Serviço Social · Capítulo 7
Serviço Social na saúde: história, parâmetros e projetos em disputaAtuação em equipe, hospital e residência multiprofissionalSaúde mental, reforma psiquiátrica e atuação do Serviço SocialDireitos, diversidade e proteção social em saúde
Temas do conteúdo programático:
- 9. Serviço Social na saúde — história e Parâmetros do CFESS: inserção histórica do assistente social na saúde; projeto da reforma sanitária x projeto privatista (Bravo); reconhecimento do assistente social como profissional de saúde; Parâmetros para atuação na saúde (eixos: atendimento direto aos usuários, mobilização-participação-controle social, investigação-planejamento-gestão, assessoria-qualificação-formação); o que não é atribuição profissional (marcação de consultas, comunicação de óbito, alta e transporte); educação em saúde; críticas à EBSERH e à terceirização; trabalho na pandemia (Matos)
- 10. Atuação em equipe e no hospital: interdisciplinaridade, trabalho multiprofissional e fronteiras de atribuições; intersetorialidade e rede; clínica ampliada e acolhimento; assistente social em oncologia, nefrologia e hemodiálise, pediatria e alta hospitalar; cuidados paliativos, luto e suporte à família; residência multiprofissional em saúde (Lei 11.129/2005, processos formativos, carga horária e avaliação do residente)
- 11. Saúde mental e Serviço Social: história da psiquiatria e da higiene mental no Brasil; reforma psiquiátrica e movimento antimanicomial; Lei 10.216/2001 e tipos de internação; Rede de Atenção Psicossocial (CAPS e suas modalidades, residências terapêuticas, consultório na rua, unidades de acolhimento); álcool e outras drogas; prevenção do suicídio; saúde mental infantojuvenil; inserção do Serviço Social na psiquiatria (Bisneto)
- 12. Direitos de segmentos e diversidade: Estatuto da Pessoa Idosa e Política Nacional do Idoso (prioridade, direito à saúde); Estatuto da Pessoa com Deficiência e concepção biopsicossocial de deficiência; políticas para as mulheres, Lei Maria da Penha, PNAISM e direitos reprodutivos (criminalização do aborto e vulnerabilidade); saúde da população negra e ações afirmativas; diversidade sexual e combate à LGBTfobia; população em situação de rua; direitos humanos
7.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
No ambulatório de um hospital, a chefia pede à assistente social que assuma diariamente a marcação de consultas. Qual resposta está de acordo com os Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Saúde?
- A)Assumir a tarefa, pois organizar o acesso aos serviços é atribuição exclusiva do Serviço Social.
- B)Recusar qualquer participação no acesso dos usuários aos serviços, por ser uma atividade administrativa.
- C)Explicar que a marcação rotineira de consultas não é atribuição profissional e atuar nas barreiras sociais que dificultam o acesso.
- D)Assumir a tarefa apenas quando houver solicitação formal da equipe médica.
P2inédita
Um homem com transtorno mental recusa a internação. Após avaliação, o médico considera necessária a internação sem consentimento, solicitada por um familiar. Qual requisito legal deve ser observado?
- A)A internação depende de ordem judicial, mesmo quando a família a solicita.
- B)A internação involuntária deve ser autorizada por médico e comunicada ao Ministério Público no prazo legal.
- C)A internação pode ser autorizada apenas pelo familiar, sem avaliação médica.
- D)A internação involuntária dispensa comunicação a qualquer órgão externo.
P3inédita
Durante atendimento em uma unidade de saúde, uma equipe suspeita que uma pessoa idosa sofre violência praticada por um familiar. Qual encaminhamento está previsto em lei?
- A)Aguardar confirmação judicial antes de qualquer notificação.
- B)Comunicar apenas à família, para que ela decida se deseja procurar as autoridades.
- C)Registrar o caso somente se a pessoa idosa apresentar lesão física visível.
- D)Fazer a notificação à autoridade sanitária e comunicar o caso a um dos órgãos previstos em lei.
