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Área 01

Clínica Médica

O que o conteúdo programático pede nesta área

  1. 1Glomerulopatias e exame de urina: síndrome nefrótica e síndrome nefrítica; glomerulopatia membranosa, glomeruloesclerose segmentar e focal, nefropatia por IgA e glomerulonefrite pós-estreptocócica; doença antimembrana basal e vasculites pauci-imunes; consumo de complemento e indicação de biópsia; nefropatia diabética; urinálise, sedimento e hematúria glomerular versus não glomerular69 questões de provas anteriores, 2017–2021 · cap. 1
  2. 2Injúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticos: IRA pré-renal, necrose tubular aguda e obstrutiva; nefrotoxicidade por AINE, contraste e lise tumoral; estadiamento e complicações da DRC; indicações de diálise, hemodiálise e diálise peritoneal; hiponatremia e velocidade de correção; hiper e hipocalemia; gasometria arterial, ânion gap e acidose metabólica; litíase renal83 questões de provas anteriores, 2019–2026 · cap. 1
  3. 3Hipertensão arterial sistêmica: medida da pressão, MAPA e classificação; metas e escolha dos anti-hipertensivos; hipertensão resistente e causas secundárias (hiperaldosteronismo primário, renovascular, feocromocitoma); hipotensão ortostática; urgência e emergência hipertensiva; lesão de órgão-alvo28 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 1
  4. 4Dor torácica e síndromes coronarianas agudas: estratificação da dor torácica; eletrocardiograma e troponina no infarto com e sem supradesnivelamento de ST; reperfusão por angioplastia ou trombólise; terapia antitrombótica e anti-isquêmica; diagnósticos diferenciais (dissecção de aorta, pericardite, Takotsubo, TEP); prevenção secundária e estatinas39 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 1
  5. 5Insuficiência cardíaca, arritmias e valvopatias: IC com fração de ejeção reduzida e preservada; tratamento com betabloqueador, IECA/BRA/sacubitril-valsartana, espironolactona e iSGLT2; descompensação e perfil hemodinâmico; fibrilação atrial, anticoagulação e controle de frequência; taquicardias de QRS estreito e largo; bloqueios atrioventriculares; estenose aórtica e mitral, miocardiopatia hipertrófica e chagásica; endocardite infecciosa e profilaxia85 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 2
  6. 6Infecções sexualmente transmissíveis e HIV: sífilis (estágios, VDRL e testes treponêmicos, tratamento e alergia à penicilina); úlceras genitais, uretrites e linfogranuloma venéreo; diagnóstico de HIV e início da terapia antirretroviral; infecções oportunistas (pneumocistose, criptococose, toxoplasmose); hepatites B e C e interpretação da sorologia36 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 2
  7. 7Infecções comuns e doenças de notificação: infecção urinária e pielonefrite; meningites e análise do líquor; dengue (classificação de risco e hidratação), chikungunya e zika; sarampo e vacinação do adulto (influenza); tuberculose e esquema RIPE; micoses sistêmicas e parasitoses intestinais; uso racional de antimicrobianos e infecção intra-abdominal98 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 2
  8. 8Esôfago, estômago e intestino: doença do refluxo gastroesofágico e esôfago de Barrett; disfagia e acalasia; úlcera péptica, H. pylori e hemorragia digestiva alta; diarreias agudas e crônicas, Clostridioides difficile, doença celíaca e má absorção; doença de Crohn e retocolite ulcerativa; câncer gástrico, de esôfago e colorretal (fatores de risco e rastreamento)89 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 2
  9. 9Fígado, vias biliares e pâncreas: hepatites virais e alcoólica; esteatose hepática; cirrose e suas complicações (ascite, peritonite bacteriana espontânea, síndrome hepatorrenal, encefalopatia, varizes); avaliação para transplante (Child, MELD); icterícia e colestase; pancreatite aguda (etiologia, gravidade e tratamento inicial); alteração de transaminases86 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 3
  10. 10Asma, DPOC e tabagismo: definição, classificação de controle e tratamento por etapas da asma; crise asmática; DPOC (espirometria, classificação GOLD, broncodilatadores de longa ação e exacerbação); doença respiratória exacerbada por AAS; abordagem e tratamento do tabagismo65 questões de provas anteriores, 2019–2026 · cap. 3
  11. 11Pneumonias, tromboembolismo e doenças pleurais e intersticiais: pneumonia adquirida na comunidade (CURB-65 e tratamento); derrame pleural (critérios de Light, empiema); tromboembolismo pulmonar (probabilidade clínica, D-dímero, anticoagulação); doenças intersticiais e ocupacionais; câncer de pulmão, síndrome de Horner e hemoptise; apneia obstrutiva do sono e fibrose cística no adulto61 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 3
  12. 12Diabetes mellitus: diagnóstico e pré-diabetes; metas glicêmicas; metformina, iSGLT2, agonistas de GLP-1, sulfonilureias e insulinas; cetoacidose diabética, estado hiperosmolar e hipoglicemia; complicações crônicas (nefropatia, neuropatia, pé diabético); diabetes no perioperatório e na gestação; obesidade e dislipidemia56 questões de provas anteriores, 2018–2026 · cap. 3
  13. 13Tireoide, adrenal, hipófise e metabolismo ósseo: hipotireoidismo, tireoidite de Hashimoto e outras tireoidites; hipertireoidismo e oftalmopatia de Graves; nódulo de tireoide; hiperaldosteronismo, síndrome de Cushing e insuficiência adrenal; hiperprolactinemia e acromegalia; hipercalcemia e hiperparatireoidismo; osteoporose e vitamina D50 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 4
  14. 14Reumatologia: lúpus eritematoso sistêmico (critérios, autoanticorpos e complicações); artrite reumatoide; espondiloartrites e lombalgia inflamatória; vasculites (arterite temporal, púrpura de Henoch-Schönlein); síndrome de Sjögren, esclerose sistêmica e dermatomiosite; gota, artrite séptica e osteoartrite; febre reumática64 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 4
  15. 15Neurologia clínica: AVC isquêmico (janela de trombólise, NIHSS) e hemorrágico; hemorragia subaracnóidea e cefaleia súbita; cefaleias primárias e sinais de alarme; epilepsias e síncope versus crise; demências e delirium; doença de Parkinson; Guillain-Barré e miastenia; escala de coma de Glasgow92 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 4
  16. 16Hematologia, oncologia, pele e alergia: anemias ferropriva, megaloblástica e hemolíticas; microangiopatias trombóticas (PTT e SHU), trombofilias e síndrome antifosfolípide; linfomas e leucemias; reações transfusionais; rastreamento de câncer, síndromes paraneoplásicas e urgências oncológicas; melanoma e câncer de pele; micoses superficiais, dermatite e escabiose; angioedema, urticária, rinite e alergia alimentar66 questões de provas anteriores, 2017–2026 · cap. 4

