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Fisioterapia · Capítulo 8

Traumato-ortopedia dos membros inferioresOmbro, membros superiores e colunaReumatologia e dor crônicaSaúde da mulher e fisioterapia oncológica

Temas do conteúdo programático:

  • 13. Traumato-ortopedia dos membros inferiores: joelho (ligamento cruzado anterior, canto posterolateral, dor femoropatelar, menisco); tornozelo e pé (entorse lateral, tendão do calcâneo, fascite plantar); quadril (artroplastia total, fratura do colo do fêmur); fraturas da tíbia e do platô tibial; fases da reabilitação pós-fratura e efeitos da imobilização
  • 14. Ombro, membros superiores e coluna: síndrome do impacto e manguito rotador; testes clínicos do ombro; tendinopatias; síndrome do túnel do carpo e biomecânica da mão; lombalgia e lombociatalgia (avaliação, sinais de alerta, exercício); cervicalgia; síndrome da dor miofascial
  • 15. Reumatologia e dor crônica: osteoartrite de joelho e quadril (fortalecimento, perda de peso, exercício aquático); artrite reumatoide e espondiloartrites; fibromialgia; tendinopatia como cicatrização malsucedida; conservação de energia; educação em dor e exercício terapêutico
  • 16. Saúde da mulher e fisioterapia oncológica: câncer de mama, mastectomia e linfedema (terapia descongestiva, drenagem, exercícios); incontinência urinária e treino da musculatura do assoalho pélvico; gestação e pré-natal; câncer de cabeça e pescoço; cardiotoxicidade; tumores ósseos e amputação; cuidados paliativos adulto e pediátrico

8.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Um corredor sente uma dor súbita na região posterior do tornozelo ao arrancar, como se tivesse recebido um chute. No exame, a compressão da panturrilha não provoca flexão plantar. Qual é a hipótese mais provável?

  1. A)Entorse do ligamento talofibular anterior
  2. B)Fascite plantar aguda
  3. C)Ruptura do tendão do calcâneo
  4. D)Fratura por estresse do calcâneo

P2inédita

Uma pessoa com lombalgia relata dificuldade recente para iniciar a micção e dormência na região perineal. Qual é a conduta mais adequada?

  1. A)Iniciar exercícios de estabilização e reavaliar em duas semanas
  2. B)Encaminhar imediatamente para avaliação médica de urgência, com investigação de síndrome da cauda equina
  3. C)Orientar repouso relativo e aplicar calor local
  4. D)Tratar como lombalgia mecânica sem sinais de alerta

P3inédita

Uma mulher perde pequenas quantidades de urina ao tossir e correr. Nega urgência miccional e infecções urinárias. Qual abordagem fisioterapêutica é recomendada inicialmente?

  1. A)Treino vesical isolado para urgência miccional
  2. B)Eletroestimulação como única intervenção
  3. C)Restrição importante da ingestão de líquidos
  4. D)Treino supervisionado da musculatura do assoalho pélvico

8.2 O que cai

  • 13. Traumato-ortopedia dos membros inferiores: joelho (ligamento cruzado anterior, canto posterolateral, dor femoropatelar, menisco); tornozelo e pé (entorse lateral, tendão do calcâneo, fascite plantar); quadril (artroplastia total, fratura do colo do fêmur); fraturas da tíbia e do platô tibial; fases da reabilitação pós-fratura e efeitos da imobilização: 233 questões de provas anteriores, 2016–2026
  • 14. Ombro, membros superiores e coluna: síndrome do impacto e manguito rotador; testes clínicos do ombro; tendinopatias; síndrome do túnel do carpo e biomecânica da mão; lombalgia e lombociatalgia (avaliação, sinais de alerta, exercício); cervicalgia; síndrome da dor miofascial: 164 questões de provas anteriores, 2016–2026
  • 15. Reumatologia e dor crônica: osteoartrite de joelho e quadril (fortalecimento, perda de peso, exercício aquático); artrite reumatoide e espondiloartrites; fibromialgia; tendinopatia como cicatrização malsucedida; conservação de energia; educação em dor e exercício terapêutico: 130 questões de provas anteriores, 2015–2026
  • 16. Saúde da mulher e fisioterapia oncológica: câncer de mama, mastectomia e linfedema (terapia descongestiva, drenagem, exercícios); incontinência urinária e treino da musculatura do assoalho pélvico; gestação e pré-natal; câncer de cabeça e pescoço; cardiotoxicidade; tumores ósseos e amputação; cuidados paliativos adulto e pediátrico: 241 questões de provas anteriores, 2015–2026

8.3 Teoria

A prova costuma transformar princípios de biomecânica e progressão de carga em decisões clínicas simples: o que proteger, o que mobilizar e quando avançar. Em dor crônica e reabilitação oncológica, também é essencial reconhecer sinais de alerta e individualizar a conduta.

8.3.1 Traumato-ortopedia dos membros inferiores

Após reconstrução do LCA, progrida força, controle neuromuscular e tarefas funcionais conforme resposta clínica e orientação cirúrgica.

No agachamento em cadeia fechada, o quadríceps atua de forma excêntrica para controlar a flexão do joelho e a descida do corpo. Instabilidade em varo e rotação externa pode indicar lesão do canto posterolateral. Dor femoropatelar costuma piorar em escadas, corrida ou agachamento; o tratamento combina ajuste temporário de carga e fortalecimento de quadril e joelho. Dor na interlinha, derrame e bloqueio verdadeiro sugerem lesão meniscal; travamento persistente requer avaliação médica.

Na entorse lateral do tornozelo, examine edema, capacidade de apoio e estabilidade. Proteção funcional, mobilização e carga progressiva conforme tolerância são preferíveis à imobilização prolongada na maioria dos casos. Ruptura do tendão do calcâneo pode causar falha na flexão plantar e teste de Thompson alterado; encaminhe para avaliação. Fascite plantar costuma causar dor nos primeiros passos: ajuste de carga, alongamento e fortalecimento são opções úteis.

Após artroplastia total do quadril ou fratura do colo femoral, siga a via cirúrgica, a estabilidade da fixação e a prescrição de descarga. Nas fraturas da tíbia e do platô tibial, não antecipe carga sem liberação. Durante a consolidação, controle sintomas e mantenha mobilidade segura das articulações adjacentes; depois, recupere amplitude, força, equilíbrio e marcha. Imobilização prolongada favorece rigidez, perda de força e redução da capacidade funcional.

Esquema

Reabilitação durante e após consolidação

  1. 1Durante a consolidação: controle de sintomas e mobilidade segura

    Manter mobilidade das articulações adjacentes.

  2. 2Depois: recuperar amplitude, força, equilíbrio e marcha

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · Residência SES-GO 2026

Um paciente em reabilitação após reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) realiza exercícios de agachamento em cadeia cinética fechada. Durante a fase excêntrica, a principal função do quadríceps é

  1. A)gerar torque extensor para impulsionar o corpo para cima.
  2. B)estabilizar a articulação do joelho em conjunto com os isquiotibiais.
  3. C)controlar a flexão do joelho, modulando a ação da gravidade.
  4. D)iniciar o movimento de flexão do quadril na descida.

Resposta: C

Conceito: Na descida do agachamento, o quadríceps trabalha de forma excêntrica para controlar a flexão do joelho.

Raciocínio: Na fase excêntrica, o músculo produz força enquanto se alonga. Ao descer, a gravidade favorece a flexão do joelho; o quadríceps freia esse movimento e controla a descida. Ao subir, ele atua predominantemente de forma concêntrica para estender o joelho.

Pegadinha: A banca troca a função do quadríceps na descida pela ação de impulsionar o corpo na subida.

Base: Princípios de cinesiologia e biomecânica do agachamento em cadeia cinética fechada.

8.3.2 Ombro, membros superiores e coluna

Dor no ombro ao elevar o braço pode decorrer de dor relacionada ao manguito rotador.

Hawkins-Kennedy e Neer podem reproduzir sintomas, mas nenhum teste isolado confirma diagnóstico. Combine história, amplitude ativa e passiva, força e testes resistidos. Fraqueza relevante, trauma ou perda acentuada de movimento justificam investigação. Em tendinopatias, ajuste a carga e progrida exercícios; repouso prolongado costuma reduzir a capacidade funcional.

Na síndrome do túnel do carpo, parestesias no território do nervo mediano, frequentemente noturnas, orientam a avaliação. Phalen e Tinel podem apoiar, mas não substituem o quadro clínico. A mão depende da integração entre mobilidade, força, sensibilidade e função de preensão; avalie tarefas reais, não só medidas isoladas.

