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Direito Administrativo e Administração Pública · Capítulo 18

Controle, improbidade e serviços públicosAgentes públicos, vínculo e responsabilizaçãoLei 8.112 e ferramentas de gestão públicaEstratégia e indicadores no Poder Judiciário

Itens do edital:

  • 5. Controle da Administração Pública: classificações relativas ao controle; controle externo e procedimentos de tomadas de contas. Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992, com as alterações da Lei nº 14.230/2021). Serviço público: conceito, classificação, princípios, formas de delegação (regime jurídico da concessão e da permissão - Lei nº 8.987/1995), extinção, reversão dos bens e direitos dos usuários.
  • 6. Parcerias público-privadas (Lei nº 11.079/2004). Agentes públicos: classificação; cargo, emprego e função pública; provimento, investidura , exercício e afastamentos. Direito de greve. Regime constitucional dos servidores públicos na Constituição Federal. Regime de emprego público e disposições da CLT aplicáveis. Responsabilidade civil, administrativa e penal dos agentes públicos. Processo administrativo disciplinar.
  • 7. Regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais (Lei nº 8.112/1990 e suas alterações). Gestão por processos. Gestão de riscos. Gestão de projetos. Processos de análise e tomada de decisão. Gerenciamento de crise. Compliance: conceitos, suporte da alta administração, código de conduta, controles internos, treinamento e comunicação.
  • 8. Gestão Estratégica do Poder Judiciário (Resolução CNJ nº 325/2020 e as diretrizes normativas para o ciclo subsequente do CNJ). Ferramentas de análise para gestão e planejamento estratégico, tático e operacional: Balanced Scorecard - BSC, estratégias, indicadores de gestão, gestão de projetos e gestão por competências.

18.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Servidor público federal comete crime contra a administração pública, apurado em processo disciplinar. Qual penalidade a Lei 8.112/1990 prevê para essa infração?

  1. A)Advertência, aplicada por escrito, sem afastamento do cargo.
  2. B)Suspensão de até trinta dias, com perda da remuneração no período.
  3. C)Demissão, prevista para o crime contra a administração pública.
  4. D)Cassação de aposentadoria, mesmo que o servidor esteja em atividade.
  5. E)Destituição de cargo em comissão, aplicada sem processo disciplinar.

P2inédita

Agente público causou prejuízo ao erário por negligência, sem intenção de lesar. Segundo a Lei 8.429/1992, com as alterações da Lei 14.230/2021, a conduta configura ato de improbidade do art. 10?

  1. A)Não, pois o art. 10 exige conduta dolosa, e a culposa saiu do tipo com a Lei 14.230/2021.
  2. B)Sim, pois o dano ao erário dispensa qualquer elemento subjetivo desde a Lei 14.230/2021.
  3. C)Sim, mas somente se houver enriquecimento ilícito do agente público.
  4. D)Sim, porque a improbidade exige apenas a violação de princípios da administração.
  5. E)Não, pois a improbidade só se aplica a agentes políticos, nunca a servidores.

P3inédita

No Balanced Scorecard (BSC), qual das opções NÃO é uma das quatro perspectivas do modelo original?

  1. A)Perspectiva financeira.
  2. B)Perspectiva dos clientes.
  3. C)Perspectiva dos processos internos.
  4. D)Perspectiva de aprendizado e crescimento.
  5. E)Perspectiva dos concorrentes.

18.2 O que cai

  • 5. Controle da Administração Pública: classificações relativas ao controle; controle externo e procedimentos de tomadas de contas. Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992, com as alterações da Lei nº 14.230/2021). Serviço público: conceito, classificação, princípios, formas de delegação (regime jurídico da concessão e da permissão - Lei nº 8.987/1995), extinção, reversão dos bens e direitos dos usuários: 862 questões da banca, 2020–2026
  • 6. Parcerias público-privadas (Lei nº 11.079/2004). Agentes públicos: classificação; cargo, emprego e função pública; provimento, investidura , exercício e afastamentos. Direito de greve. Regime constitucional dos servidores públicos na Constituição Federal. Regime de emprego público e disposições da CLT aplicáveis. Responsabilidade civil, administrativa e penal dos agentes públicos. Processo administrativo disciplinar: 495 questões da banca, 2020–2026
  • 7. Regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais (Lei nº 8.112/1990 e suas alterações). Gestão por processos. Gestão de riscos. Gestão de projetos. Processos de análise e tomada de decisão. Gerenciamento de crise. Compliance: conceitos, suporte da alta administração, código de conduta, controles internos, treinamento e comunicação: 1619 questões da banca, 2020–2026
  • 8. Gestão Estratégica do Poder Judiciário (Resolução CNJ nº 325/2020 e as diretrizes normativas para o ciclo subsequente do CNJ). Ferramentas de análise para gestão e planejamento estratégico, tático e operacional: Balanced Scorecard - BSC, estratégias, indicadores de gestão, gestão de projetos e gestão por competências: 631 questões da banca, 2020–2026

18.3 Teoria

Controle e gestão são temas aplicados a situações reais da Administração e do Judiciário. A prova explora competências, efeitos e diferenças entre institutos próximos.

18.3.1 Controle, improbidade e serviços públicos

O controle da Administração verifica legalidade, legitimidade, economicidade e resultados.

Quanto ao órgão, pode ser interno, quando ocorre no próprio Poder ou entidade, ou externo, quando exercido por órgão distinto. Quanto ao momento, pode ser prévio, concomitante ou posterior. O controle judicial examina juridicidade e não substitui livremente uma escolha administrativa legítima por outra considerada melhor.

No plano federal, o Congresso Nacional exerce o controle externo com auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU). Entre as atribuições constitucionais dos tribunais de contas estão julgar contas de administradores e responsáveis por recursos públicos, apreciar contas presidenciais mediante parecer prévio, realizar auditorias e aplicar sanções previstas em lei. Quem utiliza, arrecada, guarda, gerencia ou administra recursos públicos deve prestar contas, inclusive pessoa privada. Decisão que imputa débito ou multa tem eficácia de título executivo: não depende de homologação judicial prévia para constituir esse título. A tomada de contas apura fatos, identifica responsáveis e quantifica eventual dano; não se confunde com auditoria rotineira nem com processo disciplinar. Contas de administradores são julgadas; contas anuais do chefe do Executivo recebem parecer prévio. Concessionária privada também presta contas sobre recursos públicos geridos. A fiscalização alcança aspectos contábil, financeiro, orçamentário, operacional e patrimonial. A legalidade verifica conformidade com a norma; legitimidade e economicidade ampliam a análise para a finalidade e a relação entre custos e resultados. O controle interno deve comunicar irregularidades relevantes ao controle externo. Nas tomadas de contas, identifique responsável e eventual dano com base em apuração e contraditório quando cabíveis.

ControleExercício ou finalidadeExemplo
InternoSistema do próprio PoderRevisão de procedimentos
ExternoLegislativo com auxílio do Tribunal de ContasFiscalização de recursos
JudicialPoder Judiciário, provocadoExame de legalidade
Tomada de contasApurar responsáveis e possível danoRecurso não comprovado

A Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992, alterada pela Lei nº 14.230/2021) prevê responsabilização por condutas dolosas tipificadas. Dolo exige vontade livre e consciente dirigida ao resultado ilícito; mera voluntariedade ou exercício da função não bastam. A lei trata de enriquecimento ilícito, lesão ao erário e violação a princípios, segundo os tipos legais. A reforma de 2021 eliminou a modalidade culposa. Divergência interpretativa baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, não configura por si só improbidade. Irregularidade ou dano isolado também não bastam sem conduta dolosa enquadrada e demais requisitos. As consequências variam conforme a categoria e podem incluir perda de bens acrescidos ilicitamente, perda da função, suspensão de direitos políticos, multa civil e proibição de contratar ou receber benefícios públicos, dentro dos limites legais. A aplicação pode ser isolada ou cumulativa conforme gravidade. Ilegalidade não vira automaticamente improbidade.

