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1 Cardiologia — parte 1 de 2

Temas do conteúdo programático:

  • 1. Insuficiência cardíaca crônica e descompensada: classificação por fração de ejeção e NYHA; BNP; terapia da IC de fração reduzida (IECA/BRA/sacubitril-valsartana, betabloqueador, antagonista mineralocorticoide, iSGLT2); perfis hemodinâmicos da IC aguda, diuréticos, vasodilatadores e inotrópicos; cardiomiopatias dilatada, hipertrófica, chagásica e amiloidose
  • 2. Síndromes coronarianas agudas: dor torácica e estratificação de risco; IAM com supra de ST, angioplastia primária x trombólise e tempos-alvo; SCA sem supra, troponina e escores; dupla antiagregação e anticoagulação; complicações mecânicas e elétricas do IAM; prognóstico e prevenção secundária
  • 3. Doença coronariana crônica e risco cardiovascular: angina estável, testes funcionais e angiotomografia de coronárias; estratificação de risco global; dislipidemias, metas de LDL, estatinas, ezetimiba e inibidores de PCSK9; hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia familiar; reabilitação cardíaca e prescrição de exercício
  • 4. Hipertensão arterial sistêmica: diagnóstico com MAPA e MRPA, estratificação e metas; escolha e combinação de anti-hipertensivos; hipertensão resistente e secundária (hiperaldosteronismo, estenose de artéria renal, apneia do sono); urgência e emergência hipertensiva; dissecção aguda de aorta

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Homem de 72 anos com insuficiência cardíaca chega ao pronto-socorro com dispneia em repouso e ortopneia. Está com pressão arterial de 126 × 78 mmHg, extremidades quentes, turgência jugular e estertores bibasais. Qual é a conduta farmacológica inicial mais adequada para a congestão?

  1. A)Iniciar dobutamina intravenosa.
  2. B)Administrar solução salina intravenosa.
  3. C)Administrar diurético de alça intravenoso.
  4. D)Iniciar betabloqueador intravenoso.

P2inédita

Homem de 59 anos apresenta dor torácica há duas horas. O eletrocardiograma mostra supradesnivelamento do segmento ST em derivações contíguas. Ele está em uma unidade sem hemodinâmica; a transferência para angioplastia primária deve levar cerca de 150 minutos. Não há contraindicação à fibrinólise. Qual é a estratégia de reperfusão mais adequada?

  1. A)Realizar fibrinólise e encaminhar o paciente para estratégia farmacoinvasiva.
  2. B)Aguardar a transferência e realizar angioplastia primária, mesmo com o atraso previsto.
  3. C)Adiar a reperfusão até que a troponina se eleve.
  4. D)Iniciar anticoagulação e observar a evolução clínica antes de decidir.

P3inédita

Mulher de 64 anos com hipertensão arterial apresenta dor torácica súbita, intensa e irradiada para o dorso. A angiotomografia confirma dissecção aguda de aorta. Está hipertensa e taquicárdica. Qual medida farmacológica deve ser iniciada primeiro?

  1. A)Nitroprussiato intravenoso isolado.
  2. B)Betabloqueador intravenoso, com vasodilatador adicional se necessário.
  3. C)Anlodipino por via oral.
  4. D)Hidralazina intravenosa isolada.

1.2 O que cai

  • 1. Insuficiência cardíaca crônica e descompensada: classificação por fração de ejeção e NYHA; BNP; terapia da IC de fração reduzida (IECA/BRA/sacubitril-valsartana, betabloqueador, antagonista mineralocorticoide, iSGLT2); perfis hemodinâmicos da IC aguda, diuréticos, vasodilatadores e inotrópicos; cardiomiopatias dilatada, hipertrófica, chagásica e amiloidose: 78 questões de provas anteriores, 2017–2026
  • 2. Síndromes coronarianas agudas: dor torácica e estratificação de risco; IAM com supra de ST, angioplastia primária x trombólise e tempos-alvo; SCA sem supra, troponina e escores; dupla antiagregação e anticoagulação; complicações mecânicas e elétricas do IAM; prognóstico e prevenção secundária: 57 questões de provas anteriores, 2017–2026
  • 3. Doença coronariana crônica e risco cardiovascular: angina estável, testes funcionais e angiotomografia de coronárias; estratificação de risco global; dislipidemias, metas de LDL, estatinas, ezetimiba e inibidores de PCSK9; hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia familiar; reabilitação cardíaca e prescrição de exercício: 24 questões de provas anteriores, 2017–2026
  • 4. Hipertensão arterial sistêmica: diagnóstico com MAPA e MRPA, estratificação e metas; escolha e combinação de anti-hipertensivos; hipertensão resistente e secundária (hiperaldosteronismo, estenose de artéria renal, apneia do sono); urgência e emergência hipertensiva; dissecção aguda de aorta: 58 questões de provas anteriores, 2019–2026

1.3 Teoria

Este capítulo reúne decisões que mudam prognóstico: reconhecer insuficiência cardíaca e síndrome coronariana aguda, escolher a terapia que reduz eventos e identificar quando a pressão arterial exige intervenção urgente. Nas questões, a banca costuma distinguir sintomas em repouso de limitação ao esforço e benefício prognóstico de simples alívio de sintomas.

1.3.1 Insuficiência cardíaca crônica e descompensada

Classifique a insuficiência cardíaca (IC) pela fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE): reduzida, ≤40%; levemente reduzida, 41–49%; preservada, ≥50%. IC com FE melhorada indica FE prévia ≤40%, com aumento de pelo menos 10 pontos percentuais e nova medida acima de 40%; mantenha a terapia modificadora de prognóstico. A classe funcional NYHA mede limitação: I, sem limitação; II, limitação leve; III, limitação importante; IV, sintomas em repouso. Dispneia nas atividades diárias, mas não em repouso, não define classe IV.

BNP ou NT-proBNP ajudam a excluir IC quando baixos e a apoiar o diagnóstico quando elevados. Idade, fibrilação atrial e doença renal podem elevá-los; obesidade pode reduzi-los. Na ICFER, os quatro pilares são ARNI (ou IECA/BRA se não for possível), betabloqueador com evidência, antagonista mineralocorticoide e iSGLT2. O iSGLT2 beneficia mesmo sem diabetes. Titule conforme pressão, frequência cardíaca, função renal e potássio.

Na hipotensão sintomática, procure hipovolemia, infecção e fármacos não essenciais. Se o paciente estiver euvolêmico, reduza primeiro o diurético de alça, não um fármaco que reduz mortalidade. Na IC aguda, classifique como quente/frio e seco/úmido: diurético IV para congestão; vasodilatador se congesto e com pressão adequada; inotrópico se baixo débito com hipoperfusão ou choque. Cardiomiopatia dilatada causa disfunção sistólica; hipertrófica pode obstruir a via de saída; chagásica pode causar arritmias e aneurisma apical; amiloidose costuma produzir fenótipo restritivo e paredes espessadas.

