← SED-MS 2027 – Pré-edital

Paginando…

Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Compreensão e interpretação de texto.989 questões da banca, 2018–2026 · cap. 1
  2. 2Tipologia e gêneros textuais.372 questões da banca, 2018–2026 · cap. 1
  3. 3Figuras de linguagem.68 questões da banca, 2018–2026 · cap. 1
  4. 4Significação de palavras e expressões.372 questões da banca, 2018–2026 · cap. 1
  5. 5Relações de sinonímia e de antonímia.76 questões da banca, 2018–2026 · cap. 2
  6. 6Acentuação gráfica.26 questões da banca, 2021–2026 · cap. 2
  7. 7Uso da crase.119 questões da banca, 2018–2026 · cap. 2
  8. 8Divisão silábica.1 questão da banca, 2025 · cap. 2
  9. 9Ortografia.62 questões da banca, 2020–2026 · cap. 3
  10. 10Fonética e Fonologia: som e fonema, encontros vocálicos e consonantais e dígrafos.3 questões da banca, 2022–2024 · cap. 3
  11. 11Morfologia: classes de palavras variáveis e invariáveis e seus empregos no texto.237 questões da banca, 2018–2026 · cap. 3
  12. 12Locuções verbais (perífrases verbais).58 questões da banca, 2019–2026 · cap. 3
  13. 13Funções do “que” e do “se”.114 questões da banca, 2018–2026 · cap. 4
  14. 14Formação de palavras.45 questões da banca, 2022–2026 · cap. 4
  15. 15Elementos de comunicação.58 questões da banca, 2021–2026 · cap. 4
  16. 16Sintaxe: relações sintático-semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (período simples e período composto por coordenação e subordinação).513 questões da banca, 2018–2026 · cap. 4
  17. 17Concordância verbal e nominal.210 questões da banca, 2018–2026 · cap. 5
  18. 18Regência verbal e nominal.132 questões da banca, 2018–2026 · cap. 5
  19. 19Colocação pronominal.83 questões da banca, 2018–2026 · cap. 5
  20. 20Emprego dos sinais de pontuação e sua função no texto.287 questões da banca, 2018–2026 · cap. 5
  21. 21Elementos de coesão.263 questões da banca, 2018–2026 · cap. 6
  22. 22Variação linguística.78 questões da banca, 2018–2026 · cap. 6
  23. 23Função textual dos vocábulos.38 questões da banca, 2018–2026 · cap. 6

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Compreensão e interpretação de textoTipologia e gêneros textuaisFiguras de linguagemSignificação de palavras e expressões

Itens do edital:

  • 1. Compreensão e interpretação de texto.
  • 2. Tipologia e gêneros textuais.
  • 3. Figuras de linguagem.
  • 4. Significação de palavras e expressões.

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita
Leia: 'A prefeitura ampliou as ciclovias em 2024, mas os acidentes com bicicletas cresceram no mesmo período, o que mostra que a obra isolada não resolve o problema da segurança no trânsito.' A ideia central do trecho é:

  1. A)As bicicletas são hoje o principal meio de transporte da população que vive na cidade.
  1. B)A ampliação de ciclovias, sozinha, não garante a redução dos acidentes no trânsito.
  2. C)Os acidentes com bicicletas diminuíram depois da construção das novas ciclovias da cidade.
  3. D)A prefeitura ampliou as ciclovias em 2024 e investiu também em campanhas de educação no trânsito.
  4. E)O trânsito da cidade piorou porque a prefeitura deixou de investir em obras viárias de grande porte.

P2inédita
Um texto relata, em ordem cronológica, o que um personagem fez em certo dia e lugar, com ações que têm começo, meio e fim. Essa tipologia textual é:

  1. A)narrativa, porque conta uma sequência de fatos vividos por personagens em determinado tempo e espaço.
  1. B)dissertativa, porque defende uma tese com argumentos organizados em torno de uma posição.
  2. C)expositiva, porque apresenta informações sobre um assunto de maneira objetiva e impessoal.
  3. D)injuntiva, porque orienta o leitor a executar ações em uma ordem específica e determinada.
  4. E)descritiva, porque caracteriza seres e lugares por meio de qualidades, cores e detalhes sensoriais.

P3inédita

Leia: 'Seu silêncio é um muro que ninguém atravessa.' Nesse verso, a figura de linguagem que transfere ao silêncio as propriedades de um muro é:

  1. A)metáfora, porque atribui ao silêncio uma propriedade de muro, sem usar nenhum conectivo.
  2. B)hipérbole, porque exagera a intensidade do silêncio para produzir efeito de sentido.
  3. C)eufemismo, porque suaviza uma ideia desagradável por meio de palavras mais brandas.
  4. D)comparação, porque aproxima dois termos por meio de um conectivo, como 'como' ou 'tal qual'.
  5. E)ironia, porque diz o contrário do que pensa, com a intenção de zombar do interlocutor.

1.2 O que cai

  • 1. Compreensão e interpretação de texto: 989 questões da banca, 2018–2026
  • 2. Tipologia e gêneros textuais: 372 questões da banca, 2018–2026
  • 3. Figuras de linguagem: 68 questões da banca, 2018–2026
  • 4. Significação de palavras e expressões: 372 questões da banca, 2018–2026

1.3 Teoria

Este capítulo reúne a leitura de texto e o vocabulário: o que o texto diz, de que tipo e gênero ele é, que figura o autor usou e o que a palavra significa naquele trecho.

1.3.1 Compreensão e interpretação de texto

Interpretar um texto é ir além da letra. Compreender é entender o que está escrito; interpretar é concluir o que o autor deixou implícito, com base em pistas do próprio texto. A banca pede as duas coisas, e a maior parte dos erros vem de confundir uma com a outra.

Compreensão: o que o texto diz. Compreender é localizar informações explícitas: quem fez o quê, quando, onde e por quê. A resposta certa costuma aparecer com palavras parecidas com as do texto, em outra ordem ou com sinônimos. Antes de escolher a alternativa, localize o trecho que a sustenta. Se não houver trecho, a alternativa não é compreensão.

Tipos de informação. Um texto transmite informações de três modos, e cada um exige uma leitura diferente.

Tipo de informaçãoO que éComo reconhecer
ExplícitaEstá escrita no textoHá um trecho que a afirma
PressupostaEstá por trás da frase, como condição para ela fazer sentidoPermanece quando a frase é negada
SubentendidaDepende do contexto e da intenção de quem falaPode ser negada sem contradição

Pressuposto: o que a frase exige. O pressuposto vem da própria estrutura da frase, sobretudo de certos verbos e expressões. Em Maria deixou de faltar às aulas, o verbo deixar de pressupõe que Maria faltava. Para testar, nega-se a frase: Maria não deixou de faltar às aulas ainda mantém a ideia de que ela faltava. O pressuposto resiste à negação; a simples opinião, não.

Outros gatilhos de pressuposto aparecem com frequência em provas: continuar, voltar a, conseguir, lamentar e as construções com o servidor que. Em o servidor que chegou atrasado, a frase pressupõe que houve atraso e que houve chegada. A banca usa essas construções para testar se o candidato enxerga algo que não está dito.

