Área 01
Neonatologia
O que o conteúdo programático pede nesta área
- 1Assistência ao recém-nascido na sala de parto: preparo e antecipação de risco; clampeamento do cordão; passos iniciais e minuto de ouro; ventilação com pressão positiva, intubação, massagem cardíaca e adrenalina; reanimação do prematuro e cuidados pós-reanimação; asfixia perinatal e hipotermia terapêutica
- 2Recém-nascido normal e alojamento conjunto: exame físico e classificação por idade gestacional e peso (PIG, AIG, GIG); triagens neonatais (pezinho, olhinho, orelhinha, coraçãozinho, linguinha); profilaxias ao nascer; achados benignos da pele e malformações frequentes; critérios de alta
- 3Icterícia neonatal: metabolismo da bilirrubina; icterícia fisiológica e do aleitamento; doença hemolítica por incompatibilidade Rh e ABO; indicação de fototerapia e exsanguineotransfusão pelas curvas; colestase neonatal e atresia biliar
- 4Prematuridade: doença da membrana hialina e surfactante; persistência do canal arterial; enterocolite necrosante; hemorragia peri-intraventricular e leucomalácia; displasia broncopulmonar; retinopatia da prematuridade; apneia da prematuridade; nutrição enteral e parenteral do prematuro e crescimento compensatório
- 5Distúrbios respiratórios do recém-nascido: taquipneia transitória; síndrome de aspiração meconial; pneumonia neonatal; hipertensão pulmonar persistente; pneumotórax; hérnia diafragmática congênita e atresia de esôfago; suporte ventilatório não invasivo e invasivo no neonato
- 6Infecções congênitas e perinatais: sífilis congênita (classificação, exames e tratamento); toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola e Zika; HIV e hepatite B na exposição perinatal; recém-nascido de mãe com tuberculose; varicela e herpes neonatal
- 7Sepse neonatal: fatores de risco maternos; sepse precoce e estreptococo do grupo B; sepse tardia e infecção relacionada à assistência; avaliação laboratorial e antibioticoterapia empírica; meningite neonatal
- 8Distúrbios metabólicos e hematológicos do recém-nascido: hipoglicemia e filho de mãe diabética; hipocalcemia e distúrbios do sódio e potássio; policitemia; doença hemorrágica e vitamina K; convulsões neonatais; erros inatos do metabolismo na triagem
Neonatologia · Capítulo 1
Assistência ao recém-nascido na sala de partoRecém-nascido normal, alojamento conjunto e triagensIcterícia neonatalPrematuridade e principais complicações
Temas do conteúdo programático:
- 1. Assistência ao recém-nascido na sala de parto: preparo e antecipação de risco; clampeamento do cordão; passos iniciais e minuto de ouro; ventilação com pressão positiva, intubação, massagem cardíaca e adrenalina; reanimação do prematuro e cuidados pós-reanimação; asfixia perinatal e hipotermia terapêutica
- 2. Recém-nascido normal e alojamento conjunto: exame físico e classificação por idade gestacional e peso (PIG, AIG, GIG); triagens neonatais (pezinho, olhinho, orelhinha, coraçãozinho, linguinha); profilaxias ao nascer; achados benignos da pele e malformações frequentes; critérios de alta
- 3. Icterícia neonatal: metabolismo da bilirrubina; icterícia fisiológica e do aleitamento; doença hemolítica por incompatibilidade Rh e ABO; indicação de fototerapia e exsanguineotransfusão pelas curvas; colestase neonatal e atresia biliar
- 4. Prematuridade: doença da membrana hialina e surfactante; persistência do canal arterial; enterocolite necrosante; hemorragia peri-intraventricular e leucomalácia; displasia broncopulmonar; retinopatia da prematuridade; apneia da prematuridade; nutrição enteral e parenteral do prematuro e crescimento compensatório
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
A termo, um recém-nascido nasce apneico e hipotônico. Após aquecimento, posicionamento da cabeça e secagem, continua sem respirar; a frequência cardíaca é de 80 bpm. Qual é a próxima medida?
- A)Aspirar rotineiramente boca e narinas antes de qualquer outra intervenção.
- B)Iniciar ventilação com pressão positiva, sem atrasar a intervenção para realizar aspiração de rotina.
- C)Iniciar compressões torácicas, pois a frequência cardíaca está abaixo de 100 bpm.
- D)Observar por mais um minuto, pois a frequência cardíaca ainda é detectável.
P2inédita
Um lactente de 3 semanas apresenta icterícia persistente, urina escura e fezes esbranquiçadas. A bilirrubina total é 5,2 mg/dL e a direta, 1,4 mg/dL. Qual é a conduta mais apropriada?
- A)Manter observação, pois a bilirrubina total é baixa.
