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1 Língua Portuguesa — parte 1 de 3

Itens do edital:

  • 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados
  • 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais
  • 3. Domínio da ortografia oficial
  • 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Uma reportagem informa que a prefeitura iniciou um projeto-piloto de coleta seletiva em dois bairros. Com base apenas nessa informação, conclui-se que o serviço já atende a todos os bairros do município.

(  ) Certo    (  ) Errado

P2inédita

Um texto que orienta o leitor a preencher um formulário, indicando cada etapa por meio de verbos como “selecione”, “informe” e “envie”, apresenta predominância da tipologia injuntiva.

(  ) Certo    (  ) Errado

P3inédita

A grafia “beneficiente”, empregada em um aviso para designar uma ação de caridade, está de acordo com a ortografia oficial.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.2 O que cai

  • 1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 600 questões da banca, 2016–2026
  • 2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 86 questões da banca, 2017–2026
  • 3. Domínio da ortografia oficial: 36 questões da banca, 2020–2026
  • 4. Mecanismos de coesão textual: referenciação, substituição, repetição, conectores e sequenciação; emprego de tempos e modos verbais: 393 questões da banca, 2017–2026

1.3 Teoria

A prova do Cebraspe costuma cobrar leitura precisa: é preciso separar o que o texto afirma do que o candidato conclui por conta própria. Também vale dominar a função dos conectores, a classificação textual e regras ortográficas que parecem simples, mas têm exceções.

1.3.1 Compreensão e interpretação de textos

Compreender é localizar informações explícitas; interpretar é construir uma conclusão apoiada no texto. Nos dois casos, a resposta precisa respeitar os limites do que foi escrito. A banca costuma trocar uma ideia central por um detalhe, ampliar uma afirmação ou atribuir ao autor uma opinião que o texto não sustenta.

Ao julgar um item, identifique primeiro o assunto e a tese ou propósito do texto. Depois, confira cada parte da afirmação: sujeito, ação, causa, consequência, intensidade e restrições. Uma frase pode parecer correta no tema geral, mas estar errada por um detalhe. Por exemplo, dizer que o problema está “apenas” em certo aspecto pode contradizer um texto que menciona dois aspectos relevantes.

Distingua informação explícita de inferência. A inferência é válida quando decorre logicamente de elementos apresentados; não é uma licença para acrescentar conhecimento externo, suposições ou opiniões pessoais. Atenção a palavras absolutas, como “sempre”, “nunca”, “somente” e “todos”: elas podem tornar falsa uma afirmação que seria aceitável com uma formulação mais moderada.

Também observe contrastes e ressalvas. Expressões como “mas”, “embora” e “ainda que” podem limitar uma ideia anterior. Em textos argumentativos, separe a tese dos dados, exemplos e justificativas que a apoiam. Em textos informativos, não confunda a informação relatada com uma avaliação do autor.

1.3.2 Tipos e gêneros textuais

Tipo textual é uma forma de organização predominante; gênero textual é uma forma de comunicação reconhecida socialmente, com propósito e contexto próprios. Notícia, artigo de opinião, relatório, crônica e manual são gêneros. Narração, descrição, exposição, argumentação e injunção são tipos. Um gênero pode combinar mais de um tipo.

  • Narração: apresenta acontecimentos, agentes e mudanças no tempo.
  • Descrição: caracteriza pessoas, objetos, lugares ou situações.
  • Exposição: informa, explica ou apresenta conceitos e dados.
  • Argumentação: defende uma ideia com razões, evidências ou exemplos.
  • Injunção: orienta o leitor a agir, por meio de instruções, ordens ou recomendações.

Classifique o texto pela organização e pelo propósito predominantes, não pela presença isolada de um recurso. Uma notícia pode trazer números, definições e falas de autoridades e ainda ser predominantemente expositiva ou informativa. Um artigo pode apresentar dados objetivos e, ao mesmo tempo, defender uma proposta: nesse caso, há também viés argumentativo. A presença de informação não exclui a argumentação.

A injunção não se caracteriza por simplesmente “informar fontes” ou “explicar conceitos”. Procure orientações ao leitor, como verbos no imperativo ou recomendações de procedimento. Em itens de julgamento, desconfie de classificações exclusivas quando o texto combina tipos; a pergunta pode tratar do tipo predominante ou reconhecer uma sequência argumentativa em meio à exposição.

1.3.3 Domínio da ortografia oficial

A ortografia oficial regula a escrita das palavras, inclusive o emprego do hífen. O Acordo Ortográfico não elimina o h inicial de toda palavra quando ela se une a outro elemento. Em formações com prefixo ou elemento equivalente, usa-se hífen diante de palavra iniciada por h: por isso, escreve-se etno-histórico. A grafia sem hífen e sem o h não é uma alternativa válida nesse caso.