Subentendido: o que o leitor conclui. O subentendido depende do contexto. Em o relatório ainda não ficou pronto, a frase sugere que se espera a conclusão em breve, mas isso pode ser negado sem contradição. Quando a questão pede o que se subentende, ela quer uma conclusão razoável, sustentada por uma pista do texto. A opinião do candidato sobre o assunto não entra na resposta.

Tema, ideia central e informações secundárias. O tema é o assunto de que trata o texto, dito em poucas palavras. A ideia central é o que o texto afirma sobre esse tema. As informações secundárias sustentam, exemplificam ou detalham a ideia central. Quando a questão pede a ideia principal, a resposta é a ideia central, e não um exemplo nem um detalhe.

Coerência e coesão. A coerência é o sentido global do texto: as ideias se sustentam juntas. A coesão são os recursos que ligam as partes, como pronomes, conjunções, advérbios e sinônimos. Um pronome como isso ou essa retoma algo dito antes, e a banca testa se o candidato sabe a que ele se refere. A referência correta é a que mantém o sentido do trecho.

Erros que a banca explora. Cada erro aparece de uma forma típica na alternativa, e a tabela os reúne para facilitar a eliminação.

ErroComo aparece na alternativaComo eliminar
ExtrapolaçãoAfirma algo que o texto não dizProcure o trecho que sustenta a alternativa
ContradiçãoInverte a informação do textoCompare a alternativa com a frase exata
Parte pelo todoPega um detalhe e apresenta como ideia centralPergunte se o trecho resume o texto inteiro
Opinião própriaConcorda com o tema, mas não com o textoIgnore o que você pensa sobre o assunto

Absolutos. Palavras como sempre, nunca, todos, somente e jamais merecem desconfiança. A alternativa só está certa se o texto afirmar a generalização com a mesma força. Se o texto diz na maioria dos casos, a alternativa com em todos os casos extrapola. A banca usa o absoluto como isca porque ele parece uma conclusão forte.

Erros de leitura. O candidato que lê com pressa troca quem pratica a ação, confunde causa com consequência e junta informações de parágrafos diferentes. Para evitar isso, marque o verbo principal de cada parágrafo, identifique o sujeito de cada ação e observe os conectores: os de causa (porque, pois, uma vez que), os de consequência (portanto, logo, assim) e os de oposição (mas, embora, no entanto).

O título e a primeira frase. O título antecipa o tema, e a primeira frase costuma apresentar a tese ou o assunto. Essas partes ajudam a formar a leitura inicial, mas a resposta final vem do corpo do texto. A banca gosta de alternativas que repetem o título e ignoram o desenvolvimento. Use o título como guia, e confirme a ideia nos parágrafos seguintes.

O gênero muda a leitura. Um texto normativo, como um edital ou uma portaria, pede leitura literal, porque cada palavra pode mudar o direito e o dever. Um texto de opinião pede leitura de intenção: o autor defende uma tese, e a interpretação precisa identificar essa tese e os argumentos que a sustentam. Um texto narrativo pede atenção à sequência e às mudanças de situação. A banca testa a mesma habilidade em gêneros diferentes, mas o peso da leitura literal ou intencional muda com o gênero.

Método prático em três passos. Primeiro, leia a pergunta e identifique o tipo: compreensão literal, inferência ou sentido de palavra. Segundo, localize no texto a passagem que a pergunta indica. Terceiro, compare cada alternativa com essa passagem e elimine as que extrapolam, contradizem ou exageram. Esse método reduz as alternativas a uma, mesmo quando várias parecem plausíveis à primeira leitura.

Como isso aparece no cargo. Um ofício da Secretaria pede que o servidor comunique a decisão ao interessado assim que possível. Uma questão pode perguntar se o texto fixa um prazo. A resposta é não: o texto diz assim que possível, e a alternativa com um prazo fixo extrapola. Esse é o tipo de inferência que a banca testa, e ele se resolve com o trecho exato na mão.

Exemplo resolvido

Assinale a alternativa que expressa a informação pressuposta em: O setor deixou de atender aos pedidos por e-mail.

A) O setor nunca atendeu aos pedidos por e-mail. B) O setor atendia aos pedidos por e-mail. C) O setor atende aos pedidos por telefone. D) O setor atenderá aos pedidos por e-mail. E) O setor recebeu muitos pedidos.

  1. A expressão deixou de pressupõe que a ação ocorria antes.
  2. Logo, o setor atendia aos pedidos por e-mail. A resposta é a B.
  3. A alternativa A contradiz o pressuposto. As alternativas C e D tratam de outros fatos, e a E não fala de atendimento.

Esquema

Método em três passos

  1. 1Ler a pergunta e identificar o tipo

    Compreensão, inferência ou sentido de palavra

  2. 2Localizar a passagem que a pergunta indica

    Procurar o trecho que sustenta a resposta

  3. 3Comparar cada alternativa com a passagem

    Eliminar extrapolações, contradições e exageros

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · MP/ES 2026

Leia o texto a seguir. “Não devemos fazer da lei um espantalho / Armado para assustar a aves de rapina, / Mas deixado sempre estático, de modo que com o hábito / Ele não seja mais o terror delas, e sim o seu poleiro.” Shakespeare, William. Medida por Medida (Ato 2, Cena 1). A afirmação correta sobre as leis, que está implícita no texto, é que elas devem

  1. A)proteger a todos.
  2. B)modificar-se conforme as circunstâncias.
  3. C)funcionar, devido ao medo que provocam.
  4. D)ser amplamente divulgadas entre os cidadãos.
  5. E)ajudar a todos em sua tarefa de obter alimentação.

Resposta: A

Conceito: A metáfora do texto compara a lei a um espantalho, que assusta, e a um poleiro, que protege. A ideia implícita é que a lei deve proteger a todos.

Raciocínio: O texto critica a lei que serve só para assustar, como o espantalho. Diz que ela deve ser um poleiro, lugar onde as aves se sentem seguras. Essa comparação leva à ideia de proteção para todos, alternativa A.

Pegadinha: A alternativa C tem relação com o espantalho, que é uma imagem de medo. O texto critica esse uso, e não o defende.

Base: Compreensão de texto e metáfora. Não depende de dispositivo legal.

1.3.2 Tipologia e gêneros textuais

Todo texto é de um tipo e de um gênero, e as duas palavras não são sinônimas. O tipo textual descreve a forma como o texto organiza as informações: narrando fatos, descrevendo seres, expondo ideias, argumentando ou dando instruções.

O gênero textual é a forma concreta que o texto assume na vida social: notícia, carta, receita, edital, ata, bula, e-mail, anúncio. Há poucos tipos e uma enorme variedade de gêneros.

Os tipos e suas marcas. O reconhecimento do tipo começa pelas marcas linguísticas, que o candidato deve memorizar com exemplos.

TipoFunçãoMarca típica
NarrativoRelata ações em sequênciaVerbos de ação, sequência temporal, personagens
DescritivoCaracteriza seres, objetos e lugaresAdjetivos, verbos de estado, detalhes sensoriais
Dissertativo-argumentativoDefende uma tese com argumentosTese, argumentos, conectores de causa e oposição
ExpositivoExplica ou informa, sem defender posiçãoDefinições, classificações, dados apresentados
Injuntivo ou normativoManda, proíbe, orienta ou estabelece regraVerbo no imperativo, infinitivo, deve, não pode

Nomes variam entre as bancas. Parte delas chama o tipo injuntivo de normativo ou prescritivo, e a função é a mesma: o texto determina um comportamento. Quando a questão pede o tipo normativo, procure a frase que manda, proíbe ou estabelece regra, ainda que ela não use o imperativo.

