Matéria 01
Língua Portuguesa e Raciocínio Analítico
O que o edital pede nesta matéria
- 1Redação Oficial. Ortografia e acentuação. Emprego do sinal indicativo de crase. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Relação do texto com seu contexto histórico. Denotação e conotação. Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre. Intertextualidade. Figuras de linguagem. Morfossintaxe. Elementos estruturais e processos de formação de palavras . Sinonímia e antonímia. Pontuação.
- 2Pronomes. Concordância nominal e concordância verbal. Flexão nominal e flexão verbal. Vozes do verbo. Correlação de tempos e modos verbais. Regência nominal e regência verbal. Coordenação e subordinação. Conectivos. Coesão e coerência. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas; organização e reorganização de orações e períodos; equivalência e transformação de estruturas).
- 3Raciocínio analítico e argumentação. Uso do senso crítico na argumentação. Tipos de argumentos: falaciosos e apelativos. Comunicação eficiente de argumentos.
Língua Portuguesa e Raciocínio Analítico · Capítulo 1
Leitura, sentidos e estrutura da línguaMorfossintaxe, concordância e relações entre oraçõesRaciocínio analítico e argumentação
Itens do edital:
- 1. Redação Oficial. Ortografia e acentuação. Emprego do sinal indicativo de crase. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Relação do texto com seu contexto histórico. Denotação e conotação. Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre. Intertextualidade. Figuras de linguagem. Morfossintaxe. Elementos estruturais e processos de formação de palavras . Sinonímia e antonímia. Pontuação.
- 2. Pronomes. Concordância nominal e concordância verbal. Flexão nominal e flexão verbal. Vozes do verbo. Correlação de tempos e modos verbais. Regência nominal e regência verbal. Coordenação e subordinação. Conectivos. Coesão e coerência. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas; organização e reorganização de orações e períodos; equivalência e transformação de estruturas).
- 3. Raciocínio analítico e argumentação. Uso do senso crítico na argumentação. Tipos de argumentos: falaciosos e apelativos. Comunicação eficiente de argumentos.
1.1 Pré-teste
Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.
P1inédita
Ao revisar um comunicado, a servidora escreveu: “A equipe encaminhou o relatório à diretoria após a reunião.” Considerando a regência e o emprego do artigo, o acento indicativo de crase em “à diretoria” justifica-se porque o verbo “encaminhar”, nesse contexto, exige preposição e o substantivo admite artigo feminino.
- A)A crase é obrigatória porque todo substantivo feminino recebe artigo e, por isso, exige o acento grave depois de qualquer verbo transitivo.
- B)A crase é facultativa porque o verbo encaminhar pode ser usado sem complemento e a preposição pode ser retirada em qualquer contexto.
- C)A crase é proibida porque diretoria designa um órgão e nomes de instituições nunca admitem artigo feminino.
- D)A crase ocorre pela fusão da preposição exigida pelo verbo com o artigo feminino que acompanha diretoria.
- E)A crase ocorre porque a palavra diretoria está no singular e todo substantivo feminino singular deve ser precedido por à.
P2inédita
Em uma ata, lê-se: “Havia duas propostas sobre a mesa quando a comissão iniciou a análise.” Assinale a alternativa que explica adequadamente a forma verbal destacada.
- A)O verbo haver, com sentido de existir, é impessoal e permanece na terceira pessoa do singular, ainda que seu complemento esteja no plural.
- B)O verbo haver concorda com propostas por essa palavra funcionar como sujeito simples posposto ao verbo na oração.
- C)O verbo haver concorda com comissão, pois esse substantivo é o núcleo do sujeito da oração e vem depois do verbo.
- D)O verbo haver está no singular porque duas propostas é objeto indireto regido obrigatoriamente pela preposição a.
- E)O verbo haver pode ficar no plural ou no singular, sem mudança de sentido, quando aparece antes de um termo plural.
P3inédita
Em uma reunião, alguém argumenta: “Ou aprovamos integralmente este plano hoje, ou a instituição ficará sem qualquer serviço no próximo mês.” Qual é o principal problema argumentativo dessa afirmação, se há outras propostas possíveis que não foram consideradas?
- A)Apelo à autoridade: a conclusão é apresentada como verdadeira apenas porque uma pessoa reconhecida a defende.
- B)Generalização apressada: uma conclusão ampla é extraída de uma amostra pequena e insuficiente de casos.
- C)Falso dilema: a fala reduz as possibilidades a duas alternativas e ignora opções intermediárias ou diferentes.
- D)Ataque pessoal: a fala tenta invalidar a proposta criticando as características pessoais de quem a apresentou.
