Matéria 05
Administração Pública
O que o edital pede nesta matéria
- 11 Administração Pública do modelo racional-legal ao paradigma pós burocrático.
- 22 Políticas públicas. O ciclo das políticas públicas (construção de agenda, formulação da política, processo decisório, implementação e avaliação).
- 33 Processos participativos de gestão pública: conselhos de gestão, orçamento participativo, parceria entre governo e sociedade.
- 44 Planejamento nas organizações públicas. O ciclo do planejamento (análise do ambiente, objetivos estratégicos, missão, visão, valores).
- 55 Governo eletrônico. Transparência da administração pública. Controle social e cidadania. Accountability.
- 66 Gestão de Pessoas por Competências.
- 77 Mudanças institucionais. Conselhos, Organizações Sociais, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), agência reguladora, agência executiva, consórcios públicos.
- 88 Gestão por resultados na produção de serviços públicos.
- 99 Governabilidade e governança. 9.1 Intermediação de interesses (clientelismo, corporativismo e neocorporativismo). 9.2 Princípios de governança pública.
- 1010 As políticas públicas no Estado brasileiro contemporâneo. 10.1 Descentralização e democracia. 10.2 Participação, atores sociais e controle social. 10.3 Gestão local, cidadania e equidade social. 10.4 Corrupção e políticas públicas: fatores que influenciam a incidência de corrupção e fatores que promovem a qualidade das políticas públicas.
- 1111 O ciclo do planejamento em organizações (PDCA).
- 1212 Referencial Estratégico das Organizações. 12.1 Análise de ambiente interno e externo. 12.2 Ferramentas de análise de ambiente: análise SWOT, análise de cenários, matriz GUT. 12.3 Negócio, missão, visão de futuro, valores.
- 1313 Indicadores de desempenho. 13.1 Tipos de indicadores. 13.2 Variáveis componentes dos indicadores.
Administração Pública · Capítulo 9
Do modelo racional-legal ao paradigma pós-burocráticoPolíticas públicas e o ciclo de políticasProcessos participativos de gestão públicaPlanejamento nas organizações públicas e o ciclo do planejamento
Itens do edital:
- 1. 1 Administração Pública do modelo racional-legal ao paradigma pós burocrático.
- 2. 2 Políticas públicas. O ciclo das políticas públicas (construção de agenda, formulação da política, processo decisório, implementação e avaliação).
- 3. 3 Processos participativos de gestão pública: conselhos de gestão, orçamento participativo, parceria entre governo e sociedade.
- 4. 4 Planejamento nas organizações públicas. O ciclo do planejamento (análise do ambiente, objetivos estratégicos, missão, visão, valores).
9.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Uma secretaria substitui decisões baseadas em regras gerais e competências formalmente definidas por ordens pessoais do dirigente, que escolhe servidores conforme sua confiança e altera procedimentos caso a caso. Qual traço do modelo racional-legal está sendo abandonado?
- A)A impessoalidade e a atuação orientada por normas formais.
- B)A flexibilidade própria da administração gerencial.
- C)A participação popular na formulação das políticas.
- D)A avaliação de impacto das ações governamentais.
- E)A descentralização por meio de organizações sociais.
P2inédita
Após avaliar uma política de transporte, um governo decide ampliar o programa para outras regiões com base nos resultados e nos custos observados. No ciclo de políticas públicas, a decisão de ampliar é subsidiada pelas evidências produzidas na etapa de avaliação.
- A)Correta, pois a avaliação produz evidências para decidir pela continuidade, revisão ou expansão da política.
- B)Incorreta, pois a avaliação ocorre apenas antes da inclusão do problema na agenda.
- C)Incorreta, pois expansão é etapa exclusiva da formulação e não pode considerar resultados.
- D)Incorreta, pois avaliação se limita à execução administrativa, sem gerar informação para decisões.
- E)Incorreta, pois a política termina necessariamente antes de qualquer avaliação.
P3inédita
Durante a elaboração do planejamento estratégico, uma autarquia define como valores a imagem que pretende alcançar em dez anos e como visão os princípios que orientam atualmente a conduta de seus servidores. A equipe empregou corretamente esses conceitos.
- A)Sim: valores descrevem o futuro e visão expressa princípios de conduta.
- B)Não: visão representa o futuro desejado e valores expressam princípios orientadores.
- C)Sim: visão e valores são sinônimos no planejamento estratégico.
- D)Não: a imagem futura corresponde à missão e os princípios correspondem aos objetivos.
- E)Sim: valores descrevem metas mensuráveis e visão define a razão de existir.
9.2 O que cai
- 1. 1 Administração Pública do modelo racional-legal ao paradigma pós burocrático: 249 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
- 2. 2 Políticas públicas. O ciclo das políticas públicas (construção de agenda, formulação da política, processo decisório, implementação e avaliação): 323 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
- 3. 3 Processos participativos de gestão pública: conselhos de gestão, orçamento participativo, parceria entre governo e sociedade: 83 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
- 4. 4 Planejamento nas organizações públicas. O ciclo do planejamento (análise do ambiente, objetivos estratégicos, missão, visão, valores): 391 questões da FGV e Cebraspe, 2018–2026
9.3 Teoria
Na prova de Administração Pública do TCU, a FGV cobra a evolução do modelo de administração e a lógica do ciclo das políticas e do planejamento. Quem entende por que cada modelo surgiu consegue responder às questões que descrevem uma situação concreta de órgão público sem decorar listas soltas.