Fontes: Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda; Diretrizes ESC para insuficiência cardíaca; New York Heart Association (NYHA), classificação funcional

1.3.2 Síndromes coronarianas agudas

Diante de dor torácica, faça ECG rapidamente e repita se a suspeita persistir. Supra de ST em derivações contíguas sugere IAM com supra; parede inferior costuma envolver DII, DIII e aVF. Troponina elevada isoladamente não basta: interprete a elevação ou queda em conjunto com evidência clínica, eletrocardiográfica ou por imagem de isquemia. Na SCA sem supra, troponinas seriadas e escores como GRACE ajudam a definir risco e estratégia invasiva. Não use fibrinólise na SCA sem supra.

No IAM com supra, prefira angioplastia primária se for possível reperfundir em tempo adequado. Se a demora prevista até a angioplastia exceder 120 minutos e não houver contraindicação, faça fibrinólise o quanto antes, geralmente nas primeiras 12 horas dos sintomas, e encaminhe para estratégia farmacoinvasiva. Fibrinólise não substitui a transferência para centro com hemodinâmica.

AAS mais inibidor P2Y12 é a estratégia padrão após SCA; após ICP, 12 meses é a duração usual, com encurtamento se alto risco hemorrágico ou prolongamento se predominar risco isquêmico e o sangramento for baixo. Individualize o anticoagulante conforme estratégia, função renal e risco hemorrágico. Procure complicações mecânicas diante de choque, novo sopro ou edema pulmonar: ruptura de músculo papilar, comunicação interventricular e ruptura de parede livre. Arritmias ventriculares e bloqueios também exigem reconhecimento imediato. Após o evento, mantenha prevenção secundária: estatina de alta intensidade, controle de fatores de risco, reabilitação e terapia indicada pela função ventricular.

Fontes: ESC Guidelines for the management of acute coronary syndromes, 2023; Quarta Definição Universal de Infarto do Miocárdio, 2018; Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Síndromes Coronarianas Agudas

1.3.3 Doença coronariana crônica e risco cardiovascular

Na angina estável, caracterize desconforto, relação com esforço e alívio com repouso. Estime a probabilidade clínica de doença coronariana e escolha o exame conforme risco e capacidade de exercício: teste funcional avalia isquemia; angiotomografia mostra anatomia e ajuda a excluir doença em pacientes selecionados. Dor nova, progressiva ou em repouso deve ser abordada como possível síndrome aguda.

Controle tabagismo, pressão, diabetes, peso e sedentarismo. A doença aterosclerótica documentada, incluindo doença arterial periférica, coloca o paciente em prevenção secundária: indique estatina de alta intensidade, salvo contraindicação, mesmo que o LDL inicial pareça próximo da meta. Se não atingir a meta, associe ezetimiba; considere inibidor de PCSK9 quando o risco permanecer alto e o LDL seguir acima do alvo. Pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias (SBC 2025), as metas de LDL são <40 mg/dL no risco extremo, <50 mg/dL no muito alto, <70 mg/dL no alto, <100 mg/dL no intermediário e <115 mg/dL no baixo; a diretriz europeia (ESC/EAS) usa <55 mg/dL no muito alto e <70 mg/dL no alto. Aplique a diretriz adotada pela banca e o risco individual. Suspeite de hipercolesterolemia familiar diante de LDL muito elevado, história familiar de doença precoce ou xantomas. Na hipertrigliceridemia, trate causas secundárias e reduza álcool e açúcares; triglicerídeos muito altos também exigem prevenção de pancreatite.

Prescreva exercício aeróbico regular, com progressão e avaliação de segurança. Na reabilitação cardíaca, combine exercício supervisionado, educação e controle de fatores de risco. Aumente a carga gradualmente; interrompa e avalie dor torácica, síncope ou dispneia desproporcional.

Fontes: ESC Guidelines for the diagnosis and management of chronic coronary syndromes; ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias; Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose

1.3.4 Hipertensão arterial sistêmica

Confirme a hipertensão com medidas corretas e, quando possível, MAPA ou MRPA. A medida fora do consultório identifica hipertensão mascarada e do avental branco. Como referências diagnósticas usuais, considere pressão de consultório ≥140/90 mmHg, média de vigília na MAPA ou MRPA ≥135/85 mmHg e média de 24 horas na MAPA ≥130/80 mmHg. Estratifique risco global, lesão de órgão-alvo e comorbidades; individualize a meta, em geral buscando <130/80 mmHg se tolerada.

Inicie com combinação de classes quando indicada: IECA ou BRA, bloqueador de canal de cálcio e diurético tiazídico ou tiazídico-símile. Prefira combinação em comprimido único quando disponível. Não combine IECA com BRA. Considere hipertensão resistente quando a pressão permanece acima da meta apesar de três classes, incluindo diurético, em doses adequadas. Antes de intensificar, confirme adesão e medidas fora do consultório; depois, procure causas secundárias e considere espironolactona. Investigue hiperaldosteronismo primário, estenose de artéria renal e apneia obstrutiva do sono conforme o quadro clínico.

Urgência hipertensiva é elevação importante sem lesão aguda de órgão-alvo: ajuste tratamento oral e evite queda abrupta. Emergência hipertensiva exige lesão aguda e redução monitorada, geralmente com fármaco IV. Na dissecção aguda de aorta, reduza rapidamente o estresse da parede com betabloqueador IV; controle frequência e pressão antes de acrescentar vasodilatador, para evitar taquicardia reflexa.

Fontes: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial; Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

Pegadinha de prova

NYHA IV não é sinônimo de IC grave

A classe IV exige sintomas em repouso. Sintomas nas atividades habituais indicam, em geral, classe III; limitação leve em atividades habituais sugere classe II.

Atenção

Os quatro pilares da ICFER

A terapia atual combina ARNI (ou IECA/BRA), betabloqueador com evidência, antagonista mineralocorticoide e iSGLT2. Diurético melhora congestão, mas não substitui os pilares de redução de eventos.

Pegadinha de prova

Hipotensão na IC: avalie volume antes de retirar terapia prognóstica

Se o paciente estiver sem congestão e em uso de dose alta de diurético, reduza o diurético antes de suspender fármacos que reduzem mortalidade. Se houver hipoperfusão ou congestão, reavalie a estratégia.

Atenção

SCA: duração padrão da dupla antiagregação

Após SCA, 12 meses é a duração usual da dupla antiagregação. Encurte ou prolongue conforme o equilíbrio entre risco hemorrágico e isquêmico; não indique duração indefinida para todos.

1.4 Exemplo resolvido

Mulher de 62 anos, com IC e FEVE de 30%, chega ao pronto atendimento com dispneia em repouso, extremidades frias, confusão leve e pressão arterial de 82/56 mmHg. Há turgência jugular e estertores bibasais. Qual é a conduta inicial mais adequada? A) Administrar apenas diurético oral e dar alta. B) Iniciar suporte monitorizado e considerar inotrópico IV por hipoperfusão, além de tratar a congestão. C) Administrar nitrato sublingual em doses repetidas. D) Aumentar betabloqueador para reduzir o consumo miocárdico.