- B)Suspender o aleitamento materno e repetir a bilirrubina em uma semana.
- C)Investigar prontamente colestase neonatal e encaminhar para avaliação especializada.
- D)Iniciar fototerapia, pois a bilirrubina direta elevada responde a esse tratamento.
P3inédita
Um recém-nascido de 39 semanas tem peso ao nascer no percentil 7 para idade gestacional e sexo, segundo a curva adotada pelo serviço. Como deve ser classificado quanto ao peso para a idade gestacional?
- A)Pequeno para a idade gestacional (PIG).
- B)Adequado para a idade gestacional (AIG).
- C)Grande para a idade gestacional (GIG).
- D)Prematuro tardio.
1.2 O que cai
- 1. Assistência ao recém-nascido na sala de parto: preparo e antecipação de risco; clampeamento do cordão; passos iniciais e minuto de ouro; ventilação com pressão positiva, intubação, massagem cardíaca e adrenalina; reanimação do prematuro e cuidados pós-reanimação; asfixia perinatal e hipotermia terapêutica: 88 questões de provas anteriores, 2017–2026
- 2. Recém-nascido normal e alojamento conjunto: exame físico e classificação por idade gestacional e peso (PIG, AIG, GIG); triagens neonatais (pezinho, olhinho, orelhinha, coraçãozinho, linguinha); profilaxias ao nascer; achados benignos da pele e malformações frequentes; critérios de alta: 54 questões de provas anteriores, 2017–2026
- 3. Icterícia neonatal: metabolismo da bilirrubina; icterícia fisiológica e do aleitamento; doença hemolítica por incompatibilidade Rh e ABO; indicação de fototerapia e exsanguineotransfusão pelas curvas; colestase neonatal e atresia biliar: 52 questões de provas anteriores, 2018–2026
- 4. Prematuridade: doença da membrana hialina e surfactante; persistência do canal arterial; enterocolite necrosante; hemorragia peri-intraventricular e leucomalácia; displasia broncopulmonar; retinopatia da prematuridade; apneia da prematuridade; nutrição enteral e parenteral do prematuro e crescimento compensatório: 37 questões de provas anteriores, 2018–2026
1.3 Teoria
A neonatologia cobra decisões rápidas, mas também a capacidade de distinguir adaptação normal de doença que exige intervenção. Priorize os critérios que mudam a conduta: idade em horas, idade gestacional, gravidade clínica e resultado das triagens.
1.3.1 Assistência ao recém-nascido na sala de parto
Antes do parto, identifique fatores de risco, defina funções da equipe e teste o material.
Se o RN tem boa vitalidade, retarde o clampeamento do cordão: pelo menos 60 segundos no RN com 34 semanas ou mais e pelo menos 30 segundos abaixo de 34 semanas (SBP/Febrasgo, 2022). Se o RN precisa de reanimação, clampeie imediatamente e priorize a ventilação. Mantenha temperatura entre 36,5 °C e 37,5 °C. Se o RN não respira ou apresenta respiração irregular, ou se a frequência cardíaca (FC) é menor que 100 bpm, inicie ventilação com pressão positiva (VPP) até o primeiro minuto. A elevação da FC é o melhor sinal de ventilação eficaz. Corrija vedação, posição da cabeça e obstrução antes de avançar para via aérea alternativa.
Se a FC permanece abaixo de 60 bpm após pelo menos 30 segundos de VPP efetiva, com expansão pulmonar, inicie compressões coordenadas à ventilação, na proporção 3:1. Se continuar abaixo de 60 bpm após compressões e ventilação eficazes, administre adrenalina, preferencialmente por acesso venoso umbilical. Não aspire rotineiramente boca, narinas ou traqueia, mesmo com mecônio; aspire apenas se houver obstrução que impeça ventilação. A equipe acompanha FC, respiração e temperatura.
Na encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), classifique a encefalopatia pelo exame neurológico, não apenas pelo Apgar ou pela gasometria. EHI moderada ou grave pode indicar hipotermia terapêutica, iniciada até 6 horas de vida e mantida em unidade especializada. A elegibilidade depende da idade gestacional, dos critérios bioquímicos e clínicos e do protocolo local. Convulsão não é requisito: letargia, hipotonia e reflexos deprimidos podem indicar EHI moderada. Após reanimação, monitore glicemia, temperatura, ventilação, perfusão e convulsões.
Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria, Programa de Reanimação Neonatal; Protocolo de hipotermia terapêutica neonatal
Esquema
Reanimação na sala de parto
1Antes do parto, identifique riscos, funções da equipe e teste material.
2Boa vitalidade: retarde clampeamento; reanimação necessária: clampeie imediatamente.
