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Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Redação Oficial. Ortografia e acentuação. Emprego do sinal indicativo de crase. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Relação do texto com seu contexto histórico. Denotação e conotação. Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.1631 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026 · cap. 1
  2. 2Intertextualidade. Figuras de linguagem. Morfossintaxe. Elementos estruturais e processos de formação de palavras. Sinonímia e antonímia. Pontuação. Pronomes. Concordância nominal e concordância verbal. Flexão nominal e flexão verbal. Vozes do verbo.1314 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026 · cap. 1
  3. 3Correlação de tempos e modos verbais. Regência nominal e regência verbal. Coordenação e subordinação. Conectivos. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas; organização e reorganização de orações e períodos; equivalência e transformação de estruturas).957 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026 · cap. 1

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Redação oficial, ortografia, crase e interpretação de textosFiguras, morfossintaxe, pontuação, pronomes, concordância e vozes do verboCorrelação de tempos, regência, coordenação, subordinação e conectivos

Itens do edital:

  • 1. Redação Oficial. Ortografia e acentuação. Emprego do sinal indicativo de crase. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Relação do texto com seu contexto histórico. Denotação e conotação. Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.
  • 2. Intertextualidade. Figuras de linguagem. Morfossintaxe. Elementos estruturais e processos de formação de palavras. Sinonímia e antonímia. Pontuação. Pronomes. Concordância nominal e concordância verbal. Flexão nominal e flexão verbal. Vozes do verbo.
  • 3. Correlação de tempos e modos verbais. Regência nominal e regência verbal. Coordenação e subordinação. Conectivos. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas; organização e reorganização de orações e períodos; equivalência e transformação de estruturas).

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

A coordenadora encaminhou o parecer ___ diretora e retornou ___ unidade antes do meio-dia. Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas.

  1. A)à — à
  2. B)a — à
  3. C)à — a
  4. D)a — a
  5. E)à — há

P2inédita

Assinale a frase correta quanto à concordância verbal.

  1. A)Fazem três semanas que a equipe iniciou a auditoria.
  2. B)Houveram divergências na conferência final.
  3. C)Existe, no arquivo, cópias sem autenticação.
  4. D)Devem existir soluções menos onerosas.
  5. E)Tratam-se de providências preventivas.

P3inédita

Um aviso informa: ‘O atendimento presencial foi reduzido nesta semana; os serviços digitais continuam disponíveis’. Qual conclusão é autorizada pelo texto?

  1. A)Todos os serviços da instituição foram suspensos temporariamente nesta mesma semana.
  2. B)A redução do atendimento presencial não implica a interrupção dos serviços digitais.
  3. C)O atendimento presencial será encerrado de forma definitiva nas próximas semanas.
  4. D)Os serviços digitais foram ampliados para compensar o atendimento presencial.
  5. E)A mudança ocorreu por falta de servidores para atender ao público presencial.

1.2 O que cai

  • 1. Redação Oficial. Ortografia e acentuação. Emprego do sinal indicativo de crase. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Relação do texto com seu contexto histórico. Denotação e conotação. Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre: 1631 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026
  • 2. Intertextualidade. Figuras de linguagem. Morfossintaxe. Elementos estruturais e processos de formação de palavras. Sinonímia e antonímia. Pontuação. Pronomes. Concordância nominal e concordância verbal. Flexão nominal e flexão verbal. Vozes do verbo: 1314 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026
  • 3. Correlação de tempos e modos verbais. Regência nominal e regência verbal. Coordenação e subordinação. Conectivos. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas; organização e reorganização de orações e períodos; equivalência e transformação de estruturas): 957 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026

1.3 Teoria

Este capítulo cobre a parte da prova que mais separa candidatos: quem domina a norma e a leitura chega ao gabarito sem perder tempo. Estude o núcleo com calma e revise a gramática de frase nos blocos seguintes.

1.3.1 Redação oficial, ortografia, crase e interpretação de textos

Este é o núcleo da prova. Ele reúne a norma de redação oficial, a grafia vigente, o uso da crase e a leitura de textos. Quem domina estes pontos ganha segurança em quatro frentes ao mesmo tempo.

Redação oficial. O padrão dos documentos da administração está no Manual de Redação da Presidência da República. Ele pede clareza, concisão e impessoalidade: frase curta, sujeito explícito, linguagem direta, sem gíria e sem rodeios. O pronome de tratamento segue a hierarquia de quem recebe. Vossa Senhoria é o tratamento usual em correspondência com particulares; autoridades de hierarquia superior recebem Vossa Excelência. Revise o vocativo antes de fechar o documento.

Ortografia. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 está em vigor no Brasil desde 2009, promulgado pelo Decreto 6.583/2008. A dupla grafia foi tolerada até 31/12/2015, por prorrogação do Decreto 7.875/2012; desde 1º/1/2016 só a nova grafia é aceita. Por isso, a grafia antiga com acento ou trema é erro em prova atual. Os casos que mais aparecem nas provas são estes:

CasoComo ficaExemplo
Ditongo aberto em paroxítonasem acentoideia, joia, heroico
Hiato "oo"sem acentovoo, enjoo
Tremaeliminadolinguiça, frequente
Acento diferencial de "para" e "pelo"eliminadopara (verbo parar), pelo

Com prefixo, o hífen segue uma lógica simples. Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com vogal diferente: coautor, autoescola. Usa-se hífen quando a palavra começa com a mesma vogal que termina o prefixo: anti-inflamatório. Não tente decorar listas; aplique a lógica.

Atenção ao par por que, porque, porquê e por quê. Separado, por que aparece em pergunta ou em oração com sentido de pelo qual. Junto, porque é conjunção que explica ou dá causa. Porquê é substantivo e vem precedido de artigo ou determinante. Por quê fecha frase interrogativa.