Na lombalgia, procure sinais de alerta, como trauma importante, febre, antecedente de câncer, déficit neurológico progressivo ou alteração esfincteriana. Sem sinais de gravidade, incentive atividade, educação e exercício progressivo; evite repouso absoluto e afastamento prolongado como rotina. Na lombociatalgia, diferencie dor irradiada de déficit neurológico e reavalie se houver piora. Na cervicalgia, avalie mobilidade, sintomas irradiados e sinais neurológicos. A síndrome da dor miofascial pode apresentar dor regional e pontos sensíveis, mas deve ser diferenciada de causas articulares, neurológicas e sistêmicas. A eletroterapia pode ser adjuvante, não o eixo do tratamento.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · Residência SES-PE 2026

Um trabalhador apresenta lombalgia crônica relacionada ao trabalho. A atuação fisioterapêutica deve envolver o seguinte:

  1. A)Afastamento contínuo das atividades.
  2. B)Repouso absoluto por tempo prolongado.
  3. C)Intervenções centradas em eletroterapia.
  4. D)Educação postural e exercícios terapêuticos.
  5. E)Encaminhamento direto para cirurgia.

Resposta: D

Conceito: Na lombalgia crônica sem sinais de alerta, a fisioterapia deve favorecer a atividade, a educação e o exercício terapêutico.

Raciocínio: A cronicidade, por si só, não indica afastamento prolongado, repouso absoluto ou cirurgia. Avalie sinais de alerta e limitações funcionais; na ausência deles, oriente autocuidado e mantenha atividade física com exercícios graduais e individualizados.

Pegadinha: A relação com o trabalho não torna o repouso ou o afastamento contínuo a conduta padrão.

Base: Diretriz da Organização Mundial da Saúde para manejo não cirúrgico da lombalgia crônica primária; recomendações de cuidado para lombalgia do NICE.

8.3.3 Reumatologia e dor crônica

Na osteoartrite de joelho ou quadril, dor e limitação não significam que a articulação deva ser poupada de todo esforço. Fortalecimento, exercício aeróbico e aquático podem melhorar função; quando há excesso de peso, a perda ponderal ajuda a reduzir a sobrecarga. Escolha a dose pela tolerância e pela resposta após a atividade.

Na artrite reumatoide, o exercício complementa, mas não substitui, o tratamento medicamentoso modificador da doença. Ajuste a carga durante exacerbações e considere acometimento sistêmico. Espondiloartrites podem cursar com dor axial inflamatória e rigidez; incentive mobilidade e exercício, respeitando atividade da doença e limitações individuais.

Fibromialgia envolve dor difusa, fadiga e sono não reparador. Explique que a dor é real e multifatorial. Educação, atividade física gradual e regular e estratégias de autocuidado são centrais; comece em nível tolerável e progrida sem ciclos de excesso e inatividade. Dor crônica associada a ansiedade, depressão ou alterações do sono exige abordagem integrada, não desvalorização dos sintomas.

Na tendinopatia, pense em capacidade do tendão insuficiente para a demanda, com remodelação e cicatrização malsucedidas; repouso completo pode piorar a tolerância à carga. Ensine conservação de energia: planejar tarefas, alternar atividades e pausas e priorizar o que importa. Exercício terapêutico deve ser individualizado. Dor torácica aguda, síncope ou dispneia desproporcional exigem interromper o exercício e avaliar antes de retomar.

8.3.4 Saúde da mulher e fisioterapia oncológica

Após cirurgia para câncer de mama, avalie dor, mobilidade do ombro, função e risco de linfedema. A terapia descongestiva pode reunir cuidados com a pele, compressão, exercícios e drenagem linfática manual, conforme avaliação e necessidade; drenagem isolada não é tratamento completo. Exercícios graduais ajudam a recuperar movimento e função, com progressão individualizada.

Na incontinência urinária, investigue tipo de perda, impacto e capacidade de contrair e relaxar o assoalho pélvico. O treino supervisionado da musculatura é uma intervenção conservadora importante; não prescreva contrações sem verificar a execução e a indicação. Na gestação, o pré-natal deve reconhecer riscos e coordenar encaminhamentos. A atividade física depende da condição clínica e de contraindicações obstétricas; diante de sinais de alerta, interrompa e encaminhe.

No câncer de cabeça e pescoço, acompanhe mobilidade cervical e mandibular, função do ombro, comunicação e deglutição, articulando a equipe. Em oncologia, investigue sintomas cardiovasculares e história de tratamento potencialmente cardiotóxico antes de progredir exercício. Suspeita de tumor ósseo exige avaliação diagnóstica antes de técnicas vigorosas ou carga não liberada. Após amputação, cuide do membro residual, da mobilidade e do treino funcional e protético conforme cicatrização. Em cuidados paliativos, inclusive pediátricos, priorize conforto, participação e objetivos do paciente e da família, sem impor metas incompatíveis com o quadro.

Esquema

Componentes da terapia descongestiva

Terapia descongestiva

  • Cuidados com a pele

  • Compressão

  • Exercícios

  • Drenagem linfática manual

    Drenagem isolada não é tratamento completo.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · Residência Multiprofissional FAMEMA 2026

O manejo pré-natal centrado na detecção de risco é um procedimento importante no acompanhamento da gestação. Assinale a alternativa que apresenta corretamente informações sobre esse procedimento.

  1. A)A identificação e o encaminhamento precoce de anomalias congênitas favorecem melhores desfechos.
  2. B)A triagem pré-natal é de baixo impacto sobre resultados obstétricos e neonatais.
  3. C)O pré-natal dispensa coordenação interprofissional quando há baixo risco materno.
  4. D)O obstetra pode definir sozinho o plano de cuidado.
  5. E)A detecção tardia de malformações raramente muda o curso do cuidado.

Resposta: A

Conceito: O pré-natal deve identificar riscos e alterações oportunamente e articular o cuidado com os serviços e profissionais necessários.

Raciocínio: A identificação precoce de uma anomalia pode permitir avaliação especializada, planejamento do acompanhamento e organização do cuidado materno e neonatal. Isso não significa que toda condição terá seu desfecho modificado, mas justifica a detecção e o encaminhamento oportunos.

Pegadinha: Detecção precoce não garante que todo desfecho será evitado, mas pode ampliar as possibilidades de planejamento e cuidado adequado.

Base: Diretrizes do Ministério da Saúde para atenção ao pré-natal e à gestação de alto risco.

Pegadinha de prova

Contração excêntrica não é repouso

Na descida do agachamento, o quadríceps produz força enquanto se alonga para frear a flexão do joelho. Não confunda essa função com impulsionar o corpo para cima.

Atenção

Fratura: carga depende da liberação

Carga precoce não é uma regra para estimular consolidação. Respeite tipo de fratura, estabilidade da fixação e orientação da equipe responsável.

Pegadinha de prova

Dor crônica não pede repouso absoluto

Na ausência de contraindicação, educação e exercício graduado são pilares. Dor torácica aguda é sinal para interromper a atividade e avaliar.

Atenção

Teste clínico isolado não fecha diagnóstico

Testes provocativos de ombro ou punho devem ser interpretados junto da história, do exame funcional e de sinais de gravidade.

8.4 Exemplo resolvido

Uma corredora de 28 anos relata dor lateral no tornozelo após inverter o pé ao descer um degrau. Apresenta edema leve, consegue caminhar e não tem dor óssea localizada à palpação. Qual é a conduta fisioterapêutica inicial mais adequada? A) Imobilização rígida prolongada e ausência total de apoio. B) Proteção funcional, mobilidade e carga progressiva conforme tolerância. C) Manipulação vigorosa para reposicionar a articulação. D) Retorno imediato à corrida para evitar perda de condicionamento.

  1. O mecanismo de inversão e a dor lateral sugerem entorse lateral do tornozelo.
  2. A capacidade de caminhar e a ausência de dor óssea localizada reduzem a suspeita de fratura, mas a avaliação deve considerar critérios clínicos e reavaliação se os sintomas piorarem.
  3. Na fase inicial, proteja o tecido e controle sintomas; mantenha mobilidade e progrida apoio e exercícios conforme tolerância.
  4. Evite tanto a imobilização prolongada sem indicação quanto o retorno precoce à corrida.

Resposta: B) Proteção funcional, mobilidade e carga progressiva conforme tolerância.

8.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo das provas de residência.

F1inédita

Uma pessoa sofre entorse lateral do tornozelo sem fratura ou instabilidade grave. Após controlar a dor inicial, qual estratégia favorece a recuperação funcional?

  1. A)Proteção funcional, apoio progressivo conforme tolerado e exercícios graduais de mobilidade e força
  2. B)Imobilização rígida prolongada, sem apoio até o desaparecimento completo da dor
  3. C)Retorno imediato a saltos e mudanças de direção para recuperar a estabilidade
  4. D)Repouso absoluto até a resolução completa do edema

F2inédita

Uma pessoa relata formigamento noturno no polegar, indicador e dedo médio, com alívio ao sacudir a mão. Não apresenta fraqueza importante nem atrofia tenar. Qual medida conservadora inicial é apropriada?

  1. A)Manter o punho em flexão durante o sono
  2. B)Imobilizar o cotovelo em extensão durante a noite
  3. C)Usar órtese que mantenha o punho em posição neutra durante a noite
  4. D)Evitar todo movimento dos dedos até os sintomas desaparecerem

F3inédita

Uma pessoa com osteoartrite de joelho e excesso de peso quer reduzir a dor e melhorar a função. Qual plano não farmacológico é mais adequado?

