Matéria 01
Língua Portuguesa
O que o edital pede nesta matéria
- 11 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
- 22 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.
- 33 Domínio da ortografia oficial.
- 43.1 Emprego das letras.
- 53.2 Emprego da acentuação gráfica.
- 64 Domínio dos mecanismos de coesão textual.
- 74.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e outros elementos de sequenciação textual.
- 84.2 Emprego/correlação de tempos e modos verbais.
- 95 Domínio da estrutura morfossintática do período.
- 105.1 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração.
- 115.2 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração.
- 125.3 Emprego dos sinais de pontuação.
- 135.4 Concordância verbal e nominal.
- 145.5 Emprego do sinal indicativo de crase.
- 155.6 Colocação dos pronomes átonos.
- 166 Reescritura de frases e parágrafos do texto.
- 176.1 Substituição de palavras ou de trechos de texto.
- 186.2 Retextualização de diferentes gêneros e níveis de formalidade.
Língua Portuguesa · Capítulo 1
Compreensão e interpretação de textosTipos e gêneros textuaisOrtografia oficialEmprego das letras
Itens do edital:
- 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
- 2. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.
- 3. 3 Domínio da ortografia oficial.
- 4. 3.1 Emprego das letras.
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Uma receita de bolo, que orienta o leitor passo a passo sobre como preparar o alimento, tem tipo predominantemente injuntivo.
- A)Errado
- B)Certo
P2inédita
A grafia 'enchergar' é a forma oficial do verbo que significa perceber algo com os olhos.
( ) Certo ( ) Errado
P3inédita
Se o texto afirma que 'nem todos os presos aceitaram a proposta', então é correto concluir que pelo menos um preso não aceitou a proposta.
- A)Errado
- B)Certo
1.2 O que cai
- 1. 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 610 questões da banca, 2020–2026
- 2. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais: 88 questões da banca, 2021–2026
- 3. 3 Domínio da ortografia oficial: 19 questões da banca, 2020–2026
- 4. 3.1 Emprego das letras: 3 questões da banca, 2023–2025
1.3 Teoria
A prova exige leitura precisa, domínio dos gêneros e atenção à escrita padrão. Este capítulo ensina a separar o que o texto diz do que o leitor supõe e a reconhecer regularidades ortográficas úteis na rotina de trabalho.
1.3.1 Compreensão e interpretação de textos
Compreender é recuperar informações que o texto apresenta; interpretar é relacioná-las para construir uma conclusão autorizada por suas palavras.
Em prova, as duas operações caminham juntas. A resposta correta pode não repetir literalmente o texto, mas precisa ser consequência dele. Uma resposta que parece razoável no mundo real estará errada se acrescentar informação que o texto não sustenta.
Comece pela situação comunicativa. Pergunte quem fala, a quem, em qual contexto e com que objetivo. Em seguida, identifique o assunto e a ideia que organiza o texto. O assunto costuma ser expresso por um sintagma, como “atendimento ao público”; o tema pode ser formulado como uma frase que resume o recorte, como “a organização do atendimento reduz a espera”. Não confunda tema com detalhe ou exemplo. A tese é a posição defendida quando o texto é argumentativo; em textos informativos, pode haver apenas uma ideia central sem defesa polêmica.
Diferencie informação explícita e inferência. A explícita está declarada; a inferência resulta da combinação de pistas linguísticas, sem ultrapassar o que elas permitem. Se um aviso diz que o guichê fecha às dezesseis horas e orienta a retirada de senha antes desse horário, é legítimo inferir que a senha precisa ser obtida até as dezesseis. Não é legítimo inferir que todos os serviços terminam às dezesseis, se o aviso só se refere àquele guichê. A inferência adequada é necessária, não apenas possível.
Leia com atenção os quantificadores e os limites: “alguns” não significa “todos”; “pode” não equivale a “deve”; “em geral” admite exceções; “somente” restringe. Palavras como “sempre”, “nunca”, “exclusivamente” e “necessariamente” tornam uma afirmação mais forte e frequentemente introduzem erro. Observe também negações, comparações e relações de causa. “A medida contribui para reduzir atrasos” não significa que os elimina. “Depois da mudança” indica sequência temporal, não prova por si só causalidade.
A banca pode alterar o foco de uma frase por substituição de palavras. Compare o significado contextual, não apenas o significado de dicionário. “Restringir” e “limitar” podem ser próximos em um contexto, mas “autorizar” não substitui “possibilitar” sem mudança de sentido. Verifique ainda a classe gramatical e a regência: mesmo um sinônimo pode exigir outra preposição e tornar a frase incorreta. Na reescrita, confira se permanecem o agente, a ação, o tempo, a intensidade, a condição e a relação lógica. Uma troca que conserva o tópico, mas muda quem praticou a ação, não preserva a informação.
Em textos argumentativos, separe tese, argumentos, evidências e conclusão. A tese é a afirmação central; os argumentos oferecem razões; dados, exemplos e depoimentos podem servir de apoio. Uma citação de especialista dá voz a uma fonte, mas não transforma automaticamente toda opinião em fato comprovado. Avalie o papel da citação no contexto. Conectores também orientam a leitura: “portanto” costuma introduzir conclusão; “porque” apresenta causa ou justificativa; “embora” marca concessão; “porém” introduz contraste. Não leia o conector isoladamente: confira a relação efetivamente construída entre as orações.
Em textos narrativos, observe personagens, acontecimentos e sequência; em textos descritivos, características e estados; em textos expositivos, apresentação e explicação de informações; em textos argumentativos, defesa de um ponto de vista. Um texto real pode combinar tipos. Classifique pelo modo predominante e pela finalidade, não por uma frase isolada. Uma notícia pode narrar um fato e também explicar seus antecedentes. Um comunicado pode trazer informação e instrução.
