Fisioterapia · Capítulo 8
Traumato-ortopedia dos membros inferioresOmbro, membros superiores e colunaReumatologia e dor crônicaSaúde da mulher e fisioterapia oncológica
Temas do conteúdo programático:
- 13. Traumato-ortopedia dos membros inferiores: joelho (ligamento cruzado anterior, canto posterolateral, dor femoropatelar, menisco); tornozelo e pé (entorse lateral, tendão do calcâneo, fascite plantar); quadril (artroplastia total, fratura do colo do fêmur); fraturas da tíbia e do platô tibial; fases da reabilitação pós-fratura e efeitos da imobilização
- 14. Ombro, membros superiores e coluna: síndrome do impacto e manguito rotador; testes clínicos do ombro; tendinopatias; síndrome do túnel do carpo e biomecânica da mão; lombalgia e lombociatalgia (avaliação, sinais de alerta, exercício); cervicalgia; síndrome da dor miofascial
- 15. Reumatologia e dor crônica: osteoartrite de joelho e quadril (fortalecimento, perda de peso, exercício aquático); artrite reumatoide e espondiloartrites; fibromialgia; tendinopatia como cicatrização malsucedida; conservação de energia; educação em dor e exercício terapêutico
- 16. Saúde da mulher e fisioterapia oncológica: câncer de mama, mastectomia e linfedema (terapia descongestiva, drenagem, exercícios); incontinência urinária e treino da musculatura do assoalho pélvico; gestação e pré-natal; câncer de cabeça e pescoço; cardiotoxicidade; tumores ósseos e amputação; cuidados paliativos adulto e pediátrico
8.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Um corredor sente uma dor súbita na região posterior do tornozelo ao arrancar, como se tivesse recebido um chute. No exame, a compressão da panturrilha não provoca flexão plantar. Qual é a hipótese mais provável?
- A)Entorse do ligamento talofibular anterior
- B)Fascite plantar aguda
- C)Ruptura do tendão do calcâneo
- D)Fratura por estresse do calcâneo
P2inédita
Uma pessoa com lombalgia relata dificuldade recente para iniciar a micção e dormência na região perineal. Qual é a conduta mais adequada?
- A)Iniciar exercícios de estabilização e reavaliar em duas semanas
- B)Encaminhar imediatamente para avaliação médica de urgência, com investigação de síndrome da cauda equina
- C)Orientar repouso relativo e aplicar calor local
- D)Tratar como lombalgia mecânica sem sinais de alerta
P3inédita
Uma mulher perde pequenas quantidades de urina ao tossir e correr. Nega urgência miccional e infecções urinárias. Qual abordagem fisioterapêutica é recomendada inicialmente?
- A)Treino vesical isolado para urgência miccional
- B)Eletroestimulação como única intervenção
- C)Restrição importante da ingestão de líquidos
- D)Treino supervisionado da musculatura do assoalho pélvico
8.2 O que cai
- 13. Traumato-ortopedia dos membros inferiores: joelho (ligamento cruzado anterior, canto posterolateral, dor femoropatelar, menisco); tornozelo e pé (entorse lateral, tendão do calcâneo, fascite plantar); quadril (artroplastia total, fratura do colo do fêmur); fraturas da tíbia e do platô tibial; fases da reabilitação pós-fratura e efeitos da imobilização: 233 questões de provas anteriores, 2016–2026
- 14. Ombro, membros superiores e coluna: síndrome do impacto e manguito rotador; testes clínicos do ombro; tendinopatias; síndrome do túnel do carpo e biomecânica da mão; lombalgia e lombociatalgia (avaliação, sinais de alerta, exercício); cervicalgia; síndrome da dor miofascial: 164 questões de provas anteriores, 2016–2026
- 15. Reumatologia e dor crônica: osteoartrite de joelho e quadril (fortalecimento, perda de peso, exercício aquático); artrite reumatoide e espondiloartrites; fibromialgia; tendinopatia como cicatrização malsucedida; conservação de energia; educação em dor e exercício terapêutico: 130 questões de provas anteriores, 2015–2026
- 16. Saúde da mulher e fisioterapia oncológica: câncer de mama, mastectomia e linfedema (terapia descongestiva, drenagem, exercícios); incontinência urinária e treino da musculatura do assoalho pélvico; gestação e pré-natal; câncer de cabeça e pescoço; cardiotoxicidade; tumores ósseos e amputação; cuidados paliativos adulto e pediátrico: 241 questões de provas anteriores, 2015–2026
8.3 Teoria
A prova costuma transformar princípios de biomecânica e progressão de carga em decisões clínicas simples: o que proteger, o que mobilizar e quando avançar. Em dor crônica e reabilitação oncológica, também é essencial reconhecer sinais de alerta e individualizar a conduta.