3Apneia, respiração irregular ou FC <100 bpm: inicie VPP até o primeiro minuto.
Corrija vedação, posição da cabeça e obstrução antes de via aérea alternativa.
4FC <60 após 30 segundos de VPP efetiva: compressões e ventilação 3:1.
5FC permanece <60: administre adrenalina, preferencialmente por acesso venoso umbilical.
6Após reanimação, monitore glicemia, temperatura, ventilação, perfusão e convulsões.
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Residência SES-DF 2024
Texto base: Um recém-nascido (RN) de 35 semanas nasceu e não chorou. Foram observados movimentos respiratórios irregulares, tônus muscular flácido e presença de líquido amniótico claro. Que passo seria importante para estabilização desse paciente?
- A)Aspirar bocas e narinas.
- B)Manter o RN em normotermia (temperatura axilar entre 36,5 ºC e 37,5 ºC).
- C)Certificar-se que a temperatura do ambiente está entre 20 º C e 22 ºC.
- D)Realizar intubação e aspiração traqueal.
Resposta: B
Conceito: A manutenção da temperatura corporal entre 36,5 ºC e 37,5 ºC é uma prioridade na estabilização e na reanimação neonatal.
Raciocínio: O RN de 35 semanas não chorou e apresenta respiração irregular e hipotonia. A equipe deve iniciar os passos de estabilização e prevenir perda de calor. A alternativa B expressa a meta térmica adequada. A aspiração não é rotina e a intubação depende da resposta às manobras e da indicação clínica.
Pegadinha: Líquido claro e ausência de choro não são indicações automáticas de aspiração. A prioridade é aquecer e assegurar ventilação eficaz quando necessária.
Base: Diretrizes do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.
1.3.2 Recém-nascido normal, alojamento conjunto e triagens
Avalie respiração, perfusão, tônus, alimentação, diurese e eliminações. No exame físico, procure malformações, sopros, pulsos femorais diminuídos, alterações de quadril e sinais de trauma.
Classifique a idade gestacional por método clínico quando necessário e cruze idade gestacional com peso ao nascer: PIG abaixo do percentil 10, AIG entre os percentis 10 e 90, e GIG acima do percentil 90. O alojamento conjunto favorece vínculo e aleitamento, com observação da mamada e orientação à família.
Faça as profilaxias recomendadas: vitamina K para prevenir doença hemorrágica; vacina contra hepatite B ao nascer; e profilaxia ocular conforme protocolo local. Se a mãe tem HBsAg positivo, o RN precisa também de imunoglobulina específica, sem atrasar a vacina. O teste do pezinho é coletado idealmente entre o terceiro e o quinto dia, respeitando a janela indicada pelo programa. A triagem neonatal ampliada no SUS está em implementação por etapas. O painel depende da fase local; fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita estão entre as doenças rastreadas.
Antes da alta, realize reflexo vermelho, triagem auditiva, oximetria de pulso para cardiopatias críticas e avaliação do frênulo lingual. Oximetria alterada exige avaliação, não diagnóstico automático de cardiopatia. Achados como eritema tóxico, mancha mongólica e milia costumam ser benignos. Dê alta quando o RN estiver clinicamente estável, alimentando-se, com plano de seguimento e orientações sobre icterícia, sinais de alerta e retorno.
Fontes: Lei 14.154/2021; Programa Nacional de Triagem Neonatal; Ministério da Saúde, Atenção à Saúde do Recém-Nascido; Calendário Nacional de Vacinação
1.3.3 Icterícia neonatal
A bilirrubina não conjugada resulta da degradação do heme. No RN, sua produção elevada e a conjugação ainda imatura favorecem aumento transitório.
Icterícia que começa nas primeiras 24 horas, sobe rapidamente, acompanha anemia ou persiste além do esperado exige investigação. Diferencie hiperbilirrubinemia não conjugada de colestase: bilirrubina direta acima de 1 mg/dL é anormal e precisa de avaliação, mesmo que a bilirrubina total não seja muito alta. Urina escura e fezes claras são sinais de alerta para colestase e atresia biliar; não espere a criança ficar doente para encaminhar.
A decisão sobre fototerapia ou exsanguineotransfusão não usa um valor único de bilirrubina. Use a curva correspondente à idade em horas, à idade gestacional e aos fatores de neurotoxicidade, como hemólise, sepse, instabilidade clínica e albumina baixa. A bilirrubina direta não é subtraída da total para aplicar as curvas. Se a icterícia aparece cedo ou há suspeita de hemólise, avalie tipagem materna e do RN, teste de antiglobulina direta e hemograma, conforme o caso. Incompatibilidade Rh pode causar hemólise grave; incompatibilidade ABO também pode causar doença, inclusive em mãe O e RN A ou B.
