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Enfermagem · Capítulo 7

Doenças crônicas e saúde da pessoa idosa na atenção básicaClínica médica do adulto e cuidados de enfermagemProcesso de enfermagem, diagnósticos e registrosControle de infecção e biossegurança

Temas do conteúdo programático:

  • 9. Doenças crônicas e saúde do idoso na atenção básica: hipertensão arterial (diagnóstico, classificação, mudança de estilo de vida, acompanhamento); diabetes mellitus (diagnóstico, estratificação de risco, insulinoterapia e técnica de aplicação, hipoglicemia, pé diabético, nefropatia); síndrome metabólica e obesidade; grupos educativos; envelhecimento, alterações fisiológicas e avaliação da pessoa idosa
  • 10. Clínica médica do adulto: síndrome coronariana aguda e insuficiência cardíaca; acidente vascular encefálico; doença renal crônica, hemodiálise, diálise peritoneal e cuidados com fístula arteriovenosa; cetoacidose diabética e estado hiperosmolar; pneumonia e insuficiência respiratória; doença hepática; cuidados de enfermagem e complicações em cada condição
  • 11. Sistematização da assistência e processo de enfermagem: etapas do processo de enfermagem e sua regulamentação pelo Cofen; diagnósticos de enfermagem NANDA-I (título, focos, julgamento, fatores relacionados e de risco); classificações NIC e NOC; priorização de diagnósticos; teorias de enfermagem (Horta, Orem, Rogers e outras); registros e anotações de enfermagem
  • 12. Controle de infecção e biossegurança: infecções relacionadas à assistência à saúde (corrente sanguínea associada a cateter, trato urinário, pneumonia, sítio cirúrgico); higiene das mãos; precauções padrão e por contato, gotículas e aerossóis; medidas de prevenção na covid-19; NR 32, EPI e perfurocortantes; resíduos de serviços de saúde

7.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Durante a avaliação de uma pessoa com diabetes tipo 2, o enfermeiro aplica o monofilamento de 10 g em diferentes pontos plantares. A paciente não percebe o toque em vários desses pontos, embora não tenha úlcera visível. Qual é a interpretação mais adequada?

  1. A)O achado confirma doença arterial periférica, mesmo sem avaliação dos pulsos.
  2. B)O achado sugere perda da sensibilidade protetora e maior risco de ulceração.
  3. C)O exame é normal, pois a ausência de úlcera exclui risco para o pé diabético.
  4. D)O achado confirma neuropatia motora, sem relação com risco de lesão.

P2inédita

Um adulto com cetoacidose diabética chega à emergência com glicemia elevada e potássio sérico de 3,2 mEq/L. A equipe prepara insulinoterapia intravenosa. Qual conduta deve ser priorizada?

  1. A)Iniciar insulina imediatamente, pois ela corrige a hipocalemia.
  2. B)Suspender definitivamente a insulina e tratar apenas com hidratação oral.
  3. C)Corrigir o potássio e adiar o início da insulina até que a hipocalemia seja corrigida.
  4. D)Administrar bicarbonato antes de avaliar novamente o potássio.

P3inédita

Ao organizar o processo de enfermagem em uma unidade de saúde, a equipe precisa seguir as etapas previstas na regulamentação do Cofen. Qual sequência está correta?

  1. A)Avaliação de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, planejamento, implementação e evolução de enfermagem.
  2. B)Triagem, prescrição médica, execução de procedimentos, alta e auditoria.
  3. C)Coleta de dados, planejamento, diagnóstico médico, implementação e avaliação administrativa.
  4. D)Diagnóstico de enfermagem, avaliação, alta, implementação e registro opcional.

7.2 O que cai

  • 9. Doenças crônicas e saúde do idoso na atenção básica: hipertensão arterial (diagnóstico, classificação, mudança de estilo de vida, acompanhamento); diabetes mellitus (diagnóstico, estratificação de risco, insulinoterapia e técnica de aplicação, hipoglicemia, pé diabético, nefropatia); síndrome metabólica e obesidade; grupos educativos; envelhecimento, alterações fisiológicas e avaliação da pessoa idosa: 242 questões de provas anteriores, 2015–2026
  • 10. Clínica médica do adulto: síndrome coronariana aguda e insuficiência cardíaca; acidente vascular encefálico; doença renal crônica, hemodiálise, diálise peritoneal e cuidados com fístula arteriovenosa; cetoacidose diabética e estado hiperosmolar; pneumonia e insuficiência respiratória; doença hepática; cuidados de enfermagem e complicações em cada condição: 201 questões de provas anteriores, 2017–2026
  • 11. Sistematização da assistência e processo de enfermagem: etapas do processo de enfermagem e sua regulamentação pelo Cofen; diagnósticos de enfermagem NANDA-I (título, focos, julgamento, fatores relacionados e de risco); classificações NIC e NOC; priorização de diagnósticos; teorias de enfermagem (Horta, Orem, Rogers e outras); registros e anotações de enfermagem: 189 questões de provas anteriores, 2015–2026
  • 12. Controle de infecção e biossegurança: infecções relacionadas à assistência à saúde (corrente sanguínea associada a cateter, trato urinário, pneumonia, sítio cirúrgico); higiene das mãos; precauções padrão e por contato, gotículas e aerossóis; medidas de prevenção na covid-19; NR 32, EPI e perfurocortantes; resíduos de serviços de saúde: 110 questões de provas anteriores, 2015–2026

7.3 Teoria

Esses temas cobram decisões que mudam a segurança do cuidado: reconhecer descompensações, priorizar riscos e aplicar medidas preventivas. A prova também valoriza técnica correta, registro claro e fundamento no processo de enfermagem.

7.3.1 Doenças crônicas e saúde da pessoa idosa na atenção básica

Na hipertensão, confirme a elevação da pressão com técnica adequada e medidas repetidas; considere medidas fora do consultório quando disponíveis.

Pela Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, PA normal é < 120/80 mmHg; 120–139/80–89 mmHg é pré-hipertensão; e hipertensão é PA ≥ 140/90 mmHg confirmada em mais de uma ocasião, de preferência com MAPA ou MRPA. A meta geral de tratamento é < 130/80 mmHg. A classificação orienta o risco e a conduta, mas a decisão também considera lesão de órgão-alvo e comorbidades. Oriente redução do sal, alimentação saudável, atividade física, controle do peso, moderação do álcool e abandono do tabaco. Acompanhe adesão, efeitos adversos e metas individualizadas.