  1. O quadro sugere IC aguda congesta com hipoperfusão: perfil frio e úmido.
  2. Hipotensão, extremidades frias e alteração do estado mental apontam para baixo débito; não é uma descompensação estável tratável apenas por via oral.
  3. Nitrato pode piorar a hipotensão. Não se deve iniciar ou aumentar betabloqueador durante instabilidade hemodinâmica.
  4. Trate em ambiente monitorizado, procure causas precipitantes, alivie a congestão e considere inotrópico IV pela hipoperfusão.

Resposta: B) Iniciar suporte monitorizado e considerar inotrópico IV por hipoperfusão, além de tratar a congestão.

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo das provas de residência.

F1inédita

Homem de 61 anos, sem doença coronariana conhecida, relata dor torácica previsível aos esforços há três meses, com alívio ao repouso. Está estável, tem função renal preservada e não apresenta contraindicação a contraste iodado. Para avaliar a presença e a extensão de doença coronariana, qual exame anatômico não invasivo é adequado?

  1. A)Troponina ultrassensível em série.
  2. B)Radiografia de tórax.
  3. C)Angiotomografia de coronárias.
  4. D)Cateterismo cardíaco imediato.

F2inédita

Homem de 42 anos, sem uso prévio de hipolipemiantes, apresenta LDL-colesterol de 232 mg/dL em duas dosagens. Tem xantomas tendíneos e o pai teve infarto antes dos 50 anos. Não há causa secundária identificada. Qual diagnóstico é mais provável?

  1. A)Hipercolesterolemia familiar.
  2. B)Hipertrigliceridemia familiar.
  3. C)Dislipidemia secundária ao hipotireoidismo.
  4. D)Dislipidemia isolada por resistência à insulina.

F3inédita

Mulher de 48 anos apresenta hipertensão resistente apesar de tratamento com três fármacos, incluindo diurético. O potássio sérico é 3,1 mEq/L, sem uso de laxantes ou relato de vômitos. Qual exame inicial é mais apropriado para investigar hiperaldosteronismo primário?

  1. A)Dosagem isolada de aldosterona urinária após sobrecarga salina.
  2. B)Dosagem de metanefrinas plasmáticas.
  3. C)Ultrassonografia das artérias renais.
  4. D)Relação entre aldosterona e renina.

F4inédita

Homem de 52 anos apresenta pressão arterial elevada em consultas repetidas. A monitorização residencial padronizada mostra valores consistentemente abaixo do limiar diagnóstico de hipertensão. Não usa anti-hipertensivos e não há lesão de órgão-alvo. Qual interpretação é mais provável?

  1. A)Hipertensão mascarada.
  2. B)Hipertensão do avental branco.
  3. C)Hipertensão resistente.
  4. D)Hipertensão secundária confirmada.

F5inédita

Mulher de 74 anos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção preservada apresenta aumento da espessura ventricular, baixa voltagem no eletrocardiograma e história de síndrome do túnel do carpo bilateral. A cintilografia cardíaca com traçador ósseo mostra captação miocárdica grau 2. A pesquisa de componente monoclonal no sangue e na urina é negativa. Qual diagnóstico pode ser estabelecido sem biópsia?

  1. A)Cardiomiopatia hipertrófica sarcomérica.
  2. B)Amiloidose cardíaca por cadeia leve, sem necessidade de investigação adicional.
  3. C)Amiloidose cardíaca por transtirretina.
  4. D)Cardiomiopatia dilatada idiopática.

1.6 Questões de provas anteriores

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · Residência USP (Fuvest) 2026

Homem, 48 anos de idade, previamente hígido, há 6 meses recebeu diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (32%), de etiologia alcoólica e iniciou tratamento clínico. Compareceu à consulta médica relatando múltiplos episódios de hipotensão sintomática (90×50 mmHg) que correlacionou ao aumento recente da dose de enalapril para 20 mg 2x ao dia. Está abstêmio, em classe funcional II, em uso, além do enalapril, de espironolactona 12,5 mg 1x ao dia, carvedilol 6,25 mg 2x ao dia e furosemida 80 mg 1x ao dia. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para este paciente.

  1. A)Suspender a espironolactona.
  2. B)Transicionar carvedilol para ivabradina.
  3. C)Reduzir a dose do enalapril.
  4. D)Reduzir a dose de furosemida.

Q2oficial · Residência FAMEMA 2026

Sobre a dupla antiagregação plaquetária (AAS + inibidor P2Y12) em síndrome coronariana aguda (SCA), assinale a alternativa correta.

  1. A)Após ICP em SCA, a DUAP deve durar indefinidamente, pois eventos trombóticos tardios persistem ao longo da vida.
  2. B)Em SCA com ICP, recomenda-se DUAP por 12 meses (classe I), podendo encurtar (3–6 meses) se alto risco de sangramento, ou prolongar se risco isquêmico alto e baixo sangramento.
  3. C)Após fibrinólise, o inibidor P2Y12 de escolha é prasugrel, independentemente da idade e do peso.
  4. D)Em ICP eletiva com stent farmacológico, a DUAP mínima é 24 meses para prevenir trombose subaguda.

Q3oficial · Residência SUS-SP 2026

Homem de 55 anos, com hipertensão arterial e apneia obstrutiva do sono, é encaminhado para avaliação de doença arterial periférica (DAP) após ser submetido a índices tornozelo-braquiais (ITBs). Ele não se exercita regularmente, mas consegue realizar as atividades diárias sem limitações. Os medicamentos em uso são: aspirina em baixa dose e anlodipino (10 mg/dia). Ao exame físico: frequência cardíaca: 68 bpm; pressão arterial: 118 x 70 mmHg; IMC: 32 kg/m²; não há sopros cardíacos, e os pulmões estão limpos à ausculta; as extremidades estão quentes, sem edema; os pulsos pedioso e tibial posterior são 1+ à direita e normais à esquerda; os pulsos femoral e poplíteo são 2+ bilateralmente. Exames séricos: sódio: 142 mEq/L; potássio: 4,0 mEq/L; creatinina: 1,0 mg/dL; hemoglobina A1c: 5,9%; colesterol total: 158 mg/dL; HDL: 38 mg/dL; LDL: 71 mg/dL; triglicerídeos: 250 mg/dL; aspartato aminotransferase: 42 U/L; alanina aminotransferase: 56 U/L. Os ITBs são 1,1 à esquerda e 0,8 à direita. O medicamento que mais provavelmente trará maior benefício e esse paciente é a

  1. A)dapaglifozina: 10 mg ao dia.
  2. B)metformina de liberação prolongada: 500 mg, três vezes ao dia.
  3. C)pentoxifilina: 400 mg, duas vezes ao dia.
  4. D)rosuvastatina: 20 mg ao dia.
  5. E)valsartana: 40 mg, duas vezes ao dia.