Icterícia associada à baixa ingestão decorre de mamadas insuficientes e exige apoio à amamentação. A icterícia do leite materno pode persistir em RN ativo, com bom ganho ponderal e bilirrubina predominantemente indireta. Mantenha aleitamento e acompanhe; não suspenda leite materno de rotina. A fototerapia depende da curva, não apenas da aparência ou de um resultado isolado.
Fontes: American Academy of Pediatrics, Clinical Practice Guideline Revision: Management of Hyperbilirubinemia in the Newborn Infant 35 or More Weeks of Gestation; NASPGHAN, Guideline for the Evaluation of Cholestatic Jaundice in Infants
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Residência SUS-SP 2026
Recém-nascido a termo, 4 dias de vida, sem fatores de risco, com bilirrubina total de 15 mg/dL e bilirrubina direta de 0,6 mg/dL. Está ativo, mamando bem e com bom ganho de peso. Nesse contexto, é correto afirmar que a conduta adequada é
- A)iniciar fototerapia intensiva imediatamente.
- B)acompanhar clinicamente e repetir bilirrubina total, em 24 horas, mantendo aleitamento materno exclusivo.
- C)suspender o aleitamento materno temporariamente e iniciar fórmula infantil.
- D)solicitar exsanguineotransfusão urgente.
- E)iniciar antibiótico empírico devido à suspeita de sepse neonatal oculta.
Resposta: B
Conceito: A indicação de fototerapia depende da bilirrubina total, da idade em horas, da idade gestacional e dos fatores de risco para neurotoxicidade.
Raciocínio: O RN está a termo, ativo e mamando bem. A bilirrubina direta é baixa, e a bilirrubina total de 15 mg/dL aos 4 dias fica abaixo do limiar de fototerapia para um RN sem fatores de risco. A conduta é manter o aleitamento e acompanhar a evolução, com repetição da bilirrubina conforme o contexto clínico; o gabarito indica nova dosagem em 24 horas.
Pegadinha: Não se indica fototerapia apenas pelo valor absoluto da bilirrubina: é preciso situá-lo na curva por idade em horas e considerar os fatores de risco.
Base: Diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria para hiperbilirrubinemia indireta no período neonatal; diretriz da American Academy of Pediatrics para hiperbilirrubinemia em recém-nascidos com 35 semanas ou mais.
1.3.4 Prematuridade e principais complicações
O pulmão imaturo, com deficiência de surfactante, causa síndrome do desconforto respiratório.
A prevenção começa com corticoide antenatal quando indicado; após o nascimento, CPAP precoce é opção para o RN que respira. Administre surfactante quando houver necessidade respiratória relevante, preferindo técnicas menos invasivas quando disponíveis. A persistência do canal arterial deve ser interpretada pelo impacto hemodinâmico; não se indica tratamento farmacológico apenas porque o canal está aberto ao ecocardiograma.
No prematuro com distensão abdominal, intolerância alimentar, sangue nas fezes ou piora sistêmica, suspeite de enterocolite necrosante. Suspenda a dieta, descomprima o estômago, inicie avaliação e tratamento de suporte e antimicrobianos conforme gravidade. A nutrição parenteral é necessária enquanto o intestino não puder receber dieta enteral suficiente. A classificação de Bell organiza gravidade e auxilia a conduta. Hemorragia peri-intraventricular e leucomalácia exigem vigilância neurológica e ultrassonografia conforme risco e protocolo. Reduza flutuações hemodinâmicas e manipulação desnecessária.
A apneia da prematuridade decorre da imaturidade do controle respiratório; cafeína é tratamento habitual após excluir outras causas. Displasia broncopulmonar reflete lesão pulmonar e necessidade prolongada de suporte. Retinopatia da prematuridade exige rastreamento por critérios de peso, idade gestacional e evolução clínica; não aguarde sintomas visíveis. Prefira leite humano, fortificado quando necessário, e avance a dieta conforme tolerância e protocolo. Acompanhe crescimento com curvas apropriadas e idade corrigida; crescimento compensatório não justifica sobrealimentação.
Fontes: European Consensus Guidelines on the Management of Respiratory Distress Syndrome; Classificação de Bell para enterocolite necrosante; International Classification of Retinopathy of Prematurity
Esquema
Suspeita de enterocolite necrosante
1Distensão abdominal, intolerância alimentar, sangue nas fezes ou piora sistêmica.
Suspeite de enterocolite necrosante.
2Suspenda a dieta e descomprima o estômago.
3Inicie avaliação e tratamento de suporte e antimicrobianos conforme gravidade.
A classificação de Bell organiza a gravidade e auxilia a conduta.
4Use nutrição parenteral enquanto a dieta enteral for insuficiente.