8.3.1 Traumato-ortopedia dos membros inferiores
Após reconstrução do LCA, progrida força, controle neuromuscular e tarefas funcionais conforme resposta clínica e orientação cirúrgica.
No agachamento em cadeia fechada, o quadríceps atua de forma excêntrica para controlar a flexão do joelho e a descida do corpo. Instabilidade em varo e rotação externa pode indicar lesão do canto posterolateral. Dor femoropatelar costuma piorar em escadas, corrida ou agachamento; o tratamento combina ajuste temporário de carga e fortalecimento de quadril e joelho. Dor na interlinha, derrame e bloqueio verdadeiro sugerem lesão meniscal; travamento persistente requer avaliação médica.
Na entorse lateral do tornozelo, examine edema, capacidade de apoio e estabilidade. Proteção funcional, mobilização e carga progressiva conforme tolerância são preferíveis à imobilização prolongada na maioria dos casos. Ruptura do tendão do calcâneo pode causar falha na flexão plantar e teste de Thompson alterado; encaminhe para avaliação. Fascite plantar costuma causar dor nos primeiros passos: ajuste de carga, alongamento e fortalecimento são opções úteis.
Após artroplastia total do quadril ou fratura do colo femoral, siga a via cirúrgica, a estabilidade da fixação e a prescrição de descarga. Nas fraturas da tíbia e do platô tibial, não antecipe carga sem liberação. Durante a consolidação, controle sintomas e mantenha mobilidade segura das articulações adjacentes; depois, recupere amplitude, força, equilíbrio e marcha. Imobilização prolongada favorece rigidez, perda de força e redução da capacidade funcional.
Fontes: AAOS Clinical Practice Guideline: Management of Anterior Cruciate Ligament Injuries; AAOS Clinical Practice Guideline: Management of Acute Isolated Meniscal Pathology; JOSPT Clinical Practice Guideline: Lateral Ankle Ligament Sprains
Esquema
Reabilitação durante e após consolidação
1Durante a consolidação: controle de sintomas e mobilidade segura
Manter mobilidade das articulações adjacentes.
2Depois: recuperar amplitude, força, equilíbrio e marcha
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Residência SES-GO 2026
Um paciente em reabilitação após reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) realiza exercícios de agachamento em cadeia cinética fechada. Durante a fase excêntrica, a principal função do quadríceps é
- A)gerar torque extensor para impulsionar o corpo para cima.
- B)estabilizar a articulação do joelho em conjunto com os isquiotibiais.
- C)controlar a flexão do joelho, modulando a ação da gravidade.
- D)iniciar o movimento de flexão do quadril na descida.
Resposta: C
Conceito: Na descida do agachamento, o quadríceps trabalha de forma excêntrica para controlar a flexão do joelho.
Raciocínio: Na fase excêntrica, o músculo produz força enquanto se alonga. Ao descer, a gravidade favorece a flexão do joelho; o quadríceps freia esse movimento e controla a descida. Ao subir, ele atua predominantemente de forma concêntrica para estender o joelho.
Pegadinha: A banca troca a função do quadríceps na descida pela ação de impulsionar o corpo na subida.
Base: Princípios de cinesiologia e biomecânica do agachamento em cadeia cinética fechada.
8.3.2 Ombro, membros superiores e coluna
Dor no ombro ao elevar o braço pode decorrer de dor relacionada ao manguito rotador.
Hawkins-Kennedy e Neer podem reproduzir sintomas, mas nenhum teste isolado confirma diagnóstico. Combine história, amplitude ativa e passiva, força e testes resistidos. Fraqueza relevante, trauma ou perda acentuada de movimento justificam investigação. Em tendinopatias, ajuste a carga e progrida exercícios; repouso prolongado costuma reduzir a capacidade funcional.