Clínica Médica · Capítulo 1

Glomerulopatias e exame de urinaInjúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticosHipertensão arterial sistêmicaDor torácica e síndromes coronarianas agudas

Temas do conteúdo programático:

  • 1. Glomerulopatias e exame de urina: síndrome nefrótica e síndrome nefrítica; glomerulopatia membranosa, glomeruloesclerose segmentar e focal, nefropatia por IgA e glomerulonefrite pós-estreptocócica; doença antimembrana basal e vasculites pauci-imunes; consumo de complemento e indicação de biópsia; nefropatia diabética; urinálise, sedimento e hematúria glomerular versus não glomerular
  • 2. Injúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticos: IRA pré-renal, necrose tubular aguda e obstrutiva; nefrotoxicidade por AINE, contraste e lise tumoral; estadiamento e complicações da DRC; indicações de diálise, hemodiálise e diálise peritoneal; hiponatremia e velocidade de correção; hiper e hipocalemia; gasometria arterial, ânion gap e acidose metabólica; litíase renal
  • 3. Hipertensão arterial sistêmica: medida da pressão, MAPA e classificação; metas e escolha dos anti-hipertensivos; hipertensão resistente e causas secundárias (hiperaldosteronismo primário, renovascular, feocromocitoma); hipotensão ortostática; urgência e emergência hipertensiva; lesão de órgão-alvo
  • 4. Dor torácica e síndromes coronarianas agudas: estratificação da dor torácica; eletrocardiograma e troponina no infarto com e sem supradesnivelamento de ST; reperfusão por angioplastia ou trombólise; terapia antitrombótica e anti-isquêmica; diagnósticos diferenciais (dissecção de aorta, pericardite, Takotsubo, TEP); prevenção secundária e estatinas

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Homem de 24 anos apresenta hematúria macroscópica no mesmo dia em que iniciou odinofagia e coriza. A creatinina está preservada e o C3 é normal. Qual é o diagnóstico mais provável?

  1. A)Glomerulonefrite pós-estreptocócica
  2. B)Nefropatia por IgA
  3. C)Doença antimembrana basal glomerular
  4. D)Glomerulopatia membranosa

P2inédita

Mulher de 68 anos, com câncer pélvico em tratamento, apresenta oligúria e elevação recente da creatinina. Não há sinais de hipovolemia ou uso recente de nefrotóxicos. Qual exame inicial ajuda a investigar uma causa pós-renal?

  1. A)Tomografia de crânio sem contraste
  2. B)Dosagem urinária de eosinófilos
  3. C)Ultrassonografia de rins e vias urinárias
  4. D)Biópsia renal percutânea

P3inédita

Homem de 59 anos chega ao pronto-socorro com pressão arterial de 226/130 mmHg, dispneia intensa, hipoxemia e edema agudo de pulmão. Qual é a classificação e a abordagem inicial mais adequada?

  1. A)Hipertensão grave sem emergência; ajustar medicação oral e liberar após observação breve
  2. B)Emergência hipertensiva; iniciar redução monitorada com fármaco intravenoso titulável
  3. C)Hipertensão resistente; solicitar relação aldosterona-renina antes de tratar
  4. D)Urgência hipertensiva; reduzir a pressão rapidamente com nifedipino sublingual

1.2 O que cai

  • 1. Glomerulopatias e exame de urina: síndrome nefrótica e síndrome nefrítica; glomerulopatia membranosa, glomeruloesclerose segmentar e focal, nefropatia por IgA e glomerulonefrite pós-estreptocócica; doença antimembrana basal e vasculites pauci-imunes; consumo de complemento e indicação de biópsia; nefropatia diabética; urinálise, sedimento e hematúria glomerular versus não glomerular: 69 questões de provas anteriores, 2017–2021
  • 2. Injúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticos: IRA pré-renal, necrose tubular aguda e obstrutiva; nefrotoxicidade por AINE, contraste e lise tumoral; estadiamento e complicações da DRC; indicações de diálise, hemodiálise e diálise peritoneal; hiponatremia e velocidade de correção; hiper e hipocalemia; gasometria arterial, ânion gap e acidose metabólica; litíase renal: 83 questões de provas anteriores, 2019–2026
  • 3. Hipertensão arterial sistêmica: medida da pressão, MAPA e classificação; metas e escolha dos anti-hipertensivos; hipertensão resistente e causas secundárias (hiperaldosteronismo primário, renovascular, feocromocitoma); hipotensão ortostática; urgência e emergência hipertensiva; lesão de órgão-alvo: 28 questões de provas anteriores, 2017–2026
  • 4. Dor torácica e síndromes coronarianas agudas: estratificação da dor torácica; eletrocardiograma e troponina no infarto com e sem supradesnivelamento de ST; reperfusão por angioplastia ou trombólise; terapia antitrombótica e anti-isquêmica; diagnósticos diferenciais (dissecção de aorta, pericardite, Takotsubo, TEP); prevenção secundária e estatinas: 39 questões de provas anteriores, 2017–2026

1.3 Teoria

Esses temas cobram reconhecimento de padrões e escolha da conduta que evita dano: identificar a síndrome renal, corrigir distúrbios eletrolíticos com segurança e distinguir emergência hipertensiva ou coronariana de situações sem indicação de intervenção imediata.

1.3.1 Glomerulopatias e exame de urina

A síndrome nefrítica reúne hematúria glomerular, cilindros hemáticos, edema, hipertensão, oligúria e redução variável da função renal.

A proteinúria costuma ser menor que a da síndrome nefrótica. Glomerulonefrite pós-estreptocócica, endocardite e outras infecções podem causar padrão nefrítico. Complemento baixo favorece algumas causas, como glomerulonefrite pós-infecciosa; na nefropatia por IgA, costuma ser normal. Hematúria que surge junto ou logo após infecção de vias aéreas sugere IgA; após intervalo de semanas, pense em glomerulonefrite pós-estreptocócica.

A síndrome nefrótica combina proteinúria intensa, hipoalbuminemia e edema; pode haver hiperlipidemia e maior risco trombótico. A glomerulopatia membranosa pode ser primária ou secundária a doenças autoimunes, neoplasias e infecções, incluindo HIV. A glomeruloesclerose segmentar e focal associa-se, entre outras causas, a obesidade, redução de massa renal e HIV. Na suspeita de doença anti-membrana basal, hemorragia alveolar junto a glomerulonefrite rapidamente progressiva é um sinal de alarme. Vasculites pauci-imunes também podem causar esse quadro, muitas vezes com ANCA.