Q4oficial · Residência Unicamp 2026

Homem, 68a, hipertenso e diabético, refere dor intensa súbita em região torácica que persiste há uma hora. Realizou uma angiotomografia de aorta (IMAGEM Q31). COM BASE NESTA IMAGEM, A MANIFESTAÇÃO CLÍNICA ESPERADA É:Figura da questão

  1. A)Dor em membros inferiores.
  2. B)Acidente vascular cerebral.
  3. C)Insuficiência aórtica por desabamento da válvula aórtica.
  4. D)Síndrome coronariana aguda com supra de ST.

Q5oficial · Residência SES-DF 2022

Texto base: Um paciente de 68 anos de idade, hipertenso de longa data, com história de infarto agudo do miocárdio (IAM) em 2010, sem seguimento clínico desde 2012, procurou atendimento de pronto-socorro com queixa de dispneia progressiva, atualmente até na realização das atividades diárias, mas que melhora ao repouso, associada a edema em membros inferiores, com sinal do cacifo. Ao exame físico, encontram-se a presença de B3 à ausculta cardíaca, estertoração bibasal à ausculta respiratória e discreta hepatomegalia com refluxo hepatojugular à palpação abdominal. O médico que prestou o atendimento instituiu medidas iniciais e solicitou ecocardiograma por levantar a hipótese diagnóstica de insuficiência cardíaca congestiva. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, com relação a essa patologia, julgue os itens a seguir. Pela classificação da New York Heart Asssociation, esse paciente é classificado como classe IV.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q6oficial · ENARE (AOCP) 2022

Paciente de 46 anos, sexo masculino, diabético e tabagista de longa data, deu entrada no pronto atendimento queixando-se de dor precordial do tipo anginosa. Seu preceptor diz que se trata de um infarto agudo do miocárdio que atingiu a parede inferior. Quais derivações estarão alteradas no eletrocardiograma do caso exposto?

  1. A)DI e AVL.
  2. B)DII, DIII e AVF.
  3. C)V1 a V6.
  4. D)V4, V5 e V6.
  5. E)V1, V2 e V3.

Q7oficial · Residência Unicamp 2026

Homem, 59a, refere histórico de infarto do miocárdio há três anos, porém não traz nenhum documento comprovatório. Encontra-se assintomático e sem alterações ao exame físico. Antecedentes pessoais: diabetes melito e hipertensão arterial. Medicamentos em uso: enalapril 20mg/dia, bisoprolol 10mg/dia, anlodipina 5mg/dia, metformina 850mg/dia, dapagliflozina 10 mg/dia, atorvastatina 80mg/dia e AAS 100mg/dia. Exames laboratoriais: colesterol-LDL=57mg/dL; colesterol- HDL=37mg/dL; triglicérides= 188mg/dL; hemoglobina glicada=6,2%. Realizado o ECG abaixo.Figura da questãoA CONDUTA É:

  1. A)Trocar atorvastatina por rosuvastatina.
  2. B)Acrescentar ezetimiba.
  3. C)Manter o tratamento hipolipemiante.
  4. D)Trocar atorvastatina por pitavastatina.

Q8oficial · Residência USP (Fuvest) 2026

Homem, 62 anos de idade, portador de hipertensão arterial sistêmica mal controlada e tabagista de 20 cigarros/dia há 40 anos, procura a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de dor precordial de forte intensidade com irradiação para nuca e cefaleia associada à visão dupla e vertigem. Refere que o quadro se iniciou há cerca de 1 hora e 30 minutos. Ao exame físico, encontra-se lúcido, porém agitado, com PA de 200×100 mmHg, FC de 108 bpm, FR de 26 irpm, SpO₂ de 95% em ar ambiente. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações, pulsos periféricos presentes e simétricos. No exame neurológico, apresenta-se com piora da diplopia agravada pela movimentação cefálica, nistagmo horizontal e marcha com instabilidade e tendência a queda para o lado esquerdo, sem outros déficits focais ou sinais meníngeos. Diante do quadro, foi solicitado um ECG na sala de emergência, demonstrado a seguir:Figura da questãoEm relação ao quadro apresentado, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais indicada.

  1. A)Caso a transferência a um centro de hemodinâmica seja maior que 120 minutos, deve-se prosseguir com administração de AAS 300 mg, clopidogrel 300 mg, enoxaparina 30 mg EV e trombólise para infarto agudo do miocárdio.
  2. B)Iniciar nitroprussiato de sódio imediatamente para controle rápido da pressão arterial visando redução de até 25% da PA inicial na primeira hora.
  3. C)Encaminhar o paciente a uma tomografia computadorizada de crânio sem contraste e, na ausência de sangramento, prosseguir com trombólise pelo quadro de acidente vascular cerebral isquêmico.
  4. D)Encaminhar o paciente para angiotomografia de aorta e, na presença de dissecção de aorta, iniciar controle de duplo produto com esmolol e nitroprussiato de sódio.

Q9oficial · Residência FAMEMA 2026

Segundo as diretrizes ESC 2023/SBC 2024, quais são os pilares farmacológicos do tratamento da ICFER com redução de mortalidade comprovada?

  1. A)Betabloqueador, IECA, digoxina e diurético.
  2. B)IECA, bloqueador de canal de cálcio, inibidor de SGLT2 e nitrato.
  3. C)Betabloqueador, inibidor de SGLT2, antagonista do receptor de mineralocorticoide e ARNI.
  4. D)Diurético, antiagregante, nitrato e estatina.

Q10oficial · Residência SUS-SP 2026

Mulher de 81 anos, com antecedentes de doença renal crônica (creatinina: 3,1 mg/dL), hipertensão arterial e diabetes tipo 2, é atendida no serviço de urgência com queixa de múltiplos episódios de dor torácica retroesternal opressiva intermitente nas últimas 24 horas. Refere que o último episódio ocorreu há quatro horas, durou sessenta minutos, mas atualmente encontra-se assintomática. Ao exame físico, apresenta-se confortável, corada, eupneica; pressão arterial: 145 x 88 mmHg; frequência cardíaca: 78 bpm; saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente; peso: 52 kg; cardiopulmonar sem alteração relevante. A troponina I de chegada é de 342 ng/L (normal: até 14). Hemoglobina sérica: 9,8 g/dL. O eletrocardiograma realizado à chegada é mostrado a seguir:Figura da questãoQuanto a essa paciente, é correto afirmar:

  1. A)a anticoagulação parenteral na estratégia invasiva indicada é a bivalirudina pelo seu bom perfil de segurança nessa circunstância.
  2. B)a estratificação não invasiva é a escolha, pois a paciente está assintomática, evitando-se o uso desnecessário de contraste na angiografia coronariana.
  3. C)a angiografia coronária deve ser realizada, preferencialmente, em 72 horas, associando-se à redução da morbimortalidade cardiovascular.
  4. D)o padrão do ECG representa um estado de reperfusão pós-isquêmica de uma estenose crítica do tronco de artéria coronária esquerda.
  5. E)dupla antiagregação plaquetária deve ser iniciada com aspirina e prasugrel devido à alta carga trombótica desse grupo de paciente.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: Na insuficiência cardíaca aguda com congestão e perfusão preservada, o diurético de alça intravenoso é a medida inicial para aliviar a sobrecarga de volume.
Raciocínio: O paciente tem sinais de congestão, mas mantém pressão arterial e extremidades quentes, sem evidência clínica de hipoperfusão. Esse perfil favorece diurético intravenoso e investigação do fator precipitante, não inotrópico.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado: dobutamina é reservada principalmente para baixo débito com hipoperfusão; não é indicada apenas pela presença de congestão.
  • B: Errado: solução salina pode agravar a congestão em um paciente com sinais de excesso de volume.
  • D: Errado: iniciar betabloqueador intravenoso durante a descompensação pode piorar a instabilidade; a terapia crônica deve ser revista após estabilização.
Pegadinha: A presença de dispneia intensa não significa, por si só, baixo débito. Avalie perfusão e congestão separadamente.
Base: Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda.
Questão irmã: Paciente com insuficiência cardíaca aguda apresenta congestão pulmonar, pressão preservada e extremidades aquecidas. Qual classe de fármaco costuma ser usada inicialmente para descongestão? Gabarito: Diurético de alça intravenoso.

P2inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: No IAM com supradesnivelamento do ST, a reperfusão deve ser imediata; quando a angioplastia não pode ser realizada em tempo adequado, a fibrinólise é uma alternativa para pacientes elegíveis.
Raciocínio: O quadro é compatível com IAM com supra, com início recente dos sintomas. Como a angioplastia primária não estará disponível dentro do tempo recomendado e não há contraindicação à fibrinólise, deve-se fibrinolisar e organizar a transferência para avaliação invasiva subsequente.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Errado: o atraso previsto ultrapassa o limite recomendado para preferir angioplastia primária em vez de fibrinólise, quando esta é indicada e não há contraindicação.
  • C: Errado: em IAM com supra, a reperfusão não deve aguardar a elevação da troponina quando o diagnóstico eletrocardiográfico já está estabelecido.
  • D: Errado: observar sem reperfundir expõe o paciente a maior risco de perda miocárdica e complicações.
Pegadinha: Angioplastia é a estratégia preferida quando pode ser feita em tempo adequado; a demora prevista pode mudar a escolha para fibrinólise.
Base: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Europeia de Cardiologia para síndromes coronarianas agudas.
Questão irmã: Paciente com IAM com supra há três horas está em hospital com hemodinâmica e pode realizar angioplastia primária dentro do tempo recomendado. Qual estratégia de reperfusão deve ser priorizada? Gabarito: Angioplastia primária.

P3inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: Na dissecção aguda de aorta, é necessário reduzir rapidamente a frequência cardíaca e a força de ejeção antes de acrescentar um vasodilatador.
Raciocínio: O aumento da frequência e da força de contração eleva o estresse sobre a parede da aorta. Inicia-se betabloqueador intravenoso; se a pressão continuar elevada, associa-se vasodilatador.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado: vasodilatação isolada pode provocar taquicardia reflexa e aumentar o estresse de cisalhamento na aorta.
  • C: Errado: anlodipino oral não oferece controle imediato e titulável para essa emergência.
  • D: Errado: hidralazina isolada também pode causar taquicardia reflexa e não controla primeiro a força de ejeção.
Pegadinha: Reduzir apenas a pressão arterial não basta: controle da frequência e da força de ejeção vem primeiro.
Base: Diretrizes de hipertensão arterial e de doenças da aorta.
Questão irmã: Na dissecção aguda de aorta, a pressão permanece elevada após o controle inicial da frequência cardíaca. Que classe pode ser acrescentada para reduzir a pressão? Gabarito: Vasodilatador intravenoso, como nitroprussiato, associado ao betabloqueador.

F1inéditaResposta: C

Conceito: Na suspeita de doença coronariana crônica em paciente estável sem diagnóstico prévio, a angiotomografia de coronárias pode avaliar diretamente a anatomia coronariana.
Raciocínio: A história sugere angina estável, sem sinais de síndrome coronariana aguda. A pergunta solicita um exame anatômico não invasivo; a angiotomografia atende a esse objetivo e é apropriada na ausência de contraindicações relevantes.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado: troponina é usada principalmente na avaliação de lesão miocárdica aguda, não para mapear doença coronariana estável.
  • B: Errado: a radiografia de tórax não define a presença nem a extensão de estenoses coronarianas.
  • D: Errado: o cateterismo é invasivo e não é a escolha inicial automática em todo paciente estável com suspeita de angina.
Pegadinha: A questão pede um exame anatômico não invasivo; não confunda essa finalidade com a pesquisa de isquemia ou com a investigação de lesão aguda.
Base: Diretrizes de doença coronariana crônica da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Europeia de Cardiologia.
Questão irmã: Paciente estável, sem doença coronariana conhecida, precisa de avaliação anatômica não invasiva das coronárias. Qual exame pode ser escolhido? Gabarito: Angiotomografia de coronárias.

F2inéditaResposta: A

Conceito: LDL-colesterol muito elevado, xantomas tendíneos e história familiar de doença coronariana precoce apontam para hipercolesterolemia familiar.
Raciocínio: O LDL está marcadamente elevado antes do tratamento. Os xantomas tendíneos e o evento coronariano precoce em familiar de primeiro grau reforçam o diagnóstico clínico de hipercolesterolemia familiar, após excluir causas secundárias.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Errado: o achado predominante é a elevação importante do LDL, não uma elevação predominante dos triglicerídeos.
  • C: Errado: não há evidência de hipotireoidismo ou outra causa secundária no caso; a questão informa que essas causas foram afastadas.
  • D: Errado: resistência à insulina costuma se associar a triglicerídeos elevados e HDL baixo, não explica tão bem o conjunto de LDL muito alto, xantomas e história familiar.
Pegadinha: Não atribua automaticamente LDL muito elevado à dieta: investigue causas secundárias, mas reconheça os sinais clínicos de doença familiar.
Base: Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose; critérios clínicos de diagnóstico de hipercolesterolemia familiar.
Questão irmã: Paciente sem tratamento tem LDL muito elevado, xantomas tendíneos e familiares com doença coronariana precoce. Qual hipótese diagnóstica deve ser considerada? Gabarito: Hipercolesterolemia familiar.

F3inéditaResposta: D

Conceito: Hipertensão resistente associada a hipocalemia é indicação para rastrear hiperaldosteronismo primário, inicialmente com a relação aldosterona-renina.
Raciocínio: A combinação de hipertensão resistente e potássio baixo aumenta a suspeita clínica. A relação entre aldosterona e renina é o exame de rastreamento inicial; resultados alterados podem exigir confirmação e investigação etiológica.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado: testes de sobrecarga salina são usados em etapas confirmatórias selecionadas, não como exame inicial de rastreamento.
  • B: Errado: metanefrinas investigam feocromocitoma, que não é a hipótese mais sugerida pelo quadro.
  • C: Errado: a ultrassonografia das artérias renais investiga doença renovascular, não rastreia hiperaldosteronismo.
Pegadinha: Hipocalemia pode não estar presente em todos os casos de hiperaldosteronismo, mas, quando aparece com hipertensão resistente, reforça a indicação de rastreamento.
Base: Diretrizes de hipertensão arterial e recomendações para investigação do hiperaldosteronismo primário.
Questão irmã: Paciente com hipertensão resistente e hipocalemia inexplicada precisa de rastreamento para hiperaldosteronismo. Qual relação laboratorial deve ser solicitada? Gabarito: Relação entre aldosterona e renina.