No diabetes, o diagnóstico pode ser feito por glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose, hemoglobina glicada ou glicemia casual associada a sintomas típicos. Pela SBD, o diagnóstico é feito com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia de 2 horas no TOTG ≥ 200 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas típicos; pré-diabetes corresponde a jejum de 100 a 125 mg/dL, 2 horas de 140 a 199 mg/dL ou HbA1c de 5,7% a 6,4%. Sem hiperglicemia inequívoca, confirme o resultado alterado. A SBD classifica a NPH como insulina de ação intermediária, com pico variável; a regular tem ação curta e costuma ser aplicada antes da refeição conforme prescrição. Para a NPH, homogeneíze rolando suavemente o frasco ou a caneta; não agite com força. Alterne os locais, não massageie após a aplicação e respeite o tempo de armazenamento indicado pelo fabricante. Ensine reconhecimento e manejo da hipoglicemia (glicemia < 70 mg/dL; na pessoa consciente, 15 g de carboidrato de absorção rápida e nova glicemia em 15 minutos, repetindo se necessário), inspeção diária dos pés e cuidados com calçados. Avalie albuminúria e função renal para rastrear nefropatia.

Na síndrome metabólica, a combinação de adiposidade central e alterações glicêmicas, pressóricas e lipídicas aumenta o risco cardiovascular; trate os componentes e evite estigma ao abordar obesidade. Grupos educativos devem favorecer escuta, metas possíveis e autocuidado. Na pessoa idosa, avalie funcionalidade, cognição, humor, mobilidade, nutrição, visão, audição, apoio social e uso de medicamentos. Mudanças fisiológicas do envelhecimento não devem ser confundidas automaticamente com doença.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · Residência Multiprofissional Unicamp 2026

Com base na Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 2024, assinale a alternativa correta sobre as características da insulina NPH e insulina regular, ambas disponíveis no Sistema Único de Saúde:

  1. A)A insulina NPH é de ação rápida e deve ser utilizada imediatamente antes das refeições.
  2. B)A insulina regular é de ação prolongada, com pico ausente e duração superior a 24 horas.
  3. C)A insulina NPH apresenta ação intermediária, com pico de ação entre 4 a 12 horas após aplicação.
  4. D)A insulina regular tem início de ação inferior a 5 minutos e substitui os análogos ultrarrápidos.

Resposta: C

Conceito: A insulina NPH é uma insulina de ação intermediária, com pico de ação algumas horas após a aplicação.

Raciocínio: A NPH não é usada como insulina prandial de ação rápida. Seu perfil intermediário inclui um pico de ação, que pode ocorrer entre 4 e 12 horas, conforme a referência adotada. A insulina regular tem ação curta e é aplicada antes das refeições, respeitando o intervalo recomendado.

Pegadinha: A banca troca os perfis das insulinas basal intermediária, prandial regular e análogos ultrarrápidos.

Base: Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes sobre insulinoterapia.

7.3.2 Clínica médica do adulto e cuidados de enfermagem

Na dor torácica sugestiva de síndrome coronariana aguda (SCA), obtenha ECG rapidamente, monitore sinais vitais e providencie troponinas seriadas conforme protocolo.

Troponina elevada sem supra de ST pode indicar infarto sem supradesnível; o tipo 1 decorre de ruptura ou erosão de placa, enquanto o tipo 2 resulta de desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio. Não administre oxigênio de rotina se não houver hipoxemia. Na insuficiência cardíaca, monitore congestão, perfusão, diurese, peso e resposta ao tratamento; reconheça piora da dispneia, edema e sinais de baixo débito.

No acidente vascular encefálico, registre o último momento em que a pessoa estava bem, verifique glicemia e acione avaliação urgente com neuroimagem. Não ofereça líquidos ou alimentos antes da triagem de deglutição. Na doença renal crônica, acompanhe função renal, eletrólitos, balanço hídrico e sinais de sobrecarga. Na hemodiálise, avalie o acesso; na fístula arteriovenosa, verifique frêmito e sopro e não permita punção, aferição de pressão ou compressão prolongada no braço. Na diálise peritoneal, efluente turvo ou dor abdominal exige avaliação imediata por possível peritonite.

Cetoacidose diabética combina cetose e acidose; estado hiperosmolar cursa com hiperglicemia e desidratação intensas, geralmente sem cetose importante. Em ambos, acompanhe glicemia, potássio, estado neurológico, hidratação e resposta à reposição de fluidos e insulina prescrita. Na pneumonia, avalie oxigenação, esforço respiratório, febre e estado mental; aplique precauções indicadas e acompanhe resposta ao tratamento. Na insuficiência respiratória, priorize via aérea, oxigenação e ventilação. Na doença hepática, observe nível de consciência, sangramento, ascite e sinais de infecção. Escalonar deterioração clínica e documentar respostas são cuidados transversais.

7.3.3 Processo de enfermagem, diagnósticos e registros

O Processo de Enfermagem organiza o cuidado e deve ser documentado. A regulamentação vigente do Cofen o estrutura em cinco etapas: avaliação de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, planejamento, implementação e evolução de enfermagem. O enfermeiro lidera o processo; técnicos e auxiliares participam conforme suas competências e sob supervisão.

O diagnóstico de enfermagem é julgamento clínico sobre respostas humanas. O diagnóstico focado no problema descreve resposta indesejável presente e se apoia em características definidoras e fatores relacionados. O diagnóstico de risco indica vulnerabilidade, sem características definidoras de um problema já instalado; usa fatores de risco. O diagnóstico de promoção da saúde expressa disposição para melhorar comportamentos ou resultados de saúde. Diferencie o título diagnóstico de seus componentes: foco e julgamento compõem a formulação; fatores relacionados ou de risco ajudam a explicar ou identificar condições associadas.