9.3.1 Do modelo racional-legal ao paradigma pós-burocrático
A administração pública brasileira passou por modelos sucessivos, e cada um responde a um problema do anterior.
O modelo patrimonialista confundia o público com o privado. O modelo burocrático, descrito por Max Weber como racional-legal, surgiu para separar o cargo da pessoa que o ocupa. O modelo pós-burocrático, ou gerencial, procura corrigir os excessos da burocracia sem abandonar a legalidade.
Características do modelo racional-legal. A burocracia se apoia em normas escritas, hierarquia clara, divisão do trabalho, impessoalidade e seleção técnica dos servidores. Essas características garantem previsibilidade e controle, e foram a resposta ao clientelismo.
O que muda no paradigma pós-burocrático. O foco passa do processo para o resultado. A gestão ganha flexibilidade, a participação de cidadãos e parceiros se amplia e o controle se desloca do cumprimento de cada etapa para a avaliação do desempenho. O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, de 1995, é o marco da reforma gerencial no Brasil.
| Aspecto | Racional-legal | Pós-burocrático |
|---|---|---|
| Foco | Procedimento correto | Resultado e valor público |
| Controle | Ex ante, pelo cumprimento de normas | Ex post, pela avaliação de desempenho |
| Gestão de pessoas | Carreira e cargo | Desempenho e competências |
Os princípios constitucionais. A Constituição de 1988, no caput do art. 37, estabelece que a administração pública direta e indireta obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A eficiência foi incluída pela Emenda Constitucional 19, de 1998. Esse ponto é cobrado porque mostra que o modelo brasileiro combina a legalidade burocrática com a orientação para resultados.
Por que a burocracia foi necessária. Antes de Weber, a nomeação e a promoção de funcionários dependiam de vínculos pessoais com quem governava. O resultado era a troca de servidores a cada mudança de governo e a falta de critério técnico nas decisões. A burocracia racional-legal atacou essa falha com regras gerais, aplicáveis a todos, e com a exigência de que a autoridade estivesse no cargo, e não na pessoa. Por isso, a impessoalidade e a seleção técnica são as características que a questão costuma usar para identificar o modelo.
Limites do modelo. O excesso de regras gerou a rigidez: procedimentos cumpridos sem produzir o efeito pretendido. Essa disfunção, o apego excessivo ao procedimento, é a crítica que motivou as reformas gerenciais. A reforma não nega a burocracia; ela corrige a rigidez com metas, flexibilidade de gestão e avaliação de desempenho.
Dimensões da burocracia de Weber. A banca pede para associar cada característica à sua ideia central. A regulamentação é o conjunto de normas e regulamentos escritos. A hierarquia de autoridade organiza os cargos em níveis, com subordinação. A comunicação formalizada faz a troca de informações por escrito e de forma documentada, o que gera registro e padronização. A competência profissional escolhe os ocupantes dos cargos pelo mérito técnico. A divisão do trabalho distribui as tarefas por especialização. A impessoalidade faz a regra valer para o cargo, e não para a pessoa. Os manuais agrupam essas características em listas de tamanhos diferentes; o que cai em prova é reconhecer a ideia de cada uma.
Limitações da departamentalização funcional. Agrupar as unidades por grandes funções (financeiro, jurídico, administrativo, tecnologia) dá ganho de especialização, mas traz três limitações que a banca cobra. A subobjetivação ocorre quando cada departamento passa a perseguir as próprias metas e perde de vista as da organização. A pressão sobre a cúpula aparece porque só a alta direção consegue integrar áreas que não se coordenam entre si. A terra de especialistas surge quando os servidores ficam muito especializados e deixam de enxergar o funcionamento do conjunto.
Fases da Nova Gestão Pública. A reforma gerencial é descrita em enfoques sucessivos. O gerencialismo puro busca reduzir custos e elevar a eficiência, com a lógica da empresa privada. O consumerism trata o cidadão como cliente e valoriza a escolha e a satisfação do usuário. A public service orientation recoloca o interesse público, a qualidade do serviço e a cidadania no centro. O patrimonialismo é anterior à burocracia, e o governo aberto trata de transparência e participação; nenhum dos dois é fase dessa tipologia.
Teoria da contingência. Não existe estrutura ideal para toda organização: a forma mais eficaz depende de variáveis como ambiente, tecnologia e pessoas. Burns e Stalker distinguem o modelo mecanicista, hierárquico e rígido, adequado a ambiente estável e tarefas rotineiras, e o modelo orgânico, flexível e descentralizado, adequado a ambiente instável e complexo. A teoria nega a superioridade universal de qualquer um dos dois, inclusive a da burocracia.
Exceções e pegadinhas.
- Pós-burocrático não significa ausência de regras. A legalidade permanece, e o que muda é a forma de controlar o cumprimento dos objetivos.
- Weber não descreveu a burocracia como defeito. Ele a apresentou como forma racional de organização, e os problemas, como o apego excessivo a normas, vieram depois.
- A eficiência não substitui a legalidade. Um ato eficiente e ilegal continua inválido.
Casos que mais caem. A banca descreve uma situação em que um órgão exige o cumprimento de procedimento sem avaliar o resultado, e pergunta qual modelo a prática representa (racional-legal). Outra questão descreve a adoção de metas e indicadores de desempenho e pergunta a orientação (pós-burocrática).