- E)Raciocínio circular: a conclusão é usada como premissa e reaparece sem prova em outras palavras.
1.2 O que cai
- 1. Redação Oficial. Ortografia e acentuação. Emprego do sinal indicativo de crase. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Relação do texto com seu contexto histórico. Denotação e conotação. Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre. Intertextualidade. Figuras de linguagem. Morfossintaxe. Elementos estruturais e processos de formação de palavras . Sinonímia e antonímia. Pontuação: 1846 questões da banca, 2020–2026
- 2. Pronomes. Concordância nominal e concordância verbal. Flexão nominal e flexão verbal. Vozes do verbo. Correlação de tempos e modos verbais. Regência nominal e regência verbal. Coordenação e subordinação. Conectivos. Coesão e coerência. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas; organização e reorganização de orações e períodos; equivalência e transformação de estruturas): 1686 questões da banca, 2020–2026
- 3. Raciocínio analítico e argumentação. Uso do senso crítico na argumentação. Tipos de argumentos: falaciosos e apelativos. Comunicação eficiente de argumentos: 409 questões da banca, 2021–2026
1.3 Teoria
A prova exige leitura precisa de textos, domínio da norma-padrão e avaliação crítica de argumentos. O candidato ganha pontos ao separar sentido, estrutura e intenção comunicativa.
1.3.1 Leitura, sentidos e estrutura da língua
Interpretar é construir sentido com base no texto e no contexto, não substituir as palavras por opiniões pessoais.
Primeiro identifique o tema; depois localize a tese, os argumentos, as relações entre parágrafos e as marcas de posicionamento. O contexto histórico ajuda a compreender referências, valores e alusões, mas não autoriza atribuir ao texto uma ideia que ele não sustenta.
A denotação apresenta o sentido usual e direto. A conotação explora sentidos figurados, afetivos ou avaliativos. Uma metáfora aproxima ideias sem conectivo comparativo; a metonímia substitui um termo por outro relacionado. Ironia pode dizer literalmente o contrário do que se pretende, mas depende de pistas contextuais. Em questão objetiva, confirme a figura pelos efeitos produzidos, não por uma palavra isolada.
| Recurso | Como reconhecer | Efeito comum |
|---|---|---|
| Denotação | Sentido direto | Informação objetiva |
| Conotação | Sentido associado | Avaliação ou imagem |
| Metáfora | Aproximação implícita | Cria imagem |
| Ironia | Contraste entre fala e intenção | Crítica ou humor |
Intertextualidade ocorre quando um texto retoma outro texto, gênero ou discurso. A retomada pode ser explícita, por citação, ou indireta, por alusão, paródia e transformação de uma fórmula conhecida. Discurso direto reproduz fala com marcas como aspas ou travessão. No indireto, o narrador integra a fala à própria frase, ajustando pessoa, tempo e referências. O discurso indireto livre mistura a voz do narrador com a perspectiva da personagem, sem introdutor obrigatório.
A morfologia observa a estrutura e a formação das palavras. Na derivação sufixal, acrescenta-se sufixo a uma base; na prefixal, acrescenta-se prefixo. Na parassíntese, prefixo e sufixo entram conjuntamente, e a retirada de qualquer um deles impede a forma correspondente no sentido relevante. Na composição, duas bases formam uma palavra: justaposição preserva, em geral, a forma dos elementos; aglutinação envolve alteração fonética. Verifique a palavra-base e o processo, sem confundir terminação semelhante com sufixo.
A pontuação organiza relações sintáticas e efeitos de sentido. A vírgula separa elementos de mesma função e marca certos termos deslocados ou explicativos; não separa sujeito e predicado nem verbo e complemento apenas porque há pausa na fala. Dois-pontos podem introduzir explicação, enumeração ou fala. Ponto e vírgula separa segmentos coordenados mais extensos. Aspas podem assinalar citação, ironia ou uso especial. A acentuação e a ortografia devem ser avaliadas pela forma atual da palavra; não deduza grafia apenas pela pronúncia.
Na redação oficial, priorize clareza, concisão, impessoalidade e padrão formal. Clareza não significa empobrecer o conteúdo: significa explicitar agente, providência e prazo quando necessários. Evite ambiguidades, excesso de adjetivos, regionalismos e fórmulas vazias. A crase resulta da fusão de preposição a com artigo ou pronome iniciado por a; teste a regência e a possibilidade do artigo, em vez de marcar o sinal apenas porque aparece uma palavra feminina.
Exemplo resolvido
Em despacho, lê-se: “O setor informou que o documento estava pronto, mas ainda não o encaminhou.” Qual conclusão respeita o trecho? 1. Localize a oposição introduzida por mas. 2. Separe informação de disponibilidade da ação de encaminhar. 3. Conclua que o documento estava pronto, porém não havia sido encaminhado.