7.2 O que cai
- 9. Serviço Social na saúde — história e Parâmetros do CFESS: inserção histórica do assistente social na saúde; projeto da reforma sanitária x projeto privatista (Bravo); reconhecimento do assistente social como profissional de saúde; Parâmetros para atuação na saúde (eixos: atendimento direto aos usuários, mobilização-participação-controle social, investigação-planejamento-gestão, assessoria-qualificação-formação); o que não é atribuição profissional (marcação de consultas, comunicação de óbito, alta e transporte); educação em saúde; críticas à EBSERH e à terceirização; trabalho na pandemia (Matos): 291 questões de provas anteriores, 2015–2026
- 10. Atuação em equipe e no hospital: interdisciplinaridade, trabalho multiprofissional e fronteiras de atribuições; intersetorialidade e rede; clínica ampliada e acolhimento; assistente social em oncologia, nefrologia e hemodiálise, pediatria e alta hospitalar; cuidados paliativos, luto e suporte à família; residência multiprofissional em saúde (Lei 11.129/2005, processos formativos, carga horária e avaliação do residente): 279 questões de provas anteriores, 2016–2026
- 11. Saúde mental e Serviço Social: história da psiquiatria e da higiene mental no Brasil; reforma psiquiátrica e movimento antimanicomial; Lei 10.216/2001 e tipos de internação; Rede de Atenção Psicossocial (CAPS e suas modalidades, residências terapêuticas, consultório na rua, unidades de acolhimento); álcool e outras drogas; prevenção do suicídio; saúde mental infantojuvenil; inserção do Serviço Social na psiquiatria (Bisneto): 206 questões de provas anteriores, 2016–2026
- 12. Direitos de segmentos e diversidade: Estatuto da Pessoa Idosa e Política Nacional do Idoso (prioridade, direito à saúde); Estatuto da Pessoa com Deficiência e concepção biopsicossocial de deficiência; políticas para as mulheres, Lei Maria da Penha, PNAISM e direitos reprodutivos (criminalização do aborto e vulnerabilidade); saúde da população negra e ações afirmativas; diversidade sexual e combate à LGBTfobia; população em situação de rua; direitos humanos: 129 questões de provas anteriores, 2015–2026
7.3 Teoria
Estes temas cobram a capacidade de reconhecer o projeto ético-político do Serviço Social e de distinguir direitos, atribuições profissionais e organização das redes de saúde. A banca também valoriza a atuação interdisciplinar sem confundir cooperação com apagamento das competências profissionais.
7.3.1 Serviço Social na saúde: história, parâmetros e projetos em disputa
A inserção do Serviço Social na saúde acompanhou a expansão das políticas públicas e das demandas sociais relacionadas ao processo saúde-doença.
No debate de Bravo, dois projetos disputam a política de saúde: o da reforma sanitária, que defende saúde como direito, universalidade, participação social e fortalecimento do SUS; e o privatista, que privilegia a lógica de mercado, a focalização e a redução do papel estatal. O assistente social é reconhecido como profissional de saúde (Resolução CNS nº 218/1997 e Resolução CFESS nº 383/1999), mas sua atuação não se reduz a tarefas administrativas ou à resolução isolada de problemas individuais.
Os Parâmetros do CFESS organizam a atuação em quatro eixos: atendimento direto aos usuários; mobilização, participação e controle social; investigação, planejamento e gestão; assessoria, qualificação e formação. No atendimento direto, a banca destaca três grupos: ações socioassistenciais, articulação interdisciplinar e ações socioeducativas. A educação em saúde deve favorecer acesso à informação, autonomia e participação, sem culpabilizar usuários.
O profissional identifica barreiras de acesso, orienta sobre direitos, articula a rede e contribui para o planejamento. Não lhe cabe assumir rotinas administrativas como marcar consultas, comunicar óbitos, conceder alta ou providenciar transporte como atribuição exclusiva. Pode, porém, intervir nas necessidades sociais relacionadas a essas situações e articular respostas institucionais. Na análise de Bravo, Matos e do CFESS, a privatização, a terceirização e modelos empresariais de gestão, como a EBSERH, devem ser examinados pelo impacto sobre o direito à saúde, as condições de trabalho e a participação pública. Na pandemia, Matos chama atenção para a intensificação das desigualdades e para a necessidade de manter atendimento ético, acesso a direitos e condições seguras de trabalho.
Fontes: Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde (CFESS); Resolução CFESS nº 383/1999; Resolução CNS nº 218/1997; Lei nº 12.550/2011
Esquema
Eixos dos Parâmetros do CFESS
Atuação profissional
Atendimento direto aos usuários
Mobilização, participação e controle social
Investigação, planejamento e gestão
Assessoria, qualificação e formação
7.3.2 Atuação em equipe, hospital e residência multiprofissional
No hospital, o assistente social integra o cuidado sem substituir outras profissões.
Trabalho multiprofissional reúne diferentes categorias; interdisciplinaridade pressupõe troca de conhecimentos e construção compartilhada, preservando as competências de cada profissão. Na classificação cobrada por Vasconcelos, a multidisciplinaridade tende ao trabalho isolado; a pluridisciplinaridade reúne disciplinas com cooperação, mas decisões profissionais ainda separadas; a interdisciplinaridade auxiliar subordina uma disciplina a outra; a interdisciplinaridade promove troca recíproca; e a transdisciplinaridade busca um campo comum com maior integração.
