada uma das seguintes opções apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do primeiro parágrafo do texto CG1A1: “Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg”. Assinale a opção em que a reescrita proposta mantém a coerência e a correção gramatical do texto.

  1. A)Supomos que você esteja defronte das duas maletas idênticas, tendo uma 12 kg e outra, 13 kg
  1. B)Digamos que você esteja frente à duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg
  2. C)Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas que uma tem 12 kg e outra 13 kg
  3. D)Suponhamos que você esteja perante duas maletas idênticas — uma com 12 kg e outra com 13 kg
  4. E)Suponhamos que você esteja enfrente a duas maletas idênticas — uma com 12 kg, outra com 13 kg

Q4oficial · MP/ES 2026
Leia o texto a seguir. “Não podemos ser homens livres enquanto este for, por nossa escolha nacional, um país de escravidão. Os que negam liberdade aos outros, não a merecem para si mesmos.” Abraham Lincoln, 16º Presidente dos Estados Unidos (1861/1865) Sobre as ligações coesivas desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta.

  1. A)O pronome demonstrativo “este” se refere a “homens livres”.
  2. B)O pronome demonstrativo “Os” se refere a “que negam liberdade aos outros”.
  3. C)O pronome indefinido “outros” se refere a “homens livres”.
  4. D)O pronome pessoal “a” se refere a “escolha nacional”.
  5. E)O pronome pessoal “si mesmos” se prende, semanticamente a um termo oculto, “escravos”.

Q5oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Texto base: o texto abaixo é o início de uma pequena narrativa de Stanislaw Ponte Preta. “Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco? A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal.”

Os segmentos abaixo, retirados da crônica de Stanislaw, tiveram termos substituídos por equivalentes. Assinale a frase em que essa substituição foi realizada de forma correta e conveniente.

  1. A)Todo dia ela passava pela fronteira / Periodicamente ela passava pela fronteira.
  2. B)O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho / O pessoal da Alfândega – tudo velho malandro.
  3. C)o fiscal mandou ela parar / mandou-a parar.
  4. D)com esse saco aí atrás / com este saco aí atrás.
  5. E)que ela adquirira no odontólogo / que ela adquiria no odontólogo.

Q6oficial · SEDUC/SP 2026
Os gêneros do discurso organizam a nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações. BAKHTIN, M. e VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004. De acordo com a passagem, a organização da linguagem por meio de gêneros do discurso contribui para um pensamento linguístico

  1. A)previsível.
  2. B)normativo.
  3. C)individual.
  4. D)espontâneo.
  5. E)subjetivo.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: Os conectivos marcam relações lógicas entre as orações. “Embora” introduz concessão: apresenta um fato que, em tese, impediria o outro, sem impedi-lo.
Raciocínio: 1. Identifique as duas ideias: o prazo foi prorrogado e, ainda assim, muitos entregaram na data original. 2. A prorrogação seria motivo para esperar, mas não impediu a entrega; há contraste com a expectativa. 3. Esse contraste, introduzido por “embora”, é concessão. 4. Causa, condição, consequência e adição não descrevem a relação do período.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Causa seria marcada por conectivos como “porque” ou “já que”. “Embora” não explica a entrega; contrapõe-se a ela.
  • B: Condição seria introduzida por “se” ou “caso”. A entrega ocorreu mesmo com a prorrogação; esta não a condiciona.
  • D: Consequência é marcada por “por isso” ou “portanto”. A prorrogação não produz a entrega na data original; ela a contraria.
  • E: Adição seria marcada por “e” ou “além disso”. As duas informações se contrapõem, e não se somam.
Pegadinha: Concessão e oposição se parecem, porque ambas marcam contraste. “Mas” contrapõe duas ideias; “embora” introduz uma ideia concedida, que não impede a principal. Não leia causa só porque há dois fatos relacionados.
Base: Gramática normativa: conectivos e relações de sentido entre orações (concessão).
Questão irmã: A expressão “por isso” introduz, entre orações, uma relação de consequência. Gabarito: Certo