Esquema
Construção de sentido
Leitura
Tema e tese
Identificar o assunto e o posicionamento
Pistas textuais
Relacionar argumentos e conectivos
Contexto
Esclarece referências sem autorizar invenção
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · PREF/SALVADOR/BA 2026
Leia a estrofe-refrão da canção “Mama África”, escrita por Chico César em 1995. Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que fazer mamadeira Todo dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia https://www.letras.mus.br/chico-cesar/45197/ Na caracterização da personagem, os substantivos "mamadeira" e "empacotadeira" são empregados para descrever aspectos de sua rotina. Em relação à formação de palavras, ambos resultam do processo de
- A)composição por justaposição.
- B)derivação prefixal.
- C)derivação parassintética.
- D)derivação sufixal.
- E)derivação regressiva.
Resposta: D
Conceito: A derivação sufixal forma palavra nova mediante acréscimo de sufixo a uma base.
Raciocínio: “Mamadeira” deriva de “mamar”/“mam-” com sufixo formador de substantivo; “empacotadeira” deriva de “empacotar” com sufixo “-deira”. Em ambas há sufixação, alternativa D.
Pegadinha: Identifique o elemento acrescentado ao final da base; não há composição de palavras independentes.
Base: Morfologia: processos de formação de palavras, derivação sufixal.
1.3.2 Morfossintaxe, concordância e relações entre orações
Na análise sintática, encontre primeiro o verbo e pergunte quem pratica ou sofre o processo.
O sujeito pode estar oculto ou posposto; não confunda o termo mais próximo com o núcleo do sujeito. O objeto completa verbo transitivo; o complemento nominal completa nome; o adjunto acrescenta circunstância ou caracterização. A função depende da relação na oração, não só da classe gramatical.
| Construção | Regra prática | Atenção |
|---|---|---|
| Sujeito simples | Verbo concorda com o núcleo | Ignore termos intercalados |
| Sujeito composto anteposto | Verbo normalmente no plural | Identifique todos os núcleos |
| Haver impessoal | Fica no singular | Sentido de existir |
| Fazer impessoal | Fica no singular | Tempo decorrido |
Na concordância verbal, o verbo concorda com o núcleo do sujeito. Em expressões partitivas, a concordância pode variar conforme a construção e o destaque dado ao conjunto ou aos indivíduos; leia a frase inteira. O verbo haver, com sentido de existir ou indicando tempo decorrido, é impessoal e fica na terceira pessoa do singular. O verbo existir concorda com o sujeito. Com se, diferencie passiva sintética, em que o verbo concorda com o sujeito paciente, de índice de indeterminação do sujeito, que exige verbo na terceira pessoa do singular.
A concordância nominal acompanha o núcleo: adjetivos, artigos e pronomes ajustam-se em gênero e número conforme a construção. Em expressões como é proibido, observe se há determinante antes do substantivo: a presença de artigo pode tornar necessária a flexão. Não aplique uma regra mecânica sem identificar a estrutura.
Regência é a relação entre um termo e seu complemento. A preposição pode mudar o sentido do verbo: assistir ao julgamento significa presenciar; assistir o servidor pode significar prestar auxílio. Em prova, a banca costuma trocar a preposição ou deslocar um pronome, criando frase que parece natural na fala, mas não se ajusta ao padrão formal pedido. Na crase, verifique simultaneamente a regência e o artigo; a troca por termo masculino ajuda a testar a presença de a + a.
Pronomes retomam ou antecipam referentes e estabelecem coesão. Colocação pronominal depende de fatores sintáticos: palavras negativas, certos advérbios e conectivos subordinativos favorecem a próclise. Em início de oração formal, a ênclise é frequente. Não use a posição do pronome como questão de eufonia apenas; identifique o elemento que atrai ou impede determinada colocação. Pronomes relativos também exigem atenção à regência: a preposição requerida pelo verbo pode vir antes do relativo.
Orações coordenadas têm relação de independência sintática; as subordinadas exercem função em outra oração ou completam um termo. Conectivos exprimem adição, oposição, causa, consequência, condição, concessão ou finalidade. A conjunção mas introduz contraste; embora introduz concessão; portanto pode introduzir conclusão. A substituição de conectivo só preserva a correção se mantiver a relação lógica. Correlação verbal também importa: condição hipotética e consequência devem manter tempos e modos compatíveis.