A clínica ampliada considera a pessoa, seu contexto e suas necessidades, não apenas a doença. O acolhimento escuta a demanda e orienta o acesso; não é sinônimo de triagem burocrática. A intersetorialidade conecta saúde a assistência social, educação, habitação e outras políticas. Em oncologia, nefrologia e hemodiálise, pediatria e cuidados paliativos, o Serviço Social identifica impactos sociais, orienta direitos e apoia paciente e família. Na alta, contribui para continuidade do cuidado e articulação da rede; não decide a alta clínica nem assume a responsabilidade de garantir, sozinho, transporte ou vaga.
A residência multiprofissional em saúde é formação em serviço, com integração entre ensino e trabalho, supervisão e avaliação do processo formativo. A Lei nº 11.129/2005 institui a residência em área profissional da saúde, em regime de dedicação exclusiva; a carga horária de 60 horas semanais e a duração mínima de dois anos vêm da regulamentação da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (Portaria Interministerial MEC/MS nº 1.077/2009 e Resolução CNRMS nº 2/2012). O residente é profissional em formação: deve receber supervisão e não pode ser tratado como substituto permanente de trabalhador. A equipe deve pactuar objetivos e responsabilidades, acolher divergências e evitar tanto o isolamento profissional quanto a diluição das atribuições.
Fontes: Lei nº 11.129/2005; Política Nacional de Humanização (HumanizaSUS); Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde (CFESS)
Esquema
Classificação do trabalho entre disciplinas
Trabalho entre disciplinas
Multidisciplinaridade
Tende ao trabalho isolado.
Pluridisciplinaridade
Reúne disciplinas com cooperação, mas decisões profissionais ainda separadas.
Interdisciplinaridade auxiliar
Subordina uma disciplina a outra.
Interdisciplinaridade
Promove troca recíproca.
Transdisciplinaridade
Busca um campo comum com maior integração.
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · ENARE (AOCP) 2022
Nos últimos 20 anos, a saúde pública brasileira, em nível nacional, tem se organizado em Redes de Atenção à Saúde (RAS). Dentre seus objetivos, as RAS buscam garantir a integralidade do cuidado em saúde e elas são divididas em redes temáticas. Assim, assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma dessas redes temáticas priorizadas.
- A)Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Infectocontagiosas.
- B)Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.
- C)Rede de Atenção Psicossocial.
- D)Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência.
- E)Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE).
Resposta: A
Conceito: As redes temáticas priorizadas pelo SUS incluem atenção psicossocial, doenças crônicas, urgências e emergências, cuidado à pessoa com deficiência e a Rede Cegonha (reformulada como Rede Alyne em 2024).
Raciocínio: Entre as opções, doenças crônicas, atenção psicossocial, cuidado à pessoa com deficiência e urgências e emergências correspondem a redes temáticas priorizadas. A rede de atenção às pessoas com doenças infectocontagiosas não faz parte dessa relação, então a alternativa A é a resposta.
Pegadinha: A existência de políticas e serviços voltados a doenças infecciosas não significa que exista uma rede temática priorizada com essa denominação.
Base: Normas do Ministério da Saúde sobre Redes de Atenção à Saúde e redes temáticas prioritárias.
7.3.3 Saúde mental, reforma psiquiátrica e atuação do Serviço Social
A história da psiquiatria no Brasil inclui práticas de segregação e controle social, reforçadas por instituições manicomiais e ações de higiene mental.
A reforma psiquiátrica e o movimento antimanicomial defendem cuidado territorial, direitos, autonomia e inclusão social. A Lei nº 10.216/2001 redireciona o modelo assistencial e protege os direitos das pessoas com transtornos mentais. A internação só se indica quando os recursos extra-hospitalares forem insuficientes; pode ser voluntária, involuntária ou compulsória. A involuntária ocorre sem consentimento e deve ser comunicada ao Ministério Público Estadual em até 72 horas. Pesquisa para fins terapêuticos exige consentimento expresso do paciente ou representante legal e comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de Saúde.
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) articula serviços comunitários e hospitalares para promover autonomia e cidadania, além de prevenir e tratar agravos. Inclui atenção básica, CAPS, atenção de urgência e emergência, leitos de saúde mental em hospital geral, serviços residenciais terapêuticos, unidades de acolhimento e consultório na rua. Os CAPS variam conforme população e necessidades atendidas; há modalidades gerais, infantojuvenis e voltadas a álcool e outras drogas. A lógica territorial e a redução de danos orientam o cuidado relacionado ao uso de substâncias.
O assistente social analisa as expressões da questão social, fortalece vínculos e acesso a direitos e articula a rede, sem reduzir sofrimento psíquico a diagnóstico individual. Com crianças e adolescentes, considera família, escola, proteção integral e participação do usuário. Na prevenção do suicídio, acolhe sem julgamento, avalia necessidades sociais e articula cuidado imediato com a equipe e a rede; não responsabiliza familiares nem promete sigilo absoluto diante de risco grave. Bisneto destaca que a atuação profissional também exige analisar as relações de poder e as condições sociais presentes na instituição psiquiátrica.