A ação busca aplicar sanções legais e deve individualizar a conduta e indicar elementos mínimos do ato e do dolo. A redação reformada do art. 17 prevê propositura pelo Ministério Público. O art. 23 estabelece prazo prescricional de oito anos, contado da ocorrência do fato, e regras próprias de suspensão e investigação. Não reproduza automaticamente redações anteriores à Lei nº 14.230/2021.

Serviço público é atividade destinada à satisfação de necessidades coletivas, assumida pelo Estado e prestada diretamente ou por delegação, sob regime e controle públicos. Princípios recorrentes incluem continuidade, igualdade dos usuários, adequação, regularidade, eficiência e modicidade tarifária. Delegar a execução não transfere a titularidade estatal. A concessão da Lei nº 8.987/1995 é delegação contratual precedida de licitação. A permissão é formalizada por contrato de adesão, com precariedade e revogabilidade nos termos legais. O usuário tem direito a serviço adequado, informação e meios de reclamação, além dos deveres legais. Serviço adequado requer regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia e modicidade tarifária. Atualidade inclui modernização e conservação. A tarifa não torna privada a atividade: o poder concedente mantém titularidade e fiscalização. Descumprimento pode gerar sanções ou extinção conforme lei e contrato.

A extinção da delegação pode decorrer do término contratual, encampação, caducidade, rescisão, anulação ou falência/extinção da concessionária, conforme a hipótese legal. Encampação é retomada por interesse público durante o prazo, com lei autorizativa específica e prévia indenização na forma legal. Caducidade decorre de inadimplemento, observado processo e defesa. Reversão incorpora ao poder concedente os bens reversíveis vinculados à continuidade, segundo contrato e lei; não significa confisco de todo bem privado. A reversão viabiliza continuidade no término da delegação. Usuários têm direito a serviço adequado e informação e devem comunicar irregularidades e preservar bens públicos relacionados ao serviço.

PPP, disciplinada pela Lei nº 11.079/2004, é concessão patrocinada ou administrativa. A patrocinada combina tarifa dos usuários e contraprestação pública. Na administrativa, a Administração é usuária direta ou indireta, ainda que haja obra ou fornecimento de bens. PPP não é sinônimo de concessão comum. A relicitação permite nova licitação após procedimento de devolução consensual; investimentos em bens reversíveis não amortizados ou depreciados são considerados para indenização, com deduções legais. O concessionário retirante não tem preferência no novo certame.

Exemplo resolvido

Uma concessionária deixa de cumprir obrigações e o poder concedente pretende extinguir o contrato por inadimplemento. 1. Identifique a causa: falha da concessionária. 2. A hipótese é caducidade, com observância do processo e dos requisitos legais. 3. Não é encampação, que decorre de interesse público e tem pressupostos próprios.

Comparação

Encampação e caducidade

EncampaçãoCaducidade
Interesse públicoInadimplemento do concessionário
Retomada pelo poder concedenteExtinção por falha contratual

18.3.2 Agentes públicos, vínculo e responsabilização

Agente público é expressão ampla para quem exerce função pública, ainda que temporariamente ou sem remuneração.

Cargo público é criado por lei e ocupado sob regime estatutário; emprego público tem vínculo contratual regido pela CLT e normas públicas; função pública designa atribuições exercidas por agente, inclusive função de confiança. Cargo efetivo exige concurso; cargos em comissão são de livre nomeação e exoneração, destinados a direção, chefia e assessoramento. Funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo.

SituaçãoVínculo típicoAcesso
Cargo efetivoEstatutárioConcurso
Cargo em comissãoEstatutário especialLivre nomeação, nos limites constitucionais
Emprego públicoContratual/CLTConcurso, em regra
Função de confiançaAtribuições de chefia ou assessoramentoServidor efetivo

A Lei nº 8.112/1990 rege os servidores civis da União, autarquias e fundações públicas federais. A investidura ocorre com a posse; nomeação é forma de provimento e exercício marca o início das atribuições. Não são sinônimos. Afastamentos e licenças seguem hipóteses legais e não significam vacância automática. Empregado público tem vínculo celetista, sem afastar concurso, princípios administrativos ou controle público.

A Constituição prevê o direito de greve dos servidores civis nos termos e limites de lei específica. A falta de regulamentação própria não torna a greve proibida; aplicam-se parâmetros reconhecidos pelos tribunais. Militares têm regime distinto. O regime constitucional exige concurso para cargo ou emprego, salvo cargos em comissão; função de confiança cabe a servidor efetivo. Empregado público tem regime celetista, mas também se sujeita a princípios administrativos. Classifique pelo vínculo e pela função, não pelo nome informal.

A responsabilidade pode ser civil, administrativa e penal. As instâncias são em regra independentes, mas decisão penal que reconheça inexistência do fato ou negativa de autoria repercute nas demais. O Estado responde objetivamente perante a vítima por dano causado por agente no exercício da função, com direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. A responsabilidade pessoal do agente na ação regressiva exige elemento subjetivo. Não confunda responsabilidade objetiva estatal com responsabilidade objetiva automática do servidor. A esfera administrativa apura dever funcional; a penal, crime; a civil, reparação. Decisão penal que nega fato ou autoria repercute nas demais. Pode haver infração funcional sem crime, se provada em procedimento regular.

O processo administrativo disciplinar deve assegurar devido processo, contraditório e ampla defesa. A Lei nº 8.112/1990 prevê apuração por sindicância ou processo disciplinar conforme a hipótese e a sanção possível. A comissão instrui e relata; a autoridade competente julga segundo a lei. A sanção exige enquadramento e procedimento, não apenas notícia ou denúncia. A lei prevê demissão por infrações graves, entre elas improbidade e aplicação irregular de dinheiros públicos; isso não dispensa análise própria da Lei de Improbidade. Terceirização não converte automaticamente trabalhador em servidor ou empregado do ente contratante. Identifique empregador, regime e autoridade competente. Agentes políticos exercem funções constitucionais de direção; servidores ocupam cargo ou emprego; particulares em colaboração exercem função pública por forma juridicamente prevista. Todos devem observar deveres funcionais. Afastamento é temporário; vacância desocupa o cargo nas hipóteses legais.

18.3.3 Lei 8.112 e ferramentas de gestão pública

A Lei nº 8.112/1990 rege servidores civis federais da Administração direta, autárquica e fundacional; não se estende automaticamente a estados e municípios.

Investidura ocorre com posse e exercício é etapa distinta. O servidor deve cumprir deveres e observar proibições. Entre elas, retirar documento da repartição sem anuência, valer-se do cargo para proveito próprio ou alheio e usar recursos públicos em atividade particular. A lei prevê demissão para infrações graves, como improbidade e aplicação irregular de dinheiros públicos. Responsabilidade funcional não exclui apuração civil ou penal. O PAD exige apuração, prova, defesa e decisão motivada. Licenças e afastamentos não equivalem automaticamente a vacância. Separe nomeação, posse e exercício; confira os efeitos da hipótese legal.