Na síndrome do túnel do carpo, parestesias no território do nervo mediano, frequentemente noturnas, orientam a avaliação. Phalen e Tinel podem apoiar, mas não substituem o quadro clínico. A mão depende da integração entre mobilidade, força, sensibilidade e função de preensão; avalie tarefas reais, não só medidas isoladas.
Na lombalgia, procure sinais de alerta, como trauma importante, febre, antecedente de câncer, déficit neurológico progressivo ou alteração esfincteriana. Sem sinais de gravidade, incentive atividade, educação e exercício progressivo; evite repouso absoluto e afastamento prolongado como rotina. Na lombociatalgia, diferencie dor irradiada de déficit neurológico e reavalie se houver piora. Na cervicalgia, avalie mobilidade, sintomas irradiados e sinais neurológicos. A síndrome da dor miofascial pode apresentar dor regional e pontos sensíveis, mas deve ser diferenciada de causas articulares, neurológicas e sistêmicas. A eletroterapia pode ser adjuvante, não o eixo do tratamento.
Fontes: NICE guideline: Low back pain and sciatica in over 16s; AAOS Clinical Practice Guideline: Management of Carpal Tunnel Syndrome
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Residência SES-PE 2026
Um trabalhador apresenta lombalgia crônica relacionada ao trabalho. A atuação fisioterapêutica deve envolver o seguinte:
- A)Afastamento contínuo das atividades.
- B)Repouso absoluto por tempo prolongado.
- C)Intervenções centradas em eletroterapia.
- D)Educação postural e exercícios terapêuticos.
- E)Encaminhamento direto para cirurgia.
Resposta: D
Conceito: Na lombalgia crônica sem sinais de alerta, a fisioterapia deve favorecer a atividade, a educação e o exercício terapêutico.
Raciocínio: A cronicidade, por si só, não indica afastamento prolongado, repouso absoluto ou cirurgia. Avalie sinais de alerta e limitações funcionais; na ausência deles, oriente autocuidado e mantenha atividade física com exercícios graduais e individualizados.
Pegadinha: A relação com o trabalho não torna o repouso ou o afastamento contínuo a conduta padrão.
Base: Diretriz da Organização Mundial da Saúde para manejo não cirúrgico da lombalgia crônica primária; recomendações de cuidado para lombalgia do NICE.
8.3.3 Reumatologia e dor crônica
Na osteoartrite de joelho ou quadril, dor e limitação não significam que a articulação deva ser poupada de todo esforço. Fortalecimento, exercício aeróbico e aquático podem melhorar função; quando há excesso de peso, a perda ponderal ajuda a reduzir a sobrecarga. Escolha a dose pela tolerância e pela resposta após a atividade.
Na artrite reumatoide, o exercício complementa, mas não substitui, o tratamento medicamentoso modificador da doença. Ajuste a carga durante exacerbações e considere acometimento sistêmico. Espondiloartrites podem cursar com dor axial inflamatória e rigidez; incentive mobilidade e exercício, respeitando atividade da doença e limitações individuais.
Fibromialgia envolve dor difusa, fadiga e sono não reparador. Explique que a dor é real e multifatorial. Educação, atividade física gradual e regular e estratégias de autocuidado são centrais; comece em nível tolerável e progrida sem ciclos de excesso e inatividade. Dor crônica associada a ansiedade, depressão ou alterações do sono exige abordagem integrada, não desvalorização dos sintomas.
Na tendinopatia, pense em capacidade do tendão insuficiente para a demanda, com remodelação e cicatrização malsucedidas; repouso completo pode piorar a tolerância à carga. Ensine conservação de energia: planejar tarefas, alternar atividades e pausas e priorizar o que importa. Exercício terapêutico deve ser individualizado. Dor torácica aguda, síncope ou dispneia desproporcional exigem interromper o exercício e avaliar antes de retomar.