  1. A)Suspender exercícios de força para evitar desgaste articular
  2. B)Combinar exercício terapêutico, incluindo fortalecimento, com estratégias de perda de peso
  3. C)Priorizar repouso e evitar caminhadas e atividades aquáticas
  4. D)Usar exercício apenas nos períodos sem dor e interrompê-lo diante de qualquer desconforto

F4inédita

Uma pessoa com fibromialgia evita atividade física porque teme piorar a dor. Qual orientação sobre exercício é mais adequada?

  1. A)Iniciar treinamento intenso para superar rapidamente a sensibilidade dolorosa
  2. B)Suspender toda atividade física até ficar sem dor
  3. C)Realizar apenas alongamentos passivos, sem atividade aeróbica
  4. D)Começar com uma carga tolerável e progredir gradualmente, de forma individualizada

F5inédita

Uma mulher apresenta edema persistente no braço após tratamento de câncer de mama. A avaliação não identifica infecção aguda nem contraindicação à compressão. Qual abordagem fisioterapêutica é mais apropriada?

  1. A)Terapia descongestiva complexa individualizada, com compressão, exercício, cuidados com a pele e drenagem manual quando indicada
  2. B)Drenagem linfática manual isolada, sem compressão ou exercícios
  3. C)Evitar o uso do braço afetado e interromper exercícios de membro superior
  4. D)Suspender todos os cuidados locais até que o edema desapareça espontaneamente

8.6 Questões de provas anteriores

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · Residência Multiprofissional UFPA 2026
De acordo com Dagnino e Campo (2022): ―A dor crônica afeta uma grande parte da população causando incapacidade funcional, sendo frequentemente associada a transtornos psicológicos coexistentes, como depressão e ansiedade, além de déficits cognitivos e distúrbios do sono‖. Considerando que a prática de exercícios físicos é um dos principais meios de tratamento fisioterapêutico dos processos dolorosos, assinale quais seriam as contraindicações para essa prescrição. Dagnino APA, Campos MM. Chronic Pain in the Elderly: Mechanisms and Perspectives. Front Hum Neurosci. 2022 Mar 3;16:736688. doi: 10.3389/fnhum.2022.736688.

  1. A)Limitação da amplitude de movimento.
  2. B)Incapacidade de assumir a bipedestação.
  3. C)Cansaço e dispneia.
  4. D)Saturação periférica de oxigênio menor que 90%.
  5. E)Dor torácica aguda.

Q2oficial · Residência Multiprofissional Unicamp 2026
De maneira geral, pode-se dividir a intervenção fisioterapêutica na reabilitação de fraturas em dois períodos principais. Em um primeiro momento, no período de consolidação, a fratura ainda não está consolidada, portanto, alguns cuidados quanto à carga e a mobilizações devem ser tomados. As alternativas abaixo apresentam intervenções seguras da fisioterapia durante o período de consolidação de fraturas tratadas conservadoramente, exceto:

  1. A)Controle álgico e inflamatório e a manutenção da ADM das articulações proximais e distais.
  2. B)Agentes eletrofísicos para auxiliar na cicatrização óssea.
  3. C)Educar o paciente sobre as particularidades da fratura.
  4. D)Descarga de peso precoce para estimular a consolidação.

Q3oficial · Residência SES-DF 2024
Um paciente de 35 anos de idade, não-fumante, fisicamente ativo, com 88 kgs e 1,82 m, apresenta-se na fisioterapia cinco semanas após osteossíntese de fratura em 2P do colo do úmero com placa PFS. O paciente está com amplitude de movimento de flexão de 60 graus, abdução de 30 graus e adução 10 graus. Apresenta atrofia muscular de músculos para-escapulares e hipotonia da musculatura do deltoide anterior e posterior. Acerca do tempo necessário de suporte obrigatório com tipoia por parte do paciente, assinale a alternativa correta.

  1. A)Obrigatório entre 1 a 2 semanas.
  2. B)Obrigatório entre 1 a 2 semanas e parcialmente obrigatório na 1 semana seguinte.
  3. C)Obrigatório entre 4 a 6 semanas.
  4. D)Obrigatório entre 4 a 6 semanas parcialmente obrigatório na 2 semana seguinte.

Q4oficial · ENARE (AOCP) 2022
A fibromialgia é um distúrbio de incidência e prevalência relevantes, já que que ocorre em todas as populações. Esse distúrbio afeta 0,5% a 5% da população em geral e as mulheres entre 40 e 60 anos são as mais afetadas. A avaliação do paciente com fibromialgia pelo fisioterapeuta inclui, além de detectar alterações mecânicas e dolorosas, entender o impacto da doença na qualidade de vida. Para isso, foi criado um questionário específico sobre o impacto da fibromialgia, que avalia a qualidade de vida dos pacientes acometidos. Tal questionário é composto por 10 itens e sua pontuação varia entre 0 e 100. Assinale a alternativa correta na qual consta o nome dessa ferramenta de avaliação.

  1. A)Escala de Berg.
  2. B)SS – Symptom Severity.
  3. C)SF-36.
  4. D)WPI - Widespread Pain Index.
  5. E)FIQ.

Q5oficial · HUB RESIDÊNCIA MÉDICA MULTIPROFISSIONAL 2019

No que se refere ao manejo e à avaliação de fisioterapia em cuidados oncológicos, paliativos e em lesão medular, julgue os itens subsecutivos. O posicionamento correto do paciente e o uso de órteses para estabilizar a coluna são medidas amplamente aceitas e reconhecidas no manejo fisioterapêutico de pacientes com instabilidade da coluna por compressão metastática da coluna vertebral.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q6oficial · Residência SES-GO 2026
Um paciente de 40 anos, corredor amador, desenvolve dor na região plantar do calcanhar, mais intensa nos primeiros passos pela manhã. A palpação da fáscia plantar em sua inserção no calcâneo é dolorosa. O diagnóstico clínico é de fascite plantar. Do ponto de vista cinético-funcional, um fator biomecânico frequentemente associado a essa condição é

  1. A)a pronação excessiva da articulação subtalar durante a fase de apoio.
  2. B)a fraqueza do músculo tibial anterior associada à queda do arco.
  3. C)o encurtamento dos músculos fibulares e do tricípite sural.
  4. D)a instabilidade crônica do tornozelo com entorses de repetição.

Q7oficial · Residência Multiprofissional FAMEMA 2026

Assinale a alternativa que apresenta a evidência mais recente sobre a realização de mobilização precoce no processo de reabilitação iniciado após reparo cirúrgico do manguito rotador.

  1. A)Aumenta significativamente a taxa de relesão em 12 meses.
  2. B)Reduz a amplitude de movimento quando o início é tardio.
  3. C)Não mostra diferença significativa em amplitude de movimento e relesão até 12 meses quando o início é tardio.
  4. D)É indicada apenas quando associada à eletroestimulação neuromuscular.
  5. E)Deve ser evitada na presença de TENS por interferir na cicatrização.

8.7 Caderno de questões

Questões oficiais extras para praticar.

C1Residência SES-PE

Durante o pós-operatório tardio de cirurgia ortopédica de grande porte, o paciente encontra-se estável e com boa cicatrização, mas relata rigidez articular e limitação para retornar às atividades funcionais. Qual intervenção tende a ser mais adequada?

  1. A)Evitar exercícios ativos para preservar a integridade da articulação.
  2. B)Priorizar apenas crioterapia, sem progressão de movimento.
  3. C)Iniciar mobilização ativa e exercícios progressivos para ganho de amplitude e função.
  4. D)Manter imobilização completa da articulação para melhorar a cicatrização.
  5. E)Focar em exercícios de alta intensidade sem avaliação prévia.

C2Residência SES-DF
A dor lombar é uma causa de acometimento frequente em indivíduos sedentários. A falta da atividade física é um componente extremamente importante como fator de risco para o aparecimento de dores agudas, sub-agudas e crônicas. Alguns fatores de risco são bastantes explícitos e diversos tratamentos e métodos são atualmente empregados. A respeito da dor lombar em indivíduos sedentários, assinale a alternativa correta.

  1. A)A dor lombar está ligada à falta de estabilização corporal, principalmente da região sacroilíaca e do tronco.
  1. B)É contraindicado realizar exercícios com carga na fase sub-aguda.
  2. C)O Método Pilates é composto por exercícios com foco somente na melhora da estabilização lombo-pélvica, postura, respiração, flexibilidade, força e controle muscular.
  3. D)A estabilização da coluna envolve graus de atuação igualitários entre disco intervertebral, ligamentos espinhais e articulações facetárias.

C3Residência Multiprofissional FAMEMA
Assinale a alternativa que descreve corretamente o papel do fortalecimento muscular na redução dos sintomas da osteoartrite de joelho.