Na transformação de frases, preserve agente, tempo, modalidade e escopo da negação. A voz passiva destaca o paciente; a ativa destaca o agente. Nem toda oração ativa tem passiva correspondente: verbos intransitivos e construções sem objeto direto não admitem a transformação regular. Ao reorganizar períodos, confira se o pronome continua ligado ao referente correto e se a pontuação reflete a nova estrutura.
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · NAV BRASIL 2026
Assinale a frase em que o verbo fazer tem a função de substituir toda uma oração anterior.
- A)Um livro pode constituir uma obra, vinte podem não fazê-lo.
- B)Perdoai-os, Senhor: eles não sabem o que fazem.
- C)Todos fazemos o que está a nosso alcance: essa é a lei da solidariedade humana.
- D)Todos os professores procuram ensinar enquanto outros fazem brinquedos.
- E)Procurei fazer o bem sem olhar a quem.
Resposta: A
Conceito: O verbo fazer pode funcionar como verbo vicário, retomando uma oração ou ação já expressa.
Raciocínio: Em “constituir uma obra”, a oração anterior fornece o conteúdo retomado por “fazê-lo”: vinte livros podem não constituir uma obra. O pronome “o” retoma essa predicação; A é a resposta.
Pegadinha: O simples uso de fazer não basta: é preciso que retome uma oração anterior.
Base: Morfossintaxe: verbo vicário e coesão referencial.
1.3.3 Raciocínio analítico e argumentação
Um argumento combina razões e uma conclusão. Para avaliá-lo, identifique a tese, as premissas e a ligação entre elas. Uma premissa verdadeira não garante conclusão válida se a inferência não decorrer dela. Também pode haver inferência válida com premissas falsas; validade lógica e verdade factual são avaliações distintas.
| Elemento | Pergunta de controle |
|---|---|
| Tese | O que se pretende defender? |
| Premissa | Que razão sustenta a tese? |
| Evidência | Como a razão é apoiada? |
| Inferência | A conclusão decorre das razões? |
A generalização apressada parte de poucos casos e conclui sobre um grupo inteiro. O falso dilema apresenta duas opções como únicas, embora existam alternativas. O argumento ad hominem ataca a pessoa em vez de responder à tese. A falsa causa presume causalidade por sucessão ou coincidência. O apelo à popularidade trata adesão coletiva como prova; o apelo à autoridade usa prestígio sem verificar pertinência e competência. Nem toda referência a especialista é falaciosa: torna-se fraca quando substitui evidência adequada ou extrapola a área de conhecimento.
Argumentos apelativos procuram influenciar por medo, piedade ou prestígio, sem demonstrar a conclusão. Isso não significa que emoção seja sempre ilegítima: em comunicação pública, o problema é usar emoção como substituto da justificativa. Para contestar, formule a tese adversária com fidelidade, examine suas premissas e apresente evidência pertinente. Evite atacar a intenção do interlocutor quando a questão é a validade do raciocínio.
A comunicação eficiente de argumentos ordena a conclusão e as razões, define termos importantes e explicita pressupostos. No trabalho judiciário, uma nota de encaminhamento deve distinguir fato verificado, interpretação e providência proposta. Use conectivos de acordo com a relação real: porque introduz causa ou justificativa; logo apresenta conclusão; porém marca oposição. Um conectivo inadequado pode fazer uma justificativa parecer conclusão ou inverter a relação entre fatos.
Em raciocínio analítico, teste alternativas e casos-limite. Se uma regra afirma “todo”, basta um contraexemplo para refutá-la; se afirma “algum”, um exemplo pode confirmá-la, mas não prova universalidade. Diferencie condição necessária de suficiente: necessária é indispensável; suficiente basta, por si, para a consequência indicada. Não transforme correlação em causalidade nem uma possibilidade em certeza. A resposta mais forte é a que preserva o alcance exato das premissas e evita conclusões mais amplas do que elas autorizam.
Esquema
Teste do argumento
1Localize a tese
Qual conclusão se defende?
2Examine as premissas
Que razões e evidências aparecem?
3Teste a inferência
A conclusão decorre do que foi dado?
Exercício comentado
Como a banca cobrouoficial · PREF/MACAE/RJ 2026
Assinale a opção que apresenta a frase que exemplifica um texto dissertativo argumentativo.
- A)Cuide-se para ter mente sã em corpo são.
- B)A Medicina é a ciência da saúde do corpo.
- C)Faça o possível para concordar com o diagnóstico dos seus médicos.
- D)A Medicina nasceu na Antiguidade, cresceu e evoluiu nas épocas seguintes.
- E)Para males extremos, extremos remédios, levados ao máximo rigor, são os mais válidos.
Resposta: E
Conceito: A dissertação argumentativa apresenta uma tese sustentada por razão ou juízo avaliativo.