Crase. A crase marca a fusão de duas letras a: a preposição que o verbo ou o nome exige, com o artigo feminino, ou com os demonstrativos a(s), aquele(s), aquela(s), aquilo. O teste é trocar a palavra feminina por uma masculina. Se aparecer ao, há crase. Em Encaminho o ofício à Ouvidoria, a troca por ao Setor confirma a fusão.

SituaçãoCrase?Exemplo
Preposição a diante de palavra femininasimRemeti o processo à Corregedoria.
Antes de verbonãoPassou a analisar os pedidos.
Antes de palavra masculinanãoAtendo a todos os servidores.
Antes de pronome pessoalnãoEntreguei a ela o relatório.

Locuções femininas recebem crase: à vista, às pressas, à tarde. Já a partir de nunca recebe crase, porque partir não é palavra feminina ali: escreva a partir de amanhã.

Interpretação. Leia o texto inteiro antes de responder à pergunta. Identifique quem fala, para quem, com que finalidade e em que época. Denotação é o sentido literal, o que o dicionário registra. Conotação é o sentido construído pelo contexto, com ironia, metáfora ou carga emocional. Em ofício e aviso, a palavra costuma ser denotativa. Em charge, editorial e propaganda, a conotação é a chave da resposta. O contexto histórico também pesa: palavras mudam de sentido com o tempo, e um texto antigo pede cuidado para não ser lido com o vocabulário de hoje.

Discurso direto, indireto e indireto livre. No discurso direto, a fala aparece com as palavras de quem falou, entre aspas ou travessão. No indireto, o narrador reconta a fala com verbo introdutório e a conjunção que. No indireto livre, a fala se mistura à narração, sem verbo introdutor e sem aspas. Na conversão do direto para o indireto, três ajustes são cobrados: pessoa verbal, tempo verbal e advérbios de tempo e lugar.

  • Presente vira pretérito imperfeito: Ele disse: "Estou pronto." vira Ele disse que estava pronto.
  • Futuro do presente vira futuro do pretérito: "Voltarei amanhã." vira disse que voltaria no dia seguinte.
  • Hoje vira naquele dia; aqui vira ali; amanhã vira no dia seguinte.

Exemplo resolvido

Assinale a alternativa em que a crase está empregada corretamente: (A) Compareça à partir das nove. (B) Ele respondeu à todos os ofícios. (C) Enviei o relatório à Coordenadoria. (D) Não se referiu à ela.

  1. Em C, o verbo enviar pede a (enviar algo a um destino) e Coordenadoria é feminina: à Coordenadoria. A troca por ao Setor confirma a fusão.
  2. Em A, a partir não recebe crase. Em B, todos é masculino, e o a do verbo fica sem crase.
  3. Em D, ela é pronome pessoal, que não admite crase: a ela.
  4. Resposta: C.

Comparação

Discurso direto e indireto

Discurso diretoDiscurso indireto
Reproduz a fala com as palavras originais.Relata a fala com as palavras do narrador.
Usa aspas ou travessão.Usa verbo introdutor e a conjunção que.
Mantém pessoa, tempo e advérbios de quem falou.Ajusta pessoa, tempo e advérbios.

Esquema

Passos para decidir a crase

  1. 1Identifique a preposição a exigida pelo termo

  2. 2Veja se a palavra seguinte é feminina

  3. 3Teste trocando por ao, com palavra masculina

  4. 4Se aparecer ao, use a crase: à

1.3.2 Figuras, morfossintaxe, pontuação, pronomes, concordância e vozes do verbo

Este bloco cobra o funcionamento da frase. Quase toda questão de morfossintaxe pede que você reconheça o termo, a classe da palavra ou a forma correta. Comece pela estrutura e aplique o detalhe depois.

Intertextualidade. Um texto dialoga com outro quando retoma, cita ou reescreve uma passagem anterior. Pode ser citação explícita, paráfrase (mesmo sentido com outras palavras) ou paródia (imitação com efeito crítico ou humorístico). Em prova, o ponto é identificar a relação entre os textos, não decorar nomes de autores.

Figuras de linguagem. A banca cobra as mais comuns. Reconheça a figura pela função que ela cumpre no texto:

FiguraIdeia centralExemplo de língua
Metáforacomparação sem conectivoO servidor é uma rocha
Metonímianome de uma coisa no lugar de outra associadao Estado decidiu
Eufemismosuavização de algo desagradávelfaleceu no lugar de morreu

Formação de palavras. Derivação prefixal acrescenta um prefixo (infeliz); derivação sufixal acrescenta um sufixo (educação); composição junta dois radicais (guarda-chuva); parassíntese acrescenta prefixo e sufixo ao mesmo tempo (entardecer). Sinonímia e antonímia se confirmam pelo contexto, não pela primeira palavra que parece igual.

Pontuação. A vírgula separa termos deslocados, vocativos e apostos. Ela não separa sujeito do verbo nem verbo do objeto direto. O ponto e vírgula organiza enumerações com itens longos. Os dois-pontos antecipam fala, explicação ou lista.

Pronomes. O pronome oblíquo átono (me, te, se, lhe, o, a) vai antes do verbo, na próclise, quando há palavra atrativa: não, que, nunca, já ou pronome relativo. Sem palavra atrativa, ele vai depois do verbo, na ênclise: Envie-o amanhã. Em ofício, a ordem certa evita o tom errado.

Concordância. Na concordância nominal, adjetivos, particípios e pronomes acompanham o substantivo. A palavra anexo concorda com o nome: seguem anexos os documentos. Em em anexo, a palavra fica invariável: em anexo seguem os documentos. Na concordância verbal, o verbo concorda com o sujeito. Com a maioria de seguido de plural, a banca aceita o verbo no plural pela ideia, a chamada concordância ideológica.

