Área 01
Clínica Médica
O que o conteúdo programático pede nesta área
- 1Glomerulopatias e exame de urina: síndrome nefrótica e síndrome nefrítica; glomerulopatia membranosa, glomeruloesclerose segmentar e focal, nefropatia por IgA e glomerulonefrite pós-estreptocócica; doença antimembrana basal e vasculites pauci-imunes; consumo de complemento e indicação de biópsia; nefropatia diabética; urinálise, sedimento e hematúria glomerular versus não glomerular
- 2Injúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticos: IRA pré-renal, necrose tubular aguda e obstrutiva; nefrotoxicidade por AINE, contraste e lise tumoral; estadiamento e complicações da DRC; indicações de diálise, hemodiálise e diálise peritoneal; hiponatremia e velocidade de correção; hiper e hipocalemia; gasometria arterial, ânion gap e acidose metabólica; litíase renal
- 3Hipertensão arterial sistêmica: medida da pressão, MAPA e classificação; metas e escolha dos anti-hipertensivos; hipertensão resistente e causas secundárias (hiperaldosteronismo primário, renovascular, feocromocitoma); hipotensão ortostática; urgência e emergência hipertensiva; lesão de órgão-alvo
- 4Dor torácica e síndromes coronarianas agudas: estratificação da dor torácica; eletrocardiograma e troponina no infarto com e sem supradesnivelamento de ST; reperfusão por angioplastia ou trombólise; terapia antitrombótica e anti-isquêmica; diagnósticos diferenciais (dissecção de aorta, pericardite, Takotsubo, TEP); prevenção secundária e estatinas
- 5Insuficiência cardíaca, arritmias e valvopatias: IC com fração de ejeção reduzida e preservada; tratamento com betabloqueador, IECA/BRA/sacubitril-valsartana, espironolactona e iSGLT2; descompensação e perfil hemodinâmico; fibrilação atrial, anticoagulação e controle de frequência; taquicardias de QRS estreito e largo; bloqueios atrioventriculares; estenose aórtica e mitral, miocardiopatia hipertrófica e chagásica; endocardite infecciosa e profilaxia
- 6Infecções sexualmente transmissíveis e HIV: sífilis (estágios, VDRL e testes treponêmicos, tratamento e alergia à penicilina); úlceras genitais, uretrites e linfogranuloma venéreo; diagnóstico de HIV e início da terapia antirretroviral; infecções oportunistas (pneumocistose, criptococose, toxoplasmose); hepatites B e C e interpretação da sorologia
- 7Infecções comuns e doenças de notificação: infecção urinária e pielonefrite; meningites e análise do líquor; dengue (classificação de risco e hidratação), chikungunya e zika; sarampo e vacinação do adulto (influenza); tuberculose e esquema RIPE; micoses sistêmicas e parasitoses intestinais; uso racional de antimicrobianos e infecção intra-abdominal
- 8Esôfago, estômago e intestino: doença do refluxo gastroesofágico e esôfago de Barrett; disfagia e acalasia; úlcera péptica, H. pylori e hemorragia digestiva alta; diarreias agudas e crônicas, Clostridioides difficile, doença celíaca e má absorção; doença de Crohn e retocolite ulcerativa; câncer gástrico, de esôfago e colorretal (fatores de risco e rastreamento)
- 9Fígado, vias biliares e pâncreas: hepatites virais e alcoólica; esteatose hepática; cirrose e suas complicações (ascite, peritonite bacteriana espontânea, síndrome hepatorrenal, encefalopatia, varizes); avaliação para transplante (Child, MELD); icterícia e colestase; pancreatite aguda (etiologia, gravidade e tratamento inicial); alteração de transaminases
- 10Asma, DPOC e tabagismo: definição, classificação de controle e tratamento por etapas da asma; crise asmática; DPOC (espirometria, classificação GOLD, broncodilatadores de longa ação e exacerbação); doença respiratória exacerbada por AAS; abordagem e tratamento do tabagismo
- 11Pneumonias, tromboembolismo e doenças pleurais e intersticiais: pneumonia adquirida na comunidade (CURB-65 e tratamento); derrame pleural (critérios de Light, empiema); tromboembolismo pulmonar (probabilidade clínica, D-dímero, anticoagulação); doenças intersticiais e ocupacionais; câncer de pulmão, síndrome de Horner e hemoptise; apneia obstrutiva do sono e fibrose cística no adulto