Fontes: Lei nº 10.216/2001, arts. 2º, 4º, 6º, 8º e 11; Portaria nº 3.088/2011
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · HUB RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL 2020
No que se refere ao papel do assistente social na assistência à saúde, julgue os itens a seguir. A rede de atenção à saúde mental compreende o conjunto de serviços de saúde com a atribuição de propiciar autonomia e cidadania às pessoas com transtornos mentais, para além dos processos de promoção, prevenção e recuperação dos agravos à saúde dos indivíduos.
( ) Certo ( ) Errado
Resposta: Certo
Conceito: A rede de atenção à saúde mental deve promover cuidado, autonomia e cidadania, além de atuar na promoção, prevenção e recuperação da saúde.
Raciocínio: A afirmação está correta porque a atenção psicossocial não se limita ao controle de sintomas ou à recuperação clínica. A rede deve favorecer a vida comunitária, os direitos e a autonomia das pessoas com sofrimento ou transtorno mental.
Pegadinha: A expressão “para além” amplia o objetivo da rede; não substitui as ações de promoção, prevenção e cuidado em saúde.
Base: Lei nº 10.216/2001 e normas do Ministério da Saúde sobre a Rede de Atenção Psicossocial.
7.3.4 Direitos, diversidade e proteção social em saúde
A atuação profissional deve combater discriminação e barreiras de acesso, reconhecendo que grupos distintos enfrentam desigualdades específicas.
A pessoa idosa tem direito à atenção integral à saúde e prioridade legal, observadas as regras de atendimento prioritário. O Estatuto da Pessoa Idosa e a Política Nacional do Idoso orientam a proteção e a promoção de autonomia. Para a pessoa com deficiência, o modelo social e a avaliação biopsicossocial consideram impedimentos corporais em interação com barreiras ambientais e atitudinais. O foco não é atribuir a exclusão somente ao indivíduo, mas identificar o que restringe sua participação.
Nas políticas para as mulheres, o Serviço Social deve acolher sem culpabilização, respeitar a autonomia e articular proteção e cuidado. A Lei Maria da Penha prevê mecanismos para enfrentar a violência doméstica e familiar. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher inclui direitos sexuais e reprodutivos. No Brasil, o aborto é criminalizado como regra, mas há hipóteses legais de não punição previstas no Código Penal — gravidez decorrente de estupro e risco de vida da gestante — e a interrupção de gestação de feto anencéfalo foi reconhecida pelo STF. Vulnerabilidade social não elimina o direito à informação e ao cuidado previsto em lei.
A política de saúde da população negra enfrenta o racismo institucional e busca equidade. O atendimento à população LGBT deve respeitar identidade de gênero, orientação sexual, nome social e confidencialidade. Para pessoas em situação de rua, a equipe articula cuidado sem exigir endereço fixo como condição de acesso. Em todos os casos, a intervenção combina escuta, informação, proteção de direitos e articulação intersetorial.
Fontes: Lei nº 10.741/2003 — Estatuto da Pessoa Idosa, arts. 3º e 15; Lei nº 8.842/1994 — Política Nacional do Idoso; Lei nº 13.146/2015 — Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, arts. 2º e 9º; Lei nº 11.340/2006 — Lei Maria da Penha; Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher; Código Penal, arts. 124 a 128; ADPF 54 do STF; Política Nacional de Saúde Integral da População Negra; Decreto nº 7.053/2009
Pegadinha de prova
Atendimento direto não é só orientação individual
Nos Parâmetros do CFESS, o eixo inclui ações socioassistenciais, articulação interdisciplinar e ações socioeducativas. A banca pode trocar “interdisciplinar” por “holística” ou confundir a ação socioeducativa com uma abordagem moralizante.
Atenção
Limites profissionais no hospital
O assistente social participa da construção de respostas e da continuidade do cuidado, mas não decide alta clínica nem assume, como atribuição profissional, marcação de consultas, comunicação de óbito ou garantia de transporte.
Pegadinha de prova
Deficiência: não é apenas impedimento corporal
A Lei Brasileira de Inclusão adota concepção biopsicossocial: a deficiência resulta da interação entre impedimentos e barreiras que podem obstruir a participação plena e efetiva.
7.4 Exemplo resolvido
Uma mulher em tratamento oncológico informa à assistente social que perdeu a moradia e não tem familiar que possa acompanhá-la após a alta. A equipe solicita que o Serviço Social impeça a alta até que consiga uma vaga em abrigo. Qual é a conduta mais adequada?
A) Assumir a decisão sobre a alta e mantê-la internada até obter vaga. B) Explicar que a situação social não é relevante para a alta e encerrar o atendimento. C) Avaliar as necessidades sociais, articular a rede e discutir com a equipe um plano de continuidade do cuidado, sem assumir a decisão clínica. D) Solicitar que a família assuma o cuidado, mesmo sem consentimento da usuária.