A coerência depende da compatibilidade entre as partes e do conhecimento que o texto pressupõe. A coesão reúne recursos linguísticos que ligam essas partes: pronomes, repetição controlada, substituições, elipses e conectores. Para identificar um referente, volte ao trecho anterior e teste qual termo concorda em gênero e número e faz sentido. Em “A equipe recebeu o processo e o encaminhou ao setor”, o pronome “o” retoma “o processo”. Um demonstrativo pode retomar uma ideia inteira, e não apenas o substantivo imediatamente anterior. Se duas opções forem gramaticais, escolha a que preserva a cadeia referencial e a progressão do assunto.
Em textos com dados, leia título, legenda, unidade, período e fonte. Não compare porcentagens e quantidades absolutas como se fossem equivalentes. Um aumento de pontos percentuais não é necessariamente o mesmo que aumento percentual relativo. Se o texto diz que um número cresceu de 20% para 25%, a diferença é de cinco pontos percentuais; a variação relativa exige outra conta. Não faça cálculos que a questão não pede nem conclua causalidade a partir de mera coincidência temporal.
Em textos não verbais ou multimodais, observe imagem, palavras, disposição, cores, símbolos e a relação entre esses elementos. A imagem pode ilustrar, complementar, contrastar ou ironizar o verbal. Não descreva a figura sem relacioná-la à mensagem. Uma charge, por exemplo, costuma depender de contexto e humor crítico; um cartaz pode priorizar convencimento ou orientação. Quando a imagem não está reproduzida na questão, não invente detalhes: use somente a descrição disponível.
Para resolver itens de certo ou errado, decomponha a afirmação em partes. Se uma parte contradiz o texto, o item inteiro está errado. Volte ao trecho que sustenta o julgamento, procurando equivalência de sentido, não coincidência de palavras. Desconfie de alternativas que adicionam uma causa, um julgamento moral, um prazo ou uma generalização ausente. Diferencie “não informado” de “falso”: às vezes a questão pede o que se pode concluir, e a falta de apoio torna a conclusão indevida, embora não prove o contrário.
| Pista do enunciado | Pergunta de leitura | Cuidado principal |
|---|---|---|
| “De acordo com o texto” | Onde está o apoio textual? | Não completar com opinião própria |
| “Infere-se” | Que conclusão decorre das pistas? | Não transformar hipótese em certeza |
| “A finalidade é” | O que o texto pretende fazer? | Não confundir tema e objetivo |
| “Mantém o sentido” | A informação e as relações ficaram iguais? | Conferir agentes e conectores |
| “O pronome retoma” | Qual antecedente mantém sentido e concordância? | Não escolher só por proximidade |
Um método seguro tem quatro passos. Primeiro, leia o comando e destaque o que deve ser julgado. Segundo, localize o trecho pertinente e identifique seu sentido literal. Terceiro, compare cada elemento da afirmação com o texto: sujeito, ação, tempo, quantidade, causa e ressalva. Quarto, marque a resposta só depois de testar se há extrapolação. Para inferência, escreva mentalmente a ponte entre a pista e a conclusão; se essa ponte exigir uma premissa que não aparece nem é convencionalmente pressuposta, a conclusão não está autorizada.
No serviço público, textos curtos costumam concentrar informação em títulos, datas, orientações e ressalvas. Em um aviso de alteração de expediente, por exemplo, a data de vigência e os setores abrangidos limitam a regra. Não generalize a mudança para órgãos ou dias que o texto não menciona. Em uma resposta a usuário, diferencie informação, justificativa e orientação; a presença de uma recomendação não prova que ela seja obrigatória. A leitura rigorosa protege contra erros de interpretação e também evita transmitir ao cidadão uma condição que o documento não estabeleceu.
Quando a questão pergunta pelo sentido de uma expressão, examine o cotexto imediato e o contexto global. Um termo pode assumir valor técnico, figurado ou avaliativo. A palavra “rede”, por exemplo, pode nomear uma estrutura física ou um conjunto de instituições; o tema e as palavras vizinhas ajudam a decidir. Não escolha o primeiro sentido que vem à mente. Verifique se a interpretação proposta explica a frase inteira e permanece coerente com o desenvolvimento do texto. Se o item trata de um pronome, localize o antecedente e confirme a concordância, mas também teste a coerência referencial: mais de um substantivo pode concordar formalmente, e só um pode fazer sentido como agente ou objeto da ação.
A pressuposição e a implicatura também aparecem em itens de leitura. Uma frase como “ainda não foi publicado” pressupõe que a publicação pode ocorrer ou é esperada; já uma inferência contextual depende da situação e pode ser cancelada sem contradição. Não transforme uma implicação pragmática provável em dado explícito. Ironia e humor exigem que se compare a forma literal com o contexto, o tom e, quando houver, a imagem. Um elogio literal pode funcionar como crítica se a situação revelar contraste. Em textos institucionais, porém, prefira a leitura direta quando não houver marca suficiente de ironia.
Em questões sobre título, subtítulo e progressão temática, observe a relação entre as partes. O título pode resumir, destacar um aspecto ou provocar curiosidade; não precisa reproduzir a tese palavra por palavra. A introdução situa o assunto, os parágrafos desenvolvem informações ou argumentos, e o fecho pode sintetizar, propor uma ação ou abrir uma consequência. Essa estrutura é frequente, mas não obrigatória. Julgue cada afirmação com base no texto concreto, não em um modelo rígido que o gênero nem sempre segue.
Outro cuidado é distinguir fato, opinião e avaliação. Uma data, uma quantidade atribuída a uma fonte ou o registro de uma decisão pode ser apresentado como informação factual. Adjetivos como “essencial”, “insuficiente” e “urgente” revelam avaliação, ainda que se apoiem em fatos. A fala de uma fonte deve ser atribuída a ela: o texto que relata uma declaração não necessariamente assume a declaração como sua própria conclusão. Ao responder, observe verbos de elocução, aspas e marcas de distanciamento, como “segundo” e “de acordo com”.
Exemplo resolvido
Um aviso informa: “Na sexta-feira, o atendimento presencial será encerrado ao meio-dia. Os serviços digitais permanecem disponíveis normalmente.” Afirmação: “Na sexta-feira, todos os canais de atendimento serão encerrados ao meio-dia.”