Vozes do verbo. A voz mostra a relação entre o sujeito e a ação. Na voz ativa, o sujeito pratica a ação. Na passiva analítica, o verbo ser seguido de particípio, com agente da passiva introduzido por por. Na passiva sintética, o pronome se acompanha verbo transitivo direto, que concorda com o sujeito paciente.

VozEstruturaExemplo
Ativasujeito pratica a açãoA equipe emitiu o parecer.
Passiva analíticaser + particípioO parecer foi emitido pela equipe.
Passiva sintéticapronome se + verboEmitiram-se os pareceres.

Na prática, troque a voz e confira se o sentido se mantém. Se a troca muda o sujeito de forma incoerente, a estrutura original estava correta.

Esquema

Vozes do verbo

Vozes do verbo

  • Voz ativa: sujeito pratica a ação

    Ex.: a equipe emitiu o parecer.

  • Passiva analítica: ser e particípio

    Agente da passiva vem com por.

  • Passiva sintética: pronome se e verbo

    Verbo concorda com o sujeito paciente.

1.3.3 Correlação de tempos, regência, coordenação, subordinação e conectivos

Este bloco organiza o período. A banca cobra três coisas: qual forma verbal usar em cada oração, qual preposição o verbo exige e como as orações se ligam entre si.

Correlação de tempos e modos. Cada oração pede um par de tempos. Na condicional iniciada por se, o pretérito imperfeito do subjuntivo pede o futuro do pretérito na oração principal. Com futuro do subjuntivo, a principal leva futuro do presente. Veja o quadro:

Oração com seOração principal
pretérito imperfeito do subjuntivofuturo do pretérito
futuro do subjuntivofuturo do presente

Exemplo de situação: Se houvesse vagas, o servidor seria remanejado. Quando a banca troca um tempo por outro, confira o par antes de aceitar a forma.

Regência. O verbo muda de regência conforme o sentido. Assistir com sentido de ver exige a: assistimos ao julgamento. Obedecer pede a. Preferir pede a na comparação: prefiro o digital ao impresso. Na dúvida, pergunte ao verbo o que ele exige: quem? o quê? a quê?

Coordenação e subordinação. Orações coordenadas não dependem uma da outra. As aditivas usam e e nem; as adversativas usam mas, porém, contudo; as alternativas usam ou; as explicativas usam que e porque; as conclusivas usam logo e portanto. Orações subordinadas dependem da principal e se classificam como causais, concessivas, condicionais, temporais e outras. O conectivo embora pede verbo no subjuntivo, enquanto apesar de pede infinitivo.

Conectivos e reescrita. Ao reescrever um período, mantenha o sentido e troque apenas a estrutura. Apesar de chover, saímos tem o mesmo sentido de Embora chovesse, saímos. A equivalência só vale se a relação lógica continuar a mesma: concessão continua concessão, causa continua causa.

O conectivo errado muda a leitura do ofício. Em O pedido foi indeferido, portanto a documentação foi juntada, a conclusão não decorre do fato. Em O pedido foi indeferido, mas a documentação foi juntada, o mas expressa a oposição pretendida. Antes de aceitar um conectivo, pergunte qual relação ele precisa expressar: oposição, conclusão, explicação ou condição.

Redação. Para confrontar frases, separe primeiro a oração principal. Depois, identifique o conectivo e confira a forma verbal. Por fim, teste a equivalência com outra estrutura. Uma frase pode estar gramaticalmente correta e ainda assim ter o conectivo errado para a relação que ela expressa.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · NAV BRASIL 2026

Observe a seguinte frase: “Navegar é necessário; viver, não.” Se, em lugar da pontuação (;), escrevêssemos uma conjunção, a forma adequada seria:

  1. A)Navegar é necessário, mas viver, não.
  2. B)Navegar é necessário embora viver, não.
  3. C)Navegar é necessário, logo viver, não.
  4. D)Navegar é necessário, pois viver, não.
  5. E)Navegar é mais necessário do que viver.

Resposta: A

Conceito: Conjunções coordenativas adversativas exprimem contraste entre orações ou ideias.

Raciocínio: A segunda parte contrasta a necessidade de navegar com a de viver, cujo predicado é elíptico (‘viver não é necessário’). ‘Mas’ conserva essa oposição e a elipse: ‘Navegar é necessário, mas viver, não’. Logo, a alternativa correta é a A.

Pegadinha: O ponto e vírgula separa ideias contrastantes; não o substitua por conectivo de causa ou conclusão.

Base: Conjunção coordenativa adversativa ‘mas’ e elipse verbal (gramática normativa).

Pegadinha de prova

Presente no verbo introdutor

Se o verbo introdutor está no presente, o tempo da fala não muda: Ele diz que está pronto mantém o presente. A banca testa essa diferença.

Atenção

Acento caiu com o Acordo

Grafias como idéia, jóia e vôo não são aceitas em prova atual. A forma correta é ideia, joia e voo.

Pegadinha de prova

Crase não é automática

Antes de verbo, de palavra masculina e de pronome pessoal não há crase. Em caso de dúvida entre a e à, teste trocando por ao.

1.4 Exemplo resolvido

Ao converter a fala para o discurso indireto, assinale a alternativa correta. Discurso direto: Ele disse: “Entregarei o parecer amanhã.” (A) Ele disse que entregaria o parecer amanhã. (B) Ele disse que entregará o parecer no dia seguinte. (C) Ele disse que entregaria o parecer no dia seguinte. (D) Ele disse que entregava o parecer no dia seguinte. (E) Ele disse para entregar o parecer no dia seguinte.

  1. O verbo introdutor disse está no passado; a fala original usa futuro do presente, entregarei.
  2. No discurso indireto, o futuro do presente vira futuro do pretérito: entregaria. Descartam-se B e E, que mantêm o tempo original ou mudam a estrutura.
  3. O advérbio amanhã é de tempo e precisa mudar para no dia seguinte. Descarta-se A.
  4. D troca o futuro por imperfeito, entregava, o que altera o tempo. Resposta: C.