Predominância, não exclusividade. Um texto pode misturar tipos, e a questão pede o que predomina. Uma notícia relata um fato, o que é narração, mas pode descrever o local do acontecimento e expor dados. A resposta é o tipo que domina a maior parte do texto ou que determina a sua finalidade. A pegadinha é escolher um tipo presente em um trecho pequeno, quando a questão fala do texto como um todo.

Narração e descrição: o que as separa. Na narração, o que importa é a sequência de ações e a mudança de situação. Na descrição, o que importa é o retrato: como o lugar é, como a pessoa parece, quais são as cores e as formas. Um trecho como Ele entrou na sala, sentou e abriu a pasta narra. Um trecho como A sala tinha paredes claras, uma mesa comprida e cadeiras de madeira escura descreve. A banca usa o verbo para disfarçar a diferença: o verbo tinha não narra, ainda que esteja no passado.

Dissertação e exposição: o que as separa. A dissertação argumentativa tem tese, argumentos e uma conclusão que retoma a tese. O texto quer convencer. A exposição explica um assunto, define, classifica e apresenta dados, sem tentar converter o leitor. A pergunta que resolve a dúvida é: o texto quer que o leitor concorde com uma posição? Se sim, é argumentativo. Se ele quer apenas que o leitor entenda, é expositivo.

Injunção: o texto que manda. O tipo injuntivo ou normativo aparece em editais, regulamentos, receitas, manuais e avisos. Ele usa o imperativo (apresente o documento), o infinitivo (apresentar o documento), o futuro com valor de ordem (o servidor apresentará) e expressões como é proibido e não poderá. O erro comum é achar que só o imperativo indica esse tipo. A alternativa Moradores do prédio não podem ter animais é normativa, mesmo sem imperativo, porque estabelece uma proibição com sanção.

Gênero: a forma que a sociedade reconhece. Os gêneros são reconhecíveis pela função social e pela estrutura. Um edital tem títulos, numeração e linguagem técnica. Uma carta tem local, data, vocativo e despedida. Uma receita tem lista de ingredientes e modo de preparo. Cada gênero tende a combinar tipos: a notícia combina narração e exposição; a carta de reclamação combina descrição do problema e argumentação; o edital combina exposição e, sobretudo, injunção.

GêneroTipo predominantePor quê
Edital ou regulamentoInjuntivo ou normativoEstabelece regras e prazos
NotíciaNarrativo, com exposiçãoRelata um fato e explica o contexto
ReceitaInjuntivoOrdena a sequência de preparo
Carta de reclamaçãoDissertativo-argumentativoDefende um pedido com razões

Pistas do tempo verbal. O tempo e o modo do verbo ajudam a identificar o tipo. Na narração, predominam os tempos do passado, como o pretérito perfeito e o imperfeito, porque o texto relata ações concluídas e o cenário em que elas ocorreram. Na descrição de estado, o presente e o imperfeito caracterizam o que é ou era. Na exposição, o presente tem valor geral e atemporal, próprio de definições. Na injunção, o futuro com valor de ordem e o imperativo marcam a regra. A pista não substitui a leitura, mas acelera a eliminação de alternativas.

Erros típicos do candidato. O primeiro é confundir tipo com gênero: a banca pergunta o tipo e a alternativa traz o gênero, como carta ou notícia. O segundo é achar que um texto tem um único tipo, quando a questão pede o predominante. O terceiro é tomar dissertativo como sinônimo de argumentativo, quando a categoria escolar mais ampla inclui a exposição. O quarto é ignorar o tempo verbal e a finalidade, e concluir o tipo só pelo assunto. Um texto sobre um acidente pode ser narrativo, descritivo ou expositivo, conforme o que ele faz com o acidente.

Como isso aparece no cargo. Um aviso afixado no balcão da Secretaria diz: Atendimento apenas com agendamento prévio. Traga documento de identidade. O aviso não narra nem argumenta: ele orienta e restringe. O tipo é injuntivo ou normativo, e o gênero é aviso. Um ofício que relata a reunião da equipe e propõe a mudança de horário mistura narração e argumentação, e a questão pergunta qual tipo predomina no conjunto.

Exemplo resolvido

Assinale a alternativa em que predomina o tipo descritivo.

A) Ele saiu cedo e pegou o ônibus das seis. B) A casa tinha paredes azuis, janelas altas e um jardim cheio de flores brancas. C) Os candidatos devem apresentar documento de identidade no dia da prova. D) Por isso, é preciso reduzir o consumo de energia nos prédios públicos. E) A reunião está marcada para terça-feira, às dez horas, na sala de reuniões.

  1. A alternativa A narra, com verbos de ação em sequência.
  2. A alternativa B caracteriza a casa com adjetivos e detalhes visuais, o que é descrição.
  3. As alternativas C e E são injuntivo e expositivo, respectivamente; a D argumenta com um por isso que conclui. A resposta é a B.

Esquema

Tipos textuais

Tipos textuais

  • Narrativo

    Ações em sequência e mudança de situação

  • Descritivo

    Caracterização de seres, objetos e lugares

  • Dissertativo-argumentativo

    Tese, argumentos e conclusão

  • Expositivo

    Explica ou informa, sem defender posição

  • Injuntivo ou normativo

    Ordem, proibição ou regra

1.3.3 Figuras de linguagem

Figura de linguagem é o uso de uma palavra ou de uma construção em sentido diferente do literal, para intensificar a expressão, sugerir uma imagem ou produzir efeito.

A figura não é um enfeite: ela muda o sentido, e a banca cobra a diferença entre o sentido literal e o figurado. As figuras se agrupam em três conjuntos: as de palavra, que alteram o sentido do termo; as de construção, que alteram a ordem ou a estrutura da frase; e as de pensamento, que alteram a forma de dizer a ideia.

FiguraComo identificarExemplo do cargo
MetáforaUma coisa é apresentada como outra, sem conectivoO processo é um labirinto de carimbos.
ComparaçãoUsa conectivo como como, tal qual ou feitoO atendimento foi lento como uma fila parada.
MetonímiaUm termo substitui outro por proximidade de sentidoLer Machado para dizer ler a obra do autor
HipérboleExagero intencionalEsperei uma eternidade pelo protocolo.

Figuras de palavra. A metáfora e a comparação são as mais cobradas, e a diferença entre elas é o conectivo. Na metáfora, a identidade é direta: a burocracia é um muro. Na comparação, a semelhança é declarada: a burocracia é como um muro. Ambas transferem uma qualidade de um termo para outro, mas a comparação deixa a ponte à mostra.

A metonímia substitui um termo por outro que mantém relação real com ele. Pode ser o autor pela obra (ler Machado), a parte pelo todo (cem cabeças no auditório), o continente pelo conteúdo (tomar um copo) ou o efeito pela causa (viver do suor). A banca confunde a metonímia com a metáfora: na metonímia, a relação é de contiguidade, de proximidade real; na metáfora, a relação é de semelhança imaginada.