ConceitoPergunta centralEntrega ou foco
ProcessoComo entradas viram entregas?Fluxo recorrente de atividades
ProjetoQual mudança temporária será produzida?Produto ou resultado único
RiscoO que pode afetar objetivos?Análise e tratamento
CriseComo responder a evento agudo?Coordenação e continuidade

Gestão por processos mapeia atividades relacionadas que transformam entradas em produtos ou serviços. Analisa fluxo ponta a ponta, responsáveis, interfaces, gargalos e indicadores. Indicador de processo mede execução; indicador de produto mede entregas; indicador de resultado verifica efeitos. Insumo representa recursos, não entrega ou impacto. Mapear permite identificar retrabalho e monitorar melhorias.

Gestão de riscos identifica eventos incertos que afetam objetivos, analisa probabilidade e impacto e escolhe respostas. Risco pode ser ameaça ou oportunidade. Controles internos reduzem exposição e apoiam confiabilidade, conformidade e eficiência, mas não eliminam todo risco. A alta administração dá suporte, define diretrizes e acompanha controles. Processo conecta entradas, atividades, responsáveis e saídas. Simplificar reduz retrabalho, sem eliminar controles necessários. Controles preventivos reduzem chance de evento; detectivos revelam desvios. Trate riscos conforme objetivos e exposição. Aceitar risco exige decisão deliberada dentro da alçada, não omissão.

Projeto é esforço temporário para criar produto, serviço ou resultado único, com início e fim; operação é contínua e repetitiva. Projetos podem compor programas e portfólios, mas não são sinônimos: programa coordena componentes relacionados para obter benefícios; portfólio reúne iniciativas alinhadas à estratégia. Planejar escopo, prazo, recursos, riscos e partes interessadas favorece a entrega.

A tomada de decisão parte da delimitação do problema e dos objetivos, reúne evidências, formula alternativas, compara consequências e escolhe opção justificável. Depois, executa e monitora, revendo a decisão se as premissas mudarem. Gerenciamento de crise exige coordenação, comunicação clara, informação confiável, prioridades e continuidade de funções essenciais.

Compliance reúne mecanismos que promovem conformidade com leis, padrões éticos e compromissos institucionais. Componentes usuais incluem apoio da alta administração, código de conduta, avaliação de riscos, controles internos, comunicação, treinamento, apuração e correção. Não se reduz à existência de um código: requer aplicação e monitoramento. Em falha de controle num fluxo de pagamentos, mapeie o processo, identifique o risco, implemente controle proporcional e acompanhe indicador de execução.

Exemplo resolvido

Uma unidade cria grupo temporário para desenhar novo fluxo de requisições, com começo e término definidos. 1. O trabalho tem duração delimitada e entrega específica. 2. É projeto, não operação contínua. 3. O tempo de tramitação é indicador do processo, não necessariamente do impacto final.

Esquema

Ciclo de gestão de riscos

  1. 1Identificar eventos

    Considerar objetivos afetados

  2. 2Analisar risco

    Avaliar probabilidade e impacto

  3. 3Escolher resposta

    Tratar exposição com controles

  4. 4Monitorar

    Acompanhar controles e resultados

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · MP/ES 2026

Por ocasião da elaboração do Planejamento Estratégico do Ministério Púbico do Estado do Espírito Santo para determinado período, foi identificada, pelo órgão competente, a necessidade de ser elaborada uma ação temporária de baixa complexidade, com início, meio e fim determinados, empreendida para criar um produto ou um serviço para a instituição. À luz da sistemática vigente, a referida ação consubstancia um(a)

  1. A)projeto.
  2. B)portfólio.
  3. C)programa.
  4. D)iniciativa.
  5. E)plano de atuação.

Resposta: D

Conceito: Iniciativa é ação estratégica delimitada, organizada para produzir um resultado, produto ou serviço institucional.

Raciocínio: O enunciado caracteriza uma ação temporária, de baixa complexidade, com começo e fim, destinada a criar produto ou serviço. Dentro da terminologia de planejamento estratégico empregada na questão, essa ação é uma iniciativa. A alternativa D é o gabarito oficial; projeto, programa e portfólio designam categorias distintas de gestão.

Pegadinha: A descrição parece definição geral de projeto; a resposta deve seguir a terminologia do planejamento estratégico adotada pela banca para ação institucional de baixa complexidade.

Base: Conceitos de planejamento estratégico e gestão de projetos utilizados na questão; não há dispositivo legal federal que fixe essa nomenclatura.

18.3.4 Estratégia e indicadores no Poder Judiciário

Gestão estratégica traduz missão institucional em objetivos, iniciativas, indicadores e metas acompanhados.

A Resolução CNJ nº 325/2020 instituiu a Estratégia Nacional do Poder Judiciário e orienta alinhamento e monitoramento nos tribunais. A estratégia nacional serve de referência; não substitui o planejamento de cada órgão. Para ciclo subsequente, deve-se observar a diretriz normativa vigente do CNJ, sem presumir que toda meta anterior permaneceu.

NívelFocoExemplo no tribunal
EstratégicoDireção institucionalAmpliar acesso à Justiça
TáticoDesdobramento por áreaPlano de atendimento
OperacionalRotinas de execuçãoDistribuir tarefas

O planejamento estratégico define orientação, missão, visão e objetivos; o tático desdobra prioridades em planos de áreas; o operacional organiza atividades e rotinas. Os níveis devem ser coerentes. O Balanced Scorecard (BSC) organiza objetivos relacionados, indicadores, metas e iniciativas. Sua formulação tradicional contém perspectivas financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento. No setor público, a missão e o valor público ficam no centro; adapte as perspectivas à finalidade institucional. Mapa estratégico mostra relações como hipótese de gestão, não prova automática de causalidade.

Missão expressa a razão de existir; visão descreve a situação futura desejada; valores orientam comportamentos e decisões. Estratégia define caminhos prioritários. Pegadinha comum é inverter missão e visão: a primeira responde por que a instituição existe; a segunda, aonde pretende chegar.

Indicador mede dimensão relevante do desempenho. Indicadores de insumo observam recursos; de processo, atividades e modo de execução; de produto, bens ou serviços entregues; de resultado, mudanças produzidas. Um indicador útil tem definição operacional, fonte, periodicidade e responsável. Meta é o nível pretendido de desempenho em período definido, não sinônimo de indicador. Analise contexto e qualidade, pois medida isolada pode incentivar comportamento indesejado ou ocultar problemas.

Gestão de projetos converte prioridades em entregas temporárias, com escopo, cronograma, recursos, responsáveis e riscos. Gestão por competências identifica conhecimentos, habilidades e atitudes requeridos para executar a estratégia e orienta desenvolvimento e alocação de pessoas. Ambas apoiam execução, mas não substituem os objetivos nem o monitoramento. O ciclo fecha quando dados são analisados, ajustes decididos e responsabilidades acompanhadas. Na Estratégia Nacional do Poder Judiciário, a coordenação do CNJ convive com planos próprios dos tribunais e órgãos; alinhamento não significa que toda iniciativa local tenha a mesma prioridade ou indicador. Defina indicador antes de fixar meta, escolha fonte confiável e estabeleça periodicidade. Uma meta sem capacidade ou dados adequados pode distorcer prioridades. O painel acompanha, não substitui, análise gerencial. No setor público, a perspectiva financeira representa sustentabilidade de recursos, enquanto usuários e sociedade refletem valor público. Aprendizado e crescimento trata de competências e capacidade institucional; processos internos focalizam atividades essenciais. Relações do mapa estratégico são hipóteses a avaliar com evidências.

