1 Língua Portuguesa — parte 1 de 3
Itens do edital:
- 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados
- 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais
- 3. Domínio da ortografia oficial
- 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Uma reportagem informa que a prefeitura iniciou um projeto-piloto de coleta seletiva em dois bairros. Com base apenas nessa informação, conclui-se que o serviço já atende a todos os bairros do município.
( ) Certo ( ) Errado
P2inédita
Um texto que orienta o leitor a preencher um formulário, indicando cada etapa por meio de verbos como “selecione”, “informe” e “envie”, apresenta predominância da tipologia injuntiva.
( ) Certo ( ) Errado
P3inédita
A grafia “beneficiente”, empregada em um aviso para designar uma ação de caridade, está de acordo com a ortografia oficial.
( ) Certo ( ) Errado
1.2 O que cai
- 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 600 questões da banca, 2016–2026
- 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 86 questões da banca, 2017–2026
- 3. Domínio da ortografia oficial: 36 questões da banca, 2020–2026
- 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais: 393 questões da banca, 2017–2026
1.3 Teoria
A prova do Cebraspe costuma cobrar leitura precisa: é preciso separar o que o texto afirma do que o candidato conclui por conta própria. Também vale dominar a função dos conectores, a classificação textual e regras ortográficas que parecem simples, mas têm exceções.
1.3.1 Compreensão e interpretação de textos
Compreender é localizar informações explícitas; interpretar é construir uma conclusão apoiada no texto. Nos dois casos, a resposta precisa respeitar os limites do que foi escrito. A banca costuma trocar uma ideia central por um detalhe, ampliar uma afirmação ou atribuir ao autor uma opinião que o texto não sustenta.
Ao julgar um item, identifique primeiro o assunto e a tese ou propósito do texto. Depois, confira cada parte da afirmação: sujeito, ação, causa, consequência, intensidade e restrições. Uma frase pode parecer correta no tema geral, mas estar errada por um detalhe. Por exemplo, dizer que o problema está “apenas” em certo aspecto pode contradizer um texto que menciona dois aspectos relevantes.
Distingua informação explícita de inferência. A inferência é válida quando decorre logicamente de elementos apresentados; não é uma licença para acrescentar conhecimento externo, suposições ou opiniões pessoais. Atenção a palavras absolutas, como “sempre”, “nunca”, “somente” e “todos”: elas podem tornar falsa uma afirmação que seria aceitável com uma formulação mais moderada.
Também observe contrastes e ressalvas. Expressões como “mas”, “embora” e “ainda que” podem limitar uma ideia anterior. Em textos argumentativos, separe a tese dos dados, exemplos e justificativas que a apoiam. Em textos informativos, não confunda a informação relatada com uma avaliação do autor.
1.3.2 Tipos e gêneros textuais
Tipo textual é uma forma de organização predominante; gênero textual é uma forma de comunicação reconhecida socialmente, com propósito e contexto próprios. Notícia, artigo de opinião, relatório, crônica e manual são gêneros. Narração, descrição, exposição, argumentação e injunção são tipos. Um gênero pode combinar mais de um tipo.
- Narração: apresenta acontecimentos, agentes e mudanças no tempo.
- Descrição: caracteriza pessoas, objetos, lugares ou situações.
- Exposição: informa, explica ou apresenta conceitos e dados.
- Argumentação: defende uma ideia com razões, evidências ou exemplos.
- Injunção: orienta o leitor a agir, por meio de instruções, ordens ou recomendações.
Classifique o texto pela organização e pelo propósito predominantes, não pela presença isolada de um recurso. Uma notícia pode trazer números, definições e falas de autoridades e ainda ser predominantemente expositiva ou informativa. Um artigo pode apresentar dados objetivos e, ao mesmo tempo, defender uma proposta: nesse caso, há também viés argumentativo. A presença de informação não exclui a argumentação.
A injunção não se caracteriza por simplesmente “informar fontes” ou “explicar conceitos”. Procure orientações ao leitor, como verbos no imperativo ou recomendações de procedimento. Em itens de julgamento, desconfie de classificações exclusivas quando o texto combina tipos; a pergunta pode tratar do tipo predominante ou reconhecer uma sequência argumentativa em meio à exposição.