Erro típico do candidato. Achar que o modelo pós-burocrático elimina a hierarquia e a legalidade. Ele as mantém, mas altera o foco e o modo de controle.
Exemplo resolvido
A prática de avaliar servidores pelo número de procedimentos concluídos, sem considerar o efeito da ação pública, é característica de qual modelo? Resolução: o critério é o procedimento, e não o resultado; a prática se alinha ao modelo racional-legal, com foco no cumprimento de etapas. Resposta: racional-legal.
Base legal: CF/88, art. 37, caput; EC 19/1998; Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (1995)
Comparação
Racional-legal e pós-burocrático
| Racional-legal | Pós-burocrático |
|---|---|
| Foco no procedimento correto | Foco no resultado e no valor público |
| Controle pelo cumprimento de normas | Controle pela avaliação de desempenho |
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · AMAZUL 2026
Segundo Max Weber, a burocracia seria um modelo de organização fundamentada em seis dimensões, que assegurariam a constituição de uma organização convergindo-a para a máxima eficiência operacional. A dimensão em que a integralidade da troca de informações seria feita por meios escritos e documentados, denomina-se
- A)regulamentação.
- B)hierarquia de autoridade.
- C)comunicação formalizada.
- D)competência profissional.
- E)divisão do trabalho.
Resposta: C
Conceito: Modelo burocrático de Max Weber: a organização racional-legal se apoia em características como divisão do trabalho, autoridade hierárquica, regras escritas, competência técnica e comunicação formalizada.
Raciocínio: A questão quer a dimensão em que a troca de informações se faz por escrito e de forma documentada. Na burocracia weberiana, essa dimensão é a comunicação formalizada, que garante registro e padronização. Por isso a alternativa C é a resposta.
Pegadinha: A palavra 'documentada' aponta para a comunicação, mas a regulamentação também usa normas escritas. A questão pede a dimensão sobre a troca de informações, que é a comunicação formalizada.
Base: Modelo burocrático de Max Weber, dimensões da organização racional-legal (teoria da burocracia).
9.3.2 Políticas públicas e o ciclo de políticas
Política pública é o conjunto de decisões e ações do Estado para enfrentar um problema coletivo. O ciclo de políticas é a forma didática de descrever as etapas por onde passa uma política, desde o surgimento do problema até a sua avaliação. A banca cobra cada etapa e a sequência em que aparecem.
As cinco etapas do ciclo.
| Etapa | O que acontece | Pergunta-chave |
|---|---|---|
| Construção da agenda | O problema entra na pauta do governo | Por que isso é prioridade agora? |
| Formulação | Alternativas de solução são desenhadas | Qual é a melhor forma de resolver? |
| Processo decisório | Uma alternativa é escolhida e autorizada | Quem decide e com base em quê? |
| Implementação | A política é posta em prática | Quem executa e com quais recursos? |
| Avaliação | Resultados e impactos são medidos | A política atingiu o objetivo? |
Regra geral. As etapas são sequenciais no modelo didático, mas, na prática, se sobrepõem. A avaliação alimenta novas agendas, e a implementação costuma revelar problemas que levam à reformulação. A banca cobra a sequência canônica, e a questão deve ser respondida com essa ordem.
Por que a agenda vem antes. Muitos problemas existem sem chegar ao governo. A agenda é o conjunto de temas que as autoridades consideram prioritários no momento. Um problema pode ganhar a agenda por pressão da imprensa, por uma crise ou por mobilização social. A banca cobra essa etapa quando a questão pergunta por que um tema recebeu atenção, e a resposta é a entrada na pauta, e não a escolha da solução.
Por que a avaliação fecha o ciclo. Avaliar é comparar o que foi feito com o que se pretendia e com o problema original. A avaliação devolve informações que alimentam a reformulação da política e podem reabrir a agenda. Por isso, o ciclo é representado como circular em alguns textos, embora o modelo didático seja sequencial.
Tipos de avaliação. O momento e a função mudam o nome da avaliação. A avaliação formativa ocorre durante a implementação e serve para corrigir rumos e aperfeiçoar a política. A avaliação somativa vem depois da execução e subsidia a decisão de continuar, ampliar ou encerrar o programa. A avaliação de desenho examina a teoria do programa, isto é, se a lógica entre problema, ações e resultados esperados é consistente. Quem lê 'formativa' como 'formação' erra: a função é de melhoria durante a execução. A decisão de ampliar ou encerrar pertence ao processo decisório; a avaliação fornece as evidências em que ela se apoia.
Exceções que a banca cobra.
- A implementação pode alterar a política original. Essa distorção é chamada de desvio de implementação, e não significa que a etapa anterior falhou.
- A decisão nem sempre é técnica: ela envolve negociação política e disputa de interesses.
- A avaliação não é só a última etapa. Avaliações de processo acompanham a implementação, e avaliações de resultado vêm depois.
Casos que mais caem. A banca descreve uma situação em que a política foi escolhida, mas os recursos não chegaram à unidade executora, e pergunta a etapa afetada (implementação). Outra questão descreve a medição de resultados de um programa e pergunta a etapa (avaliação). O erro típico é confundir formulação com decisão.
Erro típico do candidato. Chamar de formulação tudo o que acontece antes da implementação. Formulação é o desenho das alternativas; a escolha entre elas é o processo decisório.
Exemplo resolvido
Uma prefeitura decide, após reunião com a comunidade, incluir a coleta seletiva no debate público, e só depois desenha três modelos de execução. Qual etapa do ciclo descreve o desenho dos três modelos?