Na urinálise, hemácias dismórficas e cilindros hemáticos apontam para origem glomerular; coágulos e hemácias isomórficas sugerem origem não glomerular. Indique biópsia diante de apresentação atípica, perda rápida de função, proteinúria importante ou diagnóstico incerto. Na diabetes, considere biópsia se o curso for atípico, como hematúria glomerular ou queda acelerada da filtração.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · HUB RESIDÊNCIA MÉDICA 2020

No que se refere à síndrome nefrótica e à glomerulopatia membranosa, julgue os itens subsequentes. A glomerulopatia membranosa pode ocorrer em pacientes com infecção pelo vírus HIV.

(  ) Certo    (  ) Errado

Resposta: Certo

Conceito: A glomerulopatia membranosa pode ser primária ou secundária, inclusive associada a infecções como HIV.

Raciocínio: A afirmação é verdadeira. A infecção pelo HIV pode se associar a diferentes glomerulopatias; entre elas, a glomerulopatia membranosa é possível, embora outras formas, como a glomeruloesclerose segmentar e focal, também sejam relevantes.

Pegadinha: A associação não significa que a glomerulopatia membranosa seja a lesão renal mais comum no HIV.

Base: KDIGO Clinical Practice Guideline for the Management of Glomerular Diseases.

1.3.2 Injúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticos

A injúria renal aguda (IRA) é definida por elevação aguda da creatinina ou redução do débito urinário.

Primeiro, avalie volemia, medicamentos e obstrução: ultrassom ou avaliação do trato urinário ajudam a detectar causa pós-renal. Na IRA pré-renal, corrigir a causa hemodinâmica pode reverter o quadro; na necrose tubular aguda, o sedimento pode mostrar cilindros granulosos, e a reposição excessiva de volume pode piorar a congestão. AINEs podem reduzir a perfusão renal; contraste exige avaliação de risco e medidas preventivas. Na lise tumoral, monitore potássio, fósforo, cálcio, ácido úrico e função renal.

Considere doença renal crônica (DRC) quando alterações estruturais ou funcionais persistirem por pelo menos três meses. Classifique pela filtração glomerular e albuminúria. Trate a causa e as complicações, como anemia, acidose e distúrbio mineral e ósseo. Inicie diálise por complicações refratárias — acidose, distúrbios eletrolíticos, intoxicações dializáveis, sobrecarga volêmica ou sintomas urêmicos — e não por um valor isolado de creatinina. Hemodiálise e diálise peritoneal são modalidades possíveis, escolhidas conforme condição clínica e contexto.

Na hiponatremia, determine primeiro a osmolalidade e o estado volêmico. Corrija devagar para evitar desmielinização osmótica; em geral, não ultrapasse 8–10 mmol/L em 24 horas, usando limite menor em pacientes de alto risco. Na hipercalemia com alterações eletrocardiográficas, estabilize a membrana com cálcio e desloque potássio para o meio intracelular; depois, remova-o do organismo. Na hipocalemia, a via oral costuma bastar se o quadro for leve e estável; reposição intravenosa é indicada em casos graves, sintomas importantes ou alterações no ECG. Calcule o ânion gap para organizar a investigação da acidose metabólica. Na litíase, analgesie, procure obstrução e infecção e analise o cálculo quando disponível.

Esquema

Conduta na hipercalemia

  1. 1Alterações eletrocardiográficas

  2. 2Estabilize a membrana com cálcio

  3. 3Desloque potássio para o meio intracelular

  4. 4Remova potássio do organismo

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · Residência SES-DF 2024

Um paciente de 35 anos de idade iniciou, sem prescrição médica, uso de furosemida em fórmula manipulada para redução do peso. Procurou o pronto-socorro com queixa de fraqueza muscular, sendo observado potássio sérico de 2,7 mEq/L. A melhor conduta nesse caso, além da suspensão da fórmula, é

  1. A)reposição de potássio via oral.
  2. B)prescrição de gluconato de cálcio.
  3. C)reposição de potássio endovenoso.
  4. D)hemodiálise de urgência.

Resposta: C

Conceito: A hipocalemia sintomática pode exigir reposição intravenosa, com monitorização clínica e eletrocardiográfica.

Raciocínio: A furosemida aumenta a perda renal de potássio. O paciente apresenta fraqueza e potássio de 2,7 mEq/L; a banca considera a reposição intravenosa a melhor conduta, além da suspensão do diurético. Na prática, a via depende da gravidade dos sintomas, do ECG, da possibilidade de uso oral e do contexto clínico.

Pegadinha: A via intravenosa exige cautela: potássio deve ser infundido com controle, pois administração rápida pode causar arritmias. Em casos menos graves e estáveis, a via oral pode ser adequada.

Base: Recomendações clínicas de manejo dos distúrbios do potássio e protocolos hospitalares de reposição de eletrólitos.

1.3.3 Hipertensão arterial sistêmica

Meça a pressão com manguito adequado, paciente em repouso e braço na altura do coração.

Confirme elevação persistente com medidas repetidas e, quando indicado, MAPA ou monitorização residencial. A MAPA identifica hipertensão do avental branco, hipertensão mascarada e padrão noturno. A classificação deve considerar a medida e o contexto clínico, não uma leitura isolada. Pela Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 (SBC/SBH/SBN), a PA de consultório em adultos se classifica assim: normal, abaixo de 120/80 mmHg; pré-hipertensão, 120–139/80–89 mmHg; hipertensão estágio 1, 140–159/90–99 mmHg; estágio 2, 160–179/100–109 mmHg; estágio 3, 180/110 mmHg ou mais. Quando a sistólica e a diastólica caem em categorias diferentes, vale a mais alta. O diagnóstico exige medidas elevadas em pelo menos duas consultas ou confirmação por MAPA ou monitorização residencial (MRPA).

Para a maioria dos pacientes, escolha entre bloqueador do sistema renina-angiotensina, bloqueador de canal de cálcio e diurético tiazídico ou similar. A escolha muda com comorbidades e tolerância. Evite associar inibidor da ECA a bloqueador do receptor de angiotensina. Na hipertensão resistente, confirme técnica, adesão e uso de substâncias que elevam a pressão antes de investigar causas secundárias. Considere hiperaldosteronismo primário, doença renovascular e feocromocitoma conforme pistas clínicas e laboratoriais.

Queda da pressão sistólica de pelo menos 20 mmHg ou da diastólica de pelo menos 10 mmHg até três minutos após ficar em pé define hipotensão ortostática. Revise diuréticos e outros anti-hipertensivos, hidratação e causas associadas antes de prescrever terapias adicionais. Emergência hipertensiva é pressão muito elevada com lesão aguda de órgão-alvo: requer tratamento monitorado, em geral intravenoso, com redução controlada. Sem lesão aguda, não se deve baixar a pressão de forma abrupta. Nitroprussiato prolongado pode causar toxicidade por cianeto, com acidose láctica; o tiocianato pode acumular, sobretudo na disfunção renal.

1.3.4 Dor torácica e síndromes coronarianas agudas

Na dor torácica, avalie estabilidade, características da dor e diagnósticos que ameaçam a vida.