F4inéditaResposta: B

Conceito: Pressão elevada no consultório com pressão normal fora dele caracteriza hipertensão do avental branco.
Raciocínio: A monitorização residencial mostra que a elevação não se mantém no ambiente habitual. Esse padrão é compatível com hipertensão do avental branco, que deve ser acompanhado e reavaliado conforme o risco clínico.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado: hipertensão mascarada é o padrão oposto: pressão normal no consultório e elevada fora dele.
  • C: Errado: hipertensão resistente exige pressão não controlada apesar de esquema terapêutico adequado; o paciente nem usa anti-hipertensivos.
  • D: Errado: a discrepância entre consultório e medida residencial não confirma, por si só, uma causa secundária.
Pegadinha: A classificação depende de comparar a medida de consultório com a medida fora dele; não basta observar apenas a pressão da consulta.
Base: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial.
Questão irmã: Paciente tem pressão elevada no consultório, mas medidas residenciais adequadas. Como se denomina esse padrão? Gabarito: Hipertensão do avental branco.

F5inéditaResposta: C

Conceito: Captação grau 2 ou 3 em cintilografia com traçador ósseo, associada à ausência de proteína monoclonal, permite o diagnóstico não invasivo de amiloidose cardíaca por transtirretina.
Raciocínio: A combinação de espessamento ventricular, baixa voltagem e túnel do carpo sugere amiloidose. A captação grau 2, junto à pesquisa negativa de componente monoclonal, sustenta o diagnóstico não invasivo de amiloidose por transtirretina.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado: cardiomiopatia hipertrófica pode causar aumento da espessura ventricular, mas não explica tão bem a baixa voltagem e os achados sistêmicos associados à amiloidose.
  • B: Errado: a ausência de componente monoclonal torna a amiloidose por cadeia leve menos provável; essa pesquisa é essencial antes de interpretar a cintilografia como transtirretina.
  • D: Errado: cardiomiopatia dilatada cursa tipicamente com dilatação ventricular e não explica a captação do traçador ósseo.
Pegadinha: A cintilografia isolada não basta para excluir amiloidose por cadeia leve; é necessário pesquisar componente monoclonal.
Base: Posicionamentos da Sociedade Europeia de Cardiologia e consensos especializados sobre diagnóstico de amiloidose cardíaca.
Questão irmã: Paciente com suspeita de amiloidose tem captação cardíaca grau 3 em cintilografia óssea e ausência de componente monoclonal. Qual tipo pode ser diagnosticado sem biópsia? Gabarito: Amiloidose cardíaca por transtirretina.

Q1oficialResposta: D

Conceito: Na ICFER com hipotensão sintomática, reduza primeiro o diurético de alça se não houver congestão; preserve, quando possível, os fármacos que modificam o prognóstico.
Raciocínio: O paciente tem ICFER e relata hipotensão após aumento do enalapril, mas o enunciado não descreve sinais de congestão. Ele usa furosemida em dose alta. Se estiver euvolêmico, reduzir a furosemida pode aliviar a hipotensão sem retirar terapia que reduz mortalidade. Reavalie volemia, pressão arterial e sintomas antes de ajustar os demais fármacos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Suspender a espironolactona retira um antagonista mineralocorticoide que reduz eventos na ICFER. Além disso, a dose é baixa e não há relato de hipercalemia ou disfunção renal.
  • B: A ivabradina não substitui o betabloqueador. Ela pode ser considerada em pacientes selecionados, em ritmo sinusal e com frequência cardíaca elevada apesar de betabloqueador tolerado.
  • C: Reduzir o enalapril pode ser necessário se a hipotensão persistir após avaliar volemia e outros fatores, mas não é a primeira medida se o paciente estiver euvolêmico e usando diurético em dose alta.
Pegadinha: A hipotensão apareceu após aumentar o IECA, mas isso não significa que o IECA seja sempre o primeiro fármaco a reduzir. A dose de diurético deve acompanhar a congestão.
Base: Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda; diretrizes de insuficiência cardíaca da SBC e da ESC.
Questão irmã: Paciente com ICFER, sem edema ou estertores, apresenta tontura após intensificação do tratamento e usa furosemida em dose elevada. Qual ajuste deve ser considerado primeiro? Gabarito: Reduzir a furosemida, se a avaliação confirmar ausência de congestão.

Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-prova-ECM-especialidades-clinicas.pdf

Q2oficialResposta: B

Conceito: Na SCA tratada com ICP, a estratégia padrão é dupla antiagregação plaquetária por 12 meses, com duração individualizada pelo equilíbrio entre sangramento e isquemia.
Raciocínio: A alternativa B apresenta a duração padrão após SCA e reconhece que o risco hemorrágico pode justificar encurtamento, enquanto risco isquêmico elevado e baixo risco de sangramento podem favorecer prolongamento. A decisão deve considerar características clínicas e do procedimento.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A terapia indefinida não é recomendada para todos. A duração deve ser individualizada, pois a exposição prolongada também aumenta sangramento.
  • C: Após fibrinólise, prasugrel não é o P2Y12 de escolha independentemente de idade e peso. Clopidogrel é o fármaco usado inicialmente nesse contexto; prasugrel exige avaliação de contraindicações e características do paciente.
  • D: Na ICP eletiva, a duração mínima da dupla antiagregação não é universalmente de 24 meses. O tempo depende da apresentação clínica e dos riscos individuais; 24 meses não é o mínimo padrão.
Pegadinha: A duração de 12 meses é a estratégia padrão para SCA, não uma regra imutável nem uma indicação de tratamento indefinido.
Base: Diretrizes da SBC e da ESC sobre síndromes coronarianas agudas e terapia antitrombótica após intervenção coronária percutânea.
Questão irmã: Após ICP por SCA, um paciente sem alto risco hemorrágico pergunta se deve manter AAS e P2Y12 por tempo indefinido. Qual é a duração padrão inicial? Gabarito: Doze meses, com reavaliação individual do risco isquêmico e hemorrágico.

