Área 03
Cirurgia torácica e cardiovascular
O que o conteúdo programático pede nesta área
- 1Câncer de pulmão: fatores de risco e rastreamento com TC de baixa dose; tipos histológicos; estadiamento TNM e do mediastino (EBUS, mediastinoscopia); lobectomia, segmentectomia e indicações de ressecção
- 2Nódulo pulmonar e avaliação para ressecção: critérios de malignidade e recomendações de Fleischner; PET-CT e biópsia; espirometria, DLCO e consumo de oxigênio no pré-operatório; metástases pulmonares e metastasectomia
- 3Doenças da pleura: derrame pleural e critérios de Light; empiema e suas fases; drenagem pleural, selo d'água e pleurodese; pneumotórax espontâneo primário e secundário; quilotórax e mesotelioma
- 4Mediastino: compartimentos e massas mediastinais; timoma e miastenia gravis; timectomia por videotoracoscopia; tumores de células germinativas e linfomas; mediastinite descendente necrosante
- 5Vias aéreas e hemoptise: anatomia da traqueia, brônquios e nervo laríngeo recorrente; estenose traqueal pós-intubação; fístula traqueoesofágica; hemoptise maciça; corpo estranho em via aérea
- 6Parede torácica e simpatectomia: pectus excavatum e carinatum; tumores da parede torácica; hiperidrose e simpatectomia torácica; síndrome do desfiladeiro torácico
- 7Infecções pulmonares cirúrgicas e pós-operatório torácico: abscesso pulmonar e bronquiectasias; tuberculose e aspergiloma; escape aéreo prolongado e fístula broncopleural; complicações após ressecção pulmonar; transplante pulmonar
- 8Cirurgia cardíaca para o cirurgião geral: troca valvar com prótese mecânica x biológica e anticoagulação; endocardite com indicação cirúrgica; arritmias e outras complicações no pós-operatório; balão intra-aórtico e circulação extracorpórea
Cirurgia torácica e cardiovascular · Capítulo 5
Câncer de pulmão: rastreamento, histologia, estadiamento e ressecçãoNódulo pulmonar, avaliação pré-operatória e metástasesPleura: derrame, empiema, drenagem e pneumotóraxMediastino: massas, timoma, tumores germinativos e mediastinite
Temas do conteúdo programático:
- 1. Câncer de pulmão: fatores de risco e rastreamento com TC de baixa dose; tipos histológicos; estadiamento TNM e do mediastino (EBUS, mediastinoscopia); lobectomia, segmentectomia e indicações de ressecção
- 2. Nódulo pulmonar e avaliação para ressecção: critérios de malignidade e recomendações de Fleischner; PET-CT e biópsia; espirometria, DLCO e consumo de oxigênio no pré-operatório; metástases pulmonares e metastasectomia
- 3. Doenças da pleura: derrame pleural e critérios de Light; empiema e suas fases; drenagem pleural, selo d'água e pleurodese; pneumotórax espontâneo primário e secundário; quilotórax e mesotelioma
- 4. Mediastino: compartimentos e massas mediastinais; timoma e miastenia gravis; timectomia por videotoracoscopia; tumores de células germinativas e linfomas; mediastinite descendente necrosante
5.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Homem de 66 anos, tabagista, apresenta massa pulmonar central de 3 cm. A tomografia mostra linfonodos aumentados nas estações 4R e 7, e o PET-CT revela captação nesses linfonodos. Não há metástases à distância. Qual é o próximo passo mais adequado para o estadiamento mediastinal?
- A)Prosseguir diretamente para lobectomia, sem avaliação dos linfonodos mediastinais
- B)Realizar punção aspirativa guiada por EBUS dos linfonodos suspeitos
- C)Repetir o PET-CT após três meses antes de decidir pela biópsia
- D)Solicitar citologia do escarro para confirmar o comprometimento mediastinal
P2inédita
Mulher de 69 anos, candidata à ressecção de câncer pulmonar, tem VEF1 e DLCO previstos no pós-operatório de 28% e 35% do previsto, respectivamente. Qual é o próximo exame funcional mais indicado para estimar o risco cirúrgico?
- A)Teste cardiopulmonar de exercício com medida do consumo de oxigênio
- B)Broncoscopia com lavado broncoalveolar
- C)Cintilografia óssea
- D)Angiotomografia das artérias pulmonares
P3inédita
Homem de 58 anos apresenta derrame pleural unilateral. A proteína sérica é 6,0 g/dL e a proteína pleural, 3,4 g/dL. A LDH sérica é 240 U/L e a pleural, 120 U/L; o limite superior da normalidade sérica da LDH é 250 U/L. Como o líquido deve ser classificado pelos critérios de Light?
- A)Transudato, pois a LDH pleural é menor que a sérica
- B)Transudato, pois a proteína pleural é inferior à sérica
- C)Exsudato, pois a razão entre LDH pleural e sérica é menor que 0,6
- D)Exsudato, pois a razão entre proteína pleural e sérica é maior que 0,5
5.2 O que cai
- 1. Câncer de pulmão: fatores de risco e rastreamento com TC de baixa dose; tipos histológicos; estadiamento TNM e do mediastino (EBUS, mediastinoscopia); lobectomia, segmentectomia e indicações de ressecção: 255 questões de provas anteriores, 2017–2026
- 2. Nódulo pulmonar e avaliação para ressecção: critérios de malignidade e recomendações de Fleischner; PET-CT e biópsia; espirometria, DLCO e consumo de oxigênio no pré-operatório; metástases pulmonares e metastasectomia: 92 questões de provas anteriores, 2017–2026
- 3. Doenças da pleura: derrame pleural e critérios de Light; empiema e suas fases; drenagem pleural, selo d'água e pleurodese; pneumotórax espontâneo primário e secundário; quilotórax e mesotelioma: 169 questões de provas anteriores, 2017–2026
- 4. Mediastino: compartimentos e massas mediastinais; timoma e miastenia gravis; timectomia por videotoracoscopia; tumores de células germinativas e linfomas; mediastinite descendente necrosante: 123 questões de provas anteriores, 2017–2026
5.3 Teoria
Esses temas cobram decisões que mudam prognóstico e segurança: reconhecer quem precisa de biópsia, cirurgia ou drenagem e avaliar se o paciente tolera a intervenção. A banca também explora diferenças entre tumores centrais e periféricos, entre pneumotórax simples e recorrente e entre massa mediastinal ressecável e doença que exige biópsia.
5.3.1 Câncer de pulmão: rastreamento, histologia, estadiamento e ressecção
Tabagismo é o principal fator de risco. Também aumentam o risco a exposição a radônio, asbestos e outros carcinógenos ocupacionais, além de história familiar e doença pulmonar crônica.
A tomografia computadorizada de baixa dose pode reduzir a mortalidade em pessoas de alto risco. A recomendação da USPSTF inclui adultos de 50 a 80 anos com pelo menos 20 anos-maço que fumam ou pararam há menos de 15 anos. Não se deve confundir rastreamento de assintomáticos com investigação de sintomas; a oferta organizada no Brasil pode variar.
O adenocarcinoma é o subtipo mais comum e costuma ser periférico. Pode metastatizar cedo. O carcinoma escamoso associa-se fortemente ao tabagismo e tende a ser central. O carcinoma de pequenas células é agressivo, geralmente central e frequentemente disseminado ao diagnóstico; não é tratado com ressecção como regra. O estadiamento TNM orienta prognóstico e tratamento; está em vigor a 9ª edição da IASLC (2025). T1 até 3 cm (T1a ≤1 cm, T1b >1–2 cm, T1c >2–3 cm); T2 >3–5 cm ou invasão de pleura visceral ou brônquio principal; T3 >5–7 cm ou invasão de parede, pericárdio parietal ou nódulo no mesmo lobo; T4 >7 cm ou invasão de mediastino, diafragma, grandes vasos, coração, traqueia, carina, esôfago ou vértebra, ou nódulo em outro lobo ipsilateral. N1: linfonodos peribrônquicos ou hilares ipsilaterais; N2: mediastinais ipsilaterais ou subcarinais, divididos em N2a (uma estação) e N2b (múltiplas estações); N3: contralaterais ou supraclaviculares. M1a: doença pleural ou pericárdica ou nódulo no pulmão contralateral; M1b: metástase extratorácica única; M1c1: múltiplas em um sistema de órgãos; M1c2: em múltiplos sistemas. A avaliação mediastinal começa por imagem; linfonodos suspeitos podem exigir amostragem por EBUS. Se o resultado for negativo, mas a suspeita clínica ou radiológica permanecer alta, considere mediastinoscopia.