Priorize problemas que ameaçam vida, via aérea, respiração, circulação ou segurança; depois considere necessidades, preferências e riscos de deterioração. A NANDA-I padroniza diagnósticos; a NIC descreve intervenções e a NOC, resultados. Elas podem ser relacionadas no plano, mas não são intercambiáveis. Nas teorias, Horta organiza necessidades humanas básicas; Orem destaca o autocuidado e os déficits que exigem assistência; Rogers concebe a pessoa como unidade em interação com o ambiente.

Registre dados objetivos, horários, ações, resposta do paciente e comunicação de intercorrências. Use linguagem clara, sem rasuras ou julgamentos, e identifique-se conforme as regras profissionais. Registro completo dá continuidade ao cuidado e respaldo à equipe.

Esquema

Etapas do Processo de Enfermagem

  1. 1Avaliação de enfermagem

  2. 2Diagnóstico de enfermagem

  3. 3Planejamento

  4. 4Implementação

  5. 5Evolução de enfermagem

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · Residência SES-GO 2026

O diagnóstico de Enfermagem que descreve um julgamento clínico sobre uma resposta humana indesejável a uma condição de saúde/processo de vida, presente em um indivíduo, família ou comunidade, é classificado como

  1. A)focado no problema.
  2. B)de risco etiológico.
  3. C)de promoção da saúde.
  4. D)focado em fatores relacionados.

Resposta: A

Conceito: O diagnóstico de enfermagem focado no problema descreve uma resposta humana indesejável que já está presente.

Raciocínio: O enunciado indica uma resposta atual, identificada por sinais, sintomas ou características definidoras. Isso corresponde ao diagnóstico focado no problema. Um diagnóstico de risco trata de uma resposta que ainda não ocorreu; o de promoção da saúde expressa disposição para melhorar.

Pegadinha: A presença de uma resposta atual diferencia o diagnóstico focado no problema do diagnóstico de risco.

Base: Classificação de diagnósticos de enfermagem NANDA-I.

7.3.4 Controle de infecção e biossegurança

A prevenção de infecções relacionadas à assistência começa pela higiene das mãos nos cinco momentos da OMS: antes de tocar o paciente, antes de procedimento limpo ou asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente.

Precauções padrão valem para todos. Acrescente precaução de contato, gotículas ou aerossóis conforme a via de transmissão; escolha EPI, local e transporte de acordo com o risco. Na covid-19, siga orientações sanitárias vigentes e use respirador em procedimentos geradores de aerossóis, conforme protocolo do serviço.

Para prevenir infecção de corrente sanguínea associada a cateter, use técnica asséptica, avalie diariamente a necessidade do dispositivo e remova-o assim que possível. Para infecção urinária, evite cateter vesical sem indicação, mantenha sistema fechado e retire precocemente. Para pneumonia associada à ventilação, cuide da higiene oral, avalie diariamente sedação e possibilidade de extubação e mantenha medidas de prevenção de aspiração. Na prevenção de infecção do sítio cirúrgico, cumpra preparo da pele, técnica asséptica e antibioticoprofilaxia conforme prescrição e protocolo.

A NR 32 orienta a proteção dos trabalhadores em serviços de saúde. Descarte perfurocortantes imediatamente em recipiente rígido, sem reencapar agulhas; não ultrapasse o limite de preenchimento. Em exposição ocupacional, lave a área, comunique imediatamente e siga o fluxo de avaliação e profilaxia do serviço.

O PGRSS deve organizar o manejo dos resíduos desde a geração. A RDC Anvisa nº 222/2018 classifica os resíduos em grupo A (potencialmente infectantes), B (químicos), C (radioativos), D (comuns, equiparados aos domiciliares) e E (perfurocortantes). A segregação na fonte é essencial: descarte cada resíduo no grupo adequado, no local em que foi produzido. Acondicionamento, identificação, transporte, tratamento e destino final vêm depois e dependem da classificação e das regras aplicáveis.

Esquema

Classificação dos resíduos

Resíduos

  • Grupo A

    Potencialmente infectantes

  • Grupo B

    Químicos

  • Grupo C

    Radioativos

  • Grupo D

    Comuns, equiparados aos domiciliares

  • Grupo E

    Perfurocortantes

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · HUB RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL 2020

Julgue os itens que se seguem, acerca de práticas de gestão de riscos em serviços de saúde. Cabe à comissão de controle de infecção hospitalar de um hospital implantar medidas imediatas de controle epidemiológico em casos de surtos, sempre que indicado.

(  ) Certo    (  ) Errado

Resposta: Certo

Conceito: A comissão de controle de infecção hospitalar deve atuar na prevenção e no controle de infecções, incluindo a resposta a surtos quando indicada.

Raciocínio: Diante de um surto, a CCIH participa da investigação epidemiológica, orienta medidas de controle e articula sua implementação com os setores responsáveis. A resposta deve ser oportuna e adequada ao agente, à via de transmissão e ao cenário.

Pegadinha: A expressão “sempre que indicado” evita tratar uma medida específica como obrigatória para todo surto; a ação deve ser definida conforme a investigação e o risco.

Base: Portaria do Ministério da Saúde que estabelece diretrizes e normas para prevenção e controle das infecções hospitalares.

Pegadinha de prova

NPH não é regular

NPH é de ação intermediária e tem pico; regular é de ação curta. Agitar vigorosamente uma suspensão de NPH não é técnica correta: homogeneíze suavemente.

Pegadinha de prova

Risco não é problema instalado

Diagnóstico focado no problema descreve uma resposta presente. Diagnóstico de risco descreve vulnerabilidade e não deve ser formulado como se já houvesse sinais e sintomas.

Atenção

Regulamentação do Processo de Enfermagem

A Resolução Cofen 736/2024 atualizou a regulamentação do Processo de Enfermagem e revogou a Resolução 358/2009. Use a norma vigente e não confunda diagnóstico, intervenção e resultado.

Pegadinha de prova

Resíduo se separa na origem

A segregação acontece no local da geração. Não se deve misturar resíduos para depois tentar classificá-los no armazenamento central.

7.4 Exemplo resolvido

Uma pessoa com diabetes tipo 2 chega à UBS sonolenta, com vômitos e respiração profunda. A glicemia capilar está muito elevada. A equipe suspeita de descompensação aguda. Qual ação de enfermagem é prioritária? A) Oferecer suco e aguardar melhora. B) Avaliar sinais vitais e estado neurológico, obter glicemia e cetonas conforme protocolo e encaminhar para atendimento urgente. C) Aplicar a dose habitual de insulina sem avaliar potássio ou hidratação. D) Orientar retorno em uma semana para ajuste do tratamento.