Fonte: Residência FAMEMA (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUwOTU4NQ%3d%3d

Q3oficialResposta: D

Conceito: A doença arterial periférica estabelecida identifica alto risco cardiovascular e indica estatina de alta intensidade, mesmo sem sintomas limitantes.
Raciocínio: O ITB de 0,8 à direita é compatível com DAP. A presença de doença aterosclerótica periférica torna prioritária a redução intensiva do LDL e do risco de eventos cardiovasculares. Rosuvastatina 20 mg é uma estatina de alta intensidade. A alteração discreta das transaminases não basta, por si só, para afastar essa conduta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Dapagliflozina não é a intervenção de maior benefício indicada pelo quadro apresentado: não há diagnóstico de diabetes ou insuficiência cardíaca que sustente essa escolha.
  • B: A paciente não tem diabetes estabelecido; metformina não trata DAP nem substitui a terapia hipolipemiante indicada.
  • C: Pentoxifilina não é a terapia de escolha para reduzir eventos cardiovasculares na DAP. Além disso, o paciente não relata claudicação que limite suas atividades.
  • E: Valsartana não é a opção de maior benefício cardiovascular específica diante da DAP, sobretudo com pressão arterial já controlada.
Pegadinha: O paciente não se queixa de claudicação, mas o ITB anormal ainda indica DAP. A prevenção de eventos com estatina é importante mesmo em quem não tem sintomas limitantes.
Base: Diretrizes da SBC sobre doença arterial periférica e dislipidemias; diretrizes de prevenção cardiovascular.
Questão irmã: Paciente assintomático tem ITB de 0,82 e LDL acima da meta para seu risco. Qual classe farmacológica deve ser priorizada para reduzir eventos ateroscleróticos? Gabarito: Estatina de alta intensidade.

Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2NA%3d%3d

Q4oficialResposta: A

Conceito: A dissecção de aorta pode comprometer ramos ilíacos e causar hipoperfusão dos membros inferiores, manifestada por dor ou isquemia.
Raciocínio: A imagem não está disponível para análise. Pelo gabarito oficial, a manifestação esperada é dor em membros inferiores, compatível com comprometimento da perfusão distal por envolvimento de ramos da aorta. Não é possível afirmar, apenas com o texto apresentado, qual segmento ou ramo está acometido.
Por que as outras estão erradas:
  • B: AVC pode ocorrer se a dissecção comprometer vasos que irrigam o encéfalo, mas não é a manifestação indicada pelo gabarito para esta imagem.
  • C: Insuficiência aórtica pode ocorrer quando a dissecção compromete a raiz da aorta, mas não corresponde à manifestação apontada no caso.
  • D: A dissecção pode comprometer os óstios coronarianos e causar isquemia, mas a alternativa não corresponde à manifestação esperada segundo o gabarito oficial.
Pegadinha: A apresentação depende dos ramos arteriais atingidos pela dissecção. Sem acesso à imagem, não se deve inferir a extensão anatômica; o gabarito aponta para manifestação em membros inferiores.
Base: Diretrizes da SBC e da ESC sobre doenças da aorta.
Questão irmã: Na dissecção de aorta, a extensão para ramos que irrigam os membros inferiores pode causar qual manifestação? Gabarito: Dor ou sinais de isquemia nos membros inferiores.

Fonte: Residência Unicamp (2026) — https://www.comvest.unicamp.br/residenciamedica2026/provas/tCL.pdf

Q5oficialResposta: Errado

Conceito: A classe IV da NYHA corresponde a sintomas de insuficiência cardíaca em repouso ou incapacidade de realizar qualquer atividade física sem desconforto.
Raciocínio: O paciente apresenta dispneia durante atividades diárias, com melhora ao repouso. Isso indica limitação importante, mas não há relato de sintomas em repouso. Portanto, não se pode classificá-lo como NYHA IV; o quadro descrito é compatível com classe III.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A afirmação é errada: dispneia nas atividades diárias, com alívio ao repouso, não equivale a sintomas em repouso. A descrição é mais compatível com NYHA III.
Pegadinha: A gravidade da congestão e a classe funcional são avaliações diferentes. Sinais de congestão não tornam automaticamente o paciente NYHA IV.
Base: Classificação funcional da New York Heart Association; diretrizes de insuficiência cardíaca da SBC.
Questão irmã: Paciente com insuficiência cardíaca tem dispneia ao caminhar dentro de casa, mas fica confortável em repouso. Qual classe funcional da NYHA é mais provável? Gabarito: Classe III.

Fonte: Residência SES-DF (2022) — https://www.iades.com.br/inscricao/upload/296/20211130201247916.zip

Q6oficialResposta: B

Conceito: O infarto da parede inferior costuma produzir alterações nas derivações DII, DIII e aVF.
Raciocínio: As derivações inferiores observam a face inferior do coração. Por isso, um infarto dessa parede costuma alterar DII, DIII e aVF no ECG.
Por que as outras estão erradas:
  • A: DI e aVL observam principalmente a parede lateral alta, não a inferior.
  • C: V1 a V6 abrangem precordialmente diferentes regiões; não são as derivações que identificam especificamente a parede inferior.
  • D: V4, V5 e V6 observam principalmente a parede lateral.
  • E: V1 a V3 observam sobretudo as regiões septal e anterior, não a parede inferior.
Pegadinha: Associe a parede inferior às derivações da face inferior: DII, DIII e aVF.
Base: Diretrizes da SBC sobre síndrome coronariana aguda e interpretação eletrocardiográfica.
Questão irmã: Quais derivações do ECG devem ser avaliadas para pesquisar acometimento da parede inferior em um IAM? Gabarito: DII, DIII e aVF.

Fonte: ENARE (AOCP) (2022) — https://www.gov.br/hubrasil/pt-br/ensino-e-pesquisa/exame-nacional-de-residencia-enare/edicoes-anteriores/2021-2022/provas/area-medica/prm-ano-adi-cli-med-e-pre-al-e-imu-car-end-e-met-gas-ger-hem-e-hem-nef-onc-cli-pne-reu-145-divulgar.pdf

Q7oficialResposta: B

Conceito: Em prevenção secundária após infarto, paciente de risco cardiovascular muito alto pode precisar de ezetimiba associada à estatina de alta intensidade para atingir a meta de LDL.
Raciocínio: Se o infarto prévio for confirmado, há doença aterosclerótica estabelecida e risco muito alto. O paciente já usa atorvastatina 80 mg, mas o LDL é 57 mg/dL. Como permanece acima da meta usada para essa categoria de risco, a conduta é acrescentar ezetimiba. A imagem do ECG não está disponível; não é possível comentá-la nem usá-la para confirmar o antecedente.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Trocar atorvastatina 80 mg por rosuvastatina não é o primeiro passo quando o paciente já usa estatina de alta intensidade; a associação de ezetimiba reduz adicionalmente o LDL.
  • C: Manter sem intensificação deixa o LDL acima da meta indicada para prevenção secundária em paciente de risco muito alto.
  • D: Pitavastatina não oferece uma estratégia de intensificação superior à associação de ezetimiba com a estatina de alta intensidade já prescrita.
Pegadinha: Um LDL abaixo de 70 mg/dL pode parecer suficiente, mas a meta pode ser mais baixa em prevenção secundária de risco muito alto. O antecedente de infarto precisa ser considerado como doença aterosclerótica estabelecida se confirmado.
Base: Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose; diretrizes da ESC sobre prevenção cardiovascular e dislipidemias.
Questão irmã: Paciente com infarto prévio, em uso de estatina de alta intensidade, mantém LDL acima da meta para seu risco. Qual fármaco oral costuma ser associado antes de considerar terapias injetáveis? Gabarito: Ezetimiba.