- Identifique o limite: a primeira frase trata do atendimento presencial.
- Leia a ressalva: os serviços digitais continuam disponíveis normalmente.
- Compare: “todos os canais” amplia indevidamente a informação.
Conclusão: a afirmação é errada; o texto restringe o encerramento ao canal presencial.
Esquema
Leitura de item
1Localizar o trecho
Identificar a informação pertinente
2Decompor a afirmação
Agente, ação, tempo e alcance
3Comparar sentidos
Testar apoio e extrapolação
4Julgar
Marcar só após conferir todas as partes
1.3.2 Tipos e gêneros textuais
Tipo textual é uma forma de organização linguística; gênero textual é uma prática comunicativa reconhecida socialmente.
Os tipos mais frequentes em prova são narração, descrição, exposição, argumentação e injunção. Os gêneros incluem notícia, ofício, aviso, relatório, requerimento, crônica, artigo de opinião, receita e muitos outros. Um gênero pode combinar mais de um tipo, embora geralmente predomine uma organização.
A narração apresenta acontecimentos em sequência, envolvendo agentes, ações e circunstâncias. A descrição destaca características, estados ou aspectos de um objeto, pessoa, lugar ou situação. A exposição apresenta e explica informações sem que a defesa de uma tese seja necessariamente central. A argumentação organiza razões para sustentar uma posição e pode antecipar ou rebater objeções. A injunção orienta o leitor a realizar ou evitar uma ação, por meio de comandos, instruções ou recomendações.
Use a finalidade para reconhecer o gênero. A notícia relata fato de interesse público e organiza informações para informar; a reportagem amplia a apuração, contextualiza e pode reunir diferentes fontes e explicações. Um aviso comunica uma informação prática a um público determinado. Um ofício é comunicação oficial entre autoridades, órgãos ou destinatários conforme o contexto administrativo. Um requerimento solicita providência. Um relatório registra atividades, fatos ou resultados. A forma concreta e o contexto importam: a palavra “relatório” no título ajuda, mas o conteúdo e a situação comunicativa confirmam a classificação.
Gênero e suporte não são a mesma coisa. O mesmo gênero pode circular em papel, correio eletrônico ou página institucional; o suporte não altera automaticamente a finalidade. Também não se deve confundir linguagem formal com gênero oficial: uma notícia pode ser formal, e uma mensagem institucional pode ser breve e direta. Analise emissor, destinatário, objetivo, circulação, composição e marcas linguísticas.
| Tipo predominante | Organização | Marcas comuns |
|---|---|---|
| Narrativo | Acontecimentos em sequência | Ações e circunstâncias |
| Descritivo | Características e estados | Adjetivos e localização |
| Expositivo | Informação explicada | Definições e dados |
| Argumentativo | Posição sustentada | Tese, razões e conclusão |
| Injuntivo | Orientação ao leitor | Verbos de comando |
A questão pode perguntar pelo gênero, pelo tipo predominante ou pela finalidade. Leia exatamente o termo pedido. Se um texto explica como uma política funciona e cita dados, pode ter trechos expositivos sem deixar de pertencer a um gênero informativo. Se recomenda uma providência, isso não o torna automaticamente injuntivo: a orientação pode ser apenas uma parte. Procure a função que organiza o conjunto.
No trabalho administrativo, um aviso sobre documentos necessários tem finalidade informativa e pode incluir instruções; um formulário estrutura a coleta de dados; uma ata registra deliberações; uma notícia institucional divulga ações. Os gêneros têm convenções, mas elas variam conforme órgão e situação. Não atribua uma exigência universal a todo gênero sem base no texto. A prova costuma explorar confusões entre formato, assunto e finalidade.
Para classificar com segurança, responda: quem produziu o texto, para quem, por que, em que situação e com que organização? Depois identifique os elementos predominantes. Se há sequência de fatos com mudança temporal, a narração ganha força. Se há explicações organizadas para tornar um tema compreensível, predomina a exposição. Se o texto busca convencer sobre uma posição, procure tese e argumentos. Se conduz o leitor a agir, observe verbos no imperativo, etapas e recomendações. Essas marcas são pistas, não uma lista mecânica: o contexto define sua função.
A notícia e a reportagem ajudam a perceber por que gênero e tipo não se confundem. Ambas circulam no campo jornalístico e informam, mas a notícia tende a destacar um acontecimento recente com apresentação concisa, enquanto a reportagem pode contextualizar, aprofundar e reunir diferentes vozes. Essa diferença é de tendência composicional, não uma fronteira absoluta: uma notícia pode incluir explicação, e uma reportagem pode narrar acontecimentos. Em prova, use a descrição do texto em vez de exigir que todo exemplar siga uma receita fixa.
O artigo de opinião costuma apresentar uma questão controversa e defender uma posição, mas pode começar com um exemplo ou uma narrativa curta. O editorial exprime uma posição institucional do veículo, enquanto uma carta do leitor participa de uma interação pública e pode comentar conteúdo anteriormente publicado. A finalidade e a autoria social ajudam a distinguir gêneros que compartilham argumentação. Um texto argumentativo, por sua vez, é um tipo: aparece em gêneros distintos, inclusive em discursos, artigos, cartas e manifestações.
Textos injuntivos podem ordenar, aconselhar, proibir ou orientar. Uma norma interna pode estabelecer condutas obrigatórias; um manual pode explicar procedimentos; uma receita conduz a uma sequência prática. Todos podem conter verbos no imperativo ou construções equivalentes, mas a força da orientação depende do contexto. “Recomenda-se” não tem necessariamente o mesmo valor de “é vedado”. A leitura do modalizador e da autoridade que o emite esclarece se há sugestão, instrução ou obrigação.
A composição também diferencia gêneros próximos. Um requerimento normalmente identifica o interessado e formula um pedido; um ofício encaminha comunicação institucional; uma ata registra o ocorrido e as deliberações; um relatório organiza informações sobre atividades, fatos ou resultados. Esses traços são úteis, mas não autorizam supor campos obrigatórios que não estejam no material apresentado. Se o item pergunta sobre finalidade, não basta reconhecer uma palavra do título: confira o que o texto efetivamente faz e para quem.