Esquema

Níveis do planejamento

Planejamento

  • Estratégico

    Direção institucional

  • Tático

    Desdobramento por área

  • Operacional

    Rotinas e execução

Pegadinha da banca

Decisão do Tribunal de Contas

Imputação de débito ou multa dá eficácia executiva à decisão; não exige homologação prévia.

Atenção

Improbidade após a reforma

A Lei nº 14.230/2021 exige dolo tipificado; não use a antiga modalidade culposa como regra vigente.

Pegadinha da banca

Missão, visão e valores

Missão é razão de existir; visão é futuro desejado; valores orientam condutas.

18.4 Exemplo resolvido

Em um tribunal, um painel mostra o percentual de requisições concluídas dentro do prazo definido, acompanhando a execução do fluxo. Como classificar a medida? A) Insumo. B) Processo. C) Resultado final. D) Impacto externo. E) Valor patrimonial.

  1. A medida acompanha desempenho e execução do trabalho.
  2. Indicador de processo mede atividades ou a forma como o trabalho é realizado.
  3. Insumo mede recurso; resultado final mede efeito alcançado.

Resposta: B) Processo.

18.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Na gestão de riscos, o risco residual é:

  1. A)o risco identificado antes de qualquer controle ou tratamento ser planejado.
  2. B)a probabilidade de a ameaça ocorrer, medida sem considerar o impacto sobre os objetivos.
  3. C)o risco que permanece depois de aplicados os controles e tratamentos previstos.
  4. D)o custo total das medidas de mitigação somado às perdas esperadas com o evento.
  5. E)o risco que a organização já decidiu eliminar por completo, sem resíduo algum.

F2inédita

Pela Constituição, a investidura em cargo público efetivo depende de aprovação em concurso. Em qual situação essa regra NÃO se aplica?

  1. A)Para qualquer cargo, quando a vaga estiver ocupada há mais de dois anos por servidor temporário.
  2. B)Para cargos de carreira, quando o candidato tiver sido aprovado em concurso de outro órgão.
  3. C)Para cargos efetivos de nível médio, mediante simples indicação do chefe da unidade.
  4. D)Para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.
  5. E)Para cargos de perito, quando houver decisão judicial transitada em julgado.

F3inédita

Na gestão por competências, o modelo CHA descreve a competência como a combinação de:

  1. A)conhecimentos, habilidades e atitudes.
  2. B)cargos, habilidades e atitudes.
  3. C)conhecimentos, salários e metas.
  4. D)competências, funções e carreiras.
  5. E)conhecimentos, tempo de serviço e hierarquia.

F4inédita

No gerenciamento de projetos, as três restrições clássicas que formam o triângulo são:

  1. A)pessoas, processos e tecnologia.
  2. B)missão, visão e valores.
  3. C)planejamento, execução e controle.
  4. D)escopo, prazo e custo.
  5. E)recursos, metas e indicadores.

F5inédita

Um contrato de concessão de serviço público chega ao fim do prazo. Segundo a Lei 8.987/1995, quanto aos bens reversíveis:

  1. A)retornam ao poder concedente, conforme previsto no edital e no contrato.
  2. B)pertencem ao concessionário, que pode levá-los ao final do contrato.
  3. C)são vendidos em leilão público, com o valor revertido ao concessionário.
  4. D)são destruídos ao término do contrato, por serem bens de serviço.
  5. E)são transferidos ao Tribunal de Contas, para fiscalização posterior.

18.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · MP/GO 2026
No ano de 2025, a criação de um novo aeroporto no Estado Y acarretou queda acentuada na demanda operacional de outro aeroporto, localizado no mesmo Estado, cuja exploração havia sido concedida à iniciativa privada em 2015. Em razão da queda das receitas, as obrigações contratuais e financeiras da concessão aeroportuária anterior foram impactadas, levando o concessionário a requerer a devolução da concessão, firmada havia 10 (dez) anos. Diante desse contexto, e considerando o instituto da relicitação, assinale a afirmativa que indica a medida juridicamente adequada.

  1. A)O Estado Y, na condição de poder concedente do ativo aeroportuário, e o concessionário retirante deverão extinguir judicialmente a concessão firmada em 2015.
  1. B)No procedimento da relicitação, o concessionário retirante terá preferência no lance das ofertas previstas no novo leilão aeroportuário.
  2. C)Para evitar a descontinuidade do serviço público aeroportuário, a União Federal, como poder concedente, deverá, mediante decreto, encampar a execução do serviço concedido.
  3. D)O concessionário retirante terá direito à indenização pelo investimento em bens reversíveis, vinculados ao contrato de parceria, realizados e não amortizados ou depreciados, consideradas as deduções previstas legalmente.
  4. E)As multas e demais somas de natureza não tributária decorrentes da concessão anterior, inclusive o valor relacionado à outorga originalmente ofertada, deverão ser assumidos pelo concessionário entrante.

Q2oficial · TCE/SC 2026
Uma Secretaria Estadual de Educação iniciou um processo de planejamento estratégico. Na primeira reunião, a equipe responsável elaborou uma declaração descrevendo a razão de existir do órgão e o papel que ele desempenha perante a sociedade. Em seguida, definiu um conjunto de princípios éticos e comportamentais que deveriam orientar todas as decisões e ações dos servidores. Por fim, projetou uma situação futura desejada, indicando onde o órgão pretende chegar em um horizonte de dez anos. Conforme a literatura de planejamento estratégico aplicado às organizações públicas, os três elementos elaborados correspondem, respectivamente, a:

  1. A)visão, missão e valores.
  2. B)missão, visão e valores.
  3. C)valores, missão e visão.
  4. D)missão, valores e visão.
  5. E)visão, valores e missão.

Q3oficial · SEMEC PORTO VELHO/RO 26 2026
Considerando o regime jurídico aplicável às competências do controle externo na gestão pública municipal, assinale a opção correta.

  1. A)As empresas concessionárias de serviços públicos locais, por possuírem natureza jurídica estritamente privada, estão subtraídas da esfera de fiscalização patrimonial executada pelo controle externo.
  1. B)O controle externo qualifica-se metodologicamente como um controle administrativo interno de segundo grau, atuando por subordinação hierárquica direta à mesa diretora da câmara de vereadores do município.
  2. C)A determinação de medidas acautelatórias pelos tribunais de contas restringe-se a atos já consolidados e obsta a sustação preventiva de processos licitatórios municipais em andamento.
  3. D)O controle externo municipal dispõe de função administrativa de auditoria que necessita de chancela prévia do Poder Executivo local para que suas multas alcancem a executoriedade imediata.
  4. E)As decisões dos tribunais de contas de que resulte imputação de débito ou multa possuem eficácia de título executivo, o que legitima a cobrança judicial sem dependência de homologação.

Q4oficial · MP/RJ 2026
Durante complexa operação policial realizada, em conjunto, pela Polícia Civil e pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no Município de Barra Mansa, RJ, houve confronto entre os integrantes dos referidos órgãos de segurança pública e membros da associação criminosa Alfa. Maria, residente e domiciliada na localidade, foi atingida por disparo de arma de fogo, falecendo. O Ministério Público, no controle externo da atividade policial, constatou ser inconclusiva a perícia sobre a origem do disparo fatal. Consigne-se, por fim, que os filhos de Maria pretendem ingressar com ação indenizatória em face do Estado do Rio de Janeiro. Nesse cenário, considerando as disposições da Constituição Federal e o entendimento dominante do Supremo Tribunal Federal (STF), é correto afirmar que, na esfera cível, o Estado do Rio de Janeiro

  1. A)responderá objetivamente pelos danos causados, à luz da teoria do risco administrativo, sendo certo que o poder público tem o ônus probatório de demonstrar eventuais excludentes de responsabilidade civil.
  1. B)não responderá civilmente pelos danos causados, salvo se os filhos de Maria lograrem comprovar, por qualquer meio de prova em direito admitido, que o disparo fatal foi proveniente de policial civil ou de policial militar.
  2. C)responderá objetivamente pelos danos causados, à luz da teoria do risco integral, mas o caráter inclusivo da perícia sobre a origem do disparo fatal tem o condão de reduzir o valor da indenização.
  3. D)responderá subjetivamente pelos danos causados, em razão do resultado inconclusivo da perícia sobre a origem do disparo fatal.
  4. E)não responderá civilmente pelos danos causados, em razão do resultado inconclusivo da perícia sobre a origem do disparo fatal.