- O caso aponta vulnerabilidade social que pode comprometer a continuidade do tratamento após a alta.
- A assistente social deve escutar a usuária, identificar necessidades e recursos disponíveis e articular serviços e políticas pertinentes.
- A decisão clínica sobre a alta cabe à equipe responsável; o Serviço Social não deve prometer vaga nem assumir sozinho a solução do problema.
- A alternativa C combina defesa de direitos, trabalho em equipe e respeito às atribuições profissionais.
Resposta: C
7.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo das provas de residência.
F1inédita
Uma assistente social inicia residência multiprofissional em saúde. Qual característica deve orientar a formação no programa?
- A)A substituição progressiva de profissionais da equipe, sem necessidade de supervisão.
- B)A formação em serviço, com dedicação exclusiva e supervisão, integrada às demais profissões da saúde.
- C)A atuação autônoma do residente, sem articulação com o projeto pedagógico.
- D)A realização de atividades exclusivamente teóricas, sem inserção nos serviços.
F2inédita
Em uma sala de espera, a equipe propõe uma atividade sobre prevenção de doenças crônicas. Qual formato expressa uma educação em saúde coerente com a atuação crítica do Serviço Social?
- A)Promover diálogo sobre as condições de vida, compartilhar informações e construir estratégias com os usuários.
- B)Transmitir recomendações prontas e exigir que os usuários as sigam sem questionamento.
- C)Limitar a atividade à distribuição de folhetos, sem escuta ou troca com os participantes.
- D)Evitar discutir direitos sociais para manter a atividade restrita a orientações clínicas.
F3inédita
Na recepção de uma unidade, uma usuária chega angustiada e relata dificuldades familiares e de acesso ao tratamento. Qual conduta melhor expressa o acolhimento na perspectiva da clínica ampliada?
- A)Encaminhá-la imediatamente a outro setor, sem escutar a demanda, para evitar sobreposição de funções.
- B)Restringir a escuta à queixa clínica e deixar os aspectos sociais para outro momento.
- C)Ouvir a demanda, identificar necessidades e construir com a usuária e a equipe uma resposta compatível com as atribuições de cada profissional.
- D)Assumir sozinho todas as decisões sobre o plano terapêutico para garantir rapidez.
F4inédita
Uma adolescente apresenta sofrimento psíquico intenso e persistente, com prejuízo nas atividades cotidianas. A família precisa de acompanhamento territorial continuado. Qual serviço da RAPS é mais apropriado como referência especializada?
- A)Unidade de Acolhimento para adultos, por ser o serviço especializado de referência para qualquer idade.
- B)Serviço hospitalar de internação como primeira resposta, independentemente da avaliação do caso.
- C)Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil, articulado aos demais pontos da rede.
- D)Comunidade terapêutica, como substituta dos serviços públicos de saúde mental.
F5inédita
Uma pessoa em situação de rua procura uma unidade de saúde, mas não apresenta comprovante de residência. Qual deve ser a conduta da equipe?
- A)Negar o atendimento até que a pessoa informe um endereço fixo.
- B)Garantir o acolhimento e o acesso, sem exigir comprovante de residência como condição para o atendimento.
- C)Atender apenas em situação de urgência, pois os demais cuidados exigem endereço cadastrado.
- D)Encaminhar a pessoa exclusivamente a um serviço de assistência social.
7.6 Questões de provas anteriores
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · Residência Multiprofissional UFPA 2026
O/A assistente social que trabalha em um Hospital de Alta Complexidade, por estar inserido no espaço sócio-ocupacional da política de saúde, atuará em quatro grandes vertentes. Essas vertentes são: atendimento direto aos usuários; mobilização, participação e controle social; investigação, planejamento e gestão; assessoria, qualificação e formação profissional. Em relação ao eixo de atendimento direto aos usuários, as ações que predominam neste atendimento são
- A)as ações socioassistenciais; as ações de articulação interdisciplinar; e as ações holísticas.
- B)as ações socioassistenciais; as ações de articulação multiprofissional; e as ações holísticas.
- C)as ações socioassistenciais; as ações de articulação interdisciplinar; e as ações socioeducativas.
- D)as ações sociofamiliares; as ações de articulação multiprofissional; e as ações holísticas.
- E)as ações sociofamiliares; as ações de articulação interdisciplinar; e as ações socioeducativas.
Q2oficial · Residência SES-PE 2026
Segundo Vasconcelos (1997), ao se discutir interdisciplinaridade, é necessário atentar para uma série de conceitos que apresentam relações semelhantes, com variações apenas no grau de cooperação e coordenação entre as disciplinas. Nesse sentido, relacione as colunas 1 e 2, identificando a correspondência dos conceitos referente aos seguintes termos: multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade, interdisciplinaridade auxiliar, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
Coluna 1 Coluna 2
1. Multidisciplinaridade ( ) A coordenação é realizada por todas as disciplinas e interdisciplinas, propondo a criação de um campo com autonomia teórica, disciplinar e operativa.