O gênero pode incorporar outros gêneros. Um relatório pode incluir tabelas e transcrever um aviso; uma notícia pode citar um comunicado; um e-mail pode anexar um formulário. A presença de um fragmento não redefine necessariamente o texto inteiro. Identifique o gênero global pela situação de circulação e pela finalidade predominante, e classifique os trechos locais segundo sua própria função. Essa distinção evita que uma instrução inserida num documento leve a classificar todo o documento como injuntivo.
Na comunicação oficial, clareza e impessoalidade costumam ser valorizadas porque ajudam a identificar ação, responsável, prazo e destinatário. Isso não significa que todo texto institucional seja frio ou complexo. Frases diretas podem manter a formalidade e facilitar o atendimento. Já uma mensagem informal pode ser adequada numa conversa interna rápida, desde que a relação e o objetivo comportem esse registro. O gênero orienta escolhas; não é uma lista imutável de palavras proibidas e obrigatórias.
Esquema
Tipos predominantes
Organização textual
Narrar
Acontecimentos em sequência
Descrever
Características ou estados
Expor e argumentar
Explicar ou sustentar posição
Instruir
Orientar ação do leitor
1.3.3 Ortografia oficial
A ortografia oficial estabelece uma forma convencional de escrever palavras. A prova pode cobrar acentuação, hífen, emprego de letras e grafia de formas que soam semelhantes. Para não depender apenas da pronúncia, observe a família da palavra, a formação, a classe gramatical e a norma lexical. A pronúncia varia regionalmente; a escrita padrão procura estabilidade.
O Acordo Ortográfico uniformizou convenções em países de língua portuguesa, mas não eliminou todas as diferenças de grafia entre variantes nacionais. No português brasileiro, consulte a forma registrada em vocabulário ortográfico confiável quando houver dúvida específica. Dicionário é ferramenta de confirmação, mas a prova frequentemente espera que o candidato reconheça padrões produtivos.
| Dúvida | Procedimento útil | Exemplo |
|---|---|---|
| Letra em família lexical | Compare palavras aparentadas | pesquisa, pesquisar |
| Sufixo frequente | Observe a formação | análise, analisar |
| Som semelhante | Verifique o sentido | sessão, seção, cessão |
Acentos gráficos assinalam determinadas características da pronúncia e da estrutura das palavras; não são decoração. O acento agudo e o circunflexo distinguem timbres ou padrões de tonicidade conforme regras. O til marca nasalidade, não funciona como acento de tonicidade. A cedilha representa som de /s/ antes de a, o ou u. O hífen depende de regras de composição e prefixação, não de uma preferência visual.
Na revisão, observe se a palavra pertence a uma família conhecida. Pesquisar mantém o s de pesquisa; analisar tem s embora o som entre vogais seja sonoro. Não converta uma regra útil em regra sem exceção: a formação histórica e a origem de certas palavras explicam grafias que não se deduzem somente pelo som. A memória lexical deve ser confirmada por leitura e consulta, não por invenção de uma regra fonética absoluta.
Em documentos de serviço, erros em nomes, números de processo e datas podem comprometer a clareza e a credibilidade. Revise especialmente palavras de uso administrativo como exceção, análise, sessão e encaminhamento. A revisão ortográfica deve ocorrer depois de conferir o conteúdo: uma palavra bem grafada não corrige uma informação trocada. Em itens de prova, leia a frase inteira, pois pares de grafia próxima podem mudar completamente o sentido.
A acentuação integra a ortografia e merece revisão sistemática. Para decidir se uma palavra recebe acento, identifique a sílaba tônica e observe a terminação e a classificação, em vez de contar letras de modo intuitivo. Palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas seguem padrões distintos; as proparoxítonas são acentuadas, enquanto as demais dependem das regras aplicáveis a cada grupo. Acentos diferenciais sobrevivem em casos específicos, mas não se deve manter um acento apenas porque a forma antiga era familiar. Em prova, a questão pode combinar uma palavra correta com outra que preserva uma regra já alterada pelo Acordo Ortográfico.
O hífen também depende da formação. Prefixos podem unir-se à base sem hífen, exigir hífen diante da mesma vogal ou de h, ou provocar duplicação de uma consoante em determinados encontros. Compostos lexicalizados têm comportamento próprio. Por isso, não aplique a regra “prefixo sempre separado” nem a regra oposta. Quando o item apresenta várias palavras, examine cada formação e não deixe que uma grafia conhecida valide automaticamente as demais. Em situação de revisão profissional, consulte fonte ortográfica atualizada para compostos menos previsíveis.
A ortografia não se confunde com pronúncia nem com divisão silábica. Uma letra pode representar sons diferentes conforme a posição, e um mesmo som pode ser grafado de modos distintos. A sílaba tônica ajuda a aplicar acentuação; não revela necessariamente se se escreve s, z, x ou ch. Do mesmo modo, escrever segundo uma pronúncia regional não é critério para alterar a forma padrão. Em itens de emprego das letras, a família lexical e os sufixos dão pistas, mas palavras de origem diversa podem escapar ao padrão mais frequente.
Use uma rotina de checagem: confirme a palavra no contexto; procure base ou derivado familiar; aplique apenas a regra que realmente se ajusta; confira acento e hífen separadamente. Se a questão apresenta uma sequência, marque cada ocorrência e revise uma por uma. Essa leitura evita que a familiaridade com o tema faça o candidato ignorar uma letra incorreta num termo técnico ou num nome de unidade.
Em uma frase administrativa, o contexto pode revelar também a classe da palavra. Descrição designa o ato ou resultado de descrever; discrição indica reserva. Comprimento refere-se à extensão; cumprimento pode ser saudação ou execução. Não basta reconhecer que as formas têm som próximo: substitua cada uma pelo significado pretendido e verifique se a frase continua coerente. O mesmo princípio vale para pares como em vez de e ao invés de, cuja escolha depende da relação de substituição ou oposição expressa.