Há uma exceção importante: o elemento co- se aglutina, em geral, mesmo diante de palavra iniciada por h, com a queda dessa letra. Assim, escreve-se coabitar, e não *co-habitar* nem *cohabitar*. A semelhança entre duas palavras não significa que se aplique a mesma regra: é necessário observar o elemento inicial e a formação da palavra.

Outras regras úteis do hífen:

  • Se o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento, usa-se hífen: micro-ondas.
  • Se as vogais são diferentes, em geral ocorre aglutinação: autoescola.
  • Diante de r ou s, em geral não se usa hífen e a consoante é duplicada: antirracista, minissaia.

Na prova, julgue a forma completa. Não basta perceber que uma parte da palavra está correta; uma alteração indevida de hífen ou de letra torna a grafia incorreta.

Base legal: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto 6.583/2008, Base XVI

1.3.4 Coesão textual e emprego dos verbos

A coesão conecta partes do texto e ajuda o leitor a identificar relações entre ideias. A referenciação retoma ou apresenta referentes: em “A equipe concluiu o estudo. Ela publicou os resultados”, “ela” retoma “a equipe”. A substituição evita repetição por meio de pronomes, expressões equivalentes ou formas resumidoras. A repetição também pode ser legítima, sobretudo quando mantém claro o tema.

Conectores expressam relações semânticas. “Mas” marca oposição; “porque”, causa ou explicação; “portanto”, conclusão; “além disso”, adição; “embora”, concessão. A substituição de um conector por outro só funciona se preservar a relação entre as ideias. A sequenciação organiza informações no tempo ou na argumentação, por exemplo, com “primeiro”, “em seguida” e “por fim”.

Observe com atenção os relativos onde e cujo. “Onde” retoma lugar e equivale, em geral, a “em que”. “Cujo” estabelece relação de posse entre dois nomes: deve concordar em gênero e número com o nome seguinte e não admite artigo depois dele. Portanto, não se troca automaticamente “onde” por “cujo”: a troca exige outra estrutura sintática e uma relação de posse compatível.

Os tempos e modos verbais também organizam o texto. O indicativo apresenta, em geral, fatos como certos; o subjuntivo marca hipótese, desejo ou possibilidade; o imperativo expressa ordem ou orientação. Tempos verbais ajudam a situar ações e a estabelecer anterioridade, simultaneidade ou posterioridade. Ao avaliar uma alteração, confira se ela preserva o sentido e a relação temporal, além da correção gramatical.

Pegadinha da banca

Tema parecido não basta

Um item pode tratar do mesmo assunto do texto e ainda distorcer a tese. Confira se preserva os limites, as ressalvas e a intensidade da afirmação original.

Pegadinha da banca

Dados não tornam o texto injuntivo

Números, definições e declarações podem aparecer em textos expositivos ou argumentativos. Para reconhecer injunção, procure instruções ou orientações de ação.

Atenção

Não apague o h por analogia

Em “etno-histórico”, o h inicial permanece e há hífen. “Coabitar” é uma exceção de formação com co-; não use essa grafia como regra geral para qualquer elemento terminado em vogal.

1.4 Exemplo resolvido

Julgue o item a seguir, relativo à coesão textual. Em “A comissão divulgou o relatório, embora ainda não tivesse concluído a revisão”, o conector “embora” introduz uma ideia de concessão. [Certo ou Errado]

  1. Identifique a relação entre as orações: a revisão ainda não estava concluída, mas a divulgação ocorreu.
  2. “Embora” introduz uma ressalva ou concessão, sem impedir a realização do fato principal.

Resposta: Certo

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

De acordo com a ortografia vigente, a palavra “assembleia” não recebe acento gráfico.

(  ) Certo    (  ) Errado

F2inédita

No período “A coordenadora reuniu os fiscais e lhes entregou as novas instruções”, o pronome “lhes” retoma “os fiscais”.

(  ) Certo    (  ) Errado

F3inédita

No período “Embora o equipamento estivesse revisado, a equipe adiou o teste”, o conectivo “embora” introduz a causa do adiamento.

(  ) Certo    (  ) Errado

F4inédita

Receita culinária é um gênero textual, enquanto injunção é uma tipologia textual; além disso, um gênero pode combinar sequências de diferentes tipologias.