2. Pluridisciplinaridade ( ) As relações profissionais e de poder tendem à horizontalidade; as estratégias de ação são comuns, e estabelece-se uma troca recíproca de conhecimento entre as diferentes disciplinas.
3. Interdisciplinaridade auxiliar ( ) O trabalho acontece de forma isolada, geralmente com troca e cooperação mínima entre as disciplinas.
4. Interdisciplinaridade ( ) As disciplinas se agrupam de forma justaposta, com cooperação, porém cada profissional decide isoladamente.
5. Transdisciplinaridade ( ) Uma disciplina predomina sobre as demais, coordenando-as.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
- A)5- 4 -1 -2 -3.
- B)4- 3- 2- 5- 1.
- C)3- 2- 5- 4- 1.
- D)1- 3- 4- 2- 5.
- E)2- 4 - 1- 5- 3.
Q3oficial · Residência Multiprofissional FAMEMA 2026
Um hospital universitário desenvolve uma pesquisa científica para fins terapêuticos com pacientes portadores de transtornos mentais, envolvendo os alunos do Programa de Residência Multiprofissional. De acordo com o que estabelece a Política Nacional de Saúde Mental, tais pesquisas podem ser realizadas com o consentimento expresso do paciente ou de seu representante legal. Outra exigência para sua realização é a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao
- A)Conselho Nacional de Saúde.
- B)Colegiado Gestor da Saúde.
- C)Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.
- D)Comitê de Ensino Multiprofissional.
- E)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Q4oficial · Residência SES-GO 2026
A Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), conceitua deficiência fundamentada no modelo
- A)biomédico, o qual considera a deficiência uma relação de causalidade de dependência entre os impedimentos atinentes ao corpo e as desvantagens socialmente vivenciadas.
- B)psicossocial, o qual considera a deficiência enquanto restrição física, mental ou sensorial preconizando pela integração social.
- C)atitudinal, o qual considera atitudes e/ou comportamentos sociais que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em igual oportunidades.
- D)social, o qual considera a deficiência numa perspectiva que aborda o corpo e as estruturas sociais inacessíveis.
Q5oficial · Residência Multiprofissional FAMEMA 2026
O Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR), movimento social de luta por direitos, organizado por pessoas que vivem ou viveram em situação de rua, é referência para estudos e políticas públicas para esse grupo. Nos dias atuais, o Plano de Ação e Monitoramento para Efetivação da Política Nacional para a População em Situação de Rua, vigente no Brasil, propõe medidas de amplo alcance para esse grupo, organizadas em sete eixos. O eixo 3, da Violência Institucional, propõe seu enfrentamento e o fomento a uma cultura de respeito aos direitos desse segmento populcional, por meio de normativas, diretrizes e formação de
- A)familiares.
- B)parceiros da rua.
- C)voluntários.
- D)lideranças comunitárias.
- E)agentes de segurança pública.
Q6oficial · Residência SES-PE 2026
Analise as afirmativas a seguir referentes ao trabalho do assistente social no eixo de mobilização, participação e controle social, conforme os Parâmetros de Atuação do Assistente Social na Política de Saúde.
I. Estimular a educação permanente dos conselheiros de saúde, visando ao fortalecimento do controle social, por meio de cursos e debates sobre temáticas de interesse destes na perspectiva crítica.
II. Participar da organização, coordenação e realização de pré-conferências e/ou conferências de saúde (local, distrital, municipal, estadual e nacional).
III. Democratizar junto aos usuários e demais trabalhadores da saúde os locais, datas e horários das reuniões dos conselhos de políticas e direitos, por local de moradia dos usuários, bem como das conferências de saúde, das demais áreas de políticas sociais e conferências de direitos.
IV. Identificar e articular as instâncias de controle social e movimentos sociais no entorno dos serviços de saúde.
V. Articular permanentemente com as entidades das diversas categorias profissionais, a fim de fortalecer a participação social dos trabalhadores de saúde nas unidades e demais espaços coletivos.
Está CORRETO o que se afirma em
- A)I, II, III e IV, apenas.
- B)II, IV e V, apenas.
- C)I, IV e V, apenas.
- D)II, III, IV e V, apenas.
- E)I, II, III, IV e V.
Q7oficial · Residência Multiprofissional UFPA 2026
Um dos principais desafios atuais das residências multiprofissionais, segundo o CFESS (2017), referese à/ao
- A)ausência de regulamentação legal para bolsas de residente e à sobreposição de atividades teóricas em detrimento de atividades práticas nos serviços de saúde.
- B)inexistência de supervisão docente-assistencial nos programas, o que tem se configurado no desaparecimento da função de tutoria dos programas de residência.