Resposta: C) Ele disse que entregaria o parecer no dia seguinte.

1.5 Fixação

Questões inéditas.

F1inédita

Assinale a alternativa em que a vírgula está empregada para isolar um vocativo.

  1. A)O relatório, elaborado pela equipe técnica, foi aprovado ontem.
  2. B)Ao fim da longa reunião, a presidente leu a ata final.
  3. C)Senhores conselheiros, a sessão será retomada às 14 horas.
  4. D)A equipe analisou todos os dados, e publicou o parecer.
  5. E)O parecer, portanto foi encaminhado à diretoria geral.

F2inédita

Assinale a reescrita que mantém o sentido e a correção da frase ‘A comissão analisará os pedidos amanhã’ ao passá-la para o discurso indireto, com verbo introdutor no passado e com a correlação de tempos exigida pela norma-padrão: O assessor informou que...

  1. A)a comissão analisará todos os pedidos amanhã mesmo.
  2. B)a comissão analisaria os pedidos no dia seguinte.
  3. C)a comissão analisou os pedidos no dia seguinte.
  4. D)a comissão analisaria os pedidos no dia anterior.
  5. E)a comissão analisava os pedidos amanhã de manhã.

F3inédita

Assinale a frase correta segundo a regência verbal e o emprego do pronome relativo.

  1. A)Este é o setor que os técnicos confiam.
  2. B)A norma a que obedecemos foi atualizada.
  3. C)O cargo que ela aspirava ficou vago.
  4. D)A proposta onde discordamos foi retirada.
  5. E)A decisão de que dependemos dela será divulgada.

F4inédita

Assinale a alternativa em que há uma palavra formada por derivação parassintética.

  1. A)O relator fez uma releitura completa do documento.
  2. B)O dia amanheceu e a servidora chegou ao prédio.
  3. C)O parecer foi refeito integralmente após a revisão.
  4. D)A equipe destacou a utilidade do novo levantamento.
  5. E)O texto apresenta uma discordância pontual e clara.

F5inédita

A frase ‘Embora o sistema tenha sido atualizado, alguns usuários ainda relataram falhas’ pode ser reescrita, sem alteração essencial de sentido, como:

  1. A)Como o sistema foi atualizado, alguns usuários relataram falhas.
  2. B)O sistema foi atualizado, portanto alguns usuários deixaram de relatar falhas.
  3. C)O sistema foi atualizado, mas alguns usuários ainda relataram falhas.
  4. D)O sistema foi atualizado porque alguns usuários relataram falhas.
  5. E)O sistema foi atualizado, logo os usuários relataram falhas.

1.6 Questões oficiais da FGV e Cebraspe

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · PREF/MACAE/RJ 2026
Analise a utilização das vírgulas na frase a seguir. “A Medicina cria pessoas doentes, a Matemática, pessoas tristes, e a Teologia, pecadores.” O emprego da última vírgula desse texto se justifica pelo mesmo motivo da vírgula utilizada na seguinte opção:

  1. A)Apesar da falta de paciência, a cura está ligada ao tempo.
  1. B)O homem deve cuidar pouco da vida, mas muitíssimo da saúde.
  2. C)Preferi o hospital ao posto de saúde; os cidadãos, o posto de saúde ao hospital.
  3. D)Em geral, nove décimos de nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde.
  4. E)Não nego que a Medicina seja inútil para alguns homens, mas digo que ela é benéfica ao gênero humano.

Q2oficial · EBSERH 2026
Observe a conclusão de um texto sobre problemas médicos no Brasil. Os problemas médicos no Brasil são complexos e multifacetados, envolvendo questões de acesso, qualidade e estrutura do sistema de saúde. É fundamental que haja melhorias contínuas e investimentos para garantir um atendimento de saúde mais equitativo e eficaz para toda a população. A afirmativa correta sobre a estruturação ou a significação do texto acima é que

  1. A)os adjetivos “complexos” e “multifacetados” são redundantes, expressando a mesma realidade.
  1. B)a forma de gerúndio “envolvendo” poderia ser adequadamente substituída por “embora envolvam”.
  2. C)a conclusão desse texto faz um resumo dos aspectos certamente tratados anteriormente.
  3. D)o problema da automedicação está indiretamente tratado no corpo do texto de conclusão.
  4. E)apesar de ser um texto crítico, o autor não faz referência a providências que devem ser tomadas para resolver os problemas citados.

Q3oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Texto base: ATENÇÃO: O texto abaixo é o início de uma pequena narrativa de Stanislaw Ponte Preta. Use-o para responder às duas próximas questões. “Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco? A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal.”

Os segmentos abaixo, retirados da crônica de Stanislaw, tiveram termos substituídos por equivalentes. Assinale a frase em que essa substituição foi realizada de forma correta e conveniente.

  1. A)Todo dia ela passava pela fronteira / Periodicamente ela passava pela fronteira.
  2. B)O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho / O pessoal da Alfândega – tudo velho malandro.
  3. C)o fiscal mandou ela parar / mandou-a parar.
  4. D)com esse saco aí atrás / com este saco aí atrás.
  5. E)que ela adquirira no odontólogo / que ela adquiria no odontólogo.

Q4oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações). Cada uma das seguintes opções apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do primeiro parágrafo do texto CG1A1: “Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg”. Assinale a opção em que a reescrita proposta mantém a coerência e a correção gramatical do texto.

