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Matéria 09

Noções de Administração Pública

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização. Evolução das Teorias das Organizações. Convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada.585 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026 · cap. 16
  2. 2Princípios básicos da Administração Pública. Gestão de resultados na produção de serviços públicos. Comunicação na gestão pública e gestão de redes organizacionais. Gestão e avaliação de desempenho. Modelos de Avaliação de Desempenho.885 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026 · cap. 16
  3. 3Processo organizacional: planejamento, direção, coordenação, comunicação, controle e avaliação. Gestão estratégica: planejamento estratégico, tático e operacional. Gestão de pessoas do quadro próprio e terceirizadas. Gestão por Processos. Gestão por Projetos. Gestão de contratos.1807 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026 · cap. 16
  4. 4Gestão da Qualidade: excelência nos serviços públicos. Motivação. Liderança. Tipos de decisão e processo decisório.750 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026 · cap. 16

Noções de Administração Pública · Capítulo 16

Organizações formais e teorias da organizaçãoPrincípios, gestão de resultados e avaliação de desempenhoProcesso organizacional, gestão estratégica, pessoas, processos, projetos e contratosGestão da qualidade, motivação, liderança e decisão

Itens do edital:

  • 1. Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização. Evolução das Teorias das Organizações. Convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada.
  • 2. Princípios básicos da Administração Pública. Gestão de resultados na produção de serviços públicos. Comunicação na gestão pública e gestão de redes organizacionais. Gestão e avaliação de desempenho. Modelos de Avaliação de Desempenho.
  • 3. Processo organizacional: planejamento, direção, coordenação, comunicação, controle e avaliação. Gestão estratégica: planejamento estratégico, tático e operacional. Gestão de pessoas do quadro próprio e terceirizadas. Gestão por Processos. Gestão por Projetos. Gestão de contratos.
  • 4. Gestão da Qualidade: excelência nos serviços públicos. Motivação. Liderança. Tipos de decisão e processo decisório.

16.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Uma secretaria estadual de saúde organiza suas diretorias conforme o grupo de usuários a que se destinam: uma para crianças, outra para idosos e outra para gestantes. O critério de departamentalização predominante é por

  1. A)processo, pois cada diretoria reúne uma etapa sucessiva do mesmo trabalho.
  2. B)território, pois as diretorias estão distribuídas em regiões geográficas diferentes.
  3. C)clientela, pois cada diretoria atende a um público específico.
  4. D)função, pois a estrutura reúne atividades homogêneas, como finanças e pessoal.
  5. E)produto ou serviço, pois cada diretoria oferece um bem ou serviço diferente.

P2inédita
Um gestor público divulga critérios e resultados de uma seleção de fornecedores em portal de acesso amplo, embora a lei não exija aquela forma específica de publicação. A conduta relaciona-se mais diretamente ao princípio da

  1. A)publicidade, que favorece transparência e controle social, ressalvadas hipóteses legais de sigilo.
  1. B)impessoalidade, que determina a divulgação apenas aos participantes do procedimento.
  2. C)eficiência, que exige restringir a informação para acelerar a contratação.
  3. D)legalidade, que proíbe a Administração de adotar medidas não detalhadas em lei.
  4. E)moralidade, que substitui os demais princípios quando a intenção do gestor é legítima.

P3inédita
Uma equipe mapeia o fluxo de concessão de benefício, identifica retrabalho e redesenha as etapas para reduzir o tempo de atendimento, sem alterar a estrutura hierárquica do órgão. A prática caracteriza

  1. A)gestão por processos, que analisa e aprimora fluxos de trabalho ponta a ponta.
  1. B)gestão por projetos, pois toda iniciativa de melhoria tem prazo e responsável.
  2. C)planejamento estratégico, pois mudanças no serviço sempre definem a missão institucional.
  3. D)departamentalização funcional, pois cada atividade fica sob uma chefia especializada.
  4. E)avaliação de desempenho individual, pois o tempo de atendimento mede a produtividade de cada servidor.

16.2 O que cai

  • 1. Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização. Evolução das Teorias das Organizações. Convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada: 585 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026
  • 2. Princípios básicos da Administração Pública. Gestão de resultados na produção de serviços públicos. Comunicação na gestão pública e gestão de redes organizacionais. Gestão e avaliação de desempenho. Modelos de Avaliação de Desempenho: 885 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026
  • 3. Processo organizacional: planejamento, direção, coordenação, comunicação, controle e avaliação. Gestão estratégica: planejamento estratégico, tático e operacional. Gestão de pessoas do quadro próprio e terceirizadas. Gestão por Processos. Gestão por Projetos. Gestão de contratos: 1807 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026
  • 4. Gestão da Qualidade: excelência nos serviços públicos. Motivação. Liderança. Tipos de decisão e processo decisório: 750 questões da FGV e Cebraspe, 2020–2026

16.3 Teoria

Este capítulo cobre a teoria das organizações, a gestão de resultados e de desempenho, o processo organizacional com gestão estratégica, processos, projetos e contratos, e a gestão da qualidade, motivação, liderança e decisão. A banca cobra distinções entre níveis, modelos e estilos.

16.3.1 Organizações formais e teorias da organização

Organização formal é um conjunto de pessoas e recursos que trabalha de forma coordenada, com regras, cargos e objetivos definidos. A estrutura organizacional mostra como essas partes se dividem e se relacionam.

Tipos de estrutura. Na estrutura linear, cada subordinado responde a um único chefe (unidade de comando). Na funcional, a autoridade se apoia na especialidade e o subordinado pode receber orientação de mais de um especialista. A linha-staff combina a linha de comando com órgãos de assessoria. Na matricial, o servidor mantém vínculo com a área funcional e responde também ao gerente de projeto, o que gera autoridade dual. A estrutura em rede liga unidades e parceiros externos por relações de cooperação, com pouca hierarquia.

Departamentalização. É o critério para agrupar as atividades em unidades: por função (agrupa atividades homogêneas, como finanças e pessoal), por produto ou serviço, por território (localização), por processo (etapas sucessivas do trabalho) e por clientela (o público atendido).

A prova cobra a evolução das teorias e o que muda entre a gestão pública e a privada.