Para câncer de pulmão de não pequenas células ressecável, a lobectomia com avaliação linfonodal é opção padrão em pacientes aptos. A segmentectomia anatômica pode ser considerada em tumores periféricos de até 2 cm, sem acometimento linfonodal (estudos JCOG0802 e CALGB 140503), selecionados e com margens adequadas, especialmente quando é importante preservar parênquima. A decisão depende do estágio, da função pulmonar e da possibilidade de ressecção completa.
Fontes: USPSTF Recommendation Statement: Screening for Lung Cancer; IASLC TNM Staging System for Lung Cancer; Diretrizes da European Society of Thoracic Surgeons para estadiamento mediastinal pré-operatório
5.3.2 Nódulo pulmonar, avaliação pré-operatória e metástases
A probabilidade de malignidade aumenta com idade, tabagismo, antecedente de câncer, maior diâmetro, crescimento e margens espiculadas.
Nódulos sólidos superiores a 8 mm podem exigir avaliação em curto prazo com tomografia, PET-CT, biópsia ou ressecção, conforme o risco e a possibilidade de mudar a conduta. As recomendações da Fleischner se aplicam a achados incidentais em adultos; não se aplicam diretamente a pacientes com câncer conhecido, imunossupressão ou nódulos encontrados em programas de rastreamento. Em pessoa com neoplasia prévia, não presuma metástase nem segundo primário: obtenha diagnóstico histológico quando o resultado puder alterar o tratamento. A biópsia transtorácica guiada por imagem é útil para lesões periféricas; a broncoscopia pode ser preferível em lesões acessíveis pela via aérea. PET-CT ajuda a estimar atividade metabólica e a procurar doença extratorácica, mas inflamação pode produzir falso-positivo e lesões pequenas podem ser falso-negativas.
Antes da ressecção, avalie espirometria, DLCO e valores previstos para o pós-operatório, considerando a quantidade de pulmão a remover. Se houver reserva limítrofe, use teste de exercício; o teste cardiopulmonar com medida do consumo máximo de oxigênio ajuda a quantificar risco. Valores baixos de FEV1 ou DLCO previstos no pós-operatório aumentam a necessidade de avaliação funcional adicional e podem afastar uma ressecção maior. Pela ACCP (2013), ambos acima de 60% do previsto indicam baixo risco; entre 30% e 60%, faça teste de baixa complexidade (subida de escada ou shuttle walk); abaixo de 30% ou teste simples insatisfatório, faça teste cardiopulmonar. Consumo máximo de oxigênio acima de 20 mL/kg/min permite ressecção até pneumonectomia; abaixo de 10 mL/kg/min indica alto risco para ressecção anatômica maior.
Metastasectomia pulmonar é seletiva: exige controle adequado do tumor primário, possibilidade de ressecção completa, condição clínica compatível e ausência de doença extratorácica não controlada. A decisão é multidisciplinar.
Fontes: Fleischner Society Guidelines for Management of Incidental Pulmonary Nodules; ACCP Guidelines for Physiologic Evaluation of the Patient With Lung Cancer Being Considered for Resectional Surgery
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Residência Unicamp 2026
Homem, 75a, foi submetido a cirurgia por adenocarcinoma de reto distal há 2 anos (Estadiamento: pT3N0M0). Antecedentes: tabagismo (30anos/maço); ex-etilista; neoplasia de próstata tratada com radioterapia e hormonioterapia. No seguimento oncológico, apresentou elevação do antígeno carcinoembrionário (Carcinoembryonic Antigen-CEA) e posteriormente à tomografia computadorizada de tórax, nódulo pulmonar em lobo superior direito de 2,5cm. A CONDUTA EM RELAÇÃO AO NÓDULO É:
- A)Seguimento tomográfico e laboratorial.
- B)Lobectomia pulmonar.
- C)Radioterapia estereotáxica.
- D)Biópsia transtorácica guiada por imagem.
Resposta: D
Conceito: Um nódulo pulmonar em paciente com câncer prévio pode ser metástase ou um segundo primário; a confirmação tecidual pode mudar o tratamento.
Raciocínio: O nódulo tem 2,5 cm e surgiu durante o seguimento de adenocarcinoma de reto, com elevação do CEA. A imagem e o marcador não distinguem com segurança uma metástase colorretal de um câncer pulmonar primário. A biópsia transtorácica guiada por imagem pode fornecer tecido para diagnóstico e orientar a estratégia terapêutica. A escolha entre biópsia, ressecção diagnóstica e outras técnicas depende da localização, da probabilidade de malignidade e da operabilidade.
Pegadinha: O antecedente de câncer colorretal não prova que todo nódulo pulmonar seja metástase; um segundo primário é possível.
Base: Diretrizes da NCCN para avaliação de nódulo pulmonar e câncer de pulmão; recomendações de investigação de metástases pulmonares.
5.3.3 Pleura: derrame, empiema, drenagem e pneumotórax
Diante de derrame pleural novo, a toracocentese diagnóstica costuma definir a investigação, salvo situações em que a causa seja evidente e a punção não seja segura.
Os critérios de Light classificam o líquido como exsudato se houver pelo menos um dos seguintes: relação proteína pleural/sérica maior que 0,5; relação LDH pleural/sérica maior que 0,6; ou LDH pleural acima de dois terços do limite superior sérico. Empiema é pus no espaço pleural; líquido pleural com cultura positiva ou perfil bioquímico compatível com infecção complicada também pode exigir drenagem. O empiema evolui por fases exsudativa, fibrinopurulenta e organizativa. Antibiótico isolado pode falhar quando há pus, loculações ou coleção que não se resolve; drenagem e, em casos selecionados, fibrinolítico intrapleural ou cirurgia podem ser necessários.
No dreno torácico, o selo d’água permite saída de ar ou líquido e reduz o risco de retorno à cavidade pleural. Pneumotórax volumoso e sintomático, especialmente com piora respiratória, requer intervenção; em paciente estável, a drenagem fechada é uma opção. Pneumotórax hipertensivo exige descompressão imediata. No pneumotórax espontâneo primário, a conduta depende dos sintomas e da estabilidade, não apenas do tamanho radiológico. Pleurodese ou ressecção de blebs por videotoracoscopia pode reduzir recorrências; considere-a em recidiva, fuga aérea persistente ou situações de alto risco. No secundário, a reserva pulmonar menor exige cautela.
Quilotórax é sugerido por triglicerídeos pleurais elevados; quilomícrons confirmam o diagnóstico. Mesotelioma associa-se à exposição a asbestos e requer confirmação histológica; a cirurgia fica restrita a casos selecionados, após estadiamento multidisciplinar.
Fontes: Critérios de Light; British Thoracic Society Guideline for Pleural Disease; AATS Consensus Guidelines for the Management of Empyema; ASCO Guideline: Treatment of Malignant Pleural Mesothelioma
Esquema
Fases do empiema
1Fase exsudativa
2Fase fibrinopurulenta
3Fase organizativa
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Residência USP (Fuvest) 2026
Mulher, 27 anos de idade, comparece ao pronto-socorro após queixa de dor torácica súbita, tosse e dispneia há 8 horas, com piora na última hora, mas sem repercussão hemodinâmica. Na radiografia de tórax, identifica-se pneumotórax volumoso. Qual a conduta inicial recomendada?
- A)Toracocentese de alívio.
- B)Toracostomia com drenagem fechada.
- C)Videotoracoscopia com ressecção em cunha.
- D)Tomografia de tórax para avaliar suspeita de doença intersticial.