Raciocínio: A frase E formula uma avaliação geral sobre a adequação de remédios extremos a males extremos; é uma tese argumentativa, não mera ordem, definição ou relato cronológico.
Pegadinha: Uma frase curta pode ser argumentativa se contiver tese ou avaliação justificável.
Base: Tipologia textual: sequência dissertativo-argumentativa.
Pegadinha da banca
Pausa não é regra de vírgula
A vírgula não separa sujeito e verbo nem verbo e complemento só porque a leitura pede uma pausa.
Pegadinha da banca
Existir e haver
Com sentido de existir, haver é impessoal; existir concorda com seu sujeito.
Atenção
Argumento não é prova
Prestígio, popularidade e emoção podem acompanhar uma justificativa, mas não substituem evidência pertinente.
1.4 Exemplo resolvido
Em uma unidade do TRF, a chefia afirma: “Todos os processos recebidos ontem foram distribuídos; o processo de Ana foi recebido ontem; portanto, o processo de Ana foi distribuído.” Qual avaliação é correta? A) A conclusão decorre das duas premissas. B) A conclusão é falsa porque depende de autoridade. C) O raciocínio apresenta falso dilema. D) A conclusão generaliza a partir de um caso. E) A conclusão é irrelevante para as premissas.
- A primeira premissa atribui distribuição a todos os processos recebidos ontem.
- A segunda informa que o processo de Ana pertence a esse conjunto.
- Aplicando a regra geral ao caso particular, segue a conclusão.
Resposta: A) A conclusão decorre das duas premissas.
1.5 Fixação
Questões inéditas, no estilo da banca.
F1inédita
Em um relatório, o redator separou o sujeito do predicado com vírgula: “A equipe responsável pelo atendimento, concluiu a triagem no prazo.” Qual revisão atende à pontuação da norma-padrão?
- A)A equipe responsável pelo atendimento concluiu a triagem no prazo, pois não se separa por vírgula o sujeito do verbo, ainda que o sujeito seja extenso.
- B)A equipe responsável, pelo atendimento concluiu a triagem no prazo, pois a vírgula deve isolar o complemento nominal do núcleo do sujeito.
- C)A equipe responsável pelo atendimento concluiu, a triagem no prazo, pois a vírgula deve separar o verbo de seu complemento direto.
- D)A equipe, responsável pelo atendimento concluiu a triagem no prazo, pois toda expressão explicativa exige vírgula antes, mas não depois.
- E)A equipe responsável pelo atendimento, concluiu a triagem no prazo, pois a vírgula pode marcar uma pausa entre sujeito longo e verbo.
F2inédita
Assinale a frase adequada à norma-padrão quanto à colocação pronominal.
- A)A chefia comunicou que encaminhará-se o resultado aos candidatos depois da conferência.
- B)A chefia não comunicou o resultado, mas o encaminhou aos candidatos depois da conferência.
- C)A chefia comunicou que, encaminhará-se o resultado aos candidatos depois da conferência.
- D)A chefia comunicou que o resultado encaminhará-se aos candidatos depois da conferência.
- E)A chefia comunicou que encaminhará o resultado-se aos candidatos depois da conferência.
F3inédita
Considere as formas “releitura”, “desleal” e “infelizmente”. Assinale a alternativa que classifica corretamente, na ordem, os processos de formação dos vocábulos.
- A)Derivação sufixal; derivação parassintética; composição por justaposição.
- B)Derivação regressiva; derivação prefixal; composição por aglutinação.
- C)Derivação prefixal; derivação sufixal; derivação regressiva.
- D)Composição por justaposição; derivação imprópria; derivação prefixal.
- E)Derivação prefixal; derivação prefixal; derivação prefixal e sufixal.
F4inédita
Em um aviso, foi escrito: “A servidora e o servidor responsável pelo protocolo deverá registrar os pedidos.” Qual forma verbal e qual ajuste de concordância nominal completam corretamente a frase?
- A)deverão registrar; responsáveis, pois o sujeito composto exige verbo no plural e o adjetivo referente aos dois nomes também vai ao plural.
- B)deverá registrar; responsável, pois o núcleo mais próximo determina a concordância verbal e o adjetivo fica no masculino singular.
- C)deverão registrar; responsável, pois o verbo concorda com os dois núcleos, mas o adjetivo permanece no singular por estar após o nome.
- D)deverá registrar; responsáveis, pois o verbo concorda com o núcleo singular e o adjetivo pluraliza por se referir a duas pessoas.
- E)deverão registrar; responsável, pois o verbo vai ao plural e o adjetivo não varia quando modifica nomes de gêneros diferentes.
