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Matéria 01

Língua Portuguesa

O que o edital pede nesta matéria

  1. 1Redação Oficial133 questões da banca, 2016–2026 · cap. 1
  2. 2Ortografia e acentuação120 questões da banca, 2015–2026 · cap. 1
  3. 3Emprego do sinal indicativo de crase143 questões da banca, 2015–2026 · cap. 1
  4. 4Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados1835 questões da banca, 2015–2026 · cap. 1
  5. 5Relação do texto com seu contexto histórico42 questões da banca, 2015–2026 · cap. 2
  6. 6Denotação e conotação103 questões da banca, 2015–2026 · cap. 2
  7. 7Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre20 questões da banca, 2022–2025 · cap. 2
  8. 8Intertextualidade37 questões da banca, 2015–2026 · cap. 2
  9. 9Figuras de linguagem124 questões da banca, 2015–2026 · cap. 3
  10. 10Morfossintaxe308 questões da banca, 2015–2026 · cap. 3
  11. 11Elementos estruturais e processos de formação de palavras84 questões da banca, 2015–2026 · cap. 3
  12. 12Sinonímia e antonímia301 questões da banca, 2015–2026 · cap. 3
  13. 13Pontuação253 questões da banca, 2015–2026 · cap. 4
  14. 14Pronomes308 questões da banca, 2015–2026 · cap. 4
  15. 15Concordância nominal e concordância verbal231 questões da banca, 2015–2026 · cap. 4
  16. 16Flexão nominal e flexão verbal68 questões da banca, 2015–2026 · cap. 4
  17. 17Vozes do verbo90 questões da banca, 2015–2026 · cap. 5
  18. 18Correlação de tempos e modos verbais106 questões da banca, 2015–2026 · cap. 5
  19. 19Regência nominal e regência verbal127 questões da banca, 2015–2026 · cap. 5
  20. 20Coordenação e subordinação146 questões da banca, 2015–2026 · cap. 6
  21. 21Conectivos253 questões da banca, 2015–2026 · cap. 6
  22. 22Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas; organização e reorganização de orações e períodos; equivalência e transformação de estruturas)399 questões da banca, 2015–2026 · cap. 6

Língua Portuguesa · Capítulo 1

Redação oficial: clareza e finalidadeOrtografia e acentuaçãoCrase: preposição mais artigoCompreensão e interpretação

Itens do edital:

  • 1. Redação Oficial
  • 2. Ortografia e acentuação
  • 3. Emprego do sinal indicativo de crase
  • 4. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados

1.1 Pré-teste

Responda antes de ler a teoria. O gabarito está no fim do capítulo.

P1inédita

Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente.

  1. A)exceção, consciência, indecente
  2. B)excessão, consciência, indecente
  3. C)exceção, consiência, indecente
  4. D)exceção, consciência, indescente
  5. E)excessão, consiência, indescente

P2inédita

Ao encaminhar um comunicado de serviço por correio eletrônico, a técnica deve priorizar qual procedimento?

  1. A)Usar abreviações informais para agilizar a leitura.
  2. B)Indicar o assunto e a providência com linguagem clara e compatível com a finalidade oficial.
  3. C)Omitir o destinatário, pois o sistema identifica automaticamente a unidade.
  4. D)Evitar registro do envio porque o e-mail não pode ser documento oficial.
  5. E)Adotar linguagem rebuscada para demonstrar formalidade.

P3inédita

A equipe registrou no protocolo: ‘O documento foi encaminhado ___ chefia e a resposta deverá chegar ___ partir de amanhã.’ A sequência correta é

  1. A)a / à
  2. B)à / a
  3. C)a / a
  4. D)à / à
  5. E)as / a

1.2 O que cai

  • 1. Redação Oficial: 133 questões da banca, 2016–2026
  • 2. Ortografia e acentuação: 120 questões da banca, 2015–2026
  • 3. Emprego do sinal indicativo de crase: 143 questões da banca, 2015–2026
  • 4. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados: 1835 questões da banca, 2015–2026

1.3 Teoria

A FCC cobra domínio da norma-padrão e leitura atenta, inclusive em textos administrativos. O capítulo reúne regras práticas para interpretar, revisar e redigir comunicações com clareza.

1.3.1 Redação oficial: clareza e finalidade

A redação oficial comunica decisões, orientações e informações da Administração.

O leitor precisa identificar rapidamente quem comunica, o que deve compreender e qual providência deve tomar. Por isso, priorize clareza, precisão, objetividade, concisão, coesão, coerência, impessoalidade, formalidade e uso da norma-padrão. Formalidade não significa rebuscamento: prefira palavras conhecidas e frases diretas.

A impessoalidade decorre do caráter público da comunicação. O texto não deve servir para manifestação pessoal do agente nem para tratamento privilegiado do destinatário. Isso não impede identificar o responsável pela assinatura ou dirigir-se respeitosamente ao leitor. A finalidade institucional deve orientar o conteúdo.

A objetividade exige selecionar e ordenar a informação relevante. Evite digressões, comentários laterais e repetição. A concisão elimina excessos, não dados necessários. A precisão pede termos com sentido definido; se uma expressão puder gerar interpretações diferentes, substitua-a por informação específica.

AtributoAplicação na prática
ClarezaOrganizar a ideia e evitar ambiguidade
ObjetividadeManter o foco no assunto e na providência
ConcisãoRetirar palavras redundantes sem omitir dados
ImpessoalidadeComunicar a posição institucional
FormalidadeUsar tratamento e registro compatíveis com o ato

O Manual de Redação da Presidência da República apresenta o ofício como padrão de expediente para comunicações oficiais. A antiga distinção entre aviso, ofício e memorando foi superada no padrão unificado de 2018. O ofício pode comunicar unidades administrativas, outros órgãos e particulares; sua forma deve se ajustar ao destinatário e à finalidade. Não confunda o gênero documental com ata ou relatório: a ata registra ocorrências e deliberações de reunião; o relatório expõe atividades, fatos ou resultados.

O correio eletrônico pode ser sistema de transmissão, endereço eletrônico ou gênero textual. Quando usado como comunicação oficial, requer linguagem compatível com a finalidade pública e pode constituir documento oficial. Não suponha que a rapidez do meio autorize informalidade descuidada. Identifique assunto, destinatário e providência, e preserve os registros necessários.

SituaçãoOrientação
E-mail funcionalClareza e linguagem compatível com comunicação oficial
AtaRegistrar reunião, ocorrências e deliberações
RelatórioExpor atividades, fatos ou resultados
OfícioComunicar formalmente no padrão oficial

Na revisão, confira se cada parágrafo contribui para a finalidade, se as referências são explícitas e se a ordem das informações facilita a leitura. Evite jargão sem necessidade, frases excessivamente longas e fórmulas de cortesia que escondam o pedido. O padrão deve ser formal, mas não artificial.

Escolha do expediente

GêneroFunção predominante
OfícioComunicação oficial
AtaRegistro de reunião
RelatórioExposição de atividades

Esquema

Atributos oficiais

Texto oficial

  • Clareza e precisão

    Ideias compreensíveis e termos exatos

  • Objetividade e concisão

    Foco sem excesso

  • Impessoalidade

    Posição institucional

1.3.2 Ortografia e acentuação

Ortografia é a representação convencional das palavras. A pronúncia ajuda, mas nem sempre determina a grafia; por isso, a leitura e a consulta a vocabulário ortográfico são úteis na revisão de documentos. Em prova, a FCC explora troca de letras, grafias influenciadas pela fala e acentuação ligada à tonicidade.

Classifique a palavra pela sílaba tônica: oxítona, quando a última é tônica; paroxítona, quando a penúltima é tônica; proparoxítona, quando a antepenúltima é tônica. Toda proparoxítona recebe acento. Oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em ou ens são acentuadas. Paroxítonas recebem acento em terminações específicas, como l, n, r, x, ps, ã(s), ão(s), um/uns, i(s), us e ditongo; não se acentuam, em regra, as paroxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em/ens. Ditongos abertos éi, éu e ói são acentuados em palavras oxítonas e monossílabos tônicos; em paroxítonas, perderam o acento com o Acordo Ortográfico.

ClasseRegra útilExemplo
ProparoxítonaTodas recebem acentomédico
OxítonaAcento em a(s), e(s), o(s), em/enscafé, também
ParoxítonaAcento em terminações selecionadasfácil, tórax
Paroxítona terminada em a/e/oEm regra, sem acentopelagem, manchado

O acento não é um indicador universal de tonicidade: há palavras tônicas sem acento gráfico e palavras átonas sem acento. Separe sílabas quando necessário e pronuncie com naturalidade. Em você, a sílaba tônica é a última; em pelagem, ciência e manchado, é a penúltima. Assim, numa questão que pede a exceção entre paroxítonas, a classificação depende da tonicidade, não de aparência visual.

Na ortografia, atenção a pares que geram dúvida: exceção, necessário, decréscimo, prescindir, consciente, incidente e indecente. A forma indescente não pertence à norma-padrão. Consulte o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa quando houver dúvida lexical; não invente uma regra fonética para justificar grafia.

O Acordo Ortográfico eliminou o trema em palavras portuguesas comuns, preservando-o em nomes próprios estrangeiros e derivados. Também retirou acentos diferenciais de várias formas, mas conservou distinções como pôde (passado) e pode (presente), pôr (verbo) e por (preposição), além do acento facultativo em fôrma para evitar ambiguidade. Em revisão, confira ainda acentos diferenciais de têm/vêm no plural, em contraste com tem/vem no singular.

FormaCorretaErro comum
Pretérito de quererquisquiz
Presente plural de tertêmtem com sujeito plural
Adjetivoindecenteindescente

Não confunda grafia com flexão: em “os hospitais têm”, o acento marca plural; em “se os médicos requeressem”, a forma verbal segue o paradigma de requerer. Ao revisar texto de atendimento, examine concordância, conjugação e acentuação separadamente. A questão pode apresentar uma frase com vários erros possíveis e pedir a única adequada.

Tonicidade e acento

ClassePosição tônicaExemplo
OxítonaÚltimacafé
ParoxítonaPenúltimapelagem
ProparoxítonaAntepenúltimamédico

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · PREF/MACAE/RJ 2026

A norma culta é fator importante na língua escrita. Assinale a opção que apresenta a frase inteiramente adequada à correção gramatical.

  1. A)O paciente não quiz ser operado de imediato.
  2. B)Se os médicos requisessem mais verbas, seriam atendidos.
  3. C)Os laboratórios querem que os médicos receitassem seus remédios.
  4. D)Os hospitais públicos não tem condições de competir com os hospitais particulares.
  5. E)Os doentes com maior gravidade serão previamente selecionados para atendimento de urgência.