Fontes: ACR/Arthritis Foundation Guideline for the Management of Osteoarthritis of the Hand, Hip, and Knee; EULAR recommendations for the management of fibromyalgia; ASAS-EULAR recommendations for the management of axial spondyloarthritis
8.3.4 Saúde da mulher e fisioterapia oncológica
Após cirurgia para câncer de mama, avalie dor, mobilidade do ombro, função e risco de linfedema. A terapia descongestiva pode reunir cuidados com a pele, compressão, exercícios e drenagem linfática manual, conforme avaliação e necessidade; drenagem isolada não é tratamento completo. Exercícios graduais ajudam a recuperar movimento e função, com progressão individualizada.
Na incontinência urinária, investigue tipo de perda, impacto e capacidade de contrair e relaxar o assoalho pélvico. O treino supervisionado da musculatura é uma intervenção conservadora importante; não prescreva contrações sem verificar a execução e a indicação. Na gestação, o pré-natal deve reconhecer riscos e coordenar encaminhamentos. A atividade física depende da condição clínica e de contraindicações obstétricas; diante de sinais de alerta, interrompa e encaminhe.
No câncer de cabeça e pescoço, acompanhe mobilidade cervical e mandibular, função do ombro, comunicação e deglutição, articulando a equipe. Em oncologia, investigue sintomas cardiovasculares e história de tratamento potencialmente cardiotóxico antes de progredir exercício. Suspeita de tumor ósseo exige avaliação diagnóstica antes de técnicas vigorosas ou carga não liberada. Após amputação, cuide do membro residual, da mobilidade e do treino funcional e protético conforme cicatrização. Em cuidados paliativos, inclusive pediátricos, priorize conforto, participação e objetivos do paciente e da família, sem impor metas incompatíveis com o quadro.
Fontes: Consenso da International Society of Lymphology sobre diagnóstico e tratamento do linfedema periférico; International Continence Society; Atenção ao pré-natal de baixo risco, Ministério da Saúde; ACSM’s Guidelines for Exercise Testing and Prescription
Esquema
Componentes da terapia descongestiva
Terapia descongestiva
Cuidados com a pele
Compressão
Exercícios
Drenagem linfática manual
Drenagem isolada não é tratamento completo.
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · Residência Multiprofissional FAMEMA 2026
O manejo pré-natal centrado na detecção de risco é um procedimento importante no acompanhamento da gestação. Assinale a alternativa que apresenta corretamente informações sobre esse procedimento.
- A)A identificação e o encaminhamento precoce de anomalias congênitas favorecem melhores desfechos.
- B)A triagem pré-natal é de baixo impacto sobre resultados obstétricos e neonatais.
- C)O pré-natal dispensa coordenação interprofissional quando há baixo risco materno.
- D)O obstetra pode definir sozinho o plano de cuidado.
- E)A detecção tardia de malformações raramente muda o curso do cuidado.
Resposta: A
Conceito: O pré-natal deve identificar riscos e alterações oportunamente e articular o cuidado com os serviços e profissionais necessários.
Raciocínio: A identificação precoce de uma anomalia pode permitir avaliação especializada, planejamento do acompanhamento e organização do cuidado materno e neonatal. Isso não significa que toda condição terá seu desfecho modificado, mas justifica a detecção e o encaminhamento oportunos.
Pegadinha: Detecção precoce não garante que todo desfecho será evitado, mas pode ampliar as possibilidades de planejamento e cuidado adequado.
Base: Diretrizes do Ministério da Saúde para atenção ao pré-natal e à gestação de alto risco.
Pegadinha de prova
Contração excêntrica não é repouso
Na descida do agachamento, o quadríceps produz força enquanto se alonga para frear a flexão do joelho. Não confunda essa função com impulsionar o corpo para cima.
Atenção
Fratura: carga depende da liberação
Carga precoce não é uma regra para estimular consolidação. Respeite tipo de fratura, estabilidade da fixação e orientação da equipe responsável.
Pegadinha de prova
Dor crônica não pede repouso absoluto
Na ausência de contraindicação, educação e exercício graduado são pilares. Dor torácica aguda é sinal para interromper a atividade e avaliar.
Atenção
Teste clínico isolado não fecha diagnóstico
Testes provocativos de ombro ou punho devem ser interpretados junto da história, do exame funcional e de sinais de gravidade.