(  ) Certo    (  ) Errado

F5inédita

Na frase “Se os servidores manterem o horário previsto, a reunião começará às oito”, a forma verbal “manterem” está corretamente empregada no futuro do subjuntivo.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · FUNPRESP 26 JUD 2026

São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução. Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas. Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico. Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. Segundo o autor do texto, o principal problema das classificações sociais reside na terminologia utilizada, que não é suficientemente precisa para refletir a realidade social.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q2oficial · UDESC 26 2026

Com relação à tipologia textual, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue os itens subsequentes. Texto base: Santa Catarina registra a segunda menor taxa de analfabetismo do país entre pessoas com 15 anos de idade ou mais. Os dados compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE. A modalidade educação é anual e os últimos resultados referem-se ao segundo trimestre de 2024. O estado registrou taxa de analfabetismo de 1,9%, ficando atrás somente do Distrito Federal, que apresentou 1,8% . No Brasil, a média de analfabetismo foi de 5,3%, três vezes maior que a registrada pelo estado catarinense. A taxa de analfabetismo indica a proporção de pessoas que, em determinada faixa etária, não possuem habilidades básicas de leitura e escrita. O índice mostra quantas pessoas ainda enfrentam desafios para ler ou escrever um simples recado ou bilhete no idioma que conhecem. O secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, ressalta que os resultados refletem mais um marco no desenvolvimento social do estado. "Acreditamos que alfabetização e qualificação caminham juntas para preparar indivíduos para os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais qualificado e exigente. O avanço na alfabetização representa, sobretudo, dignidade, inclusão social e novas oportunidades", declarou o secretário. Internet: <www.sed.sc.gov.br> (com adaptações). Quanto à tipologia, o texto se classifica como injuntivo, pois relata dados estatísticos, explica conceitos e apresenta declarações de autoridades, além de informar fontes oficiais.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q3oficial · IRBR 26 DIPLOMACIA 2026

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indígenas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visavam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações). O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q4oficial · UNE AL 26 2026

Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos e ao vocabulário empregado no texto CB1A1. Texto base (CB1A1): Entre as tecnologias criadas para imitar a cognição humana e a tomada de decisões, a inteligência artificial (IA) está reconfigurando profundamente todos os aspectos das sociedades, das economias e dos mercados de trabalho. A IA é um exemplo de tecnologia que se desenvolve mais rapidamente que a capacidade de resposta das instituições, que dispõem de tempo e recursos limitados para prever suas implicações. Com o rápido desenvolvimento da IA generativa no início dos anos 2020, o uso e a aplicação da IA nunca foram tão grandes. O dinamismo que isso produziu também significa que os riscos e as implicações para a equidade e a diversidade do conhecimento também nunca foram tão grandes. O ensino superior tem o potencial de desempenhar um papel significativo na formação da era atual, pois nele as habilidades e as tecnologias para desenvolver IA são avançadas, o conhecimento sobre IA é gerado e compartilhado e as pessoas são capacitadas para ajustarem -se e adaptarem -se diante dessa e de outras mudanças tecnológicas. No entanto, até o momento, a IA não foi amplamente integrada às instituições de ensino superior (IES), desenvolvendo -se mais rapidamente em um número limitado de países, em um contexto de enorme desigualdade mundial, considerando -se particularmente países com recursos limitados, onde a infraestrutura de conectividade que sustenta a tecnologia de IA não está assegurada. Além disso, as dimensões éticas do aumento da aplicação da IA estão apenas começando a ser compreendidas. Reconhecendo o impacto da IA em todos os níveis de educação, a UNESCO organizou, em 2019, juntamente com outros organismos, a Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial e Educação, que reuniu representantes dos Estados - membros, organizações internacionais, instituições acadêmicas, sociedade civil e setor privado para chegar a um acordo sobre as adaptações necessárias à era da IA, trocar informações e lições aprendidas, construir cooperação internacional e examinar o potencial da IA para atingir o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, referente à educação inclusiva e equitativa e de qualidade. As dinâmicas de gênero da IA e do ensino superior afetam particularmente as mulheres, que estão sub -representadas nas áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática. Isso tem implicações para a participação feminina na pesquisa de IA e no mercado de trabalho de IA. O gênero e outras formas de viés nos conjuntos de dados usados na IA também são um fator que contribui para as desigualdades estruturais em curso. Internet: <https://unesdoc.unesco. No trecho " particularmente países com recursos limitados, onde a infraestrutura de conectividade que sustenta a tecnologia de IA não está assegurada " (final do segundo parágrafo), a substituição do vocábulo "onde" por cuja manteria a correção gramatical e a coerência entre as ideias, ainda que as relações sintáticas entre termos do período fossem alteradas.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q5oficial · SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA 2026