Resposta: E

Conceito: A correção gramatical exige grafia, flexão verbal e concordância adequadas.

Raciocínio: A alternativa E apresenta construção correta: ‘com maior gravidade’ modifica ‘doentes’, e ‘serão previamente selecionados’ concorda com o sujeito plural.

Pegadinha: As alternativas exploram grafia e tempos/modos verbais, além de acentuação de têm.

Base: Norma-padrão da língua portuguesa: conjugação verbal, concordância e ortografia.

1.3.3 Crase: preposição mais artigo

O acento grave indica, em regra, a fusão da preposição a com o artigo feminino a/as. Primeiro verifique se o termo anterior exige a preposição; depois, se o termo seguinte admite artigo feminino. Só quando as duas condições coexistem há crase. A pergunta “vou a, volto da?” ajuda a reconhecer artigo em nomes de lugar, mas não substitui a análise sintática.

ContextoCrase?Exemplo
Verbo/nome exige a + substantivo feminino com artigoSimreferiu-se à norma
Antes de palavra masculinaNãoa prazo
Antes de verboNãocomeçou a revisar
Antes de pronome pessoal/indefinidoNãoa ninguém
Locução adverbial femininaEm geral, simà noite, às pressas

O artigo pode ser confirmado substituindo o nome feminino por masculino: se surgir ao, há indicação de artigo e preposição (entregou à unidade / entregou ao setor). Em “ligada à capacidade”, o adjetivo ligada rege preposição a e capacidade admite artigo: a + a. Já em “a capacidade de reter”, o sintagma é sujeito e não há preposição. Em “é a quantidade”, o verbo de ligação não rege preposição; o artigo permanece sem acento grave.

Não ocorre crase antes de verbo, palavra masculina, artigo indefinido, pronomes pessoais e a maioria dos pronomes indefinidos. Em a sua conta ou à sua conta, o artigo diante de possessivo feminino pode ser facultativo em muitos contextos; a regência e o sentido da expressão determinam a construção. A expressão à sua conta consagrada no sentido de responsabilidade admite a forma com crase. Em “entregou a sua chefia”, o artigo pode ser omitido ou mantido conforme a construção, e a crase depende da presença simultânea da preposição.

Há crase em locuções femininas como à tarde, à noite, às vezes e à medida que. Em indicações de horas determinadas, usa-se crase: às 20h30; não se confunda com a abreviatura de hora, cujo símbolo é h. Também se usa crase em “à moda de”, ainda que a expressão esteja implícita, como em bife à (moda) milanesa.

Regra ou casoExemplo
Horário determinadoàs 14h
Locução femininaà noite
Antes de pronome pessoala ela
Antes de infinitivoa atender
Expressão com possessivo femininoà sua conta

Com nomes de lugar, use a relação entre ir a e voltar da: “vou à Bahia, volto da Bahia”; “vou a Brasília, volto de Brasília”. Com nomes próprios femininos, o artigo pode variar conforme uso e contexto, portanto não aplique uma regra mecânica sem observar a presença do artigo. Em enumerações paralelas, mantenha a simetria: “da unidade à direção”, mas “de segunda a sexta” quando o primeiro termo não traz artigo.

Na prova, identifique as lacunas uma por uma. Não marque crase apenas porque aparece artigo feminino; procure a preposição exigida. Em “a memória está ligada ___ capacidade; ou seja, ___ capacidade de reter; a carga é ___ quantidade”, somente a primeira posição reúne preposição e artigo. Para revisar um ofício, substitua o termo feminino por masculino e verifique a regência antes de inserir o acento.

Teste da crase

PerguntaSe simConclusão
Há preposição a?Regência pede aProsseguir
Há artigo feminino?Nome admite a/asUsar à/as
Falta uma condição?Não há fusãoNão usar crase

Esquema

Decidir a crase

  1. 1Verificar regência

    O termo anterior pede a?

  2. 2Verificar artigo

    O nome admite a/as?

  3. 3Se ambas, marcar crase

    a + a = à

1.3.4 Compreensão e interpretação

Compreender um texto é recuperar o que ele afirma; interpretar é inferir sentidos autorizados por suas pistas.

A FCC pode explorar tema, tese, finalidade, informação explícita, inferência, relações lógico-discursivas, sentido contextual de palavras, ironia, pressupostos e organização textual. A resposta correta deve ser sustentada pelo texto, não por conhecimento externo ou opinião do candidato.

Comece pela leitura do comando: identifique se pede informação explícita, inferência, sentido de expressão ou avaliação de estrutura. Depois localize o trecho pertinente e leia também as frases próximas. Observe conectivos, pronomes, tempos verbais, retomadas e contrastes. Em textos argumentativos, diferencie tese, argumento, exemplo e conclusão. Em textos administrativos, reconheça propósito, destinatário e efeito de expressões como deve, é vedado ou solicitamos.

Operação de leituraPergunta de controle
TemaDe que assunto trata o texto?
TeseQue posição central o autor sustenta?
InferênciaO que decorre das pistas, sem extrapolar?
CoesãoA que termo o pronome ou expressão retoma?
ModalidadeA frase informa, recomenda, permite ou proíbe?

Distinga fato textual de inferência. Se o texto diz que uma prática ocorre desde a infância, pode-se concluir que é recorrente no relato; não se pode generalizar para todos os indivíduos sem apoio. Ironia exige distância entre o sentido literal e a intenção sugerida pelo contexto. Em textos humorísticos, as falas do narrador podem ser exageradas; leia o conjunto antes de escolher a alternativa.

A substituição de uma expressão só é válida se preservar sentido e relação lógica. Gerúndio pode indicar circunstância, meio ou explicação; trocar por oração concessiva com embora acrescenta ideia de contraste e pode alterar o enunciado. Em conclusão, verbos como é fundamental podem introduzir avaliação ou proposta. Não atribua ao texto um tópico ausente só porque combina com o assunto.

Alternativas erradas costumam: contradizer uma informação; ampliar uma afirmação limitada; trocar causa por consequência; tornar certeza o que era possibilidade; incluir dado externo; confundir exemplo com tese; ou atribuir ao autor uma intenção não demonstrada. Palavras absolutas — sempre, nunca, somente, integralmente — merecem conferência especial. Uma alternativa plausível ainda está errada se exceder o que o texto permite concluir.

Para textos oficiais, identifique a força dos verbos e a estrutura do gênero. “Devem ser utilizados” estabelece orientação obrigatória; siglas e termos técnicos, por si sós, não tornam o texto prescritivo. Um e-mail pode ser oficial conforme sua função, e a rapidez do meio não elimina a necessidade de clareza. Em um comunicado de ocorrência, a sequência temporal organiza os fatos; em um ofício, a identificação institucional e a solicitação ajudam a reconhecer destinatário e finalidade.

Distrator frequenteComo testar
GeneralizaçãoO texto realmente abrange todos os casos?
Informação externaA ideia aparece ou decorre das pistas?
Troca lógicaA relação causal/concessiva foi preservada?
AbsolutizaçãoHá suporte para sempre ou nunca?

A organização textual também pode ser cobrada. Uma conclusão frequentemente retoma o problema e encaminha uma síntese ou proposta, mas sua função precisa ser confirmada pelo trecho apresentado. Adjetivos próximos não são necessariamente redundantes: complexo indica dificuldade ou composição; multifacetado indica várias dimensões. O leitor deve avaliar o sentido contextual e não tratar sinônimos aproximados como equivalentes perfeitos.

Exemplo resolvido

Um aviso informa: “A sala de atendimento ficará fechada para manutenção; os usuários devem dirigir-se ao balcão da unidade vizinha.” O que se pode concluir?

  1. Localize a informação explícita: a sala ficará fechada.
  2. Identifique a orientação: usuários devem ir ao balcão da unidade vizinha.
  3. Não infira que toda a unidade esteja fechada; o texto restringe o fechamento à sala.

Logo, a conclusão válida é que o atendimento indicado foi redirecionado, não que o serviço inteiro tenha sido suspenso.

Leitura de alternativas

PistaRiscoRevisão
Palavra absolutaGeneralizaçãoConferir o alcance
ConectivoRelação alteradaComparar a lógica
Dado externoExtrapolaçãoVoltar ao texto

Esquema

Resolver interpretação

  1. 1Ler o comando

    Definir o que se pergunta

  2. 2Localizar as pistas

    Ler contexto próximo

  3. 3Testar alternativas

    Eliminar extrapolações

Exercício comentado

Como a banca cobrouoficial · MP/ES 2026

Leia o texto a seguir. “Não devemos fazer da lei um espantalho / Armado para assustar a aves de rapina, / Mas deixado sempre estático, de modo que com o hábito / Ele não seja mais o terror delas, e sim o seu poleiro.” Shakespeare, William. Medida por Medida (Ato 2, Cena 1). A afirmação correta sobre as leis, que está implícita no texto, é que elas devem

  1. A)proteger a todos.
  2. B)modificar-se conforme as circunstâncias.
  3. C)funcionar, devido ao medo que provocam.
  4. D)ser amplamente divulgadas entre os cidadãos.
  5. E)ajudar a todos em sua tarefa de obter alimentação.

Resposta: A

Conceito: A imagem do espantalho denuncia uma lei que perde eficácia quando deixa de cumprir sua função de conter abusos.

Raciocínio: Se a lei vira poleiro para as aves de rapina, deixa de assustá-las e protegê-las contra a ação predatória. A ideia implícita é que as leis devem proteger a todos; alternativa A.

Pegadinha: Interpretar literalmente a imagem do espantalho, em vez de identificar a crítica à ineficácia da lei.

Base: Interpretação da metáfora apresentada no trecho de Medida por Medida.

Pegadinha da banca

Crase não é só artigo

Exija preposição e artigo feminino: sem uma das duas partes, não há fusão.

Pegadinha da banca

Não extrapole

Escolha a inferência sustentada pelas pistas; não acrescente informação externa.

Atenção

Ofício unificado

O Manual de 2018 adotou o ofício como padrão das comunicações oficiais, superando espécies anteriores distintas.

1.4 Exemplo resolvido

Em um aviso interno, lê-se: ‘Os servidores deverão encaminhar os formulários à unidade de pessoal até sexta-feira.’ Qual interpretação é correta? A) O envio é facultativo. B) O prazo vale apenas para a chefia. C) O aviso estabelece uma orientação obrigatória e indica destinatário e prazo. D) A unidade de pessoal deve preencher os formulários. E) O aviso determina suspensão do atendimento.

  1. Identifique o verbo modal ‘deverão’, que expressa obrigação.
  2. Observe que os servidores são os agentes do encaminhamento.
  3. Localize destinatário (‘unidade de pessoal’) e prazo (‘até sexta-feira’).