8.4 Exemplo resolvido
Uma corredora de 28 anos relata dor lateral no tornozelo após inverter o pé ao descer um degrau. Apresenta edema leve, consegue caminhar e não tem dor óssea localizada à palpação. Qual é a conduta fisioterapêutica inicial mais adequada? A) Imobilização rígida prolongada e ausência total de apoio. B) Proteção funcional, mobilidade e carga progressiva conforme tolerância. C) Manipulação vigorosa para reposicionar a articulação. D) Retorno imediato à corrida para evitar perda de condicionamento.
- O mecanismo de inversão e a dor lateral sugerem entorse lateral do tornozelo.
- A capacidade de caminhar e a ausência de dor óssea localizada reduzem a suspeita de fratura, mas a avaliação deve considerar critérios clínicos e reavaliação se os sintomas piorarem.
- Na fase inicial, proteja o tecido e controle sintomas; mantenha mobilidade e progrida apoio e exercícios conforme tolerância.
- Evite tanto a imobilização prolongada sem indicação quanto o retorno precoce à corrida.
Resposta: B) Proteção funcional, mobilidade e carga progressiva conforme tolerância.
8.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo das provas de residência.
F1inédita
Uma pessoa sofre entorse lateral do tornozelo sem fratura ou instabilidade grave. Após controlar a dor inicial, qual estratégia favorece a recuperação funcional?
- A)Proteção funcional, apoio progressivo conforme tolerado e exercícios graduais de mobilidade e força
- B)Imobilização rígida prolongada, sem apoio até o desaparecimento completo da dor
- C)Retorno imediato a saltos e mudanças de direção para recuperar a estabilidade
- D)Repouso absoluto até a resolução completa do edema
F2inédita
Uma pessoa relata formigamento noturno no polegar, indicador e dedo médio, com alívio ao sacudir a mão. Não apresenta fraqueza importante nem atrofia tenar. Qual medida conservadora inicial é apropriada?
- A)Manter o punho em flexão durante o sono
- B)Imobilizar o cotovelo em extensão durante a noite
- C)Usar órtese que mantenha o punho em posição neutra durante a noite
- D)Evitar todo movimento dos dedos até os sintomas desaparecerem
F3inédita
Uma pessoa com osteoartrite de joelho e excesso de peso quer reduzir a dor e melhorar a função. Qual plano não farmacológico é mais adequado?
- A)Suspender exercícios de força para evitar desgaste articular
- B)Combinar exercício terapêutico, incluindo fortalecimento, com estratégias de perda de peso
- C)Priorizar repouso e evitar caminhadas e atividades aquáticas
- D)Usar exercício apenas nos períodos sem dor e interrompê-lo diante de qualquer desconforto
F4inédita
Uma pessoa com fibromialgia evita atividade física porque teme piorar a dor. Qual orientação sobre exercício é mais adequada?
- A)Iniciar treinamento intenso para superar rapidamente a sensibilidade dolorosa
- B)Suspender toda atividade física até ficar sem dor
- C)Realizar apenas alongamentos passivos, sem atividade aeróbica
- D)Começar com uma carga tolerável e progredir gradualmente, de forma individualizada
F5inédita
Uma mulher apresenta edema persistente no braço após tratamento de câncer de mama. A avaliação não identifica infecção aguda nem contraindicação à compressão. Qual abordagem fisioterapêutica é mais apropriada?
- A)Terapia descongestiva complexa individualizada, com compressão, exercício, cuidados com a pele e drenagem manual quando indicada
- B)Drenagem linfática manual isolada, sem compressão ou exercícios
- C)Evitar o uso do braço afetado e interromper exercícios de membro superior
- D)Suspender todos os cuidados locais até que o edema desapareça espontaneamente
8.6 Questões de provas anteriores
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · Residência Multiprofissional UFPA 2026
De acordo com Dagnino e Campo (2022): ―A dor crônica afeta uma grande parte da população causando incapacidade funcional, sendo frequentemente associada a transtornos psicológicos coexistentes, como depressão e ansiedade, além de déficits cognitivos e distúrbios do sono‖. Considerando que a prática de exercícios físicos é um dos principais meios de tratamento fisioterapêutico dos processos dolorosos, assinale quais seriam as contraindicações para essa prescrição. Dagnino APA, Campos MM. Chronic Pain in the Elderly: Mechanisms and Perspectives. Front Hum Neurosci. 2022 Mar 3;16:736688. doi: 10.3389/fnhum.2022.736688.