- A inclusão do tema na pauta corresponde à construção da agenda.
- O desenho de alternativas de solução corresponde à formulação.
- A escolha de um dos três modelos seria o processo decisório, que ainda não ocorreu.
Resposta: formulação.
Esquema
Etapas do ciclo de políticas públicas
1Construção da agenda
O problema entra na pauta do governo
2Formulação
Alternativas de solução são desenhadas
3Processo decisório
Uma alternativa é escolhida e autorizada
4Implementação
A política é posta em prática
5Avaliação
Resultados e impactos são medidos
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026
No contexto das políticas públicas, a avaliação formativa é utilizada principalmente para
- A)subsidiar a tomada de decisão quanto à adoção ou à expansão de políticas públicas.
- B)apoiar a implementação ou o aperfeiçoamento de políticas públicas.
- C)analisar a teoria do programa, considerando-se sua consistência e lógica interna.
- D)avaliar de que forma a liderança e a estratégia influenciam os resultados das políticas públicas.
- E)comparar diferentes políticas públicas para identificar aquelas cujo retorno justifique sua execução.
Resposta: B
Conceito: Avaliação formativa: acompanha a política durante a implementação, para aperfeiçoá-la, e se distingue da avaliação somativa, que decide sobre continuidade.
Raciocínio: A avaliação formativa é feita durante a implementação, com a função de corrigir rumos e aperfeiçoar o programa. Por isso a alternativa B, que fala em apoiar a implementação ou o aperfeiçoamento, é a correta. A avaliação que decide expansão ou continuidade é a somativa.
Pegadinha: A palavra 'formativa' sugere formação, mas a função é de melhoria durante a implementação. Quem confunde com a avaliação que decide sobre a continuidade erra a alternativa A.
Base: Tipologias de avaliação de políticas públicas: avaliação formativa, somativa e de desenho.
9.3.3 Processos participativos de gestão pública
A participação social é um dos mecanismos que aproximam o Estado do cidadão. Ela pode ocorrer em órgãos colegiados, em processos de decisão orçamentária ou em parcerias entre governo e sociedade. A banca cobra a diferença entre esses instrumentos e o papel de cada um.
Conselhos de gestão. Conselhos são órgãos colegiados com representação do governo e da sociedade civil, e podem ser deliberativos ou consultivos. Um conselho deliberativo decide sobre a política; um consultivo apenas opina. A Constituição prevê a participação da comunidade na gestão de serviços de saúde, no art. 198, III, e a participação de trabalhadores e empregadores em órgãos colegiados, no art. 10.
Orçamento participativo. É um processo em que a população discute prioridades e decide parte dos investimentos. A banca cobra a diferença entre consultar e decidir: o orçamento participativo, quando há deliberação, dá à população poder sobre parcela da alocação, mas não substitui a competência legal do Executivo e do Legislativo na aprovação da lei orçamentária.
| Instrumento | Papel da sociedade | Limite |
|---|---|---|
| Conselho deliberativo | Decide sobre a política | Restrito à área de competência do conselho |
| Conselho consultivo | Opina | Não tem poder de decisão |
| Orçamento participativo | Define prioridades de investimento | Não altera a competência legal da lei orçamentária |
Cubo da democracia. Archon Fung propõe analisar um processo participativo em três dimensões. A primeira é quem participa: a acessibilidade, isto é, a abertura do processo a diferentes públicos. A segunda é como os participantes se comunicam e decidem: o tipo de interação. A terceira é qual o vínculo entre a discussão e a decisão final: o grau de influência. A banca troca as dimensões entre si: a acessibilidade não mede a transparência das decisões, e o grau de influência não conta votos.
Parceria entre governo e sociedade. A parceria pressupõe um instrumento formal, objetivos comuns e prestação de contas. A banca cobra a ideia de que a parceria não transfere ao parceiro privado o poder de decisão próprio do Estado.
Exceções e pegadinhas.
- Nem todo conselho é deliberativo. A questão que afirma que todo conselho decide sobre a política está errada.
- A participação não dispensa os controles de legalidade e de contas.
Casos que mais caem. A banca descreve um colegiado que apenas emite pareceres e pede o tipo (consultivo). Outra questão descreve uma consulta pública sobre prioridades de investimento e pergunta o instrumento (orçamento participativo).
Erro típico do candidato. Achar que participação social substitui a decisão legal. A participação influencia, e a decisão formal continua com quem a lei atribui.
Base legal: CF/88, art. 198, III; CF/88, art. 10
9.3.4 Planejamento nas organizações públicas e o ciclo do planejamento
O planejamento organiza a ação pública em torno de objetivos e define como alcançá-los. Nas organizações públicas, ele se apoia em um diagnóstico do ambiente e em um conjunto de decisões sobre missão, visão e valores. A banca cobra a ordem dessas etapas e a função de cada uma.
O ciclo do planejamento. O ciclo começa pela análise do ambiente, interno e externo, que identifica forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Em seguida, a organização revisa ou define sua missão, que diz o que ela faz e para quem; sua visão, que diz onde quer chegar; e seus valores, que orientam a conduta. Só então define os objetivos estratégicos, as estratégias e os planos de ação, e monitora os resultados para ajustar o plano.
| Etapa | Função | Resultado esperado |
|---|---|---|
| Análise do ambiente | Diagnosticar a situação | Forças, fraquezas, oportunidades e ameaças |
| Missão, visão e valores | Definir a razão de existir e o rumo | Declarações claras e compartilhadas |
| Objetivos estratégicos | Escolher o que priorizar | Objetivos mensuráveis e alinhados |
| Planos e monitoramento | Executar e corrigir | Indicadores e relatórios periódicos |
Regra geral. O planejamento parte do diagnóstico e não o contrário. Definir objetivos sem análise do ambiente produz metas que a organização não consegue cumprir ou que não respondem ao problema público.