1.3.3 Domínio da ortografia oficial
A ortografia oficial regula a escrita das palavras, inclusive o emprego do hífen. O Acordo Ortográfico não elimina o h inicial de toda palavra quando ela se une a outro elemento. Em formações com prefixo ou elemento equivalente, usa-se hífen diante de palavra iniciada por h: por isso, escreve-se etno-histórico. A grafia sem hífen e sem o h não é uma alternativa válida nesse caso.
Há uma exceção importante: o elemento co- se aglutina, em geral, mesmo diante de palavra iniciada por h, com a queda dessa letra. Assim, escreve-se coabitar, e não *co-habitar* nem *cohabitar*. A semelhança entre duas palavras não significa que se aplique a mesma regra: é necessário observar o elemento inicial e a formação da palavra.
Outras regras úteis do hífen:
- Se o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento, usa-se hífen: micro-ondas.
- Se as vogais são diferentes, em geral ocorre aglutinação: autoescola.
- Diante de r ou s, em geral não se usa hífen e a consoante é duplicada: antirracista, minissaia.
Na prova, julgue a forma completa. Não basta perceber que uma parte da palavra está correta; uma alteração indevida de hífen ou de letra torna a grafia incorreta.
Base legal: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto 6.583/2008, Base XVI
1.3.4 Coesão textual e emprego dos verbos
A coesão conecta partes do texto e ajuda o leitor a identificar relações entre ideias. A referenciação retoma ou apresenta referentes: em “A equipe concluiu o estudo. Ela publicou os resultados”, “ela” retoma “a equipe”. A substituição evita repetição por meio de pronomes, expressões equivalentes ou formas resumidoras. A repetição também pode ser legítima, sobretudo quando mantém claro o tema.
Conectores expressam relações semânticas. “Mas” marca oposição; “porque”, causa ou explicação; “portanto”, conclusão; “além disso”, adição; “embora”, concessão. A substituição de um conector por outro só funciona se preservar a relação entre as ideias. A sequenciação organiza informações no tempo ou na argumentação, por exemplo, com “primeiro”, “em seguida” e “por fim”.
Observe com atenção os relativos onde e cujo. “Onde” retoma lugar e equivale, em geral, a “em que”. “Cujo” estabelece relação de posse entre dois nomes: deve concordar em gênero e número com o nome seguinte e não admite artigo depois dele. Portanto, não se troca automaticamente “onde” por “cujo”: a troca exige outra estrutura sintática e uma relação de posse compatível.
Os tempos e modos verbais também organizam o texto. O indicativo apresenta, em geral, fatos como certos; o subjuntivo marca hipótese, desejo ou possibilidade; o imperativo expressa ordem ou orientação. Tempos verbais ajudam a situar ações e a estabelecer anterioridade, simultaneidade ou posterioridade. Ao avaliar uma alteração, confira se ela preserva o sentido e a relação temporal, além da correção gramatical.
Pegadinha da banca
Tema parecido não basta
Um item pode tratar do mesmo assunto do texto e ainda distorcer a tese. Confira se preserva os limites, as ressalvas e a intensidade da afirmação original.
Pegadinha da banca
Dados não tornam o texto injuntivo
Números, definições e declarações podem aparecer em textos expositivos ou argumentativos. Para reconhecer injunção, procure instruções ou orientações de ação.
Atenção
Não apague o h por analogia
Em “etno-histórico”, o h inicial permanece e há hífen. “Coabitar” é uma exceção de formação com co-; não use essa grafia como regra geral para qualquer elemento terminado em vogal.
1.4 Exemplo resolvido
Julgue o item a seguir, relativo à coesão textual. Em “A comissão divulgou o relatório, embora ainda não tivesse concluído a revisão”, o conector “embora” introduz uma ideia de concessão. [Certo ou Errado]
- Identifique a relação entre as orações: a revisão ainda não estava concluída, mas a divulgação ocorreu.
- “Embora” introduz uma ressalva ou concessão, sem impedir a realização do fato principal.
Resposta: Certo
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
De acordo com a ortografia vigente, a palavra “assembleia” não recebe acento gráfico.