Faça ECG rapidamente e repita se a suspeita persistir. Troponina de alta sensibilidade deve ser interpretada em medidas seriadas e conforme o tempo de início dos sintomas. Infarto exige evidência de lesão miocárdica aguda associada a sinais de isquemia; troponina elevada, isoladamente, não confirma síndrome coronariana aguda.

No infarto com supradesnivelamento de ST, a reperfusão não deve esperar a troponina. Prefira angioplastia primária quando disponível em tempo adequado; se houver atraso relevante e o paciente estiver dentro da janela apropriada, considere fibrinólise se não houver contraindicação. No infarto sem supradesnivelamento, fibrinólise não é indicada: estratifique risco e defina estratégia invasiva. Use terapia antiplaquetária e anticoagulação conforme o diagnóstico, o risco hemorrágico e a estratégia de reperfusão. Controle a isquemia e inicie estatina de alta intensidade, salvo contraindicação.

Considere dissecção de aorta, embolia pulmonar, pericardite e Takotsubo entre os diferenciais. Dor abrupta irradiada para dorso, assimetria de pulsos ou déficit neurológico aumentam a suspeita de dissecção; nesse cenário, evite iniciar antitrombóticos antes de esclarecer o diagnóstico. Pericardite costuma causar dor pleurítica, melhor ao sentar-se, e alterações difusas no ECG. Após o evento, prevenção secundária inclui controle de fatores de risco, adesão à terapia indicada e reabilitação cardiovascular.

Esquema

Infarto: escolha da estratégia

Infarto agudo

  • Supradesnivelamento de ST

    Reperfusão; prefira angioplastia primária quando disponível em tempo adequado.

  • Sem supradesnivelamento de ST

    Estratifique risco e defina estratégia invasiva; fibrinólise não é indicada.

Pegadinha de prova

Síndrome nefrítica não significa causa única

Edema, hipertensão e hematúria com proteinúria não nefrótica definem um padrão sindrômico. Endocardite também pode causar glomerulonefrite; não restrinja a síndrome nefrítica à forma pós-estreptocócica.

Atenção

Potássio: via oral ou intravenosa?

Hipocalemia de 2,7 mEq/L não determina, sozinha, a via intravenosa. Considere sintomas, ECG, gravidade, tolerância oral e perdas em curso. Fraqueza importante ou alteração eletrocardiográfica pode justificar reposição intravenosa com monitorização.

Pegadinha de prova

Pressão alta não é sinônimo de emergência

A emergência hipertensiva exige lesão aguda de órgão-alvo. Sem essa lesão, evite redução rápida e intravenosa da pressão; reveja a terapêutica e organize o acompanhamento.

Atenção

No infarto com supra, reperfundir sem esperar troponina

Com quadro compatível e ECG diagnóstico, não atrase a reperfusão para aguardar biomarcadores. Fibrinólise não trata infarto sem supradesnivelamento de ST.

1.4 Exemplo resolvido

Homem de 58 anos apresenta dor opressiva no peito há 50 minutos, sudorese e náuseas. O ECG mostra supradesnivelamento de ST em derivações contíguas. Está hemodinamicamente estável. O hospital dispõe de serviço de hemodinâmica, mas a angioplastia não poderá ser realizada em tempo adequado. Não há contraindicações à fibrinólise. Qual é a melhor conduta?

  1. O quadro clínico e o ECG sugerem infarto com supradesnivelamento de ST; a reperfusão é urgente.
  2. A troponina não deve atrasar a decisão, pois o diagnóstico já se apoia na apresentação e no ECG.
  3. Como a angioplastia não ocorrerá em tempo adequado e não há contraindicação, a fibrinólise é a estratégia de reperfusão indicada.
  4. Associe terapia antitrombótica conforme o protocolo e avalie transferência para estratégia invasiva após a fibrinólise.

Resposta: A) Realizar fibrinólise sem aguardar o resultado da troponina.

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo das provas de residência.

F1inédita

Homem de 52 anos com diabetes tipo 2 há três anos apresenta proteinúria em faixa nefrótica, hematúria com cilindros hemáticos e queda rápida da taxa de filtração glomerular. Qual é a conduta diagnóstica mais apropriada?

  1. A)Atribuir o quadro à nefropatia diabética e manter acompanhamento sem investigação adicional
  2. B)Iniciar corticoide empírico antes de definir a etiologia
  3. C)Solicitar apenas albuminúria em amostra isolada e encerrar a investigação se o resultado for elevado
  4. D)Considerar biópsia renal para investigar uma doença glomerular não diabética ou associada

F2inédita

Paciente com doença renal crônica apresenta potássio de 6,8 mEq/L. O eletrocardiograma mostra ondas T apiculadas e alargamento do QRS. Qual medida deve ser feita primeiro?

  1. A)Administrar cálcio intravenoso para estabilizar a membrana miocárdica
  2. B)Administrar resina de troca como única medida imediata
  3. C)Restringir potássio na dieta e repetir a dosagem no dia seguinte
  4. D)Administrar bicarbonato oral e aguardar melhora espontânea do eletrocardiograma

F3inédita

Mulher de 46 anos apresenta hipertensão persistente apesar de tratamento com três classes de anti-hipertensivos, incluindo diurético, e hipocalemia espontânea. Qual investigação é mais apropriada para rastrear hiperaldosteronismo primário?

  1. A)Metanefrinas plasmáticas como exame inicial obrigatório
  2. B)Relação aldosterona-renina, interpretada considerando os medicamentos em uso
  3. C)Dosagem isolada de cortisol urinário de 24 horas
  4. D)Angiotomografia das artérias renais como único exame de rastreio

F4inédita

Homem de 58 anos apresenta dor torácica há duas horas. O ECG mostra supradesnivelamento persistente de ST em derivações contíguas. O hospital não consegue realizar angioplastia em tempo oportuno, e não há contraindicação à fibrinólise. Qual estratégia de reperfusão é indicada?

  1. A)Aguardar a elevação da troponina antes de iniciar reperfusão
  2. B)Tratar apenas com antiagregantes e anticoagulante, sem estratégia de reperfusão
  3. C)Administrar fibrinolítico e organizar transferência para avaliação invasiva após a reperfusão
  4. D)Realizar teste ergométrico antes de decidir sobre reperfusão

1.6 Questões de provas anteriores

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · ENARE (AOCP) 2021
Síndrome caracterizada por edema, hipertensão, hematúria e graus variáveis de insuficiência renal, além de proteinúria pouco intensa. A apresentação clássica é a glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica em crianças. Com base na descrição apresentada, assinale, dentre as seguintes alternativas, aquela que corresponde à síndrome descrita e apresenta uma possível etiologia dessa síndrome.

  1. A)Síndrome nefrótica – uso de inibidor da enzima de conversão da angiotensina.
  2. B)Síndrome nefrótica – púrpura trombocitopênica idiopática.
  3. C)Síndrome nefrítica – endocardite.
  4. D)Síndrome nefrítica – doença de depósito de cadeia leve.
  5. E)Acidose tubular renal tipo I – uso de corticoide.