- 12Diabetes mellitus: diagnóstico e pré-diabetes; metas glicêmicas; metformina, iSGLT2, agonistas de GLP-1, sulfonilureias e insulinas; cetoacidose diabética, estado hiperosmolar e hipoglicemia; complicações crônicas (nefropatia, neuropatia, pé diabético); diabetes no perioperatório e na gestação; obesidade e dislipidemia
- 13Tireoide, adrenal, hipófise e metabolismo ósseo: hipotireoidismo, tireoidite de Hashimoto e outras tireoidites; hipertireoidismo e oftalmopatia de Graves; nódulo de tireoide; hiperaldosteronismo, síndrome de Cushing e insuficiência adrenal; hiperprolactinemia e acromegalia; hipercalcemia e hiperparatireoidismo; osteoporose e vitamina D
- 14Reumatologia: lúpus eritematoso sistêmico (critérios, autoanticorpos e complicações); artrite reumatoide; espondiloartrites e lombalgia inflamatória; vasculites (arterite temporal, púrpura de Henoch-Schönlein); síndrome de Sjögren, esclerose sistêmica e dermatomiosite; gota, artrite séptica e osteoartrite; febre reumática
- 15Neurologia clínica: AVC isquêmico (janela de trombólise, NIHSS) e hemorrágico; hemorragia subaracnóidea e cefaleia súbita; cefaleias primárias e sinais de alarme; epilepsias e síncope versus crise; demências e delirium; doença de Parkinson; Guillain-Barré e miastenia; escala de coma de Glasgow
- 16Hematologia, oncologia, pele e alergia: anemias ferropriva, megaloblástica e hemolíticas; microangiopatias trombóticas (PTT e SHU), trombofilias e síndrome antifosfolípide; linfomas e leucemias; reações transfusionais; rastreamento de câncer, síndromes paraneoplásicas e urgências oncológicas; melanoma e câncer de pele; micoses superficiais, dermatite e escabiose; angioedema, urticária, rinite e alergia alimentar
Clínica Médica · Capítulo 1
Glomerulopatias e exame de urinaInjúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticosHipertensão arterial sistêmicaDor torácica e síndromes coronarianas agudas
Temas do conteúdo programático:
- 1. Glomerulopatias e exame de urina: síndrome nefrótica e síndrome nefrítica; glomerulopatia membranosa, glomeruloesclerose segmentar e focal, nefropatia por IgA e glomerulonefrite pós-estreptocócica; doença antimembrana basal e vasculites pauci-imunes; consumo de complemento e indicação de biópsia; nefropatia diabética; urinálise, sedimento e hematúria glomerular versus não glomerular
- 2. Injúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticos: IRA pré-renal, necrose tubular aguda e obstrutiva; nefrotoxicidade por AINE, contraste e lise tumoral; estadiamento e complicações da DRC; indicações de diálise, hemodiálise e diálise peritoneal; hiponatremia e velocidade de correção; hiper e hipocalemia; gasometria arterial, ânion gap e acidose metabólica; litíase renal
- 3. Hipertensão arterial sistêmica: medida da pressão, MAPA e classificação; metas e escolha dos anti-hipertensivos; hipertensão resistente e causas secundárias (hiperaldosteronismo primário, renovascular, feocromocitoma); hipotensão ortostática; urgência e emergência hipertensiva; lesão de órgão-alvo
- 4. Dor torácica e síndromes coronarianas agudas: estratificação da dor torácica; eletrocardiograma e troponina no infarto com e sem supradesnivelamento de ST; reperfusão por angioplastia ou trombólise; terapia antitrombótica e anti-isquêmica; diagnósticos diferenciais (dissecção de aorta, pericardite, Takotsubo, TEP); prevenção secundária e estatinas
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Homem de 24 anos apresenta hematúria macroscópica no mesmo dia em que iniciou odinofagia e coriza. A creatinina está preservada e o C3 é normal. Qual é o diagnóstico mais provável?
- A)Glomerulonefrite pós-estreptocócica
- B)Nefropatia por IgA
- C)Doença antimembrana basal glomerular
- D)Glomerulopatia membranosa
P2inédita
Mulher de 68 anos, com câncer pélvico em tratamento, apresenta oligúria e elevação recente da creatinina. Não há sinais de hipovolemia ou uso recente de nefrotóxicos. Qual exame inicial ajuda a investigar uma causa pós-renal?
- A)Tomografia de crânio sem contraste
- B)Dosagem urinária de eosinófilos
- C)Ultrassonografia de rins e vias urinárias
- D)Biópsia renal percutânea
P3inédita
Homem de 59 anos chega ao pronto-socorro com pressão arterial de 226/130 mmHg, dispneia intensa, hipoxemia e edema agudo de pulmão. Qual é a classificação e a abordagem inicial mais adequada?