( ) Certo ( ) Errado
F2inédita
No período “A coordenadora reuniu os fiscais e lhes entregou as novas instruções”, o pronome “lhes” retoma “os fiscais”.
( ) Certo ( ) Errado
F3inédita
No período “Embora o equipamento estivesse revisado, a equipe adiou o teste”, o conectivo “embora” introduz a causa do adiamento.
( ) Certo ( ) Errado
F4inédita
Receita culinária é um gênero textual, enquanto injunção é uma tipologia textual; além disso, um gênero pode combinar sequências de diferentes tipologias.
( ) Certo ( ) Errado
F5inédita
Na frase “Se os servidores manterem o horário previsto, a reunião começará às oito”, a forma verbal “manterem” está corretamente empregada no futuro do subjuntivo.
( ) Certo ( ) Errado
1.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026
São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. Segundo o autor do texto, o principal problema das classificações sociais reside na terminologia utilizada, que não é suficientemente precisa para refletir a realidade social.
( ) Certo ( ) Errado
Q2oficial · UDESC 26 2026
Com relação à tipologia textual, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue os itens subsequentes. Texto base: Santa Catarina registra a segunda menor taxa de analfabetismo do país entre pessoas com 15 anos de idade ou mais. Os dados compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE. A modalidade educação é anual e os últimos resultados referem-se ao segundo trimestre de 2024. O estado registrou taxa de analfabetismo de 1,9%, ficando atrás somente do Distrito Federal, que apresentou 1,8% . No Brasil, a média de analfabetismo foi de 5,3%, três vezes maior que a registrada pelo estado catarinense. A taxa de analfabetismo indica a proporção de pessoas que, em determinada faixa etária, não possuem habilidades básicas de leitura e escrita. O índice mostra quantas pessoas ainda enfrentam desafios para ler ou escrever um simples recado ou bilhete no idioma que conhecem. O secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, ressalta que os resultados refletem mais um marco no desenvolvimento social do estado. "Acreditamos que alfabetização e qualificação caminham juntas para preparar indivíduos para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais qualificado e exigente. O avanço na alfabetização representa, sobretudo, dignidade, inclusão social e novas oportunidades", declarou o secretário. Internet: <www.sed.sc.gov.br> (com adaptações). Quanto à tipologia, o texto se classifica como injuntivo, pois relata dados estatísticos, explica conceitos e apresenta declarações de autoridades, além de informar fontes oficiais.
( ) Certo ( ) Errado
Q3oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações). O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.
( ) Certo ( ) Errado
Q4oficial · UNE AL 26 2026
Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos e ao vocabulário empregado no texto CB1A1. Texto base (CB1A1): Entre as tecnologias criadas para imitar a cognição humana e a tomada de decisões, a inteligência artificial (IA) está reconfigurando profundamente todos os aspectos das sociedades, das economias e dos mercados de trabalho. A IA é um exemplo de tecnologia que se desenvolve mais rapidamente que a capacidade de resposta das instituições, que dispõem de tempo e recursos limitados para prever suas implicações. Com o rápido desenvolvimento da IA generativa no início dos anos 2020, o uso e a aplicação da IA nunca foram tão grandes. O dinamismo que isso produziu também significa que os riscos e as implicações para a equidade e a diversidade do conhecimento também nunca foram tão grandes. O ensino superior tem o potencial de desempenhar um papel significativo na formação da era atual, pois nele as habilidades e as tecnologias para desenvolver IA são avançadas, o conhecimento sobre IA é gerado e compartilhado e as pessoas são capacitadas para ajustarem -se e adaptarem -se diante dessa e de outras mudanças tecnológicas. No entanto, até o momento, a IA não foi amplamente integrada às instituições de ensino superior (IES), desenvolvendo -se mais rapidamente em um número limitado de países, em um contexto de enorme desigualdade mundial, considerando -se particularmente países com recursos limitados, onde a infraestrutura de conectividade que sustenta a tecnologia de IA não está assegurada. Além disso, as dimensões éticas do aumento da aplicação da IA estão apenas começando a ser compreendidas. Reconhecendo o impacto da IA em todos os níveis de educação, a UNESCO organizou, em 2019, juntamente com outros organismos, a Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial e Educação, que reuniu representantes dos Estados - membros, organizações internacionais, instituições acadêmicas, sociedade civil e setor privado para chegar a um acordo sobre as adaptações necessárias à era da IA, trocar informações e lições aprendidas, construir cooperação internacional e examinar o potencial da IA para atingir o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, referente à educação inclusiva e equitativa e de qualidade. As dinâmicas de gênero da IA e do ensino superior afetam particularmente as mulheres, que estão sub -representadas nas áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática. Isso tem implicações para a participação feminina na pesquisa de IA e no mercado de trabalho de IA. O gênero e outras formas de viés nos conjuntos de dados usados na IA também são um fator que contribui para as desigualdades estruturais em curso. Internet: <https://unesdoc.unesco. No trecho " particularmente países com recursos limitados, onde a infraestrutura de conectividade que sustenta a tecnologia de IA não está assegurada " (final do segundo parágrafo), a substituição do vocábulo "onde" por cuja manteria a correção gramatical e a coerência entre as ideias, ainda que as relações sintáticas entre termos do período fossem alteradas.