  1. O quadro sugere crise hiperglicêmica com possível cetoacidose: vômitos, alteração da consciência e respiração profunda são sinais de gravidade.
  2. Hipoglicemia é menos provável diante da glicemia muito elevada; ainda assim, confirme a glicemia e avalie o estado clínico.
  3. Priorize avaliação imediata, monitorização e encaminhamento. A equipe deve investigar cetose, acidose, hidratação e eletrólitos antes de conduzir o tratamento.

Resposta: B) Avaliar sinais vitais e estado neurológico, obter glicemia e cetonas conforme protocolo e encaminhar para atendimento urgente.

7.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo das provas de residência.

F1inédita

Uma pessoa idosa relata dificuldade para tomar banho, vestir-se e alimentar-se sem ajuda. O enfermeiro quer avaliar especificamente as atividades básicas de vida diária. Qual instrumento é mais adequado?

  1. A)Escala de Lawton e Brody.
  2. B)Escala de Braden.
  3. C)Mini Exame do Estado Mental.
  4. D)Índice de Katz.

F2inédita

Durante a avaliação de uma pessoa em hemodiálise, o enfermeiro não identifica frêmito nem ausculta sopro na fístula arteriovenosa. Qual é a conduta mais adequada?

  1. A)Puncionar a fístula em outro ponto para confirmar a ausência de fluxo.
  2. B)Não utilizar o acesso e comunicar imediatamente a equipe responsável para avaliação.
  3. C)Aplicar compressa morna e aguardar a próxima sessão de hemodiálise.
  4. D)Realizar aferição da pressão arterial no braço da fístula para verificar a perfusão.

F3inédita

Após identificar risco de queda, o enfermeiro planeja o cuidado e define como resultado esperado que a pessoa permaneça sem quedas durante a internação. Na classificação de enfermagem, esse resultado corresponde a:

  1. A)Um resultado de enfermagem da NOC.
  2. B)Uma intervenção de enfermagem da NIC.
  3. C)Um diagnóstico médico.
  4. D)Um fator relacionado de um diagnóstico NANDA-I.

F4inédita

Um paciente internado está em investigação de tuberculose pulmonar e apresenta tosse persistente. Enquanto aguarda a confirmação diagnóstica, qual medida de precaução é indicada?

  1. A)Precaução por contato, com avental e luvas para toda entrada no quarto.
  2. B)Precaução por gotículas, com máscara cirúrgica para todos os profissionais.
  3. C)Precaução para aerossóis, com respirador particulado e acomodação adequada.
  4. D)Precauções padrão apenas, pois ainda não há confirmação laboratorial.

F5inédita

Após realizar uma punção venosa, um profissional percebe que a agulha usada não foi descartada e está sobre a bancada. Qual conduta atende à prevenção de acidentes com perfurocortantes?

  1. A)Reencapar a agulha com as duas mãos antes de levá-la ao descarte.
  2. B)Desconectar a agulha da seringa e descartá-la no lixo comum.
  3. C)Deixar a agulha na bandeja para que outro profissional a descarte ao fim do turno.
  4. D)Descartar imediatamente o conjunto no recipiente apropriado para perfurocortantes, sem reencapar a agulha.

7.6 Questões de provas anteriores

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · Residência Multiprofissional UFPA 2026
De acordo com os princípios que regem a RDC 222/2018, no que se refere ao Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), a etapa inicial essencial para a correta implementação de um plano de gerenciamento, visando à segurança e à minimização de riscos, está em conformidade com a/o

  1. A)classificação detalhada de todos os resíduos em um inventário diário, antes do descarte.
  1. B)disposição final dos resíduos em aterros sanitários licenciados, priorizando os recicláveis.
  2. C)desativação microbiana por autoclavação ou incineração dos materiais biológicos descartados.
  3. D)transporte dos resíduos para áreas de armazenamento centralizadas antes de sua coleta externa.
  4. E)segregação dos resíduos na fonte, categorizando-os conforme o grupo de risco e suas características específicas.

Q2oficial · Residência Multiprofissional FAMEMA 2026
Em uma unidade básica de saúde (UBS), o enfermeiro aproveita o momento em que são distribuídos os insumos para a aplicação de insulina para realizar grupos educativos. Nessas oportunidades, entre outros assuntos, realiza orientações sobre a aplicação e acondicionamento corretos da insulina, tais como

  1. A)ser contraindicada a assepsia da pele do local selecionado para aplicação com álcool 70%, para evitar dor no momento da punção e irritação da pele.
  1. B)armazenar frascos, refis e canetas descartáveis em uso, em temperatura ambiente, até 30 ºC, pelo tempo especificado pelo fabricante.
  2. C)massagear bem o local da aplicação da insulina, facilitando sua absorção e prevenção de lipodistrofias.
  3. D)homogeneizar as suspensões de insulina humana, NPH e bifásicas, por meio de agitação intensa do frasco por 5 a 10 segundos, para reduzir a variabilidade da concentração da insulina aplicada.
  4. E)retirar a agulha do tecido subcutâneo imediatamente após injetar a insulina, para evitar o refluxo de sangue.

Q3oficial · Residência SES-DF 2024
Texto base: Uma paciente procura o serviço de emergência com queixa de dor torácica súbita e intensa, iniciada há cerca de 2 horas, enquanto estava em repouso. Ela descreve a dor como pressão e aperto no peito, associada à sudorese profusa e náuseas. Não relata dispneia ou dor irradiada para membros superiores. Ao exame físico, apresentou sudorese, FC = 110 bpm, PA = 160 mmHg x 90 mmHg, SatO2 = 95% em ar ambiente e FR = 20 irpm. Ao exame do aparelho cardiovascular, apresenta ritmo cardíaco regular, bulhas cardíacas normofonéticas e ausência de sopro. Não apresenta alterações significativas nos demais sistemas. Em eletrocardiograma (ECG) não apresenta elevação do segmento ST. Ao exame de sangue, apresenta elevação da enzima cardíaca troponina I, confirmando o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio devido à ruptura ou erosão de placa aterosclerótica coronariana. Na radiografia de tórax, não há evidências de anormalidades significativas. O ecocardiograma apresentou função sistólica global preservada, sem evidência de complicações mecânicas. Dessa forma, a paciente apresenta um quadro de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) espontâneo, com isquemia miocárdica secundária a evento coronariano. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST, e com base no caso apresentado, selecione a alternativa que corresponde à classificação da paciente no que se refere aos fatores desencadeantes do infarto agudo do miocárdio.