- A)Hipertensão grave sem emergência; ajustar medicação oral e liberar após observação breve
- B)Emergência hipertensiva; iniciar redução monitorada com fármaco intravenoso titulável
- C)Hipertensão resistente; solicitar relação aldosterona-renina antes de tratar
- D)Urgência hipertensiva; reduzir a pressão rapidamente com nifedipino sublingual
1.2 O que cai
- 1. Glomerulopatias e exame de urina: síndrome nefrótica e síndrome nefrítica; glomerulopatia membranosa, glomeruloesclerose segmentar e focal, nefropatia por IgA e glomerulonefrite pós-estreptocócica; doença antimembrana basal e vasculites pauci-imunes; consumo de complemento e indicação de biópsia; nefropatia diabética; urinálise, sedimento e hematúria glomerular versus não glomerular: 69 questões de provas anteriores, 2017–2021
- 2. Injúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticos: IRA pré-renal, necrose tubular aguda e obstrutiva; nefrotoxicidade por AINE, contraste e lise tumoral; estadiamento e complicações da DRC; indicações de diálise, hemodiálise e diálise peritoneal; hiponatremia e velocidade de correção; hiper e hipocalemia; gasometria arterial, ânion gap e acidose metabólica; litíase renal: 83 questões de provas anteriores, 2019–2026
- 3. Hipertensão arterial sistêmica: medida da pressão, MAPA e classificação; metas e escolha dos anti-hipertensivos; hipertensão resistente e causas secundárias (hiperaldosteronismo primário, renovascular, feocromocitoma); hipotensão ortostática; urgência e emergência hipertensiva; lesão de órgão-alvo: 28 questões de provas anteriores, 2017–2026
- 4. Dor torácica e síndromes coronarianas agudas: estratificação da dor torácica; eletrocardiograma e troponina no infarto com e sem supradesnivelamento de ST; reperfusão por angioplastia ou trombólise; terapia antitrombótica e anti-isquêmica; diagnósticos diferenciais (dissecção de aorta, pericardite, Takotsubo, TEP); prevenção secundária e estatinas: 39 questões de provas anteriores, 2017–2026
1.3 Teoria
Esses temas cobram reconhecimento de padrões e escolha da conduta que evita dano: identificar a síndrome renal, corrigir distúrbios eletrolíticos com segurança e distinguir emergência hipertensiva ou coronariana de situações sem indicação de intervenção imediata.
1.3.1 Glomerulopatias e exame de urina
A síndrome nefrítica reúne hematúria glomerular, cilindros hemáticos, edema, hipertensão, oligúria e redução variável da função renal.
A proteinúria costuma ser menor que a da síndrome nefrótica. Glomerulonefrite pós-estreptocócica, endocardite e outras infecções podem causar padrão nefrítico. Complemento baixo favorece algumas causas, como glomerulonefrite pós-infecciosa; na nefropatia por IgA, costuma ser normal. Hematúria que surge junto ou logo após infecção de vias aéreas sugere IgA; após intervalo de semanas, pense em glomerulonefrite pós-estreptocócica.
A síndrome nefrótica combina proteinúria intensa, hipoalbuminemia e edema; pode haver hiperlipidemia e maior risco trombótico. A glomerulopatia membranosa pode ser primária ou secundária a doenças autoimunes, neoplasias e infecções, incluindo HIV. A glomeruloesclerose segmentar e focal associa-se, entre outras causas, a obesidade, redução de massa renal e HIV. Na suspeita de doença anti-membrana basal, hemorragia alveolar junto a glomerulonefrite rapidamente progressiva é um sinal de alarme. Vasculites pauci-imunes também podem causar esse quadro, muitas vezes com ANCA.
Na urinálise, hemácias dismórficas e cilindros hemáticos apontam para origem glomerular; coágulos e hemácias isomórficas sugerem origem não glomerular. Indique biópsia diante de apresentação atípica, perda rápida de função, proteinúria importante ou diagnóstico incerto. Na diabetes, considere biópsia se o curso for atípico, como hematúria glomerular ou queda acelerada da filtração.
Fontes: KDIGO Clinical Practice Guideline for the Management of Glomerular Diseases
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · HUB RESIDÊNCIA MÉDICA 2020
No que se refere à síndrome nefrótica e à glomerulopatia membranosa, julgue os itens subsequentes. A glomerulopatia membranosa pode ocorrer em pacientes com infecção pelo vírus HIV.
( ) Certo ( ) Errado
Resposta: Certo
Conceito: A glomerulopatia membranosa pode ser primária ou secundária, inclusive associada a infecções como HIV.
Raciocínio: A afirmação é verdadeira. A infecção pelo HIV pode se associar a diferentes glomerulopatias; entre elas, a glomerulopatia membranosa é possível, embora outras formas, como a glomeruloesclerose segmentar e focal, também sejam relevantes.
Pegadinha: A associação não significa que a glomerulopatia membranosa seja a lesão renal mais comum no HIV.
Base: KDIGO Clinical Practice Guideline for the Management of Glomerular Diseases.
1.3.2 Injúria renal aguda, doença renal crônica e distúrbios hidroeletrolíticos
A injúria renal aguda (IRA) é definida por elevação aguda da creatinina ou redução do débito urinário.
Primeiro, avalie volemia, medicamentos e obstrução: ultrassom ou avaliação do trato urinário ajudam a detectar causa pós-renal. Na IRA pré-renal, corrigir a causa hemodinâmica pode reverter o quadro; na necrose tubular aguda, o sedimento pode mostrar cilindros granulosos, e a reposição excessiva de volume pode piorar a congestão. AINEs podem reduzir a perfusão renal; contraste exige avaliação de risco e medidas preventivas. Na lise tumoral, monitore potássio, fósforo, cálcio, ácido úrico e função renal.