TeoriaÊnfaseLimite que a banca cobra
Clássica (Taylor, Fayol)Tarefa, eficiência e estrutura formalSuperespecialização do operário, visão microscópica do homem e abordagem incompleta da organização
BurocráticaRegras, hierarquia e impessoalidadeApego às regras, que substitui o objetivo
HumanísticaPessoas, motivação e relações informaisVisão restrita ao grupo, sem a estrutura
NeoclássicaResultados, objetivos e princípios revistos da administraçãoRetoma a clássica com ênfase em metas
EstruturalistaOrganização como estrutura complexa, com conflitos entre interessesConcentra-se na estrutura formal e nos conflitos
SistêmicaOrganização como sistema aberto, em interação com o ambienteExige integração de partes muito diferentes
ContingencialNão há uma única melhor forma de organizar: depende do ambiente e da tecnologiaExige análise de cada situação

A gestão pública se diferencia da privada pela finalidade e pela legalidade. A empresa privada busca lucro e age em tudo o que a lei não proíbe. O órgão público só age no que a lei autoriza, e sua finalidade é o interesse coletivo. Essas diferenças explicam por que a mesma técnica de gestão pode exigir adaptação antes de ser usada.

A teoria da burocracia, por sua vez, procura dar previsibilidade. Quando as regras são claras e os cargos são impessoais, o cidadão sabe o que esperar. O problema aparece quando a regra vira fim em si mesma, e o atendimento deixa de atender.

Erro típico. O candidato trata a teoria clássica como ultrapassada e nada mais. Ela continua útil para entender o controle de rotinas. Outro erro é supor que a gestão pública tem liberdade de iniciativa igual à privada. Há ainda quem atribua à Administração Científica o homo social e os grupos informais, que são da Escola das Relações Humanas.

Comparação

Teoria clássica e teoria humanística

Teoria clássicaTeoria humanística
Ênfase na tarefa, eficiência e estrutura formalÊnfase nas pessoas, motivação e relações informais
Limite: superespecialização do operárioLimite: visão restrita ao grupo, sem a estrutura

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · DPE/RO 2025

O risco de limitar a inovação e reduzir a diversidade na cultura organizacional deve ser considerado quando uma empresa adota, como estratégia de recrutamento para preenchimento de vagas, o modelo

  1. A)interno.
  2. B)externo.
  3. C)psicográfico.
  4. D)por colocação.
  5. E)por classificação.

Resposta: A

Conceito: Recrutamento interno preenche vagas com pessoas que já pertencem à organização.

Raciocínio: A alternativa A está correta. Ao buscar candidatos internamente, a organização pode aproveitar talentos existentes, mas corre o risco de reduzir a entrada de ideias novas e a diversidade de experiências.

Pegadinha: A vantagem de aproveitar pessoal da casa vem acompanhada do risco de menor renovação cultural e inovadora.

Base: Chiavenato, Gestão de Pessoas (recrutamento interno e externo)

16.3.2 Princípios, gestão de resultados e avaliação de desempenho

Os princípios básicos da Administração Pública estão no caput do art. 37 da Constituição: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Na gestão, a eficiência é o princípio que mais orienta a gestão de resultados, porque exige que o serviço público seja medido pelo que entrega ao cidadão.

A gestão de resultados troca o foco no cumprimento de rotinas pelo foco em metas e entregas. Ela exige que a meta seja clara antes da execução e que o resultado seja medido depois. A Constituição já prevê a participação do usuário: a lei disciplinará as formas de participação, as reclamações relativas à prestação de serviços e a avaliação periódica (art. 37, § 3º). Essa avaliação é a base da gestão de desempenho.

Modelo de avaliaçãoQuem avaliaFoco
Por objetivosChefia, com base em metas pactuadasResultado entregue
Por competênciasChefia e paresConduta e habilidades do servidor
360 grausChefia, pares, subordinados e usuáriosVisão ampla do desempenho

Avaliação de políticas públicas. A avaliação formativa acontece durante a implementação e serve para apoiar o aperfeiçoamento da política. A somativa vem ao final e analisa resultados e impactos, para decidir sobre a continuidade ou a expansão. A avaliação ex ante ocorre antes da implementação, para testar o desenho da política, e a ex post, depois dela, para medir o que foi alcançado.

A comunicação na gestão pública deve ser clara e transparente. Ela também sustenta a gestão de redes, em que vários órgãos e entidades atuam juntos em uma política. A rede depende de confiança e de objetivos comuns, e não de hierarquia.

Na prática, a gestão de resultados define indicadores antes da execução. Um bom indicador diz o que se mede, quem mede, com que periodicidade e qual meta se espera. Sem esses quatro elementos, a avaliação vira opinião. O modelo por objetivos funciona quando as metas são pactuadas por escrito. O modelo por competências exige critérios objetivos, para não se tornar subjetividade da chefia. O modelo de 360 graus cruza visões diferentes, e por isso exige cuidado na comparação entre elas.

Uma comunicação eficaz chega a quem executa, e não fica restrita a relatórios. Ela informa o servidor sobre a meta, o motivo e o resultado esperado. Sem isso, a avaliação cobra algo que a equipe não sabe que deve entregar.

Erro típico. O candidato confunde avaliação de desempenho com punição. A avaliação serve para orientar e corrigir o rumo, e a sanção segue outra via. Outro erro é tratar o usuário como mero espectador, quando a Constituição prevê sua participação.

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · CGM PORTO VELHO/RO 26 2026

No contexto das políticas públicas, a avaliação formativa é utilizada principalmente para

  1. A)subsidiar a tomada de decisão quanto à adoção ou à expansão de políticas públicas.
  2. B)apoiar a implementação ou o aperfeiçoamento de políticas públicas.
  3. C)analisar a teoria do programa, considerando-se sua consistência e lógica interna.
  4. D)avaliar de que forma a liderança e a estratégia influenciam os resultados das políticas públicas.
  5. E)comparar diferentes políticas públicas para identificar aquelas cujo retorno justifique sua execução.

Resposta: B

Conceito: Avaliação formativa acompanha a execução de uma política para fornecer informação útil a ajustes e aperfeiçoamentos.

Raciocínio: A alternativa B está correta. Por ocorrer durante a implementação, a avaliação formativa ajuda a identificar problemas e melhorar a política em curso. Decisões de adoção, expansão ou comparação de retorno são mais típicas de avaliações somativas ou de impacto.

Pegadinha: Formativa acompanha e aprimora a implementação; não se confunde com avaliação final de impacto.

Base: Referencial de avaliação de políticas públicas, Casa Civil da Presidência da República, Guia Prático de Análise Ex Ante e de Avaliação Ex Post de Políticas Públicas.