1.3.4 Emprego das letras
O emprego de letras exige combinar padrões de formação e conhecimento das palavras.
As letras s, z, x, ch, g e j podem representar sons próximos; por isso, a pronúncia nem sempre resolve a dúvida. Famílias lexicais ajudam: pesquisa e pesquisar conservam o s; análise e analisar conservam a base com s. Ainda assim, cada derivação deve ser observada: não se deve transferir mecanicamente uma grafia a qualquer palavra de som semelhante.
Alguns padrões são produtivos. Substantivos terminados em -ês ou -esa podem designar origem ou nacionalidade, como português e portuguesa. Adjetivos formados com -oso costumam escrever-se com s, como cuidadoso. Verbos terminados em -izar escrevem-se com z quando a formação assim exige, como organizar. Já verbos em -isar mantêm s quando derivam de base com s, como análise/analisar. Esses padrões orientam, mas é preciso verificar a palavra e sua base.
| Padrão observado | Exemplo | Cuidado |
|---|---|---|
| Base com s preservado | análise / analisar | Não trocar a letra pelo som |
| Sufixo -oso | cuidadoso | Reconhecer o sufixo |
| Final -ês/-esa | português / portuguesa | Observar a forma da palavra |
| Par de homófonos | sessão / seção | Consultar o sentido da frase |
Diferencie palavras homófonas ou parônimas pelo contexto. Sessão é reunião ou período de atividade; seção é divisão, setor ou parte; cessão é ato de ceder. Em comunicação administrativa, uma frase como “a seção encaminhou o documento” pede o sentido de setor; “a sessão começou” designa reunião; “houve cessão de uso” indica transferência. O contexto semântico seleciona a grafia correta.
A letra x tem valores diversos e não oferece uma regra única que solucione toda palavra. Em itens lexicais específicos, como exceção e encaminhamento, a forma precisa ser reconhecida. O mesmo vale para g e j: a derivação pode ajudar, mas nem todas as escolhas se reduzem a uma única terminação. Se a palavra for pouco familiar, use dicionário ou vocabulário oficial em situação real.
Na prova, evite escolher pela aparência ou pelo que “parece mais lógico”. Leia o período, defina o sentido e só então escolha a grafia. Em revisão de ofício, compare nomes próprios e termos técnicos com a fonte original. A correção ortográfica é parte da comunicação clara: uma troca de letra pode gerar ambiguidade, prejudicar a busca de um documento ou alterar a identificação do setor.
Comparação
Homófonos de uso
| Seção | Sessão e cessão |
|---|---|
| Setor ou divisão | Seção: parte organizada de um todo |
| Reunião ou período | Sessão: atividade delimitada |
| Ato de transferir | Cessão: entrega ou transferência |
Pegadinha da banca
Inferência não é invenção
A conclusão precisa decorrer de pistas textuais; plausibilidade no mundo real não basta.
Pegadinha da banca
Tipo não é gênero
O tipo descreve a organização; o gênero corresponde a uma prática comunicativa concreta.
Atenção
Grafia pelo contexto
Em pares como sessão, seção e cessão, determine primeiro o sentido da frase.
1.4 Exemplo resolvido
Em um aviso ao público, lê-se: “A seção responsável fará uma sessão de orientação; a cessão de equipamento será formalizada em documento próprio.” Julgue: as três palavras destacadas estão empregadas de acordo com o sentido pretendido.
- Identifique seção como divisão ou setor administrativo.
- Leia sessão como reunião ou período de atividade.
- Entenda cessão como ato de ceder um bem ou direito.
- Os sentidos correspondem aos contextos apresentados.
Resposta: Certo. As três grafias e seus sentidos estão adequados.
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Um texto que conta uma sequência de fatos ocorridos com personagens, em ordem temporal, tem tipo predominantemente narrativo.
( ) Certo ( ) Errado
F2inédita
Pelas regras do Acordo Ortográfico vigente, não se usa trema em palavras portuguesas, como em 'freqüente', que passa a se escrever 'frequente'.
- A)Errado
- B)Certo
F3inédita
A palavra 'exceção' se escreve com ss.
- A)Errado
- B)Certo
F4inédita
No trecho 'O agente deixou de fumar no plantão', a locução deixar de com infinitivo indica que o agente continua fumando no plantão.
- A)Errado
- B)Certo
F5inédita
Pelo Acordo Ortográfico vigente, a forma verbal 'pára', do verbo parar, mantém o acento diferencial que a distinguia de 'para'.
( ) Certo ( ) Errado
1.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).
De acordo com o texto CG1A1, a avaliação de valor monetário e a percepção de peso têm em comum o fato de serem
- A)bastante variáveis ao longo do tempo.
- B)estudadas no âmbito da psicofísica.
- C)altamente sensíveis a diferenças.
- D)totalmente indiferentes a valores absolutos.
- E)infalíveis na maioria dos casos.
Q2oficial · PREF CACHOEIRO 24 - ADM 2024
Julgue os itens subsequentes, em relação a estruturas linguísticas do texto CB2A1.
Texto base (CB2A1): Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: — Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?” Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque, no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas. Rubem Braga. O padeiro (com adaptações).
Tanto a forma “assobiava”, empregada no último parágrafo do texto, quanto a forma assoviava são admitidas pela ortografia oficial em vigor, tendo ambas o mesmo significado.
( ) Certo ( ) Errado
Q3oficial · IPAAM 25 2025
Texto base (CG2A1): A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento. “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP. O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra. Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora. Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações).
Acerca de aspectos linguísticos e ortográficos do texto CG2A1, julgue os itens a seguir. I A forma verbal „possa‟ (último período do segundo parágrafo) está conjugada no modo imperativo afirmativo. II No segundo parágrafo, o vocábulo „como‟ (terceiro e quarto períodos) é empregado com o mesmo valor semântico nas duas ocorrências. III O emprego do hífen no vocábulo „bem-preparados‟ (último período do texto) justifica-se pela mesma regra ortográfica que justifica a grafia de seu antônimo, cuja forma correta é mal-preparados. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item I está certo.