Considere doença renal crônica (DRC) quando alterações estruturais ou funcionais persistirem por pelo menos três meses. Classifique pela filtração glomerular e albuminúria. Trate a causa e as complicações, como anemia, acidose e distúrbio mineral e ósseo. Inicie diálise por complicações refratárias — acidose, distúrbios eletrolíticos, intoxicações dializáveis, sobrecarga volêmica ou sintomas urêmicos — e não por um valor isolado de creatinina. Hemodiálise e diálise peritoneal são modalidades possíveis, escolhidas conforme condição clínica e contexto.
Na hiponatremia, determine primeiro a osmolalidade e o estado volêmico. Corrija devagar para evitar desmielinização osmótica; em geral, não ultrapasse 8–10 mmol/L em 24 horas, usando limite menor em pacientes de alto risco. Na hipercalemia com alterações eletrocardiográficas, estabilize a membrana com cálcio e desloque potássio para o meio intracelular; depois, remova-o do organismo. Na hipocalemia, a via oral costuma bastar se o quadro for leve e estável; reposição intravenosa é indicada em casos graves, sintomas importantes ou alterações no ECG. Calcule o ânion gap para organizar a investigação da acidose metabólica. Na litíase, analgesie, procure obstrução e infecção e analise o cálculo quando disponível.
Fontes: KDIGO Clinical Practice Guideline for Acute Kidney Injury; KDIGO Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease
Esquema
Conduta na hipercalemia
1Alterações eletrocardiográficas
2Estabilize a membrana com cálcio
3Desloque potássio para o meio intracelular
4Remova potássio do organismo
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Residência SES-DF 2024
Um paciente de 35 anos de idade iniciou, sem prescrição médica, uso de furosemida em fórmula manipulada para redução do peso. Procurou o pronto-socorro com queixa de fraqueza muscular, sendo observado potássio sérico de 2,7 mEq/L. A melhor conduta nesse caso, além da suspensão da fórmula, é
- A)reposição de potássio via oral.
- B)prescrição de gluconato de cálcio.
- C)reposição de potássio endovenoso.
- D)hemodiálise de urgência.
Resposta: C
Conceito: A hipocalemia sintomática pode exigir reposição intravenosa, com monitorização clínica e eletrocardiográfica.
Raciocínio: A furosemida aumenta a perda renal de potássio. O paciente apresenta fraqueza e potássio de 2,7 mEq/L; a banca considera a reposição intravenosa a melhor conduta, além da suspensão do diurético. Na prática, a via depende da gravidade dos sintomas, do ECG, da possibilidade de uso oral e do contexto clínico.
Pegadinha: A via intravenosa exige cautela: potássio deve ser infundido com controle, pois administração rápida pode causar arritmias. Em casos menos graves e estáveis, a via oral pode ser adequada.
Base: Recomendações clínicas de manejo dos distúrbios do potássio e protocolos hospitalares de reposição de eletrólitos.
1.3.3 Hipertensão arterial sistêmica
Meça a pressão com manguito adequado, paciente em repouso e braço na altura do coração.
Confirme elevação persistente com medidas repetidas e, quando indicado, MAPA ou monitorização residencial. A MAPA identifica hipertensão do avental branco, hipertensão mascarada e padrão noturno. A classificação deve considerar a medida e o contexto clínico, não uma leitura isolada. Pela Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 (SBC/SBH/SBN), a PA de consultório em adultos se classifica assim: normal, abaixo de 120/80 mmHg; pré-hipertensão, 120–139/80–89 mmHg; hipertensão estágio 1, 140–159/90–99 mmHg; estágio 2, 160–179/100–109 mmHg; estágio 3, 180/110 mmHg ou mais. Quando a sistólica e a diastólica caem em categorias diferentes, vale a mais alta. O diagnóstico exige medidas elevadas em pelo menos duas consultas ou confirmação por MAPA ou monitorização residencial (MRPA).
Para a maioria dos pacientes, escolha entre bloqueador do sistema renina-angiotensina, bloqueador de canal de cálcio e diurético tiazídico ou similar. A escolha muda com comorbidades e tolerância. Evite associar inibidor da ECA a bloqueador do receptor de angiotensina. Na hipertensão resistente, confirme técnica, adesão e uso de substâncias que elevam a pressão antes de investigar causas secundárias. Considere hiperaldosteronismo primário, doença renovascular e feocromocitoma conforme pistas clínicas e laboratoriais.
Queda da pressão sistólica de pelo menos 20 mmHg ou da diastólica de pelo menos 10 mmHg até três minutos após ficar em pé define hipotensão ortostática. Revise diuréticos e outros anti-hipertensivos, hidratação e causas associadas antes de prescrever terapias adicionais. Emergência hipertensiva é pressão muito elevada com lesão aguda de órgão-alvo: requer tratamento monitorado, em geral intravenoso, com redução controlada. Sem lesão aguda, não se deve baixar a pressão de forma abrupta. Nitroprussiato prolongado pode causar toxicidade por cianeto, com acidose láctica; o tiocianato pode acumular, sobretudo na disfunção renal.
Fontes: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial
1.3.4 Dor torácica e síndromes coronarianas agudas
Na dor torácica, avalie estabilidade, características da dor e diagnósticos que ameaçam a vida.