16.3.3 Processo organizacional, gestão estratégica, pessoas, processos, projetos e contratos

O processo organizacional é o conjunto de funções que transforma recursos em resultados: planejar, dirigir, coordenar, comunicar, controlar e avaliar.

A gestão estratégica organiza essas funções em três níveis. O planejamento estratégico define a direção de longo prazo. O tático desdobra a estratégia em metas de médio prazo para as áreas. O operacional cuida da execução do dia a dia. A banca cobra a diferença entre os três, porque a alternativa errada costuma trocar o nível de decisão.

NívelHorizonteQuem decide
EstratégicoLongo prazoAlta direção
TáticoMédio prazoGerências e áreas
OperacionalCurto prazoChefias e equipes de execução

Gestão de pessoas. A gestão de pessoas abrange o quadro próprio e os trabalhadores terceirizados. Os servidores do quadro próprio têm vínculo com o Estado. Os terceirizados são de outra empresa, e o órgão não os gerencia como subordinados. A Lei 14.133/2021 trata do acompanhamento dos contratos de terceirização, e por isso o órgão deve cuidar da fiscalização, e não da chefia direta.

Gestão por processos. Processo é uma sequência de atividades que transforma uma entrada em uma saída para um usuário. Mapear o processo significa descrever cada etapa, identificar quem é o dono e medir o resultado. A gestão por processos é contínua, porque a rotina se repete. Ela melhora a qualidade e reduz retrabalho. Mapear também evita que a etapa se repita sem dono, o que é comum em órgãos grandes.

Gestão por projetos. Projeto é um esforço temporário, com início, fim, escopo, prazo e custo definidos, para entregar algo único. A gestão por projetos é adequada quando a Administração precisa implantar algo novo, como um sistema ou uma política. Após a entrega, o trabalho volta para a rotina, que é gerida por processos.

Gestão de contratos. A execução do contrato deve ser acompanhada e fiscalizada por um ou mais fiscais, representantes da Administração especialmente designados (Lei 14.133/2021, art. 117). O fiscal anota em registro próprio todas as ocorrências e determina o que for necessário para a regularização das faltas ou dos defeitos observados (art. 117, § 1º). O que exigir decisão além da sua competência, ele informa aos superiores em tempo hábil (§ 2º). A autoridade máxima do órgão, ou quem as normas de organização administrativa indicarem, designa os agentes públicos para as funções essenciais, entre elas a de fiscal (art. 7º). O agente de contratação, que conduz a licitação, é pessoa designada pela autoridade competente (art. 8º). Nos serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra, o contratado deve apresentar, quando solicitado, a comprovação das obrigações trabalhistas e do FGTS (art. 50), e a Administração responde subsidiariamente pelos encargos trabalhistas se houver falha comprovada na fiscalização (art. 121, § 2º). Na prática, o registro das ocorrências é a base para eventual sanção, que segue o processo próprio da lei, e não a decisão de um único agente.

AspectoGestão por processosGestão por projetos
NaturezaRotina contínuaEsforço temporário
FocoEficiência da etapaEntrega única
ExemploAtendimento ao cidadãoImplantar novo sistema

A gestão estratégica só se completa quando os três níveis conversam. A meta tática precisa derivar da estratégia, e a operação precisa medir o que o tático exige. Quando o nível operacional decide sem olhar a estratégia, surge a fragmentação: cada área cumpre a sua rotina, e o órgão não avança como um todo.

Exemplo resolvido

Uma secretaria precisa implantar um sistema de agendamento em noventa dias, com equipe temporária e orçamento definido. Depois, o atendimento será feito de forma rotineira. Pergunta-se qual modelo de gestão cabe a cada fase.

  1. A implantação tem início, fim, escopo, prazo e custo definidos, e entrega um resultado único. Isso é gestão por projetos.
  2. O atendimento depois de implantado é rotina contínua, que se gere por processos.
  3. Cada modelo cabe a uma fase: projeto para a implantação, processo para a rotina.

Resposta: gestão por projetos na implantação e gestão por processos na operação.

Erros típicos. O candidato trata o terceirizado como servidor subordinado. Confunde o nível estratégico com o operacional, e a tarefa de cada um. Usa gestão por projetos para uma rotina contínua, que pede gestão por processos.

Esquema

Níveis da gestão estratégica

Gestão estratégica

  • Estratégico: direção de longo prazo

    Decidido pela alta direção

  • Tático: metas de médio prazo

    Decidido por gerências e áreas

  • Operacional: execução do dia a dia

    Decidido por chefias e equipes

16.3.4 Gestão da qualidade, motivação, liderança e decisão

A gestão da qualidade busca excelência nos serviços públicos, com foco no usuário e na melhoria contínua. O ciclo PDCA organiza essa melhoria em quatro etapas: planejar, executar, verificar e agir. A prova cobra o ciclo como método, e não apenas como sigla.

Teóricos da qualidade. Shewhart foi pioneiro no controle estatístico e na carta de controle. Deming defendeu a constância de propósitos e difundiu o ciclo PDCA. Juran associa qualidade à adequação ao uso e propõe a trilogia planejamento, controle e melhoria. Ishikawa destacou o lado humano da qualidade e o diagrama de causa e efeito. Feigenbaum propôs o controle da qualidade total. Taguchi trabalha a função perda, com limites de tolerância em vez de valores fixos. Crosby defende o zero defeito. O Seis Sigma melhora processos com dados, pelo ciclo DMAIC: definir, medir, analisar, melhorar e controlar.

Excelência na gestão pública. O Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP) é um referencial inspirado nos prêmios de qualidade. Ele avalia a gestão por critérios como liderança, estratégias e planos, cidadãos, sociedade, informações e conhecimento, pessoas, processos e resultados.

Motivação. É a força que move o servidor a agir. Maslow organiza as necessidades em hierarquia: fisiológicas, segurança, sociais, estima e autorrealização. Herzberg separa os fatores higiênicos, que evitam a insatisfação, dos motivacionais, que geram satisfação. McGregor contrapõe a Teoria X, que vê o trabalhador como avesso ao trabalho e pede controle, à Teoria Y, que o vê como capaz de assumir responsabilidade. Para Vroom, a motivação depende da expectativa de que o esforço leve ao desempenho, da instrumentalidade e do valor da recompensa.