- B)Apenas o item II está certo.
- C)Apenas os itens I e III estão certos.
- D)Apenas os itens II e III estão certos.
- E)Todos os itens estão certos.
Q4oficial · SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA 2026
Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.
Texto base: Segundo estimativa apresentada em 2020 pela Forbes Finance Council, em 2050, mais de 68% da população mundial deverão viver em ambiente urbano. Isto posto, é consenso que as cidades devem estar preparadas para oferecer os melhores serviços e condições de vida a seus cidadãos. Dessa forma, entende-se que o contexto de cidades inteligentes está atrelado ao próprio desenvolvimento urbano sustentável e socioeconômico dos municípios. Além disso, as iniciativas voltadas para cidades inteligentes podem impactar positivamente os países em desenvolvimento. Dessa forma, entende-se que o Brasil precisa posicionar-se e definir a sua capacidade de atuação nesse mercado como um agente ativo de inovação e de mudanças e não como um agente passivo que utilizará os modelos e as soluções de outros países. Há de se considerar também, para o caso do Brasil, sua diversidade urbana, cultural e socioeconômica, variáveis de forte influência para o desenvolvimento da estratégia brasileira para cidades inteligentes. A estruturação de uma agenda governamental e estratégica voltada para o tema é fundamental para o país, a fim de impulsionar a competitividade do mercado pela participação de empresas instaladas no Brasil e, assim, promover o crescimento sustentável dos municípios. Ministério do Desenvolvimento Regional. Caderno Cidades Inteligentes: Estratégia para Implementação da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes. PNUD/EY. Brasília, 2021, p. 15 (com adaptações).
É correto entender o último período do segundo parágrafo como um argumento em defesa do posicionamento ativo do Brasil no mercado das iniciativas voltadas para cidades inteligentes.
( ) Certo ( ) Errado
Q5oficial · MPSC 23 PROMOTOR 2023
Considerando as regras gramaticais e ortográficas da língua portuguesa, julgue os itens que se seguem, relativamente ao texto 2A1-I.
Texto base (2A1-I): O ordenamento jurídico vem sendo confrontado com as inovações tecnológicas decorrentes da aplicação da inteligência artificial (IA) nos sistemas computacionais. Não apenas se vivencia uma ampliação do uso de sistemas lastreados em IA no cotidiano, como também se observa a existência de robôs com sistemas computacionais cada vez mais potentes, nos quais os algoritmos passam a decidir autonomamente, superando a programação original. Nesse contexto, um dos grandes desafios ético-jurídicos do uso massivo de sistemas de inteligência artificial é a questão da responsabilidade civil advinda de danos decorrentes de robôs inteligentes, uma vez que os sistemas delituais tradicionais são baseados na culpa e essa centralidade da culpa na responsabilidade civil se encontra desafiada pela realidade de sistemas de inteligência artificial. Perante a autonomia algorítmica na qual os sistemas de IA passam a decidir de forma diversa da programada, há uma dificuldade de diferenciar quais danos decorreram de erro humano e aqueles que derivaram de uma escolha equivocada realizada pelo próprio sistema ao agir de forma autônoma. O comportamento emergente da máquina, em função do processo de aprendizado profundo, sem receber qualquer controle da parte de um agente humano, torna difícil indicar quem seria o responsável pelo dano, uma vez que o processo decisório decorreu de um aprendizado automático que culminou com escolhas equivocadas realizadas pelo próprio sistema. Há evidentes situações em que se pode vislumbrar a existência de culpa do operador do sistema, como naquelas em que não foram realizadas atualizações de software ou, até mesmo, de quebra de deveres objetivos de cuidado, como falhas que permitem que hackers interfiram no sistema. Entretanto, excluídas essas situações, estará ausente o juízo de censura necessário para a responsabilização com base na culpa. B. L. da Anunciação Melo e H. Ribeiro Cardoso. Sistemas de inteligência artificial e responsabilidade civil: uma análise da proposta europeia acerca da atribuição de personalidade civil. In: Revista Brasileira de Direitos Fundamentais & Justiça, 16(1), 2020, p. 93-4 (com adaptações).
No último período do primeiro parágrafo, o emprego do hífen em “ético-jurídicos” é facultativo, razão por que estaria igualmente correta a grafia eticojurídicos.
( ) Certo ( ) Errado
Q6oficial · Instituto Rio Branco - IRBr 2026
"Ó Pangloss!", exclamou Cândido, "não tinhas adivinhado esta abominação; acabou-se, será preciso que afinal eu renuncie ao teu otimismo." "O que é otimismo?", dizia Cacambo. "Lamentável!", disse Cândido, "é a fúria de sustentar que tudo está bem quando se está mal." (...) [O filósofo] Pangloss dizia às vezes a Cândido: "Todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis; pois, afinal, se não tivésseis sido expulso de um lindo castelo a grandes pontapés no traseiro pelo amor da senhorita Cunegunda, se não tivésseis sido submetido à Inquisição, se não tivésseis percorrido a América a pé, se não tivésseis dado um bom golpe de espada no barão, se não tivésseis perdido todos os vossos carneiros do bom país de Eldorado, não comeríeis aqui cidras recheadas de pistaches".
François Marie Voltaire. Cândido, ou o otimismo.
Tradução de Mário Laranjeira. São Paulo: Penguin Classics Companhia da Letras, 2012, pp. 83 e 128.