  1. A)Supomos que você esteja defronte das duas maletas idênticas, tendo uma 12 kg e outra, 13 kg
  1. B)Digamos que você esteja frente à duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg
  2. C)Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas que uma tem 12 kg e outra 13 kg
  3. D)Suponhamos que você esteja perante duas maletas idênticas — uma com 12 kg e outra com 13 kg
  4. E)Suponhamos que você esteja enfrente a duas maletas idênticas — uma com 12 kg, outra com 13 kg

Q5oficial · SEDUC/SP 2026
Os gêneros do discurso organizam a nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações. BAKHTIN, M. e VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004. De acordo com a passagem, a organização da linguagem por meio de gêneros do discurso contribui para um pensamento linguístico

  1. A)previsível.
  2. B)normativo.
  3. C)individual.
  4. D)espontâneo.
  5. E)subjetivo.

Q6oficial · TJ/MS 2026
Leia o fragmento a seguir, retirado do Livro dos Erros, organizado por Mário Goulart. “Marco Nanini devia entrar em cena como Lady Enid, dizendo: — Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos. Mas o ator entrou com um cabide pendurado no vestido. Então disse naturalmente: — Estamos sendo perseguidos por fantasmas, espíritos e cabides.”

Sobre a organização estrutural e a significação dos termos presentes no texto, assinale a afirmativa correta.

  1. A)Marco Nanini aparece sem qualquer identificação porque o autor do texto considera que os leitores não o identificarão, por já ser ator antigo.
  1. B)Lady Enid não vem acompanhada de um termo identificador porque se trata de personagem desconhecido, não sendo importante no texto.
  2. C)A conjunção “Mas”, sendo adversativa, tem a função de negar o que foi dito anteriormente – “Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos”.
  3. D)O termo “o ator” aparece como sinônimo do termo “Marco Nanini”, citado antes.
  4. E)O advérbio “naturalmente” valoriza o ator citado, por sua presença de espírito.

Q7oficial · PGE RN 26 2026
Texto base (CG1A1): A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção. O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico. No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade. É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA. Internet: <www.legale.com.br> (com adaptações).

Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada para o período “É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA.” (último parágrafo) é gramaticalmente correta e preserva os sentidos do texto CG1A1.

  1. A)O estabelecimento de políticas públicas que incentivem a inovação é crucial para que também delimitem o campo de atuação da IA.
  1. B)É crucial que se estabeleçam políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA.
  2. C)Incentivar a inovação e delimitar o campo de atuação da IA são cruciais para estabelecer políticas públicas.
  3. D)É crucial estabelecer políticas públicas que incentivam a inovação, mas delimitam também o campo de atuação da IA.
  4. E)Estabelecer políticas públicas é crucial para que incentivem a inovação, mas também para que delimitem o campo de atuação da IA.

Q8oficial · MP/ES 2026
Leia o fragmento a seguir. “Não viajo sem livros, nem na paz, nem na guerra... Pois não se pode dizer o quanto eu me repouso e demoro nessa consideração de que eles estão ao meu lado para dar-me prazer quando preciso e em reconhecer quanta ajuda eles me trazem à vida. É a melhor provisão que tenho encontrado para esta humana viagem e sinto uma pena extrema das pessoas inteligentes que deles se privam.” Sobre a significação ou a estruturação desse fragmento textual, assinale a afirmativa incorreta.

  1. A)Segundo o texto, a leitura é uma atividade que auxilia e dá prazer ao ser humano.
  1. B)Com a expressão “nem na paz, nem na guerra”, o autor quer indicar todas as circunstâncias da vida.
  2. C)Os livros são a melhor “provisão”, porque atendem ao que é previsto numa viagem.
  3. D)A expressão “humana viagem” corresponde à vida humana.
  4. E)O pronome “deles” se refere coesivamente aos livros.

1.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: A crase ocorre quando a preposição a se funde ao artigo feminino a.
Raciocínio: Encaminhar algo a alguém exige preposição; diretora vem com artigo. Retornar a algum lugar, aqui, ocorre com artigo antes de unidade. Logo, há crase nas duas lacunas.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Falta a crase antes de diretora, termo feminino determinado.
  • C: Falta a crase antes de unidade, que admite artigo no contexto.
  • D: Suprime as duas fusões de preposição e artigo.
  • E: Há é forma do verbo haver e não cabe como preposição de destino.
Pegadinha: A palavra feminina, sozinha, não basta; é preciso verificar a regência e o artigo.
Base: Norma-padrão: emprego do sinal indicativo de crase e regência verbal.
Questão irmã: O relatório foi enviado ___ chefia e depois levado ___ sala de reuniões. Gabarito: à chefia; à sala de reuniões.

P2inédita · pré-testeResposta: D

Conceito: O verbo existir concorda com o sujeito, mesmo quando ele aparece depois do verbo.
Raciocínio: O sujeito de existir é soluções, no plural. Na locução devem existir, o auxiliar também fica no plural.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Fazer indicando tempo decorrido é impessoal e fica no singular: faz três semanas.
  • B: Haver no sentido de existir é impessoal: houve divergências.
  • C: Cópias é sujeito plural; a forma correta seria existem.
  • E: Tratar-se de é construção impessoal: trata-se de providências.
Pegadinha: Sujeito posposto continua determinando a concordância verbal.
Base: Norma-padrão: concordância verbal; verbos impessoais haver e fazer.
Questão irmã: Complete: ‘Pode ___ documentos pendentes’. Gabarito: haver.

P3inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: Interpretar um texto exige distinguir a informação expressa de inferências sem apoio.
Raciocínio: O aviso restringe apenas o atendimento presencial e afirma que os serviços digitais continuam disponíveis; não declara encerramento, ampliação ou motivo.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Contradiz a informação de que os serviços digitais continuam disponíveis.
  • C: Transforma uma redução semanal em encerramento permanente.
  • D: Disponibilidade não significa ampliação.
  • E: O aviso não informa a causa da redução.
Pegadinha: Não acrescente causa, duração ou consequência que o trecho não apresenta.
Base: Compreensão e interpretação textual: identificação de informação explícita e inferência válida.
Questão irmã: Se o aviso dissesse que o serviço digital está indisponível, seria possível concluir que o presencial também parou? Gabarito: Não; o texto não estabelece essa relação.