Q2oficial · Residência FAMEMA 2026
Paciente de 32 anos, trazido pelo suporte avançado do SAMU, é um trabalhador rural que foi encontrado após soterramento parcial em vala de obra, onde permaneceu por cerca de 6 horas até o resgate. Chega à sala de emergência referindo mialgia intensa em coxas e braços, urina escura e fraqueza progressiva. Ao exame físico: PA: 92 × 60 mmHg; FC: 122 bpm; FR: 24 irpm; SatO₂: 95% AA; temperatura: 37,8 ºC; pele fria, enchimento capilar lento; dor difusa em musculatura de membros inferiores, tumefação e rigidez palpável em coxas; sem sopros cardíacos, crepitações ou sinais de congestão. Os exames laboratoriais apresentam: creatinina: 2,0 mg/dL; potássio: 6,3 mEq/L; cálcio total: 7,2 mg/dL; fósforo: 6,0 mg/dL; CK total: 19.400 U/L; DHL: 950 U/L; urina: hematúria 3+/6+, sem hemácias no sedimento. O eletrocardiograma é apresentado a seguir:Figura da questão

Qual é a conduta inicial prioritária?

  1. A)Furosemida endovenoso em altas doses.
  2. B)Soro fisiológico 0,9% e gluconato de cálcio e insulina/glicose endovenosos.
  3. C)Bicarbonato de sódio endovenoso 200 mL/h para alcalinizar a urina.
  4. D)Restrição hídrica até estabilizar os níveis séricos de creatinofosfoquinase.

Q3oficial · Residência SUS-SP 2026

Homem, 65 anos de idade, com miocardiopatia hipertensiva e fração de ejeção de 30% é internado em terapia intensiva por congestão pulmonar e aumento da pressão arterial. Iniciado nitroprussiato de sódio, o qual não pode ser interrompido após 72 horas de uso. Assinale a alternativa que indica um sinal comum de intoxicação pelo nitroprussiato.

  1. A)Bradicardia.
  2. B)Cianose de extremidades.
  3. C)Acidose láctica.
  4. D)Hipercalemia.
  5. E)Redução da saturação de oxigênio por meta-hemoglobinemia.

Q4oficial · Residência USP (Fuvest) 2026
Homem, 53 anos de idade, possui antecedente de hipertensão e diabetes melito tipo 2. Faz uso de hidroclorotiazida, metformina e gliclazida. Comparece ao departamento de emergência com queixa de dor torácica há cerca de uma hora. Ao exame físico, apresenta PA de 90×60 mmHg, FC de 60 bpm, FR de 25 irpm. Regular estado geral, sudoreico. Auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações. Abdome e extremidades sem alterações. Foi realizado o eletrocardiograma apresentado a seguir:Figura da questão

Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa indica a terapia intravenosa imediata pertinente.

  1. A)Dobutamina.
  2. B)Nitroglicerina.
  3. C)Noradrenalina.
  4. D)Cloreto de sódio 0,9%.

Q5oficial · Residência Unicamp 2023

Mulher, 72a, foi avaliada por um episódio de síncope e alguns eventos de sensação de que ia desmaiar. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial e dislipidemia, em uso de hidroclorotiazida 25mg/dia, enalapril 20mg/dia e atorvastatina 40mg/dia. Exame físico: PA=122x78mmHg em posição supina, FC=70bpm. Após três minutos em pé, PA=100x66mmHg, FC=92bpm. Restante do exame físico: normal. A CONDUTA É:

  1. A)Administrar fludrocortisona.
  2. B)Ajustar a dose dos anti-hipertensivos.
  3. C)Prescrever meia elástica compressiva.
  4. D)Solicitar teste de inclinação ortostática (tilt test table).

Q6oficial · Residência SUS-SP 2026
Homem, 73 anos de idade, hipertenso, em uso de losartana e anlodipino, diabético, em uso de dapaglifozina, e com doença renal crônica não dialítica, procura atendimento por dor torácica. Pressão arterial de 80 × 50 mmHg. Monitorização mostra taquicardia ventricular monomórfica. Após cardioversão elétrica sincronizada, é realizado o eletrocardiograma a seguir:Figura da questão

A conduta imediata é

  1. A)AAS, clopidogrel e enoxaparina.
  2. B)AAS, clopidogrel e angioplastia primária.
  3. C)nitroglicerina.
  4. D)gluconato de cálcio.
  5. E)estudo eletrofisiológico.

Q7oficial · HUB RESIDÊNCIA MÉDICA 2021 2020

Com relação a patologias que afetam o sistema respiratório, julgue os itens a seguir. A presença de autoanticorpos contra a membrana basal do glomérulo renal e do alvéolo pulmonar pode causar a chamada síndrome de Goodpasture, com hemorragia pulmonar e glomerulonefrite.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q8oficial · Residência SUS-SP 2026

Homem, 75 anos de idade, ex-tabagista, portador de insuficiência cardíaca, em uso de furosemida, losartana, espironolactona, carvedilol e dapaglifozina, é admitido por rebaixamento do nível de consciência. Apresenta sódio de 114 mEq/L. A osmolaridade sérica está diminuída e a urinária está aumentada. O sódio urinário é de 5 mEq/L. A causa da hiponatremia é

  1. A)insuficiência cardíaca descompensada.
  2. B)uso do diurético.
  3. C)secreção inapropriada de hormônio antidiurético.
  4. D)insuficiência adrenal concomitante.
  5. E)polidipsia primária.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: A hematúria que surge junto com uma infecção de vias aéreas superiores sugere nefropatia por IgA.
Raciocínio: A hematúria sinfaringítica, com complemento geralmente normal, favorece nefropatia por IgA. Na glomerulonefrite pós-estreptocócica, a hematúria costuma surgir após um intervalo da infecção e o C3 pode estar reduzido.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A descreve uma causa de síndrome nefrítica, mas o intervalo entre infecção e hematúria, muitas vezes de semanas, não corresponde ao caso.
  • C: A alternativa C costuma causar glomerulonefrite rapidamente progressiva e pode associar-se a hemorragia pulmonar; não é a apresentação típica de hematúria sinfaringítica isolada.
  • D: A alternativa D costuma se manifestar com síndrome nefrótica, não com hematúria macroscópica relacionada temporalmente a uma infecção respiratória.
Pegadinha: Confundir a nefropatia por IgA, que acompanha a infecção, com a glomerulonefrite pós-estreptocócica, que costuma aparecer depois.
Base: KDIGO, diretriz de glomerulopatias.
Questão irmã: Uma pessoa apresenta hematúria macroscópica durante um episódio de infecção respiratória, com C3 normal. Qual diagnóstico deve ser considerado? Gabarito: Nefropatia por IgA.