Resposta: C

1.5 Fixação

Questões inéditas, no estilo da banca.

F1inédita

Um aviso informa que, durante a manutenção de um elevador, usuários com mobilidade reduzida devem solicitar apoio à recepção. Qual conclusão é autorizada pelo texto?

  1. A)Todos os elevadores do prédio ficarão permanentemente interditados.
  2. B)A recepção realizará a manutenção do elevador.
  3. C)Usuários com mobilidade reduzida podem pedir apoio à recepção durante a manutenção.
  4. D)O prédio será fechado ao público.
  5. E)O aviso determina que somente servidores usem o elevador.

F2inédita

Assinale a frase corretamente acentuada.

  1. A)Os técnicos tem acesso ao sistema.
  2. B)A servidora pôde concluir o atendimento ontem.
  3. C)A equipe mantêm os registros atualizados.
  4. D)O setor vêm funcionando normalmente.
  5. E)O chefe pediu para por o formulário na pasta.

F3inédita

Na frase ‘A equipe encaminhou o relatório ___ diretora e começou ___ revisar os dados’, a sequência que completa corretamente as lacunas é

  1. A)a / à
  2. B)à / a
  3. C)a / a
  4. D)à / à
  5. E)as / a

F4inédita

Em uma comunicação oficial, qual formulação é mais objetiva?

  1. A)Venho, por meio deste, mui respeitosamente, com a máxima consideração, solicitar que, se possível, seja feito o envio dos documentos.
  2. B)Solicito o envio dos documentos até 10 de maio.
  3. C)Talvez fosse interessante que os documentos fossem encaminhados em algum momento.
  4. D)Os documentos, que são muito importantes e cuja importância todos conhecem, devem, se for o caso, ser enviados.
  5. E)Aproveito a oportunidade para apresentar diversos comentários antes de informar a solicitação.

F5inédita

Leia: ‘A unidade ampliou o horário de atendimento. A medida reduziu o tempo de espera, mas não eliminou a necessidade de agendamento.’ A alternativa que preserva a relação lógica entre as frases é:

  1. A)A ampliação do horário reduziu a espera; contudo, o agendamento continua necessário.
  2. B)A ampliação do horário eliminou o agendamento e reduziu a espera.
  3. C)Como o agendamento foi eliminado, o horário foi ampliado.
  4. D)A espera aumentou, embora o agendamento tenha sido cancelado.
  5. E)O horário foi ampliado porque o atendimento deixou de existir.

1.6 Questões da banca

Questões oficiais de provas anteriores, com a fonte.

Q1oficial · ALE/RO 2026
Dependendo do contexto, de acordo com Manual de Redação da Presidência da República – 3ª edição, revista, atualizada e ampliada, o termo e-mail pode ser empregado com três sentidos. Nesse contexto, é correto afirmar que

  1. A)como sistema de transmissão de mensagens, o e-mail tornou- se prática comum apenas no âmbito privado, sendo desaconselhado na administração pública.
  1. B)como gênero textual, o e-mail, por ser um tipo informal de comunicação, está dispensado do emprego da linguagem exigida nas comunicações oficiais.
  2. C)como sistema de transmissão de mensagens oficiais, o e-mail tornou-se dispensável na administração pública, sendo integralmente substituído pelos aplicativos de mensageria.
  3. D)como endereço eletrônico, usado por servidores públicos, o e- mail, por não ser documento oficial, pode ser enviado de qualquer extensão, preferencialmente “.google.com” e “.gov.br”
  4. E)como gênero textual, no e-mail deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial, visto que, como um ofício, pode ser considerado documento oficial.

Q2oficial · Pref. Pinheiro Preto/SC 2026
Por que os gatos têm manchas e listras? Por Live Science Muitos felinos têm manchas deslumbrantes no seu pelo: os tigres têm listras, as onças têm suas manchas características, e até os gatos domésticos podem ter uma pelagem colorida. ___, no entanto, um mistério fascinante por trás desses padrões. Curiosamente, a ciência ainda não desvendou 100% o que acontece com eles, mas há pistas. “Não sabemos por que alguns gatos têm manchas e alguns gatos têm listras”, explicou ao Live Science Greg Barsh, professor de Genética e Pediatria da Universidade de Stanford. Os pesquisadores já conseguiram descobrir que alguns genes atuam diretamente no tamanho e na forma das manchas e das listras presentes na pelagem dos gatos domésticos e dos felinos selvagens. O que já se sabe é que os gatos domésticos com uma ou duas cópias normais de um gene chamado Taqpep têm listras, de acordo com o que foi registrado em um artigo de Greg Barsh publicado na revista Science. O artigo também aponta algo curioso: que os gatos que possuem mutações em ambas ___ cópias desse gene (uma da mãe e outra do pai) têm pelo manchado ou espiralado. À medida que os estudos avançam, novas descobertas sobre a genética felina vêm ___ tona. Conforme declarou Leslie Lyons, geneticista de gatos da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Missouri, essas mutações do gene Taqpep dão origem aos padrões do gato malhado clássico. Já nos guepardos, as mutações no gene Taqpep também estão associadas à modificação de suas manchas. Esses animais são conhecidos por possuírem uma pelagem única, com manchas pretas sobre um fundo amarelo dourado. Mas as chitas-rei, que são uma espécie rara de guepardo, têm mutações em duas cópias do gene Taqpep. Além disso, ao longo de sua coluna, as manchas se alinham em listras. Os próprios gatos domésticos que exibem um padrão levemente listrados têm uma versão normal do Taqpep. Isso foi constatado em um estudo conduzido por Eduardo Eizirik, professor de Genética da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Para fazer essa verificação, Eizirik conduziu com seus colegas um experimento em 2010: eles acasalaram um gato doméstico malhado, da raça Mau Egípcio, com um manchado. Eles concluíram que o gato malhado devia ter um gene Taqpep normal, porque alguns de seus descendentes tinham listras. Além disso, levantaram a hipótese de que um ou mais outros genes no gato malhado teriam o mesmo efeito de quebrar as listras que o gene Taqpep normalmente causaria nos felinos. Dito tudo isso, se você tem um charmoso gatinho com listras ou manchas diferentes pelo corpo, agora você já sabe: a “culpa” provavelmente está nos genes. (Fonte: www.megacurioso.com.br/ciencia/por-que-os-gatos-tem-manchas-e-listras – texto adaptado especialmente para esta prova)

São palavras paroxítonas retiradas do texto, EXCETO:

  1. A)Você.
  2. B)Pelagem.
  3. C)Ciência.
  4. D)Manchado.

Q3oficial · NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A. 2026
Atenção! O texto a seguir refere-se às duas próximas questões. Um controlador de voo redigiu o seguinte comunicado ao chefe: Ontem à noite, às 20h30, a pista estava desocupada; um avião particular desceu em operação de emergência, aterrissou no início da pista e chocou-se com a parede lateral. Os bombeiros foram acionados, mas não houve feridos. A pista foi limpa e, em poucos minutos, estava totalmente desimpedida.

O texto apresenta um erro de escritura, que é:

  1. A)a crase indevida em “à noite”.
  2. B)a forma da abreviação de “horas”.
  3. C)um erro de pontuação após “desocupada”.
  4. D)um erro de ortografia em “aterrissou”.
  5. E)a troca indevida de “contra” por “com”.

Q4oficial · PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Leia o trecho inicial do prefácio do livro “As mentiras que os homens contam”, de Luís Fernando Veríssimo: “Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade. Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. “Então vou ter que inventar uma história para a professora”, querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. “Está bem, fica em casa estudando!” E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos aguentava mais, que é outra coisa que mãe também adora.” (VERÍSSIMO, Luís Fernando. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015) Quanto aos elementos apresentados no prefácio do livro para justificar as razões pelas quais os homens mentem, Veríssimo parece querer defender que, para os homens, a mentira é uma condição que está relacionada às regras sociais de modo

  1. A)subjetivo.
  2. B)natural.
  3. C)opressor.
  4. D)covarde.
  5. E)facultativo.

Q5oficial · TJ/SC 2026
Leia o texto a seguir. ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SUPERINTENDÊNCIA DE SERVIÇOS ESPECIALIZADOS E REGULAÇÃO GERÊNCIA DE REGULAÇÃO DE INTERNAÇÕES HOSPITALARES OFÍCIO Nº 06/SUR/GERIH Florianópolis, 11 de fevereiro de 2025 Considerando que o Sistema SES Leitos 2.0, já se encontra implantado em toda a rede hospitalar própria e contratualizada do SUS, solicitamos aos hospitais/Núcleo Interno de Regulação (NIR) que atualizem o sistema mantendo cadastros somente os leitos SUS. O número de leitos cadastrados deve estar de acordo com o quantitativo de leitos habilitados (CNES) ou custeados pelo Política de Valorização dos Hospitais (PVH). Os leitos SUS devem ser utilizados exclusivamente para internação de pacientes em atendimento no Sistema Único de Saúde SUS. A Solicitação de Internação de paciente do privado/convenio no leito SUS, deve obedecer às regras de acesso ao SUS, que deve ocorrer através de fila única de acesso aos leitos via Central de Regulação de Internações Hospitalares Macrorregional (CRIHMR). É vedada a funcionalidade de “bloqueio de leitos” pelos operadores hospitalares do Sistema. Ofício Nº 06/SUR/GERIH de 11/02/2025: https://saude.sc.gov.br/index.php/pt/ Gêneros textuais são práticas discursivas situadas em contextos comunicativos específicos. O “ofício” é um gênero textual prescritivo, o que pode ser observado linguisticamente pelo emprego de

  1. A)locuções verbais com o auxiliar “dever”, como em “deve estar de acordo” e “devem ser utilizados”.
  1. B)termos técnicos da área da saúde, como “leitos SUS” e “Central de Regulação de Internações”.
  2. C)marcas formais de identificação institucional, como “Ofício Nº 06” e “11 de fevereiro de 2025”.
  3. D)siglas e abreviações institucionais, como “SUS”, “CNES” e “PVH”.
  4. E)expressões de localização e formalidade administrativa, como “Florianópolis” e “rede hospitalar”.

Q6oficial · Pref. Ivorá/RS 2026
A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais Por Alejandra Martins Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações, segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade Francisco de Vitoria, na Espanha. “Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos fundamentais memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado, menos é mais, afirma a especialista. Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio. Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’ (processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as novas informações segundo Valle. A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle. O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer intervalos para descansar. (Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 13, 15 e 19 do texto.