  1. A)Tipo I.
  2. B)Tipo II.
  3. C)Tipo 3.
  4. D)Tipo 4a.

Q4oficial · ENARE (AOCP) 2022
“Pacientes em condições críticas correm risco de muitas complicações passíveis de prevenção pela prática independente dos enfermeiros. Por exemplo, pneumonias associadas à ventilação mecânica (1) e lesões por pressão (2). Além disso, é comum que os pacientes estejam com medo (3) e as famílias estressadas (4), pelo fato de precisar de conhecimento (5) para cuidar do ente querido quando voltarem para casa, diante dessa nova situação”. Analise o enunciado, observe os números citados e assinale a qual domínio do diagnóstico de enfermagem (NANDA-I) eles pertencem.

  1. A)(1) refere-se ao domínio de promoção da saúde.
  2. B)(3) refere-se ao domínio de enfrentamento e tolerância ao estresse.
  3. C)(4) refere-se ao domínio de percepção e cognição.
  4. D)(5) refere-se ao domínio de enfrentamento e tolerância.
  5. E)(2) refere-se ao domínio de autopercepção.

Q5oficial · Residência Multiprofissional Unicamp 2026

De acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os sete comportamentos de autocuidado são fundamentais para o bom controle da doença. Entre os seguintes comportamentos, qual NÃO é considerado um dos pilares do autocuidado em diabetes?

  1. A)Participação ativa nas consultas de enfermagem
  2. B)Atividade física regular
  3. C)Alimentação saudável
  4. D)Monitoramento da glicemia

Q6oficial · Residência Multiprofissional FAMEMA 2026

O processo de enfermagem (PE) organiza-se em 5 etapas, inter-relacionadas, interdependentes, recorrentes e cíclicas, a saber: I. Diagnóstico de enfermagem. II. Avaliação de enfermagem. III. Evolução de enfermagem. IV. Implementação de enfermagem. V. Planejamento de enfermagem. Assinale a alternativa que apresenta a sequência com que as etapas são desenvolvidas.

  1. A)I, II, V, IV, III.
  2. B)II, I, V, IV, III.
  3. C)III, I, V, IV, II.
  4. D)II, I, IV, V, III.
  5. E)I, V, IV, III, II.

Q7oficial · Residência SES-PE 2026
Em uma unidade de cuidados prolongados, uma paciente de 76 anos com demência moderada, mobilidade reduzida e em uso de SVD há 10 dias apresenta febre baixa, leve agitação, débito urinário reduzido e urina escura na bolsa coletora. A equipe relata que a bolsa frequentemente fica acima do nível da bexiga, quando a paciente é mobilizada para higiene. O exame físico revela dor suprapúbica à palpação. Considerando as diretrizes de prevenção de ITU associada a um cateter (CAUTI) e as responsabilidades da enfermagem, qual é a melhor conduta?

  1. A)Realizar irrigação contínua da sonda com solução estéril para restaurar o fluxo urinário e reduzir a colonização bacteriana.
  1. B)Substituir o cateter imediatamente por outro do mesmo calibre, sem comunicação médica, pois a troca precoce é indicada sempre que há febre e dor suprapúbica.
  2. C)Avaliar técnica de manipulação, garantir sistema fechado e gravidade adequada da bolsa, investigar causas de obstrução, hidratar a paciente conforme prescrição, coletar amostra de urina por técnica asséptica para cultura (se houver indicação médica) e comunicar o enfermeiro responsável e o médico para a definição de conduta.
  3. D)Aumentar o calibre da sonda para melhorar o fluxo urinário e reduzir a estase, uma vez que o débito está diminuído.
  4. E)Manter observação por 24 horas antes de qualquer conduta, pois alterações urinárias são comuns em pacientes acamados e podem se resolver espontaneamente.

7.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: A incapacidade de perceber o monofilamento pode indicar perda da sensibilidade protetora e aumento do risco de lesões nos pés.
Raciocínio: O monofilamento avalia sensibilidade protetora. A falta de percepção em pontos plantares é um achado relevante mesmo sem ferida presente. O resultado exige avaliação do risco e orientação preventiva, mas não confirma, por si só, doença arterial periférica.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado. O monofilamento avalia sensibilidade, não confirma doença arterial periférica. A alternativa confunde neuropatia com comprometimento vascular.
  • C: Errado. A ausência de úlcera não elimina o risco futuro. A perda da sensibilidade protetora pode preceder a lesão.
  • D: Errado. O exame não confirma neuropatia motora. A alternativa atribui ao teste uma avaliação que ele não realiza.
Pegadinha: A ausência de lesão atual não significa ausência de risco para o pé.
Base: Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes sobre avaliação e cuidados com os pés na pessoa com diabetes.
Questão irmã: Uma pessoa com diabetes percebe o monofilamento em todos os pontos avaliados. Esse resultado, isoladamente, confirma que ela nunca terá risco de ulceração? Gabarito: Não. O achado não confirma perda da sensibilidade protetora, mas a avaliação dos pés deve considerar também outros fatores de risco.