( ) Certo ( ) Errado
Q5oficial · SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA 2026
No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes. Texto base: Para um governo ser bem -sucedido, é necessário que tenha legitimidade. Ou seja, ele exige que os cidadãos aceitem que os arranjos institucionais são apropriados para eles e que essas instituições farão o que é certo na maior parte do tempo. Assim, quanto mais legitimidade tiver, maior será o seu espaço para agir. Pode -se governar por curtos períodos de tempo sem legitimidade por meio de medidas coercitivas, mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade. Geralmente pensamos em um governo que alcança legitimidade por meio de procedimentos. Se eleito em uma eleição livre e justa, a maioria dos cidadãos considerará que ele tem legitimidade. Além disso, se os processos pelos quais as leis são feitas e aplicadas forem constitucionais e também forem considerados justos, as leis serão legítimas. Essas bases processuais de legitimidade são importantes, mas não contam toda a história da capacidade de governança do setor público. Além dos aspectos processuais, o setor público também deve pensar sobre os aspectos substantivos da legitimidade. Existem agora evidências significativas de que ela se baseia, também, no desempenho do setor público na prestação de bens e serviços à população. Um bom governo é visto cada vez mais como fornecedor de boas escolas, bons cuidados de saúde, boas estradas e todos os outros serviços de que a sociedade depende. Criar e manter a confiança do cidadão, portanto, requer não apenas o bom funcionamento dos governos de acordo com o que prevê a lei, mas também exige que o governo concretize a prestação de serviços públicos. Portanto, instrumentos como a gestão do desempenho tornaram -se mais importantes não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos. Os fardos colocados sobre os que tentam governar tornaram -se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores, mas a boa governança pode legitimar as ações do setor público. B. Guy Peters. Guia da Política de Governança Pública. Brasília: Casa Civil da Presidência da República, 2018, p. 22 (com adaptações). Da leitura do texto infere -se que a gestão do desempenho ganha relevância externa ao justificar a existência do governo perante seus cidadãos.
( ) Certo ( ) Errado
Q6oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E -bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações). Além de prestar informações, o texto também apresenta trechos com viés argumentativo.
( ) Certo ( ) Errado
Q7oficial · TJ PA 25 SERVIDOR 2025
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado. Texto base (CG1A1): No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu. De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.” Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura. O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos. De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos. Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “ bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto). Internet: <www.bbc. A eliminação do acento gráfico na palavra “hieróglifos” (final do quarto parágrafo) não geraria incorreção no texto.
( ) Certo ( ) Errado
Q8oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%. Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995 -2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças. De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%. Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%. O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. “O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann. Internet: <https://agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações). Estariam mantidos a correção gramatical e o sentido do texto CG1A1 caso, no trecho “Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança” (primeiro parágrafo), a expressão “no entanto” fosse substituída por
- A)todavia.
- B)em compensação.
- C)por conseguinte.
- D)conquanto.
- E)porquanto.