  1. A)à – a – a
  2. B)a – a – à
  3. C)a – à – a
  4. D)à – à – a

Q7oficial · TCE/SC 2026
O Manual de Redação da Presidência da República (2018) estabelece padrões para a produção de documentos oficiais, diferenciando-os conforme sua finalidade, seu destinatário e sua forma de circulação. Com base nesses padrões, assinale a afirmativa correta.

  1. A)O memorando é o documento oficial adequado para a comunicação entre órgãos de diferentes esferas federativas, sendo vedado seu uso para comunicações internas de um mesmo órgão.
  1. B)A ata é um documento de caráter normativo, utilizado para registrar decisões de caráter vinculante emanadas de autoridade competente.
  2. C)O ofício é o documento oficial utilizado tanto para comunicações entre unidades de um mesmo órgão quanto para a comunicação com particulares e outros órgãos públicos.
  3. D)O relatório tem como finalidade registrar, de forma sumária e cronológica, acontecimentos e deliberações ocorridos em reuniões ou assembleias.
  4. E)A ata é o instrumento adequado para encaminhar documentos ou informações entre diferentes órgãos públicos, devendo conter identificação do remetente e do destinatário.

Q8oficial · NAV BRASIL 2026

Assinale a opção que mostra um erro ortográfico.

  1. A)exceção / adolescente.
  2. B)necessário / decréscimo.
  3. C)prescindir / consciente.
  4. D)Incidente / decréscimo.
  5. E)indescente / crescente.

1.7 Caderno de questões

Questões oficiais extras para praticar.

C1UDESC 26

A respeito de redação oficial, julgue os itens que se seguem com base no Manual de Padronização e Redação dos Atos Oficiais de Santa Catarina (Decreto Estadual n. Quando uma correspondência oficial é endereçada ao presidente da República, deve -se escrever Vossa Excelência por extenso.

(  ) Certo    (  ) Errado

C2ALE/RO 2026
Assinale a frase em que houve troca indevida entre os verbos acender e ascender.

  1. A)“O Pataca acendeu o cachimbo, e os três puseram-se a cavaquear animadamente sobre o efeito que aquela sova havia de produzir; a cara que o cabra faria entre três bons cacetes.” (O Cortiço – Aluísio Azevedo)
  1. B)“De fato, a nossa formação como a do granito surge de três elementos principais. Entretanto quem ascende por um cerro granítico encontra os mais diversos elementos:” (Os Sertões – Euclides da Cunha)
  2. C)“Então os terrenos da extrema setentrional da Bahia, que se resumiam nos cachopos de quartzito de Monte Santo e visos de Itiúba, esparsos pelas águas, avolumaram-se, num ascender contínuo.” (Os Sertões – Euclides da Cunha)
  3. D)“Deste modo, no ascender para o norte, procurando o chapadão que o Parnaíba escava, aquele talude dos planaltos parece dobrar-se num ressalto...” (Os Sertões – Euclides da Cunha)
  4. E)“No acender do verão acentua-se o desequilíbrio. Crescem a um tempo as máximas e as mínimas, até que no fastígio das secas transcorram as horas num intermitir inaturável de dias queimosos e noites enregeladas.” (Os Sertões – Euclides da Cunha)

C3ALEGO 2026
Dentre as frases a seguir, retiradas do romance O Coruja, de Aluísio Azevedo, assinale aquela em que o acento grave indicativo da crase foi corretamente usado.

  1. A)“... mas caiu logo em si, lembrando-se de que já se fazia tarde e naquele dia, distraído com a morte do amigo, descuidara-se da gente que tinha à sua conta.”
  1. B)“Nunca fazia à ninguém interrogação de espécie alguma, e, certo dia perguntando-lhe o padre se ele o estimava, o menino sacudiu com a cabeça, negativamente.”
  2. C)“Mas, no íntimo, abominava o pupilo; mil vezes preferia não o ter à seu lado; suportava-o, sabia Deus como! como quem suporta uma obrigação inevitável e aborrecida.”
  3. D)“E cada vez detestava mais o pequeno; afinal era já um ódio violento, uma antipatia especial, que se manifestava à todo o instante...”
  4. E)“- Ora, que mono fora ele descobrir!... dizia de si para si, à contemplar o rapaz por cima dos óculos.”

C4INFRA S/A 26 ANALISTA
Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas , julgue os itens a seguir. Texto base (CG1A1): O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono. Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal for ma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a quali dade do ar nas cidades. De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias. Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, e nquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E -bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar gov ernos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos. O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população. No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de finan ciamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços. Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública. Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas d e ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo. Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo. Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).

Além de prestar informações, o texto também apresenta trechos com viés argumentativo.

(  ) Certo    (  ) Errado

C5ANSA 26

No que diz respeito à redação oficial, julgue os seguintes itens. O requerimento é um instrumento formal apresentado pelo interessado à autoridade administrativa para o reconhecimento ou a concessã o de direitos, com base nas normas legais vigentes.

(  ) Certo    (  ) Errado

C6IRBR 26 DIPLOMACIA
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue os itens seguintes. Texto base: Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje. Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos, ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e na República. Há desen hos feitos à mão pelos moradores ou produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem ganhando importância na área da antropologia, em contextos como a formação de professores indíge nas, a demarcação e a gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a regularização fundiária. Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na segunda metade do século XVIII, apó s a assinatura do Tratado de Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por expedições militares e científicas que visa vam urbanizar os indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da cartografia digital em alta resolução e a catal ogação dos espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial' desses suportes de informação geográfica bidimensionais", afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios como o suporte material, a linguagem gráfica e o público destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica, considerando-se ainda a s famílias de mapas da região. Esse método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e suas interações com as línguas dos colonizadores. Diego Viana. Quando o mapa é o território. In: Pesquisa FAPESP, maio 2023, ano 24, n. 327, p. 74-79 (com adaptações).

O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado, de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen, desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a palavra coabitar.

(  ) Certo    (  ) Errado

C7NAV BRASIL 2026

Assinale a frase em que se erra no emprego do acento grave indicativo da crase.

  1. A)Chegou ao trabalho à uma e meia.
  2. B)A procissão era vista à distância.
  3. C)Sua ida à Europa foi inesperada.
  4. D)Não houve alusão àquele produto.
  5. E)Pretendia ir à Belo Horizonte.

C8Instituto Rio Branco - IRBr 2026
Ainda antes do dia de São José, o prefeito inaugurou a escola, que teve a construção — com telhas de cerâmica que nenhuma casa de trabalhador poderia ter — concluída no verão. O prédio recebeu o nome de Antônio Peixoto, pai dos Peixoto. Homem que, diziam, foi proprietário da fazenda, mas nunca havia posto os pés ali. Todos os moradores estiveram presentes à inauguração: as mulheres de lenço na cabeça; os homens de chapéu e enxada na mão; as crianças rindo da novidade, um pequeno prédio de três salas, e sem o tal banheiro que ninguém tinha mesmo. Da família Peixoto se fez presente também a irmã mais velha, que nunca havia visto por ali. (...) Quando retiraram o papel que cobria a placa com o nome de seu pai falecido, ela quase caiu, num choro convulsivo que fez com que seus irmãos a amparassem para que não desabasse de vez no chão. Nenhuma palavra de agradecimento a meu pai, que, na noite em que celebrava o jerê de santa Bárbara, havia pedido, quase ordenado, o cumprimento da promessa de construção da escola feita à santa no passado. Mas ele estava lá, em pé, um dos primeiros da audiência, segurando a mão de Domingas, e ao lado de minha mãe, com o rosto satisfeito. Pouco importava, poderia ver em seu semblante a luta que havia travado com as forças da encantada santa Bárbara para que tivéssemos um destino diferente do seu, para que não fôssemos analfabetos. Meu pai não sabia nem mesmo assinar o nome, e fez o que estava ao seu alcance para trazer uma escola para a fazenda, para que aprendêssemos letra e matemática. Itamar Vieira Júnior. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2018, p. 95-96. Julgue os itens que se seguem, em relação ao texto precedente.

A referência, no primeiro período do texto, ao uso de telhas de cerâmica na construção da escola evidencia a valorização, por parte dos proprietários da terra, da instituição educacional como meio de superação do analfabetismo no meio rural.

(  ) Certo    (  ) Errado

C9PF 25

Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue os seguintes itens. Exposição de motivos é o expediente oficial a ser elaborado para se submeter projeto de ato normativo à consideração do presidente ou vice-presidente da República.

(  ) Certo    (  ) Errado

C10Pref. Pinheiro Preto/SC 2026
Por que os gatos têm manchas e listras? Por Live Science Muitos felinos têm manchas deslumbrantes no seu pelo: os tigres têm listras, as onças têm suas manchas características, e até os gatos domésticos podem ter uma pelagem colorida. ___, no entanto, um mistério fascinante por trás desses padrões. Curiosamente, a ciência ainda não desvendou 100% o que acontece com eles, mas há pistas. “Não sabemos por que alguns gatos têm manchas e alguns gatos têm listras”, explicou ao Live Science Greg Barsh, professor de Genética e Pediatria da Universidade de Stanford. Os pesquisadores já conseguiram descobrir que alguns genes atuam diretamente no tamanho e na forma das manchas e das listras presentes na pelagem dos gatos domésticos e dos felinos selvagens. O que já se sabe é que os gatos domésticos com uma ou duas cópias normais de um gene chamado Taqpep têm listras, de acordo com o que foi registrado em um artigo de Greg Barsh publicado na revista Science. O artigo também aponta algo curioso: que os gatos que possuem mutações em ambas ___ cópias desse gene (uma da mãe e outra do pai) têm pelo manchado ou espiralado. À medida que os estudos avançam, novas descobertas sobre a genética felina vêm ___ tona. Conforme declarou Leslie Lyons, geneticista de gatos da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Missouri, essas mutações do gene Taqpep dão origem aos padrões do gato malhado clássico. Já nos guepardos, as mutações no gene Taqpep também estão associadas à modificação de suas manchas. Esses animais são conhecidos por possuírem uma pelagem única, com manchas pretas sobre um fundo amarelo dourado. Mas as chitas-rei, que são uma espécie rara de guepardo, têm mutações em duas cópias do gene Taqpep. Além disso, ao longo de sua coluna, as manchas se alinham em listras. Os próprios gatos domésticos que exibem um padrão levemente listrados têm uma versão normal do Taqpep. Isso foi constatado em um estudo conduzido por Eduardo Eizirik, professor de Genética da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Para fazer essa verificação, Eizirik conduziu com seus colegas um experimento em 2010: eles acasalaram um gato doméstico malhado, da raça Mau Egípcio, com um manchado. Eles concluíram que o gato malhado devia ter um gene Taqpep normal, porque alguns de seus descendentes tinham listras. Além disso, levantaram a hipótese de que um ou mais outros genes no gato malhado teriam o mesmo efeito de quebrar as listras que o gene Taqpep normalmente causaria nos felinos. Dito tudo isso, se você tem um charmoso gatinho com listras ou manchas diferentes pelo corpo, agora você já sabe: a “culpa” provavelmente está nos genes. (Fonte: www.megacurioso.com.br/ciencia/por-que-os-gatos-tem-manchas-e-listras – texto adaptado especialmente para esta prova)

Assinale a alternativa que apresenta corretamente o motivo do uso do acento agudo na palavra “genética” e palavras que são acentuadas pelo mesmo motivo.