F1inéditaResposta: C

Conceito: O vocativo, termo usado para chamar o interlocutor, deve ser separado por vírgula.
Raciocínio: ‘Senhores conselheiros’ é o chamamento dirigido aos presentes e está separado da oração por vírgula.
Por que as outras estão erradas:
  • A: As vírgulas isolam oração adjetiva explicativa reduzida, não vocativo.
  • B: A vírgula separa adjunto adverbial deslocado.
  • D: Com sujeito comum, a vírgula antes do ‘e’ não é usada entre as orações coordenadas aditivas: ‘analisou os dados e publicou o parecer’.
  • E: A expressão conclusiva portanto deve ficar entre vírgulas: ‘O parecer, portanto, foi...’.
Pegadinha: O vocativo não exerce função sintática dentro da oração.
Base: Norma-padrão: pontuação do vocativo e de expressões intercaladas.
Questão irmã: Pontue ‘Diretora aguarde a equipe’. Gabarito: Diretora, aguarde a equipe.

F2inéditaResposta: B

Conceito: No discurso indireto, a correlação temporal ajusta o futuro ao verbo introdutor no passado.
Raciocínio: Com informou, o futuro analisará passa a analisaria; amanhã, referido a partir do momento passado, passa a no dia seguinte.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Mantém o futuro e a referência temporal do discurso direto, sem a correlação exigida pela norma-padrão para verbo introdutor no passado.
  • C: Muda a ação futura para uma ação já concluída.
  • D: ‘No dia anterior’ altera incorretamente a referência temporal e contradiz a sequência futura original.
  • E: O imperfeito indica ação habitual ou em curso, não o futuro relatado; ‘amanhã’ também não se ajusta ao ponto de vista do passado.
Pegadinha: A mudança de pessoa e de tempo acompanha o ponto de vista do narrador.
Base: Norma-padrão: discurso direto e indireto; correlação de tempos verbais.
Questão irmã: Passe para o discurso indireto: ‘Ela disse: entregarei o documento amanhã’. Gabarito: Ela disse que entregaria o documento no dia seguinte.

F3inéditaResposta: B

Conceito: O pronome relativo deve vir acompanhado da preposição exigida pelo verbo que o rege.
Raciocínio: Obedecer rege a preposição a; por isso, a forma adequada é ‘a norma a que obedecemos’.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Confiar em exige preposição: ‘o setor em que os técnicos confiam’.
  • C: Aspirar, no sentido de desejar, rege a preposição a: ‘o cargo a que aspirava’.
  • D: Discordar rege de; além disso, onde deve retomar lugar: ‘a proposta de que discordamos’.
  • E: A construção duplica o complemento e não forma uma oração relativa correta.
Pegadinha: A preposição é determinada pelo verbo da oração relativa, não pelo substantivo antecedente.
Base: Norma-padrão: regência verbal de obedecer, confiar, aspirar e discordar.
Questão irmã: Complete: ‘O regulamento ___ nos referimos foi publicado’. Gabarito: a que.

F4inéditaResposta: B

Conceito: Na parassíntese, prefixo e sufixo são acrescentados simultaneamente à base.
Raciocínio: Amanheceu forma-se de a- + manhã + -ecer: prefixo e sufixo entram juntos na base ‘manhã’, e não existe o verbo ‘manhecer’ (só com o sufixo) que sirva de etapa intermediária. É o que caracteriza a parassíntese.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Releitura resulta de prefixação sobre leitura.
  • C: Refeito é formado por prefixação sobre feito.
  • D: Utilidade resulta de sufixação sobre útil.
  • E: Discordância é formada por sufixação sobre discordar/discordante, sem parassíntese.
Pegadinha: Releitura e refeito têm só prefixo, e utilidade, só sufixo. Há parassíntese quando prefixo e sufixo entram ao mesmo tempo e a palavra sem um deles não existe.
Base: Morfologia lexical: processos de formação de palavras, em especial derivação parassintética.
Questão irmã: Qual processo forma ‘entristecer’ a partir de triste? Gabarito: Derivação parassintética: en- + triste + -ecer.

F5inéditaResposta: C

Conceito: A conjunção embora introduz concessão, relação que pode ser expressa por mas.
Raciocínio: A oração concessiva reconhece a atualização, mas afirma que as falhas persistiram; a coordenação adversativa conserva esse contraste.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Como estabelece causa, não concessão.
  • B: Portanto indica conclusão e ainda nega a persistência das falhas.
  • D: Porque apresenta as falhas como causa da atualização.
  • E: Logo apresenta as falhas como consequência lógica da atualização.
Pegadinha: Identifique o valor semântico do conectivo antes de substituir a estrutura.
Base: Gramática normativa: oração subordinada concessiva e conjunção coordenativa adversativa.
Questão irmã: Substitua ‘Apesar de estar chovendo, a prova ocorreu’ por uma oração coordenada equivalente. Gabarito: Estava chovendo, mas a prova ocorreu.