Q9oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026
São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi -los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.). Embora reconheça que a falta de medo de certos elementos gera problema de segurança pública na sociedade urbana contemporânea, o autor opõe -se à ideia de que a tentativa de incutir medo “no coração dos cidadãos” constitua estratégia para resolver essa questão.
( ) Certo ( ) Errado
Q10oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Com o objetivo de promover a transformação digital e atender diretamente a população, o governo de Rondônia inovou com o lançamento da primeira assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) no Portal da Transparência do estado. A assistente, denominada Clara, foi apresentada durante o 2.º Encontro de Controles Internos, nos dias 27 e 28 de junho de 2024, no Instituto Federal em Porto Velho. A iniciativa fez parte de um trabalho desenvolvido pela Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), em acordo com o eixo de gestão estratégica governamental. Ela surgiu da necessidade de simplificar a relação do poder público com a sociedade, e a IA foi escolhida por sua capacidade de adaptação com base em novos treinamentos. Para o governo de Rondônia, a Clara representa um avanço para o estado, reforçando os investimentos da gestão estadual em modernização, eficiência e qualidade das iniciativas. O governo de Rondônia está em primeiro lugar entre os Poderes Executivos estaduais no Programa Nacional de Transparência Pública. Para alcançar essa posição, é necessário obter um nível de transparência entre 95% e 100%, e Rondônia atingiu 99,29%. A Clara é fruto da continuidade desse trabalho e do compromisso do estado com a transformação digital. Segundo o coordenador de análise de dados da SETIC, Pedro Gomes, o uso de IA está revolucionando o mundo e a administração pública. ―Apenas acompanhar e replicar tendências não é suficiente para contribuir para a modernização de serviços. Por isso é importante analisar e escolher as melhores soluções para solucionar problemas e proporcionar melhorias de processos dentro da administração pública‖, destacou. De acordo com o superintendente da SETIC, Delner Freire, a adoção de IA no setor público traz uma série de benefícios, que incluem: automatização de processos, análise de dados para tomadas de decisão, atendimentos mais eficientes e redução de custos. ―Esses benefícios podem se converter em sistemas de atendimento ao cidadão e ferramentas de análise para políticas públicas. Ao contrário de outras tecnologias, a IA tem a capacidade de aprender e se adaptar continuamente, melhorando sua eficácia ao longo do tempo‖, explicou. Internet: <rondonia.ro.gov.br> (com adaptações). No que se refere à tipologia textual, o texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente
- A)argumentativo, por defender a adoção da IA como estratégia indispensável para a modernização do setor público.
- B)narrativo, em razão do encadeamento temporal dos fatos relacionados ao desenvolvimento e ao lançamento da assistente virtual Clara.
- C)descritivo, em virtude da apresentação detalhada das características e capacidades da assistente virtual Clara.
- D)injuntivo, por orientar o leitor acerca das formas de utilização da IA na administração pública.
- E)expositivo, por apresentar informações e esclarecimentos sobre a criação da assistente virtual Clara e sua relevância para a gestão pública rondoniana.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: Errado
- Certo: A alternativa A considera correta uma conclusão que não decorre do texto e generaliza uma informação limitada.
P2inédita · pré-testeResposta: Certo
P3inédita · pré-testeResposta: Errado
- Certo: A alternativa A aceita uma forma não oficial, provavelmente por influência da pronúncia ou de uma associação equivocada com “benefício”.
F1inéditaResposta: Certo
F2inéditaResposta: Certo
F3inéditaResposta: Errado
- Certo: A alternativa A atribui valor causal a um conectivo concessivo e confunde relações semânticas diferentes.
F4inéditaResposta: Certo
F5inéditaResposta: Errado
- Certo: A alternativa A aceita uma forma que não corresponde ao futuro do subjuntivo do verbo “manter”; confunde essa forma com o infinitivo pessoal.
Q1oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A considera correta uma afirmação que contraria o texto: o autor trata tanto da terminologia quanto dos critérios usados para definir as classes e de suas consequências práticas.
Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/funpresp_26_jud/arquivos/88BBEB8DE4C9C9A4512BD77B353886CFCE5F0D458D3B08FCEDD6B546E36DA4AA.pdf
Q2oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A confunde exposição com injunção. Relatar dados e explicar um conceito não equivale a instruir o leitor.