Resposta: B
Conceito: Pneumotórax volumoso e sintomático pode exigir drenagem pleural fechada, sobretudo quando há piora clínica.
Raciocínio: A paciente tem dor, tosse e dispneia, com pneumotórax volumoso e piora dos sintomas. Não há instabilidade que indique descompressão imediata por tensão, mas é necessário tratar o pneumotórax. A drenagem fechada permite evacuar o ar e manter a expansão pulmonar. A drenagem fechada é a resposta da banca e uma conduta aceita, mas as diretrizes atuais (ERS 2015; BTS 2023) permitem, no pneumotórax espontâneo primário em paciente estável, mesmo volumoso, conduta conservadora, aspiração por agulha ou dispositivo ambulatorial como primeira opção, reservando o dreno para falha ou piora. O gabarito reflete a prática tradicional.
Pegadinha: Não confundir paciente estável com paciente sem necessidade de tratamento: o volume e a piora dos sintomas também importam.
Base: Diretrizes da British Thoracic Society e diretriz da European Respiratory Society para pneumotórax espontâneo.
5.3.4 Mediastino: massas, timoma, tumores germinativos e mediastinite
A localização da massa reduz o diagnóstico diferencial. A classificação prática separa mediastino pré-vascular, visceral e paravertebral.
No compartimento pré-vascular, considere tumores tímicos, linfoma, tumores de células germinativas e lesões tireoidianas. Massa visceral pode ser adenopatia ou lesão de via aérea ou esôfago; massa paravertebral sugere tumor neurogênico. A tomografia com contraste define compartimento, relação com vasos e estruturas adjacentes. Marcadores séricos como AFP e beta-hCG ajudam na investigação de tumor germinativo; AFP não se eleva no seminoma puro.
Timoma pode coexistir com miastenia gravis. Investigue sintomas e sinais de miastenia antes da cirurgia, pois a avaliação e o controle perioperatório reduzem complicações. Timoma ressecável costuma ser tratado com timectomia completa. A videotoracoscopia é opção em tumores selecionados, quando permite ressecção íntegra, sem romper a cápsula. Linfoma não deve ser submetido a ressecção tumoral como primeira conduta: obtenha tecido adequado para diagnóstico e encaminhe para tratamento sistêmico.
Mediastinite descendente necrosante geralmente se origina de infecção odontogênica ou cervical profunda. Febre, toxemia, dor cervical ou torácica e piora rápida exigem suspeita elevada. A tomografia contrastada do pescoço e tórax delimita a extensão, mas não deve atrasar o tratamento. Inicie antibiótico intravenoso de amplo espectro e obtenha controle do foco com drenagem cervical e mediastinal conforme a extensão. Atraso no controle da fonte pode ser fatal.
Fontes: International Thymic Malignancy Interest Group (ITMIG) Staging and Classification; NCCN Guidelines for Thymomas and Thymic Carcinomas
Esquema
Massa por compartimento
Massa mediastinal
Pré-vascular
Tumores tímicos, linfoma, tumores de células germinativas e lesões tireoidianas.
Visceral
Adenopatia ou lesão de via aérea ou esôfago.
Paravertebral
Sugere tumor neurogênico.
Pegadinha de prova
Adenocarcinoma não é sinônimo de tumor central
A maioria dos adenocarcinomas é periférica. O carcinoma escamoso e o de pequenas células tendem a ser centrais; o de pequenas células é agressivo, não indolente.
Atenção
Fleischner não substitui julgamento oncológico
As recomendações para nódulos incidentais não se aplicam diretamente a pacientes com câncer conhecido. Nessa situação, considere metástase, segundo primário e lesão benigna; escolha a investigação conforme o impacto do diagnóstico na conduta.
Pegadinha de prova
Pneumotórax: recorrência também importa
A indicação de videotoracoscopia com ressecção de blebs e pleurodese não depende de a recidiva ocorrer antes de um intervalo arbitrário. Considere recorrência, fuga aérea persistente e situações de alto risco.
Atenção
Massa mediastinal não significa ressecção
Timoma ressecável pode exigir timectomia. Suspeita de linfoma pede diagnóstico tecidual e tratamento sistêmico, não ressecção tumoral inicial.
5.4 Exemplo resolvido
Homem de 62 anos apresenta febre e tosse produtiva. A radiografia mostra pneumonia lobar e derrame pleural associado. Na toracocentese, o líquido é turvo, com pH baixo, glicose reduzida e crescimento de bactéria na cultura. Qual é a melhor conduta para o espaço pleural? A) Observação e nova radiografia em seis semanas. B) Drenagem pleural associada a antibiótico. C) Pleurodese química imediata. D) Toracocentese terapêutica única, sem antibiótico.
- O quadro sugere derrame parapneumônico complicado ou empiema: há infecção pleural, com cultura positiva e bioquímica desfavorável.
- A cultura positiva e o pH baixo afastam a conduta de apenas observar ou repetir toracocentese como tratamento definitivo.
- Pleurodese não trata a infecção pleural. É preciso tratar a pneumonia e controlar a coleção.
- Indique antibiótico e drenagem pleural; reavalie a resposta e considere abordagem adicional se houver loculações ou persistência da coleção.
Resposta: B) Drenagem pleural associada a antibiótico.
5.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo das provas de residência.
F1inédita
Paciente de 63 anos tem carcinoma pulmonar não pequenas células periférico, com 1,6 cm, sem linfonodos suspeitos na avaliação clínica e sem metástases. A função pulmonar permite ressecção. Qual alternativa descreve uma opção cirúrgica oncologicamente aceitável em casos selecionados?
- A)Ressecção em cunha sem avaliação dos linfonodos, como procedimento padrão para qualquer tumor desse tamanho
- B)Segmentectomia anatômica com avaliação linfonodal
- C)Pneumonectomia, independentemente da localização e da extensão do tumor
- D)Observação radiológica, pois tumores menores que 2 cm não exigem tratamento
F2inédita
Mulher de 61 anos foi tratada por câncer colorretal há três anos. A tomografia mostra um único nódulo pulmonar suspeito de metástase. A doença primária está controlada, não há metástases extrapulmonares e a paciente tem reserva funcional adequada. Qual característica favorece considerar metastasectomia pulmonar?
- A)Presença de múltiplas metástases extrapulmonares não controladas
- B)Tumor primário ainda sem controle local
- C)Impossibilidade de ressecar completamente a lesão pulmonar
- D)Possibilidade de ressecção completa da lesão, com controle da doença primária e ausência de doença extrapulmonar não controlada
F3inédita
Homem de 46 anos apresenta febre e dor torácica após pneumonia. A tomografia mostra derrame pleural loculado, e a análise do líquido revela pus e deposição de fibrina. Não há espessamento pleural organizado nem pulmão encarcerado. A qual fase do empiema o quadro corresponde?
- A)Fase fibrinopurulenta
- B)Fase exsudativa inicial
- C)Fase organizada
- D)Fase de resolução espontânea
F4inédita
Mulher de 39 anos apresenta febre, disfagia e edema cervical após infecção odontogênica. A tomografia com contraste mostra coleção cervical profunda com extensão abaixo do estreito torácico superior e gás no mediastino. Qual é a conduta mais adequada?
- A)Observar com tomografias seriadas, pois a infecção costuma regredir espontaneamente
- B)Iniciar antibiótico oral e programar avaliação ambulatorial
- C)Iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro e realizar drenagem urgente do foco cervical e mediastinal
- D)Administrar corticoide isolado para reduzir o edema mediastinal
F5inédita
Homem de 52 anos relata diplopia e ptose que pioram ao longo do dia. A tomografia revela massa bem delimitada no mediastino anterior. Qual doença está classicamente associada a essa apresentação?