No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes. Texto base: Para um governo ser bem -sucedido, é necessário que tenha legitimidade. Ou seja, ele exige que os cidadãos aceitem que os arranjos institucionais são apropriados para eles e que essas instituições farão o que é certo na maior parte do tempo. Assim, quanto mais legitimidade tiver, maior será o seu espaço para agir. Pode -se governar por curtos períodos de tempo sem legitimidade por meio de medidas coercitivas, mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade. Geralmente pensamos em um governo que alcança legitimidade por meio de procedimentos. Se eleito em uma eleição livre e justa, a maioria dos cidadãos considerará que ele tem legitimidade. Além disso, se os processos pelos quais as leis são feitas e aplicadas forem constitucionais e também forem considerados justos, as leis serão legítimas. Essas bases processuais de legitimidade são importantes, mas não contam toda a história da capacidade de governança do setor público. Além dos aspectos processuais, o setor público também deve pensar sobre os aspectos substantivos da legitimidade. Existem agora evidências significativas de que ela se baseia, também, no desempenho do setor público na prestação de bens e serviços à população. Um bom governo é visto cada vez mais como fornecedor de boas escolas, bons cuidados de saúde, boas estradas e todos os outros serviços de que a sociedade depende. Criar e manter a confiança do cidadão, portanto, requer não apenas o bom funcionamento dos governos de acordo com o que prevê a lei, mas também exige que o governo concretize a prestação de serviços públicos. Portanto, instrumentos como a gestão do desempenho tornaram -se mais importantes não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos. Os fardos colocados sobre os que tentam governar tornaram -se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores, mas a boa governança pode legitimar as ações do setor público. B. Guy Peters. Guia da Política de Governança Pública. Brasília: Casa Civil da Presidência da República, 2018, p. 22 (com adaptações). Da leitura do texto infere -se que a gestão do desempenho ganha relevância externa ao justificar a existência do governo perante seus cidadãos.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q6oficial · INFRA S/A 26 ANALISTA 2026

Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E -bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações). Além de prestar informações, o texto também apresenta trechos com viés argumentativo.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q7oficial · TJ PA 25 SERVIDOR 2025

Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado. Texto base (CG1A1): No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu. De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.” Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura. O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos. De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos. Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “ bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto). Internet: <www.bbc. A eliminação do acento gráfico na palavra “hieróglifos” (final do quarto parágrafo) não geraria incorreção no texto.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q8oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026

Texto base (CG1A1): Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%. Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995 -2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças. De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%. Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%. O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. “O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann. Internet: <https://agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações). Estariam mantidos a correção gramatical e o sentido do texto CG1A1 caso, no trecho “Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança” (primeiro parágrafo), a expressão “no entanto” fosse substituída por

  1. A)todavia.
  2. B)em compensação.
  3. C)por conseguinte.
  4. D)conquanto.
  5. E)porquanto.

Q9oficial · CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF 2026

São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi -los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.). Embora reconheça que a falta de medo de certos elementos gera problema de segurança pública na sociedade urbana contemporânea, o autor opõe -se à ideia de que a tentativa de incutir medo “no coração dos cidadãos” constitua estratégia para resolver essa questão.

(  ) Certo    (  ) Errado

Q10oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026

Texto base (CG1A1): Com o objetivo de promover a transformação digital e atender diretamente a população, o governo de Rondônia inovou com o lançamento da primeira assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) no Portal da Transparência do estado. A assistente, denominada Clara, foi apresentada durante o 2.º Encontro de Controles Internos, nos dias 27 e 28 de junho de 2024, no Instituto Federal em Porto Velho. A iniciativa fez parte de um trabalho desenvolvido pela Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), em acordo com o eixo de gestão estratégica governamental. Ela surgiu da necessidade de simplificar a relação do poder público com a sociedade, e a IA foi escolhida por sua capacidade de adaptação com base em novos treinamentos. Para o governo de Rondônia, a Clara representa um avanço para o estado, reforçando os investimentos da gestão estadual em modernização, eficiência e qualidade das iniciativas. O governo de Rondônia está em primeiro lugar entre os Poderes Executivos estaduais no Programa Nacional de Transparência Pública. Para alcançar essa posição, é necessário obter um nível de transparência entre 95% e 100%, e Rondônia atingiu 99,29%. A Clara é fruto da continuidade desse trabalho e do compromisso do estado com a transformação digital. Segundo o coordenador de análise de dados da SETIC, Pedro Gomes, o uso de IA está revolucionando o mundo e a administração pública. ―Apenas acompanhar e replicar tendências não é suficiente para contribuir para a modernização de serviços. Por isso é importante analisar e escolher as melhores soluções para solucionar problemas e proporcionar melhorias de processos dentro da administração pública‖, destacou. De acordo com o superintendente da SETIC, Delner Freire, a adoção de IA no setor público traz uma série de benefícios, que incluem: automatização de processos, análise de dados para tomadas de decisão, atendimentos mais eficientes e redução de custos. ―Esses benefícios podem se converter em sistemas de atendimento ao cidadão e ferramentas de análise para políticas públicas. Ao contrário de outras tecnologias, a IA tem a capacidade de aprender e se adaptar continuamente, melhorando sua eficácia ao longo do tempo‖, explicou. Internet: <rondonia.ro.gov.br> (com adaptações). No que se refere à tipologia textual, o texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente

  1. A)argumentativo, por defender a adoção da IA como estratégia indispensável para a modernização do setor público.
  2. B)narrativo, em razão do encadeamento temporal dos fatos relacionados ao desenvolvimento e ao lançamento da assistente virtual Clara.
  3. C)descritivo, em virtude da apresentação detalhada das características e capacidades da assistente virtual Clara.
  4. D)injuntivo, por orientar o leitor acerca das formas de utilização da IA na administração pública.
  5. E)expositivo, por apresentar informações e esclarecimentos sobre a criação da assistente virtual Clara e sua relevância para a gestão pública rondoniana.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: Errado

Conceito: A interpretação deve respeitar os limites das informações apresentadas no texto.
Raciocínio: O texto informa que o projeto começou em dois bairros. Não afirma que ele atende ao município inteiro. A conclusão amplia indevidamente o alcance da informação.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A considera correta uma conclusão que não decorre do texto e generaliza uma informação limitada.
Pegadinha: Confundir o início de um projeto-piloto com sua implementação em toda a cidade.
Base: Princípios de compreensão textual: distinção entre informação expressa e inferência; texto elaborado para esta questão.
Questão irmã: Uma notícia informa que um posto de saúde ampliou o atendimento aos sábados em uma unidade. É possível concluir que todas as unidades da cidade adotaram o mesmo horário. Gabarito: Errado

P2inédita · pré-testeResposta: Certo

Conceito: A tipologia injuntiva orienta o leitor a realizar ações ou seguir procedimentos.
Raciocínio: O texto apresenta instruções e emprega verbos que indicam ações a serem executadas pelo leitor. Por isso, predomina a injunção.
Pegadinha: A presença de informações sobre o formulário não altera a finalidade predominante de orientar o leitor.
Base: Classificação tradicional das tipologias textuais: narração, descrição, exposição, argumentação e injunção.
Questão irmã: Um manual que ensina a configurar um aparelho, organizando orientações em etapas, tem predominância da tipologia injuntiva. Gabarito: Certo

P3inédita · pré-testeResposta: Errado

Conceito: O domínio da ortografia oficial inclui a grafia correta das palavras de uso corrente.
Raciocínio: A forma oficial é “beneficente”, sem o segundo “i”. Portanto, “beneficiente” está grafada incorretamente.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A aceita uma forma não oficial, provavelmente por influência da pronúncia ou de uma associação equivocada com “benefício”.
Pegadinha: A semelhança sonora com palavras da mesma família pode induzir à inserção de uma letra inexistente na grafia oficial.
Base: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), da Academia Brasileira de Letras, verbete “beneficente”.
Questão irmã: A forma “empecilho” está grafada de acordo com a ortografia oficial. Gabarito: Certo

F1inéditaResposta: Certo

Conceito: O Acordo Ortográfico eliminou o acento de ditongos abertos em palavras paroxítonas, como “assembleia”.
Raciocínio: “Assembleia” é paroxítona e apresenta o ditongo aberto “ei”. Pela regra vigente, essa palavra não recebe acento gráfico.
Pegadinha: A grafia antiga “assembléia” ainda pode parecer familiar, mas não corresponde à norma ortográfica vigente.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, Base IX, regra de acentuação dos ditongos abertos.
Questão irmã: A grafia vigente da palavra “ideia” dispensa acento gráfico. Gabarito: Certo

F2inéditaResposta: Certo

Conceito: A referenciação permite retomar, por meio de pronomes, elementos já mencionados no texto.
Raciocínio: O pronome “lhes” funciona como complemento indireto de “entregou” e retoma “os fiscais”, a quem as instruções foram entregues.
Pegadinha: O pronome não retoma “a coordenadora”: ela é quem realiza a entrega, não quem a recebe.
Base: Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, capítulos sobre pronomes e complementos verbais.
Questão irmã: Em “Os relatórios chegaram, e a gerente os arquivou”, o pronome “os” retoma “os relatórios”. Gabarito: Certo

F3inéditaResposta: Errado

Conceito: Conectores estabelecem relações lógico-semânticas entre orações, como concessão, causa e conclusão.
Raciocínio: “Embora” introduz uma concessão: o equipamento estar revisado seria um fato favorável ao teste, mas o teste foi adiado. O conectivo não apresenta a causa do adiamento.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A atribui valor causal a um conectivo concessivo e confunde relações semânticas diferentes.
Pegadinha: A oração introduzida por “embora” apresenta uma circunstância relacionada ao adiamento, mas não explica sua causa.
Base: Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, capítulo sobre conjunções subordinativas concessivas.
Questão irmã: Em “Como o acesso estava bloqueado, a equipe usou outra entrada”, a conjunção “como” introduz uma causa. Gabarito: Certo