Fonte: UDESC 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/udesc_26/arquivos/3A84B696E76D73A14365776C7E9B72E89508D819140EE3E8A16C2497E9886545.pdf
Q3oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A aplica indevidamente a regra de «coabitar» a «etno-históricos». A grafia do primeiro vocábulo não autoriza eliminar o h do segundo.
Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/irbr_26_diplomacia/arquivos/9AFA463453FEF0A89EBB56387CCC39386F5B09A3A84D342A4112BB6B1339E891.pdf
Q4oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A ignora a regência sintática de «cujo»: o pronome deve vir diretamente antes do nome possuído, sem artigo entre eles. A troca direta também altera a relação expressa no trecho.
Fonte: UNE AL 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/une_al_26/arquivos/4220F306D5DDA8A7BCDF2CC3227927CFFC9BEB67BE3E63ADE35E83B7DDAA03A9.pdf
Q5oficialResposta: Certo
Fonte: SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/seplag_al_26_especialista/arquivos/7383CAB38CC1A1B0149023F3C37ACBFEA41DFB538EDCF6AEE7EB7A1978F5D8E6.pdf
Q6oficialResposta: Certo
Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/infrasa_26_analista/arquivos/9768E3C308D12FE9C03F9CDBF03E2DC1E7BD91CB01C5CD7805833A95E7A3AFF2.pdf
Q7oficialResposta: Certo
Fonte: TJ PA 25 SERVIDOR (2025) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/tj_pa_25_servidor/arquivos/C9F8D295B931672227C93D2C75D28DC412FC4048D1F1B99E3DC9F0F51D58ACB0.pdf
Q8oficialResposta: A
- B: A alternativa B pode sugerir compensação, mas não é a substituição mais equivalente ao contraste expresso por «no entanto» nesse contexto.
- C: A alternativa C é consecutiva: indica conclusão ou consequência, relação que não existe entre as ideias do período.
- D: A alternativa D é uma conjunção subordinativa concessiva e não se encaixa nessa estrutura como substituição direta.
- E: A alternativa E introduz causa ou explicação, não oposição.
Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/semec_porto_velho_ro_26/arquivos/502CD888B4655DC70CC4A3FB726BEADC345C62A579F39D05D30E646DB6313673.pdf
Q9oficialResposta: Errado
- Certo: A alternativa A atribui ao autor uma oposição explícita à estratégia de incutir medo que o texto não formula. A passagem registra que as tentativas costumam ser em vão; isso não equivale, por si só, a uma rejeição da estratégia.
Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cd_26_pl/arquivos/6BA6C911910A9996895927100E426BD4733C0601F6E27F998FD96D420A356EDC.pdf
Q10oficialResposta: E
- A: A alternativa A afirma que o texto defende a IA como estratégia indispensável, mas seu foco é apresentar a iniciativa e suas características, não sustentar essa tese.
- B: A alternativa B toma o encadeamento temporal do lançamento como característica dominante. A cronologia é secundária diante da apresentação de informações.
- C: A alternativa C exagera o peso da descrição das capacidades da assistente; o texto também contextualiza sua criação e relevância.
- D: A alternativa D está errada porque o texto não orienta o leitor a utilizar a IA nem apresenta instruções.
Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cgm_porto_velho_ro_26/arquivos/2B0AA311FB1CDEC9C1AC8AC3318B712AFDC0E7248BEF86D3FB02C5B9BA133C8C.pdf
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- A interpretação precisa estar apoiada em elementos do texto.
- Palavras absolutas podem distorcer o alcance de uma afirmação.
- Tipo textual é uma forma de organização; gênero é uma forma social de comunicação.
- Um texto pode combinar exposição e argumentação.
- Dados e definições, sozinhos, não caracterizam injunção.
- Escreve-se “etno-histórico”, com h e hífen.
- Escreve-se “coabitar”, sem hífen e sem h após co-.
- “Onde” retoma lugar; “cujo” indica posse e não vem seguido de artigo.
- Conectores estabelecem relações como oposição, causa, conclusão e concessão.
- Mudanças verbais devem preservar o sentido e a relação temporal do texto.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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