- A)Síndrome de Horner
- B)Miastenia gravis
- C)Síndrome de Lambert-Eaton causada por tumor neurogênico posterior
- D)Hipertireoidismo por bócio mergulhante
5.6 Questões de provas anteriores
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · Residência USP (Fuvest) 2026
Texto base: Mulher, 71 anos de idade, assintomática, tabagista passiva (marido), sem outras comorbidades. Na tomografia de tórax, foi observado a presença de opacidade irregular subsólida, predominantemente vidro fosco, localizada no segmento apicoposterior do lobo superior esquerdo, medindo 2,4 cm no maior eixo e com área invasiva de 1,5 cm no maior eixo, conforme a imagem a seguir:
Ausência de linfonodomegalias em hilo ou mediastino. Foi submetida à biópsia por agulha guiada por tomografia de tórax que confirmou tratar-se de adenocarcinoma primário do pulmão. O PET-FDG mostrou captação suspeita para neoplasia apenas no nódulo pulmonar (SUVmax 2,7).
Qual extensão da ressecção pulmonar seria oncologicamente recomendada neste caso?
- A)Lobectomia superior esquerda.
- B)Ressecção em Cunha (wedge) não-anatômica.
- C)Segmentectomia anatômica do apicoposterior esquerdo.
- D)Trissegmentectomia anatômica (segmentos anterior e apicoposterior esquerdos).
Q2oficial · Residência Unicamp 2026
Homem, 76a, foi submetido a drenagem de abcesso em músculo psoas esquerdo. Evoluiu no pós-operatório com piora da leucocitose e elevação da proteína C reativa. Tomografia computadorizada= coleção líquida pleural em hemitórax esquerdo, de aspecto loculado na região posterior (imagem Q52). Toracocentese diagnóstica = líquido de aspecto seroso. Análise análise laboratorial que confirmou tratar-se de empiema. SEGUNDO OS CRITÉRIOS CLÍNICO-LABORATORIAIS E DE IMAGEM, A CONDUTA MAIS ADEQUADA É.

- A)Drenagem pleural tubular.
- B)Videotoracoscopia.
- C)Pleurostomia.
- D)Toracocentese terapêutica.
Q3oficial · Residência SES-DF 2024
Massas mediastinais se apresentam clinicamente de modo variado desde uma doença assintomática a sintomas relacionados feito de massa, invasão e sintomas sistêmicos. Os sintomas geralmente estão associados ao tipo de tumor e sua localização. Qual o modo de apresentação clínica, a localização e o tipo de tumor mais provável, respectivamente, da imagem apresentada?
- A)Dorsalgia, mediastino posterior, linfoma
- B)Incidentaloma assintomático, mediastino posterior e tumor neurogênico
- C)Incidentaloma assintomático, mediastino posterior e linfoma
- D)Dorsalgia, mediastino posterior, tumor neurogênico
Q4oficial · ENARE (AOCP) 2022
Sobre o câncer de pulmão, é correto afirmar que
- A)o adenocarcinoma é o tipo histológico menos frequente, responsável por 10% de todos os cânceres pulmonares.
- B)a maioria dos adenocarcinomas está localizada perifericamente e tende a apresentar metástase mais precocemente do que o carcinoma de células escamosas.
- C)o carcinoma de células escamosas ocorre em aproximadamente 70% dos pacientes com câncer pulmonar e a maioria está localizada perifericamente.
- D)o câncer de pequenas células representa cerca de 50% dos cânceres pulmonares e a maioria está localizada perifericamente.
- E)o câncer de pequenas células é frequentemente localizado, indolente e com boa resposta à radioterapia.
Q5oficial · Residência USP (Fuvest) 2026
Texto base: Homem, 55 anos de idade, assintomático. Durante ultrassom cervical de check-up foi identificada massa cervical que se comunicava com o mediastino. Refere HAS e tabagismo de charuto. Prosseguiu na investigação com tomografia cervical e de tórax, que visualizou a formação expansiva de aspecto sólido-cístico, com septações de permeio, comprometendo a região do mediastino e com extensão para região cervical à esquerda, apresentando íntimo contato com contorno inferior do lobo tireoidiano esquerdo. A lesão mede, em sua totalidade, aproximadamente 11,7 x 8,7 x 5,9 cm nos maiores eixos, conforme imagens apresentadas a seguir:
O paciente foi submetido à biopsia transtorácica que confirmou Timoma B2.
Qual é a melhor opção de tratamento recomendada neste caso?
- A)Timectomia.
- B)Radioterapia exclusiva.
- C)Radioterapia seguida por ressecção do tumor/timo
- D)Ressecção do tumor/timo seguido por quimioterapia
Q6oficial · Residência USP (Fuvest) 2026
Texto base: Mulher, 71 anos de idade, assintomática, tabagista passiva (marido), sem outras comorbidades. Na tomografia de tórax, foi observado a presença de opacidade irregular subsólida, predominantemente vidro fosco, localizada no segmento apicoposterior do lobo superior esquerdo, medindo 2,4 cm no maior eixo e com área invasiva de 1,5 cm no maior eixo, conforme a imagem a seguir:
Ausência de linfonodomegalias em hilo ou mediastino. Foi submetida à biópsia por agulha guiada por tomografia de tórax que confirmou tratar-se de adenocarcinoma primário do pulmão. O PET-FDG mostrou captação suspeita para neoplasia apenas no nódulo pulmonar (SUVmax 2,7).
Qual a mínima dissecção linfonodal deve ser realizada para se considerar uma ressecção completa oncológica (R0)?
- A)Dissecção de, pelo menos, 2 cadeias hilares e 2 mediastinais sendo a subcarinal obrigatoriamente dissecada.
- B)Dissecção de, pelo menos, 2 cadeias hilares e 3 mediastinais sendo a paratraqueal inferior obrigatoriamente dissecada.
- C)Dissecção de, pelo menos, 3 cadeias hilares e 3 mediastinais sendo a paratraqueal inferior obrigatoriamente dissecada.
- D)Dissecção de, pelo menos, 3 cadeias linfonodais hilares e 3 mediastinais sendo a subcarinal obrigatoriamente dissecada.
Q7oficial · Residência USP (Fuvest) 2025
Homem, 65 anos de idade, tabagista 50 anos-maço, HAS controlado, sem outras comorbidades. Achado de nódulo suspeito para neoplasia primária de pulmão, conforme imagem a seguir:
Em relação ao caso apresentado assinale a alternativa com a conduta correta.
- A)Biópsia transbrônquica guiada por radioscopia.
- B)Seguimento com nova Tomografia em 6 meses.
- C)Videomediastinoscopia.
- D)Biópsia transtorácica guiada por tomografia de tórax.
Q8oficial · Residência USP (Fuvest) 2026
Homem, 21 anos de idade, longilíneo, com história prévia de 2 episódios de pneumotórax espontâneos tratados com drenagem torácica fechada. Comparece ao pronto-socorro com o terceiro episódio de pneumotórax espontâneo após 2 anos do último episódio. Com base no quadro clínico apresentado, assinale a alternativa correta.
- A)A videotoracoscopia com biópsia de pulmão é mandatória, independente do tempo de intervalo dos episódios.
- B)A videotoracoscopia com resseção dos “blebs” e pleurodese pode ser indicada para reduzir o risco de novos episódios, independente do tempo de intervalo dos episódios.
- C)A videotoracoscopia com biópsia de pulmão é mandatória em recidivas precoces com menos de 1 ano.
- D)A videotoracoscopia com resseção dos “blebs” e pleurodese pode ser indicada para reduzir o risco de novos episódios, somente em recidivas precoces com menos de 1 ano.
5.7 Caderno de questões
Questões oficiais extras para praticar.
C1Residência Unicamp
Mulher, 54a, apresenta nódulo periférico pulmonar de 10mm no segmento ápico-posterior do lobo superior esquerdo. Antecedente= tabagismo (30anos/maço). Punção transtorácica confirmou tratar-se de adenocarcinoma primário do pulmão. Estadiamento: T1N0M0. Testes de função pulmonar = boa condição funcional. Análise imuno-histoquímica mostrou expressão da proteína PD-L1>50. O TRATAMENTO ONCOLÓGICO ADEQUADO NESTE CASO É:
- A)Lobectomia pulmonar com linfadenectomia hilar.
- B)Segmentectomia regrada com linfadenectomia mediastinal.
- C)Radioterapia esterotáxica.
- D)Radioablação percutânea + imunoterapia.