- A)Limitação da amplitude de movimento.
- B)Incapacidade de assumir a bipedestação.
- C)Cansaço e dispneia.
- D)Saturação periférica de oxigênio menor que 90%.
- E)Dor torácica aguda.
Q2oficial · Residência Multiprofissional Unicamp 2026
De maneira geral, pode-se dividir a intervenção fisioterapêutica na reabilitação de fraturas em dois períodos principais. Em um primeiro momento, no período de consolidação, a fratura ainda não está consolidada, portanto, alguns cuidados quanto à carga e a mobilizações devem ser tomados. As alternativas abaixo apresentam intervenções seguras da fisioterapia durante o período de consolidação de fraturas tratadas conservadoramente, exceto:
- A)Controle álgico e inflamatório e a manutenção da ADM das articulações proximais e distais.
- B)Agentes eletrofísicos para auxiliar na cicatrização óssea.
- C)Educar o paciente sobre as particularidades da fratura.
- D)Descarga de peso precoce para estimular a consolidação.
Q3oficial · Residência SES-DF 2024
Um paciente de 35 anos de idade, não-fumante, fisicamente ativo, com 88 kgs e 1,82 m, apresenta-se na fisioterapia cinco semanas após osteossíntese de fratura em 2P do colo do úmero com placa PFS. O paciente está com amplitude de movimento de flexão de 60 graus, abdução de 30 graus e adução 10 graus. Apresenta atrofia muscular de músculos para-escapulares e hipotonia da musculatura do deltoide anterior e posterior. Acerca do tempo necessário de suporte obrigatório com tipoia por parte do paciente, assinale a alternativa correta.
- A)Obrigatório entre 1 a 2 semanas.
- B)Obrigatório entre 1 a 2 semanas e parcialmente obrigatório na 1 semana seguinte.
- C)Obrigatório entre 4 a 6 semanas.
- D)Obrigatório entre 4 a 6 semanas parcialmente obrigatório na 2 semana seguinte.
Q4oficial · ENARE (AOCP) 2022
A fibromialgia é um distúrbio de incidência e prevalência relevantes, já que que ocorre em todas as populações. Esse distúrbio afeta 0,5% a 5% da população em geral e as mulheres entre 40 e 60 anos são as mais afetadas. A avaliação do paciente com fibromialgia pelo fisioterapeuta inclui, além de detectar alterações mecânicas e dolorosas, entender o impacto da doença na qualidade de vida. Para isso, foi criado um questionário específico sobre o impacto da fibromialgia, que avalia a qualidade de vida dos pacientes acometidos. Tal questionário é composto por 10 itens e sua pontuação varia entre 0 e 100. Assinale a alternativa correta na qual consta o nome dessa ferramenta de avaliação.
- A)Escala de Berg.
- B)SS – Symptom Severity.
- C)SF-36.
- D)WPI - Widespread Pain Index.
- E)FIQ.
Q5oficial · HUB RESIDÊNCIA MÉDICA MULTIPROFISSIONAL 2019
No que se refere ao manejo e à avaliação de fisioterapia em cuidados oncológicos, paliativos e em lesão medular, julgue os itens subsecutivos. O posicionamento correto do paciente e o uso de órteses para estabilizar a coluna são medidas amplamente aceitas e reconhecidas no manejo fisioterapêutico de pacientes com instabilidade da coluna por compressão metastática da coluna vertebral.
( ) Certo ( ) Errado
Q6oficial · Residência SES-GO 2026
Um paciente de 40 anos, corredor amador, desenvolve dor na região plantar do calcanhar, mais intensa nos primeiros passos pela manhã. A palpação da fáscia plantar em sua inserção no calcâneo é dolorosa. O diagnóstico clínico é de fascite plantar. Do ponto de vista cinético-funcional, um fator biomecânico frequentemente associado a essa condição é
- A)a pronação excessiva da articulação subtalar durante a fase de apoio.
- B)a fraqueza do músculo tibial anterior associada à queda do arco.
- C)o encurtamento dos músculos fibulares e do tricípite sural.
- D)a instabilidade crônica do tornozelo com entorses de repetição.