F5inédita
Uma nota técnica afirma: “A proposta deve ser adotada porque é claramente a melhor; sabemos que é a melhor porque sua adoção é a decisão correta.” Qual falha compromete o argumento?
- A)Apelo à emoção: a conclusão busca obter adesão despertando medo, compaixão ou indignação no leitor.
- B)Falso dilema: a nota reduz a decisão a duas alternativas incompatíveis e omite as demais soluções possíveis.
- C)Generalização apressada: a nota infere uma regra geral com base em poucos exemplos não representativos.
- D)Raciocínio circular: a justificativa repete a conclusão em outra formulação, sem apresentar fundamento independente.
- E)Apelo à autoridade: a nota toma a opinião de especialista como prova suficiente, sem examinar seus fundamentos.
1.6 Questões da banca
Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.
Q1oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Leia o trecho inicial do prefácio do livro “As mentiras que os homens contam”, de Luís Fernando Veríssimo: “Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade. Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. “Então vou ter que inventar uma história para a professora”, querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. “Está bem, fica em casa estudando!” E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos aguentava mais, que é outra coisa que mãe também adora.” (VERÍSSIMO, Luís Fernando. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015) Quanto aos elementos apresentados no prefácio do livro para justificar as razões pelas quais os homens mentem, Veríssimo parece querer defender que, para os homens, a mentira é uma condição que está relacionada às regras sociais de modo
- A)subjetivo.
- B)natural.
- C)opressor.
- D)covarde.
- E)facultativo.
Q2oficial · ALE/RO 2026
Segundo PINTO (1999), ao produzirem um texto para se comunicar, as pessoas utilizam a linguagem verbal e outros sistemas semióticos, tais como as imagens, com três funções básicas: 1. Construir o referente ou universo do discurso sobre o qual o seu texto fala. 2. Estabelecer vínculos socioculturais necessários para se dirigir ao seu interlocutor. 3. Distribuir afetos positivos e negativos cuja hegemonia reconhece ou quer ver reconhecida. O autor destaca que essas funções ocorrem de modo integrado e que a divisão é apenas didática, nomeando as funções, respectivamente, como
- A)referenciação; interlocução e mostração.
- B)afetação; sedução e distribuição.
- C)enumeração; afetação e descrição.
- D)descrição; vinculação e interação.
- E)mostração; interação e sedução.
Q3oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Texto base (CG1A1): Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea. O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual. De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”. Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção. Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões. William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução: Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).
Assinale a opção correta a respeito das relações sintáticas estabelecidas no período “A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção.” (quarto parágrafo do texto CG1A1).
- A)A expressão “de admitir” exerce a função de complemento indireto da forma verbal “tenhamos”.
- B)Os termos “números” e “inventados” exercem, respectivamente, as funções de sujeito e predicativo do sujeito.
- C)De acordo com as regras gramaticais de concordância, a forma verbal “revela” poderia ser flexionada no plural — revelam —, caso em que passaria a concordar com “artigos”.
- D)O emprego do modo subjuntivo em “tenhamos” deve-se ao emprego do advérbio “talvez”.
- E)A forma verbal “envolvem” está no plural por concordar com o termo “preços”.
Q4oficial · SEDUC/SP 2026
Os gêneros do discurso organizam a nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações. BAKHTIN, M. e VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004. De acordo com a passagem, a organização da linguagem por meio de gêneros do discurso contribui para um pensamento linguístico
- A)previsível.
- B)normativo.
- C)individual.
- D)espontâneo.
- E)subjetivo.
Q5oficial · MP/ES 2026
Leia o texto a seguir. “Não devemos fazer da lei um espantalho / Armado para assustar a aves de rapina, / Mas deixado sempre estático, de modo que com o hábito / Ele não seja mais o terror delas, e sim o seu poleiro.” Shakespeare, William. Medida por Medida (Ato 2, Cena 1). A afirmação correta sobre as leis, que está implícita no texto, é que elas devem
- A)proteger a todos.
- B)modificar-se conforme as circunstâncias.
- C)funcionar, devido ao medo que provocam.
- D)ser amplamente divulgadas entre os cidadãos.
- E)ajudar a todos em sua tarefa de obter alimentação.
Q6oficial · TCE/SC 2026
Leia o texto a seguir. Funções de confiança, cargos comissionados e vínculos temporários – A ANTC propõe que cargos e funções de chefia, direção e assessoramento em atividades exclusivas de Estado – como a Auditoria de Controle Externo – sejam exercidos exclusivamente por servidores concursados da respectiva carreira. Essa medida reforça a imparcialidade, a continuidade institucional e a proteção da função pública contra interferências indevidas. A entidade também defende que, no mínimo, 50% dos cargos em comissão de qualquer órgão sejam ocupados por servidores efetivos. Um texto pode expressar-se por distintas estruturas; entre as opções a seguir, assinale aquela que mostra uma substituição adequada da forma original por outra equivalente.