Por que o diagnóstico vem primeiro. Um órgão público atua sob restrições de orçamento, de pessoal e de normas. Sem o diagnóstico, a missão e a visão ficam genéricas e os objetivos não se conectam aos recursos disponíveis. A análise do ambiente também identifica demandas da sociedade e de outros órgãos, que muitas vezes definem o que o planejamento precisa cobrir. Essa é a razão pela qual a banca trata a análise do ambiente como ponto de partida.
Monitoramento e revisão. O plano não termina com a aprovação. Indicadores acompanham a execução, e relatórios periódicos permitem corrigir rumos. Um plano que não é revisado vira documento sem efeito prático, e a banca cobra esse ponto quando a questão descreve um plano aprovado sem acompanhamento.
Filosofias de planejamento. A banca também cobra o estilo com que a organização planeja. O planejamento conservador busca resultados satisfatórios e preserva o que já existe. O otimizante procura o melhor resultado possível dentro das condições dadas. O adaptativo olha para as contingências e para o futuro, compatibiliza interesses e ajusta a organização às demandas do ambiente. O preventivo, que evita problemas já previstos, aparece como distrator do adaptativo: os dois olham adiante, mas só o adaptativo se ajusta a um ambiente em mudança.
Exceções e pegadinhas.
- Missão não é visão. A missão descreve a função presente; a visão descreve o futuro desejado.
- Valores orientam a conduta e não são metas. Não devem ser tratados como indicadores.
- O planejamento público deve ser coerente com o plano plurianual, que é instrumento de planejamento previsto na Constituição, no art. 165.
Casos que mais caem. A banca descreve uma organização que definiu objetivos antes de analisar o ambiente e pergunta qual etapa foi pulada (análise do ambiente). Outra questão apresenta uma frase sobre o que a organização pretende ser em dez anos e pergunta se é missão ou visão (visão).
Erro típico do candidato. Confundir o ciclo do planejamento com o ciclo de políticas. O primeiro organiza a ação de uma organização; o segundo descreve o percurso de uma política pública.
Exemplo resolvido
Um órgão que define sua visão e seus objetivos antes de qualquer diagnóstico do ambiente cumpre a sequência do ciclo do planejamento?
- A sequência do ciclo começa pela análise do ambiente, que é o diagnóstico.
- A visão e os objetivos vêm depois do diagnóstico, para que se apoiem na realidade da organização.
- Ao pular o diagnóstico, o órgão inverte a ordem e não cumpre o ciclo.
Resposta: não.
Base legal: CF/88, art. 165
Esquema
Sequência do ciclo do planejamento
1Análise do ambiente
Diagnóstico interno e externo
2Missão, visão e valores
Razão de existir, rumo e conduta
3Objetivos estratégicos
Prioridades mensuráveis
4Planos e monitoramento
Execução com correções periódicas
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · CPRM 2025
Durante uma reunião estratégica, a gerência apresentou um tipo de planejamento voltado para as contingências e para o futuro da organização, buscando compatibilizar interesses e ajustar-se às demandas ambientais e futuras. O tipo de filosofia de planejamento descrito é
- A)preventivo.
- B)otimizante.
- C)adaptativo.
- D)conservador.
- E)progressivo.
Resposta: C
Conceito: Filosofia de planejamento: o planejamento adaptativo se volta às contingências e ao futuro, ajustando a organização às demandas ambientais.
Raciocínio: O enunciado descreve um planejamento voltado às contingências e ao futuro, que busca ajustar a organização ao ambiente e compatibilizar interesses. Esse é o planejamento adaptativo, alternativa C.
Pegadinha: O preventivo também olha para o futuro, e a banca o usa como distrator. A diferença é que o preventivo evita problemas conhecidos, e o adaptativo se ajusta ao ambiente.
Base: Filosofias de planejamento nas organizações públicas (análise do ambiente e ciclo do planejamento).
Pegadinha de prova
Pós-burocrático não elimina regras
A legalidade continua. A mudança está no foco e no modo de controle. Alternativas que dizem que o modelo abandona as normas são erradas.
Atenção
Conselho consultivo não decide
Quando a questão descreve um colegiado que apenas opina, o tipo é consultivo, mesmo que sua participação seja relevante para a política.
Pegadinha de prova
Missão e visão
Missão diz o que a organização faz hoje; visão diz aonde ela quer chegar. A banca troca as duas para testar a leitura da frase.
9.4 Exemplo resolvido
Assinale a alternativa que descreve corretamente o paradigma pós-burocrático na administração pública. A) Abandona a legalidade em favor da autonomia dos gestores. B) Elimina a hierarquia e a divisão do trabalho entre os órgãos. C) Desloca o controle do cumprimento de etapas para a avaliação de resultados. D) Substitui a seleção técnica de servidores pela indicação política. E) Restringe a participação social às decisões de natureza financeira.
- O paradigma pós-burocrático mantém a legalidade e altera o foco do processo para o resultado.