Q5oficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026

Os indicadores que medem o desempenho das atividades vinculadas à execução ou à forma como o trabalho é realizado para produzir os bens e serviços são indicadores de

  1. A)processo.
  2. B)resultado final.
  3. C)resultado parcial.
  4. D)insumo.
  5. E)produto.

Q6oficial · ALE/RO 2026
No âmbito da Administração Estratégica, diferentes correntes teóricas buscaram explicar como as organizações elaboram e implementam suas estratégias, dando origem a distintas escolas de pensamento. Cada uma dessas escolas apresenta interpretações próprias sobre o processo estratégico, utilizando fundamentos conceituais específicos para explicar como a estratégia é conduzida no ambiente organizacional. Considerando essas abordagens da formação estratégica, assinale a opção que apresenta corretamente um pressuposto da escola correspondente.

  1. A)A escola “Cognitiva”, que entende que as estratégias são posições ou nichos.
  1. B)A escola da “Configuração”, que representa um processo de comportamento coletivo baseado em crenças comuns.
  2. C)A escola do “Design”, que entende a formulação estratégica como um processo de pensamento consciente e controlado.
  3. D)A escola “Empreendedora”, que percebe a estratégia como um processo controlado, consciente e formal, decomposto em etapas.
  4. E)A escola “Cultural”, que interpreta formação da estratégia como um processo semiconsciente baseado na experiencia e intuição do líder.

Q7oficial · MP/MT 2026
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ingressou com Ação de Improbidade Administrativa em face de João, imputando-lhe a prática de conduta dolosa que atentou contra os princípios da Administração Pública. Posteriormente, o Ministério Público Federal ingressou com idêntica demanda em face do referido servidor público. Em assim sendo, a defesa do acusado requereu, no segundo feito, a extinção do processo sem resolução de mérito. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que dirimir conflitos de atribuições entre membros de Ministérios Públicos distintos é uma competência do

  1. A)da Procurador-Geral da República. Ademais, em caso de extinção de um dos processos sem resolução de mérito, dispensa-se o reexame obrigatório da sentença proferida.
  1. B)do Conselho Nacional do Ministério Público. Ademais, em caso de extinção de um dos processos sem resolução de mérito, dispensa-se o reexame obrigatório da sentença proferida.
  2. C)do Conselho Nacional do Ministério Público. Ademais, em caso de extinção de um dos processos sem resolução de mérito, é necessário o reexame obrigatório da sentença proferida.
  3. D)do Procurador-Geral da República. Ademais, em caso de extinção de um dos processos sem resolução de mérito, é necessário o reexame obrigatório da sentença proferida.
  4. E)do Superior Tribunal de Justiça. Ademais, em caso de extinção de um dos processos sem resolução de mérito, é necessário o reexame obrigatório da sentença proferida.

Q8oficial · PGE/AC 2026
A Empresa de Processamento de Dados do Estado do Acre (EPDAC), empresa pública estadual que atua em regime de livre concorrência no mercado de soluções tecnológicas, decidiu rescindir o contrato de trabalho de um de seus analistas de sistemas, admitido há dez anos mediante aprovação em concurso público. O ato de dispensa foi formalizado por escrito, comunicando a rescisão sem justa causa, porém não apresentou qualquer motivação fática ou jurídica para a decisão, fundamentando-se na premissa de que, por explorar atividade econômica em regime concorrencial, a estatal submete-se integralmente ao regime jurídico das empresas privadas (Art. 173, §1º, inciso II, da CF/88), gozando de ampla liberdade para gerir seu quadro funcional. O empregado ajuizou ação trabalhista pleiteando a nulidade da dispensa e sua reintegração, alegando a necessidade de motivação do ato e a prévia instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Diante do caso hipotético e considerando a tese jurídica fixada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.022 da Repercussão Geral, assinale a afirmativa correta.

  1. A)A dispensa é válida, pois as empresas públicas que exploram atividade econômica não estão sujeitas ao dever de motivar a demissão de seus empregados, sob pena de violação ao princípio da livre iniciativa e da paridade com o setor privado.
  1. B)A dispensa é nula por ausência de motivação, uma vez que as estatais, independentemente do regime (prestadoras de serviço público ou exploradoras de atividade econômica), têm o dever de motivar o ato de demissão com fundamento razoável, embora não se exija a instauração de processo administrativo.
  2. C)A EPDAC agiu corretamente ao não motivar o ato, pois a exigência de motivação aplica-se exclusivamente às empresas públicas e sociedades de economia mista que prestam serviços públicos em regime de monopólio.
  3. D)O ato de dispensa é nulo por vício formal insanável, pois a demissão de empregado público concursado exige obrigatoriamente a observância do rito do processo administrativo disciplinar, assegurando o contraditório e a ampla defesa.
  4. E)A motivação da dispensa só seria obrigatória caso o empregado detivesse a estabilidade especial prevista no Art.

Q9oficial · NAV BRASIL 2026
Uma empresa pública de infraestrutura crítica decidiu estruturar uma Agenda ESG que produzisse resultados práticos e efetivos. Para isso, contratou consultoria especializada, que orientou a organização a estruturar a agenda sobre três pilares fundamentais, sem os quais, segundo a literatura especializada, a Agenda ESG não se diferenciaria de uma simples atualização terminológica do tripé da sustentabilidade. Conforme a literatura especializada sobre ESG, os três pilares estruturantes da Agenda ESG, mencionados pela consultoria, são

  1. A)a lucratividade, a expansão de mercado e a diversificação de produtos.
  1. B)o marketing institucional, a propaganda e o relacionamento com a mídia.
  2. C)a eficiência operacional, a redução de custos e a maximização de receitas.
  3. D)a gestão de riscos, o capitalismo stakeholder e a geração de valor.
  4. E)a responsabilidade socioambiental, a filantropia corporativa e o voluntariado.

18.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: A demissão é a penalidade disciplinar mais grave para o servidor federal, e a lei prevê hipóteses específicas, entre elas o crime contra a administração pública.
Raciocínio: Liste as hipóteses de demissão do art. 132 da Lei 8.112/1990. O inciso I trata do crime contra a administração pública. Por isso a alternativa C é a correta; as demais penas não são as previstas para essa hipótese.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Advertência é penalidade leve, e a lei não a prevê para o crime contra a administração. A alternativa A explora a pena mais branda.
  • B: Suspensão é penalidade intermediária, aplicada a infrações menos graves. A alternativa B explora a pena do meio.
  • D: Cassação de aposentadoria é penalidade para o inativo, e não para o servidor em atividade. A alternativa D mistura os regimes.
  • E: Destituição de cargo em comissão exige processo disciplinar e não é a penalidade desse crime. A alternativa E explora a ideia de pena sem rito.
Pegadinha: Confundir a demissão do art. 132 com as penas de menor gravidade, ou achar que a destituição dispensa processo disciplinar.
Base: Lei 8.112/1990, art. 132, I.
Questão irmã: Crime contra a administração pública cometido por servidor federal leva a qual penalidade disciplinar? Gabarito: Demissão.