Q1oficialResposta: C

Conceito: A vírgula pode marcar a elipse de um verbo já expresso ou facilmente recuperável no contexto.
Raciocínio: Na frase-base, a última vírgula sinaliza a omissão de ‘cria’: ‘e a Teologia [cria] pecadores’. Na alternativa C, também se omite o verbo ‘preferiram’: ‘os cidadãos [preferiram] o posto de saúde ao hospital’. A função da vírgula é a mesma nos dois casos. Logo, a alternativa correta é a C.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A separa uma oração adverbial concessiva anteposta, não marca verbo elíptico.
  • B: A alternativa B separa orações coordenadas pela conjunção ‘mas’; não há elipse indicada pela vírgula.
  • D: A alternativa D isola adjunto adverbial deslocado, ‘Em geral’.
  • E: A alternativa E separa orações coordenadas adversativas, não substitui um verbo omitido.
Pegadinha: A vírgula pode ter funções distintas; identifique se há termo verbal recuperável antes de escolher.
Base: Pontuação: vírgula que marca a elipse do verbo (norma-padrão).
Questão irmã: ‘Ana prefere chá; Rui, café.’ Qual função tem a vírgula após Rui? Gabarito: Marca a elipse do verbo ‘prefere’.

Fonte: PREF/MACAE/RJ 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q2oficialResposta: C

Conceito: Uma conclusão pode retomar, de forma sintética, os problemas desenvolvidos no texto e apontar encaminhamentos.
Raciocínio: A conclusão enumera acesso, qualidade e estrutura como dimensões dos problemas médicos, retomando de forma resumida o que o texto já desenvolveu, e fecha com melhorias contínuas e investimentos. Retomar o que foi tratado é a função de síntese própria de uma conclusão. Logo, a alternativa correta é a C.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A trata como redundantes adjetivos que têm sentidos relacionados, mas distintos: complexidade e multiplicidade de facetas.
  • B: A alternativa B introduz concessão com ‘embora’, alterando a relação explicativa/aditiva do gerúndio ‘envolvendo’.
  • D: A alternativa D atribui ao texto uma referência à automedicação, tema que não aparece no trecho.
  • E: A alternativa E contradiz o período final, que menciona melhorias contínuas e investimentos como providências.
Pegadinha: Observe o trecho completo: além de resumir dimensões do problema, ele explicitamente recomenda providências.
Base: Estrutura do texto dissertativo: função da conclusão (síntese e encaminhamento).
Questão irmã: Uma conclusão que retoma os eixos discutidos e recomenda investimento cumpre que função? Gabarito: Síntese e encaminhamento.

Fonte: EBSERH 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q3oficialResposta: C

Conceito: A colocação pronominal e a regência devem ser preservadas ao substituir uma construção por outra de sentido equivalente.
Raciocínio: Em ‘mandou ela parar’, o pronome ‘ela’ é sujeito do infinitivo ‘parar’; na norma-padrão, esse sujeito assume a forma oblíqua: ‘mandou-a parar’. A troca preserva a ideia de que o fiscal ordenou a parada. Logo, a alternativa correta é a C.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A troca ‘todo dia’ por ‘periodicamente’, que significa em intervalos regulares e não necessariamente diários.
  • B: A alternativa B altera a posição dos adjetivos e pode mudar o sentido: ‘malandro velho’ significa malandro experiente; ‘velho malandro’ pode indicar idade avançada.
  • D: A alternativa D troca demonstrativo de proximidade discursiva sem equivalência conveniente no contexto; ‘esse’ retoma o saco que está com a interlocutora, enquanto ‘este’ o apresenta como próximo do falante.
  • E: A alternativa E muda ‘adquirira’ (mais-que-perfeito, fato anterior) para ‘adquiria’ (imperfeito, ação habitual ou em curso), alterando a relação temporal.
Pegadinha: A equivalência não depende apenas de sentido aproximado: tempo verbal, referência pronominal e posição do adjetivo também importam.
Base: Stanislaw Ponte Preta, crônica da velhinha da lambreta; pronomes oblíquos átonos e tempos verbais (norma-padrão).
Questão irmã: Passe para registro formal: ‘O gerente mandou o funcionário esperar’. Gabarito: O gerente mandou-o esperar.

Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q4oficialResposta: D

Conceito: Uma reescrita adequada conserva o sentido e respeita regência, crase e estrutura sintática.
Raciocínio: ‘Suponhamos’ equivale ao convite hipotético ‘Digamos’; ‘perante’ significa diante de e rege complemento sem preposição adicional. O travessão introduz corretamente a explicação das duas maletas, mantendo a coerência e a gramática. A alternativa D é a única adequada.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A muda ‘duas maletas’ para ‘as duas maletas’, pressupondo referentes já identificados, e a construção ‘tendo uma 12 kg’ é pouco adequada em lugar da estrutura original.
  • B: A alternativa B emprega crase indevida antes do numeral ‘duas’, palavra que não vem precedida de artigo: não ocorre ‘à duas’.
  • C: A alternativa C usa ‘que’ sem uma estrutura relativa correta: ‘duas maletas idênticas que uma tem’ não estabelece relação sintática adequada.
  • E: A alternativa E escreve ‘enfrente a’ em lugar de ‘em frente a’ ou ‘diante de’; além disso, a construção não preserva com clareza a coordenação original.
Pegadinha: ‘Perante’ já contém a relação de diante de; não se acrescenta preposição nem se confunde ‘em frente’ com ‘enfrente’.
Base: Norma-padrão: regência de ‘perante’, uso da crase e estrutura de orações relativas.
Questão irmã: Reescreva ‘Ficou diante de duas opções’ com ‘perante’. Gabarito: Ficou perante duas opções.