- C)descontinuidade de financiamento, precarização da formação de preceptores e tutores e ausência de política de formação permanente para esses profissionais.
- D)excesso de autonomia pedagógica das universidades federais que criam programas e novas vagas sem profissionais para garantir a preceptoria e tutoria nos serviços de saúde.
- E)exclusão da participação dos usuários nos processos de formação dos residentes em saúde, considerando que todo o processo formativo é baseado em atendimentos simulados eletronicamente.
Q8oficial · Residência SES-PE 2026
Analise as afirmativas a seguir referentes à redução de danos:
I. A redução de danos traz uma perspectiva de promover a autonomia dos sujeitos em uma perspectiva de abstinência total das drogas lícitas e ilícitas.
II. Falar de redução de danos decorrentes do uso de drogas, no contexto contemporâneo e crítico, pressupõe respeitar as diferenças, garantir direitos e cidadania e olhar para uma perspectiva de educação para autonomia.
III. A abordagem crítica de redução de danos, decorrentes do uso de drogas, caracteriza-se por ser uma alternativa para aquelas pessoas que não se encontram em condições de cessar, de imediato, com o uso da droga, devido a fatores inerentes à singularidade de cada ser humano.
IV. A redução de danos compreende o consumo de drogas como parte da realidade cotidiana e a visão que possui da substância.
V. A redução de danos não se aplica ao atendimento aos usuários que usam abusivamente de álcool e tabaco.
Está CORRETO o que se afirma em
- A)I, II, III e V, apenas
- B)III e IV, apenas.
- C)II, III e IV, apenas.
- D)II, III, IV e V, apenas.
- E)I, II, III, IV e V.
7.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: C
- A: A alternativa A transforma uma atividade administrativa em atribuição exclusiva do Serviço Social.
- B: A alternativa B confunde não executar a marcação com não atuar nas barreiras de acesso.
- D: A alternativa D sugere que uma ordem da equipe altera as atribuições profissionais.
P2inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A confunde internação involuntária com internação compulsória, determinada judicialmente.
- C: A alternativa C atribui ao familiar poder de autorizar a internação sem avaliação médica.
- D: A alternativa D ignora a exigência de comunicação ao Ministério Público.
P3inédita · pré-testeResposta: D
- A: A alternativa A posterga indevidamente a notificação, que pode ocorrer diante de suspeita.
- B: A alternativa B transfere à família uma decisão que cabe ao serviço de saúde cumprir conforme a lei.
- C: A alternativa C restringe a violência a lesões físicas e exige confirmação que a lei não exige.
F1inéditaResposta: B
- A: A alternativa A reduz a residência à substituição de força de trabalho e elimina a supervisão formativa.
- C: A alternativa C desconsidera a supervisão e o projeto pedagógico do programa.
- D: A alternativa D exclui a formação em serviço, elemento central da residência.
F2inéditaResposta: A
- B: A alternativa B reproduz uma educação vertical e prescritiva, sem participação dos usuários.
- C: A alternativa C reduz a ação educativa à entrega de material e elimina a troca.
- D: A alternativa D separa saúde e direitos sociais, embora as condições de vida influenciem o processo saúde-doença.
F3inéditaResposta: C
- A: A alternativa A transforma o encaminhamento em recusa de escuta e de responsabilidade.
- B: A alternativa B fragmenta o cuidado e desconsidera aspectos sociais relevantes.
- D: A alternativa D confunde colaboração interdisciplinar com concentração das decisões em um profissional.
F4inéditaResposta: C
- A: A alternativa A indica um serviço voltado a adultos, não a referência especializada para adolescentes.
- B: A alternativa B trata a internação como primeira resposta sem considerar o cuidado territorial e a avaliação clínica.
- D: A alternativa D propõe substituir a rede pública de saúde mental pela comunidade terapêutica, que integra a RAPS apenas como serviço de atenção residencial de caráter transitório (Portaria nº 3.088/2011) e não substitui o CAPS nem a rede territorial.
F5inéditaResposta: B
- A: A alternativa A cria uma barreira de acesso incompatível com o atendimento universal.
- C: A alternativa C restringe indevidamente o cuidado aos casos urgentes.
- D: A alternativa D substitui o cuidado em saúde por encaminhamento exclusivo a outra política.
Q1oficialResposta: C
- A: A alternativa A troca as ações socioeducativas por ações holísticas, que não compõem a classificação apresentada pelo CFESS.
- B: A alternativa B usa articulação multiprofissional e ações holísticas. O parâmetro nomeia articulação interdisciplinar e ações socioeducativas.
- D: A alternativa D substitui ações socioassistenciais por sociofamiliares e ações socioeducativas por holísticas.
- E: A alternativa E substitui ações socioassistenciais por sociofamiliares, embora mantenha a articulação interdisciplinar e as ações socioeducativas.