P2inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: A ultrassonografia de rins e vias urinárias é um exame inicial importante para investigar obstrução na injúria renal aguda.
Raciocínio: A oligúria e o câncer pélvico levantam a possibilidade de obstrução do trato urinário. A ultrassonografia pode identificar hidronefrose e direcionar a investigação e a desobstrução.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A não avalia o trato urinário e não responde à hipótese clínica.
  • B: A alternativa B não é exame inicial confiável para diagnosticar a causa da injúria renal aguda.
  • D: A alternativa D é invasiva e não deve preceder a investigação de uma possível obstrução reversível.
Pegadinha: Não atribuir toda elevação da creatinina a uma causa pré-renal ou intrínseca antes de avaliar obstrução, sobretudo diante de fatores de risco.
Base: KDIGO, diretriz de injúria renal aguda.
Questão irmã: Paciente com injúria renal aguda e antecedente de doença prostática apresenta retenção urinária. Qual mecanismo deve ser investigado? Gabarito: Obstrução pós-renal do trato urinário.

P3inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: Emergência hipertensiva é a elevação da pressão arterial acompanhada de lesão aguda de órgão-alvo.
Raciocínio: O edema agudo de pulmão indica lesão aguda cardiovascular. O paciente precisa de tratamento em ambiente monitorado, com redução controlada da pressão por fármaco intravenoso titulável.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A ignora a lesão aguda de órgão-alvo e propõe manejo ambulatorial inadequado.
  • C: A alternativa C confunde uma investigação de hipertensão resistente com a prioridade clínica; a emergência exige tratamento imediato.
  • D: A alternativa D erra a classificação e propõe redução rápida e não titulável, que pode causar dano por queda excessiva da pressão.
Pegadinha: O valor elevado da pressão, sozinho, não define emergência. O que muda a conduta é a presença de lesão aguda de órgão-alvo.
Base: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial.
Questão irmã: Pessoa com pressão muito elevada, mas sem sintomas nem evidência de lesão aguda de órgão-alvo, tem indicação automática de redução intravenosa imediata? Gabarito: Não. A ausência de lesão aguda de órgão-alvo afasta a definição de emergência hipertensiva.

F1inéditaResposta: D

Conceito: Achados atípicos para nefropatia diabética justificam investigação de outra doença renal, que pode incluir biópsia.
Raciocínio: A evolução rápida, a hematúria com cilindros e a proteinúria intensa, em pessoa com diabetes de curta duração, não devem ser atribuídas automaticamente ao diabetes. A avaliação nefrológica pode indicar biópsia para definir a etiologia.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A trata o diabetes como explicação suficiente, apesar de sinais de doença glomerular atípica.
  • B: A alternativa B propõe imunossupressão sem diagnóstico, com risco de tratar a doença errada.
  • C: A alternativa C quantifica albuminúria, mas não esclarece a causa da hematúria glomerular nem da perda rápida de função renal.
Pegadinha: A presença de diabetes não exclui outra glomerulopatia; evolução atípica exige ampliar a investigação.
Base: KDIGO, diretriz de manejo do diabetes na doença renal crônica.
Questão irmã: Pessoa com diabetes de longa duração, retinopatia e albuminúria progressiva sem hematúria ou queda rápida da filtração tem apresentação mais compatível com qual causa? Gabarito: Nefropatia diabética.

F2inéditaResposta: A

Conceito: Na hipercalemia com alterações eletrocardiográficas, o cálcio intravenoso estabiliza a membrana cardíaca e reduz o risco imediato de arritmia.
Raciocínio: As alterações no ECG indicam toxicidade cardíaca. A primeira medida é estabilizar o miocárdio com cálcio intravenoso; em seguida, é preciso implementar medidas para deslocar o potássio para o meio intracelular e removê-lo do organismo, conforme o quadro.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B não estabiliza a membrana e não deve ser usada como única medida diante de alterações eletrocardiográficas.
  • C: A alternativa C adia o tratamento de uma emergência potencialmente fatal.
  • D: A alternativa D não é uma resposta rápida e confiável para a instabilidade elétrica apresentada.
Pegadinha: O cálcio não reduz a concentração sérica de potássio. Ele protege temporariamente o coração enquanto outras medidas tratam a hipercalemia.
Base: KDIGO, recomendações para manejo da hipercalemia aguda.
Questão irmã: Na hipercalemia grave com alteração no ECG, qual é o objetivo imediato do cálcio intravenoso? Gabarito: Estabilizar a membrana miocárdica, sem reduzir diretamente o potássio sérico.

F3inéditaResposta: B

Conceito: Hipertensão resistente e hipocalemia espontânea são indicações para rastrear hiperaldosteronismo primário.
Raciocínio: O excesso de aldosterona pode causar retenção de sódio, hipertensão e perda renal de potássio. A relação aldosterona-renina é o teste de rastreio; o resultado exige interpretação conforme a preparação e os medicamentos do paciente.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A rastreia principalmente feocromocitoma, que não é a hipótese prioritária neste caso.
  • C: A alternativa C investiga hipercortisolismo, não é o exame de rastreio inicial para hiperaldosteronismo primário.
  • D: A alternativa D pode integrar a investigação de doença renovascular em casos selecionados, mas não rastreia diretamente o excesso de aldosterona.
Pegadinha: Hipocalemia aumenta a suspeita, mas sua ausência não exclui hiperaldosteronismo primário. Também é preciso considerar o efeito dos anti-hipertensivos sobre a renina e a aldosterona.
Base: Endocrine Society, diretriz para diagnóstico e manejo do hiperaldosteronismo primário.
Questão irmã: Em paciente com hipertensão resistente, qual exame laboratorial inicial ajuda a rastrear hiperaldosteronismo primário? Gabarito: Relação aldosterona-renina.

F4inéditaResposta: C

Conceito: No infarto com supradesnivelamento de ST, a reperfusão não deve aguardar a elevação da troponina quando o ECG já estabelece o diagnóstico.
Raciocínio: O quadro clínico e o ECG indicam infarto com supradesnivelamento de ST. Se a angioplastia primária não puder ser realizada em tempo oportuno e não houver contraindicação, deve-se fazer fibrinólise e seguir uma estratégia farmacoinvasiva.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A atrasa uma reperfusão indicada pelo quadro clínico e pelo ECG.
  • B: A alternativa B omite a reperfusão, que é essencial no infarto com supradesnivelamento quando indicada.
  • D: A alternativa D propõe teste de esforço em um quadro agudo de infarto, o que é inadequado e atrasa o tratamento.
Pegadinha: A troponina pode ainda não estar elevada nas primeiras horas. No infarto com supradesnivelamento, não se deve esperar o biomarcador para iniciar a reperfusão.
Base: Sociedade Brasileira de Cardiologia, diretrizes de síndrome coronariana aguda.
Questão irmã: Paciente com dor torácica típica e supradesnivelamento persistente de ST deve aguardar a troponina para que se decida a reperfusão? Gabarito: Não. A reperfusão deve ser decidida com base no quadro clínico e no ECG, sem aguardar a troponina.