Q7oficial · Residência Multiprofissional FAMEMA 2026
Assinale a alternativa que apresenta a evidência mais recente sobre a realização de mobilização precoce no processo de reabilitação iniciado após reparo cirúrgico do manguito rotador.
- A)Aumenta significativamente a taxa de relesão em 12 meses.
- B)Reduz a amplitude de movimento quando o início é tardio.
- C)Não mostra diferença significativa em amplitude de movimento e relesão até 12 meses quando o início é tardio.
- D)É indicada apenas quando associada à eletroestimulação neuromuscular.
- E)Deve ser evitada na presença de TENS por interferir na cicatrização.
8.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: C
- A: A alternativa A descreve uma lesão lateral do tornozelo, que costuma causar dor e edema próximos aos ligamentos laterais, não um teste de Thompson alterado.
- B: A alternativa B costuma causar dor plantar, especialmente nos primeiros passos, e não explica a perda de flexão plantar ao comprimir a panturrilha.
- D: A alternativa D não é a hipótese mais compatível com o mecanismo súbito e o achado do teste de Thompson.
P2inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A posterga a avaliação de uma possível emergência neurológica.
- C: A alternativa C propõe medidas sintomáticas sem investigar os sinais de alerta.
- D: A alternativa D ignora sintomas que não são compatíveis com lombalgia mecânica simples.
P3inédita · pré-testeResposta: D
- A: A alternativa A é mais pertinente à urgência miccional e não corresponde ao padrão descrito.
- B: A alternativa B transforma um recurso possível em intervenção única e deixa de priorizar o treinamento muscular.
- C: A alternativa C não trata a causa funcional e pode favorecer desidratação.
F1inéditaResposta: A
- B: A alternativa B prolonga a imobilização sem necessidade em uma entorse não complicada e pode atrasar a recuperação funcional.
- C: A alternativa C aumenta a demanda antes de recuperar força e controle, elevando o risco de nova entorse.
- D: A alternativa D confunde proteção inicial com repouso absoluto prolongado.
F2inéditaResposta: C
- A: A alternativa A mantém o punho em posição que pode aumentar a pressão no túnel do carpo.
- B: A alternativa B não aborda a posição do punho, que é o foco da medida descrita.
- D: A alternativa D restringe movimentos sem necessidade e não corresponde ao manejo conservador proposto.
F3inéditaResposta: B
- A: A alternativa A exclui o fortalecimento, embora o exercício terapêutico seja recomendado no manejo da osteoartrite.
- C: A alternativa C incentiva inatividade e afasta modalidades que podem ser adaptadas à tolerância da pessoa.
- D: A alternativa D impõe uma regra excessivamente restritiva; a atividade deve ser ajustada, não interrompida automaticamente diante de qualquer desconforto.
F4inéditaResposta: D
- A: A alternativa A propõe uma carga abrupta, sem considerar a tolerância e a resposta individual.
- B: A alternativa B transforma a dor em motivo para inatividade completa, sem propor adaptação do exercício.
- C: A alternativa C restringe a intervenção a alongamentos passivos e exclui outras formas de atividade que podem ser individualizadas.
F5inéditaResposta: A
- B: A alternativa B reduz o manejo a uma técnica isolada e exclui componentes importantes da abordagem descongestiva.
- C: A alternativa C recomenda desuso do membro, em vez de atividade orientada e individualizada.
- D: A alternativa D posterga cuidados e não corresponde ao manejo do edema persistente.
Q1oficialResposta: E
- A: A alternativa A descreve uma limitação que pode exigir adaptação da amplitude, mas não contraindica por si só toda atividade física.
- B: A alternativa B pode exigir escolha de exercícios sentados ou deitados; a impossibilidade de ficar em pé não impede automaticamente o exercício.
- C: A alternativa C exige avaliar intensidade e causa. Cansaço e dispneia leves podem levar à redução ou adaptação da carga, mas não são, isoladamente, a resposta mais inequívoca.
- D: A alternativa D indica necessidade de interromper ou reavaliar a sessão e investigar o quadro, mas a questão destaca a dor torácica aguda como contraindicação clínica mais clara.
Fonte: Residência Multiprofissional UFPA (2026) — prova em ceps.ufpa.br
Q2oficialResposta: D
- A: A alternativa A descreve cuidados que podem ser seguros, desde que respeitem a dor, a imobilização e as restrições específicas.