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q5oficialResposta: A

Conceito: O conhecimento dos gêneros discursivos permite antecipar aspectos recorrentes de sua extensão e composição.
Raciocínio: A passagem afirma que, desde as primeiras palavras, o ouvinte pode pressentir o gênero, estimar a extensão, reconhecer a composição e prever o fim do discurso. Isso caracteriza previsibilidade, correspondente à alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B fala em pensamento normativo, isto é, submetido a regras prescritivas, noção que não é afirmada no trecho.
  • C: A alternativa C atribui a organização ao caráter individual, mas o texto enfatiza formas de gênero socialmente reconhecíveis.
  • D: A alternativa D sugere espontaneidade, enquanto a passagem destaca expectativas estruturais construídas pelo gênero.
  • E: A alternativa E trata de subjetividade, não da antecipação do gênero e da organização discursiva descritas.
Pegadinha: A palavra-chave está na possibilidade de ‘prever’ o fim e a estrutura do discurso.
Base: Interpretação de texto: gêneros do discurso e previsibilidade do gênero.
Questão irmã: Se um ouvinte reconhece rapidamente se escuta uma notícia ou uma receita, o que o gênero permite? Gabarito: Antecipar a forma e a organização discursiva.

Fonte: SEDUC/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q6oficialResposta: E

Conceito: O advérbio pode qualificar o modo como uma fala é produzida e contribuir para o efeito de sentido do texto.
Raciocínio: Depois do imprevisto do cabide, o ator inclui o objeto na própria fala sem se perturbar e transforma o acidente em parte da cena. O advérbio ‘naturalmente’ qualifica o modo como ele diz a frase: com desenvoltura, o que revela presença de espírito. Logo, a alternativa correta é a E.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A inventa uma justificativa para a ausência de identificação que não consta do fragmento.
  • B: A alternativa B também atribui ao texto uma avaliação de Lady Enid como desconhecida, sem suporte textual.
  • C: A alternativa C confunde adversidade com negação: ‘mas’ contrapõe o plano ao ocorrido, não torna falsa a fala anterior.
  • D: A alternativa D confunde coesão referencial com sinonímia: ‘o ator’ retoma ‘Marco Nanini’ por expressão nominal, mas não é sinônimo dele; além disso, a afirmação não trata do efeito do advérbio ‘naturalmente’.
Pegadinha: ‘Mas’ introduz contraste entre o que deveria ocorrer e o imprevisto; não apaga semanticamente a fala anterior.
Base: Interpretação de texto: valor semântico do advérbio e coesão referencial (Livro dos Erros, org. Mário Goulart).
Questão irmã: O ator improvisou com naturalidade depois de um erro de cena. Que qualidade a narrativa sugere? Gabarito: Presença de espírito e capacidade de improvisação.

Fonte: TJ/MS 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q7oficialResposta: B

Conceito: A reescrita preserva o sentido quando mantém a estrutura sintática e a relação de coordenação, mesmo com mudança de construção verbal.
Raciocínio: Em B, ‘é crucial que se estabeleçam políticas públicas’ mantém a avaliação de necessidade e o sujeito paciente plural concorda com ‘políticas públicas’. As duas orações relativas preservam os objetivos coordenados: incentivar a inovação e delimitar a atuação da IA. Portanto, B está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A deixa ambíguo o sujeito de ‘delimitem’: o infinitivo ‘estabelecimento’ não corresponde claramente às políticas no plural, produzindo construção defeituosa.
  • C: A alternativa C transforma os objetivos em sujeito de ‘são cruciais’ e afirma que eles servem para estabelecer políticas, invertendo a relação original.
  • D: A alternativa D usa ‘incentivam’ no indicativo, perdendo o valor de finalidade/objetivo expresso pelo subjuntivo ‘incentivem’.
  • E: A alternativa E faz com que ‘incentivem’ e ‘delimitem’ não tenham antecedente expresso claro e altera a articulação do período.
Pegadinha: A correção exige manter políticas públicas como sujeito das ações de incentivar e delimitar.
Base: Norma-padrão: concordância verbal, voz passiva sintética e modo subjuntivo em orações subordinadas adjetivas de finalidade/caracterização.
Questão irmã: Reescreva ‘É necessário aprovar medidas que protejam os dados’ com ‘que se’. Gabarito: É necessário que se aprovem medidas que protejam os dados.

Fonte: PGE RN 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q8oficialResposta: C

Conceito: A interpretação figurada reconhece metáforas e não deve atribuir ao texto um sentido literal que ele não sustenta.
Raciocínio: O fragmento chama a vida de ‘humana viagem’ e os livros de ‘provisão’ porque oferecem prazer e ajuda ao longo da existência. A justificativa literal de que atendem ao que se prevê numa viagem não corresponde à metáfora; por isso C é a incorreta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A é sustentada pela afirmação de que os livros dão prazer e ajudam o autor.
  • B: A alternativa B interpreta ‘nem na paz, nem na guerra’ como abrangência de diferentes circunstâncias, leitura compatível com a expressão.
  • D: A alternativa D reconhece a metáfora da viagem como representação da vida humana.
  • E: A alternativa E identifica corretamente a referência anafórica de ‘deles’ aos livros.
Pegadinha: ‘Provisão’ e ‘viagem’ são metáforas: a explicação não é sobre suprimentos de uma viagem literal.
Base: Interpretação de texto: linguagem figurada (as metáforas ‘viagem’ e ‘provisão’).
Questão irmã: No trecho ‘os livros são companheiros da jornada’, a jornada representa necessariamente uma viagem física? Gabarito: Não; é metáfora para a vida ou experiência humana.

Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Crase existe quando a preposição a encontra o artigo feminino a.
  • Antes de verbo, palavra masculina ou pronome pessoal, não há crase.
  • Pelo Acordo de 1990, não há acento em ideia, joia e voo.
  • Por que pergunta; porque explica; porquê é substantivo; por quê fecha pergunta.
  • No discurso indireto, mudam pessoa, tempo e advérbios de tempo e lugar.
  • No indireto livre não há verbo introdutor nem aspas.
  • Conotação depende do contexto; denotação é o sentido literal.
  • Embora pede subjuntivo; apesar de pede infinitivo.
  • Vozes: ativa, passiva analítica com ser e passiva sintética com se.
  • Na próclise, a palavra atrativa vem antes do pronome oblíquo.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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