F4inéditaResposta: Certo

Conceito: Gênero textual e tipologia textual são categorias distintas: o gênero atende a uma situação comunicativa, e a tipologia descreve formas de organização do texto.
Raciocínio: A receita culinária é um gênero reconhecível por sua finalidade e estrutura. A injunção é uma tipologia que pode predominar nesse gênero, sem impedir a presença de trechos descritivos ou explicativos.
Pegadinha: Não se deve tratar “receita” e “injunção” como categorias do mesmo nível.
Base: Marcuschi, Produção textual, análise de gêneros e compreensão, distinção entre gêneros textuais e tipos textuais.
Questão irmã: Uma notícia é um gênero textual, e a narração pode ser uma tipologia predominante em partes desse gênero. Gabarito: Certo

F5inéditaResposta: Errado

Conceito: O futuro do subjuntivo de verbos derivados costuma seguir a forma do verbo primitivo correspondente.
Raciocínio: “Manter” deriva de “ter”. No futuro do subjuntivo, a forma correta é “mantiverem”, assim como “tiverem”. Logo, “manterem” está incorreta nesse contexto.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A aceita uma forma que não corresponde ao futuro do subjuntivo do verbo “manter”; confunde essa forma com o infinitivo pessoal.
Pegadinha: A forma “manterem” existe como infinitivo pessoal, mas a oração condicional exige “mantiverem”.
Base: Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, capítulo sobre conjugação verbal e futuro do subjuntivo.
Questão irmã: Na frase “Quando os técnicos intervierem no sistema, os registros serão atualizados”, a forma “intervierem” está corretamente empregada no futuro do subjuntivo. Gabarito: Certo

Q1oficialResposta: Errado

Conceito: A interpretação deve considerar a ideia central do texto e não reduzir o argumento a um único aspecto.
Raciocínio: O autor afirma que o problema não está apenas na terminologia, mas também na forma como as classes são definidas. Em seguida, mostra que classificar pessoas de modos diferentes pode alterar políticas e produzir efeitos concretos. Portanto, o texto não aponta a terminologia como o principal problema.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A considera correta uma afirmação que contraria o texto: o autor trata tanto da terminologia quanto dos critérios usados para definir as classes e de suas consequências práticas.
Pegadinha: A expressão «não está apenas» introduz uma ampliação: o problema não se limita à terminologia.
Base: Texto-base, especialmente os trechos «O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas» e «a classificação [...] tem impactos concretos».
Questão irmã: Para o autor, a forma de definir as classes sociais pode influenciar as políticas públicas destinadas à população. Gabarito: Certo.

Fonte: FUNPRESP 26 JUD (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/funpresp_26_jud/arquivos/88BBEB8DE4C9C9A4512BD77B353886CFCE5F0D458D3B08FCEDD6B546E36DA4AA.pdf

Q2oficialResposta: Errado

Conceito: O texto injuntivo orienta o leitor a realizar uma ação; o expositivo apresenta e esclarece informações.
Raciocínio: O texto informa taxas de analfabetismo, explica o que elas medem e reproduz a declaração de uma autoridade. Não dá instruções ao leitor. Predomina, portanto, a exposição de informações.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A confunde exposição com injunção. Relatar dados e explicar um conceito não equivale a instruir o leitor.
Pegadinha: A presença de explicações não torna o texto injuntivo: é preciso haver orientação ou comando dirigido ao leitor.
Base: Texto-base; tipologia textual conforme a distinção entre exposição de informações e instrução ao destinatário.
Questão irmã: Um texto que apresenta dados estatísticos e explica o significado dos indicadores, sem orientar o leitor a agir, é predominantemente expositivo. Gabarito: Certo.

Fonte: UDESC 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/udesc_26/arquivos/3A84B696E76D73A14365776C7E9B72E89508D819140EE3E8A16C2497E9886545.pdf

Q3oficialResposta: Errado

Conceito: O emprego do hífen em palavras formadas com elementos prefixais segue regras ortográficas específicas, inclusive diante de h.
Raciocínio: Em «etno-históricos», o segundo elemento começa por h, razão para manter o hífen. A forma «coabitar» não permite concluir que se possa retirar livremente o h de qualquer palavra: o elemento co- tem regra própria de aglutinação. Não se pode transformar «etno-históricos» em uma forma sem h por simples analogia.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A aplica indevidamente a regra de «coabitar» a «etno-históricos». A grafia do primeiro vocábulo não autoriza eliminar o h do segundo.
Pegadinha: A banca aproxima palavras com formações diferentes e sugere que a regra particular de co- vale para todo elemento terminado em vogal.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base XVI, sobre o emprego do hífen nas formações com prefixos e elementos prefixais.
Questão irmã: A grafia «anti-higiênico» mantém o hífen porque o segundo elemento começa por h. Gabarito: Certo.

Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/irbr_26_diplomacia/arquivos/9AFA463453FEF0A89EBB56387CCC39386F5B09A3A84D342A4112BB6B1339E891.pdf

Q4oficialResposta: Errado

Conceito: O pronome relativo «onde» retoma lugar ou contexto; «cujo» estabelece relação de posse e concorda com o nome que o acompanha.
Raciocínio: No trecho, «onde» retoma os países com recursos limitados e introduz o contexto em que a infraestrutura não está assegurada. A substituição direta por «cuja» deixaria a sequência «cuja a infraestrutura», construção incorreta: «cujo» não admite artigo depois dele. Seria preciso reestruturar o período para escrever «países cuja infraestrutura...», o que não corresponde à simples substituição proposta.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A ignora a regência sintática de «cujo»: o pronome deve vir diretamente antes do nome possuído, sem artigo entre eles. A troca direta também altera a relação expressa no trecho.
Pegadinha: A afirmação admite que a sintaxe seja alterada, mas a troca proposta, sem outros ajustes, mantém o artigo «a» após «cuja» e gera incorreção.
Base: Gramática normativa do português: emprego do pronome relativo «cujo», sem artigo entre o pronome e o substantivo; texto-base, trecho indicado.
Questão irmã: Em «os países cuja infraestrutura é precária», «cuja» pode ser substituído diretamente por «onde» sem alterar a estrutura. Gabarito: Errado.

Fonte: UNE AL 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/une_al_26/arquivos/4220F306D5DDA8A7BCDF2CC3227927CFFC9BEB67BE3E63ADE35E83B7DDAA03A9.pdf

Q5oficialResposta: Certo

Conceito: Inferir é concluir algo que decorre das ideias expressas no texto, mesmo que a conclusão não apareça com as mesmas palavras.
Raciocínio: O texto afirma que instrumentos de gestão do desempenho se tornaram mais importantes «não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos». A afirmação do item reproduz essa dimensão externa.
Pegadinha: O texto distingue a utilidade interna da gestão do desempenho de sua função de prestação de contas e legitimação perante os cidadãos.
Base: Texto-base, trecho sobre a importância da gestão do desempenho para justificar a existência do governo perante os cidadãos.
Questão irmã: Segundo o texto, a gestão do desempenho também serve para demonstrar aos cidadãos a relevância da atuação governamental. Gabarito: Certo.

Fonte: SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/seplag_al_26_especialista/arquivos/7383CAB38CC1A1B0149023F3C37ACBFEA41DFB538EDCF6AEE7EB7A1978F5D8E6.pdf

Q6oficialResposta: Certo

Conceito: Um texto pode combinar exposição de informações com argumentação em defesa de uma tese ou proposta.
Raciocínio: O texto apresenta dados e comparações sobre emissões e frotas, mas também sustenta que a eletrificação dos ônibus deve ser priorizada. Expressões como «é fundamental» e «é central», além da defesa de medidas públicas e do fechamento que recomenda priorizar a eletrificação, revelam viés argumentativo.
Pegadinha: A presença de dados objetivos não elimina a argumentação quando o texto também defende uma posição.
Base: Texto-base, em especial os trechos que qualificam como fundamental e central a eletrificação e defendem sua priorização.
Questão irmã: Um artigo que apresenta estatísticas e, com base nelas, recomenda uma política pública combina exposição e argumentação. Gabarito: Certo.

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/infrasa_26_analista/arquivos/9768E3C308D12FE9C03F9CDBF03E2DC1E7BD91CB01C5CD7805833A95E7A3AFF2.pdf

Q7oficialResposta: Certo

Conceito: Algumas palavras admitem variantes de pronúncia e, por consequência, grafias com ou sem acento.
Raciocínio: «Hieróglifo» é forma proparoxítona e recebe acento. Também se registra a variante «hieroglifo», sem acento, com pronúncia paroxítona. Assim, a retirada do acento é possível nessa palavra sem gerar erro ortográfico.
Pegadinha: Não se trata de uma autorização geral para retirar acentos de proparoxítonas, mas de uma variante específica da palavra.
Base: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP/ABL), verbete «hieróglifo», que registra a variante «hieroglifo».
Questão irmã: A palavra «hieróglifo» também pode ser grafada «hieroglifo», sem acento. Gabarito: Certo.