P2inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: Na cetoacidose diabética com hipocalemia, é necessário repor potássio antes de iniciar insulina.
Raciocínio: A insulina desloca potássio para o meio intracelular e pode reduzir ainda mais a concentração sérica. Com potássio baixo, a prioridade é repô-lo e monitorá-lo; a insulinoterapia começa quando o nível estiver seguro, conforme o protocolo adotado.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado. A insulina pode agravar a hipocalemia ao deslocar potássio para dentro das células.
  • B: Errado. A insulinoterapia continua sendo parte do tratamento da cetoacidose, mas deve aguardar a correção inicial da hipocalemia.
  • D: Errado. O bicarbonato não substitui a reposição de potássio e não deve ser indicado apenas por esse resultado.
Pegadinha: A glicemia elevada chama atenção, mas o potássio baixo muda a sequência segura da conduta.
Base: Consensus Report on Hyperglycemic Crises in Adults, da American Diabetes Association e da European Association for the Study of Diabetes.
Questão irmã: Na cetoacidose diabética, o potássio está baixo. Deve-se iniciar a insulina antes de corrigir esse distúrbio? Gabarito: Não. Corrige-se a hipocalemia antes de iniciar a insulina, com monitoramento do potássio.

P3inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: O processo de enfermagem organiza o cuidado em cinco etapas inter-relacionadas: avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução.
Raciocínio: A avaliação reúne dados sobre a pessoa e sua situação. Com esses dados, o enfermeiro formula diagnósticos, planeja resultados e intervenções, implementa o plano e avalia a resposta por meio da evolução.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Errado. A alternativa mistura atividades assistenciais e administrativas, mas não apresenta as etapas do processo de enfermagem.
  • C: Errado. O diagnóstico médico não substitui o diagnóstico de enfermagem, e a sequência não corresponde às etapas regulamentadas.
  • D: Errado. A avaliação precede o diagnóstico, e o registro não é opcional.
Pegadinha: Não confunda o processo de enfermagem com uma lista de procedimentos ou com o fluxo de atendimento da unidade.
Base: Resolução Cofen nº 736/2024, que dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem.
Questão irmã: Após implementar as intervenções planejadas, o enfermeiro deve encerrar o processo sem reavaliar a resposta da pessoa? Gabarito: Não. Deve avaliar a resposta e registrar a evolução, podendo revisar o planejamento.

F1inéditaResposta: D

Conceito: O índice de Katz avalia a independência em atividades básicas de vida diária.
Raciocínio: Banho, vestir-se e alimentar-se são atividades básicas. O índice de Katz avalia o grau de independência nessas tarefas. A escala de Lawton e Brody se concentra em atividades instrumentais, como usar transporte e administrar medicamentos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado. A escala de Lawton e Brody avalia atividades instrumentais de vida diária.
  • B: Errado. A escala de Braden avalia risco de lesão por pressão.
  • C: Errado. O Mini Exame do Estado Mental rastreia aspectos cognitivos, não a independência funcional básica.
Pegadinha: A distinção central é entre atividades básicas, como banho, e atividades instrumentais, como administrar dinheiro.
Base: Caderneta da Pessoa Idosa e materiais do Ministério da Saúde para avaliação funcional da pessoa idosa.
Questão irmã: Para avaliar se uma pessoa idosa consegue administrar medicamentos e utilizar transporte, qual tipo de atividade deve ser investigado? Gabarito: Atividades instrumentais de vida diária, avaliadas por instrumentos como a escala de Lawton e Brody.

F2inéditaResposta: B

Conceito: A ausência de frêmito e sopro em uma fístula arteriovenosa pode indicar interrupção do fluxo e exige avaliação imediata.
Raciocínio: O frêmito palpável e o sopro audível são sinais de fluxo no acesso. Quando ambos desaparecem, não se deve puncionar nem comprimir o braço; é necessário comunicar a equipe para avaliação urgente.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado. Puncionar um acesso sem sinais de fluxo pode causar dano e não é uma forma segura de confirmar a suspeita.
  • C: Errado. A espera pode atrasar a avaliação de uma possível complicação do acesso.
  • D: Errado. Não se deve aferir a pressão arterial no braço com fístula arteriovenosa, pois a compressão pode comprometer o acesso.
Pegadinha: A fístula não deve ser manipulada para testar se voltou a funcionar: a avaliação começa pela inspeção, palpação e ausculta.
Base: Recomendações da Sociedade Brasileira de Nefrologia para cuidados com acesso vascular para hemodiálise.
Questão irmã: Uma pessoa com fístula arteriovenosa apresenta frêmito palpável e sopro audível. O enfermeiro deve aferir a pressão arterial nesse braço? Gabarito: Não. Deve preservar o braço da fístula e evitar aferição de pressão arterial nesse membro.

F3inéditaResposta: A

Conceito: A NOC organiza resultados de enfermagem; a NIC organiza intervenções de enfermagem.
Raciocínio: A frase descreve uma condição que se espera alcançar ou manter. Portanto, é um resultado de enfermagem. As ações planejadas para reduzir o risco de queda seriam intervenções classificadas pela NIC.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Errado. Uma intervenção descreve uma ação de cuidado, não o estado que se espera alcançar.
  • C: Errado. O resultado formulado não é um diagnóstico médico; expressa uma meta do cuidado de enfermagem.
  • D: Errado. O fator relacionado ajuda a explicar um diagnóstico de enfermagem, mas não expressa o resultado esperado.
Pegadinha: Resultado responde ao que se espera alcançar; intervenção responde ao que a equipe fará.
Base: Classificações NOC (Nursing Outcomes Classification) e NIC (Nursing Interventions Classification), além da classificação NANDA-I.
Questão irmã: No plano de cuidado, “orientar a pessoa sobre medidas de prevenção de quedas” descreve um resultado ou uma intervenção? Gabarito: Uma intervenção de enfermagem, pois descreve uma ação de cuidado.

F4inéditaResposta: C

Conceito: A suspeita de tuberculose pulmonar exige precauções para transmissão por aerossóis.
Raciocínio: A tuberculose pulmonar pode transmitir-se por partículas suspensas no ar. A equipe deve iniciar as precauções indicadas durante a investigação, sem aguardar a confirmação laboratorial, e usar respirador particulado conforme o protocolo local.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado. A precaução por contato não é a medida principal para prevenir transmissão aérea da tuberculose.
  • B: Errado. A máscara cirúrgica, isoladamente, não substitui o respirador particulado indicado para precauções para aerossóis.
  • D: Errado. A suspeita clínica já justifica iniciar as precauções; não se deve esperar o resultado para proteger pacientes e profissionais.
Pegadinha: A medida de isolamento deve acompanhar a suspeita clínica, não apenas o resultado do exame.
Base: Protocolo de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde da Anvisa e orientações do Ministério da Saúde para tuberculose.
Questão irmã: Em um caso suspeito de tuberculose pulmonar, a equipe pode aguardar a confirmação laboratorial para iniciar a precaução para aerossóis? Gabarito: Não. Deve iniciar as precauções diante da suspeita, conforme o protocolo institucional.