- A)“Funções de confiança” = funções confiantes.
- B)“vínculos temporários” = vínculos de longo tempo.
- C)“sejam exercidos” = se exerçam.
- D)“exclusivamente” = sem exclusividade.
- E)“de qualquer órgão” = de um órgão qualquer.
Q7oficial · AMAZUL 2026
Texto base: As questões da prova de Língua Portuguesa referem-se ao texto a seguir: Por não estarem distraídos (Clarice Lispector) Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Alguns elementos linguísticos funcionam como dêiticos, ou seja, sua referência não está necessariamente no texto. Assinale a opção em que se percebe o uso de elementos dêiticos.
- A)As águas são uma beleza de escuras.
- B)Então a grande dança dos erros.
- C)No entanto, ele que estava ali.
- D)E havia a grande poeira das ruas.
- E)O deserto da espera já cortou os fios.
1.7 Gabarito comentado
P1inédita · pré-testeResposta: D
- A: Generaliza indevidamente: o gênero feminino, sozinho, não basta para justificar crase, e a transitividade não implica artigo.
- B: Confunde a possibilidade de diferentes construções com a regência da frase apresentada; aqui há complemento introduzido por a.
- C: A designação institucional não impede o artigo; a frase admite a diretoria e, com a preposição, ocorre a fusão.
- E: A forma singular não determina crase. O acento depende da combinação de preposição e artigo, não do número do substantivo.
P2inédita · pré-testeResposta: A
- B: Duas propostas não é sujeito de haver existencial; o termo funciona como complemento direto, sem provocar concordância.
- C: Comissão é sujeito da oração seguinte, cujo verbo é iniciou; não determina a flexão de havia.
- D: O termo não é objeto indireto, e a explicação não corresponde à impessoalidade do verbo haver existencial.
- E: Nesse sentido, a norma-padrão não admite a concordância plural com o termo que acompanha haver.
P3inédita · pré-testeResposta: C
- A: Não há referência a especialista ou autoridade como fundamento; o defeito está na exclusão de alternativas.
- B: A fala não tira conclusão de uma amostra de casos; ela restringe indevidamente as opções disponíveis.
- D: A pessoa que propôs o plano não é atacada. A afirmação trata das consequências das opções, ainda que de modo enganoso.
- E: A fala não repete a conclusão como premissa; cria uma escolha binária sem justificar por que não haveria outras saídas.
F1inéditaResposta: A
- B: A vírgula interrompe indevidamente o sintagma nominal entre responsável e seu complemento pelo atendimento.
- C: A vírgula separaria o verbo transitivo concluiu de seu complemento direto a triagem, sem justificativa.
- D: A vírgula depois de equipe isolaria responsável pelo atendimento sem fechar a intercalação antes do verbo; a construção proposta fica incorreta.
- E: Pausa na leitura não autoriza separar sujeito e verbo por vírgula; a extensão do sujeito não altera a regra.
F2inéditaResposta: B
- A: A conjunção integrante que atrai o pronome na oração subordinada; a ênclise encaminhará-se contraria essa atração.
- C: A vírgula não elimina o efeito atrativo de que; além disso, separa indevidamente a conjunção da oração que introduz.
- D: O pronome se foi ligado a encaminhar, mas o sujeito da oração é o resultado; o contexto não admite essa construção reflexiva com esse sentido.
- E: O pronome átono não pode ser posposto ao substantivo objeto; deve ligar-se ao verbo segundo as regras de colocação pronominal.
F3inéditaResposta: E
- A: Classifica incorretamente as duas primeiras formas e trata infelizmente como composição, embora seja formada por afixos sobre uma base.
- B: Releitura não é derivação regressiva, e infelizmente não reúne bases lexicais em composição por aglutinação.
- C: A primeira classificação está correta, mas desleal também contém prefixo, e infelizmente não é derivação regressiva.
- D: As três formas não resultam de composição ou derivação imprópria; a estrutura morfológica evidencia afixos.
F4inéditaResposta: A
- B: A regra de concordância com o núcleo mais próximo não prevalece diante do sujeito composto anteposto neste enunciado; responsável também deve concordar com ambos.
- C: O verbo está corretamente no plural, mas o adjetivo posposto continua se referindo aos dois nomes e deve ser pluralizado.