- A alternativa A contraria a legalidade; a B elimina características que ele não abandona; a D contraria a seleção técnica característica do modelo racional-legal e não é traço pós-burocrático.
- A alternativa C descreve o deslocamento do controle, do procedimento para a avaliação de desempenho, que é a característica do modelo.
Resposta: C
9.5 Fixação
Questões inéditas.
F1inédita
Um conselho municipal de saúde reúne representantes do governo e da sociedade para acompanhar a execução das ações e contribuir para o controle social. Qual característica melhor descreve esse espaço participativo?
- A)É uma instância de participação e controle social que aproxima governo e sociedade na gestão da política.
- B)É órgão exclusivamente privado que substitui a secretaria na execução dos serviços.
- C)É mecanismo destinado apenas a aprovar o orçamento anual, sem acompanhar políticas.
- D)É etapa de avaliação interna vedada à participação de usuários.
- E)É forma de privatização que transfere a titularidade da política aos representantes sociais.
F2inédita
Uma equipe técnica desenha opções para enfrentar a evasão escolar e compara custos, público-alvo e viabilidade antes de recomendar uma alternativa ao governo. Essa atividade corresponde principalmente à formulação da política pública.
- A)Correta, pois formular envolve construir e analisar alternativas de intervenção.
- B)Incorreta, pois corresponde à avaliação de impactos de uma política já encerrada.
- C)Incorreta, pois formular significa apenas executar a alternativa escolhida.
- D)Incorreta, pois a definição do problema e a construção de alternativas ocorrem somente após a implementação.
- E)Correta apenas quando a equipe já tiver iniciado a prestação dos serviços.
F3inédita
Um órgão público mantém regras e controles formais, mas também mede a qualidade do serviço entregue ao cidadão e responsabiliza gestores pelos resultados. Essa combinação demonstra que a administração gerencial pode incorporar controles burocráticos sem se limitar ao controle de procedimentos.
- A)Correta: o paradigma gerencial enfatiza resultados e pode coexistir com controles formais necessários.
- B)Incorreta: o modelo gerencial elimina toda norma e controle administrativo.
- C)Incorreta: a mensuração de resultados é incompatível com a prestação de serviços públicos.
- D)Incorreta: resultados só podem ser medidos por órgãos privados.
- E)Correta apenas se o órgão deixar de prestar contas à sociedade.
F4inédita
Uma organização declara como missão 'ser reconhecida nacionalmente como referência em auditoria pública até 2032' e como visão 'proteger o interesse público por meio de avaliações independentes'. A primeira declaração está formulada como visão e a segunda como missão.
- A)Correta: a primeira projeta um estado futuro e a segunda expressa a finalidade institucional.
- B)Incorreta: a primeira é valor e a segunda é objetivo operacional.
- C)Incorreta: a primeira é missão porque contém uma data e a segunda é valor porque trata de interesse público.
- D)Correta apenas se missão e visão forem aprovadas por consulta popular.
- E)Incorreta: missão e visão devem descrever exclusivamente metas financeiras.
F5inédita
Na etapa de implementação de uma política de vacinação, gestores distribuem responsabilidades, organizam equipes, garantem insumos e coordenam a prestação nos municípios. Qual aspecto da implementação está em foco?
- A)A conversão das decisões em ações, com mobilização de recursos e coordenação dos executores.
- B)A inclusão inicial do problema na agenda governamental.
- C)A comparação ex post dos impactos para decidir se a política será encerrada.
- D)A seleção final entre alternativas antes de qualquer decisão governamental.
- E)A definição abstrata de objetivos estratégicos sem execução de atividades.
9.6 Questões oficiais da FGV e Cebraspe
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · ALE/RO 2026
Em determinado município, organizações da sociedade civil passaram a atuar em parceria com a prefeitura na oferta de atividades culturais em bairros periféricos. O poder público fornece apoio institucional e recursos, enquanto as associações locais contribuem com conhecimento do território e mobilização comunitária. Considerando a relação entre Estado e sociedade na formulação e execução de políticas públicas, é correto afirmar que
- A)a atuação das organizações da sociedade civil substitui o papel do Estado na definição e execução das políticas públicas.
- B)as políticas públicas são formuladas exclusivamente pelo Estado, cabendo à sociedade apenas o papel de beneficiária passiva.
- C)a cooperação entre Estado e sociedade pode ampliar a capacidade de implementação das políticas públicas.
- D)a participação da sociedade civil descaracteriza a política pública, transformando-a em ação privada.
- E)a interação entre Estado e sociedade ocorre apenas na etapa de avaliação das políticas públicas.
Q2oficial · MP/ES 2026
Uma autarquia federal organizou seus departamentos por grandes funções: financeiro, jurídico, administrativo e de tecnologia da informação. Com o tempo, os gestores de cada área passaram a priorizar exclusivamente as metas de seus departamentos, dificultando a coordenação entre as áreas. A alta direção viu-se sobrecarregada com a tarefa de integrar as ações departamentais, enquanto os servidores desenvolveram perfil altamente especializado, sem visão do funcionamento global da organização. A situação descrita é característica das limitações da departamentalização funcional, sendo correto afirmar que os problemas identificados correspondem, respectivamente, ao(à)
- A)enfoque introvertido, terra de especialistas e pressão sobre a cúpula.
- B)subobjetivação, enfoque introvertido e bitolamento das pessoas.
- C)bitolamento das pessoas, pressão sobre a cúpula e terra de especialistas.