P2inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: Desde a Lei 14.230/2021, a improbidade do art. 10 (dano ao erário) exige dolo; a culpa deixou de bastar.
Raciocínio: Leia o caput do art. 10: 'ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial'. A culpa não basta. A alternativa A reproduz essa exigência, e as demais trocam o elemento subjetivo ou o tipo de ato.
Por que as outras estão erradas:
  • B: O dolo voltou a ser exigência expressa do art. 10. A alternativa B inverte a mudança trazida pela Lei 14.230/2021.
  • C: Enriquecimento ilícito é tipo do art. 9, e não do art. 10. A alternativa C mistura os tipos de improbidade.
  • D: Violação de princípios é o tipo do art. 11, que também exige dolo. A alternativa D troca o tipo do ato.
  • E: A Lei 8.429 alcança agentes públicos em geral, e não só agentes políticos. A alternativa E restringe o alcance da norma.
Pegadinha: Achar que dano ao erário é improbidade por si só. Sem dolo, não há ato do art. 10.
Base: Lei 8.429/1992, art. 10, caput, com a redação da Lei 14.230/2021.
Questão irmã: Pela Lei 8.429/1992, com a redação de 2021, o ato do art. 10 pode ser praticado por culpa? Gabarito: Não: exige conduta dolosa.

P3inédita · pré-testeResposta: E

Conceito: O BSC organiza a estratégia em quatro perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento.
Raciocínio: Liste as quatro perspectivas do modelo original. As quatro primeiras alternativas pertencem ao BSC; a pergunta pede a que não pertence. A alternativa E é a única que não integra o modelo.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A perspectiva financeira integra o modelo. Por ser a mais conhecida, ela atrai quem marca sem ler a pergunta, mas não é a resposta de uma pergunta negativa.
  • B: A perspectiva dos clientes integra o modelo, e por isso não responde a uma pergunta que pede o que NÃO faz parte dele.
  • C: Processos internos integram o modelo. A alternativa C não é a resposta de uma pergunta negativa.
  • D: Aprendizado e crescimento integram o modelo. A alternativa D também não é a resposta de uma pergunta negativa.
Pegadinha: A pergunta é negativa: quem marca a perspectiva mais conhecida, ou a que soa como parte do modelo, erra.
Base: Modelo do Balanced Scorecard (Kaplan e Norton), referência de gestão estratégica. Não há dispositivo legal específico.
Questão irmã: No BSC, a perspectiva que trata da satisfação de quem recebe o serviço é a: Gabarito: Perspectiva dos clientes.

F1inéditaResposta: C

Conceito: Risco residual é o que sobra depois dos controles e tratamentos; o risco inerente é o que existe antes deles.
Raciocínio: Separe dois momentos: antes dos controles (risco inerente) e depois deles (risco residual). A alternativa C descreve o segundo. As demais descrevem o risco inerente, uma probabilidade isolada, um custo ou um ideal de eliminação.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Descreve o risco inerente, que é anterior aos controles. A alternativa A explora o momento errado da análise.
  • B: Probabilidade sem impacto não é risco, nem residual. A alternativa B reduz o conceito a um de seus componentes.
  • D: Custo e perda esperada são grandezas de análise econômica, e não a definição de risco residual. A alternativa D troca o conceito por uma conta.
  • E: A gestão de riscos trabalha com tratamento e aceitação do que resta, e não com eliminação total. A alternativa E cria um ideal que a norma não define.
Pegadinha: Confundir risco inerente (antes dos controles) com risco residual (depois deles).
Base: ABNT NBR ISO 31000:2018, seção sobre tratamento de riscos.
Questão irmã: Risco que permanece após a aplicação de controles é chamado de: Gabarito: Risco residual.

F2inéditaResposta: D

Conceito: A regra do concurso público tem ressalva expressa: os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.
Raciocínio: Leia a exceção do inciso II do art. 37: a ressalva vale para cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. Só a alternativa D traz essa hipótese. As demais criam exceções que a Constituição não prevê.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Vaga ocupada por temporário não dispensa concurso. A alternativa A inventa um critério de tempo.
  • B: Aprovação em concurso de outro órgão não substitui o concurso do órgão que provê o cargo. A alternativa B explora a ideia de aproveitamento.
  • C: Indicação do chefe da unidade é justamente a forma que a Constituição veda para cargo efetivo. A alternativa C troca o concurso por critério pessoal.
  • E: Decisão judicial não cria dispensa de concurso para cargo efetivo. A alternativa E explora a autoridade do Judiciário para fazer uma exceção que não existe.
Pegadinha: Achar que cargo de confiança e cargo efetivo seguem a mesma regra. A ressalva vale só para o cargo em comissão de livre nomeação.
Base: Constituição Federal, art. 37, II.
Questão irmã: Cargo em comissão de livre nomeação e exoneração, declarado em lei, pode ser provido sem concurso? Gabarito: Sim, pois a Constituição ressalva essa hipótese.

F3inéditaResposta: A

Conceito: A gestão por competências avalia o que a pessoa sabe, o que sabe fazer e como se comporta.
Raciocínio: O modelo CHA tem três dimensões: conhecimentos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (querer fazer). Só a alternativa A traz essas três. Cargo, salário e tempo de serviço não compõem a competência.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Cargo é posição na estrutura, e não dimensão da competência. A alternativa B troca conhecimento por um item de estrutura.
  • C: Salário e metas são ferramentas de remuneração e de gestão, e não dimensões da competência. A alternativa C mistura gestão de pessoas com remuneração.
  • D: Competência não se define por ela mesma. A alternativa D faz uma definição circular.
  • E: Tempo de serviço e hierarquia medem trajetória, e não capacidade. A alternativa E confunde experiência com competência.
Pegadinha: Trocar habilidade por cargo, porque os termos de carreira parecem próximos dos termos de competência.
Base: Modelo CHA da gestão por competências, conceito de gestão de pessoas. Não há dispositivo legal específico.
Questão irmã: No modelo CHA, o H representa: Gabarito: Habilidades.

F4inéditaResposta: D

Conceito: O triângulo das restrições liga escopo, prazo e custo: mudar um lado afeta os outros dois.
Raciocínio: Quando o escopo cresce, o prazo ou o custo precisam acompanhar, ou a qualidade cai. As três restrições do triângulo são escopo, prazo e custo. A alternativa D traz exatamente essas. As demais são trios de gestão, mas não são o triângulo clássico.
Por que as outras estão erradas:
  • A: São pilares de gestão organizacional, e não as restrições de um projeto. A alternativa A é um trio de outro tema.
  • B: Missão, visão e valores são elementos do planejamento estratégico. A alternativa B troca o nível de decisão.
  • C: Planejamento, execução e controle são fases do ciclo de gestão, e não restrições. A alternativa C descreve etapas.
  • E: Recursos, metas e indicadores são elementos de medição, e não o triângulo. A alternativa E mistura conceitos vizinhos.
Pegadinha: Confundir as fases do projeto (planejar, executar, controlar) com as restrições que se equilibram.
Base: Referência de gestão de projetos, conceito do triângulo das restrições. Não há dispositivo legal específico.
Questão irmã: Se o escopo de um projeto aumenta e o prazo permanece, o que tende a acontecer? Gabarito: O custo ou a qualidade tendem a ser afetados.