A catacrese é outra figura de palavra, e aparece em expressões consagradas por falta de termo próprio: pé da mesa, asa da xícara, dente de alho. A banca a apresenta como figura porque o sentido é deslocado, mas o uso já se tornou comum. Não é uma metáfora criativa.

Figuras de construção. Nas figuras de construção, a estrutura sintática é o que muda. A elipse omite um termo que se recupera pelo contexto (O processo foi aprovado; o recurso, negado). O pleonasmo repete uma ideia, de forma intencional ou não (subir para cima). A zeugma omite um termo já expresso em oração anterior, que o leitor recupera dessa oração. A silepse concorda com o sentido, e não com a forma gramatical (A equipe chegaram atrasados, em que o verbo concorda com os membros). O anacoluto deixa um termo solto no início, sem continuidade sintática. O assíndeto suprime conjunções, e o polissíndeto as repete para dar ritmo.

Figuras de pensamento. Essas figuras mexem na forma de dizer a ideia. A antítese opõe dois termos de sentido contrário: o atendimento foi rápido na promessa e lento na prática. O paradoxo une ideias que parecem opostas, mas se completam. A ironia diz o contrário do que se quer dizer, com intenção crítica: que atendimento maravilhoso, dito depois de três horas de espera. O eufemismo suaviza uma expressão dura, como ele nos deixou por ele morreu. A personificação atribui ações humanas a seres ou coisas: a burocracia engoliu o processo. A gradação organiza as ideias em escala crescente ou decrescente.

Os erros mais cobrados. O primeiro é confundir metáfora com metonímia, como visto acima. O segundo é tomar a hipérbole pela ironia: a hipérbole exagera a afirmação, sem intenção de dizer o contrário; a ironia diz o contrário, com intenção crítica. O terceiro é classificar qualquer expressão idiomática como metáfora. Nem toda expressão consagrada é figura: quando a banca pede a figura, procure o efeito de sentido e a relação entre os termos. O quarto é esquecer o contexto: a mesma frase pode ser literal numa situação e figurada em outra.

Como a banca cobra. A banca apresenta um trecho e pergunta qual figura ele contém. Para responder, o candidato deve identificar o conectivo (para comparação), a relação entre os termos (para metonímia), o exagero (para hipérbole) e a oposição (para antítese). Se o trecho contiver duas figuras, a questão costuma pedir a que está em destaque no contexto. Leia a frase inteira antes de decidir.

Exemplo de língua. Compare a sala está gelada com o atendimento está gelado. No primeiro caso, o sentido é literal; no segundo, o adjetivo passa a significar frieza no trato, e isso é uma metáfora. A mesma palavra muda de figura conforme o termo a que se liga.

1.3.4 Significação de palavras e expressões

A significação de uma palavra depende do contexto. Um dicionário registra os sentidos possíveis; o texto escolhe um deles. A banca testa essa escolha, e a maior parte das questões de vocabulário pede o sentido que a palavra tem naquele trecho, e não o sentido mais conhecido.

Denotação e conotação. O sentido denotativo é o literal, o que a palavra significa de forma direta. O sentido conotativo é o figurado, aquele que surge do contexto, da intenção ou da imagem. Coração denota o órgão; conota afeto quando aparece em ela tem um coração generoso. Essa distinção é a base da leitura de palavras e expressões: antes de escolher a alternativa, pergunte se o trecho usa a palavra no sentido direto ou no figurado.

SentidoComo se reconheceExemplo
DenotativoSentido de dicionário, sem efeito de imagemO cofre está vazio.
ConotativoSentido que surge do contexto ou da imagemO orçamento está vazio de ideias.

Polissemia e homonímia. A polissemia é uma palavra com vários sentidos ligados entre si. Pé significa parte do corpo, base de um móvel e unidade de medida, e os sentidos têm relação. A homonímia é uma forma igual para sentidos sem relação: cravo é a flor e também o prego, e os dois sentidos não se conectam. A confusão entre as duas é cobrada, porque a banca precisa de uma resposta que mostre o sentido exato no trecho.

Sinonímia e antonímia. Sinônimos têm sentido semelhante, mas raramente são intercambiáveis em todos os contextos. A substituição deve ser testada no trecho: se o sentido muda, o sinônimo não serve. Belo e bonito são próximos, mas nem sempre se trocam sem alterar o registro: o contexto e o nível de formalidade do texto decidem a escolha. Antônimos são palavras de sentido oposto, como claro e escuro, mas o antônimo também depende do contexto: aberto se opõe a fechado num portão e a reservado numa pessoa.

Parônimos: palavras parecidas, sentidos diferentes. Os parônimos têm forma próxima e sentido distinto. São as palavras que mais caem por confusão de grafia e de sentido. A tabela reúne os pares mais cobrados.

ParSentido de cada uma
Retificar x ratificarRetificar é corrigir; ratificar é confirmar
Emergir x imergirEmergir é sair de dentro de algo; imergir é mergulhar
Deferir x diferirDeferir é atender um pedido; diferir é ser diferente ou adiar
Eminente x iminenteEminente é elevado ou ilustre; iminente é prestes a acontecer

Expressões e locuções. Uma expressão idiomática tem sentido que não se deduz da soma das palavras. Pôr as cartas na mesa significa expor as intenções com franqueza. O candidato não deve tentar traduzir palavra por palavra. Procure o sentido global da expressão no trecho, e verifique se a alternativa mantém a mesma ideia. Locuções são grupos de palavras que funcionam como uma só, como às vezes, de repente e por causa de. A banca pede o sentido da locução com a mesma atenção que dá ao da palavra isolada.

Inferir o sentido pelo contexto. Quando a palavra é rara ou técnica, o texto costuma dar pistas: uma definição logo depois, um exemplo, um antônimo na frase seguinte ou uma causa e consequência. Procure essas pistas antes de recorrer ao que você acha que a palavra significa. Em o processo foi indeferido, porque os documentos estavam incompletos, a causa indica que indeferido é o contrário de aceito, e a leitura se confirma sem consultar o dicionário.

Vocabulário técnico do cargo. Textos administrativos usam palavras com sentido próprio, diferente do uso cotidiano. Dar ciência significa informar formalmente a pessoa, e não apenas saber de algo. Dar andamento significa fazer o processo seguir, e não tocar ou mexer nele. Exarar um despacho é registrar a decisão por escrito. Anexar é juntar um documento ao processo. A banca usa esse vocabulário para testar se o candidato entende o sentido do cargo, e não só o sentido do dicionário comum. Quando o trecho for administrativo, desconfie do sentido cotidiano.

Dicionário e contexto. Um verbo pode ter várias definições registradas, e o candidato deve escolher a que combina com o sujeito, com o complemento e com a situação do trecho. Em tirar uma dúvida, o verbo significa esclarecer; em tirar uma cópia, significa reproduzir. A definição deve caber no trecho inteiro, e não só na palavra isolada. Essa é a regra que decide a maior parte das questões de significação.