Eva escutava impassível [a serpente]; Adão chegou, ouviu-os e confirmou a resposta de Eva; nada valia a perda do paraíso, nem a ciência, nem o poder, nenhuma outra ilusão da terra. Dizendo isto, deram as mãos um ao outro, e deixaram a serpente, que saiu pressurosa para dar conta ao Tinhoso... (...) E foi assim que Adão e Eva entraram no céu, ao som de todas as cítaras, que uniam as suas notas em um hino aos dois egressos da criação... Tendo acabado de falar, o juiz de fora estendeu o prato a D. Leonor para que lhe desse mais doce, enquanto os outros convivas olhavam uns para os outros, embasbacados; em vez de explicação, ouviam uma narração enigmática, ou, pelo menos, sem sentido aparente. Dona Leonor foi a primeira que falou: — Bem dizia eu que o Sr. Veloso estava logrando a gente. Não foi isso que lhe pedimos, nem nada disso aconteceu, não é, frei Bento? — Lá o saberá o Sr. Juiz – respondeu o carmelita sorrindo. E o juiz de fora, levando à boca uma colher de doce: — Pensando bem, creio que nada disso aconteceu; mas também, D. Leonor, se tivesse acontecido, não estaríamos aqui saboreando este doce, que está, na verdade, uma cousa primorosa.
Machado de Assis. Adão e Eva. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, pp. 363-364.
A partir da leitura comparativa entre o texto de Voltaire e o de Machado de Assis, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos e literários dos fragmentos.
Nos dois textos predomina o estilo sério e a tragicidade, o que se evidencia em 'se não tivésseis sido expulso de um lindo castelo a grandes pontapés no traseiro pelo amor da senhorita Cunegunda' (último período do texto de Voltaire) e em "ouviam uma narração enigmática, ou, pelo menos, sem sentido aparente" (quarto período do primeiro parágrafo do texto de Machado de Assis).
( ) Certo ( ) Errado
Q7oficial · PREF. BOA VISTA 25 SAUDE 2025
Texto base (CG2A1): Imagino que a escrita nasceu da necessidade de não esquecer. O primeiro pré-homem que pensou “preciso me lembrar disso” deve ter olhado em volta procurando alguma coisa que ele ainda não sabia o que era. Era um pedaço de papel e uma Bic. Claro que, para chegar ao papel e à esferográfica, tivemos que passar antes pelo risco com vara no chão, o rabisco com carvão na parede da caverna, o hieróglifo no tablete de barro etc. Mas a angústia primordial foi a de perder o pensamento fugidio ou a cena insólita. Pense em quantas ideias não desapareceram para sempre por falta de algo que as retivesse na memória e no mundo. A história da civilização teria sido outra se, antes de inventar a roda, o homem tivesse inventado o bloco de notas. As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória intuitiva. O salmão sabe, não sabendo, o caminho certo para o lugar onde nasceu e onde deve depositar seus ovos. Dizem que o elefante guarda na memória tudo que lhe acontece na vida, principalmente as desfeitas, mas vá pedir que ele bote seu ressentimento no papel. Já o homem pode ser definido como o animal que precisa consultar as suas notas. Nas sociedades não letradas, as lembranças sobrevivem na recitação reiterada e no mito tribal, que é a memória ritualizada. As outras dependem do memorando. E mesmo com todas as formas de anotação inventadas pelo homem desde as primeiras cavernas, inclusive o notebook, a angústia persiste. Estou escrevendo isto porque acordei com uma boa ideia para um texto e botei a ideia num papel. Normalmente não faço isso, porque sempre me esqueço de ter um bloco de notas à mão para não esquecer a eventual ideia e porque sei, intuitivamente, que, se tivesse o bloco de notas à mão, a ideia viria no chuveiro. Mas desta vez a ideia coincidiu com a proximidade de um pedaço de papel e um lápis, e anotei-a assim que acordei. Não exatamente a ideia, mas uma frase que me faria lembrar da ideia. Estou com ela aqui. “Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo”. E não consigo me lembrar de qual era a ideia de que a frase me faria lembrar. Algo sobre os perigos da autoanálise muito aprofundada? Sobre o pensamento socrático? Ou o quê? Não consigo me lembrar. Um consolo, numa situação destas, é pensar que, se a ideia não é lembrada, é porque não era tão boa assim. Mas geralmente se pensa o contrário: as melhores ideias são as que a gente esqueceu. O que é terrível. Luís Fernando Verissimo. Memória e anotações. In: Estadão, 22/9/2011. Internet: <www.estadao.com.br> (com adaptações).
Para construir o efeito humorístico do texto CG2A1, o autor recorre
- A)a comparações absurdas.
- B)a estereótipos.
- C)à ambiguidade das informações.
- D)à ironia e à quebra de expectativa.
- E)ao emprego de vocabulário acessível.
Q8oficial · PETROBRAS 2.2023
Ainda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue os próximos itens.
Texto base (CB1A1-I): Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas. Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo. No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo. Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. João Fábio Bertonha. Notas sobre a geopolítica do petróleo no século XXI. In: Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais, n.º 58, p. 9-10, 2005 (com adaptações).
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o segmento “em 1990-1991” (segundo parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: no período de 1990 há 1991.
( ) Certo ( ) Errado
Q9oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1-I): A inteligência artificial (IA) na educação é, sem dúvida, um dos campos emergentes mais promissores na tecnologia educacional. Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas, como aprendizagem e resolução de problemas. Apesar de a IA estar há mais de 30 anos em desenvolvimento, o debate sobre sua aplicação pedagógica em larga escala e seu impacto no ensino superior permanece em aberto. Até recentemente, suas principais aplicações concentravam-se em serviços de apoio acadêmico e administrativo, como análise de perfis, previsões, avaliação de desempenho, monitoramento de metas, personalização e tutoria inteligente. Contudo, a partir de 2020, modelos de linguagem generativa, como o ChatGPT, começaram a ser amplamente utilizados, marcando um avanço significativo no ensino e na aprendizagem. Esses modelos podem transformar buscas na Internet em relatórios abrangentes que simulam textos humanos. Entretanto, compreender seu funcionamento é essencial, pois seu uso levanta debates sobre ética, plágio e outras questões. Apesar do impacto ainda imprevisível, a IA tem o potencial de transformar a educação nos próximos anos, apoiando alunos, professores e administradores em todas as etapas do ensino. Para isso, é fundamental compreender o valor e as limitações da IA. As instituições não podem deixar esse processo ao acaso: é indispensável uma abordagem sistemática que garanta formação adequada e uma estrutura clara, com o envolvimento de todas as partes interessadas, para que as decisões sobre o uso da IA sejam bem entendidas e amplamente aceitas por toda a comunidade acadêmica. Como em qualquer tecnologia significativa, as decisões devem ser tomadas no nível certo e pelas pessoas adequadas. Cabe à gestão superior e ao corpo docente decidir como a IA será utilizada. Ignorar essa inovação e esperar que desapareça não é uma opção, pois ela continuará a evoluir e a se fortalecer. Instituições que não adotam essas inovações formarão profissionais despreparados para as demandas de um mercado cada vez mais tecnológico e dinâmico. Internet: <https://unifametro.edu.br> (com adaptações).