C2Residência USP (Fuvest)
Homem, 23 anos de idade, com antecedente de osteossarcoma de fêmur direito tratado com quimioterapia neoadjuvante e ressecção completa há 4 anos. Em seguimento oncológico com tomografia de tórax foi identificado nódulo único de 1,5 cm, totalmente calcificado, periférico em lobo inferior direito. Este nódulo já estava presente em tomografia prévia, mas houve aumento no tamanho entre as duas, sem surgimento de novas lesões suspeitas. O sítio primário está controlado. Qual o papel do tratamento cirúrgico desse nódulo?
- A)Deve ser metástase do osteossarcoma, mas por ser uma doença disseminada, a cirurgia de metastasectomia não poderia ser indicada.
- B)Deve ser um nódulo benigno, uma vez que é calcificado e a conduta seria manter seguimento tomográfico.
- C)Deve ser metástase do osteossarcoma e por ter alta taxas de resposta à radioterapia, o tratamento recomendado seria a radioterapia local no pulmão.
- D)Deve ser metástase do osteossarcoma e por não doença em outro sítio que não o pulmão, ser nódulo único e o tumor primário estar controlado, a cirurgia de metastasectomia poderia ser indicada.
C3Residência SES-DF
A cavidade pleural é um espaço virtual entre a pleura parietal e a visceral. Esse espaço é ocupado, em circunstâncias normais, por pequena quantidade de líquido pleural. O empiema é uma infecção piogênica ou supurativa desse espaço. A classificação do empiema, com base na cronicidade do processo, e o tratamento adequado de cada fase são, respectivamente.
- A)fase aguda, Vats.
- B)fase intermediária, toracocentese.
- C)fase crônica, toracostomia em selo d’água.
- D)fase aguda, toracocentese.
C4Residência Unicamp
Homem, 60a, sem comorbidades, submetido a tratamento cirúrgico de timoma há quatro anos (Masaoka-Koga estágio IIb) e radioterapia adjuvante. No seguimento oncológico apresentou lesão pleural isolada em hemitórax direito, cuja punção confirmou tratar-se de uma recidiva do timoma. A CONDUTA INDICADA É:
- A)Quimioterapia exclusiva.
- B)Observação clínica (paciente assintomático).
- C)Ressecção cirúrgica, se tecnicamente possível.
- D)Radioterapia estereotáxica.
C5Residência FAMEMA
Um paciente de 65 anos, tabagista de longa data, apresenta tosse persistente, perda de peso e hemoptise há algumas semanas. A tomografia de tórax revela uma massa de 4 cm no lobo superior direito. A broncoscopia com biópsia transbrônquica confirma carcinoma de células escamosas.
As características mais frequentemente associadas ao carcinoma de células escamosas de pulmão são:
- A)crescimento periférico e envolvimento pleural.
- B)produção de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e de hormônio antidiurético (ADH).
- C)localização central e cavitação.
- D)associação com a mutação do gene EGFR e maior frequência em pacientes que nunca fumaram.
C6Residência Unicamp
Mulher, 55a, com antecedente de colectomia direita por adenocarcinoma de cólon apresenta após um ano de seguimento, lesão única de 2cm em lobo inferior direito. QUAL A AFIRMAÇÃO ESTÁ CORRETA EM RELAÇÃO ÀS METÁSTASES PULMONARES?
- A)A concomitância de metástase hepática contraindica a cirurgia nos casos de metástase de carcinoma de cólon.
- B)O intervalo livre entre o tratamento do tumor primário e o surgimento de metástase menor do que um ano é contraindicação de cirurgia.
- C)O controle local da neoplasia primária é condição fundamental para elegibilidade ao tratamento cirúrgico.
- D)O comprometimento linfonodal mediastinal no estadiamento por imagem é indicativo de cirurgia.
C7Residência USP (Fuvest)
Texto base: Mulher, 47 anos de idade, com antecedente de neoplasia de mama direita, é tratada com quadrantectomia e esvaziamento axilar seguido por quimioterapia e radioterapia adjuvantes. Há 3 anos, ao término do tratamento, encontra-se em seguimento com oncologista, desde então, sem outras comorbidades. Há 4 semanas, refere tosse seca e dor pleurítica leve em hemitórax esquerdo. Há 10 dias, apresenta dispneia com aumento progressivo, chegando aos pequenos esforços nos últimos 2 dias. Nega febre e emagrecimento no período. Ao exame físico, apresenta ausculta diminuída nos 2/3 inferiores do hemitórax esquerdo. A radiografia de tórax PA e perfil confirma o diagnóstico de derrame pleural.
Após a toracocentese a paciente referiu melhora importante dos sintomas por 3 semanas, mas há 7 dias refere surgimento progressivo dos sintomas respiratórios. A radiografia de tórax, após a toracocentese, mostra boa expansão pulmonar. A radiografia de tórax atual revela recidiva do derrame pleural à esquerda. O líquido pleural mostrou um exsudato não complicado, a citologia do líquido pleural não identificou células neoplásicas. Qual a conduta recomendada frente à recidiva dos sintomas e do derrame pleural?
- A)Drenagem com cateter pleural para pleurodese.
- B)Prescrição de corticosteroides para tratamento da muito provável pleurite crônica.
- C)Pleuroscopia para biópsia da pleura, com objetivo de descartar ou confirmar a etiologia neoplásica e eventual pleurodese.
- D)Nova toracocentese de alívio e encaminhamento para oncologista clínica para início, o quanto antes, da quimioterapia.
C8Residência Unicamp
Mulher, 31a, vítima de colisão automobilística, é trazida ao pronto socorro pelo SAMU. No atendimento inicial apresentava-se: Escala de Coma de Glasgow=12 pontos; PA=92/61mmHg; FC=142bpm; oximetria de pulso=99% (máscara não reinalante 14l/min). Presença de equimose pelo cinto de segurança no tórax e abdome. Foram realizados: acesso venoso periférico, administração de solução cristaloide e tipagem sanguínea. FAST positivo no espaço esplenorrenal. Foi acionado protocolo de transfusão maciça, segundo ATLS 10ª edição, baseado no Assessment of Blood Consumption Score (ABC escore). NESTE CASO, ASSINALE O ITEM QUE NÃO É LEVADO EM CONSIDERAÇÃO DENTRO DA AVALIAÇÃO DO ABC ESCORE:
- A)FAST positivo.
- B)Frequência cardíaca.
- C)Trauma contuso.
- D)Pressão arterial sistólica.
C9Residência USP (Fuvest)
Paciente com carcinoma escamoso primário do pulmão submetido à lobectomia pulmonar superior direita com linfadenectomia hilar e mediastinal ipsilateral. Ao exame anatomopatológico das peças cirúrgicas, as margens do lobo foram todas livres. Todos os linfonodos ressecados estavam livres de neoplasia, exceto por um linfonodo cadeia. Foram ressecadas duas cadeias linfonodais hilares (10 e 12) e três cadeias mediastinais (8 e 7). Essa ressecção foi oncologicamente suficiente e pode ser considerada ressecção completa R0?
- A)Sim, uma vez as margens foram livres.
- B)Sim, uma vez as margens foram livres e apenas uma cadeia linfonodal hilar comprometida.
- C)Não, foi uma ressecção incerta R(um), uma vez que uma cadeia linfonodal hilar estava comprometida.
- D)Não, foi uma ressecção incerta R(un), uma vez que não foram retiradas pelo menos 3 cadeias linfonodais hilares além das cadeias paratraqueais superiores direitas.
C10Residência USP (Fuvest)
Qual alternativa apresenta uma característica tomográfica que sugere malignidade (primário pulmonar) em um nódulo pulmonar?
- A)Padrão de calcificação em pipoca.
- B)Contornos espiculados.
- C)Densidade de gordura.
- D)Calcificação total.
C11Residência USP (Fuvest)
Mulher, 44 anos de idade, previamente hígida, foi internada com febre, tosse e dispneia com diagnóstico de pneumonia comunitária. A tomografia de tórax de controle realizada no 5º dia de internação demonstrou aparecimento de derrame pleural. Realizada toracocentese com saída de líquido pleural de aspecto seroso, classificado como exsudato neutrofílico. Baseado na análise do líquido pleural, assinale a alternativa que apresenta o critério que justificaria a necessidade da drenagem do líquido pleural.