Sinônimo que cabe no trecho. Quando a questão pede o sentido de uma palavra, a alternativa certa é um sentido que o texto admite, e não necessariamente um sinônimo perfeito. Uma palavra raramente tem substituto exato. O teste prático é ler o trecho com a alternativa no lugar da palavra destacada: se a frase continuar lógica e mantiver a informação, a alternativa serve. Se a frase ficar estranha ou mudar a informação, descarte-a, ainda que a alternativa seja um sinônimo do dicionário.

Erros típicos. O primeiro é escolher o sinônimo mais conhecido sem testar no trecho. O segundo é confundir parônimos, sobretudo deferir com diferir, que aparecem em textos administrativos com frequência. O terceiro é ler a palavra no sentido literal quando o trecho pede o figurado. O quarto é aceitar a alternativa que apenas repete a palavra do texto, sem explicar o sentido dela no contexto.

Como isso aparece no cargo. Um despacho diz: O setor decidiu deferir o pedido do servidor, desde que a documentação seja complementada. A palavra deferir aparece com o sentido de atender, e a alternativa que a troca por diferir confunde o sentido, porque o contexto pede aceitação do pedido, e não adiamento ou diferença.

Exemplo resolvido

No trecho O chefe deferiu o pedido de licença do servidor, o verbo deferir significa:

A) adiar. B) atender. C) recusar. D) protelar. E) diferenciar.

  1. Deferir significa atender ou aceitar um pedido; é o sentido do trecho.
  2. Adiar e protelar são sentidos de diferir, o parônimo, e não do verbo usado.
  3. Recusar é o oposto de deferir, e diferenciar é o sentido de diferir. A resposta é a B.

Comparação

Sentido literal x figurado

DenotativoConotativo
Sentido de dicionário, sem efeito de imagemSentido que surge do contexto ou da imagem
Uso direto da palavra no trechoUso figurado, dependente da intenção

Pegadinha da banca

Absolutos desconfiados

Palavras como sempre, nunca, todos e somente tornam a alternativa uma generalização. Ela só está certa se o texto afirmar a generalização com a mesma força.

Atenção

Deferir não é diferir

Deferir é atender um pedido. Diferir é ser diferente ou adiar. Em textos administrativos, a troca desses dois verbos muda o sentido da decisão.

Pegadinha da banca

Tipo não é gênero

Tipo é a forma de organizar as informações: narrar, descrever, argumentar, expor ou injungir. Gênero é a forma social do texto, como notícia, carta ou edital. A alternativa que traz um gênero, numa pergunta sobre tipo, está errada.

1.4 Exemplo resolvido

Assinale a alternativa em que há uma hipérbole.

A) O atendimento começou às oito e terminou às dez, no mesmo balcão. B) Esperei uma eternidade na fila, e o servidor nem olhou para mim. C) O processo passou pelo setor como um caminhão de carga passa por uma ponte. D) O atendente disse que o protocolo sairia assim que possível. E) A sala de espera está vazia, e a porta foi fechada pelo porteiro.

  1. A hipérbole é o exagero intencional, que não deve ser lido ao pé da letra.
  2. A alternativa B exagera ao dizer que esperou uma eternidade; a espera real não é infinita, e o exagero é o recurso da figura.
  3. As alternativas A, D e E são fatos ou orientações literais, e a C é comparação com conectivo.

Resposta: B

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Ao afirmar que 'Carlos parou de fumar no ano passado', o autor deixa implícito, como informação pressuposta, que:

  1. A)Carlos fumava antes do ano passado, período em que deixou de fazê-lo.
  2. B)Carlos fuma atualmente, mas em quantidade menor do que costumava fumar.
  3. C)Carlos é um ex-fumante que sofreu uma recaída recente e voltou a fumar.
  4. D)Carlos nunca fumou na vida e apenas comentou um hábito de outras pessoas.
  5. E)Carlos decidiu não fumar por causa de uma orientação recebida de um médico.

F2inédita

Leia: 'Misture os ovos ao açúcar, bata por cinco minutos e leve a massa ao forno preaquecido.' Esse trecho pertence a qual tipologia?

  1. A)injuntiva, porque orienta o leitor a executar ações em uma ordem determinada e necessária.
  2. B)narrativa, porque conta uma sequência de fatos ocorridos com personagens em determinado lugar.
  3. C)argumentativa, porque defende que essa receita é a melhor opção de sobremesa para a família.
  4. D)descritiva, porque caracteriza os ingredientes e a massa pelas suas qualidades sensoriais.
  5. E)dissertativa, porque reflete de forma abstrata sobre o valor da culinária na cultura popular.

F3inédita

Em 'Esperei uma eternidade pelo ônibus', o exagero proposital, usado para enfatizar a longa espera, caracteriza a figura de:

  1. A)metonímia, porque substitui um termo por outro que mantém com ele uma relação de proximidade.
  2. B)prosopopeia, porque atribui características humanas a seres inanimados ou abstratos do texto.
  3. C)ironia, porque diz o contrário do que se pensa, com intenção crítica ou zombeteira.
  4. D)eufemismo, porque atenua uma ideia desagradável para torná-la mais suave ao leitor.
  5. E)hipérbole, porque exagera a dimensão de algo para produzir um efeito de ênfase no texto.

F4inédita

Na reunião, o diretor decidiu pôr as cartas na mesa. Nesse contexto, a expressão 'pôr as cartas na mesa' significa:

  1. A)distribuir tarefas entre os membros da equipe de forma igualitária.
  2. B)adiar uma decisão até que todos os participantes estejam presentes.
  3. C)revelar abertamente as intenções e os planos ao grupo.
  4. D)organizar documentos sobre a mesa de reuniões da diretoria.
  5. E)jogar cartas com os colegas durante o intervalo do trabalho.

F5inédita

A palavra 'pé' tem sentido de parte do corpo em 'machucou o pé' e de base de sustentação em 'o pé da mesa'. Esse fenômeno, em que uma mesma palavra tem vários sentidos ligados entre si, chama-se:

  1. A)homonímia, que é a identidade de forma entre palavras de origens e sentidos diferentes.
  2. B)polissemia, que é a possibilidade de uma palavra ter vários sentidos ligados entre si.
  3. C)sinonímia, que é a relação entre palavras de sentido parecido.
  4. D)antonímia, que é a relação entre palavras de sentidos opostos.
  5. E)paronímia, que é a semelhança de som entre palavras de sentidos diferentes.

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Leia o trecho inicial do prefácio do livro “As mentiras que os homens contam”, de Luís Fernando Veríssimo: “Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade. Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. “Então vou ter que inventar uma história para a professora”, querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. “Está bem, fica em casa estudando!” E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos aguentava mais, que é outra coisa que mãe também adora.” (VERÍSSIMO, Luís Fernando. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015) Quanto aos elementos apresentados no prefácio do livro para justificar as razões pelas quais os homens mentem, Veríssimo parece querer defender que, para os homens, a mentira é uma condição que está relacionada às regras sociais de modo

  1. A)subjetivo.
  2. B)natural.
  3. C)opressor.
  4. D)covarde.
  5. E)facultativo.

Q2oficial · ALE/RO 2026
Assinale o segmento textual que é classificado como de tipo textual normativo.