Liderança. É a capacidade de influenciar pessoas para atingir objetivos comuns. Os estilos clássicos são o autocrático, em que o líder decide sozinho, o democrático, em que o grupo participa, e o liberal, em que o grupo decide com pouca interferência. Entre as abordagens contemporâneas, a liderança transformacional inspira e mobiliza a equipe para a mudança, a transacional troca recompensas por desempenho, e a liderança estratégica analisa o ambiente interno e externo, define a direção de longo prazo e conduz as mudanças da organização.

EstiloComo ageRisco
AutocráticoDecide sem consultarDesmotiva a equipe
DemocráticoDecide com a participação do grupoDemora na decisão
LiberalDeixa o grupo decidir sozinhoFalta de direção

O processo decisório envolve a identificação do problema, o levantamento de alternativas, a escolha e o acompanhamento. As decisões programadas são repetitivas, com regra definida. As não programadas são novas, e exigem julgamento. A prova costuma cobrar a diferença entre as duas.

Na gestão da qualidade, a melhoria contínua se faz em pequenos ciclos, e não em uma reforma única. Cada ciclo começa com um problema identificado com dados e termina com um padrão que impede a recaída. O foco no usuário define o que é qualidade: o serviço é bom quando o cidadão obtém o que precisava, com rapidez e clareza. A liderança tem papel decisivo, porque a equipe copia o comportamento de quem a dirige, e não apenas o que recebe em treinamento.

Na prática, nenhuma decisão tem todas as informações. O gestor decide com os dados disponíveis, no prazo compatível com a urgência, e registra o motivo da escolha. Esse registro facilita a revisão posterior e a prestação de contas ao cidadão, que também exige transparência nas decisões públicas.

Erro típico. O candidato trata a liderança democrática como a única correta. O estilo deve se adaptar à situação e à equipe. Outro erro é confundir decisão programada, que segue regra, com decisão sem análise.

Esquema

Ciclo PDCA

  1. 1Planejar a melhoria

    Definir objetivo e método

  2. 2Executar o plano

    Aplicar a mudança em escala controlada

  3. 3Verificar os resultados

    Comparar com o planejado

  4. 4Agir sobre o desvio

    Padronizar ou corrigir e reiniciar

Pegadinha de prova

Terceirizado não é subordinado

O trabalhador terceirizado tem vínculo com a empresa contratada. O órgão fiscaliza a execução do contrato, e não gerencia o trabalhador como servidor.

Atenção

Fiscal registra, determina e comunica

O fiscal anota as ocorrências em registro próprio e determina o que for necessário para regularizar as faltas ou os defeitos (Lei 14.133/2021, art. 117, § 1º). O que ultrapassa sua competência, ele informa aos superiores em tempo hábil (§ 2º). Ele não assume a execução do contrato.

Pegadinha de prova

Participação do usuário

A Constituição prevê a participação do usuário na Administração, nas reclamações e na avaliação periódica (art. 37, § 3º). A avaliação orienta a gestão e não se confunde com punição.

16.4 Exemplo resolvido

Durante a execução de um contrato de limpeza terceirizada, o fiscal identifica falhas repetidas do contratado. Assinale a conduta adequada ao fiscal.

  1. Identifique o papel do fiscal: acompanhar e fiscalizar a execução, anotando todas as ocorrências em registro próprio (Lei 14.133/2021, art. 117, § 1º).
  2. Veja o que ele faz com as falhas: determina o que for necessário para a regularização das faltas ou dos defeitos observados (art. 117, § 1º).
  3. Verifique a comunicação: a situação que exigir decisão além da sua competência vai aos superiores em tempo hábil (art. 117, § 2º).
  4. Descarte as alternativas que transferem a execução ao próprio fiscal ou que tratam a sanção sem processo.

Resposta: Registrar as ocorrências, determinar a regularização das falhas e informar os superiores o que ultrapassar sua competência.

16.5 Fixação

Questões inéditas.

F1inédita

Em uma reunião, a equipe apresenta várias alternativas para solucionar um problema operacional. O dirigente estabelece critérios, compara consequências e escolhe a alternativa que melhor atende aos objetivos da unidade. Essa etapa do processo decisório é

  1. A)identificação do problema.
  2. B)diagnóstico das causas.
  3. C)implementação da decisão.
  4. D)avaliação posterior dos resultados.
  5. E)seleção da alternativa.

F2inédita
Um órgão pretende contratar empresa para serviço contínuo com dedicação exclusiva de mão de obra. Segundo a Lei nº 14.133/2021, a Administração deve, entre outras medidas,

  1. A)transferir integralmente à contratada toda responsabilidade por encargos trabalhistas, sem fiscalização da execução.
  1. B)fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas e exigir comprovação pertinente, conforme a lei e o contrato.
  2. C)evitar designar gestor e fiscais, para preservar a autonomia empresarial da contratada.
  3. D)pagar diretamente salários de empregados terceirizados, independentemente de previsão contratual ou inadimplemento.
  4. E)considerar a Administração automaticamente responsável por qualquer dívida trabalhista da contratada.

F3inédita
Em uma estrutura matricial, servidores de uma área técnica são alocados temporariamente a projetos e recebem orientações tanto do gerente funcional quanto do gerente de projeto. A característica central desse arranjo é

  1. A)unidade de comando absoluta, com um único superior para cada profissional.
  1. B)eliminação das áreas funcionais, que deixam de existir após a criação dos projetos.
  2. C)autoridade dual e compartilhamento de recursos entre funções e projetos.
  3. D)departamentalização exclusivamente territorial, com chefias definidas por região.
  4. E)ausência de coordenação lateral, pois cada projeto depende apenas da hierarquia funcional.

F4inédita
Um programa público define metas de cobertura, acompanha indicadores de entrega e compara os resultados obtidos com os custos incorridos, revisando a alocação de recursos quando o desempenho se afasta do esperado. Essa prática expressa principalmente

  1. A)gestão por resultados, com monitoramento de produtos, metas e desempenho em relação aos recursos.
  1. B)controle exclusivamente formal, limitado à verificação de conformidade documental.
  2. C)gestão patrimonial, centrada na guarda e inventário de bens físicos.
  3. D)planejamento operacional, sem relação com avaliação de desempenho.
  4. E)comunicação institucional, voltada à divulgação externa de campanhas.