Faça ECG rapidamente e repita se a suspeita persistir. Troponina de alta sensibilidade deve ser interpretada em medidas seriadas e conforme o tempo de início dos sintomas. Infarto exige evidência de lesão miocárdica aguda associada a sinais de isquemia; troponina elevada, isoladamente, não confirma síndrome coronariana aguda.
No infarto com supradesnivelamento de ST, a reperfusão não deve esperar a troponina. Prefira angioplastia primária quando disponível em tempo adequado; se houver atraso relevante e o paciente estiver dentro da janela apropriada, considere fibrinólise se não houver contraindicação. No infarto sem supradesnivelamento, fibrinólise não é indicada: estratifique risco e defina estratégia invasiva. Use terapia antiplaquetária e anticoagulação conforme o diagnóstico, o risco hemorrágico e a estratégia de reperfusão. Controle a isquemia e inicie estatina de alta intensidade, salvo contraindicação.
Considere dissecção de aorta, embolia pulmonar, pericardite e Takotsubo entre os diferenciais. Dor abrupta irradiada para dorso, assimetria de pulsos ou déficit neurológico aumentam a suspeita de dissecção; nesse cenário, evite iniciar antitrombóticos antes de esclarecer o diagnóstico. Pericardite costuma causar dor pleurítica, melhor ao sentar-se, e alterações difusas no ECG. Após o evento, prevenção secundária inclui controle de fatores de risco, adesão à terapia indicada e reabilitação cardiovascular.
Fontes: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Síndrome Coronariana Aguda
Esquema
Infarto: escolha da estratégia
Infarto agudo
Supradesnivelamento de ST
Reperfusão; prefira angioplastia primária quando disponível em tempo adequado.
Sem supradesnivelamento de ST
Estratifique risco e defina estratégia invasiva; fibrinólise não é indicada.
Pegadinha de prova
Síndrome nefrítica não significa causa única
Edema, hipertensão e hematúria com proteinúria não nefrótica definem um padrão sindrômico. Endocardite também pode causar glomerulonefrite; não restrinja a síndrome nefrítica à forma pós-estreptocócica.
Atenção
Potássio: via oral ou intravenosa?
Hipocalemia de 2,7 mEq/L não determina, sozinha, a via intravenosa. Considere sintomas, ECG, gravidade, tolerância oral e perdas em curso. Fraqueza importante ou alteração eletrocardiográfica pode justificar reposição intravenosa com monitorização.
Pegadinha de prova
Pressão alta não é sinônimo de emergência
A emergência hipertensiva exige lesão aguda de órgão-alvo. Sem essa lesão, evite redução rápida e intravenosa da pressão; reveja a terapêutica e organize o acompanhamento.
Atenção
No infarto com supra, reperfundir sem esperar troponina
Com quadro compatível e ECG diagnóstico, não atrase a reperfusão para aguardar biomarcadores. Fibrinólise não trata infarto sem supradesnivelamento de ST.
1.4 Exemplo resolvido
Homem de 58 anos apresenta dor opressiva no peito há 50 minutos, sudorese e náuseas. O ECG mostra supradesnivelamento de ST em derivações contíguas. Está hemodinamicamente estável. O hospital dispõe de serviço de hemodinâmica, mas a angioplastia não poderá ser realizada em tempo adequado. Não há contraindicações à fibrinólise. Qual é a melhor conduta?
- O quadro clínico e o ECG sugerem infarto com supradesnivelamento de ST; a reperfusão é urgente.
- A troponina não deve atrasar a decisão, pois o diagnóstico já se apoia na apresentação e no ECG.
- Como a angioplastia não ocorrerá em tempo adequado e não há contraindicação, a fibrinólise é a estratégia de reperfusão indicada.
- Associe terapia antitrombótica conforme o protocolo e avalie transferência para estratégia invasiva após a fibrinólise.
Resposta: A) Realizar fibrinólise sem aguardar o resultado da troponina.
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo das provas de residência.
F1inédita
Homem de 52 anos com diabetes tipo 2 há três anos apresenta proteinúria em faixa nefrótica, hematúria com cilindros hemáticos e queda rápida da taxa de filtração glomerular. Qual é a conduta diagnóstica mais apropriada?
- A)Atribuir o quadro à nefropatia diabética e manter acompanhamento sem investigação adicional
- B)Iniciar corticoide empírico antes de definir a etiologia
- C)Solicitar apenas albuminúria em amostra isolada e encerrar a investigação se o resultado for elevado
- D)Considerar biópsia renal para investigar uma doença glomerular não diabética ou associada
F2inédita
Paciente com doença renal crônica apresenta potássio de 6,8 mEq/L. O eletrocardiograma mostra ondas T apiculadas e alargamento do QRS. Qual medida deve ser feita primeiro?
- A)Administrar cálcio intravenoso para estabilizar a membrana miocárdica
- B)Administrar resina de troca como única medida imediata
- C)Restringir potássio na dieta e repetir a dosagem no dia seguinte
- D)Administrar bicarbonato oral e aguardar melhora espontânea do eletrocardiograma
F3inédita
Mulher de 46 anos apresenta hipertensão persistente apesar de tratamento com três classes de anti-hipertensivos, incluindo diurético, e hipocalemia espontânea. Qual investigação é mais apropriada para rastrear hiperaldosteronismo primário?