Pegadinha de prova
Apgar não fecha diagnóstico de asfixia
Apgar baixo isolado não define EHI nem indica hipotermia. Integre evento perinatal, gasometria, necessidade de reanimação e exame neurológico. Se a EHI moderada ou grave for provável, avalie elegibilidade sem esperar convulsões.
Atenção
Icterícia: a curva decide
Não use um único valor de bilirrubina para indicar fototerapia. Considere idade em horas, idade gestacional e fatores de neurotoxicidade; reavalie também a velocidade de elevação.
Atenção
Fezes claras exigem investigação
Bilirrubina direta elevada, urina escura ou fezes hipocólicas sugerem colestase. Encaminhe sem demora para investigar atresia biliar e outras causas; não atribua o quadro ao aleitamento materno.
1.4 Exemplo resolvido
RN de 29 semanas, com desconforto respiratório desde o nascimento, está em CPAP. Nas primeiras horas, aumenta a necessidade de oxigênio e a radiografia mostra baixo volume pulmonar com padrão reticulogranular difuso. Qual é a melhor conduta? A) Aspirar a traqueia repetidamente. B) Administrar surfactante por técnica menos invasiva, se disponível. C) Suspender CPAP e observar em ar ambiente. D) Iniciar antibiótico e adiar suporte respiratório.
- O prematuro apresenta desconforto precoce e imagem compatível com deficiência de surfactante.
- A piora da necessidade de oxigênio apesar do CPAP indica falha do suporte não invasivo isolado.
- Não há indicação de aspiração traqueal de rotina; antibiótico não substitui suporte respiratório nem confirma o diagnóstico.
- A conduta é administrar surfactante, preferindo técnica menos invasiva quando disponível.
Resposta: B) Administrar surfactante por técnica menos invasiva, se disponível.
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo das provas de residência.
F1inédita
Um recém-nascido assintomático está sendo submetido à triagem neonatal para cardiopatia congênita crítica. Na primeira medida, a saturação é 98% na mão direita e 94% em um pé. Qual é a conduta adequada?
- A)Considerar o teste normal, pois uma das medidas é igual ou superior a 95%.
- B)Solicitar ecocardiograma de urgência, sem repetir a oximetria.
- C)Repetir a oximetria após uma hora, conforme o protocolo de triagem.
- D)Dar alta, pois a diferença entre as medidas é menor que 5 pontos percentuais.
F2inédita
Um recém-nascido de 30 semanas e 1.420 g está clinicamente estável. A equipe planeja a alta da unidade neonatal. Qual medida de seguimento deve ser programada por causa da prematuridade?
- A)Rastreamento oftalmológico para retinopatia da prematuridade.
- B)Tomografia de crânio de rotina para pesquisar leucomalácia.
- C)Eletroencefalograma de rotina para pesquisar apneia da prematuridade.
- D)Ecocardiograma seriado para excluir persistência do canal arterial.
F3inédita
Um recém-nascido apresenta icterícia nas primeiras 12 horas de vida. A mãe é do grupo O e o recém-nascido, do grupo A. O teste direto da antiglobulina é positivo. Qual é a explicação mais provável?
- A)Icterícia fisiológica por imaturidade hepática.
- B)Doença hemolítica por incompatibilidade ABO.
- C)Doença hemolítica por incompatibilidade Rh.
- D)Icterícia associada ao aleitamento materno.
F4inédita
Um prematuro de 29 semanas, no 9º dia de vida, apresenta distensão abdominal, resíduo gástrico bilioso e sangue nas fezes. A radiografia mostra pneumatoses intestinais. Qual é a conduta inicial mais adequada?
- A)Manter a dieta enteral e observar a evolução radiológica.
- B)Trocar o leite humano por fórmula hidrolisada e reavaliar em 24 horas.
- C)Suspender a dieta, descomprimir o estômago e iniciar tratamento clínico com antibióticos e suporte nutricional parenteral.
- D)Oferecer volumes pequenos de leite humano para preservar a barreira intestinal.
F5inédita
Durante a reanimação de um recém-nascido, a frequência cardíaca permanece em 50 bpm após 30 segundos de ventilação com pressão positiva efetiva, com elevação visível do tórax. Qual é o próximo passo?
- A)Iniciar compressões torácicas coordenadas com a ventilação.
- B)Interromper a ventilação e observar a frequência cardíaca por um minuto.
- C)Administrar adrenalina antes de iniciar compressões.
- D)Aspirar a traqueia, mesmo sem suspeita de obstrução.