Assinale a opção correta a respeito das ideias veiculadas no texto CG1A1-I.
- A)Os professores das instituições de ensino estão entre os atores a quem compete decidir sobre os usos da inteligência artificial na educação.
- B)O uso da inteligência artificial na educação é restrito às atividades de apoio acadêmico e administrativo.
- C)As limitações da inteligência artificial podem resultar na formação de profissionais despreparados para o mercado.
- D)Apesar de a inteligência artificial ser aplicada em larga escala na educação, o debate sobre seu impacto nesse campo ainda é escasso.
- E)A inteligência artificial é a tecnologia emergente mais promissora na área da educação.
Q10oficial · INSS 22 2022
Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos estruturais e gramaticais do texto CB1A1.
Texto base (CB1A1): Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Christina Queiroz. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 299, jan./ 2021. Internet: <https://revistapesquisa.fapesp.br/economia-do-cuidado> (com adaptações).
Por constituir um substantivo, o termo ‘bem-estar’, empregado no segundo parágrafo, poderia ser grafado, em conformidade com a ortografia oficial, sem o hífen: bem estar.
( ) Certo ( ) Errado
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: B
P2inédita · pré-testeResposta: Errado
- Certo: Marcar Certo explora a suposição de que a grafia segue a palavra parecida (encher) e aceita 'ch' no lugar de 'x'.
P3inédita · pré-testeResposta: B
F1inéditaResposta: Certo
F2inéditaResposta: B
F3inéditaResposta: A
- B: Marcar Certo confunde o padrão -ção com a dupla ss de palavras como 'sessão', que segue outra grafia.
F4inéditaResposta: A
- B: Marcar Certo ignora o valor da locução e lê a frase como se a ação de fumar ainda estivesse em andamento.
F5inéditaResposta: Errado
- Certo: Marcar Certo aceita a regra anterior a 2009, quando o acento de 'pára' existia.
Q1oficialResposta: C
- A: Afirma variação ao longo do tempo, que o texto não aponta. Explora uma ideia plausível, mas fora do texto.
- B: Cita a psicofísica, que é verdadeira como tema do texto, mas não é a característica comum que o trecho aponta entre as duas avaliações.
- D: Diz que as pessoas são totalmente indiferentes a valores absolutos. O texto diz que são 'não tão sensíveis', o que é diferente de indiferença total.
- E: Diz que a avaliação é infalível. O texto afirma o contrário: o sentido do preço é míope e as avaliações são incertas.
Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q2oficialResposta: Certo
Fonte: PREF CACHOEIRO 24 - ADM (2024) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q3oficialResposta: B
- A: Considera correto o item I, mas ‘possa’ está no presente do subjuntivo.
- C: Inclui os itens I e III, ambos incorretos.
- D: Inclui o item III, que está incorreto porque a grafia é malpreparados, sem hífen.
- E: Considera corretos todos os itens, embora I e III estejam incorretos.
Fonte: IPAAM 25 (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q4oficialResposta: Certo
Fonte: SEPLAG AL 26 ESPECIALISTA (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q5oficialResposta: Errado
- Certo: Marca 'Certo' ao tratar o hífen como facultativo. Explora a ideia de que a grafia sem hífen é opcional, quando a regra exige o hífen.
Fonte: MPSC 23 PROMOTOR (2023) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q6oficialResposta: Errado
- Certo: Marca 'Certo' ao dizer que os dois são sérios e trágicos. Explora a leitura literal das passagens, sem reconhecer a ironia e o humor que as marcam.
Fonte: Instituto Rio Branco - IRBr 2026 — prova em pciconcursos.com.br
Q7oficialResposta: D
Fonte: PREF. BOA VISTA 25 SAUDE (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q8oficialResposta: Errado
- Certo: Marca 'Certo' ao aceitar 'há' no lugar de 'a'. Explora a ideia de que os dois termos são intercambiáveis, o que não ocorre.
Fonte: PETROBRAS 2.2023 — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q9oficialResposta: A
- B: Restringe o uso da IA ao apoio acadêmico e administrativo. O texto diz que as aplicações começaram aí, mas depois os modelos generativos ampliaram o uso.
- C: Atribui às limitações da IA a formação de profissionais despreparados. O texto diz que o despreparo vem de não adotar as inovações.
- D: Diz que o debate é escasso. O texto diz que o debate permanece em aberto, o que é diferente.
- E: Afirma que a IA é a mais promissora, enquanto o texto diz que é 'um dos campos emergentes mais promissores'.
Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q10oficialResposta: Errado
- Certo: Marca 'Certo' ao aceitar a grafia 'bem estar'. Explora a ideia de que substantivo perde o hífen, quando a regra o mantém.
Fonte: INSS 22 (2022) — prova em cdn.cebraspe.org.br
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Compreensão recupera informação; interpretação constrói conclusão autorizada pelo texto.
- Inferência não pode exigir premissa que o texto não fornece.
- Quantificadores como alguns, todos e somente alteram o alcance da afirmação.
- Tema é o recorte; tese é a posição defendida em texto argumentativo.
- Um gênero pode combinar tipos textuais diferentes.
- Classifique gênero pela situação, finalidade e composição.
- Pronome e conector contribuem para a coesão textual.
- Grafia de homófonos depende do sentido contextual.
- Família lexical ajuda, mas não substitui a verificação da palavra.
- Em dados numéricos, diferencie percentual de pontos percentuais.
Mapa de revisão
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