- D)pressão sobre a cúpula, subobjetivação e terra de especialistas.
- E)subobjetivação, pressão sobre a cúpula e terra de especialistas.
Q3oficial · SEAD/SE 2025
Entre os processos participativos de gestão pública se destacam os conselhos gestores de políticas públicas nas três esferas de governo, as consultas e audiências públicas, iniciativas de ação popular e o orçamento participativo. Assinale a afirmativa correta acerca da implicação central da assimetria de informação para os processos participativos na gestão pública.
- A)A disponibilização irrestrita de dados públicos elimina a necessidade de mediação entre Estado e sociedade civil.
- B)A ausência de canais presenciais de participação inviabiliza qualquer forma de controle social.
- C)A assimetria de informação compromete a efetividade da participação social, dificultando o monitoramento e a avaliação das políticas públicas.
- D)A sociedade civil tende a preferir formas diretas de participação, independentemente da qualidade das informações disponibilizadas.
- E)A existência de plataformas digitais garante, por si só, a superação dos desafios de comunicação entre governo e população.
Q4oficial · ALE/AM 2025
Nas últimas décadas, a busca pela racionalização da Administração Pública tem servido de referência para diversas reformas no setor público, com propostas voltadas à simplificação das estruturas e à reconfiguração das práticas administrativas do Estado. Esse movimento, conhecido como Nova Gestão Pública (NGP), manifestou-se em diferentes contextos históricos, refletindo distintos enfoques conforme as necessidades de cada período. Com base nesse panorama, assinale a alternativa correta acerca das fases da Nova Gestão Pública:
- A)O Gerencialismo Puro focava essencialmente na redução de custos e no aumento da eficiência administrativa.
- B)O Consumerism focava essencialmente no fomento às práticas de transparência e controle social.
- C)O Public Service Orientation focava essencialmente no aumento da concorrência e na busca por resultados de mercado.
- D)O Patrimonialismo focava essencialmente em questões de equidade e justiça distributiva.
- E)O Governo Aberto focava essencialmente nas privatizações e desestatizações de serviços públicos.
Q5oficial · TCE/PE 2025
O cubo da democracia propõe uma análise tridimensional dos processos participativos, considerando variáveis que afetam o grau de democratização de uma prática participativa. Com base nesse modelo, assinale a afirmativa correta.
- A)A acessibilidade está relacionada a quem pode participar dos processos participativos.
- B)A acessibilidade se refere ao nível de transparência das decisões tomadas por autoridades públicas.
- C)O tipo de interação refere-se à força do vínculo entre o processo deliberativo e as decisões finais adotadas.
- D)O grau de influência mede o número de participantes que conseguem votar diretamente em processos participativos.
- E)O tipo de interação avalia o tempo de duração dos fóruns deliberativos, sendo determinante para o grau de inclusão social.
Q6oficial · NITTRANS 2025
A partir dos modelos propostos por Max Weber, como a burocracia racional-legal, estudiosos da administração passaram a investigar as condições sob as quais diferentes estruturas organizacionais são mais eficazes. Nesse contexto, a Teoria da Contingência afirma que a escolha entre modelos mecanicistas ou orgânicos deve considerar variáveis específicas de cada organização, como tecnologia, ambiente e recursos humanos. Com base nesse enfoque, é correto afirmar que:
- A)Estruturas burocráticas são mais eficazes que modelos flexíveis.
- B)O modelo orgânico é mais adequado a tarefas simples e ambientes com baixa complexidade.
- C)A melhor forma de organizar depende das condições específicas enfrentadas pela organização.
- D)Ambiente instável, tecnologia padronizada e equipes homogêneas exigem estrutura rígida e centralizada.
- E)O modelo mecanicista tende a ser preferível e produzir resultados superiores, pois garante maior eficiência técnica.
9.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: A
- B: A alternativa B aponta características gerenciais, mas não o elemento racional-legal abandonado na situação.
- C: A alternativa C trata de participação social, que não é descrita no caso.
- D: A alternativa D trata de avaliação de políticas, não de organização da autoridade administrativa.
- E: A alternativa E menciona formas de execução descentralizada ausentes do enunciado.
P2inédita · pré-testeResposta: A
- B: A alternativa B reduz a avaliação a um momento anterior à agenda, ignorando seu uso durante e após a implementação.
- C: A alternativa C exclui indevidamente o uso dos resultados na decisão de expandir.
- D: A alternativa D restringe avaliação a atividades operacionais e desconsidera seu papel analítico.
- E: A alternativa E trata o ciclo como sequência rígida e impede a avaliação que informa continuidade ou revisão.
P3inédita · pré-testeResposta: B
- A: A alternativa A repete a inversão entre visão e valores.
- C: A alternativa C apaga a diferença entre os componentes estratégicos.
- D: A alternativa D confunde a imagem futura com missão e os princípios com objetivos.
- E: A alternativa E confunde valores com metas e visão com missão.
F1inéditaResposta: A
- B: A alternativa B confunde participação e acompanhamento com substituição do órgão público executor.
- C: A alternativa C reduz indevidamente o conselho à aprovação orçamentária.
- D: A alternativa D exclui usuários e confunde controle social com avaliação interna fechada.
- E: A alternativa E confunde participação com transferência da titularidade da política.
F2inéditaResposta: A
- B: A alternativa B descreve uma avaliação posterior, não a construção de opções antes da decisão.
- C: A alternativa C confunde formulação com implementação.