Fonte: TJ PA 25 SERVIDOR (2025) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/tj_pa_25_servidor/arquivos/C9F8D295B931672227C93D2C75D28DC412FC4048D1F1B99E3DC9F0F51D58ACB0.pdf

Q8oficialResposta: A

Conceito: Conectores adversativos expressam oposição ou contraste entre ideias.
Raciocínio: «No entanto» introduz contraste entre o aumento da presença de pessoas negras e indígenas e a permanência dos homens brancos como grupo com a maior fatia das posições. «Todavia» mantém esse valor adversativo e pode substituir a expressão sem prejuízo gramatical ou de sentido.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B pode sugerir compensação, mas não é a substituição mais equivalente ao contraste expresso por «no entanto» nesse contexto.
  • C: A alternativa C é consecutiva: indica conclusão ou consequência, relação que não existe entre as ideias do período.
  • D: A alternativa D é uma conjunção subordinativa concessiva e não se encaixa nessa estrutura como substituição direta.
  • E: A alternativa E introduz causa ou explicação, não oposição.
Pegadinha: É preciso identificar o sentido do conector no contexto, e não apenas procurar palavras que possam expressar algum tipo de contraste em outras frases.
Base: Texto-base; gramática normativa, emprego de «todavia» como conjunção coordenativa adversativa.
Questão irmã: Em «A medida foi anunciada; todavia, ainda não foi implementada», «todavia» expressa oposição. Gabarito: Certo.

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/semec_porto_velho_ro_26/arquivos/502CD888B4655DC70CC4A3FB726BEADC345C62A579F39D05D30E646DB6313673.pdf

Q9oficialResposta: Errado

Conceito: A interpretação não deve atribuir ao autor uma tese mais ampla do que aquela que o texto efetivamente sustenta.
Raciocínio: O texto afirma que os medos atuais não protegem as pessoas de perigos contemporâneos e que os responsáveis pela segurança pública tentam incutir medo, geralmente em vão. Isso relata a tentativa e sua pouca eficácia, mas não basta para concluir que o autor se opõe à ideia de usar o medo como estratégia. Além disso, o texto trata de uma inadequação entre medos evolutivos e perigos atuais, não classifica essa situação como um problema de segurança pública nesses termos.
Por que as outras estão erradas:
  • Certo: A alternativa A atribui ao autor uma oposição explícita à estratégia de incutir medo que o texto não formula. A passagem registra que as tentativas costumam ser em vão; isso não equivale, por si só, a uma rejeição da estratégia.
Pegadinha: «Geralmente em vão» indica ineficácia, mas não permite, sem apoio adicional, atribuir ao autor uma posição de oposição à estratégia.
Base: Texto-base, trechos sobre os perigos atuais, os medos dos habitantes das cidades e as tentativas dos responsáveis pela segurança pública.
Questão irmã: Ao dizer que campanhas para incutir medo são geralmente ineficazes, o texto necessariamente afirma que elas devem ser abandonadas. Gabarito: Errado.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cd_26_pl/arquivos/6BA6C911910A9996895927100E426BD4733C0601F6E27F998FD96D420A356EDC.pdf

Q10oficialResposta: E

Conceito: O texto expositivo apresenta informações e esclarecimentos sobre um tema, sem que a defesa de uma tese ou a instrução do leitor seja predominante.
Raciocínio: O texto informa como surgiu a assistente Clara, apresenta dados sobre sua divulgação e explica seus benefícios segundo autoridades. Embora haja uma sequência temporal sobre o lançamento, o foco não é narrar uma história. Predomina a exposição de informações sobre a iniciativa.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A afirma que o texto defende a IA como estratégia indispensável, mas seu foco é apresentar a iniciativa e suas características, não sustentar essa tese.
  • B: A alternativa B toma o encadeamento temporal do lançamento como característica dominante. A cronologia é secundária diante da apresentação de informações.
  • C: A alternativa C exagera o peso da descrição das capacidades da assistente; o texto também contextualiza sua criação e relevância.
  • D: A alternativa D está errada porque o texto não orienta o leitor a utilizar a IA nem apresenta instruções.
Pegadinha: A menção a datas e ao lançamento não basta para classificar o texto como narrativo; observe sua finalidade predominante.
Base: Texto-base; critérios de tipologia textual: predomínio da apresentação e do esclarecimento de informações caracteriza a exposição.
Questão irmã: Uma notícia que informa como uma ferramenta pública foi criada e quais benefícios oferece é predominantemente expositiva. Gabarito: Certo.

Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/cgm_porto_velho_ro_26/arquivos/2B0AA311FB1CDEC9C1AC8AC3318B712AFDC0E7248BEF86D3FB02C5B9BA133C8C.pdf

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • A interpretação precisa estar apoiada em elementos do texto.
  • Palavras absolutas podem distorcer o alcance de uma afirmação.
  • Tipo textual é uma forma de organização; gênero é uma forma social de comunicação.
  • Um texto pode combinar exposição e argumentação.
  • Dados e definições, sozinhos, não caracterizam injunção.
  • Escreve-se “etno-histórico”, com h e hífen.
  • Escreve-se “coabitar”, sem hífen e sem h após co-.
  • “Onde” retoma lugar; “cujo” indica posse e não vem seguido de artigo.
  • Conectores estabelecem relações como oposição, causa, conclusão e concessão.
  • Mudanças verbais devem preservar o sentido e a relação temporal do texto.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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