- A)Metanefrinas plasmáticas como exame inicial obrigatório
- B)Relação aldosterona-renina, interpretada considerando os medicamentos em uso
- C)Dosagem isolada de cortisol urinário de 24 horas
- D)Angiotomografia das artérias renais como único exame de rastreio
F4inédita
Homem de 58 anos apresenta dor torácica há duas horas. O ECG mostra supradesnivelamento persistente de ST em derivações contíguas. O hospital não consegue realizar angioplastia em tempo oportuno, e não há contraindicação à fibrinólise. Qual estratégia de reperfusão é indicada?
- A)Aguardar a elevação da troponina antes de iniciar reperfusão
- B)Tratar apenas com antiagregantes e anticoagulante, sem estratégia de reperfusão
- C)Administrar fibrinolítico e organizar transferência para avaliação invasiva após a reperfusão
- D)Realizar teste ergométrico antes de decidir sobre reperfusão
1.6 Questões de provas anteriores
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · ENARE (AOCP) 2021
Síndrome caracterizada por edema, hipertensão, hematúria e graus variáveis de insuficiência renal, além de proteinúria pouco intensa. A apresentação clássica é a glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica em crianças. Com base na descrição apresentada, assinale, dentre as seguintes alternativas, aquela que corresponde à síndrome descrita e apresenta uma possível etiologia dessa síndrome.
- A)Síndrome nefrótica – uso de inibidor da enzima de conversão da angiotensina.
- B)Síndrome nefrótica – púrpura trombocitopênica idiopática.
- C)Síndrome nefrítica – endocardite.
- D)Síndrome nefrítica – doença de depósito de cadeia leve.
- E)Acidose tubular renal tipo I – uso de corticoide.
Q2oficial · Residência FAMEMA 2026
Paciente de 32 anos, trazido pelo suporte avançado do SAMU, é um trabalhador rural que foi encontrado após soterramento parcial em vala de obra, onde permaneceu por cerca de 6 horas até o resgate. Chega à sala de emergência referindo mialgia intensa em coxas e braços, urina escura e fraqueza progressiva. Ao exame físico: PA: 92 × 60 mmHg; FC: 122 bpm; FR: 24 irpm; SatO₂: 95% AA; temperatura: 37,8 ºC; pele fria, enchimento capilar lento; dor difusa em musculatura de membros inferiores, tumefação e rigidez palpável em coxas; sem sopros cardíacos, crepitações ou sinais de congestão. Os exames laboratoriais apresentam: creatinina: 2,0 mg/dL; potássio: 6,3 mEq/L; cálcio total: 7,2 mg/dL; fósforo: 6,0 mg/dL; CK total: 19.400 U/L; DHL: 950 U/L; urina: hematúria 3+/6+, sem hemácias no sedimento.
O eletrocardiograma é apresentado a seguir:
Qual é a conduta inicial prioritária?
- A)Furosemida endovenoso em altas doses.
- B)Soro fisiológico 0,9% e gluconato de cálcio e insulina/glicose endovenosos.
- C)Bicarbonato de sódio endovenoso 200 mL/h para alcalinizar a urina.
- D)Restrição hídrica até estabilizar os níveis séricos de creatinofosfoquinase.
Q3oficial · Residência SUS-SP 2026
Homem, 65 anos de idade, com miocardiopatia hipertensiva e fração de ejeção de 30% é internado em terapia intensiva por congestão pulmonar e aumento da pressão arterial. Iniciado nitroprussiato de sódio, o qual não pode ser interrompido após 72 horas de uso. Assinale a alternativa que indica um sinal comum de intoxicação pelo nitroprussiato.
- A)Bradicardia.
- B)Cianose de extremidades.
- C)Acidose láctica.
- D)Hipercalemia.
- E)Redução da saturação de oxigênio por meta-hemoglobinemia.
Q4oficial · Residência USP (Fuvest) 2026
Homem, 53 anos de idade, possui antecedente de hipertensão e diabetes melito tipo 2. Faz uso de hidroclorotiazida, metformina e gliclazida. Comparece ao departamento de emergência com queixa de dor torácica há cerca de uma hora. Ao exame físico, apresenta PA de 90×60 mmHg, FC de 60 bpm, FR de 25 irpm. Regular estado geral, sudoreico. Auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações. Abdome e extremidades sem alterações. Foi realizado o eletrocardiograma apresentado a seguir:
Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa indica a terapia intravenosa imediata pertinente.
- A)Dobutamina.
- B)Nitroglicerina.
- C)Noradrenalina.
- D)Cloreto de sódio 0,9%.
Q5oficial · Residência Unicamp 2023
Mulher, 72a, foi avaliada por um episódio de síncope e alguns eventos de sensação de que ia desmaiar. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial e dislipidemia, em uso de hidroclorotiazida 25mg/dia, enalapril 20mg/dia e atorvastatina 40mg/dia. Exame físico: PA=122x78mmHg em posição supina, FC=70bpm. Após três minutos em pé, PA=100x66mmHg, FC=92bpm. Restante do exame físico: normal. A CONDUTA É:
- A)Administrar fludrocortisona.