P2inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: Haver no sentido de existir e fazer indicando tempo decorrido são verbos impessoais e ficam no singular. Nos demais casos, o verbo concorda com o núcleo do sujeito.
Raciocínio: 1. Procure o sujeito de cada frase. 2. Em “faz três meses”, o verbo fazer indica tempo decorrido, é impessoal e fica no singular. 3. “Haviam”, no sentido de existir, também é impessoal e deve ficar no singular. 4. Em “o auditor e a chefia”, o sujeito composto pede plural; em “os documentos”, o plural também se impõe, ainda que o sujeito venha depois do verbo.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Fazer, indicando tempo decorrido, é impessoal e fica no singular. A forma plural não é adequada.
  • C: Haver, no sentido de existir, é impessoal e fica no singular: “havia muitos pedidos pendentes”.
  • D: O sujeito composto leva, em geral, o verbo no plural: “revisaram”.
  • E: O sujeito é “os documentos”, plural, e o verbo deve concordar com ele: “chegaram”, mesmo estando antes do sujeito.
Pegadinha: Depois de “três meses” aparece a oração com “que”, o que faz parecer que “três meses” é sujeito. Em “faz três meses” não há sujeito: o verbo fica no singular.
Base: Gramática normativa: concordância verbal; verbos impessoais haver e fazer.
Questão irmã: Na frase “Faz dois anos que o processo foi arquivado”, o verbo fazer deve ir ao plural para concordar com “dois anos”. Gabarito: Errado

P3inédita · pré-testeResposta: D

Conceito: O Acordo Ortográfico eliminou o acento dos ditongos abertos éi e ói das paroxítonas e o circunflexo dos hiatos oo e ee. Permanecem o circunflexo no plural de ter, vir e derivados e o acento diferencial de “pôde”.
Raciocínio: 1. Examine as frases uma a uma. 2. “Vêm”, plural de vir, leva circunflexo, e a frase está correta. 3. “Mantêm”, no plural, exige circunflexo. 4. “Assembleia” e “voo” não têm acento, e “pôde” marca o passado.
Por que as outras estão erradas:
  • A: No plural, “mantêm” leva circunflexo; sem o acento, a forma é a do singular.
  • B: “Assembleia” perdeu o acento no ditongo aberto éi das paroxítonas, assim como “ideia”.
  • C: Os hiatos oo perderam o circunflexo: “voo”.
  • E: Para o passado, a forma é “pôde”; o acento diferencial se mantém para distinguir do presente “pode”.
Pegadinha: “Vêm” (plural) e “vem” (singular) só se distinguem pelo acento. Quem mantém a grafia antiga (“vôo”, “assembléia”) cai nas alternativas erradas.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: regras de acentuação gráfica.
Questão irmã: Após o Acordo Ortográfico, a palavra “voo” conserva o acento circunflexo. Gabarito: Errado

F1inéditaResposta: A

Conceito: A crase ocorre, em geral, na fusão da preposição a com artigo feminino a ou as.
Raciocínio: Em “às nove horas”, há preposição a exigida pela indicação de horário e artigo as; por isso ocorre a fusão. As demais opções apresentam contextos sem artigo feminino ou sem preposição adequada.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Antes de artigo indefinido masculino um, não ocorre crase.
  • C: Brasília, em uso corrente, não admite artigo feminino nessa construção; diz-se viajar a Brasília.
  • D: Todos é masculino e não admite artigo feminino as.
  • E: Antes de verbo no infinitivo não se usa crase.
Pegadinha: A letra a antes de um nome não significa automaticamente crase.
Base: Gramática normativa: emprego do acento indicativo de crase; indicação de horas.
Questão irmã: O atendimento começará às oito horas. Gabarito: Certo