- D: A alternativa D coloca incorretamente formulação depois da implementação.
- E: A alternativa E condiciona formulação ao início da execução, embora o desenho anteceda a implementação.
F3inéditaResposta: A
- B: A alternativa B transforma o foco em resultados em ausência total de regras, conclusão incorreta.
- C: A alternativa C nega a aplicação de avaliação de desempenho a serviços públicos.
- D: A alternativa D restringe sem fundamento a mensuração de resultados ao setor privado.
- E: A alternativa E apresenta falta de prestação de contas como requisito, contrariando transparência e responsabilização.
F4inéditaResposta: A
- B: A alternativa B confunde projeção futura com valor e finalidade com meta operacional.
- C: A alternativa C usa a presença de data como critério definidor e confunde missão com valor.
- D: A alternativa D cria requisito de aprovação popular que não define esses componentes estratégicos.
- E: A alternativa E restringe planejamento estratégico a metas financeiras, ignorando finalidade e direção institucional.
F5inéditaResposta: A
- B: A alternativa B descreve construção de agenda, anterior à decisão e execução.
- C: A alternativa C descreve avaliação de efeitos, não organização da execução.
- D: A alternativa D descreve processo decisório e escolha de alternativa.
- E: A alternativa E descreve planejamento abstrato e omite a execução operacional apresentada.
Q1oficialResposta: C
- A: Substituição do Estado pela sociedade civil contradiz a parceria descrita, em que o Estado mantém seu papel e fornece recursos.
- B: Formulação exclusiva pelo Estado e participação passiva da sociedade não correspondem à parceria descrita.
- D: Participação da sociedade civil não descaracteriza a política pública. Ao contrário, é um dos processos participativos previstos na gestão pública.
- E: Restringir a interação à etapa de avaliação não corresponde à parceria de implementação descrita no enunciado.
Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q2oficialResposta: E
- A: Enfoque introvertido descreve a visão voltada só para dentro do departamento, o que se aproxima do problema, mas a primeira limitação do enunciado é a subobjetivação.
- B: Bitolamento das pessoas descreve a visão restrita do indivíduo. A pressão sobre a cúpula é a segunda limitação descrita, e a alternativa a troca.
- C: Bitolamento, pressão sobre a cúpula e terra de especialistas trocam a primeira limitação, que é a subobjetivação.
- D: Pressão sobre a cúpula, subobjetivação e terra de especialistas invertem a ordem das duas primeiras limitações.
Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q3oficialResposta: C
- A: Dados públicos irrestritos não eliminam a mediação. A afirmação é absoluta e não corresponde à relação descrita.
- B: A ausência de canais presenciais não inviabiliza todo controle social. Há outras formas de participação, como as consultas e os canais digitais.
- D: A preferência por participação direta não é o ponto central da assimetria. Afirma algo sem relação com o efeito da informação desigual.
- E: Plataformas digitais não garantem por si só a superação de desafios de comunicação. A alternativa é absoluta e falsa.
Fonte: SEAD/SE 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
Q4oficialResposta: A
- B: O consumerismo foca na escolha e na satisfação do cidadão como cliente. Não é focado em transparência e controle social.
- C: A orientação ao serviço público foca na qualidade do atendimento e no interesse público. Não é focada em concorrência de mercado.
- D: O patrimonialismo é o modelo anterior à burocracia, marcado pela confusão entre público e privado. Não é fase da Nova Gestão Pública.
- E: O governo aberto foca na transparência, na participação e nos dados abertos. Não é focado em privatizações.
Fonte: ALE/AM 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
Q5oficialResposta: A
- B: Transparência das decisões não é a dimensão de acessibilidade. Ela se relaciona com a influência e a publicidade das decisões.
- C: A força do vínculo com as decisões finais é o grau de influência, e não o tipo de interação.
- D: Contar participantes que votam não define o grau de influência. A influência se refere ao vínculo entre a participação e a decisão.
- E: O tempo de duração dos fóruns não é a dimensão de tipo de interação. A interação diz respeito a como se comunica e delibera.
Fonte: TCE/PE 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
Q6oficialResposta: C
- A: Afirma que a burocracia é sempre mais eficaz. A teoria da contingência rejeita a eficácia universal de um modelo.
- B: Associa o modelo orgânico a tarefas simples. A teoria associa o modelo orgânico a ambientes complexos e instáveis, e o mecanicista às tarefas simples.
- D: Afirma que ambiente instável exige estrutura rígida. Na contingência, ambiente instável pede estrutura flexível e orgânica.
- E: Afirma que o mecanicista é sempre superior. A teoria nega a superioridade universal de um modelo.
Fonte: NITTRANS 2025 — prova em conhecimento.fgv.br
9.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- Racional-legal: normas escritas, hierarquia, impessoalidade e seleção técnica.
- Pós-burocrático: foco no resultado, controle pela avaliação e participação ampliada.
- CF/88, art. 37, caput: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
- Ciclo de políticas: agenda, formulação, processo decisório, implementação e avaliação.
- Formulação desenha alternativas; processo decisório escolhe uma delas.
- Conselho deliberativo decide; consultivo apenas opina.
- Orçamento participativo influencia prioridades, mas não substitui a lei orçamentária.
- Ciclo do planejamento começa pela análise do ambiente, e não pelos objetivos.
- Missão diz o que a organização faz; visão diz aonde quer chegar; valores orientam a conduta.
Mapa de revisão
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