F5inéditaResposta: D

Conceito: O material perfurocortante deve ser descartado imediatamente em recipiente apropriado, sem reencape manual.
Raciocínio: A agulha exposta representa risco de acidente ocupacional. O descarte no ponto de uso reduz a manipulação e deve ocorrer em recipiente resistente à punctura, conforme as normas de segurança e o plano de gerenciamento de resíduos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Errado. Reencapar a agulha aumenta o risco de perfuração acidental.
  • B: Errado. A agulha não deve ser desconectada manualmente nem descartada no lixo comum.
  • C: Errado. Deixar o material exposto prolonga o risco para todos que circulam no local.
Pegadinha: Não basta descartar corretamente: o descarte deve ocorrer sem reencape e sem transporte desnecessário do perfurocortante.
Base: NR 32 e RDC Anvisa nº 222/2018, que dispõe sobre o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.
Questão irmã: Após uma injeção, a agulha deve ser reencapada antes de ser colocada no coletor? Gabarito: Não. Deve ser descartada imediatamente no recipiente apropriado para perfurocortantes, sem reencape manual.

Q1oficialResposta: E

Conceito: A segregação dos resíduos deve ocorrer no local e no momento de sua geração, conforme o grupo e as características do resíduo.
Raciocínio: A separação na fonte evita misturas e reduz riscos para trabalhadores, usuários e ambiente. Depois dela, o serviço organiza as demais etapas do gerenciamento, como acondicionamento, identificação, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A propõe um inventário diário como etapa inicial obrigatória. A classificação orienta a segregação, mas o plano não começa por um inventário antes do descarte.
  • B: A alternativa B trata de destinação final, etapa posterior. Também não se deve priorizar recicláveis sem observar a classificação e as regras de manejo.
  • C: A alternativa C descreve tratamento aplicável a determinados resíduos, não uma etapa inicial universal. Nem todos os resíduos são submetidos a autoclavação ou incineração.
  • D: A alternativa D descreve transporte e armazenamento, etapas posteriores à segregação na fonte.
Pegadinha: Não confunda a primeira etapa operacional do gerenciamento com tratamento ou destinação final.
Base: RDC Anvisa 222/2018, que regulamenta as boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde.
Questão irmã: Em que momento e local a equipe deve separar os resíduos de serviços de saúde por grupo? Gabarito: No momento e no local de sua geração.

Fonte: Residência Multiprofissional UFPA (2026) — prova em ceps.ufpa.br

Q2oficialResposta: B

Conceito: A conservação da insulina em uso depende do produto e das instruções do fabricante; pode ser feita em temperatura ambiente dentro dos limites e do prazo indicados.
Raciocínio: A alternativa B condiciona o armazenamento à temperatura máxima e ao tempo especificados pelo fabricante. Essa ressalva é importante porque o prazo após o início do uso varia conforme a apresentação e o produto. Oriente também a proteger a insulina de calor excessivo, luz e congelamento.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A generaliza a contraindicação do álcool 70%. A técnica depende das condições da pele e da orientação do protocolo; quando se usa álcool, deve-se deixar secar antes da aplicação.
  • C: A alternativa C recomenda massagear o local. A massagem pode alterar a absorção; a prevenção de lipodistrofia depende de rodízio sistemático dos locais e técnica adequada.
  • D: A alternativa D recomenda agitação intensa. Suspensões como a NPH devem ser homogeneizadas suavemente, rolando ou invertendo o frasco conforme orientação, sem agitação vigorosa.
  • E: A alternativa E manda retirar a agulha imediatamente. Deve-se aguardar alguns segundos antes de retirá-la, conforme a orientação para a apresentação utilizada, para reduzir o refluxo da insulina.
Pegadinha: Não há um único prazo de conservação para toda insulina em uso. A banca torna correta a alternativa ao vinculá-la às especificações do fabricante.
Base: Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes sobre insulinoterapia e orientações do fabricante de cada insulina.
Questão irmã: Como reduzir o risco de lipodistrofia em pessoa que aplica insulina diariamente? Gabarito: Fazer rodízio organizado dos locais de aplicação e evitar aplicar repetidamente no mesmo ponto.

Fonte: Residência Multiprofissional FAMEMA (2026) — prova em documento.vunesp.com.br

Q3oficialResposta: A

Conceito: O infarto do miocárdio tipo 1 decorre de evento aterotrombótico coronariano espontâneo, em geral por ruptura ou erosão de placa.
Raciocínio: A paciente tem dor compatível com isquemia, troponina elevada e descrição de ruptura ou erosão de placa. Esse mecanismo caracteriza IAM tipo 1. A ausência de supradesnível do ST não muda a classificação pelo mecanismo.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B descreve o IAM tipo 2, causado por desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio sem aterotrombose coronariana aguda como mecanismo primário.
  • C: A alternativa C descreve o IAM tipo 3, associado a morte cardíaca com suspeita de isquemia antes de ser possível confirmar biomarcadores.
  • D: A alternativa D descreve o IAM tipo 4a, relacionado a intervenção coronariana percutânea.
Pegadinha: A classificação pelo tipo do IAM depende do mecanismo, não da presença ou ausência de supradesnível do ST.
Base: Definição Universal de Infarto do Miocárdio e diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia para síndrome coronariana aguda sem supradesnível do ST.
Questão irmã: Pessoa com IAM após desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio, sem evidência de aterotrombose aguda, recebe qual classificação? Gabarito: IAM tipo 2.