  1. A)O fortalecimento muscular aumenta a mobilidade articular, mas não tem efeito sobre a dor associada à osteoartrite.
  1. B)O exercício de fortalecimento melhora a propriocepção, reduz a carga nas articulações e diminui os sintomas dolorosos relacionados à osteoartrite.
  2. C)O fortalecimento muscular é contraindicado na osteoartrite de joelho, pois pode aumentar a inflamação articular e a dor.
  3. D)O fortalecimento dos músculos quadríceps é irrelevante, pois a osteoartrite de joelho não afeta a função muscular.
  4. E)O fortalecimento muscular promove melhora da qualidade de vida, mas sem efeito sobre a sintomatologia.

C4Residência Multiprofissional UFPA
A circulação linfática consiste em uma rede de capilares revestidos por células endoteliais que drenam para troncos vasculares maiores e, eventualmente, desembocam na circulação sanguínea. Os vasos linfáticos são encontrados em quase todos os tecidos e desempenham diversas funções importantes, incluindo o transporte de fluidos, macromoléculas plasmáticas e células de volta à circulação sanguínea. Alterações neste processo podem ocasionar linfedema, que é o acúmulo de fluido no interstício. Assinale a alternativa que apresenta a etiologia do linfedema.

  1. A)Causas infecciosas e neoplasias.
  2. B)Causas cardíacas e renais.
  3. C)Causas neurológicas e renais.
  4. D)Causas neurológicas e cardíacas.
  5. E)Causas reumáticas e endócrinas.

C5Residência SES-GO

Um paciente de 68 anos, submetido a artroplastia total de quadril pela via póstero-lateral há 2 semanas, é orientado pelo fisioterapeuta a evitar certos movimentos para prevenir a luxação da prótese. A combinação de movimentos que representa o maior risco de luxação posterior é:

  1. A)extensão, abdução e rotação externa do quadril.
  2. B)flexão, adução e rotação interna do quadril.
  3. C)flexão, abdução e rotação externa do quadril.
  4. D)extensão, adução e rotação interna do quadril.

C6Residência SES-PE
A lombalgia é uma condição comum que pode ser provocada por diversos fatores, como lesões musculoesqueléticas, alterações degenerativas e posturas inadequadas. A fisioterapia tem um papel crucial na avaliação e no tratamento da lombalgia. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.

  1. A)A abordagem fisioterapêutica deve ser limitada a técnicas de alívio da dor, como a aplicação de calor ou frio, pois a modificação do estilo de vida e a correção postural não têm impacto significativo na recuperação do paciente.
  1. B)A reabilitação da lombalgia deve incluir a avaliação da postura e da mecânica corporal, implementando intervenções que promovam a correção postural, o fortalecimento do core e a conscientização sobre ergonomia no cotidiano do paciente.
  2. C)Exercícios de alta intensidade são sempre recomendados no tratamento da lombalgia, pois ajudam a acelerar a recuperação, independentemente do estado clínico do paciente ou da fase da dor.
  3. D)A fisioterapia deve se concentrar exclusivamente no tratamento das dores lombares, sem considerar a influência de fatores psicossociais, como estresse e ansiedade, que podem exacerbar a percepção da dor.
  4. E)O uso de dispositivos de auxílio, como cintas lombares, deve ser incentivado em todos os casos de lombalgia, pois eles garantem a imobilização adequada e a proteção da coluna vertebral.

C7Residência SES-PE
Uma criança de 10 anos com Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) subtipo oligoarticular apresenta rigidez matinal, dor intermitente em joelhos e leve limitação para atividades escolares. A família relata insegurança sobre a prática de atividades físicas e dúvida quanto à necessidade de repouso frequente.

No contexto da Atenção Básica, qual abordagem fisioterapêutica é mais apropriada para promoção da saúde e prevenção de incapacidades?

  1. A)Recomendar repouso diário prolongado para evitar sobrecarga articular, priorizando exercícios apenas em fases de remissão completa.
  1. B)Orientar exercícios de impacto moderado a alto para estimular formação óssea e reduzir rigidez articular.
  2. C)Evitar exercícios ativos e priorizar exclusivamente termoterapia e alongamentos passivos.
  3. D)Implementar programa de exercícios aeróbicos leves, treino funcional, orientações sobre manejo da dor e incentivo à participação escolar e comunitária ajustada à tolerância.
  4. E)Suspender toda atividade física durante períodos de dor, aguardando avaliação da atenção especializada.

C8ENARE (AOCP)
Paciente feminino, 38 anos, foi submetida à mastectomia total à esquerda após diagnóstico de câncer de mama. Sobre a conduta do fisioterapeuta no primeiro pós-operatório, assinale a alternativa correta.

  1. A)Emprego de bandagens e exercícios isométricos para prevenir edema e atrofia do membro homolateral à cirurgia.
  1. B)Avaliação quanto à técnica cirúrgica realizada e às intercorrências, à presença e à localização de dor, ao posicionamento no leito, à presença de edema e de alterações respiratórias.
  2. C)Realização de drenagem linfática para evitar a instalação de linfedema.
  3. D)Mobilização articular na amplitude total do ombro homolateral à cirurgia para prevenir aderência e formação de seroma.
  4. E)Aplicação de calor local e eletroterapia analgésica caso a paciente esteja referindo dor.

C9Residência SES-PE

Uma criança com fratura consolidada de antebraço apresenta limitação de movimento. A conduta adequada envolve o seguinte:

  1. A)Treino de mobilidade e atividades funcionais.
  2. B)Manutenção da imobilização.
  3. C)Evitar uso do membro.
  4. D)Repouso prolongado.
  5. E)Retorno tardio às atividades.

C10Residência SES-PE
A lombalgia é uma das condições mais comuns de queixa nos serviços de saúde, caracterizada por dor na região lombar da coluna vertebral. A fisioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento dessa condição. Em relação às estratégias fisioterapêuticas para o tratamento da lombalgia, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. A)O tratamento fisioterapêutico para lombalgia tem como objetivo principal aliviar a dor, melhorar a função da coluna e prevenir recidivas por meio de técnicas, como a terapia manual, exercícios de alongamento e fortalecimento muscular, e orientações posturais.
  1. B)A abordagem fisioterapêutica para lombalgia pode incluir o uso de modalidades eletroterápicas, como o TENS (Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea), que são eficazes no controle da dor, mas devem ser aplicadas com cautela, dependendo da fase aguda ou crônica da condição.
  2. C)A fisioterapia na lombalgia se limita ao tratamento de sintomas e não envolve a educação do paciente, que deve ser direcionada à busca de analgésicos e repouso, sem a necessidade de modificações no estilo de vida.
  3. D)A fisioterapia tem um papel importante na prevenção de recidivas, através do fortalecimento da musculatura paravertebral, exercícios de estabilização lombar e correção de padrões posturais inadequados que sobrecarregam a coluna.
  4. E)Além do alívio imediato da dor, a fisioterapia na lombalgia também visa restaurar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente, proporcionando orientações para evitar posturas prejudiciais e exercícios para melhorar a mobilidade e a flexibilidade da coluna.

C11Residência SES-PE

Uma mulher com artrite reumatoide apresenta dor, rigidez matinal e limitação funcional. A atuação fisioterapêutica envolve o seguinte:

  1. A)Exercícios terapêuticos e proteção articular orientada.
  2. B)Imobilização prolongada com repouso.
  3. C)Evitar atividades físicas regulares.
  4. D)Atuação centrada em recursos passivos.
  5. E)Acompanhamento clínico esporádico.

C12HUB RESIDÊNCIA MÉDICA MULTIPROFISSIONAL 2019

No que se refere ao manejo e à avali ação de fisioterapia em cuidados oncológicos, paliativos e em lesão medular, julgue os itens subsecutivos. No manejo fisioterapêutico em mulheres pós-mastectomia por câncer de mama, é recomendada a mobilização precoce para manutenção da amplitude de movimentos, obtenção de melhor drenagem de fluidos no pós-operatório e redução do período de internação hospitalar.

(  ) Certo    (  ) Errado

C13Residência Multiprofissional FAMEMA

Qual sequência representa adequadamente o protocolo faseado para fraturas periarticulares do platô tibial?

  1. A)Fortalecimento excêntrico → treino de corrida → crioterapia.
  2. B)Mobilização protegida e controle de dor/edema → fortalecimento isométrico e treino de marcha → recondicionamento/retorno às atividades.
  3. C)Crioterapia e TENS → treino pliométrico → descarga total imediata.
  4. D)Descanso absoluto por 6 semanas → treino funcional agressivo → alta.
  5. E)Hidroterapia intensa desde a fase aguda → exercícios de alta carga → retorno esportivo em 4 semanas.

C14Residência SES-PE
Uma paciente de 35 anos de idade chegou ao ambulatório de fisioterapia queixando-se de dor, dormência e formigamento em ambas as mãos, porém os sintomas eram mais intensos na mão direita, além de dificuldades de manusear objetos. Os sintomas tiveram início há um ano e têm piorado nos últimos meses e sem períodos de melhora, mesmo após o tratamento clínico. Com base nesse relato, quais das condições clínicas listadas abaixo NÃO indicam a necessidade de encaminhamento dessa paciente para a neurocirurgia ou ortopedia ou cirurgia da mão?