  1. A)Regra da proparoxítona – têm, mãe e padrões.
  2. B)Regra da proparoxítona – domésticos, hipótese, característica.
  3. C)Regra da paroxítona – também, mutações e trás.
  4. D)Regra da oxítona – além, ciência e há.

C11MP/ES 2026

As opções a seguir mostram duas formas corretas de uma mesma frase, à exceção de uma. Assinale-a.

  1. A)Voltamos de Alagoas. / Voltamos das Alagoas.
  2. B)Vá até o tribunal e procure o Juiz. / Vá até ao tribunal e procure o Juiz.
  3. C)Houve um acidente grave durante o julgamento. / Houve um incidente grave durante o julgamento.
  4. D)A Constituição foi criada a 13 de junho de 1888. / A Constituição foi criada em 13 de junho de 1888.
  5. E)À exceção de Bernardo, todos estiveram presentes. / Com exceção de Bernardo, todos estiveram presentes.

C12PREF/MACAE/RJ 2026
Leia o texto a seguir. “Quando o assunto é a saúde da tireoide, um nutriente se destaca como o mais essencial: o iodo. Ele é a matéria-prima usada pela glândula para produzir hormônios que controlam o metabolismo, a energia e o funcionamento de praticamente todos os órgãos do corpo. Junto com o selênio, forma a base nutricional que permite à tireoide trabalhar bem. Entender o papel desses nutrientes e suas principais fontes ajuda a manter o equilíbrio hormonal em dia.” (Tua Saúde, 15/04/2026) Assinale a opção que indica a finalidade principal desse texto.

  1. A)Procurar ensinar o leitor sobre o funcionamento de seu corpo.
  1. B)Informar o leitor sobre o papel dos nutrientes na saúde da tireoide.
  2. C)Ensinar o leitor a como agir para manter o equilíbrio hormonal em dia.
  3. D)Mostrar os caminhos práticos de como melhorar a saúde da tireoide.
  4. E)Indicar quais os principais nutrientes participantes especificamente da saúde da tireoide.

C13UFRGS 2025
Logo ali Por Helô Bacichetti Há distâncias que cabem numa esquina. O longe, ___ vezes, é só um tempo que se encolhe, um retrato que sorri do nada, um nome que volta sem ser chamado. A gente caminha quilômetros sem sair do lugar, porque dentro da memória, as distâncias se redesenham. Quando o longe é logo ali, não é o espaço que importa, mas a sensação de que o que parecia distante está mais perto do que se imagina. Moro num estado que já nasce grande no nome. O que chamam de rio grande é também terra grande do Sul: campos que se estendem até onde o olhar alcança, serras que recortam o horizonte e estações que mudam quase de repente, como se as horas carregassem as quatro num só dia. Quando eu era criança, saía com meus primos para nadar no rio Tomé, em Cazuza Ferreira. Um deles sempre dizia, quando se tratava de distância, que era logo ali. Mas esse “logo ali” era um longe que cansava as pernas, e ainda assim, parecia perto quando a gente ria pelo caminho. Descobri cedo que a distância não é igual para todos: depende da pressa, da companhia, até do humor. Barbosa Lessa, que fez da tradição gaúcha sua matéria de escrita, lembrava desses modos de medir o mundo. O tropeiro dizia que o destino estava “a duas mateadas de distância”. Outro, quando lhe perguntavam se faltava muito, respondia: “Bah, guri, é ali adiante. Mas não te apura, que a pressa só faz o pingo suar antes da hora”. Assim, para o campeiro, longe e perto deixam de ser coordenadas e se transformam em conversa, pausa e paisagem. Alguns dias atrás, percorri cidades que, para mim, guardam uma distância incalculável. De Caxias ___ Uruguaiana, depois Alegrete, São Borja, de lá para Porto Alegre e, por fim, de Porto Alegre de volta para Caxias. Olhando as paisagens pelo caminho, percebi algo curioso: mesmo sendo tão distantes da minha verdadeira origem, eu me via naquele percurso. Enquanto o caminho se desdobrava, cada curva da estrada, cada rio e cada horizonte pareciam me lembrar de que, em alguns momentos, a distância não se mede em quilômetros, mas em familiaridade que carregamos dentro de nós. Tenho em meu sangue, como tantos brasileiros, traços italianos, indígenas, alemães, franceses e portugueses. Talvez por isso me sinta um pouco nômade, sempre disposta ___ abraçar um pedaço do coração de cada cidade. No fundo, aprendi que o mundo é maior do que qualquer mapa e que a verdadeira grandeza está em reconhecer-se nos caminhos e pertencer, ainda que um pouco, a todos os lugares por onde se passa. (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2025/09/logo-ali- cmfreezeq02h4014yt2jak6ia.html – texto adaptado especialmente para esta prova). Conforme o Manual de Redação da Presidência da República (2018), são procedimentos de escrita que objetivam a clareza do texto oficial: I. Utilizar palavras e expressões simples, em seu sentido comum. II. Buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto. III. Evitar o uso de regionalismos e neologismos. IV. Pontuar adequadamente o texto. Quais estão corretos?

  1. A)Apenas I e II.
  2. B)Apenas III e IV.
  3. C)Apenas I, II e III.
  4. D)Apenas I, II e IV.
  5. E)I, II, III e IV.

C14Pref. Araquari/SC 2026
O truque mental que promete ajudar a dormir melhor e o que a ciência diz sobre isso Por Rachel Hosie De padrões de respiração até contar números para trás, já tentei inúmeros truques para dormir. Mas nenhum fez diferença, até que aprendi o embaralhamento cognitivo. ___ anos, a técnica consiste em pensar em uma palavra aleatória e emocionalmente neutra. “Bolo”, por exemplo. Você, então, pega a primeira letra da palavra, neste caso “B”, e pensa em quantos termos você puder começando com a mesma letra: “brinquedo”, “bota”, “batata”... e visualiza cada um deles, sucessivamente. Quando não conseguir pensar em mais nenhuma palavra começando com “B”, você prossegue para a segunda letra, “O”. E raramente chego acordada ___ terceira. Há vídeos recomendando o embaralhamento cognitivo que já foram postados nas redes sociais nos últimos anos. O embaralhamento cognitivo, ou “formação de imagens diversas em série”, foi desenvolvido há mais de 15 anos pelo professor Luc P. Beaudoin, da Universidade Simon Fraser, no Canadá. Beaudoin afirma ter desenvolvido o conceito de formação de imagens diversas em série (concentrando o cérebro em uma série de imagens neutras e aleatórias) por meio de “um longo processo de adivinhação dos mecanismos subjacentes ao início do sono”, ao lado de “tentativa e erro comigo próprio”. O embaralhamento cognitivo funciona porque desvia sua atenção dos pensamentos que interferem com o adormecer, segundo a psicóloga Eleni Kavaliotis, pesquisadora do sono da Universidade Monash, na Austrália, “ao fazê-lo, ele tenta imitar os padrões de pensamentos difusos, desconectados e aleatórios que o cérebro começa naturalmente a gerar quando adormecemos”. Desta forma, o embaralhamento cognitivo é projetado para reproduzir um processo natural denominado composição hipnagógica. Ela ocorre nos limites entre a vigília e o sono. Beaudoin explica: “a teoria é que, durante o embaralhamento cognitivo, o cérebro se encontra, em certos aspectos relevantes (mas nem todos), como no início do sono normal”. Beaudoin espera que a popularidade do embaralhamento cognitivo na internet signifique que a técnica está ajudando as pessoas. Ele gostaria de ver estudos comparando seu funcionamento entre ___ pessoas que enfrentam problemas ocasionais para dormir (o que ele chama de insônia não clínica) e pessoas que sofrem de insônia clínica. A insônia clínica crônica requer mais do que apenas jogos de palavras. Mas, para mim, o embaralhamento cognitivo foi revolucionário. (Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly69134nz3o – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o motivo do uso do acento agudo na palavra “Canadá” e uma palavra acentuada pelo mesmo motivo.

  1. A)Regra da oxítona – você.
  2. B)Regra da paroxítona – aleatória.
  3. C)Regra da proparoxítona – técnica.
  4. D)Regra da proparoxítona – cérebro.

C15TCE/SC 2026
Uma notícia recente dizia: A Presidente da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC), Thaisse Craveiro, convocou os Membros Institucionais do Conselho de Representantes para Reunião Extraordinária a ser realizada no dia 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira), às 17h, em modalidade virtual, por meio da plataforma Zoom. A convocação ocorre nos termos do Estatuto da entidade e tem como pauta o exame de situação institucional envolvendo procedimento disciplinar contra Auditor de Controle Externo, bem como a definição de estratégias políticas e jurídicas voltadas à preservação da independência funcional e das garantias inerentes à função de auditoria. Nesse segmento textual, há exemplos corretos da utilização do acento grave indicativo da crase. Assinale a frase em que o emprego desse acento mostra incorreção.

  1. A)As leis respondem às necessidades da população.
  2. B)Os olhos dos tribunais estão voltados à fiscalização.
  3. C)As leis não devem ser obedecidas à força.
  4. D)Os sonegadores foram levados à Justiça.
  5. E)O artigo dirige seu foco para às novas funções.

C16PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026
Texto base: ATENÇÃO: O texto abaixo é o início de uma pequena narrativa de Stanislaw Ponte Preta. Use-o para responder às duas próximas questões. “Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco? A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal.” Observe com atenção o início de uma crônica de Mário de Andrade. A pesca do dourado “Quando chegamos na barranca do Mogi, andadas oito léguas de cabriolante forde, era madrugada franca. O rio fumava no inverninho delicioso. Vento, nada. E a névoa do rio meio que arroxeava, guardando na brancura as cores do sol futuro. Estivemos por ali, esquentando no foguinho caipira que é o cobertor da nossa gente. Estivemos por ali, esfregando as mãos, tomando café, preparando as varas. Eu, como não tinha esperança mesmo de pescar nenhum dourado, fui pescar iscas no ceveiro. Nove bastavam, me falaram. E a rodada principiou.” Há um conjunto de características da linguagem empregada nesse texto. Assinale a característica apontada que mostra um exemplo adequado.