F5inédita

Um chefe adota supervisão constante e controles rígidos sobre a equipe, por acreditar que os servidores evitam o trabalho, fogem de responsabilidades e só produzem sob pressão. Na classificação de McGregor, essa visão corresponde à

  1. A)Teoria Y, que vê o trabalhador como capaz de assumir responsabilidade.
  2. B)teoria dos dois fatores, que separa fatores higiênicos e motivacionais.
  3. C)hierarquia de necessidades, que parte das necessidades fisiológicas.
  4. D)Teoria X, que vê o trabalhador como avesso ao trabalho e pede controle.
  5. E)teoria da expectativa, que liga esforço, desempenho e valor da recompensa.

16.6 Questões oficiais da FGV e Cebraspe

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · ALE/RO 2026
Após concluir uma pós-graduação, Emanuel, executivo de uma companhia brasileira do setor de frigoríficos, decide implementar em sua organização práticas fundamentadas na Administração Científica. Ao buscar apoio de um consultor para conduzir essa transição, Emanuel é informado de que esse modelo recebeu diversas críticas ao longo do tempo, as quais podem gerar impactos negativos caso não sejam consideradas. Representam corretamente duas dessas críticas:

  1. A)ausência de comprovação científica e abordagem do homo social.
  1. B)visão microscópica do homem e ênfase excessiva nos grupos informais.
  2. C)superespecialização do operário e abordagem incompleta da organização.
  3. D)concepção considerada ingênua do operário e foco exclusivo no aspecto emocional.
  4. E)emprego de técnicas ineficientes de produção e ausência de comprovação científica.

Q2oficial · TCE/SC 2026
A avaliação de desempenho supera o papel de simples instrumento avaliativo e passa a funcionar como mecanismo de retroação voltado ao autodesenvolvimento do servidor. Nessa concepção ampliada, a retroação não se restringe a uma única dimensão de análise, mas abrange um conjunto integrado de competências necessárias ao exercício profissional. Essa abordagem caracteriza-se por

  1. A)atuar como instrumento multidimensional de retroação, articulando quatro categorias de competências — pessoais, tecnológicas, metodológicas e sociais — para que o servidor identifique lacunas e direcione seu próprio crescimento profissional.
  1. B)restringir-se à aferição de metas quantitativas, por serem os únicos indicadores objetivos capazes de fornecer retroação precisa sobre o desempenho individual.
  2. C)focalizar as competências técnicas exigidas pelo cargo, consideradas a principal referência para ajustes de desempenho no curto prazo.
  3. D)limitar a retroação aos comportamentos observáveis e previamente descritos em padrões de conduta, excluindo dimensões não mensuráveis do desenvolvimento profissional.
  4. E)valorizar prioritariamente as competências adquiridas em programas formais de capacitação, por serem aquelas passíveis de mensuração objetiva e comparação entre servidores.

Q3oficial · AMAZUL 2026
A Diretoria de Planejamento da Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM), empresa pública federal, passou por mudanças significativas após pressões externas por maior inovação, sustentabilidade e eficiência administrativa. A nova diretora assumiu a missão de reposicionar a organização frente às transformações tecnológicas e às alterações regulatórias previstas para os próximos anos. Nos primeiros meses, ela conduziu uma análise abrangente da história institucional, dos valores culturais predominantes e dos pontos fortes e fracos internos. Em paralelo, examinou tendências do setor mineral, riscos ambientais e expectativas dos órgãos de controle. A partir desse diagnóstico, identificou áreas em que a empresa estava desalinhada do seu ambiente e propôs um conjunto de mudanças estruturais para fortalecer o posicionamento futuro da CDRM. Também instituiu um sistema contínuo de monitoramento ambiental, visando orientar decisões estratégicas de forma antecipatória. Considerando as perspectivas emergentes sobre liderança, assinale o conceito que melhor caracteriza o tipo de liderança exercida pela diretora.

  1. A)Liderança ética.
  2. B)Liderança virtual.
  3. C)Liderança estratégica.
  4. D)Liderança transformacional.
  5. E)Liderança operacional adaptativa.

Q4oficial · SEDUC/SP 2026
Em uma aula sobre recrutamento e seleção de pessoas, um professor do ensino técnico propôs à turma uma simulação do processo de recrutamento, que deveria incluir todas as etapas a seguir: 1. Convocação dos candidatos selecionados e realização dos testes e dinâmicas de grupo, para a verificação das competências dos candidatos. 2. Mapeamento das competências desejadas, para definição do perfil. 3. Recepção do candidato selecionado, com a ambientação inicial e o treinamento para o exercício do cargo. 4. Análise dos currículos, considerando o perfil desejado, e triagem dos que atendem a esse perfil. 5. Após seleção do candidato pela área, preparação e envio da comunicação do resultado aos candidatos em geral e ao candidato selecionado, o qual recebe também a oferta de trabalho e informações sobre os benefícios. 6. Divulgação da vaga em portais de recrutamento e seleção e em redes profissionais. A sequência correta de um processo de recrutamento e seleção é:

  1. A)1, 2, 3, 4, 5, 6.
  2. B)2, 6, 4, 1, 5, 3.
  3. C)6, 3, 1, 2, 5, 4.
  4. D)2, 5, 4, 1, 6, 3.
  5. E)4, 2, 6, 1, 5, 3.

Q5oficial · SEFAZ/RJ 25 AUDITOR 2025
Considerando as contribuições dos principais teóricos para a gestão da qualidade, julgue os itens seguintes. I Shewhart foi um dos pioneiros na aplicação da estatística ao controle de qualidade, tendo preparado o primeiro rascunho do que viria a ser conhecido como carta de controle. II Deming defendia a constância de propósitos para a melhoria do produto e do serviço, para que a organização se tornasse competitiva, se mantivesse em atividade e gerasse empregos. III Ishikawa contribuiu para o desenvolvimento da visão ampla da qualidade, com ênfase no lado humano, tendo desenvolvido o diagrama de causa e efeito. IV Segundo Juran, há duas dimensões no conceito de qualidade: uma externa, relativa às necessidades dos consumidores, e uma interna, relacionada à correta execução do produto ou serviço. V A proposta de Feigenbaum é a de que devem existir limites de tolerância, ao invés de valores fixos, para as especificações de projeto. Estão certos apenas os itens

  1. A)I, II, III e IV.
  2. B)I, II, III e V.
  3. C)I, II, IV e V.
  4. D)I, III, IV e V.
  5. E)II, III, IV e V.

Q6oficial · TJ/MS 2026
Uma instituição de saúde decidiu implantar a metodologia Six Sigma em um setor de enfermagem, após identificar falhas recorrentes na administração de medicamentos. Considerando os princípios dessa metodologia para avaliação e melhoria de processos, assinale a afirmativa correta.