F5inéditaResposta: A

Conceito: Extinta a concessão, retornam ao poder concedente os bens reversíveis, nos termos do edital e do contrato.
Raciocínio: Identifique o instituto: reversão é o retorno dos bens ao poder concedente. Venda, destruição ou transferência a órgão de controle não são a regra legal.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Os bens reversíveis retornam ao poder concedente, e não ficam com o concessionário.
  • C: A lei não prevê leilão de bens reversíveis como regra; eles retornam ao poder concedente.
  • D: A reversão implica retorno dos bens, e não destruição.
  • E: O Tribunal de Contas não é destinatário dos bens reversíveis; eles retornam ao poder concedente.
Pegadinha: Reversão é retorno ao poder concedente, e não venda ou aquisição pelo concessionário.
Base: Lei 8.987/1995 (Lei de Concessões), art. 35.
Questão irmã: Pela Lei 8.987/1995, extinta a concessão, para quem retornam os bens reversíveis? Gabarito: Ao poder concedente.

Q1oficialResposta: D

Conceito: A relicitação permite encerrar consensualmente uma concessão inviável e transferir o serviço a novo concessionário por licitação, com regras próprias para indenizações e passivos.
Raciocínio: A questão descreve pedido de devolução de concessão aeroportuária afetada por queda de demanda. A solução não exige extinção judicial, nem preferência do antigo concessionário no novo leilão. A relicitação não se confunde com encampação, que pressupõe retomada pelo poder concedente nos termos legais. A lei prevê indenização ao concessionário retirante pelos investimentos em bens reversíveis vinculados à parceria, não amortizados ou depreciados, com as deduções legais. Portanto, a alternativa D corresponde ao regime legal e é o gabarito oficial.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A extinção no regime de relicitação não exige ação judicial; há procedimento consensual e administrativo previsto em lei.
  • B: O concessionário retirante não recebe preferência ou vantagem para vencer o novo certame.
  • C: A relicitação não impõe encampação por decreto. Encampação é forma distinta de extinção e exige os pressupostos legais próprios.
  • E: Os passivos da concessão anterior não são transferidos indistintamente ao novo concessionário, inclusive a outorga original.
Pegadinha: Não confundir relicitação com encampação ou caducidade e não atribuir preferência ao concessionário que devolve o ativo.
Base: Lei nº 13.448/2017, arts. 14 a 20, especialmente as regras de indenização dos investimentos em bens reversíveis não amortizados ou depreciados.
Questão irmã: Na relicitação, o concessionário que devolve a concessão tem preferência para vencer o novo leilão? Gabarito: Não. Ele não tem preferência no novo certame.

Fonte: MP/GO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q2oficialResposta: D

Conceito: Missão expressa a razão de existir; valores são princípios orientadores; visão descreve o futuro desejado.
Raciocínio: A razão de existir e o papel social do órgão correspondem à missão. Os princípios éticos e comportamentais são os valores. A situação futura pretendida para dez anos é a visão. A sequência é missão, valores e visão, alternativa D.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Inverte missão e visão: razão de existir é missão, enquanto futuro almejado é visão.
  • B: Coloca visão antes dos valores, mas a segunda descrição do enunciado é o conjunto de princípios, isto é, valores.
  • C: A primeira declaração é missão, não valores; os valores aparecem na segunda descrição.
  • E: A primeira descrição corresponde à missão e a segunda aos valores, não à sequência proposta.
Pegadinha: Associe razão de existir à missão e futuro pretendido à visão; os princípios que orientam escolhas são valores.
Base: Conceitos de planejamento estratégico organizacional: missão, visão e valores.
Questão irmã: A declaração do futuro desejado de uma instituição corresponde a qual elemento estratégico? Gabarito: Visão.

Fonte: TCE/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q3oficialResposta: E

Conceito: Decisões dos tribunais de contas que imputam débito ou multa têm eficácia de título executivo e podem fundamentar cobrança judicial.
Raciocínio: A Constituição atribui ao tribunal de contas competência para julgar contas e prevê que suas decisões com imputação de débito ou multa têm eficácia de título executivo. Isso não significa que o tribunal execute judicialmente a própria decisão: o crédito pode ser cobrado em juízo sem homologação prévia do Executivo. A alternativa E reproduz essa regra.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A natureza privada da concessionária não elimina a fiscalização de recursos e bens públicos relacionados à delegação; a afirmação de exclusão total é excessiva.
  • B: Controle externo não é controle interno hierárquico da Câmara. O Legislativo exerce o controle externo com auxílio do tribunal de contas, sem subordinação hierárquica nesses termos.
  • C: A fiscalização pode envolver medidas preventivas nos limites constitucionais e legais; não se restringe a atos já consolidados.
  • D: A executoriedade da decisão não depende de chancela prévia do Poder Executivo; a Constituição lhe confere eficácia de título executivo.
Pegadinha: A decisão é título executivo, mas sua cobrança judicial cabe ao ente legitimado; não se exige homologação prévia do Executivo.
Base: Constituição Federal, arts. 31 e 71, em especial art. 71, § 3º; para o controle externo municipal, art. 31.
Questão irmã: Decisão de tribunal de contas que imputa débito tem eficácia de título executivo? Gabarito: Sim, conforme o art. 71, § 3º, da Constituição Federal.

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q4oficialResposta: A

Conceito: A responsabilidade civil estatal por danos causados por agentes públicos é objetiva, sob a teoria do risco administrativo, sem prejuízo da análise de nexo causal e de excludentes.
Raciocínio: A vítima morreu durante operação conjunta de segurança pública, e não foi possível identificar qual corporação originou o disparo. Segundo o entendimento do STF para danos decorrentes de operações policiais, a incerteza pericial sobre a origem do projétil não afasta por si só a responsabilidade do Estado. A responsabilidade é objetiva, e incumbe ao poder público demonstrar eventual excludente causal. Portanto, a alternativa A corresponde ao gabarito oficial.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Exige que os familiares provem necessariamente qual agente disparou, embora a perícia inconclusiva não afaste, por si só, a responsabilidade estatal no contexto da operação.
  • C: O regime é de risco administrativo, não de risco integral; além disso, a perícia inconclusiva não funciona automaticamente como causa de redução da indenização.
  • D: A responsabilidade prevista constitucionalmente é objetiva, não subjetiva, quando o agente atua nessa qualidade.
  • E: A perícia inconclusiva não basta para excluir a responsabilidade estatal quando o dano ocorre em operação de segurança pública.
Pegadinha: Não confundir responsabilidade objetiva com risco integral: a regra admite excludentes, cuja demonstração incumbe ao Estado.
Base: Constituição Federal, art. 37, § 6º; STF, RE 1.385.315, Tema 1.237 da repercussão geral, sobre responsabilidade estatal em operações de segurança pública.
Questão irmã: Em operação policial, a perícia não consegue identificar de qual arma partiu o disparo que matou um morador. A dúvida, sozinha, exclui a responsabilidade do Estado? Gabarito: Não. A dúvida pericial não afasta por si só a responsabilidade objetiva; o Estado pode demonstrar excludente causal.