  1. A)Alerta: tempestades com vento de 100 km/h podem atingir 4 estados neste domingo.
  1. B)O mercado de carros elétricos no Brasil está em plena expansão, oferecendo aos aposentados uma oportunidade única de adotar veículos que combinam economia e eficiência energética.
  2. C)Moradores do prédio não podem ter animais domésticos em seus apartamentos sob pena de multa.
  3. D)Com o crescimento do mercado de carros elétricos no Brasil, aposentados têm à disposição uma variedade de modelos que combinam economia, conforto e segurança.
  4. E)Brasil vence com facilidade, derruba invencibilidade de Senegal e acha formação ideal.

Q3oficial · PREF/SALVADOR/BA 2026
'Carinho, consentimento e camisinha': Prefeitura de Salvador lança campanha bem-humorada e incentiva 'conchinha' durante frente fria No Instagram, a gestão municipal orienta também a proteção nas relações íntimas https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2025/07/10/carinho-consentimento-e-camisinha-prefeitura-de-salvador-lanca-campanha-bem-humorada-e-incentiva-conchinha-durante-frente-fria.ghtml acesso em 13.7.26 No comunicado, a expressão “Se o clima esquentar” participa da construção do humor porque

  1. A)substitui uma referência direta às relações íntimas por uma formulação de sentido exclusivamente meteorológico.
  1. B)apresenta o aumento da temperatura como causa direta das atitudes afetivas adotadas pelos interlocutores.
  2. C)explora o duplo sentido do vocábulo “clima”, associado à temperatura e também à aproximação íntima.
  3. D)atribui às condições climáticas a responsabilidade pelas decisões afetivas tomadas pelos interlocutores.
  4. E)estabelece uma oposição entre o desconforto provocado pelo frio e os riscos das mudanças climáticas.

Q4oficial · SEDUC/SP 2026
Os gêneros do discurso organizam a nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações. BAKHTIN, M. e VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004. De acordo com a passagem, a organização da linguagem por meio de gêneros do discurso contribui para um pensamento linguístico

  1. A)previsível.
  2. B)normativo.
  3. C)individual.
  4. D)espontâneo.
  5. E)subjetivo.

Q5oficial · PREF/MACAE/RJ 2026
Leia o texto a seguir. “Quando o assunto é a saúde da tireoide, um nutriente se destaca como o mais essencial: o iodo. Ele é a matéria-prima usada pela glândula para produzir hormônios que controlam o metabolismo, a energia e o funcionamento de praticamente todos os órgãos do corpo. Junto com o selênio, forma a base nutricional que permite à tireoide trabalhar bem. Entender o papel desses nutrientes e suas principais fontes ajuda a manter o equilíbrio hormonal em dia.” (Tua Saúde, 15/04/2026) Assinale a opção que indica a finalidade principal desse texto.

  1. A)Procurar ensinar o leitor sobre o funcionamento de seu corpo.
  1. B)Informar o leitor sobre o papel dos nutrientes na saúde da tireoide.
  2. C)Ensinar o leitor a como agir para manter o equilíbrio hormonal em dia.
  3. D)Mostrar os caminhos práticos de como melhorar a saúde da tireoide.
  4. E)Indicar quais os principais nutrientes participantes especificamente da saúde da tireoide.

Q6oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações).

O texto CG1A1 caracteriza-se como predominantemente

  1. A)argumentativo, pois as ideias são organizadas com base em justificativas que sustentam a necessidade de regulação da IA.
  1. B)narrativo, pois apresenta a evolução da IA por meio de encadeamento temporal de fatos.
  2. C)injuntivo, pois orienta o leitor sobre procedimentos para a regulação da IA no setor público.
  3. D)expositivo, visto que as informações são apresentadas de forma objetiva, sem posicionamentos acerca do tema.
  4. E)descritivo, uma vez que se restringe à caracterização técnica da IA e de seus elementos.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: A ideia central é a afirmação principal que organiza o trecho. Ela aparece como conclusão do argumento, sustentada pelos fatos apresentados.
Raciocínio: O texto apresenta um fato (a obra) e um resultado inesperado (os acidentes cresceram). A conclusão é que a obra isolada não basta. A alternativa B traduz essa conclusão sem acrescentar dados.
Por que as outras estão erradas:
  • D: A educação no trânsito não aparece no trecho. A alternativa acrescenta uma informação que o texto não dá.
  • C: O texto diz que os acidentes cresceram. A alternativa inverte esse dado.
  • A: O trecho não fala do uso das bicicletas como meio de transporte. Trata apenas da segurança diante da obra.
  • E: O trecho não diz que o trânsito piorou por falta de obras viárias. Essa causa é inventada pela alternativa.
Pegadinha: A banca troca a ideia central por um detalhe do texto. A obra é o detalhe; a conclusão é o que o autor afirma sobre ela.
Base: Item 0 do edital: compreensão e interpretação de texto.
Questão irmã: Em 'O aumento do combustível encareceu o transporte de cargas, e os preços dos alimentos subiram em seguida', qual é a ideia central? Gabarito: O combustível mais caro encarece o transporte e, em seguida, os alimentos.

P2inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: A narração organiza fatos em sequência no tempo, com personagens, espaço e ações que se desenrolam até um desfecho.
Raciocínio: Observe as pistas: ordem cronológica, personagem, dia e lugar, ações com começo, meio e fim. Esses elementos são próprios da narração.
Por que as outras estão erradas:
  • E: A descrição caracteriza seres e lugares sem uma sequência de ações. O texto do enunciado tem ações em ordem.
  • B: A dissertação defende uma tese. O enunciado relata fatos e não defende posição alguma.
  • D: A injunção orienta o leitor a agir. O enunciado conta o que aconteceu, e não dá instruções.
  • C: A exposição apresenta informações sobre um assunto. O enunciado tem personagens e uma sequência de fatos.
Pegadinha: A banca confunde narração com descrição, por causa dos detalhes. A descrição não tem sequência de ações; a narração tem.
Base: Item 1 do edital: tipologia e gêneros textuais.
Questão irmã: Um texto que conta a história de uma viagem, com personagens e acontecimentos em ordem, é de qual tipo? Gabarito: Narrativo.

P3inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: Metáfora é a transposição de sentido: um termo é usado no lugar de outro por semelhança implícita, sem conectivo de comparação.
Raciocínio: O silêncio recebe as características de um muro, como barreira e intransponibilidade. Não há 'como' nem 'tal qual', o que afasta a comparação. A transferência de sentido é direta, e isso é metáfora.
Por que as outras estão erradas:
  • D: Na comparação a aproximação vem marcada por conectivo, como 'como'. O verso não traz conectivo algum.
  • B: A hipérbole exagera a dimensão de algo. O verso não exagera a intensidade do silêncio, apenas o caracteriza.
  • C: O eufemismo suaviza uma ideia desagradável. O verso não suaviza nada.
  • E: A ironia diz o contrário do que se pensa. O verso fala com seriedade sobre o silêncio.
Pegadinha: A ausência de conectivo confunde quem pensa em comparação. A comparação precisa de 'como' ou 'tal qual'; sem eles, é metáfora.
Base: Item 2 do edital: figuras de linguagem.
Questão irmã: Em 'Aquela professora é uma fortaleza de paciência', qual figura de linguagem está presente? Gabarito: Metáfora.