  1. A)A metodologia Six Sigma concentra-se na correção imediata das falhas identificadas, com menor ênfase na mensuração e análise do processo.
  1. B)A aplicação do Six Sigma prioriza a experiência profissional da equipe, utilizando dados apenas como apoio secundário às decisões do processo.
  2. C)A implantação do Six Sigma envolve definição do problema, uso de dados para análise das causas, aplicação de melhorias e controle sistemático dos resultados obtidos.
  3. D)O Six Sigma direciona a melhoria dos processos por meio de avaliações pontuais, sem necessidade de monitoramento contínuo.
  4. E)A implantação do Six Sigma baseia-se na comparação entre profissionais, utilizando resultados individuais como principal referência avaliativa.

16.7 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: C

Conceito: A departamentalização por clientela agrupa as atividades conforme o tipo de usuário ou de cliente atendido.
Raciocínio: As diretorias foram definidas pelo grupo de pessoas a que se destinam: crianças, idosos e gestantes. O agrupador é o público atendido, que caracteriza a departamentalização por clientela.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Processo agrupa as etapas sucessivas de um mesmo trabalho, o que não foi descrito.
  • B: Território agrupa por localização geográfica, e o enunciado não menciona regiões.
  • D: Função agrupa atividades homogêneas, como finanças ou pessoal, e não por público.
  • E: Produto ou serviço agrupa conforme o que se oferece, e aqui o agrupador é quem recebe o atendimento.
Pegadinha: O mesmo serviço pode ser prestado a públicos diferentes. Quando o agrupador é o público, o critério é clientela.
Base: Chiavenato, Introdução à Teoria Geral da Administração (departamentalização)
Questão irmã: Um banco cria superintendências separadas para pessoas físicas, empresas e governo. Qual é o critério de departamentalização? Gabarito: Departamentalização por clientela.

P2inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: A publicidade permite transparência dos atos administrativos e viabiliza controle, respeitadas as exceções legais.
Raciocínio: A divulgação ampla dos critérios e resultados torna a atuação administrativa cognoscível e sujeita a controle público. Essa finalidade corresponde diretamente à publicidade.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A impessoalidade veda favorecimentos e exige finalidade pública; não restringe divulgação aos participantes.
  • C: Eficiência busca bons resultados com adequada utilização de recursos, não sigilo indiscriminado.
  • D: A Administração pode adotar meios de transparência compatíveis com a lei; legalidade não significa proibição de toda iniciativa não detalhada.
  • E: A moralidade não substitui os demais princípios nem se reduz à intenção subjetiva do agente.
Pegadinha: Publicidade é regra, mas admite sigilo nos casos previstos em lei.
Base: Constituição Federal, art. 37, caput; Lei nº 12.527/2011, arts. 3º e 8º.
Questão irmã: Qual princípio fundamenta a divulgação ativa de despesas públicas? Gabarito: Publicidade, associada à transparência e ao controle social.

P3inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: Gestão por processos examina fluxos interfuncionais e promove melhoria de desempenho e valor entregue.
Raciocínio: A equipe mapeia um fluxo de trabalho, localiza gargalos e redesenha etapas para melhorar o resultado do serviço. Isso é gestão por processos, mesmo sem modificar o organograma.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A melhoria pode ser conduzida em projeto, mas o caso descreve especificamente a análise e redesenho contínuos do fluxo operacional.
  • C: Não há revisão da missão nem formulação de objetivos estratégicos institucionais.
  • D: A situação não informa reorganização da estrutura em departamentos funcionais.
  • E: O objeto de análise é o processo coletivo, não a avaliação individual de servidores.
Pegadinha: Processos atravessam unidades e podem ser melhorados sem mexer na estrutura formal.
Base: Conceito de gestão por processos; Guia de Gestão de Processos de Governo, MPOG.
Questão irmã: Mapear, medir e aperfeiçoar o fluxo de atendimento de ponta a ponta é exemplo de quê? Gabarito: Gestão por processos.

F1inéditaResposta: E

Conceito: A seleção consiste em escolher, entre alternativas avaliadas, a opção mais adequada aos objetivos e critérios.
Raciocínio: O problema já foi identificado e as opções já foram comparadas. O dirigente está escolhendo uma delas, portanto realiza a etapa de seleção.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A identificação define a diferença entre a situação atual e a desejada; isso já foi superado no cenário.
  • B: O diagnóstico investiga causas do problema, não escolhe entre cursos de ação avaliados.
  • C: Implementar é colocar a alternativa selecionada em prática.
  • D: A avaliação posterior ocorre depois da implementação e examina os efeitos da decisão.
Pegadinha: Comparar opções e escolher a melhor são etapas distintas; o enunciado destaca a escolha.
Base: Processo decisório administrativo: identificação, diagnóstico, desenvolvimento de alternativas, seleção, implementação e avaliação.
Questão irmã: Depois de escolher uma alternativa, a equipe a executa. Qual etapa ocorre? Gabarito: Implementação da decisão.

F2inéditaResposta: B

Conceito: Contratos com dedicação exclusiva de mão de obra exigem fiscalização e mecanismos legais de acompanhamento das obrigações trabalhistas.
Raciocínio: Nos serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra, o contratado deve apresentar, quando solicitado, a comprovação do cumprimento das obrigações trabalhistas e do FGTS (art. 50), e o fiscal acompanha a execução (art. 117). A falha na fiscalização pode levar à responsabilidade subsidiária da Administração pelos encargos trabalhistas (art. 121, § 2º). Por isso a alternativa B é a correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A terceirização não elimina a fiscalização contratual nem permite ignorar obrigações legais da Administração.
  • C: A gestão e fiscalização do contrato devem ser exercidas por representantes designados pela Administração.
  • D: O pagamento direto não ocorre automaticamente e depende das hipóteses e mecanismos legais e contratuais aplicáveis.
  • E: A responsabilidade pública não é automática; a lei disciplina consequências específicas e exige análise do caso.
Pegadinha: Terceirizar a execução não significa terceirizar o dever administrativo de fiscalizar o contrato.
Base: Lei nº 14.133/2021, arts. 50, 117 e 121, § 2º.
Questão irmã: O fiscal do contrato pode deixar de registrar falhas de empresa terceirizada? Gabarito: Não. Deve acompanhar e registrar ocorrências da execução, adotando as providências cabíveis.