Fonte: Residência Unicamp (2026) — https://www.comvest.unicamp.br/residenciamedica2026/provas/tCL.pdf

Q8oficialResposta: D

Conceito: Dor torácica súbita associada a sinais neurológicos e hipertensão grave exige suspeita de dissecção de aorta e investigação urgente por angiotomografia.
Raciocínio: O início súbito da dor torácica, com diplopia, vertigem e instabilidade da marcha, levanta a possibilidade de comprometimento de ramos aórticos. A angiotomografia avalia a aorta. Se confirmar dissecção, deve-se reduzir rapidamente a frequência cardíaca e o estresse da parede aórtica com betabloqueador intravenoso, como esmolol; se necessário, acrescenta-se vasodilatador, como nitroprussiato, após o controle da frequência.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Não se deve trombolisar um possível IAM antes de excluir dissecção de aorta, que pode causar sangramento catastrófico. O quadro também inclui sinais neurológicos que exigem investigação cuidadosa.
  • B: Reduzir a pressão em até 25% na primeira hora não é uma conduta automática sem esclarecer a causa. Na dissecção, o controle deve reduzir o estresse aórtico, começando pelo betabloqueio; vasodilatação isolada pode provocar taquicardia reflexa.
  • C: A avaliação por tomografia de crânio pode ser necessária, mas trombólise para AVC não deve ser iniciada antes de considerar e excluir dissecção de aorta, especialmente diante de dor torácica intensa.
Pegadinha: A dissecção pode simular síndrome coronariana ou AVC. Além disso, não se inicia nitroprussiato isoladamente: primeiro controla-se a frequência e a força de ejeção com betabloqueador.
Base: Diretrizes da SBC e da ESC sobre doenças da aorta; diretrizes de emergência hipertensiva.
Questão irmã: Em uma dissecção aguda de aorta confirmada, qual classe deve ser iniciada primeiro para reduzir frequência cardíaca e estresse da parede antes de acrescentar um vasodilatador? Gabarito: Betabloqueador intravenoso, como esmolol.

Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-prova-ECM-especialidades-clinicas.pdf

Q9oficialResposta: C

Conceito: Os quatro pilares farmacológicos da ICFER são bloqueio do sistema renina-angiotensina, betabloqueador, antagonista mineralocorticoide e inibidor de SGLT2.
Raciocínio: Cada classe reduz eventos e mortalidade na ICFER. A alternativa C reúne betabloqueador, inibidor de SGLT2, antagonista do receptor mineralocorticoide e ARNI. Quando ARNI não é viável ou tolerado, IECA ou BRA podem ser usados conforme o caso.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Digoxina e diuréticos podem ajudar em situações específicas, mas não substituem os quatro pilares com benefício comprovado de redução de mortalidade.
  • B: Bloqueador de canal de cálcio e nitrato não formam os pilares da ICFER com redução comprovada de mortalidade.
  • D: Diurético controla congestão; antiagregante e estatina são usados quando há indicações próprias. Nenhum deles substitui os quatro pilares da ICFER.
Pegadinha: Diurético melhora sintomas de congestão, mas não integra os quatro pilares de redução de mortalidade. ARNI representa uma opção de bloqueio do sistema renina-angiotensina.
Base: Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda; diretrizes da ESC sobre insuficiência cardíaca.
Questão irmã: Quais classes devem compor a terapia fundamental da ICFER para reduzir eventos e mortalidade? Gabarito: ARNI ou IECA/BRA, betabloqueador, antagonista mineralocorticoide e inibidor de SGLT2.

Fonte: Residência FAMEMA (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUwOTU4NQ%3d%3d

Q10oficialResposta: A

Conceito: Na SCA sem supra com indicação de estratégia invasiva e risco hemorrágico elevado, a anticoagulação deve ser escolhida considerando função renal e risco de sangramento.
Raciocínio: A paciente tem dor sugestiva de isquemia e troponina elevada, além de idade avançada, doença renal crônica e anemia, fatores que aumentam o risco de sangramento. Considerando a estratégia invasiva indicada e o gabarito oficial, a bivalirudina é a opção apontada pelo seu perfil de segurança nesse contexto. A função renal exige atenção à dose e ao protocolo local. A imagem do ECG não está disponível, portanto não cabe interpretar seu padrão.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Estar assintomática no momento não elimina o diagnóstico de SCA nem o risco de eventos. A troponina elevada e a apresentação clínica justificam estratificação e estratégia invasiva conforme risco, ponderando a doença renal.
  • C: Não se deve postergar a angiografia para 72 horas como regra. A oportunidade da estratégia invasiva depende do risco clínico; a doença renal requer prevenção de lesão renal associada a contraste, não abandono automático da angiografia.
  • D: Não é possível confirmar esse padrão sem acesso ao ECG. Além disso, a alternativa atribui ao traçado uma conclusão específica que não pode ser verificada pelo material fornecido.
  • E: Prasugrel não deve ser escolhido automaticamente antes de conhecer a anatomia coronária; idade avançada e risco hemorrágico também exigem cautela. A estratégia antiplaquetária deve ser individualizada.
Pegadinha: A ausência de dor no momento não torna o quadro de baixo risco. Também não se deve interpretar um ECG que não está disponível.
Base: Diretrizes da SBC e da ESC sobre síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do ST e terapia antitrombótica.
Questão irmã: Idosa com SCA sem supra, doença renal crônica e anemia tem indicação de estratégia invasiva. Qual aspecto deve orientar a escolha da anticoagulação parenteral? Gabarito: O equilíbrio entre eficácia antitrombótica, risco de sangramento e função renal; neste contexto, a questão aponta a bivalirudina.

Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2NA%3d%3d

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • ICFER corresponde a FEVE ≤40%; sintomas em repouso definem NYHA IV.
  • BNP baixo ajuda a excluir IC, mas obesidade pode reduzir seus valores.
  • Os quatro pilares da ICFER são ARNI ou IECA/BRA, betabloqueador, antagonista mineralocorticoide e iSGLT2.
  • Em paciente euvolêmico com hipotensão, reavalie e muitas vezes reduza o diurético de alça antes da terapia prognóstica.
  • IAM inferior costuma alterar DII, DIII e aVF.
  • Na SCA com ICP, 12 meses é a duração usual da dupla antiagregação, com individualização do risco.
  • Doença arterial periférica documentada indica prevenção secundária e estatina de alta intensidade, salvo contraindicação.
  • Confirme hipertensão resistente, adesão e medidas fora do consultório antes de buscar causas secundárias.
  • Emergência hipertensiva exige lesão aguda de órgão-alvo; dissecção de aorta requer betabloqueio antes do vasodilatador.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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