  1. A)Emprego incoerente de forma diminutivas: “o rio fumava no inverninho delicioso.”
  1. B)Desrespeito à norma culta da língua portuguesa: “Quando chegamos na barranca do Mogi”.
  2. C)Utilização equivocada da pontuação: “Vento, nada”.
  3. D)Ordem inadequada de frases: “Nova bastavam, me falaram.”
  4. E)Uso exclusivo da linguagem lógica: “esquentando no foguinho caipira que é o cobertor da nossa gente”.

C17CRQ-BA 2025

Julgue os itens a seguir, em relação à linguagem inclusiva e não discriminatória na redação oficial, bem como aos documentos eletrônicos e às comunicações oficiais digitais. Os documentos digitais poderão ser enviados eletronicamente para juntada aos autos de processo eletrônico, e o teor e a integridade dos documentos digitalizados, que são os obtidos a partir da conversão de documentos não digitais, são de responsabilidade do interessado, que responderá por eventuais fraudes.

(  ) Certo    (  ) Errado

C18GHC 2026
Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil Por Leandro Staudt O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônico, que continua no mercado, foi criado ___ mais de cem anos no interior de São Paulo. Após se formar em Farmácia, com a ajuda financeira da mãe e de um irmão, Cândido Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910, buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos medicamentos. A revista Manchete publicou, em 1975, que a receita do tonificante reunia “ferro, cálcio, ácido fosfórico, um pouco de ___________ e vinho do Porto, obedecendo proporções homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores da cidade. Diante da procura, Fontoura lançou oficialmente o tônico. O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos. O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico. As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater "anemia, neurastenia (___________), debilidade e tuberculose". O Biotônico já não contém álcool etílico na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento. (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontoura- como-surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova). Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto: “foi criado ___ mais de cem anos no interior de São Paulo”. “um pouco de ___________ e vinho do Porto”. “anemia, neurastenia (___________), debilidade e tuberculose”.

  1. A)a – noz moscada – fraquesa
  2. B)a – noz-moscada – fraqueza
  3. C)há – noz-moscada – fraqueza
  4. D)há – noz moscada – fraquesa
  5. E)há – noz moscada – fraqueza

C19CGM PORTO VELHO/RO 26
Texto base (CG1A1-I): A inteligência artificial (IA) na educação é, sem dúvida, um dos campos emergentes mais promissores na tecnologia educacional. Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas, como aprendizagem e resolução de problemas. Apesar de a IA estar há mais de 30 anos em desenvolvimento, o debate sobre sua aplicação pedagógica em larga escala e seu impacto no ensino superior permanece em aberto. Até recentemente, suas principais aplicações concentravam-se em serviços de apoio acadêmico e administrativo, como análise de perfis, previsões, avaliação de desempenho, monitoramento de metas, personalização e tu toria inteligente. Contudo, a partir de 2020, modelos de linguagem generativa, como o ChatGPT, começaram a ser amplamente utilizados, marcando um avanço significativo no ensino e na aprendizagem. Esses modelos podem transformar buscas na Internet em relatórios abrangentes que simulam textos humanos. Entretanto, compreender seu funcionamento é essencial, pois seu uso levanta debates sobre ética, plágio e outras questões. Apesar do impacto ainda imprevisível, a IA tem o potencial de transformar a educação n os próximos anos, apoiando alunos, professores e administradores em todas as etapas do ensino. Para isso, é fundamental compreender o valor e as limitações da IA. As instituições não podem deixar esse processo ao acaso: é indispensável uma abordagem sistemática que garanta formação adequada e uma estrutura clara, com o envolvimento de todas as partes interessadas, para que as decisões sobre o uso da IA sejam bem entendidas e amplamente aceitas por toda a comunidade acadêmica. Como em qualquer tecnologia significativa, as decisões devem ser tomadas no nível certo e pelas pessoas adequadas. Cabe à gestão superior e ao corpo docente decidir como a IA será utilizada. Ignorar essa inovação e esperar que desapareça não é uma opção, pois ela continuará a evolui r e a se fortalecer. Instituições que não adotam essas inovações formarão profissionais despreparados para as demandas de um mercado cada vez mais tecnológico e dinâmico. Internet: <https://unifametro.edu.br> (com adaptações). Considerando o texto CG1A1 -I, julgue os itens a seguir, em relação ao emprego do sinal indicativo de crase e à acentuação gráfica. I Em “Cabe à gestão superior” (último parágrafo), o sinal indicativo de crase é facultativo. II O trecho “Essa tecnologia possibilita que máquinas simulem habilidades humanas” (primeiro parágrafo) poderia ser corretamente reescrito como Essa tecnologia possibilita à máquinas simularem habilidades humanas. III Os vocábulos “é” e “há” são acentuados gr aficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. Assinale a opção correta.

  1. A)Apenas o item II está certo.
  2. B)Apenas o item III está certo.
  3. C)Apenas os itens I e II estão certos.
  4. D)Apenas os itens I e III estão certos.
  5. E)Todos os itens estão certos.

C20Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026
Saudade da coxa de catupiry Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis. Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja, a gente não tinha dúvidas ‒ o que ali estava era croquete, coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles tão complexos e empetecados que você se pergunta se não seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir com legenda. Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento, estenderam na minha direção um artefato aparentemente comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha ‒ mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda, um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana ‒ onde vamos parar? E o que fazer com o bagaço? Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo. Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi, que depois sumiram do mapa. Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho? Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz. Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho de feijão. (Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)

É correto afirmar que, em sua infância, o narrador

  1. A)tinha o hábito de andar pela cidade de Belo Horizonte à procura de alguém que ainda fizesse cajuzinhos.
  1. B)desconhecia certos ingredientes que seus familiares tinham o hábito de usar para fazer salgadinhos e docinhos.
  2. C)costumava consumir certos produtos que, a partir de um certo momento, não se encontravam mais.
  3. D)evitava ao máximo comer alimentos que contivessem ingredientes diferentes como shitake, rúcula ou kiwi.
  4. E)enfrentou problemas relacionados à primeira denti ção, o que o impediu de conhecer determinados alimentos.

C21STM 2025

Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue os próximos itens. Nas comunicações oficiais, não cabe qualquer tom particular ou pessoal, porque o seu universo temático se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público.

(  ) Certo    (  ) Errado

C22Pref. Estrela Velha/RS 2026
A tecnologia como aliada no envelhecimento saudável Por Henrique Giacomin Segundo dados do IBGE, o número de idosos que utilizaram a internet chegou a 24,5 milhões no ano de 2024. Enquanto em 2019 apenas 44,8% se conectavam à rede, o número chegou a quase 70% das pessoas nessa faixa etária. Embora seja difícil dizer exatamente quais foram os usos da internet pelos idosos, as inovações tecnológicas promovem novos serviços e ferramentas com potencial uso pela terceira idade. Com o avanço das inovações digitais, surgem cada vez mais ferramentas que ajudam na prevenção de doenças, na reabilitação, na autonomia e até no combate à solidão. Segundo Egídio Dorea, médico e coordenador do programa USP 60+ da ______ de Cultura e Extensão Universitária da USP, “a tecnologia vem permitindo que muitas pessoas envelheçam com mais independência, conforto e segurança. Desde dispositivos que monitoram sinais vitais em tempo real até plataformas que facilitam a comunicação com médicos ou familiares, ela se tornou uma ferramenta de apoio para que o idoso possa permanecer ativo e integrado à sociedade”. Mediante os avanços tecnológicos, cresce também o conceito de aging in place. A ideia é que, por meio da tecnologia, os idosos possam envelhecer no próprio lar com qualidade de vida. A proposta é que dispositivos e softwares possam garantir uma maior qualidade de vida sem abdicar do conforto. Atualmente, dispositivos como relógios e pulseiras inteligentes são capazes de acompanhar a frequência cardíaca, a qualidade do sono e até os níveis de glicose. Aplicativos voltados para alimentação, atividade física e meditação têm incentivado hábitos saudáveis, enquanto sistemas baseados em inteligência artificial ajudam médicos a prever riscos e recomendar tratamentos personalizados. A tecnologia também está presente na reabilitação. Ferramentas como jogos interativos e realidade virtual vêm sendo usadas com ótimos resultados em terapias motoras e cognitivas, tornando o processo mais envolvente e eficaz. Dispositivos de segurança doméstica: sensores, câmeras, assistentes de voz, que conseguem detectar quedas ou mudanças de comportamento, também dão mais autonomia para o idoso e mais tranquilidade para a família. “É um campo que ainda vai crescer muito nos próximos anos”, comenta Dorea. Programas e softwares como as redes sociais também se tornam importantes no processo do envelhecimento. Aplicativos de mensagens e ______ têm o potencial de diminuir o isolamento social — que pode ser um dos grandes desafios da terceira idade. Para além disso, campos como o da ______ permitem consultas on-line, prescrições digitais e acompanhamento a distância. Dessa forma, a tecnologia pode garantir acesso à saúde de forma rápida e segura, especialmente para quem vive longe dos grandes centros ou tem dificuldade de locomoção. Embora seja necessário levar em consideração questões como o letramento digital e a integração tecnológica em todas as faixas etárias no País, mas especialmente na terceira idade, a tecnologia abre possibilidades para uma velhice mais ativa, conectada e segura. “Essas ferramentas digitais não substituem o contato humano, mas complementam o cuidado. Elas ampliam o acesso, promovem autonomia e criam novas possibilidades de interação e cuidado personalizado”, complementa Dorea. (Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/a-tecnologia-como-aliada-no-envelhecimento-saudavel/ – texto adaptado especialmente para esta prova). Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os processos de formação às respectivas palavras retiradas do texto. Coluna 1 1. Encontro consonantal. 2. Ditongo oral decrescente. 3. Dígrafo. 4. Hiato. Coluna 2 ( ) Faixa. ( ) Programas. ( ) Saúde. ( ) Velhice. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

  1. A)4 – 1 – 3 – 2.
  2. B)2 – 4 – 1 – 3.
  3. C)3 – 2 – 4 – 1.
  4. D)2 – 1 – 4 – 3.

C23SEMEC PORTO VELHO/RO 26
Texto base (CG1A1): Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aument ou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%. Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995 -2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresen ta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças. De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%. Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulh eres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%. O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças n o perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública feder al, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. “O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço import ante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann. Internet: <https://agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).

Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada para o trecho “que reserva às pessoas negras 20% das vagas” (quinto parágrafo) preserva a correção gramatical e os sentidos do texto CG1A1.