1.6 Questões de provas anteriores
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · Residência USP (Fuvest) 2026
Recém-nascido com 31 semanas de idade gestacional, apresentou asfixia ao nascimento, mas evoluiu com boa recuperação. Peso ao nascimento de 1.100 g. Estava bem até o 11º dia de vida, quando apresentou distensão abdominal, letargia e diarreia sanguinolenta. Radiografia de abdome mostrava imagem de edema de alças. Deve-se prescrever para este recém-nascido:
- A)Leite humano por sonda orogástrica.
- B)Hidrolisado protéico por sonda orogástrica.
- C)Jejum com soro de manutenção.
- D)Nutrição parenteral plena.
Q2oficial · ENARE (AOCP) 2022
Em relação ao programa de triagem neonatal no Brasil, é correto afirmar que
- A)a coleta universal de amostra de sangue deve ser realizada em papel filtro, de todos os recém-nascidos entre o segundo e o quarto dia de vida.
- B)as doenças mais bem estudadas e que preenchem todos os critérios para a triagem são a fenilcetonúria e a fibrose cística.
- C)o rastreamento neonatal para fibrose cística é o que apresenta o menor índice de falso-positivo (pela dosagem de tripsina imunorreativa), em torno de 1 a 2%.
- D)fazem parte do teste básico da triagem neonatal: hipotireoidismo congênito e hiperplasia adrenal congênita.
- E)existem ampliações do teste básico, oferecidas na rede privada, que aumentam as doenças investigadas, como a galactosemia e a deficiência da biotinidase, não contempladas no teste básico.
Q3oficial · Residência Unicamp 2026
Menino, 40d, mantém icterícia leve em acompanhamento ambulatorial. Está em aleitamento materno exclusivo, com ganho ponderal adequado, e mãe nega outras queixas. Apresenta diurese clara (oito fraldas/dia) e evacuações semipastosas coradas três vezes ao dia. Parto vaginal, sem intercorrências, idade gestacional 37semanas e 1dia, adequado para idade gestacional, Apgar 8 e 9. Exame físico sem alterações. Exames laboratoriais: bilirrubina total=4,29mg/dL, bilirrubina direta=0,40mg/dL e bilirrubina indireta=3,89mg/dL; tipagem sanguínea materna O Rh positivo e lactente O Rh positivo; reticulócitos, atividade enzimática da G6PD, TSH e T4 livre dentro da faixa de normalidade. A CONDUTA É:
- A)Suspender o aleitamento materno e iniciar fórmula por 48 horas para avaliar queda da bilirrubina.
- B)Encaminhar ao gastropediatra para investigação de colestase.
- C)Manter aleitamento materno, orientar acompanhamento ambulatorial e conduta expectante.
- D)Encaminhar ao geneticista para aconselhamento e contraindicar uso de dipirona, nitrofurantoína e medicamentos à base de sulfa.
Q4oficial · Residência SUS-SP 2026
Recém-nascido a termo, de 10 dias, sem sintomas, retorna à unidade básica de saúde para nova coleta do teste do pezinho, pois a primeira foi realizada ainda na maternidade, com 24 horas de vida. Os pais estão apreensivos e questionam o motivo da repetição e, também, quais doenças o exame realmente detecta do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), em sua fase atual.
Assinale a alternativa que descreve corretamente o motivo da nova coleta e o propósito do exame.
- A)A coleta precoce pode gerar resultados falsamente elevados de TSH e 17-OH-progesterona; o exame tem como finalidade diagnosticar doenças genéticas não tratáveis, como fibrose cística e AME.
- B)A coleta deve ser feita, nas primeiras 24 horas de vida, para evitar perda de casos graves de hipotireoidismo congênito; o teste identifica exclusivamente doenças metabólicas hereditárias.
- C)A coleta, antes de 48 horas de vida, pode gerar falsos negativos para doenças metabólicas e endócrinas, devendo-se repetir a amostra entre o 3º e o 5º dia de vida.
- D)O teste tem caráter confirmatório e deve ser repetido em todos os recém-nascidos a termo; seu objetivo é rastrear infecções neonatais adquiridas no parto e imunodeficiências graves.
- E)A coleta precoce altera apenas os níveis de aminoácidos plasmáticos, mas não interfere no diagnóstico de hipotireoidismo congênito; o exame tem foco em triagem de doenças infecciosas e genéticas raras.
Q5oficial · Residência Unicamp 2025
Recém-nascido de 39 semanas de idade gestacional, Peso=3300g, 30 horas de vida. Parto domiciliar, com clampeamento de cordão realizado por enfermeiro do SAMU com 15 minutos de vida. Aleitamento materno exclusivo em livre demanda, apresenta perda de peso de 4%, com diurese adequada. Exame físico: icterícia zona IV de Kramer; Abdome sem visceromegalias. Tipagem materna: A Rh negativo, Coombs indireto negativo. Tipagem sanguínea do RN: A Rh positivo, Coombs direto negativo. Biliirrubina total=15,5mg/dL, bilirrubina direta=0,6mg/dL. Hematócrito=68%, Hemoglobina=22g/dL. Contagem de reticulócitos=normal. A HIPERBILIRRUBINEMIA NESSE CASO É:
- A)Secundária à policitemia.