F2inéditaResposta: B

Conceito: Em hipótese passada e irreal, a condição vem no pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo e a consequência, no futuro do pretérito.
Raciocínio: 1. A frase trata de algo que não aconteceu: o contribuinte não entregou no prazo e a multa não foi evitada. 2. Para a hipótese irreal no passado, usa-se “tivesse entregue”. 3. A consequência fica no futuro do pretérito composto: “teria sido evitada”. 4. As demais combinações misturam passado real e futuro.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A hipótese irreal no passado pede pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo e futuro do pretérito. “Foi”, do indicativo, apresenta fato real e não se correlaciona com a condição.
  • C: “Entregar”, no futuro do subjuntivo, pede futuro do presente na principal (“será evitada”). Com “seria”, a correlação fica incoerente.
  • D: O indicativo no pretérito, depois de “se”, não se combina com futuro do presente; a hipótese perde coerência temporal.
  • E: O futuro do subjuntivo composto refere-se a ação futura concluída e pede futuro do presente na principal (“será evitada”), não futuro do pretérito.
Pegadinha: Duas opções trazem um verbo certo e outro errado. Verificar só a primeira lacuna leva ao erro; a correlação entre as duas é que decide.
Base: Gramática normativa: emprego de tempos e modos verbais; correlação em períodos hipotéticos.
Questão irmã: Em “Se tivesse chegado cedo, teria evitado a fila”, a correlação verbal expressa hipótese irreal no passado. Gabarito: Certo

F3inéditaResposta: E

Conceito: Regência é a relação do verbo com seus complementos. Assistir (presenciar) e obedecer pedem a preposição a, e a crase depende da presença de artigo feminino.
Raciocínio: 1. Assistir, no sentido de presenciar, exige a preposição a: “assistiram ao julgamento”. 2. Obedecer é transitivo indireto: “aos prazos”, “à orientação”. 3. Em “assistiu à sessão”, há preposição mais artigo feminino. 4. Antes de numeral sem artigo, não há crase.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Obedecer pede a preposição a; diante de “orientação”, que admite artigo, ocorre a fusão: “obedeceram à orientação”.
  • B: Assistir, no sentido de presenciar, pede a; diante de “sessão”, a fusão com o artigo exige a crase: “assistiu à sessão”.
  • C: Obedecer é transitivo indireto: “obedeceram aos prazos”.
  • D: Diante do numeral “duas”, sem artigo, usa-se só a preposição: “frente a duas propostas”. O “à” com crase, no singular, não concorda com “duas”.
Pegadinha: Trocar “ao” por “a” sem pensar no artigo é comum. Teste a regência e substitua por palavra masculina: se aparecer “ao”, o feminino leva crase.
Base: Gramática normativa: regência verbal e emprego do sinal indicativo de crase.
Questão irmã: Em “Os servidores obedeceram as orientações da chefia”, a regência do verbo obedecer está de acordo com a norma culta. Gabarito: Errado

F4inéditaResposta: C

Conceito: Pronomes precisam de antecedente identificável. Quando dois termos anteriores concordam em gênero e número com o pronome, a retomada fica ambígua, e repetir o substantivo pode ser necessário para a clareza.
Raciocínio: 1. Procure os antecedentes possíveis de “ela”: “a fiscalização” e “a empresa”. 2. Ambos são femininos e singulares, e o contexto não decide. 3. Há, portanto, ambiguidade de referência. 4. A solução seria repetir “a empresa” ou reestruturar o período.
Por que as outras estão erradas:
  • A: O pronome retoma termo anterior (anáfora); não antecipa informação posterior (catáfora).
  • B: Há antecedentes possíveis; o problema é haver mais de um, e não nenhum.
  • D: A vírgula não substitui a retomada. A coesão se faz por referência, substituição, elipse e conectivos, e a pontuação não resolve a ambiguidade.
  • E: O pronome substitui o termo; não o repete. O defeito é a ambiguidade, e não a repetição.
Pegadinha: O pronome está bem colocado e concorda com os dois termos, e por isso o defeito passa despercebido. A pergunta é se o leitor sabe, sem adivinhar, a quem ele se refere.
Base: Linguística textual e gramática normativa: coesão referencial, anáfora e ambiguidade de retomada.
Questão irmã: A anáfora retoma elemento já mencionado, e a catáfora antecipa informação que aparecerá adiante. Gabarito: Certo