  1. A)que concede a população negra 20% das vagas
  2. B)que assegura à toda a população negra 20% das vagas
  3. C)que resguarda à cada pessoa negra 20% das vagas
  4. D)que destina a todas as pessoas negras 20% das vagas
  5. E)que garante as pessoas negras 20% das vagas

C24CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF
São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações). Julgue os itens a seguir, ref erentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. Texto base: Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela prime ira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela. Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar. O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pr essão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue. A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e s e tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velo cidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi -los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais tem iam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade. Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona. Laura Motta (Trad.).

Diferentemente do medo de armas de fogo, o medo de cobra é caracterizado no texto como algo que independe de experiência prévia, é constante, ocorre em diferentes culturas e tem base biológica.

(  ) Certo    (  ) Errado

C25FUB 25

Considerando as características gerais da redação oficial e a padronização de documentos da Universidade de Brasília, julgue os itens a seguir. O termo Doutor não é forma de tratamento, por isso não deve ser empregado para se referir aos destinatários das comunicações oficiais, ainda que eles tenham concluído curso de doutorado.

(  ) Certo    (  ) Errado

1.8 Gabarito comentado

P1inédita · pré-testeResposta: A

Conceito: A ortografia portuguesa registra formas convencionais que não podem ser deduzidas apenas pelo som.
Raciocínio: A grafia correta é ‘exceção’, ‘consciência’ e ‘indecente’; somente a alternativa A apresenta as três formas normativas.
Por que as outras estão erradas:
  • B: ‘Excessão’ não é grafia padrão; escreve-se ‘exceção’.
  • C: ‘Consiência’ está incorreta; escreve-se ‘consciência’.
  • D: ‘Indescente’ está incorreta; escreve-se ‘indecente’.
  • E: As três formas estão grafadas incorretamente.
Pegadinha: A proximidade sonora induz à troca de letras e à duplicação indevida de consoante.
Base: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP).
Questão irmã: A grafia padrão é ‘consciência’. Gabarito: Certo

P2inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: O meio eletrônico não elimina os atributos da comunicação oficial.
Raciocínio: A redação deve ser clara, precisa e adequada à finalidade institucional. A alternativa B reúne assunto, providência e linguagem compatível.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Abreviações informais podem prejudicar clareza e formalidade.
  • C: A identificação explícita do destinatário evita encaminhamento equivocado.
  • D: O e-mail pode integrar comunicação oficial e deve conservar registros necessários.
  • E: Formalidade não significa rebuscamento; a redação deve ser clara.
Pegadinha: Confundir rapidez do meio com dispensa de clareza ou formalidade.
Base: Manual de Redação da Presidência da República, 3ª edição (2018), seção sobre correio eletrônico.
Questão irmã: Um e-mail funcional deve explicitar assunto e providência em linguagem clara. Gabarito: Certo

P3inédita · pré-testeResposta: B

Conceito: Crase depende da fusão entre preposição e artigo feminino; não ocorre antes de verbo.
Raciocínio: ‘Encaminhar a’ rege preposição e ‘chefia’ admite artigo: ‘à chefia’. Antes do verbo ‘partir’, não se usa crase: ‘a partir’. Sequência à / a, alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A primeira lacuna exige crase pela regência e pelo artigo.
  • C: A primeira lacuna exige crase.
  • D: A segunda lacuna vem antes de verbo e não admite crase.
  • E: Além de não representar a sequência correta, ‘as’ não cabe na construção da primeira lacuna.
Pegadinha: A locução ‘a partir’ não recebe crase, embora a frase contenha outro caso de crase.
Base: Regra geral de emprego do acento indicativo de crase.
Questão irmã: A forma correta é ‘encaminhou o pedido à direção e começou a revisar’. Gabarito: Certo

F1inéditaResposta: C

Conceito: A inferência deve permanecer dentro das informações dadas pelo texto.
Raciocínio: O aviso delimita a situação à manutenção de um elevador e indica a recepção como local para pedir apoio. A alternativa C reproduz essa orientação sem extrapolar.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Generaliza o fechamento para todos os elevadores e para sempre.
  • B: Troca quem presta apoio pela equipe de manutenção.
  • D: O fechamento do prédio não aparece no aviso.
  • E: Não há restrição de uso por categoria de usuário.
Pegadinha: Ampliar uma informação específica para toda a instalação ou para um período indefinido.
Base: Interpretação textual: inferência apoiada em informação explícita.
Questão irmã: Se um aviso menciona apenas um elevador, não se conclui que todos estejam interditados. Gabarito: Certo

F2inéditaResposta: B

Conceito: Acentos diferenciais distinguem algumas formas verbais, e a concordância define a forma adequada.
Raciocínio: ‘Pôde’ marca o pretérito de poder e está corretamente empregado com ‘ontem’. Alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Com sujeito plural, a forma é ‘têm’.
  • C: Com sujeito singular ‘a equipe’, a forma é ‘mantém’.
  • D: Com sujeito singular ‘o setor’, a forma é ‘vem’.
  • E: O verbo deve levar acento circunflexo: ‘pôr’ o formulário.
Pegadinha: Distinguir acento diferencial de concordância de número.
Base: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Base IX.
Questão irmã: Em ‘O setor pôde atender ontem’, a forma verbal indica passado. Gabarito: Certo

F3inéditaResposta: B

Conceito: A crase ocorre quando a preposição a se funde com artigo feminino; não ocorre antes de verbo.
Raciocínio: ‘Encaminhar a’ exige preposição, e ‘diretora’ admite artigo: ‘à diretora’. Antes do infinitivo ‘revisar’, não há artigo, portanto se escreve ‘a revisar’. Alternativa B.
Por que as outras estão erradas:
  • A: A primeira lacuna exige crase.
  • C: A primeira lacuna exige crase.
  • D: A segunda lacuna vem antes de verbo e não admite crase.
  • E: ‘As’ não cabe antes do substantivo singular ‘diretora’ nessa construção.
Pegadinha: A presença de crase na primeira lacuna não autoriza repeti-la antes do verbo.
Base: Regra geral de emprego do acento indicativo de crase.
Questão irmã: A servidora dirigiu-se à chefia para começar a preencher o formulário. Gabarito: Crase antes de ‘chefia’; sem crase antes de ‘preencher’.

F4inéditaResposta: B

Conceito: Objetividade e concisão tornam explícita a informação necessária sem rodeios.
Raciocínio: A alternativa B apresenta o pedido diretamente e especifica prazo, sem digressão ou fórmulas excessivas.
Por que as outras estão erradas:
  • A: Acumula fórmulas de cortesia e atenua desnecessariamente o pedido.
  • C: É vaga e não define destinatário nem prazo.
  • D: Inclui repetição e ressalvas que enfraquecem a instrução.
  • E: Anuncia digressões antes de apresentar a finalidade.
Pegadinha: Tomar formalidade por extensão e excesso de fórmulas cerimoniosas.
Base: Manual de Redação da Presidência da República, 3ª edição (2018), atributos da redação oficial.
Questão irmã: ‘Encaminhe o relatório até sexta-feira’ é mais direto que uma solicitação cercada de rodeios. Gabarito: Certo

F5inéditaResposta: A

Conceito: Conectivos indicam relações lógicas que devem ser preservadas na paráfrase.
Raciocínio: ‘Mas’ estabelece contraste entre a redução da espera e a permanência do agendamento. A alternativa A conserva ambas as informações e o contraste.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Afirma que o agendamento foi eliminado, contrariando o texto.
  • C: Inverte a relação causal e nega a necessidade de agendamento.
  • D: Afirma aumento da espera e cancelamento, fatos ausentes.
  • E: Atribui ao texto uma causa e uma consequência incompatíveis.
Pegadinha: Ignorar o conectivo adversativo e alterar o alcance da negação.
Base: Coesão textual e relações lógico-discursivas.
Questão irmã: ‘A medida melhorou o fluxo, mas não dispensou a triagem’ indica melhora e manutenção da triagem. Gabarito: Certo

Q1oficialResposta: E

Conceito: O e-mail pode funcionar como sistema de transmissão, endereço eletrônico e gênero textual oficial.
Raciocínio: Como gênero textual, o e-mail oficial deve observar a linguagem adequada e pode constituir documento oficial; portanto, a alternativa E está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: O e-mail também é prática corrente na administração pública.
  • B: A informalidade não dispensa o padrão exigido nas comunicações oficiais.
  • C: Mensageria não substitui integralmente o e-mail oficial.
  • D: Endereços institucionais seguem domínio oficial, não domínios aleatórios como .google.com.
Pegadinha: Confundir os diferentes sentidos de e-mail e supor que o gênero seja necessariamente informal.
Base: Manual de Redação da Presidência da República, 3ª edição, seção sobre correio eletrônico.
Questão irmã: Um e-mail enviado no exercício da função pública pode ter natureza de documento oficial. Gabarito: Certo

Fonte: ALE/RO 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q2oficialResposta: A

Conceito: A classificação da palavra quanto à tonicidade depende da posição da sílaba tônica.
Raciocínio: Você tem tonicidade na última sílaba (vo-CÊ), sendo oxítona; pelagem, ciência e manchado são paroxítonas. Logo, Você é a exceção.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Pelagem tem sílaba tônica na penúltima sílaba: pe-LA-gem.
  • C: Ciência é paroxítona: CI-ên-cia.
  • D: Manchado é paroxítona: man-CHA-do.
Pegadinha: Acento gráfico não determina sozinho a classificação tônica.
Base: Gramática normativa da língua portuguesa: classificação das palavras quanto à tonicidade.
Questão irmã: Classifique ‘café’ quanto à tonicidade. Gabarito: Oxítona

Fonte: Pref. Pinheiro Preto/SC 2026 — prova em pciconcursos.com.br

Q3oficialResposta: B

Conceito: A abreviatura de hora é h, sem ponto e sem plural.
Raciocínio: Em indicação de horário, a forma normativa é 20h30, sem dois-pontos nem a palavra ‘horas’. A opção B identifica o erro de escritura apontado.
Por que as outras estão erradas:
  • A: ‘À noite’ é locução adverbial feminina e admite crase.
  • C: O ponto e vírgula pode separar orações coordenadas com autonomia sintática.
  • D: ‘Aterrissar’ está corretamente grafado.
  • E: O texto não apresenta a expressão ‘contra’ para justificar essa troca.
Pegadinha: A forma abreviada não leva ponto nem s; em 20h30 o h fica entre os valores.
Base: Sistema Internacional de Unidades e convenção de representação de horas: símbolo h.
Questão irmã: A forma abreviada de 8 horas é 8h. Gabarito: Certo

Fonte: NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A. 2026 — prova em pciconcursos.com.br