Fonte: Residência SES-DF (2024) — prova em iades.com.br

Q4oficialResposta: B

Conceito: Na NANDA-I, medo integra o domínio de enfrentamento e tolerância ao estresse.
Raciocínio: O número 3 identifica o medo do paciente. Medo é uma resposta emocional relacionada à percepção de ameaça e se enquadra no domínio de enfrentamento e tolerância ao estresse.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A classifica pneumonia associada à ventilação mecânica como promoção da saúde. Trata-se de risco ou problema ligado à segurança e proteção.
  • C: A alternativa C classifica o estresse da família como percepção e cognição. O estresse se relaciona ao enfrentamento e à tolerância ao estresse.
  • D: A alternativa D classifica a necessidade de conhecimento como enfrentamento e tolerância. O conhecimento se relaciona ao domínio de percepção e cognição.
  • E: A alternativa E classifica lesão por pressão como autopercepção. Trata-se de alteração da integridade da pele, no domínio de segurança e proteção.
Pegadinha: A questão pede o domínio correspondente a um dado numerado, não o domínio de todos os problemas citados.
Base: Classificação de domínios da NANDA-I.
Questão irmã: Em qual domínio da NANDA-I se enquadra o diagnóstico de conhecimento deficiente? Gabarito: Percepção e cognição.

Fonte: ENARE (AOCP) (2022) — prova em gov.br

Q5oficialResposta: A

Conceito: Os sete comportamentos de autocuidado em diabetes incluem alimentação saudável, atividade física, monitoramento, uso adequado da medicação, resolução de problemas, enfrentamento saudável e redução de riscos.
Raciocínio: Atividade física, alimentação saudável e monitoramento da glicemia constam entre os comportamentos de autocuidado. Participar ativamente das consultas pode apoiar o cuidado, mas não integra essa lista de sete comportamentos.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B está errada como resposta à pergunta porque atividade física regular é um dos comportamentos de autocuidado.
  • C: A alternativa C está errada como resposta à pergunta porque alimentação saudável é um dos comportamentos de autocuidado.
  • D: A alternativa D está errada como resposta à pergunta porque monitorar a glicemia integra o autocuidado.
Pegadinha: A consulta de enfermagem é importante, mas a questão pergunta pelos comportamentos da lista de autocuidado, não por toda ação que favorece o tratamento.
Base: Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes sobre educação e autocuidado em diabetes.
Questão irmã: O uso correto dos medicamentos prescritos integra os comportamentos de autocuidado em diabetes? Gabarito: Sim.

Fonte: Residência Multiprofissional Unicamp (2026) — prova em portal.fcm.unicamp.br

Q6oficialResposta: B

Conceito: O Processo de Enfermagem segue avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução de enfermagem.
Raciocínio: A avaliação reúne dados. Com esses dados, o enfermeiro estabelece diagnósticos e planeja resultados e intervenções. Depois, implementa as ações e avalia os resultados por meio da evolução. As etapas são inter-relacionadas e podem se repetir conforme a resposta da pessoa.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A inicia pelo diagnóstico antes da avaliação, que fornece os dados para o julgamento clínico.
  • C: A alternativa C começa pela evolução e coloca a avaliação ao final. A evolução avalia os resultados após a implementação.
  • D: A alternativa D inverte planejamento e implementação. Primeiro se planejam as ações; depois elas são executadas.
  • E: A alternativa E inicia pelo diagnóstico e posiciona a avaliação no fim, em vez de iniciar o processo com a coleta e análise de dados.
Pegadinha: A resolução vigente usa “avaliação de enfermagem” como etapa inicial e “evolução de enfermagem” para avaliar os resultados alcançados.
Base: Resolução Cofen 736/2024, sobre a implementação do Processo de Enfermagem.
Questão irmã: Qual etapa do Processo de Enfermagem vem imediatamente após o planejamento? Gabarito: Implementação de enfermagem.

Fonte: Residência Multiprofissional FAMEMA (2026) — prova em documento.vunesp.com.br

Q7oficialResposta: C

Conceito: A prevenção e a avaliação de infecção urinária associada a cateter exigem sistema fechado, fluxo por gravidade e coleta asséptica quando houver indicação clínica.
Raciocínio: A bolsa acima da bexiga favorece refluxo e deve ser corrigida. A equipe deve avaliar obstrução, dobras e manipulação do sistema, manter a bolsa abaixo da bexiga e preservar o sistema fechado. Febre e dor suprapúbica justificam avaliação clínica; se houver indicação de cultura, a amostra deve ser coletada pelo ponto próprio, com técnica asséptica, nunca da bolsa. A necessidade do cateter também deve ser reavaliada.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A recomenda irrigação contínua de rotina. Ela não previne infecção e só deve ser usada em situações específicas, conforme indicação clínica.
  • B: A alternativa B propõe troca automática do cateter por febre e dor. A troca não é indicada sempre; depende da avaliação, da necessidade de manter o dispositivo e de critérios clínicos.
  • D: A alternativa D aumenta o calibre sem investigar a causa do baixo débito. Isso pode causar trauma e não corrige necessariamente obstrução ou problema de posicionamento.
  • E: A alternativa E adia a avaliação apesar de sinais compatíveis com complicação. É necessário verificar o sistema e comunicar a equipe sem demora.
Pegadinha: Urina escura, isoladamente, não confirma infecção. A posição inadequada da bolsa e os sinais clínicos exigem avaliação, mas não justificam troca ou irrigação automática.
Base: Diretrizes de prevenção de infecção urinária associada a cateter e protocolos de prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde.
Questão irmã: Onde deve ficar a bolsa coletora de uma pessoa com cateter vesical de demora? Gabarito: Abaixo do nível da bexiga, sem tocar o chão, para favorecer a drenagem por gravidade e evitar refluxo.

Fonte: Residência SES-PE (2026) — prova em upenet.com.br

7.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Confirme a hipertensão com medidas adequadas e repetidas.
  • Sem hiperglicemia inequívoca, confirme o diagnóstico de diabetes.
  • A NPH é intermediária; homogeneíze suavemente e não massageie o local após a aplicação.
  • Frêmito e sopro ajudam a avaliar a fístula arteriovenosa; proteja o braço do acesso.
  • No AVC, registre o último momento bem e não ofereça via oral antes da triagem de deglutição.
  • O diagnóstico de risco indica vulnerabilidade, não problema já presente.
  • O Processo de Enfermagem tem cinco etapas e deve ser documentado.
  • Precauções padrão valem para todos; acrescente precauções conforme a transmissão.
  • Segregue resíduos na fonte e descarte perfurocortantes sem reencapar.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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