- A)Glicose reduzida (< 60 mg/dL).
- B)Desidrogenase lática baixa (< 200 UI/L).
- C)Adenosina deaminase alta (> 300 mg/dL).
- D)Celularidade elevada (> 1.000 células).
C12Residência USP (Fuvest)
Homem, 57 anos de idade, foi transferido de outro hospital para serviço de referência em cirurgia torácica com diagnóstico mediastinite descendente necrosante aguda por foco odontogênico. Assinale a alternativa correta.
- A)O tratamento cirúrgico das coleções mediastinais e cervicais deve ser realizado o mais rápido possível.
- B)O tratamento cirúrgico das coleções mediastinais e cervicais nunca deve ser realizado antes de 72h de antibioticoterapia.
- C)O tratamento cirúrgico das coleções mediastinais e cervicais pode ser substituído por drenagem percutânea, mesmo que permaneçam coleções não drenadas.
- D)O tratamento cirúrgico das coleções mediastinais e cervicais nunca deve ser realizado antes da melhora clínica.
C13Residência USP (Fuvest)
Mulher, 72 anos de idade, tabagista 40 anos-maço, portadora de DPOC e HAS compensadas. Achado em tomografia de tórax de rastreamento para câncer de pulmão um nódulo pulmonar de 1,8 cm, em terço central do lobo superior direito. Não tem linfonodomegalias mediastinais nem hilares, nem evidências de metástases a distância. A biópsia transtorácica confirmou tratar-se de adenocarcinoma primário de pulmão. A paciente tem reserva cardiopulmonar suficiente para lobectomia. Qual é a menor ressecção pulmonar, ainda oncologicamente, adequada para esta paciente?
- A)Segmentectomia anatômica.
- B)Ressecção em cunha.
- C)Bi-segmentectomia anatômica.
- D)Lobectomia superior direita.
C14Residência USP (Fuvest)
Qual alternativa apresenta diagnósticos diferenciais de um nódulo pulmonar subsólido?
- A)Adenocarcinoma do pulmão, granuloma e hamartoma.
- B)Granuloma, linfonodo intrapulmonar e pneumonia redonda.
- C)Adenocarcinoma do pulmão, doenças linfoproliferativas e pneumonia em organização.
- D)Adenocarcinoma do pulmão, nódulo reumatoide e pneumonia em organização.
C15Residência USP (Fuvest)
Texto base: Mulher, 47 anos de idade, com antecedente de neoplasia de mama direita, é tratada com quadrantectomia e esvaziamento axilar seguido por quimioterapia e radioterapia adjuvantes. Há 3 anos, ao término do tratamento, encontra-se em seguimento com oncologista, desde então, sem outras comorbidades. Há 4 semanas, refere tosse seca e dor pleurítica leve em hemitórax esquerdo. Há 10 dias, apresenta dispneia com aumento progressivo, chegando aos pequenos esforços nos últimos 2 dias. Nega febre e emagrecimento no período. Ao exame físico, apresenta ausculta diminuída nos 2/3 inferiores do hemitórax esquerdo. A radiografia de tórax PA e perfil confirma o diagnóstico de derrame pleural.
Assinale a alternativa que apresenta o perfil de líquido pleural mais compatível com a origem neoplásica para o derrame pleural observado.
- A)DHL pleural/plasmático < 0.6, citologia com predomínio eosinofílico, nível de triglicérides no líquido pleural elevado.
- B)DHL pleural/plasmático > 0,6, citologia com predomínio de linfócitos, adenosina deaminase baixa.
- C)DHL pleural/plasmático > 0.6, citologia com predomínio neutrofílico, adenosina deaminase alta.
- D)DHL pleural/plasmático > 0.6, citologia com predomínio linfocítico, nível de colesterol no líquido pleural elevado.
C16Residência USP (Fuvest)
Paciente do sexo masculino, 27 anos de idade, transferido de outro hospital para o serviço de referência em cirurgia torácica, com diagnóstico de mediastinite descendente necrosante aguda. Assinale a alternativa correta.
- A)A cirurgia perdeu espaço para a drenagem percutânea das coleções mediastinais.
- B)Tomografias de tórax e pescoço devem ser realizadas para a adequação do procedimento operatório.
- C)A toracotomia para tratamento das coleções mediastinais só deve ser indicada 48 horas após o procedimento cervical.
- D)Se a causa da mediastinite for odontogênica, a simples extração do dente e início de antibióticos são suficientes para baixa mortalidade.
C17Residência Unicamp
Paciente com diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar primário apresenta tomografia computadorizada com massa sólida periférica em lobo inferior direito, medindo 5cm de diâmetro, junto a parede torácica, com sinais de infiltração da pleura parietal. PET/CT com FDG-¹⁸F apresenta linfonodos mediastinais hipercaptantes homolaterais e contralaterais. A CONDUTA RECOMENDADA É:
- A)Lobectomia inferior direita com ressecção da parede torácica.
- B)Quimioterapia e radioterapia exclusiva.
- C)Quimioterapia neoadjuvante seguida por cirurgia com linfadenectomia.
- D)Estadiamento mediastinal invasivo.
C18Residência SES-DF
Texto base: Um paciente de 33 anos de idade, médico, assintomático, em realização de exames periódicos, apresentou achado ocasional de nódulo pulmonar no ápice do pulmão direito, calcificado e justapleural. Em relação aos nódulos pulmonares, julgue os itens a seguir. São caracterizados por lesões pulmonares menores que 2 cm de diâmetro.
( ) Certo ( ) Errado
C19Residência USP (Fuvest)
Paciente do sexo masculino, 78 anos de idade, coronariopata, com insuficiência cardíaca compensada, foi internado com febre, tosse e dispneia com diagnóstico de pneumonia comunitária. Radiografia de tórax de controle, realizado no 5º dia de internação, demonstrou aparecimento de derrame pleural a despeito de melhora clínica. Realizada toracocentese com saída de líquido pleural de aspecto seroso, classificado como exsudato neutrofílico. Baseado na análise do líquido pleural, assinale a alternativa com o critério que justificaria a necessidade de evacuação do líquido pleural.
- A)Glicose reduzida (< 40 mg/dL).
- B)Celularidade elevada (>500 células).
- C)DHL baixa (< 250 UI/L).
- D)Adenosina deaminase alta (> 80 mg/dL).
C20Residência USP (Fuvest)
Paciente do sexo feminino, 45 anos de idade, com diagnóstico de miastenia gravis generalizada há 1 ano, sem resolução completa dos sintomas com as drogas anticolinesterase. Esta paciente pode se beneficiar de timectomia para alívio dos sintomas e redução de doses de medicamentos?
- A)Sim e deve ser feita por esternotomia total para obter melhores resultados.
- B)Sim e a ressecção deve incluir todo o tecido tímico, além da gordura mediastinal anterior e cervical inferior para obter maiores taxas de sucesso.
- C)Não, uma vez que a timectomia deve ser realizada em casos de miastenia agudamente descompensada para rápida resolução do quadro.
- D)Não, a timectomia só deve ser oferecida em pacientes com miastenia gravis e timoma.
C21Residência SES-DF
Afecções que causam obstrução ao fluxo sanguíneo em veias centrais torácicas podem causar edema facial e cervical, dor torácica, sintomas respiratórios e manifestações neurológicas. Qual patologia a seguir é mais comumente associada a essa síndrome?
- A)Câncer de pulmão de células não pequenas
- B)Câncer de pulmão de pequenas células
- C)Linfoma de Hodgkin
- D)Linfoma não Hodgkin
C22Residência SES-DF
Texto base: Um paciente de 33 anos de idade, médico, assintomático, em realização de exames periódicos, apresentou achado ocasional de nódulo pulmonar no ápice do pulmão direito, calcificado e justapleural. Em relação aos nódulos pulmonares, julgue os itens a seguir. Para nódulos maiores que 8 mm, o acompanhamento com TC de tórax deve ser realizado em três, nove e 24 meses.