  1. A)Suspeita de síndrome do túnel do carpo com déficit de força objetivo na mão e/ou atrofia tenar.
  1. B)Suspeita de cisto sinovial com dor leve persistente, mas que não causa prejuízo funcional.
  2. C)Suspeita de síndrome do túnel do carpo com déficit sensitivo contínuo por 3 meses (persistente, que não apresenta períodos de melhora dos sintomas sensitivos).
  3. D)Suspeita de tenossinovite de De Quervain sem melhora com o tratamento clínico otimizado.
  4. E)Suspeita de dedo em gatilho sem melhora com tratamento clínico otimizado.

C15Residência SES-PE
Uma mulher de 45 anos com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) apresenta fadiga persistente, dores musculoesqueléticas difusas e baixa tolerância ao esforço. Ela procura a Atenção Básica em busca de estratégias de autocuidado.

Considerando a atuação fisioterapêutica focada em promoção da saúde e prevenção de complicações, qual intervenção é mais adequada?

  1. A)Recomendar exercícios de alta intensidade para melhorar a fadiga e promover fortalecimento muscular rápido.
  1. B)Priorizar orientações de repouso rigoroso durante a maior parte do dia para evitar crises inflamatórias.
  2. C)Encaminhar para a atenção especializada antes de iniciar qualquer atividade física supervisionada.
  3. D)Indicar exclusivamente alongamentos passivos em sessões semanais na UBS.
  4. E)Elaborar plano progressivo de exercícios aeróbicos de baixa a moderada intensidade, treino de força funcional, técnicas de gerenciamento da energia e educação em saúde sobre reconhecimento de sinais de exacerbação.

C16Residência SES-PE

Um paciente oncológico internado desenvolve derrame pleural secundário à neoplasia. Qual conduta fisioterapêutica contribui para a melhora da ventilação e do conforto respiratório?

  1. A)Incentivo respiratório de alta demanda ventilatória.
  2. B)Treino aeróbico intenso para otimizar trocas gasosas.
  3. C)Posicionamento em semifowler e técnicas suaves de expansão pulmonar.
  4. D)Manobras de tosse vigorosa repetidas ao longo do dia.
  5. E)Estímulo para inspirações profundas rápidas.

C17Residência SES-PE
A reabilitação de pacientes com fraturas de tíbia e fíbula decorrentes de acidentes de trânsito é essencial para a recuperação funcional e a reintegração às atividades diárias.

Sobre o papel da fisioterapia na reabilitação dessas fraturas, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. A)O retorno às atividades funcionais deve ser monitorado de perto, e o fisioterapeuta deve educar o paciente sobre a importância de respeitar os limites de dor e as orientações médicas durante o processo de reabilitação.
  1. B)A fisioterapia deve ser iniciada assim que o paciente estiver estável, com foco em exercícios de mobilização articular e prevenção de complicações secundárias, como atrofia muscular e trombose venosa profunda.
  2. C)O uso de dispositivos de imobilização, como gessos ou talas, deve ser respeitado durante a fase inicial de cicatrização, mas o fisioterapeuta deve planejar intervenções que possam ser realizadas dentro das limitações impostas pela imobilização.
  3. D)A progressão da carga no membro afetado deve ser feita de maneira gradual, seguindo as orientações do médico e utilizando ferramentas de avaliação, como a escala de dor e a capacidade funcional do paciente.
  4. E)O fortalecimento muscular deve ser introduzido precocemente, mesmo antes da consolidação total da fratura, para promover uma recuperação funcional mais rápida, sem considerar a dor e a resposta do paciente.

C18Residência SES-PE
A dor lombar (lombalgia) é um dos problemas de saúde mais comuns na atenção primária. A lombalgia pode ser definida como qualquer dor entre as últimas costelas e as pregas glúteas inferiores, com ou sem dor nos membros inferiores.

Sobre lombalgia, analise as afirmativas abaixo e assinale a INCORRETA.

  1. A)A lombalgia aguda tem início súbito e dura mais de doze semanas; a lombalgia subaguda dura de doze a vinte e quatro semanas, e a lombalgia crônica se apresenta por um período maior ou igual a vinte e quatro semanas.
  1. B)Pode ser responsável por grande percentual de limitações funcionais, resultar em dificuldade para realizar atividades de vida diária e ser fator de risco para incapacidade e invalidez.
  2. C)No idoso, tem início insidioso, causada pela degeneração de estruturas da coluna vertebral inerente ao processo de envelhecimento, que gera alterações nas partes ósseas, além de modificações discais e ligamentares da coluna vertebral.
  3. D)As dores lombares podem ser primárias ou secundárias, com ou sem envolvimento neurológico (lombociatalgias) e podem ser causadas por patologias inflamatórias, degenerativas, neoplásicas, defeitos congênitos, déficit muscular, predisposição reumática e outras.
  4. E)O quadro patológico pode estar associado, também, a múltiplas causas, como, por exemplo, fatores sociodemográficos (idade, sexo, renda e escolaridade), comportamentais (tabagismo e sedentarismo), fatores encontrados nas atividades cotidianas (trabalho físico pesado, posição viciosa e movimentos repetitivos) e outros.

C19Residência SES-PE

Um idoso com osteoartrite de joelho apresenta dor e dificuldade para caminhar. A conduta fisioterapêutica adequada envolve o seguinte:

  1. A)Fortalecimento muscular e treino funcional.
  2. B)Repouso contínuo e redução de carga.
  3. C)Uso permanente de órtese rígida.
  4. D)Encaminhamento precoce para cirurgia.
  5. E)Restrição das atividades diárias.

C20Residência SES-PE
Uma paciente idosa com câncer avançado, internada em unidade hospitalar, encontra-se em fase de declínio funcional. Durante a avaliação, ela relata dispneia ao mínimo esforço, ansiedade relacionada à sensação de falta de ar e grande fadiga. Considerando os princípios dos cuidados paliativos e as atribuições fisioterapêuticas, qual abordagem é mais adequada para esse perfil clínico?

  1. A)Priorizar exercícios ativos intensos para preservar, ao máximo, a capacidade funcional remanescente.
  1. B)Utilizar técnicas de reexpansão pulmonar de alta demanda ventilatória, com o objetivo de melhorar parâmetros cardiorrespiratórios.
  2. C)Implementar intervenções de conforto, como técnicas de respiração diafragmática, posicionamento para alívio da dispneia e orientações para manejo da ansiedade.
  3. D)Estabelecer metas de condicionamento físico voltadas para a melhora mensurável da força global.
  4. E)Introduzir treino de marcha com progressão rápida para estimular autonomia.

C21Residência SES-PE
A fascite plantar é uma condição, que se manifesta com dor na área plantar do calcanhar, geralmente relacionada a atividades que intensificam a sobrecarga na fáscia. A fisioterapia desempenha um papel essencial no alívio dos sintomas e na recuperação da função do pé. Em relação às abordagens fisioterapêuticas para o tratamento da fascite plantar, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. A)Exercícios de alongamento da fáscia plantar e do tríceps sural, realizados de maneira progressiva e dentro dos limites de dor, são recomendados para reduzir a tensão na fáscia e melhorar a flexibilidade do complexo tornozelo-pé.
  1. B)A técnica de liberação miofascial manual e o uso de rolo de liberação (foam roller) na região da fáscia plantar são indicados para alívio de pontos de tensão e redução do quadro doloroso.
  2. C)O uso de taping elástico (kinesio taping) pode ser benéfico para fornecer suporte à arcada plantar, mas não é recomendado como recurso de longo prazo, pois pode reduzir a força muscular do pé com o uso contínuo.
  3. D)A aplicação de terapia com ondas de choque extracorpórea é indicada apenas para casos crônicos e refratários, pois auxilia no estímulo à cicatrização e na redução da dor, especialmente quando os tratamentos convencionais falham.
  4. E)Exercícios de fortalecimento em cadeia cinética aberta são os mais indicados para fortalecimento do tríceps sural e redução da sobrecarga na fáscia plantar, pois mantêm a estabilidade e controlam o impacto nas articulações do tornozelo e do pé.

C22Residência SES-DF
Doenças osteomusculares (Dort) são as que mais afetam os trabalhadores, ocasionando dor lombar específica e inespecífica. A elevação e o transporte de cargas pesadas, flexão e extensão prolongada e repetida da coluna e movimentos repetitivos estão entre os fatores de risco para o desenvolvimento de lesões e quadros álgicos. A respeito da abordagem e dos processos de dor na região lombar, assinale a alternativa correta.

  1. A)A classificação da lombalgia é exclusiva entre mecânica e não mecânica.
  1. B)A lombalgia inespecífica é associada à redução do disco intervertebral com piora em esforço físico, principalmente à tarde.
  2. C)A lombalgia aguda tem seu início súbito e duração maior que 10 semanas.
  3. D)A diminuição da amplitude de movimento e flexibilidade dos posteriores de coxa no paciente que possui dor lombar inespecífica estão relacionados com a tolerância ao alongamento por parte do paciente.