- D: O verbo não fica no singular com sujeito composto anteposto; a concordância nominal proposta, isoladamente, não corrige o erro verbal.
- E: A mistura de gêneros não torna o adjetivo invariável; aplica-se o masculino plural, e o verbo deve concordar com os dois núcleos.
F5inéditaResposta: D
- A: Não há linguagem emocional nem tentativa de persuadir por medo, compaixão ou indignação.
- B: O trecho não limita as opções a duas; seu defeito está em repetir a tese como justificativa.
- C: Não se apresentam exemplos nem se generaliza a partir de uma amostra; a falha é circularidade.
- E: Não se invoca especialista ou autoridade; a nota oferece apenas uma justificativa que repete a conclusão.
Q1oficialResposta: B
- A: A alternativa A restringe a mentira a uma experiência subjetiva, enquanto o trecho a apresenta como prática social recorrente.
- C: A alternativa C atribui opressão às regras, ideia que não organiza o trecho.
- D: A alternativa D reduz a mentira à covardia individual, sem captar a ironia sobre sua naturalização.
- E: A alternativa E sugere escolha eventual e livre, mas o texto a apresenta como hábito social desde a infância.
Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q2oficialResposta: E
- A: A alternativa A desloca mostração para a terceira função e usa rótulos que não correspondem à sequência descrita.
- B: A alternativa B não associa adequadamente as três definições aos nomes das funções.
- C: A alternativa C nomeia as funções como enumeração, afetação e descrição, termos que não correspondem às definições.
- D: A alternativa D troca os nomes das funções e não preserva a correspondência entre referência, vínculo e afetos.
Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q3oficialResposta: D
- A: A alternativa A classifica incorretamente “de admitir”: integra a construção “coragem de admitir”, não é complemento indireto de “tenhamos”.
- B: A alternativa B erra as funções: “números” é predicativo do sujeito “os preços”, e “inventados” é adjunto adnominal de “números”.
- C: A alternativa C confunde o núcleo do sujeito “venda” com o complemento “de artigos pessoais”; “revela” permanece no singular.
- E: A alternativa E está errada: “envolvem” concorda com o relativo “que”, cujo antecedente é “números inventados”, e não com “preços”.
Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br
Q4oficialResposta: A
- B: A alternativa B atribui caráter normativo, mas o trecho não trata de prescrição gramatical.
- C: A alternativa C contraria a dimensão social e compartilhada dos gêneros.
- D: A alternativa D fala em espontaneidade, enquanto o texto destaca formas genéricas reconhecíveis e antecipáveis.
- E: A alternativa E reduz a organização a uma experiência subjetiva, sem apoio no trecho.
Fonte: SEDUC/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q5oficialResposta: A
- B: A alternativa B fala em mudança conforme circunstâncias, aspecto não implicado no trecho.
- C: A alternativa C limita a função da lei ao medo e não capta a crítica à ineficácia por falta de aplicação.
- D: A alternativa D introduz divulgação, tema ausente do texto.
- E: A alternativa E interpreta literalmente as aves e o poleiro, perdendo o sentido figurado.
Fonte: MP/ES 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q6oficialResposta: C
- A: A alternativa A muda “de confiança” (tipo de função) para “confiantes” (que confiam).
- B: A alternativa B transforma vínculos temporários em vínculos de longo tempo, com sentido oposto.
- D: A alternativa D substitui exclusividade por ausência dela, invertendo o significado.
- E: A alternativa E altera “qualquer órgão” (todo órgão, sem especificação) para “um órgão qualquer” (órgão indiferenciado).
Fonte: TCE/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
Q7oficialResposta: C
- A: A alternativa A contém imagens metafóricas, mas não um dêitico claro.
- B: A alternativa B contém conector temporal e expressão nominal, sem referência situacional dêitica evidente.
- D: A alternativa D descreve cenário sem apontamento dêitico explícito.
- E: A alternativa E é metafórica; a referência a fios não depende de coordenada de enunciação.
Fonte: AMAZUL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br
1.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão
- A interpretação deve permanecer apoiada em pistas do texto e do contexto.
- Denotação é sentido direto; conotação mobiliza sentidos associados.
- A crase exige verificar regência e presença do artigo ou de outro a inicial.
- Não separe sujeito e predicado por vírgula sem justificativa sintática.
- Haver, no sentido de existir, fica no singular; existir concorda com o sujeito.
- Conectivos devem preservar a relação lógica entre as orações.
- Na passiva, confira se o verbo admite objeto direto e transformação regular.
- Ataque à pessoa não responde, por si, ao argumento apresentado.
- Uma premissa universal pode ser refutada por um contraexemplo.
Mapa de revisão
Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.
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