Q1oficialResposta: C

Conceito: A síndrome nefrítica combina hematúria, edema, hipertensão, redução variável da função renal e proteinúria geralmente não nefrótica.
Raciocínio: A descrição corresponde à síndrome nefrítica. A glomerulonefrite associada à endocardite pode causar inflamação glomerular e se apresentar com esse padrão. Portanto, a alternativa C reúne a síndrome e uma etiologia possível.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A descreve síndrome nefrótica, que se caracteriza principalmente por proteinúria intensa e hipoalbuminemia; IECA não é etiologia típica da síndrome.
  • B: A alternativa B nomeia a síndrome errada. Púrpura trombocitopênica idiopática não é uma causa típica de síndrome nefrótica.
  • D: A alternativa D acerta a síndrome, mas doença de depósito de cadeia leve não é a etiologia clássica associada ao padrão nefrítico descrito.
  • E: A alternativa E apresenta uma tubulopatia, não uma síndrome glomerular, e corticoide não é causa típica de acidose tubular renal tipo I.
Pegadinha: Não confunda hematúria com proteinúria intensa: o padrão descrito é nefrítico, não nefrótico.
Base: KDIGO Clinical Practice Guideline for the Management of Glomerular Diseases.
Questão irmã: Paciente com edema, hipertensão, hematúria e proteinúria discreta após infecção estreptocócica apresenta qual síndrome renal? Gabarito: Síndrome nefrítica.

Fonte: ENARE (AOCP) (2021) — https://www.gov.br/hubrasil/pt-br/ensino-e-pesquisa/exame-nacional-de-residencia-enare/edicoes-anteriores/2020-2021/provas/area-medica/prm-acesso-direto-m209-divulgacao.pdf

Q2oficialResposta: B

Conceito: Na rabdomiólise com injúria renal aguda, a prioridade é restaurar a perfusão e tratar imediatamente a hipercalemia com risco de arritmia.
Raciocínio: O soterramento, a dor muscular, a CK elevada e a urina positiva para sangue sem hemácias no sedimento apontam para mioglobinúria por rabdomiólise. A hipotensão favorece reposição com soro fisiológico. O potássio de 6,3 mEq/L exige tratamento urgente: o gluconato de cálcio estabiliza a membrana cardíaca, e insulina com glicose desloca potássio para o meio intracelular. A imagem do ECG não está disponível; o gabarito indica essa conduta combinada.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Furosemida não corrige a causa da injúria renal nem substitui a reposição volêmica. Pode agravar a hipovolemia.
  • C: Alcalinização urinária com bicarbonato não é medida inicial de rotina na rabdomiólise e não trata a hipercalemia com a rapidez necessária.
  • D: Restrição hídrica é inadequada diante de hipotensão e provável hipovolemia. A CK, isoladamente, não orienta restrição de líquidos.
Pegadinha: A urina positiva para sangue com ausência de hemácias no sedimento sugere mioglobina, não hematúria verdadeira. Além disso, a hipercalemia ameaça o coração antes de a CK se normalizar.
Base: KDIGO Clinical Practice Guideline for Acute Kidney Injury; recomendações de manejo da rabdomiólise e da hipercalemia em ambiente de urgência.
Questão irmã: Após esmagamento muscular, paciente apresenta mioglobinúria e hipercalemia com alterações eletrocardiográficas. Qual é a prioridade imediata? Gabarito: Estabilizar a membrana cardíaca com cálcio intravenoso e tratar a hipercalemia, além de iniciar reposição volêmica conforme o estado hemodinâmico.

Fonte: Residência FAMEMA (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUxMzc2MQ%3d%3d

Q3oficialResposta: C

Conceito: A intoxicação por nitroprussiato pode decorrer do acúmulo de cianeto, que bloqueia a respiração celular e causa acidose láctica.
Raciocínio: O uso prolongado aumenta o risco de toxicidade, sobretudo quando a infusão não pode ser reduzida ou suspensa. O cianeto impede a utilização celular do oxigênio e favorece lactato elevado e acidose metabólica. Assim, a alternativa C é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Bradicardia não é a manifestação característica da toxicidade por cianeto associada ao nitroprussiato.
  • B: Cianose periférica não é o sinal típico que identifica essa intoxicação.
  • D: Hipercalemia não é a manifestação clássica da toxicidade por nitroprussiato.
  • E: A meta-hemoglobinemia não é a explicação esperada para a toxicidade descrita. O quadro clássico envolve cianeto e acidose láctica.
Pegadinha: Diferencie toxicidade por cianeto, associada a acidose láctica, de acúmulo de tiocianato, que pode causar manifestações neurológicas.
Base: Bula profissional do nitroprussiato de sódio e referências de terapia intensiva sobre toxicidade por nitroprussiato.
Questão irmã: Paciente em infusão prolongada de nitroprussiato desenvolve acidose metabólica com lactato elevado. Qual toxicidade deve ser suspeitada? Gabarito: Intoxicação por cianeto.

Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2Mw%3d%3d

Q4oficialResposta: D

Conceito: Em infarto com hipotensão, a reposição volêmica pode ser a medida inicial quando há suspeita de dependência de pré-carga, como no infarto do ventrículo direito.
Raciocínio: O paciente tem dor torácica, sudorese e pressão de 90 × 60 mmHg. Sem a imagem do ECG, não é possível confirmar o território do infarto; o gabarito aponta para expansão com solução salina, conduta compatível com hipotensão em infarto de ventrículo direito. A alternativa D é a escolha entre as opções apresentadas.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Dobutamina não é a primeira medida sem evidência de baixo débito persistente após avaliação e correção da pré-carga.
  • B: Nitroglicerina pode reduzir a pré-carga e agravar a hipotensão, especialmente se houver infarto do ventrículo direito.
  • C: Noradrenalina pode ser necessária se a hipotensão persistir ou houver choque, mas não é a medida inicial indicada pelo gabarito neste cenário.
Pegadinha: A imagem do ECG não foi fornecida. Não se deve inferir um território específico; a hipotensão torna inadequado começar com nitrato.
Base: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia para síndrome coronariana aguda e recomendações de manejo do infarto do ventrículo direito.
Questão irmã: Paciente com infarto inferior, hipotensão e suspeita de acometimento do ventrículo direito está sem congestão pulmonar. Qual medida inicial pode melhorar a pressão? Gabarito: Reposição cautelosa com solução cristaloide intravenosa.

Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-prova-AD1-areasbasicas-acessodireto.pdf

Q5oficialResposta: B

Conceito: Hipotensão ortostática é a queda sustentada da pressão arterial ao assumir a posição em pé e exige revisão de causas reversíveis, inclusive medicamentos.
Raciocínio: Após três minutos em pé, a pressão caiu de 122 × 78 para 100 × 66 mmHg. A redução atende ao critério de hipotensão ortostática. Como a paciente usa hidroclorotiazida e enalapril, a conduta inicial é revisar e ajustar o tratamento anti-hipertensivo, conforme o quadro clínico.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Fludrocortisona pode ser considerada em casos persistentes selecionados, mas não é a primeira medida antes de rever medicamentos potencialmente contribuintes.
  • C: Meias compressivas podem ajudar em alguns casos, mas não substituem a revisão inicial dos anti-hipertensivos.
  • D: O teste de inclinação não é necessário para confirmar um quadro já documentado por medidas de pressão supina e em pé.
Pegadinha: O aumento da frequência cardíaca não exclui hipotensão ortostática. A queda da pressão já é suficiente para reconhecer o quadro.
Base: Diretrizes de avaliação e manejo da síncope e da hipotensão ortostática.
Questão irmã: Paciente idoso em uso de diurético apresenta tontura ao levantar e queda documentada da pressão em pé. Qual deve ser uma das primeiras medidas? Gabarito: Revisar e ajustar os medicamentos que podem contribuir para a hipotensão.

Fonte: Residência Unicamp (2023) — https://www.comvest.unicamp.br/residenciamedica2023/provas/tADW.pdf

Q6oficialResposta: D

Conceito: Na hipercalemia com instabilidade elétrica, o cálcio intravenoso estabiliza a membrana miocárdica, mas não reduz a concentração sérica de potássio.
Raciocínio: O paciente tem doença renal crônica e apresentou taquicardia ventricular. A alternativa indicada pelo gabarito é gluconato de cálcio, medida imediata para reduzir o risco de novas arritmias se houver suspeita de hipercalemia com repercussão eletrocardiográfica. A imagem do ECG não está disponível; não é possível descrever seus achados. Também é necessário medir o potássio e, se elevado, iniciar medidas para reduzi-lo.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A terapia antitrombótica não corrige uma possível alteração eletrolítica que esteja causando instabilidade elétrica.
  • B: AAS, clopidogrel e angioplastia podem ser indicados em determinadas síndromes coronarianas, mas não substituem a estabilização imediata da membrana quando há suspeita de hipercalemia com arritmia.
  • C: Nitroglicerina pode agravar a hipotensão, que já é importante neste caso.
  • E: Estudo eletrofisiológico não é a medida imediata diante de instabilidade hemodinâmica e possível causa metabólica reversível.
Pegadinha: O cálcio protege o miocárdio, mas não remove potássio do organismo. Se houver hipercalemia, também é necessário deslocar ou eliminar o potássio.
Base: Diretrizes de manejo da hipercalemia e recomendações de atendimento às arritmias com instabilidade hemodinâmica.
Questão irmã: Paciente com doença renal crônica apresenta hipercalemia e alargamento do QRS. Qual fármaco deve ser administrado primeiro para estabilizar a membrana cardíaca? Gabarito: Gluconato de cálcio intravenoso.

Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2Mw%3d%3d

Q7oficialResposta: Certo

Conceito: A síndrome de Goodpasture associa anticorpos contra a membrana basal glomerular e alveolar a glomerulonefrite e hemorragia pulmonar.
Raciocínio: A afirmação está correta. Os autoanticorpos anti-MBG podem atingir os capilares glomerulares e alveolares, produzindo o quadro renopulmonar descrito.
Pegadinha: A presença de doença renal e hemorragia pulmonar deve levantar a hipótese de síndrome renopulmonar, mas há outras causas, como vasculites associadas a ANCA.
Base: KDIGO Clinical Practice Guideline for the Management of Glomerular Diseases.
Questão irmã: Anticorpos contra a membrana basal glomerular podem causar glomerulonefrite e hemorragia alveolar. Certo ou errado? Gabarito: Certo.

Fonte: HUB RESIDÊNCIA MÉDICA 2021 (2020) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/hub_21_medica/arquivos/561_RM_002_01.PDF

Q8oficialResposta: A

Conceito: Na insuficiência cardíaca, a redução do volume arterial efetivo estimula retenção de água e pode causar hiponatremia hipotônica hipervolêmica.
Raciocínio: A osmolaridade sérica baixa confirma hiponatremia hipotônica. A osmolaridade urinária elevada mostra que a urina não está diluída, como se esperaria na polidipsia primária. O sódio urinário muito baixo favorece retenção renal de sódio por baixo volume arterial efetivo, compatível com insuficiência cardíaca descompensada. Por isso, a alternativa A é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: O diurético pode contribuir para hiponatremia, mas o sódio urinário baixo e o contexto de insuficiência cardíaca favorecem a causa indicada no gabarito.
  • C: Na secreção inapropriada de ADH, o sódio urinário costuma ser mais alto, na ausência de hipovolemia ou de redução do volume arterial efetivo.
  • D: Insuficiência adrenal pode causar hiponatremia, mas não é a hipótese mais compatível com os dados apresentados.
  • E: Na polidipsia primária, a urina tende a estar muito diluída, com osmolaridade urinária baixa.
Pegadinha: A hiponatremia da insuficiência cardíaca não significa excesso de sódio corporal efetivo: o organismo retém água em resposta à redução do volume arterial efetivo. Rebaixamento de consciência com sódio muito baixo exige avaliação e tratamento urgentes.
Base: Diretrizes de insuficiência cardíaca e recomendações de manejo da hiponatremia hipotônica.
Questão irmã: Paciente com insuficiência cardíaca tem hiponatremia hipotônica, osmolaridade urinária alta e sódio urinário baixo. Qual mecanismo é mais provável? Gabarito: Redução do volume arterial efetivo, com retenção de água e hiponatremia hipervolêmica.

Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2Mw%3d%3d

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Cilindros hemáticos e hemácias dismórficas sugerem hematúria glomerular.
  • Nefropatia por IgA costuma ter complemento sérico normal.
  • Hematúria glomerular com hemorragia alveolar sugere doença anti-membrana basal ou vasculite pauci-imune.
  • Na IRA, investigue volemia, nefrotóxicos e obstrução.
  • Indique diálise pelas complicações refratárias e pelo contexto clínico, não por creatinina isolada.
  • Corrija hiponatremia com cautela para evitar desmielinização osmótica.
  • Hipotensão ortostática é queda de pelo menos 20 mmHg sistólica ou 10 mmHg diastólica em até três minutos em pé.
  • Emergência hipertensiva requer lesão aguda de órgão-alvo.
  • No infarto com supradesnivelamento de ST, reperfunda sem esperar a troponina.
  • Suspeita de dissecção de aorta deve levar à cautela antes de iniciar antitrombóticos.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

Treine este tópico no PassaPro: https://passapro.com.br/signup?origem=apostila&cap=1