( ) Certo ( ) Errado
C23Residência USP (Fuvest)
Paciente, 27 anos de idade, apresenta o segundo episódio de pneumotórax espontâneo de pequeno volume relacionado ao período menstrual. Foi tratada conservadoramente. Quais etiologias devem ser consideradas, além de pneumotórax espontâneo primário?
- A)Pneumotórax secundário a sequestro pulmonar e pneumotórax catamenial.
- B)Pneumotórax relacionado a DPOC e linfangioleiomiomatose.
- C)Linfangioleiomiomatose e pneumotórax secundário a sequestro pulmonar.
- D)Pneumotórax catamenial e linfangioleiomiomatose.
C24Residência USP (Fuvest)
Paciente, 38 anos de idade, em tratamento radioterápico para extenso linfoma mediastinal. Após sessão de radioterapia, apresenta hipotensão arterial revertida espontaneamente. Encaminhada em caráter de urgência ao pronto-socorro. Realizado ecocardiograma com diagnóstico de volumoso derrame pericárdico > 20 mm, porém sem restrição diastólica. Assinale a alternativa correta sobre este caso.
- A)A pericardiectomia por esternotomia é o procedimento mais seguro e resolutivo neste caso.
- B)Como o derrame é volumoso, a pericardiocentese não apresenta nenhuma vantagem em ser guiada por algum método de imagem, exceto tomografia.
- C)Pelo volume, já tem indicação de videotoracoscopia pela esquerda com confecção de janela pleuro-pericárdica.
- D)Devido à repercussão clínica e achado ecocardiográfico, essa paciente tem indicação de abordagem pericárdica, mas que pode ser realizada de forma eletiva.
C25Residência USP (Fuvest)
Quanto à relação do câncer do pulmão com o tabagismo, é correto afirmar:
- A)estima-se que 50% dos casos de carcinoma pulmonar de não pequenas células ocorrem em nunca fumantes.
- B)carcinoma pulmonar de pequenas células ocorre mais em ex-fumantes do que em fumantes atuais.
- C)adenocarcinoma pulmonar está mais relacionado ao uso cigarro sem filtro do que daquele com filtro.
- D)apenas 2,5% dos casos de carcinoma pulmonar de pequenas células são diagnosticados em nunca fumantes.
5.8 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A ignora a suspeita de doença N2 e pode levar à cirurgia sem estadiamento mediastinal adequado.
- C: A alternativa C posterga a confirmação histológica; o PET-CT não substitui a amostragem do linfonodo suspeito.
- D: A alternativa D não é um método adequado para confirmar metástase em linfonodos mediastinais.
P2inédita · pré-testeResposta: A
- B: A alternativa B pode investigar doenças das vias aéreas, mas não quantifica a reserva funcional para a ressecção.
- C: A alternativa C pesquisa metástases ósseas e não avalia o risco funcional pulmonar.
- D: A alternativa D investiga doença tromboembólica, que não é a questão clínica apresentada.
P3inédita · pré-testeResposta: D
- A: A alternativa A usa uma comparação isolada entre LDH pleural e sérica, que não corresponde ao critério de Light.
- B: A alternativa B também compara valores isolados; a relação entre proteína pleural e sérica é que deve ser calculada.
- C: A alternativa C interpreta incorretamente um critério negativo. A razão de LDH abaixo de 0,6 não exclui exsudato se outro critério for positivo.
F1inéditaResposta: B
- A: A alternativa A generaliza a ressecção em cunha e omite a avaliação linfonodal, importante para o estadiamento e o controle oncológico.
- C: A alternativa C propõe uma ressecção excessiva sem justificativa pela extensão descrita.
- D: A alternativa D confunde pequeno tamanho com ausência de risco; um câncer confirmado pode exigir tratamento curativo.
F2inéditaResposta: D
- A: A alternativa A descreve doença sistêmica não controlada, que reduz a possibilidade de benefício de uma cirurgia pulmonar isolada.
- B: A alternativa B indica que a fonte primária ainda está ativa, condição desfavorável à estratégia de metastasectomia.
- C: A alternativa C contraria um princípio central da seleção: deve ser possível tratar completamente a doença ressecável.
F3inéditaResposta: A
- B: A alternativa B descreve a fase inicial, geralmente sem loculações importantes nem deposição intensa de fibrina.
- C: A alternativa C exige organização do exsudato, com formação de uma capa pleural que pode encarcerar o pulmão.
- D: A alternativa D não é uma fase reconhecida da evolução do empiema e não corresponde ao quadro purulento loculado.
F4inéditaResposta: C
- A: A alternativa A adia o controle de uma infecção mediastinal potencialmente fatal.
- B: A alternativa B propõe tratamento insuficiente para uma infecção profunda com extensão ao mediastino.
- D: A alternativa D não trata a infecção nem oferece controle do foco; corticoide isolado pode ser prejudicial.
F5inéditaResposta: B
- A: A alternativa A causa ptose e miose por comprometimento simpático, mas não explica a fraqueza fatigável nem a associação com massa mediastinal anterior.
- C: A alternativa C associa a síndrome de Lambert-Eaton a neoplasias, mas não é a associação clássica do timoma descrita no caso.
- D: A alternativa D pode causar massa cervical ou mediastinal por extensão do bócio, mas não explica a fatigabilidade ocular típica.
Q1oficialResposta: A
- B: A alternativa B propõe ressecção em cunha, que não é anatômica e pode comprometer margens e avaliação linfonodal para um adenocarcinoma invasivo desse tamanho.
- C: A alternativa C propõe segmentectomia. Embora seja opção em tumores selecionados, o tamanho total de 2,4 cm e o componente invasivo de 1,5 cm favorecem a lobectomia neste caso.
- D: A alternativa D inclui segmentos de dois territórios anatômicos, mas não corresponde à ressecção padrão indicada para a lesão descrita no lobo superior.
Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — prova em fuvest.br
Q2oficialResposta: B
- A: A alternativa A pode ser suficiente em derrame livre ou em fases iniciais, mas uma coleção loculada pode não drenar adequadamente por um único tubo.
- C: A alternativa C descreve uma drenagem aberta mais invasiva, geralmente reservada para situações específicas, como falha de outras medidas ou pacientes selecionados.
- D: A alternativa D não é adequada como tratamento definitivo do empiema loculado; a toracocentese isolada não controla a coleção organizada.
Fonte: Residência Unicamp (2026) — prova em comvest.unicamp.br
Q3oficialResposta: B
- A: A alternativa A associa dorsalgia a linfoma. Linfomas costumam surgir no mediastino anterior ou médio; não são o tumor típico do compartimento posterior.
- C: A alternativa C mantém o erro de localização do linfoma e não identifica o tumor neurogênico, que é característico do mediastino posterior.
- D: A alternativa D identifica o tumor neurogênico e o compartimento, mas afirma dorsalgia. Pelo gabarito, a apresentação esperada é incidental e assintomática.
Fonte: Residência SES-DF (2024) — prova em iades.com.br
Q4oficialResposta: B
- A: A alternativa A erra ao chamar o adenocarcinoma de menos frequente e atribuir a ele apenas 10% dos casos. Ele está entre os tipos mais comuns.
- C: A alternativa C superestima a frequência do carcinoma escamoso e o descreve como predominantemente periférico; ele costuma ser central.
- D: A alternativa D superestima a frequência do câncer de pequenas células e erra ao localizá-lo predominantemente na periferia; costuma ser central.
- E: A alternativa E chama o câncer de pequenas células de indolente e frequentemente localizado. É uma neoplasia agressiva, que muitas vezes já se disseminou ao diagnóstico.
Fonte: ENARE (AOCP) (2022) — prova em gov.br
Q5oficialResposta: A
- B: A alternativa B não oferece a ressecção completa, que é a abordagem preferencial quando o timoma é operável.
- C: A alternativa C propõe radioterapia antes da cirurgia sem informação de invasão ou irressecabilidade que justifique tratamento neoadjuvante.
- D: A alternativa D acrescenta quimioterapia após ressecção sem indicação apresentada no enunciado. O tratamento adjuvante depende do estágio, das margens e de outros fatores.
Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — prova em fuvest.br
Q6oficialResposta: D
- A: A alternativa A prevê menos cadeias mediastinais do que o critério usado pelo gabarito.
- B: A alternativa B prevê apenas duas cadeias hilares e não inclui a estação subcarinal como obrigatória.
- C: A alternativa C exige três cadeias em cada território, mas não estabelece a subcarinal como estação obrigatória, como faz o critério do gabarito.
Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — prova em fuvest.br
Q7oficialResposta: D
- A: A alternativa A depende de uma localização favorável à abordagem broncoscópica. O gabarito indica a via transtorácica guiada por tomografia.
- B: A alternativa B posterga a investigação de um nódulo descrito como suspeito em paciente com importante exposição ao tabaco.
- C: A alternativa C avalia linfonodos mediastinais; o enunciado não informa linfonodomegalias ou suspeita mediastinal que justifique essa como primeira conduta.
Fonte: Residência USP (Fuvest) (2025) — prova em fuvest.br
Q8oficialResposta: B
- A: A alternativa A propõe biópsia pulmonar mandatória. A cirurgia pode ser indicada, mas biópsia não é necessária de rotina para pneumotórax espontâneo primário.
- C: A alternativa C mantém a ideia incorreta de biópsia mandatória e ainda limita a indicação a recidivas precoces.
- D: A alternativa D erra ao restringir a cirurgia a recidivas com menos de um ano. Uma nova recorrência pode justificar cirurgia mesmo após intervalo maior.
Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — prova em fuvest.br
C1cadernoResposta: B
A alternativa B está correta: Para tumor periférico T1N0M0 de 10 mm em paciente operável, segmentectomia anatômica com avaliação linfonodal é uma ressecção adequada.
Fonte: Residência Unicamp
C2cadernoResposta: D
A alternativa D está correta: Nódulo pulmonar único crescente, com primário controlado e sem outros sítios, pode ser metástase ressecável; a metastasectomia pode ser indicada.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C3cadernoResposta: D
A alternativa D está correta: Na fase aguda do empiema, a toracocentese é a opção indicada entre as alternativas; fases mais organizadas podem exigir drenagem cirúrgica.
Fonte: Residência SES-DF
C4cadernoResposta: C
A alternativa C está correta: Recidiva pleural isolada de timoma pode ser ressecada quando tecnicamente possível, oferecendo controle local em doença limitada.
Fonte: Residência Unicamp
C5cadernoResposta: C
A alternativa C está correta: O carcinoma escamoso pulmonar associa-se tipicamente à localização central e pode apresentar cavitação, ao contrário do padrão mais periférico do adenocarcinoma.
Fonte: Residência FAMEMA
C6cadernoResposta: C
A alternativa C está correta: O controle local do tumor primário é requisito fundamental para considerar metastasectomia pulmonar; também se avalia a possibilidade de ressecção completa.
Fonte: Residência Unicamp
C7cadernoResposta: C
A alternativa C está correta: Citologia pleural negativa não exclui malignidade. Na recidiva do derrame, pleuroscopia permite biopsiar a pleura e, confirmada a indicação, realizar pleurodese.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C8cadernoResposta: C
A alternativa C está correta: O ABC considera mecanismo penetrante, pressão sistólica, frequência cardíaca e FAST positivo. Trauma contuso não integra esse escore.
Fonte: Residência Unicamp
C9cadernoResposta: D
A alternativa D está correta: A ressecção é incerta (R(un)), pois a amostragem de linfonodos não satisfaz os critérios descritos para ressecção completa; margens livres, isoladamente, não garantem R0.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C10cadernoResposta: B
A alternativa B está correta: Espiculações são margens irregulares que aumentam a suspeita de malignidade. Calcificação em pipoca, gordura e calcificação total favorecem benignidade.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C11cadernoResposta: A
A alternativa A está correta: Glicose pleural abaixo de 60 mg/dL em derrame parapneumônico é marcador de complicação e favorece drenagem, conforme o quadro e os demais achados.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C12cadernoResposta: A
A alternativa A está correta: Mediastinite descendente necrosante exige controle urgente do foco e drenagem das coleções cervicais e mediastinais, além de antibioticoterapia.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C13cadernoResposta: D
A alternativa D está correta: Para adenocarcinoma central em paciente com reserva funcional suficiente, a lobectomia é a menor ressecção anatômica indicada para controle oncológico adequado.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C14cadernoResposta: C
A alternativa C está correta: Adenocarcinoma, doenças linfoproliferativas e pneumonia em organização podem se apresentar como nódulos subsólidos e compõem o diagnóstico diferencial.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C15cadernoResposta: B
A alternativa B está correta: Derrame neoplásico costuma ser exsudativo, com razão DHL pleural/plasmática acima de 0,6; predomínio linfocítico e ADA baixa são compatíveis.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C16cadernoResposta: B
A alternativa B está correta: Tomografias do tórax e pescoço delimitam as coleções e orientam a via e a abrangência da drenagem cirúrgica na mediastinite descendente.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C17cadernoResposta: D
A alternativa D está correta: Linfonodos mediastinais hipercaptantes, inclusive contralaterais, devem ser confirmados por amostragem; por isso se indica estadiamento mediastinal invasivo.
Fonte: Residência Unicamp
C18cadernoResposta: Errado
O item está errado: Nódulo pulmonar é definido como opacidade focal de até 3 cm; portanto, a definição não se limita a lesões menores que 2 cm.
Fonte: Residência SES-DF
C19cadernoResposta: A
A alternativa A está correta: Glicose pleural abaixo de 40 mg/dL indica derrame parapneumônico complicado e justifica evacuação ou drenagem, no contexto clínico apresentado.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C20cadernoResposta: B
A alternativa B está correta: A timectomia pode beneficiar miastenia generalizada não controlada; a ressecção ampliada inclui tecido tímico e gordura mediastinal anterior e cervical inferior.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C21cadernoResposta: A
A alternativa A está correta: Entre as opções, o câncer de pulmão de não pequenas células é causa frequente da síndrome da veia cava superior, por compressão ou invasão de veias centrais.
Fonte: Residência SES-DF
C22cadernoResposta: Certo
O item está certo: Para nódulos sólidos maiores que 8 mm, a estratégia indicada no enunciado prevê TC em 3, 9 e 24 meses, com conduta ajustada ao risco.
Fonte: Residência SES-DF
C23cadernoResposta: D
A alternativa D está correta: Relação recorrente com a menstruação sugere pneumotórax catamenial; em mulheres jovens, também se considera linfangioleiomiomatose como causa secundária.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C24cadernoResposta: D
A alternativa D está correta: O derrame volumoso e a hipotensão prévia indicam abordagem pericárdica; sem restrição diastólica e após estabilização, ela pode ser eletiva.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
C25cadernoResposta: D
A alternativa D está correta: Cerca de 2,5% dos casos de carcinoma pulmonar de pequenas células são diagnosticados em nunca fumantes; esse tumor tem forte associação com tabagismo.
Fonte: Residência USP (Fuvest)
5.9 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- A tomografia de baixa dose rastreia pessoas assintomáticas de alto risco; não substitui a investigação diagnóstica de sintomas.
- Adenocarcinoma costuma ser periférico; carcinoma escamoso e pequenas células tendem a ser centrais.
- EBUS amostra linfonodos mediastinais; mediastinoscopia pode ser necessária se a suspeita persistir após resultado negativo.
- Fleischner orienta nódulos incidentais, mas não se aplica diretamente a pacientes com câncer conhecido.
- PET-CT estima atividade metabólica e extensão, mas não confirma malignidade por si só.
- A avaliação pré-operatória considera espirometria, DLCO e função prevista após a ressecção.
- Um critério de Light positivo já classifica o derrame como exsudato.
- Pus, cultura positiva ou infecção pleural complicada geralmente exige drenagem e antibiótico.
- Pneumotórax hipertensivo exige descompressão imediata; recorrência pode justificar pleurodese.
- Timoma pode associar-se à miastenia; linfoma exige diagnóstico tecidual e tratamento sistêmico.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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