C23Residência SES-PE
As artralgias podem ser causadas por diversas condições, como doenças inflamatórias, degenerativas e metabólicas. A fisioterapia motora é fundamental no manejo desses sintomas e na promoção da funcionalidade. Sobre isso, assinale alternativa CORRETA.

  1. A)É essencial que o fisioterapeuta adote uma abordagem centrada no paciente, implementando uma combinação de exercícios de fortalecimento, mobilidade articular e técnicas de educação em saúde para capacitar o paciente a gerenciar sua condição a longo prazo.
  1. B)A fisioterapia para artralgias deve ser realizada apenas em fase aguda, já que a dor e a inflamação são predominantes, e qualquer atividade física posterior deve ser evitada até que a dor desapareça completamente.
  2. C)A utilização de exercícios de alta intensidade é sempre recomendada para pacientes com artralgias, pois melhora rapidamente a força muscular e reduz a dor articular, independentemente do estado clínico do paciente.
  3. D)O tratamento deve focar exclusivamente nas articulações afetadas, sem levar em consideração as cadeias cinéticas e a biomecânica global do paciente, já que a dor articular é o principal problema a ser resolvido.
  4. E)A terapia manual não deve ser utilizada em pacientes com artralgias, pois pode aumentar a inflamação e causar dor, e o fisioterapeuta deve se limitar a intervenções de eletroterapia.

C24Residência SES-GO

Que tipo de incontinência urinária (IU) caracteriza-se por esvaziamento incompleto que pode ser, geralmente, por obstrução infravesical ou hipoatividade detrusora?

  1. A)IU por esforço.
  2. B)IU de urgência.
  3. C)IU por hiperfluxo.
  4. D)IU funcional.

C25Residência SES-DF

Em relação à anatomia e biomecânica do ligamento cruzado anterior (LCA), uma lesão bastante comum entre adultos praticantes de atividade física, assinale a alternativa correta.

  1. A)O LCA possui uma inserção distal posteromedial no côndilo femoral da tíbia.
  2. B)Sua vascularização é por meio da artéria genicular média
  3. C)O LCA é responsável por 40% de estabilização anterior da tíbia
  4. D)Seu comprimento é de 40mm e sua largura é de 22mm

8.8 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: A ausência de flexão plantar ao comprimir a panturrilha sugere ruptura do tendão do calcâneo.
Raciocínio: O início súbito durante esforço e a sensação de golpe posterior são típicos. No teste de Thompson, a compressão da panturrilha normalmente provoca flexão plantar; sua ausência aumenta a suspeita de ruptura.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A descreve uma lesão lateral do tornozelo, que costuma causar dor e edema próximos aos ligamentos laterais, não um teste de Thompson alterado.
  • B: A alternativa B costuma causar dor plantar, especialmente nos primeiros passos, e não explica a perda de flexão plantar ao comprimir a panturrilha.
  • D: A alternativa D não é a hipótese mais compatível com o mecanismo súbito e o achado do teste de Thompson.
Pegadinha: A sensação de “chute” pode ser confundida com trauma direto; o teste de Thompson aponta para o tendão do calcâneo.
Base: AAOS, Clinical Practice Guideline: Management of Achilles Tendon Injury.
Questão irmã: Após um salto, uma pessoa apresenta fraqueza importante para ficar na ponta do pé e ausência de flexão plantar ao comprimir a panturrilha. Qual estrutura deve ser investigada? Gabarito: Ruptura do tendão do calcâneo.

P2inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: Retenção ou alteração miccional associada a anestesia em sela exige investigação urgente de síndrome da cauda equina.
Raciocínio: Os sintomas indicam possível compressão neurológica grave. A prioridade é encaminhar para avaliação médica imediata e investigação por imagem, não iniciar tratamento fisioterapêutico de rotina.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A posterga a avaliação de uma possível emergência neurológica.
  • C: A alternativa C propõe medidas sintomáticas sem investigar os sinais de alerta.
  • D: A alternativa D ignora sintomas que não são compatíveis com lombalgia mecânica simples.
Pegadinha: A lombalgia pode ser comum, mas disfunção urinária nova e alteração de sensibilidade perineal mudam a prioridade do caso.
Base: NICE, guideline sobre lombalgia e ciatalgia; recomendações de avaliação de sinais de alerta para síndrome da cauda equina.
Questão irmã: Uma pessoa com dor lombar apresenta anestesia em sela e perda recente do controle urinário. Qual deve ser o próximo passo? Gabarito: Encaminhamento imediato para avaliação médica de urgência por suspeita de síndrome da cauda equina.

P3inédita · pré-testeResposta: D

Conceito: O treino supervisionado da musculatura do assoalho pélvico é uma abordagem inicial para incontinência urinária de esforço.
Raciocínio: A perda ocorre com aumento da pressão abdominal, sem urgência, o que caracteriza padrão de esforço. O treinamento deve avaliar a contração e orientar exercícios individualizados.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A é mais pertinente à urgência miccional e não corresponde ao padrão descrito.
  • B: A alternativa B transforma um recurso possível em intervenção única e deixa de priorizar o treinamento muscular.
  • C: A alternativa C não trata a causa funcional e pode favorecer desidratação.
Pegadinha: A perda ao tossir ou correr aponta para incontinência de esforço; não confundir com urgência miccional.
Base: NICE, guideline sobre incontinência urinária e prolapso de órgãos pélvicos em mulheres.
Questão irmã: Uma paciente perde urina ao levantar peso, sem sensação súbita de urgência. Qual intervenção fisioterapêutica deve ser considerada inicialmente? Gabarito: Treino supervisionado da musculatura do assoalho pélvico.

F1inéditaResposta: A

Conceito: Na entorse lateral não complicada, a reabilitação funcional progressiva costuma ser preferível à imobilização prolongada.
Raciocínio: Após excluir fratura e lesão grave, a proteção funcional permite apoio conforme tolerado e progressão de mobilidade, força e controle neuromuscular. A carga e os exercícios devem respeitar os sintomas.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B prolonga a imobilização sem necessidade em uma entorse não complicada e pode atrasar a recuperação funcional.
  • C: A alternativa C aumenta a demanda antes de recuperar força e controle, elevando o risco de nova entorse.
  • D: A alternativa D confunde proteção inicial com repouso absoluto prolongado.
Pegadinha: A mobilização precoce é progressiva e protegida; não significa retorno imediato ao esporte.
Base: JOSPT, Clinical Practice Guideline sobre entorse lateral do tornozelo e alterações de estabilidade e coordenação do movimento.
Questão irmã: Após entorse lateral leve, sem fratura, qual estratégia geral deve orientar a recuperação depois da proteção inicial? Gabarito: Apoio progressivo conforme tolerado e reabilitação funcional gradual.

F2inéditaResposta: C

Conceito: A órtese noturna em posição neutra pode reduzir os sintomas de síndrome do túnel do carpo leve ou moderada.
Raciocínio: A distribuição dos sintomas sugere comprometimento do nervo mediano. Manter o punho neutro durante o sono evita posições extremas que podem aumentar a pressão no túnel do carpo.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A mantém o punho em posição que pode aumentar a pressão no túnel do carpo.
  • B: A alternativa B não aborda a posição do punho, que é o foco da medida descrita.
  • D: A alternativa D restringe movimentos sem necessidade e não corresponde ao manejo conservador proposto.
Pegadinha: O território do nervo mediano sugere o diagnóstico, mas a órtese deve manter o punho neutro, não flexionado.
Base: AAOS, Clinical Practice Guideline sobre diagnóstico e tratamento da síndrome do túnel do carpo.
Questão irmã: Uma pessoa com sintomas noturnos compatíveis com compressão do nervo mediano pergunta como posicionar o punho ao dormir. Qual orientação é adequada? Gabarito: Usar uma órtese que mantenha o punho em posição neutra durante a noite.

F3inéditaResposta: B

Conceito: Exercício terapêutico e perda de peso, quando indicada, são componentes centrais do manejo da osteoartrite de joelho.
Raciocínio: O fortalecimento e a atividade física adaptada ajudam a função e os sintomas. A redução de peso diminui a carga articular e pode melhorar o impacto da doença.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A exclui o fortalecimento, embora o exercício terapêutico seja recomendado no manejo da osteoartrite.
  • C: A alternativa C incentiva inatividade e afasta modalidades que podem ser adaptadas à tolerância da pessoa.
  • D: A alternativa D impõe uma regra excessivamente restritiva; a atividade deve ser ajustada, não interrompida automaticamente diante de qualquer desconforto.
Pegadinha: A dor articular não torna o exercício contraindicado por si só; a carga e a modalidade devem ser adaptadas.
Base: ACR/Arthritis Foundation, guideline para manejo da osteoartrite da mão, quadril e joelho.
Questão irmã: Em uma pessoa com osteoartrite de joelho e excesso de peso, quais medidas não farmacológicas devem ser priorizadas? Gabarito: Exercício terapêutico e estratégias de perda de peso.