Q4oficialResposta: B

Conceito: A crônica humorística apresenta a mentira como comportamento que surge naturalmente nas relações sociais.
Raciocínio: O narrador relata desde a infância justificativas inventadas para evitar consequências e até as apresenta como forma de poupar a mãe. A alternativa que sintetiza essa naturalização é B.
Por que as outras estão erradas:
  • A: O texto não se limita à perspectiva subjetiva do indivíduo; generaliza o comportamento.
  • C: Não há crítica de uma estrutura social que oprime os personagens.
  • D: A mentira é narrada como estratégia, não como covardia.
  • E: O narrador não a trata como mera escolha indiferente, mas como comportamento recorrente.
Pegadinha: Ler o humor e a ironia como uma defesa literal da mentira, ignorando que a questão pede a condição retratada.
Base: Interpretação do trecho de Luís Fernando Veríssimo reproduzido no enunciado.
Questão irmã: No trecho, a mentira aparece como comportamento aprendido e recorrente desde a infância. Gabarito: Certo

Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q5oficialResposta: A

Conceito: Um texto prescritivo estabelece condutas, deveres ou orientações para seu destinatário.
Raciocínio: As formas ‘deve estar’ e ‘devem ser utilizados’ impõem regras de atualização e uso dos leitos, evidenciando prescrição. Alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Vocabulário técnico caracteriza o tema, não a função prescritiva.
  • C: Identificação institucional caracteriza a forma do ofício, não prescrição.
  • D: Siglas identificam entidades e conceitos, não exprimem obrigação.
  • E: Referências geográficas e administrativas não são marcas de prescrição.
Pegadinha: Confundir formalidade ou tecnicidade com a função linguística que estabelece conduta.
Base: Marcas linguísticas de modalidade deôntica, em especial o auxiliar ‘dever’.
Questão irmã: A expressão ‘os servidores devem atualizar o cadastro’ tem valor prescritivo. Gabarito: Certo

Fonte: TJ/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q6oficialResposta: A

Conceito: A crase ocorre quando a preposição a se funde ao artigo feminino a/as.
Raciocínio: ‘Ligada à capacidade’ pede preposição e artigo; ‘ou seja, a capacidade’ é sujeito de ‘reter’, sem preposição; ‘é a quantidade’ também traz artigo, sem preposição. Sequência à – a – a, alternativa A.
Por que as outras estão erradas:
  • B: Não há crase na primeira lacuna, mas há necessidade dela na primeira: ligada a + a capacidade.
  • C: A segunda lacuna não admite crase, pois ‘a capacidade’ é sujeito; a terceira tampouco.
  • D: A primeira está correta, mas a segunda não leva crase.
Pegadinha: O artigo feminino isolado não basta para justificar crase: é necessária também a preposição.
Base: Regra geral de emprego do acento indicativo de crase: fusão de preposição e artigo feminino.
Questão irmã: Em ‘referiu-se à norma’, ocorre crase pela fusão da preposição com o artigo. Gabarito: Certo

Fonte: Pref. Ivorá/RS 2026 — prova em pciconcursos.com.br

Q7oficialResposta: C

Conceito: O ofício é utilizado para comunicações oficiais entre órgãos, unidades administrativas e particulares.
Raciocínio: O Manual de Redação de 2018 adotou o ofício como padrão para comunicações oficiais, abrangendo comunicações internas e externas. Portanto, C está correta.
Por que as outras estão erradas:
  • A: O memorando deixou de ser tratado como espécie separada; o ofício é adotado nas comunicações oficiais.
  • B: Ata registra ocorrências e deliberações de reunião, não é ato normativo por natureza.
  • D: O registro sumário e cronológico de reunião é próprio da ata, não do relatório.
  • E: O encaminhamento entre órgãos é feito por ofício, não por ata.
Pegadinha: Aplicar a antiga distinção entre memorando e ofício, que o Manual de 2018 superou.
Base: Manual de Redação da Presidência da República, 3ª edição (2018), capítulo sobre comunicações oficiais.
Questão irmã: O ofício pode ser usado em comunicação oficial dirigida a particular ou a outro órgão público. Gabarito: Certo

Fonte: TCE/SC 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

Q8oficialResposta: E

Conceito: A ortografia padrão registra ‘indecente’ com e depois do d, e não ‘indescente’.
Raciocínio: Na alternativa E, ‘indescente’ está grafado incorretamente; a forma correta é ‘indecente’. As demais duplas apresentam grafias corretas.
Por que as outras estão erradas:
  • A: ‘Exceção’ e ‘adolescente’ estão corretamente grafadas.
  • B: ‘Necessário’ e ‘decréscimo’ estão corretamente grafadas.
  • C: ‘Prescindir’ e ‘consciente’ estão corretamente grafadas.
  • D: ‘Incidente’ e ‘decréscimo’ estão corretamente grafadas.
Pegadinha: A troca de posição de s e c produz uma forma inexistente na norma-padrão.
Base: Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), verbete ‘indecente’.
Questão irmã: A forma correta é ‘indecente’, com c após o de. Gabarito: Certo

Fonte: NAV BRASIL 2026 — prova em conhecimento.fgv.br

C1cadernoResposta: Certo

O item está certo: o tratamento formal dirigido ao presidente da República é Vossa Excelência, por extenso, conforme o manual indicado.

Fonte: UDESC 26

C2cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: “acender” é usado com o sentido de início do verão; “ascender” significa subir ou elevar-se e não cabe nesse contexto.

Fonte: ALE/RO 2026

C3cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: “à sua conta” pode receber crase, pois há preposição e artigo antes do possessivo feminino.

Fonte: ALEGO 2026

C4cadernoResposta: Certo

O item está certo: além de informar dados, o texto defende metas e políticas de eletrificação, apresentando orientação argumentativa.

Fonte: INFRA S/A 26 ANALISTA

C5cadernoResposta: Certo

O item está certo: requerimento é pedido formal do interessado dirigido à autoridade competente.

Fonte: ANSA 26

C6cadernoResposta: Errado

O item está errado: no texto, “etno-histórico” mantém hífen; a afirmação sobre a grafia não corresponde à regra aplicável.

Fonte: IRBR 26 DIPLOMACIA

C7cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: “Belo Horizonte” não é precedida de artigo nesse uso; escreve-se “a Belo Horizonte”, sem crase.

Fonte: NAV BRASIL 2026

C8cadernoResposta: Errado

O item está errado: a descrição das telhas estabelece contraste social, não sustenta a conclusão proposta no item.

Fonte: Instituto Rio Branco - IRBr 2026

C9cadernoResposta: Certo

O item está certo: a exposição de motivos é expediente usado para submeter proposta de ato normativo à consideração presidencial.

Fonte: PF 25

C10cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: “domésticos”, “hipótese” e “característica” são proparoxítonas e todas recebem acento.

Fonte: Pref. Pinheiro Preto/SC 2026

C11cadernoResposta: C

A alternativa C está correta: acidente e incidente têm sentidos distintos; a substituição altera o sentido pretendido.

Fonte: MP/ES 2026

C12cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: o texto informa sobre a função dos nutrientes na saúde da tireoide.

Fonte: PREF/MACAE/RJ 2026

C13cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: os quatro procedimentos contribuem para a clareza do texto oficial, conforme o Manual de Redação da Presidência da República.

Fonte: UFRGS 2025

C14cadernoResposta: A

A alternativa A está correta: “Canadá” é oxítona terminada em “a”, assim como “você”, oxítona terminada em “e”; ambas são acentuadas por essa regra.

Fonte: Pref. Araquari/SC 2026

C15cadernoResposta: E

A alternativa E está correta: “para às novas funções” é inadequado, pois após “para” não se usa crase nesse contexto.

Fonte: TCE/SC 2026

C16cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: no padrão formal, o verbo “chegar”, indicando destino, rege a preposição “a”; “chegar na barranca” é marca de uso coloquial, não da regência formal prescrita.

Fonte: PREF/SAO JOSE DOS CAMPOS/SP 2026

C17cadernoResposta: Certo

O item está certo: documentos digitalizados podem ser enviados para juntada ao processo eletrônico, e o interessado responde pela integridade e pelo teor do documento convertido, inclusive em caso de fraude.

Fonte: CRQ-BA 2025

C18cadernoResposta: C

A alternativa C está correta: usa-se “há” para indicar tempo decorrido; “noz-moscada” leva hífen, e “fraqueza” escreve-se com z.

Fonte: GHC 2026

C19cadernoResposta: B

A alternativa B está correta: apenas o item III é verdadeiro, pois “é” e “há” são monossílabos tônicos acentuados. A crase em “à gestão” não é facultativa, e não se usa crase antes de “máquinas”.

Fonte: CGM PORTO VELHO/RO 26

C20cadernoResposta: C

A alternativa C está correta: o narrador recorda produtos que consumia na infância e que depois desapareceram do mercado, como Crush, drops Dulcora e cajuzinho.

Fonte: Pref. Estância Turística de Tremembé/SP 2026

C21cadernoResposta: Certo

O item está certo: comunicações oficiais devem ser impessoais e tratar de assuntos de interesse público, sem tom particular ou pessoal do redator.

Fonte: STM 2025

C22cadernoResposta: D

A alternativa D está correta: faixa tem ditongo oral decrescente; programas, encontro consonantal; saúde, hiato; e velhice, dígrafo. A sequência é 2–1–4–3.

Fonte: Pref. Estrela Velha/RS 2026

C23cadernoResposta: D

A alternativa D está correta: “destina a todas as pessoas negras” conserva a ideia de reservar vagas para esse grupo e não leva crase antes do pronome “todas”.

Fonte: SEMEC PORTO VELHO/RO 26

C24cadernoResposta: Certo

O item está certo: o texto apresenta o medo de cobras como antigo e disseminado entre culturas, e cita chimpanzés criados em cativeiro que reagem à cobra na primeira exposição, sugerindo base biológica independente de experiência prévia.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 26 PLF

C25cadernoResposta: Errado

O item está errado: embora “doutor” não seja pronome de tratamento, a conclusão de que não deve ser usado nem para quem tem doutorado não decorre dessa premissa e contraria a padronização indicada no enunciado.

Fonte: FUB 25

1.9 Revisão relâmpago e mapa de revisão

  • Redação oficial prioriza clareza, precisão, objetividade, concisão e impessoalidade.
  • O ofício é o padrão de comunicação oficial no Manual de 2018.
  • A tonicidade depende da sílaba pronunciada com maior intensidade.
  • Toda proparoxítona é acentuada.
  • A crase funde preposição a e artigo feminino a/as.
  • Não se usa crase antes de verbo ou palavra masculina.
  • Interpretação correta não ultrapassa as pistas do texto.
  • Palavras absolutas e conectivos merecem conferência contextual.

Mapa de revisão

Reveja este capítulo em 1, 7 e 30 dias.

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