F3inéditaResposta: C

Conceito: A estrutura matricial combina dimensões funcionais e de projeto, frequentemente com dupla autoridade.
Raciocínio: O servidor mantém vínculo com uma área especializada e também responde às demandas do projeto. Essa sobreposição caracteriza autoridade dual e compartilhamento de recursos.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A matriz tende a romper a unidade de comando estrita, pois o servidor recebe orientação funcional e do projeto.
  • B: As áreas funcionais permanecem e fornecem competências e recursos aos projetos.
  • D: A distribuição descrita decorre de funções e projetos, não de regiões geográficas.
  • E: A matriz aumenta a coordenação lateral entre áreas e projetos; não a elimina.
Pegadinha: A dupla subordinação pode gerar conflito, mas é traço típico da estrutura matricial.
Base: Teoria das organizações, estrutura matricial.
Questão irmã: Qual modelo combina chefias funcionais e gerentes de projeto? Gabarito: Estrutura matricial.

F4inéditaResposta: A

Conceito: Gestão por resultados orienta a atuação para metas e produtos, monitorando desempenho e uso dos recursos.
Raciocínio: O programa acompanha cobertura, compara entregas com custos e corrige alocações diante de desvios. O foco está em resultados e eficiência, não apenas na regularidade dos procedimentos.
Por que as outras estão erradas:
  • B: O controle formal examina conformidade, mas o cenário também mede resultados e custos para ajustar a gestão.
  • C: A guarda de bens não é objeto central do caso.
  • D: Há monitoramento e avaliação explícitos, não apenas elaboração de rotinas de execução.
  • E: Não se descrevem campanhas ou comunicação com o público, mas acompanhamento de metas e desempenho.
Pegadinha: Gestão por resultados não abandona controles de conformidade; acrescenta foco nos produtos e efeitos alcançados.
Base: Gestão pública por resultados; Decreto nº 9.203/2017, art. 4º, diretrizes de governança pública.
Questão irmã: Acompanhar indicadores de entrega e corrigir desvios de metas é próprio de qual abordagem? Gabarito: Gestão por resultados.

F5inéditaResposta: D

Conceito: McGregor contrapõe a Teoria X, que vê o trabalhador como avesso ao trabalho e pede controle, à Teoria Y, que o vê como capaz de assumir responsabilidade.
Raciocínio: 1. A crença do chefe é que as pessoas evitam o trabalho e fogem de responsabilidades. 2. Em consequência, ele escolhe supervisão e controle rígidos. 3. Essa combinação de visão e conduta é a Teoria X de McGregor. 4. A alternativa D a descreve.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A Teoria Y parte da visão oposta: o trabalhador é capaz de assumir responsabilidade, e o controle rígido é desnecessário.
  • B: A teoria dos dois fatores é de Herzberg e não classifica visões do chefe sobre o trabalhador.
  • C: A hierarquia de necessidades é de Maslow, e não trata do estilo de controle do chefe.
  • E: A teoria da expectativa é de Vroom, e não se refere à visão do chefe sobre o trabalhador.
Pegadinha: Trocar as teorias de autores diferentes: X e Y são de McGregor; dois fatores, de Herzberg; hierarquia, de Maslow; expectativa, de Vroom.
Base: McGregor, Teoria X e Teoria Y (motivação), conforme a teoria do capítulo.
Questão irmã: Qual teoria de McGregor vê o trabalhador como capaz de assumir responsabilidade? Gabarito: A Teoria Y.

Q1oficialResposta: C

Conceito: A Administração Científica busca eficiência por métodos racionais, mas foi criticada por mecanicismo, superespecialização do operário, visão microscópica do homem, ausência de comprovação científica e abordagem incompleta da organização.
Raciocínio: A alternativa C é a única em que os dois termos são críticas clássicas à Administração Científica: a superespecialização do operário, que fragmenta o trabalho, e a abordagem incompleta da organização, que privilegia tarefas e produção e deixa de lado outras dimensões. Nas demais, um dos termos não é crítica a essa escola ou pertence a outra.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A ausência de comprovação científica consta entre as críticas clássicas, mas o homo social é a concepção de ser humano da Escola das Relações Humanas, não da Administração Científica, que via o operário como homo economicus.
  • B: A visão microscópica do homem é crítica clássica à Administração Científica, mas a ênfase nos grupos informais é característica das Relações Humanas, e não crítica a Taylor.
  • D: A alternativa D atribui à Administração Científica concepção ingênua do operário e foco emocional, críticas ligadas a outras abordagens.
  • E: A ausência de comprovação científica é crítica clássica, mas emprego de técnicas ineficientes de produção não é: a proposta de Taylor é justamente aumentar a eficiência. O par não é formado só por críticas à escola.
Pegadinha: Cada alternativa mistura uma crítica verdadeira com um termo de outra escola. Só vale a alternativa em que os dois termos são críticas à Administração Científica.
Base: Frederick W. Taylor, Princípios de Administração Científica; Idalberto Chiavenato, Introdução à Teoria Geral da Administração, capítulo sobre Administração Científica.
Questão irmã: Qual crítica é frequentemente dirigida ao taylorismo por fragmentar o trabalho? Gabarito: A superespecialização do operário e a visão limitada do trabalhador e da organização.

Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q2oficialResposta: A

Conceito: Avaliação de desempenho pode funcionar como retroação multidimensional para identificar competências e orientar o desenvolvimento profissional.
Raciocínio: A alternativa A está correta. A abordagem considera competências pessoais, tecnológicas, metodológicas e sociais, permitindo ao servidor reconhecer lacunas e planejar seu autodesenvolvimento, em vez de reduzir a avaliação a metas ou técnica do cargo.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B reduz o desempenho a metas quantitativas e exclui competências relevantes que também influenciam o trabalho.
  • C: A alternativa C limita a avaliação ao aspecto técnico e ao curto prazo.
  • D: A alternativa D restringe a retroação a comportamentos observáveis e exclui outras dimensões de desenvolvimento.
  • E: A alternativa E confunde competência com certificação formal e desconsidera aprendizagens no trabalho e competências sociais ou pessoais.
Pegadinha: Retroação para desenvolvimento não se resume a indicador numérico nem a treinamento formal.
Base: Chiavenato, Gestão de Pessoas (avaliação de desempenho e competências)
Questão irmã: Uma avaliação voltada ao autodesenvolvimento deve considerar apenas metas quantitativas? Gabarito: Não. Deve oferecer retroação ampla sobre competências relevantes.