F4inéditaResposta: D

Conceito: Na fibromialgia, o exercício deve ser individualizado e progredir gradualmente conforme a tolerância.
Raciocínio: A atividade física pode integrar o manejo da fibromialgia, mas uma carga inicial excessiva pode reduzir a adesão. Começar em nível tolerável e ajustar a progressão facilita a continuidade.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A propõe uma carga abrupta, sem considerar a tolerância e a resposta individual.
  • B: A alternativa B transforma a dor em motivo para inatividade completa, sem propor adaptação do exercício.
  • C: A alternativa C restringe a intervenção a alongamentos passivos e exclui outras formas de atividade que podem ser individualizadas.
Pegadinha: Progredir gradualmente não significa esperar a ausência completa de dor para começar a se movimentar.
Base: EULAR, recomendações para manejo da fibromialgia.
Questão irmã: Uma paciente com fibromialgia quer voltar a se exercitar após um período de inatividade. Como deve ser organizada a progressão? Gabarito: Com início em carga tolerável e aumento gradual, individualizado.

F5inéditaResposta: A

Conceito: O manejo do linfedema relacionado ao câncer de mama pode incluir terapia descongestiva complexa ajustada à avaliação clínica.
Raciocínio: A terapia combina estratégias, como compressão, exercício e cuidado cutâneo. A drenagem manual pode ser incluída conforme a necessidade; não deve ser apresentada como tratamento isolado obrigatório para todas as pessoas.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B reduz o manejo a uma técnica isolada e exclui componentes importantes da abordagem descongestiva.
  • C: A alternativa C recomenda desuso do membro, em vez de atividade orientada e individualizada.
  • D: A alternativa D posterga cuidados e não corresponde ao manejo do edema persistente.
Pegadinha: A drenagem manual pode ser um componente, mas não substitui automaticamente a compressão, o exercício e os cuidados com a pele.
Base: APTA Oncology, Clinical Practice Guideline sobre linfedema relacionado ao câncer de mama.
Questão irmã: Uma paciente com linfedema persistente após câncer de mama não apresenta contraindicação à compressão. Qual abordagem geral pode ser considerada? Gabarito: Terapia descongestiva complexa individualizada, com compressão, exercício, cuidados com a pele e drenagem manual quando indicada.

Q1oficialResposta: E

Conceito: Dor torácica aguda é um sinal de alerta que exige interromper o exercício e avaliar possível causa cardiovascular ou outra condição aguda.
Raciocínio: Antes de prescrever exercício, diferencie limitações funcionais que permitem adaptação de sinais potencialmente graves. A dor torácica aguda não deve ser tratada como desconforto esperado do exercício: suspenda a atividade e encaminhe para avaliação clínica.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A descreve uma limitação que pode exigir adaptação da amplitude, mas não contraindica por si só toda atividade física.
  • B: A alternativa B pode exigir escolha de exercícios sentados ou deitados; a impossibilidade de ficar em pé não impede automaticamente o exercício.
  • C: A alternativa C exige avaliar intensidade e causa. Cansaço e dispneia leves podem levar à redução ou adaptação da carga, mas não são, isoladamente, a resposta mais inequívoca.
  • D: A alternativa D indica necessidade de interromper ou reavaliar a sessão e investigar o quadro, mas a questão destaca a dor torácica aguda como contraindicação clínica mais clara.
Pegadinha: Nem toda limitação funcional impede exercício: muitas permitem adaptar posição, intensidade ou modalidade. Dor torácica aguda, ao contrário, exige avaliação antes de prosseguir.
Base: Recomendações de triagem e segurança para exercício da American College of Sports Medicine.
Questão irmã: Durante uma sessão de exercício, o paciente relata dor torácica aguda. Qual é a conduta imediata? Gabarito: Interromper o exercício e encaminhar para avaliação clínica.

Fonte: Residência Multiprofissional UFPA (2026) — prova em ceps.ufpa.br

Q2oficialResposta: D

Conceito: Durante a consolidação, a carga e as mobilizações devem respeitar a estabilidade da fratura e as orientações da equipe responsável.
Raciocínio: É possível controlar dor e edema, manter a mobilidade das articulações não imobilizadas e orientar o paciente. Porém, não se deve prescrever descarga de peso precoce de forma automática para estimular a consolidação: a liberação depende do tipo de fratura, da estabilidade e do tratamento realizado.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A descreve cuidados que podem ser seguros, desde que respeitem a dor, a imobilização e as restrições específicas.
  • B: A alternativa B apresenta uma possibilidade terapêutica, mas o uso de agentes eletrofísicos não substitui a proteção da fratura nem garante consolidação.
  • C: A alternativa C é adequada: compreender as restrições e os cuidados próprios da fratura ajuda a prevenir sobrecarga e complicações.
Pegadinha: O enunciado pergunta pela intervenção que não é segura como regra geral. A descarga de peso só é iniciada quando a fratura e a equipe assistente permitem.
Base: Princípios de reabilitação musculoesquelética e protocolos clínicos de reabilitação após fraturas, individualizados conforme estabilidade e orientação ortopédica.
Questão irmã: A descarga de peso durante a consolidação de uma fratura deve ser definida com base em qual aspecto? Gabarito: Na estabilidade e no tipo de fratura, no tratamento realizado e na liberação da equipe responsável.

Fonte: Residência Multiprofissional Unicamp (2026) — prova em portal.fcm.unicamp.br

Q3oficialResposta: C

Conceito: Após osteossíntese de fratura proximal do úmero, a tipoia protege o membro no período inicial, conforme estabilidade, técnica cirúrgica e protocolo do cirurgião.
Raciocínio: A fratura ainda precisa de proteção enquanto consolida. A tipoia costuma ser mantida por algumas semanas, e o intervalo de quatro a seis semanas é compatível com o protocolo cobrado. A mobilização deve progredir de modo protegido; o tempo não deve ser aplicado sem considerar a cirurgia e a evolução clínica.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A propõe retirada obrigatória muito precoce para o protocolo apresentado, sem considerar o período de proteção da fratura.
  • B: A alternativa B também encerra a obrigatoriedade da tipoia antes do intervalo indicado no gabarito.
  • D: A alternativa D acrescenta um período parcial após o intervalo de quatro a seis semanas, mas essa extensão não é a conduta indicada pelo gabarito.
Pegadinha: A tipoia protege a fratura, mas não significa imobilização absoluta do ombro durante todo o período. A mobilização permitida depende do protocolo cirúrgico.
Base: Protocolos de reabilitação após osteossíntese de fratura proximal do úmero; recomendações da American Academy of Orthopaedic Surgeons para fraturas do úmero proximal.
Questão irmã: Após osteossíntese de fratura proximal do úmero, o tempo de uso da tipoia deve ser definido de forma universal ou individualizada? Gabarito: Individualizada conforme estabilidade, técnica cirúrgica, evolução e protocolo do cirurgião.

Fonte: Residência SES-DF (2024) — prova em iades.com.br

Q4oficialResposta: E

Conceito: O Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ) avalia o impacto da fibromialgia na função e na qualidade de vida.
Raciocínio: A descrição remete ao FIQ, instrumento específico que reúne itens sobre função, sintomas e impacto da doença, com pontuação tradicional de zero a cem. Ele não é uma escala genérica de equilíbrio, qualidade de vida ou contagem de áreas dolorosas.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A avalia principalmente equilíbrio e risco de queda, não o impacto específico da fibromialgia.
  • B: A alternativa B é um domínio dos critérios de avaliação da fibromialgia, não o questionário de impacto descrito.
  • C: A alternativa C é uma medida genérica de qualidade de vida, não o instrumento específico descrito no enunciado.
  • D: A alternativa D quantifica a distribuição da dor, mas não corresponde ao questionário de impacto funcional e de qualidade de vida.
Pegadinha: O WPI e a escala de gravidade dos sintomas ajudam a caracterizar a fibromialgia, mas não são o FIQ.
Base: Fibromyalgia Impact Questionnaire; critérios de avaliação da fibromialgia do American College of Rheumatology.
Questão irmã: Qual instrumento específico é usado para avaliar o impacto funcional da fibromialgia? Gabarito: Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ).

Fonte: ENARE (AOCP) (2022) — prova em gov.br

Q5oficialResposta: Errado

Conceito: Na instabilidade vertebral por metástase, posicionamento e órteses podem ser considerados, mas não são medidas universais nem substituem a avaliação especializada.
Raciocínio: A suspeita de instabilidade ou compressão medular metastática exige avaliação urgente e plano multidisciplinar. A necessidade de órtese depende da localização, da estabilidade, dos sintomas e da estratégia oncológica ou cirúrgica. Por isso, é impreciso afirmar que posicionamento e órteses são medidas amplamente aceitas como manejo geral para todos esses pacientes.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A trata a afirmação como universalmente correta. O uso de órtese e o posicionamento precisam ser individualizados e definidos dentro do plano de cuidado.
Pegadinha: A questão não nega que uma órtese possa ser indicada em casos selecionados; contesta a generalização de que essas medidas sejam amplamente aceitas como conduta geral.
Base: Diretriz NICE para metástases espinhais e compressão medular metastática; recomendações de reabilitação oncológica.
Questão irmã: A presença de metástase vertebral indica uso obrigatório de órtese para todos os pacientes? Gabarito: Não. A indicação é individualizada após avaliação da estabilidade e do plano multidisciplinar.