- B)Ajustar a dose dos anti-hipertensivos.
- C)Prescrever meia elástica compressiva.
- D)Solicitar teste de inclinação ortostática (tilt test table).
Q6oficial · Residência SUS-SP 2026
Homem, 73 anos de idade, hipertenso, em uso de losartana e anlodipino, diabético, em uso de dapaglifozina, e com doença renal crônica não dialítica, procura atendimento por dor torácica. Pressão arterial de 80 × 50 mmHg. Monitorização mostra taquicardia ventricular monomórfica. Após cardioversão elétrica sincronizada, é realizado o eletrocardiograma a seguir:
A conduta imediata é
- A)AAS, clopidogrel e enoxaparina.
- B)AAS, clopidogrel e angioplastia primária.
- C)nitroglicerina.
- D)gluconato de cálcio.
- E)estudo eletrofisiológico.
Q7oficial · HUB RESIDÊNCIA MÉDICA 2021 2020
Com relação a patologias que afetam o sistema respiratório, julgue os itens a seguir. A presença de autoanticorpos contra a membrana basal do glomérulo renal e do alvéolo pulmonar pode causar a chamada síndrome de Goodpasture, com hemorragia pulmonar e glomerulonefrite.
( ) Certo ( ) Errado
Q8oficial · Residência SUS-SP 2026
Homem, 75 anos de idade, ex-tabagista, portador de insuficiência cardíaca, em uso de furosemida, losartana, espironolactona, carvedilol e dapaglifozina, é admitido por rebaixamento do nível de consciência. Apresenta sódio de 114 mEq/L. A osmolaridade sérica está diminuída e a urinária está aumentada. O sódio urinário é de 5 mEq/L. A causa da hiponatremia é
- A)insuficiência cardíaca descompensada.
- B)uso do diurético.
- C)secreção inapropriada de hormônio antidiurético.
- D)insuficiência adrenal concomitante.
- E)polidipsia primária.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A descreve uma causa de síndrome nefrítica, mas o intervalo entre infecção e hematúria, muitas vezes de semanas, não corresponde ao caso.
- C: A alternativa C costuma causar glomerulonefrite rapidamente progressiva e pode associar-se a hemorragia pulmonar; não é a apresentação típica de hematúria sinfaringítica isolada.
- D: A alternativa D costuma se manifestar com síndrome nefrótica, não com hematúria macroscópica relacionada temporalmente a uma infecção respiratória.
P2inédita · pré-testeResposta: C
- A: A alternativa A não avalia o trato urinário e não responde à hipótese clínica.
- B: A alternativa B não é exame inicial confiável para diagnosticar a causa da injúria renal aguda.
- D: A alternativa D é invasiva e não deve preceder a investigação de uma possível obstrução reversível.
P3inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A ignora a lesão aguda de órgão-alvo e propõe manejo ambulatorial inadequado.
- C: A alternativa C confunde uma investigação de hipertensão resistente com a prioridade clínica; a emergência exige tratamento imediato.
- D: A alternativa D erra a classificação e propõe redução rápida e não titulável, que pode causar dano por queda excessiva da pressão.
F1inéditaResposta: D
- A: A alternativa A trata o diabetes como explicação suficiente, apesar de sinais de doença glomerular atípica.
- B: A alternativa B propõe imunossupressão sem diagnóstico, com risco de tratar a doença errada.
- C: A alternativa C quantifica albuminúria, mas não esclarece a causa da hematúria glomerular nem da perda rápida de função renal.
F2inéditaResposta: A
- B: A alternativa B não estabiliza a membrana e não deve ser usada como única medida diante de alterações eletrocardiográficas.
- C: A alternativa C adia o tratamento de uma emergência potencialmente fatal.
- D: A alternativa D não é uma resposta rápida e confiável para a instabilidade elétrica apresentada.
F3inéditaResposta: B
- A: A alternativa A rastreia principalmente feocromocitoma, que não é a hipótese prioritária neste caso.
- C: A alternativa C investiga hipercortisolismo, não é o exame de rastreio inicial para hiperaldosteronismo primário.
- D: A alternativa D pode integrar a investigação de doença renovascular em casos selecionados, mas não rastreia diretamente o excesso de aldosterona.
F4inéditaResposta: C
- A: A alternativa A atrasa uma reperfusão indicada pelo quadro clínico e pelo ECG.
- B: A alternativa B omite a reperfusão, que é essencial no infarto com supradesnivelamento quando indicada.
- D: A alternativa D propõe teste de esforço em um quadro agudo de infarto, o que é inadequado e atrasa o tratamento.
Q1oficialResposta: C
- A: A alternativa A descreve síndrome nefrótica, que se caracteriza principalmente por proteinúria intensa e hipoalbuminemia; IECA não é etiologia típica da síndrome.