F5inéditaResposta: A

Conceito: A vírgula isola vocativo, aposto explicativo, itens de enumeração e adjuntos deslocados; não separa sujeito de verbo nem verbo de complemento.
Raciocínio: 1. Identifique a função de cada trecho antes da vírgula. 2. “Senhor Diretor” é vocativo, e a vírgula o isola. 3. Nas outras frases, a vírgula separa sujeito e verbo ou verbo e complemento. 4. Só a primeira respeita a estrutura sintática.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A vírgula separa o sujeito do verbo, o que a norma não admite sem termo intercalado.
  • C: A vírgula separa o verbo de seu complemento (“a declaração e os anexos”), o que não é admitido.
  • D: A vírgula separa o sujeito (“a decisão da chefia da unidade de fiscalização”) do predicado, sem termo intercalado.
  • E: Entre o verbo e a enumeração que o completa não se usa vírgula; para introduzir a enumeração, emprega-se dois-pontos.
Pegadinha: Quando o sujeito é longo, a vontade de pausar leva à vírgula. A pausa da fala não é critério: o que conta é a estrutura sintática.
Base: Gramática normativa: pontuação e estrutura sintática da oração.
Questão irmã: É adequado separar por vírgula o sujeito do verbo sempre que o sujeito for extenso. Gabarito: Errado

Q1oficialResposta: D

Conceito: Finalidade do texto: o gênero é de orientação e persuasão. Ele apresenta benefícios da caminhada para convencer o leitor a praticá-la.
Raciocínio: O texto lista benefícios da caminhada e termina dizendo que ela pode ser feita sem correr ou fazer exercícios de alto impacto. Esse conjunto procura convencer o leitor a começar a caminhar. A finalidade principal é incentivar o leitor a fazer caminhadas. Logo, a alternativa correta é a D.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Prevenir doenças cardíacas é um dos benefícios citados, e não a finalidade principal. O texto usa a prevenção como argumento para o incentivo.
  • B: Promover a busca pela saúde é uma consequência do texto, e não a finalidade principal. A alternativa é ampla demais para o foco do texto, que é a caminhada.
  • C: O texto não menciona academias. A alternativa atribui ao texto um objetivo que não aparece nele.
  • E: O texto não apresenta métodos terapêuticos. Ele trata de um hábito de exercício e de seus efeitos, e não de tratamento.
Pegadinha: A alternativa A traz um benefício real do texto, o que pode levar a marcá-la. A banca cobra a finalidade geral, e não um dos argumentos usados para chegar a ela.
Base: Interpretação de texto: finalidade do gênero de orientação e persuasão, identificada pelo conjunto dos argumentos e pelo apelo ao leitor.
Questão irmã: A finalidade principal do texto sobre caminhada é divulgar academias de ginástica. Gabarito: Errado

Fonte: PREF/MACAE/RJ 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q2oficialResposta: E

Conceito: Advérbios modificam verbos e expressam circunstâncias. O advérbio naturalmente, nesse texto, qualifica a atitude do ator, dando a ideia de presença de espírito diante do imprevisto.
Raciocínio: O ator entra com um cabide no vestido, mas responde como se nada tivesse acontecido, e o texto marca essa reação com o advérbio naturalmente. Ele valoriza o ator, porque mostra a presença de espírito. Logo, a alternativa correta é a E. As demais atribuem ao texto informações que ele não traz, ou fazem leituras equivocadas de termos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: O texto não diz que o leitor conhece o ator. Ele apresenta o nome de Marco Nanini com identificação explícita no início.
  • B: Lady Enid é o personagem interpretado pelo ator, e a leitura de desconhecido não sustenta a afirmativa. O termo não é irrelevante na construção do sentido.
  • C: Mas introduz a surpresa do cabide, e não nega a fala anterior. A oposição marca o imprevisto, e não a negação do que foi dito.
  • D: O ator é uma designação que retoma a personagem por referência, mas não é sinônimo de nome próprio. A relação é de correferência, e não de equivalência lexical.
Pegadinha: A alternativa D usa a palavra sinônimo, que parece correta porque 'o ator' retoma o nome. A banca testa a diferença entre correferência e sinonímia.
Base: Morfossintaxe: advérbio de modo, que modifica o verbo entrar com a ideia de atitude natural; coesão por correferência entre o nome próprio e a expressão 'o ator'.
Questão irmã: No trecho 'Mas o ator entrou com um cabide', a conjunção mas introduz oposição ao que se esperava do ator. Gabarito: Certo