- B: A alternativa B apresenta uma possibilidade terapêutica, mas o uso de agentes eletrofísicos não substitui a proteção da fratura nem garante consolidação.
- C: A alternativa C é adequada: compreender as restrições e os cuidados próprios da fratura ajuda a prevenir sobrecarga e complicações.
Fonte: Residência Multiprofissional Unicamp (2026) — prova em portal.fcm.unicamp.br
Q3oficialResposta: C
- A: A alternativa A propõe retirada obrigatória muito precoce para o protocolo apresentado, sem considerar o período de proteção da fratura.
- B: A alternativa B também encerra a obrigatoriedade da tipoia antes do intervalo indicado no gabarito.
- D: A alternativa D acrescenta um período parcial após o intervalo de quatro a seis semanas, mas essa extensão não é a conduta indicada pelo gabarito.
Fonte: Residência SES-DF (2024) — prova em iades.com.br
Q4oficialResposta: E
- A: A alternativa A avalia principalmente equilíbrio e risco de queda, não o impacto específico da fibromialgia.
- B: A alternativa B é um domínio dos critérios de avaliação da fibromialgia, não o questionário de impacto descrito.
- C: A alternativa C é uma medida genérica de qualidade de vida, não o instrumento específico descrito no enunciado.
- D: A alternativa D quantifica a distribuição da dor, mas não corresponde ao questionário de impacto funcional e de qualidade de vida.
Fonte: ENARE (AOCP) (2022) — prova em gov.br
Q5oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A trata a afirmação como universalmente correta. O uso de órtese e o posicionamento precisam ser individualizados e definidos dentro do plano de cuidado.
Fonte: HUB RESIDÊNCIA MÉDICA MULTIPROFISSIONAL 2019 — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q6oficialResposta: A
- B: A alternativa B não representa o fator biomecânico mais característico entre as opções e estabelece uma relação direta entre fraqueza do tibial anterior e queda do arco sem base suficiente no caso.
- C: A alternativa C combina estruturas que não correspondem ao fator associado mais típico; o encurtamento do tríceps sural pode ser relevante, mas a opção inclui também os fibulares e não é a resposta indicada.
- D: A alternativa D descreve uma condição possível do tornozelo, mas não é o fator biomecânico principal associado à fasciopatia plantar neste item.
Fonte: Residência SES-GO (2026) — prova em sistemas.institutoverbena.ufg.br
Q7oficialResposta: B
- A: A alternativa A afirma aumento significativo da relesão como consequência necessária da mobilização precoce. A decisão depende do tamanho e das características do reparo, e a evidência não sustenta essa afirmação universal.
- C: A alternativa C nega a possibilidade de diferença na amplitude inicial. O atraso pode retardar o ganho de movimento, ainda que os resultados possam se aproximar com a evolução.
- D: A alternativa D condiciona a mobilização à eletroestimulação, que não é requisito para iniciar a reabilitação.
- E: A alternativa E atribui ao TENS interferência na cicatrização sem fundamento para essa contraindicação geral.
Fonte: Residência Multiprofissional FAMEMA (2026) — prova em documento.vunesp.com.br
8.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- No agachamento excêntrico, o quadríceps controla a flexão do joelho e a descida.
- Bloqueio verdadeiro e derrame podem sugerir lesão meniscal.
- Na entorse lateral do tornozelo, prefira progressão funcional à imobilização prolongada sem indicação.
- Após fratura, a carga depende da estabilidade e da liberação clínica.
- Na lombalgia sem sinais de alerta, favoreça atividade e exercício; evite repouso absoluto prolongado.
- Hawkins-Kennedy e Neer não confirmam isoladamente síndrome do impacto.
- Na osteoartrite, combine fortalecimento e atividade física; considere perda de peso quando indicada.
- Na fibromialgia, explique a dor e progrida o exercício de forma gradual.
- No linfedema, a abordagem pode combinar compressão, exercício, cuidados com a pele e drenagem.
- No treino do assoalho pélvico, confirme primeiro se a pessoa consegue contrair e relaxar corretamente.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
Treine este tópico no PassaPro: abrir o treino deste tópico