Fonte: HUB RESIDÊNCIA MÉDICA MULTIPROFISSIONAL 2019 — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q6oficialResposta: A

Conceito: A pronação excessiva durante o apoio pode aumentar a demanda mecânica sobre a fáscia plantar e está associada à dor plantar do calcâneo.
Raciocínio: A dor nos primeiros passos da manhã e a sensibilidade na inserção calcânea são compatíveis com fasciopatia plantar. Durante o apoio, a pronação excessiva pode aumentar a tensão transmitida à fáscia. Ela é um fator biomecânico possível, não uma causa obrigatória em todos os pacientes.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B não representa o fator biomecânico mais característico entre as opções e estabelece uma relação direta entre fraqueza do tibial anterior e queda do arco sem base suficiente no caso.
  • C: A alternativa C combina estruturas que não correspondem ao fator associado mais típico; o encurtamento do tríceps sural pode ser relevante, mas a opção inclui também os fibulares e não é a resposta indicada.
  • D: A alternativa D descreve uma condição possível do tornozelo, mas não é o fator biomecânico principal associado à fasciopatia plantar neste item.
Pegadinha: A pronação é um fator associado, não um diagnóstico isolado nem uma explicação única para a dor.
Base: Diretriz de prática clínica para dor no calcanhar plantar e fasciopatia plantar da Academy of Orthopaedic Physical Therapy.
Questão irmã: Qual alteração do movimento do pé pode aumentar a tensão mecânica sobre a fáscia plantar durante o apoio? Gabarito: Pronação excessiva.

Fonte: Residência SES-GO (2026) — prova em sistemas.institutoverbena.ufg.br

Q7oficialResposta: B

Conceito: Após reparo do manguito rotador, um início tardio da mobilização pode retardar o ganho de amplitude no período inicial da reabilitação.
Raciocínio: A reabilitação precisa equilibrar proteção do reparo e prevenção de rigidez. A mobilização precoce, quando autorizada e bem dosada, tende a favorecer a recuperação inicial da amplitude; isso não significa que todo paciente deva seguir o mesmo protocolo nem que mobilização precoce seja automaticamente segura para qualquer reparo.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A afirma aumento significativo da relesão como consequência necessária da mobilização precoce. A decisão depende do tamanho e das características do reparo, e a evidência não sustenta essa afirmação universal.
  • C: A alternativa C nega a possibilidade de diferença na amplitude inicial. O atraso pode retardar o ganho de movimento, ainda que os resultados possam se aproximar com a evolução.
  • D: A alternativa D condiciona a mobilização à eletroestimulação, que não é requisito para iniciar a reabilitação.
  • E: A alternativa E atribui ao TENS interferência na cicatrização sem fundamento para essa contraindicação geral.
Pegadinha: Mobilização precoce não é sinônimo de mobilização irrestrita. O tipo de movimento e a progressão dependem do reparo e do protocolo cirúrgico.
Base: Diretriz de prática clínica da American Academy of Orthopaedic Surgeons para lesões do manguito rotador; protocolos de reabilitação pós-reparo do manguito rotador.
Questão irmã: Qual é um possível efeito do início tardio da mobilização após reparo do manguito rotador? Gabarito: Retardo no ganho inicial de amplitude, com progressão ajustada à proteção do reparo.

Fonte: Residência Multiprofissional FAMEMA (2026) — prova em documento.vunesp.com.br

C1cadernoResposta: C

A alternativa C está correta: mobilização ativa e exercícios progressivos ajudam a recuperar amplitude articular e função no pós-operatório tardio.

Fonte: Residência SES-PE

C2cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: instabilidade do tronco e da região sacroilíaca pode contribuir para a dor lombar e limitação funcional.

Fonte: Residência SES-DF

C3cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: fortalecimento melhora controle e propriocepção, reduz a sobrecarga articular e pode aliviar sintomas da osteoartrite.

Fonte: Residência Multiprofissional FAMEMA

C4cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: infecções e neoplasias podem obstruir ou comprometer vasos linfáticos e causar linfedema.

Fonte: Residência Multiprofissional UFPA

C5cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: flexão, adução e rotação interna combinadas elevam o risco de luxação posterior após artroplastia pela via posterior.

Fonte: Residência SES-GO

C6cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: avaliar postura e mecânica corporal e trabalhar fortalecimento do core e ergonomia favorece recuperação e manejo da lombalgia.

Fonte: Residência SES-PE

C7cadernoResposta: D

A alternativa D está correta: exercício leve adaptado, manejo da dor e participação escolar e comunitária promovem saúde e previnem incapacidades na AIJ.

Fonte: Residência SES-PE

C8cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: a avaliação inicial deve considerar cirurgia, dor, posicionamento, edema e função respiratória para orientar condutas seguras.

Fonte: ENARE (AOCP)

C9cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: após consolidação, treino de mobilidade e atividades funcionais ajudam a recuperar movimento e uso do antebraço.

Fonte: Residência SES-PE

C10cadernoResposta: C

A alternativa C está correta: é incorreto excluir educação e mudanças de estilo de vida; ambas são componentes importantes do manejo da lombalgia.

Fonte: Residência SES-PE

C11cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: exercícios terapêuticos e proteção articular ajudam a preservar função e manejar dor na artrite reumatoide.

Fonte: Residência SES-PE

C12cadernoResposta: Errado

O item está errado: mobilização precoce após mastectomia deve respeitar orientações cirúrgicas e progressão segura, não ser recomendada de modo irrestrito no pós-operatório.

Fonte: HUB RESIDÊNCIA MÉDICA MULTIPROFISSIONAL 2019

C13cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: a reabilitação progride de mobilização protegida e controle de sintomas para fortalecimento, marcha e retorno funcional.

Fonte: Residência Multiprofissional FAMEMA

C14cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: dor leve por cisto sinovial, sem prejuízo funcional, não indica encaminhamento cirúrgico imediato.

Fonte: Residência SES-PE

C15cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: exercício progressivo, manejo de energia e educação para reconhecer exacerbações apoiam autocuidado seguro no LES.

Fonte: Residência SES-PE

C16cadernoResposta: C

A alternativa C está correta: posicionamento em semifowler e expansão pulmonar suave podem aliviar dispneia e favorecer ventilação com conforto.

Fonte: Residência SES-PE

C17cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: fortalecer antes da consolidação sem considerar dor e resposta clínica ignora segurança e restrições da fratura.

Fonte: Residência SES-PE

C18cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: a afirmação é incorreta porque define duração aguda como superior a 12 semanas; esse período caracteriza lombalgia crônica, não aguda.

Fonte: Residência SES-PE

C19cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: fortalecimento e treino funcional ajudam a reduzir dor e melhorar marcha e capacidade para atividades diárias.

Fonte: Residência SES-PE

C20cadernoResposta: C

A alternativa C está correta: respiração diafragmática, posicionamento e manejo da ansiedade priorizam conforto e alívio da dispneia nos cuidados paliativos.

Fonte: Residência SES-PE

C21cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: fortalecimento em cadeia fechada e exercícios funcionais costumam ser mais apropriados; cadeia aberta não é a opção mais indicada como regra.

Fonte: Residência SES-PE

C22cadernoResposta: D

A alternativa D está correta: limitação de flexibilidade dos isquiotibiais pode relacionar-se à tolerância individual ao alongamento em pessoas com lombalgia inespecífica.

Fonte: Residência SES-DF

C23cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: combinar fortalecimento, mobilidade e educação centrada no paciente favorece função e autogerenciamento das artralgias.

Fonte: Residência SES-PE

C24cadernoResposta: C

A alternativa C está correta: incontinência por hiperfluxo decorre de esvaziamento incompleto, frequentemente por obstrução infravesical ou hipoatividade detrusora.

Fonte: Residência SES-GO

C25cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: a artéria genicular média contribui para a vascularização do ligamento cruzado anterior.

Fonte: Residência SES-DF

8.9 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • No agachamento excêntrico, o quadríceps controla a flexão do joelho e a descida.
  • Bloqueio verdadeiro e derrame podem sugerir lesão meniscal.
  • Na entorse lateral do tornozelo, prefira progressão funcional à imobilização prolongada sem indicação.
  • Após fratura, a carga depende da estabilidade e da liberação clínica.
  • Na lombalgia sem sinais de alerta, favoreça atividade e exercício; evite repouso absoluto prolongado.
  • Hawkins-Kennedy e Neer não confirmam isoladamente síndrome do impacto.
  • Na osteoartrite, combine fortalecimento e atividade física; considere perda de peso quando indicada.
  • Na fibromialgia, explique a dor e progrida o exercício de forma gradual.
  • No linfedema, a abordagem pode combinar compressão, exercício, cuidados com a pele e drenagem.
  • No treino do assoalho pélvico, confirme primeiro se a pessoa consegue contrair e relaxar corretamente.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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