F1inéditaResposta: A

Conceito: A pressuposição é a informação que o enunciado toma como já conhecida para que a frase faça sentido. Ela não aparece afirmada de forma explícita.
Raciocínio: A expressão 'parou de' só faz sentido se havia uma ação anterior. Logo, a frase pressupõe que Carlos fumava. A pressuposição permanece mesmo que a frase seja negada.
Por que as outras estão erradas:
  • D: Se Carlos nunca fumou, não faria sentido dizer que parou. A alternativa contradiz a pressuposição.
  • E: O motivo da decisão não aparece na frase. Essa informação é inventada, e não pressuposta pelo enunciado.
  • B: A frase indica que Carlos parou, portanto ele não fuma atualmente. A alternativa contradiz o enunciado.
  • C: A recaída não está pressuposta. A frase não sugere que Carlos voltou a fumar.
Pegadinha: A banca confunde pressuposição com afirmação. A pressuposição não está escrita de forma direta, mas é a condição para a frase fazer sentido.
Base: Item 0 do edital: compreensão e interpretação de texto.
Questão irmã: Ao dizer que 'o aluno deixou de faltar às aulas', o que se pressupõe? Gabarito: Que o aluno faltava às aulas.

F2inéditaResposta: A

Conceito: A tipologia injuntiva, ou instrucional, orienta o leitor a realizar ações, geralmente em ordem determinada, com verbos no imperativo ou no infinitivo.
Raciocínio: Os verbos 'misture', 'bata' e 'leve' estão no imperativo e dão ordens em sequência. Essa é a marca da injunção.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A narração conta fatos ocorridos. O trecho dá ordens, e não relata acontecimentos.
  • D: A descrição caracteriza seres e objetos. O trecho apenas indica o que fazer com os ingredientes.
  • C: A argumentação defende uma tese. O trecho não defende nada, só orienta a execução de tarefas.
  • E: A dissertação reflete sobre um tema de forma abstrata. O trecho é uma sequência concreta de instruções.
Pegadinha: A receita fala de comida, o que pode sugerir descrição. O que define o gênero é a função do texto: orientar a ação do leitor.
Base: Item 1 do edital: tipologia e gêneros textuais.
Questão irmã: Um manual que diz 'conecte o cabo na porta traseira e pressione o botão' é de qual tipologia? Gabarito: Injuntiva (instrucional).

F3inéditaResposta: E

Conceito: Hipérbole é o exagero intencional, usado para enfatizar uma ideia sem que a frase seja tomada ao pé da letra.
Raciocínio: A espera não durou uma eternidade de fato. O exagero é proposital e serve à ênfase. Esse é o critério da hipérbole.
Por que as outras estão erradas:
  • D: O eufemismo suaviza uma ideia. O enunciado exagera a espera, em vez de amenizá-la.
  • C: A ironia diz o contrário do que foi vivido. O enunciado não diz o contrário da espera, apenas a amplia.
  • A: A metonímia substitui um termo por outro próximo. Não há substituição no enunciado, só exagero.
  • B: A prosopopeia dá características humanas a coisas. O ônibus não recebe qualidade humana no enunciado.
Pegadinha: O exagero também pode ser lido como ironia. A diferença é que, na ironia, o sentido é oposto ao dito; na hipérbole, o sentido é o mesmo, só amplificado.
Base: Item 2 do edital: figuras de linguagem.
Questão irmã: Em 'Mil desculpas, cheguei com um século de atraso', qual figura de linguagem está presente? Gabarito: Hipérbole.

F4inéditaResposta: C

Conceito: Expressões idiomáticas têm sentido figurado próprio, que não se obtém pela soma dos sentidos literais das palavras isoladas.
Raciocínio: Ler palavra por palavra leva a um sentido literal sem nexo com a reunião. O contexto indica o sentido figurado: revelar intenções abertamente.
Por que as outras estão erradas:
  • E: O sentido literal de jogar cartas não corresponde à expressão. No contexto de reunião, a expressão é figurada.
  • D: Organizar documentos é uma leitura literal que o contexto não sustenta.
  • B: Adiar uma decisão é o contrário do que a expressão indica, que é agir com transparência.
  • A: Distribuir tarefas não tem relação com a expressão. Ela trata de revelar intenções.
Pegadinha: A banca oferece sentidos literais plausíveis. A expressão, porém, é figurada, e o contexto da reunião a define.
Base: Item 3 do edital: significação de palavras e expressões.
Questão irmã: Em 'ele é um cabeça-dura', o termo 'cabeça-dura' tem sentido literal ou figurado? Gabarito: Figurado (significa teimoso).

F5inéditaResposta: B

Conceito: Polissemia é a existência de vários sentidos para uma mesma palavra, relacionados entre si. Na homonímia, as palavras são diferentes, ainda que tenham a mesma forma.
Raciocínio: É a mesma palavra, com sentidos ligados pela ideia de base ou de parte do corpo. Quando os sentidos se ligam dessa forma, o fenômeno é polissemia.
Por que as outras estão erradas:
  • C: A sinonímia relaciona palavras de sentido parecido, e não uma mesma palavra com vários sentidos.
  • D: A antonímia é a relação de oposição de sentido. Nada no enunciado indica oposição entre os sentidos.
  • A: A homonímia reúne palavras diferentes com a mesma forma. No exemplo, trata-se de uma palavra só, com sentidos ligados.
  • E: A paronímia é a semelhança de som entre palavras diferentes. O enunciado mostra sentidos de uma mesma palavra.
Pegadinha: Homônimos e polissêmicos parecem iguais. A distinção está na origem: homônimos são palavras diferentes, enquanto polissêmicos são uma só palavra com sentidos ligados.
Base: Item 3 do edital: significação de palavras e expressões.
Questão irmã: Qual nome se dá a palavras de forma igual e origens diferentes, como 'manga' (fruta) e 'manga' (parte da camisa)? Gabarito: Homonímia.

Q1oficialResposta: B

Conceito: Compreender um texto é identificar a tese do autor e a relação que ele constrói entre as ideias do trecho.
Raciocínio: O prefácio mostra os homens mentindo como algo que faz parte das relações do dia a dia, como ajustar a verdade para poupar a mãe. O autor trata isso como comportamento comum, quase espontâneo, ligado às regras de convivência. Essa ideia de algo que acontece de forma espontânea e comum é expressa pela palavra natural, alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Subjetivo aponta para algo que vem só da pessoa. O texto mostra a mentira como parte das regras sociais, e não como um juízo individual.
  • C: Opressor descreve quem domina outro. O trecho não apresenta a mentira como forma de dominação.
  • D: Covarde sugere medo como motivo. O autor justifica a mentira como gesto de cuidado com quem está perto, e não como fraqueza.
  • E: Facultativo é o que pode ser escolhido. O texto apresenta a mentira como parte da convivência, e não como escolha opcional.
Pegadinha: A alternativa D, covarde, parece sugerir uma crítica, e o texto tem tom irônico. A ironia não muda o que o autor defende: a mentira como hábito social.
Base: Compreensão de texto: a ideia central está no prefácio do livro citado. Não depende de dispositivo legal.
Questão irmã: No prefácio citado, a mentira aparece como algo que faz parte das relações sociais de forma: Gabarito: natural

Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q2oficialResposta: C

Conceito: O texto normativo estabelece regras de conduta, geralmente com obrigação e sanção para quem descumpre.
Raciocínio: O segmento proíbe uma conduta, que é ter animais domésticos no apartamento, e prevê multa como consequência. Essa combinação de regra com sanção é a marca do gênero normativo, alternativa C.
Por que as outras estão erradas:
  • A: É um alerta informativo sobre tempestades. Não estabelece regra de conduta nem sanção.
  • B: Apresenta características de um produto, como economia e eficiência. É um texto de divulgação, e não uma regra.
  • D: Descreve modelos de carros e suas vantagens. É um texto de divulgação, e não uma norma.
  • E: É uma notícia sobre um jogo. Relata fatos, sem estabelecer regra.
Pegadinha: A alternativa A tem um tom de aviso, o que pode confundir quem pensa que todo aviso é normativo. Norma exige obrigação ou proibição com consequência.
Base: Tipologia textual: gêneros normativo, informativo e publicitário. Não depende de dispositivo legal.
Questão irmã: O texto que estabelece regras de conduta, com obrigação e sanção em caso de descumprimento, pertence ao tipo: Gabarito: normativo

Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q3oficialResposta: C

Conceito: O duplo sentido é o recurso em que uma palavra tem dois significados ao mesmo tempo, e o contexto ativa os dois.
Raciocínio: A campanha fala de frente fria, então o clima tem o sentido de temperatura. Ao mesmo tempo, a expressão 'se o clima esquentar' é usada para falar de aproximação íntima. O humor vem desse choque entre os dois sentidos. Por isso a alternativa C é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A expressão não se limita ao sentido meteorológico. O humor depende justamente do segundo sentido, o da intimidade.
  • B: O aumento da temperatura não causa as atitudes afetivas. A expressão é uma piada com o clima, e não uma relação de causa.
  • D: As condições climáticas não são responsabilizadas pelas decisões. A frase apenas usa o clima como metáfora.
  • E: A alternativa cria um contraste com as mudanças climáticas, que não está no comunicado. O humor vem do duplo sentido.
Pegadinha: A alternativa B parece uma explicação lógica, porque o calor provoca a aproximação. O efeito de humor, porém, vem da palavra que tem dois sentidos, e não de uma relação de causa.
Base: Figuras de linguagem e significação de palavras: duplo sentido e humor. Não depende de dispositivo legal.
Questão irmã: Quando uma palavra ganha dois sentidos ao mesmo tempo, com efeito de humor, o recurso é chamado de: Gabarito: duplo sentido

Fonte: PREF/SALVADOR/BA 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q4oficialResposta: A

Conceito: Os gêneros do discurso são formas típicas de fala que orientam o que o ouvinte espera de um texto desde as primeiras palavras.
Raciocínio: O texto diz que aprendemos a moldar a fala aos gêneros, e por isso, ao ouvir o início, já prevemos o gênero, o tamanho e o fim. Essa antecipação é a previsibilidade. Por isso a alternativa A, previsível, é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Normativo se refere a regras. O texto fala de formas de fala que orientam a previsão, e não de regras impostas.
  • C: Individual vai contra a ideia do texto: os gêneros são sociais e compartilhados pelos falantes.
  • D: Espontâneo diz que a fala surge sem forma. O texto afirma que a fala já é moldada pelo gênero.
  • E: Subjetivo é o que vem do sujeito. O texto trata de formas sociais de fala, e não de impressões pessoais.
Pegadinha: A alternativa B, normativo, parece sugerir regra e, por isso, forma. A questão pede o efeito dos gêneros no pensamento, que é a previsibilidade.
Base: Compreensão de texto e conceito de gêneros do discurso (Bakhtin). Não depende de dispositivo legal.
Questão irmã: Segundo o texto, os gêneros do discurso tornam a fala: Gabarito: previsível

Fonte: SEDUC/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q5oficialResposta: B

Conceito: A finalidade do texto é a intenção principal do autor: informar, orientar, criticar ou argumentar.
Raciocínio: O texto explica que o iodo é a matéria-prima da tireoide e que, junto com o selênio, forma a base nutricional da glândula. A intenção é passar essa informação ao leitor. Por isso a alternativa B é a correta: informar sobre o papel dos nutrientes.
Por que as outras estão erradas:
  • A: O texto fala da tireoide, e não do corpo como um todo. A finalidade está ligada ao papel dos nutrientes.
  • C: Ensinar a agir é função de texto orientador. O trecho apenas explica o papel dos nutrientes, sem dar instruções.
  • D: O texto não traz caminhos práticos para melhorar a saúde. Ele informa sobre a base nutricional da tireoide.
  • E: O texto cita dois nutrientes, mas não tem como objetivo listar todos os principais. Seu foco é o papel deles na tireoide.
Pegadinha: A alternativa E parece correta porque o texto cita nutrientes. A finalidade, porém, é explicar o papel deles, e não listar os principais.
Base: Compreensão de texto: finalidade e intenção do autor. Não depende de dispositivo legal.
Questão irmã: Um texto que explica o papel de nutrientes na saúde, sem dar orientação de como agir, tem finalidade: Gabarito: informativa

Fonte: PREF/MACAE/RJ 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q6oficialResposta: A

Conceito: O texto argumentativo defende uma tese e a sustenta com justificativas, para convencer o leitor.
Raciocínio: O texto afirma que a regulação da IA é necessária e sustenta isso com argumentos: a IA desafia noções jurídicas, a LGPD mostra a importância da privacidade e a criação de um marco regulatório é apresentada como solução. Essa estrutura de tese e justificativa é a argumentativa, alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Narrativo tem sequência de fatos no tempo, com personagens. O texto não narra a evolução da IA em ordem temporal.
  • C: Injuntivo dá ordens ou orienta procedimentos. O texto defende uma ideia e não dá instruções passo a passo.
  • D: Expositivo apresenta informações sem tomar posição. O texto defende a necessidade de regulação, e por isso não é neutro.
  • E: Descritivo caracteriza seres, lugares ou coisas. O texto fala de regulação e de argumentos, e não de uma descrição técnica.
Pegadinha: A alternativa D, expositivo, parece certa porque o texto traz informações objetivas. Ele, porém, toma posição: a regulação é necessária.
Base: Tipologia textual: argumentativo. Não depende de dispositivo legal.
Questão irmã: O texto que defende uma tese com justificativas, para convencer o leitor, pertence ao tipo: Gabarito: argumentativo

Fonte: PGE RN 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Compreender é ler o que está escrito; interpretar é concluir o que está implícito, com base no texto.
  • Pressuposto resiste à negação; subentendido pode ser negado sem contradição.
  • Absolutos como sempre, nunca e todos exigem que o texto afirme a generalização.
  • Tipo descreve a organização das informações; gênero é a forma social do texto.
  • Normativo ou injuntivo estabelece comportamento, mesmo sem imperativo.
  • Metáfora transfere sentido sem conectivo; comparação usa como, tal qual ou feito.
  • Metonímia usa termo com relação real de proximidade; metáfora usa semelhança imaginada.
  • Hipérbole exagera; ironia diz o contrário com intenção crítica.
  • Denotação é o sentido literal; conotação é o sentido que surge do contexto.
  • Deferir é atender um pedido; diferir é adiar ou ser diferente.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

Treine este tópico no PassaPro: abrir o treino deste tópico