- B: A alternativa B nomeia a síndrome errada. Púrpura trombocitopênica idiopática não é uma causa típica de síndrome nefrótica.
- D: A alternativa D acerta a síndrome, mas doença de depósito de cadeia leve não é a etiologia clássica associada ao padrão nefrítico descrito.
- E: A alternativa E apresenta uma tubulopatia, não uma síndrome glomerular, e corticoide não é causa típica de acidose tubular renal tipo I.
Fonte: ENARE (AOCP) (2021) — https://www.gov.br/hubrasil/pt-br/ensino-e-pesquisa/exame-nacional-de-residencia-enare/edicoes-anteriores/2020-2021/provas/area-medica/prm-acesso-direto-m209-divulgacao.pdf
Q2oficialResposta: B
- A: Furosemida não corrige a causa da injúria renal nem substitui a reposição volêmica. Pode agravar a hipovolemia.
- C: Alcalinização urinária com bicarbonato não é medida inicial de rotina na rabdomiólise e não trata a hipercalemia com a rapidez necessária.
- D: Restrição hídrica é inadequada diante de hipotensão e provável hipovolemia. A CK, isoladamente, não orienta restrição de líquidos.
Fonte: Residência FAMEMA (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUxMzc2MQ%3d%3d
Q3oficialResposta: C
- A: Bradicardia não é a manifestação característica da toxicidade por cianeto associada ao nitroprussiato.
- B: Cianose periférica não é o sinal típico que identifica essa intoxicação.
- D: Hipercalemia não é a manifestação clássica da toxicidade por nitroprussiato.
- E: A meta-hemoglobinemia não é a explicação esperada para a toxicidade descrita. O quadro clássico envolve cianeto e acidose láctica.
Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2Mw%3d%3d
Q4oficialResposta: D
- A: Dobutamina não é a primeira medida sem evidência de baixo débito persistente após avaliação e correção da pré-carga.
- B: Nitroglicerina pode reduzir a pré-carga e agravar a hipotensão, especialmente se houver infarto do ventrículo direito.
- C: Noradrenalina pode ser necessária se a hipotensão persistir ou houver choque, mas não é a medida inicial indicada pelo gabarito neste cenário.
Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-prova-AD1-areasbasicas-acessodireto.pdf
Q5oficialResposta: B
- A: Fludrocortisona pode ser considerada em casos persistentes selecionados, mas não é a primeira medida antes de rever medicamentos potencialmente contribuintes.
- C: Meias compressivas podem ajudar em alguns casos, mas não substituem a revisão inicial dos anti-hipertensivos.
- D: O teste de inclinação não é necessário para confirmar um quadro já documentado por medidas de pressão supina e em pé.
Fonte: Residência Unicamp (2023) — https://www.comvest.unicamp.br/residenciamedica2023/provas/tADW.pdf
Q6oficialResposta: D
- A: A terapia antitrombótica não corrige uma possível alteração eletrolítica que esteja causando instabilidade elétrica.
- B: AAS, clopidogrel e angioplastia podem ser indicados em determinadas síndromes coronarianas, mas não substituem a estabilização imediata da membrana quando há suspeita de hipercalemia com arritmia.
- C: Nitroglicerina pode agravar a hipotensão, que já é importante neste caso.
- E: Estudo eletrofisiológico não é a medida imediata diante de instabilidade hemodinâmica e possível causa metabólica reversível.
Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2Mw%3d%3d
Q7oficialResposta: Certo
Fonte: HUB RESIDÊNCIA MÉDICA 2021 (2020) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/hub_21_medica/arquivos/561_RM_002_01.PDF
Q8oficialResposta: A
- B: O diurético pode contribuir para hiponatremia, mas o sódio urinário baixo e o contexto de insuficiência cardíaca favorecem a causa indicada no gabarito.
- C: Na secreção inapropriada de ADH, o sódio urinário costuma ser mais alto, na ausência de hipovolemia ou de redução do volume arterial efetivo.
- D: Insuficiência adrenal pode causar hiponatremia, mas não é a hipótese mais compatível com os dados apresentados.
- E: Na polidipsia primária, a urina tende a estar muito diluída, com osmolaridade urinária baixa.
Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2Mw%3d%3d
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Cilindros hemáticos e hemácias dismórficas sugerem hematúria glomerular.
- Nefropatia por IgA costuma ter complemento sérico normal.
- Hematúria glomerular com hemorragia alveolar sugere doença anti-membrana basal ou vasculite pauci-imune.
- Na IRA, investigue volemia, nefrotóxicos e obstrução.
- Indique diálise pelas complicações refratárias e pelo contexto clínico, não por creatinina isolada.
- Corrija hiponatremia com cautela para evitar desmielinização osmótica.
- Hipotensão ortostática é queda de pelo menos 20 mmHg sistólica ou 10 mmHg diastólica em até três minutos em pé.
- Emergência hipertensiva requer lesão aguda de órgão-alvo.
- No infarto com supradesnivelamento de ST, reperfunda sem esperar a troponina.
- Suspeita de dissecção de aorta deve levar à cautela antes de iniciar antitrombóticos.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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