Fonte: Residência Multiprofissional UFPA (2026) — prova em ceps.ufpa.br
Q2oficialResposta: A
- B: A alternativa B começa pela interdisciplinaridade, mas o primeiro enunciado descreve transdisciplinaridade. Também não associa corretamente o trabalho isolado à multidisciplinaridade.
- C: A alternativa C associa a construção de um campo autônomo à multidisciplinaridade, que é caracterizada por baixa integração entre disciplinas.
- D: A alternativa D associa o campo autônomo à multidisciplinaridade e atribui à interdisciplinaridade auxiliar uma descrição que não corresponde à coordenação por uma disciplina.
- E: A alternativa E não associa o campo autônomo à transdisciplinaridade nem o trabalho isolado à multidisciplinaridade.
Fonte: Residência SES-PE (2026) — prova em upenet.com.br
Q3oficialResposta: A
- B: A alternativa B indica um colegiado gestor, que não é o órgão previsto na lei.
- C: A alternativa C cita a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, mas a exigência expressa da Lei nº 10.216/2001 é comunicação ao Conselho Nacional de Saúde.
- D: A alternativa D indica um comitê de ensino sem previsão na regra legal.
- E: A alternativa E cita a CAPES, que não é o órgão destinatário previsto na lei.
Fonte: Residência Multiprofissional FAMEMA (2026) — prova em documento.vunesp.com.br
Q4oficialResposta: D
- A: A alternativa A apresenta uma explicação biomédica e centrada na dependência, sem dar o devido peso às barreiras sociais.
- B: A alternativa B descreve uma restrição individual e usa integração social, em vez de participação em igualdade de condições e remoção de barreiras.
- C: A alternativa C trata de barreiras atitudinais, que são um tipo de barreira, mas não o modelo abrangente que fundamenta o conceito legal.
Fonte: Residência SES-GO (2026) — prova em sistemas.institutoverbena.ufg.br
Q5oficialResposta: E
- A: A alternativa A não corresponde ao público profissional indicado para a formação prevista no eixo.
- B: A alternativa B não é a categoria mencionada como foco da formação.
- C: A alternativa C desloca a responsabilidade para voluntários, em vez de abordar a atuação institucional de segurança pública.
- D: A alternativa D não identifica o grupo de agentes cuja formação é prevista para enfrentar a violência institucional.
Fonte: Residência Multiprofissional FAMEMA (2026) — prova em documento.vunesp.com.br
Q6oficialResposta: E
Fonte: Residência SES-PE (2026) — prova em upenet.com.br
Q7oficialResposta: C
- A: A alternativa A afirma ausência de regulamentação legal para bolsas, mas a residência multiprofissional tem previsão legal. Também não é essa a combinação de desafios indicada.
- B: A alternativa B afirma inexistência de supervisão e desaparecimento da tutoria, generalizações que não correspondem ao problema apontado.
- D: A alternativa D atribui o problema a excesso de autonomia universitária e criação de vagas sem profissionais; não corresponde à formulação do CFESS.
- E: A alternativa E apresenta um cenário fictício de formação baseada em atendimentos simulados e exclusão dos usuários.
Fonte: Residência Multiprofissional UFPA (2026) — prova em ceps.ufpa.br
Q8oficialResposta: C
- A: A alternativa A inclui I e V, que estão erradas: a redução de danos não exige abstinência total e não exclui álcool ou tabaco.
- B: A alternativa B exclui a afirmativa II, que descreve corretamente a abordagem baseada em direitos, cidadania e autonomia.
- D: A alternativa D inclui a afirmativa V, incorreta, pois a estratégia pode ser aplicada também ao uso abusivo de álcool e tabaco.
- E: A alternativa E inclui I e V, incompatíveis com os princípios da redução de danos.
Fonte: Residência SES-PE (2026) — prova em upenet.com.br
7.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- O projeto da reforma sanitária defende saúde como direito e fortalecimento do SUS.
- Os quatro eixos dos Parâmetros do CFESS incluem atendimento direto, participação social, gestão e formação.
- No atendimento direto, a banca destaca ações socioassistenciais, articulação interdisciplinar e ações socioeducativas.
- Interdisciplinaridade pressupõe troca e construção compartilhada, sem apagar competências profissionais.
- A residência multiprofissional é formação em serviço, com dedicação exclusiva e carga horária de 60 horas semanais.
- A internação psiquiátrica deve ser indicada quando os recursos extra-hospitalares forem insuficientes.
- A RAPS busca autonomia e cidadania e articula serviços comunitários, hospitalares e territoriais.
- A Lei Brasileira de Inclusão considera a interação entre impedimentos e barreiras.
- O cuidado em saúde deve respeitar direitos sexuais e reprodutivos e combater discriminação e racismo institucional.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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