- B)Considerada fisiológica.
- C)Secundária ao leite materno.
- D)Devido à Incompatibilidade Rh.
Q6oficial · Residência Unicamp 2026
Menina, 10d, idade gestacional corrigida de 29 semanas, apresenta canal arterial pérvio com repercussão clínica confirmada por ecocardiograma. CONSIDERANDO A FISIOPATOLOGIA DA LESÃO, OS SEGUINTES TRATAMENTOS PODEM SER CONSIDERADOS, EXCETO:
- A)Propranolol.
- B)Furosemide.
- C)Ibuprofeno.
- D)Paracetamol.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: B
- A: Errado: não se recomenda aspiração rotineira; ela pode atrasar a ventilação.
- C: Errado: compressões são indicadas quando a frequência cardíaca permanece abaixo de 60 bpm após ventilação efetiva.
- D: Errado: esperar aumenta o atraso para a intervenção que mais frequentemente corrige a bradicardia neonatal.
P2inédita · pré-testeResposta: C
- A: Errado: a bilirrubina direta elevada não deve ser desconsiderada por causa da bilirrubina total.
- B: Errado: suspender o aleitamento não trata colestase e pode atrasar o diagnóstico.
- D: Errado: fototerapia trata hiperbilirrubinemia indireta, não a causa da bilirrubina direta elevada.
P3inédita · pré-testeResposta: A
- B: Errado: AIG corresponde, em geral, a peso entre os percentis 10 e 90.
- C: Errado: GIG corresponde a peso acima do percentil 90.
- D: Errado: prematuridade depende da idade gestacional ao nascer, não do percentil de peso; com 39 semanas, o recém-nascido é a termo.
F1inéditaResposta: C
- A: Errado: ambas as medidas precisam atender aos critérios de normalidade; uma saturação de 94% não permite considerar o teste normal.
- B: Errado: uma primeira medida intermediária, sem valor abaixo de 90%, deve ser repetida antes de concluir pela necessidade de ecocardiograma.
- D: Errado: a diferença pequena não anula uma saturação abaixo de 95% em um dos membros.
F2inéditaResposta: A
- B: Errado: tomografia de rotina não é o exame de rastreamento indicado para todos os prematuros nessas condições.
- C: Errado: eletroencefalograma não é exame de rastreamento para apneia da prematuridade.
- D: Errado: ecocardiograma seriado não é indicado apenas pelo antecedente de prematuridade; a avaliação depende de suspeita clínica ou indicação específica.
F3inéditaResposta: B
- A: Errado: icterícia fisiológica não costuma surgir nas primeiras 24 horas e não explica teste direto da antiglobulina positivo.
- C: Errado: o enunciado não descreve mãe Rh negativo com RN Rh positivo, e a incompatibilidade ABO já explica a hemólise com teste direto positivo.
- D: Errado: icterícia associada ao aleitamento não explica hemólise imune nem o teste positivo.
F4inéditaResposta: C
- A: Errado: manter a dieta pode agravar a lesão intestinal durante a fase aguda.
- B: Errado: trocar o tipo de leite não trata a enterocolite necrosante estabelecida.
- D: Errado: mesmo o leite humano deve ser suspenso durante o manejo inicial da doença aguda.
F5inéditaResposta: A
- B: Errado: não se deve interromper a ventilação nem aguardar diante de bradicardia grave persistente.
- C: Errado: a adrenalina é considerada se a frequência cardíaca continuar abaixo de 60 bpm após compressões e ventilação coordenadas.
- D: Errado: aspiração traqueal não é rotina e não substitui compressões quando a ventilação é efetiva.
Q1oficialResposta: D
- A: A alternativa A mantém leite enteral durante um quadro compatível com enterocolite necrosante, quando o intestino deve ser colocado em repouso.
- B: A alternativa B também mantém alimentação enteral e não trata a fase aguda da doença.
- C: A alternativa C indica jejum, mas não garante suporte nutricional adequado caso a suspensão da dieta se prolongue. A conduta inclui nutrição parenteral, além das demais medidas clínicas.
Fonte: Residência USP (Fuvest) (2026) — https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-prova-EPD-especialidades-pediatricas-v2.pdf
Q2oficialResposta: D
- A: A alternativa A erra ao fixar a coleta entre o segundo e o quarto dia como regra geral. A coleta deve ocorrer preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia; coletas precoces podem exigir repetição.