Fonte: MP/RJ 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q5oficialResposta: A

Conceito: Indicadores de processo avaliam a execução das atividades e a forma como o trabalho é realizado para produzir bens e serviços.
Raciocínio: A questão descreve medidas ligadas à execução e ao modo de realização do trabalho. Esses indicadores acompanham processos, em vez de recursos consumidos, produtos entregues ou efeitos finais. A resposta é a alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Indicador de resultado final avalia efeitos ou impactos alcançados, não o modo de execução da atividade.
  • C: Resultado parcial mede entregas ou efeitos intermediários, não o processo de trabalho em si.
  • D: Indicador de insumo mede recursos empregados, como pessoas, orçamento e materiais.
  • E: Indicador de produto mede bens ou serviços entregues, não o desempenho do processo que os produz.
Pegadinha: Separe insumo (recurso), processo (modo de execução), produto (entrega) e resultado (efeito).
Base: Conceitos de indicadores de desempenho e cadeia de valor na gestão pública.
Questão irmã: Um indicador mede o tempo médio para tramitar um processo administrativo. A que categoria pertence? Gabarito: Indicador de processo.

Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26 (2026) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q6oficialResposta: C

Conceito: Na escola do design, a formulação da estratégia é concebida como processo deliberado de pensamento consciente, que busca ajustar capacidades internas e condições externas.
Raciocínio: A alternativa C associa corretamente a escola do design à formulação consciente e controlada. As demais descrições trocam os atributos das escolas: posições relacionam-se à escola de posicionamento; crenças compartilhadas, à cultural; e o processo formal e sequencial, à escola de planejamento. Logo, C é o gabarito oficial.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A escola cognitiva examina os processos mentais de formação da estratégia; estratégia como posição ou nicho é associada à escola de posicionamento.
  • B: Comportamento coletivo baseado em crenças comuns caracteriza a escola cultural, não a de configuração.
  • D: A escola empreendedora se apoia na visão e liderança do dirigente; o processo formal e decomposto em etapas caracteriza a escola de planejamento.
  • E: A descrição da escola cultural não é a intuição pessoal do líder; essa ênfase é própria da escola empreendedora.
Pegadinha: Distinguir design (concepção consciente), planejamento (formalização por etapas), empreendedora (visão do líder) e cultural (crenças coletivas).
Base: Henry Mintzberg, Bruce Ahlstrand e Joseph Lampel, Safári de Estratégia: escolas de formação estratégica.
Questão irmã: Qual escola associa a estratégia à visão e intuição do líder empreendedor? Gabarito: Escola empreendedora.

Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q7oficialResposta: B

Conceito: Na ação de improbidade, a Lei nº 8.429/1992 atribui ao CNMP a solução de conflitos de atribuições entre membros de Ministérios Públicos distintos e afasta o reexame obrigatório da sentença de improcedência ou extinção sem mérito.
Raciocínio: A situação envolve ações idênticas propostas por membros de Ministérios Públicos diferentes. O art. 17, § 19, III, atribui ao Conselho Nacional do Ministério Público a resolução do conflito de atribuições. O inciso IV do mesmo parágrafo exclui o reexame necessário da sentença de improcedência ou de extinção sem resolução do mérito. Assim, os dois trechos da alternativa B estão corretos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A competência é do CNMP, não do Procurador-Geral da República, embora esteja correta a dispensa do reexame obrigatório.
  • C: Acerta a competência, mas erra ao exigir reexame obrigatório, que a lei expressamente afasta.
  • D: Atribui a competência ao PGR e afirma a necessidade de reexame obrigatório; ambos os pontos contrariam a lei.
  • E: O STJ não é o órgão indicado pela Lei de Improbidade para dirimir esse conflito, e a lei também dispensa reexame obrigatório.
Pegadinha: A Lei de Improbidade trata expressamente, no mesmo parágrafo, tanto do conflito no Ministério Público quanto da inexistência de reexame obrigatório.
Base: Lei nº 8.429/1992, art. 17, § 19, III e IV, redação da Lei nº 14.230/2021.
Questão irmã: A sentença que extingue ação de improbidade sem resolução de mérito está sujeita a reexame necessário? Gabarito: Não. O art. 17, § 19, IV, da Lei nº 8.429/1992 dispensa o reexame obrigatório.

Fonte: MP/MT 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q8oficialResposta: B

Conceito: A dispensa de empregado concursado de empresa estatal deve ser formalizada em ato que indique fundamento razoável, mas não exige processo administrativo disciplinar.
Raciocínio: A EPDAC é empresa pública estadual e emprega trabalhador celetista concursado. A tese do STF no Tema 1.022 exige que a dispensa seja motivada por fundamento razoável, sem exigir a instauração de processo administrativo. O fato de a empresa explorar atividade econômica em regime concorrencial não afasta esse dever. Como o ato não apresentou motivação, o gabarito B está correto.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A tese do STF também alcança empresas estatais que exploram atividade econômica; não há dispensa do dever de motivar por concorrência.
  • C: O dever não se limita a estatais prestadoras de serviço público em monopólio.
  • D: O Tema 1.022 não exige PAD, contraditório e ampla defesa prévios para a dispensa sem justa causa; exige motivação formal razoável.
  • E: A motivação não depende de estabilidade especial, mas decorre da tese aplicável à dispensa de empregado concursado de empresa pública ou sociedade de economia mista.
Pegadinha: Motivação é exigida; processo administrativo disciplinar, não. A regra vale independentemente da atividade econômica ou da prestação de serviço público.
Base: STF, RE 688.267, Tema 1.022 da repercussão geral. Constituição Federal, arts. 37, caput e II, e 173, § 1º, II.
Questão irmã: Empresa pública demite empregado concursado sem justa causa e sem indicar motivo. O Tema 1.022 exige PAD? Gabarito: Não exige PAD, mas exige ato formalmente motivado com fundamento razoável.

Fonte: PGE/AC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q9oficialResposta: D

Conceito: A agenda ESG integra fatores ambientais, sociais e de governança à gestão de riscos, ao relacionamento com stakeholders e à geração de valor sustentável.
Raciocínio: A questão busca os três pilares que, segundo a abordagem apresentada, distinguem a agenda ESG de uma simples atualização do tripé da sustentabilidade: gestão de riscos, capitalismo de stakeholders e geração de valor. Essa combinação aparece na alternativa D, conforme o gabarito oficial.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Lucratividade, expansão e diversificação são objetivos empresariais genéricos e não definem os pilares da agenda ESG.
  • B: Marketing e relacionamento com a mídia podem ser atividades de comunicação, mas não estruturam uma agenda ESG efetiva.
  • C: Eficiência, redução de custos e maximização de receita são metas operacionais ou financeiras, não a estrutura conceitual indicada.
  • E: Responsabilidade socioambiental, filantropia e voluntariado restringem ESG a ações sociais e ambientais, omitindo governança, riscos, stakeholders e geração de valor.
Pegadinha: ESG não se reduz a filantropia nem a comunicação institucional; incorpora riscos, governança e criação de valor para stakeholders.
Base: Literatura especializada de ESG e governança corporativa; não há dispositivo legal único que fixe essa tríade conceitual.
Questão irmã: Uma empresa integra riscos socioambientais e de governança à estratégia para criar valor de longo prazo a seus stakeholders. Que abordagem adota? Gabarito: Agenda ESG.

Fonte: NAV BRASIL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

18.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Controle externo federal é do Congresso com auxílio do TCU.
  • Decisão de Tribunal de Contas com débito ou multa tem eficácia de título executivo.
  • Improbidade exige conduta dolosa tipificada na Lei nº 8.429/1992.
  • Concessão e permissão delegam execução, não titularidade do serviço.
  • Encampação decorre de interesse público; caducidade, de inadimplemento.
  • Cargo efetivo e emprego público têm regimes distintos.
  • Investidura ocorre com posse; exercício é etapa diversa.
  • Projeto é temporário; processo organiza atividades recorrentes.
  • Indicador de processo mede execução; indicador de insumo mede recursos.
  • Missão é razão de existir; visão aponta situação futura desejada.

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