Fonte: TJ/MS 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q3oficialResposta: D

Conceito: Reescrita de frases: a substituição deve manter a correção gramatical, a regência, a pontuação e o sentido do original. Digamos e suponhamos são equivalentes no sentido, e a regência de estar diante de exige preposição sem contração errada.
Raciocínio: O trecho original diz 'Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg'. A alternativa D troca digamos por suponhamos, mantém diante da ideia de perante, e separa as duas maletas com travessão, o que preserva a estrutura e o sentido. É a única reescrita correta. Logo, a alternativa correta é a D.
Por que as outras estão erradas:
  • A: 'Defronte das duas maletas' acrescenta o artigo definido e 'tendo uma 12 kg' troca a oração sem verbo por uma construção de gerúndio. A estrutura do original muda, e a vírgula depois de 'outra' fica sem justificativa.
  • B: A locução é 'frente a', com preposição simples. A crase em 'frente à duas' não existe, porque 'duas' não admite o artigo feminino singular. O correto seria 'frente a duas'.
  • C: A segunda oração fica truncada, com que uma tem 12 kg e outra 13 kg sem separação clara. A reescrita perde a clareza do original e a relação entre as duas maletas.
  • E: 'Enfrente a' não é locução prepositiva da norma culta. A forma adequada seria 'em frente a' (ou 'defronte de', 'diante de'). A semelhança com o verbo enfrentar engana, mas ele não cabe aqui, e a regência fica errada.
Pegadinha: A alternativa A usa supomos, equivalente correto de digamos, mas altera a estrutura das maletas. A banca testa a reescrita integral, e não apenas a troca de uma palavra.
Base: Reescrita de frases: equivalência de sentido, regência verbal e nominal (estar diante de, perante) e concordância dos numerais e adjetivos.
Questão irmã: Na reescrita 'Supomos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg', a troca de digamos por supomos mantém o sentido e a correção do original. Gabarito: Certo

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q4oficialResposta: B

Conceito: Coesão referencial: pronomes retomam termos anteriores ou posteriores do texto. O demonstrativo este aponta para o termo mais próximo e mais recente, e o pronome os pode retomar uma expressão nominal de sentido geral.
Raciocínio: No trecho, 'os' é o demonstrativo que introduz a relativa 'que negam liberdade aos outros', e funciona como um 'aqueles que'. Por isso ele se refere à expressão da relativa, Logo, a alternativa correta é a B. A análise das demais mostra que os termos retomados são outros: este retoma país de escravidão, e outros é uma indefinida referente às pessoas em geral.
Por que as outras estão erradas:
  • A: O demonstrativo este retoma país de escravidão, que é o termo mais próximo. Homens livres não é o antecedente correto.
  • C: Outros funciona como indefinido que se refere às pessoas em geral, e não ao termo homens livres. A relação com o antecedente está errada.
  • D: O pronome a retoma liberdade, que é o complemento de negam. Escolha nacional não é o antecedente correto.
  • E: Si mesmos se refere ao sujeito oculto de negam e de merecem, que são os que negam a liberdade. Não há termo oculto escravos no texto.
Pegadinha: O pronome os parece retomar homens livres, que é o termo mais evidente. A banca testa a leitura da relativa como antecedente do demonstrativo.
Base: Coesão referencial: pronomes demonstrativos e pessoais que retomam antecedentes; o demonstrativo os equivale a aqueles que, antecedendo a oração relativa.
Questão irmã: No texto, o pronome demonstrativo este retoma o termo país de escravidão. Gabarito: Certo

Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q5oficialResposta: C

Conceito: Colocação e substituição pronominal: o pronome oblíquo átono substitui um termo na função de objeto direto. Ela, depois de verbo que admite infinitivo com sujeito, funciona como objeto e pode ser substituído por a.
Raciocínio: No trecho 'mandou ela parar', ela é sujeito do infinitivo parar e funciona como objeto do verbo mandou. A substituição correta é mandou-a parar, com o pronome a na forma de objeto. Logo, a alternativa correta é a C. As demais trocas alteram o sentido, o tempo verbal ou a relação espacial.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Periodicamente não equivale a todo dia, pois sugere intervalos e não a repetição diária. Além disso, pela fronteira não corresponde a na fronteira, e o sentido de lugar muda.
  • B: Tudo velho malandro inverte a ordem dos adjetivos e muda o sentido: velho passa a ser o qualificador principal. A troca não é equivalente.
  • D: Este indica proximidade com quem fala, e esse indica distância média. O saco está atrás da velhinha, e a troca altera a referência espacial.
  • E: Adquiria é pretérito imperfeito e adquirira é mais-que-perfeito. A troca altera o tempo verbal e o momento da ação.
Pegadinha: Em frases com verbo de causa seguido de infinitivo, o sujeito do infinitivo vira objeto na substituição. A banca testa essa mudança de função.
Base: Colocação e substituição pronominal: o pronome o, a, os, as substitui objeto direto; em construção de verbo causativo com infinitivo, o sujeito do infinitivo é objeto.
Questão irmã: Na frase 'Vi ela sair', o pronome ela pode ser substituído por a, com a forma 'vi-a sair'. Gabarito: Certo

Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q6oficialResposta: A

Conceito: Gêneros do discurso organizam a fala e permitem prever o todo do texto. Essa organização torna o pensamento linguístico previsível, porque o falante e o ouvinte reconhecem a estrutura do gênero desde o início.
Raciocínio: O texto afirma que, ao ouvir as primeiras palavras, sabemos o gênero, o volume e o fim do discurso. Isso significa que a organização pelos gêneros torna o pensamento previsível. Logo, a alternativa correta é a A. As demais atribuem ao pensamento características que o texto não menciona.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Normativo trata de regras impostas pela norma gramatical. O texto fala de organização da fala, e não de prescrição normativa.
  • C: Individual contraria a ideia de que os gêneros são compartilhados socialmente. O texto apresenta a organização como comum, e não particular.
  • D: Espontâneo contraria o texto, que apresenta a fala moldada pelas formas do gênero. A ideia de organização é o oposto de espontaneidade.
  • E: Subjetivo indica algo pessoal e pouco previsível, o que contraria a ideia de que o gênero permite prever o todo do discurso.
Pegadinha: A palavra pensamento pode sugerir uma leitura de liberdade individual. A banca testa a ideia central do texto, que é a previsibilidade trazida pela organização do gênero.
Base: Interpretação de texto de Bakhtin e Volochinov: gêneros do discurso como formas relativamente estáveis que organizam a fala e tornam o discurso previsível ao ouvinte.
Questão irmã: Pelo texto, a organização da linguagem por gêneros do discurso torna a fala do outro imprevisível, pois cada enunciado é espontâneo. Gabarito: Errado

Fonte: SEDUC/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Gêneros podem combinar sequências narrativas, descritivas e argumentativas.
  • Inferência precisa de apoio textual; não autoriza acrescentar informação externa.
  • Conectivos indicam relações, mas o contexto confirma o sentido.
  • Oração contém verbo; período pode conter uma ou mais orações.
  • Haver com sentido de existir fica no singular.
  • Regência e concordância devem ser examinadas na construção completa.
  • Palavra negativa e pronome relativo atraem pronome átono.
  • Crase requer preposição e elemento que admita artigo ou forma equivalente.
  • Não se separa sujeito e verbo por vírgula sem intercalação justificável.
  • Acentuação parte da sílaba tônica: proparoxítonas sempre levam acento; oxítonas em a, e, o, em/ens também.
  • Hífen: antes de h ou diante da mesma vogal do prefixo; com r ou s depois de prefixo terminado em vogal, dobra-se a letra.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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