Fonte: TCE/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q3oficialResposta: C

Conceito: Liderança estratégica integra análise interna e ambiental, visão de longo prazo, mudanças organizacionais e monitoramento antecipatório.
Raciocínio: A alternativa C está correta. A diretora avalia história, cultura e capacidades internas, analisa tendências, riscos e expectativas externas, propõe mudanças estruturais e mantém vigilância ambiental para orientar decisões futuras. Esse conjunto caracteriza liderança estratégica.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A enfatizaria conduta ética e valores, não o conjunto de diagnóstico estratégico e reposicionamento descrito.
  • B: A alternativa B se relaciona à liderança mediada por tecnologia e equipes virtuais, ausentes no caso.
  • D: A alternativa D foca mobilização e transformação inspiradora, mas não é o rótulo mais específico para análise ambiental e posicionamento.
  • E: A alternativa E não é o conceito descrito; o caso trata de orientação estratégica, não apenas adaptação operacional.
Pegadinha: O diagnóstico de ambiente interno e externo somado à antecipação de tendências aponta liderança estratégica, não apenas transformacional.
Base: Bass; Chiavenato; teorias de liderança (estratégica e transformacional)
Questão irmã: Qual liderança combina análise ambiental contínua, visão futura e mudanças de posicionamento organizacional? Gabarito: Liderança estratégica.

Fonte: AMAZUL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q4oficialResposta: B

Conceito: O processo seletivo começa pela definição do perfil, divulga a vaga, faz triagem e avaliação, comunica o resultado e integra o contratado.
Raciocínio: Primeiro mapeiam-se competências e define-se o perfil (2). Depois se divulga a vaga (6), analisam-se currículos (4), aplicam-se testes e dinâmicas (1), comunicam-se resultados e oferta (5) e, por fim, recepciona-se e integra-se a pessoa selecionada (3). A sequência é 2-6-4-1-5-3, alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A começa pelos testes antes de definir perfil e divulgar a vaga, invertendo etapas essenciais.
  • C: A alternativa C coloca integração antes da seleção e do mapeamento do perfil.
  • D: A alternativa D comunica resultado antes da triagem e divulga a vaga depois dos testes.
  • E: A alternativa E inicia pela triagem antes de definir competências e divulgar a vaga.
Pegadinha: A integração ocorre após a escolha e comunicação da contratação; o perfil precisa existir antes da divulgação.
Base: Chiavenato, Gestão de Pessoas (recrutamento e seleção)
Questão irmã: A etapa de integração do novo empregado ocorre antes ou depois da comunicação da aprovação? Gabarito: Depois da seleção e da comunicação da oferta.

Fonte: SEDUC/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q5oficialResposta: A

Conceito: Shewhart, Deming, Ishikawa e Juran contribuíram para controle estatístico, melhoria contínua, qualidade participativa e adequação ao uso.
Raciocínio: Os itens I, II e III estão corretos: Shewhart desenvolveu cartas de controle; Deming defendeu constância de propósito; Ishikawa difundiu o diagrama de causa e efeito e a participação humana. O item IV também expressa dimensões da qualidade associadas a Juran. O V está errado: limites de tolerância são associados à abordagem de Taguchi sobre função perda, não à proposta de Feigenbaum. Correta a alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: A alternativa B inclui o item V, atribuição incorreta a Feigenbaum.
  • C: A alternativa C inclui V e exclui III, que está correto.
  • D: A alternativa D inclui V e exclui II, que está correto.
  • E: A alternativa E inclui V e exclui I, que está correto.
Pegadinha: Não confunda Feigenbaum, associado ao controle da qualidade total, com Taguchi e a função perda ligada à variabilidade.
Base: Walter A. Shewhart, Economic Control of Quality of Manufactured Product; W. Edwards Deming, Out of the Crisis; Kaoru Ishikawa, Guide to Quality Control; Joseph M. Juran, Quality Control Handbook; Armand V. Feigenbaum, Total Quality Control; Genichi Taguchi, abordagem da função perda.
Questão irmã: A quem se associa o diagrama de causa e efeito, também chamado espinha de peixe? Gabarito: Kaoru Ishikawa.

Fonte: SEFAZ/RJ 25 AUDITOR (2025) — prova em cdn.cebraspe.org.br

Q6oficialResposta: C

Conceito: Six Sigma melhora processos por meio de definição do problema, análise baseada em dados, melhoria e controle dos resultados.
Raciocínio: A alternativa C apresenta o ciclo DMAIC: definir, medir, analisar, melhorar e controlar. No caso de erros de medicação, dados e controle sistemático permitem identificar causas e sustentar melhorias.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A alternativa A privilegia correção imediata e minimiza mensuração e análise, contrariando o método estruturado.
  • B: A alternativa B coloca experiência subjetiva acima de dados, embora a análise quantitativa seja central ao Six Sigma.
  • D: A alternativa D dispensa monitoramento contínuo, mas controle é etapa essencial para sustentar o ganho.
  • E: A alternativa E compara profissionais, quando a metodologia focaliza processos e suas causas de variação.
Pegadinha: Six Sigma melhora o processo com evidências; não transforma a avaliação em competição individual entre trabalhadores.
Base: Pande et al., Estratégia Seis Sigma (DMAIC)
Questão irmã: Qual etapa do DMAIC sustenta os ganhos após a melhoria? Gabarito: Controlar o processo e monitorar os resultados.

Fonte: TJ/MS 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

16.8 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Teoria clássica: ênfase na tarefa e na eficiência; críticas: superespecialização, visão microscópica do homem e abordagem incompleta.
  • Gestão pública se pauta pela legalidade e pela finalidade pública; a privada age no que não é proibido.
  • Os princípios do caput do art. 37: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
  • Estratégico é de longo prazo; tático, de médio; operacional, de curto.
  • Gestão por processos é rotina contínua; gestão por projetos é esforço temporário com entrega única.
  • Terceirizado tem vínculo com a empresa contratada, e o órgão fiscaliza a execução do contrato.
  • Fiscal de contrato registra as ocorrências, determina a regularização das faltas e informa os superiores o que exceder sua competência (Lei 14.133, art. 117).
  • Participação do usuário e avaliação periódica estão no art. 37, § 3º da Constituição.
  • PDCA: planejar, executar, verificar e agir.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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