- B: A alternativa B limita as condições que preenchem critérios de triagem a duas doenças, afirmação que não corresponde ao programa brasileiro.
- C: A alternativa C faz uma afirmação indevida sobre o menor índice de falso-positivo da triagem para fibrose cística. A dosagem de tripsina imunorreativa é um teste de rastreamento e pode gerar resultados falso-positivos.
- E: A alternativa E está desatualizada ao afirmar que a deficiência de biotinidase não faz parte da triagem básica. Essa condição integra o rastreamento neonatal no Brasil.
Fonte: ENARE (AOCP) (2022) — https://www.gov.br/hubrasil/pt-br/ensino-e-pesquisa/exame-nacional-de-residencia-enare/edicoes-anteriores/2021-2022/provas/area-medica/prm-area-de-atuacao-medicina-do-adolescente-neonatologia-t204-divulgar.pdf
Q3oficialResposta: C
- A: A alternativa A interrompe o aleitamento sem necessidade. A icterícia do leite materno, em lactente bem e com ganho adequado, não costuma exigir suspensão da amamentação.
- B: A alternativa B encaminha para investigação de colestase sem evidência laboratorial ou clínica de colestase.
- D: A alternativa D presume deficiência de G6PD apesar da atividade enzimática normal e propõe restrições medicamentosas sem diagnóstico que as justifique.
Fonte: Residência Unicamp (2026) — https://www.comvest.unicamp.br/residenciamedica2026/provas/tPed.pdf
Q4oficialResposta: C
- A: A alternativa A erra o propósito: o PNTN rastreia doenças tratáveis, para intervir precocemente, e não doenças genéticas 'não tratáveis'. Fibrose cística tem tratamento, e AME só entra na ampliação prevista pela Lei 14.154/2021.
- B: A alternativa B inverte a janela: a coleta nas primeiras 24 horas é justamente a que gera resultados falsos. O teste também não rastreia apenas doenças metabólicas, pois inclui endocrinopatias e hemoglobinopatias.
- D: A alternativa D erra ao chamar o exame de confirmatório e ao atribuir-lhe o rastreio de infecções adquiridas no parto. É um teste de triagem, e a repetição só é necessária quando a coleta foi inadequada ou o resultado alterado.
- E: A alternativa E erra ao dizer que a coleta precoce não interfere no hipotireoidismo congênito: o pico fisiológico de TSH nas primeiras horas pode gerar falso-positivo. O foco também não são doenças infecciosas.
Fonte: Residência SUS-SP (2026) — https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/NzUyNTQ2OA%3d%3d
Q5oficialResposta: A
- B: A alternativa B chama o quadro de fisiológico sem considerar a icterícia intensa e o hematócrito elevado, que apontam para uma causa patológica associada.
- C: A alternativa C atribui a icterícia ao leite materno, hipótese que não explica a policitemia documentada nem é a melhor explicação para a apresentação precoce.
- D: A alternativa D atribui o quadro à incompatibilidade Rh, mas o Coombs direto é negativo e a mãe tinha Coombs indireto negativo.
Fonte: Residência Unicamp (2025) — https://www.comvest.unicamp.br/residenciamedica2025/provas/tPed.pdf
Q6oficialResposta: A
- B: A alternativa B não é a exceção do gabarito: furosemida pode ser considerada para manejo de sobrecarga e sintomas, embora não seja fármaco de fechamento do canal.
- C: A alternativa C é um inibidor da síntese de prostaglandinas e pode ser usado para fechamento farmacológico do canal arterial.
- D: A alternativa D pode ser considerada como alternativa farmacológica para fechamento do canal arterial em prematuros selecionados.
Fonte: Residência Unicamp (2026) — https://www.comvest.unicamp.br/residenciamedica2026/provas/tPed.pdf
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Inicie VPP até o primeiro minuto se o RN estiver em apneia, respirar irregularmente ou tiver FC abaixo de 100 bpm.
- A elevação da FC é o principal sinal de VPP eficaz.
- Hipotermia terapêutica deve começar até 6 horas de vida quando o RN elegível apresenta EHI moderada ou grave.
- Classifique PIG, AIG e GIG pelo peso em relação à idade gestacional.
- O teste do pezinho deve ser coletado na janela recomendada pelo programa, idealmente entre o terceiro e o quinto dia.
- Bilirrubina direta acima de 1 mg/dL é anormal e exige investigação de colestase.
- A indicação de fototerapia depende de idade em horas, idade gestacional e fatores de risco.
- Na suspeita de enterocolite necrosante, suspenda a dieta e avalie gravidade e necessidade de suporte nutricional.
- Leite humano é a dieta preferencial do prematuro; fortifique conforme necessidade e protocolo.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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